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SANTO REMÉDIO

O ALHO
UMA ABORDAGEM EMPÍRICA

Orlando Batista dos Santos


Thaís de Mello Cestari
SANTO REMÉDIO
O ALHO
UMA ABORDAGEM EMPÍRICA

Capa:
Viviane Cristina Betanin Maximiniano

Abril/2002
APRESENTAÇÃO

Raras são as pessoas que nunca experimentaram algum


tipo de chá, na esperança de suavizar uma cefaleia, uma gripe
ou um mal-estar qualquer. Mas não menos raro são também,
aquelas que logram obter resultados plenamente satisfatórios
com o uso das plantas medicinais, pelo simples fato de não
disporem de informações mais objetivas, capazes de
proporcionar segurança na aplicação do método, ainda que
caseiro, sem que uma dúvida paire no ar e sem colocar em
risco a própria saúde. Os tão propalados chás caseiros, base
da medicina na antiguidade, nunca deixaram de ser
importantes, e ainda hoje, muito tem contribuído para o bem-
estar e pela elevação da nossa qualidade de vida, quando
fazemos bom uso de suas potencialidades
É sabido que a abordagem com as plantas medicinais é
muito diferente daquela quando utilizamos os remédios
alopáticos, mas não necessariamente contraditória. Enquanto
se afirmam que os remédios alopáticos intervém sobre a
maioria das doenças de forma mais imediata possível, na
maioria das vezes as plantas oferecem respostas positivas a
um prazo maior, ao proporcionar ao organismo como um todo,
as condições para seu reequilibro, o que necessariamente
demanda algum tempo.
Ao aconselhar-mos o uso do alho, o fazemos com a
intenção de se propagar o aspecto preventivo a muitos males
que sabemos não haver dificuldades para evitá-los, embora
reconheçamos que não faltam experiências e testemunhos em
qualquer parte do mundo sobre sua eficácia também como
remédio curativo, mas, a falta de rigor, condição indispensável
para dar segurança aos adeptos da “cultura do chá”, faz com
que sejamos cautelosos. Por isso, faz-se necessário que se
trave um debate consequente, aberto e, de preferência, com
indicações ou demonstrações de resultados de pesquisas
oficiais que se tenham realizadas ou em curso
As informações deste trabalho foram colhidas do senso
comum, junto a pessoas que de alguma forma utilizam o alho
como medicamento caseiro. Conservamos neste trabalho, uma
visão essencialmente popular (inclusive em sua linguagem), um
esforço para resgatar aspectos consistentes da sabedoria
popular que necessita do moderno conhecimento científico
para desenvolver pesquisas que com certeza, só virão a
confirmar a eficácia dos ensinamentos dos antigos.
BREVE HISTÓRICO

O alho (Allium sativum) é uma planta herbácea pertencente


à família das Liliáceas. Pode atingir a altura de até 70
centímetros e é uma das culturas mais cultivadas no mundo
inteiro. Contudo, são muitas as suas variedades e deve-se
buscar, quando se trata de interesse pela sua produção, as que
melhor se adaptem em cada região, conselho que deve ser
muito bem observado no caso do Brasil, por causa do seu
clima variado. Na maior parte do território brasileiro o plantio do
alho ocorre entre os meses de março a maio.
Amplamente empregado como tempero de vários alimentos
e na indústria farmacêutica como remédio, o alho possui no
entanto, sabor e cheiro que nem todos apreciam, o que
contribui para a má fama da nossa planta.
Os registros históricos sobre o uso do alho pela civilização
perdem-se no tempo. Mas sabe-se que há pelo menos cinco
mil anos antes de Cristo, os egípcios já o utilizavam como
alimento e como remédio. Na Grécia antiga o alho fazia parte
das provisões dos guerreiros que além de alimento era
aplicado nos ferimentos produzidos em combates. Alexandre,
O Grande, conquistador da Grécia e de grande parte do mundo
conhecido na época também se utilizava dos benefícios dessa
planta.
Na Europa do século XIV, ficou famosa a saga dos quatro
ladrões de Marselha que, ignorando os riscos da peste negra
que dizimava milhares de pessoas, saqueavam casas e
vasculhavam cadáveres sem sertem contaminados, sendo
atribuído essa a proteção, ao consumo do alho, não só como
alimento, mas também e, principalmente, pelo uso de uma
solução desinfectante à base de alho, usada para
descontaminar as mãos e os objetos pilhados.
ALHO COMO REMÉDIO CASEIRO

É sabido que as plantas oferecem inúmeras possibilidades


de alívio e até mesmo cura de doenças, das mais comuns,
como uma simples virose, às mais temíveis, a exemplo do
câncer. O alho, com certeza, pertence ao rol das plantas mais
importantes e, assim como outras plantas medicinais, vale todo
esforço para se conhecer cada vez mais os benefícios que as
plantas oferecem. A divulgação de pesquisas recentes sobre
os princípios ativos de plantas medicinais só vem comprovar o
que a sabedoria dos antigos já afirmavam e transmitia de
geração em geração.
A sabedoria popular indica o uso do alho para males
diversos, incluindo-se aí arteriosclerose, asma, bronquite,
calosidades, dor de cabeça, dores reumáticas, febre, gripes e
resfriados, hipertensão, infecção intestinal, insônia, otite,
pneumonia, sinusite, verminose e até mesmo verrugas.
É evidente que alguns critérios para o uso do alho como
remédio precisam ser estabelecidos para que possamos tirar
bom proveito de suas potencialidades, e não corramos riscos
de banalizar-mos uma prática tão antiga, fazendo uso
inadequado e assim impedir-mos que sejam atingidos os reais
objetivos.
Quanto se fala em eficácia, creditamos que a primeira
questão a ser, é que a maioria dos chazinhos caseiros trazem
pouco ou nenhum benefício quando tomados uma única vez e,
ao mesmo tempo, o uso muito prolongado de um universo
muito reduzido de algumas substâncias ainda que natural,
pode trazer risco à saúde de quem o consome. Tudo pede
moderação e um mínimo de compreensão dos mecanismos
com que se está lidando.

O ALHO NO ORGANISMO

O consumo do alho produz intensa secreção não só das


glândulas digestivas mas também da bílis e ao exterminar
bactérias patogênicas (que provocam doenças) no intestino,
proporciona a recuperação da flora intestinal, auxiliando no
tratamento da prisão de ventre, e facilita a assimilação de
nutrientes. Já nas vias respiratórias, os elementos constituintes
do alho acelera as secreções de líquidos que se encontrem em
excesso no organismo, demonstrando seu poder expectorante
e diurético, ao mesmo tempo em que desinfeta e auxilia na
restauração das células comprometidas, sem agressões ao
organismo. Por essas razões, o alho é considerado um
antibiótico natural, desintoxicante, dilatador dos vasos
sanguíneos, dissolve catarros intestinais, é expectorante
pulmonar, preventivo de várias formas com que se manifesta o
câncer, reativador do paladar e do metabolismo, remove
catarros da face e restaura o olfato.
CONSTITUINTES DO ALHO

A planta contém óleo essencial rico em compostos com


predominância de enxofre: alilpropilbisulfureto, aliltrisulfureto,
aliltetrasulfureto, etc... Dentre as várias dezenas de compostos,
encontramos no alho pró-vitamina A, vitaminas C, B1 e B8,
sendo esta última de valor considerável, em relação ao
conjunto da utilidade da planta.
Denominada alicina a substância oleaginosa possui cheiro
muito forte, que torna-se mais acentuado, quanto maior for o
contato com o ar, ou ambiente externo.

PRODUTO FITOTERÁPICO

O óleo de alho é vastamente comercializado por


profissionais, farmácias e casas especializadas em produtos
fitoterápicos. Apresentado-se comumente em cápsula, o óleo
de alho comercializado apresenta vantagens, pela praticidade
do manuseio e pela possibilidade de se adicionar algum
produto para camuflar seu cheiro característico. Já as
desvantagens ficam por conta do preço que normalmente é
bem elevado, e ainda a possibilidade de redução do potencial
de cura, devido aos processos industriais e semi- industriais na
fabricação das capsulas de óleo de alho.
O alho também pode ser encontrado como remédio na
forma de florais, elaborados por farmácias de manipulação e
que também apresenta muita praticidade em suas embalagens.
CRENDIÇES POPULARES

São muitas as simpatias que podem ser colhidas do meio


popular sobre o uso do alho como fator de proteção. Diz a
crença popular que o alho afasta mau-olhado (energia negativa
recebida de terceiros), e o temido olho-gordo (energia
disparada pelas pessoas portadoras da inveja e da cobiça). Diz
ainda, que quando alguém é acometido de crises de histerias
ou confusão mental, basta esfregar alho nas têmporas do
paciente para que a normalidade seja logo restabelecida.
Um bom observador não terá dificuldades para localizar
essas pessoas que realmente acreditam no poder dessas
simpatias e ainda por cima, repassam essas informações para
gerações futuras, que as perpetuam. Crendices à parte, o certo
é que o alho sempre teve, através dos tempos, uma aplicação
para males não somente físicos, mas também para intervir em
questões espirituais. Não devemos nos esquecer que na idade
média, o alho era tido como planta anti-diabólica, material de
trabalho indispensável nos rituais de exorcismo de então.

O ALHO E A MENTE

COMBATE A MELANCOLIA - MELHORA A AUTO – ESTIMA E


DISSIPA EMOÇÕES DESTRUTIVAS
O interesse que o outro experimenta por nós, e sua reação
diante de nós, depende muito do estado psíquico que
apresentamos nas nossas relações interpessoais. Quem tem
dificuldades para expressar a sua própria personalidade terá
grande auxílio consumindo alho regularmente, já que esta
planta tende a provocar a harmonia entre nosso corpo e a
nossa mente, dissolvendo energias reprimidas. Com o uso do
alho desaparecem também muitos fatores de ansiedade, de
melancolia, fortalecendo nossa resistência psicológica e
provocando melhoras em nossa auto-estima. Com o equilíbrio
entre nosso corpo e nossa mente, nossas relações com o outro
dão- se com mais naturalidade.
ALIADO ESPIRITUAL

Alguns setores do esoterismo acreditam que o alho desfaz


encantamentos, protege contra ataques de forças psíquicas de
entidades astrais inconvenientes e é tido como formidável
desobsessor. Chamado de terror dos vampiros na Idade Média,
o alho produz na verdade, o equilíbrio natural entre nossas
energias físicas e pisicológicas, razão pela qual se justifica a
tão reconhecida fama.
INCONVENIENTES

Pessoas que se encontram em crise de pressão baixa não


devem fazer uso do alho cru, pelo simples fato de além de não
serem beneficiadas no momento da crise, o alho pode
contribuir para baixar a pressão arterial ainda mais. Neste caso
recomenda-se tomar só os medicamentos indicados pelo
médico, até que se encontre em condições mais favoráveis.
Um outro aspecto que merece atenção, é que, por colocar
em evidência nas pessoas, as potencialidades que lhes são
inerentes, o uso do alho deve ser moderado para aquelas
pessoas que se revelem coléricas, fogosas por natureza,
egocêntricas extremadas, e todas aquelas pessoas
sabidamente inconsequentes para com as responsabilidades
sociais. Nestes casos, deve-se lançar mão do alho para ações
curativas apenas, abstendo-se do uso muito frequente.
PREPARO DE SOLUÇÕES

1- ÁGUA E ALHO

Coloca-se um dente de alho de tamanho médio levemente


amassado em um copo com água e deixa- se em repouso por
aproximadamente uma hora, tempo necessário para dissolver
uma boa quantidade de princípios ativos do alho na água. Após
esse período, remover o dente de alho do copo e tomar dessa
água a quantidade que desejar. A água utilizada é a água
comum, potável, sem necessidade de fervura. Pode-se repetir
a operação quantas vezes se achar necessário. Em crianças e
idosos especialmente, esta receita com o alho surte resultados
miraculosos, prevenindo com muita eficácia, resfriados e outras
doenças respiratórias, muito comuns nessas faixas etárias.
Há várias outras formas de utilização do alho fervido mas,
evitamos citá-las, por considerar que o alho cru, conserva todas
as suas propriedades, fato que provavelmente não deverá ser
observado no alho cozido. Além do mais, o alho em forma de
chás fervidos são de um odor e sabor realmente mais difíceis
de serem suportados.

2- ÓLEO E ALHO

Socar, ou triturar um dente alho e colocá-lo num frasco


conta-gotas, juntando-se a um óleo neutro, que poderá ser
adquirido em uma farmácia. Essa solução, se bem conservada,
dura por 30 dias, a partir dos quais, deve ser renovada.

3- VINHO E ALHO

Retirar as cascas e triturar uma cabeça de tamanho médio


de alho e colocar a pasta em um litro de vinho branco. Depois
de transcorrer uma semana, filtrar e tomar um cálicezinho de
duas a três vezes ao dia, de preferência em jejum e antes das
refeições. Este procedimento é muito utilizado por pessoas
que querem emagrecer de forma lenta e segura.
EM QUÊ SE USA O ALHO COM FREQUÊNCIA

ASMA - BRONQUITE

A água de alho auxilia na expectoração ou expulsão de


líquidos formados no sistema respiratório, facilitando a cura de
inflamações por bactérias e viroses.
Deve-se ter muito cuidado com lugares onde o ar é poluído
e ainda com o uso de materiais de limpeza que contenham
produtos químicos à base de cloro e amônia. Os locais
insalubres, até mesmo dentro de nossas casas, e produtos de
limpeza são responsáveis por alergias que atacam as vias
respiratórias. Cuidado também com o açúcar. Há uma relação
direta entre doenças do sistema respiratório e o consumo
exagerado de açúcar, especialmente em crianças. Na idade
adulta, deve-se sempre acompanhar a taxa de açúcar no
sangue através de exames clínicos, já que o organismo tem
naturalmente, mais dificuldades para se livrar das impurezas, o
que justifica o surgimento de doenças do metabolismo, como
diabete. Os problemas das vias respiratórias que ao mais das
vezes se apresentam em forma de alergias, demandam um
tempo maior para a cura total. Mas sem dúvidas, já nos
primeiros dias em que se tomam água de alho, grandes alívios
são observados.

CALOSIDADE

Tecido morto ou semi-morto localizado em alguma região do


corpo que sofre pressões exageradas, a exemplo das mãos
que calejam pelo contato e pela força aplicada em
determinados instrumentos de trabalho, bem como os dedos
dos pés submetidos às pressões e rigidez de determinados
calçados.
Algumas gotinhas de alho em óleo aplicadas ao longo do
dia sobre a calosidades, isola, onde é aplicada, o tecido vivo do
tecido morto, em uma semana de aplicação.
DOR DE CABEÇA

As dores de cabeça mais comuns são decorrentes de


problemas estomacais, mal funcionamento do fígado e por
prisão de ventre. Numa palavra, consequências de uma
alimentação errada, onde se priorisa o paladar, em prejuízo da
função nutricional. Felizmente, tem-se divulgado muito sobre a
necessidade de sermos mais seletivos com os alimentos. E
talvez porque trate-se de um dado cultural, no tocante à dieta
alimentar, ainda estamos longe de ficar-mos livres das dores de
cabeça. O uso de água de alho em jejum e nos momentos de
crises é providencial para intervenção nos males citados que
origina a dor de cabeça.

DOR DE OUVIDO

A inflamação dos ouvidos, exceto se por algum incidente, ou


acidente, normalmente é indicador de “sangue sujo” ou seja,
sangue carregado de impurezas que os nossos órgãos
excretores não estão dando conta de eliminar, tornando-se um
caldo de cultura ideal para a instalação de vários tipos de
microorganismos que vão provocar as chamadas infecções. É
muito comum também, durante um processo de contrariedades
em que temos dificuldades para compreender e dar o melhor
encaminhamento aos problemas, isso venha a refletir no nosso
corpo físico e também na dinâmica do nosso metabolismo,
impedindo, tanto a assimilação adequada de nutrientes, quanto
uma limpeza eficaz do nosso organismo. Vigiemos também se
não estamos precisando consumir um pouco mais de água, ou
selecionar melhor os nossos alimentos, evitando os excessos
gordurosos ou açucarados, prevenindo-se assim, de problemas
decorrentes do descuido e do abuso que proporcionamos ao
nosso corpo.
Pessoas que tem facilidades para sofrer do ouvido devem
tomar água de alho com muita frequência, em jejum e antes
das refeições
DORES REUMÁTICAS

Os resíduos tóxicos alojados no nosso corpo são os


principais responsáveis pelas várias formas de reumatismo de
que somos acometidos, não importa o nome que se lhe é dado,
e o ácido úrico é um dos principais resíduos do metabolismo,
cuja presença em nosso corpo não pode ser subestimada.
Convém tomar água de alho e fazer compressa nos pontos
doloridos e recorrer ainda ao auxílio do limão para uma limpeza
mais eficiente, procedendo da seguinte forma: durante um mês,
reserva-se uma semana para tomar, em jejum, o suco de meio
limão de tamanho médio em um copo com água. No restante
do mês ou seja, nas outras três semanas, toma-se a água de
alho normalmente. Repete-se o procedimento até a cura total.
O suco do limão tomado em jejum não pode ir além de uma
semana, por causa do risco de desmineralização do nosso
organismo, caso haja excesso de seu uso.

GRIPE E RESFRIADO

Periodicamente nosso organismo precisa eliminar o excesso


de muco acumulado. É neste momento que um batalhão de
microorganismos e em especial, os patógenos, se aproveitam e
proliferam nesse muco disponível em nosso corpo trazendo
como consequência, doenças como a gripe. Melhorar a
nutrição é a melhor saída para manter a resistência do
organismo em dia. Mas, a água de alho tomada
periodicamente, com certeza evitará os transtornos provocados
pela gripe.
Uma das maiores causas da sinusite é o costume de dormir,
depois de um banho, com a cabeça molhada. Quem tem
sinusite procure evitar lavar a cabeça antes de dormir, se
quiser uma cura permanente. O problema sempre estará
sujeito a crises, toda vez que as condições climáticas
apresentem significativas variações, em especial, as variações
bruscas da umidade do ar.
Um padrão alimentar baseado em alimentos de origem
vegetal garantirá maior resistência ao nosso organismo contra
invasões virais e bacterianas.

INSÔNIA – ANSIEDADE

Uma interpretação para a insônia é a de que estamos tão


inseguros com nossos propósitos que sequer dormimos, com
medo de perder nossas aquisições materiais, ou não conseguir
honrar nossos compromissos assumidos na sociedade,
projetando-nos em lastimável estado de ansiedade e de
obsessão em torno dos projetos e pendências, desencadeando
ainda o processo denominado stress .
O resultado da insônia é a intoxicação do organismo, pela
falta de depuração do sangue que deveria ocorrer enquanto
dormimos. Numa observação mais detalhada de nossa rotina,
chegaremos facilmente à conclusão de que as noites mal
dormidas ou não dormidas, estabelecem correlações com
outros fatores que mais tarde, desencadeiam variados
processos negativos de interferência na nossa saúde.
A água de alho, sem dúvidas auxilia- nos muito a controlar
nossa ansiedade, permitindo o sono reparador. Mas é preciso
fazer opções saudáveis e definitivas para incorporar à nossa
rotina.
O mundo globalizado gira em alta rotação, desenvolvendo
exigências e criando novas necessidades. Mas nossas
cabeças, nossos valores e nossas capacidades permanecem
quase sempre as mesmas, apenas a cada dia mais
sobrecarregadas. Façamos nossas escolhas.

MICOSES SUPERFICIAIS

A aplicação de alho em óleo em dias alternados, controla as


micoses superficiais com muita facilidade, mesmo aquelas mais
persistentes. Muitas vezes esse tipo de problema pode ser
resolvido em uma semana.
OLHO-DE-PEIXE

Pingar, em dias alternados uma gota do alho em óleo sobre


o local afetado. A recuperação é muito rápida.

PRESSÃO ALTA

Usa- se água de alho no momento da crise e ao mesmo


tempo, cuidar para não ingerir alimentos muito gordurosos ou
salgados.
Pessoas hipertensas precisam repensar seus valores,
priorizando acima de tudo a paz, a harmonia, sem querer
resolver sozinho todos os problemas do mundo, sem
dependerem de milagres salvadores e sendo mais tolerantes
com o próximo e consigo mesmas.

UNHA ENCRAVADA

Aplicar três vezes por semana, uma gotinha de alho em óleo


sobre a cutícula e sobre o local do dedo afetado. Este
procedimento livrará a pessoa do problema com unha
encravada em poucas semanas, mesmo as que se encontram
a vários anos sofrendo do mal.

VERMINOSE

A água de alho tomada por 30 dias consecutivos previne as


verminose, devendo-se no entanto, cuidar para descobrir as
fontes de contaminações, que estão gerando o problema e
assim, tomar todas as precauções para saná-las.

VERRUGAS

Aplica-se polpa de alho bem amassado sobre a verruga e


protege-se com pano. Isto basta ser feito à noite. Dentro de
poucos dias de aplicação a verruga adquire um aspecto pálido
e deteriora-se aos poucos até desaparecer. Uma gota de óleo
em alho por dia aplicada sobre a verruga é suficiente para
resolver também o problema.
O ALHO E OS ANIMAIS

Atualmente está muito disseminada a prática de utilização


do alho também em hipódromos, pois foi constatado que o
morcego transmissor da raiva não atacam os animais que
tenham consumido alho misturado na sua ração. Também em
alimentos de cães e gatos deve-se fazer uso do alho, por que
além da proteção ao sistema digestivo dos animais, atua
também combatendo verminoses.
Segundo a crença popular, o alho é capaz ainda de afastar
cobras, sendo muito difundida a informação de que pescadores
e moradores de áreas infestadas tem o costume de macerar
um punhado de alho atando-o às pernas, com intuito de
protegerem-se em áreas infestadas por esses animais.
O CULTIVO DO ALHO

A época do plantio do alho varia de acordo com as


condições climáticas regionais, contanto que inicialmente haja
uma temperatura amena, entre 20 e 25 graus Celsius, por
aproximadamente 60 dias para a formação do bulbo. As
variedades mais comuns de alho exigem temperatura mais
baixas, menores que 20 graus Celsius. Já na fase de
maturação, a planta requer temperaturas mais elevadas e é por
essas razões que, na maior parte do Brasil o plantio de alho é
feito entre os meses de março abril e maio.

O ALHO PLANTADO NO QUINTAL

Comercialmente é preferível cultivar o alho em grande


escala, devendo-se para isso, buscar orientações técnicas
sobre o tipo se solo, época do plantio para cada região e para
cada variedade, enfim, todas as orientações que uma
instituição especializada em agricultura pode oferecer. No
entanto, o alho cultivado em casa constitui-se num ótimo
passa-tempo, como qualquer outra cultura que se produza de
forma doméstica, obtém-se os benefícios econômicos, já que
trata-se de um produto de preço relativamente elevado.
No quintal de casa, prepara-se um canteiro com
aproximadamente um metro de largura, e no comprimento que
se desejar, como fazemos com um canteiro de hortaliça,
tomando-se o cuidado para que a terra fique bem fofa,
misturando ao solo se possível, serragens de madeira ou
palhas secas de cereais ou, capim muito bem picotado. O
espaçamento entre as linhas deve ser em torno de 20 cm,
enquanto que o espaço entre os bulbilhos (dentes), deve ficar
em torno de 8 cm. Os bulbilhos devem ser plantados a uma
profundidade suficiente para cobri-lo (3 cm) e todo o canteiro
deverá ser coberto por fina camada de palha ou capim, a fim de
protegê-lo da erosão e do ressecamento do solo. Para tanto, a
rega diária faz-se necessária, a fim de garantir um bom
desenvolvimento das plantas e bons resultados na colheita.
O tempo da colheita do alho é indicado pelo amarelecimento
de suas folhas, o que se dá entre o quinto e o sexto mês,
dependendo da variedade escolhida para o plantio.
ADVERTÊNCIA

As sugestões sobre o uso do alho citadas neste trabalho,


refletem as informações obtidas do conhecimento popular e
não implica em ipótese alguma, em substituição de tratamento
médico convencional. Muito pelo contrário; recomendamos que
cada pessoa possa estar sempre consultando seu médico,
sempre que se fizer necessário. As citações para uso do alho e
a forma, por se tratar de conhecimento empírico, deverá ser
objeto de pesquisas para sua real comprovação. Contudo, não
podería-mos deixar de abordar o tema, pela mesma razão pela
qual não podemos desprezar conhecimentos milenares sobre
determinadas espécies vegetais, neste caso o alho, que tantas
contribuições traz até hoje à saúde da humanidade que, não
obstante o avanço da medicina, muitos obstáculos precisam
ser superados e um dos maiores reside, sem dúvida, na
dificuldade que comunidades inteiras tem para o acesso aos
serviços de saúde e com qualidade no atendimento. O alho
pode e deve ser utilizado como preventivo de doenças, sempre
com bom senso e moderação.
A opção mais indicada para o uso do alho é na forma de
salada crua ou água de alho, que pode ser ingerido duas ou
três vezes ao dia, sendo que os melhores momentos para a
ingestão, são de preferência, em jejum e à noite ou ainda,
antes das principais refeições. Mas, se o melhor remédio é a
prevenção, o melhor método de prevenção consiste no
aprimoramento, na auto-educação, dando ao nosso organismo
somente os alimentos que realmente são imprescindíveis à
nossa sobrevivência. Só assim teremos garantias de melhoria
na nossa qualidade de vida, gozando boa saúde, só recorrendo
a remédios em casos de maior gravidade.
Thaís de Mello Cestari:
Graduando em Farmácia e Bioquímica pela Universidade
Paulista (UNIP).
Orlando Batista dos Santos:
Trabalha informações do senso comum, visando interpretar e
simplificar os métodos caseiros no uso das plantas medicinais.
Pesquisando a sabedoria popular foi possível descodrir
maneiras fáceis, práticas e seguras para prevenir e até mesmo
controlar certas doenças, usando o alho como remédio.
Com santo remédio - o alho, vamos redescobrir os segredos
da vovó, o valor medicinal dessa planta e sua aplicação de
forma segura, trazendo grandes benefícios para todas as
idades.