O Decreto - Lei 4.

657/42 Declara que: Ao se criar a nova lei, a lei anterior é revogada substituindo-a em todo seu conteúdo. Trata-se de um critério puramente temporal, uma norma estará em vigência até que ocorra a sua revogação. Em muitos casos a lei traz no seu texto o prazo de sua vigência que difere de vigor, pois este é a sua força vinculante da norma. A LICC é um Decreto Lei revestido de natureza jurídica de lei complementar de suma importância para o ordenamento jurídico, pois cuida da vigência da lei e de sua revogação, da impossibilidade de alegação de sua ignorância, da aplicação da lei e de suas lacunas, da interpretação da lei e de sua eficácia no tempo e no espaço, além de encerrar a vigência das antigas ordenações. Em todo território nacional a Lei passa a ser vigorada após 45 dias de sua publicação oficial. Do conhecimento da Lei Uma vez publicada e transcorrido o período de vacatio legis, a lei entra em vigor e vinculada a todos, sua força coercitiva, por isso que ela é um preceito geral, prende a todos: Ninguém pode fugir de cumpri-la ainda que ignorando sua existência. Esse dispositivo traz regras de comatação, ou seja, formas de integração da lei em caso de lacuna, com substanciando o principio da vedação ao non-liquet (ou da indeclinabilidade da jurisdição), sendo qual ao juiz e vedado se escusar de julgar alegando lacuna da lei (art. 126 do CPC). Em tais hipóteses, ele deve-se utilizar da analogia, dos costumes e dos princípios gerais do direito (mecanismos de integração da norma jurídica). Esse rol e taxativo e preferencial, devendo ser seguida essa mesma ordem. Aqui, cabe fazer distinção entre a interpretação extensiva e a analogia. Na interpretação extensiva, entende-se para uma determinada hipótese o que já existe, enquanto que na analogia acrescenta-se uma interpretação a algo que não existe, mediante a comparação a uma norma já existente. Podemos falar, ainda, em analogia iuris, que consiste na comparação com normas gerais do sistema e na analogia legis, que consiste na comparação com uma lei especifica. Pessoa Natural Pessoa Natural é a denominação dada pelo código civil à pessoa física, cuja compreensão é de uso vulgar. O atual código no seu artigo 2º substitui a palavra homem por pessoa, à modificação é apenas de forma que não altera o fundo. Pessoa veio do latin persona, significa mascara de teatro, ou em sentido figurado, o próprio papel atribuído a um ator, isso porque na antiguidade os atores adaptavam uma mascara ao rosto, com dispositivo especial que permitia emitir a voz. Inicialmente vamos conferir o significado da palavra PESSOA. Pessoa vem do latim persona, que significa ressoar. Sob o prisma do Direito, Pessoa é o ente a que se atribuem direitos e obrigações, ou seja, é sinônimo de sujeito dos direitos. Todo ser humano é pessoa, pois não há homem que seja excluído da atividade jurídica, assim, todas as criaturas humanas são portadoras de direitos. O detalhe é que certas criações sociais também participam da vida jurídica como sujeitos dos direitos, isto é, como pessoas. Por existem duas categorias de pessoas: as naturais e as jurídicas ( esta última veremos mais adiante ). A pessoa natural, nosso primeiro tópico, também é conhecida como pessoa física, pessoa individual ou pessoa singular. Trata-se do ser humano, o homem. Homem este

possuidor de capacidade para adquirir direitos e assumir obrigações, bastando para, que tenha nascido com vida. Ao nascer com vida existe-se como pessoa. Na qualidade de pessoa natural existe como atributo, um conjunto de faculdades e de direitos em potencial, formando o que podemos chamar de capacidade de direito. Alguns autores chamam esta capacidade de direito pelo nome de personalidade. Personalidade e Capacidade A personalidade jurídica ou civil é o conjunto de faculdades e de direitos em estado de potencialidade, que dão ao ser humano a aptidão para ter direitos e obrigações. Mas quando pode se dizer que começa a capacidade de direito ou personalidade civil do homem? Tal questão faz sentido pois, quando se inicia a personalidade, o homem se torna sujeito de direitos. Pelo nosso Código Civil, a personalidade natural começa do nascimento com vida, reservando ao nascituro uma expectativa de direito. Assim preceitua o artigo 4º: “A personalidade do homem começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro”. A capacidade de fato é a aptidão da pessoa para exercer por si mesma os atos da vida civil, os direitos de que é titular. Essa aptidão para o exercício dos direitos requer certas qualidades da pessoa, sem o que ela não terá a capacidade de fato. Daí resulta a incapacidade das pessoas, que pode ser absoluta ou relativa. A incapacidade absoluta priva a pessoa de exercer por si mesma qualquer ato da vida civil. De acordo com o artigo 5º são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil as seguintes pessoas: Menores de 16 anos, loucos de todo o gênero, os surdos mudos que não puderem exprimir sua vontade e os ausentes, declarados tais por ato do juiz.

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