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Comportamento Organizacional: Percepção, motivação e mudança

Sandra de Camargo Lameu

RESUMO O presente estudo tem por objetivo de esclarecer as dúvidas e compreender o conceito do Comportamento Organizacional e o que enfatiza a percepção,motivação e mudança sob o ponto de vista de diversos autores que venha ampliar os nossos conhecimentos dentro da organização e no espaço onde vivemos.Vários estudos estão sendo realizados que enfatizam a importância das diversas dimensões do comportamento organizacional. Desta forma nossos estudos evidenciaram que a experiência de utilizar conceitos da inovação e argumentos da mudança, proporcionando um maior interesse dos indivíduos na sociedade. Palavras-chave:Comportamento Organizacional(CO), percepção, motivação e mudança.

1 INTRODUÇÃO A organização necessita de pessoas que realizem tarefas e, para a otimização dessa missão, deve buscar suporte nos princípios e estudos sobre motivação humana, quer intrínseca ou extrínseca e nos pressupostos das necessidades que mobilizam o comportamento humano. As organizações modernas, em época de globalização, não podem repetir padrões ultrapassados de estruturas empresariais. Cabe a elas revolucionar a empresa visando às mudanças, em que a percepção, motivação e mudança de cada colaborador sejam desenvolvidas e respeitadas, aproveitando-se os valores pessoais, sem temer os refluxos da competição desenfreada, que destrói a confiança e a reciprocidade.
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Robbins (2002) afirma que o comportamento organizacional é: Um campo de estudo que investiga o impacto que indivíduos. Em suma. Disciplinas do Comportamento Organizacional 2 . por ser um campo de estudos. Ainda segundo o autor. auxilia na resolução de problemas e serve de apoio para os indivíduos e os grupos alcançarem os objetivos da instituição de maneira mais eficaz. torna–se importante analisar três determinantes: indivíduos. “o comportamento organizacional se preocupa com o estudo que as pessoas fazem nas organizações e de como esse comportamento afeta o desempenho dessas empresas”. além de ajudar na criação de ambientes saudáveis no qual haja confiança e um bom relacionamento interpessoal entre colegas e equipes. ou seja.O COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL Segundo Eduardo Soto (2002). em que os administradores estão enfrentando os desafios da competitividade global. grupos e a estrutura têm sobre o comportamento dentro das organizações. para que elas tenham resultados positivos e pessoas mais eficazes. As organizações entendem que incessantemente se torna importante o estudo e a compreensão das atitudes e necessidades dos indivíduos dentro de uma organização. grupos e estrutura e aplicando-se os resultados desse estudo nas organizações. principalmente neste século. criando laços de afetividade entre os membros e dos mesmos para com a empresa.Estudo sistemático se refere ao exame dos relacionamentos e das relações de causas e efeitos. 2. baseando nossas considerações iniciais em evidências científicas – dados coletados sob condições controladas e interpretados de maneira rigorosa. com o propósito de utilizar esse conhecimento para promover a melhoria da eficácia organizacional. o comportamento organizacional é uma importante ferramenta organizacional para se compreender as situações de trabalho e as relações que se estabelecem na empresa entre seus colaboradores. o comportamento organizacional está ligado às atitudes e aos atos das pessoas dentro de uma organização.

a antropologia e as ciências políticas. avaliação de desempenho. os psicólogos organizacionais e industriais estudavam os problemas de fadiga. Assim. treinamento. processos de tomada de decisões. técnicas de seleção de pessoal. satisfação com o trabalho. algumas vezes. sociologia estuda as pessoas em relação umas às outras. percepção. necessidades e forças motivacionais. a contribuição dos sociólogos foi no estudo do comportamento dos grupos dentro das organizações. eficácia de liderança. As áreas predominantes são a psicologia. Mais recentemente. Seu foco é a influência de um indivíduo sobre o outro.O estudo do comportamento organizacional é uma ciência aplicada que se apóia na contribuição de diversas outras disciplinas comportamentais. sua contribuição se expandiu para incluir estudos sobre aprendizagem. Inicialmente. mensuração de atitudes. Um dos temas mais investigados pela psicologia social é a mudança – como implementá-la e como reduzir as barreiras de sua aceitação. especialmente aquelas formais e complexas. emoções. modificar o comportamento. falta de entusiasmo e outros fatores que poderiam influir no desempenho. personalidade. a sociologia. Sociologia Enquanto a psicologia foca suas atenções sobre o indivíduo. Psicologia social A psicologia social é uma área dentro da psicologia que combina conceitos desta ciência e da sociologia. 3 . planejamento do trabalho e estresse profissional. a psicologia social. Os psicólogos dedicam-se ao estudo do comportamento individual. explicar e. Psicologia A psicologia é a ciência que busca medir.

(Fonte: livro Comportamento Humano das Organizações . Percepção “é o processo pelo qual as pessoas tomam conhecimento de si. Robbins). O comportamento das pessoas baseia-se em sua percepção da realidade. atitudes e comportamentos fundamentais entre pessoas em diferentes organizações. Ciências políticas As ciências políticas estudam o comportamento dos indivíduos e dos grupos dentro de um ambiente político. pois aguça a interpretação de sinais interiores e exteriores. Mas para tanto é imprescindível o investimento no autoconhecimento e no relacionamento interpessoal – incluindo a família. 4 . Alguns tópicos específicos dessa área são a estruturação de conflitos. e não da realidade em si.Stephen P. O trabalho dos antropólogos sobre culturas e ambientes contribui para se compreender melhor as diferenças nos valores. Percepção A percepção pode ser definida como o processo pelo qual os indivíduos organizam e interpretam suas impressões sensoriais com a finalidade de dar sentido ao seu ambiente. O processo perceptivo é uma ferramenta fundamental nos relacionamentos. chefes e colegas. A importância da percepção para as organizações. Provoca reflexões críticas gerando nas pessoas a necessidade de reavaliarem suas próprias crenças como mecanismo de preservação da qualidade de vida e da sua identidade humana. pois esse processo gera uma avalanche que “desaba” sobre o ambiente organizacional e repercute na relação de emprego. não na realidade em si. é que o comportamento das pessoas baseiase em sua percepção da realidade. a alocação de poder e como as pessoas manipulam o poder para o atendimento de seus próprios interesses.Antropologia A Antropologia é o estudo das sociedades para compreender os seres humanos e suas atividades. dos outros e do mundo à sua volta”. os amigos.

5 . Para lidar com o desprazer. Além do princípio do prazer de Freud (1920). relativos à prática e a cada situação específica. Ele nos remete a problemas morais. as três premissas que explicam o comportamento humano e também as hierarquias das necessidades básicas que o ser humano busca para satisfazer-se. podendo afetar apenas a si mesmo ou a muitas pessoas. A percepção da sua relação de trabalho poderá advir da (re)avaliação do contrato psicológico que “assinamos” no início do relacionamento. Motivação Mesmo considerando que o comportamento e percepção variam conforme cada indivíduo. No entanto. O autor estabeleceu distinções entre motivação de crescimento e motivação de deficiência. muitas vezes. estabelecer o que as pessoas devem fazer numa determinada situação para ser considerado positivo é um problema moral. ou seja. e com isso cada um estabelece o seu próprio padrão de comportamento. sendo que as necessidades variam de indivíduo a indivíduo. o indivíduo busca relacionar e regular o prazer e o desprazer reduzindo ou equilibrando a quantidade de excitação que se encontra vinculada na mente. O princípio do prazer é uma tendência que opera a serviço de uma função.Na maioria das vezes. as pessoas só se dão conta dessa avalanche – que ocorre a sua volta – quando já estão sendo esmagadas por ela. contudo. sendo sua missão. projeção e recalcamento. ainda devemos estudar o princípio da motivação. o célebre autor já comenta que na teoria psicanalítica a compreensão do comportamento humano e sua motivação ocorrem através do curso tomado pelos eventos mentais que automaticamente buscam o princípio do prazer. libertar aparelho psíquico das excitações e ou mantê-las em níveis baixos. Chiavenato (1998) explica que as pessoas são diferentes no que tange a motivação. o processo que resulta a motivação é o mesmo para todas as pessoas. Maslow (1954) apud Moscovici (2002) caracterizou as necessidades básicas como um dos aspectos da motivação humana. a pessoa recorre a mecanismos de defesa psicológicos como: a negação.

que um indivíduo recorre quando está razoavelmente satisfeito quanto as suas necessidades fisiológicas. rotina e estabilidade são aspirações que uma pessoa adulta busca para satisfazer a sua segurança. a pessoa nessa fase tem desejos de realização. porém as necessidades básicas são pré-requisitos para seu desenvolvimento. O homem não alcança um estado de satisfação global.Segundo o autor a motivação de deficiência constitui carências no indivíduo tem. As necessidades fisiológicas constituem a base da motivação humana. Existe uma diferença qualitativa que distingue os indivíduos que agem para satisfazer as necessidades de deficiência dos que são motivados pela necessidade de crescimento. força. e que precisam ser supridas por outras pessoas. sendo primordial e essencial a sua satisfação. pois assim que satisfaz um desejo. Desejo em ter trabalho fixo. Após as necessidades fisiológicas e as necessidades de segurança garantidas. em que algumas pessoas desenvolvem como: talentos especiais. O próximo patamar hierárquico é a necessidade segurança. Já a motivação de crescimento não depende de fatores externos para sua realização. logo surge outro em seguida. potencialidades. o indivíduo quer a satisfação de afeto e amor. criatividade. O patamar acima é referente a estima e status. A motivação de crescimento é considerada como a capacidade de evolução de algumas características pessoais. quer pertencer a grupos e ser socialmente adaptado. Figura 1 – Hierarquia das necessidades básicas 6 . competência confiança e almeja reputação e reconhecimento. As necessidades básicas são concebidas por organizadas categorias em uma hierarquia.

adequar as mídias aos conteúdos trabalhados e utilizá-las interativamente no processo de ensino e aprendizagem.CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante a realização das leituras e discussões proferidas no decorrer do presente estudo. pois é necessário compartilhar com os alunos novos conhecimentos. Portanto. possibilita que professor e alunos construam seus conhecimentos de maneira significativa e prazerosa. a proposta de utilização do software educativo e o computador. dentre outros aparatos tecnológicos no contexto educacional. a expectativa deste artigo é mostrar a importância que essas estratégias didáticas tecnológicas tornem-se recursos pedagógicos significativos na 7 . projetos e pesquisas que propicie a aprendizagem através da discussão e simulação de programas. é possível utilizar esse conhecimento para trabalhar os conteúdos pedagógicos. Na perspectiva evidenciada. partimos do pressuposto de que a utilização da diversidade de ferramentas tecnológicas como recurso pedagógico. que vai além dos saberes técnicos e do mero repasse de informações. Com a visão dos professores e o conhecimento do potencial do computador podemos elaborar atividades. apresenta desafios constantes aos professores. No entanto. faz-se necessário que o uso das ferramentas tecnológicas esteja integrado ao processo de ensino e aprendizagem e a interdisciplinaridade existente na sala de aula. Esses desafios referem-se à sua adequação a uma nova proposta pedagógica. contribuindo para a sua inserção social. Com a globalização do conhecimento e da informatização presente em nosso dia-a-dia. levando o aluno a analisar os acontecimentos da sociedade e do mundo. para que isso ocorra. construído uma educação voltada para a realidade atual e para o mercado de trabalho que a cada dia exige mais conhecimentos de informatização.

8 .mediação do conhecimento científico e oportunizem aos alunos trocas recíprocas e a amplitude de conhecimentos.

S. In: FLEURY. Comportamento organizacional: o impacto das emoções. ROBBINS. 2002 ROBBINS. São Paulo: Saraiva. As pessoas na organização. M. E. São Paulo: Editora Gente. Desafios Gerenciais para o Século XXI. P.T. Comportamento organizacional: fundamentos para a gestão de pessoas. São Paulo: Pearson / Prentice Hall.1999. p. São Paulo: Editora Atlas. O indivíduo e o grupo: a chave do desenvolvimento. 2007. P.2000. In: R. P. – Comportamento Organizacional – São Paulo – Prentice Hall. ROBBINS. 2005. Comportamento organizacional. S. São Paulo: Pioneira. Santos (Org. 212-233. C. CASADO. SOTO. Manual de gestão empresarial – conceitos e aplicações nas empresas brasileiras. L. 235 – 246. 2002.REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS CASADO. T. T. [at al].). 2002. Stephen P. São Paulo: Pioneira Thomson. Fonte: Adaptado Maslow (1954) apud Moscovici (2002) 9 . F. DRUCKER. Administração: mudanças e perspectivas. pp.