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Nome.: Franciele Ribeiro RA.

: A1876G6

Artigo.: Estratégias Farmacológicas para a Terapia Anti- Aids

A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é uma doença pandêmica que tem como agente etiológico o vírus HIV, que é um retrovírus. Retrovírus são vírus que contém RNA. O alvo principal do vírus HIV durante a infecção é o linfócito T CD4+, por este motivo o quadro clinico da AIDS é caracterizado em função da contagem sanguínea destes linfócitos. Apesar da característica mais marcante da infecção por HIV ser um a depleção seletiva de linfócitos CD4+, macrófagos, monócitos e células de Langerhans, entre outras, são também susceptíveis à infecção por HIV. O ciclo de replicação do HIV tem início na ligação da partícula viral a receptores específicos na superfície da célula alvo. A proteína gp120 é responsável pelo reconhecimento da célula alvo, já o CD4 age como correceptor que é uma proteína tipo Ig expressa na superfície de células T e macrófagos primários mas somente está interação não é suficiente para entrada do HIV, um grupo de receptores de quimiocinas que mobilizam o cálcio intracelular e induzem quimiotaxias em leucócitos, atuam como receptores essências ao reconhecimento da célula alvo. Após a ligação à membrana celular, a proteína gp120 dissocia-se da proteína gp41, que passa por modificações conformacionais que promovem a fusão vírus-célula, permitindo a entrada do capsídeo na célula., após está fusão, o capsídeo do vírion é então desencapado em processo que consiste na liberação no citoplasma do conteúdo do capsídeo, o RNA genômico e enzimas virais, o que faz necessário para a etapa de transcrição reversa. A transcriptase reversa promove a síntese de uma cópia de DNA de fita dupla, catalisando as reações de polimerização. Uma vez dentro da célula, o HIV é integrado ao DNA do hospedeiro (a forma pró-vírus), sofrendo transcrição e gerando novos vírions quando a célula é ativada. Os vírions são montados próximo à membrana celular na forma de partículas imaturas compostas de um envelope glicoprotéico, RNA genômico e poliproteínas virais, após este processo ocorre uma modificação a maturação que consiste na clivagem das poliprotéinas gag e gag-pol pela protease viral produzindo enzimas e proteínas estruturais do capsídeo. O processamento das poliprotéinas no vírion completa o ciclo de replicação do HIV, os vírions maduros passam a ser capazes de infectar um linfócito adjacente.

não interferem na proteína viral. Em relação aos inibidores da adsorção viral. na inibição alostérica da transcriptase reversa ou na inibição “competitiva” da protease. e demonstrava uma redução expressiva nos níveis plasmáticos de vírus após injeção i. O processo de fusão vírus-células. mas após descontinuidade da terapia a carga viral aumentava. onde seu mecanismo de ação era exercido através da prevenção de ligação entre o vírus e a célula. Em relação os inibidores do descapeamento viral o principal composto da classe 2. alguns tiveram seu sítio de ligação estabelecido como o derivado nucleotídico AZT monofosfato. e em virtude de sua alta toxidade os estudos clínicos foram abandonados. um inibidor conhecido de proteases aspárticas como a pepsina. que se liga à três resíduos de lisina presentes no cerne da enzima e responsáveis pela ligação com DNA. etapas do ciclo de replicação viral onde a proteína p7 tem papel relevante. mediado pela proteína TM. outros inibidores típicos são as biciclamas como JM3100 que inibe a replicação celular em concentrações nanomolares. A integração do DNA viral no cromossomo hospeideiro consistem em um processo essencial no ciclo de reprodução do HIV.Para terapêutica são usados os compostos disponíveis atualmente como fármacos anti-HIV que atuam na inibição no sítio de ligação da enzima transcriptase reversa. Entre os compostos com atividade inibitória da integrase.v. mas estão envolvidos no processo de transativação. pode ser inibido por albuminas negativamente carregadas.. O saquinavir atua nas proteases impedindo o processamento da proteína viral. acaba prevalecendo a resistência viral à terapia anti-HIV. Com o aparecimento de cepas resistentes a diferentes combinações dos fármacos disponíveis . interferindo assim tanto na fase de desencapeamento quanto na montagem do vírus.2’-ditiobisbenzamidas apresenta capacidade de ligação com a proteína NC (p7). .. o primeiro composto utilizado foi a suramina. através de ligação específica com os coreceptores CXCR4. O primeiro protótipo de inibidor de HIV protease foi produto de fermentação microbiológica pepstatina. impedindo a replicação. Um inibidor de transcriptase reversa é o AZT (Zidovudina) que é um análogo dos nucleosídeos que inibe a enzima transcriptase reversa viral. Inibidores da transcrição do DNA pró-viral são compostos capazes de interferir com o processo de transativação da Tat estes compostos são chamados de antagonistas de Tat.

Inibidores da tradução de mRNA viral os oligonucleotídeos podem interferir na síntese de proteínas virais. .