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Direito do Trabalho Origem da palavra trabalho – Tripalium – três palos ou canga que oprimía bois e cavalos que resistiam

à marcação a ferro, ou instrumento de tortura dos escravos e réus de determinados crimes. Labor – designa esforço, sofrimento. Travail – do francês, indica tudo o que faz sofrer. Física – trabalho é a transformação da energia térmica, química ou elétrica. O trabalho é realizado quando é consumida determinada quantidade de energia. A energia se transforma em trabalho mecânico em nossos músculos. Economia – Funda-se na constatação de que o homem para viver necessita de bens econômicos que devem ser produzidos, destinados a satisfazer necessidades vitais (alimentação, habitação, vestuário). Assim depende da conjugação de três fatores de produção: Trabalho, capital e natureza (terra). O trabalho é o emprego que faz o homem de suas forças físicas e morais, para a produção de riquezas ou de serviços. Direito – Para Perez Botija o trabalho é compreendido como “a atividade pessoal, prestada mediante contrato, por conta ou sob direção alheia, em condições de dependência e subordinação.” Escravidão – É a primeira forma de trabalho decorrente de uma relação de pessoas. Nesta modalidade, o escravo não possuía direito nenhum, visto que a razão de estar vivo decorria da clemência do seu adversário em poupar-lhe a vida. Nos primórdios da civilização humana, as guerras entre tribos ou impérios, não se faziam prisioneiros, sendo eliminados. A escravidão é um avanço em relação a este tipo de organização social, que segundo Locke, “ a condição perfeita da escravidão nada mais é que o estado de guerra continuado entre o conquistador legitimo e o cativo.” Denominações do Direito do Trabalho Direito Industrial – De origem britânica, pós-revolução industrial. A industria é considerada como fator relevante na oferta de trabalho. Direito Operário – Extensivo aos operários em geral, não só da indústria, refere-se ao trabalhador braçal. Direito Corporativo – Origem no corporativismo italiano, cujo objetivo destina-se à unificação nacional. Direito Social – Pretende resolver a questão social,o que inclui a Previdência Social. É um Direito que contrapõe-se ao Direito individual.

a qual incorpora o direito industrial. a matéria disciplinada pelo direito do trabalho e não as pessoas. através da Lei 2724 é alterada a denominação da cadeira na Faculdade de Direito para Direito do Trabalho. .” Objetivista – Esta teoria considera o objeto. Para Orlando Gomes. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. Trata do âmbito do direito material do trabalho. do Distrito Federal e dos Municípios. o Direito do Trabalho: “ é o ramo da ciência do direito que tem por objeto as normas jurídicas que disciplinam as relações de trabalho subordinado. Para Amauri Mascaro Nascimento.” Definição Mista – Para Evaristo de Moraes Filho. Definição de Direito do Trabalho Subjetivista – Tem como vértice os sujeitos ou pessoas a que se aplica e que figuram nas relações jurídicas. dos Estados. o Direito do Trabalho: “ é o conjunto de princípios e regras jurídicas aplicáveis às prestações individuais e coletivas que nascem entre os empregadores privados – ou equiparados – e os que trabalham sob sua direção e de ambos com o Estado. é o conjunto de princípios e de normas que regulam as relações jurídicas oriundas da prestação de serviço subordinado e outros aspectos deste último. determinam os seus sujeitos e as organizações destinadas à proteção desse trabalho. em sua estrutura e atividades. O Direito do Trabalho é um “corpo de princípios e de normas que regulam as relações jurídicas oriundas da prestação de serviço subordinado e outros aspectos deste último. como conseqüência da situação econômica das pessoas que o exercer.Direito do Trabalho – Adotado no I e no II Congresso Internacional de Direito do Trabalho (Genebra. 1957) No ano de 1956.” Art. por ocasião do trabalho ou eventualmente fora dele. como conseqüência da situação econômica das pessoas que o exercem. 114 CF/88 – Compete a Justiça do Trabalho processar e julgar: I – as ações oriundas das relações de trabalho.

Direito Processual – Define a competência da Justiça do Trabalho. o direito comparado. como a locação de serviços. FONTES DO DIREITO DO TRABALHO O Ordenamento Jurídico é o complexo de princípios. ofício ou profissão. da inspeção do trabalho. na falta de disposições legais ou contratuais.Relação do Direito do Trabalho com outras áreas do Direito. nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. É a ordem jurídica imperante em determinado território e vida social. por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. arrendamento. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. 6º o Direito ao Trabalho. principalmente do Direito do Trabalho. conforme art. Direito Constitucional – O Direito do Trabalho passou por um processo de constitucionalização a partir de 1917 com a Constituição do México. 1918 com a Constituição da Rússia. de acordo com os usos e costumes. 114 da CF/88. No Brasil o art. pela jurisprudência. por analogia. 8º da CLT – As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. 1919 com a Constituição de Weimar. e.” O Capítulo II da CF/88 trata dos chamados Direitos Sociais. Parágrafo único – O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. regras e institutos regulatórios da vida social em determinado Estado ou entidade supranacional. etc. e elenca no art. Direito Penal – Trata dos crimes contra a organização do trabalho. 170 da CF/88 estabelece que “é livre o exercício de qualquer trabalho. 7º uma série de direitos pertinentes aos trabalhadores urbanos e rurais. Art.” . mas sempre de maneira que. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Direito Administrativo – Trata da organização do sistema nacional de empregos. 1934 com a Constituição do Brasil e do Uruguai. Direito Civil – O Direito do Trabalho tem sua origem nos moldes dos contratos de Direito Civil. tanto físicos como morais. e desta forma estabelece no art. (Maurício Godinho Delgado) Fonte – No sentido metafórico constitui na “causa donde provém efeitos. 1925 com a Constituição do Chile. a cargo do Ministério do Trabalho e Emprego. ainda. O Direito Civil é fonte subsidiária do Direito do Trabalho. decidirão conforme o caso. conforme o disposto no art. 8º da CLT.

IIa cidadania. IVos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. reformistas ou de esquerda. 7º. Fontes Formais – São os meios de revelação e transparência da norma jurídica. Fontes materiais – Diz respeito ao momento anterior à existência do fenômeno pleno da regra. a corrente socialista.1º A República Federativa do Brasil. 1º. Teoria Monista – As fontes formais derivam de um único centro de positivação (Estado) dotado de coerção/sanção. sentença normativa.São regras de origem estatal. convenção. acordo). Sistema baseado na grande indústria em oposição às fórmulas produtivas (artesanato e manufatura). IIIa dignidade da pessoa humana. 9º. como dos partidos e movimentos políticos operários. Ocorre a centralização dos empreendimentos capitalistas. art. influíram na construção e mudança do Direito do Trabalho. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: Ia soberania. ou seja. Fontes formais Heterônomas .Fontes do Direito consubstancia a expressão metafórica para designar a origem das normas jurídicas. 8º. Constituição. cidades e regiões do mundo ocidental contemporâneo. corrente corporativista. Neste sentido. corrente neoliberal. Fonte material filosófica – São idéias e correntes do pensamento que.art. designa os fatores que conduzem à emergência e construção da regra de Direito. nas empresas. decretos. Fonte material sociológica – Diz respeito ao processo de agregação de trabalhadores assalariados. Fonte material político – Diz respeito ao nítido caráter reivindicatório do movimento sindical. Revolução Industrial do Século XVIII. Fontes heterônomas – ex: CF/88 . corrente trabalhista. atuando mais amplamente no plano da sociedade civil e do Estado. 10. leis. art. negociação coletiva trabalhista (contrato.6º. art. tratados e convenções internacionais. Teoria Pluralista – Existência de distintos centros de positivação. Fonte material econômica – Vinculada à existência e evolução do sistema capitalista. articuladamente entre si ou não. . medidas provisórias. art. art. art. Art. 3º. Costumes. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. corrente social-democrata.

vestuário. a segurança. IIIerradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. VI – irredutibilidade do salário.) IVPromover o bem de todos. que preverá indenização compensatória. em caso de desemprego involuntário (lei 7998/90). Parágrafo único. II – seguro-desemprego. justa e solidária. Art. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. educação. nacionalmente unificado. Art. na forma desta Constituição. lazer. Todo poder emana do povo. a proteção à maternidade e a infância. IV – salário mínimo fixado em lei. VIII – décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. (fundo de combate a erradicação da pobreza. a saúde. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo.459 de 13 de maio de 1997.3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: Iconstituir uma sociedade livre. sem preconceito de origem. cor. X – proteção do salário na forma da lei. higiene. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. raça. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.º111 de 06 de junho de 2001. nos termos de lei complementar. saúde. para os que percebem remuneração variável. o lazer. sexo. idade e quaisquer outras formas de discriminação. a alimentação.Capitulo II – Dos direitos sociais Art. VII – garantia de salário. IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. nunca inferior ao mínimo. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. nos termos desta Constituição.) CF. alimentação. . lei complementar n. o trabalho. a previdência social. constituindo crime sua retenção dolosa. transporte e previdência social. a assistência aos desamparados. IIgarantir o desenvolvimento nacional. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. a moradia.Vo pluralismo político. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa.6º São direitos sociais a educação. III – fundo de garantia do tempo de serviço. V – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. dentre outros direitos. (Lei 9.

Art. XXVII – proteção em face da automação.XI – participação nos lucros ou resultados. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. com duração de cento e vinte dias. XV – repouso semanal remunerado. um terço a mais do que o do salário normal. XVIII – licença à gestante. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. mediante incentivos específicos. ressalvado o registro no órgão competente. XIX – licença-paternidade. salvo negociação coletiva. conforme definido em lei. sendo no mínimo de trinta dias. desvinculada da remuneração. XXI – aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço. na forma da lei. XVII – gozo de férias anuais remuneradas com. no mínimo. . participação na gestão da empresa.É assegurado o direito de greve. XX – proteção do mercado de trabalho da mulher. XIV – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento.É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. pelo menos . preferencialmente aos domingos. 10º . excepcionalmente. 9º . nos termos fixados em lei. e. nos termos da lei. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. observado o seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. Art. 8º CF/88 – É livre a associação profissional ou sindical. XII – salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei (lei 4266/63) XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. em cinqüenta por cento à do normal. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. XVI – remuneração do serviço extraordinário superior. nos termos da lei. Art. sem prejuízo do emprego e do salário.

036/1990. aplicáveis no âmbito da empresa ou das empresas acordantes às respectivas relações de trabalho. que estipulem condições de trabalho. 8º VI.Lei 5452/1943. às relações individuais de trabalho. Parágrafo único – No caso de vir a ser celebrado contrato. Princípios do Direito do Trabalho Os princípios são as diretrizes de um ordenamento jurídico. em cada porto organizado.. 611 da CLT: . Lei do FGTS 8. Lei do Trabalho Portuário 8. 7º XXVI. no âmbito das respectivas representações. §1º É facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar Acordos Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica. acordo. Funções dos princípios: . um órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho portuário. 18 da Lei 8.630/93 – Os operadores portuários devem constituir.630/93. (costumes e instrumentos e de negociação coletiva – convenções. Art. Informam as normas. Lei do Descanso Semanal e Feriados 605/1949.. pelo qual. Art. Fontes formais Autônomas – Caracteriza-se pela participação dos destinatários principais das regras produzidas. CF/88 – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. guiam à interpretação e inspiram uma série de soluções para os casos concretos. Convenção 158.Leis – CLT Dec. tendo como finalidade: I – administrar o fornecimento da mão-de-obra do trabalhador portuário e do trabalhador portuário avulso. ou convenção coletiva de trabalho entre trabalhadores e tomadores de serviços. acordo e contrato coletivo de trabalho. Tratados e Convenções da OIT – Ex.) Convenção e Acordo Coletivo de Trabalho – art.. Art. CF/88 – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo. dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis. este precederá o órgão gestor a que se refere o caput deste artigo e dispensará a sua intervenção nas relações entre capital e trabalho no porto.

p. Art. . pela jurisprudência.As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. 2.assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste. Princípio Protetor É aquele em virtude do qual o Direito do Trabalho. o direito comparado. na falta de disposições legais ou contratuais.Dependência econômica – Em regra quase absoluta somente coloca sua força de trabalho à disposição de outrem quem precisa de emprego para sobreviver com o salário que ele propicia. existindo desta forma uma relação de poder. ainda. Principiologia do Direito do Trabalho.Normativa – atuam como fonte supletiva. 1 Pedreira da Silva. conforme o caso.art. Américo Plá Rodrigues. expressa que o princípio da proteção resulta das normas imperativas (de ordem pública) que caracterizam a intervenção do Estado no âmbito da autonomia da vontade Fundamento do Princípio Protetor1 1. em sua obra Instituições de Direito do Trabalho. Luiz de Pinho. a supremacia do empregador sobre o empregado. e.Interpretadora – operam como critério orientador do juiz ou do intérprete. 8º .26. promove a atenuação da inferioridade econômica. . (Prof. A subordinação jurídica do empregado ao empregador o coloca sob a autoridade deste. expressa que nos casos de lacunas da lei. São meios de integração do direito. servindo de fundamento para o ordenamento jurídico. Parágrafo Único: O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. admite. reconhecendo a desigualdade de fato entre os sujeitos da relação jurídica de trabalho. por analogia.Subordinação Jurídica . . por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito.decidirão.. que.2º CLT – Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva.Informadora – inspiram o legislador. sob a dependência deste e mediante salário.Característica de destaque no contrato de trabalho devido à existência de uma posição de superioridade hierárquica entre os seus sujeitos. mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. principalmente do direito do trabalho. Luiz de Pinho Pedreira da Silva – Juiz do TRT 5ª Região – Bahia) Para Arnaldo Sussekind. no caso de ausência da lei. os princípios se encontram na base da integração judicial. hierárquica e intelectual dos trabalhadores. assumindo os riscos da atividade econômica. CLT. 3º CLT – Considerase empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. de acordo com os usos e costumes. Art.

O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho. 4. prevista na Lei 7. rel. Jurisprudência – “Com fundamento no princípio de proteção. só será válido quando feito com a assistência do respectivo sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho. O princípio protetor se expressa sob 3 formas distintas: a) Regra “in dúbio pro operário” – Critério que utiliza o juiz ou intérprete para escolher entre vários sentidos possíveis de uma norma. exige a lei. aquele que seja mais favorável ao trabalhador. nada obstando que as partes avencem negócios jurídicos que ampliem as vantagens legais garantidas ao trabalhador” (TRT. sob pena de nulidade do ato.Autotutela – Autodefesa dos interesses do grupo mediante à ação direta. . tais como acidentes ou doenças do trabalho. assédio moral. Técnicas de Proteção – Heterocomposição – Intervenção do Estado nas relações de trabalho com a edição de normas e outras providências no amparo do trabalhador. como procedimento destinado à celebração de convenção ou acordo coletivo de trabalho.” Art. . b) Regra da norma mais favorável – Determina que no caso de haver mais de uma norma aplicável. que é o fechamento da empresa pelo empregador. sendo singular neste caso a greve. . 9ª Região. já que a lei deve se limitar a resguardar-lhe os direitos mínimos. estando exposto desta forma a perigos à sua incolumidade moral e física. Juiz Tobias Macedo).783/89 e o Lockout.Submissão – Ignorância pelo empregado das condições de trabalho e dos seus direitos. Juiz Umberto Grillo. 114 CF/88.Pessoalidade – Comprometimento na execução do serviço – O trabalhador se compromete pessoalmente na execução das atividades determinadas pelo empregador. que é promovida pelos trabalhadores. firmado por empregado com mais de um ano de serviço. ainda que não seja a que corresponda aos critérios clássicos de hierarquia das normas. fundamental do Direito do Trabalho. deve-se optar por aquela que seja mais favorável.3. “É do espírito do Direito do Trabalho que as condições contratuais favoráveis ao empregado não podem ser afastadas do seu patrimônio jurídico nem mesmo por via legal. Rel. A necessidade do trabalho conduz o trabalhador a se submeter muitas vezes a condições degradantes. que a rescisão do contrato de empregado com mais de um ano de serviço. etc. artifício proibido pela Lei de Greve. 477 parágrafo 1º . seja feita com assistência do respectivo sindicato da categoria profissional ou do MTE – TRT 12º Região.Autocomposição – Negociação Coletiva. conforme art.

para condenar a reclamada a pagar à autora diferenças salariais decorrentes da equiparação com as modelos citadas na petição inicial (autos apensados). Princípio da Indisponibilidade dos Direitos Trabalhistas Este princípio concretiza. Jurisprudência – EMENTA: DIFERENÇAS SALARIAIS DECORRENTES DE EQUIPARAÇÃO. 468 da CLT – Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento.030/97/0. Provido o apelo. Prevalência no Direito do Trabalho dos fatos sobre as formas. RO nº 00896.) . em atenção ao Princípio da Primazia da Realidade. A relação objetiva evidenciada pelos fatos define a verdadeira relação jurídica estipulada pelos contratantes. ao que sucede no terreno dos fatos. ser observada aquela que perceber maior salário. a fim de constar a correta remuneração. não podendo de maneira geral ter sua regência contratual afastada pela simples manifestação das partes. com repercussões em FGTS acrescidos de multa de 40% e determinando-se ainda a retificação da CTPS da autora. a natureza impositiva da maioria das normas juslaborais. por parte da autora. Princípio da Primazia da Realidade sobre a forma. de tarefas idênticas àquelas executadas pelas paradigmas. no âmbito da relação de emprego. sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia. Demonstrado nos autos o efetivo desempenho.c) Regra da condição mais benéfica – Critério pelo qual a aplicação de uma nova norma trabalhista nunca deve servir para diminuir as condições mais favoráveis em que se encontrava um trabalhador. 6ª T. devendo. impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. Súmula 230 TST – Aviso Prévio. Art. em liquidação de sentença. prejuízos ao empregado. direta ou indiretamente. Segundo Américo Plá Rodriguez significa que em caso de discordância entre o que ocorre na prática e o que surge de documentos e acordos se deve dar preferência ao primeiro. pelo pagamento das horas correspondentes. Princípio da Imperatividade das Normas Trabalhistas As regras justrabalhistas são essencialmente imperativas. sem embargo da diversidade na contratação (estas. no aviso prévio. (TRT 4ª região. É ilegal substituir o período que se reduz da jornada de trabalho. isto é. e ainda assim desde que não resultem. como Auxiliar de Enfermagem e aquela como Atendente de Enfermagem). Substituição pelo pagamento das horas reduzidas da jornada de trabalho. Art. 9º CLT – Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar.

devendo conformá-lo ao art. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. de exercício de funções e de salário por motivo de sexo. Ônus da prova. b) Princípio da continuidade da relação de emprego – Art. mas apenas em alguns deles. “O ônus de provar o término do contrato de trabalho. Art. Locação de imóveis – sucessivo. 7º. dentre outros direitos”.” c) Princípio da irredutibilidade salarial. Considera-se efetivo ou não-eventual o trabalho que não é prestado todos os dias da semana.Irredutibilidade do salário. é do empregador. nos termos de lei complementar. É flexível sob tutela sindical. espontaneamente. Art. ou em lei como idôneas para fazê-lo cessar. A continuidade não precisa ser absoluta. Ex. Enunciado 212 do TST. quando negados a prestação de serviço e o despedimento. art. que preverá indenização compensatória. técnico e intelectual (distinção na aplicação de normas gerais). art 818) A alegação do reclamado de não ter dispensado o reclamante configura mero jogo de palavras. em período de tempo fixo. Metodologia de Interpretação Metodologia de interpretação jurídica Interpretação da Lei – Interpretar a lei é atribuir um significado. Para evitar fraude ao citado preceito normativo.Princípio da Continuidade Conceito – É aquele em virtude do qual o contrato de trabalho perdura até que sobrevenham circunstâncias previstas pelas partes. Trabalhadores que prestam serviços a clubes apenas alguns dias da semana. idade. medindo-lhe a exata extensão e a possibilidade de sua aplicação a um caso concreto. em razão de deficiência. Ex: compra e venda de imóveis – instantâneo. pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. Despedimento. 9º da CLT. o trabalho. Fundamento – O trabalho é um contrato de trato sucessivo ou de duração. I “Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. 7º XXX. 7º XXXI. o Judiciário não pode aplicá-lo. . trabalho manual.” Princípios Constitucionais a) Princípio da não-discriminação – proíbe a diferença de critérios de admissão. de maneira uniforme. literalmente. “A prova das alegações incumbe à parte que as fizer (CLT. 7ºVI . A obrigação de fazer consistente na prestação de serviços dele originados se prolonga no tempo ao inverso do que ocorre com os contratos instantâneos. cor ou estado civil. equivalendo à notícia de que o mesmo deixou.

Sistemático – É o método interpretativo que se caracteriza pela busca de harmonização da norma ao conjunto do sistema jurídico. chamado. A conclusão interpretativa deve resultar da convergência do método gramatical – utilizado como primeiro instrumento de aproximação da norma – com o critério combinado lógico-sistemático e teleológico Histórico – Consistiria na reconstituição da occasio legis no momento interpretativo – na pesquisa das necessidades e intenções jurídicas presentes . considerada objetivamente. também.) Gramatical (ou lingüística) – É a interpretação que. com maior clareza. Instit. O chamado método gramatical busca o sentido que resulta diretamente do significado próprio e literal das palavras. Por esse método. Pelo método sistemático. coerência e harmonia do texto legal. portanto. pesquisa-se a ratio legis. dotado de vida própria. A partir desse critério apreendem-se. evitando resultados interpretativos que conspirem ou inviabilizem a concretização desses objetivos legais inferidos. os aspectos transformadores. fundada nas regras e métodos da lingüística e filologia. mas a vontade desta. constrói-se a partir do exame literal do texto normativo e das palavras que o compõem. Teleológico (ou finalístico) – É o método que busca subordinar o processo interpretativo ao império dos fins objetivados pela norma jurídica. adotando-se tal tendência como uma das premissas centrais implícitas àquela norma ou diploma interpretado.Consiste. o pensamento contido na lei. CLT). espírito ou vontade da lei. os objetivos visados pela legislação examinada. 5º da Lei de Introdução ao Código Civil). o processo lógico de interpretação passa a operar em campo mais vasto de ação: investiga-se também a tendência normativa hegemônica nas diversas normas e diplomas existentes sobre matérias correlatas. “O que se chama espírito ou sentido da lei.(Délio Maranhão. não é a vontade do legislador. assim deve-se compreender a lei. caput. afastada do conceito de ser mera exteriorização psíquica de uma pessoa ou entidade. na interpretação. em determinar-lhe o sentido. a mens legis. Propõe tal conduta teórica que o intérprete deve pesquisar. Tal método tem como válido o suposto de que a lei. os “fins sociais da lei” (art. no processo interpretativo. pensamento. de direito. inclusive. Tal método volta-se a produzir uma interpretação vinculada e harmônica ao conjunto do sistema do Direito. socorrendo-se de técnicas da lógica formal. ao dispor que o operador jurídico deve observar. 71. A legislação tende a enfatizar a conduta teleológica. Doctrina Derecho Civil México. 8º.”(Coviello. como um ser que existe por si. após produzida. encarna uma vontade própria. de maneira que “nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse comum” (art. fazendo do vocábulo o instrumento básico da interpretação. O método gramatical ou lingüístico afirma-se como primeiro mecanismo de aproximação do intérprete perante o texto legal enfocado. 200). retificadores ou continuativos da norma recente perante a ordem jurídica respectiva. ainda que exteriorizado em forma lingüística inadequada. p. Lógico (ou racional) – É o método de interpretação que busca o significado.

Art. 3º CLT Onerosidade – plano subjetivo – Através da expressão animus contrahendi. Pode ocorrer que o Estado faça parte desta relação. p. parágrafo 1º da CLT. 93) Natureza – O contrato de trabalho é de natureza privada. 852-I. intuito. Contrato de Trabalho Objeto – O objeto direto do contrato de trabalho é a prestação de serviço subordinado e não eventual do empregado ao empregador. mas também de acordo com a sua exposição de motivos. por se tratar de uma relação jurídica entre particulares. porque não foi retirado do âmbito do direito privado. 5º LICC e art. as discussões parlamentares. não descaracterizando essa situação. realizado com certa e determinada pessoa e desta forma não poderá fazer-se substituir de forma intermitente por outro trabalhador ao longo da concretização dos serviços pactuados. pessoa física. O contrato de trabalho é “intuitu personae”. Continuidade – o contrato de trabalho é um contrato de trato sucessivo. (Os bens fungíveis são substituíveis por outros da mesma espécie. de parcelas dirigidas a remunerar o empregado em função do contrato empregatício pactuado.608/98 A relação empregatícia é uma relação de essencial fundo econômico. Requisitos do contrato de trabalho: Pessoalidade – Não poderá fazer-se substituir por outra pessoa. seus fins e a vontade efetiva do legislador. Onerosidade – Não é gratuito. pessoa física ou jurídica. O trabalho autônomo não gera contrato de trabalho. de outro o empregador. cuja duração se prolonga no tempo. etc. enunciado 159 TST. na evolução histórica dos fatos. mediante o pagamento de salário. deve ater-se aosfins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. o pensamento do legislador não só a época da edição da lei. ao aplicar a lei. pelo empregador. Art. agindo como se empregado fosse. mensagens. O juiz. Deve-se analisar. de um lado o empregado. quando admite prestadores de serviços pelo regime da CLT. A substituição configura uma situação jurídica nova em relação ao trabalhador substituto. Quem presta serviços eventualmente não é . o prestador de serviços demonstra a intenção. (Sérgio Pinto Martins. com o fito de se compreender sua razão de ser. 450 CLT. ou seja. Art. de se vincular ao contratante. O contrato de trabalho em relação ao trabalhador é infungível.no instante de elaboração da norma. quantidade e qualidade). Sociológica – Deve-se verificar a realidade e a necessidade social na elaboração da lei e em sua aplicação. por faltar o elemento subordinação. Serviço voluntário – Lei 9. emendas. Onerosidade – plano objetivo – manifesta-se pelo pagamento.

aplica-se o disposto nesta Lei. de outro o empregador. perdendo o caráter de fluidez temporal sistemática. um trabalho que se fracione no tempo. o qual assume o risco do negócio. sem assumir qualquer risco. Desta forma são obrigações principais do contrato de trabalho: Empregado tem por obrigação realizar a prestação de serviços Empregador tem por obrigação efetuar o pagamento do salário Consensual – Significa a necessidade do assentimento verbal. escrito ou tácito para a configuração do vínculo jurídico. por quem é dirigido. 442 da CLT – Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso. portanto. que estabelecem obrigações recíprocas.empregado. 3º Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador. sob a dependência deste e mediante salário. pessoa física. No entanto. e outro exemplo de contrato que se prolonga no tempo é a locação de imóveis. Art. esta característica predispõe a existência de quatro teorias. Não eventual – Através do elemento fático-jurídico da não-eventualidade evidencia-se que a noção de permanência é relevante na formação sóciojurídica da relação de emprego. 1º Ao empregado doméstico. revela-se a chamada eventualidade. Teoria da descontinuidade – Eventual seria o trabalho descontínuo e interrupto com relação ao tomador enfocado. O contrato de trabalho em caráter continuado é distinto dos contratos denominados de instantâneo. pessoa física ou jurídica. 3º da CLT: Art. nº 5. Subordinação – O obreiro exerce sua atividade com dependência ao empregador. A Lei do trabalho doméstico. A não-eventualidade pressupõe que o contrato de trabalho é de caráter contínuo. no âmbito residencial destas. na qual. cujo exemplo pode-se destacar a compra e venda. . de um lado o empregado. assim considerado aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família. faz referência a “serviços de natureza contínua”. Art. Alteridade – Corresponde a prestação de serviços por conta alheia. Diverge do disposto no art.859/72. correspondente à relação de emprego. Diverge do autônomo. Características do Contrato de Trabalho Sinalagmático – É uma relação jurídica entre particulares.

possui uma pluralidade variável de tomadores de serviços. pode-se caracterizar a relação de emprego. se a tarefa do trabalhador na empresa é eventual ou permanente. Os fatos é que revelarão. casual.” Teoria da fixação jurídica ao tomador dos serviços – Eventual é o que não se fixa a uma única fonte de trabalho. Este exemplo é da conhecida diarista. não será considerada como relação de emprego. ou seja. admita-se o trabalho de alguém que se destina a atender a uma necessidade. porém. Este é um exemplo de trabalho descontínuo. Eventual é aquele que depende de acontecimento incerto. Trabalhador descontínuo doméstico que comparece um ou dois dias por semana ou quinzena na residência. portanto. uma vez que a lei do trabalho doméstico adota a teoria da continuidade ao invés da não eventualidade. Pela teoria da descontinuidade o trabalhador eventual teria rupturas e espaçamentos temporais significativos com respeito ao tomador de serviços examinado. não eventual. que se apresenta com caráter de exceção dentro do quadro das necessidades normais do empreendimento. Teoria do Evento – Eventual é o trabalhador admitido em virtude de um determinado e específico fato. Ex. Os serviços prestados serão de natureza eventual e aqueles que os prestar – trabalhador eventual – não será empregado. algumas vezes. Caracterização do trabalho Eventual . Para Délio Maranhão circunstâncias transitórias exigirão. mas apenas em fins de semana ou feriado. Ex. Teoria dos Fins do Empreendimento (ou fins da empresa) – É a mais prestigiada entre as 4 teorias. cuja atividade descontínua. fortuito. Neste caso.Esta teoria foi rejeitada pela CLT. Para o tomador de serviços. Garçom de clube campestre que trabalha diversos meses seguidos. acontecimento ou evento que enseja certa obra ou serviço. embora não eventual. “A aferição da natureza eventual dos serviços prestados há de ser feita tendo em vista os fins normais da empresa. que preferiu a expressão negativa “serviços de natureza não eventual” ao contrário da expressão positiva “serviços de natureza contínua”. o trabalho terá a duração do evento esporádico ocorrido.

Teoria do Mandato – Em razão do caráter fiduciário existente entre o empregado e o empregador ocorreria a assimilação com o contrato de trabalho e neste caso o empregado atuaria como mandatário. intervalos remunerados. mediante o pagamento de uma contraprestação (salário). Conceito do Contrato de Trabalho Contrato de trabalho stricto sensu é o negócio jurídico pelo qual uma pessoa física (empregado)se obriga. Carnelutti faz referência a compra e venda de energia elétrica. pois no contrato de emprego não existe separação entre o trabalhador e o objeto do contrato.a) Descontinuidade – não permanência a uma organização com ânimo definitivo. a quem fica juridicamente subordinado. b) Não fixação jurídica a uma única fonte de trabalho. como na locação (locador e coisa). c) Curta duração do trabalho prestado. sendo assimilável a alguma das figuras contratuais do Direito Civil. não há separação entre o objeto do contrato (força de trabalho) e o trabalhador. d) Natureza do trabalho destinado a evento certo. dias de repouso. no que ele consiste. como no caso do trabalhador e a sua força de trabalho. A fidúcia ocorre de forma . Natureza Jurídica da Relação de Emprego Analisar a natureza jurídica de um instituto é procurar enquadra-lo na categoria a que pertence no ramo do Direito. determinado e episódico no tocante a dinâmica regular do empreendimento tomador de serviços. Locatio operis – locação de obra ou empreitada Locatio operarum – locação de serviços Não é assimilável ao arrendamento. Teoria da compra e venda – O obreiro venderia sua força de trabalho ao empregador por um preço (salário). em que a energia destinada ao consumidor não se dissocia da fonte geradora . atuação em uma pluralidade variável de tomadores de serviço. Da mesma forma que o arrendamento. tempo à disposição.. a prestar trabalho não eventual em proveito de pessoa. como ocorre nos períodos de férias. o trabalho é contratado sem contraprestatividade rigorosa. Teoria do arrendamento – locação – aluguel – oriundo do Direito romano. inserindo-o no lugar a que pertence no ordenamento jurídico. etc. física ou jurídica (empregador). Teorias contratualista tradicional – A relação empregatícia teria caráter contratual. É verificar a essência do instituto analisado. remunerando-se mesmo sem sua realização efetiva. o que não ocorre na obrigação comparada. No entanto.

O simples fato da prestação de serviços seria o elemento essencial. O contrato de trabalho. Um exemplo desta modalidade de contrato determinado é a contratação de um empregado temporariamente para atender a um breve aumento de produção em certo período do ano. remuneração e as condições especiais. 58 1º e 2º CLT tempo in itinere Institucionalista – A empresa como uma instituição. cuja duração é temporária. 4º CLT – serviço efetivo o tempo em que o empregado esteja à disposição do empregador. Art. parágrafo 1º. parágrafo 2º. 443. “Relação de trabalho como situação jurídica objetiva. Contrato de Trabalho Determinado É o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. só é válido em se tratando de: a) serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. onde se inclui o contrato de trabalho determinado. . que afirma o contrato-realidade. conforme o disposto por Mário de la Cueva. 29 da CLT. um corpo social que se impõe objetivamente a um certo conjunto de pessoas e cuja permanência não se submete a vontade particular de seus membros componentes. conforme o disposto no art.” Art. devem estar especificadas na Carteira de Trabalho. A transitoriedade é em relação às atividades do empregador e não do empregado.mais acentuada nos escalões superiores da empresa. Art. de caráter efêmero. O trabalhador adere à instituição estando sujeito as regras da instituição. O serviço de natureza transitória é o que é breve. conforme o disposto no art.443. As atividades abrangidas pelo contrato de trabalho determinado. Teoria Acontratualista – Nega relevância ao papel da liberdade e da vontade. desdobrando-se em duas teorias: Relação de Trabalho – O que prepondera é a situação jurídica objetiva. Deve ser especificada a data de admissão. -Considera-se como de prazo determinado contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. qualquer que seja o ato ou a causa de sua origem.sendo que os demais trabalhadores estão em regime de produção maciça. de cumprimento objetivo do contrato. estabelecida entre um trabalhador e um empregador para a prestação de um serviço subordinado.

Ex. É uma avaliação mútua. de tal forma que a constituição da empresa tem a finalidade de atingir estes fins. 30 da Lei 9. c) contrato de experiência É um contrato determinado que tem a finalidade de verificar a adaptação do trabalhador em relação as atividades que desenvolverá e ao ambiente de trabalho. 451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que. 14. 445 parágrafo único . Diverge do disposto no artigo 477 da CLT. Indenização por tempo de serviço – o empregador pagará ao safrista a título de indenização do tempo de serviço valor correspondente a 1/12 do salário mensal obreiro. observadas as regras do art. for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo.889/73. São atividades desenvolvidas em determinadas épocas do ano e para determinados eventos. Art.959/56 É o pacto empregatício urbano a prazo.O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 anos. uma vez que este faz referência ao trabalho indeterminado e a garantia de emprego. da Lei 5. na qual o trabalhador poderá não concordar em permanecer na atividade que lhe foi atribuída. Art. qualificado pela presença de um construtor em caráter permanente no pólo empresarial da relação e pela . Desta forma. I da cF/88.533/78 Técnico estrangeiro – Decreto-Lei 691/69 Obra certa – Lei 2.b) atividades empresariais de caráter transitório. conforme o disposto no art. por mês de serviço ou fração acima de 14 dias. tácita ou expressamente. Atleta profissional – art. empresa destinada a fabricar ovos de chocolate para a páscoa ou empresa que venha a fabricar fogos de artifício para a festa junina. Os contratos de trabalho por tempo determinado são os seguintes: Contrato de safra – parágrafo único do art.9º da Lei 6.615/98 Artistas – art. 7. É o pacto empregatício rural a prazo certo cujo termo final seja fixado em função das variações estacionais da atividade agrária. 451. a transitoriedade diz respeito a empresa e não ao empregado ou ao serviço.

1º Indenização nas hipóteses de rescisão antecipada.execução de obra ou serviço certo como fator que enseja a prefixação do prazo contratual.601/98 Necessidade de negociação coletiva (convenção ou acordo coletivo de trabalho). 428 CLT Contrato determinado – Lei 9. não se aplicando os artigos 479 e 480 da CLT. Aprendizagem – art. Art. O contrato poderá ser prorrogado mais de uma vez .