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O mundo precisa de sua Luz agora. Não amanhã. Agora.

É claro que você sabe isso. Esse é o porquê de você ter encontrado o
seu caminho para este livro.

Este livro dirá a você como brilhar a sua Luz. É um livro muito simples,
sobre um processo muito simples. Mas o processo, embora simples, pode não
parecer fácil. Então escute. Veja. Preste atenção.

Escute o que este livro tem a dizer. Veja os resultados em sua vida. E
preste atenção em como tudo está se integrando.

Está se integrando, você sabe. Pode não parecer, mas está.


Normalmente, quando sua vida parece estar se desintegrando, ela está, na
verdade, se integrando. Quase sempre, pela primeira vez.

Há uma razão para isso. Tem a ver com um profundo princípio


metafísico. Explicado resumidamente:

Assim que você decide Quem e O Que Você É, tudo o que é


diferente aparecerá no espaço.

A vida não tem escolha exceto funcionar dessa maneira, assim, você
pode aguardá-lo tão certo como você está lendo isto.

É importante compreender esse princípio se você vai ser um Mensageiro


da Luz. É um princípio que você deve compreender, ou não poderá ter
esperança de compreender este trabalho.

No entanto, antes de explorar esse princípio, você deveria estar


agradecido. Deveria estar agradecido por ser o tipo de pessoa que gostaria de
ler este livro. Você não sabe o quanto isso significa para o mundo neste
momento.

A menos que você saiba.

Há muita dor por aí. Há muita escuridão. O mundo precisa de sua Luz
agora mesmo.

Ele realmente precisa.

Então... estou feliz que você pôde aparecer. Agora a diversão começa.
Agora a transformação é prioritária. Agora a cura se inicia.

Com você como o Curador.

É para isso que você está aqui, como se você não soubesse. É por isso
que você veio para a Terra, nesse corpo, neste tempo e neste lugar.
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Um Curso em Milagres diz isso muito claramente:

Você está no aposento para curar o aposento.


Você está no espaço para curar o espaço.
Não há outra razão para você estar aqui.

Todas as informações deste livro caem em uma de duas categorias:


Princípios e Passos. Há cinco de cada. Isto é, Cinco Passos para se tornar
um Mensageiro da Luz, e Cinco Princípios que podem ser usados para
melhor guiar esses passos.

Um desses Princípios acabou de ser explicado. Será necessário


compreender cada um dos Cinco Princípios de modo a dar os Passos
necessários para ser o que você agora declara que deseja ser.

Este livro será trançado como um tapete, com os Princípios integrados


em um texto que descreve os Passos, de modo que você possa ver claramente
a relação entre os dois.

MENSAGEIROS – PASSO 1

TENHA CLAREZA SOBRE O

PROPÓSITO DA SUA VIDA.

Vamos observar, então, o primeiro Passo no seu processo de se tornar


um Mensageiro da Luz.

Se você é como a maioria das pessoas, pode não ter dado muita
atenção ao Propósito da Vida na infância. Como resultado, você pode ter
gastado muito tempo fazendo coisas que no fim de sua vida não terão
importância; não significarão nada. Nem para você, nem para ninguém. O que
você realmente tem que fazer se você quer chegar na volta mais rápida da
evolução é usar cada momento precioso da Vida da melhor e mais elevada
maneira. Você não pode saber o que isso significa a menos e até que você
decida um Propósito. Isto é, você não pode decidir como chegar até que decida
aonde está indo.

Um dia, um homem parou seu carro na esquina de uma rua amigável em


uma cidade amigável e se dirigiu a uma pessoa amigável que estava próxima.

“Com licença,” o motorista falou, “mas parece que eu estou perdido.


Você poderia ser gentil e me indicar o caminho?”

“Certamente, senhor,” disse a pessoa. “Aonde você está tentando ir?”


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“Eu não sei,” respondeu o motorista.

“Bem, senhor,” disse a pessoa que estava tentando ajudá-lo, “Você precisa
primeiro me dizer para onde quer ir antes que eu possa lhe dizer como chegar
lá.”

Se sua vida está sem direção, é porque você não definiu uma direção.
Se sua vida está sem realização, é porque você não sabe o que está
procurando realizar. Se a sua vida parece sem propósito, é porque você não
procurou usá-la como uma ferramenta com a qual definir um propósito.

O que nos traz ao Princípio # 1: A Vida é sem Propósito.

PRINCÍPIO # 1

A VIDA É SEM PROPÓSITO...

E ESSE É O MAIOR PRESENTE DE DEUS.

Isso pode ser um choque para muitos de vocês que pensam que há um
propósito para a vida, e que é nosso trabalho encontrá-lo, descobri-lo, aprendê-
lo, desembaraçá-lo, para defini-lo de algum modo, algum dia, em algum lugar –
e viver para ele.

Pode ser um choque também para muitos outros de vocês que


acreditam que já descobriram o Propósito da Vida, e estão vivendo para ele.
(Muitas pessoas que caem nessa categoria não “descobriram” realmente o
Propósito da Vida, ouviram dizer qual é o Propósito da Vida e acreditaram.)

Então, não há mesmo um Propósito para ela. A Vida não tem propósito.
Se a Vida tivesse um Propósito, quem o teria determinado? E se você
responde Deus, por que Deus criaria o Propósito e então nos faria procurá-lo
por 50 anos? (E, como sociedade, por 50 mil anos.) E se você diz que Deus
não nos faz procurar, mas nos deu a resposta, por que Deus não nos deu a
resposta de um modo que pudéssemos facilmente entendê-la, e com uma
fórmula sobre a qual pudéssemos todos concordar? E se você diz que Deus
fez isso, então você não tem olhado para o mundo ultimamente.

Não, Deus não fez isso. E a razão de Deus não nos ter dito qual é o
Propósito da Vida é que não há Propósito para a Vida. A vida é sem propósito.

E esse é o maior presente de Deus.

Pense sobre isso.


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É precisamente porque Deus não decorou as páginas da Vida com


mensagens do Seu propósito que a Vida é um Livro Aberto. Um livro que nós
vamos escrever. Precisamos decidir que propósito nós escolhemos.

Se Deus tivesse escolhido um propósito – se Deus tivesse um propósito


designado para o plano – Deus não nos diria que propósito era? Deus nos
permitiria passar anos, décadas, séculos, procurando, procurando, procurando
pelo propósito?

Novamente, deve ser dito para aqueles de vocês que estão pensando
agora, “Mas Deus anunciou o propósito da vida!”: se é assim, Deus fez um
péssimo trabalho, porque se vocês olharem em volta, verão que ninguém o
entendeu.

OK, uns poucos. Uns poucos pensam que entenderam. Eles sabem o
propósito da vida e apenas todo o restante das pessoas não entendeu.

Bem, esta, é claro, é a posição de muitas das maiores religiões da Terra!


Essas religiões ensinam que elas conhecem o propósito da vida. Há até uma
ou duas que dizem que são o propósito da vida e que tudo o que temos a fazer
é seguir os ensinamentos daquela religião em particular e agradaremos
intensamente a Deus – e seremos salvos.

Por outro lado, se não seguirmos os ensinamentos daquela religião em


particular, seremos mandados para o eterno fogo do inferno.

Nada disso seria problema, não fosse pelo fato que há centenas de
religiões organizadas fazendo exatamente a mesma reivindicação.

Poderia Deus, realmente, ter feito o serviço tão mal feito? Se Deus, na
verdade, estabeleceu um propósito para a Vida e queria que nós soubéssemos
qual ele era, você supõe que isso é o melhor que Deus poderia fazer quando
veio comunicá-lo a nós de um modo que pudéssemos todos compreender?

Ou é possível que a razão de nós não podermos concordar com o


propósito de tudo é que simplesmente não há propósito?

De fato, esse é exatamente o caso. Mas isso pode ser difícil para muitas
pessoas aceitarem até que fique claro por que não há propósito.

Não há propósito porque Deus quer que nós criemos um propósito para
a nossa vida. E se Deus já tivesse criado esse propósito, Ele nos teria roubado
a maior oportunidade e a maior ferramenta que temos enquanto procuramos
realizar a função da vida.

Propósito e função não são de maneira alguma a mesma coisa. Um


relógio funciona pelo tique-taque, pelo propósito de dizer as horas. Um carro
funciona por combustão interna, pelo propósito de levar pessoas de um lugar a
outro. Um forno de microondas funciona fazendo as moléculas do alimento
vibrarem muito rápido, pelo propósito de aquecer a comida.
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A vida funciona de um modo particular, mas não por um propósito


predeterminado. É assim porque Deus criou como função da Vida a
determinação de um propósito. Coloque de outra maneira:

A sua função
é criar o propósito
da sua vida.
Fazendo assim, você cria
a Si Mesmo.
Você decide
quem e o que você
realmente é —
e quem você vai ser.

Deus está no constante processo de criar e recriar A Si Mesmo de uma


nova maneira. Deus está, a cada momento, decidindo o que Deus vai ser em
seguida. Esta é a função mais excitante de Deus. (De fato, é a única função de
Deus.) Isto é pura criação.

(Para um melhor, e completo, entendimento dessa Verdade, veja


Conversando com Deus – Livro Um (Ediouro).

Este princípio está presente aqui para que você possa compreender que
Deus não determinou um propósito ou um objetivo para a sua vida. Deus está
esperando que você faça isso. É você quem deve criar uma raison d’etre (N.T.
– razão de ser). E é isso que você ainda não fez. Você não criou uma razão de
ser.

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Então, o Passo 1 aqui é para decidir e declarar o que a vida é — para


você. Qual é o propósito da sua vida? Se você não pode responder essa
pergunta, vá para uma ainda maior: Qual o Propósito da Vida em geral?
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Agora... e aqui está o truque... não procure em nenhum outro lugar pela
resposta. Apenas sente-se e decida por si mesmo. Não pergunte a si mesmo...
diga a si mesmo!

Diga a si mesmo o propósito da Vida em Geral e, então, diga a si mesmo


qual será o seu propósito de vida.

Agora, sua primeira reação a essa sugestão pode se parecer com um


sentimento de “submergir”... como “Eu estou afundando.”

Você pode pensar que o assunto é grande demais; que está fora da
esfera de sua compreensão. Não está. E você verá que não é o momento em
que você se dará permissão para começar a pensar nele profundamente.

Comece a pensar profundamente sobre o real propósito da vida e toda


sorte de idéias vão começar a aparecer para você. Elas o inundarão tão
rapidamente que não saberá o que golpeou você. Logo, se você permanecer
com o processo, começará a discriminar. Isto é, sua mente começará a jogar
fora as idéias absurdas e rapidamente se encontrará apenas com poucas
idéias boas. E tão rapidamente como reduziu a lista para aquelas poucas
idéias, ela reduzirá a lista ainda mais. Deixando, você vai se aproximar do que
imagina que possa ser o propósito da vida antes de conhecê-lo.

Isto é, você saberá antes de saber.

Na verdade, há um grande acordo que você sabe que você não sabe
que sabe. Você carrega conhecimentos que você não sabe que tem. Ou,
colocando de outra maneira, você não sabe da metade do que você sabe.

A única maneira de descobrir o que você sabe é convidar a si mesmo a


sabê-lo.

Você pode querer observar essa declaração novamente.

‘A única maneira de descobrir o que você sabe é convidar a si mesmo a


sabê-lo.’

O problema não será você não saber o propósito da Vida, o problema


estará em você acreditar que o conhece.

Em outras palavras, será mais fácil decidir por si mesmo qual é o


propósito da Vida do que concordar consigo mesmo que sua resposta poderia
estar correta!

A razão para isso é que você ainda pensa que há uma “resposta correta”
— e se há, você possivelmente não poderia tê-la captado!

Mas não há “resposta correta”!


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A função da sua vida é dar uma resposta à pergunta — e a resposta que


você dá à pergunta é a “resposta correta”.

Sim... Deus deu a você essa autoridade toda.

Sim... Deus deu a você essa liberdade toda.

Sim... Deus deu a você esse poder todo para criar.

Você não acredita nisso, então você passou anos tentando descobrir o
Propósito da Vida. E todo o tempo a Vida (Deus) esteve esperando você
decidir o Seu propósito.

No momento, não tente compreender todo esse processo, ou os porquês


e senões dele. Por ora, apenas siga as instruções. Tudo se tornará mais claro
para você mais tarde. Este livro é sobre como se tornar um Mensageiro da Luz.
Não é sobre explicar a metafísica do universo inteiro. Por causa do seu formato
limitado, este livro requer que você aceite algumas declarações pela fé e
simplesmente siga as instruções.

A instrução é:

Tenha clareza sobre o

propósito da sua vida.

Então, faça isso agora. Agora mesmo, escreva o Propósito da sua Vida.

Faça uma Declaração do Propósito.

Como sugerido anteriormente, se você tem que começar com uma


grande declaração, faça-o. Completa a seguinte sentença:

O propósito da vida em geral é...

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Depois, complete a segunda sentença:

O propósito da Minha Vida é...

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Você acabou? Bom. Agora você pode prosseguir.

O que? Não terminou ainda? Travou? Não imagina poder fazê-lo?


Releia Conversando com Deus. Tome notas dessa vez. Depois, releia as
primeiras páginas deste livro. Tome mais notas se precisar. Observe
atentamente o que você parece não entender. Ou, se você entendeu, mas não
consegue fazê-lo, observe profundamente o que você não pode se permitir
fazer.

Este é um processo que será muito valioso para você.

Quando você sentir que pode declarar claramente o propósito da vida


em geral e o propósito da sua vida em particular, prossiga.

MENSAGEIROS – PASSO 2

TRADUZA O SEU PROPÓSITO

DO ATO DE FAZER PARA O ATO DE SER.

Alguns de vocês podem já ter feito isso — ou podem ter começado com
uma declaração de Ser. Se já fez, vá direto para o Passo 3.

Para aqueles que não fizeram essa tradução, ou nem mesmo sabem do
que está sendo falado aqui, continue lendo.

Para ser um Mensageiro da Luz a pessoa precisa compreender a


diferença entre “fazer” e “ser”, e entre o “ato de fazer” e o “ato de ser”.

“Fazer”
é uma função do corpo,
“Ser”
é uma função da alma.

O Sustento Certo raramente é conseguido a partir de uma decisão de


fazer... embora ele possa envolver um ato de fazer em algum ponto do
caminho.
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O Sustento Certo é facilmente conseguido a partir de uma decisão de


ser... que leva a um ato de fazer em algum ponto do caminho.

Para conquistar o Sustento Certo, a pessoa precisa decidir o que ela


deseja SER, não o que ela deseja FAZER. O Fazer deve se originar do Ser,
não o contrário.

Para compreender a diferença entre essas duas experiências de vida,


explore o Princípio # 2.

PRINCÍPIO # 2

VOCÊ É UM SER HUMANO

NÃO UM FAZER HUMANO.

É verdade que em cada minuto da sua vida seu corpo está fazendo
alguma coisa. Mas ele está fazendo alguma coisa por uma razão. Tudo o que
você deliberadamente leva o seu corpo a fazer é porque há algum estado de
ser que você deseja alcançar... e você não conhece outra maneira de alcançá-
lo.

Pense nisso um minuto.

Seu corpo se move para comer — você o faz comer; você o leva a
“fazer” aquilo — porque você quer que ele seja nutrido. Você está buscando
ser o que é chamado de saudável.

Você dorme porque está tentando ser o que é


chamado de descansado — que você sabe que o leva à
mesma coisa acima... chamada, saudável.

Você se senta porque está tentando ser o que é


chamado de confortável. Você se levanta porque está
tentando ser mais da coisa chamada móvel. Você fala
porque está tentando ser o que é chamado de
compreendido. Você ouve porque está tentando ser o
que é chamado de compreensivo.
A lista continua, mas nunca muda. Sempre ela aponta do que é
chamado de Fazer para o que é chamado de Ser.
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Tudo que você deliberadamente leva seu corpo a fazer é para ajudá-lo a
alcançar um estado de Ser.

Faça o exercício a seguir. No quadro, escreva uma lista das coisas que
seu corpo fez recentemente, então indique o estado de Ser que você estava
procurando alcançar.

Nós começamos a lista para você, para dar um exemplo de como


preenchê-la.

Este é um excelente exercício para ajudá-lo a definir e clarear os


motivos por trás de todas as suas ações.

AÇÃO ESTADO DE SER QUE QUERO ALCANÇAR

Ler este livro Sabedoria, clareza, compreensão

Escrever ao autor Partilhar, conectar, expressar

Lavar pratos

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Mas é verdade que existem algumas coisas que seu corpo faz que não
foram causadas deliberadamente por você. Quando seu corpo faz uma dessas
coisas, ele a está fazendo automaticamente, não deliberadamente. As
respostas automáticas do corpo são reflexos ou declarações de um Estado de
Ser que já foi alcançado, e não tentativas de alcançar algum.

Você “pegou” isso? Está certo disso? Vamos observar alguns exemplos.

Quando você ri, é uma resposta automática a um Estado de Ser que já


foi alcançado, chamado feliz, contente — ou, em alguns casos, nervoso.

Quando você chora, é uma resposta automática a um Estado de Ser que


já foi alcançado, chamado triste, magoado — ou, em alguns casos, feliz.

Quando seus batimentos cardíacos aumentam fortemente, é uma


resposta automática a um Estado de Ser que já foi alcançado, chamado
excitado — ou, em alguns casos, amedrontado.
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Quando seus batimentos cardíacos diminuem, produzindo uma pulsação


vagarosa e calma, é uma resposta automática a um Estado de Ser que já foi
alcançado, chamado pacífico, sereno.

Então vemos que essas Funções Automáticas de Fazer do corpo são


usadas pela mente para refletir um Estado de Ser, enquanto Funções
Deliberadas de Fazer são usadas pela mente para alcançar um Estado de Ser.

Em ambos os casos é a mente que está impulsionando o corpo,


sinalizando para o corpo, a “fazer” o que ele está “fazendo” — e é a mente que
pensa que “fazer” é a única maneira de alcançar o “ser”.

Se você ainda está confuso sobre o paradigma automático vs.


Deliberado, converse com qualquer ator sobre o assunto.

Para um ator, ser solicitado a “rir em alto e bom som”, ou a “chorar


naquela fala”, pode ser um pesadelo... a menos que o ator tenha aprendido a
ser a coisa que cria a resposta automática que o diretor requer.

Sim, há os chamadas atores “técnicos” que podem produzir a ação


corporal a um comando... mas nos anos mais recentes os atores “de método”
— atores como Dustin Hoffman, Al Pacino, Meryl Streep — ganharam o maior
respeito. Muitos dizem que suas atuações parecem de algum modo mais
“reais”. Isto se dá porque eles não estão “agindo como”. Eles estão sendo.

Na “atuação de método” o ator pensa em algo, ou relembra um tempo,


que produziu a mesma resposta emocional no passado que agora lhe é
solicitada pelo script. Com esse artifício, a mente do ator prega uma peça no
corpo, fazendo-o chorar, ou sorrir, ou mesmo cair na gargalhada. Quando a
mente envia ao corpo um sinal, o corpo não sabe se o que a mente está
experimentando é “real” ou apenas uma memória. Para o corpo, é tudo a
mesma coisa.

É por isso que os batimentos cardíacos do corpo aumentarão, e o corpo


pode até começar a suar frio, pela lembrança de uma linda mulher, ou de um
homem maravilhoso, e um apaixonante momento romântico, mas o corpo não
sabe disso. Ele recebe exatamente os mesmos sinais do cérebro como ele fez
quando a aventura foi experimentada da primeira vez.

O medo pode, da mesma forma, ser recriado com uma memória, que por
sua vez produz respostas corporais exatamente como se a experiência
estivesse ocorrendo outra vez.

Repetindo, então: a mente pode “dizer” ao corpo para “fazer” coisas por
duas diferentes razões. Ela pode dizer ao corpo para “fazer” alguma coisa de
modo a alcançar um Estado de Ser (isto é chamado de Ação Deliberada), ou
ela pode dizer ao corpo para “fazer” algo de modo a demonstrar o Estado de
Ser que ele já alcançou (isto é chamado de Resposta Automática).
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Em qualquer evento, você está sempre sendo alguma coisa. E seu corpo
está sempre demonstrando o que você está sendo. Algumas vezes a
demonstração é muito súbita, outras não, mas a demonstração nunca termina.

Seu corpo é uma


demonstração viva do
estado de ser
no qual sua alma reside.

Voltando agora ao Passo 2, peço a você que dê uma olhada na


declaração que você criou no Passo 1, quando solicitado a declarar o seu
Propósito de Vida. É essa declaração uma afirmação de “ser” ou uma
afirmação de “fazer”?

Se é uma afirmação de “fazer”, o Passo 2 agora pede que você a


traduza em uma Afirmação de Ser.

A razão para você fazer isso é que apenas quando o seu Fazer flui de
um lugar de Ser, anunciando-o em vez de procurar criá-lo, você pode estar
centrado o bastante para ser um Mensageiro da Luz.

A maior parte do planeta tem esse paradigma “ser/fazer” às avessas. As


pessoas correm por toda a parte fazendo, fazendo, fazendo, e esperando por
esse estratagema um dia alcançar um estado de ser (“feliz”, “pacífico”,
“abundante”, “iluminado”... o que quer que seja) que fará tudo valer a pena.

A parte triste sobre tudo isso é que para a maioria das pessoas não
funciona dessa maneira. Elas passam a vida inteira fazendo isso e fazendo
aquilo, fazendo isso e fazendo aquilo, e tudo o que elas terminam acumulando
é uma grande pilha de “fazer-fazer”.

Então, complete o Passo 2 agora, se você já não o fez. Pegue qualquer


afirmação de fazer que possa estar na sua declaração do Propósito da Vida e a
traduza em uma descrição de ser.

Depois... prossiga.
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MENSAGEIROS – PASSO 3

ADOTE AGORA MESMO

O ESTADO DE SER

QUE VOCÊ DESCREVEU,

INDEPENDENTEMENTE DO QUE ESTEJA FAZENDO.

OK, você passou pelos dois primeiros passos na direção do Sustento


Certo e de se tornar um Mensageiro da Luz.

Uma pessoa no “sustento certo”, por sinal, é um Mensageiro da Luz.


Isso porque todas as pessoas no sustento certo estão sendo quem realmente
são... e Quem Você Realmente É é a mesma Luz que você está procurando
trazer!

Você pegou isso? Você ouviu isso? Não existe Luz mais brilhante no
Universo do que a Luz da sua Existência. Portanto, deixe a sua luz brilhar
perante os homens, para que eles possam ver seus bons trabalhos, e glorifique
seu Pai que está no céu.

Pois Ele disse para eles, “Uma vela é trazida para ficar escondida, sob
uma cama, e não para ser colocada num candelabro? Nenhum homem acende
uma vela e a esconde, mas a coloca em um candelabro; e ela fornece luz para
todos os que estão na casa.”

Lembre-se, você está no aposento para curar o aposento. Você está no


espaço para curar o espaço. Você está na casa para curar a casa... para “dar
luz para todos os que estão na casa.”

Não há outro motivo para você estar lá.

Como você brilha a Luz do seu Ser? Primeiro, se movendo para o


Sustento Certo — o que significa não se permitir fazer nada para ganhar a vida
que viole o seu senso interior mais profundo de Quem Você É.

No entanto, você não tem que tomar nenhuma decisão precipitada a


respeito. Pois quando você adotar e seguir o Passo 3 do processo que está
sendo delineado aqui, vai se encontrar, automaticamente, se afastando do
“sustento errado”. Vai acontecer da maneira certa, no momento certo. Você
pode até achar que você causou a sua demissão de um trabalho que nunca
deveria ter tido, ou no qual nunca deveria ter permanecido. Se você não tomar
cuidado, isso tudo pode parecer que foi feito pelo seu chefe, e só quando você
tiver o maior discernimento você será capaz de ver que você trouxe isso tudo
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para si mesmo (normalmente... mesmo que inconscientemente... de maneira


completamente deliberada).

Então não saia agora e peça demissão. Não é o que este livro
recomenda, e não é sobre o que trata este processo.

Mas não fique surpreso se, como resultado do processo de se mover em


direção ao Ser que você adotou, descobrir, daqui a algumas semanas ou
meses, que você não está mais engajado no trabalho que atualmente preenche
os seus dias.

É nesse momento que você vai descobrir:

Você é um dos
corajosos:
alguém que escolheu
criar uma vida,

em vez de uma sobrevivência.

O Passo 3 quase sempre produz um salto quântico assim na


experiência das pessoas. Isto se dá porque o Passo 3 é por si mesmo um
movimento quântico. É um movimento do foco sobre o que você está fazendo
para o que você está sendo.

Vamos tentar um pequeno experimento desse movimento do foco agora


mesmo. Neste exato momento, você está lendo um livro que está segurando
em suas mãos. Isto é o que você está fazendo. Se alguém chamasse você
agora e dissesse, “E aí?” você responderia, “Ah, estou apenas lendo este
agradável livrinho.” Você responderia isso porque na maior parte do tempo
você está pensando no que está fazendo. Você procura ver em que seu corpo
está envolvido, e é como você responde a pergunta. É completamente natural,
dado o modo como focou sua vida.

Mas agora, foque no que você está sendo. Agora mesmo, neste
momento. O que você está sendo? Feche seus olhos e fique com a pergunta.
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Bom. Agora complete a seguinte frase:

Neste momento eu estou sendo...

_______________________________________________________________

_______________________________________________________________

_______________________________________________________________

_______________________________________________________________

Ótimo. Isso é muito bom. Você está pegando a idéia. A clareza sobre o
que está se passando com você só acontece quando você coloca o foco no
que você está sendo, aqui mesmo, agora mesmo.

Mas o que percebemos é que o seu estado de Ser atual pode não
parecer ser algum que você pré-selecionou. Isto é, você pode sentir que o
estado de ser que você descreveu ao completar a frase acima é um estado de
ser que foi induzido, se você prefere assim, pela leitura deste livro.

Nós freqüentemente percebemos nossos Estados de Ser dessa


maneira. Nós os imaginamos como sendo induzidos, ou causados, pela nossa
experiência exterior. Então, veja agora o Princípio # 3.

PRINCÍPIO # 3

TUDO O QUE VOCÊ É,


VOCÊ É PORQUE
ESCOLHEU SER.

Se, em qualquer momento, você é medroso, é porque você escolheu


ser. Se você é alegre, é porque escolheu ser. Se você está aborrecido, é
porque escolheu estar. Se você está incomodado, é porque escolheu estar.

Se você é amado, é porque escolheu ser. Se você é ignorado, é porque


escolheu ser. Se você é ajudado, é porque escolheu ser. Se você é ferido, é
porque escolheu ser. Se você é sábio, é porque escolheu ser.

Se você está se sentindo errado, é porque escolheu estar.

Isto poderia continuar para sempre.

Na verdade... realmente continua.


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Compreenda que o Estado de Ser é aquele em que alguém é, não uma


ação que alguém empreende.

Você não pode fazer “feliz”, você só pode ser “feliz”, dependendo do
que você decide ser.

Você não pode fazer “triste”, você não pode fazer “medroso”, você não
pode fazer “errado”, ou “ferido”, ou “aborrecido”. Você só pode ser essas
coisas.

E qual é a causa de você ser essas coisas? Muitas pessoas acreditam


que é o que está acontecendo ao seu redor; que é o que alguém ou alguma
outra coisa está fazendo. Mas não é. É a sua decisão sobre o que alguém está
fazendo que é a causa. É a escolha que você faz.

Eis aqui a complexidade que circunda todo esse assunto: tantas das
escolhas que você faz são agora tão automáticas, tão profundamente
fundamentadas em experiências anteriores, que elas parecem estar fora de
controle para você. Então parece que ações de outras pessoas, ou
experiências exteriores a você, estão causando as reações dentro de você.

Mas a verdade é, você está escolhendo estar no Estado em que você se


encontra. E a única diferença entre você e aqueles que adquiriram uma mestria
na vida é que os Mestres escolhem de forma diferente.

(Para uma exploração mais detalhada desse assunto, leia Conversando


com Deus – Livro I.)

O ponto a ser levantado aqui é que ser é escolhido, não induzido. Você
escolhe ser o que quer que seja. Por que você escolhe é outra história — o
assunto para um outro livro inteiro. Mas, uma coisa nós sabemos: a escolha
não foi forçada. Escolhas podem sempre parecer forçadas, mas elas nunca
são.

Você pode produzir um Estado de Ser simplesmente selecionando um. E


você pode fazer isso a qualquer momento, em qualquer lugar.

Um Estado de Ser é um sentimento, não uma ação. Mas você pode


experimentar se sentir de uma certa maneira. Isto é, você tem o poder de
decidir como você vai se sentir, e como você se sente neste momento.

Este é o grande segredo do encontro humano. Este é o grande presente,


e a grande ferramenta. E, com essa ferramenta, todo o Universo é aberto para
você, e toda a liberdade que você sempre quis ter para ser e experimentar
Quem Você Realmente É é concedida a você.

Esta é a Verdade; a Verdade que deve libertar você.


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Você precisa pelo menos aceitar este Princípio como uma possibilidade
para fazê-lo funcionar. Quando você puder aceitá-lo como uma possibilidade,
volte ao Passo 3. Escolha se colocar no Estado de Ser que você descreveu no
Passo 2 e escolha ser aquilo, não importa o que você esteja “fazendo”.

Esta é a fórmula através da qual as pessoas se conduzem ao Sustento


Certo. Ela é, para usar o título de um livro maravilhoso de Terry Cole –
Whittaker, The Inner Path from Where You Are to Where You Want to Be (NT –
O Caminho Interior de Onde Você está para Onde Você quer Estar; ainda não
publicado aqui no Brasil).

Então escolha agora o Estado de Ser que deseja experimentar, em,


como e através de você. Depois, seja isso. Como? É uma questão de foco. Se
refere a sobre o que você foca a sua atenção.

Vamos tentar um Estado de Ser, apenas como exemplo. Vamos pegar...


o estado de paz. Digamos, apenas para o propósito deste exercício, que você
almeja e escolhe se experimentar em um Estado de Paz, em todos os
momento, em qualquer lugar.

Ótimo. Agora se concentre nele por um minuto. Entre em contato com


ele. Veja com que ele se parece. Ponha o livro de lado, relaxe por um minuto
apenas e vá para aquele lugar agora mesmo.

Bom. Agora escolha ser aquilo... escolha ser paz... em todos os minutos
de todas as horas pelo resto deste dia. Você acredita ser capaz de ser isso?
Você pode se você se fixar no seu compromisso. Porque, se você se fixa no
seu compromisso, e permanece com o foco no seu Propósito (ser “paz”), você
descobrirá que o seu corpo automaticamente faz coisas para apoiá-lo e para
permitir que você experimente aquele estado.

Uma coisa que seu corpo fará é contatar você com, ou fazer você
perceber, tudo o que for diferente do que você escolhe agora. (o Princípio # 4,
na próxima seção, explicará por que.) Depois seu corpo o conduzirá à paz, e o
afastará de tudo o que não é pacífico. Não achará mais confortável ou possível
fazer diferente, assim, vai realizar todo tipo de “travessuras”.

Vai se retirar de lugares barulhentos, por exemplo. E escolherá esquecer


das notícias da noite na TV. Achará, repentinamente, uma certa música
inaceitável. Poderá até mesmo realizar mais “travessuras” súbitas. Ele pode
encontrar um jeito de bloquear os sons do tráfego no seu caminho para casa
depois de um longo dia de trabalho, ou silenciar os gritos de crianças
turbulentas quando você se dirige ao supermercado. Ele pode escolher ignorar
o que poderia ser, ao contrário, um calor opressivo, ou experimentar como
“indiferente” os encontros anteriormente dolorosos no consultório do dentista.

Vocês todos aprenderam a respeito da mente sobre a matéria nesse


sentido. Vocês todos “se esqueceram” de dores de cabeça ou “ignoraram” uma
frustração momentânea, em favor de uma experiência maior, ou mais
importante, que escolheram ter. Este processo que estamos chamando de
19

Passo 3 não é diferente disso. É um processo que você usou muitas e muitas
vezes na sua vida. O que é extraordinário não é que você o tenha usado antes,
mas que você não acredite que possa usá-lo sempre que desejar.

Agora, como mencionado anteriormente, o grau pelo qual seu corpo


começa, automaticamente, a fazer coisas que permitem que você continue
naquele Estado de Ser depende do grau de compromisso e determinação que
você demonstra.

Todos nós vimos como esse processo funciona em pequenas coisas na


vida de todo dia. Se você está determinado a “ser” uma coisa — seja a coisa
chamada “pacífico” ou a coisa chamada “alegre” ou a coisa chamada “bem
sucedido” — nada no mundo pode detê-lo.

Isso também é verdade se você está determinado a ser a coisa


chamada “deprimido”, ou “perturbado”, ou “incapaz”, Nada, nada, no mundo
pode detê-lo.

Já tentou animar uma pessoa determinada a ser triste? Pode esquecer.


Você está perdendo o seu tempo.

O mesmo é verdade para uma pessoa que está determinada a estar em


paz.

Então, se você se determina a “ser” uma certa coisa (isto é, expressar,


experimentar e conquistar um Estado de Ser sobre o qual você colocou a sua
decisão), e se você se fixa na sua decisão, não importando a aparência das
coisas, seu corpo, mais cedo ou mais tarde, se encontrará fazendo coisas
automaticamente. que tenderão a aumentar a possibilidade de produzir aquele
estado de ser na sua experiência.

Logo, sua mente se juntará à ação. Você é, afinal, um ser de três partes
— Corpo, Mente e Espírito — e todos os três aspectos do seu ser logo estarão
engajados, se você tomar, e se mantiver com, uma Decisão de Ser. Isso
acontece porque Decisões de Ser são gatilhos que disparam reatores em cada
fibra do seu ser, em todos os níveis do seu organismo. Elas são as chaves que
acionam a máquina da Criação.

Isso explica porque, assim que uma Decisão de Ser é tomada, você
começará a eliminar de sua vida, automaticamente, tudo diferente do que você
pretende ser. Você fará isso num nível quase subconsciente. Ou seja, você
pode mesmo não estar ciente do que está fazendo. Sua interessada família,
seus amigos e colaboradores podem até dizer, “Você tem certeza que sabe o
que está fazendo?” Você não será capaz de respondê-los porque, na verdade,
você pode não estar certo.

Você permitiu, num certo sentido, que suas funções automáticas


tomassem o controle. Isso inclui seus instintos, suas reações, seu
discernimento interior. Isso é o que acontece quando você “deixa pra lá e deixa
para Deus” (N.T. – na versão em inglês é feito um trocadilho: “let go and let
20

God.). Você pode se descobrir buscando aquele cigarro e, de repente, jogando


ele fora sem motivo... para nunca mais pegar um novamente. Ou ligando para
algum amigo e colocando o telefone no gancho, e nunca mais ligar para aquela
pessoa. Ou indo trabalhar, mas fazendo um retorno e voltando para casa, e
nunca mais voltar para aquele lugar. Alguma coisa dentro de você apenas dirá,
“não mais”. Alguma mensagem intuitiva dirá simplesmente, com muita calma,
“É tempo de parar. É tempo de prosseguir. É tempo de mudar.” E todo o medo,
toda a ansiedade que você possa ter tido a respeito, de repente, desaparecerá.

Então, não fique surpreso — se você permanecer focado no Estado de


Ser que você escolheu — de descobrir, depois de alguns dias, semanas ou
meses, que você simplesmente abandonou certas amizades e “gravitou” em
direção a outras; abandonou certos ambientes físicos e gravitou para outros;
até abandonou, sim, seu trabalho e gravitou para outras maneiras de
“sobreviver”. Mais cedo ou mais tarde, você irá parar de “sobreviver”... e
gastará seu todo o tempo criando uma vida.

Este é o movimento que o levará na direção do Sustento Certo. Este é o


processo pelo qual você criará e expressará seu Verdadeiro Ser.

Você descobrirá, se confiar nesse processo, que pode adotar um Estado


de Ser (e mais de um se você desejar) e se conduzir para a sua
experimentação. E você descobrirá que seu estado interior de Ser não terá, e
não deverá ter, nada a ver com o estado da sua experiência exterior.

Cadeira de dentista, ou crianças barulhentas no carro, nada disso fará


qualquer diferença. As circunstâncias externas de sua vida não mais
controlarão e criarão as experiências internas de sua Alma.

Você abandonará, facilmente e sem esforço, e eliminará as condições


exteriores que deseja eliminar, e permanecerá com aquelas que você deseja
manter (independentemente de quão “destrutivas” elas costumavam ser, pois
não mais as considerará “destrutivas”), e então se recriar novamente na
imagem e semelhança de Quem Você Realmente É.

Entretanto, há algumas coisas que você deveria saber sobre esse


processo no qual você está sendo solicitado a acreditar.
21

MENSAGEIROS – PASSO 4

OBSERVE A OPOSIÇÃO

E CHAME-A DE OPORTUNIDADE

A primeira coisa que você precisa saber é que haverá oposição.


Oposição na forma de pessoas, eventos e circunstâncias, que parecerão criar
uma barreira a tudo o que você diz ser; tudo o que você se declara ser.

Na realidade, não apenas haverá oposição — mas a oposição


aumentará. Ela será maior do que sempre foi. Então, se você achava que tinha
problemas antes, se segure, porque, nas palavras o inimitável Jimmy Durante,
“You ain’t seen nuttin’ yet.” (N.T. – “Você ainda não viu nada.”).

(Se você não tem a mínima noção de quem é Jimmy Durante, vai mover
sua peça duas casas para trás e perder uma jogada; não prossegue, não
ganha $200.)

O fato de que “as coisas vão ficar pior antes de melhorarem” pode não
ser a notícia mais excitante que você ouviu desde que pegou este livro. Ainda
assim, você precisa saber — e quando você compreender por que é assim,
você vai até mesmo exultar se as coisas tomarem um caminho descendente.

Isto tem a ver com o Princípio # 4.

PRINCÍPIO # 4

ASSIM QUE VOCÊ DECIDE

QUEM E O QUE VOCÊ É,

TUDO O QUE FOR DIFERENTE

ENTRARÁ NO ESPAÇO.

É assim que é, e é assim que deve ser. Mas agora, tente compreender
por que.

Para “pegar” o que está para ser dito, você tem que ver claramente a
Verdade sobre Opostos. A Verdade sobre Opostos é que eles não existem,
exceto em um espaço mútuo.
22

Quer dizer, “quente” não existe exceto em um ambiente, ou espaço, em


que haja “frio”. “Alto” não existe exceto no espaço daquilo que é “baixo”.
“Rápido” não pode nem ser um conceito, a menos, e até, que haja uma coisa
chamada “lento”.

No Mundo do Relativo (que é, a propósito, o mundo em que você


escolheu passar a maior parte do seu tempo), alguma coisa só é o que É
relativo a uma OUTRA COISA que ela NÃO é.

Você compreende? Isso pode parecer um pouco confuso, mas você


pegou? Você deveria ouvir essa afirmação como uma enorme Verdade
soando nos seus ouvidos.

É apenas uma outra forma de dizer que em nosso estado de existência


atual, tudo é relativo.

Mas o princípio, aplicado à metafísica, produz alguns insights muito


interessantes. Pois se uma coisa não é nada exceto no espaço daquilo que ela
não é, então VOCÊ não pode ser ALGUMA COISA exceto no espaço daquilo
que VOCÊ não é.

Assim o oposto do que você deseja “ser” aparecerá logo depois de ser
ouvido o seu desejo de “ser”. Na verdade, sua Alma atrai essas condições para
ela mesma. E Deus dará à Alma tudo o que ela pedir, como o Maior Presente
do Supremo Criador, de modo que a Alma possa realizar-se nele, o Seu mais
elevado desejo.

Depois a Alma agradecerá a Deus por esses tesouros que são


chamados de Condições e Eventos da Vida, e aí a Alma dará as boas vindas a
todas as experiências da Vida, honrando-as igualmente, as “boas” e as “ruins”,
sem julgamento.

Se você sente que compreendeu o conceito contido nesse princípio


básico da vida, volte agora para o que foi dito no Passo 4.

Nós dissemos, “Não apenas haverá oposição — mas a oposição


aumentará. Ela será maior do que sempre foi.” Nós também dissemos, “quando
você compreender por que é assim, você vai até mesmo exultar se as coisas
tomarem um caminho descendente.”

A razão para você exultar é que você saberá — pois verá a “oposição”
como um claro e certo sinal — que você está na jornada da transformação; a
estrada para a glória; o caminho mais elevado.

É importante também você saber que, em um sentido metafísico muito


real, há uma “luz no fim do túnel.” A aparência e o efeito desses opostos
negativos do qual falamos são, porém, temporários, e seu propósito é curar
para sempre qualquer sentimento negativo que você tenha sobre as
experiências externas da sua vida.
23

Aqui está como essa cura ocorre.

Vamos usar a Paz uma vez mais como nosso exemplo. Digamos que
você tem filhos e fez a declaração, “Eu sou Paz.” No momento em que você faz
essa declaração, tudo diferente de “paz” virá para a sua experiência. Assim, as
crianças começarão a fazer barulho — mais barulho do que em qualquer outra
ocasião!

Mas agora você terá a escolha de como reagir a isso, pois você saberá e
compreenderá o porquê disso estar acontecendo. Você pode escolher ver esse
“oposto” como um presente, que traz a você a chance de experimentar e
expressar paz, ou como um ladrão, que rouba a sua paz de você.

Vamos assumir que você escolhe ser paz. Como esse compromisso e
foco, você não reage do modo antigo; você não se torna tão barulhento e
caótico quanto as crianças, elevando sua voz e ordenando que elas se
aquietem. Você simplesmente, pacífica e calmamente, aceita o momento.

Antes que você se dê conta, as crianças podem mesmo se acalmar,


tendo “captado” a sua energia. Mesmo que elas não o façam, não importará.
Você superou o momento. Você mudou a experiência. Permanecer com esse
foco nos dias e semanas que se seguirem mostrará a elas que se tornarem
barulhentas não é mais uma forma de chamar atenção. Na verdade, elas vêem
apenas o oposto. Isso produzirá um grande despertar — tanto em você como
nas crianças.

A próxima coisa que você perceberá é que mais paz passa a existir.

Então, ela estará em cada área da sua vida. O que quer que você
escolha “ser”, seu número oposto aparecerá (ou se tornará mais aparente do
que nunca!). Assim, à medida que você se cura da ilusão de que esse “oposto”
é quem você é, e caminha com um foco determinado na melhor expressão de
Quem Você Realmente É, aquilo que se opôs a você não terá mais nenhum
efeito; você o tornou nulo e vazio.

E, como com todos os Mestres, nunca mais você condenará aquilo que
os outros chamam de ruim, pois você saberá que aquilo a que você resiste
persiste, e o que você olha de frente desaparece. Ou seja, cessa de ter a
sua forma atual, cessa de produzir o seu efeito atual.

E você será cercado pela escuridão, mas não a amaldiçoará. E aí você,


como todos os Mestres, se tornará um Mensageiro da Luz.
24

MENSAGEIROS – PASSO 5

PERMITA QUE A FORMA

CRIE A SI MESMA

Chegamos agora, finalmente, à questão da Forma. Que forma deve ter o


seu serviço? Com o que um Mensageiro da Luz se parece?

Há duas maneiras de continuar transformando o desejo mais profundo


do seu coração em forma física. Você pode procurar fazer seus desejos se
amoldarem a uma forma predeterminada, ou pode permitir que a forma crie a si
mesma.

É fortemente sugerido que a última direção seja seguida.

Quando insistimos que nossos desejos se manifestem em uma forma


particular, nós, efetivamente, limitamos Deus. Mas quando deixamos todas as
opções abertas, criamos o espaço para uma maravilhosa criação.

Uma das primeiras perguntas que as pessoas que querem servir aos
outros fazem é, “O que eu posso fazer para ser um Mensageiro da Luz?” Esta
deveria ser a última pergunta a ser feita.

Coloque-se primeiramente no Estado de Ser no qual um Mensageiro da


Luz reside, depois permita que o “fazer” de sua vida flua a partir dali.

Qual é esse Estado de Ser? É o que quer que você imagine que seja.
Você escolhe. Você decide.

Qual é a Luz que você quer compartilhar; que você quer levar para as
pessoas e incorporar nelas? Se você pudesse dar um nome a ela, qual seria?

Há alguma coisa ardendo dentro de você que você sabe que poderia
fazer a vida das pessoas melhor, se fosse completamente libertada e
expressada.

O que é? Como você a sente?

Lembre-se, não é alguma coisa que você estaria fazendo. É alguma


coisa que você estaria sendo.

É amor? É cuidado? É cura? Você pode ser mais disso


independentemente do que você está fazendo.
25

Mas a mágica é que, quanto mais você estiver sendo, mais o que você
estiver fazendo se acomodará perfeitamente para permitir você “ser” mais
ainda daquilo!

Acredite nesse processo. Ele funciona.

Você descobrirá que as formas — maneiras físicas de “ser” algo —


simplesmente começarão a “aparecer” de repente.

Talvez apenas uma exemplo poderia tornar o que nós estamos tentando
dizer um pouco mais claro.

Uma vez, um homem decidiu que ele queria “ser” a coisa chamada
“cura”. Este era o Estado de Ser que ele sentia no fundo de sua alma, e ele
gostaria de expressá-lo.

Então, ele poderia encontrar um “trabalho” no chamado “mundo real”


que permitisse a ele “fazer aquilo”. Ele procurou nos classificados, mas não viu
muitos anúncios de “Precisa-se” que dissesse, “Importante empresa nacional
procura um curador,” ou, “Companhia local procura curador para ser admitido
em cargo de alto nível”.

Desencorajado, mas resoluto, decidiu abrir seu próprio negócio; começar


a sua própria “prática”. Ele ainda não tinha a fôrma, o molde, para preencher
com o seu desejo. Então ele criou uma. Ele seria, decidiu, um “curador que usa
cristais”. Ou talvez um “massagista”. Ou talvez um “conselheiro psico-
espiritual”. Ou um “padre da nova era” de uma igreja inventada por ele.

Criou uma forma que ele sentiu que podia funcionar, e abriu o negócio. E
tudo estava bem. Exceto que raramente alguém aparecia. E os poucos que o
fizeram não tinham dinheiro, então deixaram pouco ou nada. E ele não achava
“certo” cobrar porque, afinal, ele tinha simplesmente inventado aquela jogada
toda e se sentia envergonhado e embaraçado — para não dizer um pouco
culpado — pedir ou requerer o que ele sentia não merecer.

Ele quase morreu. Não literalmente, é claro. Mas figurativamente. Sua


vida tinha se transformado numa “salada”. Sua parceira o deixou, acusando-o
de ter ficado “louco” por ter entrado numa “crise de meia-idade”. Seus antigos
amigos também pensaram que ele tinha “pirado”. E no lugar de uma situação
anterior na qual ele era capaz de cuidar de si mesmo, agora estava vivendo da
ajuda do governo, ou de algum tipo de previdência social — mas ele queria
fazer o sacrifício, pois, afinal, ele estava “fazendo o que desejava fazer”.

Nos seus melhores dias ele até conseguia justificar o estado em que
sua existência se encontrava com aquela explicação. Ainda que alguma coisa
no fundo dele mesmo dissesse que havia uma “mentira” em algum lugar; uma
inverdade. Uma fórmula que ele não conhecia, um segredo que ninguém lhe
contou. Não podia ser tão difícil servir a Deus ou aos homens, ele disse a si
mesmo, algumas vezes amargamente. Não deveria ser tão difícil.
26

Não é.

O segredo é, não force a forma. Permita que a Forma crie a si mesma.

Isso nos leva ao Princípio # 5.

PRINCÍPIO # 5

O ESTADO DE SER

SE FAZ FORMA.

É uma fato Universal que você é um Ser em formação. Você não precisa
trazer nenhuma outra “informação”, exceto o que você é, para o processo da
Vida de modo que O Que Você É se manifeste em uma Forma. Você precisa
simplesmente permitir que o processo de “formação” aconteça do seu próprio
jeito, no seu próprio tempo.

E o que é “seu próprio jeito”? É o que este livro vem explicando. Vamos
resumir.

O jeito do Estado de Ser se fazer Forma se dá, primeiramente, através


de uma concepção de si mesmo. Isto é, o Ser concebe o que ele deseja ser a
seguir (Passos 1 & 2). Ele então se coloca, imediatamente, naquele Estado de
Ser, independentemente das condições ou circunstâncias externas (Passo 3),
ou, até mesmo, em reação a elas (Passo 4). Finalmente, ele se forma a partir
do seu próprio conceito, criando maneiras de experimentar na forma aquilo que
já havia experimentado sem uma forma definida.

Até que os cinco passos sejam completados, você se perceberá sem


forma. Isto é, você não saberá Quem Você É. Você não tem “in-formação”
suficiente. Quando bastante de Você estiver em formação, você saberá e
experimentará Quem Você É numa forma física.

Essa é uma outra forma de dizer que sua Vida Exterior começará a
refletir sua Realidade Interior de Quem Você É, e Quem Você Escolhe Ser.

Lembre-se, tudo começa com um Estado de Ser, que você escolhe de


maneira independente. Pode ser até uma escolha arbitrária; um Estado de Ser
que você escolheu simplesmente porque você o prefere ou o almeja. Mas a
escolha deve ser feita antes que você possa chegar a qualquer lugar.

Então, escolha o propósito da sua vida, e deixe que ele alcance um


estado, ou estados, de “ser”. Depois se coloque naquele Estado de Ser,
qualquer que seja ele. Observe como seu corpo se afasta daquilo que você não
27

é. E não resista ao que se opõe a você. Apenas fique centrado em seu Ser,
permanecendo no centro do seu Ser, e assista ao milagre.

O Ser criará a Forma, mais cedo ou mais tarde. Não tem jeito, pois é
nisso que o Estado de Ser se converte. É função do Estado de Ser produzir
Forma. Isso é o que Deus faz. Ou, mais corretamente, é o que Deus é.

Deus está Sendo; Se fazendo Forma.

E você também.

Então, na verdade, não há nada para você fazer. E quanto menos fizer,
melhor será.

Simplesmente seja.

Apenas... seja.

Agora, vamos ver se há um jeito de aplicar essa sabedoria ao homem


ficcional de nosso exemplo, retornando ao Passo 5.

Digamos que esse homem não gastou nenhum tempo ou energia


tentando transformar seu Ser em Forma, mas, ao contrário, permitiu que a
Forma se fizesse, a partir de seu espaço de Ser.

Se ele tivesse agido assim, ele teria simplesmente se colocado no


espaço de Ser no qual ele desejava residir e permaneceria lá, ficaria lá, não
importa o que estivesse acontecendo — mesmo que o que estivesse
acontecendo parecesse “se opor” ao que ele desejava ser. Talvez
especialmente por isso.

Ele estaria apenas sendo “cura” onde quer que ele fosse “trabalhar”. Ele
estaria, da mesma forma, sendo “cura” em casa. Na sua igreja. Com seus
amigos. E quando e onde ele pudesse “ser” aquilo.

Isso foi, de fato, o que ele fez, logo depois de abandonar sua tentativa
de “ganhar a vida” fazendo o que curadores que usam cristais fazem, ou o que
massagistas fazem, ou o que padres fazem, ou o que quer que ele imaginou
que tinha que fazer para “ser” um “curador”...

Em outras palavras, em vez de tentar ser um CURADOR, ele decidiu ser


simplesmente CURA.

Ele voltou ao que esteve “fazendo” antes de decidir se tornar um


curador, o que trouxe o dinheiro de volta à sua vida quase que
instantaneamente.
28

Sua esposa voltou para ele, também, o que foi motivo para uma grande
felicidade para ele. Até sua saúde voltou ao normal, pois ela aos poucos tinha
descido ladeira abaixo, durante os meses em que ele estava tentando “ser” um
“curador”.

Então o problema era, como ele ia ser capaz de tolerar sua antiga
ocupação, sabendo que o que realmente queria era ser um “curador”?

A resposta era simples. Ele ia ver sua ocupação de uma nova maneira.
Assim como ele via toda a Vida de uma nova maneira. Pois ele agora percebia
cada momento e cada situação como uma oportunidade de ser cura. Estando
então no caminho para uma vida de mestria, ele via oposição como
oportunidade.

Isso mudou toda a sua vida. Onde antes, no seu trabalho, ele via conflito
e queria fugir, agora ele permanecia no centro dele e trazia a cura. Dentro de
uns meses sua reputação como uma pessoa que curava, ajudava, se espalhou.
Lá, ele foi logo retirado de seu trabalho forma e questionado se aceitaria uma
posição em um cargo de confiança. Em sua igreja, ele se tornou o coordenador
do time do Bem Estar. Em sua casa, sua esposa e filhos encontraram um novo
lugar de conforto para o qual ir em seus momentos de confusão, conflito ou
desespero.

Nunca antes esse homem tinha tido uma experiência tão rica e
maravilhosa de Quem Ele Realmente É.

Mas foi ainda mais além. Logo, as pessoas na comunidade começaram


a ouvir sobre ele, principalmente pelas suas atividades na igreja e em seu
trabalho. Um dia, um amigo perguntou se ele teria o tempo e a boa vontade de
ser voluntário em uma organização para doentes terminais local. Ele soube
instintivamente que esse era o lugar onde ele poderia expressar e experimentar
uma parte de si, um lado seu, que almejava por um desdobramento cada vez
mais rico. Sua mulher o encorajava. Seu superior na igreja considerou que era
um lugar maravilhoso para suas habilidades. Seu empregador até deu a ele
uma certa parcela de tempo do relógio de ponto por mês para faltar ao
trabalho, se ele fosse bastante amável para dizer no hospital que estava
representando a companhia. Logo, seu trabalho lá se tornou a contribuição da
companhia para essa organização de caridade.

A equipe do hospital percebia seu desejo óbvio, sua habilidade, seu


entusiasmo para trabalhar com pessoas — tanto pacientes como voluntários —
naquele ambiente singular. Levou apenas alguns meses para a organização
compreender que tinha um homem de muito valor.

Então, como se a “sorte” estivesse com ele, o chefe do Bem Estar do


Paciente e da Família do hospital — uma pessoa leiga que trabalhava em
comum acordo com o oficial médico chefe — se mudou para uma outra cidade
para aceitar uma nova oportunidade...
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Você já sabe o final disso. Hoje, quando não está trabalhando diretamente com
os doentes terminais e suas famílias em sua organização local, esse homem
viaja pelo país falando para equipes de hospitais e voluntários. Escreveu um
livro, apareceu na televisão, deu palestras em universidades e igrejas por toda
a América. Recentemente, em uma de suas palestras, foi apresentado de um
jeito que o surpreendeu.

“Senhoras e senhores”, o moderador começou, “eu gostaria de


apresentar a vocês um homem que sabe e compreende profundamente o
significado da palavra ‘curador’.”

Foi assim que aconteceu. Se ele tivesse tentado, em primeiro lugar, se


tornar um protetor em algum hospital para doentes terminais, autor e ativista,
poderia não ter tido sucesso nunca. Na verdade, até a idéia de fazer esse tipo
de coisa podia nunca ter ocorrido a ele.

Mas ele era. Um Curador.

O Fazer seguirá o Ser, tão certamente como a noite seguirá o dia. Pois,
Ser não pode ser negado, e nunca será. Mas o Ser conhece sua própria virtude
O homem no nosso exemplo se conhecia com “cura” em sua própria
experiência muito antes dele se encontrar “aparecendo” daquela maneira no
ambiente hospitalar.

Entretanto, você pode dizer que o exemplo era ficcional. Realmente


funciona dessa maneira? Você pode mesmo “ser quem você é” e , além disso,
fazer uma vida em vez de uma sobrevivência?

Eu só posso lhe dizer uma coisa. Uma vez, havia um homem que queria
experimentar profundamente a parte de si mesmo chamada Sabedoria e
Clareza.

Era um desejo audacioso, meio inalcançável, quase uma blasfêmia em


suas implicações. Mas, isso era o que ele via dentro dele. Essa é a parte de
Deus que ele viu em si. E isso era o que desejava então experimentar.

Ele procurou e procurou em todos os lugares, mas não conseguia


encontrar uma posição, “Vice Presidente Responsável pela Sabedoria e
Clareza”.

Ele pensou em criar sua própria firma, mas ninguém comprou a idéia.

Então, ele parou de tentar forçar o seu Ser interior para um Fazer
exterior. Ele simplesmente decidiu apenas “ser aquilo”, independentemente do
que estivesse “fazendo”.

Para fazer dinheiro, ele entrou na área de propaganda e marketing.


Escreveu algumas coisas. Se tornou um apresentador de um programa de
entrevistas no rádio.

Então, um dia, algo incomum aconteceu. Ele teve uma conversa muito
interessante com Deus...