COMPLEXO JURÍDICO DAMÁSIO DE JESUS

PRÁTICA PENAL OAB 2ª FASE

Coordenação Prof. Marcelo Tadeu Cometti Professor Flávio Cardoso de Oliveira

Colaboradores Luciano Casaroti Denise Guirado

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SUMÁRIO 1. Instruções preliminares...........................................................................................................4 2. Regras de competência 2.1. Competência.....................................................................................................................10 2.2. Critérios............................................................................................................................10 2.3. Conexão e continência......................................................................................................13 2.4. Foro prevalente.................................................................................................................14 2.5. Separação de processos.....................................................................................................14 3. Exemplos de endereçamento....................................................................................................16 4. Ação penal 4.1. Conceito..............................................................................................................................18 4.2. Classificação.......................................................................................................................18 5. Ritos processuais 5.1. Procedimento comum..........................................................................................................21 5.1.1. Rito ordinário....................................................................................................................21 5.1.2. Rito sumário......................................................................................................................21 5.1.3. Rito sumaríssimo..............................................................................................................22 5.2. Procedimentos especiais......................................................................................................22 5.2.1. Júri.................................................................................................................................22 5.2.2. Drogas...........................................................................................................................23 5.2.3. Crimes funcionais.........................................................................................................23 5.2.4. Crimes contra a honra...................................................................................................24 5.2.5. Crimes contra a propriedade imaterial..........................................................................24 6. Peças 6.1. Modelos gerais.....................................................................................................................25 6.1.1. Modelo geral de peça simples........................................................................................26 6.1.2. Modelo geral de peça composta.....................................................................................27 6.2. Peças em espécie..................................................................................................................29 6.2.1. Relaxamento da prisão em flagrante..............................................................................29 6.2.2. Liberdade provisória (com e sem fiança).......................................................................33 6.2.3. Revogação da prisão preventiva ou temporária.............................................................38 6.2.4. Representação do ofendido............................................................................................41 6.2.5. Queixa-crime..................................................................................................................44 6.2.6. Resposta à acusação.......................................................................................................47 6.2.7. Memoriais......................................................................................................................50 6.2.8. Recurso em sentido estrito.............................................................................................53 6.2.9. Apelação........................................................................................................................58 6.2.10. Embargos infringentes e de nulidade...........................................................................65 6.2.11. Embargos de declaração..............................................................................................68 6.2.12. Carta testemunhável.....................................................................................................71 6.2.13. Correição parcial..........................................................................................................74 6.2.14. Recurso ordinário constitucional.................................................................................77 6.2.15. Recurso extraordinário.................................................................................................81 6.2.16. Recurso especial...........................................................................................................85 2

6.2.17. Reclamação..................................................................................................................89 6.2.18. Habeas corpus.............................................................................................................91 6.2.19. Mandado de Segurança................................................................................................94 6.2.20. Revisão criminal..........................................................................................................97 6.2.21. Livramento condicional.............................................................................................100 6.2.22. Agravo em execução..................................................................................................102 7. Problemas – Peças Profissionais..............................................................................................106 8. Gabarito - Peças Profissionais.................................................................................................131 9. Módulo avançado – peças diversas..........................................................................................152 10. Gabarito – Módulo avançado.................................................................................................161 11. Questões práticas...................................................................................................................171 12. Gabarito – Questões Práticas.................................................................................................179

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1. INSTRUÇÕES PRELIMINARES: Prezado candidato, seja bem vindo ao curso de prática penal, preparatório para a segunda fase do Exame da OAB! Antes que possamos nos dedicar diretamente ao estudo, convém trocarmos algumas palavras a respeito da prova e, principalmente, da “nova” prova, após o advento do Provimento nº 136/2009, que trouxe significativas modificações para a prova. Muitas indagações surgiram a respeito da prova de segunda fase do Exame de Ordem na área penal, em razão das modificações introduzidas pelo Provimento 136/2009 do Conselho Federal da OAB. Vedada a consulta à doutrina e à jurisprudência, bem como à legislação comentada ou anotada, como deve o candidato se preparar para enfrentar o Exame em sua segunda fase? Sempre orientamos nossos alunos candidatos a estudar teoria em sua preparação para a prova. Inevitavelmente enfrentamos questionamentos: mas não se trata de prova de prática? Não devemos, então, estudar prática? Ainda quando era permitida a consulta integral aos textos legais e doutrinários, insistíamos que a melhor forma de preparação era a conjugação da redação de peças e resolução de exercícios práticos com o estudo doutrinário das disciplinas Direito Penal e Direito Processual Penal. A razão nos parece muito lógica: com tal estudo, a solução se mostra mais fácil por força do maior domínio da disciplina. Agora com muito mais razão orientamos o candidato a programar seu estudo de modo a cuidar – e muito - da parte teórica, sem descuidar do estudo da prática. Como se sabe, um dos grandes pilares da aprovação em qualquer concurso público é o planejamento e, nele, deve o candidato à habilitação nos quadros da OAB delimitar que tempo dedicará ao estudo doutrinário e que tempo dedicará ao estudo da prática. Tanto melhor se o candidato tiver a disponibilidade para estudar as disciplinas Direito Penal e Direito Processual Penal diretamente nos manuais e tratados respectivos; caso não tenha, o que acontece com freqüência, uma vez que a vida moderna nos impõe uma série de responsabilidades, deve se dedicar ao estudo incessante de sinopses ou resumos de cada disciplina, de modo a abranger toda a matéria. Lembremo-nos que a consulta se restringe à legislação não comentada ou anotada, assim, se o candidato não possuir o mínimo domínio das matérias pertinentes à área penal, encontrará dificuldades. É bem verdade que a prova, a partir de agora, não deve cobrar em seus enunciados questões de profunda discussão doutrinária, porém, sempre é possível que se indague a respeito de classificação ou nomenclatura que deriva da doutrina e não consta do texto legal, como, por exemplo, “tentativa branca” ou “flagrante impróprio”. Repita-se, o estudo doutrinário não só é importante para a solução da “nova” prova de segunda fase, como também é importantíssimo para auxiliar no próprio estudo da parte prática. Como se sabe, a prova de segunda fase é composta pela redação de uma peça profissional e pela resposta a cinco questões, denominadas prático-profissionais. O estudo da peça deve ser feito com a resolução de enunciados e a redação de tantas peças quantas forem necessárias para a fixação de suas formalidades e para o desenvolvimento da argumentação. Temos visto que a maior preocupação dos candidatos na área penal é a identificação da peça. Não temos receio em afirmar, no entanto, que esse é o aspecto que o candidato menos deve temer, pois com o seu preparo e com as indicações que o próprio 4

enunciado do problema fornece, terá tranqüilidade para saber qual a peça adequada para a solução que se exige. Deve o candidato, sem dúvida, focar-se no conteúdo da peça, ou seja, na argumentação referente à tese que será defendida, escrevendo com propriedade. O examinador está muito mais interessado em encontrar na peça uma argumentação convincente do que uma peça formalmente perfeita, mas pobre de conteúdo. Basta lançar os olhos sobre a pontuação atribuída a cada item nos exames anteriores para se provar o que temos aqui sustentado - a maior pontuação decorre do desenvolvimento da peça e não dos seus aspectos puramente formais. Portanto, recomenda-se muito treino! Deve o candidato, também, procurar responder às questões prático-profissionais formuladas em Exames passados, a fim de treinar para o Exame que se aproxima. Tais questões, via de regra, apresentam ao examinando problemas para que ele tipifique a conduta ali descrita ou que apresente a solução, como a peça cabível, a competência, o prazo para adoção da medida. Devem elas ser respondidas de maneira objetiva, atendendo, porém, a todos os itens cobrados pelo examinador. Sabemos que toda essa dedicação não é fácil, mas chegar à segunda fase do Exame de Ordem significa ultrapassar a maior parte do caminho. Portanto, é a hora de agarrar o estudo com afinco, para coroar não só os cinco anos de curso, mas todo o estudo voltado para a almejada habilitação. Transcrevemos a seguir, na íntegra, o Provimento nº 136/2009, do Conselho Federal da OAB. Bons estudos e sucesso!

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Provimento No. 136/2009 Estabelece normas e diretrizes do Exame de Ordem. O CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos arts. 8º, § 1º, e 54, V, da Lei n.º 8.906, de 4 de julho de 1994 - Estatuto da Advocacia e da OAB, e tendo em vista o decidido nos autos da Proposição n.º 2008.19.03859-01, RESOLVE: CAPÍTULO I DO EXAME DE ORDEM Art. 1º A aprovação em Exame de Ordem constitui requisito para admissão do bacharel em Direito no quadro de advogados (Lei n.º 8.906/1994, art. 8º, IV). Parágrafo único. Ficam dispensados do Exame de Ordem os bacharéis alcançados pelo art. 7º da Resolução n.º 02/1994 da Diretoria do Conselho Federal. Art. 2º O Exame de Ordem é prestado pelo bacharel em Direito, formado em instituição credenciada pelo MEC, na Seccional do estado onde concluiu seu curso de graduação em Direito ou na sede de seu domicílio eleitoral. § 1º O bacharel em Direito que concluiu o curso em estado cuja Seccional integra o Exame de Ordem Unificado tem a faculdade de escolher, dentre as Seccionais participantes do Unificado, em qual delas se inscreverá para fazer o Exame de Ordem. § 2º Poderá prestar o Exame de Ordem aquele que concluiu o curso de Direito reconhecido pelo MEC, pendente apenas a colação de grau, desde que devidamente comprovada a aprovação mediante certidão expedida pela instituição de ensino jurídico. § 3º É facultado aos bacharéis em Direito que exercerem cargos ou funções incompatíveis com a advocacia prestar Exame de Ordem, mesmo estando vedada sua inscrição na OAB. Art. 3º Compete à Primeira Câmara do Conselho Federal expedir resoluções regulamentando o Exame de Ordem, para garantir sua eficiência e padronização nacional, ouvida a Comissão Nacional de Exame de Ordem. Art. 4º Compete à Comissão Nacional de Exame de Ordem definir diretrizes gerais e de padronização básica da qualidade do Exame de Ordem, cabendo ao Conselho Seccional realizálo, em sua jurisdição territorial, observados os requisitos deste Provimento, podendo delegar, total ou parcialmente, a execução das provas, sob seu controle, às Subseções ou às Coordenadorias Regionais criadas para esse fim. Art. 5º O Exame de Ordem ocorrerá 03 (três) vezes por ano, em calendário fixado pela Diretoria do Conselho Federal da OAB, realizado na mesma data e horário oficial de Brasília, em todo o território nacional, devendo o edital respectivo ser publicado com o prazo mínimo de 30 (trinta) dias de antecedência da data fixada para realização da prova objetiva. Parágrafo único. O edital a que se refere este artigo deverá expressamente prever as condições de acessibilidade aos candidatos com deficiência, nos termos da legislação vigente. Art. 6º O Exame de Ordem abrange 02 (duas) provas, compreendendo os conteúdos previstos nos Eixos de Formação Fundamental e de Formação Profissional do curso de graduação em Direito, conforme as diretrizes curriculares instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, bem assim Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, além de outras matérias jurídicas, desde que previstas no edital, a saber: 6

I - prova objetiva, sem consulta, de caráter eliminatório; II - prova prático-profissional, permitida, exclusivamente, a consulta à legislação sem qualquer anotação ou comentário, na área de opção do examinando, composta de 02 (duas) partes distintas: a) redação de peça profissional; b) 05 (cinco) questões práticas, sob a forma de situações-problema. § 1º A prova objetiva conterá 100 (cem) questões de múltipla escolha, com 04 (quatro) opções cada, devendo conter, no mínimo, 15% (quinze por cento) de questões sobre Direitos Humanos, Estatuto da Advocacia e da OAB, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina, exigido o mínimo de 50% (cinqüenta por cento) de acertos para habilitação à prova práticoprofissional. § 2º A prova prático-profissional, elaborada conforme o programa constante do edital, observará os seguintes critérios: a) a peça profissional valerá 05 (cinco) pontos e cada uma das questões, 01 (um) ponto; b) será considerado aprovado o examinando que obtiver nota igual ou superior a 06 (seis) inteiros, vedado o arredondamento; c) é nula a prova prático-profissional que contiver qualquer forma de identificação do examinando. § 3º Na prova prático-profissional, os examinadores avaliarão o raciocínio jurídico, a fundamentação e sua consistência, a capacidade de interpretação e exposição, a correção gramatical e a técnica profissional demonstrada. § 4º O examinando reprovado pode repetir o Exame de Ordem, vedado o aproveitamento de resultado anterior. Art. 7º O certificado de aprovação tem eficácia por tempo indeterminado e será expedido pelo Conselho Seccional onde o bacharel prestou o Exame de Ordem. Art. 8º Concluído o Exame de Ordem, o resultado será remetido à Comissão Nacional de Ensino Jurídico da OAB, indicando o percentual e a média de aprovados e reprovados por instituições de ensino jurídico e as respectivas áreas de opção. Art. 9º É criado o Cadastro Nacional do Exame de Ordem. CAPÍTULO II DO EXAME DE ORDEM PELAS SECCIONAIS Art. 10. As Seccionais que optarem pela realização do Exame de Ordem de forma autônoma observarão, além das normas gerais acima mencionadas, as seguintes disposições: I - A elaboração e correção das provas do Exame de Ordem serão realizadas por banca examinadora designada pelo Presidente do Conselho Seccional, composta de no mínimo 03 (três) advogados, no efetivo exercício da profissão, com pelo menos 05 (cinco) anos de inscrição na OAB e que tenham notório saber jurídico, preferencialmente escolhidos entre os que possuam experiência didática. II - Do resultado da prova objetiva ou da prova prático-profissional cabe recurso fundamentado à Comissão de Estágio e de Exame de Ordem, interposto no prazo de 03 (três) dias ininterruptos, contados a partir da divulgação. III - Os recursos serão apreciados por banca revisora constituída segundo os critérios do inciso I deste artigo, vedada a participação daqueles que integraram a banca examinadora, sendo a decisão da banca revisora irrecorrível. IV - A divulgação dos resultados das provas do Exame de Ordem será efetuada após homologação pela Comissão de Estágio e de Exame de Ordem da Seccional, vedada a divulgação dos nomes dos examinandos não aprovados. CAPÍTULO III 7

DO EXAME DE ORDEM UNIFICADO Art. 11. O Exame de Ordem Unificado será realizado pelas Seccionais que a ele aderirem, mediante celebração de convênio. Art. 12. O Exame de Ordem Unificado será executado pelo Conselho Federal, facultando-se a contratação de pessoa jurídica idônea e reconhecida nacionalmente para a aplicação, indicada pela Diretoria do Conselho Federal, após a manifestação da Comissão Nacional de Exame de Ordem. Art. 13. Os Presidentes das Comissões de Exame de Ordem das Seccionais que aderirem ao Exame Unificado integrarão a Coordenação Nacional de Exame de Ordem, que será dirigida pelo Presidente da Comissão Nacional de Exame de Ordem ou por quem o Presidente do Conselho Federal indicar. Art. 14. Compete à Coordenação: I - acompanhar a realização do Exame de Ordem Unificado, atuando em harmonia com a Comissão Nacional de Exame de Ordem; II - elaborar as regras do edital do Exame Unificado; III - apreciar, deliberar e homologar decisões referentes a nulidades de questões; IV - deliberar sobre as demais matérias relacionadas à aplicação e à avaliação do Exame Unificado. Art. 15. As provas serão elaboradas por uma banca examinadora designada pelo Presidente do Conselho Federal. §1º A banca examinadora será composta por advogados, no efetivo exercício da profissão, com pelo menos 05 (cinco) anos de inscrição na OAB, que tenham notório saber jurídico, preferencialmente escolhidos entre os que possuam experiência didática e indicados pelas Seccionais que aderirem à Unificação. § 2º A banca examinadora atuará em parceria com a pessoa jurídica contratada para a execução do respectivo Exame de Ordem. Art. 16. Do resultado da prova objetiva ou da prova prático-profissional cabe recurso fundamentado à Coordenação Nacional de Exame de Ordem, na forma do edital, interposto no prazo de 03 (três) dias ininterruptos, contados a partir da divulgação. Parágrafo único. Os recursos serão apreciados por uma banca revisora constituída segundo os critérios do artigo anterior, vedada a participação daqueles que integraram a banca examinadora, sendo a decisão da Comissão Revisora irrecorrível. Art. 17. A Comissão Nacional de Exame de Ordem designará um representante para atuar junto às bancas examinadora e revisora, visando ao aprimoramento e à qualidade das provas. Art. 18. A divulgação dos resultados das provas do Exame de Ordem será efetuada após homologação pela Coordenação Nacional de Exame de Ordem, vedada a divulgação dos nomes dos examinados não aprovados. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

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10. Este Provimento entra em vigor na data de sua publicação. Ficam revogadas as disposições em contrário do Provimento n. 19. 20. 21. de 5 de dezembro de 2005. Maria Avelina Imbiriba Hesketh. As alterações concernentes ao conteúdo programático de que trata o art.º 109/2005 relativas à matéria. 219) 9 . até então.Art. p. vigorando. as normas do Provimento n. Art.2009. 6º somente serão adotadas um ano após a publicação deste Provimento.º 109. Brasília. Cezar Britto. (DJ.11. 19 de outubro de 2009. Art. Presidente. Conselheira Relatora.

2.2.2. exceto no caso de conexão com crimes dolosos contra a vida. competente para julgar infrações penais eleitorais e as conexas a elas. 4. São justiças comuns: 1) Justiça Federal (art. 109. Se a previsão estiver em tratado ou convenção em que o Brasil seja parte. é a porção de jurisdição que cabe a cada órgão do Poder Judiciário. b) em razão do cargo ou função do acusado (ratione personae).1. serviços ou interesse da União. Critérios para a fixação de competência Pode-se estabelecer e fixar as regras de competência a partir de três aspectos: a) em razão da matéria ou natureza da infração penal (ratione materiae). 2) Justiça Militar (art. A prática de crime contra a Petrobras e o Banco do Brasil. São os chamados crimes a distância.170/83). a competência será da Justiça Estadual. Ressalte-se que as contravenções penais também não são julgadas pela Justiça Federal. 9º do Código Penal Militar (Decreto-Lei n. 7. iniciada a execução no País. cuja ação ou omissão se dá em um país e o resultado em outro. São justiças especiais: 1) Justiça Eleitoral (arts. ou devesse se dar em outro. suas entidades autárquicas ou empresas públicas. deve ser julgada pela Justiça Comum Estadual. 2. se uma contravenção for praticada de modo a se justificar a competência da Justiça Federal. competente para julgar crimes militares. da CF). É esse o entendimento expresso na Súmula 42 do STJ. Crimes previstos em tratado ou convenção internacional. na atividade de aplicar o Direito ao caso concreto. restando o julgamento à Justiça Estadual.737/65). pois a Constituição da República não se referiu a ela. excluídas as contravenções. ou reciprocamente. IV. 118 a 121 da CF e Lei n. 1. quando.2. REGRAS DE COMPETÊNCIA 2. 10 . mais precisamente no art. assim definidos em lei. a regra não irá se concretizar.001/69). por exemplo. Sustenta-se que estão descritos na Lei de Segurança Nacional (Lei n. o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro. c) em razão do local do crime ou da residência do acusado (ratione loci). competente para julgar: Crimes políticos. Destarte. 124 da CF). Infrações penais praticadas em detrimento de bens. por expressa ressalva da Constituição da República. nos termos da Súmula 38 do STJ. a competência é da Justiça Federal. Competência em razão da matéria ou natureza da infração Define se a infração penal é julgada por justiça especializada ou pela justiça comum. Se o crime for praticado em detrimento de Sociedade de Economia Mista. Não julga ela os crimes conexos.1 Competência Competência é a medida e o limite da jurisdição.

quando determinados em lei. Roraima. cuja abrangência é assim distribuída: Tribunal Regional Federal da 1ª Região: Distrito Federal. ressalvada a competência da Justiça Militar. Tribunal Regional Federal da 3ª Região: São Paulo e Mato Grosso do Sul. 125 da Lei n. ao contrário do que ocorre na Justiça Estadual. Rondônia. na verdade. A Justiça Federal de primeira instância tem sua divisão em Subseções Judiciárias. Rio Grande do Norte e Sergipe. Santa Catarina e Paraná. dá-se da seguinte forma: 11 . no sentido de estabelecer a competência da Justiça Federal. Ceará. Tocantins. 2. Paraíba. Maranhão. Tais crimes estão definidos no art.2. na segunda instância o órgão julgador é o Tribunal de Justiça respectivo de cada Estado da Federação. é preciso que exista previsão legal. competente para julgar tudo que não for da competência das jurisdições especiais e da comum federal. A divisão de competência sob esse critério. Tribunal Regional Federal da 5ª Região: Alagoas.815/80. Entende-se que. Amapá. existem apenas 05 (cinco) Tribunais Regionais Federais. se houver necessidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais sobre direitos humanos dos quais o Brasil faça parte. 125 da CF). Crimes contra a organização do trabalho. coletivamente considerados. Piauí. Tribunal Regional Federal da 4ª Região: Rio Grande do Sul. Mato Grosso. Tribunal Regional Federal da 2ª Região: Rio de Janeiro e Espírito Santo. Amazonas. então. Bahia e Minas Gerais. Pará. para fixar a competência da Justiça Federal neste caso. o procurador-geral da República deverá suscitar o deslocamento de competência ao Superior Tribunal de Justiça. Subsiste a competência mesmo que a aeronave esteja pousada ou o navio atracado Crimes de ingresso e permanência irregular de estrangeiro. Crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves. 2) Justiça Estadual (art. 6.2 Competência em razão do cargo ou função do acusado Justifica-se tal regra pela relevância do cargo ou função. Em segunda instância. retirando-o da esfera de competência dos juízes de primeiro grau. Não basta que sejam crimes dessa natureza. Em primeira instância divide-se em Comarcas. Goiás. Se o procedimento foi iniciado na Justiça Estadual. Pernambuco. não existem em todos os estados brasileiros. Crimes contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. divide-se em Tribunais Regionais Federais que. que eleva o julgamento das infrações penais às instâncias superiores.Casos de grave violação de direitos humanos. Sua competência é residual. Acre. os crimes devem ser contra a organização geral do trabalho ou os direitos dos trabalhadores.

I. Superior Tribunal de Justiça (art. tenha produzido ou deveria produzir seu resultado (art. caput. 70 do Código de Processo Penal estabelecem que a competência será fixada: Pelo lugar em que se consumar a infração (art. desde que respeitadas a Instância e a matéria. levando em consideração o lugar em que se deu o crime ou em que reside o acusado. da Lei n. 70.3. I. ministros dos Tribunais Superiores. 4. cumpre estabelecer como se fixa o foro competente para julgamento. do CPP). as Constituições dos Estados podem determinar a competência para processar e julgar perante os respectivos Tribunais de Justiça outros cargos. eles poderão ser julgados por outros Tribunais. Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal (art. da Constituição da República. vice-presidente.457/92): nos crimes militares. do CPP). os oficiais generais das Forças Armadas. comandantes das Forças Armadas. I. 102. observando-se os princípios constitucionais. membros do Ministério Público Federal que oficiem em Primeira Instância. 96. art.2.1 Lugar do crime As regras estampadas no art. 6º. juízes do Trabalho.Supremo Tribunal Federal (art. caput. membros dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho. 105. juízes e promotores de justiça eleitorais. cumpre esclarecer que. como pode acontecer com secretários de estado e vereadores. 29. procurador-geral da República. será competente o local onde foi praticado o último ato de execução. X. ministros de Estado. advogado-geral da União. b e c. I. da CF): prefeitos. 8. desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal. do CPP). embora parcialmente. membros do Ministério Público Estadual. Caso o último ato de execução tenha sido realizado fora do Brasil. será competente o foro do local em que o crime. juízes estaduais.2. da CF): presidente da República. membros do Ministério Público da União que oficiem perante os Tribunais. muito embora a Constituição da República se refira ao Tribunal de Justiça como órgão competente para seu julgamento. 12 .3 Competência em razão do lugar Após verificar as regras de competência que levam em conta a natureza da infração e a qualidade do cargo que determinadas pessoas ocupam. membros do Tribunal de Contas da União. No caso de tentativa. 2. juízes auditores da Justiça Militar. Em relação aos prefeitos. notadamente a simetria entre os cargos ou funções. Por força de autorização concedida pelo art. 70. seus próprios ministros. será o local onde se praticou o último ato de execução (art. a. 70. membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios. 108. Superior Tribunal Militar (art. primeira parte. Tribunais Regionais Eleitorais (art. 29. a. Em caso de crime iniciado no Brasil e consumado fora dele. membros do Tribunal Regional Federal. É o que estabelece a Súmula 702 do STF. III. deputados federais. senadores.737/65): nos crimes eleitorais e a eles conexos. I. do CPP). da CF): governadores dos Estados e do Distrito Federal. 70. § 1º. 125. dentro do território nacional (art. da CF): juízes federais. da Lei n. d. § 2º. 2. § 1º. Tribunais Regionais Federais (art. membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. segunda parte. chefes de missão diplomática de caráter permanente.

2. b) seqüencial: uma infração é praticada para assegurar a: ocultação de outra. que. um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa. do CPP): as infrações encontram-se unidas objetivamente. 2. por várias pessoas reunidas ocasionalmente.3.Conexão intersubjetiva (art. c) por reciprocidade: duas ou mais infrações são praticadas por agentes uns contra os outros.3 Conexão e continência São causas de alteração da competência. 76. estabelecer qual comarca é a competente para julgar a infração. e não em razão dos sujeitos que as praticam. § 2º. competente será o lugar do domicílio do réu (art. chamado de Juízo prevalente. São espécies de conexão: I . nos termos do art. § 3º. diante do caso que se apresenta. pela própria ligação existente entre uma e outra. deve existir um vínculo entre duas ou mais infrações penais. será competente o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato (art. II . vantagem de outra. como competentes. o instituto da prevenção. do CPP).3. do CPP). ocorre “toda vez que. 13 . caput. do CPP). 76. em virtude da relação existente entre duas condutas. Pode ser: a) por simultaneidade: duas ou mais infrações são praticadas ao mesmo tempo. 72. 72. Se não tiver residência certa ou for ignorado seu paradeiro. Pode ser: a) teleológica: uma infração penal é praticada para assegurar a execução de outra. 70. Note-se que tal regra tem lugar apenas quando não se consegue apurar onde o crime aconteceu. b) em caso de crime continuado ou permanente. ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa”.2 Lugar do domicílio do acusado Não sendo conhecido o lugar da infração. ou seja. Se o réu tiver mais de um domicílio. § 1º. II. em princípio. ainda que em tempos e locais diversos. do CPP): as infrações encontram-se unidas pelos sujeitos. 72. Fixa-se a competência pela prevenção quando: a) o crime ocorrer na divisa entre comarcas ou se for incerto o limite entre elas (art. 2. 71 do CPP).1 Conexão Para haver conexão. b) por concurso: duas ou mais infrações são praticadas por pessoas em concurso (com liame subjetivo).Conexão objetiva (art. impunidade de outra. 83 do Código de Processo Penal. Utiliza-se. I.Pode ser necessário. do CPP). tendo em vista que duas ou mais se mostram. então. por terem sido praticadas por duas ou mais pessoas. eles atravessem duas ou mais jurisdições (art. Ocorre quando duas ou mais infrações entrelaçadas apresentam nexo entre si. isto é. será fixada a competência pela prevenção (art. concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa.2. que fazem que estas sejam reunidas em um só processo perante um só Juízo.

se de igual gravidade. III. por impossibilidade de ocorrer a reunião ou por conveniência. . II. 70 do CP) e aberratio criminis (art.a prevenção. o Código prevê casos em que se deva dar a separação dos processos. 2. 77 do CPP) Dá-se quando uma causa está contida na outra. prevalece a Justiça Federal. se por qualquer motivo estiverem correndo dois processos diferentes. c) no caso de superveniência de doença mental a um dos co-réus.Obrigatória (art. do CPP): ocorre quando duas ou mais pessoas praticam em concurso uma mesma in-fração. prevalece a de maior graduação. prevalece: . 82 do Código de Processo Penal que. onde deveria haver reunião por conexão ou continência.III . incluindo aberratio ictus (art. e sim por força da Súmula 122. b) no concurso entre as jurisdições comum e da infância e juventude. Estabelece o art. 78: a) no concurso entre Júri e outro órgão da jurisdição comum. d) no caso de haver co-réu foragido que não possa ser julgado à revelia.a do lugar da infração de pena mais grave.4 Foro prevalente Quando houver alteração de competência em razão da conexão ou continência. Essa separação pode ser obrigatória ou facultativa. 366 do Código de Processo Penal. do CPP): ocorre quando a prova de uma infração influi na prova de outra. 14 . 79 do CPP): a) no concurso entre as jurisdições comum e militar. É a co-autoria ou participação em um único crime. 74 do CP). O Código de Processo Penal traz as regras em seu art. a critério do legislador. b) no concurso entre jurisdições da mesma categoria. 82 do CPP). 2. 77. saber qual é o foro competente para julgá-lo. ou seja. b) por cumulação objetiva (art. o juiz do foro prevalente deverá avocar o outro processo (art. c) no concurso entre jurisdições de categorias diversas. d) no concurso entre jurisdição comum e especial. I . como já estudado anteriormente.2 Continência (art. de tal forma que não se pode separá-las. . então.Conexão probatória/instrumental (art. Pode ser: a) por cumulação subjetiva (art. 76. do CPP): ocorre em todas as hipóteses de concurso formal (art. prevalece a especial. 2. as causas serão reunidas em um só processo. se penas idênticas e em igual número.5 Separação de processos Mesmo sendo hipótese de conexão ou continência. 70 do CP). regra esta estabelecida não por disposição do Código de Processo Penal. 77. I. Exemplo: suspensão do processo nos termos do art. prevalece a competência do Júri. a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações. Exemplo: um único furto e uma única receptação.3. como dito. e) no concurso entre Justiça Federal e Justiça Estadual. do STJ. chamar para a sua jurisdição. Será preciso.

É o que se denomina perpetuatio jurisdictionis. c) para não prolongar a prisão provisória de qualquer um dos réus. 469 do CPP). que deve aplicar as regras da transação e da composição civil àquela infração. Cumpre anotar ainda que. no caso de dois ou mais réus com defensores diversos. Anote-se que no caso de conexão entre infração de menor potencial ofensivo e infração grave.099/95. continuará competente para os demais processos (art. no plenário do júri (art. da Lei n.e) se houver coincidência na escolha de jurados.Facultativa (art. nos termos do art. a competência para julgamento é do Juízo Criminal Comum. parágrafo único. 80 do CPP): a) quando as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou lugar diferentes. se o juiz ou tribunal proferir sentença absolutória ou desclassificar a infração para outra que não seja de sua competência. b) em razão do número excessivo de réus. 81 do CPP). II . havendo reunião por conexão ou continência. 60. d) por qualquer outro motivo relevante. 15 . desde que tal fato possa prejudicar o andamento da ação. 9.

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara Federal do Júri da Subseção Judiciária de _________.3. Juízo – Primeira Instância Justiça Estadual Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca _________. (segunda fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara Federal das Execuções Criminais da Subseção Judiciária de _________. EXEMPLOS DE ENDEREÇAMENTO Delegacia de Polícia Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia da Delegacia de Polícia de ________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito do Juizado Especial Criminal da Comarca __________. (segunda fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca _________. Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia Federal da Delegacia de Polícia Federal de __________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal do Juizado Especial Criminal Federal da Subseção Judiciária de __________. (primeira fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal Presidente do Tribunal do Júri Federal da Subseção Judiciária de _________. Segunda Instância Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado _______. Justiça Federal Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da _____ Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de _________. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca _________. 16 . (primeira fase do rito do júri) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal do Júri da Comarca _________.

Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Relator do (recurso nº)_________ da ____ Turma Criminal do Egrégio Tribunal Regional Federal da _____Região.Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribunal Regional Federal da ______ Região. Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator do (recurso nº) ___________ da ____ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado _________. (Juizado Especial Criminal) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal Presidente do Egrégio Colégio Recursal de ________. 17 . (Juizado Especial Criminal) Tribunais Superiores Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Egrégio Superior Tribunal de Justiça. Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Egrégio Colégio Recursal de ________. Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Colendo Supremo Tribunal Federal.

2. c) do cônjuge. de titularidade do ofendido ou de seu representante legal. Ambas vão comportar ainda a subdivisão em espécies: aquela pode ser incondicionada ou condicionada à representação do ofendido ou à requisição do ministro da justiça. 107. a fim de satisfazer uma pretensão punitiva.4.2.1 Ação penal pública 4. Na hipótese de nomeação de curador.1. 38 do Código de Processo Penal. em regra. 39.2. b) do representante legal. deve avaliar o interesse do assistido. personalíssima ou subsidiária da pública. dentro dessa modalidade de ação. AÇÃO PENAL 4. se o ofendido for morto ou declarado ausente.1 Ação penal pública incondicionada É aquela em que o Ministério Público não se sujeita a qualquer condição específica para o exercício de seu direito de ação.1. O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidade pela decadência (art. descendente ou irmãos (CADI). 4. esta pode ser propriamente dita (ou exclusiva). d) de um curador especial. 4. IV. à representação do ofendido ou à requisição do ministro da justiça. além das condições gerais da ação penal.1 Conceito Podemos conceituar ação penal como o poder de movimentar o aparelho jurisdicional estatal.2. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. caput. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido. 4. a regra é ser ela incondicionada.1 Condicionada à representação Representação é a manifestação de vontade do ofendido ou de seu representante legal. Antes da verificação dessa condição. 18 . no sentido de ser instaurada a ação penal. presentes os elementos para a propositura da ação. de titularidade do Ministério Público.2 Ação penal pública condicionada É aquela cujo exercício se subordina a uma condição específica. qual seja. O prazo para oferecimento da representação é de seis meses a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. e a privada. por sua vez.2. e. conforme o art. nos termos do art. ele está livre para agir. ele não está obrigado a representar. ao representante do Ministério Público e à autoridade policial. ou seja. A ação penal pública é a regra em nosso sistema processual.1. não pode o titular do direito de ação agir. 4. do CP). ascendente.2 Classificação Podemos distinguir duas qualidades de ação penal: a pública. Uma vez oferecida a representação. A representação poderá ser dirigida ao juiz. no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante.

2. divide-se a doutrina quanto à sua admissibilidade. obviamente.2. quando o Ministério Público deixar de oferecer a denúncia no prazo legal (art. da CF e art. 4. então.2 Condicionada à requisição do ministro da justiça O Código de Processo Penal silencia a respeito do prazo para a requisição. está extinta a punibilidade do agente. b) do representante legal. ela seja oferecida antes do prazo prescricional do crime. 236 do Código Penal – induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento.1 Ação penal privada propriamente dita (ou exclusiva) É aquela em que se aplica tudo quanto foi dito até agora a respeito da ação penal privada. pois. cabe ao magistrado.2. de seis meses. lançando seu parecer. condição para o exercício da ação penal. 5º. desde que. nessa função. Entende-se. como estampado no art. ocorre referida hipótese em relação ao crime descrito no art. O prazo para oferecimento da queixa é. regra geral. repudiar a queixa inepta. 4.2 Ação penal privada É a espécie de ação penal cuja titularidade pertence ao ofendido ou seu representante legal.2. A decisão. nem por sucessores no caso de morte ou ausência. ou seja. em todos os casos. Note-se que esta ação só tem lugar no caso de inércia do Ministério Público.é possível voltar atrás.2 Ação penal privada personalíssima É modalidade de ação penal que só pode ser proposta pelo ofendido e ninguém mais. ou. no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante.2. se for o caso de reputá-la incompleta.2.1. 4. intervindo em todos os atos do processo. desde que a retratação seja realizada antes do oferecimento da denúncia. descendente ou irmãos (CADI). d) de um curador especial. Não admite a propositura pelo representante legal. oferecendo denúncia substitutiva. assim. Seu parágrafo único estipula que apenas o contraente enganado pode intentar a queixa.3 Ação penal privada subsidiária da pública É a proposta pelo ofendido ou por seu representante legal. se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. A titularidade do direito de queixa é a mesma para o exercício do direito de representação. conforme o caso. até mesmo. Em nosso ordenamento. As especificidades ficam reservadas para as outras espécies. após este momento. 25 do Código de Processo Penal. aditar a queixa. 4. em crimes de ação pública. É ela: a) do ofendido. se o ofendido for morto ou declarado ausente. jamais em caso de arquivamento dos autos de inquérito. c) do cônjuge. em regra.2. sem nenhuma particularidade. ascendente. 19 . Ele poderá. Nesta modalidade de ação. que não há limite temporal para a referida requisição.2. o Ministério Público apenas atuará como fiscal da lei e não como parte. a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. No que diz respeito à retratação da requisição oferecida. retratar-se? Sim. LIX. como veremos a seguir. 4. É a regra dentre as modalidades de ação penal privada. 29 do CPP). faltando.2.

Se não comparecer a alguma audiência ou não atender a algum despacho.Como o Ministério Público era o titular do direito de ação e o perdeu para o ofendido. qualquer ato de negligência processual deste fará que o processo seja retomado por aquele. por exemplo. o ofendido ensejará a retomada da ação pelo seu titular originário. 20 .

CPP) a) oferecimento da denúncia ou queixa.requerimento de diligências . aplicável às infrações de menor potencial ofensivo (conforme Lei n. 394 do CPP).sentença 5. Nosso ordenamento contempla vários procedimentos especiais. O procedimento comum divide-se em: a) ordinário. 396 e seguintes.esclarecimentos dos peritos .1. No processo penal. dirigidos a uma sentença. 531 e seguintes. b) sumário.alegações finais (ou conversão em memoriais – prazo sucessivo de cinco dias) . e) absolvição sumária ou designação de audiência.2.reconhecimento de pessoas e coisas 21 .acareações . 5. como o rito do júri. d) resposta à acusação. dentro e fora do Código de Processo Penal. Rito sumário (art.acareações . f) audiência de instrução e julgamento (no prazo de 30 dias): .oitiva das testemunhas de acusação .oitiva das testemunhas de acusação . c) sumaríssimo. Procedimento comum. RITOS PROCESSUAIS Rito ou procedimento é uma seqüência de atos organizados entre si. f) audiência de instrução e julgamento (no prazo de 60 dias): .1.1. b) recebimento pelo juiz.oitiva das testemunhas de defesa . 5.oitiva das testemunhas de defesa . e) absolvição sumária ou designação de audiência. Rito Ordinário (art. c) citação.1. o procedimento se divide em comum e especial (art.reconhecimento de pessoas e coisas . CPP) a) oferecimento da denúncia ou queixa.interrogatório .declarações do ofendido .099/95). 9. aplicável a crimes cuja pena máxima prevista seja inferior a quatro anos de privação de liberdade.5. d) resposta à acusação.esclarecimentos dos peritos . b) recebimento pelo juiz.declarações do ofendido . c) citação. no prazo de dez dias. no prazo de dez dias. aplicável a crimes cuja pena máxima prevista seja igual ou superior a quatro anos de privação de liberdade.

oitiva das testemunhas de acusação . b) recebimento pelo juiz. . . CPP): prova de materialidade e indícios de autoria.oitiva das testemunhas de defesa . ..oitiva da vítima.reconhecimento de pessoas e coisas .recebimento da denúncia ou queixa. ao final da 1ª fase. transação penal e denúncia oral.alegações finais .099/95 . 5.1. c) citação. f) audiência de instrução e julgamento: .sentença 5.decisão O juiz poderá proferir.alegações finais . no prazo de dez dias.defesa preliminar.acareações .Crimes dolosos contra a vida. e) manifestação do MP ou querelante. Júri (art. CPP): faltam os elementos mínimos para que o réu vá ao Plenário: não existem indícios suficientes da autoria ou prova de materialidade. no prazo de cinco dias.2. das testemunhas de acusação e de defesa. quando estiver 22 . as seguintes decisões: a) Pronúncia (art. CPP . b) Impronúncia (art.sentença. contravenções e crimes cuja pena máxima não seja superior a dois anos) Fase preliminar: a) lavratura do Termo Circunstanciado de Ocorrência.interrogatório . a não ser que seja a única tese da defesa. 406 e seguintes. tentados ou consumados) Instrução preliminar: a) oferecimento da denúncia ou queixa. Rito sumaríssimo: c) audiência de instrução e julgamento: . b) audiência preliminar: composição civil dos danos.2.Infrações de menor potencial ofensivo.interrogatório .esclarecimentos dos peritos .interrogatório do acusado. . 415. CPP): quando houver uma excludente de ilicitude ou culpabilidade.declarações do ofendido .proposta de suspensão condicional do processo. exceto inimputabilidade.1. c) Absolvição sumária (art. . isto é. Rito sumaríssimo (Lei nº 9. . d) resposta à acusação.3. 414. é a decisão que remete o réu ao julgamento pelo tribunal do Júri. 413.debates orais. Ritos especiais 5.

Juízo da causa: a) Prazo para requerimento de diligências. . prestação de serviços à comunidade e obrigação de freqüência a casa de recuperação).tréplica: somente se a acusação fez a réplica. . b) oferecimento da denúncia. 5. pelo mesmo prazo.compromisso dos jurados (exortação). c) defesa preliminar. . 23 . e) audiência de instrução e julgamento. . 513 e seguintes.provada a inexistência do fato.sorteio dos 7 jurados que vão integrar o conselho de sentença (3 recusas para cada parte).2. 5. . no prazo de 15 dias. . .2.3. CPP .sentença – após a votação o juiz presidente do Júri profere a sentença. a defesa terá direito à tréplica. quando estiver provado não ser o réu o autor ou partícipe do fato ou quando estiver provado não constituir o fato infração penal. . esclarecimentos dos peritos e leitura de peças. .343/06) • Crimes relacionados ao uso de drogas para consumo pessoal: segue o rito sumaríssimo. 419.réplica: acusação poderá falar novamente pelo período de mais uma hora (duas horas se forem dois ou mais réus). reconhecimento de pessoas e coisas.Crimes praticados por funcionários públicos) a) oferecimento da denúncia ou queixa.interrogatório . Crimes funcionais (art. defesa na seqüência. pelo mesmo prazo.acareações. b) despacho (com designação de data para plenário) e relatório do processo c) Plenário: .votação dos quesitos na sala secreta: os jurados respondem aos quesitos formulados com cédulas definidas com “sim” e “não”.testemunhas de acusação.declarações do ofendido. se forem dois ou mais réus). d) Desclassificação (art. juntada de documentos e rol de testemunhas em cinco dias. b) resposta preliminar.elaboração e leitura dos quesitos .debates orais: acusação fala em primeiro lugar pelo período de uma hora e meia (ou duas horas e meia. CPP): o crime imputado ao réu não é da competência do Júri. com a ressalva de que a transação penal apenas pode versar sobre uma das penas previstas na legislação (advertência. • Crimes relacionados ao tráfico de drogas: a) laudo de constatação preliminar (suficiente para início do Inquérito Policial e/ou prisão em flagrante). ou determinação de diligência para saneamento de eventuais pontos obscuros. d) recebimento ou rejeição da denúncia. deve o juiz absolver desde logo o réu. .testemunhas de defesa. . Drogas (Crimes relacionados ao consumo ou uso de entorpecentes – Lei nº 11.instalação da sessão (mínimo de 15 jurados).2.

c) recebimento da queixa pelo juiz.5. do CPP) Providências nos crimes de ação penal privada a) ofendido requer busca e apreensão.4. CPP) a) oferecimento da queixa.2. a partir daqui segue-se o rito ordinário 5. b) audiência de conciliação. Crimes contra a honra (art. 519 e seguintes.c) recebimento pelo juiz. a partir daí. 524 a 530. aguarda-se queixa no prazo de 30 dias. a partir daqui segue-se o rito ordinário 5. Rito dos crimes contra a propriedade imaterial (arts.2. I. a partir daqui segue-se o rito ordinário 24 . b) laudo apresentado e homologado pelo juiz. b) perícia. segue-se no rito ordinário Providências nos crimes de ação penal pública a) autoridade promove a apreensão dos objetos. lavrando-se termo assinado por duas testemunhas.

PEÇAS PROFISSIONAIS 6. como veremos a seguir. isto é. regra geral.1. um destinado aos requerimentos em geral e outro aos recursos. Modelos gerais de peça No processo penal. existem apenas dois tipos de peças diferentes. 25 .6. a estrutura de qualquer peça sempre deverá obedecer a dois pré-definidos modelos.

(Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado.6. revisão criminal.. já qualificado.. sem. 2) DO DIREITO... qualificação... habeas corpus... nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA. Modelo geral de peça simples Este modelo de peça é utilizado para todos os requerimentos. processo em epígrafe.. com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL. com fundamento no art. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. Consiste em uma peça única.. ..1. contudo. do direito e o pedido. Autos nº_____. vem. a descrição dos fatos. (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação. visando o resultado pretendido.. na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO.. respeitosamente perante Vossa Excelência.. requer seja. alegações finais. (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 26 .. (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo... pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. fazer cópia literal do problema). etc.... por seu advogado infra-assinado. Tudo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto.... (local/ data).. Diante do exposto. Deve se ater ao que foi exposto na prova.1... Pede Deferimento..... com endereçamento. requerer _____________________..

. (local/ data). Apelação. Pede Deferimento... (Pulam-se aproximadamente 10 linhas do endereçamento até o preâmbulo. Autos nº_____. já qualificado.. Exemplo: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________.. nos autos da AÇÃO PENAL que lhe move a JUSTIÇA PÚBLICA. Termos em que. vem.1. Consiste em duas peças: uma de interposição (ou juntada) e outra de razões (ou contra-razões). Requer seja recebido o presente e encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de ... Modelo geral de peça composta Este modelo de peça é utilizado para a maioria dos recursos.. processo em epígrafe.. Agravo etc.. (nome e assinatura do advogado/ nº da OAB) 27 . respeitosamente perante Vossa Excelência.. com as razões em anexo..6.... interpor RECURSO. do Código de Processo Penal....... tais como RESE. com fundamento no art.2.. por seu advogado infra-assinado. com a epígrafe no meio do espaço) FULANO DE TAL...

.......... fazer cópia literal do problema)...... da _____ Vara Criminal da Comarca ___________..RAZÕES DE RECURSO RECORRENTE: .. na busca do convencimento do julgador) 3) PEDIDO. sem. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (nome e assinatura do advogado/nº OAB) 28 . (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. 1) DOS FATOS. (Aqui o candidato vai relatar os fatos que envolvem o problema formulado.. Tudo o que for argumento para amparar a tese sustentada deve ser exposto.. 2) DO DIREITO................ Deve se ater ao que foi exposto na prova. Diante do exposto... contudo..... RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº . visando o resultado pretendido...... (Esta é a parte onde o candidato vai apresentar sua argumentação... requer seja.. COLENDA CÂMARA........ impõe-se a reforma da respeitável sentença (ou decisão) pelas razões fáticas e de direito que passa a expor... Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau...

da Lei nº 11. 2) Flagrante impróprio ou quase-flagrante (art. RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE O pedido de relaxamento da prisão em flagrante deverá ser formulado se. III. PEÇAS (ESPÉCIES) 6. aguardando momento mais oportuno para fazê-lo. crime impossível (Súmula 145 do STF). I e II. A prisão em flagrante é a única modalidade de prisão cautelar que dispensa a apresentação de mandado. Hipóteses legais: 1) Flagrante próprio ou real (art. nos crimes praticados por organizações criminosas. 4) Flagrante retardado ou diferido (art. II. em situação que faça presumir ser ele o seu autor. 302. Hipóteses ilegais.034/95): ocorre quando. e. 302.6. os agentes policiais deixam de prender os suspeitos no momento em que se deparam com a prática criminosa. em seguida. não pode existir crime. 2º. Como a infração não foi praticada espontaneamente pelo agente. 301) os agentes e as autoridades policiais devem e qualquer pessoa do povo pode prender quem se encontre em estado de flagrância. pela formulação do problema. armas. algumas hipóteses nitidamente ilegais de flagrante: 1) flagrante preparado ou provocado (delito de ensaio): alguém induz o autor à prática do crime. CPP): ocorre quando alguém é perseguido logo após a prática de uma infração penal.2. PRISÃO EM FLAGRANTE É a prisão que ocorre durante a prática de uma infração penal ou momentos após. objetos ou papéis que façam presumir ser ele o seu autor. 302. A doutrina aponta. 3) Flagrante ficto ou presumido (art.1. Analisemos as duas hipóteses. caracterizando. deve-se observar se ela foi realizada dentro dos limites legais.343/06. ainda. IV.2. viciando sua vontade. forjam. CPP): ocorre quando alguém é surpreendido cometendo uma infração penal ou quando acaba de cometê-la. Segundo disposição do nosso Código de Processo Penal (art. na hipótese. I. provas de um crime que sequer existe. justamente por ser imposta no momento da prática delitiva. o prende em flagrante. 29 . da Lei nº 9. Há dispositivo semelhante no art. É a hipóteses clássica de flagrante. for possível identificar que a prisão ocorreu fora das hipóteses legais ou que há vício na elaboração do Auto de Prisão em Flagrante. do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações. é a prisão que tem lugar ainda no calor dos acontecimentos. Por essa razão. CPP): ocorre quando alguém é encontrado logo depois da prática de uma infração penal. 2) flagrante forjado: policiais ou terceiros criam. 53. com instrumentos.

6) Encerrada a lavratura. não puder ou se recusar a assinar. 306. ou seja. contudo. assim. posteriormente os autos de inquérito seguirão para a autoridade policial respectiva. se não for o autor da prisão. colheita de sua assinatura e entrega do recibo de entrega de preso.Flagrante de acordo com o crime: 1) crimes permanentes: enquanto não cessar a permanência. cópia do auto será encaminhada ao juiz no prazo de 24 horas. Isso porque. Apresentado o preso à autoridade. o que não se pode verificar num ato isolado. LXIII. 5º. pois o crime só se caracteriza com a reiteração da conduta. a contar da prisão. A autoridade competente para a lavratura do auto é a da circunscrição onde foi efetuada a prisão. 2 testemunhas assinarão após a leitura. Se ela foi realizada em local distinto daquele onde se consumou a infração. 148. CF). que indicará o motivo da prisão. 30 . 2) crimes habituais: em tese não se admite. doutrinadores que admitem tal hipótese. se o preso não tiver declinado possuir advogado. CP). a verificação de sua legalidade será feita posteriormente pelo juiz. CPP). como dito. 3) Oitiva de pelo menos 2 testemunhas que tenham acompanhado o condutor e colheita de suas assinaturas. os dispositivos do interrogatório judicial. ela independe de mandado e. Se não houver. 4) Se estiver presente. devem assinar o auto 2 testemunhas que tenham presenciado a apresentação do preso à autoridade. comunicação da prisão à família do preso ou a quem ele indicar (art. Se o preso não souber. ela precisa ser formalizada. AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Efetuada a prisão em flagrante. o agente encontra-se em situação de flagrância. oitiva da vítima. 3) crimes de ação penal privada: neles. em sua presença. alertando-o de seu direito ao silêncio e observando-se. 5) Oitiva do preso. 2) Oitiva do condutor. em 24 horas. o nome do condutor e das testemunhas. § 2º. A falta de entrega no prazo estipulado pode trazer o relaxamento da prisão. o ofendido. deverá ratificá-la no prazo de entrega da nota de culpa. deverá ser entregue a nota de culpa ao preso (art. Nota de culpa. No mesmo prazo deve ser enviada cópia à Defensoria Pública. no que couber. documentada. a elaboração do autos seguirá as seguintes etapas: 1) Antes da lavratura. através da análise do documento em questão. No prazo de até 24 horas após a prisão. como por exemplo ocorre no crime de seqüestro (art. o que se faz através do respectivo auto. sob pena de relaxamento. desde que haja investigação anterior e provas da habitualidade. Há.

portador do RG nº __________. é o relaxamento da prisão. inscrito no CPF sob nº______________. com fundamento no artigo 5º. vem perante Vossa Excelência. Note-se que. (endereço). muito menos foi encontrado. da Constituição Federal. 2) DO DIREITO. (nacionalidade). Sabe-se que referida modalidade de prisão cautelar só pode ser imposta dias das hipóteses previstas no art. a prisão em flagrante imposta não atendeu às exigências legais. logo depois da prática do crime. no caso em tela. 31 . caput. (profissão). A melhor solução. no Auto de Prisão em Flagrante em epígrafe. ao efetuar 10 disparos de arma de fogo contra “B”. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). O requisito temporal. Com efeito. pois teria infringido o art. Encontra-se detido na Cadeia Pública local desde a data de 20 de maio.MODELO DE PEDIDO DE RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara do Júri da Comarca _____________ Autos nº _______ “A”. 3) DO PEDIDO. O Requerente foi detido dois dias depois do delito ter sido cometido. quando assistia à aula de Direito Penal. requerer o RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE. em plena Universidade. portanto. com objetos ou armas que o ligassem a tal prática. em razão de algum objeto encontrado em seu poder – o que não é o caso – a prisão não foi efetuada logo depois da prática do crime. o Requerente não foi preso durante a prática do delito. Excelência. ainda que se pudesse presumir ser ele o autor do crime. Não há nexo nenhum entre o momento da prisão e a prática do delito. 302 do Código de Processo Penal. não há motivos para a manutenção da prisão do Requerente. portanto. O Requerente foi preso em flagrante. LXV. está afastado. Pode-se verificar que. nem quando ele tinha acabado de ser cometido. Também não foi perseguido em circunstâncias que fizessem presumir ser ele o autor da prática delitiva. 121. pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS. (estado civil). do Código Penal.

por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. requer o relaxamento da prisão imposta ao Requerente. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. Pede Deferimento.Diante do exposto. (local/data) (advogado e nº da OAB) 32 .

CPP). trata da inafiançabilidade. por expressa disposição contida no art. O Código de Processo Penal traz as hipóteses em que não deverá ser concedida fiança. A fiança poderá ser feita através de depósito (dinheiro.613/98). b) verificar que não se encontram presentes os motivos autorizadores da prisão preventiva (art. em razão da alteração da Lei nº 8. 310. Da mesma forma. promovida pela Lei nº 11. Aqui pouco importa se a infração é afiançável ou inafiançável. CPP). Pode o pedido ser formulado durante a fase de inquérito policial ou durante o curso da ação penal. CPP). títulos da dívida pública) ou através de hipoteca (art.343/06) e assemelhados e nos ligados a organizações criminosas (Lei nº 9. foi afastada por decisão do Supremo Tribunal Federal. No Exame de Ordem. CPP). Quando se tratar de crime contra a economia popular ou de sonegação fiscal. Seu mecanismo consiste em depositar determinada quantia como garantia da liberdade do acusado durante o processo. 310. ou seja. o acusado ficará vinculado ao juízo através da assinatura de termo de comparecimento aos atos processuais. podendo-se cumular o pedido. Liberdade provisória sem fiança (art. 310. como adiantado. após oitiva do Ministério Público. Anote-se que a proibição que existia em relação aos crimes hediondos não mais persiste. É o instituto processual que garante ao acusado o direito de aguardar o curso do processo em liberdade. conforme o caso que se apresente. basicamente vamos trabalhar com duas modalidades de liberdade provisória – sem o arbitramento de fiança e com o arbitramento de fiança. CPP). 330. de tráfico de drogas (Lei nº 11. Não é admitida a liberdade provisória nos crimes de lavagem de dinheiro (Lei nº 9. 323 e segs.2. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. Caso concedida.2. pedras preciosas. o que importa é a verificação dos requisitos legais. do CPP. O juiz deve conceder a liberdade provisória independente do pagamento de fiança quando: a) verificar que o acusado agiu amparado por causa excludente de ilicitude (art. Liberdade provisória com fiança (art. só pode ser concedida pelo juiz.034/95). 325. A liberdade provisória sem fiança. sob pena de revogação. caput). § 2º. Se a infração não se encaixar nas hipóteses 33 . LIBERDADE PROVISÓRIA (art. 321 e seguintes.464/07.. o juiz somente poderá conceder a liberdade provisória mediante fiança. no julgamento da Adin 3. antes do trânsito em julgado.6. a proibição de liberdade provisória aos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso proibido. parágrafo único.112-1.072/90. Fiança é uma caução destinada a garantir o cumprimento das obrigações processuais pelo réu.

c) nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade. com trânsito em julgado. d) se houver prova de ser o réu vadio. Assim.relacionadas. São também inafiançáveis os crimes de racismo. em princípio. disciplinar. h) a quem estiver no período de prova de sursis ou livramento condicional. terrorismo. cuja pena mínima seja superior a 2 anos. 34 . por disposição constitucional. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. hediondos. e) nos crimes punidos com reclusão que provoquem clamor público ou que tenham sido cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. Observação: Note-se que. i) quando presentes os motivos que autorizem a decretação da prisão preventiva. como se faz no pedido de relaxamento da prisão em flagrante. lembrando que. b) na contravenção penal de vadiagem (art. 322). f) a quem tiver quebrado fiança ou desrespeitado obrigação no mesmo processo. Dec. g) em caso de prisão civil. tortura. tráfico ilícito de entorpecentes.099/95. salvo de o novo processo for por crime culposo ou contravenção penal. Não se concederá fiança: a) em crimes punidos com reclusão. 59. administrativa ou militar. no pedido de liberdade provisória deve-se procurar demonstrar que não estão presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva ou então que a fiança (que é direito subjetivo do indiciado ou réu) é admitida na hipótese. o que leva à aplicação dos institutos previstos na Lei nº 9. ela é afiançável. se o réu já tiver sido condenado por outro crime doloso. Lei 3688/41). A autoridade policial pode conceder fiança nos casos de crimes apenado com detenção e prisão simples (art. trabalhase com o mérito subjetivo do preso e com as circunstâncias da infração para pleitear a soltura e não se ataca a legalidade da medida. a maior parte dessas infrações são de menor potencial ofensivo. em suma.

Autos nº _______ “A”. no último dia 20 de maio. pois não apresenta. nesta cidade. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). 35 . vem perante Vossa Excelência requerer LIBERDADE PROVISÓRIA SEM FIANÇA. assim. (estado civil). parágrafo único.MODELO DE LIBERDADE PROVISÓRIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ________. uma vez que o Requerente não denota periculosidade. não apresentando qualquer indício de que possa se furtar à aplicação da lei. o perfil de pessoa perigosa. tem família constituída. ___). pois é primário e ostenta bons antecedentes (doc. na Rua das Flores. como já dito. com fundamento no artigo 5º. os requisitos autorizadores da prisão preventiva. no Auto de Prisão em Flagrante em epígrafe. 2) DO DIREITO. pois teria subtraído mediante grave ameaça a bolsa da transeunte “B”. (profissão). (nacionalidade). Não há fundado motivo para se acreditar que vá colocar em risco a ordem social através da prática de novos delitos. Muito menos razão existe para se acreditar que o Requerente apresente risco iminente de fuga. a liberdade provisória deve ser concedida. não há que se falar em manutenção da prisão em flagrante. pois o Requerente é comerciante estabelecido há 10 anos no mesmo local (doc. o que justificaria a decretação da custódia pelo fundamento da garantia de aplicação da lei penal. inscrito no CPF sob nº______________. Encontra-se ainda detido na Cadeia Pública local. do Código de Processo Penal. pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. Da mesma forma. ___). parágrafo único. ___). De fato. Assim. residência fixa (doc. do Código de Processo Penal. portador do RG nº __________. Excelência. não estando presentes os requisitos da custódia preventiva. Como se pode verificar. no caso em tela. O Requerente foi preso em flagrante delito. não está presente o requisito da conveniência da instrução criminal. LXVI. não há que se dizer que o Indiciado solto possa oferecer qualquer obstáculo à produção da prova. não estão presentes. não há que se falar em garantia da ordem pública. da Constituição Federal e art. 310. 310. (endereço). consoante redação do art.

requer. 3) DO PEDIDO. então. Pede Deferimento.A melhor solução para o caso presente. após oitiva do digno representante do Ministério Público. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. Diante do exposto. mediante assinatura do termo de comparecimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 36 . expedindo-se o alvará de soltura em seu favor. mediante a assinatura do termo de comparecimento aos atos processuais. é a soltura do Requerente. a concessão da liberdade provisória ao Requerente.

37 .

PEDIDO DE REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA OU TEMPORÁRIA. Já se foi imposta uma prisão preventiva ou uma prisão temporária. se a prisão em flagrante for ilegal. deve ela ser revogada.2. que pode acontecer mediante o arbitramento de fiança ou não. ou seja. diante de uma prisão em flagrante legal. Como visto. cancelada. se um problema for apresentado. sem fundamento ou sem observância dos critérios legais. constando uma prisão preventiva ou temporária imposta abusivamente. Caso ela seja legal. caberá ao candidato redigir o pedido de revogação. não há que se falar em liberdade provisória. 38 . De fato. a liberdade provisória é um instituto que permite ao réu responder aos termos do processo em liberdade. mas sim em sua revogação. em razão de suas condições pessoais.3. muito embora possa eventualmente se falar em relaxamento (no caso de excesso de prazo). autoriza-se a concessão da liberdade provisória. tendo em vista o Exame de Ordem. deve referida prisão ser relaxada. não apresente risco ao processo nem à sociedade. conforme o caso. É um benefício concedido ao indiciado/acusado. A prisão preventiva e a temporária são impostas por ordem do juiz e se elas foram decretadas sem que se atenda ao critério da necessidade.6. Assim. ou por conter o auto de prisão em flagrante algum vício de formalidade. ou por ter sido imposta fora das hipóteses previstas em lei. mas o preso. que em termos de modelo não foge nada ao que já foi estudado (relaxamento e liberdade provisória).

Admitir a prisão por eventuais antecedentes é presumir a culpabilidade no caso presente e não a inocência. Não há que se falar que seus antecedentes autorizam a medida. (nacionalidade). processo em epígrafe. o que é inaceitável. ao empregar o denominado “golpe do bilhete premiado” em via pública desta cidade. momento em que foi decretada a prisão preventiva do Acusado. (profissão). 2) DO DIREITO. (estado civil). respeitosamente perante Vossa Excelência. pois teria obtido vantagem ilícita em prejuízo alheio. uma vez que o Acusado. Note-se que o Acusado é tecnicamente primário. tem residência fixa e trabalho honesto. O motivo autorizador da prisão preventiva para garantia da ordem pública está intimamente ligado à periculosidade do agente. com fundamento no art. O Acusado foi denunciado por suposta infração ao art. portanto. não há motivos para a decretação. a prisão preventiva imposta ao Acusado deve ser revogada. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). pelas razões que passa a expor: 1) DOS FATOS. requerer a REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. A denúncia foi recebida por Vossa Excelência. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. não dá indícios de que pode praticar crimes se em liberdade. portador do RG nº __________. necessária a custódia cautelar.MODELO DE PEDIDO DE REVOGAÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA OU TEMPORÁRIA Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca _____________ Autos nº ______. O mandado foi cumprido e o Réu encontra-se detido no Centro de Detenção Provisória local. 316 do Código de Processo Penal. inscrito no CPF sob nº______________. sob o fundamento de que seus antecedentes apontam que se ele continuasse em liberdade. do Código Penal. nada indicando que seja dado a práticas delitivas. que está totalmente afastada no caso 39 . pois assim se estaria violando o consagrado princípio constitucional da presunção de inocência. (endereço). De fato. caput. “A”. vem. continuaria a praticar crime. Excelência. 171. por suas condições subjetivas.

Como se sabe.concreto. pois colocará em risco a paz social. Pede Deferimento. 3) DO PEDIDO. naqueles casos em que se denota que o Acusado não tem condições de conviver em sociedade. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. a prisão em nosso sistema processual é medida de exceção e só deve ser imposta em casos extremos. (local/data) (advogado e nº da OAB) 40 . requer seja revogada a prisão imposta ao Acusado. Diante do exposto.

Na hipótese de nomeação de curador. retratar-se? Sim. é condição para que o Ministério Público possa intentar a ação penal. no sentido de ver o autor do fato processado. 107. dos vários autores. Ressalte-se que se o ofendido representar apenas um. A natureza jurídica da representação é de condição de procedibilidade. 39. Assim. Quanto à forma. se o ofendido for morto ou declarado ausente. Note-se que a representação oferecida pela vítima ou seu representante legal. conforme art.099/95). IV.6. no caso dos interesses do ofendido e do representante colidirem ou se não houver representante. A titularidade do direito de representação é: a) do ofendido. 88 da Lei nº 9. 41 . 39 do CPP. REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO Representação é a manifestação de vontade do ofendido ou de seu representante legal. b) do representante legal. O não oferecimento da representação dentro do prazo acarreta a extinção da punibilidade pela decadência (art. O promotor ou procurador deverá analisar se estão presentes os requisitos para propor a ação. deve avaliar o interesse do assistido. porém. a contar da data em que o ofendido vier a saber quem é o autor da infração penal. no sentido de ser instaurada a ação penal. art. basta a inequívoca manifestação de vontade do ofendido. como estampado no art. em regra. CPP. ele não está obrigado a representar. o prazo para representação é decadencial: não oferecida no prazo. CP). é possível voltar atrás. O prazo para oferecimento da representação é de 6 meses. nos termos do art. esta deve ser feita através da pessoa indicada no respectivo contrato social ou por seus diretores e sócios gerentes. Isso é o que se chama de eficácia objetiva da representação. A representação poderá ser dirigida ao juiz. caput (este por força do art. 147.2. São os destinatários da representação. ao representante do Ministério Público e à autoridade policial. 38. d) de um curador especial. ou seja. caput. A vontade do ofendido importa apenas para autorizar o Ministério Público a analisar as condições da ação. No caso de ser pessoa jurídica a que deva oferecer representação. 129. o Ministério Público poderá denunciar todos eles. Ela é verdadeira autorização para que o órgão ministerial possa propor a ação penal. ascendente. indica que ela deve conter todas as informações que possam servir à apuração do fato e da autoria. não se exige nenhum rigor formal. terá o ofendido decaído de seu direito. desde que a retratação seja realizada antes do oferecimento da denúncia. Uma vez oferecida a representação. ou seja. 130. O art. não poderá agir. c) do cônjuge. art. descendente ou irmãos (CADI). se o ofendido tiver menos de 18 anos ou for doente mental. caso contrário. não vincula o Ministério Público a oferecer denúncia. Exemplos de crimes que exigem representação no Código Penal: art.4. possa proceder à ação.

de titularidade do Ministério Público.25. 42 . pois a partir daí o Ministério Público já conta com a autorização de que necessitava e não pode dispor da ação. Nunca é demais lembrar que se trata de ação pública. Não é possível após esse momento. CPP. como visto anteriormente.

sentiu-se atemorizado. (endereço). por seu advogado infraassinado (procuração com poderes especiais em anexo). oferece esta para que possa ter curso o competente persecução penal. Pede Deferimento. (nacionalidade). torna-se evidente que. 2) DO DIREITO. com fundamento no artigo 39 do Código de Processo Penal. (qualificação). pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. não havendo qualquer discussão no momento da conduta. com a instauração do devido Termo Circunstanciado e demais providências legais. lavrando-se o competente Termo Circunstanciado e prosseguindo-se nos demais termos legais. no último dia 20 de maio. em alto e bom som. o ofensor praticou a conduta descrita no art. O Requerente foi vítima. (estado civil). pois ameaçou o Requerente. pois não há dúvidas de que poderia efetivamente sofrer mal injusto e grave. por meio de palavras. diante de seus familiares. Tendo em vista os fatos acima narrados. requer seja recebida a presente Representação. sem pudores. de causar-lhe mal injusto e grave. de ameaça proferida por “B”. de fato. disse ao Requerente. que ria matá-lo com um tiro na cabeça na primeira oportunidade. Note-se que a ameaça revestiu-se de seriedade. inscrito no CPF sob nº______________. vem. assim agindo. foi proferida de forma serena pelo ofensor. (local/data) (advogado e nº da OAB) 43 . Ressalte-se ainda que o Requerente. Diante do exposto.MODELO DE REPRESENTAÇÃO Ilustríssimo Senhor Doutor Delegado de Polícia da ____ Delegacia de Polícia de _____________. Termos em que. respeitosamente perante Vossa Senhoria. “A”. oferecer REPRESENTAÇÃO contra “B”. Como tal infração exige a condição de procedibilidade da representação. 3) DO PEDIDO. 147 do Código Penal. portador do RG nº __________. (profissão). pois conhecia todos os passos do Requerente. “B”.

deve-se indicar os dados que possibilitem sua identificação.5. modalidade de ação penal já estudada anteriormente. Tratam-se aqui de dados físicos. o correspondente abstrato ao fato concreto deve ser trazido na peça inicial. O prazo para o oferecimento da queixa é de 6 meses. Deve o instrumento de mandato conter poderes especiais para promover a ação.2. além de fazer menção ao fato criminoso e indicar o nome do querelado (há erro de redação no CPP. sob pena de preclusão. deve-se rejeitar a peça. a contar da data do conhecimento da autoria do delito. ainda que não seja uma classificação imodificável. erroneamente. no que diz respeito à procuração outorgada ao advogado. A descrição na peça inicial deve ser exata. CPP): a) Descrição do fato em todas as suas circunstâncias. Deve-se narrar tudo o que se passou e na forma em que se passou. possibilitando o regular desenvolvimento do processo. de modo que o julgador possa vislumbrar a possibilidade de ter existido crime. ou do término do prazo do Ministério Público.6. 41. Se não for possível qualificar o querelado. nos termos do art. Requisitos (art. a palavra querelante). 44 . Como toda petição inicial a queixa-crime deve preencher os requisitos enumerados pela lei para que possa ser recebida. apontar sua completa individualização. Caso não seja possível colher o menor elemento identificador. mas é óbvio que ele só será exigido se houver testemunha a ser inquirida. Isso porque não se admite o recebimento da queixa de fato que não é considerado crime pela lei penal. QUEIXA-CRIME Queixa-crime ou simplesmente queixa é a petição inicial da ação penal privada. d) Rol de testemunhas. de modo a possibilitar a perfeita identificação da acusação para que seja exercido o direito de defesa. Havendo. É necessário apontar qual a previsão legal para a conduta que é narrada na inicial. Assim. que traz. dependendo da modalidade de ação. A apresentação do rol de testemunhas aparece como requisito. Note-se que para a queixa. c) Classificação jurídica do fato. muito embora não se saiba sua qualificação. bem como a possibilidade de ser o querelado seu autor. este é o momento de arrolar. b) Qualificação ou identificação do querelado. outros requisitos ainda são exigidos. que permitam ao menos saber quem ele é. pois não se pode imputar vagamente a prática de um crime a alguém de quem não se tem a mínima certeza de quem seja. 44 do CPP. isto é.

respeitosamente perante Vossa Excelência. que a chamou de “vaca”. em regra. Foi instaurado o competente Inquérito Policial. oferece a presente queixa.099/95.MODELO DE QUEIXA-CRIME Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ______________. inscrita no CPF sob nº_________. IP nº ______ “A”. portadora do RG nº __________. na pena do art. não dá o direito ao Querelado de ofender a Querelante. tal crime se processa. que não aceita. cuja prova se encontra estampada nos depoimentos colhidos na fase de inquérito e que serão corroborados em juízo. Tal fato. 45 . pelos motivos que passa a expor: 1) DOS FATOS. contudo. até hoje. a separação do casal. vem. Como se sabe. Na data de 20 de abril. Diante do exposto. 3) DO PEDIDO. 2) DO DIREITO. (estado civil). Como dito anteriormente.. 72 e seguintes da Lei nº 9. (qualificação). requer seja recebida a presente queixa-crime. 140 do Código Penal. mediante ação penal de iniciativa privada e. oferecer QUEIXA-CRIME contra “B”. por seu advogado infra-assinado (procuração com poderes especiais em anexo). não resta dúvida que o Querelado infringiu o art. De acordo com os fatos apurados na peça investigatória. a Querelante estava em uma festa quando foi ofendida pelo Querelado. a ofensa contra a honra. (profissão). com fundamento no artigo 30 do Código de Processo Penal. por essa razão. Note-se que o Querelado é ex-marido da Querelante e não aceita o término da relação conjugal. não podendo restar impune. até final condenação do Querelado. (endereço). De fato. Ref. a Querelante foi casada com o Querelado. (nacionalidade). A conduta praticada pelo Querelado é grave e trouxe conseqüências humilhantes à Querelante. foi praticada sem que a Querelante tivesse dado qualquer motivo para tal. que colheu todos os elementos necessários à propositura da ação penal e que segue em anexo. 140 do Código Penal. prosseguindo-se nos termos do art.

Requer ainda sejam ouvidas as testemunhas constante do rol abaixo. Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

Rol de testemunhas: 1)_____________, (qualificação e endereço); 2)_____________, (qualificação e endereço); 3)_____________, (qualificação e endereço).

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6.2.6. RESPOSTA À ACUSAÇÃO (art. 396-A, CPP) Peça destinada ao oferecimento da primeira defesa por escrito do réu no processo. Nela, pode-se: a) discutir o mérito da imputação; b) argüir preliminares e opor exceções que verificar existirem; c) requerer as diligências que entender necessárias; e) juntar documentos e especificar provas que pretende produzir ; f) arrolar testemunhas. O prazo para apresentação é de 10 dias, a contar da citação do Acusado.

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MODELO DE RESPOSTA À ACUSAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca _________.

Autos nº _____

“A”, já qualificado, nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública, processo em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, com fundamento no artigo 396-A do Código de Processo Penal, apresentar sua RESPOSTA À ACUSAÇÃO, expondo e requerendo o seguinte: 1) DOS FATOS. O Acusado foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. 213 do Código Penal, pois teria submetido “B” à prática de conjunção carnal mediante grave ameaça. 2) DO DIREITO. A acusação dirigida ao Réu é infundada, devendo ele ser absolvido sumariamente, pois mais do que evidente pelos documentos já juntados aos autos que a relação sexual foi consentida. O Acusado e “B” mantêm longo relacionamento amoroso e a presente persecução só foi instaurada porque, após uma briga do casal, “B” resolveu dizer em sede de Boletim de Ocorrência, que havia sido estuprada pelo Acusado. Como se nota de suas próprias declarações em sede de inquérito, ela admitiu a farsa e afirmou que a relação dói mesmo consentida. Assim, não há que se falar em crime. (OBS: Nesta peça, a defesa já deve discutir matéria de mérito que possa levar à absolvição sumária, se houver, além de fazer eventuais requerimentos e arrolar as testemunhas que quer sejam ouvidas). 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer seja o Acusado absolvido sumariamente, nos termos do art. 397, III, do Código de Processo Penal, por ser medida de JUSTIÇA! Caso assim não entenda Vossa Excelência, e o feito atinja a fase de instrução, requer sejam ouvidas as testemunhas constantes do rol abaixo. Termos em que, Pede Deferimento. 48

(local/data) (advogado e nº da OAB)

Rol de testemunhas: 1)_____________, (qualificação e endereço); 2)_____________, (qualificação e endereço); 3)_____________, (qualificação e endereço).

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conforme o caso. que não pode indispor da ação penal. aquelas põem fim ao processo enquanto estas implicam na renovação dos atos processuais viciados. que permite às partes aduzirem toda a matéria que julgarem pertinente. se acolhidas. tecendo as considerações devidas. Devem ser feitas em audiência.7. e a matéria de mérito propriamente dita. em atendimento aos princípios do contraditório e da ampla defesa.2. Dessa forma. tanto para a acusação. nesta peça. e. havendo previsão de sua apresentação por escrito. quanto para a defesa. 50 . no prazo de 5 dias (art. A apresentação das alegações finais é obrigatória. aquelas cujo acolhimento impede a análise do mérito. pois. propriamente ditas. 404.6. parágrafo único. MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) Momento para exposição da acusação e da defesa. Vigora ainda. em forma de memoriais. discutindo-se e analisando-se a prova produzida nos autos. o denominado princípio da eventualidade. comumente se faz a argüição em preliminar de causas extintivas da punibilidade e de nulidades. do CPP). Aqui devem ser alegadas todas as matérias preliminares. art. sob a forma de pedidos subsidiários. isto é. § 3º. 403.

§ 2º. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. não se apurou nos autos a autoria do delito. sem.MODELO DE ALEGAÇÕES FINAIS (MEMORIAIS) Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca ___________________. pois teria. contudo. apresentar seus MEMORIAIS. já qualificado. De fato. De toda a prova colhida. a única solução para o presente caso é a absolvição do Acusado. nos exatos termos da denúncia. Já as testemunhas arroladas pela defesa. mediante a simulação de estar armado. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. vem. do Código de Processo Penal. o Acusado negou veementemente a prática do delito. 2) DO DIREITO. subtraído um automóvel em via pública. apoiados nas seguintes razões: 1) DOS FATOS. portanto. o que não se pode admitir no processo penal. Em suas alegações finais. por seu advogado infra-assinado. I. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. Inaceitável. do Código Penal. com fundamento no artigo 403. 51 . sem o mínimo de segurança. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. O Acusado foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. processo em epígrafe. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Réu ocorreu em sua residência. o Réu deve ser absolvido. respeitosamente perante Vossa Excelência. na companhia de seus familiares. § 3º. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Acusado no local do delito. Por isso. Excelência. Quando interrogado. nenhuma aponta com segurança para o acusado. Autos nº _____ “A”. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. o ilustre representante do Ministério Público pugnou pela condenação do Réu. reconhecê-lo com segurança. apenas restam presunções e conjecturas. 157. foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. por seu turno.

requer seja absolvido o acusado. do Código de Processo Penal. nulidades e mérito propriamente dito). subsidiariamente. no sentido técnico. Se nesse sentido for admitida. Se a simulação pode servir para caracterizar a grave ameaça. Caso não seja esse o entendimento de Vossa Excelência. (local/data) (advogado e nº da OAB) 52 . pois não há previsão legal para o aumento pela simulação. teremos violação ao princípio da legalidade. Pede Deferimento. com fundamento no art. de acordo com o problema formulado: causas extintivas da punibilidade. 3) DO PEDIDO. requer seja afastada a causa de aumento de pena descrita no Art. Com efeito. pois não foi efetivamente empregada uma arma. 157. subsidiariamente requer seja afastada a causa de aumento de pena do emprego de arma. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que.Muito embora esteja demonstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva. IV. caso Vossa Excelência entenda deva condenar o acusado. I. o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena. § 2º. 386. já é pacífico o entendimento de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão. Diante do exposto. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente.

no caso da exceção de suspeição não cabe o recurso porque ela é julgada pela segunda instância. por exemplo (situação mais favorável a ele). A posição majoritária da doutrina aponta para a taxatividade do rol. em que é desafiada por apelação. b) da decisão que concluir pela incompetência do juízo. pode o acusado recorrer da impronúncia. Hipótese em que podem recorrer o Ministério Público. e) da decisão que conceder. Trata-se da decisão que reconhece a incompetência de ofício e não através de exceção oferecida pelas partes. c) da decisão que julgar procedente exceção. portanto. salvo a de suspeição. De qualquer forma. i) da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus. em primeira instância.6. A diferença em relação à previsão anterior é que aqui foi feito requerimento pela parte. k) da decisão que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir. d) da decisão que pronunciar o réu. Refere-se à decisão proferida por juiz. Cuida a hipótese da lista anual que contém o nome dos jurados selecionados para trabalharem nas sessões do Júri. Há exceções na legislação processual. negar. no todo ou em parte. Inclusive. estabelece referido artigo que caberá recurso em sentido estrito: a) da decisão que rejeitar a denúncia ou a queixa. o assistente de acusação e o acusado. dirigindo-se o recurso diretamente ao Presidente do Tribunal de Justiça. para a declaração de extinção da punibilidade. A decisão. apesar de ser definitiva. g) da decisão que decretar a prescrição ou julgar. Como visto anteriormente. Esta lista pode ser impugnada no prazo de 20 dias. ao reexame necessário. apesar de opiniões em contrário.2. cassar ou julgar inidônea a fiança. enquanto no outro a decisão era de ofício. quanto a essa decisão nos crimes de imprensa e nas infrações de menor potencial ofensivo. que declara extinta a punibilidade do acusado. 581 do Código de Processo Penal. extinta a punibilidade. indeferir requerimento de prisão preventiva ou revogá-la. f) da decisão que julgar quebrada a fiança ou perdido seu valor. conceder liberdade provisória ou relaxar a prisão em flagrante.8. para sustentar que deva ser absolvido sumariamente. como visto. 53 . é atacada por recurso em sentido estrito e não por apelação. Esta decisão também se sujeita. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO É o que se destina a possibilitar o reexame das matérias previstas no art. j) da decisão que anular o processo da instrução criminal. por outro modo. h) da decisão que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade. arbitrar.

n) da decisão que julgar o incidente de falsidade. XVII. 581 perderam a aplicação em razão de tratar de matéria de execução penal. Trata-se do incidente de falsidade documental. CPP). XXI. As razões devem ser apresentadas em 2 dias (art. Lembre-se da hipótese que impugna lista geral de jurados. XII. XX. XXIII. em virtude de questão prejudicial. O prazo para sua interposição é de 5 dias. O recurso em sentido estrito possibilita ao próprio juiz recorrido uma nova apreciação da questão. Trata-se de juízo de admissibilidade do recurso de apelação. XXIV. XXII. 54 . onde o prazo é de 20 dias e recurso endereçado ao Presidente do Tribunal de Justiça. que passou a ser disciplinada pela Lei nº 7. antes da remessa dos autos à Segunda Instância – o que se denomina juízo de retratação.210/84 – Lei de Execução Penal. 588. As demais hipóteses contidas no art. São eles: incisos XI.l) da decisão que denegar a apelação ou julgá-la deserta. XIX. m) da decisão que ordenar a suspensão do processo.

por seu advogado infra-assinado. Doutor Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca Autos nº ______ “A”. caso Vossa Excelência entenda deva manter a r.MODELO DE INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Excelentíssimo Senhor ___________________. do Código de Processo Penal. respeitosamente perante Vossa Excelência. já qualificado. IV. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado __________. processo em epígrafe. Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 55 . Termos em que. Requer seja recebido o presente recurso e. decisão. com fundamento no artigo 581. interpor RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. vem. com as razões em anexo.

caput.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Processo nº ______. 121. não há indícios de autoria a autorizar a pronúncia. em qualquer fase processual. Não se argumente. 56 . indícios veementes de autoria e prova da materialidade do crime. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. razoáveis. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. prova de “ouvir dizer” não é prova suficiente para submeter o Recorrente a julgamento perante o Tribunal Popular. decisão pelas razões que passa a expor. Como se sabe. 1) DOS FATOS. Ora. sob o fundamento de que estão presentes no caso. se não existem ao menos indícios razoáveis de autoria. no mínimo. Observa-se. que na fase da pronúncia vigora o princípio “in dubio pro societate”. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. como se sabe. da _____ Vara do Júri da Comarca ___________. Excelências. De fato. Ainda que se exija apenas indícios de autoria. a dúvida deve beneficiar o acusado. O Recorrente foi denunciado e processado por suposta infração ao art. esses indícios devem ser. pela análise do que foi produzido nos presentes autos. pois teria efetuado disparos de arma de fogo que levaram “B” à morte. 2) DO DIREITO. Seria temeroso submeter o Recorrente a julgamento pelo Júri. COLENDA CÂMARA. de acordo com o problema formulado. impõe-se a reforma da r. do Código Penal. Restou pronunciado nos termos da denúncia. também. Seu nome só é mencionado porque as testemunhas “ouviram dizer” que seria ele o autor do delito. que nenhuma das pessoas ouvidas liga o Recorrente ao crime. contrariando a decisão do Magistrado). o que não acontece no caso em tela. o Recorrente deve ser despronunciado. 3) DO PEDIDO.

Diante do exposto. para despronunciar o Recorrente. com fundamento no art. requer seja conhecido e provido o presente recurso. do Código de Processo Penal. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 57 . 409.

Quanto à possibilidade de apelar para aumentar a pena. III. O tribunal retifica a dosagem da pena. A apelação por este fundamento só é cabível uma única vez. já que não se trata da decisão do conselho de sentença.099/95 o prazo é de 10 dias. a posição não admite tal hipótese. a veiculação de matérias preliminares. O julgamento é anulado e o réu submetido a outro. até então inexistente nos autos.6. terá o assistente de acusação os mesmo 5 dias para interpor a apelação. pode apelar o réu. Realiza-se novo julgamento. No rito do júri. Comporta também a apelação. ditado pelo mero inconformismo do apelante. poderá apelar se o Ministério Público não o fizer. d) decisão dos jurados for manifestamente contrária à prova dos autos. O limite do apelo é fixado na interposição do mesmo e não quando da apresentação das razões. portanto. 593. seja ação pública ou privada. caberá apelação das decisões proferidas pelo Tribunal do Júri quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. e 15 dias se não estiver. arrazoar o recurso interposto pelo Ministério Público. Na Lei nº 9. o Tribunal estará preso aos limites do apelo. Na apelação. contudo. 600. quando não caiba recurso em sentido estrito. novo julgamento.2. Quanto à legitimidade. Em caso de sentença condenatória. adotando-se o princípio tantum devolutum quantum apellatum. mas sim está ele restrito às hipóteses previstas no Código. para fundamento que melhor lhe aproveite. desde que declare na interposição do recurso. com razões já inclusas. APELAÇÃO É o recurso interposto das sentenças definitivas de condenação ou absolvição e das sentenças definitivas ou com força de definitiva. se já estiver habilitado nos autos. b) a sentença do juiz presidente for contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. pois se coloca ao lado do entendimento de que seu interesse é a condenação para a formação do título executivo judicial. Só se procede ao reexame de matéria já discutida em primeira instância. CPP. desde que seja visando alterar o fundamento da absolvição. pode ele apelar em favor do réu. mesmo que a sentença seja absolutória. Poderá o assistente. § 4º. pode-se apelar da decisão por inteiro ou de parte dela. não se pode formular novo pedido.9. Assim. pode ser ampla ou limitada. não havendo. O tribunal reforma e retifica a sentença. O art. Desta forma. O prazo para interposição da apelação é de 5 dias e para a apresentação das razões 8 dias. O assistente de acusação tem legitimidade supletiva. em razão da garantia de soberania dos veredictos. o cabimento da apelação não é completamente amplo. ou seja. 58 . ou seja. Nos termos do art. c) houver erro ou injustiça na aplicação da pena. No caso da apelação supletiva. não havendo necessidade de novo julgamento. faculta ao apelante apresentar as razões em Segunda Instância. O Ministério Público não pode apelar de sentença absolutória na ação penal privada. na função de custos legis. de acordo com a matéria que será discutida. apenas.

com fundamento no artigo 593. Requer seja recebido o presente recurso e encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado __________. com as razões em anexo. I. por seu advogado infra-assinado.MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca ___________________. vem. inconformado com a r. processo em epígrafe. já qualificado. interpor APELAÇÃO. Pede Deferimento. Autos nº ______ “A”. do Código de Processo Penal.. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. respeitosamente perante Vossa Excelência. sentença de fls. (local/data) (advogado e nº da OAB) 59 . Termos em que.

mas ato pelo qual o acusado deve tomar plena ciência da imputação. Desta forma. o que traz como conseqüência a anulação do processo. desde o seu início. Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida. desde o início. contudo. e ao pagamento de 13 dias-multa. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. subtraído um automóvel em via pública. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art. notícia do local onde se encontra recolhido. Mérito. dispensando-se. qual seja. De fato. se faz necessária a análise de matéria preliminar. no mínimo legal. § 2º. garantia constitucional dos acusado em geral. A nova redação do art. pois há nos autos. 60 . pois teria. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. em regime inicial semi-aberto. impossibilitou-se a ampla defesa. COLENDA CÂMARA. do Código Penal. bastava a requisição para sua apresentação em juízo. atendendo à idéia de que a citação não é mero chamamento ao processo. I. a citação. 360. sentença pelas razões fáticas e de direito que passa a expor. pode-se observar que o Acusado não foi citado. Antes que seja enfrentado o mérito da presente causa. ocorreu nulidade absoluta. Não há justificativa para a inexistência do referido ato. Por muito tempo nosso ordenamento aceitou que em relação ao réu preso. assim.MODELO DE RAZÕES DE APELAÇÃO RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: “A” APELADA: Justiça Pública Processo nº ______. muito embora estivesse preso. 157. no mérito o Apelante deve ser absolvido. impõe-se a reforma da r. Preliminarmente. 1) DOS FATOS. Não tendo havido a citação. mediante a simulação de estar armado. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. Restou condenado às penas de 5 anos e 4 meses de reclusão. 2) DO DIREITO. a nulidade do processo. impõe a necessidade do ato citatório ao réu preso.

por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 61 . Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Apelante ocorreu em sua residência. Com efeito. foram unânimes ao afirmar que o acusado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. do Código de Processo Penal. Se a simulação pode servir para caracterizar a grave ameaça. apenas restam presunções e conjecturas. 386. no sentido técnico. a única solução para o presente caso é a reforma da r. § 2º. caso Vossas Excelências entendam devam manter a condenação do Apelante. contrariando a decisão do Magistrado). para declarar a nulidade desde o início do processo. 3) DO PEDIDO. portanto. ou. Caso seja ultrapassada a matéria preliminarmente argüida. Inaceitável. com fundamento no art. de acordo com o problema formulado. do Código de Processo Penal. Diante do exposto. pois não foi efetivamente empregada uma arma. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. o que não se pode admitir no processo penal. subsidiariamente. o Apelante negou veementemente a prática do delito. reconhecê-lo com segurança. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. pois não há previsão legal para o aumento pela simulação. 564. contudo. 157. decisão com a conseqüente absolvição do Apelante.De fato. do Código de Penal. requer seja conhecido e provido o presente recurso. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. teremos violação ao princípio da legalidade. nos termos do art. nenhuma aponta com segurança para o Apelante. por seu turno. sem o mínimo de segurança. IV. subsidiariamente requer seja afastada a causa de aumento de pena do emprego de arma. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no local do delito. Quando interrogado. o mesmo não se pode dizer em relação à causa de aumento de pena. Já as testemunhas arroladas pela defesa. sem. Muito embora esteja demonstrada a inexistência de elementos comprobatórios da autoria delitiva. na companhia de seus familiares. no mérito requer a absolvição do Apelante. e. Por isso. I. não se apurou nos autos a autoria do delito. Se nesse sentido for admitida. já é pacífico o entendimento de que a simulação de arma não pode autorizar o aumento em questão. seja afastada a causa de aumento de pena prevista no art. III. De toda a prova colhida.

Pede Deferimento. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. com fundamento no artigo 600 do Código de Processo Penal. apresentar suas CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO.MODELO DE APRESENTAÇÃO DE CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____ Vara Criminal da Comarca _________________. Autos nº ______ “A”. Requer seja a presente juntada aos autos. Termos em que. encaminhando-se ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ___________. já qualificado. processo em epígrafe. por seu advogado infra-assinado. (local/data) (advogado e nº da OAB) 62 . vem. respeitosamente à presença de Vossa Excelência.

Quando interrogado. sem o mínimo de segurança. apenas restam presunções e conjecturas. foram unânimes ao afirmar que o Apelado estava em sua residência e que nada tem a ver com a prática do delito. 386. reconhecê-lo com segurança. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. Inaceitável. De fato. Por isso. o Apelado negou veementemente a prática do delito. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. O Apelante foi denunciado e processado por suposta infração ao art.MODELO DE CONTRA-RAZOES DE APELAÇÃO CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO APELANTE: Justiça Pública APELADO: “A” Processo nº ______. sem. do Código de Processo Penal. subtraído um automóvel em via pública. pois teria. o ilustre representante do Ministério Público recorreu da r. Inconformado. na companhia de seus familiares. Não há motivos para a reforma da r. do Código Penal. decisão. IV. Ao final. foi absolvido pelo MM. agiu acertadamente o Magistrado ao proferir sentença absolutória. § 2º. com fundamento no art. 1) DOS FATOS. 2) DO DIREITO. De toda a prova colhida. 63 . mediante a simulação de estar armado. Os policiais militares que atenderam à ocorrência informaram que a detenção do Apelado ocorreu em sua residência. após terem recebido denúncia anônima de que ele ali se ocultava. Juiz. Meras suposições não têm o condão de sustentar a pretensão punitiva estatal. por seu turno. não se apurou nos autos a autoria do delito. sentença pelas razões que passa a expor. dizendo que no momento do crime estava em sua residência. que se possa condenar uma pessoa se nenhum elemento de prova é capaz de vinculá-la à prática delitiva. contudo. Já as testemunhas arroladas pela defesa. Em que pese o inconformismo do ilustre representante do Ministério Público. portanto. decisão. I. COLENDA CÂMARA. o que não se pode admitir no processo penal. 157. nenhuma aponta com segurança para o Apelado. impõe-se a manutenção da r. As testemunhas arroladas pela acusação apenas disseram ter visto uma pessoa parecida com o Apelante no local do delito.

requer seja negado provimento ao recurso. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 64 . Diante do exposto. para manter a absolvição do Apelado. do Código de Processo Penal. 3) DO PEDIDO. de acordo com o problema formulado. ressaltando o acerto da decisão do Magistrado e contrariando as razões do MP). 386. IV.(OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. com fundamento no art.

cabíveis quando não for unânime a decisão de Segunda Instância .2. para alguns). ou. nulidades. Só pode ser objeto de discussão nos embargos a matéria divergente.prejudicial ao acusado -. as razões do recurso estão adstritas a tecer argumentação sobre o voto vencido. 65 .6. Assim. sobre questão processual. no julgamento de recurso em sentido estrito e apelação (e agravo em execução. O prazo para oposição é de 10 dias. Diferenciam-se os recursos apenas pela matéria neles veiculadas. Os infringentes versam sobre matéria de mérito e os de nulidade. desfavorável ao acusado.10. como o próprio nome diz. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE São recursos exclusivos da defesa.

contra o v. (local/data) (advogado e nº da OAB) 66 . com fundamento no artigo 609. vem. Termos em que. por seu advogado infra-assinado. respeitosamente perante Vossa Excelência. opor EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE). Requer seja o presente recebido e seja ordenado o seu processamento.. da _____ Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de _______. acórdão de fls. nos autos da Apelação em epígrafe. Pede Deferimento.MODELO DE PETIÇÃO PARA OPOSIÇÃO DOS EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator da Apelação nº ______. parágrafo único. com as razões em anexo. do Código de Processo Penal. já qualificado. Autos nº ______ “A”.

nos termos do r. Não há nos autos nenhum elemento que autorize o referido aumento de pena. Como muito bem observado pelo ilustre Desembargador Revisor. Recorreu e seu recurso foi improvido por maioria de votos. Excelências. não se justifica o aumento realizado pelo MM. requer sejam conhecidos e acolhidos os embargos opostos. Além disso. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL.MODELO DE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE RAZÕES DE EMBARGOS INFRINGENTES (OU DE NULIDADE) EMBARGANTE: “A” EMBARGADA: Justiça Pública Recurso nº __________. pelas razões que passa a expor. por infração ao art. 213 do Código Penal. sustentando o voto vencido que a pena deveria ser reduzida ao patamar mínimo – 6 anos – uma vez que o Acusado é primário e ostenta bons antecedentes. o que ampara a solução encontrada pelo ilustre Desembargador vencido. Diante do exposto. acórdão. O Embargante foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão. Note-se que o Embargante é primário e não possui nenhuma anotação criminal. para reduzir a pena imposta ao Embargante. voto vencido. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar a respeito do voto vencido. ainda que a condenação seja mantida. 2) DO DIREITO. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) 67 . Juiz a quo. impõe-se a reforma do v. em regime inicial aberto. as demais circunstâncias judiciais lhe são favoráveis. 1) DOS FATOS. Em que pese o notório saber jurídico do nobre Turma Julgadora. 3) DO PEDIDO. a matéria que foi nele ventilada é o objeto de sustentação). Assim. a pena deve ser reduzida. da ______ Câmara do Tribunal de Justiça do Estado _______. COLENDA CÂMARA. o voto vencido é quem deve prevalecer no novo julgamento a ser realizado perante essa Colenda Câmara.

(advogado e nº da OAB) 68 .

099/95. completar a decisão que contenha obscuridade. tendo como efeito a interrupção do prazo dos demais recursos.2.6. ambigüidade.11. seja juiz ou tribunal. isto é. Já na Lei 9. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO É o recurso endereçado ao próprio prolator da decisão. tendo como efeito a suspensão do prazo dos demais recursos. a fim de declarar. o prazo para interposição é de 2 dias. contradição ou omissão. No Código de Processo Penal. esclarecer. o prazo é de 5 dias. 69 .

Porém. 71 do Código Penal. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. tese não apreciada pelo Magistrado. qual seja. a defesa.. sentença de fls. Autos nº ______ “A”. contudo. regra do crime continuado. por infração ao art. sustentada pela defesa. que fosse reconhecida e aplicada a regra contido no art.MODELO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca ___________. Juiz. já qualificado. pelas razões a seguir expostas: 1) DOS FATOS. a pena aplicada poderia ter sido bem menor. ou seja. fundamentadamente. decisão. Diante do exposto. a aplicação da regra do crime continuado. requer sejam acolhidos os presentes embargos. a imputação dirigida ao Embargante prevê a prática de duas condutas em concurso material. o que foi acolhido pelo MM. Se acolhido o pleito subsidiário. por seu advogado infra-assinado. 70 . pela não apreciação da tese ventilada nas alegações finais da defesa. opor EMBARGOS DE DECLARAÇÃO à r. com fundamento no artigo 382 do Código de Processo Penal. por duas vezes. caso fosse o Embargante condenado. De fato. vem. Juiz deixou de analisar tese relevante sustentada pela defesa. sentença de fls. o MM. processo em epígrafe. para que seja suprida a omissão na r. O Embargante foi processado e condenado à pena de 12 anos de reclusão. o que demonstra o prejuízo ao Embargante. respeitosamente perante Vossa Excelência. 213 do Código Penal. deixou ele de apreciar tese de extrema importância. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. Não obstante o brilho do ilustre Magistrado. Em sua r. 3) DO PEDIDO. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar de modo a apontar o defeito contido na decisão).. 2) DO DIREITO. pleiteou.

Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB) 71 .

6. do agravo em execução). 72 .12. com apresentação de razões em 2 dias.2. Deve ser requerida no prazo de 48 horas ao Escrivão Diretor do Cartório Judicial. Também conta com o juízo de retratação por parte do magistrado. para alguns. CARTA TESTEMUNHÁVEL Recurso cabível da decisão que não recebe ou nega seguimento ao recurso em sentido estrito (e.

requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Tribunal _______________. Termos em que. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. decisão. interpor CARTA TESTEMUNHÁVEL. Caso o MM.MODELO DE CARTA TESTEMUNHÁVEL Ilustríssimo Senhor Escrivão Diretor do Cartório do ______ Ofício Criminal da Comarca ______________. já qualificado. Autos nº ______ “A”. Juiz entenda deva manter a r. processo em epígrafe. Pede Deferimento. com as seguintes peças trasladadas: 1) ____________ 2) ____________ 3) ____________. respeitosamente perante Vossa Senhoria. com fundamento no artigo 639 do Código de Processo Penal. (local/data) (advogado e nº da OAB) 73 . por seu advogado infra-assinado. vem.

3) DO PEDIDO. COLENDA CÂMARA. Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. da _____ Vara Criminal da Comarca ___________. (Nesta peça deve-se argumentar sobre o não recebimento ou não seguimento do recurso interposto). por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 74 . para que seja recebido/seja dado seguimento ao recurso interposto. (Descrição do fato narrado no problema). 2) DO DIREITO. 1) DOS FATOS.MODELO DE RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL RAZÕES DE CARTA TESTEMUNHÁVEL TESTEMUNHANTE: “A” TESTEMUNHADA: Justiça Pública Processo nº _____. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. requer seja conhecido e provido o presente recurso. decisão pelas razões que passa a expor. impõe-se a reforma da r. Diante do exposto.

a segunda posição.2. CORREIÇÃO PARCIAL É um recurso de caráter administrativo-judiciário. que visa corrigir despachos que impliquem em inversão tumultuária do processo.6. Adotamos para nosso modelo. só deve ser utilizado quando não há recurso específico para a hipótese.13. como dispõem as leis de organização judiciária de alguns Estados da Federação. ou seja. Tem cabimento subsidiário. Ocorre divergência na doutrina. Alguns entendem que tal recurso deve seguir o rito do agravo de instrumento. Outros entendem que deve a correição seguir o mesmo processamento do recurso em sentido estrito. aqui. recurso de cabimento semelhante. 75 . a respeito do processamento da correição parcial.

vem. Termos em que. nos autos da Ação Penal que lhe move a Justiça Pública. processo em epígrafe. interpor CORREIÇÃO PARCIAL. Requer seja recebido o presente recurso e. respeitosamente perante de Vossa Excelência. Pede Deferimento. com as razões em anexo. por seu advogado infra-assinado. seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal _______________. com fundamento no artigo ____.MODELO DE CORREIÇÃO PARCIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da _____Vara Criminal da Comarca ___________. caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. Autos nº ______ Tício. decisão. (local/data) (advogado e nº da OAB) 76 . já qualificado. da Lei nº __________.

impõe-se a reforma da r. 1) DOS FATOS. (Nesta peça deve-se apontar qual o erro do juiz que cause inversão tumultuária dos atos do processo). 2) DO DIREITO. requer seja conhecido e provido o presente recurso. Diante do exposto. (Descrição do fato narrado no problema). Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau. _____. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. para __________. do Código de Processo Penal. (conforme a tese ventilada no problema) por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 77 . decisão pelas razões que passa a expor. com fundamento no art. 3) DO PEDIDO. COLENDA CÂMARA.MODELO DE RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL RAZÕES DE CORREIÇÃO PARCIAL CORRIGENTE: Tício CORRIGIDO: Juízo da _____ Vara Criminal da Comarca ___________.

2. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL Trata-se de recurso previsto na Constituição da República. No STF. b) mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados e do Distrito Federal. 78 . quando denegatória a decisão.14. se denegatória a decisão. caberá o recurso ordinário de: a) habeas corpus e mandado de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. no caso de mandado de segurança. b) o crime político. o recurso ordinário é cabível de: a) habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados e do Distrito Federal. assim disciplinado: No STJ. O prazo para interposição é de 5 dias no caso de habeas corpus e 15 dias. quando a decisão for denegatória.6. ambos com as razões já inclusas.

nos autos do Habeas Corpus em epígrafe.MODELO DE PETIÇÃO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUICIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. Pede Deferimento. “a”. Termos em que.038/90. II. da Constituição Federal e artigos 30 e seguintes da Lei nº 8. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. vem. interpor RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. com as razões em anexo. com fundamento no artigo 105. já qualificado. respeitosamente perante Vossa Excelência. por seu advogado infra-assinado. (local/data) (advogado e nº da OAB) 79 . Autos nº _______ “A”.

pois teria privado de liberdade “B”. Diante do exposto. impõe-se a reforma do v. que indeferiu-a. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. O processo encontra-se em fase de instrução e já conta com 2 anos de andamento. o processo penal deve ser encerrado em prazo razoável e. 3) DO PEDIDO. COLENDA TURMA. já que o momento processual é o da colheita de provas da acusação. impondo-se. 1) DOS FATOS. Como se sabe. Excelências. De fato. pelo gritante excesso de prazo na formação da culpa. (OBS: Nesta peça deve-se atacar o acórdão que denegou a ordem. Encontra-se preso desde o flagrante. estamos longe de qualquer razoabilidade.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Habeas Corpus nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado __________. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. do Código Penal. por ser medida de JUSTIÇA! 80 . aqui. apresentando argumentos que possibilitem sua reforma). 2) DO DIREITO. Já se passaram 2 anos sem que a defesa tivesse concorrido para isso. através de sua 1ª Câmara Criminal. requer seja conhecido e provido o presente recurso. caput. pelas razões que passa a expor. de imediato o relaxamento de sua prisão. não há justificativas para a demora no andamento do processo e muito menos para a manutenção do Recorrente na prisão. exigindo de seus parentes. inadmissível que o Recorrente suporte no cárcere a morosidade do Poder Judiciário. acórdão. Assim. quantia a título de resgate. O Recorrente foi denunciado e está sendo processado por suposta infração ao art. o presente recurso deve ser provido. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. 159. o que motivou a impetração de ordem de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça. para relaxar a prisão imposta ao Recorrente.

(local/data) (advogado e nº da OAB) 81 .

do interesse geral. a repercussão geral deve vir alegada em sede de preliminar. 82 . caberá agravo de instrumento (ou agravo de despacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias. isto é. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. com as razões inclusas. para admissão do recurso extraordinário a demonstração de repercussão geral. só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matéria Exige-se ainda. destinado a discutir matéria de direito e jamais reexame da matéria fática.15. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da República. para que seja analisada como uma verdadeira condição de admissibilidade deste recurso. Além da verificação de seu cabimento. Deve ele ser interposto perante o tribunal recorrido. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Recurso constitucional de competência exclusiva do STF. O prazo para interposição é de 15 dias. cabível das decisões que: a) contrariar dispositivo da Constituição da República.6.2. deve o recorrente demonstrar que a matéria é relevante. Segundo manifestação recente do STF. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido. ficando aí sujeito ao exame de admissibilidade. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal.

interpor RECURSO EXTRAORDINÁRIO. por seu advogado infra-assinado. (local/data) (advogado e nº da OAB) 83 . com fundamento no artigo 102. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Colendo Supremo Tribunal Federal. Termos em que. Autos nº ______ “A”. III.038/90. respeitosamente perante Vossa Excelência. Pede Deferimento. da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8. nos autos da Apelação em epígrafe.MODELO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. com as razões em anexo. já qualificado. vem. a.

O Recorrente foi processado e ao final condenado à pena de 1 ano de reclusão e 10 dias-multa. requereu a oitiva de testemunhas de quem teve conhecimento durante a fase de instrução. Nessa esteira. (OBS: Aqui. Juiz indeferiu o pleito. Quanto ao cabimento. como se pode notar. uma vez que a ampla defesa do Recorrente no processo não foi observada. 2) DO CABIMENTO. tais como a ofensa à Constituição. 171. o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. sob o argumento de que as provas seriam protelatórias apenas. caput. Houve esgotamento das vias recursais. 5º. RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal ___________. pelas razões que passa a expor. pois teria aplicado o denominado “golpe do bilhete premiado” em “B”. COLENDA TURMA. o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. o esgotamento das vias recursais. a matéria foi devidamente prequestionada. acórdão. da Carta Magna. é evidente à ofensa ao art. uma vez que integrante dos direitos fundamentais da Constituição da República. LV. mas é matéria de ordem pública. Durante o processo. pois. por suposta infração ao art. 84 . impõe-se a reforma do v. já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração. o prequestionamento). 1) DOS FATOS. Preliminarmente Cumpre apontar que a presente questão é de repercussão geral. De fato. Com efeito. Sob o mesmo fundamento. Em sede de apelação o pedido foi renovado e também afastado pelo Egrégio Tribunal de Justiça. o que afasta a possibilidade de oposição de embargos. O MM. deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso. do Código Penal.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RAZÕES DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO RECORRENTE: “A”. (Pular aproximadamente 5 linhas) COLENDO TRIBUNAL. a ofensa à ampla defesa do acusado não diz respeito somente a ela. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. 3) DO DIREITO.

o Magistrado. a Constituição Federal aponta como garantia individual o exercício da ampla defesa no processo. violaram o art. 5‫ . da Carta Constitucional. Mérito Excelências. o presente recurso deve ser provido. Havendo ofensa à ampla defesa. para anular o processo desde a decisão que indeferiu a produção de provas. em razão da relevância do assunto ora tratado.ٹ‬LV. bem como o Tribunal a quo. Ao impedir que o Recorrente produzisse novas provas. 4) DO PEDIDO. o que espera seja declarada por essa Colenda Corte. De fato. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 85 .O resultado de um processo onde não se observou a ampla defesa repercute em toda a coletividade. Diante do exposto. Assim. há nulidade absoluta do processo. trazendo evidente cerceamento de defesa ao processo. renovando-se os atos processuais. pois não é interesse dos membros da sociedade um processo ilegítimo. Garantir a ampla defesa é permitir ao acusado que se utilize de todos os meios lícitos e legítimos para enfrentar a pretensão estatal. requer seja conhecido e provido o presente recurso. aguarda o conhecimento e julgamento do presente recurso.

com as razões inclusas. O prazo para interposição é de 15 dias. Além da verificação de seu cabimento. 86 .6. não se admitindo reexame dos fatos. ou negar-lhes vigência.2. caberá agravo de instrumento (ou agravo de despacho denegatório de recurso especial) no prazo de 5 dias. O recurso especial deve ser interposto perante o tribunal recorrido e estará sujeito a rigoroso exame de admissibilidade. também de previsão constitucional. b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal. só será admitido se houver esgotamento das vias recursais e houver também prequestionamento da matéria. A competência para julgamento é exclusiva do STJ e caberá da decisão proferida pelos Tribunais Estaduais ou Tribunais Regionais Federais quando: a) contrariar tratado ou lei federal. Caso seja negado seguimento pelo tribunal recorrido. RECURSO ESPECIAL O recurso especial. é dirigido a discussão de matéria de direito.16. c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal.

com as razões em anexo. Pede Deferimento. da Constituição Federal e nos artigos 26 e seguintes da Lei nº 8. (local/data) (advogado e nº da OAB) 87 . a.MODELO DE RECURSO ESPECIAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ____________. III. por seu advogado infra-assinado. Requer seja o presente recebido e encaminhado ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça. nos autos da Apelação em epígrafe.038/90. respeitosamente perante Vossa Excelência. com fundamento no artigo 105. já qualificado. interpor RECURSO ESPECIAL. Termos em que. vem. Autos nº _______ “A”.

deve-se demonstrar que estão atendidos todos os pressupostos específicos de admissibilidade do recurso. 3) DO DIREITO. exasperando sua pena sem razão para tanto. acórdão. 1) DOS FATOS. o prequestionamento). De fato. pois confessara friamente a prática do delito. impõe-se a reforma do v. O Recorrente foi processado e condenado à pena de 8 anos de reclusão. Excelências. No cálculo da pena. por infração ao art. o MM. pois. Quanto ao cabimento. ao deixar de observar as exigências legais. o Egrégio Tribunal de Justiça manteve o mesmo entendimento manifestado pelo julgado de Primeiro Grau. uma vez que não foram observadas as circunstâncias judiciais para a fixação da pena-base. tais como a ofensa a Lei Federal. já que a decisão no Tribunal de Justiça foi unânime e não apresentou vícios que motivassem sua declaração. o esgotamento das vias recursais. 2) DO CABIMENTO. o presente recurso deve ser provido. o presente recurso atende às exigências da Constituição da República. o que afasta a possibilidade de oposição de embargos. Juiz desconsiderou as circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. (Pular aproximadamente 5 linhas) EGRÉGIO TRIBUNAL. 68 do Código Penal. Nessa esteira. pelas razões que passa a expor. O órgão julgador de Segunda Instância não fez por menos e ratificou tal decisão. (OBS: Aqui. Juiz trouxe enorme prejuízo ao Recorrente. 214 do Código Penal. o acórdão afastou explicitamente a pretensão do Recorrente. Na apelação interposta pelo Recorrente. Em que pese o notório saber jurídico do Tribunal a quo. o MM. majorando a pena base em razão da postura do Recorrente durante a instrução processual.MODELO DE RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RAZÕES DE RECURSO ESPECIAL RECORRENTE: “A” RECORRIDA: Justiça Pública Apelação nº _____ do Tribunal de Justiça do Estado _______. De fato. 88 . a matéria foi devidamente prequestionada. como se pode notar. é evidente à ofensa ao art. Houve esgotamento das vias recursais. COLENDA TURMA.

3) DO PEDIDO.Resta então ao Recorrente. requer seja conhecido e provido o presente recurso. Diante do exposto. para reduzir a pena imposta ao Recorrente. para sanar a patente ilegalidade. utilizar a via recursal especial. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 89 .

ele requisitará as informações da autoridade a quem se imputa a prática do ato impugnado. RECLAMAÇÃO A Reclamação cabe quando as decisões ou súmulas vinculantes deixam de ser cumpridas pelas instâncias inferiores. 659 a 666 do TJSP .17. Tem ela a finalidade de manter a autoridade dos tribunais que proferiram a decisão ou das referidas súmulas vinculantes. o tribunal cassará a decisão exorbitante de seu julgado ou determinará a medida adequada à preservação de sua competência.6. deve-se lembrar que ela não será admitida quando já tiver transitado em julgado o ato a que se imputa desrespeitar a decisão da instância superior. Não há prazo para sua apresentação.arts. 187 a 192 do STJ .2. Se a reclamação não foi formulada pelo MP. Se necessário. Sua previsão encontra-se nos artigos 13 e seguintes da Lei nº 8. nos termos da Súmula 734 do STF. Julgando procedente a reclamação. Recebida pelo presidente. ao presidente do STF. 90 . porém. que as prestará no prazo de 10 dias. ele será ouvido no prazo de 5 dias.arts.038/90 e também nos regimentos internos dos tribunais: . no caso das súmulas vinculantes.arts. o presidente ordenará a suspensão do processo ou do ato impugnado. 156 a 162 do STF Deve ela ser dirigida ao presidente do tribunal que tem sua decisão não cumprida e.

MODELO DE RECLAMAÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor Ministro Presidente do Colendo Supremo Tribunal Federal. tendo em vista referida interceptação. não devendo prevalecer a alegação de sigilo. por seu advogado infra-assinado (procuração em anexo). casado. Diante do exposto. como medida de Justiça! Termos em que. ter pleno acesso ao que já foi produzido em inquérito policial. decisão impugnada. com fundamento nos artigos 13 e seguintes da Lei nº 8. seja julgada procedente a reclamação. No curso do inquérito policial. O defensor devidamente constituído pelo Reclamante teve negado pelo MM. 159. portador do RG nº ____ e inscrito no CPF sob nº _____. Assim agindo. vem. O Reclamante está sendo investigado por suposta infração ao art. contra r. fica assegurado ao investigado. sob o fundamento de que os autos correm em sigilo. “A”. pelos motivos a seguir expostos: 1. Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital-SP. requer que. Dos fatos.038/90 e artigos 156 e seguintes do RISTF. De fato. foi determinada a interceptação telefônica de linha telefônica pertencente ao Reclamante. após requisitadas as informações da autoridade reclamada e ouvido o ilustre representante do MP. por intermédio de seu defensor. Do pedido. comerciante. residente da Rua Hum. Juiz Reclamado pedido de vista do inquérito. respeitosamente perante Vossa Excelência. para cassar a r. caput. através de referida súmula. Vila Velha. Do direito. (local/data) (advogado/OAB) 91 . apresentar RECLAMAÇÃO. 2. devidamente transcrita e juntada aos referidos autos. do CP. nos autos do Inquérito Policial nº ____. desse Colenda Corte. 3. 123. brasileiro. decisão do MM. em São Paulo-SP. o Magistrado negou vigência à recém editada Súmula Vinculante nº 14. Pede Deferimento.

18. É posição majoritária a que admite possa figurar como coator um particular. É ação de impugnação. d) houver cessado o motivo que autorizou a coação. ou até mesmo coator. quem sofre a coação ilegal. podendo até mesmo ser analfabeto. sendo denominado impetrante. 92 . b) preventivo: destinado a impedir que constrangimento ilegal se efetive. a despeito de haver recebido tratamento de recurso pelo Código de Processo Penal.6. f) quando o processo for manifestamente nulo. Daí derivam duas espécies de habeas corpus: a) liberatório: destinado a fazer cessar constrangimento ilegal já existente. destinada a fazer cessar coação ou ameaça de coação a direito de locomoção da pessoa. O Código traz enumeração do que se entende por constrangimento ilegal (art. HABEAS CORPUS Da mesma forma que a revisão criminal. Aquele em favor de quem se impetra a ordem. constrangimento ilegal). e) quando não for alguém admitido a prestar fiança. b) quando alguém estiver preso por mais tempo do que determina a lei. que deve ser sempre pessoa física. 648): a) quando houver falta de justa causa (para a ação. ou seja. Qualquer pessoa poderá impetrar ordem de habeas corpus em seu favor ou em favor de outrem. Quem pratica o constrangimento ilegal é chamado de autoridade coatora. c) quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo. é denominado paciente. nos casos em que a lei autoriza. por ilegalidade ou abuso de poder (ou seja. Não há prazo estabelecido para impetração de habeas corpus. pisão ou inquérito policial). g) quando estiver extinta a punibilidade. não é o habeas corpus recurso.2.

315. impetrar ordem de HABEAS CORPUS em favor de “A”. “recebo a denúncia. portador do RG nº __________. Juiz proferiu o seguinte despacho. Juiz Federal da 1ª Vara Criminal da Seção Judiciária de __________ . vem. encontrando-se recolhido desde então. Estado de ______________. da Constituição Federal. pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. a bordo de uma aeronave. O Paciente foi denunciado como incurso no art. é mister que sua imposição se dê respeitando estritamente as determinações legais. O nobre Magistrado. (profissão). como se vê. não observou tais dispositivos. a motivação de decisões judiciais é preceito constitucional. designo o interrogatório para o dia 15 e decreto a prisão preventiva do réu” O Paciente foi preso em razão da decisão referida. (endereço). concernente à decretação da prisão preventiva. 93 . com fundamento no artigo 5º LXVIII. A presente ordem deve ser concedida. Ao receber a denúncia o MM. a prisão imposta ao Paciente é completamente ilegal. respeitosamente perante Vossa Excelência. Como a prisão é medida extrema. exceção ao direito de liberdade. no processo nº _____ . 121. além de constar também em nosso Diploma Processual. (nacionalidade). uma vez que o despacho que a decretou carece de fundamentação. ______________. advogado. 647 e seguintes do Código de Processo Penal. com escritório na Rua _____________________. IX. pois teria tirado a vida de “B” com emprego de faca. e art. inscrito na OAB/SP sob o nº ________. mais especificamente no art. nº ___. do Código Penal. (estado civil). caput. que sofre constrangimento ilegal por parte do MM. estampado no art. cidade de ______________. 93. 2) DO DIREITO.MODELO DE HABEAS CORPUS Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Federal Presidente do Egrégio Tribunal Regional Federal da _____ Região. inscrito no CPF sob nº______________. Como se sabe. De fato.

3) DO PEDIDO. (OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coatora. Pede Deferimento.Não se pode tolerar que alguém seja levado ao cárcere. ainda que provisoriamente. após requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público. sem que a autoridade judiciária indique mais são os motivos e os fundamentos para a adoção da medida extrema. a melhor solução é a concessão da ordem para que o Paciente possa responder aos termos do processo em liberdade. expedindo-se o competente alvará de soltura em seu favor. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. Portanto. demonstrando sua ilegalidade e o conseqüente constrangimento a que está submetido o paciente). seja concedida a presente ordem. para revogar a prisão imposta ao Paciente. requer que. (local/data) (advogado e nº da OAB) 94 . Diante do exposto.

2.19.6.016/09. 5º. 95 . Seu processamento segue o determinado pela Lei nº 12. MANDADO DE SEGURANÇA É a ação destinada a proteger direito liquído e certo não amparado por habeas corpus e habeas data. LXXIX. O mandado de segurança tem cabimento bastante reduzido na esfera penal. impondo-se como prazo para impetração 120 dias a contar da ciência do ato praticado pela autoridade coatora. uma vez que boa parte dos atos ilegais são impugnados por habeas corpus. quando houver ilegalidade ou abuso de poder por autoridade pública ou particular no exercício de atribuições do Poder Público (art. CF).

inscrito no CPF sob nº______________. “A”. pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS.MODELO DE MANDADO DE SEGURANÇA Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de ____________. 96 . respeitosamente perante Vossa Excelência. O Impetrante requereu. pois se trata de direito líquido e certo do Impetrante. então. O Impetrante foi vítima de roubo na data ______. tendo sido subtraído seu veículo. no processo nº _______. 2) DO DIREITO. (estado civil). (OBS: Nesta peça deve-se atacar o ato da autoridade coatora. em indeferimento do pedido. Juiz. contra ato do meritíssimo Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca ____________. não mais localizado. (endereço). Excelências. 3) DA MEDIDA LIMINAR. a segurança deve ser concedida. foi formalizado o competente inquérito policial. o que foi indeferido pelo MM. portador do RG nº __________. o Impetrante preenche todos os requisitos para figurar nos autos como assistente do Ministério Público. demonstrando sua ilegalidade e a ofensa a direito líquido e certo do impetrante). com fundamento no artigo 5º. sua habilitação nos autos. Não há que se falar. conforme redação dos artigos 286 e 269 do Código de Processo Penal. vem. De fato. O processo encontra-se aguardando audiência para oitiva das testemunhas de acusação. da Constituição Federal e Lei nº 12. por seu advogado infraassinado (procuração em anexo). Como se sabe. (nacionalidade). “B” foi denunciado e está sendo processado. (profissão). então. sob o fundamento de que não é o momento processual adequado para tanto.016/09. identificando-se o autor do delito – “B”. como assistente de acusação. impetrar MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR. Após registro da ocorrência. basta que o ofendido faça prova de sua identidade e que o processo ainda não tenha transitado em julgado para que seja admitido como assistente. LXIX.

Após. de plano. pois estará impedido de acompanhar a fase probatória do processo. (OBS: Neste item deve ser demonstrada a presença dos dois requisitos que autorizam a concessão de medida liminar: fumus boni iuris e periculum in mora). no presente caso. 4) DO PEDIDO. requisitadas as informações da ilustre autoridade coatora e ouvido o digno representante do Ministério Público. requer seja concedida a medida liminar para habilitar. Pede Deferimento. assim. requer seja concedida definitivamente a segurança.Estão presentes. o Impetrante como assistente de acusação nos autos. Com efeito. para o mesmo fim. os dois requisitos que autorizam a concessão liminar da segurança. se a medida liminar não for concedida. Quanto ao periculum in mora. haverá prejuízo para o Impetrante. há fumus boni iuris. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. (local/data) (advogado e nº da OAB) 97 . onde poderá colaborar sobremaneira com o Ministério Público. demonstrando. Diante do exposto. bem como sua violação. pois o direito líquido e certo invocado e patente. a verossimilhança do alegado.

c) quando surgirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que autorize a redução da pena. ou seja. reduzir sua pena ou declarar a nulidade do processo. REVISÃO CRIMINAL Ação penal de caráter rescisório. só pode ser proposta para rescindir sentença condenatória. nunca contra sentença absolutória. Acolhido o pedido revisional. Se for ele falecido. É admitida nas seguintes hipóteses: a) sentença contra texto expresso de lei ou contra a evidência dos autos. não é ela admitida pro societate. dirigida contra sentença condenatória transitada em julgado. o Tribunal poderá absolver o sentenciado. descendente ou irmão (CADI).6.20. que não há prazo para propositura da revisão criminal.2. Têm legitimidade para figurar no pólo ativo o próprio sentenciado ou procurador habilitado. vigora o entendimento de que se trata realmente de ação. poderão ingressar o cônjuge. podendo ocorrer o ingresso até mesmo após a morte do sentenciado. ascendente. Nota-se. como dito. A revisão criminal. b) sentença fundada em provas falsas. então. 98 . Muito embora esteja elencada no Código de Processo Penal entre os recursos.

promover pedido de REVISÃO CRIMINAL com fundamento no artigo 621. Excelências. Após o trânsito em julgado da r. O Peticionário foi denunciado. por infração ao art. A acusação de estupro se deu em razão de vingança contra o Peticionário. 213 do Código Penal. tal situação não pode prevalecer. o presente pedido deve ser deferido. (estado civil). respeitosamente perante Vossa Excelência. III. Nele. descobriu-se documento onde a suposta vítima admitia que não houve constrangimento e sim uma relação sexual consentida. conforme documento descoberto posteriormente à sua condenação e ora anexado para apreciação dessa Colenda Câmara. (nacionalidade). processado e ao final condenado à pena de 6 anos de reclusão. 3) DO PEDIDO. proferida no processo nº _____. por seu advogado infraassinado (procuração em anexo). o Peticionário foi condenado injustamente. Mesmo já tendo havido trânsito em julgado. Ora. onde admite que não foi forçada em nenhum momento e que a relação sexual foi consentida. da ____ Vara Criminal da Comarca __________. inconformado com a r. 2) DO DIREITO. busca-se contrariar a sentença ou o acórdão). sentença já transitada em julgado. De fato.MODELO DE REVISÃO CRIMINAL Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de __________. (endereço). “A”. como nulidades e mérito propriamente dito. do Código de Processo Penal. 99 . conforme certidão em anexo (doc. (profissão). Impõe-se a imediata revisão do processo e da condenação. pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. ___). para que o Peticionário possa resgatar sua condição de inocente. da qual nunca deveria ter sido privado. inscrito no CPF sob nº______________. portador do Rg nº __________. de acordo com o problema formulado. sentença. encontra-se relato de “B”. (OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. pois teria constrangido “B” à conjunção carnal. vem.

Diante do exposto. 626 do Código de Processo Penal. por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que. (local/data) (advogado e nº da OAB) 100 . requer seja conhecido e julgado procedente o presente pedido revisional. para absolver o Peticionário. Pede Deferimento. com fundamento no art.

Se deferido o pedido.21. pelo Poder Judiciário. da liberdade antecipada ao condenado. desde que não seja reincidente específico.mais de 2/3 da pena se a condenação for por crime hediondo. constatação de condições pessoais que façam presumir que não voltará a delinqüir. 101 . cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. 2) Subjetivos: a) comportamento satisfatório do sentenciado durante a execução da pena. se não for reincidente em crime doloso. b) bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído. devem ser ouvidos o Ministério Público e o Conselho Penitenciário.mais de 1/3 da pena.6. d) para o condenado por crime doloso.mais de ½ da pena se for reincidente em crime doloso. Para a concessão do livramento. o juiz especificará as condições a que o liberado ficará sujeito e determinará a expedição da carta de livramento. LIVRAMENTO CONDICIONAL É a concessão. atendidos os pressupostos e condicionada a determinadas exigências durante o restante da pena que deveria cumprir preso. c) aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto. e) reparação do dano.2. . Os pressupostos para concessão são: 1) Objetivos: a) condenação a pena privativa de liberdade não superior a dois anos. b) ter o sentenciado cumprido: . que conterá cópia integral da sentença. salvo impossibilidade de fazê-lo. .

MODELO DE LIVRAMENTO CONDICIONAL Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________________.

Autos nº _______

“A”, já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu defensor infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, requerer LIVRAMENTO CONDICIONAL, com fundamento no artigo 131 da Lei nº 7.210/84 e art. 83 do Código Penal, pelos motivos a seguir expostos: 1) DOS FATOS. O Requerente foi processado e condenado à pena de 6 anos de reclusão, por infração ao art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06. Encontra-se preso há 4 anos e 2 meses. 2) DO DIREITO. O Requerente está recluso há 4 anos e 2 meses, ou seja, já ultrapassou o período exigido pela Lei para a concessão do livramento, ou seja, 2/3 de sua pena. É primário, possuidor de bons antecedentes, como atestam as certidões em anexo (doc. ____). Além disso, aprendeu ofício enquanto encarcerado, com excelente aproveitamento (doc. ____), o que lhe possibilita exercer trabalho honesto estando em liberdade. Inclusive, já conta com proposta para tal (doc. _____). Portanto, estão presentes os pressupostos subjetivos e objetivos contidos no art. 83 do Código Penal, fazendo jus, então, o Sentenciado, à concessão da medida. 3) DO PEDIDO. Diante do exposto, requer que, após parecer do Conselho Penitenciário e manifestação do ilustre representante do Ministério Público, seja concedido o livramento condicional ao Requerente, por ser medida de JUSTIÇA! Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

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6.2.22. AGRAVO EM EXECUÇÃO É o recurso cabível de todas as decisões proferidas pelo Juízo das Execuções Criminais, conforme dispõe o art. 197 da Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal), tais como: unificação de penas, progressão de regime, saída temporária, livramento condicional, entre outras. Pode ser utilizado tanto pela defesa como pelo Ministério Público. Por falta de previsão legal, segue o mesmo procedimento do RESE, incluindo o prazo de 5 dias para interposição e 2 dias para apresentação de razões, admitindo-se, também, o juízo de retratação.

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MODELO DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM EXECUÇÃO Excelentíssimo Senhor Doutor de Direito da Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________________.

Autos nº _______

“A”, já qualificado, nos autos da Execução em epígrafe, por seu advogado infra-assinado, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO, com fundamento no artigo 197 da Lei nº 7.210/84. Requer seja recebido o presente recurso e, caso Vossa Excelência entenda deva manter a r. decisão, seja ele encaminhado ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado ___________, com as razões em anexo. Termos em que, Pede Deferimento. (local/data) (advogado e nº da OAB)

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MODELO DE RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO

RAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO AGRAVANTE: “A” AGRAVADA: Justiça Pública Processo nº ______, da _____ Vara das Execuções Criminais da Comarca ___________.

(Pular aproximadamente 5 linhas)

EGRÉGIO TRIBUNAL, COLENDA CÂMARA, Em que pese o notório saber jurídico do meritíssimo Juiz de primeiro grau, impõe-se a reforma da r. decisão de fls., pelas razões que passa a expor. 1) DOS FATOS. O Agravante foi processado e condenado por infração ao art. 213 do Código Penal, à pena de 6 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Recorreu e seu recurso foi improvido. Encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado há 3 anos, com bom comportamento. Requereu progressão para o regime semi-aberto, o que foi indeferido pelo Magistrado, sob o fundamento de que o crime pelo qual foi condenado é de extrema gravidade.

2) DO DIREITO. Excelências, o recurso deve ser provido. De fato, a r. decisão de fls. carece de fundamento legal, pois negou o direito do Agravante de progredir de regime prisional, sob o argumento de que o crime praticado é de extrema gravidade. Ora, os dispositivos legais que disciplinam a progressão de regime – art. 122, da Lei nº 7.209/84 e art. 2º, § 2º, – estabelecem apenas dois requisitos para a concessão do benefício: bom comportamento e cumprimento de mais de 2/5 da pena. No caso presente, o Agravante tem seu bom comportamento demonstrado no atestado emitido pelo diretor do estabelecimento prisional (fls. ). Quanto ao lapso temporal, cumpre pena há 3 anos, o que supera a fração de 2/5 exigida pela Lei. Portanto, não há motivos para o indeferimento do pleito. A Lei não impõe como restrição a gravidade do delito; pautar-se por ela, com todo o respeito, é inovação legislativa, tarefa que não cabe ao Poder Judiciário.

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3) DO PEDIDO. Diante do exposto. para conceder a progressão de regime prisional para o semi-aberto ao Agravante. requer seja conhecido e provido o presente recurso.(OBS: Nesta peça deve-se argumentar sobre tudo que diga respeito à defesa do cliente. contrariando a decisão do Magistrado). de acordo com o problema formulado. por ser medida de JUSTIÇA! (local/data) (advogado e nº da OAB) 106 .

através de denúncia anônima. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. Ao sair do interior de sua residência. após ouvir os fatos. aguardou-a defronte sua casa e desferiu 6 disparos de arma de fogo. Transtornado. apresentou a sua carteira de trabalho e declarou possuir residência fixa. prendendo-o em flagrante. invadem o local e prendem em flagrante José e o médico 107 . O Delegado Plantonista. Nessa oportunidade. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. pertinente à defesa de Thiago.3 . não foi encontrado com Thiago qualquer objeto ou substância que o ligasse ao tráfico de entorpecentes. seu ex-namorado.7. brasileiro. Em contato com uma clínica. bancário. que sempre trabalhou em toda a sua vida. policiais surpreenderam-no. Certo dia. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência quando ouviu um barulho no quintal. n. caminhava dentro dos limites de sua propriedade. PROBLEMA 2 Peter Perfeito era apaixonado por Penélope Charmosa e não era correspondido. Quando Manuela se encontrava na clínica. redija a peça processual. causando sua morte. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima onde comunicou o ocorrido. QUESTÃO: como advogado de Peter. ou quase-flagrante. Com base na situação hipotética descrita acima. no Rio de Janeiro–RJ. PROBLEMAS – PEÇA PROFISSIONAL. cientes da assertiva de Maria José. comandados pelo delegado. apontou. Contrária à prática. residente na rua Machado de Assis. que lhe causaram a morte. como a pessoa que lhe fornecia entorpecentes. na hipótese. que não pôde identificar devido à escuridão. pelo crime de homicídio. sabendo que sua filha Manuela está grávida de dois meses e que seu namorado é casado. Manuela comparece ao Distrito Policial do bairro onde se localiza a clínica e relata à autoridade de plantão tudo o que irá ocorrer no dia seguinte. não mais suportando a dor da rejeição. Considerando tratar-se de um ladrão. realizado em 3 de novembro. Imediatamente. os policiais. lavrou-se o auto de prisão em flagrante. Peter refugiou-se na casa de um amigo. abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa. fizeram-se as comunicações de praxe. Thiago afirmou que nunca teve qualquer envolvimento com drogas e muito menos passagem pela polícia. por suposta prática do crime de tráfico de drogas. porquanto se tratava de crime permanente. por volta das 22 horas. haveria flagrante impróprio. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. José marca a realização do aborto para dali a dois dias. privativa de advogado. iniciada a manobra abortiva. policiais foram ao local em que Thiago trabalhava e o prenderam. adote a medida cabível.ADAPTADO) Maria José. PROBLEMA 3 (OAB UNIFICADO–2006. Thiago. mas a autoridade policial entendeu que. ainda. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 José. No dia 4 de novembro. e. indiciada por tráfico de drogas. solteiro. decide fazer com que a filha pratique o aborto. Munido de um revólver. RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE PROBLEMA 1 Na data de ontem. Mesmo assim. em seguida. Disse.º 167. em seu interrogatório extrajudicial. sendo dada a Thiago a nota de culpa. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível visando a libertação de Romualdo. Apresentado à autoridade competente. e considerando que Thiago está sob custódia decorrente de prisão em flagrante. onde permaneceu por 1 semana até que.

492/86. nota de culpa e folha de antecedentes penais do indiciado. PROBLEMA 3 (OAB/MG 2005 . certidão de nascimento da filha do casal. Aduziu que a empresa do marido. é administrador da empresa Euro-Dolar S/A. acusa José e o médico Alfredo da intenção de praticarem o crime. brasileiro. já atuava no mercado havia mais de 8 anos. juntamente com seu namorado. n. tendo inclusive acompanhado a autuação na delegacia competente. Intimado a comparecer à delegacia. Minas Gerais. QUESTÃO: Na condição de advogado (a) do médico Alfredo. intencionalmente e sem autorização legal. A acusação é de tentativa de aborto. instituição financeira sediada em Belo Horizonte. nº 847.º 12. com o fim de determinar alta de preços. elabore a petição visando obter a liberdade de seu constituinte. Diante desse fato. residente e domiciliado na rua Xangai. nascido em 23/1/1960. que necessitava urgentemente do retorno do pai às atividades laborais para manter-lhe o sustento. que Mariano é residente na cidade de São Paulo há mais 108 . comprovante de residência. elaborar a medida cabível que melhor atenda a seus interesses. casado. Manuela. em proveito próprio ou de terceiro. O delegado relatou o inquérito e requisitou a decretação da prisão preventiva de Mariano. foi autuado em flagrante como incurso nas sanções do art. O respectivo auto de prisão está corretamente lavrado. brasileiro. As testemunhas foram ouvidas e declararam que não sofreram qualquer ameaça da parte do indiciado. economista. casado. porém. Ressaltou que Daniel sempre fora pessoa honesta e voltada para o trabalho. conhecido empresário de São Paulo – SP. Considerando que você foi constituído (a).ADAPTADO) Antônio Sérgio. a fim de garantir a instrução criminal. ainda.A. Alegou. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. Itaim. Considerando a situação hipotética descrita. Antônio é primário. PROBLEMA 2 (OAB/SP 135) Daniel. Geiza. bairro Paulista. no sentido de ser libertado da forma mais rápida. Geiza apresentou ao advogado os seguintes documentos: CPF e RG de Daniel. indicando o local onde falsificava as moedas. Em face dessa situação hipotética e considerando que as cédulas falsificadas eram quase idênticas às cédulas autênticas e. Feijão Paulistano S. solteiro. Foi oferecida denúncia contra o acusado pelo crime de fabricação de moeda falsa. sem qualquer incidência. cartão da gestante expedido pela Secretaria de Saúde de SP.. inquérito policial a fim de apurar a prática do delito de fabricação de moeda falsa. REVOGAÇÃO DE PRISÃO PROBLEMA (OAB/SP 137) Foi instaurado contra Mariano. informou que estava grávida e não trabalhava fora.Alfredo. residente na rua Monsenhor Andrade. preso no 1º DP. casado. com observância de todas as formalidades legais. Bairro Pampulha. no auto de prisão em flagrante. Belo Horizonte.º 1.521/1951: “destruir ou inutilizar.º da Lei n. que não as havia colocado em circulação. Geiza narrou que Daniel era pai de uma criança de tenra idade. brasileiro. Por fim. comerciante.º 27. com o devido e completo encaminhamento e os dispositivos legais aplicáveis à espécie. de bons antecedentes. na condição de advogado(a) contratado(a) por Daniel. inclusive. residente na rua das Acácias. O juiz competente para julgamento do feito decretou a custódia cautelar do réu. esposa de Daniel. pai de 2 filhos menores. Júlia. n. São Paulo – SP. foi preso em flagrante pela suposta prática do delito tipificado no artigo 3. Júlia. formule. acompanhado de advogado. matériasprimas ou produtos necessários ao consumo do povo”. em Prado – CE. Ambos são primários e não registram nenhum antecedente criminal. Mariano. procurou um advogado e lhe informou que Daniel era primário e possuía residência fixa. fundamentando o pedido na garantia da instrução criminal. 4º da Lei nº 7. confessou o crime. Além disso. auto de prisão em flagrante.

no mesmo dia. III. por crime praticado contra Geisa. Certo é que. havia somente a peça inicial acusatória. tendo sido a citação efetivada no dia último dia 18. passou a esbravejar que Fernando era “chifrudo”. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. sem qualquer manifestação. para assistir.de 20 anos. Auxiliar de Enfermagem. nº 42 em Belo Horizonte/MG. Disse.c. pertinente à defesa de seu cliente. ambos do Código Penal. Em seu texto. Naquela ocasião. segundo o réu. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria.3 – ADAPTADO) Alessandro. Em face da situação hipotética apresentada. pela televisão. Romilda. em dia não determinado. redija. que sua avó materna. Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. para tentar reverter a decisão judicial. privativa de advogado. em favor do réu. o denunciado constrangeu-a a manter com ele conjunção carnal. ex-noivo de Acácia. Disse. especialmente por César Silva e Natália de Alencar. estava bebendo com amigos no bar Cruzeiro. “impotente” e “mau-caráter”. Promotor de Vendas. foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas previstas no art.ADAPTADO) No dia 1o de julho. aproveitando-se do fato de estar a sós com Geisa. o denunciando aproveitou-se do fato de Geisa estar só em casa para atingir seus propósitos libidinosos. 213. elabore a petição para instauração da ação penal. que não admitia ter sido trocado por outro. a seu advogado que não constrangeu a vítima. tendo o promotor. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. Alessandro procurou. art. Na peça acusatória. Procurado por Fernando para tomar as medidas judiciais cabíveis." Nos autos. 109 . que já a namorava havia algum tempo. Alfredo. e sua mãe. inclua a fundamentação legal e jurídica. atue em prol da constituinte. valendo-se de grave ameaça para constranger a vítima a com ele manter conjunção carnal. ainda. peça privativa de advogado e diversa de habeas corpus. PROBLEMA 2 (OAB/MG 2008) Fernando Gregório. 234-A. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 (OAB/SP 117 . então. atestada em laudo de exame de corpo de delito. Por fim. sabiam do namoro e que todas as relações que manteve com a vítima eram consentidas. os depoimentos prestados na fase do inquérito e a folha de antecedentes penais do acusado. não tem antecedentes criminais e possui ocupação lícita. fato que ocasionou a gravidez da vítima. exercida com uma faca. ora vítima. a ajuda de um profissional e outorgou-lhe procuração ad juditia com a finalidade específica de ver-se defendido na ação penal em apreço. RESPOSTA À ACUSAÇÃO PROBLEMA (OAB UNIFICADO 2008.ª Vara Criminal do Estado XX recebeu a denúncia e determinou a citação do réu para se defender no prazo legal. que moram com ele. que se utilizou de violência e grave ameaça. redija. ambos residentes em Belo Horizonte. Tais ofensas foram ouvidas por todos que se achavam naquele recinto. c. na confluência das ruas Maria Paula e Genebra. na qualidade de advogado(a) constituído(a) pelo acusado. de 20 anos de idade. a peça processual. Geralda. caput. residente na Rua Haiti. quando chegou Alfredo Mota. que nem a vítima nem a família dela quiseram dar ensejo à ação penal. a um jogo de futebol. no bairro PTB em Betim. Alessandro informou que não havia qualquer prova da relação não consentida. por volta das 12 horas. agido por conta própria. não crie fatos novos. atual namorada de Fernando. a conduta delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos: "Há 2 meses. O juiz da 2. explore as teses defensivas e date o documento no último dia do prazo para protocolo. de 22 anos de idade. Alessandro dirigiu-se à residência de Geisa.

Encerrada a instrução probatória. Agostinho. O laudo do Instituto Médico Legal é taxativo. Consta dos autos que tem trâmite na 1a Vara Criminal da Capital. porque teria agido com “animus necandi”. Responde o processo em liberdade. postulando a pronúncia de "A". Dos autos consta o laudo pericial da arma apreendida. "A" sempre negou a prática delituosa. em razão de denúncia sobre tráfico de entorpecentes. encontrando em determinado armário apenas uma cédula de identidade falsa. 1a. o Juiz de primeiro grau concedeu ao acusado o direito de defender-se solto. em alegações finais. Permanece preso. parágrafo 2o. O Ministério Público apresentou alegações finais. QUESTÃO: Como advogado de "A" elabore a peça processual pertinente. 110 . João encontrou Antônio em um ponto de ônibus e. pratique o ato processual adequado ao rito processual. ou seja. PROBLEMA 3 (OAB/SP 116) João da Silva foi preso em flagrante delito. Seu filho. parte. porque teria tentado matar "B". c. efetuaram diligência na residência de "A". II do Código Penal. desenvolva a medida judicial pertinente. não atingindo a vítima. o Ministério Público postulou a procedência da ação e condenação de "A" como incurso nas penas do artigo 304. o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho. inciso III. concluindo que a substância ministrada não tinha potencialidade lesiva. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. sempre alegou que fora comprar remédio. inciso II. era inócua. em fase oportuna. planejando matar Antônio. por volta das 10:00 horas. As alegações finais de acusação foram oferecidas pelo representante do Ministério Público. "A" foi denunciado por uso de documento falso. com a foto de "A". elabore a peça profissional pertinente. o artigo 14. sendo certo que a instrução já foi concluída e.MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) PROBLEMA 1 (OAB/SP 106) "A" está sendo processado segundo denúncia que lhe imputa violação do artigo 121. Em razão desse fato. sacando da arma. Por ser primário. a quem confidenciara seu plano. uma semana antes dos fatos o acusado. requerendo a condenação do acusado nos exatos termos da denúncia. acionou o gatilho diversas vezes. combinado com o artigo 14. QUESTÃO:. nos termos da denúncia. guardando-a eficazmente municiada. que desconfiou "daquele mal encarado" e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. sustentando que a prova é suficiente para tanto. pediu emprestada a um colega de trabalho uma arma de fogo e quantidade de balas suficiente para abastecê-la completamente. Estava em gozo de livramento condicional. conforme já esperava. pois no dia 10 de janeiro do corrente ano.Como advogado de "A". do Código Penal. em face de ter sido a arma desmuniciada anteriormente. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. Foi denunciado pelo representante do Ministério Público como incurso nas sanções do artigo 121 caput.. ambos do Código Penal. PROBLEMA 2 (OAB/SP 109) Policiais Militares. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho. mediante aplicação de injeção venenosa. fazendo uso de uma arma de fogo. Segundo o apurado na instrução criminal. No dia seguinte. A ação penal tem curso perante a 12a Vara Criminal da Capital. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva. tentou efetuar disparos contra seu vizinho Antônio Miranda. sem que o acusado percebesse retirou todas as balas do tambor do revólver. a confissão do acusado e as declarações da vítima e do filho do acusado. especialmente pelos maus antecedentes.c. PROBLEMA 4 (OAB/SP 118) Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado.

00. com participação do seu advogado somente. e. Em seguida. utilizando-se de um revólver de brinquedo. Ambos. apresente a peça adequada.00 e uma de R$ 5. não intimado para o ato. cerca de vinte minutos depois. do CPP. o acusado negou que ele ou Antônio tivessem realizado o roubo. e Vilma verificou que faltavam R$ 50. Encontraram a bolsa. 29. Com Luís foi encontrada a importância de R$ 50. ao ser ouvida. no dia seguinte. dizendo portar uma arma de fogo. contudo. foram liberados pelo juiz. alegando que a materialidade estava provada e que a confissão do acusado. foram ouvidos o segurança e os dois policiais que realizaram a condução.00 e duas de R$ 5. Luís e Antônio foram denunciados como incursos na prática do crime previsto no artigo 157. que havia sido internado várias vezes para tratamento. Arrolou. por isso. sem a presença de defensor. realizado em 21/1/2008. A vítima foi ouvida e. por isso. Caminhando a cerca de 200 metros do mesmo local. nada foi requerido pelas partes. §3º. e lhes entregasse a bolsa. logo em seguida. quando caminhava na beira de uma estrada. Na fase prevista no artigo 402 CPP. entendeu que poderiam ser aplicadas nos patamares mínimos. art. Na seqüência. Os dois policiais afirmaram que ouviram a vítima gritando que havia sido roubada. pelos informes que continha. O segurança os deteve e ligou para a polícia. A denúncia foi recebida em 14/1/2008. seus pais resolveram contratar um advogado para defendê-lo. olhando apenas para frente. Em 11/1/2008. Foram ouvidas testemunhas de defesa que atestaram o bom comportamento dos dois acusados. O Juiz ouviu-o no dia 5 de agosto do mesmo ano. não tinha condições de reconhecê-lo. a vítima e dois policiais militares. na ocasião. nem relógio. também. em um carro. no interrogatório de Luís. outro roubo. com todos os argumentos e pedidos cabíveis na defesa do acusado. em uma nota de R$ 20. No interrogatório. primários. §2.º.00. nada foi requerido pelas partes.00 e uma de R$ 10. I e IV. pediu auxílio a um segurança e ambos saíram. para procurar os autores da subtração. sem ver os dois rapazes. um relógio e um celular. mas nada encontraram. O Promotor de Justiça pediu a condenação. o total de R$ 15. ainda. Dela constou que ele subtraiu importância em dinheiro de Antônio. com detalhes. para serem ouvidos. voltou à festa. que compareceu ao local e os revistou. no mesmo local. os policiais os conduziram para a delegacia. Quanto às penas. Antônio acusou Luís de ter cometido o roubo. Vilma obedeceu à ordem. estavam dois rapazes. como testemunhas de acusação. era sempre internado. ocasião em que ele confessou.c. PROBLEMA 6 (OAB/SP 134 . onde foi lavrado o auto de flagrante. que não portavam qualquer arma.ADAPTADO) Pedro foi acusado de roubo qualificado por denúncia do Promotor de Justiça da comarca no dia 1 de julho do último ano. Não portavam celulares.00. O defensor nomeado arrolou três testemunhas na defesa prévia. Constituíram advogados distintos. dizendo. por isso. os quais confirmaram o roubo e o encontro do dinheiro com os acusados. afirmando que ambos haviam permanecido em silêncio.00. não teve condições de esclarecer o fato. saindo de uma festa. a prática delituosa.ADAPTADO) Em 3/1/2008. todos do Código Penal. os quais. Afirmou.00. o 111 . Na fase do 402 CPP. Vilma percebeu dois rapazes se aproximarem pelas suas costas. tendo sido encostado um dedo nas costas de Vilma. com residência fixa e com bons antecedentes. houve. o acusado. em duas notas de R$ 20. com a presença de seu advogado. a cerca de 100 metros do local do fato. Luís e Antônio. confirmaram que o acusado tinha problemas com drogas e. mostrava ser ele o autor do crime. com Antônio. sendo o acusado preso quando estava fugindo e. por estar visivelmente “drogado”.PROBLEMA 5 (OAB/SP 133 . duas de R$ 10. As testemunhas de defesa nada disseram sobre o fato. QUESTÃO: Como Advogado. confirmou o fato e afirmou que não viu o rosto do autor do crime porque estava encoberto e. No dia seguinte.00. em uma nota de R$ 10. A vítima. encostaram algo em suas costas e lhe ordenaram que continuasse andando.00. c. Intimado o acusado para os fins do artigo 403. ligaram o fato com o do dia anterior. descrevendo a vítima e afirmando que o dinheiro fora utilizado na compra de drogas. e diante da ausência do advogado de Luís.

Com base na situação hipotética apresentada. que o céu estava encoberto. testemunha arrolada pelo Ministério Público. em seu depoimento. que estava próximo da vítima. Considerando a situação hipotética descrita. que o marido permanecera em casa a noite toda. I e IV. que não responde a nenhum processo. que só saiu por volta das 22 horas para comprar refrigerante. devido a hemorragia interna determinada por transfixação do pulmão por ação de instrumento perfurocontundente (projétil de arma de fogo)”. mas que certamente era alto e forte. em razão dos ferimentos. encontrava-se em casa com sua esposa e dois filhos. na delegacia. afirmou que prendeu o acusado porque ele estava próximo ao local dos fatos e suas características físicas correspondiam à descrição dada pelas pessoas que teriam presenciado os fatos. O advogado de Luís foi intimado para manifestar-se nos autos. que aparentemente a vítima não tinha inimigos. que a arma do crime não foi encontrada. testemunha comum. que requereu a pronúncia do réu nos termos da denúncia. que conhecia a vítima apenas de vista. vestia calça jeans e camiseta branca. privativa de advogado. oportunidade em que foi preso e não mais voltou para casa. o que deixava a rua muito escura. que só tomou conhecimento da acusação na delegacia e. a peça processual. o acusado afirmou que. inclua a fundamentação legal e jurídica e explore a tese defensiva cabível nesse momento processual. caput. que estava a aproximadamente cinqüenta metros de distância e não viu o rosto da pessoa que atirou em Filipe. que o acusado vestia calça e camiseta clara no dia dos fatos. taxista. oportunidade em que foi preso quando adentrava no bar. em certo trecho do seu depoimento.Ministério Público manifestou-se pedindo a condenação de Luís e Antônio pela prática do crime previsto no artigo 157. pela prática de infração prevista no art. que deve ter sido um assalto. disse que era amigo de Filipe. arrolada pela defesa.3 . anterior à data dos fatos e ainda em apuração. na qualidade de advogado de Alexandre.2007. no horário dos fatos. André Gomes. no dia 10/10/2006. todos do Código Penal. que. em via pública da cidade de Brasília – DF. aproximadamente às 21 horas. trabalhador e excelente pai. disse ao delegado que aquilo não era possível. o juiz abriu vista dos autos ao Ministério Público. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 112 . brasileiro. 121. da mesma compleição física do acusado. Breno Oliveira. um inquérito policial por crime de porte de arma. na condição de advogado contratado por Luís. 29. a peça a ser apresentada no processo. nascido em 21/01/1986. o acusado permaneceu em silêncio. esposa de Alexandre. policial militar. do CP. redija. confirmou. que. c. o acusado teria efetuado um disparo contra a pessoa de Filipe Santos. Paulo Costa. mas este não acreditou.º. veio a óbito. também arrolado pela acusação. que Alexandre é um bom marido. que não tem condições de reconhecer com certeza o ora acusado. o autor do disparo era alto. os peritos do Instituto Médico Legal registraram a seguinte conclusão: “morte decorrente de anemia aguda.ADAPTADO) O Ministério Público ofereceu denúncia contra Alexandre Silva. de imediato. Consta da folha de antecedentes penais de Alexandre. casado. No interrogatório judicial. só tendo saído para comprar refrigerante. formule. Na instrução criminal. Após a audiência. principalmente porque não havia iluminação pública. §2. No laudo de exame cadavérico acostado aos autos. moreno claro. Consta na denúncia que. forte. Maíra Silva. que. disse que a noite estava muito escura e o local não tinha iluminação pública. PROBLEMA 7 (OAB UNIFICADO . pela descrição. mas tem a impressão de que o acusado tinha o mesmo porte físico do assassino. mas havia bebido.c art. que hoje não tem condições de reconhecer o autor dos disparos. pertinente à defesa do réu.

O juiz não admitiu a apelação porque. deserto e com algumas cavernas.2008. PROBLEMA 2 (OAB/SP 117) Os indivíduos Felício e Roberval. como advogado. em 05. "caput". arrolada pela acusação. por homicídio simples – art.2008. assim agindo porque este cuspira. alcançou a liberdade provisória. pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. do C. Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias.1. de forma fundamentada. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). e pronunciado pelo magistrado. apresente a peça adequada. PROBLEMA 5 (OAB/SP 127 . após uma partida de tênis. segundo a prova colhida. Procurado para ser citado. seu amigo. os bombeiros alcançaram o lugar onde eles estavam. Roberval desequilibrou-se e. QUESTÃO: Elabore a peça processual conveniente. atingiu-o pelas costas. Ficaram perdidos durante 2 meses. acrescentou. Processado no Juízo competente. em favor de "A" destinando-a à autoridade judiciária competente. no seu entendimento. em 5.P. por sentença de pronúncia prolatada há 2 dias. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. "A" havia tirado a vida de "B" e os homens viram "A" sentado ao lado de uma fogueira. hostil. por homicídio doloso simples. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez diasmulta. a qualificadora da traição porque. no seu rosto. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e.12. vítima de estelionato.ADAPTADO) João Alves dos Santos. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. QUESTÃO: Como advogado de João. ao golpear Roberval com a raquete. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. PROBLEMA 4 (OAB/SP 125) João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro. começaram a discutir.ADAPTADO) João. João mentira para Pedro. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício. João não foi encontrado. o que for de interesse de João Alves dos Santos. em brincadeira. convidando-o para almoçar em sua casa e. e causaram-lhe a morte. bateu com a cabeça na guia. Felício foi processado em liberdade perante a 1ª Vara do Júri. de forma fundamentada. PROBLEMA 3 (OAB/SP 123 .PROBLEMA 1 (OAB/SP 115) "A" e "B" eram amigos de infância. de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. vindo a falecer. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. o juiz. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. afirmou ter visto quando João. elabore a peça adequada à sua defesa. causando-lhe 113 . ainda. por ela reconhecido fotograficamente na audiência. atuara no processo por seu advogado. Acabou pronunciado pelo magistrado. Os bombeiros ficaram horrorizados e "A" foi preso em flagrante. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. ao entendimento de que houve dolo eventual. tranqüilamente assando a coxa da perna esquerda de "B". surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio. localizado no município de São Paulo. que apresentou a defesa prévia. Na decisão de pronúncia. postulando. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. ao cair ao solo. A primeira. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. Felício que estava com a raquete na mão. Resolveram excursionar por lugar extremamente perigoso. Finalmente. 121.

e. com o que subtraíssem. na data do fato. momento em que lhe deferiu disparos de arma de fogo que a levaram a óbito. momento em que veio a colidir com um motociclista que. Após a instrução probatória. argumentando que ele. decide o Promotor de Justiça denunciar Luiz por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual. receber o que lhes era devido. no dia dos fatos. Pedro. no sentido oposto. recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. o réu foi pronunciado como incurso no art. por ser ela presencial. não podia ser o autor dos disparos. naquela hora. já que. por meio de veículo automotor. assumiu o risco do resultado da morte do motociclista. sem capacete. interponha a peça pertinente. vingança. PROBLEMA 7 (OAB/SP 132) Luiz. vindo o condutor da motocicleta a falecer. não o teria tratado adequadamente. pelo princípio in dubio pro societate. deu ciência ao seu advogado. Os dois não traziam consigo nenhuma arma. No trajeto até a cidade. IV.121. Os dois eram empregados de Pedro e este não estava efetuando os pagamentos de seus salários. afirmou que conhecia João há muito tempo.º. João. Entretanto. juntos. segundo consta. nessa fase processual. Oferecidas as alegações pelas partes. antes que tivessem começado a subtrair qualquer coisa. com a intenção de subtrair coisas que nela encontrassem. Luiz não havia ligado a seta no instante da ultrapassagem. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. decide ir com seus amigos a seu sítio perto de Itu. mas foi liberado. vindo a atingi-los e causar-lhes a morte. em São Paulo. por isso.ADAPTADO) João foi denunciado criminalmente por. por motivo torpe. Pretendiam. ele não estava no Brasil e. na residência de Pedro. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. por denúncia do Ministério Público. desferiu disparos contra os dois. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. aguardou a saída de Josefa de seu local de trabalho para outro prédio da OAB. vinha conduzindo em alta velocidade. Ele próprio chamou a polícia e solicitou uma ambulância. após diversas discussões e ameaças à funcionária. já que. vigora o princípio in dubio pro societate. vez que realizariam pescaria no período da tarde. Recebida a denúncia. PROBLEMA 8 (OAB/SP 133) João e Mário. já tendo sido expedida a intimação da decisão de pronúncia ao defensor de Luiz. a qual. Alegou. funcionária da OAB/SP. de duplo homicídio qualificado pela surpresa. Chegou a ser preso. além do que. e mesmo não tendo sido encontrada a arma do crime. PROBLEMA 6 (OAB/SP 131 . QUESTÃO: Como advogado de Luiz. nos termos da denúncia. com um revólver. realiza ultrapassagem em veículo que transitava no mesmo sentido. QUESTÃO: Como defensor de João. Quando estavam no interior da casa. Mesmo apresentando testemunhas que o teriam visto em outro local. que uma simples discussão não seria motivo para um homicídio. em caso de dúvida. por não ter dado a seta para a ultrapassagem. CP. em virtude da colisão com o carro de Luiz. no dia 20 de janeiro de 2007. Foi acusado. merece crédito. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. supostamente. no período do Carnaval. ingressaram. o acusado. QUESTÃO: Como advogado de João. deve o acusado ser pronunciado. assim. sabendo que. redija a peça mais adequada para sua defesa. ter causado a morte de Josefa. o Juiz decidiu pronunciar Luiz por crime doloso na modalidade eventual. Luiz. intimado da decisão. A segunda testemunha. §2. onde iria despachar outros processos. encaminhando os autos para a Vara do Júri de Itu para o respectivo julgamento.a morte. Luiz decide ir até a cidade de Itu a fim de comprar cerveja. conduzindo o veículo em velocidade compatível com o local. Segundo a denúncia. II. o réu alegou que não se encontrava. porque as vítimas queriam 114 . com o intuito de descansar do “stress” da cidade. Na quarta-feira de cinzas. também. arrolada pela defesa. deveria caber aos jurados a avaliação quanto à culpa ou inocência de João. em atividade típica de grupo de extermínio. Instaurado o Inquérito Policial por crime de homicídio culposo.

Assim. 139 e 140 do CP. Em face de tal decisão. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. como advogado de Agripino. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. nas proximidades da rua Paulo Chaves. se soubesse. golpeou João cinco vezes. praticado de surpresa. O Juiz. São Paulo – SP. recurso 115 .º. não as teria atingido. casa 32. ajudante de pintor. As testemunhas de defesa afirmaram que as vítimas eram boas pessoas e nunca haviam cometido qualquer crime. incisos III e IV. por guardar em sua residência arma não registrada e sem autorização regular. O Promotor pediu a pronúncia do acusado nos termos da denúncia. residente na rua Paulo Chaves. esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. Quanto à arma. mas disse que não sabia que as vítimas eram seus empregados.ADAPTADO) Aurélio. elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. pela prática dos delitos previstos nos artigos 138. disse que. o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados. As testemunhas de acusação ouvidas foram os policiais que atenderam a ocorrência. O acusado foi intimado no dia 5 de setembro de 2007 e manifestou interesse em recorrer. causando intenso e desnecessário sofrimento à vitima. apresente a peça mais adequada para a defesa do acusado. ainda. a qual foi a causa eficiente de sua morte. casa 32. o denunciado. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia. Promotor de Justiça. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. expondo os motivos de seu inconformismo. Ouvido. O crime foi. na Comarca de Perdões/MG. com os fundamentos e pedidos. utilizando-se de um facão. afirmando que. no entanto. outrossim. nesse momento. Você. bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. ainda. Cristiano. § 2. além de narrar fato equivocado. 121. solteiro. O advogado apresentou alegações. nos seguintes termos: No dia 8/5/2008. PROBLEMA 10 (OAB/MG . como já havia sido vítima de três roubos anteriormente. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. proponha a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino. O Magistrado. pois. oferece denúncia contra Agripino. O delito foi cometido mediante meio cruel. PROBLEMA 11 Cristiano foi denunciado pela prática do crime previsto no art. ao final da instrução probatória. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. no bairro Aricanduva. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. prevalece o princípio in dubio pro societate. brasileiro. ser o réu condenado pelo crime que cometeu. atuando como advogado do querelado. no período compreendido entre 19 h e 19 h 30 min. expondo os motivos para tal. rejeita-a. QUESTÃO: Como Advogado. no bairro Aricanduva. a havia adquirido recentemente e ainda não tivera tempo de registrá-la. PROBLEMA 9 (OAB/SP 110 . deixando. toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito.2006) No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson. não oferecendo.subtrair bens como forma de receberem seus salários e. acolhendo integralmente a denúncia. do Código Penal. confessou o crime. pois independente de ser iniciativa privada. Contudo. imbuído de inequívoco animus necandi. pronunciou o acusado. empresário. São Paulo – SP. causando-lhe a lesão descrita no laudo de exame de corpo de delito. o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. descrevendo infração penal tipificada como receptação ocorrida em outubro de 1997. a qualificação do indiciado.

a mais adequada ao seu orçamento familiar era a emissão de cheques pré-datados como garantia da dívida. na altura do peito. A defesa arrolou Francisco. no prazo de 10 dias. Cristiano. Imediatamente. comumente se embriagando e causando confusão nos bares da cidade. Firmino. Dias depois. cabível à espécie. Na resposta. qualificando-a e requerendo sua intimação. Disse. Cristiano dirigiu-se ao local onde o larápio estava. porque havia atuado para se defender da iminente agressão por parte da vítima. o empresário. redija. a fim de que fosse submetido a julgamento pelo júri popular. comprovada por meio do laudo de exame de corpo de delito (cadavérico). procedeu-se à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa. sem nulidades. no dia e hora marcados.º.que dificultou a defesa da vítima. tendo afirmado em juízo: que presenciou o fato ocorrido no dia 8/5/2008. Inconformado.1) Agnaldo. Diante da sustação. que reside com sua esposa. Ângela. de posse de um pé-de-cabra. que informou que conhecia Cristiano havia 5 anos e que o acusado tinha o hábito de beber. entendeu haver indícios de autoria e estar configurada a materialidade do crime. incisos III e IV. mandou que o ladrão parasse com o que estava fazendo. 171 do Código Penal. bem como pelos depoimentos colhidos no curso da instrução. determinou o magistrado que o réu deveria permanecer em liberdade. haja vista a ausência dos requisitos para a prisão preventiva. a peça profissional. aproximadamente às 19 h. momento em que a vítima caiu. Com o empréstimo. que tivera seu talonário de cheques furtado. e seus dois filhos na cidade de Porto Alegre – RS. em favor de Cristiano. que. A denúncia foi recebida. no interior da casa. os emprestados a Agnaldo. Diante disso. Por fim. Agnaldo pediu a seu cunhado e vizinho. que. em 20/8/2008.º do art. Ressalta-se que o laudo cadavérico indicou a existência de apenas uma lesão no corpo da vítima. alegou que havia sido fraudado em uma transação comercial. sustou todos os cheques que havia emitido. que lhe emprestasse seis cheques para a aquisição do referido material. o juiz entendeu que o feito havia tramitado regularmente. PROBLEMA 12 (OAB UNIFICADO 2009. pelo juiz da primeira vara do júri da capital. por entender que havia indícios de ele ter cometido o crime previsto no inciso VI do § 2. o acusado alegou que havia agido para se defender. uma vez que Firmino frustrara o pagamento dos cheques pré-datados. já que esteve solto durante toda a instrução. Como não possui conta-corrente em agência bancária. A acusação arrolou Pedro. Entre as opções que o vendedor da loja apresentou. por escrito. pelo crime previsto no art. Outrossim. pedido prontamente atendido. Diante das alegações. em consequência de ação perfurocortante. Firmino. caminhado em sua direção. somente a atingiu no quinto golpe. Chegando lá. e pronunciou o acusado. dirigiu-se a uma loja de material de construção para verificar as opções de crédito existentes. que ordenou a citação do acusado para responder à acusação. ainda. 121. juntou comprovante de residência e sua folha penal bem como arrolou uma testemunha. além de ser primário e possuir bons antecedentes. do Código Penal. tendo o ladrão o desafiado e. de posse de um facão. Cristiano. Firmino impetrou habeas corpus perante a 1. § 2. deixando como garantia da dívida os seis cheques assinados pelo cunhado. disse que a acusação não era verdadeira. nesta ordem. Considerando a situação hipotética apresentada. Cristiano tentou desferir alguns golpes no ladrão. ao ser interrogado em juízo. irmão do réu e único a presenciar o fato. retornou ao estabelecimento comercial e realizou a compra. que avisou Cristiano de que havia uma pessoa subtraindo madeira e telhas de sua residência. diversa de habeas corpus. apesar de ter tentado desferir cinco golpes na vítima. pretendendo fazer uma reforma na casa onde mora com a família.ª Vara Criminal da Comarca de Porto 116 . o qual foi ouvido com a concordância da acusação e sem o compromisso legal. tombou ao solo. entre eles. ao ser atingido. Por fim. na própria audiência. e apontou como causa mortis hemorragia no pulmão. indiciando Firmino. O Ministério Público não se opôs à juntada dos documentos e. Apresentadas as alegações finais orais. na delegacia de polícia mais próxima. o delegado de polícia instaurou inquérito policial para apurar o caso.

como incurso duas vezes em concurso material. do Código Penal. Consta da sentença condenatória que ". Pedro. usando de uma arma de fogo que portava. tendo o juiz denegado a ordem. daí ter o juiz concedido o "sursis". o que ficou bem demonstrado nos autos. APELAÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 108) Gaio foi denunciado como incurso no art. dê continuidade ao recurso interposto. proferida no julgamento realizado há três dias..00 (cem reais) para retardar ato de ofício. Considerando essa situação hipotética. que o considerou incurso no artigo 333. 29. A sentença. o Ministério Púbico não recorreu e a defesa de "A". sim. Não havia aceito a aplicação da Lei Federal 9. enquanto Peter enfrenta a vítima e. o fato é que se viu favorecido. Um dos tiros atingiu o comparsa. QUESTÃO: Como advogado de Gaio. inciso II. PROBLEMA 4 (OAB/SP 124. às penas do art. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. em regime fechado. aparece o dono do veículo. do Código Penal. PROBLEMA 3 (OAB/SP 121) Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. No qüinqüídio legal.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100. em favor de seu cliente. mediante arrombamento. dentre outras. do toca-fitas de veículo estacionado na via pública. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade. Juiz de Direito da 5. Em Plenário. A sentença condenatória do MM. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido. Xisto sai correndo.Alegre.. por significativa maioria de votos. todos do Código Penal. ajuíze a providência judicial adequada. que faleceu.099/95 e persiste no mesmo sentido. Os Jurados." QUESTÃO: Como advogado constituído por "A" e hoje intimado. para o seu cumprimento. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. e ao regime integralmente fechado. a tese da ausência do “animus necandi”. 121. desferiram-lhe tiros que vieram a causar lhe a morte. sustentou a Defesa. o que não era do conhecimento de Xisto. 157.2008 ingressaram na residência de Antônio. privativa de advogado. em virtude da resistência do morador. fugiu sem nada subtrair. condenou João. João. consistente na subtração. no dia 01. e. justificando-a.ADAPTADO) João foi condenado porque ele e Pedro. segunda parte. c. temeroso. °.02. vem a matar a vítima. § 3. redija a peça processual mais adequada à sua defesa PROBLEMA 5 (OAB/SP 125) 117 . com a intenção de subtrair bens a este pertencentes. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. o art. O juiz.ª Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. o que também justificava a condenação. em razão dos fatos. QUESTÃO: Como advogado de João.c. apresentar a peça jurídica competente. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. num total de 40 (quarenta) anos de pena privativa de liberdade e 20 (vinte) dias multa. sendo certo que não foi formulado quesito acerca da referida tese defensiva. na condição de advogado(a) contratado(a) por Firmino. rejeitaram todas. interponha a peça judicial cabível. fixadas no mínimo legal. PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) "A" foi condenado a pena de 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. Ao iniciarem o furto. § 2º.

I. O juiz. os dera para o filho. a pedido de um conhecido. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. vizinho da vítima. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. Por outro lado. no dia seguinte. com cinqüenta e oito anos de idade. certamente. no dia 5 de janeiro de 2008. no valor mínimo. confirmando reconhecimento feito durante o inquérito policial. Na garagem. na garagem do prédio em que José reside. confirmou a subtração. que. no 85. O MM. o que dificultava a visualização do condutor do veículo. ainda. A vítima. PROBLEMA 7 (OAB/SP 128 . O veículo foi encontrado. antes de falecer. alegou que José é pessoa de fisionomia bastante comum e que. não encontrou mais Pedrinho. entre outras circunstâncias.ADAPTADO) João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa. na primeira fase. saindo com o veículo. por volta das 22 horas. QUESTÃO: Como advogado de João. deixou que este estacionasse o veículo em sua vaga de garagem. Em suas alegações finais. que o fato ocorreu à noite. Que. realmente. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação. Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital julgou procedente a acusação e condenou José pelo crime de furto duplamente qualificado (escalada e rompimento de obstáculo). PROBLEMA 6 (OAB/SP 126 . não aceita pelo acusado. de nome Pedrinho. vítima. QUESTÃO: Como advogado de João. Houve proposta de suspensão condicional do processo. afirmou que José foi visto por ele. Para tanto. fixada em seus patamares mínimos. porque eram duas as qualificadoras do furto. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. afirmando que. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. ao ser ouvida. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. 155. na verdade. em face das conseqüências graves do crime e. do Código Penal. de forma fundamentada. evadindo-se do local com o carro. a atenuante da menoridade prevista no art. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. José. Fábio. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. Afirmou. de propriedade e residência de Armando Paixão. A pena de multa foi fixada 118 . 65. Carlos. ainda. mediante a transposição de um muro de 80 centímetros de altura. apurou-se que o acusado era. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. houve a subtração. após este dia. acima do mínimo legal. Em juízo. José negou o crime em seu interrogatório.João foi acusado de ter subtraído. segundo a denúncia. por elas presenciada. sem estar trancado. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. mas à sua mãe. José resolveu furtar o veículo de Armando ali estacionado. pois esta estava disponível. no dia 4 de janeiro de 2005. 59 do Código Penal. incisos I e II. com base no art. vinte mil dólares de seu pai. em uma única operação. condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias-multa. disseram que.ADAPTADO) José foi denunciado como incurso no art. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado. quebrou o vidro lateral do veículo e ingressou em seu interior. percebendo que o portão estava apenas encostado. do Código Penal. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. a defesa sustentou que José apenas consentiu que Pedrinho guardasse o carro. § 4o. Quanto à aplicação da pena. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. Ouvidas duas testemunhas de acusação. O pai. em 5 de agosto de 2007. Renovada a instrução. nada tendo a ver com a subtração. fixou a pena em 3 (três) anos de reclusão. fora confundido. Segundo a acusação. Quanto ao reconhecimento feito pelo vizinho. invadiu casa localizada na rua Coronel Pereira Vaz. São Paulo – Capital. o juiz. fato que demonstraria dolo intenso do agente.

que. mediante remuneração pecuniária. O advogado. Renato foi denunciado por roubo com emprego de arma (art. apresentado defesa prévia. levado para sua casa. saído revoltada e dizendo que iria se vingar. na qual foram arroladas cinco testemunhas suas e três que constavam da denúncia. quis apresentar a tréplica. Contudo. §2.01. primeiramente. afirmou.07. Em 20. I. tendo. sob a alegação de que teria ele. com fins libidinosos. Maria. José foi intimado da sentença no dia 16 de fevereiro e o advogado foi intimado no dia 17 de fevereiro de 2008. b) por cinco votos a dois.º.00 (duzentos reais) e. com fins libidinosos. não sendo a impugnação aceita pelo juiz. em 10. do Código Penal).02. No dia seguinte. dançarina da casa noturna “Noites de Prazer”. PROBLEMA 8 (OAB/SP 130) João foi processado e condenado por homicídio duplamente qualificado à pena de 19 (dezenove) anos de reclusão. tendo o Ministério Público 119 . tendo.06. namorada de Antonio. Maria. mas disseram que não chegaram a conversar com a vítima ou com sua namorada. consistentes em prestação de serviços à comunidade e multa. contra a vontade desta. de qualquer forma. 157. também. Testemunhas foram apresentadas. e) por sete votos a zero. PROBLEMA 9 (OAB/SP 131) João foi processado perante a ____ Vara Criminal da Capital por. sem especificação do motivo fútil ou do recurso que impossibilitou a defesa. ainda. quando tinha dezenove anos de idade. A arma não foi encontrada. mediante violência. Por outro lado. Conforme a denúncia e a pronúncia. PROBLEMA 10 (OAB/SP 134) Em 1. com base no princípio constitucional da plenitude da defesa. ambos discutiram sobre o valor a ser pago. A denúncia foi recebida em 4/3/2002 e Renato foi interrogado no dia 11/3/2002. no dia 12/3/2002. em momento posterior. Alegou. que inexistia circunstância atenuante em favor de João.09.º/3/2001. QUESTÃO: Como advogado de João. houve utilização de recurso que impossibilitou a defesa consistente em surpresa porque os tiros foram desferidos logo após rápida discussão sobre a dívida. Para o cumprimento da pena. Não houve testemunhas presenciais. indique os fundamentos do recurso e apresente as suas razões. os jurados responderam: a) por quatro votos a três. argumentando que foram redigidos de forma singela. ter. na mesma noite e na mesma casa noturna. A sentença condenatória foi lida em plenário. o qual entendeu que não há tréplica sem réplica. Foram ouvidos no processo dois policiais militares que afirmaram terem atendido à vítima e visto quando ela conversava com a namorada. asseverando terem se encontrado. escolha o melhor meio para sua defesa. A morte foi demonstrada por laudo pericial. o advogado recorreu. Na audiência de oitiva de testemunhas da acusação. O Promotor de Justiça não apresentou a réplica. no que esta teria concordado. substituindo a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito. Maria. chegou na casa de João. d) por seis votos a um. asseverou ter convidado a moça para sua casa. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Redija a peça. 15. supostamente.2006. Antonio. não ser Maria pessoa honesta. que João usou de recurso que impossibilitou a defesa de Antonio. sendo impedido pelo magistrado. Em seu interrogatório. que os ferimentos resultantes dos tiros causaram a morte de Antonio. foram ouvidas sete delas. Maria. Maria desapareceu e não foi ouvida na fase processual. A denúncia foi baseada em depoimento de Maria.no mínimo legal. retido. c) por seis votos a um. O advogado impugnou os quesitos sobre as qualificadoras. Indagados. após sua saída com João. com Maria. determinou o regime aberto. QUESTÃO: Como advogado. QUESTÃO: Como advogado de José. causando-lhe ferimentos. chamada por este. que João agiu por motivo fútil. João negou a autoria na polícia e em juízo. a qual afirmou que conversou com a vítima sobre a desavença antes de sua morte. houve motivo fútil porque o crime foi praticado em razão de uma simples desavença em virtude de uma dívida de jogo no valor de R$ 200. João foi condenado a uma pena de 2 anos de reclusão. que João desferiu os tiros na vítima Antonio. quando a vítima.

ainda. conseguindo efetivar a prisão em flagrante de ambos minutos depois de uma perseguição ininterrupta. publicada em 10/8/2007. conclui pela inocência do réu. contudo o juiz indeferiu o pedido e reiterou o seu entendimento. perseguiram os dois acusados. tendo ficado clara a intenção da defesa em procrastinar o encerramento do processo. novamente postulou a oitiva da testemunha e. em um trigésimo do salário mínimo. O Magistrado. Os Policiais Militares. a pena-base no mínimo legal — 4 anos de reclusão e 10 dias-multa —. 171 do Código Penal (estelionato consumado). interpõe recurso. PROBLEMA 11 (OAB/SP 111) O Promotor de Justiça. ao passo que a defesa. duas que já haviam sido ouvidas como testemunhas da acusação e uma que não mais deveria ser ouvida ante a desistência do Ministério Público e. que Pafúncio Augusto teria ficado dentro do seu veículo. O juiz dispensou as últimas testemunhas da defesa. afirmando ser importante para a prova. Cinco das testemunhas ouvidas afirmaram que souberam do roubo. atue na defesa de Renato. outrossim. Assim. Duas outras disseram ter visto uma pessoa semelhante a Renato cometer o crime. 402 do Código de Processo Penal. de forma a oferecer ao co-réu um meio seguro de fuga. profere sentença absolutória. alegando ter independência funcional consagrada na Carta Magna. e postula a sua absolvição. Na ocasião da intimação da sentença. tendo todas elas somente feito referência à boa personalidade e ao bom comportamento de Renato. ainda. Considerando a situação hipotética descrita.desistido de uma. quando da apresentação de alegações finais. o juiz rejeitou a preliminar da defesa e condenou Renato. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 2008. O juiz não atendeu ao seu pleito. Consta. o que resultou na pena de 5 anos e 4 meses de reclusão e 13 dias-multa. afirmando que. 120 . outro membro do Ministério Público entende diferentemente do seu colega e do Juiz. em preliminar. também arrolada pela defesa. Foram ouvidas cinco das testemunhas arroladas pela defesa. formule a peça processual que julgar oportuna PROBLEMA 12 (OAB/MG – Dezembro 2006) Pafúncio Augusto foi preso em flagrante delito. pela condenação do acusado nos termos do art. ele ameaçou o gerente e os seguranças da instituição. ainda que não tivesse obtido a vantagem ilícita em prejuízo alheio. o Promotor que o antecedeu. Na fase prevista no art. jamais poderia ter pleiteado a absolvição. independentemente de intimação. em razão de não ter comparecido. e cada dia-multa. ao lado do local do crime. Consta da denúncia que o co-réu (Confúcio Henrique) invadiu uma Agência da Caixa Econômica Federal (CEF) no Bairro do Santo Agostinho (em Belo Horizonte – MG). QUESTÃO: Como advogado(a) do réu. após o expediente bancário. o Ministério Público pleiteou a condenação. por ser ação penal pública incondicionada. Subtraiu R$ 50. o advogado manifestou sua inconformidade. em virtude de férias do subscritor das alegações finais. em ação penal pública incondicionada.000. enquanto a defesa insistiu na oitiva da testemunha. aduzindo a presença de todos os elementos do tipo penal na conduta descrita na denúncia. e o réu teria agido com culpa presumida. Foram pegos com os dois acusados a arma usada por Confúcio Henrique e todos os valores subtraídos da Agência da CEF. Na sentença. ao analisar os autos. no mérito. respectivamente. fixando. Na audiência. mas tão-somente a condenação. considerando que a sentença deve ser reformada. acolhendo o pleito ministerial. tendo acrescentado 1/3 pela causa de aumento. pediu absolvição. Com o uso de uma arma de fogo (de numeração raspada e sem registro adequado). o Ministério Público nada requereu. nem conheciam o acusado. solicitando a inquirição da testemunha e se comprometendo a levá-la.00 de dentro do cofre da agência. Pugna. A vítima o reconheceu. convocados para a diligência. Em alegações finais. mas não o presenciaram. como se seu advogado fosse.

a pena foi fixada no mínimo legal: 5 anos e 4 meses para o roubo com as majorantes e 3 anos para o porte ilegal de arma. pois a r. Tomou ciência da arma de fogo. QUESTÃO: Na condição de advogado de Cleóbulo. 121. em pena a ser inicialmente cumprida em regime fechado. A defesa. Aproximando-se por trás do meliante. A sentença foi publicada. nos autos. Cleóbulo foi processado e. deu fuga àquele outro. além do pagamento do valor equivalente a 15 (quinze) dias-multa. soldado da Polícia Militar. a seu turno nada requereu. foram a causa eficiente da morte deste. entendendo o Magistrado por condenar os coréus de acordo com a denúncia apresentada: arts. PROBLEMA 13 (OAB/SP 112) Cleóbulo. § 1°. disparos de arma de fogo contra Eduardo. decisão judicial reconheceu que o policial agira no cumprimento do dever de polícia (artigo 23. eles teriam infringido as normas penais anotadas nos arts. desferiu-lhe quatro tiros com sua arma particular. Assim. Não se conformando com a decisão do Magistrado. por sua natureza e sede. com intenção de matar. por vontade própria. 1ª parte. do Código Penal. que não sabia da intenção delituosa do co-réu. por volta das 00 h 30 min. I e II. sem ser notado. absolvido sumariamente em primeiro grau. Para tanto alega. razão pela qual Luciano estaria incurso nas penas do art. elabore-as. praticamente descarregou-o. 402 CPP. Afirmou que Confúncio Henrique. a final. Apenas os Policiais Militares o reconheceram como sendo a pessoa presa na perseguição realizada. Como as testemunhas (gerente e seguranças) não saíram de dentro da CEF. apenas durante a fuga. percebendo que ali ocorria um roubo e que um dos elementos mantinha uma senhora sob a mira de um revólver. Alegações Finais do Ministério Público e da Defesa foram apresentadas devidamente. do Código Penal. após cumprir seu turno de trabalho. fixados a unidade de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo. Na fase do art. com o exame de perfeito funcionamento da arma de fogo apreendida. Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. Não foi juntada. caput. deparou-se com um estranho grupo de pessoas em volta de um veículo. no bairro Moema. apresente a peça pertinente.826/03. com o devido e completo encaminhamento. Pafúncio Augusto negou a prática dos delitos a ele imputados na inicial acusatória.826/03. Não houve prescrição. I e II. ao todo. seis balas. Inconformado. São Paulo – SP. apenas lhe pedira uma carona para depositar determinados valores no caixa automático da CEF. eis que Cleóbulo. em frente à Igreja São Judas Tadeu. pois a arma possuía. um conhecido antigo. arguindo toda a matéria pertinente. § 1°. Audiência de Instrução realizada. De acordo com os termos da denúncia oferecida. e 16 da Lei 10. Anunciou. Em seu Interrogatório. disparando quatro tiros do seu revólver. 157. do 121 . ainda. também. em síntese. Código Penal). Denúncia recebida pelo Juiz Competente. Como Pafúncio Augusto era primário e de bons antecedentes. o Ministério Público recorreu pleiteando a reforma da r. Defesa Prévia apresentada. constituindo-o para elaborar as razões recursais. que o policial estava fora de serviço e que houve excesso no revide. somente tomando consciência do crime quando. 157. na qual foram ouvidas as testemunhas arroladas pelas partes. o MP requereu a juntada da CAC e da FAC dos acusados. desferido. dirigindo-se para o ponto de ônibus. Os outros dois elementos que participavam do roubo evadiram-se. Pafúncio Augusto recorreu tempestivamente da sentença. decisão. a perícia oficial.O Ministério Público ajuizou ação penal em desfavor dos dois co-réus. vindo este a falecer no local. e 16 da Lei 10. inciso III. não conseguiram reconhecer Pafúncio Augusto como sendo o autor do delito. os quais. no dia 5 de junho de 2006. Totalizou-se 8 anos e 4 meses de reclusão. PROBLEMA 14 (OAB/SP 135) Luciano foi denunciado por ter.

a final. em procedimento que se acha em curso sem que tenha havido o oferecimento da denúncia. 121. determinando a publicação do ato. pelo Tribunal do Júri de São Paulo/SP. Ademais. o promotor de justiça deu início à produção da acusação. Luciano foi condenado. empresário estabelecido na cidade de Betim MG. subtraiu para si. começaram a importuná-lo. convertendo a pena corporal em restritiva de direitos. Inconformado. dirigia seu automóvel em São Paulo. tome a providência judicial cabível. o que ocorreu na quinta-feira última. oportunidade em que o magistrado. Julgado o recurso pelo Tribunal competente. Denunciado pelo Ministério Público e após regular instrução criminal foi. QUESTÃO: Como advogado(a) de Teodósio. reduzia a reprimenda para 08 (oito) meses de detenção em razão do privilégio disposto no próprio tipo penal. à pena de 7 anos de reclusão. situação que permanece até a presente data. um queijo importado. PROBLEMA 15 (OAB/MG 2007) Frank Henrique. o acusado recorreu. embora mantivesse a condenação. de que o promotor de justiça havia mostrado aos jurados documentos relativos a outro processo a que respondia o réu. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 (OAB/SP 111) Teodósio. Por fim. segundo a capitulação da denúncia. No dia do julgamento. Salientou. como incurso no art. que deveria ser cumprida em regime inicialmente fechado.Código Penal (CP). Considerando a situação hipotética descrita. o órgão ministerial que os jurados deveriam “pensar o que quisessem” acerca da recusa. foi dada a palavra ao defensor. que estavam nas proximidades. com o devido e completo encaminhamento. efetivada em janeiro de 2007. P. "A". sendo que o Magistrado vencido. pegando no porta-luvas do carro seu revólver devidamente registrado. duas latas de refrigerante e um tablete de chocolate. na condição de advogado(a) contratado(a) por Luciano. com 21 anos de idade. proferindo palavras ofensivas e desrespeitosas. avaliados em R$ 25. nascido em 20 de setembro de 1980. foi apreendido um veículo Audi A-3 Turbo e um Jeep Ford Willys ano 1970. PROBLEMA 2 (OAB/SP 120) "A". Em agosto do ano em curso. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. tratou a defesa das questões de mérito. bem como advertiu os jurados acerca da primariedade do réu. com a concessão do porte inclusive. quando parou para abastecer o seu veículo. foi indiciado pelo suposto delito de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens ou valores (Lei n. no qual o réu Luciano era acusado de crime de homicídio qualificado praticado em 2/5/2005. caput. determinando que Luciano fosse submetido a júri popular. condenado à pena de 01 (um) ano de reclusão. brasileiro. de um supermercado.613/98). do CP. indeferiu o pedido. sobreveio a decisão de pronúncia. ainda. justificando a necessidade de sua permanência. Dois adolescentes. deu um tiro para 122 . bloqueou ainda todos os seus ativos financeiros e imobiliários. a despeito da discordância da defesa. casado. sem a concordância da defesa. A medida. que pediu ao magistrado o registro. Pede-se: Elaborar a petição de interposição e as razões recursais. pela defesa. Capital.00 (vinte e cinco reais). O acórdão foi publicado há três dias. Durante sua explanação perante o conselho de sentença. embora a correspondente ação penal não tenha sido intentada. Por ocasião do cumprimento de decisão judicial. sendo-lhe concedido o benefício do sursis por 02 (dois) anos. a sentença foi mantida por maioria de votos. da produção da nova prova. você requereu o levantamento da referida medida assecuratória. terminada a inquirição das testemunhas. Após regular trâmite. formule. documentos relativos a outro processo. em face do artigo 44 do C. em ata. com o fito de influenciar o ânimo dos julgadores quanto à conduta pretérita de Luciano. Finda a acusação. 9. o promotor mostrou aos jurados. O pleito defensivo foi deferido.

O Ministério Público recorreu em sentido estrito. e não na forma dolosa. "A" foi denunciado e processado perante a 1. QUESTÃO: Como advogado de "A". porque o prejuízo da vítima era de R$ 100.ADAPTADO) "A" é titular da empresa ABC Produtos Veterinários. o projétil. inciso I. fixando regime inicial aberto. 121. decidindo que o homicídio ocorreu na forma culposa. QUESTÃO: Com o objetivo de conseguir a liberdade de Protágoras. por excesso de prazo. que se encontra na posse da cópia do auto da prisão em flagrante. devendo "A" ser enviado ao Tribunal do Povo. Contudo. lavrado por infração ao artigo 250. do art. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. ricocheteou. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA (OAB/SP 124) O juiz. Tendo ocorrido o trânsito em julgado. ou seja. efetuaram vendas de produtos para "D". O Meritíssimo Juiz recebeu a denúncia. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 (OAB/SP 112) Protágoras encontra-se preso há 18 dias em virtude de auto da prisão em flagrante. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. PROBLEMA 3 (OAB/SP 116 . justificando. expressamente. estando designado o dia 03 de julho de 2008 para interrogatório. QUESTÃO: Adotar a medida judicial cabível em favor de "A". Está recolhido na Penitenciária local. e a 1.099/95. que atua na distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo. do Código Penal. estando o inquérito policial aguardando a sua feitura. caput. elabore a peça adequada. admitiu. O magistrado proferiu sentença desclassificatória. na fundamentação. homicídio culposo. mediante o uso de notas fiscais falsas. ser condenado à pena mínima. como seu advogado.ª Vara do Júri da Capital. o Promotor de Justiça em exercício na 1ª Vara Criminal da Capital denunciou somente "A" por estelionato na forma continuada. caput. em face de sua primariedade e bons antecedentes. matando-o. elabore a peça profissional condizente.ADAPTADO) José da Silva foi condenado por violação do artigo 33.cima.00 (cem reais). recebendo os valores e não entregando as mercadorias. contrariando normas da empresa e sem o conhecimento de "A". à pena de 5 anos de reclusão. com a intenção de assustar os adolescentes. 155 do Código Penal.ª Câmara do Tribunal competente reformou a decisão por maioria de votos. O juízo competente. da Lei Federal no 11. verifica-se que 123 . chocando-se com o poste. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. indeferiu o pedido de relaxamento desta. Após regular inquérito policial. do Código Penal. por imprudência. Na parte dispositiva. sob o fundamento de que a gravidade do fato impõe a segregação de Protágoras. O voto vencido seguiu o entendimento da r. Compulsando-se os autos. Seus vendedores "B" e "C". "E" e "F". que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo. PROBLEMA 2 (OAB/SP 113 . acórdão foi publicado há sete dias. parágrafo 1º. entendendo que o crime deveria ser capitulado conforme a denúncia.º grau. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. por homicídio simples – art. O laudo do instituto de criminalística ainda não foi elaborado. sentença de 1. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. eis que não apelou da decisão de primeiro grau. porque seria o proprietário da empresa. e veio a atingir um dos menores. O V. "A" não preenche os requisitos para beneficiar-se da Lei Federal 9. requerendo o arquivamento em relação a "B" e "C". devendo.343/06.

Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. A ação penal está tramitando. ainda não sentenciado. no seu entendimento. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. no regime disciplinar diferenciado. QUESTÃO: Como advogado de A. e nela apreendeu documento público que. na forma em que foi definido. na residência de João. A denúncia foi recebida pelo juiz. salão de festas. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. PROBLEMA 5 (OAB/SP 120) O cidadão "A" viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2005 quando. sem mandado judicial. o Ministério Público interpôs agravo. Antonio. submetido à perícia. busque sua libertação. Foi acusado. caput. passou a importunar a passageira "B". Juiz sentenciante da 1a Vara Criminal da Capital. fere princípios constitucionais. O juiz indeferiu o pedido porque. conforme. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. o garoto Cipriano. acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121. chegando a praticar vias de fato. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. parágrafo 3º . vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297.ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. sentença condenatória já transitou em julgado. pelo período máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias.a materialidade do delito está demonstrada pelo auto de constatação que instruiu o auto de prisão em flagrante delito. No mês de dezembro de 2001. PROBLEMA 7 (OAB/SP 125) O Ministério Público pleiteou a colocação de A. agora. constatou-se ser falso. A substância entorpecente já foi incinerada. o regime disciplinar diferenciado. definitivamente condenado. e assim entendeu-se de processar "A" perante a Justiça Federal. Processado o recurso. que cumpre pena pelo crime de seqüestro. frisado pelo MM. o Tribunal de Justiça deu provimento ao agravo e determinou a inclusão do preso no regime diferenciado. etc. lá jogou-se para brincar. com concessão de sursis. Intimado da decisão. QUESTÃO: Como advogado de José da Silva. aliás. em novo processo. juntando suas razões. A r. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – "vias de fato". do Código Penal. Em virtude destes fatos. Ao mergulhar. ao desembarcar. com base no artigo 52 da Lei de Execução Penal. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. tendo este sido condenado pela 1. QUESTÃO: Como advogado de João. Antonio não aceitou a suspensão processual. com mais de três mil sócios. requerendo que fosse seguido o rito do agravo de instrumento do Código de Processo Civil. PROBLEMA 6 (OAB/SP 124) Policial civil ingressou. atue em favor do constituinte. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. campo de futebol. redija a peça processual de sua defesa. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. foi indiciado em inquérito. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. à pena de 15 dias de prisão simples. PROBLEMA 4 (OAB/SP 118) Antonio é presidente de um grande clube local. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de "A". O presidente do clube. de forma fundamentada. na aproximação da Capital. PROBLEMA 8 (OAB/SP 127) João. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave. está sendo processado criminalmente perante a 1 a Vara Criminal da Capital. onde existem piscinas. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções 124 . após ter decorrido o prazo de oito (dias). do Código Penal. "A".

comprovando tal alegação com certidão emitida pelo referido Tribunal.Criminais a existência deste processo. nesta capital. a sua participação consistia em estimular os autores materiais dos crimes à prática dos delitos. § 2o. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. agir no seu interesse. parágrafo único. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação. revendedora de componentes eletrônicos. PROBLEMA 10 (OAB/SP 128) José. Requereu a liberação do veículo. o Promotor de Justiça requereu a sua prisão preventiva para garantia da ordem pública. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local. PROBLEMA 11 (OAB/SP 129) João. O juiz. foi denunciado.c. QUESTÃO: Como advogado de José. omitindo operação de compra e venda em livro contábil. já que estabelecida a autoria. ainda pendente de julgamento. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. da Lei n. por crime previsto no artigo 1. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. QUESTÃO: Como advogado de João. a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado. apesar de. incisos I e II.o 8. Oferecida a denúncia. sustentar perante o juiz que isso não podia ocorrer em face de sua condição de advogado. Em seu interrogatório. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. foi denunciado como incurso no artigo 288. c. QUESTÃO: Como advogado de João. apenas repetindo os argumentos expostos pelo membro do Ministério Público. em 05 de dezembro de 2005. sócio da firma “Antenados”. indiscutivelmente de sua propriedade.137/90. desde logo. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. com outros presos provisórios. garantindo-lhes que. conforme despacho cuja cópia está em seu poder. ele revogou imediatamente. autorizando. O juiz. de ofício. QUESTÃO: Como advogado de Antenor. argumentando que os crimes de roubo. em petição. Sem ser preso. artigo 157. PROBLEMA 9 (OAB/SP 127) O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fim de que fosse decretada a prisão temporária de João. Juiz da _Vara Criminal da Comarca da Capital recebeu a denúncia. porque estaria associado com A. interposto perante o Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo. José foi preso e colocado em cela comum. com sua atuação profissional. B e C para a prática de crimes de roubo de veículos com a utilização de armas. na sua condição de advogado. decretou a prisão preventiva.°. causam grande insegurança social e que o acusado. não poderia agir de forma a incentivar a prática de tais delitos. conseguiria livrá-los de eventual prisão e condenação. na atualidade. QUESTÃO: Como advogado de João. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. escolha o melhor meio para a sua defesa. Redija a peça. Foi expedido mandado de prisão. João alegou que a operação inexistiu e que o débito fiscal era objeto de impugnação em recurso administrativo. inciso II. todos do Código Penal. advogado. instaurando a autoridade policial regular inquérito. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. O MM. 125 . após ouvir o Ministério Público. Pela denúncia. João foi intimado da decisão e deu ciência ao seu advogado. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 (OAB/SP 119) Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio. acusado de ter fraudado a fiscalização tributária. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado.

por força da flagrância delitiva. a importância de R$ 100. usando do mesmo argumento.º 167. residente na Rua Madre Tereza n. há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal. O Delegado de Polícia. foi denunciado em 2 de fevereiro de 2007 pela prática de estelionato. por estar indiciado pela prática de crime de roubo. QUESTÃO: Como advogado de João. restou improvido.PROBLEMA 2 (OAB/SP 123 . O acusado encontra-se preso. João Silva foi regularmente assistido por profissional habilitado na OAB. Consta do termo de audiência que o acusado dispensou a entrevista prévia com o defensor nomeado. Como advogado de Ésquines. por residirem em outro Estado. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. Foi autuado em flagrante delito no momento em que pegava o dinheiro deixado em local previamente combinado e a vítima foi encontrada ilesa. e denunciado por violação do artigo 316. por força de auto de prisão em flagrante delito. todavia. procurou advogado para atuar em sua defesa. uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas através de Carta Precatória. O Meritíssimo Juiz de primeira instância negou a liberdade provisória com fiança. está preso no Presídio Especial da Polícia Civil de São Paulo. Durante a instrução processual. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao eventual excesso de prazo. Impetrado habeas corpus para o mesmo tribunal. empresário. requerendo-se a concessão da ordem para que o processo fosse anulado desde o interrogatório. denegou a ordem de habeas corpus que fora impetrada. Foi interrogado em juízo em 14 de março de 2007. seqüestrou Demóstenes. PROBLEMA 3 (OAB/MT 2007. investigador de polícia. desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. ensejando interposição de ordem de Habeas Corpus ao Tribunal competente. Interposto o recurso de apelação para o TJDFT. enquanto a Egrégia 1a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. É primário.000. foi o mesmo indeferido. do Código Penal. PROBLEMA 2 (OAB/SP 114) João. Este dirigiu-se à Delegacia de Polícia na data de ontem e solicitou os autos de inquérito para exame. tem residência fixa e exerce atividade lícita. adotar a medida judicial cabível. como condição para sua libertação. O Tribunal denegou a ordem requerida fundamentando o V.1 . conforme consta do Venerando Acórdão hoje publicado. e os prazos legais estão sendo observados. taxista. brasileiro. tome a providência judicial cabível.00 (cem mil reais). exigindo de sua família. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 (OAB/SP 110) Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque.ADAPTADO) João Alves dos Santos. por maioria de votos. João Silva foi condenado a 3 anos de reclusão. inclusive. O representante do Ministério Público também estava ausente. foi a ordem denegada por acórdão assim ementado: 126 . Brasília – DF. do Código de Processo Penal. alegando apenas e tão-somente "ser o crime muito grave". Requerido o relaxamento do flagrante ao Juízo processante. sem que o ato fosse presenciado por qualquer pessoa habilitada a exercer a denominada defesa técnica. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. sendo certo que teve concedida a fase do artigo 514.ADAPTADO) João Silva. QUESTÃO: Como advogado de João.

visto não ter o juiz dado ou mandado dar os esclarecimentos solicitados pelo jurado em questão. REVISÃO CRIMINAL 127 . o Promotor de Justiça recorreu e a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso por unanimidade de votos. adote o recurso cabível. 403. do CPP —. Diante da denegação da ordem de habeas corpus. o princípio do contraditório tenha natureza efetiva. no caso concreto. o réu. não lhe sendo possível. do mesmo Código de Processo Penal. comerciante. É certo que a prova é amplamente favorável a Zé Ninja. viram-se os mesmos rejeitados. 2. faculdade dele. De mais a mais. II e IV. brasileiro. Por último: estando sentenciado o processo. cabendo-lhe. com vistas apenas a reforço do imprescindível prequestionamento.Processo Penal. restando absolvido da imputação. interponha o recurso cabível em favor de João Silva. real. Opostos embargos declaratórios. decidir de sua necessidade ou não. tendo em conta os fatos narrados e a legislação pertinente. Interrogatório do réu. 121. porquanto entendeu que tais esclarecimentos se consubstanciam em prerrogativa do juiz. Feito sentenciado. Em sede de apelo. seu cliente. 4. Juiz-Presidente. A turma julgadora do Tribunal de Justiça do Estado negou provimento ao recurso. pois o decisum de primeiro grau. no processo penal. argüiu você tão somente a nulidade do julgamento. indeferiu o pedido de esclarecimentos sobre matéria fático-probatória solicitados por um dos jurados. vício insanável a macular de forma grave e irreversível o ato processual realizado em descompasso com a exigência legal. 565 do Código de Processo Penal. Habeas corpus. § 2º. A matéria foi prequestionada em embargos de declaração. Mesmo considerando que. restou condenado à pena de sete (7) anos de reclusão. como exige o art. 121 do CP) contra Salim Al Fayed. resta superada a alegação de nulidade. Possível nulidade não alegada na defesa prévia. Inconformado. Ordem de habeas corpus denegada. o MM. redigindo a peça profissional RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA Zé Ninja foi processado por infração ao art. sobretudo porque não utilizadas as fases que a lei reserva para esse fim. posteriormente. Ao final. como preceitua o art. não se verifica. concluídos os debates. foi o próprio paciente quem dispensou a entrevista com o defensor nomeado. nas alegações finais nem nas razões do recurso de apelação. inciso II. §3º. o recurso que achar pertinente. Por outro lado. 571. afirmando que os jurados decidiram manifestamente contrária à prova dos autos. portanto. QUESTÃO: Como advogado de Zé Ninja. rememore-se que tal possível nulidade não foi agitada no momento processual oportuno — as alegações finais. Maneje. a julgamento pelo Tribunal do Júri por crime de homicídio simples (art. agora. RECURSO ESPECIAL PROBLEMA (OAB/MG 1998) Levado Joaquim da Silva Xavier. argüir possível nulidade de ato a que deu causa. 3. na qualidade de advogado. Defensor ausente por haver sido dispensado pelo próprio réu. casado. ao entendimento de que os mesmos eram desnecessários. residente e domiciliado nesta cidade. 5. mantendo. do CP perante o 1º Tribunal do Júri. art. 1.

casado. n. PROBLEMA 2 (OAB/SP 121) José. já namorava João e que com ele havia mantido relacionamento sexual por sua própria vontade. José imobilizou dois deles.º.º I.º. Alguns detentos estavam muito agitados. agride-o com um cano. Esta declaração foi colhida numa justificação criminal. QUESTÃO: Como novo advogado de José. PROBLEMA 3 (OAB/SP 122) Mário. à pena de três anos de reclusão. José. como incurso nas sanções do artigo 213 caput do Código Penal. funcionário do Banco do Brasil. pai de três filhos. Após hora e meia. Decorrido 01 (um) ano do trânsito em julgado e encontrando-se João em cumprimento de pena. R$ 1.500. Como o outro detento não gostava de José. com ataduras de pano. mais a perda de função pública. um dos condenados foi colocado em liberdade e procurou a família de José. realizado 15 (quinze) dias após o fato. José foi processado e acabou sendo condenado pelo crime de tortura. estava trabalhando em presídio da Capital. fazendo-o com o devido cuidado para não os machucar. com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. Concluído o inquérito. previsto na Lei 9. “caput”. tendo os peritos. Em posse do numerário. do Código Penal.00 (mil reais). depois do primeiro exame em Antônio. A sentença transitou em julgado no dia 10 de março de 2005. do Código Penal. resolveu ficar com parte do dinheiro. Joana Gonçalves imediatamente procurou os familiares de João transmitindo-lhes os fatos que integram a justificação criminal já realizada.500. recebera a quantia de R$ 2.PROBLEMA 1 (OAB/SP 109) João da Silva foi condenado. Maria confidenciou à sua amiga Joana Gonçalves que antes dos fatos. para parcial pagamento dos referidos serviços. havia inventado toda a estória. sentença já transitou em julgado. José soltou os detentos. pois desaparecidos os vestígios. Diante desses fatos. dizendo que foi obrigado pelo outro preso a dizer que tinha sido torturado. Durante o inquérito policial. Mesmo assim. artigo 1. após dois meses.00 (mil e quinhentos reais). no dia 11 de maio do mesmo ano. a cumprir 06 (seis) anos de reclusão em regime prisional fechado. Relatou também. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. funcionário público com 38 anos de idade. que o acusou de crime. Agora. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. José está preso e a r. parágrafo 1.º. causando-lhe ferimentos. no valor exato de seu crédito. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. após violenta discussão com Antônio. utilizando o restante. sem que José fosse notificado para 128 . em virtude de sua atividade no Banco do Brasil. quando inesperadamente ocorreu uma rebelião. QUESTÃO: Como novo advogado. moveu ação contra o banco. que apurou lesões bem leves. Já na fase de execução. R$ 1. por sentença transitada em julgado. QUESTÃO: Como advogado de João da Silva tome a providência judicial cabível. A ação foi julgada procedente.000.00 (dois mil e quinhentos reais) para o pagamento de serviços de manutenção do prédio onde o banco estava instalado. de 7 de abril de 1997. A denúncia. inciso II. pois estes se mostravam calmos. ato presenciado por duas testemunhas. ambos os detentos disseram que foram torturados por José.500. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. e foram levados para a realização de exame de corpo de delito. PROBLEMA 4 (OAB/SP 128) José. e por ordem de um superior. mas a verdade é que José inclusive fez de tudo para não os ferir. eis que teria constrangido Maria Soares à conjunção carnal mediante grave ameaça. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. porque João rompera definitivamente com o namoro. José foi denunciado como incurso no artigo 312. em razão de descontos ilegais efetuados pela instituição em sua folha de pagamento. Em 15 de junho de 2005.455. produzir a peça cabível que atenda o seu interesse. parágrafo 4.00 (mil e quinhentos reais). causadas pela própria movimentação dos presos. obrigando-o a mentir. no valor de R$ 1. inciso I.

de igual modo por infração ao artigo 157 do Código Penal. cumprida em regime aberto. QUESTÃO: Como advogado de José. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. em 10 de janeiro e 15 de fevereiro de 2000. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos (prestação de serviços à comunidade e multa). por infração ao artigo 157 do Código Penal. para tomar um suco após a aula. e a de multa em 10 dias-multa. dita por "A" na época do processo. usando de violência. Foram ouvidos. na realidade. fixando a pena privativa de liberdade em 2 (dois) anos de reclusão. "A" está cumprindo pena. PROBLEMA 5 (OAB/SP 132) João foi processado e condenado à pena de 2 anos de reclusão. direcionada ao Órgão Judiciário ad quem. em favor de "A". cujos fatos ocorreram. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. Passados dois meses após o trânsito em julgado da decisão condenatória. o MM. "A" não expressou humildade e até disse que "a vítima na verdade gostou". já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. Requereu o seu livramento condicional. Superadas as fases dos artigos 402 e 403 do CPP. ouvido José. Neste momento. José procurou um novo advogado para examinar sua situação e saber o que poderia ser feito. Acha-se condenado. no mesmo bairro. a entidade de direito público não teve qualquer prejuízo econômico em face da conduta de João. Ministério Público e acusado. a ser cumprida em regime aberto. que foi indeferida. em outros dois processos.eventual resposta. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. 129 . dizendo. Requereu junto ao Juiz da Vara das Execuções a unificação de penas. Porém. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 (OAB/SP 115) "A". A r. no valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo cada. não apelaram. com 35 anos de idade. Na instrução criminal. sendo que "B" moveu uma ação privada contra "A". pela prática de estelionato majorado. Quando se dirigiam ao barzinho. Durante o processo. passaram por um bosque e "A". A decisão transitou em julgado no dia 20 de janeiro de 2006. praticada em 29 de janeiro de 2000. indenizou a vítima. mediante ardil. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. também. tem ótimo comportamento prisional. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. A decisão foi publicada no Diário Oficial há dois dias e o condenado foi intimado ontem. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vítima na verdade teria gostado. Juiz da 23a Vara Criminal da comarca da Capital condenou José pelo crime de peculato. às penas de 5 anos e 4 meses e 6 anos e 2 meses de reclusão. em regime inicial fechado. estuprou "B". sendo o exame criminológico favorável. o mesmo ocorrendo com o parecer do Conselho Penitenciário. em face de um golpe financeiro que teria. § 3. o Juiz da Vara competente. moça de posses. Agora. QUESTÃO: Como advogado de João. PROBLEMA 2 (OAB/SP 119) Tertuliano da Silva foi definitivamente condenado à pena de 6 anos de reclusão. este confirmou o fato. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. com o respectivo trânsito em julgado. convidou uma de suas alunas de nome "B". de 23 anos. professor de natação. surgem novas provas reconhecendo que. contudo. após tantos anos na cadeia. ao fundamento de que o sentenciado agiu reiteradamente de forma criminosa. Intimado para o cumprimento das penas. funcionários do banco que confirmaram o fato. respectivamente. com trânsito em julgado. previsto no artigo 171. do Código Penal. policiais militares que passavam por ali ouviram os gritos de "B" e efetuaram a prisão em flagrante de "A". também.º. ajuíze a peça pertinente. "A" foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. que somente queria receber seu crédito para cobrir despesas pessoais e familiares. foi recebida em 20 de junho de 2005. induzido em erro e gerado prejuízos a entidade de direito público localizada no centro da cidade de São Paulo. As partes.

no dia 05. PROBLEMA 4 (OAB/MG 2003) EUSTÁQUIO DA SILVA foi condenado a 5 anos de reclusão.2006. devidamente comprovados pela respectiva certidão. ainda não pleiteando Carlos qualquer benefício no âmbito da execução penal. roubo. INTERPONHA a medida processual cabível para rever a dita decisão. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa. o condenado entrou em contato com sua mãe. Em ação própria na esfera cível reparou o dano.2006. QUESTÃO: Como advogado de Manoel de Sassoferrato lance mão da medida cabível visando sua libertação. sempre com excelente comportamento carcerário. Faltando 8 meses para se concretizar o prazo legal estabelecido para a obtenção de liberdade condicional. Observe-se. No mesmo dia em que foi intimado da sentença que indeferiu o pleito da remissão. Em face do exposto. tendo sido condenado pelo Juiz de Avaré à pena de 6 anos de reclusão a ser cumprida em regime fechado. apresentando as razões recursais. Suponha que você seja procurado pela genitora do condenado. em face de sua condição de reincidente. Iniciada a execução de sua pena na Penitenciária de Avaré. a fim de que esta providenciasse um advogado para avaliar aquela decisão. QUESTÃO: Como advogado de Carlos. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado. no ano de 2001. pela prática do crime de tráfico de entorpecentes. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA (OAB/SP 132) Carlos foi processado e condenado com trânsito em julgado pela prática de homicídio simples (artigo 121. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão. da pena restante. passaram-se exatos 2 anos desde o início do cumprimento da sua pena no regime fechado. 180 dias trabalhados na faxina interna daquela Instituição. e encontra-se recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. O juiz. caput) praticado na cidade de Avaré. no dia 04.09. o Ministério Público. No entanto seu pleito foi-lhe negado sob o fundamento de que a remição seria impossível em face de o condenado ter sido punido por falta grave. aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. Não é reincidente. latrocínio e seqüestro. localizada na cidade de Contagem-MG. sem ouvir o sentenciado. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos. Desde então.09. 130 . porém. PROBLEMA 3 (OAB/SP 130) João.QUESTÃO: Como advogado de Tertuliano da Silva. vem ele cumprindo pena na Penitenciária Nélson Hungria. faça a peça adequada. acatou o pedido.09. em regime fechado. o condenado tomou conhecimento de que poderia “descontar”. não obstante o seu bom comportamento na prisão e a existência da Vara de Execução na cidade de Avaré. Já cumpriu mais de 2/3 (dois terços) da pena imposta. o que foi pleiteado ao Juízo da Execução Criminal de Contagem. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado. que tal sanção disciplinar lhe fora imposta sem que se ouvisse o condenado a respeito da indisciplina a ele imputada.2006. cometa a ação pertinente. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA (OAB/SP 109) Manoel de Sassoferrato está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão.

adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. o autor do furto. QUESTÃO: Como advogado da vítima "B". ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital de SP– DIPO –. atuar no escopo de obter o ressarcimento. ficou evidenciado que Graciliano.SEQUESTRO PROBLEMA Nos autos do inquérito policial. 131 . logo após a sua prática.

nem que venha a causar perturbações durante a instrução criminal. 302. já que o preso foi encontrado uma semana após o crime. esse instituto é a liberdade provisória. PROBLEMA 2 O candidato deve fazer um pedido de liberdade provisória em favor de Daniel. sido perseguido. Deve-se sustentar que o crime de tráfico de drogas. se considerada a redução de 1/3 pela tentativa. venha a ausentar-se do distrito da culpa. é um crime instantâneo (e não permanente. formulado perante o Juízo da ___ Vara Criminal da Comarca ________. médico estabelecido que não vai oferecer risco para o processo e. em liberdade. Assim sendo. vez que NÃO houve perseguição logo após a prática da infração (os policiais prenderam o Requerente no seu local de trabalho. com ou sem fiança. conforme se depreende do artigo 5. Para o deferimento da liberdade provisória. sustentando a ilegalidade da prisão.º da Constituição Federal (incisos LXVI – “ninguém será levado à prisão ou nela mantido. Na nossa legislação pátria. Pode-se também. fazer o pedido cumulado. houve a necessidade de estabelecer institutos com a finalidade de assegurar o regular desenvolvimento do processo. RELAXAMENTO DE FLAGRANTE PROBLEMA 1 Relaxamento da prisão em flagrante dirigido ao juiz da Vara do Júri. LIBERDADE PROVISÓRIA PROBLEMA 1 Liberdade provisória com fiança. LXV. PROBLEMA 2 Pedido de relaxamento da prisão em flagrante dirigido ao juiz de direito da Vara do Júri. no dia seguinte ao da acusação feita). somente se admite a continuidade da segregação caso resulte demonstrada a sua necessidade diante da análise dos requisitos objetivos e subjetivos que autorizam a prisão preventiva. GABARITO. do CPP). 302. sem que tenha.”). subsidiariamente o arbitramento da fiança. dificultando a aplicação da lei penal. com a expedição do alvará de soltura em favor do requerente. não houve o flagrante impróprio ou quase-flagrante (art.” e LVII – “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Atualmente. CPP. ninguém deverá ser recolhido à prisão senão após o trânsito em julgado de sentença condenatória. No caso em análise. desta forma. tendo em vista que o aborto tentado possui pena mínima de 2 anos em abstrato. na forma “fornecer”. Deve ser pedido o relaxamento da prisão. III. não estão presentes os requisitos da prisão preventiva pois o requerente é primário e possui residência fixa. quando a lei admitir a liberdade provisória. 5º.8. PROBLEMA 3 Pedido de relaxamento da prisão em flagrante (art. da CF). Sabidamente. sem que ocorresse qualquer prejuízo à liberdade do acusado. 317. exige o estatuto processual a inocorrência das hipóteses previstas nos seus artigos 311 e 312. em razão da apresentação espontânea (art. como entendeu o delegado). apenas é prevista nas hipóteses de absoluta necessidade. que afasta o estado de flagrância. nada indicando que. A custódia cautelar. CPP). uma vez que a situação descrita não se encontra nas hipóteses elencadas no art. apoiando-se no mérito pessoal do preso. ao menos. Sendo assim. pedindo a liberdade provisória sem fiança. 132 . NEM presunção de autoria do delito (já que não foi encontrado nenhum objeto ou substância que o ligasse ao tráfico de drogas).

com pena privativa da liberdade.aumentada.521. por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante.se assim o recomendar a situação econômica do réu. b) de 5 (cinco) a 20 (vinte) salários mínimos de referência. no grau máximo. Ressalte-se que o candidato que propuser habeas corpus (peça não privativa de advogado). O candidato que fizer liberdade provisória não deverá obter a pontuação máxima.º 1. da data da prática do crime. nos limites de dez mil a cem mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional – BTN.reduzida até o máximo de dois terços. até o décuplo.São também crimes desta natureza: I . pois se trata de crime inafiançável. quando se tratar de infração punida com pena privativa da liberdade. Por fim. 325 . intencionalmente e sem autorização legal. 310 e parágrafo único deste Código. PROBLEMA 3 Deve ser elaborado pedido de liberdade provisória sem fiança. na forma desta Lei. na resposta. os crimes e as contravenções contra a economia popular. II . pois não se trata de requerente comprovadamente pobre. II . 1.Nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal.º. pois não se trata de crime no qual se tenha utilizado de violência ou grave ameaça.Se assim o recomendar a situação econômica do réu. a fiança poderá ser: I . a natureza do delito. III . § 2. dirigido ao juiz de uma das Varas Criminais Federais da Subseção Judiciária de Belo Horizonte-MG. § 1º .º . até 2 (dois) anos.Serão punidos. Lei n. deve ser requerida a concessão de liberdade provisória mediante fiança. Art.O valor da fiança será fixado pela autoridade que a conceder nos seguintes limites: a) de 1 (um) a 5 (cinco) salários mínimos de referência. 310 e parágrafo único do Código de Processo Penal. de 26 de dezembro de 1951 Art. até 4 (quatro) anos. e. o limite mínimo ou máximo do valor da fiança poderá ser reduzido em até nove décimos ou aumentado até o décuplo. nos casos de prisão em flagrante pela prática de crime contra a economia popular ou de crime de sonegação fiscal. por decisão do juiz competente e após a lavratura do auto de prisão em flagrante.º . Art. 325. não se aplica o disposto no art. em proveito próprio ou de terceiro. Ressalte-se que não incide na hipótese o art. devendo ser observados os seguintes procedimentos: I . ou qualquer outra peça. Deve ser ressaltada. 3. CPP. pelo juiz.o valor de fiança será fixado pelo juiz que a conceder.destruir ou inutilizar. REVOGAÇÃO DE PRISÃO PROBLEMA 1 Deve ser redigida uma petição de revogação de prisão preventiva. já que se trata de crime contra a economia popular.dificultando a prova. § 2º . matérias-primas ou produtos necessários ao consumo do povo. com o fim de determinar alta de preços. Esta Lei regulará o seu julgamento. no grau máximo. quando o máximo da pena cominada for superior a 4 (quatro) anos. Assim. nos termos do art.a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fiança. quando se tratar de infração punida. por não ser esta medida a mais 133 . deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. a liberdade provisória somente poderá ser concedida mediante fiança. c) de 20 (vinte) a 100 (cem) salários mínimos de referência. 350 do CPP. sustentando que em razão do mérito do preso não há motivo para manutenção da prisão cautelar e pleiteando a concessão da liberdade provisória e a expedição do competente alvará de soltura. não se aplica o disposto no Art.

ou é ela revogada.)" . "(.) substitui a custódia provisória. também ressalta a possibilidade do instituto em estudo impedir a prisão. art. na prática. que se extrai da súmula 73 do STJ "A utilização de papel moeda grosseiramente falsificado configura. que é a prisão provisória ou prisão cautelar e suas espécies: a prisão em flagrante. Assim. Livre de locomover-se. pois seria substituir uma coisa que não deve existir (. a competência será da Justiça Estadual.. não teria sentido permitir-se-lhe a liberdade provisória mediante fiança. em não sendo preenchida tal exigência. em tese. 301 a 310). Relatora. Assim. o crime de estelionato. no entanto. Segundo ele.. "(. desaparecendo a situação coercitiva (pressuposto básico da liberdade provisória).) a preventiva é decretada para assegurar a aplicação da lei penal. fica afastado o crime em questão. a prisão não é de todo imprescindível.. razão pela qual esta última será aceita.. ou é ela mantida. a prisão temporária. em decorrência da pronúncia (art. 594) (.correta tecnicamente. se está tentando subornar testemunhas ou peritos.) a possibilidade de libertação do agente não se verificará através de liberdade provisória. abrindose espaço para a tentativa de estelionato. teria sentido pudesse ele lograr a liberdade provisória mediante fiança?"(. 312). ela é permitida ou mesmo imposta e não pode ser substituída pela liberdade provisória. é imprescindível a imitatio veritatis (imitação da verdade). Se o réu está afugentando as testemunhas que devam depor contra ele.. Foi exatamente esse o entendimento firmado pelo STJ no caso concreto objeto de estudo.)está relacionada com sua face repressiva.. defensor de que a liberdade provisória "(..) medida de caráter cautelar em prol da liberdade pessoal do réu ou do indiciado. Como observa TORNAGHI. mas com a restrição acima.. decretada a custódia preventiva. mesmo ciente o Juiz de que o réu . a prisão preventiva. entendendo que este instituto se identifica com a liberdade do indivíduo contra qualquer prisão cautelar. induzindo a engano número indeterminado de pessoas. A análise de todas essas circunstâncias tem como foco principal determinar a competência para o processo e julgamento da infração. Trata-se de crime formal. TOURINHO explica. se. a liberdade provisória "(. nas hipóteses de flagrante (arts. da competência da Justiça Estadual".. essa incompatibilidade: "(. em razão do interesse da União. livre e vinculado. por conveniência da instrução criminal..)". é realmente necessário que a coisa falsificada contemple as mesmas características exteriores da moeda verdadeira.)" Já TORNAGHI apresenta um conceito bem peculiar: "a liberdade provisória é uma situação do acusado. na prática. Para FREDERICO MARQUES.. da ordem econômica e como garantia da ordem pública (CPP. usando a expressão "custódia atual ou iminente".. e multa.). ou seja.. O delito de moeda falsa é previsto no Art.. (. De acordo com a Min. e o juiz lhe decreta a medida extrema. não sendo necessário que a moeda seja colocada em circulação ou que venha a 2/7 causar dano a outrem. eventualmente. com ou sem fiança. moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro: Pena reclusão. Observa-se que.. a lei brasileira se portou da seguinte forma: se a prisão é absolutamente necessária. Ficando configurado o crime do artigo 289 do CP.. dão uma maior abrangência à liberdade provisória. Dentre eles está JOÃO JOSÉ LEAL. Para a caracterização do crime em tela.. no curso do procedimento. Em suma. 289 do CP: Falsificar. 408.. exige-se que a cédula falsa tenha a eficácia de enganar o homem médio. ao contrário. Não há que falar em substituí-la. como as cédulas eram aptas a 134 .. mas de revogação da medida cautelar de prisão preventiva (. mas vinculado a certas obrigações que o prendem ao processo. de 3 a 12 anos. é comum a confusão entre revogação da preventiva e liberdade provisória. em se tratando de prisão preventiva. ao mesmo tempo. a competência cabe à Justiça Federal. a liberdade provisória é disciplinada pelo Código de Processo Penal como "(. Alguns autores.. a um lugar predeterminado pelo juiz". atual ou iminente.. diante da caracterização do estelionato. Trata-se de disposição expressa. fabricando-a ou alterando-a. ou indiciado.. a decretação dela constituiria abuso de poder. situação paradoxal em que ele é.) para fazer cessar prisão legal do acusado ou para impedir a detenção deste em casos em que o cacer ad custodiam é permitido". ao juízo e. Por outro lado. MIRABETE. E. § 1 º) e da sentença condenatória recorrível (art. está preparando para fugir.) em relação à prisão preventiva. Note-se que não se exige perfeição na imitatio veri. mas. a prisão decorrente de sentença de pronúncia e a de sentença condenatória recorrível".

em momento algum evidencia-se periculosidade na ação delitiva lhe imputada. Também não está presente o requisito da garantia da ordem pública.. por lesar os interesses da União. apresentando-se inclusive para depor sobre os fatos ocorridos. saliente-se que. as cédulas são de baixa qualidade. c. buscou fugir à eventual responsabilidade criminal. É ressabido que para externar-se a decretação da custódia preventiva devem concorrer duas ordens de pressupostos: os denominados pressupostos proibitórios (o fumus commisi delicti representado no nosso direito processual pela prova da materialidade do delito e pelos indícios suficientes da autoria) e os pressupostos cautelares (o periculum libertatis. em conformidade com o artigo 100 § 3º do CP em virtude da inércia do Ministério Público em oferecer denúncia no prazo legal (requerimento endereçado ao juízo de uma das Varas Criminais da Capital). o asseguramento da ordem pública ou a garantia da ordem pública. apesar do parecer técnico. não podendo a custódia preventiva ser decretada tendo em linha de conta somente as conseqüências do fato. há a configuração de delito definido no art. § 1º. o requerente. Assim. a fim de determinar a competência para processar e julgar o feito. comprometendo-se Mariano a comparecer a todos os atos do processo. a depender do local e momento em que forem utilizadas. 141. art. mas capazes de passar por cédulas autênticas. IV. da CF/1988). A prisão de Mariano não demonstra-se como dado essencial para que a prestação jurisdicional não se frustre quando da prolação da eventual sentença penal condenatória. em tese. julgado em 23/6/2008. em face do exposto. o requerente compareceu ao órgão policial. deve-se requerer a revogação da medida cautelar. PROBLEMA 2 Deve ser redigida a queixa-crime. Não tem ele qualquer passagem criminal anterior. n. que. QUEIXA-CRIME PROBLEMA 1 Oferecimento de queixa-crime. representado na legislação brasileira pelas nominadas finalidades da prisão preventiva. Min. não resta dúvidas que o crime é o do artigo 289 do CP.enganar o homem médio.c. trazidas na parte inicial do art. Diante do exposto. automaticamente. não restou comprovada a indispensabilidade da medida cautelar para que os fins processo sejam atingidos. é de competência da Justiça Federal (art. tão logo teve notícia do procedimento investigado contra si instaurado. sendo de salientar-se ainda que não é possível vislumbrar-se a periculosidade do acusado apenas pelo ato anti-social por ele praticado desde que unitariamente vislumbrado. com estrita observância do artigo 41 do CPP. Trata-se de ação penal privada subsidiária da pública. rel. Lembrase que Mariano reside na capital há 20 anos. efetivamente. sendo de salientar-se não ter qualquer pretensão de furtar-se aos ulteriores termos do processo. III. Relatora. Ademais. deve revelar-se no caso concreto uma das três finalidades expressas pela lei: a conveniência da instrução criminal. Na espécie. em momento algum. do CP. diante dos elementos de convicção até então colhidos nos autos. Cabe ainda adentrar ao mérito da medida decretada: não estão presentes os requisitos do art. A inicial deve ser 135 . 312 do CP. eis que se trata de réu primário e de bons antecedentes. 73-STJ) ou se o produto é capaz de passar por cédulas autênticas. por ter Alfredo cometido o crime descrito no artigo 140. a competência da Justiça Federal para processá-lo e julgá-lo: 'Discute-se se a falsificação de papel moeda é grosseira (Súm. Jane Silva (desembargadora convocada do TJ-MG). onde ofereceu sua versão sobre o caso. (Informativo 361 do STJ). Sob o ponto de vista técnico. 289. Com referência ao asseguramento da aplicação da lei penal. Para se ver decretada a medida coativa. CC 79.Vejamos: Com relação à conveniência da instrução criminal. o que revela.889-PE. confessando o crime. Para a min. ambos do Código Penal (Injúria com aumento de pena). 109. as testemunhas foram ouvidas e declararam que não sofreram qualquer ameaça por parte do indiciado. 312 do estatuto processual penal). a seção declarou competente o juízo Federal. Na espécie sequer um de tais pressupostos se encontra evidenciado.

Sr. que viola o princípio da presunção legal de inocência. 141. 396-A do Código de Processo Penal.endereçada ao Juiz do Juizado Especial Criminal de Betim. com a apresentação de alegações finais perante o Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital. de absolvição sumária. Como o documento foi "encontrado no armário". salientando que o Ministério Público equivocadamente requereu a condenação. Arma desmuniciada configura ineficácia absoluta do meio. no mérito. do CPP. III. O fato de contar com antecedentes insalubres não tem o condão de conduzir o juiz para um decreto de reprovação. com base no artigo 403.c. No mérito. Conteúdo da peça: Abordar que o Ministério Público não tem razão. O candidato deverá requerer seja o querelado processado e condenado como incurso nas sanções do artigo 140. c. do CPP. quando o correto seria a pronúncia. deve ser levantada preliminarmente a ilegitimidade de parte. §3º. com fundamento no art. art. Requerer: A improcedência da ação penal nos termos do artigo 386. ambos do Código Penal. Competência: Juiz de Direito da Vara do Júri Argumento: Crime impossível. PROBLEMA 3 Peça profissional adequada: Alegações finais de defesa. o que torna o fato atípico. Dr. No caso. Endereçamento: Exmo. PROBLEMA 4 Deverá ser cumprida a fase do artigo 403. pois. deve-se apresentar o rol de testemunhas. artigo 17 do Código Penal. MEMORIAIS (ALEGAÇÕES FINAIS) PROBLEMA 1 Alegações finais sob a forma de memoriais. invocando o titulado crime impossível (artigo 17 do Código Penal). Pedido: impronúncia por inexistência de crime. pois o Ministério Público ofereceu denúncia sem a devida representação da ofendida. pois ausente qualquer prova do constrangimento por grave ameaça. PROBLEMA 2 Alegações Finais. endereçada ao MM. sequer. nos moldes do tipo penal que lhe foi imputado (art. já que se trata de crime de ação penal pública condicionada. RESPOSTA À ACUSAÇÃO PROBLEMA 1 Deve ser redigida Resposta à Acusação. A postulação ministerial vem firmada em suposição. do CPP ("estar provada a inexistência do fato"). III. houve ineficácia absoluta do meio empregado. já que o crime é de uso de documento falso. Juiz de Direito da 12ª Vara Criminal da Capital. 397. do artigo 386. expedindo-se alvará de soltura.). §3º. O pedido deve ser de anulação do processo e. a título de tentativa. III. Por fim. O fato não é punido. 136 .P. do CPP. com base no art. da 2ª Vara Criminal. do CPP. o acusado não estava portando o documento que também não foi exibido (daí não haver uso). a conduta de "A" é atípica. A prova reunida no processo não evidencia ter o réu ingressado em atos de execução. A postulação é de absolvição com fulcro no inciso I. Quanto às teses. apresentadas perante o Juízo do Júri. do C. 157. "caput". com procuração com poderes especiais. sustentar que o fato narrado evidentemente não constitui crime.

CPP). observando-se que os testemunhos são indiretos. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. 581. ao Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri. não sendo suficiente a palavra do co-réu e o encontro do dinheiro. que deverá ser elaborado em duas petições: A primeira. pleiteando-se a impronúncia do acusado.P. PROBLEMA 6 Alegações finais. de interposição. Endereçamento –Tribunal de Justiça Pedido – Alteração pelo juiz. reforma pelo tribunal. que autorizasse a imputação de homicídio doloso. PROBLEMA 7 A peça consiste na apresentação dos memoriais de defesa.falta de provas suficientes para a condenação. inciso I do Código Penal. PROBLEMA 3 Peça – Recurso em sentido estrito. deverá ser endereçada ao Tribunal de Justiça. Se mantida. 403.P. Afastamento das qualificadoras – não há prova de uso da arma e de que os dois cometeram os crimes. fundamentada no artigo 581. de razões em recurso de sentido estrito. nos exatos termos do artigo 24 do Código Penal. postulando-se a desclassificação para o crime de lesões corporais seguidas de morte – art. Absolvição . podendo também ser suscitado o artigo 23. Ao final o candidato deverá postular a absolvição sumária com base no artigo 415 do Código de Processo Penal. Dirigida ao juiz de direito. Finalidade: recebimento da apelação e seu processamento. não presenciais. A segunda petição deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. 137 . b) requerimento para instauração de exame de dependência toxicológica. do CPP. Alegações possíveis: a) nulidade do interrogatório em virtude da ausência do defensor. endereçados ao Juiz de Direito da Vara do Júri da Comarca __________. não foi reconhecido pela vítima. O recurso deverá ser fundamentado ao final.P. A segunda. 414. Dr. de nulidade e de afastamento da qualificadora do inciso I. O juízo de retratação deverá ser observado pelo candidato. 129 parágrafo 3º do C. c) absolvição – não basta a confissão. nos termos do art. Fundamentos: pedido de absolvição.PROBLEMA 5 Peça: alegações finais (art. §3º. IV do C. no prazo de cinco dias. Não houve dolo eventual no caso em tela. sendo que "A" agiu em estado de necessidade. inciso IV do Código de Processo Penal. com o disposto no artigo 419 do C. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO PROBLEMA 1 Trata-se de Recurso em Sentido Estrito em duas petições. testemunhas não imputam a ele o fato. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. A tese a ser sustentada é a ausência de indícios suficientes de autoria. PROBLEMA 2 Trata-se de um recurso em sentido estrito. Juiz de Direito da 1ª Vara do Júri da Capital. . nulidade pela realização do interrogatório de Antônio sem a presença do advogado de Luís e ofensa ao contraditório. com fundamento no art. Sr. Dirigida ao juiz do processo.para que o réu seja julgado perante uma vara singular.P.P.

Ele atua como auxiliar do Ministério Público e não defende. PROBLEMA 4 Peça – Recurso em sentido estrito (art. A prova testemunhal é controvertida. Não é correto afirmar que. até mesmo. beneficia o acusado. 138 . sendo. Afastamento da qualificadora da traição porque não fora incluída na denúncia. destacando que o recurso em sentido estrito é o recurso apropriado.declaração de nulidade. Pedido e fundamento – Afastamento das qualificadoras. caso o candidato considere que o pronunciado esteja preso. PROBLEMA 7 A peça pertinente constitui na interposição do Recurso em Sentido Estrito perante o Tribunal de Justiça de São Paulo. vigora o princípio “in dubio pro societate”. mais apropriado o recurso em sentido estrito. não sendo suficiente para a caracterização do dolo a presença da assunção do risco. PROBLEMA 8 Recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia. vez que os fatos não configuram infração dolosa já que não houve assunção do risco com indiferença quanto ao resultado. Dirigido ao juiz e ao tribunal. Pedido no Recurso em sentido estrito: Preliminar . PROBLEMA 6 PEÇA: Recurso em Sentido Estrito ENDEREÇAMENTO: Tribunal Regional Federal da 3ª Região PEDIDO: Impronúncia de João pela não existência de indícios suficientes de que seja o réu o seu autor. mesmo em relação a essa espécie de decisão. Mérito . IV) Endereçamento –Tribunal de Justiça.414. não se prestaria à comprovação da autoria. há dúvida razoável sobre a autoria. havendo necessidade de aditamento.impronúncia. negando o dolo eventual.Fundamento – Segundo forte corrente doutrinária e jurisprudencial. Pode-se. e não é insignificante. crime de injúria. O reconhecimento fotográfico. em virtude do princípio do favor rei. interesse próprio de natureza civil. pois a dúvida razoável. 581. enquanto uma afirma que o acusado era o autor dos disparos. art. exclusivamente. outra assevera que ele estava fora do país. Pedido no habeas corpus: declaração da nulidade. na decisão de pronúncia. contrariando a decisão de pronúncia proferida pelo juiz de Itu. inciso IV. do CPP. sendo admissível subsidiariamente o habeas corpus. pois. também. No mérito. PROBLEMA 5 Recurso em sentido estrito Habeas corpus (só para a declaração de nulidade) Fundamento – Havia necessidade de suspensão do processo conforme dispõe o artigo 366 do Código de Processo Penal. entretanto. Afastamento da qualificadora do motivo fútil porque cuspir no rosto de outra pessoa pode configurar. pleitear a nulidade da pronúncia pela inclusão da segunda qualificadora. podendo o candidato alegar no recurso em sentido estrito pela desclassificação por conduta culposa. tendo como fundamento o artigo 581. CPP. apesar de admitido. o assistente pode recorrer para pleitear agravamento da pena. já que não há informação de que o pronunciado está preso. vez que obrigatória também a indiferença quanto ao resultado.

689/2008. in verbis: "A todos. do CPP. 41 e 395 do C. e. No mérito. Por outro lado. pois é possível que o dono de uma residência reaja ao ingresso de pessoa estranha em sua casa. o que lhe garantirá maior possibilidade de exercer em plenitude sua autodefesa uma vez que se pronunciará já ciente das demais provas colhidas. 581. Disse. deve-se alegar ter o réu agido em legítima defesa. 107.º da Constituição da República de 1988. 60. O recurso deve ser interposto para o próprio juiz sentenciante. deverá citar o acusado para apresentação de uma defesa escrita. De acordo com a novel legislação. segundo doutrina atual. PROBLEMA 11 Deve ser interposto recurso em sentido estrito. Não se pode invocar mais. somente por fim. o princípio do in dubio pro societate na pronúncia. esclarecimentos de peritos. do CPP c/c art. ao ser interrogado em juízo. 581. inciso IV do CP. É certo que a materialidade do crime se comprovou por meio do laudo de exame de corpo de delito. art. determinará a oitiva das testemunhas arroladas e a realização de demais diligências pleiteadas pelas partes. Com efeito. pois não sabia quem eram as pessoas que invadiram a sua casa. promoverá a mutatio libelli. e ainda durante a audiência. PROBLEMA 10 Trata-se de um Recurso em Sentido Estrito. se o magistrado se convencer sobre a existência de elementares de crime não descrito na denúncia. IX. constituído ou nomeado.P. com remessa dos autos ao juiz competente para o exame do crime conexo. PROBLEMA 9 Tribunal competente – Tribunal de Justiça Peça adequada – Contra-Razões de Recurso em Sentido Estrito (art. 121. publicada no Diário Oficial do dia 10 de junho do ano de 2008. por certo marca o início de novos tempos para o processo penal. § 2º. se não for este o caso.689. pelo advogado de Cristiano.P. As razões devem ser dirigidas ao TJSP. o magistrado. 109 + 107 C. no prazo de 10 dias. o magistrado deverá pronunciar. repelindo agressão tida como injusta.581. A Lei n. ainda. I. do CP). e colhida a manifestação do Ministério Público ou querelante acerca das preliminares e documentos juntados pelo réu. colherá as alegações finais das partes de forma oral. IV.) Pontos a serem abordados – inépcia da inicial por falta do rol de testemunhas. no âmbito judicial e administrativo. I e 588 do C. o magistrado. com as razões direcionadas ao Tribunal de Justiça. conforme art.) Crime prescrito – art. com fundamento no art. Na audiência de instrução e julgamento serão colhidas as declarações do ofendido. que apesar de ter desferido cinco 139 .º 11. Após apresentada a defesa do acusado por seu procurador. A lei dispõe que encerrada a instrução.Pedidos: absolvição sumária porque agiu em legítima defesa de sua propriedade. O procedimento narrado no enunciado está de acordo com a Lei n. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação". será interrogado o réu. que poderá retratar-se da decisão de pronúncia ( ou poderá ser interposto diretamente no TJSP).P. dirigido ao Juiz da Vara Criminal de _________. em face da sentença que o pronunciou como incurso nas penas do art. IV. depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. pelos depoimentos colhidos no curso da instrução. impronunciar. que deverá se adequar ao disposto no inciso LXXVIII do artigo 5. absolver o réu ou desclassificar a conduta por ele praticada. Colhidas as alegações. A tese a ser ventilada é a da extinção da punibilidade pela perempção (art. não houve surpresa.P. verifica-se que o réu atuou amparado pela excludente de ilicitude da legítima defesa. afastamento das qualificadoras: não agiu por motivo torpe.º 11. ao receber a denúncia ou a queixa (em caso de ação penal privada subsidiária). do CPP. por falta de qualificação do indiciado e por fazer inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade (art. o acusado narrou que havia atuado para se defender da iminente agressão por parte da vítima.P.

a qualificadora arrolada pelo Ministério Público está em manifesta e evidente contrariedade com as provas dos autos. há de restar demonstrada a presença concomitante de todos os pressupostos legalmente exigidos para sua caracterização: a presença de injusta agressão. tão somente para se defender de uma agressão injusta e iminente. Outrossim. ainda. nos termos do art. atual ou iminente. repele injusta agressão. mas apenas um a atingiu. comparecem manifestamente improcedentes. usando moderadamente dos meios necessários. decidir acerca da qualificadora ofertada na denúncia. a necessidade dos meios empregados na repulsa à suposta agressão. a única testemunha de acusação não presenciou os fatos e apenas informou que conhecia o acusado havia 5 anos. sequer se pode falar em crueldade ou em excesso de legítima defesa. as quais não devem ser extirpadas na decisão de pronúncia. porém. 23 do Código Penal: "Art. visto que estão em total descompasso com a prova coligida. exceto quando em caráter raro e excepcional. dispõe o art. existe comprovação nos autos de apenas uma versão para os fatos. a direito seu ou de outrem". Dessa forma. Assim. 411 do CPP. daí porque não se pode falar que a mesma fora atingida de surpresa. sem que se verifique excesso. evidenciaria excesso de acusação.. Deve-se. E mais: esses elementos hão de despontar. há fortes indicativos de que a vítima estava prestes a agredir o réu. o denunciado efetuou cinco golpes na vítimas. Como se vê. 23. numa flagrante demonstração de excesso de acusação. produzido sob o crivo do contraditório. No caso em tela.golpes na vítima. As razões devem ser endereçadas ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. comumente se embriagando e causando confusão nos bares da cidade. deve o réu ser absolvido sumariamente. Consoante se infere dos elementos probatórios colhidos nos autos. razão pela qual deve ser afastada a respectiva qualificadora. que o acusado tinha o hábito de beber. nos termos do art.em legítima defesa. Do elenco probatório. 5º. somente a atingiu no quinto golpe. 25. Entende-se em legítima defesa quem. restando certo que o réu não teve o propósito deliberado de causar sofrimento adicional à vítima. não deve incidir a qualificadora do meio cruel. Para que se possa acenar com a legítima defesa. até porque cabe ao Colendo Tribunal Popular do Júri. Portanto. por ser a única pessoa que presenciou os fatos. Os Tribunais têm se manifestado no sentido de prestigiar as qualificadoras dispostas na denúncia. descreveu com riqueza de detalhes a dinâmica dos fatos. Assim. e a moderação com que esses meios foram empregados. a qual. não se colhe nenhum indício de traição. surpresa ou recurso similar. XXXVIII. dissimulação. atual ou iminente. caso não atendido o pleito de absolvição sumária. a legítima defesa restou evidenciada com a certeza exigida para seu acolhimento nesta fase preambular. Observa-se que o irmão do denunciado. requerer a exclusão da qualificadora do meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima. verificando a sua incidência. do arcabouço probatório. Não há crime quando o agente pratica o fato: (. na hipótese de o TJSP manter a sentença de pronúncia. de forma inconteste. Acrescenta-se que a vítima estava armada.. requerendo a retratação do magistrado. da Constituição Federal. no caso presente. ainda que tenha sido ouvido em juízo sem prestar o compromisso legal. ainda. Assim sendo. narrando haver o acusado agido em legítima defesa. E. sustentando a atipicidade da 140 . pois esta se baseia única e exclusivamente na reiteração de golpes. de maneira sábia e soberana. razão pela qual deve ser valorado o seu depoimento. se admitida. a um bem juridicamente tutelado. PROBLEMA 12 Deve ser interposto Recurso em Sentido Estrito perante o juiz perante o juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre. 25 do Código Penal: "Art.) II . Havendo certeza quanto à ocorrência de legítima defesa. dispõe o art. sem chances ou com grande dificuldade para se defender do ataque. momento em que ela caiu. que é o juiz natural das causas criminais contra a vida.

em 8 (oito) dias. nos termos do artigo 600. Pedidos: crime único. está sendo objeto de especial atenção do Supremo Tribunal Federal. por ser ele sujeito ativo e não passivo do crime. 564. Cuida-se de posição que. PROBLEMA 4 Peça – Apelação Endereçamento – Tribunal de Justiça. nos termos do artigo 386. portanto. VI. inciso III. Inconstitucionalidade do regime integralmente fechado – Há posicionamento no sentido de que a fixação de regime integralmente fechado fere a garantia constitucional de individualização da pena. as razões de apelação. Nas razões postular de forma mais ampla a absolvição do apelante. Deverá ser requerida a reforma da sentença (ou provimento do recurso) para os fins de absolver o apelante. porque não houve a subtração. desclassificação para tentativa de latrocínio e inconstitucionalidade do regime integralmente fechado. o que. do Código de Processo Penal. seguido das razões endereçadas ao Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo. § 2º. As razões são apresentadas no juízo "a quo". já que atípica a conduta de "A". § 2º. ainda que não realize o agente a subtração de bens da vítima” (Súmula 610).competência do Tribunal de Justiça Pedido de anulação do julgamento por deficiência dos quesitos. mas deu a importância por imposição do funcionário. do CP. pela participação idealizada em delito de menor gravidade. PROBLEMA 3 A solução é a interposição do recurso de apelação perante o juízo de primeira instância. em sua nova composição. Desclassificação para tentativa de latrocínio – Embora haja súmula do Supremo Tribunal Federal no sentido de que “há crime de latrocínio. no momento.conduta. O apelante não realizou as condutas núcleo do tipo que são "oferecer" ou "prometer" vantagem indevida. poderia ser sustentada a tese de tentativa de latrocínio. (art. não se caracteriza a conduta descrita no art. que independe de reclamação oportuna. pois a emissão de cheques pré-datados descaracteriza a natureza de pagamento à vista. enquanto que subsidiariamente (tese principal) pleitear a desclassificação do crime com base no artigo 29. do Código de Processo Penal. Se os cheques são dados apenas como garantia de dívida. aceita em alguns acórdãos. 1ª parte do Código Penal. O pedido deve ser para o trancamento do inquérito policial. APELAÇÃO PROBLEMA 1 Interposição e razões de recurso de apelação . 171. "não há corrupção ativa. fraude na sustação. mas concussão praticada pelo funcionário". que se deu por motivo justo. quando o homicídio se consuma. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. sendo que o arrazoado é direcionado aos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PROBLEMA 2 Deverá ser apresentada. inexistindo. PROBLEMA 5 141 . do CPP). Vício insanável do questionário. aliás. parágrafo único. Fundamentos: Crime único – Existe forte entendimento no sentido de que a morte do co-autor não serve para afirmar a existência de concurso material. segundo Delmanto.

ou de esforço incomum. indeferimento da tréplica pelo Magistrado. III. aspecto subjetivo que não se denota da simples qualificação do crime. 155. Quanto à qualificadora da escalada (art. o que representou reformatio in pejus indireta. deveria requerer o afastamento das qualificadoras. do Código Penal). acima do mínimo legal. PROBLEMA 9 PEÇA: Apelação Criminal ENDEREÇAMENTO: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo 142 . tipo físico comum). PROBLEMA 8 Peça: Apelação Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. II e 183. com fundamento no art. deveria argumentar que a escalada somente se caracteriza com o emprego de meio instrumental. 181. inciso I.No mérito. Endereçamento –Tribunal de Justiça. deveria indicar o equívoco do juiz ao exasperar a pena-base. VI do Código de Processo Penal e no art. apartando-se dos elementos previstos no art.Peça – Apelação. existência de contrariedade na votação dos quesitos por parte dos jurados. PROBLEMA 6 Apelação. quanto à aplicação da pena. Pedido e fundamento – Redução da pena em face da impossibilidade de agravamento. deveria argumentar que o rompimento. c. OUTRA ALTERNATIVA Peça . Pedido e fundamento – pedindo anulação da sentença. com menos de sessenta anos de idade (artigos 181. existência de erro por parte do Magistrado na formulação dos quesitos referentes às qualificadoras. principalmente entre os quesitos referentes à autoria e o evento morte. Ainda. como. do Código Penal. do Código Penal). com pedido de absolvição.interior do veículo. Habeas corpus. bem como em razão da dúvida ocasionada pelas condições em que a testemunha de acusação o teria reconhecido (reconhecimento em período noturno. 59 do Código Penal e norteadores da fixação da pena-base. III. II – decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. para qualificar o crime de furto. uma escada. com base tão-somente no dolo intenso do agente. Pedido: decretação de nulidade ou realização de novo julgamento (artigo 593. PROBLEMA 7 Apelação Endereçamento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos . porque é isento de pena o filho que comete crime contra pai. 155. do Código Penal). Subsidiariamente. deveria sustentar a absolvição do acusado com base em negativa de autoria. b. 386. Fundamentos: I – nulidade: a. II. deve ser efetuado contra o obstáculo que dificulta a subtração da coisa e não contra a própria coisa. “a” e “d” do Código de Processo Penal). Endereçamento –Tribunal de Justiça. o que não se vislumbra em razão da pequena altura do muro transposto. localização do acusado no momento do reconhecimento . inciso II. Quanto à qualificadora do rompimento de obstáculo (art.Habeas corpus. por exemplo.

III) – Redução pela metade – menoridade (art. dela obtendo vantagem ilícita. Pode requerer a condenação. o pleito ministerial não pode ser alterado em sede recursal. do Código Penal por não haver prova da existência do fato (art. CPP) ou por não existir prova suficiente para a condenação (art. Art.das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular. Assim.148.Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I . em inteiro teor. eis que não está vinculado à denúncia. Ainda. Órgão competente Tribunal de Justiça. o Ministério Público é uno e indivisível.03.386. treinado para a proteção da sociedade. alegando-se que o acusado. Quanto ao crime de porte ilegal de arma. não há estelionato culposo. o estelionato só é púnivel a título de dolo. PROBLEMA 12 PEÇA: Razões de apelação COMPETÊNCIA: Tribunal Regional Federal da 1ª Região TESE: Absolvição pela ausência de provas de que tenha contribuído para a prática do crime de roubo e.PEDIDO: Absolvição de João do crime previsto no art. do CPP.386. Denúncia recebida em 04. 143 . Pedidos – absolvição – insuficiência de prova Nulidade do processo (é o pedido principal. nem o prejuízo alheio). 115) – tempo 6 anos – Tempo decorrido até agora. pela proibição da reformatio in pejus indireta. subsidiariamente. d) Mérito: Pode o Promotor de Justiça pleitear a absolvição do réu se concluir por sua inocência. Além disso. a atipicidade da conduta. 593. CPP). A argumentação pode fundamentar-se.2002 – Prescrição – 12 anos (art. a absolvição ou o acolhimento parcial da denúncia. Não é obrigatório o pleito condenatório. CPP. PROBLEMA 10 Peça: Apelação. V. Não pode ser estelionato consumado se inexistiram todos os elementos do tipo penal (não houve a vantagem ilícita. mesmo sem farda e fora de serviço. VII. no caso) . II. empregando artifício. só pode recorrer quem foi vencido no pedido (sucumbência). da R. em prejuízo alheio. c) Fundamento: artigo 593 do Código de Processo Penal. §1º. ardil ou qualquer outro meio fraudulento. na prova. a diminuição pela participação de menor importância. PROBLEMA 14 O candidato deve interpor recurso de apelação com fundamento no art. decisão de 1º grau. entre outras. III. o que não ocorreu no caso em tela.cerceamento de defesa e pedido de reconhecimento de prescrição. está investido na condição de policial. Deve-se requerer improvimento ao recurso ministerial e a conseqüente manutenção. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. PROBLEMA 11 a) Contra-Razões de Apelação. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça c) Preliminar: Apesar de gozar o Promotor de Justiça de independência funcional. PEDIDO: Os mesmos das teses ventiladas PROBLEMA 13 a) CONTRA-RAZÕES DE APELAÇÃO. 109. pois não praticou nenhum dos verbos do tipo penal. foi ele tentando e nunca consumado. 593 . Se crime existiu. a. que consiste na vontade de enganar a vítima.

Errou o juiz. na obra Júri – Procedimentos e aspectos do julgamento (11. fazendo-os deslizar no imaginário. Deverá sustentar a nulidade do julgado. sem a concordância da defesa. O que fazem os juízes. Nesse momento.. estará em situação de desvantagem pela surpresa gerada.. o semi-aberto. página 133). de acordo com o art. Entretanto. Assim. ante a violação ao art. mesmo não lido em Plenário.das decisões do Tribunal do Júri. pode ser que este fato não tenha sido aquele que levou o conselho de sentença a decidir como decidiu. Pronto. está criado o problema. sem a oportunidade de contraditá-los. Rio de Janeiro. Lumen Juris. Art. determina a juntada do documento. assegurando o necessário contraditório. para determinar seja o acusado submetido a novo julgamento. 479 do CPP. Sobre o tema leciona Aury Lopes Júnior: “Situação bastante problemática e que acabou se tornando comum na atualidade é a seguinte: no curso do júri. quando dos debates. Editora Saraiva. visto que o representante do Ministério Público. 2007. uma das partes postula ao juiz a utilização de um determinado documento que – pelos mais variados motivos – não pode ser juntado com a antecedência legal de 3 dias. o candidato deve pleitear a reforma da r. Hermínio Alberto Marques Porto anota. o estrago é ainda maior. se não aceitar a produção. É até mais útil explorar o imaginário em torno do que foi mostrado (agravado pela recusa da outra parte. o candidato deve pedir ao magistrado que acolha a argüição de nulidade suscitada. ou. III . Assim. de modo que se estabeleça regime mais ameno para o cumprimento da pena. qual seja.das decisões definitivas. salvo necessidade de transferência a 144 .” (In: Direito Processual e sua Conformidade Constitucional. muitas vezes fundamentada na (pseudo) garantia do contraditório.ª ed. p. 475 (pois é uma garantia revestida de forma). pela defesa. marca novo júri (. Por outro lado. causa danos irreparáveis ao julgamento. que: “Constitui prova nova o documento que. ou com força de definitivas. 479 do CPP. sejam as partes – uma ou outra – surpreendidas com a produção ou leitura de documentos novos. proferidas por juiz singular nos casos não previstos no Capítulo anterior.A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado. 649/650).). se recusou é porque algo tinha para esconder. 33 . Ora. sentença. A proibição contida no dispositivo em comento tem por escopo evitar que. na produção da nova prova. dissolve o conselho de sentença. do que trabalhar com a realidade do documento. tem seu conteúdo transmitido aos jurados”. 33 do CP. semi-aberto ou aberto. conforme o conteúdo do documento. É que. Se aceitar a produção. e. Daí porque das duas uma: ou o juiz veda categoricamente a produção do documento (sem questionar a outra parte para não comprometê-la frente aos jurados) e não permite qualquer menção a ele no julgamento. A de detenção. relevante a proibição do art. Subsidiariamente. Ed. Está perdido o júri e uma grave injustiça pode ser produzida. será impossível contradizê-lo. portanto) a decisão que pretende. restou prejudicada. em regime semi-aberto. a parte adversa fica numa situação dificílima. após.. e. em plenário. d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. para extrair de lá (do imaginário. logo. quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia. que pode – definitivamente – comprometer o julgamento. c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança. e firmeza devem demonstrar os juízes na sua aplicação.). ao fazer uso do direito que lhe confere o art.. lugar do logro. mormente porque o órgão ministerial instigou os senhores jurados a que “pensassem o que quisessem” acerca da recusa. na sua maioria? Questionam a outra parte se concordam com a produção. ou aberto. basta saber lidar com a situação.II .. verificando sua relevância. também não é possível afastar a conclusão de que o nobre promotor de justiça surpreendeu a defesa. exibiu documentos relativos a outro processo a que responde o réu com o fito de influenciar o ânimo dos julgadores no que concerne às condutas pretéritas do Apelante. b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados. Basta que o adversário saiba explorar a curiosidade dos jurados. evitando comprometimento da outra parte com o ingênuo questionamento ‘concorda com a leitura do documento’? Tal prática. Isso é elementar.

Nesse sentido:TJDFT Órgão: Segunda Turma Criminal Classe: APR . pedindo-se o provimento do recurso para esse fim. o candidato deverá postular a reforma do V. OLIVEIRA Revisor: DESEMBARGADOR VAZ DE MELLO PROBLEMA 15 Deve ser interposto recurso de apelação. A interposição deve ser endereçada ao juiz da Comarca de Betim-MG e as razões dirigidas ao TJMG. poderá. c) o condenado não reincidente. 609.As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva. para que prevaleça o voto vencido.. no sentido de ser "A" processado por homicídio culposo e não por homicídio doloso.regime fechado. b) o condenado não reincidente. anexas. Deve-se sustentar que o seqüestro deve ser levantado. com fundamento no art. (. PROBLEMA 2 Trata-se da interposição do Recurso de Embargos Infringentes e de Nulidade para o Tribunal de Justiça. em petição que deverá conter. poderá.Apelação Criminal Num. EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: EMBARGOS INFRINGENTES restritos à matéria divergente: b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. I. cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos.. II. as razões do inconformismo. A petição deverá ser endereçada ao Desembargador Relator do Recurso em sentido estrito. cumpri-la em regime aberto. observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado.. segundo o mérito do condenado. 593. O recurso deverá. com base no art. CPP). pois sua conduta não passou dos limites da imprudência. sustentar a tese contida no voto vencido. cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito). Nas razões. Proc.: 2004 09 1 004111-7 Apelante: JÚLIO CÉSAR SOUZA Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Relator: DESEMBARGADOR ROMÃO C.) § 2º . 131.P. do CPP. d) Requisito de admissibilidade: decisão não unânime do Tribunal. cumpri-la em regime semi-aberto. pois a ação penal não foi proposta dentro de prazo de 60 dias a contar do aperfeiçoamento da medida (art. desde o princípio. parágrafo único do CPP. 145 . e) Prazo para interposição: 10 (dez) dias. C. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROBLEMA 1ª OPÇÃO: Peça – Embargos de Declaração Endereçamento – Juiz de Direito Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. Acórdão. desde o início. c) Fundamento: Parágrafo único do artigo 609. de forma fundamentada.P.

c.P. Ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. a conduta é atípica e o Juiz não poderia ter recebido a denúncia (art. do C. que só reconhece a responsabilidade subjetiva.) visando o trancamento da ação penal. no caso. do C. segundo entendimento diverso do exposto na primeira opção. PROBLEMA 2 Deverá ser impetrada uma Ordem de "Habeas Corpus" (art. A prova da materialidade da infração somente pode ser comprovada pelo laudo de exame químico toxicológico. essa possibilidade. 13. uma vez que sofre coação ilegal por desrespeito ao artigo 10 do Código de Processo Penal em evidente excesso de prazo. pois não há justa causa para o processo. devendo ser requerida a concessão de liminar para sustar o processo até final julgamento do "writ". Como já referido na 1ª opção.P. 155 do Código Penal. do C.F. de qualquer forma. que tem caráter definitivo. PROBLEMA 4 Trata-se de um "Habeas Corpus" endereçado ao Tribunal de Justiça. HABEAS CORPUS PROBLEMA 1 Habeas Corpus ao Tribunal de Justiça. O Tribunal de Justiça é o competente para o julgamento do "Habeas Corpus". há também orientação diversa. de qualquer forma. Desse modo. nos casos de contrariedade. 648. que não ocorreu no presente caso. PROBLEMA 5 146 . com isso. PROBLEMA 3 O laudo de constatação é uma perícia preliminar e não definitiva.c. O processo foi instaurado com fundamento na teoria da responsabilidade objetiva. 41 e 395 do C.Fundamentos: Há contrariedade entre a parte dispositiva e a fundamentação. Nessas condições. a pena venha a ser alterada. da Constituição Federal. inciso LXVIII. há também orientação diversa.). com base no artigo 648. "A" está sendo responsabilizado objetivamente. Fundamentos: Embora não fosse o remédio mais expedito e indicado. c. do Código Penal na fundamentação. aplicando o §2° do art. O juiz deve ajustar a parte dispositiva à fundamentação. do Código de Processo Penal. boa parte da doutrina admite. com fundamento no artigo 5º. §2º. Embora. 5º. inciso I.P.P. não poderia haver alteração de pena por meio de embargos de declaração.P.P. e. inciso I. Serve apenas para a autuação em flagrante e oferecimento da denúncia.). da C. principalmente porque. o juiz havia admitido a aplicação do artigo 155. visto que da forma como foi elaborada a denúncia. poderia ser admitida a apelação. 2ª OPÇÃO: Peça – Apelação Endereçamento – Petição de interposição ao Juiz de Direito e Razões ao Tribunal de Justiça Pedido – Aplicação do §2º do artigo 155 do CP. a sentença é nula eis que não demonstrada a materialidade do delito. já que somente responde quem desenvolver ação ou omissão.P. do Código Penal na fundamentação. que não é admissível em Direito Penal. o que não é admitido em direito penal (art. inciso LXVIII. Deverá ser impetrada uma ordem de "habeas corpus". dirigida ao Tribunal de Justiça de São Paulo. ainda que haja entendimento contrário à admissibilidade de privilégio no furto qualificado. c.. §2º. no caso. inciso VI. o juiz já havia admitido a aplicação do artigo 155. 647 e 648. e.

Além disso. da Lei 7960. portanto. 5 º. não podendo. 5 º.º da Lei 7. nos 147 . Pedido e fundamento – O rito adequado para o recurso do Ministério Público era o recurso em sentido estrito. o agravo do Ministério Público foi intempestivo. parte final.960. 2º. com base no art. inciso I. 1 º. PROBLEMA 9 Habeas corpus Fundamento – A prisão temporária só é possível em relação aos crimes expressamente previstos no inciso III do artigo 1. VI do CPP. a Justiça Federal não é competente para julgar as contravenções. à própria configuração da materialidade do crime. Pedido – concessão de habeas corpus para que seja revogada a prisão temporária. inciso LV. caput.1989. não podendo ser autorizada. Pedido: declaração de nulidade da decisão.. 5°. de 21. § 2°. ser conhecido pelo Tribunal. assim.Trata-se de um Habeas Corpus. Subsidiariamente. por isso. e. a ilegalidade da colocação do acusado em cela comum. a prorrogação do prazo só é possível em caso de extrema e comprovada necessidade (art. poderia acentuar os argumentos de inconstitucionalidade. expedindo-se contramandado de prisão. da Lei 7. PROBLEMA 6 Peça – Habeas Corpus Endereçamento – Tribunal de Justiça Pedido – Trancamento da ação penal.12. a ilicitude não permitia a acusação porque dizia respeito ao próprio ato de apreensão de documento falso e. Fundamentos: Ilicitude da prova colhida em virtude do ingresso na residência sem mandado judicial. ainda. e a remessa dos autos ao Juízo competente para a sua renovação. e a Súmula 38 do STJ. Além disso. 1ª figura do CPP. com fulcro no art. por violação do princípio da dignidade humana (art. por ofensa à integridade física e moral dos detentos (art. 109. da Constituição Federal. endereçado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Deveria apontar. inciso IV. 564.210/84 – Lei de Execução Penal) e de oportunidade de defesa. III). Deverá ser postulada a anulação do processo desde o início. mas sim a Justiça Estadual comum. PROBLEMA 7 Peça – Habeas corpus – Superior Tribunal de Justiça. uma vez que o advogado. PROBLEMA 8 Habeas corpus Agravo de execução Fundamento – A decisão de regressão para regime fechado deve ser precedida de oitiva do condenado (art.1989). No caso. com participação de advogado (art. 648.12. de 21. em virtude da total incompetência do Juízo. pedido de nulidade da decisão que impôs a prisão preventiva. por contrariar o princípio de individualização da pena (art. visto que segundo o art. XLVI). PROBLEMA 10 Habeas Corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Pedidos e fundamentos: pedido de trancamento da ação penal por ausência de justa causa para a ação penal em razão da inconsistência dos argumentos acusatórios (estímulo à prática de delitos e garantia de impunidade). XLIX). da CF). 118. haja vista a ausência do requisito da garantia da ordem pública. desde logo.

para a formação da culpa. já que é o legítimo proprietário do veículo. inciso II. de 4. em seu artigo 7º. Fundamentos: sem decisão administrativa definitiva não se pode falar em débito fiscal e. XIV. na repartição policial. juntamente com as razões endereçadas ao Superior Tribunal de Justiça. RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. da Lei 8. tem direito à prisão especial antes de eventual sentença condenatória transitada em julgado. Trata-se de decisão denegatória de Habeas Corpus.º inciso LXIX. c) Fundamento: Artigo 105. Fundamentar no sentido de que o indeferimento da pleiteada restituição fere direito líquido e certo do impetrante. O recurso deverá. em justa causa para o oferecimento da denúncia. a configuração do constrangimento ilegal pela manutenção do acusado sob custódia por mais tempo do que o admitido pela jurisprudência dos Tribunais. inciso V. d) Prazo: 05 (cinco) dias. O pedido de relaxamento do flagrante com a expedição de Alvará de Soltura poderá enfocar o excesso de prazo para o término da instrução criminal por motivos aos quais o acusado não deu causa. MANDADO DE SEGURANÇA PROBLEMA 1 Impetrar junto ao Juízo de Direito de 1. sendo que ao final a segurança deverá ser concedida definitivamente. dirigido diretamente ao STJ. com base no art. substitutivo ao Recurso Ordinário Constitucional. 118. 1.906/94 (Estatuto da Advocacia). A autoridade coatora é o Tribunal de Justiça. em virtude do excesso de prazo. 119 e 120 do CPP. os autos do inquérito policial. conseqüentemente. PROBLEMA 11 Peça: Habeas Corpus. Mandado de Segurança com pedido de liminar. no prazo de 05 dias. no sentido de cessar o constrangimento ilegal que o réu sofre. Apresentar fundamentação diante do "fumus boni iuris" e o "periculum in mora" para a obtenção da liminar. Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. e) Aceitável. cuja competência para conhecimento e julgamento é do Superior Tribunal de Justiça. 148 . artigos 30 a 32. ser interposto ao Tribunal de Justiça. Pedido – Determinação à autoridade coatora para que garanta a vista dos autos. da Constituição Federal.94). 8038/90. Pedido: trancamento da ação penal por falta de justa causa. garante ao advogado o direito de examinar. combinado com os arts. O sigilo não pode prevalecer em relação ao advogado. alínea "a" da Constituição Federal e Lei nº. 5. não havendo necessidade de o mesmo permanecer à disposição da justiça por falta de interesse ao processo.º 1533/51. conforme preconizado nos arts.º e seguintes da Lei n. orientação do Supremo Tribunal Federal.ª Instância da Justiça Comum Estadual. PROBLEMA 2 Peça – Mandado de segurança Endereçamento –Juiz de primeiro grau. 7°. a impetração de Habeas Corpus.termos do art. portanto. também. b) Órgão competente: Superior Tribunal de Justiça. O único recurso cabível é o Recurso Ordinário Constitucional. Fundamento – O Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei 8906.7.

Buscar seja provido o recurso. do Código de Processo Penal.PROBLEMA 2 Deverá ser interposto Recurso Ordinário Constitucional para o Superior Tribunal de Justiça.038/90). RECURSO ESPECIAL PROBLEMA Deve ser interposto recurso especial perante o TJMG. com base no artigo 105. no ROC. no interrogatório do réu. c) Fundamento: artigo 621. determina que o juiz esclareça dúvidas dos jurados. pois o Tribunal de Justiça. Deve-se pedir o conhecimento e o provimento do recurso para anular o julgamento. a ausência de defensor e do próprio MP. em seu art.. pois o CPP. viola os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. b) Orgão competente: Tribunal de Justiça. da CF e Lei 8. acarretando a nulidade absoluta do ato processual. As razões apresentadas junto com a interposição do recurso referindo-se e buscando convencer os Ministros daquela Corte. violou a soberania dos veredictos que vigora no júri. “a”. Outrossim. a simples gravidade do fato não é motivo para não conceder a fiança. sustentando ofensa à Constituição da República. Indiscutivelmente a infração é afiançável. REVISÃO CRIMINAL PROBLEMA 1 a) Recurso cabível: REVISÃO CRIMINAL. inciso II. A nulidade absoluta pode ser alegada a qualquer tempo. além de não estar o despacho e a decisão de segunda instância devidamente fundamentados. d) Requisito de admissibilidade: juntada da sentença transitada em julgado. 105. sustentar que houve ofensa a lei federal. inclusive declarada de ofício pelo juiz. inciso III do C. O endereçamento da interposição é para o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que encaminhará os autos para o STJ. alínea A. II. aliás. já que os jurados apoiaram-se em prova favorável ao acusado. persistindo o constrangimento ilegal. O recorrente deverá. foi eleito motivo que a lei não prescreve como impeditivo. com as razões dirigidas ao STJ. tanto que é concedido o prazo do artigo 154. PROBLEMA 3 Recurso Ordinário Constitucional (art. 480. Portanto. reproduzir a argumentação veiculada no “habeas corpus” denegado e requerer aquela mesma providência que deveria ser concedida e não foi. quando deu provimento ao apelo do Ministério Público. da Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROBLEMA Recurso Extraordinário dirigido ao Supremo Tribunal Federal. no caso em tela. direito subjetivo do réu consagrado na Constituição Federal. designando-se nova sessão plenária. endereçado ao Desembargador Presidente do TJDFT e razões para o STJ. Nele. P. P. PROBLEMA 2 149 . e) Prazo para interposição: não há prazo.

composto por duas petições. 2ª parte do CPP) para o fim de absolver José com base no art. sob alegação de estar havendo constrangimento ilegal em face de condenação. vez que segundo o problema.P. torna-se atípica a conduta. e conseqüente extinção da punibilidade em virtude da decadência do direito de queixa do ofendido (art. Juiz de Direito da Vara das Execuções Criminais da Capital. endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. por ser o estelionato um crime contra o patrimônio. 38. haja vista a retenção do dinheiro com vista a ressarcimento de dinheiro devido pelo banco ao acusado. desclassificação do crime para o de exercício arbitrário das próprias razões (art. pedindo a desclassificação para lesões leves e. em face da descoberta de novas provas ter ocorrido após o trânsito em julgado da sentença condenatória. com base no art.nulidade. ser aceita a impetração de habeas corpus perante o Tribunal de Justiça. parágrafo único. Mérito . ambos do Código Penal). 514 do CPP). O candidato deverá postular seja conhecida a revisão e julgada procedente (artigo 626. inciso IV.nulidade da decisão. 345. 386. Sr. as novas provas corroboram que não houve prejuízo econômico para a entidade de direito público. não havendo ofensa ao patrimônio.P. podendo. do Código de Processo Penal combinado com os artigos 107. Pedido no Habeas Corpus . Destaque que a impetração de habeas corpus não é a medida tecnicamente mais correta. inciso III do C. destacando que.099/95.Trata-se de Revisão Criminal. Pedido na Revisão criminal: Preliminar . inciso III do C. A primeira de interposição endereçada ao Exmo. sendo por isso a revisão criminal a medida tecnicamente mais adequada. No mérito.P. e 345.desclassificação e extinção da punibilidade. pois José não cometeu o crime de tortura que lhe foi imputado. sendo inocente portanto. AGRAVO EM EXECUÇÃO PROBLEMA 1 Trata-se de um Agravo em Execução. visto que surgiu uma prova nova. do CP). onde foi ouvido o ex-detento. a anulação por falta de representação ou a aplicação da Lei 9. PROBLEMA 4 Revisão criminal Habeas corpus Endereçamento: Tribunal de Justiça Fundamentos: pedido de nulidade em razão da não concessão de prazo para defesa preliminar (art. em relação ao crime de apropriação indébita. com a juntada da justificação criminal. prevista a revisão criminal com fulcro no artigo 621. 150 . caput.. PROBLEMA 5 A peça pertinente consiste na interposição da revisão criminal ajuizada perante o Tribunal de Justiça de São Paulo. inciso III do CPP. PROBLEMA 3 Revisão Criminal ou habeas corpus. sendo por isso a medida mais adequada a revisão criminal. sendo que o problema do habeas corpus se restringirá à possibilidade ou não da analise da prova. vez que não há ninguém preso. subsidiariamente.. requerendo o competente alvará de soltura clausulado. 621. eventualmente. Ainda.P. que comprovou a ocorrência de um enorme erro judiciário. referência à teoria restritiva que não enquadra o funcionário de sociedade de economia mista como funcionário público. caput. destacando que no mérito deverá o candidato pleitear a desconstituição da sentença condenatória e a absolvição do seu cliente em face da atipicidade da conduta. entretanto.

tanto que reincidente. a qual deve ser reconhecida. postulando a expedição de carta de livramento. porquanto se trata de cliente que não ostenta bons antecedentes. sendo que nesta petição deverá constar o juízo de retratabilidade. Endereçamento: Tribunal de Justiça de São Paulo. no prazo de 5 dias. IV. não preenchendo também o artigo 83. com fundamento no artigo 197 da Lei de Execuções Penais. da Lei de Execuções Penais. cc com o artigo 131 da Lei 7210/84. estando preenchido também o requisito subjetivo. a concessão do almejado livramento. possibilitando. vez que cumprido o requisito objetivo. com as razões dirigidas ao TJMG. inciso I. PROBLEMA 3 Peça: Agravo em Execução. sem que tivesse cometido qualquer falta disciplinar. inciso III. com base no artigo 136 da Lei 7210/84. PROGRESSÃO DE REGIME PROBLEMA A Peça adequada é a interposição de um Pedido de Progressão de Regime. No mérito. peça essa consistente em petição de interposição e razões anexas. O agravante tem direito ao benefício uma vez que já cumpriu todos os requisitos. II – o prazo para a decretação do Regime Disciplinar Diferenciado é de no máximo trezentos e sessenta dias. a ensejar a solicitação ao juiz para passar ao regime semi-aberto. V e parágrafo único. V e parágrafo único do Código Penal.fundamentada no artigo 197 da Lei de Execução Penal. assim. Sustentar preliminarmente a nulidade da decisão que impôs a sanção em virtude de falta grave. PROBLEMA 2 O candidato deverá formular recurso de agravo ao TJ. interposto perante o juiz da Vara de Execuções Criminais de Avaré. logo após ingressar. no caso já tendo cumprido 2 anos. qual seja. caso tivesse cumprido mais de metade da pena. sendo cabível apenas o livramento condicional. foi o preso colocado nesse regime. principalmente. letra "e" da Lei de Execução Penal e também no artigo 83. sendo que sua prorrogação dependeria de nova avaliação após o transcurso do prazo. pois. apontar que a falta grave não impede a remição pelo trabalho. ficou na prisão ao menos 1/6 da pena de 6 anos. deverá ser endereçada ao Egrégio Tribunal de Justiça. quer subjetivo (desenvolvimento perante a terapêutica Penal). vez que o problema confirma que o condenado teve bom comportamento durante os 2 anos no cárcere. Pedido: revogação da decretação do Regime Disciplinar Diferenciado. mas sim exatos 1/3 da pena. vez que ele foi condenado no regime fechado porquanto era reincidente. Deverá sustentar que se trata de crime continuado. pois não foi possibilitada a ampla defesa do sentenciado. que deve ser interposto perante a Vara das Execuções Criminais de Contagem-MG. Fundamentos: I – inconstitucionalidade do Regime Disciplinar Diferenciado. sua inconstitucionalidade na modalidade pretendida. PROBLEMA 4 A peça correta é o Agravo em Execução. do Código Penal. previstos no artigo 83. o que 151 . por ofensa aos princípios da dignidade da pessoa humana e da proibição de tratamento cruel e. do Código Penal. tendo como fundamento o artigo 112. IV. Destaque-se não ser cabível a interposição do livramento condicional porquanto ainda não preencheu o requisito objetivo que consiste em cumprir mais de 1/3 da pena – vez que não cumpriu ainda mais de 1/3 da pena. quer objetivo (tempo). devendo o recurso ao final ser fundamentado com o artigo 66. inciso III. A segunda petição de Razões de Agravo de Execução. incisos III.

152 . 128 e 129 todos do Código de Processo Penal. inciso V do Código Penal. havendo o pressuposto dos indícios veementes de sua proveniência. Nada impede que o pedido seja dirigido diretamente ao Conselho Penitenciário. mas a decisão será do Juiz da Vara de Execuções Criminais. Obs. autuando-se em apartado. com a exposição do preenchimento dos requisitos legais e o requerimento no sentido de que seja ouvido o Conselho Penitenciário. tudo com base nos artigos 125. ser concedido o livramento condicional com expedição de carteira. Na fundamentação deverá demonstrar que a aquisição do imóvel se deu com os proventos do delito.não ocorreu. juntando-se também a certidão do Cartório onde o imóvel foi registrado. de maneira que poderá requerer a concessão do Livramento Condicional. a corroborar ser a medida adequada o pedido de progressão de regime ao Juiz de Execução de Avaré. ao final. já que o problema confirma que há Vara de Execução Criminal em Avaré. LIVRAMENTO CONDICIONAL PROBLEMA Manoel reúne os requisitos do artigo 83. 126. O pedido deverá ser endereçado ao Juiz da Vara das Execuções Criminais. operando-se a inscrição no Registro de Imóveis. para. SEQUESTRO PROBLEMA Requerer junto ao DIPO o seqüestro do bem. O requerimento deverá estar instruído com cópias das peças do inquérito que demonstrem a autoria do delito e sua materialidade.

mediante o emprego de arma de fogo. você tenha manifestado seu desacordo em relação aos termos da referida decisão e que. no valor de 1/30 do salário mínimo. cumulada com 30 dias-multa. Após o interrogatório e a confissão de Odilon Coutinho. com base em toda a prova colhida. nascido em 20/1/1987. no valor de R$ 1. localizada em Brasília – DF. no valor de R$ 5. para Odilon Coutinho.00 de agência do banco Zeta. do Código Penal. com 71 anos de idade. acerca de um sujeito conhecido como Vovô. que invadia agências dos Correios com o propósito de subtrair caixas e embalagens para usá-las no tráfico de animais silvestres. intimado(a) da sentença condenatória. teria subtraído. inicialmente. e decidiram realizar a escuta telefônica. porque. condenado o réu. ainda. I e IV. alegando que o fato já estava suficientemente esclarecido.00.” O magistrado recebeu a exordial em 1. na qualidade de advogado(a) constituído(a) de Odilon Coutinho. a instrução seguiu. I e IV. 155. Assim agindo. 120 caixas de encomenda do tipo 3. réu primário.980. o denunciado. e 200 caixas de encomenda do tipo 4. segundo ele. não permitiu a oitiva de uma testemunha arrolada. a escuta telefônica fora realizada “por conta”. 29 e 69. ocorridos em 7 de dezembro de 2007. requerendo-se o processamento até final julgamento. acolhendo a imputação em seus termos. à pena privativa de liberdade de 8 anos de reclusão (a pena-base foi fixada em 5 anos de reclusão). tempestivamente. na região de Manaus.º e 4. brasileiro. brasileiro.º. do Código Penal (CP).). pela defesa. O policial Jediel Soares. por volta das 19 h 30 min. 153 . todos do CP. §§ 1. Superada a fase de alegações finais. Em face da situação hipotética acima apresentada.º de outubro de 2007. nas diligências por eles efetuadas.9. 155. foi denunciado pelo Ministério Público. PROBLEMA 02 (CESPE NACIONAL 2008. suspeitaram da pessoa de Odilon. em 13 de outubro de 2008. na presença de advogado ad hoc. tendo o magistrado. incisos I e II. embora já houvesse advogado constituído não intimado para o ato. do CP. Jediel e seu colega Nestor. 157.00.2) Odilon Coutinho. incs. em conjunto com outras duas pessoas. incs. elabore a peça processual cabível. fase em que o magistrado. auto de avaliação indireta às fls. combinado com os arts.º e 4. e supondo que. cada dia. a quantia de aproximadamente R$ 20. foi inquirido em juízo. imbuídos do propósito de assenhoreamento definitivo. de acordo com o art.00 (cf. juntamente com outro não identificado.000. §§ 1. Fixou. senhor de “longa barba branca”. no dia 19/2/2007. O Ministério Público não interpôs recurso.º.º. tenha sido intimado(a) a apresentar as razões de seu inconformismo. porque havia diversas denúncias anônimas. MÓDULO AVANÇADO (PROBLEMAS DIVERSOS) PROBLEMA 01 (CESPE NACIONAL 2008. apresentadas pelas partes em fevereiro de 2008. responsável pelo monitoramento das conversas telefônicas de Odilon.240. § 2. solteiro.1) Mariano Pereira. Odilon Coutinho. ainda não identificadas. os autos foram conclusos para sentença. quebraram a janela do prédio onde funciona agência dos Correios e de lá subtraíram quatro computadores da marca Lunation. foi denunciado pela prática de infração prevista no art. endereçando-a ao juízo competente. no valor de R$ 540. enfrentando todas as matérias pertinentes e datando o documento no último dia do prazo para apresentação. na cidade e comarca de Manaus – AM. motivo pelo qual é oferecida a presente denúncia. incorreu o denunciado na prática do art. por volta das 17 h 40 min. tendo esclarecido que. nos seguintes termos: “No dia 17 de setembro de 2007. residente e domiciliado em Rio Preto da Eva – AM. em março de 2008. o regime fechado de cumprimento de pena.

que foi divulgado pela imprensa. a fundamentação legal e jurídica. a polícia conseguiu chegar até Mariano. os autores se dirigiram até o local e convenceram o vigia a permitir sua entrada na agência após o horário de encerramento do atendimento ao público. que levaram muito dinheiro. casado. os horários e hábitos dos empregados do banco Zeta. que os assaltantes provavelmente vigiaram a agência e notaram a pouca segurança. O Acusado. uma vez que com este possui dívida 154 . que o assalto não demorou nem 5 minutos. Além do vigia. por ficar até mais tarde. muitas vezes fechava o caixa dos colegas. Inclua. considerando que a intimação tenha ocorrido no dia 23/6/2008. pela sua experiência. a peça processual. oportunidade em que anunciaram o assalto. ferramenteiro. a acusação pediu a condenação nos termos da denúncia. mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo. conhecido como “Ge”. por volta das 19h15. o único que estava armado. que. que não recuperaram o dinheiro. Regularmente denunciado e citado. pertinente à defesa do acusado. enquanto Mariano. brasileiro. que ele fez o retrato falado e reconheceu o acusado. Manoel Alves. os outros apareceram e não conseguiu mais travar a porta. O vigia fez retrato falado dos ladrões. que ficou muito nervosa durante o assalto porque tem depressão. em seu texto. informou que somente praticou o delito porque foi ameaçado de morte pelo seu colega. mas não explicou como comprou uma moto nova à vista já que está desempregado. após destravar a porta e o primeiro ladrão entrar. na Avenida das Arvores. em seu interrogatório judicial. acompanhado pelo advogado. defronte ao número 100. o vigia. foi ouvido e declarou: que abriu a porta porque um dos ladrões disse que era irmão da funcionária. que os outros autores não foram identificados. Em face da situação hipotética apresentada. apenas uma bancária. que a quantia levada foi de quase vinte mil reais. conferia malotes etc. encontrava-se no local e entregou o dinheiro que estava disponível. que. segundafeira. em Santo André-SP. O vigia Manoel reconheceu o indiciado na delegacia e faleceu antes de ser ouvido em juízo. na fase policial. que. O policial Pedro Domingos também prestou o seguinte depoimento em juízo: que o retrato falado foi feito pelo vigia e muito divulgado na imprensa. Manoel faleceu poucos meses após o fato. foi preso por dois policiais militares em flagrante delito. Fugiram em seguida pela entrada da agência. que nenhuma arma foi apreendida em poder de Mariano.. Na fase seguinte. que o sistema não foi consertado porque a agência estava sendo desativada. no dia 22 de janeiro de 2009. que o réu negou participação no roubo. Maria Santos. que o sistema de vigilância da agência estava com defeito e por isso não houve filmagem. redija. Manoel era meio distraído e ela acredita que ele deixou o primeiro ladrão entrar por boa fé. privativa de advogado. em Santo André-SP. chegaram até Mariano e ele foi reconhecido. um veículo VW/Gol. Mariano negou a autoria do delito. Durante o inquérito. placas SSS-0171. no dia dos fatos.Consta na denúncia que. explore as teses defensivas possíveis e date no último dia do prazo para protocolo. pertencente à vítima Andrade Neto. que o Sr. residente na Rua dos Florais. que apenas um estava armado e ficou apontando a arma o tempo todo para ele. que a agência estava sendo desativada e não havia muito movimento no local. que o Sr. que não houve violência nem viu a arma. que sempre ficava até mais tarde no banco e um de seus 5 irmãos ia buscá-la após as 18 h. que. na qualidade de advogado(a) de Mariano. a folha de antecedentes penais do réu foi juntada e consta um inquérito em curso pela prática de crime contra o patrimônio. Vila Bach. e. por intermédio de uma denúncia anônima. ter subtraído. Durante a instrução criminal. 200. Na fase de requerimento de diligências. apontava sua arma para o vigia. A defesa não apresentou alegações preliminares. PROBLEMA 03 Firmino dos Santos. por uma denúncia anônima. tem plena convicção da participação do acusado no roubo. sob a acusação de. que nenhum disparo foi efetuado nem sofreram qualquer violência. a bancária Maria Santos afirmou: que não consegue reconhecer o réu.

cabível à espécie. do CP. havia tentado furtar o seu veículo. imediata e espontaneamente. PROBLEMA 05 Candido Alegria foi preso em flagrante nas imediações de local onde vítima noticiou o roubo de seu carro. dona Florinda. negou a autoria do delito. junto com Marconi. que. para responder a acusação. cite-se o acusado. tendo sido encaminhado ao juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca no prazo legal. A vítima Maria Helena. redija. O inquérito policial foi autuado e tramitava perante a 2. Maria Helena. buscando a nomeação de defensor. a peça jurídica. A arma foi devidamente apreendida e o veículo entregue à vítima. dando-lhe início ao processo criminal e. O magistrado aceitou a indicação e determinou o prosseguimento do feito. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. Pedro Paulo como autor do delito. Na ocasião. dormindo. por parte dos policiais. em favor de Pedro Paulo. O acusado encontra-se detido no Centro de Detenção Provisória da mesma Comarca e até a presente data está aguardando a presença do Oficial de Justiça para ser citado. Juiz. Sendo assim. havendo insistência. Pedro Paulo não é primário. desesperada. dirigiu-se à Ordem dos Advogados do Brasil e informou que seu filho não possui as mínimas condições para contratar um advogado e requereu que seu filho fosse assistido por um patrono nomeado. no prazo de 10 (dez) dias”. foram feitas as comunicações de praxe. conforme orientação dos agentes de polícia. a fim de se submeter a reconhecimento formal. Na delegacia. inicialmente. tendo em vista o comparecimento espontâneo de sua mãe à OAB.de droga. 2) Nos termos do artigo 396 do Código de Processo Penal. e. Em seguida. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades. O MM. Então. diversa do habeas corpus. recebeu a exordial acusatória e prolatou o seguinte despacho: “1)Tendo em vista os indícios de autoria criminosa. Juiz da 1ª Vara Criminal de Santo André. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana. 157. placa IFU 6643/SP. o delegado autuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. recebo a denúncia em face de Firmino dos Santos. como defensor dativo do Acusado. Afirmou ainda que “Ge” ameaçou matar sua filha. por escrito. porém possui residência e emprego fixos. diante do reconhecimento pela vítima do roubo. com cabelos escuros e utilizando bonés. em seguida. ocorrido no dia 9/6/2008. a vítima. declarando que Pedro Paulo era a pessoa que. O auto de prisão em flagrante foi realizado regularmente. O Inquérito Policial foi relatado e encaminhado ao Fórum de Santo André. Considerando a situação hipotética apresentada. no dia do crime. no dia 9/6/2008. no estacionamento do shopping Iguatemi. para reconhecimento. PROBLEMA 4 (OAB/SP 136) Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas.a vara criminal da capital. e a testemunha Agnes. dispensando a citação do Acusado. ainda. Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez. se ele não roubasse referido veículo. No dia 30/6/2008. foi autuado por infração ao art. a OAB encaminhou indicação ao MM. bem como a nota de culpa 155 . de cor verde. Ocorre que sua mãe. relatando que. adote a medida cabível. estava em casa. O Magistrado abriu vista ao Ministério Público e este ofereceu a denúncia. Considerando a situação hipotética narrada e tendo sido intimado para manifestar-se no processo. Ao registrar ocorrência policial. diversa de habeas corpus. Disse. no horário do crime. que lhe pertencia. mediante grave ameaça exercida com emprego de arma. por volta das 22 h. I. para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa. § 2º. logo após a ocorrência do delito. a vítima assinou o auto de reconhecimento. o preenchimento dos requisitos do artigo 41 do CPP e a não verificação dos óbices apontados pelo artigo 395 do mesmo diploma legal. Diante disso. Pedro Paulo foi posto em uma sala. fundamentadamente. tentando subtrair o veículo Corsa/GM. para que pudesse convertê-lo em dinheiro. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram.

até que cessasse a agressão que sofria. declarada extinta a sua punibilidade. André para matar Vítor. Em interrogatório realizado em 14/2/2008. A perícia concluiu ser este portador de esquizofrenia grave. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva.º.foi-lhe entregue também dentro do mesmo prazo. Foram ouvidos em juízo: o médico legista. Mário e André foram apontados como incursos no art. incapaz de causar mal a qualquer um. embora não fosse possível uma afirmação conclusiva. aliás. III. Durante a instrução criminal. tendo sido. Em 12/2/2008. o juiz. redigir a peça adequada para obter sua libertação. que no dia dos fatos Antonio de Souza. conforme perícia juntada aos autos. aplicando-lhe Medida de Segurança. Mário negou a contratação e disse viver bem com a esposa. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. houve uma explosão que o matou. Da gravação nada constava sobre a forma de execução do crime.º. que negou ter relações com a vítima. §2. afirmaram que ele era amante da esposa de Mário. II. a voz da conversa interceptada era semelhante à de Mário. na ocasião. trabalha como comerciante estabelecido na cidade há 15 anos. II – motivo fútil consistente em ciúmes. PROBLEMA 06 (OAB/SP 134) Em 1. QUESTÃO: Como advogado de Candido. como André já era procurado pela polícia.º/2/2008. em 3/1/2008. quando Vítor acionou o motor do carro. e um perito. Mário foi acusado de ter contratado. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. c. Considerando a situação hipotética acima descrita. uma interceptação telefônica autorizada para desvendar outro crime captara.c. absolveu sumariamente João da Silva. caput. e tendo sido constituído advogado de Candido. passou a desferir-lhe socos e pontapés. I – mediante paga. Duas testemunhas. marcado encontro entre os dois. adote medida em seu favor. IV – recurso que impossibilitou a defesa da vítima. o qual declarou que. Finda a instrução. conversa entre ele e outra pessoa. após provocar o acusado injustamente. que confirmou a morte por explosão. para que ela explodisse quando a ignição do veículo fosse ligada. I. permanecera em silêncio. casualmente. na pronúncia. tem bons antecedentes. art. como se seu advogado fosse. de ofício. A decisão judicial foi publicada há dois dias. 29. prevalece o princípio in dubio pro societate. acatando o Laudo Pericial. categoricamente. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. 121. III – emprego de explosivo. cujo nome não foi mencionado. mediante uso de uma barra de ferro. o Magistrado. Levantando-se com dificuldade. assentando-se na gravação e nos depoimentos das testemunhas de acusação e afirmando que. na qual este negociava com André a morte de uma pessoa. c. cidade. Considerando a situação hipotética descrita. do Código Penal. André faleceu. que era amante de sua esposa. em 15/1/2008. na fase policial. as partes apresentaram suas alegações e. 156 . 121. supostamente Mário. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. visto que. pelo prazo mínimo de 02 (dois) anos.c art. PROBLEMA 07 (OAB/SP 113) João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. o juiz pronunciou Mário pelo art. Encerrada a primeira fase processual. amigos de Vítor. com palavras de baixo calão. O acusado e seu advogado foram intimados da decisão em 5 de março de 2008. diversa do habeas corpus. caput. atue na defesa de Mário. em 3/3/2008. André foi acusado de ter instalado. e sua esposa. tome a providência judicial cabível. em que nasceu e sempre morou. IV. consta que ele é primário. 29. tendo sido. as lesões corporais que o levaram à morte. que disseram ser este pessoa calma e dedicado pai de família. De fato. não tendo ele chegado a ser ouvido. dois policiais que afirmaram que. todos do Código Penal. Conforme documentação apresentada pela esposa de Candido. então. §2. Como testemunhas de defesa foram ouvidos dois amigos de Mário. uma bomba no carro de Vítor. não identificada.

Juiz da Vara Única da Comarca. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. c/c art. ambos da Lei n. Colombino de Almeida. atualmente desempregado. agente de polícia federal. PROBLEMA 09 (OAB/MG 2000) Colombino de Almeida.343/2006. a quantia de R$ 5. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. 40. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. via de regra estacionados nas ruas durante a noite. bairro da Natividade. na data dos fatos. confirmaram que. Redija a peça pertinente ao caso. solteiro. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. presenciarem a efetiva transação.PROBLEMA 08 (OAB/SP 116) Onesto de Abreu. como dito. por sua vez. PROBLEMA 10 (OAB/SP 136) No dia 30 de agosto de 2007. teria infringido. tudo de conformidade com o art. trata-se de uma quadrilha organizada.º 11. e conforme se extrai dos autos do inquisitório. diz o decreto de prisão o seguinte: “Pelo que se vê. Vânia Pereira. Desde a fase de inquérito policial. você após Ter acesso aos autos e. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. sem. após mencionar o nome do denunciado. segundo a exordial acusatória. Nenhuma outra prova foi produzida pelo Ministério Público. da qual o denunciado ao que tudo indica. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. casada. 33. A defesa. como incurso no art. na posse de 11. dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha. 02 a 05 contra os elementos nela qualificados e. percebo a inicial do MP de fls. sua qualificação. na Rua Maria Quitéria. §§ 1° e 5° c/c 29 do Diploma Penal pátrio. em flagrante. Concomitantemente à ação penal. no despacho que recebeu a denúncia. 311 e seguintes do Código de Processo Penal. trazida consigo.000. com certeza para “desmanche”. na forma de uma única porção. em processo-crime a que responde como incurso nas lides dos arts. Procurado por familiares do “preso”. por sua vez. transportando-os posteriormente para outros Estados da Federação. 333 do Código Penal. contudo. Em face disso. brasileira. estando o custodiado recolhido em péssimas condições na cela da Delegacia de Polícia da Comarca. por conveniência da instrução criminal e mesmo para assegurar a aplicação da lei penal. 155. 317 do Código Penal. Inocêncio da Silva. agentes penitenciários. conhecida como cocaína. tirando o sossego dos habitantes com uma série de furtos de veículos. inciso VII do Código de Processo Penal. que vem agindo nesta Comarca há bastante tempo. bem como os dispositivos penais que. no interior de estabelecimento prisional. ao que tudo está a indicar o líder da mencionada quadrilha. entende ser possível medida com vistas à liberdade do agora seu cliente.” Viu-se a ordem de prisão provisória cumprida. Expedir o competente mandado de prisão. a pedido do i. sobretudo ao decreto de custódia cautelar. Na instrução criminal. também foi denunciado. Com efeito. em Franco da Rocha – SP. As testemunhas de acusação. mantendo a negativa no interrogatório judicial. para garantia da ordem pública.00 (cinco mil reais) a fim de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. provou que Onesto tem incólume vida profissional. foi presa. brasileiro. tome a providência judicial cabível. nos mesmos autos. de acordo com o art. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação. na posse da 157 . é o líder. residente na Comarca de Ferros/MG. residente na Rua José Portela nº 67. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. 33. representante do Ministério Público. fundamentando as questões de natureza processual existentes. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. viu decretada sua prisão preventiva pelo MM. Encerrada a instrução. III. hei por bem decretar a custódia preventiva do primeiro denunciado. a ré fora surpreendida.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física.

do Código Penal).ª Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo. seu marido. residente na rua Pedro Afonso n. A defesa tomou ciência da decisão. III. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio. que o acusado é provavelmente soldado do tráfico. o que só será dirimido. documentos que comprovam que Vânia é primária. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. 69 do Código Penal brasileiro.º 10. e 71. n. conforme sentença que transitou em julgado.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito.01.2007 e. O relator. Vânia foi condenada pelo juiz da 1. Vânia levava-lhe.o 12. que “não sabia que havia droga dentro da sola do tênis” e que. brasileiro. PROBLEMA 13 (OAB/SP 136) Rodrigo Malta. 16. diversa de habeas corpus. pratique o ato judicial pertinente. Lúcio. para a acusação no dia 05.2009. Considerando a situação hipotética apresentada. Em seu interrogatório em juízo. a primariedade e os bons 158 . que assim se manifestou: “Após analisar os autos. vencido. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155. que somente após a perfuração da sola do tênis. veio a ser preso no dia 28. sem demonstrar nervosismo ou medo. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. Informaram. durante a instrução. O v. por fim. nos autos. puderam verificar a existência da droga.º 11. cabível à espécie. em 2/8/2008. 14.substância entorpecente — escondida no interior do solado de um tênis —. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provisória de seu cliente. foi preso em flagrante delito. com a numeração raspada). que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida. como incursa no art. foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. nascido em 4/5/1976. os laudos de constatação prévia e de exame químico-toxicológico.343/2006. Afirmou que. PROBLEMA 12 (OAB/SP 122 . os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves. Relataram.º I. mas também a forma de acondicionamento apresentada. Em 9/9/2008. justificando-o. 40. parágrafo único. Com efeito. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido. redija. que estava foragido. destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva. nos autos. típica da atividade de tráfico. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. Ao final. em favor de Vânia Pereira. por isso.2007. PROBLEMA 11 (OAB/SP 108) Octaviano. e no art. Declarou. o que foi aceito. funcionário público. com exatidão. solteiro. decidira levar o calçado para seu marido. a peça jurídica. tendo ela passado calmamente pela guarita policial. Há. no dia 20. parágrafo 4. Moema. caput. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. De outro lado. encontra-se condenado pela 27. Ademais. indicando a prova indiciária. tem bons antecedentes. acórdão foi publicado há dois dias.02. Vânia refutou a imputação. IV.º. no valor unitário mínimo. c/c art. ambos da Lei n. entendeu ser nulo o processo porque suprimida a fase das alegações preliminares. também. QUESTÃO: Como advogado de Octaviano. São Paulo – SP. ainda. semanalmente. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. foi condenado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. 33. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha. até o momento. As testemunhas de defesa disseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. e pagamento de sessenta e seis dias-multa. ocasião em que foi detida. na noite anterior aos fatos. para a defesa. de acordo com o que dispõe o art. mantimentos e roupas. em regime inicial fechado. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. ambos da Lei n. com 19 (dezenove) anos à época do fato.ADAPTADO) Lúcio.a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. Constam. por maioria de votos. com um facão. ainda. em São Paulo – SP.01.

Vinte minutos depois. contudo. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. do Código Penal. em favor de seu cliente. quando trafegava pela rodovia. elabore a peça processual em prol de seu interesse. O Ministério Público aforou Recurso Extraordinário. destacando-se que. além da pena de multa. verificando-se o trânsito em julgado. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta. impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. para fins de reincidência. sendo certo que o Tribunal reconheceu a tese por ele apresentada por dois votos a um. sendo aquela assim fixada: quatro anos. A ordem. foi preso por policiais militares. desacompanhado da certidão cartorária . que oficiou contrariamente à liberdade provisória. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. fazendo gesto de que estava armado. mantendo. diante da denegação da ordem. 312 do Código de Processo Penal. não demonstrou qualquer intenção de fuga. interponha a peça jurídica cabível. diversa de habeas corpus. sem fundamentação judicial no tocante à majoração da pena. Petrônio não foi apresentado. apresente a peça processual cabível. PROBLEMA 14 (OAB/SP 110) Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando.º 10. do Código Penal. inciso I. 157. Como advogado de Petrônio. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável. leia-se 12 anos. mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. ante a ausência de recurso da defesa. e onde se lê 21 anos. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Como o pneu do veículo estourasse. Isto posto. O STF aduziu. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. indefiro o pedido de liberdade. I e II. baseado no voto divergente desta decisão. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. Já na rua. em casos como o presente. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. PROBLEMA 15 (OAB/SP 115) João foi processado por infração ao art. ameaçou Maria de morte. Petrônio o abandonou e. Registre-se que Rodrigo Malta é primário.” A defesa. recebendo pena de 21 anos de reclusão. parágrafo segundo. 21 da Lei n. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. o que culminou por exasperar a pena para 12 anos de reclusão. QUESTÃO: Como advogado de João. ameaçando de morte o seu proprietário. em razão do disposto no art. parágrafo 2º. Considerando a situação hipotética apresentada. então. Petrônio. sentença de primeiro grau jurisdicional. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. roubando seu veículo Monza. restou denegada. prosseguindo em sua fuga. que o Juiz sentenciante equivocou-se materialmente. Outrossim. fundamentando-a. por duas vezes. objetivando a concessão de liberdade provisória. PROBLEMA 16 (OAB/SP 135) 159 . acrescidos de 1/4 pela reincidência.826/2003. e ainda estando Petrônio preso. A sentença transitou em julgado. para tanto colocando a mão sob a camisa. roubou um veículo Opala. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. diminuindo a pena para 7 anos de reclusão. c/c artigo 69 "caput". Ao final do processo. conseguiu evadir-se do presídio. no mais. também do Código Penal. apenas. Anos após. Apresentou Recurso de Apelação. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. a r. confirmando-se a decisão do juiz a quo. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. novamente colocando as mãos sob a camisa. entre os elencados no art. em 08 de fevereiro de 1993. e utilizando-se do veículo na fuga.antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente. tendo o Juiz considerado.

por meio da defensoria pública. na qual Márcio estivera envolvido. Márcio. na condição de advogado(a) contratado(a) por Márcio. a conduta delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos: Desde janeiro de 2005 até. no relatório carcerário expedido pelo diretor daquele estabelecimento prisional. "e". § 2. foi condenado. em regime fechado. pelo juiz da 2. o detento. em 7/9/1938. livre e conscientemente. conhecidos de José há mais de 30 anos.2) José de Tal. Informaram que José sofre de problemas cardíacos e gasta boa parte de seu salário na compra de remédios indispensáveis à sua sobrevivência. arrolando as testemunhas Margarida e Clodoaldo. em companhia de seus pais. presidida pelo juiz de direito da 9. atualmente recluso no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes – SP. pedreiro. que. divorciado. A denúncia foi recebida em 3/11/2008. de próprio punho — visto que não tinha condições de contratar advogado sem prejuízo de seu sustento próprio e do de sua família — resposta à acusação. Maria de Tal confirmou que José atrasava o pagamento da pensão alimentícia. afirmaram que ele é ajudante de pedreiro e ganha 1 salário mínimo por mês. que já cumpriu 5 anos do total da pena. lote 1. Recentemente. Em razão disso. atualmente. solteiro. primário e portador de bons antecedentes.º.º 002/2006 do mesmo juízo. pleiteou ao juízo competente a concessão do livramento condicional. Disseram. e seus 6 outros filhos menores de idade. mas que sempre efetuava o depósito parcelado dos valores devidos. o denunciado José de Tal. Considerando a situação hipotética descrita. sem justa causa. pela prática do crime previsto no art. também. mas não consegue. desse filho. visto que deseja contribuir com a subsistência. ainda.ª Vara Criminal de Planaltina – DF. nascido em Juazeiro – BA. ajudante de pedreiro. 61. a peça — diversa de habeas corpus — que deve ser apresentada no processo. c/c art.º 001/2005 – 5. a autoridade carcerária informa que. atualmente. Na exordial acusatória. ostenta bom comportamento e exerce trabalho externo. PROBLEMA 17 (OAB UNIFICADO 2009. 157.a Vara Criminal de São Paulo – SP. desempregada. O juiz indeferiu o pedido de livramento condicional. não reincidente em crime doloso. filho que teve com Maria de Tal. No curso da instrução criminal. quantia que é utilizada para manter seus outros filhos menores e sua mulher. brasileiro. desempregada. o que o preocupa muito. morava com outra mulher. Entretanto. A audiência de instrução e julgamento foi designada e José compareceu desacompanhado de advogado. visto que. no mesmo relatório. Na oportunidade. todas as vezes que conversam com José. progrediu ao regime semi-aberto. deixou. residente e domiciliado em Planaltina – DF. As testemunhas Margarida e Clodoaldo. de prover a subsistência de seu filho Jorge de Tal. Disse que estava aborrecida porque José constituíra nova família e. foi denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas previstas no art. no prazo legal. Guará – DF. formule. bem como de constituir uma família tão logo seja colocado em liberdade. Arrola como testemunha Maria de Tal. pelo menos. com carteira assinada.ª Vara de Família de Planaltina – DF (ação de alimentos) e executada nos autos do processo n. caput. não lhe proporcionando os recursos necessários para sua subsistência e faltando ao pagamento de pensão alimentícia fixada nos autos n. 244. incisos I e II. em diversas ocasiões e por períodos prolongados. 160 . ele sempre diz que está tentando encontrar mais um emprego. o juiz não nomeou defensor ao réu. menor de 18 anos. bem como que está atrasando os pagamentos da pensão alimentícia. como pedreiro.Márcio. consta uma tentativa de fuga em 22/4/2006. inciso II. pois não consegue sustentar a si próprio nem a seus filhos. brasileiro. razão pela qual ainda não faz jus à progressão ao regime aberto. aduzindo que o Ministério Público estaria presente e que isso seria suficiente. tendo o réu sido citado e apresentado. ambos do Código Penal. 4/4/2008. genitora e representante legal da vítima. a 8 anos de reclusão. em Planaltina – DF. e para pagar pensão alimentícia a Jorge. tem profissão certa e definida e está trabalhando. demonstra intenção de fixar residência na Colônia Agrícola Águas Lindas.

de 60 anos de idade. não crie fatos novos. tendo todos eles ocorrido na cidade de São Paulo – SP. contratou profissional da advocacia para que adotasse as providências judiciais em face de conhecido jornalista e comentarista esportivo. Em manifestação escrita. Entre os documentos coletados pelo cliente e pelo escritório encontram-se a gravação. além de domicílio de todos os envolvidos. segunda-feira. que o dirigente não teria condições de gerir o clube porque seria "um burro. em 15/6/2009. desafeto de Rodolfo T... divorciado. Sabe-se que todas as notícias foram veiculadas por ordem direta e expressa de Teodoro S. as partes nada requereram. no endereço eletrônico www. pois tinha se apropriado. bebidas. mantendo-se inertes. Foram ambos interpelados judicialmente e se recusaram a dar explicações acerca das ofensas. a praticar reiteradas condutas com o firme propósito de ofender a honra do dirigente do clube. brasileiro. adequada à defesa de seu cliente. às 21 h 30 m. disse.. desafeto do dirigente Rodolfo T. Em seu texto.C. do programa de televisão. o comentarista Clóvis V. jornalista. com o dia e horário em que foi veiculado. Tal afirmação foi proferida durante o programa de televisão Futebol da Hora. então. casado. indevidamente. Tais declarações foram igualmente publicadas no jornal impresso Notícias do Futebol. em seu blog pessoal na Internet. em 7/1/2010.xx.. Por três vezes afirmou. sob o argumento de que as provas produzidas eram suficientes ao julgamento da causa. o qual foi intimado.C. Destaquese que o canal de televisão VX e o jornal Notícias do Futebol pertencem ao mesmo grupo econômico e têm como diretor-geral e redator-chefe Teodoro S.Após a oitiva das testemunhas.futebol. José disse que gostaria de ser ouvido para contar sua versão dos fatos. em 15/1/2010. com as ofensas perpetradas pelo jornalista Clóvis V. afirmou que "o dirigente do clube está tão decadente que passou a sair com homens". Clóvis V. brasileiro. drogas e prostitutas". privativa de advogado. bem como no próprio blog pessoal do jornalista na Internet. Na fase processual prevista no art. que o dirigente "havia 'roubado' o clube LX F. Como se não bastasse.. na última edição do blog. importante dirigente do clube esportivo LX F. PROBLEMA 18 Em 17/1/2010. de R$ 5 milhões pertencentes ao LX F. juntamente com Teodoro S. administrador de empresas. em DVD. na condição de seu diretor-geral.. brasileiro. passou. bem como a edição do jornal impresso em que foi difundida a matéria sobre o assunto. mas o juiz recusou-se a interrogá-lo. que. a pretexto de criticar o fraco desempenho do time de futebol do LX F. o Ministério Público pugnou pela condenação do réu nos exatos termos da denúncia. Rodolfo T. no campeonato nacional em matéria esportiva divulgada por meio impresso e apresentada em programa televisivo. 402 do Código de Processo Penal. com 38 anos de idade.. em diversas ocasiões. tendo o réu. e os torcedores. a peça processual pertinente. quando da venda do jogador Y. em meios de comunicação distintos. na edição de 8/1/2010. de circulação nacional..C. o jornalista Clóvis V. Considerando a situação hipotética acima apresentada. ocorrida em 20/12/2008" e que "já teria gasto parte da fortuna 'roubada'. Prosseguindo a empreitada ofensiva. tomou conhecimento da autoria e dos fatos no dia 15/1/2010. porém estava "com os bolsos cheios de dinheiro do clube e dos torcedores". em 8/1/2010. por isso "a mulher o deixou". redija. por isso. sede da emissora e da editora. na Internet. endereçando o documento à autoridade competente e datando-o no último dia do prazo para protocolo. com festas. em 13/1/2010. para apresentação da peça processual cabível. solteiro. além de cópias de páginas e registros extraídos da Internet. sabendo não serem verdadeiras as afirmações. 161 . "tinha levado o clube à falência". inclua a fundamentação que embase seu(s) pedido(s) e explore as teses jurídicas cabíveis. de capacidade intelectual inferior à de uma barata" e.clovisv. na qualidade de advogado(a) constituído(a) por José. Rodolfo T. no canal de televisão VX e publicado no blog do comentarista esportivo.C. com 57 anos de idade. constituído advogado.

após o exame. de vinte anos de idade. 403. GABARITO – MÓDULO AVANÇADO PROBLEMA 01 Peça: Apelação (petição de juntada e razões) Endereçamento: petição de juntada dirigida à Vara Criminal Federal da Subseção Judiciária de Manaus e razões dirigidas ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região Teses: Preliminar: Nulidade consistente no cerceamento de defesa (ausência de intimação do advogado regularmente constituído. acreditando que a amiga sofria de úlcera. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodolfo T. Mérito: Não há incidência da causa de aumento de pena do repouso noturno (crime às 19h30). redija a peça processual que atenda aos interesses de seu cliente. no prazo sucessivo de cinco dias. além de um envelope com o resultado positivo do exame de gravidez de Leila. de vinte e oito anos de idade. com todos os documentos pertinentes. tanto pelo depoimento de Joel na fase policial e ratificação em juízo. Tanto na delegacia quanto em juízo. inconformada com o fato de ter engravidado de seu namorado. Leila foi encaminhada para perícia no Instituto Médico Legal de São Paulo. o juiz. apesar dos esforços da autoridade policial. na condição de advogado(a) constituído(a) por Fátima. alegando que não estivera. permitiu. o frasco de remédio para úlcera embrulhado em um papel com um bilhete de Fátima a Leila. Leila abortou e disse ao namorado que havia menstruado. de quatorze anos de idade. Regularmente processada a ação penal. pena base foi excessivamente majorada. considerando recebida a pasta de atendimento do cliente devidamente instruída. suficientes e necessários. onde se confirmou a existência de resquícios de saco gestacional. mudou-se para Brasília e. Fátima fez que Leila ingerisse um remédio para úlcera. grávida. Joel narrou o fato à autoridade policial.1) Leila. Após alguns dias. Date o documento no último dia do prazo para protocolo. não foram observadas as circunstâncias atenuantes da idade e da confissão e a fixação do regime mais gravoso que o necessário. mas sem elementos suficientes para a confirmação de aborto espontâneo ou provocado. Munido do resultado do exame e do bilhete escrito por Fátima. compatível com gravidez. Utilizando seus conhecimentos de estudante de enfermagem. na não oitiva da testemunha arrolada tempestivamente e na ilicitude da prova. A defesa teve vista dos autos em 12/7/2010. no qual ela prescrevia as doses do remédio. com a anuência das partes. consistente na não observância da lei de interceptação).Em face dessa situação hipotética. de fato. Fátima foi denunciada pela prática de aborto. Joel vasculhou as gavetas da namorada e encontrou. Joel. tendo confirmado que fornecera o remédio a Leila. ainda. Desconfiado. por meio do exame de laboratório e da conclusão da perícia pela existência da gravidez. a manifestação por escrito. § 3º. Em 30/1/2010. Sustentou. alegando toda a matéria de direito processual e material aplicável ao caso. resolveu procurar sua amiga Fátima. no momento dos debates orais da audiência de instrução. A acusação sustentou a comprovação da autoria. PROBLEMA 19 (OAB UNIFICADO 2010. a materialidade do fato. não foi localizada. CPP) Endereçamento: Juiz de direito da Vara Criminal de Brasília-DF 162 . quanto pela confirmação da ré de que teria fornecido remédio abortivo. procuração com poderes especiais e testemunhas. razão pela qual Fátima foi indiciada por aborto. Fátima negou a prática do aborto. para que esta lhe provocasse um aborto. na véspera da comemoração da entrada do ano de 2005. Leila não foi ouvida durante o inquérito policial porque. redija a peça processual adequada à defesa de sua cliente. PROBLEMA 02 Peça: Memoriais (Art.. Em face dessa situação hipotética. 10.

preso em (a comissão de) um crime flagrante. pelo ofendido. [O examinando que fizer habeas corpus (peça não privativa de advogado) deve obter a nota zero no quesito raciocínio jurídico. estendendo-o a outras situações. subsidiariamente. Com efeito. Não obstante seja esse o seu preciso significado. é comum que os advogados cumulem o pedido de relaxamento de prisão com o de liberdade provisória. do CPP. não sendo suficientes para amparar um édito condenatório. 302 do CPP que se considera em flagrante delito quem: I está cometendo a infração penal. não podendo. logo após. com obediência aos princípios da ampla defesa e do contraditório. isto é. II) acaba de cometê-la. o que poderá ser aceito. de seu envolvimento no crime de furto qualificado. atual. conforme se verifica 163 . em face do art. no momento em que foi detido pela polícia. 396-A. Frise-se que. com nenhum objeto que faça presumir ser ele autor da infração que lhe foi imputada. LXV. sustentar excludente de culpabilidade – coação moral irresistível (art. PROBLEMA 03 Peça: Resposta à Acusação Fundamentação: Art.Teses: Provas insuficientes para a condenação. que façam presumir ser ele o autor da infração. Prender em flagrante é capturar alguém no momento em que comete um crime. Aqueles que se limitarem à liberdade provisória. não foi perseguido pela polícia ou por qualquer pessoa. devido a ilegalidade no flagrante. nem foi encontrado. nenhuma destas ocorreu no caso em tela. 22 do CP). afastamento da qualificadora e reconhecimento da atenuante. O que é flagrante é o delito. logo após. em situação que faça presumir ser ele o autor da infração (flagrante impróprio). uma vez que o mesmo. Competência: Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Santo André-SP. flagrante presumido. logo depois. das três modalidades acima expostas. VII e. conforme pode-se observar da situação narrada. ou não. pela autoridade. objetos ou papéis. Daí dizer o art. não é a liberdade provisória o meio tecnicamente correto para obter-se a soltura de Pedro Paulo e. III) é perseguido. PROBLEMA 04 No caso em comento. Ora. a última. É o delito que está se consumando. armas. a flagrância é uma qualidade da infração: o sujeito é preso ao perpetrar o crime. 5. CPP. ausência de citação pessoal. logo depois. todavia. da Constituição Federal. Se há indícios. No mérito.º. porém. II. Tese: Preliminar de nulidade. IV) é encontrado. com instrumentos. a terceira. sob o crivo do contraditório. As duas primeiras modalidades são consideradas flagrante próprio. ou por qualquer pessoa. Pedro Paulo não estava cometendo a infração penal. uma vez que não foram corroboradas em juízo. finalmente. que determina que “a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária”. isso terá que ser apurado durante a instrução criminal. a peça processual cabível é o relaxamento de prisão. Pedido: Absolvição com fundamento no art. Ressalte-se que não houve flagrante nenhum com relação a Pedro Paulo. Na prática. Prisão em flagrante delito é a prisão daquele que é surpreendido cometendo uma infração penal. o certo é que as legislações alargaram um pouco esse conceito. deverão perder ponto no quesito domínio do raciocínio jurídico. As provas existentes são exclusivas da fase inquisitiva (pré-processual). o relaxamento de prisão. em qualquer situação que faça presumir ser o autor da infração. o afastamento da qualificadora do emprego de arma e reconhecimento da atenuante relativa à menoridade do agente. sim. flagrante impróprio ou quase flagrante e. Subsidiarimente. Pedido: Absolvição com fundamento no artigo 386. os fatos apurados sustentar uma prisão em flagrante. 397. nem havia acabado de cometê-la (flagrante próprio).

DJU de 04/05/2007). a doutrina de Magalhães Noronha nos ensina que: “apresentando-se o acusado. DJU de 06/06/2007) ou.º 126. o que o fez.748/RJ. o Estado Democrático de Direito.(AgRg na MC 6576 / PR Agravo regimental na medida cautelar 2003/0105593-0) A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional (HC 90. deve-se requerer o relaxamento da prisão em flagrante delito levada a efeito. qualquer que seja a modalidade (prisão em flagrante. DJU de 21/06/2007. como na jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça. o que constitui prisão ilegal. HC 90. Rel.c. apenas a existência da materialidade do crime e indícios da autoria. Carlos Britto. ou de réu que responde. somente será legal e conforme a Constituição da República. ainda que de maus antecedentes e reincidente. Rel. RT 82/296) Em verdade. Rel. De tal entendimento não discrepam nossos tribunais. Rel. Celso de Mello. Rel.º 09/STJ). primário e de bons antecedentes. h. n. min.260. DJU de 13/09/2007).398/SP. em caso contrário. Primeira Turma. Primeira Turma.311/SP. com base na periculosidade presumida do indiciado.351. Segunda Turma. em situação que autorizasse presunção de ser o seu autor. “foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia. Rel. por outro não permite que o Estado trate como culpado aquele que não sofreu condenação penal transitada em julgado (HC 89501/GO. Desse modo. como na Lei. não se pode. segundo jurisprudência do STJ: A Suprema Corte tem reiteradamente reconhecido como ilegais as prisões preventivas decretadas.464/RS. é inadmissível que a finalidade da custódia cautelar. não sendo encontrado. Cezar Peluso.162/RJ. a reincidência não poderá prejudicar o pedido de relaxamento de prisão. por exemplo. por todo o exposto. Min. Min. Inexiste prisão por apresentação” (in Curso de Direito Processual Penal). prisão temporária. Min. nem tampouco perseguido imediatamente após sua prática. DJU de 17/05/2007). Celso de Mello. Primeira Turma. por outro lado. desconsiderar que a autoria deve vir ao menos comprovada com o mínimo de prova — leiam-se aí indícios idôneos — pois. Segunda Turma. ainda.” (TJSP Câm.753/RJ.do auto de prisão em flagrante. Ricardo Lewandowski. a lavratura do auto de prisão em flagrante. n. Está. Rel. senão vejamos: “Prisão em flagrante — Inocorrência — Agente que não foi surpreendido cometendo a infração penal. RJTJESP 39/256) “Prisão em flagrante — Inocorrência — Inteligência dos arts. sendo exceção à regra (HC 90. se demonstrada a sua necessidade pelo Juiz. Crim. min. assim. Cezar Peluso.º 128. Segunda Turma. DJU de 28/06/2007). 302 do Código de Processo Penal. quais sejam. DJU de 22/11/2007). por imprópria. Cezar Peluso. O princípio constitucional da não-culpabilidade se por um lado não resta malferido diante da previsão no nosso ordenamento jurídico das prisões cautelares (Súmula n.Câm. min. na afirmação genérica de que a prisão é necessária para acautelar o meio social (HC 86. imediata e espontaneamente”. Crim. para a prisão cautelar. solto. Pedro Paulo sofrendo coação por parte da Autoridade Policial. com base na gravidade abstrata do delito (HC 90. no clamor social decorrente da prática da conduta delituosa (HC 84. Sepúlveda Pertence. uma vez ser esta totalmente nula. 164 . min. prisão decorrente de decisão de pronúncia ou prisão em razão de sentença penal condenatória recorrível) seja deturpada a ponto de configurar uma antecipação do cumprimento de pena (HC 90. Rel. DJU de 06/06/2007). min. prisão preventiva. de réu solto. Em resumo. reflexamente. ouvi-lo-á e representará ao juiz quanto à necessidade de decretar a custódia preventiva. Assim. ademais. Rel. a apresentação espontânea do requerente desfigura. Por fim. Inexiste prisão em tais circunstâncias. nem por isso a autoridade poderá prendê-lo: deverá mandar lavrar o auto de apresentação. Assim. até o trânsito em julgado de sua condenação. h. Ricardo Lewandowski.c. uma vez que o mesmo não se enquadra em nenhuma das hipóteses do art. o jus libertatis estaria seriamente comprometido. a constrição cautelar desse direito fundamental (art. ao processo da ação penal. Primeira Turma. Segunda Turma. Não obstante ser necessária.858/SP.” (TJSP . DJU de 16/03/2007). Segunda Turma. na periculosidade presumida do agente (HC 90.471/PA. Min. 302 e 317 do CPP — O caráter de flagrante não se coaduna com a apresentação espontânea do acusado à autoridade policial. e. nos casos de presunção “juris tantum” da desnecessidade da custódia cautelar. Nesse sentido. a sua prisão.

Rel. revogando-se a Medida de Segurança.. Segunda Turma.P.972/GO. Pedidos: impronúncia e afastamento das qualificadoras.5. DJU de 09/11/2007). DJU de 29/06/2007).P. Afastamento da qualificadora do inciso I. As razões do recurso deverão ser dirigidas ao Tribunal de Justiça. c) Competência: Tribunal Regional Federal 3ª Região. Fundamento: art. Fundamentos: Impronúncia: falta de prova. no caso. Gilmar Mendes. no caso. fundamentação exaustiva. Deve-se interpor Apelação ao Juiz da Vara do Júri. Min. inaplicabilidade do princípio “in dubio pro societate”. d) Fundamento: art. Rel. 312 do Código de Processo Penal. Argumento: Deve-se interpor recurso de apelação a qualquer Vara Criminal Federal. Eros Grau. PROBLEMA 08 a) Peça adequada: RECURSO DE APELAÇÃO. tendo havido encontro casual). DJU de 11/10/2007). Primeira Turma.069/RJ. d) Prazo para interposição: 05 (cinco) dias. PROBLEMA 06 Peça . A argumentação e a fundamentação deverão invocar a legítima defesa como excludente de ilicitude. Segunda Turma. Desse modo. a fim de que o acusado seja absolvido sumariamente (art. Assim. Min. DJU de 27/04/2007) com a satisfação dos pressupostos a que se refere o art. III e IV porque não se comunicariam.P. ainda que de forma sucinta.P. dos requisitos legais ensejadores da prisão preventiva (RHC 89. Aceitar-se-ia para a solução do problema a interposição de um pedido de HC endereçado ao Tribunal de Justiça desde que o mesmo esteja fundamentado na modificação de absolvição sumária para que os julgadores acatem a legítima defesa como excludente de ilicitude de conformidade com o artigo 25 do Código Penal. 415 do C.Tribunal de Justiça. contudo.P.729/SP. 593. As razões do recurso devem ser dirigidas ao Tribunal Regional Federal. II do C. pleiteando-se ainda a revogação da medida de segurança. prova ilícita (interceptação se destinava à descoberta de outro crime.P. frise-se. porque ciúme não configura motivo fútil. b) Interposição: a uma das Varas Federais Criminais. 310. tendo em vista as condições subjetivas favoráveis ao preso e. Gilmar Mendes. concisa. ausência dos requisitos para a prisão preventiva.). não sendo previsível o uso de explosivo e de recurso que impossibilitaria a defesa. porque em nenhum momento houve referência a pagamento feito por Mário. c) Fundamento: artigo 593. inciso XV. Não se exige. PROBLEMA 07 a) Recurso cabível: Apelação. deve ser expedido em favor de Pedro Paulo o competente alvará de soltura. a prisão preventiva se justifica desde que demonstrada a sua real necessidade (HC 90. do inciso II. requerendo a reforma em inteiro teor da decisão de primeiro grau. inciso I do C. sendo suficiente que o decreto constritivo. analise a presença.862/SP.. da Carta Magna) deve ter base empírica e concreta (HC 91. PROBLEMA 05 Liberdade provisória sem fiança. Juiz de direito – juízo de retratação. parágrafo único do CPP.ª Cármen Lúcia.Recurso em sentido estrito.º.ª Min. b) Órgão competente: Tribunal de Justiça. a mera explicitação textual de tais requisitos (HC 92. Rel. Rel. não bastando. Primeira Turma. Min. com fundamento no artigo 25 do Código Penal. por conseguinte. Há interesse em apelar da sentença 165 . Órgão competente .

a acusada. PROBLEMA 10 Deve-se interpor recurso de apelação. contém elementos de convicção. de bons antecedentes. portanto. não responde pelo crime a título de dolo. por parte de Vânia. especialmente diante dos depoimentos das testemunhas. tratando-se de provocação de erro vencível (aquele que poderia ser evitado pelo homem médio. pleiteando a revogação da prisão e a expedição do competente alvará de soltura. transportar. requerendo-se a absolvição. Já a pessoa que foi provocada. de modo que a ré seja absolvida da imputação constante na denúncia. da Lei n° 11. que a acusada não tinha consciência do seu proceder. 33 a 37 desta Lei são aumentadas de um sexto a dois terços. o artigo 33 da Lei n. esportivas. remeter. as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços. quer a título de dolo ou culpa. Ademais. oferecer. vender. Informaram. expor à venda. por fim. culturais. em Código Penal Anotado. vedada a conversão em penas restritivas de direitos. não responde pelo crime cometido. adquirir. trazer consigo. uma vez que a prisão cautelar. 166 . entregar a consumo ou fornecer drogas. afirmou uma única versão para os fatos. I. inciso I do C. por ser medida excepcional. com fundamento no art. tratando-se de erro invencível. para o TJSP. de unidades militares ou policiais ou em transportes públicos. de serviços de tratamento de dependentes de drogas ou de reinserção social. reformando-se a sentença condenatória integralmente.P. ter em depósito. razão pela qual se deve requerer o conhecimento e provimento do recurso de apelação. exige a demonstração de sua necessidade concretamente. que a abordagem da ré se deu de modo aleatório.” No caso. de recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer natureza. fabricar.. se: III a infração tiver sido cometida nas dependências ou imediações de estabelecimentos prisionais. de sedes de entidades estudantis. de Jesus. 593. do CPP.o. durante toda a persecução criminal. Até mesmo as testemunhas arroladas pela acusação relataram que. sociais.P. § 2. de ensino ou hospitalares. deve-se alegar que houve.absolutória pois houve um prejuízo na esfera administrativa que poderá ser revisto se o Tribunal reconhecer a inexistência do fato. produzir.” “§ 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1. Assim. recreativas. do Código Penal). sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1. Restou comprovado nos autos. sem demonstrar nervosismo ou medo. puderam verificar a existência da droga. guardar. prescrever.° 11. de molde a não deixar dúvidas sobre a inocência da ré quanto ao delito de tráfico de entorpecentes. III. visto que Vânia passou caminhando calmamente pela guarita policial.343/06 prevê: “Importar. o erro de tipo determinado por terceiro (artigo 20. ministrar. O quadro probatório. com um facão. Com efeito.343/06 prescreve: “As penas previstas nos arts. com fundamento no artigo 386.o deste artigo. de locais de trabalho coletivo. naquelas circunstâncias). o terceiro que provocou o erro responde pelo crime a título de dolo ou de culpa. não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.500 ( mil e quinhentos) dias-multa. subsistindo a modalidade culposa. a fundamentação deve ser deduzida neste sentido.” E o artigo 40. Segundo Damásio E. ou beneficentes. em hipóteses como essa. se prevista em lei. somente após a perfuração da sola do tênis. pois carente de fundamentação. ainda que gratuitamente. O pedido deve ser dirigido ao juiz da Vara Criminal da Comarca de Ferros-MG. desde que o agente seja primário. preparar. PROBLEMA 09 Deve ser pedida a revogação da prisão preventiva decretada pelo juiz. exportar.

para o STJ (CF. impõe o art. A exigência de fundamentação do decreto judicial de prisão cautelar. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. A prescrição seria 4 anos. fato que justificaria a custódia. 315 do mesmo Código. cai pela metade pela idade. ao qual. não basta para.959/SP e. aliás. afastado de qualquer circunstância concreta diversa da relativa ao fato delituoso. 514 o CPP. como se vislumbra in casu. entre os elencados no art. isoladamente. sem apresentação de fato concreto determinante. II. em face do princípio da presunção de inocência. indicando os motivos que a tornam indispensável. ficando apenas 2 anos. de bons antecedentes. não se pode atribuir a alegada coação. § 4. PROBLEMA 13 Deve-se interpor recurso ordinário em habeas corpus (RHC). PROBLEMA 11 Interposição de embargos infringentes com base no voto minoritário dirigida ao Desembargador Relator . sequer submetidas ao STJ. como.464/07 (Nova Lei dos Crimes Hediondos) possibilitaram a progressão de regime no cumprimento da pena e afastaram o óbice legal para permitir o regime inicial aberto ou substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. sendo. IV. no entanto.3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. art. é fora de dúvida que o decreto de prisão cautelar há de explicitar a necessidade dessa medida vexatória. não pode servir de motivação à custódia. mediante minuciosa análise das peculiaridades de cada caso. antes de a decisão condenatória penal transitar em julgado. provavelmente. tecendo-se os seguintes argumentos.º 11. justificar a prisão cautelar. segundo jurisprudência pacífica do STJ e do STF. por desrespeito ao disposto no art. o acusado seria soldado do tráfico. haja vista que Vânia é primária. 312 do CPP. em regra. alínea “a”). Pedido de nulidade do processo "ab initio". Como é cediço. e a fixação de regime inicial menos severo. tem atualmente o inegável respaldo da doutrina jurídica mais autorizada e da jurisprudência dos tribunais do país. Frise-se que a inconstitucionalidade do regime integralmente fechado declarada pelo Supremo Tribunal Federal no leading case HC 82. desconsiderando a continuidade. da nova lei de combate às drogas. Não constituem fundamentos idôneos à prisão preventiva a invocação da gravidade do crime imputado.o. PROBLEMA 12 Habeas Corpus por prescrição da pretensão executória. seja temporária ou preventiva. A impetração de habeas-corpus deverá ser considerada errada e suficiente para a reprovação do candidato. Como se verifica da decisão que determinou a prisão cautelar. contando-se o prazo a partir do trânsito em julgado para a acusação. nem os apelos à repercussão dos delitos e à necessidade de acautelar a credibilidade das instituições judiciárias: precedentes. inaceitável que a só gravidade do crime imputada à pessoa seja suficiente para justificar a sua segregação.Subsidiariamente. a Lei n. definido ou não como hediondo. Não pode o STF conhecer originariamente de questões suscitadas pelo impetrante que. sob pena de antecipar a reprimenda a ser cumprida quando da condenação. por conseguinte. confirmada pela corte estadual. Prisão preventiva: fundamentação: inidoneidade. Decisão judicial: a falta ou inidoneidade da sua fundamentação não pode ser suprida pela decisão do órgão judicial de grau superior ao negar habeas corpus ou desprover recurso: 167 . em caso de o TJSP negar provimento à apelação. A propósito: HC – Competência originária. Tal fundamento. em seguida. em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não-culpabilidade. Prisão preventiva: ausência de dados concretos que justifiquem a afirmação de que o paciente não se sente inibido à prática de delitos. 104. Por conseguinte. deve-se requerer o reconhecimento da causa de diminuição do artigo 33. a prisão cautelar é medida excepcional e deve ser decretada apenas quando devidamente amparada pelos requisitos legais. III. A mera alusão a requisito legal da segregação cautelar. II. manteve-se a segregação do acusado sob o argumento de que.

Rel. é prematuro decretar a custódia cautelar fundada na conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. O decreto prisional cautelar exarado em desfavor dos pacientes bem como o acórdão que manteve referida decisão não demonstram de forma consistente a presença dos pressupostos e fundamentos que autorizam a custódia preventiva (CPP. Não se pode acolher sob o manto da ordem pública.112-1/DF. Ricardo Lewandowski.precedentes.02. dentre os elencados no art. Anote-se. caso fique demonstrada concretamente a necessidade da referida medida. Anote-se. A questão foi retirada da jurisprudência do STJ: Recurso em habeas corpus nº 23. circunstância que não se mostra suficiente. Ordem concedida. 312 do CPP. Ausência dos pressupostos e fundamentos legais que autorizam a prisão preventiva. e que nem mesmo a expedição da precatória destinada à citação dos acusados — para responder à respectiva ação penal iniciada no mesmo instante em que decretada a preventiva — foi efetivada. Rel. quando ausentes quaisquer fatos concretos que justifiquem tal medida preventiva. Precedentes do STJ e do STF. com a numeração raspada. Min. não é suficiente para atrair a incidência do art. há de explicitar a necessidade da medida. que tem sentido muito amplo por estar voltada para a preservação de bens jurídicos essenciais à convivência social.03. (HC 38. Processual penal. Rel. provavelmente. 4. 3. Rel. Constrangimento ilegal evidenciado. impõe o art. manteve-se a segregação do acusado sob o argumento de que. 2. Indeferimento do pedido de liberdade provisória. considerou-se inconstitucional o disposto no art. divorciada dos fatos concretos ou baseada em meras suposições ou pressentimentos. A simples reprodução das expressões ou dos termos legais expostos na norma de regência. (STF. Arnaldo Esteves Lima.112-1/DF. por si só. Ordem concedida para revogar o decreto de prisão preventiva. Min. mas apenas de procedimento administrativo instaurado no âmbito do Ministério Público Estadual. do STF. 312 do Código de Processo Penal. limitando-se a fazer referência à gravidade do delito imputado na denúncia contra eles ofertada. indicando os motivos que a tornam indispensável. Prisão em flagrante. aliás. por ocasião do julgamento da ADIN 3. para a decretação da referida medida restritiva de liberdade antecipada. justificar a segregação provisória. Necessidade concreta da medida restritiva de liberdade não demonstrada.826/2003. os acusados são soldados do tráfico. DJU 25. 21 da Lei 10. 21 da Lei 10. do STF. como fuga ou escusa no atendimento a chamado policial ou judicial. que. que.344 – RJ (2008/0071349-8) Relator: Ministro Napoleão Nunes Maia Filho Recurso ordinário em habeas corpus. Constrangimento ilegal. assim entendida aquela que antecede a condenação transitada em julgado. ainda. ressalvada a possibilidade de decretação de nova custódia cautelar por motivo superveniente. todavia. art. afastado de qualquer circunstância concreta diversa da relativa ao fato delituoso. Recurso provido.2005). Ausência de justificativa idônea amparada em fatos concretos. Prisão preventiva decretada com base na gravidade do delito.2005). Ricardo Lewandowski. fato que justificaria a custódia.826/2003. é insuficiente para. Min. considerou-se inconstitucional o disposto no art. ainda. eventual sentimento de vingança ou revolta por interesses ilegítimos contrariados. 312). Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. como. 315 do mesmo Código. Homicídio tentado por duas vezes. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. HC 85. isoladamente. por ocasião do julgamento da ADIN 3. Considerando que a denúncia não foi precedida de inquérito policial. 168 . tendo em vista que o referido dispositivo legal não admite conjecturas. 5. DJU 21. Min. tal fundamento. Sepúlveda Pertence. que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.020/RJ. que deve reger-se sempre pela demonstração da efetiva necessidade no caso em concreto. confirmada pela corte estadual. É fora de dúvida que o decreto de prisão cautelar.397/MG. Habeas corpus. Como se verifica da decisão que indeferiu o pedido de liberdade provisória do paciente.

O artigo 131 da LEP deixa bem clara a necessidade da observância dos requisitos elencados no art. deve-se interpor agravo em execução da decisão do juiz da Vara de Execuções Criminais de São Paulo/SP. inciso II. Márcio já cumpriu 5 anos do total da pena. O livramento condicional poderá ser concedido pelo juiz da execução. 131 da LEP. No mérito. consoante dispõe o art. laconicamente. 83. O referido art. atualmente. compete ao STF rever. 83 do CP. transmudando a pena de 21 para 12 anos. o foro competente é o STF. comprometendo-se Márcio.P. quando por ele proferidas. possui profissão certa e definida. em razão de tentativa de fuga. No mérito. A autoridade carcerária informou que. Admite-se a impetração de "Habeas Corpus" com a finalidade de reconhecer a ausência da fundamentação e ajustando-se a pena. 624. expedido pelo diretor do estabelecimento prisional. se por outro motivo não estiver preso. sendo que o defensor dativo não pode dispensar a presença do acusado – segundo entendimento do STF. 83 do CP assim dispõe: 169 . I do C. 131. com base em fundamentação concreta.. com fulcro no art. do Código Penal. ora requerente. posto que o réu deve saber por quais motivos foi condenado). Competência STF. mas apenas e somente para deferir o pedido de liberdade provisória ao paciente. em consonância com o parecer do MPF. na audiência.que proibia a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. com carteira assinada. impetrar Habeas Corpus em vista da nulidade apontada. mas apenas intenção de fugir. Peça processual: Revisão Criminal. Recurso provido. Nas razões. em benefício dos condenados. nulidade do processo em vista da ausência do réu. Subsidiariamente. no relatório carcerário. Assim. Ademais. incisos e parágrafo único do Código Penal. visto que a decisão transitou em julgado para o réu.P. Para a concessão do livramento condicional. A fundamentação da defesa deve se basear na nulidade da sentença que não fundamentou a exasperação da pena (todas as sentenças devem ser fundamentadas. as decisões criminais em processos findos. pleitear absolvição em vista de não haver dolo de roubo. consta que a última punição de Márcio ocorreu há mais de dois anos. presentes os requisitos do art. Fundamentação: O Recurso Extraordinário apresentado pela Procuradora Geral de Justiça foi dirigido ao Supremo Tribunal Federal. PROBLEMA 16 Com fundamento no artigo 197 da Lei n. o que não pode prosperar. é necessário que o sentenciado preencha requisitos objetivos e subjetivos. Pode-se. apenas aduzindo. “Art. a cumprir todas às condições que forem impostas e submeter-se a elas. ainda que através da via recursal. que houve erro material. pedir afastamento da reincidência ( não comprovada através de certidão cartorária ).º 7.210/1994. dirigida ao Tribunal de Justiça. também. PROBLEMA 14 Razões de Revisão Criminal. 83. e art. desde já. PROBLEMA 15 Foro competente: Supremo Tribunal Federal. ouvidos o Ministério Público e o Conselho Penitenciário”. comércio ilegal de arma de fogo e tráfico internacional de arma de fogo. Além disso. afastamento da circunstância qualificadora ( ele não se encontrava armado ) e reconhecimento do crime continuado ( em lugar do concurso material de crimes ). sem prejuízo de nova decretação. alegar: preliminarmente. Portanto. e está trabalhando. A peça processual deve ser a Revisão Criminal. como pedreiro. o detento ostenta bom comportamento e encontra-se exercendo trabalho externo. o STF não apreciou os argumentos apresentados pela Defesa. deve-se requerer a concessão do benefício do LIVRAMENTO CONDICIONAL.

é fundamental que o magistrado nomeie defensor ad hoc (para o ato). porquanto há dois anos não se registra qualquer fato desabonador à sua conduta. se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. mormente diante do relatório atualizado da autoridade carcerária informando seu bom comportamento. 2005.o 523 do STF: “no processo penal. será processado ou julgado sem defensor”. do CPP) endereçados ao juiz de direito da 9. hoje se admite que se trata de um direito do sentenciado. nulidade absoluta. destaque-se o que preleciona o mestre Júlio Fabrini Mirabete. a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir.ª Vara Criminal de Planaltina – DF. ainda que ausente ou foragido. Nucci afirma que a não nomeação de defensor ad hoc é causa de nulidade absoluta: se o defensor constituído. 564. Frederico Marques lembra que pelo benefício é ampliado o ‘status libertatis’. prática da tortura.cumprido mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes. V . denota que se houve. a falta de defesa constitui nulidade absoluta. 26-04-2005. Art. Cf STJ: HC 40. §3. IV . pág.º. Preliminar de nulidade por falta de interrogatório do réu presente. 396-A. 2437. pp. alguma intenção deliberada do detento em frustrar a execução da pena. Gilson Dipp. ou ao ausente. o seu interrogatório. 8. II .ª edição. o relatório favorável da autoridade carcerária. Embora atribuído em caráter excepcional. § 2. por si só. 6.cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso. logo. quando presente.. in execução penal. 5. tornando-se este um direito público subjetivo de liberdade. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. A existência de registro de transgressão disciplinar ocorrida há mais de dois anos não tem o condão de exigir que ele permaneça encarcerado até a final de sua expiação. o dano causado pela infração. no passado. III.cumpridos mais de dois terços da pena. e de curador ao menor de 21 anos”. salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo.º.comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena.O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos. Memoriais (art. do CPP).ª T. Preliminar de nulidade por ausência de nomeação de defensor ao réu que não constituiu advogado para apresentar resposta à acusação (art. III . cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. ausente a defesa. preenchidos os seus pressupostos. Parágrafo único . segundo art.Para o condenado por crime doloso.. v. mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu. Bem a propósito. 403. 4. III. e os prazos 170 . esta não mais subsiste. do acusado não comparecer à audiência de instrução.673-AL. 2007. e terrorismo.ª edição.tenha reparado. Preliminar de nulidade por falta de nomeação de defensor ao réu presente que não o tiver. 3. 564. ou dativo. o juiz é obrigado a concedê-lo. de modo que. “c” do CPP: “a nulidade ocorrerá nos seguintes casos: III – por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: c – a nomeação de defensor ao réu presente.” PROBLEMA 17 1.Art. bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto. 2. nos casos de condenação por crime hediondo. Código de processo penal comentado. pelo contrário. que o não tiver.u. Guilherme de Souza Nucci. 83 . Súmula n. 866-7. Boletim AASP n. constitui prejuízo presumido. “e” do CPP: “a nulidade ocorrerá nos seguintes casos: III – por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: e – a citação do réu para ver-se processar. rel.” O art. 302: “Ainda que nos artigos 83 do CP e 132 da LEP se afirme que o juiz ‘poderá’ conceder o livramento condicional e que a doutrina se tenha posicionado no sentido de considerá-lo como uma faculdade do juiz. set. Se o ato processual se realizar. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Com efeito. 261 do CPP prevê que “nenhum acusado. desde que: I .

61. e a substituição da pena privativa de liberdade por pena de multa ou por uma pena restritiva de direitos. 817-18). Pugnar pela fixação da pena no mínimo legal de 1 ano de detenção. sob pena de cerceamento de defesa e nulidade. 244. do CP. Em caso de condenação e pelo princípio da eventualidade: 6. sendo que não há tipicidade se o sujeito não presta às pessoas os recursos necessários por carência. e Teodoro S. conforme previsão do art. composta por uma mulher desempregada e 6 outros filhos menores. §3. somadas. Partes: querelante: Rodolfo T. 17. 69 do CP). conforme art. inciso II. do CP. Código Penal anotado. sendo que a falta de pagamento da pensão alimentícia se deve à sua absoluta impossibilidade pessoal de fazê-lo. domingo ou dia feriado”. não pode o juiz recusar-se a interrogá-lo. não se interrompendo por férias. quando não constituem ou qualificam o crime”. Estando o réu presente e desejando defender-se por intermédio de seu interrogatório. agravantes e causas de aumento de pena.ª ed. (Damásio E. São Paulo: Saraiva. Requerer a fixação do regime aberto para cumprimento da pena. visto que o fato não constitui infração penal em face da presença de justa causa (elemento normativo do tipo) para o atraso nos pagamentos (ou não pagamento). do CP. 244. 44. 798 do CPP dispõe que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. caput. importante registrar que. para evitar o bis in idem. Sustentar o afastamento da agravante prevista no art. 386. 8. gasta boa parte de seu salário para comprar remédios indispensáveis à sua sobrevivência. 2005. caput. Ao comentar o art. na forma prevista no art. 61. e constituiu nova família. “c”. visto que sofre de problemas cardíacos. do CP. apesar de os 5 dias terminarem em um sábado. Nesse sentido. visto que as penas máximas abstratas. inciso I. Nesse sentido. 33.. caput. Último dia de protocolo da peça: 22/6/2009 (segunda-feira). ultrapassam dois anos. visto que José será maior de 70 anos na data da sentença (nasceu em 7/9/1938. arbitrando a multa no mínimo legal. do CP. 403. o último dia do prazo para oferecer os memoriais será o dia 22 (segunda-feira). o art. com todas as suas circunstâncias. Assim. e o §3. O art. visto que o fato de a vítima ser descendente do réu (filho) é elemento constitutivo do tipo previsto no art. com todas as suas circunstâncias.º do citado artigo dispõe que “o prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-se-á prorrogado até o dia útil imediato”. Pleitear o reconhecimento da circunstância atenuante prevista no art.concedidos à acusação e à defesa”. Requisitos da peça inicial acusatória: relato dos fatos delituosos. 41 do CPP. III. PROBLEMA 18 Petição inicial: Queixa-crime. bem como atender a todos os elementos descritos no art. posição sedimentada no HC 66. que dispõe o seguinte: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. Vara criminal comum. do CP dispõe que “são circunstâncias que sempre agravam a pena. Absolvição por atipicidade da conduta de José. conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentação de memorais”. de Jesus. Não há dolo na conduta de José. Damásio afirma que o elemento normativo do tipo está contido na expressão “sem justa causa”. do CPP prevê que “o juiz poderá. §2. do CPP. e querelados: Clóvis V. 65. Como a imputação diz que os crimes ocorreram em concurso material (art. o art. tendo a defesa sido intimada para a apresentação dos memoriais em 15/6/2009). do CP. “e”. considerada a complexidade do caso ou o número de acusados. pp. 7. 5.312/RS do STJ. com a possibilidade de José aguardar em liberdade o trânsito em julgado da sentença (apelar em liberdade) em face de sua primariedade.º. se existir. residência fixa no distrito da culpa e ausência dos requisitos que autorizariam sua prisão preventiva. ou por não ganhar o suficiente. §2. a qualificação do acusado ou 171 . 9. bons antecedentes. Sustentar que José é primário e portador de bons antecedentes.º. Nesse sentido.º. 10. haja vista que a defesa foi intimada em 15/6/2009 (segunda-feira). fica afastada a competência do Juizado Especial Criminal. José ganha apenas 1 salário mínimo. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo – SP.

previsto no art. 141. 115 e 126) Mérito: impronúncia por falta de comprovação da materialidade (laudo pericial inconclusivo). § 1. por duas vezes.: art. Admite-se o pedido de absolvição sumária (CPP. 387. 69). caput. do CPP). art. tudo em concurso material (art. todos do CP. inciso III. de 30/4/2009. por duas vezes. Pedido: reconhecimento da preliminar e extinção da punibilidade. quando necessário. por duas vezes. 387. 138 caput. 138. inexistência de indícios suficientes de autoria (falta das declarações da menor) e ausência da comprovação do dolo (a ré afirma que não sabia da gravidez da amiga e forneceu-lhe remédio com objetivo de curar úlcera). inciso III.” A fundamentação correta deve ser feita com base no Código Penal e no Código de Processo Penal. Adequada tipificação das condutas imputadas aos querelados: • Réu Clóvis V. 69.º. por duas vezes. 140. ao proferir sentença condenatória (. § 1. 139. o rol das testemunhas.250/67. 403. por duas vezes e art. 141.º. impronúncia nos termos do art. arts. inciso III. tudo em concurso material (art. Em conformidade com o disposto no art. Embora não haja previsão legal expressa quanto à apresentação de memorial na audiência de instrução do procedimento do júri. cumulado com a causa de aumento de pena prevista no art. e com a causa de aumento de pena prevista no art. Preliminar: prescrição da pretensão punitiva. art. é possível a substituição dos debates orais pelos memoriais. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. o crime prescreverá em oito anos. 141.” Condenação dos querelados nas custas e demais despesas do processo. todos do Código Penal brasileiro..: art. Pedido expresso: citação dos querelados e. estando o crime prescrito (CP. ao final.: art. cumulado com a causa de aumento de pena prevista no art. Prazo estabelecido pelo juiz: 19/7/2010. em face da ADPF 130.: art. 11. e não mais a Lei 5. visto que da data do fato (dezembro de 2005) até a denúncia (janeiro de 2010) passaram-se mais de quatro anos. Para o querelado Teodoro S. Fixação do valor mínimo de indenização pelo juiz sentenciante (art. IV. que declarou toda a norma não recepcionada pela Constituição Federal. 140 por duas vezes. caput. a prescrição corre pela metade. julgada pelo STF. inciso III. 69. a total procedência dos pedidos. a seguir transcrito: “O juiz. e com a causa de aumento de pena prevista no art. todos do Código Penal brasileiro. QUESTÕES PRÁTICAS. § 3. por duas vezes e art. 139. 109. Como para o crime de aborto. IV. 138. 126 do Código Penal. por analogia ao art.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração.º . PROBLEMA 19 Deve-se redigir memorial ao juiz do tribunal do júri. caput. em concurso material. 414 do Código de Processo Penal. é prevista pena de um a quatro anos. conforme art. sendo o querelado Clóvis V.. Rol de testemunhas. 69). do Código de Processo Penal e em face da anuência das partes. Entretanto. 415) em atenção ao princípio da ampla defesa. tratando-se de menor de vinte e um anos. art. por duas vezes. em concurso material. a classificação do crime e. 172 . todos do Código Penal brasileiro. • Réu Teodoro S.esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. conforme art. com sua consequente condenação pela prática dos crimes narrados na inicial. 138. 141.

Neste caso. o Delegado de Polícia efetua sua prisão em flagrante delito para garantia da ordem pública. (OAB/SP – 107) Estabeleça a diferença entre a concussão e a corrupção passiva. 61. por ocasião da prolação da sentença. classifique juridicamente suas condutas. durante a madrugada e mediante escalada. após o esgotamento do prazo legal da prisão temporária já prorrogado? 15. morre três dias depois. na véspera de completar dezoito anos dispara dois tiros com arma de fogo contra José Pedro. Neste momento. art.1. se Maria e Ulisses cometeram crime. 10. Após isso. (OAB/SP – 112) Manoel chega em casa. (OAB/SP – 106) Em que peça processual são trazidas aos autos as lesões sofridas pela vítima em processo-crime por infração ao artigo 129. submetendo-se a intervenção de abortamento. casado e pai de uma criança de seis meses de idade. Está correto tal procedimento? Fundamente. José Pedro. "caput" do Código Penal? 4. (OAB/SP – 114) Antônio de Souza. Imediatamente. por existir condenação anterior (CP. aduzindo ser ele a pessoa que roubou Maria. 7. (OAB/SP – 113) Quais os requisitos para o deferimento da reabilitação? 13. propositalmente. é socorrido por populares. (OAB/SP – 112) Quando da dosimetria da pena. 5. João Antônio é considerado imputável e poderá ser processado criminalmente? Justifique. 8. 12. e sua mãe diz que policiais estiveram à sua procura. (OAB/SP – 107) Defina as notas características do instituto da perempção. porém. Quais os argumentos que podem ser invocados a favor de Manoel? Justifique. pago por ele. (OAB/SP – 106) O que é perdão? 3. I). acompanhada de seu namorado Ulisses Gabriel. após o dia de trabalho. (OAB/SP – 114) João Antônio. art. Quando se 173 . (OAB/SP – 107) Cite três crimes considerados hediondos. 6. por ostentar o réu aquela condenação anterior (CP. com o objetivo de matá-lo. (OAB/SP – 112) Em que crime estará incurso o agente que. 9. (OAB/SP – 114) Em Direito Penal. 59). (OAB/SP – 113) Maria das Flores foi a uma clínica clandestina. o Magistrado fixou a pena-base do acusado acima do mínimo legal em decorrência de maus antecedentes. (OAB/SP – 114) É possível a manutenção do averiguado em custódia. Manoel dirige-se à Delegacia. aumentou a reprimenda fixada em virtude da agravante da reincidência. 16. entra em uma fábrica de cigarros com o fim de subtrair tantos pacotes quantos pudesse carregar. ferido. (OAB/SP – 107) Indique os elementos do fato típico. interrompe fornecimento de força e luz em escola pública. com vistas a elucidar não ser ele o verdadeiro autor do delito. qual a diferença entre remição e detração? 14. (OAB/SP – 106) O que é reabilitação? 2. com o intento de não serem realizadas na data prevista os exames finais do ano letivo? 11. quando João Antônio completara dezoito anos. justificando.

deixou de responsabilizá-la pelo fato. cumular um terceiro: a indenização pelo erro judiciário". (OAB/SP – 116) Pode o Ministério Público impetrar Habeas Corpus? Explique. Geralda executou aborto em Clementina. (OAB/SP – 117) Pitaco. cada um. É correta a afirmativa? Por quê? 26. teve extinta a punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva estatal. 22. (OAB/SP – 117) O julgamento do crime de furto. armado de revólver. 17. a importância de R$1. foi surpreendido por um segurança da empresa que. em seu inciso II. podendo. motivando-a. de alguma forma. acusado de crime de homicídio simples. aduz que "diz-se o crime: tentado. juridicamente. Sabedora de que Madalena encontrava-se em precária situação financeira. em regra. enfermeira a ela subordinada. Ainda. 20. presenciou outra funcionária. Proferida sentença absolutória. Cometeu algum delito? Oferte resposta motivada e fundamentada. (OAB/SP – 119) Agente que. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente". Madalena. Geralda e Clementina. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado.000. (OAB/SP – 118) "A revisão criminal. (OAB/SP – 115) O artigo 14. Antônio. (OAB/SP – 116) Ana induziu a gestante Maria a provocar aborto em si mesma. participa de reuniões periódicas. Maria. 25. José e seus companheiros do Conselho de Sentença cometeram crime? Justifique fundamentadamente a resposta. 27. (OAB/SP – 117) Maria das Dores. sem nada levar. tendo o serventuário se descuidado. pode submeter-se à competência do Tribunal Popular do Júri? Dê sua posição.encontrava já no interior do edifício. 23. Em seguida. foi até o cartório onde tramita a ação penal e. furtando comprimidos para dor de cabeça do almoxarifado. produzindo-lhe lesões que resultaram perigo de vida. Classifique juridicamente a conduta pela qual Antônio deverá ser responsabilizado. com mais de cinco pessoas. vindo a dilacerá-lo. ainda. é ação com dúplice pedido. então. o parágrafo único deste artigo afirma que "salvo disposição em contrário.00 (um mil reais) para votarem favoravelmente ao acusado. cometeu novo furto. 24. Não satisfeito. chefe das enfermeiras de hospital municipal. quando. Em outra hipótese. Dias após. envolveu-se em luta corporal com o segurança e com uma barra de ferro desferiu-lhe vários golpes. as condutas de Ana. Tipifique. (OAB/SP – 119) Dê as notas características do instituto da representação. o objetivo e a finalidade da 174 . Pergunta-se: Qual o critério adotado para a diminuição entre um a dois terços? Justifique. Deverá ser considerado reincidente? Explicite e justifique. fugiu do local. arrancou do livro de registro de distribuições a folha que continha os seus dados. (OAB/SP – 116) José participou como jurado no julgamento de Américo. destruindo-a. Estaria Maria das Dores incursa em alguma figura típica? Responda e justifique. sob o compromisso de ocultar das autoridades a existência. dias após constatou-se que José e outros três jurados receberam. sentenciado por furto. iniciada a execução. lhe deu voz de prisão. e ela o provocou. com o seu consentimento. gestante. 18. 19. diminuída de um a dois terços". 21. (OAB/SP – 118) Eliseu compareceu ao Fórum da Capital e notou afixado no local de costume o edital de citação em seu nome.

II. é considerado crime hediondo? 35.. em co-autoria com policial militar estadual em serviço. crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia o terrorismo. promove atos escandalosos no interior de freqüentado restaurante. incisos I. (OAB/SP – 120) É possível a tentativa de contravenção? 31. III. visivelmente embriagado. (OAB/SP – 123) João atira em determinada pessoa. 37. dando os dispositivos legais. (OAB/SP – 121) O indivíduo "A". só sendo punível o coator”. atualmente. da Constituição Federal. (OAB/SP – 124) Corrija a seguinte frase. parágrafo 2. XLII. poderá estar incorrendo em algum ilícito penal previsto na legislação própria? 28. 30. entre outros. (OAB/SP – 125) Como o artigo 5o. 36. 34. tem sido questionada pela doutrina a previsão do crime de terrorismo entre nós. se ocorreu ilícito penal. 32. 41. o conceito de infração de menor potencial ofensivo? Justifique e fundamente a resposta. Pergunta-se: a) que artigo de lei se refere ao terrorismo como prática criminosa? b) essa disposição permite afirmar que existe. (OAB/SP – 121) Particular pode ser co-autor de peculato? Explicite. Como deve ser responsabilizado? 39. mas erra o alvo. (OAB/SP – 120) Qual é o momento processual adequado para que se contradite testemunha da acusação? 29. 157. 33. em estado de embriaguez. (OAB/SP – 123) O que pode suceder se foi recebida queixa apresentada por advogado sem estar acompanhada de procuração que faça menção ao fato criminoso? 40. subtrai bem pertencente a uma Secretaria de Estado? Justifique e fundamente a resposta. onde "B" e o garçom "C" lhe servem uísque. o que são normas penais permissivas.organização ou administração da associação. (OAB/SP – 120) Arrole os direitos do inimputável sujeito à internação por força de medida de segurança. (OAB/SP – 121) O crime de roubo qualificado.º. (OAB/SP – 123) Qual o procedimento a ser seguido em relação ao recurso interposto da decisão do juiz da execução penal que indefere o livramento condicional? Fundamentar. IV e V do C. (OAB/SP – 121) Explique. ocasiona sempre a absolvição do coato. é retirado do ambiente por seu amigo "B" e conduzido até o bar anexo. "A". (OAB/SP – 122) Qual é. (OAB/SP – 122) Que justiça é competente para julgar civil que. apontado os seus erros e justificando a correção: “A coação moral. considera. entre nós. também conhecidas como autorizantes. o crime de terrorismo? 175 .P. art. atingindo apenas outra pessoa que vem a falecer. dando o dispositivo legal. Justifique. como causa excludente da tipicidade. 38.

há vinte anos. estende-se a ele essa competência? Fundamente. O ingresso se deu no período noturno. Pergunta-se: que crimes cometeram Pedro e João? Justifique. escondem-no em um sítio de propriedade de um amigo. Como conciliar tal orientação com o princípio constitucional da soberania dos veredictos (art. 53. não funcionário. (OAB/SP – 128) Que é flagrante diferido ou retardado? É possível a sua realização? Aplicase a todas as espécies de crimes? 51. (OAB/SP – 126) O Brasil adotava o sistema do duplo binário. João foi condenado por crime de roubo qualificado. para matar. 5o. de nome Pedro. chamado Antonio. Maria e o pai de João. 118. com uso de chave cedida por João. (OAB/SP – 125) Pedro. trabalha e subtraiu o computador que João. funcionário público. deixara sobre a sua mesa. Como deve o juiz agir em face do requerimento formulado? Indique. (OAB/SP – 128) Para a regressão de regime de cumprimento de pena pela prática de fato definido como crime doloso. sem serem casados.42. alegando que 176 . seu amigo. da Constituição Federal)? 49. conforme previamente combinado. na mesma casa e tiveram três filhos. inciso I. (OAB/SP – 129) Que são escusas absolutórias? Fundamente e indique as suas conseqüências. ingressou na repartição pública em que João. 50. em face das circunstâncias objetivas e subjetivas ligadas ao fato e ao agente. as alternativas possíveis para o juiz em face das orientações divergentes a respeito do assunto. Neste caso. 43. conforme disposto no art. inciso XXXVIII. 52. se for o caso. alínea c. (OAB/SP – 127) João e Maria convivem. fere a vítima. da Lei de Execução Penal. 46. (OAB/SP – 129) Se alguém. O que significa a adoção desse sistema? Qual sistema o substituiu e qual o seu significado? 45. Pedro e Antonio? Justifique. há necessidade de sentença condenatória transitada em julgado em relação a este crime? Fundamentar. 44. em revisão criminal. (OAB/SP – 129) O acusado apelou de uma condenação pelo Tribunal do Júri. a pena aplicável levaria à prescrição retroativa. que tipo de conflito existe e qual o critério utilizado para resolvê-lo? 54. segundo a doutrina ele só será punido pelo crime de homicídio. (OAB/SP – 128) Tem-se admitido que o Tribunal de Justiça. Que crimes cometem Maria. possa absolver pessoa condenada pelo Tribunal do Júri. (OAB/SP – 129) Que é competência por prerrogativa de função? Em relação ao co-autor particular. (OAB/SP – 127) Que justiça e órgão julgam juiz de direito do Estado de São Paulo acusado de homicídio doloso ocorrido na cidade de Campo Grande – MS? 48. dando a este conhecimento do fato de João estar condenado. (OAB/SP – 126) O Promotor de Justiça requereu arquivamento do inquérito policial porque. 47. (OAB/SP – 127) No que consiste a teoria da actio libera in causa? É adotada no direito brasileiro? Fundamentar legalmente.

É admissível essa segunda apelação? Por quê? 55. 59. No dia seguinte. sempre. com a aplicação de determinado princípio.º. mas os policiais acharam. (OAB/SP – 131) Quais os requisitos de admissibilidade da prisão temporária? Eles são alternativos ou cumulativos? 60. (OAB/SP – 130) Foi expedido mandado de busca e apreensão para ingresso na residência de A. sustentando que a decisão. (OAB/SP – 132) O que é a reforma in pejus indireta? 64. (OAB/SP – 132) O que significa a expressão “despronúncia”? 65. LVI. (OAB/SP – 130) O tempo de prisão provisória em um processo pode. (OAB/SP – 132) Qual a diferença entre perdão judicial e perdão tácito? 63. era nula. ao mesmo tempo. cujo objeto era a busca e apreensão de coisas que serviriam como fontes de prova em investigação sobre homicídio que teria sido cometido por A. além de manifestamente contrária à prova dos autos. 68. tipos desse teor. ainda dentro do prazo. (OAB/SP – 133) Comete crime quem coloca pontas de lança no muro de sua residência para protegê-la e causa. por isso. na doutrina e na jurisprudência. (OAB/SP – 133) A Constituição Federal. lesões corporais graves em uma criança de 9 (nove) anos que tentou pular o referido muro para colher frutas no quintal daquela residência? Explique. que faleceu em virtude de ser atingido por somente um dos projéteis. na legislação brasileira. 58. indicando as diversas posições. (OAB/SP – 132) O que significa a expressão “detração penal”? 62. em seu artigo 5.343/06) autorizam a prisão preventiva? Por que razão? 61. (OAB/SP – 133) O que é tipo misto alternativo? Indique. ingressa com nova apelação. No interior da residência nada foi encontrado sobre o homicídio.° 11. Pode ser o quadro apreendido? Explique. atiram. Como a doutrina denomina essa situação? A e B responderiam por algum crime? Justifique. (OAB/SP – 132) É possível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo? 66. (OAB/SP – 130) O Ministério Público pode apelar de sentença absolutória proferida em processo iniciado por queixa? Fundamente a resposta.se tratava de decisão manifestamente contrária à prova dos autos. um famoso quadro que fora subtraído de um museu. (OAB/SP – 131) Todos os crimes da lei de drogas (Lei n. ser computado em pena privativa de liberdade imposta em outro processo? Fundamentar. em C. (OAB/SP – 130) A e B. Houve. fortuitamente. Qual é esse princípio? Quando poderá ser aplicado? 67. sem estarem previamente combinados. 57. declara a inadmissibilidade de provas obtidas por meios ilícitos. entendimento de que. 56. 177 . permite-se utilização de prova obtida com ofensa às inviolabilidades constitucionais.

esposa de Maurício. causa da falha no funcionamento do freio. (OAB/SP 134) Distinga crime habitual de crime continuado. na realidade. Considerando a situação hipotética apresentada. Nessa situação. Na audiência preliminar. 129. Considere-se. (OAB UNIFICADO 2008. encerrada a instrução. Considere-se. foi absolvido. por fim. Inconformado. Sônia. que. que as aceitou. Depois disso. José conduziu Gonçalo até a delegacia mais próxima. indicando o critério de distinção. do Código Penal. consistente em direção em excesso de velocidade. porque. Sônia compareceu ao gabinete do promotor e disse que não queria mais a instauração do processo contra o marido. de forma fundamentada. abordou Gonçalo. pois ela e Carlos haviam se reconciliado e estavam vivendo em harmonia. durante a instrução. (OAB/SP – 133) Um Promotor de Justiça foi intimado de decisão do Juiz das execuções criminais e interpôs agravo no sétimo dia útil após a sua intimação. cerca de um ano após o trânsito em julgado da decisão. o juiz tenha proferido decisão condenatória por homicídio culposo. Ela se dirigiu à delegacia de polícia. O promotor de justiça ofereceu denúncia contra Carlos por infração ao art. Em face da situação hipotética apresentada e considerando que Gonçalo não tenha antecedentes criminais. manifestando interesse em que seu marido fosse processado. ocorrendo a conciliação nos termos previstos em lei. por falta de provas da autoria. fundando-se na negligência provada. ele já a havia agredido outras vezes. agiu corretamente o juiz? Justifique a sua resposta com base na legislação pertinente. em homicídio culposo decorrente de acidente de trânsito. na qualidade de advogado(a) consultado(a) por Maurício. ainda. a acusação tenha atribuído ao acusado conduta imprudente. (OAB/SP 134) Que é absolvição imprópria? Ela impede o ajuizamento da ação civil ex delicto? QUESTÃO 72. em sua casa. desferiu tapas e socos em sua esposa. negligência na conservação do veículo. 75. após ouvidas as partes. QUESTÃ 73. O recurso interposto é o adequado? Foi tempestivo? 70. o representante do Ministério Público tem legitimidade para tomar alguma providência legal? 178 . conseguiu reunir novas provas da autoria de Pietro. Discorra sobre o que pode ou deve ser feito em face da situação apresentada. (OAB/SP 134) Carlos. as provas demonstraram ter ocorrido. elabore parecer acerca da possibilidade de Maurício se habilitar como assistente da acusação e de Pietro ser novamente processado. onde a autoridade efetuou os procedimentos cabíveis e encaminhou as partes para o juízo criminal competente. Que crime Gonçalo praticou? Em face do crime praticado. à pena mínima. responda.2) José. causandolhe ferimentos leves. policial militar responsável pelo controle do trânsito. (OAB/SP 134) Considere-se que. após o regular trâmite processual. (OAB UNIFICADO 2008.69. pedindo-lhe que retirasse o veículo da via por este estar mal estacionado. acusado de ter atropelado fatalmente Júlia. caput. segundo ela. que. 74. às perguntas a seguir. QUE 71. Maurício continuou a investigar o fato e. Gonçalo confirmou as ofensas proferidas e pediu desculpas a José.2) Pietro. oportunidade em que Gonçalo retrucou-lhe: “Quero ver o militarzinho borra-botas que é homem para me fazer tirar o carro!”.

contudo. foi condenado a 10 meses de detenção e a trinta dias-multa pela prática do delito previsto no art. de forma fundamentada. 81. do Código Penal). Considerando essa situação hipotética. Inconformada com a sentença. pelo crime de estelionato (CP. 44. a agravante do parentesco (art. da Lei n. grávida de 6 meses. O requerimento feito pela defesa. 78. (OAB UNIFICADO – 2008. consistente na prestação de serviços à comunidade. foi denegado pelo magistrado de primeiro grau. que pretendia converter a pena privativa de liberdade em restritiva de direitos. Nessa situação hipotética. sobre a pena. perdeu o rim direito. (OAB UNIFICADO – 2009. nessa condição. se agiu corretamente o magistrado ao aplicar a pena bem como se é possível a suspensão condicional do processo. 80. João foi condenado a detenção de 2 anos. do Código Penal) e a referente às relações domésticas (art. Considerando a situação hipotética apresentada. tendo sido regularmente processado por tal fato. 171). data em que Edson e seu advogado compareceram em juízo e tomaram ciência da denegação. antes do final do expediente forense. II. o juiz sentenciante converteu a pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos.76. não recebeu o recurso. em tese. Socorrida por populares. e. condenado à pena de 8 anos de reclusão pela prática do crime de atentado violento ao pudor contra sua genitora. Considerando a situação hipotética apresentada. a pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. III. O advogado contratado pelo réu apresentou o recurso apropriado. Nessa situação hipotética. pleiteando a conversão da pena privativa de liberdade em multa. § 1. se é cabível. 179 . (OAB UNIFICADO – 2009. 61. uma vez que a prestação de serviços à comunidade era medida mais gravosa ao seu cliente. (OAB UNIFICADO 2008. cuja intenção era matar a gestante e o feto. O produto da concepção veio ao mundo e. O juiz. Durante a instrução do feito. a vítima foi levada ao hospital e. 79. art.2) Penélope. réu primário.2) Edson. (OAB UNIFICADO – 2009. 29. II. em virtude da existência de condenação anterior. tendo o magistrado feito incidir. alguns dias depois. dado que a Constituição mineira assegura prerrogativa de foro aos secretários estaduais. 77. em decorrência das lesões sofridas. responda. tenha cometido delito de homicídio doloso contra Ricardo. alegando intempestividade do apelo. comprovou-se que as circunstâncias descritas no art. em virtude dessas circunstâncias. foi atingida por disparo de arma de fogo efetuado por Teobaldo. de forma fundamentada. f. 61. de quem é a competência para processar e julgar Ismael? Justifique sua resposta com base no Código de Processo Penal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. morreu. responda. sexta-feira. art. tendo sido essa decisão publicada em 1/6/2009. Ao final. tipifique a(s) conduta(s) de Teobaldo. caput. Nesse contexto. segunda-feira. e seu defensor foram intimados da sentença em 8/5/2009. a defesa interpôs recurso de apelação em 15/5/2009.1) Félix. 289. com quem residia havia 4 anos. (OAB UNIFICADO – 2009.º.1) Suponha que Ismael seja secretário de segurança do estado de Minas Gerais e. é plausível a pretensão recursal da defesa de Félix? Fundamente sua resposta.º 9.3) João praticou crime de lesão corporal contra sua progenitora. já transitada em julgado. por igual prazo. do Código Penal eram favoráveis a Félix.605/1998.1) Bruno foi condenado a três anos de reclusão e ao pagamento de cem dias-multa por portar cédulas falsas — Código Penal (CP).

343/2006 (nova lei de drogas). na qual não está prevista pena privativa de liberdade para condutas análogas à praticada por Divino. indique.2009. 85. definitivamente.ª. de forma fundamentada. as medidas previstas no art. O conteúdo das cartas afastou. por unanimidade. em 26/3/2010. (OAB UNIFICADO – 2009. mas. no curso da instrução do processo. 12/1/2007. Em face dessa situação hipotética. tendo ele constituído advogado.ª. foi apurada a prática de crime de extorsão mediante sequestro. a 3. 82. sem o retorno das sobreditas cartas. indique o recurso cabível e o último dia do prazo para sua interposição. a medida judicial a ser adotada em favor de Jair K. perante a 1. O juiz da causa ordenou. Foi encerrada a instrução do processo. tão somente. 84. determinou a realização de importante perícia por apenas um perito oficial. (OAB UNIFICADO – 2009. previsto no artigo 1. que argumento jurídico o(a) advogado(a) de Divino poderia utilizar para pleitear a aplicação da nova lei? Qual seria o juízo competente para decidir sobre a referida aplicação? Fundamente ambas as respostas. 16 da Lei n. que se expedisse carta rogatória para a oitiva da vítima e se colhesse depoimento de uma testemunha arrolada. O acórdão condenatório transitou em julgado em 20/3/2010. as cartas rogatórias regressaram. apresente o fundamento jurídico para evitar o curso da ação penal. Os réus apelaram e a condenação foi mantida pelo tribunal regional federal. a participação de Jair K. 13/1/2007 e 14/1/2007. (OAB UNIFICADO . tendo sido a prova pericial fundamental para justificar a condenação do réu. 28. foi publicada a Lei n.2) Pedrosa foi condenado. 180 . (OAB UNIFICADO – 2009. respectivamente.3) O juiz criminal responsável pelo processamento de determinada ação penal instaurada para a apuração de crime contra o patrimônio.ª e a 2. Em face dessa situação hipotética. Nessa situação hipotética.º da Lei 8. cometido em janeiro de 2010. Antes de se iniciar o cumprimento da pena. (OAB UNIFICADO – 2009. entre os quais. Em caso afirmativo. em cada um dos dias 11/1/2007.º 11.2) Divino foi condenado definitivamente à pena privativa de liberdade de 1 ano de detenção. aparelho de som automotivo do interior de veículo estacionado.137/1990. a 5. Após essa data.º 6. com a devida fundamentação legal. havendo o início da execução de todas as penas privativas de liberdade e tendo o juiz da execução negado a unificação das penas. o fundamento legal da medida. A denúncia foi recebida.ª Vara Criminal da Comarca A. que medida judicial privativa de advogado é cabível para beneficiar o condenado? Sob que fundamentos jurídicos de direito material e processual? A que órgão compete o julgamento? 83.Considerando a situação hipotética apresentada. tendo o juiz proferido sentença na qual condenou os réus.2) O empresário João foi denunciado pela suposta prática de crime de sonegação fiscal. com a indicação dos dispositivos legais pertinentes. Jair K. o prazo para o ajuizamento. não tendo havido o esgotamento da via administrativa na apuração do tributo devido. na denúncia. bem como o órgão competente para julgá-la. por ter subtraído. o mérito da questão e seus pedidos e efeitos. esclareça. nos fatos apurados. pelo Ministério Público. pela prática do delito previsto no art. se o juiz agiu corretamente ao denegar a apelação e se o Código de Processo Penal prevê algum recurso contra a decisão proferida. e o juiz originário do feito mandou juntá-las aos autos.3) Em processo criminal que tramitou perante a justiça federal comum. mediante arrombamento do vidro traseiro. Nessa situação hipotética. de forma manifesta e cabal. 86.368/1976 (uso de substância entorpecente).

após a qual a imprensa veiculou imagens da delegacia de polícia local. asfixiou-a até a morte e esquartejou o corpo. Durante o curso de toda a instrução preliminar. com base nos dispositivos legais pertinentes. Em face dessa situação hipotética. As outras circunstâncias judiciais. indique.1) 181 . que procedimento deve ser adotado pela autoridade judicial. dado o emprego de grave ameaça contra a vítima. tanto a família de Ricardo quanto o juiz presidente da vara do tribunal do júri foram. 90 (OAB UNIFICADO 2010. que passou a clamar por justiça e a exigir punição exemplar para Ricardo. o juiz sentenciante fixou a pena em dois anos de reclusão e vinte dias-multa. A denúncia foi recebida.3) Ricardo. oportunidade em que alguns jurados alistados foram identificados nas fotos.Considerando essa situação hipotética. de forma fundamentada. por intermédio de cartas. com a devida fundamentação legal. constatou-se. que Júlio praticara roubo. depois de descobrir que vinha sendo traído por sua namorada. a viabilidade jurídica de se alegar eventual nulidade em favor do réu. Condenado o réu em primeira instância. Encerrada a instrução probatória. 171. no entanto. com a devida fundamentação. alertados. responda. sem que se fira o princípio da ampla defesa? b) O princípio da correlação é aplicável ao caso concreto? c) Caso Júlio tivesse cometido crime de ação penal exclusivamente privada.3) Júlio foi denunciado pela prática do delito de furto cometido em fevereiro de 2010. dada a nova definição jurídica do fato narrado na queixa após o fim da instrução probatória. bem como esclareça se Tomé faz jus à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Todas as mensagens foram devidamente juntadas aos autos. tendo sido os fatos amplamente divulgados pela imprensa. VI). a providência jurídica a ser adotada para garantir a imparcialidade do julgamento e a autoridade judiciária competente para apreciar o pedido a ser feito. A sentença condenatória foi publicada em 8/3/2010. em razão de a perícia ter sido realizada por apenas um perito. Durante a instrução processual. art. a fase de prelibação transcorreu de forma regular e Ricardo foi pronunciado. sob a alegação de que vários deles integravam grupo de extermínio que havia decidido dar cabo à vida de Ricardo no dia designado para a realização do julgamento em plenário. (OAB UNIFICADO – 2009. às seguintes indagações. seria aplicável o instituto da mutatio libelli? 88. Houve uma tentativa de linchamento de Ricardo por populares. caput). (OAB UNIFICADO – 2009. pela prática de delito de furto (CP. indique. lhe são plenamente favoráveis. esclareça. a medida judicial adequada para sanar a referida omissão e o prazo final para sua apresentação. na modalidade de fraude no pagamento por meio de cheque (CP. mesmo dia da intimação pessoal de Tomé e de seu advogado.3) Tomé responde a ação penal submetida ao procedimento ordinário pela suposta prática do delito de estelionato. omitindo-se quanto à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. constando em sua folha de antecedentes criminais condenação anterior. aproveitando-se do momento em que ela dormia. Marta. restou comprovado que Tomé é réu reincidente. art. 155. de que os jurados que poderiam vir a compor o conselho de sentença não seriam isentos para julgar o caso. 89. Em face dessa situação hipotética. O crime chocou toda a população da comarca de Cabo Frio – RJ. Considerando a situação hipotética apresentada. transitada em julgado. bilhetes e mensagens eletrônicas. por diversas vezes. (OAB UNIFICADO – 2009. a) Dada a nova definição jurídica do fato. 87. pelas provas testemunhais produzidas pela acusação. segunda-feira.

para o efeito da reparação do dano. O juiz. Os documentos pessoais dessas pessoas foram retidos pelo gerente da fazenda.” No que diz respeito ao valor mínimo fixado pelo juiz criminal na sentença penal condenatória. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido e devidamente comprovados no processo. Instaurado e concluído o inquérito policial. Resposta: Trata-se de ação civil ex-delicto. foram encontrados vinte e sete trabalhadores rurais.1) Na zona rural de determinado município. na cidade de Goiânia – GO. na faixa de pedestres. desde logo. permanecendo elas. Dois 182 .. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. todo o tempo. a) O valor fixado pelo juiz na sentença penal condenatória poderá ser objeto imediato de execução? b) O valor fixado pelo juiz. atropelou e matou Almir. no juízo cível.. o servidor público federal Lucas. conforme disposto no art. alojados em galpão sem ventilação. responda. ao proferir a sentença penal condenatória. nos expressos termos do art. Todos estavam. O magistrado.” O valor fixado somente poderá ser objeto da ação executória após o trânsito em julgado. algumas de uso restrito das Forças Armadas. do CPP: “Art. nos exatos termos do art. ao proferir sentença condenatória: (. 63 do CPP: “Transitada em julgado a sentença condenatória. o ofendido. eram submetidos ao regime diário de quinze horas de trabalho. fixou. remédios e ferramentas no armazém existente na sede da fazenda. havia três meses. sob forte vigilância de seis agentes de segurança. 63 e seguintes do Código de Processo Penal. 63: “Transitada em julgado a sentença condenatória.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração..Em 27/8/2009.” (.). 387. encontrando-se o recurso pendente de julgamento. foi o servidor denunciado pela prática do crime de homicídio culposo. inciso IV. Inconformado. com fundamento no atual disciplinamento do CPP. em face de dívidas contraídas com o arrendatário das terras. proibidos de deixar a fazenda. entre os quais seis adolescentes e uma criança com dez anos de idade. bem como pela aquisição de produtos alimentícios. contratados para trabalhar na lavoura. sem o devido licenciamento de porte de arma. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. 387. que. de propriedade do empregador. nos exatos termos do preceito contido no parágrafo único do já mencionado art. O montante deverá ser fixado pelo juiz na sentença penal condenatória. que. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art. Lucas apelou. sem instalações sanitárias.” 91. em local insalubre. poderão promover-lhe a execução. às seguintes indagações. decorrentes do deslocamento de cidade do interior do estado para o local de trabalho. prevista no art. Após recebimento da denúncia.. com regular tramitação. seu representante legal ou seus herdeiros. sob grave ameaça. ostentavam armas de grosso calibre. (OAB UNIFICADO 2010. o feito transcorreu em perfeita obediência aos comandos legais e resultou na condenação de Lucas. inciso IV. no exercício de suas funções e no horário de expediente. 387. o valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração. motorista do Ministério da Saúde. Em face dessa situação hipotética. nada obsta que os herdeiros de Almir promovam a liquidação do julgado no juízo cível para a apuração do valor do dano efetivamente sofrido. do Código de Processo Penal (CPP).

2007.. § 2. Em uma dessas diligências. II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.1) A autoridade policial titular da delegacia de combate aos delitos contra o patrimônio de determinado município instaurou inquérito para a apuração da prática de crime contra certo comerciante local.empregados que tentaram fugir foram brutalmente agredidos por todos os agentes de segurança e sofreram lesões de natureza gravíssima. o referido comerciante solicitou orientação a profissional da advocacia.826/2006. ainda. Dada a iminência do fim do prazo prescricional. confira-se o posicionamento de José Henrique Pierangeli. 149. a polícia ainda não dispõe de elementos capazes de identificar a autoria do delito.2 – Parte especial. Pena – reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. p. 77-80. a fim de cumprir os atos necessários ao esclarecimento do delito. a) Diante da necessidade de cumprir diligências em outra circunscrição. § 1. Apesar do tempo transcorrido. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. ficando incapacitados definitivamente para o trabalho. 288 do Código Penal. por qualquer meio. cit. Em face dessa situação hipotética. conferir o posicionamento de José Henrique Pierangeli.. houve demora de mais de um ano para promover a oitiva de apenas uma testemunha. Manual de direito penal brasileiro. se o crime é cometido: I – contra criança ou adolescente. sistema de segurança pessoal nem sistema eletrônico de segurança. e § 2. § 1.º.)” Na doutrina. (. na hipótese. intentar ação penal privada subsidiária da pública? 183 . com o fim de retê-lo no local de trabalho. previsto no art. art. quer restringindo. o crime previsto no art. incisos I e II.º Nas mesmas penas incorre quem: I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador com o fim de retê-lo no local de trabalho. em seu estabelecimento. 129. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. pois várias diligências foram efetuadas em outras circunscrições policiais da mesma comarca.º). 156-161. Nessa situação hipotética. V. São Paulo: RT. (OAB UNIFICADO 2010. poderá ser imputada a todos os agentes a prática do crime formação de quadrilha ou bando. e multa. além do crime de lesão corporal grave (CP. assim. O comerciante não mantinha. de nenhuma prova da autoria dos fatos. p. As investigações desenvolvem-se de forma lenta. 16 da Lei 10. Na doutrina. Os seguranças praticaram.. Na hipótese. nos expressos termos do art. § 2. não dispondo.º A pena é aumentada de metade. do Código Penal. “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. que crime(s) praticaram o arrendatário da fazenda. que teve seu estabelecimento furtado há quase oito anos. no intuito de tomar alguma providência para a punição dos criminosos. como houve associação de mais de três pessoas para a prática de delitos. inciso I. 92. 2 ed. responda. de forma fundamentada. aos seguintes questionamentos. razão pela qual o delegado responsável pelo caso constantemente vale-se da expedição de cartas precatórias e requisições para as autoridades policiais dessas unidades. Op. a autoridade policial poderia ordená-las diretamente sem a expedição de carta precatória ou de requisições? b) Seria viável. além da pena correspondente à violência. o gerente e os seguranças do imóvel rural? Fundamente sua resposta.. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho.º. Resposta: Todos irão responder pelo crime de sujeição a trabalho escravo.

Nos termos do art. Assim. art. esta não seria viável. 61). caput). 14.099/1995. que uma autoridade policial. possível intentar ação penal privada subsidiária da pública (CPP. com todas as suas circunstâncias.º do art. 5. art. Isso porque o delito de dano (CP.” No caso.. a autoridade com exercício em uma delas poderá. Considerando essa situação hipotética. a fim de evitar que a burocracia atrase as investigações. sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa. LIII). caput. 383 do CPP. na medida em que não há alteração do contexto fático narrado na inicial acusatória (Nesse sentido: Fernando Capez. art. 163. II). pratique diligências necessárias a respeito de fato que ocorra em sua presença até a chegada da autoridade competente.1) 184 . que as investigações encetadas por determinada delegacia possam ser avocadas e realizadas por outra. delito de dano (Código Penal. independentemente de precatórias ou requisições. p.º 9. a este serão encaminhados os autos.1) Jânio foi denunciado pela prática de roubo tentado (Código Penal. de modo geral. seria possível a aplicação do instituto da emendatio libelli? Resposta: Leia-se o que prescreve o art. na medida em que a autoria do delito não foi esclarecida pelas autoridades policiais. a classificação do crime e. o rol das testemunhas. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença.º. às seguintes indagações. o juiz deverá remeter os autos para o juizado especial competente. 466). (OAB UNIFICADO 2010. Curso de processo penal.” A atribuição da autoridade policial é determinada. Entretanto. art. em consequência. 41 do CPP: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. que o réu praticara. até que compareça a autoridade competente. quando necessário. cometido em dezembro de 2009. responda. independentemente de precatórias ou requisições.º). ordenar diligências em circunscrição de outra. por outro lado. mesmo fora de sua circunscrição. de forma fundamentada. razão pela qual é aplicável. 29).. 22 do Código de Processo Penal: “No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial. durante a instrução processual. tenha de aplicar pena mais grave. caput) é considerado de menor potencial ofensivo (Lei n.” 93. 383). em tese. nos inquéritos a que esteja procedendo. 94 (OAB UNIFICADO 2010.) § 2.º Tratando-se de infração da competência de outro juízo. ainda que. ainda. Apesar de ser. Não se impede. art. permite-se que a autoridade policial proceda a diligências em qualquer outra circunscrição da comarca. O CPP autoriza. 383 do Código de Processo Penal: “O juiz. Por fim. o inquérito não está abrangido pela norma constitucional que trata da regra de competência das autoridades judiciais (CF. São Paulo: Saraiva. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. que procedimento deve ser adotado pelo juiz? b) Caso a nova capitulação jurídica do fato fosse verificada apenas em segunda instância. então. tendo sido demonstrado. o comando do § 2. de fato. pois não há que se falar em surpresa para as partes. de acordo com o lugar onde se consumou a infração (CPP. art. art. a) Em face da nova definição jurídica do fato. poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa. 157. não estariam completamente atendidos os requisitos previstos no art. Não existe qualquer impedimento legal para a aplicação do instituto da emendatio libelli em segunda instância (CPP. e bem assim providenciará. 16 ed. além de o próprio comerciante não dispor de elementos de prova nesse sentido. c/c art..Resposta: A resposta é afirmativa. 4. art. (. 163. noutra circunscrição.

prorrogáveis por mais 10 (dez).. poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa.º O procedimento comum será ordinário. respectivamente. 534 do CPP: “As alegações finais serão orais. de acordo com o que dispõe o art. ordinário. para apresentar suas alegações finais orais. pelo prazo de 20 (vinte) minutos.º. o procedimento a ser adotado no curso da instrução criminal (comum ou especial. (. nos termos do art. 532 do CPP: “Na instrução. § 1.. II. sumário ou sumaríssimo). à acusação e à defesa.” Tratando-se de ação penal que seguirá o procedimento comum sumário.” 185 .. o número máximo de testemunhas que poderão ser arroladas pela defesa e o prazo. para a defesa apresentar suas alegações finais orais. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. concedendo-se a palavra.). incluída eventual possibilidade de prorrogação. do Código de Processo Penal: “O procedimento será comum ou especial. § 1. 133 do Código Penal). indique. 394. Resposta: Considerando que a pena máxima cominada ao crime de abandono de incapaz é inferior a quatro anos.) II – sumário. Considerando a situação hipotética apresentada. a defesa poderá arrolar até cinco testemunhas. com a devida fundamentação.Tadeu foi preso em flagrante e denunciado pela prática do crime de abandono de incapaz (art. para o qual é prevista a pena de detenção de seis meses a três anos. proferindo o juiz.. sentença. sumário ou sumaríssimo: (.” A defesa terá o prazo de vinte minutos. o procedimento a ser adotado será o comum sumário. nos termos do art. a seguir. prorrogáveis por mais dez.

decurso de dois anos. sem qualquer outra demonstração de real necessidade. 9. A diferença está no núcleo do tipo. 7. que se verifica quando o querelante por inércia deixa de providenciar o andamento da ação penal privada. de qualquer modo. 61. art. Maria das Flores comete o crime de auto-aborto (artigo 124 do Código Penal) e Ulisses Gabriel também responde pelo mesmo crime. deve-se excluir da pena-base o aumento decorrente da circunstância judicial desfavorável. demonstração efetiva e constante de bom comportamento público e privado. GABARITO – QUESTÕES PRÁTICAS. na condição de co-autor (artigo 29. uma vez instaurada a ação penal privada. não justifica a manutenção do flagrante. do Código Penal). É causa extintiva da punibilidade. Detração é o cômputo. É uma causa extintiva da punibilidade e ocorre quando. nem tampouco da presença dos requisitos autorizadores da prisão preventiva. Conduta/ resultado/ relação de causalidade/ tipicidade 8. até o dia do pedido. 10. 3. I) não pode ser levado à conta de maus antecedentes para fundamentar a fixação da pena-base acima do mínimo legal (CP.tenha tido domicílio no País no prazo acima referido.P. Considerar o disposto na Lei 8.12. 12. 59). 4. 310. 2.) 186 . C.P. É a restituição de qualidades e atribuições que o condenado havia perdido. . parágrafo único do C. à sua falta.. ou exiba documento que comprove renúncia da vítima ou novação da dívida. 1. 6. O fato que serve para justificar a agravante da reincidência (CP.tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstrada a absoluta impossibilidade de o fazer. o de prisão administrativa e internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. 13. Arts. a outro estabelecimento adequado (Artigo 42. . Na concussão o agente "exige" a vantagem indevida. no Brasil ou no estrangeiro. caput. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança.P. . nos termos do art. No laudo de exame de corpo de delito. enquanto que na corrupção passiva o agente "solicita" ou "recebe" a vantagem indevida. a pena imposta. Reconhecendo a ocorrência de "bis in idem". O fundamento invocado de garantia da ordem pública. 93 a 95 CP. A manutenção da prisão em flagrante só se justifica quando presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva.tenha dado. art. a partir da data em que foi extinta.. o ofendido ou seu representante legal desiste de prossegui-la. durante esse tempo.P. 11.072/90 5. Artigo 265 C. . do tempo de prisão provisória. acarretando a perda do direito de nela prosseguir.

§ 4º. enquanto que."deixar o funcionário por indulgência. 19. 187 . ou seja. de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou quando lhe falte competência. A conduta de Maria das Dores se acomoda ao tipo penal do artigo 320. o artigo 69. 15. inciso I. 14. tiver conhecimento da ocorrência do constrangimento ou ameaça à liberdade. c. Maria: responde por auto-aborto (artigo 124 caput do Código Penal). Vale dizer: quanto mais o agente aproximou-se da consumação do crime. pois sendo considerados funcionários públicos para fins penais (art. Ana: é partícipe no crime de auto-aborto (artigo 124. menor deve ser a redução da pena. de ofício. atribui-lhe a incumbência da "defesa da ordem jurídica. assim. § 1º.P. inciso II e artigo 129. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial.327 caput do CP) receberam vantagem indevida. José e os demais jurados envolvidos cometeram Crime Contra a Administração Pública. Geralda: responde por crime de aborto praticado com o consentimento da gestante (artigo 126 do Código Penal). Demais. 20. se houver outro delito conexo. mas tão-somente a civil. em seu artigo 127. O artigo 654 do Código de Processo Penal confere ao Ministério Público legitimidade para impetrar Habeas Corpus. O Código Penal adotou a teoria objetiva. Em princípio o Tribunal do Júri detém a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. É possível desde que.c. assim descrita:. inciso II. 16. que é referida no Código de Processo Penal em seu artigo 78.Corrupção Passiva. Incorreram. maior deve ser a redução da pena. no regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis". 22. só estará apto a agir em nome do Ministério Público o promotor que. seja decretada a prisão preventiva pelo juiz. c. havendo prova do crime e indício suficiente de autoria. esse fato atrairá a competência. 18. tentados e consumados. em razão do exercício de suas funções e nos limites de suas atribuições. 21. A contagem do tempo é feita a razão de um dia de pena por três de trabalho (artigo 126 e § 1º da LEP). ambos do Código Penal). todos do Código Penal). Porém. A circunstância de ser casado não lhe confere maioridade penal. ficando sujeito às normas estabelecidas na legislação especial (artigo 27 do C.c.). parte do tempo da execução da pena. fazendo a exceção. nas sanções do artigo 317 do Código Penal . pelo trabalho. a Constituição Federal. levar o fato ao conhecimento da autoridade competente". Clementina: responde por aborto consentido (artigo 124 do Código Penal). Antonio deverá ser responsabilizado por tentativa de furto qualificado (mediante escalada) em concurso material com lesão corporal de natureza grave (Artigo 155. o artigo 29. sendo certo que o quantum da redução da pena deve ser encontrado em função das circunstâncias da própria tentativa. João Antonio não poderá ser processado criminalmente pois era inimputável à época do fato. caput. 17.Remição: é instituto pelo qual o condenado que cumpre pena em regime fechado ou semi-aberto poderá remir. quanto mais distante ficou da consumação.

que é a peça inicial da ação penal pública. II. 25.. e os indivíduos "B" e "C". em virtude da relação dos crimes hediondos. assim. 29. "A" cometeu a contravenção penal de embriaguez (art. 23 do Código Penal. 34. Conforme o 630. do CPP. Sim. caput. Sim. 32. seus efeitos. a Justiça Militar só julga policial militar e bombeiro. ainda. Sim. Como conseqüência.099/95 foi ampliado pela dos Juizados Especiais Federais (Lei nº 10. as causas de exclusão da ilicitude. 31. que estabelece o recolhimento a estabelecimento dotado de características hospitalares e recebimento de tratamento. É considerada condição de procedibilidade. Não. pela Constituição Federal (art.. 63. inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de funcionário público. art. competência para julgar processo 188 . Assim.") e 337 ("Subtrair. a condição de servidor público. portanto.. a contravenção penal de servir bebida alcoólica a quem já se encontre embriagado. São. 33. 26. que estão previstos nos artigos 336 ("Rasgar ou. CPP.. 24. faz desaparecer a sentença condenatória e. pois o art. do Código Penal. Representação é um meio que visa provocar iniciativa do Ministério Público. O comportamento de "A" configura dois delitos. portanto. que se comunica ao particular. 62). mencionados na Lei 8072 de 25/07/90. Não. de qualquer forma. quando este conhecia a condição do mencionado funcionário. A contradita deverá ser argüida após a qualificação e antes da oitiva da testemunha. conforme o art. ou inutilizar. 35. São aquelas que permitem a prática de um fato típico. ambos do Código Penal. é possível. art. não tem como influir para os fins de se reconhecer a reincidência. não ter incluido o crime de roubo no elenco dos delitos considerados como tal. 27."). a fim de que este ofereça a denúncia. 28. parágrafo 4º ). 30. O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. 4º da Lei das Contravenções Penais declara a impunibilidade da tentativa dessa espécie de ato ilícito. O conceito originário da Lei 9. conforme artigo 214. visando a desconstituir a sentença e substituí-la por outra. 36. 125. 30 do C.. cumular o pedido de indenização.C. sujeita ou não a procedimento especial. confiado à custódia de funcionário.259/2001) de modo que atualmente abrange toda infração penal cuja pena máxima não seja superior a 2 anos. Justiça Estadual Comum porque. Os direitos do internado estão previstos no artigo 99. Sim. total ou parcialmente. do Código de Processo Penal.23.. pois é circunstância elementar do delito. Com a RC é instaurada uma nova relação processual.. livro oficial. todos da L.P. também chamada de retroativa ou da ação penal.. excluindo-lhe a ilicitude. não tendo. a sentença na RC rescinde a sentença anterior e determina uma das 3 primeiras hipóteses do 626.P. conforme artigo 39 da lei de Contravenções Penais.

A coação resistível. 40. sustenta que. Segundo o sistema do duplo binário. Considera que há ofensa ao princípio da legalidade. do artigo 20. O sistema que o substituiu foi o vicariante. como há um resquício de vontade na conduta do coato. o qual veda a aplicação conjunta de pena e de medida de segurança. 44. porque elementar do crime (art. 3 º. Embora houvesse anteriormente divergência doutrinária e jurisprudencial quanto ao rito a ser seguido para esse recurso. atos de terrorismo”. admitindo falta de interesse de agir pela provável prescrição da pena em concreto. de causa excludente da culpabilidade. 65.de civil. ou seja. Neste caso. se a falha for descoberta posteriormente. tem-se entendido. 38. pelo artigo 79 – I. Ainda. Peculato-subtração (artigo 312. o agente responde como se tivesse praticado o crime contra a pessoa que pretendia ofender..170. sustentando o não cabimento do arquivamento em face de provável prescrição pela pena em concreto. ora se sustentando que deveria ser o procedimento do recurso em sentido estrito.. a coação moral exclui a culpabilidade em relação ao coato. definido entre nós o crime de terrorismo. deve ser adotado o rito do recurso em sentido estrito. Assim. Comunica-se a condição de funcionário público. Trata-se. 37. declarar extinta a punibilidade em virtude da decadência. de 14. ocasiona. inciso III. de acordo com o artigo 22 do Código Penal. 43. a absolvição do coato. 30 do Código Penal). por sua vez. do Código de Processo Penal. praticar. 28 do CPP). Assim. Quando irresistível. Existindo crime. porque esta depende da sentença e não está prevista no direito brasileiro.. O artigo 20 da Lei 7. A coação moral pode ser irresistível ou resistível. Neste caso. do Código Penal. como causa excludente da culpabilidade. inexiste. 41. o juiz podia aplicar pena e medida de segurança. no caso. deve o juiz anular o processo e. c.. Cuida-se de hipótese de erro na execução do crime. Segunda alternativa – Determina o arquivamento do inquérito policial. ora se afirmando que deveria ser o procedimento do agravo do Código de Processo Civil. O juiz não deveria ter recebido a queixa. primeira parte. sempre. contudo. não há que se falar em exclusão da tipicidade. A frase correta. Ainda. só sendo punível o coator”. na realidade. sendo o coato punido. vigente antes da Reforma Penal de 1984. do Código Penal. aplicável ao caso. se for o caso. se o juiz determinar que a procuração seja regularizada ou se o próprio querelante perceber a falha. Primeira alternativa – Encaminhar ao Procurador-Geral de Justiça (art. 42. ante a generalidade da disposição. 39. não causa a exclusão da culpabilidade. §1º). com base no artigo 568. aplica-se ao caso o artigo 73 do Código Penal. seria: “A coação moral irresistível.12. como dito. o crime subsiste. O recurso é o agravo previsto no artigo 197 da Lei de Execução Penal. 189 . a continência. não importa em unidade de processo e julgamento. considera crime “. Parte da doutrina. em virtude de orientação consolidada no Supremo Tribunal Federal. ser possível a regularização desde que não tenha havido decadência. a coação serve apenas como atenuante genérica prevista no art. atendendo-se o disposto no §. sendo punido apenas o coator. atualmente.83.

Revista dos Tribunais. em se tratando da prática de falta grave ou crime doloso. segundo o § 2º. 5. 302. 18). Portanto. ". 47. Por outra. a teoria da “actio libera in causa”. O dispositivo 190 .210/84). 2ª edição. o faz no inciso II do artigo 118. porque a ele não se aplica o referido parágrafo. é juridicamente possível o pedido de revisão dos veredictos do Júri" (Grinover. que. componentes e atuação de uma organização criminosa" (Guilherme de Souza Nucci. O flagrante diferido. fica isento de pena o ascendente. 1° da Lei 9... mas não nas hipóteses em o agente não quer ou não prevê que vá cometer o fato ilícito”. aliás. tópico 5.37). não responde pelo crime porque. inciso II. "em qualquer fase de persecução criminal são permitidos. Por uma orientação mais rígida. Não há necessidade de que o fato definido como crime doloso seja objeto de sentença condenatória transitada em julgado para possibilitar a regressão do condenado a regime mais gravoso. inciso II. desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto de vista da formação de provas e fornecimento de informações". mais afinada com a vigente Constituição Federal. Como ensina Mirabete. Ed. Quanto a Maria. ed.45. da Lei de Execução Penal (Lei n° 7. Ademais. inciso I.034/95).2). Por essa teoria. Aplica-se às investigações referentes a ilícitos decorrentes de ações praticadas por quadrilha ou bando ou organizações ou associações criminosas de qualquer tipo (art. O juiz de direito é julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.7. que consiste em retardar a interdição policial do que se supõe ação praticada por organizações criminosas ou a ela vinculado. O amigo. O crime seria o previsto no artigo 348 do Código Penal. Conforme consta da Exposição de Motivos do Código.a ação controlada. 2°. portanto. 46. 4ª ed. 49. e nessa situação comete o crime” (Mirabete. Deve-se entender. pelo menos. cometer o crime ou. Revista dos Tribunais. duas interpretações são possíveis. Nos termos do art. foi adotada. os seguintes procedimentos de investigação e formação de provas: II . § 3°). tópico 212). Atlas. também conhecido como retardado ou prorrogado. Esclarece o autor citado: “A explicação é válida para os casos de embriaguez preordenada ou mesmo da voluntária ou culposa quando o agente assumiu o risco de. poderá ser punido pelo delito. o que não se coaduna com as regras de interpretação da lei. embriagado. a prática de crime doloso é também falta grave (art. quando a lei exige a condenação ou o trânsito em julgado da sentença é ela expressa a respeito dessa circunstância. Recursos no Processo Penal. O pai. também. como. Aplica-se o instituto. da referida lei.. quando a prática do delito era previsível. aos procedimentos investigatórios relativos aos crimes de tóxicos. da Lei n° 10. 226. "é a possibilidade que a polícia possui de retardar a realização da prisão em flagrante. É possível a sua realização quando o flagrante referir-se a alguns crimes. ela responderia porque o parágrafo só isenta de pena o cônjuge. A soberania dos veredictos. sem prejuízo dos já previstos em lei. Antonio. n. podendo ceder diante de norma que visa exatamente a garantir os direitos de defesa e a própria liberdade. se no inciso I desse artigo. com o artigo 28 do Código Penal. se menciona também a infração disciplinar como causa de regressão.409/02. 8ª edição. 48. “não deixa de ser imputável quem se pôs em estado de inconsciência ou de incapacidade de autocontrole dolosa ou culposamente (em relação ao fato que constitui o delito). Magalhães e Scarance. "é preceito estabelecido como garantia do acusado. 50. Código de Processo Penal Comentado. entendimento diverso levaria à conclusão final de que essa menção é superabundante. 52 da LEP) e. comentário ao art. para obter maiores dados e informações a respeito do funcionamento. princípio constitucional. Pedro. nos termos do art. 118. a companheira deve ser equiparada à mulher casada (art. nos termos do artigo 33. a revogação independe da condenação ou aplicação da sanção disciplinar" (Execução Penal. Ed.

hierarquicamente superiores às regras sobre conexão do Código de Processo Penal. a outra responde por tentativa de homicídio. alegando a perda da faculdade processual em decorrência do seu exercício com o ingresso da primeira apelação.°. são circunstâncias de caráter pessoal. e 348. incisos I e II. bem como quando constitui conduta anterior ou posterior do agente. dele saiam ou nele transitem. A doutrina denomina de autoria colateral (ou co-autoria lateral ou imprópria). o legislador houve por bem afastar a punibilidade. visto se tratar de simples suplementação do recurso interposto. 77. Em alguns casos. Entretanto. não se observa a regra de extensão da competência por estarem envolvidas normas constitucionais. a entrada na casa seria lícita. Julio Fabbrini. mediante autorização judicial. 181. Segundo a doutrina a competência por prerrogativa de função abrange também as pessoas que não gozam de foro especial. Trata-se de condição negativa de punibilidade ou causa de exclusão de pena. ou de absorção. entende a doutrina que tal decisão não seria acertada. referentes a laços familiares ou afetivos entre os envolvidos. É a competência determinada em razão da função ou cargo exercido por determinadas pessoas. quando um fato definido por uma norma incriminadora é meio necessário ou normal fase de preparação ou execução de outro crime. “Manual de Direito Penal – Parte Geral”. Trata-se de conflito aparente de normas. que. Tal determinação é feita tendo em vista a dignidade de alguns cargos e funções públicas e não das pessoas que os ocupam. e 78. substâncias ou drogas ilícitas que entrem no território brasileiro. § 2. 230). realizada tempestivamente. resolvido pelo princípio da consunção. III). sem conhecerem a intenção uma da outra. identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição. 53. “Caso duas pessoas. São Paulo: Atlas. com a finalidade de. 54. p. I. 51. É também o entendimento da jurisprudência. dispararem sobre a vítima. como é o caso do crime de homicídio. 56. do Código Penal. 52. em colaboração ou não com outros países. parte da doutrina. Vol 1. só admitindo. 1997. apreensão do que estivesse relacionado com o objeto do mandado 191 . pois a regra da preclusão consumativa não se aplica ao caso. O fundamento utilizado pelo juiz para não receber a apelação no caso aventado poderia ser o da ocorrência de preclusão consumativa. "a não-atuação policial sobre os portadores de produtos. sem prejuízo da ação penal cabível". As escusas absolutórias. Se a vítima morreu apenas em decorrência da conduta de uma.possibilita. pois ocorre a relação consuntiva. punindo-se ambos por tentativa de homicídio” (MIRABETE. responderão cada uma por um crime se os disparos de amas forem causas da morte. estando a busca e apreensão autorizada por mandado do juiz competente. a competência para o julgamento dos demais retorna para o 1° grau de jurisdição. sempre que houver concurso de pessoas (arts. a exemplo do que ocorre no denominado crime progressivo. cometida com a mesma finalidade prática atinente àquele crime. ao mesmo tempo. 55. rejeitada a denúncia contra a pessoa que goza de foro privilegiado. por isso tudo o que fosse encontrado na casa poderia ser apreendido. por razões de política criminal. a segunda defende que a diligência deve ser relacionada apenas ao conteúdo do mandado e ao que está autorizado por este. Existem duas posições principais: a primeira entende que. a solução deverá obedecer ao princípio do in dubio pro reo. Havendo dúvida insanável sobre a autoria. o qual pressupõe a lesão corporal como resultado anterior. Contudo. também conhecidas como imunidades absolutas. Estão previstas nos arts.

devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou.159. inciso V. sendo necessária a presença do item I ou do item II. no Brasil ou no estrangeiro. 48.279. São Paulo: Atlas.368/76). e outra. Segundo o art. A detração penal é um instituto de direito penal que abate o tempo de segregação provisória cumprida pelo condenado. bastando a presença de um deles para a possibilidade de prisão temporária.223. denotando incompatibilidade e continuar o processo-crime. 59.57. “Manual de Direito Penal – Parte Geral”. segundo disposição expressa do artigo 29 do Código de Processo Penal. o tempo de prisão provisória. envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. na pena privativa de liberdade e na medida de segurança. seqüestro e cárcere privado (art. Depende. caput e parágrafo único). Não. roubo (art. assumir o compromisso de a ele comparecer. extorsão (art. lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessárias”. 1997.quando houver fundadas razões. em face de um ato do querelante para com o querelado.223.121 caput e seu §2º).213 caput e sua combinação com o art. Existe posição que entende serem eles alternativos. Vol 1. genocídio (art. tendo como fundamento o artigo 42 do Código Penal que enuncia que se computam.quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. e seus §§1º e 2º). Existem duas orientações.1º. §2° da Lei n° 11. do Código Penal. de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal. 61. da Lei nº 7. uma vez que nesta ação vigora o princípio da disponibilidade. p.214. “tratando-se da conduta prevista no art.quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade.12 da Lei nº 6. III. Seria uma hipótese de fungibilidade da prisão” (MIRABETE. caput e seus §§1º e 2º). §1º).960/89. porquanto o perdão é sempre bilateral. caput e seus §§1º e 2º). configurando-se na ação penal exclusivamente privada. quais sejam: I. caput e parágrafo único). crimes contra o sistema financeiro (Lei nº 7. Já o perdão judicial constitui providência exclusivamente do Poder Jurisdicional derivada de 192 . quadrilha ou bando (art. II. o Ministério Público não poderá interpor o recurso de apelação. existindo apenas quando já recebida a queixa-crime por parte do juiz.1º. Em se tratando de ação penal pública de iniciativa exclusivamente privada. não se imporá prisão em flagrante. 58. Uma segunda posição mais liberal entende que é possível a “detração da pena ocorrida por outro processo.285). caput.267. tampouco. não devendo ser confundida com a renuncia tácita que é sempre antes de iniciar o processo.157. caput. não devendo. e seus §§1º e 2º).148. de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: homicídio doloso (art. devendo o perdão tácito para extinguir a punibilidade ser aceito por parte do querelado. 60. 2º. Os requisitos são dados pelo art. o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo 41 do Código Penal. desde que o crime pelo qual o sentenciado cumpre pena tenha sido praticado anteriormente à sua prisão. em conjunto com o item III. O perdão tácito é uma causa extintiva de punibilidade prevista no artigo 107. 262). todos do Código Penal).343/06. Isso se explica pelo fato do crime disposto no art.889/56). que os entende cumulativos. Já na ação penal privada subsidiária da pública poderá o Ministério Público apelar.158. vez que o ato da vítima denota que perdoou o querelado. Julio Fabbrini.28 não prever penas privativas de liberdade. atentado violento ao pudor (art. tráfico de drogas (art. cc art. 62. n falta deste. A primeira mais restrita entende que somente é computável na pena de prisão aquela prisão cautelar relativa ao objeto da condenação. epidemia com resultado morte (art. ser submetido a prisão processual.28 desta Lei.288. estupro (art.492/86). 3º da Lei nº 2. extorsão mediante seqüestro (art. caput e sua combinação com o art. caput.

69. seguir o rito do recurso em sentido estrito. entende-se que não há excesso na colocação de pontas de lança. enquanto a segunda pressupõe a existência de uma sentença de pronúncia e o reconhecimento desses pressupostos por parte do juízo de origem. Trata-se assim de conseqüência negativa ao réu que exclusivamente apelou. desde logo. amplamente. 70. da Lei das Execuções Penais. interposto contra a sentença de pronuncia. “as ações que o compõem. Apontamse. 122. A distinção entre impronúncia e despronúncia está em que a primeira é decretada pelo juízo “a quo” em juízo de valor que afirma. Assim. Normalmente. configurada qualquer uma delas. 193 . em face do Recurso em Sentido Estrito interposto pelo pronunciado. A reforma in pejus indireta consiste na situação em que anulada sentença condenatória em recurso exclusivo da defesa. É o princípio da proporcionalidade. o prazo é de cinco dias. CP). A despronúncia é. mas que vem a ser reformada em sede de reexame pela instância “ad quem”. em primeira instância. não podendo por isso o Tribunal piorar indiretamente a sua situação do réu. segundo orientação do Supremo Tribunal Federal. por si mesmas. 66. foi intempestivo. A despronúncia. apreciando recurso do réu. Portanto. no máximo. 68. A nova decisão poderá impor-lhe. não pode ser prolatada nova decisão mais gravosa do que a anulada. discutindo-se sobre a sua utilização para admitir prova em favor da acusação. Tipo misto alternativo é o composto por várias ações. A distinção entre crime habitual e crime continuado está assentada na natureza diversa das ações que os constituem. pois do contrario o réu estaria sendo prejudicado indiretamente pelo seu recurso. 64. seja por parte do Tribunal de Justiça que. Admite-se. a sua aplicação em favor do acusado. Conforme o artigo 183 inciso I do Código Penal não é cabível a incidência da escusa absolutória no crime de roubo. destacando que o artigo 120 do Código Penal é expresso ao afirmar a natureza declaratória do instituto do perdão judicial ao afirmar que “a sentença que conceder perdão judicial não será considerada para efeitos de reincidência”. sendo que. assim. se mantida a pronúncia. quando as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. alguns requisitos para sua aplicação: necessidade. conforme artigo 197. 65. Exemplos desse tipo são o do crime de tráfico de drogas e o de instigação ao suicídio (art. seja por parte do juízo de primeira instância. havendo previsão expressa em situações de homicídio culposo e outras culposas expressas em lei. a revogação ou desconstituição da pronúncia anteriormente decretada. a inexistência do crime ou de indícios suficientes de autoria. reforma a sentença de pronúncia para impronunciá-lo. Deve ele. revogando-a. portanto.medida de Política Criminal. reconsiderar a decisão. 67. ainda. pode ocorrer em duas hipóteses: 1) se o juiz. 63. o crime se realiza. adequação e proporcionalidade em sentido estrito. O caso é de uso de ofendículo. vier o Tribunal a revogá-la. A doutrina entende que a pessoa age em exercício regular de direito ou em legítima defesa predisposta ou preordenada. em face do recurso em sentido estrito. em sede de reconsideração. No crime continuado. A despronúncia é a reconsideração da própria decisão de pronúncia ou a não aceitação da pronúncia por parte do Tribunal de Justiça. O recurso interposto é o adequado. a pena de dois anos. Exemplo: O réu condenado a 2 anos de reclusão apela e obtém a nulidade da sentença.

em concurso formal impróprio (art. as ações que o integram. Resta a Maurício. com base nessas novas circunstâncias.97. Ada Pellegrini Grinover. Além disso.). com as provas que colheu.. 71. pois. 16 da Lei 11. o Ministério Público tem legitimidade para oferecer a transação penal (art. (Guilherme de Souza Nucci. merece uma sanção penal (medida de segurança)”. 194 . 76. nos termos do art. uma vez que o acusado foi denunciado por uma modalidade de culpa e condenado por outra. é ela possível uma vez que a pena mínima cominada ao crime é de 3 meses de detenção. 72. Primeiramente porque. a reincidência não impede a aplicação de pena restritiva de direitos. 125. do CP). em tese. sem tomar as providências do art. consideradas em separado. apenas isenta o acusado de pena.. desde que presentes os demais requisitos legais (art. ou sem que tenha havido prévio aditamento. houve mudança do fato imputado. caput.” 73. Se tal postura for admitida..099/95). O juiz agiu incorretamente. do CP. 89 da Lei n. bis in idem. nota 6-A). a condenação anterior foi por crime diverso. o que se chama de reincidência genérica. por negligencia. 9. tendo em vista que. jamais pode ser rescindida. 78. assim. Código Penal comentado. § 9º. Pela Lei de Violência Doméstica. art. Cap. parte final. a despeito de considerar que o réu não cometeu delito. Esse é diferente daquele historiado na denúncia. no que toca à reparação dos danos causado pelo ato ilícito. 129. pois não exclui a ilicitude do fato imputado. 121. ainda. então. e consiste na “sentença que permite a aplicação da medida de segurança. 331 do CP. o que não afasta a possibilidade de conversão. (.” (Damásio. ele praticou o crime de tentativa de homicídio (art. Apesar de a pena ter sido fixada no mínimo e não ter havido alteração no tipo penal. condenar o réu. 75.) No crime habitual. não é criminoso. 384. Não agiu corretamente o magistrado ao aplicar a pena. p. Não há possibilidade de Maurício se habilitar como assistente de acusação. a coisa julgada em favor do acusado. e. não são delitos. do CP). § 3º. ainda que ele tenha sido absolvido por falta de provas. Não se cuida de mera adequação do fato. ao contrário. 36. A decisão absolutória imprópria não impede a propositura da ação cível. XVIII. XI. 212). presentes os requisitos legais. Como se nota. Antonio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes (As nulidades no processo penal. 10) salientam que “não pode o juiz. como o feto. isto é. (. estaremos diante de dupla punição. nos termos do art. Como a intenção de Teobaldo era matar tanto a gestante.constituem crimes. desde que a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não tenha ocorrido em virtude da prática do mesmo crime. A absolvição imprópria se verifica quando o autor do fato havido como infração penal for inimputável. do CP. considerar que. Tendo em vista tratar-se de crime de ação penal pública incondicionada. 76 da Lei nº 9. A pretendida substituição é cabível. o assistente só poderá ser admitido enquanto a sentença não transitar em julgado. Pode-se. logo. previsto no art. 77. sob pena de nulidade.340). 70. Cap. 44. para alguns autores. nada mais poderia ser feito. Quanto à suspensão condicional do processo. a desistência da representação deve ser feita em audiência com o juiz e com a presença do Ministério Público e pode ser refeita após a denúncia e antes de seu recebimento (art. art. do CP) e o crime de aborto sem o consentimento da gestante (art. buscar providência judicial na esfera cível. a ação é pública incondicionada. do CPP. Gonçalo praticou o crime de desacato. 74. operando-se. pois as circunstâncias agravantes que levou em consideração – parentesco e relações domésticas – já fazem parte do tipo penal do crime denominado de violência doméstica. 269..099/95).

do CPP. Não é plausível a pretensão recursal da defesa de Félix. 71 do CP.744/SP. O art. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. O §3. nos termos da Constituição do Estado de Minas Gerais. domingo ou dia feriado”. porém. Importante registrar que. 406 e seguintes. e se encerraria em 15/5/2009. do CPP).79.. sexta-feira. 6. Por seu turno. 2007). 586 do CPP (“o recurso voluntário poderá ser interposto no prazo de 5 (cinco) dias”). o prazo para apelação começaria a contar na segunda-feira seguinte. prevê a aplicação de pena de detenção cumulada com pena de multa. 586 do Código de Processo Penal” (STJ – REsp 332. A competência é do tribunal de justiça do estado. Ministro Vicente Leal.º do citado artigo dispõe que “o prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-seá prorrogado até o dia útil imediato”.o de junho de 2009 (segunda-feira). não se interrompendo por férias. 195 .644/SP.210/84 – Lei de Execução Penal (LEP). contado até a data do protocolo” (STJ – HC 36. 82. pois o preceito secundário do art. ao qual compete o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. terá até o dia 19 (quarta-feira) para tanto. despacho ou sentença é de cinco dias. 81. intimados da sentença em 8/5/2009. nos termos do art. XV. sexta-feira. caput. sexta-feira. julgado em 04/11/2004. 593 do CPP dispõe que “caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I – das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular”. Sexta Turma. nos termos do art. A fundamentação de direito material é a unificação das penas com base na continuidade delitiva. 581. não se pode substituir a prisão por multa. incluindo-se.º do citado artigo dispõe que “não se computará no prazo o dia do começo. O Código de Processo Penal. O juiz não agiu corretamente ao denegar a apelação visto que o recurso era tempestivo. 798 do CPP prevê que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. sim. A competência para julgar Ismael é do Tribunal do Júri. não se interrompendo por férias. porém. da decisão. apesar de os 5 dias terminarem em um sábado. 74. A medida cabível em benefício do condenado é o recurso de agravo de execução. 197 da Lei 7. prevista no art. 798 do CPP dispõe que “todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. Sendo cabível o recurso em sentido estrito (art. o do vencimento”. o art. 80. o último dia do prazo para a interposição do recurso seria 8 de junho de 2009 (segunda-feira). Rel. que deverá ser interposto com base no art. Desse modo. da Lei n. nos termos do art. despacho ou sentença: XV – que denegar a apelação ou a julgar deserta”. 9. domingo ou dia feriado”. DJ 18/03/2002 p. o professor Nucci exemplifica: “aquele que for intimado no dia 14. conforme o disposto no artigo 586 do Código de Processo Penal. Assim. quando em lei especial existe tal cumulação.ª ed. O §1. É bem verdade que Ismael detém prerrogativa de foro. tendo sido o sentenciado e sua defesa intimados da decisão que denegou a apelação no dia 1. Não se inicia o prazo no sábado. Rel. Código de Processo Penal comentado. para cumprir um ato processual em três dias. de acordo com a Súmula 171 do STJ. É previsto recurso em sentido estrito. julgado em 21/02/2002. 391). Ao comentar o referido artigo. Sexta Turma. o art. o prazo para a interposição de recurso em sentido estrito em face de decisão. 309). no sentido estrito. 29. na segunda-feira” (Guilherme de Souza Nucci. DJ 22/11/2004 p. No mesmo sentido: “No processo penal. como é o caso presente. Assim. Ministro Hélio Quaglia Barbosa. quando não há expediente e. estabelece a Súmula 721 do STF que a competência do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente em Constituição Estadual. o prazo de interposição será de 5 dias. no artigo 581 prevê que “caberá recurso.605/98. “O prazo para interposição de recurso em sentido estrito é de cinco dias. § 1º e art. 11/5/2009.

368/1976 pelas medidas previstas no art.. lançamento pelo Fisco. poderá ser intentada a qualquer tempo. com prazo razoável.º 611-STF. 197. O esgotamento da via administrativa é condição objetiva de punibilidade. II – declarar extinta a punibilidade. 5. Rel.º 6.343/2006. 222. processar e julgar a ação de revisão criminal é o TRF respectivo. 66.De acordo com o art. de modo a tutelar o direito fundamental à liberdade (art. Relatora. pois se trata de novatio legis in mellius. 621: “A revisão dos processos findos será admitida: (. antes de extinto o cumprimento da pena ou mesmo depois desta nos exatos termos do art.611). sem efeito suspensivo. 621 e seguintes do CPP. nos termos do art. 6. Nesse sentido. Min. originariamente: (. in verbis: “A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo. após o trânsito em julgado da condenação. 66 da LEP. Parágrafo único.” No mérito.º. Não há justa causa para a ação penal. parágrafo único). Das decisões proferidas pelo Juiz caberá recurso de agravo. ad litteram: “Art. antes da extinção da pena ou após.343/2006 deve retroagir para beneficiar o condenado pela prática do crime previsto no art. portanto. § 2. 108 da Constituição Federal: “Compete aos Tribunais Regionais Federais: I – processar e julgar. 196 . da LEP. o art. por ser a nova legislação mais benéfica (CP. art. conforme entendimento pacificado na jurisprudência. Não será admissível a reiteração do pedido. 622 do CPP. especialmente no STF (orientação fixada desde o julgamento do HC 81. 28 da Lei n. LXXV. Laurita Vaz. Nos termos do art. julgado em 6/11/2008. compete ao juízo da execução criminal. já decidiu o STJ: “A Turma deu provimento ao recurso para que o juízo da execução criminal substitua a pena privativa de liberdade imposta pela prática do crime do art. I. 5.º 11.. da CF). consoante competência firmada no art. salvo se fundado em novas provas. A nova lei deverá retroagir. 16 da Lei n. 28 da nova lei de drogas. e art. Isso porque. 28 da Lei n. para esse fim. inexistindo.) b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes federais da região. que prescreve o seguinte. III – decidir sobre: a) soma ou unificação de penas. A testemunha que morar fora da jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua residência. n.o 11.º.º. aplicar lei penal mais benigna. 84. visto que o CPP assim o autoriza nos termos dos artigos 222 e 222-A.” Tem por objetivo a revisão dos atos judiciais quando restarem comprovados a injustiça.025. O órgão competente para conhecer. 16 da Lei n.” Quanto ao prazo. compete ao juiz da execução: “I – aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado..228-RS.368/1976. carta precatória.) III – quando. intimadas as partes. 2. haja vista a ausência de decisão definitiva sobre a exigência fiscal do crédito tributário. expedindo-se. caberá ao juízo das execuções penais (Súmula 611/ STF) determinar a substituição da pena privativa de liberdade imposta pelas medidas previstas no art. deve-se alegar que a atuação do juiz originário não foi ilegal. Assim. após a sentença. bem como da Súm. nos termos do referido artigo.. se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.” 83. prevista no art. REsp 1. o erro ou o equívoco da decisão judicial. este é o instrumento judicial apto a rescindir sentença condenatória com trânsito em julgado. 85. Art. Para a Min.º. O fundamento da ação deve ser feito com base no art. A medida judicial a ser intentada é a ação de revisão criminal. 27 da nova Lei de Tóxicos.

inclusive. de 2008) Dessa forma. A primeira indagação deve ser respondida com base no art.”(Redação dada pela Lei nº 11.719.º A expedição da precatória não suspenderá a instrução criminal. basta agora que a perícia seja realizada por "perito oficial".º Na hipótese prevista no caput deste artigo. 87. a oitiva de testemunha poderá ser realizada por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real. pois. No que se refere aos pedidos. na sentença. poderá realizar-se o julgamento. Nesse contexto. absolver o condenado.º 11.) § 4. surgiram provas novas que conduzem à absolvição do condenado (art. poderá alterar a classificação do crime. absolver o réu. resta clara a intenção do legislador de se contentar. adstrito aos termos do aditamento.690/2008. se entender cabível nova definição jurídica do fato. 159. do CPP. não poderá ser agravada a pena imposta pela decisão revista.” Uma vez absolvido. se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública. que alterou dispositivos do Código de Processo Penal. para 197 . de agora em diante. durante a realização da audiência de instrução e julgamento. 384 do CPP. dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.. no prazo de 5 (cinco) dias. a todo tempo. uma vez devolvida.º Na falta de perito oficial. Quanto aos efeitos.§ 1. Aplicase às cartas rogatórias o disposto nos §§ 1. Parágrafo único. cada parte poderá arrolar até 3 (três) testemunhas. e parágrafos. modificar a pena ou anular o processo. deve-se mencionar que a medida.” “Art. inciso III do CPP).º Havendo aditamento. (. mas. em consequência de prova existente nos autos de elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação. Com o advento da Lei n. deverá o juiz dar aplicabilidade ao comando do art. a precatória. 626: “Julgando procedente a revisão.621.º e 2. o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa. quando feito oralmente. 384. No caso hipotético terá como objetivo a absolvição do condenado. reduzindo-se a termo o aditamento.º Findo o prazo marcado.º do art.” A inovação legislativa dispensou a antiga exigência de dois peritos no mínimo para a produção do laudo pericial. As cartas rogatórias só serão expedidas se demonstrada previamente a sua imprescindibilidade. o artigo 159 passou a ter a seguinte redação: “O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial. 222-A. julgada procedente. ficando o juiz. § 2. será junta aos autos. passa a ser regra o que era exceção. permitida a presença do defensor e podendo ser realizada. portador de diploma de curso superior. 627: 86.” Entretanto. julgando-a procedente com a finalidade de rescindir o julgado e absolver o condenado porque a decisão não apreciou as provas (novas provas de inocência do condenado) que chegaram ao conhecimento após o trânsito em julgado do acórdão e que ensejam a absolvição do condenado. § 3. § 1. conforme dispõe o art. De qualquer maneira. Não há nulidade no caso. Tendo sido a expressão empregada no singular. o tribunal poderá alterar a classificação da infração. deve-se requerer o conhecimento da ação de revisão criminal. caput. restabelecerá os direitos atingidos pela condenação. arcando a parte requerente com os custos de envio.. modificar a pena. com a perícia realizada por apenas um perito. no prazo de 5 (cinco) dias. com a alteração na redação do art. 222 deste Código. que assim dispõe: “Encerrada a instrução probatória. conforme art. portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica. o exame será realizado por duas pessoas idôneas. anular o processo. Parágrafo único.

2. 5. toda a sociedade da Comarca de Serra – ES. a fim de que haja o aditamento da denúncia. sempre que nela houver obscuridade.759). na ação penal exclusivamente privada. Aplica-se no processo em questão para explicar que o acusado não se defende da capitulação legal dada ao crime na denúncia. 1. a requerimento do Ministério Público. Não é necessária. influenciar jurados admitidos em caráter efetivo na gestão de um dos acusados.” 88. onde não existam aqueles motivos. A peça processual adequada são os embargos de declaração. que assim dispõe: “Se o interesse da ordem pública o reclamar ou houver dúvida sobre a imparcialidade do júri ou a segurança pessoal do acusado. 382 do CPP: “Qualquer das partes poderá. conforme art. Manual de processo penal e execução penal. alcançando.. 384 do Código de Processo Penal somente se aplica na hipótese de ação penal pública e ação penal privada subsidiária da pública. propiciando ao réu a oportunidade de se defender da nova capitulação do fato. Conforme Nucci. II – a culpabilidade. sendo inadmissível o juiz determinar abertura de vista para o Ministério Público aditar a queixa e ampliar a imputação. o prazo final será 10/3/2010. no prazo de 2 (dois) dias. também. pedir ao juiz que declare a sentença. 89. os antecedentes. apesar de Tomé ser reincidente.. contradição ou omissão. Isso porque preenche os requisitos especificados no art. o Tribunal. rev..16 ed. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. Influência não restrita aos jurados. segundo o princípio da correlação. do assistente. 44 do CP. 2008.º não se aplica no caso. como regra. do querelante ou do acusado. No que se refere à segunda indagação. a competência para avaliar a conveniência do desaforamento é sempre da instância superior e nunca do juiz que conduz o feito. poderá determinar o desaforamento do julgamento para outra comarca da mesma região. 427 do CPP. ou mediante representação do juiz competente.” O desaforamento deve ser requerido ao Tribunal de Justiça. PREFEITO MUNICIPAL.. a provocação pode originar-se tanto do magistrado de primeiro grau quanto das partes. a conduta social e a personalidade do condenado.. e ampl. Tomé faz jus à substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. ambigüidade. DESAFORAMENTO. preferindo-se as mais próximas. JÚRI. ed. (Guilherme de Souza Nucci. (. A resposta à terceira indagação deve ser negativa. Entretanto. ex-prefeito municipal. a saber: “I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. ao desaforamento. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.) o Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa. mas sim dos fatos narrados na referida peça acusatória. de forma que a vedação prevista no referido § 3. o juiz poderá aplicar a substituição. Curso de processo penal. conforme clara redação do dispositivo: “(. São Paulo: Saraiva.) § 3. Pedido de desaforamento fundado na possibilidade de o paciente. desde que. a afirmação 198 . Assim. EMENTA: HABEAS CORPUS.. p. atual. deve-se responder que. em face de condenação anterior.. (Nesse sentido: Fernando Capez.. se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de ação pública (. 465). no prazo de 5 (cinco) dias. p.). de acordo com o art.encaminhar os autos ao Ministério Público.” No caso. pois a parte interessada dispõe de dois dias para apresentála. O advogado de Ricardo deve requerer o desaforamento do julgamento para outra comarca. não se trata de reincidência específica. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime.. O procedimento previsto no art. PROCESSO PENAL. deve haver uma correlação entre o fato descrito na denúncia ou queixa e o fato pelo qual o réu é o condenado. INFLUÊNCIA SOBRE OS JURADOS.º Se o condenado for reincidente.

Primeira Turma.) IV – fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. 63: “Transitada em julgado a sentença condenatória. poderão promover-lhe a execução. 97. inciso I. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal. art.º. 877. a definição dos fatos indicativos da necessidade de deslocamento para a realização do júri — desaforamento — dá-se segundo a apuração feita pelos que vivem no local. 424).” O valor fixado somente poderá ser objeto da ação executória após o trânsito em julgado. previsto no art. 1. Segunda Turma.. por qualquer meio. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido. (STF – HC 96785. COM INDICAÇÃO DE FATO CONCRETO INDICATIVO DA PARCIALIDADE DOS JURADOS. Cármen Lúcia. “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. e § 2.” 91. Eros Grau. nos exatos termos do art. Ordem parcialmente concedida para determinar ao Tribunal de Justiça pernambucano a definição da Comarca para onde o processo deverá ser desaforado. julgado em 25/11/2008.” (.da certeza da imparcialidade dos jurados. julgado em 10/06/2008. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. Relator(a): Min. 199 .” No que diz respeito ao valor mínimo fixado pelo juiz criminal na sentença penal condenatória. quer restringindo. § 1. do Código Penal. mas tão somente fundada dúvida quanto a tal ocorrência. ORDEM CONCEDIDA. seu representante legal ou seus herdeiros. 63 do CPP: “Transitada em julgado a sentença condenatória. DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-082008 EMENT VOL-02326-05 PP-00900 RT v. 520-523). apto a configurar dúvida fundada sobre a parcialidade dos jurados. do CPP: “Art. 2008.1) Trata-se de ação civil ex-delicto. apontando-se fato "notório" na comunidade local. O juiz. EMENTA: DESAFORAMENTO: DÚVIDA FUNDADA SOBRE A PARCIALIDADE DOS JURADOS. 2. 387. p. Não se faz mister a certeza da parcialidade que pode submeter os jurados. A circunstância de as partes e o Juízo local se manifestarem favoráveis ao desaforamento. inciso IV.º Nas mesmas penas incorre quem: I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador com o fim de retê-lo no local de trabalho. DJe-094 DIVULG 21-05-2009 PUBLIC 22-05-2009 EMENT VOL02361-04 PP-00792). n. 3. 149. para o efeito da reparação do dano. e multa. O montante deverá ser fixado pelo juiz na sentença penal condenatória. 387 deste Código sem prejuízo da liquidação para a apuração do dano efetivamente sofrido. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. Ordem denegada. além da pena correspondente à violência.. nada obsta que os herdeiros de Almir promovam a liquidação do julgado no juízo cível para a apuração do valor do dano efetivamente sofrido. Precedente. § 1. incisos I e II. 387.º. Pena – reclusão de 2 (dois) a 8 (oito) anos. o ofendido. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto. (HC 93871. bastando o fundado receio de que reste comprometida. a execução poderá ser efetuada pelo valor fixado nos termos do inciso IV do caput do art. (OAB UNIFICADO 2010.).. MANIFESTAÇÃO FAVORÁVEL DE AMBAS AS PARTES E DO JUÍZO LOCAL NO SENTIDO DO DESAFORAMENTO. 90 (OAB UNIFICADO 2010. 63 e seguintes do Código de Processo Penal. nos exatos termos do preceito contido no parágrafo único do já mencionado art. no juízo cível. prevista no art. Relator(a): Min.1) Todos irão responder pelo crime de sujeição a trabalho escravo. justifica o desaforamento do processo (Código de Processo Penal. conforme disposto no art. ao proferir sentença condenatória: (..

” 93. o rol das testemunhas. quando necessário.. Por fim. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo.. 2 ed. a fim de evitar que a burocracia atrase as investigações. Isso porque o delito de dano (CP.. art. pratique diligências necessárias a respeito de fato que ocorra em sua presença até a chegada da autoridade competente. 41 do CPP: “A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso. Assim.” No caso. pois não há que se falar em surpresa para as partes. nos expressos termos do art. na medida 200 . tenha de aplicar pena mais grave. o comando do § 2. (OAB UNIFICADO 2010. e bem assim providenciará. em consequência. se o crime é cometido: I – contra criança ou adolescente.º. V. de modo geral. que as investigações encetadas por determinada delegacia possam ser avocadas e realizadas por outra. conferir o posicionamento de José Henrique Pierangeli. 22 do Código de Processo Penal: “No Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial. Op. com o fim de retê-lo no local de trabalho.” A atribuição da autoridade policial é determinada. razão pela qual é aplicável.. (. Nos termos do art.º Tratando-se de infração da competência de outro juízo.º). independentemente de precatórias ou requisições. o inquérito não está abrangido pela norma constitucional que trata da regra de competência das autoridades judiciais (CF. como houve associação de mais de três pessoas para a prática de delitos. (. 383 do CPP. em tese. sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa. art. Os seguranças praticaram. 4. confira-se o posicionamento de José Henrique Pierangeli. então. permite-se que a autoridade policial proceda a diligências em qualquer outra circunscrição da comarca. (OAB UNIFICADO 2010. que uma autoridade policial. na medida em que a autoria do delito não foi esclarecida pelas autoridades policiais. 383). de acordo com o lugar onde se consumou a infração (CPP. 383 do Código de Processo Penal: “O juiz.2 – Parte especial. ordenar diligências em circunscrição de outra. nos inquéritos a que esteja procedendo. art. 16 da Lei 10.099/1995. Não existe qualquer impedimento legal para a aplicação do instituto da emendatio libelli em segunda instância (CPP. art. art.II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. além do crime de lesão corporal grave (CP. mesmo fora de sua circunscrição. 2007. O CPP autoriza.º A pena é aumentada de metade. p. 5. até que compareça a autoridade competente. art. a autoridade com exercício em uma delas poderá. 163. 92. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença. 29). 77-80. caput) é considerado de menor potencial ofensivo (Lei n.1) Leia-se o que prescreve o art. § 2. Apesar de ser. Na hipótese.)” Na doutrina.º 9. poderá ser imputada a todos os agentes a prática do crime formação de quadrilha ou bando. cit. possível intentar ação penal privada subsidiária da pública (CPP. § 2. não estariam completamente atendidos os requisitos previstos no art. noutra circunscrição. 129. Manual de direito penal brasileiro. independentemente de precatórias ou requisições. LIII). 288 do Código Penal.º do art. Não se impede. por outro lado.º). poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa. a classificação do crime e. ainda que. 156-161.1) A resposta é afirmativa. com todas as suas circunstâncias. Entretanto. esta não seria viável.. Na doutrina. o juiz deverá remeter os autos para o juizado especial competente. o crime previsto no art.826/2006. art. ainda. além de o próprio comerciante não dispor de elementos de prova nesse sentido. São Paulo: RT. ainda.. p. 61). a este serão encaminhados os autos.) § 2.

º O procedimento comum será ordinário. 532 do CPP: “Na instrução... 394. nos termos do art. § 1. prorrogáveis por mais 10 (dez). 534 do CPP: “As alegações finais serão orais. do Código de Processo Penal: “O procedimento será comum ou especial.em que não há alteração do contexto fático narrado na inicial acusatória (Nesse sentido: Fernando Capez.” 201 . p. à acusação e à defesa. de acordo com o que dispõe o art.º.. II. proferindo o juiz. o procedimento a ser adotado será o comum sumário. concedendo-se a palavra.. Curso de processo penal.” Tratando-se de ação penal que seguirá o procedimento comum sumário. 94 (OAB UNIFICADO 2010.) II – sumário.” A defesa terá o prazo de vinte minutos. prorrogáveis por mais dez. 16 ed. pelo prazo de 20 (vinte) minutos. sentença.1) Considerando que a pena máxima cominada ao crime de abandono de incapaz é inferior a quatro anos. quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. para apresentar suas alegações finais orais.. poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa. respectivamente. nos termos do art. São Paulo: Saraiva. 466).). a seguir. sumário ou sumaríssimo: (. a defesa poderá arrolar até cinco testemunhas. (. § 1.

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