You are on page 1of 22

Direito Penal I

Objetivo: Disciplinar a vida em comum.
Às vezes o direito penal evolui sem que a lei mude.

O Direito Penal = Direito Criminal.
(Punição) (Proc. Crime)

Legislação:

Código Penal – Lei: 2.848/40.

Leis especiais penais:
• Droga – Lei: 11.343/06.
• Ambiental
• Colarinho Branco.
(Art. 1 a 120) (Art. 121 a 361)
Código Penal é dividido em parte geral e parte especial.
Na parte geral possuem os conceitos orientadores e na parte especial os tipos
penais incriminadores (crimes).

Conceito – Direito Penal é o ramo do Direito Público é do interesse do Estado
estabelecer as sanções penais, infra-penais e regula as relações sociais.

Direito Penal

Subjetivo
Objetivo “ius puniendi”
Conjunto de normas jurídicas para o Direito de punir do Estado.
combate da criminalidade e defesa
dos cidadãos. Sentido Positivo:
É o Direito que o Estado tem de
criar leis penais e executá-las.

Sentido Negativo:
Direito de descriminalizar condutas.
“Ação Privada”
Ius Persequendi- Direito de perseguir a Justiça.

-Lembrete: Não existe crime eterno.

• Crime/Delito. O delito é mais severo que a contravenção =
Reclusão/Detenção/multa.
• Contravenção Penal(crime anão) = Prisão simples/multa.
Os dois tipos são infrações penais.

Delitos/Crimes

o Ação Pública
o Ação Privada
Para os dois tipos existe punição para tentativa.

Na contravenção penal existe apenas a ação pública. E não existe punição
para tentativa.

Finalidade do Direito Penal = Proteger a vida, sociedade, patrimônio, honra,
integridade corporal, administração pública, a liberdade.
PROTEGER OS BENS MAIS IMPORTANTES.
Crítica: Pois, é utilizado quando o BEM não existe mais.
Ex: A vida.

Fontes do Direito penal

 Produção/Materiais – Quem dita às leis é a união. Art. 22 § 1 CF.
 Conhecimento/Formais :
 Imediatas - Lei
 Mediatas – costumes (uniforme, constante e obrigatório) e os
princípios gerais do Direito. Com caráter de interpretação ou
complementação.
Norma Penal
 Reserva Legal – Reservado apenas a lei, dizer o Direito (Crime).
 Teoria de Binding – Crime fere a norma que está esculpida na lei.

Exemplos no CP: Art. 155. Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:
Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Art. 163. Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia:
Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

Classificação das normas Penais

 Incriminadoras (Dizem o que é crime)
Preceitos:
1°. Ex: Matar Alguém. Art. 121 CP
2°. Pena.

 Não incriminadoras (Não possuem pena)
 Permissiva (Permite uma conduta)
1. Justificante – Legitima Defesa. Art. 25 CP
2. Exculpante – Elimina a culpa (menores de 18 anos).
 Explicativa
Ex: Art. 150§ 4°. A expressão “casa” compreende:
I – qualquer compartimento habitado;
II – aposento ocupado de habitação coletiva;
III – compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou
atividade.
 Complementares
Ex: Art. 59 – Como o Juiz deve proceder para a fixação da pena.

4. • Heterogêneo. a adquira. ou influir para que terceiro. Conflito/Concurso Aparente de normas sua resolução é através dos Princípios: 1. Lei = Lei. receba ou oculte. receber. Subsidiariedade – “Soldado reserva” Pode ser expressa ou tácita.. Pena: Reclusão de um a quatro anos. Adquirir. Ex: Art. Especialidade – A norma especial afasta a norma geral. Lei = Portaria. Direito Penal I Anomia (Ausência de normas) ou (sensação de anomia. Antinomia (Quando uma norma é contrária a outra).  Judicial  Vinculante: Sumulas do STF  Não Vinculante: Dada no processo pelo aplicador do Direito. Alternatividade – Quando o crime é de ação múltipla. coisa que sabe ser produto de crime. de boa-fé. . Consunção – Lesão Corporal (meio) para atingir um Homicídio (Fim) que poderá ser antefato impúnivel ou pós fato impúnivel.  Contextual (No mesmo momento em que foi feito a lei)  Posterior (depois de feita a lei)  Doutrinária – Estudioso do Direito. 2.  Normas Penais (Busca o preceito primário(definição) em outra lei) • Homogêneo. mas o agente responde por um único crime. Classificação Quanto ao Sujeito:  Autêntica (A própria lei). Lembrete: “In dúbio pro Réu” Interpretação da Lei Penal Objetiva – Vontade da LEI Subjetiva – Vontade do Legislador. 3. Quanto aos meios:  Literal/Gramatical  Teleológica (O sentido da Lei)  Sistêmica (Em que contexto está escrito)  Histórica (Momento Histórico).  Incompletas (Remetida o preceito secundário(pena) para outra lei). “inflação de leis”). transportar.. conduzir ou ocultar. 180. em proveito próprio ou alheio.

Individualização da Pena: a) Valoração(valor do Bem) b) Aplicação(Qual a pena real?) c) Execução(cumprimento individual) Art. Ex: Se uma pessoa da carona de moto na BR 101 não é crime. Somente o condenado pode cumprir o crime. Ex: Não tomar banho. toda a família sofre com a pena do parente. 4. 8. matar alguém. Proporcionalidade da pena. O direito penal é um pequeno fragmento da legislação Brasileira. 5 XLV. Só crime aquilo que possuir fato típico. Ex: Art. Na prática é quase impossível fazer a Intranscendência. Fragmentariedade: O Direito Penal só vai agir em ultimo caso. Intervenção Mínima: O Direito Penal não pode se meter em qualquer coisa. Princípios Básicos do Direito Penal 1. 132 CP. 5. 3. Responsabilidade pessoal Art. 6. pois. . Intranscendência ou pessoalidade.Quanto aos resultados  Declaratória  Extensiva  Restritiva Integração da Lei Penal Interpretação Analógica. 2. 121 Homicídio Simples. Lesividade: quando houver lesão ou ameaça ao bem protegido. Art. Ex: Pensar em matar alguém. ≠ Analogia (Similitude) Não é possível usar analogamente uma lei com outra parecida somente se for in bonam partem(réu).  Condutas Inofensivas. Ultima Ratio Ultima razão do Direito. Adequação social: Aceitação da sociedade.  Simples Estados. 5° XLVI CF 7. Proibido incriminar:  Condutas Internas. Ex: Aparência de malandro. antijurídico e sendo o agente culpável. Insignificância/Bagatela: Se não houver lesão ao bem(patrimônio) ou a Vítima. Ex: Quem furta e quem mata.

tortura. • Toda imposição de pena exige uma lei pena (Nullum poena sine lege) • Só haverá pena se houver crime. (Nulla poena sine crimine) • Só haverá crime se houver lei penal./culp. Legislação:  CF – 5° XXXIX  CP – 1°. nulla poena. Estado Democrático de Direito. o Legalidade. (Não é possível responder sem culpa).) • Medidor da pena. 9. A organização da sociedade é um conjunto de regras para que torne a vida possível. Funções do Principio da legalidade 1. todos erga omnes estão abaixo das leis.. Ou se poderia agira de outra maneira.. Limitação das Penas. Proibir a retroatividade da lei penal. 5°XLVII. • Reprovação social – apenas aquilo que poderia ser reprovado/evitado que está na LEI. sine praevia lege.1801 – Feuerbach = Nullum crimem. Como • Elemento do conceito de crime (típico/antijur. legalidade (anterioridade ou Reserva legal) Formulação Latina . Principio da Legalidade Linhas Gerais: o Estado de Direito. Culpabilidade Como principio (possibilidade da responsabilidade da prática de um ato). Praevia lege.CF – Pena humilhante. . (censura da conduta proibida) • Poder agir/ou não agir – se poderia agir somente daquela maneira e não outra. Art. cruel de morte. • Impedidor da responsabilidade penal objetiva.

2° Parágrafo único. Extra-Atividade da Lei Penal. Art. 4. de consumação se prolonga. Legalidade. Sucessão de leis no tempo. Súmula do STF 711. Ex . Leis que vieram regulando o fato no tempo. o Retroatividade da lei penal o Ultratividade.  Ultratividade: Avança no tempo. Proibir a criação de crimes pelos costumes. Proibir incriminações vagas e indeterminadas. 2°/ 4°. 5. Vigência – Formal (Quais os tramites legais para que uma lei entre em vigor) Unidade – Material (De acordo com a CF/88) 6. Art. quanto o outro) Direito Penal I Extra – Atividade Espécies:  Retroatividade: A lei volta no tempo. CP). fundamentar ou agravar penas. o Novatio legis in mellius o Novatio legis in pejus Aplicação da Novatio Legis in pejus(pior para o delinqüente) nos: Crimes permanentes – O momento Seqüestro. 2. Tempo do Crime 3 Teorias: a) ATIVIDADE (Responde pela conduta quando ocorreu o crime) b) Resultado (Quando foi o resultado) c) Ubiquidade/mista (tanto um. Scripta 3. Proibir o uso de analogias para criar crimes.

enquanto durar. Territorialidade Art.. 5. existe ultratividade mesmo se vier uma lei mais benéfica..Crimes continuados – conduta delituosa reiterada. o Temporárias – por determinado tempo. tanto no resultado. O Brasil adota essa teoria. Exc: Temporárias/Excepcionais. Entre a data do fato praticado e o término do cumprimento da pena. 7°. • INCONDICIONADA – (Pública) “Independente de qualquer condição.Efeitos ULTRATIVIDADE DAS LEIS: Continuam produzindo efeitos. Ex: Roubo todo dia. . Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. Não haverá retroatividade in pejus. Em regra não haverá ultratividade in pejus. Haverá ultratividade in mellius 4. Conduta/Atividade Crimes à distância Resultado Mista/Ubiquidade. Extra-territorialidade Art. 5° CP. devem-ser observadas as regras de extra-atividade (Retroatividade e Ultratividade). embora cometidos os crimes no estrangeiro. Havendo sucessão de leis no tempo no CP. Haverá Retroatividade in mellius. tanto no lugar da conduta. não importa o que acontecer. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Ficam sujeitos à lei brasileira. Art. 6 ° CP. Conclusões: 1. ABOLITIO CRIMINUS .. o Excepcionais – Não a data certa para finalizar. 2. 3..

a) Tratado ou convenção que Brasil se obrigou a reprimir. . ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. Eficácia da Sentença Estrangeira. 9°. c) Embarcações ou aeronaves privadas quando em território alienígena e ali não sejam julgadas. c) Contra a Administração Pública.Todas as cumulativas + a) não foi pedida ou foi negada a extradição e b) houve requisição do Ministro da Justiça. b) Praticados por Brasileiro. 8°. Art. b) Contra o Patrimônio ou fé pública. §2°. Art. • CONDICIONADA – (Privada) “Depende de algumas condições”. § 3° . a)Entrar o agente no território nacional. e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. O agente é punido segundo a lei brasileira. por outro motivo. § 2° . d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. Exemplo: Um crime nos EUA a pena é 8 anos. não estar extinta a punibilidade. Medida de segurança: quando o agente imputável comete um delito o Juiz determina tratamento psicológico. b) ser o fato punível também no país em que foi praticado. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. enquanto no Brasil é 10 anos. a) Vida/Liberdade do Presidente do Brasil. Só serve para os crimes de extraterritorialidade incondicionada.Cumulativas. Não poderá ser homologada para efeitos penais apenas para efeitos civis. d. d) De genocídio quando for Brasileiro ou domiciliado no Brasil. segundo a lei mais favorável. o delinqüente já cumpriu 8 anos de reclusão conclui-se que no Brasil falta cumprir 2 anos.

Frações não computáveis da pena. Crime é um conjunto unitário e indivisível com as características de ser um fato típico.00 elimina-se os centavos. 10°. • Indivisibilidade: O crime é indivisível. e quais condutas humanas não são criminosas. (Formal). • A lei de introdução de código penal de 1830 toda ação ou omissão contrária as leis penais. O primeiro dia não conta. antijurídico e culpável. // No código de processo penal Art. não pode faltar nenhum elemento do conjunto da teoria do delito. (Material). Toda conduta contrária as leis penais considerar-se-á crimes.  Considerações sobre o conceito de crime. • Função: Quais condutas humanas são criminosas. Conceito Analítico . 12° Legislação Especial. • O estudo dos elementos que compõe o crime. Art. Questões da Prova TEORIA DO CRIME OU DO DELITO Ou teoria da infração penal. Multa: R$ 1. Primeira Prova. Formal ... . pois se divide em crime e contravenção penal. Contagem de Prazo // Penal – 1° dia começa a contagem. aqueles protegidos pelo direito penal.999. 1990 a violação da lei penal. • Toda conduta humana que ofende os bens jurídicos mais importantes. que pode ser proibida ou imposta.Lei Material – Bens protegidos Analítico Teoria do Delito. Art.Art. Culpabilidade é pressuposto para aplicar à pena.TEORIAS  Bipartida – Fato típico e antijurídico. (Comissivo ou omissivo). 11°. 798§ 1°.

antijurídico e Culpável. estrito cumprimento de dever legal.  Quadripartida – Fato típico. exercício regular de direito e quando não há consentimento do ofendido.  Tripartida – Fato típico. Culpável e punível. Legítima defesa. antijurídico. Fato Típico:  Conduta: a) Dolosa b) Culposa Comissiva Omissiva Própria // Imprópria  Resultado: a) Natural b) Jurídico  Nexo:  Tipicidade: a) Formal b) Conglobante Tipicidade Material Antinormativa Não Imposta Não fomentada Antijurídico: o Quando não é praticado em: Estado de necessidade. Culpável: • Imputabilidade • Potencial consciência da ilicitude . Regra Geral: Teoria Tripartida.

• Exigibilidade de conduta diversa 1. Salvo os casos expressos em lei. O juiz deve analisar se há ou não a justiça social na conduta. matutar. Crime culposo II – culposo. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. Clássica: até 1984. 18 – Parágrafo único: Crime doloso I – doloso. maquinar. Dolo ou culpa é analisado no fato típico. obrigação de evitar o resultado criminoso. negligência ou imperícia. Dolo ou culpa era analisada na culpabilidade. CONDUTA 1. praticado por uma ação. Ex: Bombeiro. Art. 3. Espécies de conduta: • Conduta dolosa ou intencional: é aquela em que o agente quer diretamente provocar o resultado ou assume o risco de produzi - lá/provoca-lá. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. • Conduta culposa ou não intencional: quando o agente não quer. mas dá causa ao resultado por conta de uma imprudência. Social: Nunca adotada. O crime de dano a conduta poderá ser somente dolosa. Conduta omissiva ou negativa:  Própria/puros a imposição da ação está na lei. A norma penal não é de natureza impositiva. 2. 2 fases: Interna – Cogitação: Pensar. 13 § 2° FASES DA CONDUTA: a conduta é dirigida a uma finalidade. Conduta comissiva ou positiva: através de uma ação. O juiz deixa de aplicar a pena sob o ponto de vista social. . a mãe. o fazer criminoso. planejar. Ex: Omissão de socorro  Imprópria/comissivo por omissão: ação por omissão. Finalista ou da ação: após 1984. Art. imperícia ou negligência. senão quando o pratica dolosamente. Parágrafo único. não assume o risco. Garantidor (a) tem por dever.

Atos preparatórios: instrumentos. Força irresistível: força maior ou fortuita. etc. Crimes complexos: Fato antecedente // Fato conseqüente • Dolo+dolo.: Não tem previsibilidade.Externa: . atos capazes de realizar o crime. O crime se divide em Três: • Crimes materiais são aqueles que exigem resultado para a sua consumação. Ausência de conduta Obs. mas não o exige para a sua consumação. Ex: Extorsão mediante seqüestro. hipnotismo. Obs. • Dolo ou culpa: Só haverá conduta criminosa se houver esses dois elementos. Só há punição no ato executório. Não há conduta: 1. art. Para ser conduta são necessários esses três elementos: • Comportamento humano • Vontade: Um fim. e o fato antecedente qualifica o fato conseqüente. Ex: Lesão corporal gravíssima. mapas.Atos executórios: tentativa ou consumação. Resultado: Conceito: Alteração do mundo exterior. Jurídico: é o descumprimento da lei penal. materiais. Machucar e causar deformidade permanente. • Crimes Formais: prevêem o resultado. Natural: Modificação do mundo exterior provocada pela conduta humana. Ex: Art. Estados de inconsciência: sonambulismo. Tipos: a. 3. 2. Ou seja. Quando há duas condutas. Ex: Lesão corporal seguida de morte. . 121. a conseqüência da conduta humana. 159. Movimentos reflexos: devido ao um movimento instintivo / reflexo. dependente químico. .: Os crimes que possuem resultado e nexo são apenas os crimes materiais. • Mera conduta: crimes que não possuem resultado. 2. Crimes qualificados pelo resultado. Regra Geral b.

Preexistente. • Culpa+culpa: Art. Dependentes. Processo de Eliminação Hipotética de Thyrén. Condições sem a qual não haveria resultado. E por isso jamais irão romper o nexo causal. Na linha do tempo o que retira ou muda é causa do resultado. mas. • Superveniência Causal. • Dolo+culpa: Crime Preterdoloso. Causa? Toda conduta que antecede o resultado e sem a qual o resultado não aconteceria. Concausas: Vários acontecimentos. Sem a qual não a possibilidade de atribuir alguém a responsabilidade daquele resultado. É o elo existente entre a conduta e o resultado. 267 – Causar epidemia. ou seja. Não a diferença pratica entre causa e concausa. NEXO DE CAUSALIDADE (Relação de Causalidade) Conceito: Ligação da conduta com o resultado. 19. • Teoria da equivalência dos antecedentes causais: Conditio sine qua nom. Lesão corporal seguida de morte. Art. . • Culpa+dolo: Causar um acidente culposo e deixar de prestar socorro. Crime Preterdoloso Art. Ex: Homicidio por arma de fogo. Regresso não é infinito. São aquelas que estão dentro de uma linha de desdobramento natural da conduta. um terceiro colocou veneno na comida e morreu. Causa Concausa Aquela que aconteceria e produziria o resultado independente da conduta rompe o nexoAbsolutamente Concomitante: causas juntas Ex: um individuo recebe um tiro e concomitantemente cai um raio na cabeça. concomitantes. Exigência dos Crimes Materiais: exige o resultado. é tudo o que contribui para o resultado ou que interfere na maneira como ele acontece. 13 Caput.

sem a conduta do agente o resultado seria diferente ou não existiriam. Que por si só(não evolutiva) rompe nexo Superveniente Que não por si só. • Normativas. Exige um juízo de valor. Ex: Matar alguém. Possui um fim especial.  Elementares: Como se fosse o núcleo do crime. Situações influenciam na quantidade de pena.(evolutiva) Preexistente: um individuo tem hemofilia e recebe um corte sem o agente saber. TIPICIDADE PENAL . De fácil entendimento. TIPO PENAL Conceito: Forma de Lei que descreve uma conduta geral que é proibida pelo direito penal.  Circunstâncias: Situação acessória que aumenta ou diminui o crime. Concomitante: Um tiro que agrava o ataque do coração. Existem concretamente no mundo e não necessita juízo de valor. Ou seja. não é de fácil entendimento. São aquelas que interferem na produção do resultado. As elementares influenciam na qualidade do crime. (Finalidade) Ex: 159 CP. Independentes Superveniente: Ex: Colocou veneno na comida e depois o individuo recebeu um tiro. Relativamente só produziram resultado porque estão juntas com a conduta do agente. É o modelo de conduta que o Estado pretende proibir. • Objetivas/Descritivas. • Subjetivos.

o Conduta não fomentada.  Tipicidade Formal – É a perfeita adequação ao modelo previsto na lei penal. • 1° Grau. Espécies  Dolo Direto: Quando o agente quer provocar um resultado.  Tipicidade conglobante – Além de realizar conduta proibida. • Mediata/Indireta.I) Dolo é vontade(volitivo) e consciência(intelectual) de realizar a conduta prevista no tipo penal incriminador é produzir um resultado. Quando a norma está esculpida. . • Conduta Antinormativa. o Conduta não imposta. para a complementação da norma. Tipo Penal Doloso (18. essa conduta deve ser conglobantemente típica. • 2° Grau. Quando necessita utilizar norma de extensão. é o realizar do fato típico. (Principio da Insignificância) A coisa deve estar em torno de um salário mínimo e não causar prejuízo para a vítima. É a perfeita adequação ao modelo abstrato (tipo penal) previsto na lei penal (tipicidade formal) de uma conduta antinormativa e materialmente típica (tipicidade conglobante) praticada pelo agente. A conduta está diretamente ligada.  Vontade. • Tipicidade Material. • Imediata/Direta. Ou dolo de conseqüência inevitável. proceder contrariamente ao código penal.  Consciência. A conduta criminosa deve ser contrária a norma não imposta ou não fomentada pelo Estado.

Nem aí entre matar e ferir. mas. é excepcionalmente previsto. .Conduta humana voluntária: . o Imprudência – fazer algo de forma desastrosa. se é menos de 50% não é dolo.Resultado: Jurídico Natural Conceito: Culpa . . com a devida atenção ser evitado. Não cabe tentativa de crime culposo. previsível.  Dolo Indireto: Quando o agente assume o risco de provocar o resultado. (trilogia da culpa) o Negligência – deixar de fazer aquilo que o cuidado normal impunha que fizesse. Esse responde por dolo.Previsibilidade (objetiva): “o homem médio” (subjetiva): “pessoa no caso concreto” .Tipicidade . salvo em culpa imprópria.  Representação: mesmo que o cidadão não queira ou não assuma o risco.  Assentimento: é quando o cidadão assume o risco de produzir o resultado. No crime culposo ocorre uma conduta humana voluntária que produz um resultado antijurídico não querido. Quando desde o início da conduta o agente quis o resultado final “morte”. II) Quando o agente deu causa ao resultado por negligência imprudência ou imperícia. se era previsível que poderia acontecer considera-se dolo.Nexo . “Foda-se”  Dolo Geral.  Probabilidade: Mais de 50% de acontecer o resultado é dolo. Teorias:  Vontade: dolo é quando o cidadão quer livre e conscientemente produzir o resultado.Inobservância de dever de cuidado: Modalidades de culpa. o Imperícia – não está habilitado para realizar determinada conduta. • Eventual. • Erro Sucessivo. • Alternativo. TIPO CULPOSO (18. que podia.

o Concorrência de culpas: ITER CRIMINIS Caminho do Crime que percorre até chegar à consumação. com convicção” (≠ Dolo eventual) • Imprópria: criação jurídica. Momento de Consumação dos Crimes: De acordo com a categoria.  Omissivos Próprios: Aquele em que a lei imponha que faça. Diretamente relacionado com os crimes dolosos. Não será punido mais severamente. Na modalidade dolo direto. Ex: Omissão de socorro. Com a ocorrência dos resultados naturais. em que o agente quer ou assume o risco de produzir.: o Compensação de culpa: quando dois agentes. II) A pena por tentativa do delito é diminuído por 1/3 ou 2/3 do crime de consumação. Não há o exaurimento. Não se punem para atos de cogitação. • Execução: Quando o agente inicia a execução. • Consciente: com previsão. “sinceramente. De acordo com Von Litz. ficção. 20 § 1°. Ex: Seqüestro. • Preparação: É aquele em que o sujeito ativo seleciona elementos para atingir o objetivo. • Consumação (14. o agente pode utilizar a ponte de ouro e só responderá pelos atos praticados. 2ª parte. . I): Quando nele se reúnem todos os elementos da sua definição legal. Tentativa Crime + (14. Lesão corporal seguida de morte. Apenas pelo simples comportamento.  Materiais e Culposos: exige um resultado natural para que esteja consumado.  Permanentes: O momento de consumação se prolonga enquanto durar a permanência. prepara a seleção do crime. quando o agente ativo se livra da coisa. Não se punem atos de preparação.  Formais: Prevê a ocorrência do resultado natural. Exceção: ou consuma ou fica na tentativa.  Mera Conduta: Nem resultado prevê. Art. • Exaurimento: O exaurimento ocorre depois de esgotado o crime. Ex: Venda ou destruição da coisa. com culpa.Espécies de culpa • Inconsciente/comum: sem previsão ≠ previsibilidade. Se consumam quando ocorre o resultado agravador. mas se consumam com o comportamento da conduta do agente. Obs. Fases: • Cogitação: Fase que passa na mente do sujeito ativo representando mentalmente o que deseja fazer. O crime se realizou por completo. Atos preparatórios. os dois irão responder.  Qualificados pelo Resultado: Ex: Aborto. todo ato que efetivamente é capaz de produzir o resultado “Ato de Execução.

Apenas por dolo direto. Desistência voluntária e arrependimento eficaz 1ª Parte – Desiste da execução(ação) de continuar desist. Não é punida por força de Lei.É AQUELA QUE INICIA O RESULTADO. Possível de realização. IV – Crimes de Atentado.  Cruenta/Vermelha: Direcionada os crimes contra a pessoa. não sofre. 352 CP. Iniciada a execução . Exceção na Culpa imprópria. Elementos do Crime Tentado o Conduta Dolosa o Atos de Execução o Não realização do resultado por circunstâncias alheia à vontade do agente Espécies de tentativa • Perfeita (Acabada/Crime falho) – Na ótica do Agente ativo. MAS POR FORÇA ALHEIA O AGENTE NÃO CONSEGUE FINALIZAR O DELITO. não o resultado não é consumado. VI – Crimes unisubsitentes – Acaba num único ato VII – Omissivos Próprios. Rotina para que seja consumado. Não poderá ser punido. II – Crimes habituais. Toda manifestação inequívoca de pretender praticar infração. Dolo+Culpa. 15 2ª Parte – Impede o resultado(Ex: Morte) arrep. Não admitem tentativa. Não há tentativa na conduta culposa. Art. Atos Preparatórios: Aqueles que não podem realizar o delito.  Teoria Objetiva: Teorias adotadas pelo código penal só serão punidas os atos capazes de realizar o resultado. + Tentativa e dolo eventual – É uma espécie de imprudência. ou seja. III – Crimes Culposos. + Crimes (Infrações) que não admitem tentativa: I – Contravenção Penal. só responde pelos atos praticados.  Branca/Incruenta: Quando a pessoa ou a coisa sobre a qual a conduta do agente é direcionada a essa pessoa ou coisa não é atingida. eficaz A desistência voluntária é a ponte de ouro. Ex: Curandeirismo. Norma de Extensão: Precisa complementar a norma direta. • Imperfeita (Inacabada) – Na ótica da não realização do Resultado. ≠ Atos de Execução: ato final. Volunt. Art. mas.  Teoria Subjetiva: Ato de execução inequivocamente voltado para o crime. V – Crimes Preterdolosos. A coisa ou a pessoa é atingida. O crime que o agente queria praticar não responde mais. A própria tentativa dele é punida como se consumada fosse.

≠ Relativo Absoluta eficácia do meio Tentativa Absoluta impropriedade do objeto Meio = Tudo aquilo que o agente utiliza para chegar a cometer o crime. Caráter objetivo. Art. (Ato capaz de executar um crime). tudo aquilo contra ou quem irá diferir a conduta criminosa. MAS NÃO QUERO. Objeto = Qualquer Coisa ou pessoa. 17 CRIME IMPOSSÍVEL Conceito: Não se pune a tentativa quando. é impossível consumar-se o crime. 16 Arrependimento posterior Estende-se aos demais participantes do crime. Sinônimos: • Tentativa inidônea ≠ inacabada • Tentativa inadequada • Quase-crime Obs. STF.Reparação .: Súmula 145. . • Crime consumado • Crime tentado Voluntariedade ≠ Espontaneamente Consequência – Responde pelos atos praticados Ponte ouro de Von Litz Fórmula de Frank Desistência voluntária = EU POSSO. Tentativa = EU QUERO CONTINUAR. • Crime doloso • Sem violência • Sem grave ameaça • Crime culposo . por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. MAS NÃO POSSO.Ato Voluntário ≠ Espontâneo Art. Apenas haverá crime a partir dos atos executórios.

Não. Proíbe: Responsabilidade penal objetiva (Sem culpa). É o ramo do Direito público que o Estado visa estabelecer normas regulamentadoras. ≠ Forjado = O policial comete o crime. 2. sanções penais e infra-penais. Somente o Estado tem o direito de criar e executar delitos ou descriminalizar condutas. Pelo resultado que agrava especialmente a pena. O direito penal também se encontra em leis especiais que fazem uma complementação da norma.Não há crime. ou seja. Ius puniendi é o direito de punir do Estado.Agravação pelo resultado. o Estado. (Atípica) Art. _______________________________________________________________ Erro de Tipo (Art. 20) EXERCICIOS DE REVISÃO PARA A PROVA INSTITUCIONAL 1. “Previsibilidade”. Crime impossível ≠ Crime Putativo: Pensa que está cometendo um crime enquanto não está. 3. enquanto na parte especial estão localizados os tipos incriminadores. . só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. 19 . Na parte geral encontram-se os conceitos norteadores. O direito penal objetivo decorre da determinação de normas regulamentadoras. Enquanto o direito penal subjetivo é o direito de outorgar a alguém o poder de exercê-lo. quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação. 5. Flagrante preparado impossível a consumação. 4. ≠ Flagrante esperado.

Indicação marginal ou rubrica é: . determinar princípios. 18. 9. permitir. preceito primário é: . detenção e multa e existe punição para tentativa. 7. quando não existe mais. Somente quando um fato se ajusta a um modelo legal de crime é que o Estado adquire o direito concreto de punir. atira pensando estar matando um animal. Apenas os costumes não há capacidade de alteração da norma penal é necessário que essa seja aceita e expressa no código. 22. A fonte de produção é o Estado criado de acordo com o Art. No sentido lato sensu é a que define um fato punível. 16. Conceito: é a falsa representação da realidade ou de fato sobre um objeto ou uma pessoa. é preciso uma lei anterior que o defina. isto é. I da CF. 14. Enquanto os hábitos não são aceitos através do senso comum social. 8. Ex: O individuo vai caçar.As Fontes formais imediatas é a própria lei. As fontes de produção material ou substancial referem-se à gênese da norma penal. Nas fontes formais ou de conhecimento são aquelas imediatas no sentido genérico da lei e as mediatas que são os costumes e princípios gerais do direito. No crime há reclusão. Pode ser interpretada em sentido amplo e estrito. Erro de tipo sempre exclui o dolo. 11. impondo uma sanção.Incriminar. Não. Não haverá dolo. . 20 Erro de Tipo Pode ser geral ou especial. ver um arbusto se mexendo. e por fim preceito secundário diz: 19. Mas. o órgão que é encarregado de sua elaboração.Permitir condutas Art. Ex: Não existe punição para crime de furto culposamente. (Especial). perdeu-se. permite a punição por crime culposo. De acordo com o Art. 1° do CP. porém na contravenção penal existe somente punição simples. 17. multa e não há punição para tentativa. E no sentido sanctio júris descreve uma conduta ilícita. é mais comum na parte especial. e a fonte mediata do Direito penal são os costumes e os princípios gerais do Direito. 12.As normas incriminadoras são aquelas em determinam condutas puníveis e impõem as respectivas sanções. Da União. constante e obrigatório são os costumes.Possuem caráter de interpretação ou complementação os princípios gerais do Direito. 10. 6.Uniforme.A norma é utilizada para exprimir toda categoria de princípios legais. na verdade é uma pessoa. Porque esse Direito é utilizado quando o bem mais importante já se esvaeceu. mas. 13. 15. pois só cabe somente a união os estados possuem apenas autonomia e não soberania.Para que haja crime. Erro de tipo penal.

mas. 73 • Resultado Diverso do pretendido (Aberratio Criminis) Art. 20 § 3°.mas. desculpável. • Sobre a pessoa (Erro in persona) Pessoa p/ pessoa. Erro perdoável. ACIDENTAL Não tem influência em nada. Responde por homicio.Espécies ESSENCIAL Sempre afasta o dolo • Vencível/Inescusável: Aquele em que não é possível desculpar-se – exclui o dolo. Contrário: Erro de pessoa para coisa. • Erro sobre o nexo (Aberatio Causae) – Dolo geral. levou TV LCD. . Art. • Erro na execução (Aberatio Ictus) Art. Ex: Dá um tiro em uma pessoa pensando ela estar morta. imperícia) • Invencível/Escusável: Não tinha como superar – Exclui o dolo e a culpa. Em regra a pessoa sempre absorve a coisa. 74 – Erro de coisa para pessoa. na verdade não está. (Não exclui em nada) • Sobre o Objeto (Erro de objeto) Ex: iria roubar TV plasma . E logo após joga no rio e ela morre afogada. negligência. Pune a culpa (Imprudência.