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OS IMPACTOS AMBIENTAIS

PROVOCADOS PELAS ATIVIDADES


ANTRÓPICAS NO MUNICÍPIO DE
MESQUITA RJ.

01/05/2011

Marcelo Manhães de Amorim


Gestor Ambiental – CRQIII-RJ 03251480
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OS IMPACTOS AMBIENTAIS PROVOCADOS PELAS


ATIVIDADES ANTRÓPICAS NO MUNICÍPIO DE
MESQUITA RJ.

MAIO 2011

Os impactos ambientais provocados pelas atividades


antrópicas no município de Mesquita RJ.
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Resumo

Este conteúdo tem como objetivo falar sobre os vários


impactos ambientais no Município de Mesquita
ocasionados pelo desrespeito as leis e, em parte por falta
de educação e conhecimento das populações. Estás,
porém, interagem com os ecossistemas que estão mais
próximos da área urbana, causando desequilíbrio e
degradação dos sistemas silvestres e do próprio meio em
que vivem.

Os impactos ambientais provocados pelas atividades


antrópicas no município de Mesquita RJ.
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Sumário
Resumo_____________________________________________________________________3

1.0. Ocupação desordenada em áreas frágeis do Município de Mesquita______________ 5


2.0. Pressão antrópicas x Animais Silvestres______________________________________ 6
3.0. Impactos Ambientais de Atividades efetivas ou Potencialmente poluidoras________ 7
3.1. Poluição Sonora_________________________________________________________ 7
3.2. Poluição Atmosférica_____________________________________________________ 8
3.3. Poluição Hídrica e do solo_________________________________________________ 9
4.0. Conclusão_______________________________________________________________10

Os impactos ambientais provocados pelas atividades


antrópicas no município de Mesquita RJ.
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Os impactos ambientais provocados pelas atividades antrópicas no município de Mesquita


RJ.

1.0. Ocupação desordenada em áreas frágeis do Município de Mesquita.

A ocupação desordenada do Município de Mesquita teve seu inicio mesmo antes da sua
emancipação. O então governo do município de origem, Nova Iguaçu, pouco investia e
fiscalizava as ocupações irregulares nas áreas frágeis. Essa situação desencadeou impactos
antrópicos que afetou as áreas de preservação permanente, APPs.

A parcela menos provida de recursos, e a falta de política habitacional dos governos, fizeram
com que essa parcela se instalasse em margens de rios e nas encostas da atual Área de Proteção
Ambiental Municipal Mesquita, APA Mesquita, hoje inserida dentro da APA Estadual Gericinó
Mendanha.

Essas ocupações causaram danos quase


irreversíveis nos rios que cortam o
município, provocando o seu
assoreamento, diminuindo a sua
capacidade de absorver o volume de
chuvas e, consequentemente alagando e
destruindo boa parcela das residências
erigidas nas faixas marginais. A outra
parte instalada nas encostas sofreu com os
deslizamentos de terra e rochas, como
acontecido em novembro de 2008, onde
algumas casas no bairro Chatuba foram
destruídas ou parcialmente destruídas
pelos escorregamentos de terra.

Foto – Canal de drenagem construído pelo Programa “Nova


Baixada” com as margens ocupadas por moradias. Destaque
para a quantidade de lixo e o estreitamento do canal
diminuindo a sua capacidade de escoamento das águas de
chuva.

Foto – Trecho da Rua Jurujuba já


manilhada e com uma residência erigida
por cima do canal. Bairro Santa
Terezinha.

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A remoção da cobertura vegetal aumenta a


fragilidade, formando áreas de risco de
deslizamentos, devido às fortes inclinações das
encostas.
Essas áreas apresentam grande deficiência no que
diz respeito ao tratamento de esgoto e drenagem
pluvial, afetando diretamente a saúde da
população e o meio ambiente.

Foto – Observa-se que o carreamento da


margem do rio Sarapuí a jusante da
barragem, sentido São João de Meriti
corre o risco de ser carreada. Bairro
Edson Passos – Mesquita RJ.

2.0. Pressão antrópica x Animais Silvestres

No meio desse problema, os animais da nossa


fauna também sofrem com a pressão antrópica, a
Equipe do Departamento de Licenciamento e
Controle Ambiental da Secretaria Municipal de
Meio Ambiente de Mesquita, já contabilizou
inúmeros chamados para captura de animais
silvestres, cobras, pássaros, tamanduá, micos e
até tucanos e Araçaris foram apreendidos pela
equipe de fiscalização.

Foto: Jibóia capturada em uma residência


sendo libertada na APA Mesquita.

Foto: Casal de Araçaris Banana, também


apreendido em uma residência do município.
Foto: Tucano toco apreendido em uma
residência e encaminhado ao Centro de
tratamento de Animais Silvestres do IBAMA

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O avanço das construções na zona de


amortecimento da Unidade de Conservação e
as queimadas que na época de estiagem são
muito utilizadas para
a renovação de pasto é outra interferência
bastante nociva à vida silvestre. Estes habitats
são destruídos, forçando algumas espécies a se
refugiar dentro das casas que estão dentro
dessas áreas buscando refugio e alimentos.

Como já mencionado anteriormente, as


queimadas de pastos vem destruindo parte da
vegetação e fragilizando e empobrecendo o
solo da região. Esta ação contribui para o assoreamento de rios, o aumento da temperatura do
microclima local e destruição de ecossistemas complexos, como por exemplo, a população de
macroinvertebrados bentônicos que contribuem para sua fertilização e aeração.

3.0. Impactos Ambientais de Atividades efetivas ou Potencialmente poluidoras

Mesquita apresenta uma área de 42km², dos quais 60% é Área de Preservação Ambiental (APA),
e uma população de aproximadamente 190.000 habitantes. A área urbana de Mesquita é pouco
provida de áreas, ou seja, é um município consolidado na sua proporção urbana, onde a
instalação de Indústrias, e atividades similares muita das vezes acontece ao redor de residências,
gerando algum tipo de impacto ambiental. Por esta razão, se faz necessário uma Lei de
Zoneamento, que contemple todos os problemas relacionados aos impactos ambientais causados
por algumas atividades.

O crescimento econômico deve ser compatibilizado com a qualidade ambiental, sob pena de, a
médio e longo prazo, afetar a própria base da produção industrial e causar degradação da
qualidade de vida.

3.1. Poluição Sonora

A poluição sonora é um dos problemas ambientais mais freqüentes nas cidades e que gera grande
número de incômodos e reclamações.

A prevenção e o controle da poluição sonora são tarefas que cabem a todos: à administração
pública, por meio da fiscalização, dos plantões voltados para o controle de atividades noturnas e
da educação ambiental. Cabe também, a cada cidadão consciente da importância do silêncio para
a saúde, tomar os cuidados que estiver ao seu alcance para reduzir o barulho na cidade.

O desenvolvimento tecnológico ainda não foi acompanhado pelo controle da prevenção das
poluições, especialmente as causadas pelo ruído. Ao contrário, muita gente chega a relacionar
barulho com progresso, consumismo, hábito, moda e diversão.

O excesso de ruídos é uma grave alteração da qualidade do ambiente, chamada por isso mesmo
de poluição sonora. A grande concentração de fontes de ruído nas áreas urbanas representa sério
problema a ser solucionado.

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Os principais problemas com poluição sonora em Mesquita são:

• As indústrias, com ruídos internos e externos, desde as sirenes e compressores até o


maquinário que utilizam;

• Comércio e os serviços, que funcionam em espaços sem proteção acústica e, muitas


vezes, trabalham com altos níveis de ruído, até como propaganda;

• As máquinas e equipamentos do tipo junk box ou karaokê, usadas nas atividades bares,
lanchonetes;

• Aparelhos de som nas academias de ginástica e de dança, clubes, e nos templos


religiosos, que irradiam a vibração por toda a vizinhança.

3.2. Poluição Atmosférica

A poluição atmosférica é um dos principais problemas dos grandes centros urbanos. O


crescimento econômico das últimas décadas, perversamente traduzido pelo aumento da produção
industrial e pelo crescimento da frota de veículos, tem gerado uma série de impactos negativos
sobre a saúde das populações próximas e sobre o meio ambiente.

No município de Mesquita são poucos os problemas relacionados à poluição atmosférica,


geralmente estão relacionados com a queima de lixo ou material particulado de uma oficina
mecânica que pinta automóvel. Entretanto, um fato que causou uma grande agitação na cidade
foi o vazamento de amônia de uma fábrica de gelo, que funciona clandestinamente e por força de
liminar de um desembargador do Tribunal de Justiça da capital.

Fiscais da
SEMUAM
realizando nova
interdição

Nota: hoje a atividade funciona por força de liminar


de um desembargador do Tribunal de Justiça da
Capital.
Obs.: O cheiro da amônia proveniente da fábrica,
ainda incomoda os moradores vizinhos à empresa.

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Classificação do produto:
Nome: Amônia Anidra, Liquefeita.
Risco Principal: Gás Tóxico
Risco Subsidiário: Gás Inflamável
Classe: 2
Nº. ONU: 1005
Nº. de risco: 268

Foto – Equipamentos em estado de


funcionamento precário. À direita
tanque de amônia.

3.3. Poluição Hídrica e do solo

A questão hídrica e do solo estão interligados, ou seja, se a uma disposição de material em estado
liquido ou mesmo sólido que, em contato com o solo possa se decompuser, infiltrando-se e
contaminando o lençol freático, este por sua vez pode recarregar um lago ou rio próximo.

Para a questão relacionada à poluição Hídrica e do solo, um dos problemas mais comuns no
município é a destinação final de resíduos, o entulho de construção civil tipos A, B e C
(Resolução CONAMA 307/2002), móveis, podas de árvores e pneumáticos, pela população e
químicos Oluc – óleo lubrificante usado e contaminado e o óleo de cozinha.

Atividades como: lava jatos, oficinas mecânicas e retificas de motores são os principais
responsáveis por este tipo de poluição, seja ela hídrica ou do solo.

Resultado: rios e córregos Foto – disposição irregular e queima


contaminados por óleo. de resíduos.

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5.0. CONCLUSÃO

Todos os impactos mostrados estão sendo revertidos através da atuação do Departamento


de Licenciamento e Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de
Mesquita, que tem fiscalizado incansavelmente a cidade se tornando às vezes alvo de
críticas de algumas figuras não comprometidas à questão da qualidade ambiental.

Também se faz necessário o trabalho de Educação Ambiental, devido ao baixo grau de


conhecimento dos populares, uma vez que, o tema meio ambiente e as suas inter-relações
ainda são poucos difundidos.

Marcelo Manhães de Amorim


Diretor de Licenciamento e Controle Ambiental
SEMUAM - MESQUITA
Técnico em Meio Ambiente/Químico
Graduado em Gestão Ambiental
Graduando em Biologia Ambiental
CRQIII 03251480

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