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O Planeamento de Materiais MRP

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UNIÃO EUROPEIA
Ministério da Segurança Social e do Trabalho
Fundo Social Europeu

OBJECTIVOS

No final desta Unidade Temática, o formando deverá estar apto a:
• Planear as ordens de compra e de fabricação de todos os
componentes pertencentes a produtos repetitivos e complexos, bem
como as respectivas ordens de montagem, tendo como base os
inputs "encomendas firmes" de clientes e "previsões comerciais".

TEMAS

• Introdução
• Prazo de disponibilidade
• Sistemas de Planeamento MRP
• Objectivos de gestão do sistema MRP
• Benefícios de um sistema MRP
• Estrutura de um sistema MRP
• Ficheiro mestre (ou PDP)
• Ficheiro de artigos
• Ficheiro de existências
• Método de cálculo do MRP
• Cálculo de necessidades de capacidade (CRP)
• Sistema MRP-II
• Resumo
• Actividades / Avaliação

INTRODUÇÃO

O MRP é um conceito de gestão da produção originado nos EUA na
década de 70. MRP significa Material Requirements Planning ou em
português:
Planeamento de Necessidades de Materiais.
O MRP aplica-se em empresas industriais que produzem produtos
relativamente complexos compostos por muitos componentes em
vários níveis, os quais vão sendo agrupados sucessivamente -
constituindo submontagens- -, fabricados para stock ou por
encomenda. A composição dos produtos encontrase bem definida e
mantém-se estável durante períodos relativamente longos (exemplos:
electrodomésticos, motos, automóveis, motores, bicicletas, etc.).
O MRP é muito mais apropriado em indústrias com tempos de
processamento longos e processos de produção complexos. Os
produtos finais dizem-se de procura (ou necessidade) "independente".
Os artigos que os compõem dizem-se de procura (ou necessidade)
"dependente" (dos produtos finais).

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Fundo Social Europeu

designando-se como artigos de necessidade "independente". motores. "quando" (em que datas) e "quanto" (de cada referência) é necessário produzir ou encomendar a fornecedores. os automóveis (produto final). Prazo de disponibilidade Em MRP. . os componentes específicos e as respectivas quantidades de cada componente . então. Por sua vez. os diversos componentes são encomendados ao exterior. que o MRP permite conhecer "o quê" (que referências). das previsões e das encomendas concretas de clientes. em que quantidades e em que datas devem estar disponíveis para venda. àquele prazo dá-se comummente o nome de "prazo de entrega" (delivery-time). etc. O PDP deriva. A partir do PDP. por sua vez. são fabricados em função da procura do mercado. volantes.dependem da combinação particular de modelos inscritos no PDP.pneus. bem como calcular as respectivas quantidades e. especificar as datas em que aquelas referências deverão ser lançadas em produção ou encomendadas ao exterior. o "prazo de disponibilidade" de um artigo constitui um dado fundamental: • Quando o artigo é adquirido ao exterior. podemos dizer. Este prazo representa o tempo que medeia entre o momento de colocação 3 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . Na indústria automóvel. o qual especifica quais os produtos finais necessários. como artigos de necessidade "dependente". de acordo com as regras inscritas. de forma a cumprir o programa de entregas especificado no PDP. ou fabricados internamente em quantidades que dependem dos modelos específicos a montar e das respectivas quantidades. o algoritmo do MRP permite identificar todas as referências necessárias de componentes e de matérias primas.O MRP tem origem no Plano Director de Produção (PDP). onde se inscrevem as encomendas firmes de clientes e as previsões de vendas dos produtos finais. Designam-se. O MRP é uma técnica suportada informaticamente que permite dar resposta às seguintes questões: Questões respondidas pelo MRP • Quais as quantidades disponíveis de cada componente? • Quais as quantidades de cada componente em vias de aprovisionamento ou em vias de fabrico e para quando se prevê a sua chegada? • Quando será necessário colocar novas encomendas e/ou Ordens de Fabrico (OF´s) de cada componente e quais as quantidades necessárias? • Existem recursos disponíveis para realizar o plano de produção? De uma forma resumida. Assim. caixas de velocidades.

Antes de abordarmos em detalhe o sistema MRP. Por sua vez o componente U é obtido a partir de uma unidade do componente W e por duas u duas unidades do componente W e duas unidades do componente Y. Este é constituído por duas unidades do componente U e três unidades do componente V. Suponhamos que é necessário produzir um produto designado por T.de uma encomenda a um fornecedor e o momento da sua disponibilidade em armazém. pelos tempos de movimentação e pelos tempos em filas de espera ao longo da respectiva cadeia de operações.1 mostra a estrutura arborescente do produto T Através de um cálculo simples podemos conhecer as necessidades de todos os componentes para produzir 100 unidades do artigo T: 4 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . O PDP constitui a entrada para o sistema MRP. vejamos um exemplo de como as quantidades de cada componente são calculadas. A manutenção de dados actualizados sobre prazos de disponibilidade é fundamental para que o sistema MRP possa planear as encomendas e as OF´s a tempo de evitar roturas de stock. A Figura IV. Este último tempo é composto pelos tempos de operação e de preparação em cada posto de trabalho. Este prazo representa o tempo que medeia entre o momento de lançamento de uma OF e o momento da sua disponibilidade em armazém (real ou fictício). • Quando o artigo é fabricado na empresa. os lead-times são usados e as datas são estabelecidas. àquele prazo dá-se o nome de "prazo (ou tempo) de fabricação" ( lead-time).

0 componente W demora 3 semanas a aprovisionar e os componentes X e Y uma semana. o tempo necessário para obter estes componentes. estes cálculos só podem ser realizados em tempo útil por computadores. O Quadro IV. podemos concluir que o desenvolvimento manual de um plano de necessidades de artigos para milhares ou mesmo centenas de referências. 5 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . quer aqueles que têm de ser produzidos. Suponhamos que os prazos de disponibilidade são os seguintes: o artigo T demora uma semana a ser montado e os componentes U e V duas semanas. A partir deste exemplo simples. agora. Conhecendo as quantidades e as datas em que o produto T se torna necessário.Consideremos. torna-se necessário realizar uma grande quantidade de cálculos e aceder a um enorme volume de informação: sobre o "estado das existências" de cada referência (quantidades disponíveis. Por estas razões. quer aqueles que têm de ser comprados ao exterior.1 mostra este plano. quantidades encomendadas) e sobre as "estruturas de cada produto" (qual a sua composição e quantidades de cada componente). é impraticável. podemos construir um plano especificando as quantidades necessárias e as datas em que os diferentes componentes devem ser encomendados e recebidos. Daqui em diante iremos descrever os ficheiros principais necessários a um programa informático de planeamento. Com efeito.1. tendo presente que a lógica básica do programa é a mesma que vimos no Exemplo IV.

• Maximizar a eficiência global da produção.SISTEMAS DE PLANEAMENTO MRP Com base no PDP. dito de outra forma: "colocar os materiais 6 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . devem ser emitidas e disponibilizadas (recebidas) de acordo com os prazos especificados.graças à capacidade e rapidez de cálculo dos computadores. • Planear as capacidades necessárias ao processamento das cargas. na indústria da construção civil. reside na flexibilidade com que as empresas conseguem reagir a alterações aos planos . são necessárias as seguintes acções: • Controlar níveis de existências. devido a uma limitação de espaço para armazenamento. • Planear as cargas ao longo de um período suficientemente longo de forma a conhecermos a sua evolução a prazo. ou seja: • Encomendar com a antecedência correspondente ao prazo de disponibilidade (o mais tarde possível). em empreitadas. • Manter o prazo de disponibilidade permanentemente actualizado. Objectivos de gestão do sistema MRP Os objectivos principais do sistema MRP são os seguintes: • Melhorar permanentemente o nível de serviço aos clientes. Os cálculos necessários são executados com recurso a programas especiais em computador. no momento certo. um sistema MRP cria planos que identificam os diversos componentes necessários à obtenção dos produtos finais. • Manter as cargas unitárias ( standards) permanentemente actualizadas. A novidade hoje. encomendar o artigo certo. ou seja: • Encomendar as referências certas. • Minimizar o capital imobilizado em stocks. as respectivas quantidades e as datas em que as ordens (de fabrico ou de compra). Em resumo. houve sempre um esforço para que os diversos materiais fossem entregues apenas quando necessários (à medida que a obra evolui) e nunca antes. na quantidade certa. • Estabelecer prioridades das encomendas. podemos dizer que um sistema MRP procura como objectivo. O conceito de Planeamento de Necessidades de Materiais não é novo. • Encomendar nos momentos precisos. Por exemplo. ou seja: • Planear os recursos até à totalidade da sua capacidade. • Encomendar as quantidades correctas. Para tal. ou.

e atrasadas quando o plano global é atrasado. • Alerta quando as encomendas devem ser antecipadas ou adiadas. deste modo. • Ajuda no planeamento de capacidades (Existem recursos com capacidade suficiente? Se não. Os benefícios normalmente proporcionados por um sistema MRP. adiando. serão suficientes horas extra? Será necessário subcontratar? Se sim. são os seguintes: • Diminuição dos custos. • Permite alterar as quantidades de quaisquer ordens (resultantes do cálculo por explosão).adequados. • Redução dos tempos de indisponibilidade dos recursos. apresenta as seguintes vantagens: • Redução do capital imobilizado em existências. Vantagens do " stock zero"Flexibilidade Just-in-time Benefícios do MRP 7 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . • Redução dos tempos de preparação e emissão de ordens. Benefícios de um sistema MRP As empresas precisam de ganhar flexibilidade de forma a poderem reagir prontamente às alterações comerciais resultantes da crescente turbulência dos mercados. • Melhor serviço proporcionado aos clientes. trabalhar com " stock zero". • Permite antecipar. Dispor de todos os artigos "à última hora" ou " just-in-time" ou. • Analisa a coerência dos dados e a exequibilidade do plano. • Redução do risco de constituição de monos. nos locais correctos nos momentos precisos" As ordens planeadas (de compra ou de fabrico) devem ser antecipadas sempre que se avizinhe uma carência de matérias- primas. adiar ou cancelar ordens (resultantes do cálculo por explosão). ainda. Um sistema MRP consiste num dos meios necessários. o momento de chegada dos materiais. • Resposta rápida a alterações comerciais. quando e durante quanto tempo? etc. • Redução de existências (maior rotação de stocks). • Melhor resposta às alterações do mercado. ainda.). • Redução do espaço necessário em armazém. • Possibilidade de alterar rapidamente o PDP. O sistema MRP possui. nas quantidades estritamente necessárias. os seguintes benefícios: • Possibilita a visualização rápida do plano actual antes do lançamento das ordens (de produção ou de compra).

Estes dados devem ser actualizados sempre que se verifiquem: • Alterações técnicas. • Alterações de fornecedores. 8 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . O sistema MRP pode receber retorno de informação ( feed-back) a partir dos seus módulos de saída. • Níveis de stocks de segurança de cada produto e componente. A Figura IV. e o MRP torna a ser corrido. O sistema calcula as necessidades de todos os componentes e de matérias-primas resultantes da explosão das estruturas dos produtos finais inscritos no PDP. • Uma transacção (recepção ou aviamento). • Dimensões dos lotes de aprovisionamento ou de fabricação. Sobre a BD funcionam diversos módulos que executam operações específicas de leitura e de cálculo. • Prazos de disponibilidade de todos os componentes. • Alterações da política de gestão de existências. • Capacidades de produção dos vários recursos.2 representa um sistema MRP com retorno de informação. o feed- back origina a revisão do PDP.Um sistema MRP é constituído por uma Base de Dados (BD) contendo todas as informações sobre a forma de obtenção dos artigos (estruturas e formas de obtenção): • Estrutura de cada produto. • Gamas operatórias (dos componentes fabricados). permitindo a constante actualização dos dados e o replaneamento sempre que este se revele necessário. Se não houver capacidade suficiente nos postos de trabalho. E ainda informações sobre as existências: • Quantidades de cada produto e componente disponíveis em armazém. em curso de fabricação ou de aprovisionamento.

resumidamente.) contribui para o Sistema de Gestão de Informação. vão integrar o "ficheiro mestre". Vendas. fornecendo os dados necessários para a BD.3) é. etc.Bill Of Materials). Cada área (Compras. Produção. • O "ficheiro de artigos" (BOM . identifica quais os componentes e matérias-primas que compõem cada produto. constituindo o PDP. a seguinte: • As encomendas de clientes. A lógica de funcionamento de um sistema MRP (ver Figura IV.Para gerir um sistema MRP é necessário ponderar muita informação que se encontra "espalhada" pelas diversas áreas funcionais da empresa. as transacções interdepartamentais e as previsões. bem 9 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu .

que as agrupa em "encomendas". Ficheiro Mestre (ou PDP) 10 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . A data de emissão de uma ordem é calculada. Estas três fontes de informação . o programa sugere uma ordem (de compra ou de fabrico) que deve estar disponível na mesma data em que se torna necessária para a incorporação seguinte. o PDP pode conter apenas as principais submontagens ou componentes em vez do produto completo.o "ficheiro mestre".como as respectivas quantidades necessárias. como por exemplo. prazos de disponibilidade (de fabrico ou de aprovisionamento) e as dimensões dos lotes.constituem a base necessária para que o MRP possa explodir um plano detalhado para toda a sequência da produção. o "ficheiro de artigos" e o "ficheiro de existências" . • O "ficheiro de existências" contém informações de cada artigo. quantidades existentes em armazém. stocks de segurança. quantidades disponíveis. Quando os produtos são muito complexos ou muito caros. As sugestões de OF´s aceites passam para o Departamento de Produção (fornecedores internos) que as lança em fabrico logo que haja capacidade disponível. Sempre que for detectada uma existência insuficiente num determinado período. quantidades encomendadas pendentes. estas passam para o Departamento de Compras. descontando o prazo de disponibilidade da data em que o artigo se torna necessário. Se as sugestões de ordens de compra forem aceites. enviando-as a fornecedores (externos).

O ficheiro mestre é o ficheiro onde são introduzidos os dados do PDP. Ao período total abrangido pelo Plano de Produção chama-se "horizonte de planeamento". observamos se as cargas induzidas pelo plano aos níveis inferiores. faseadas no tempo. Todos os sistemas de produção possuem limitações de capacidade e de recursos. não são introduzidas no ficheiro mestre. Se tal facto se verificar. não excedem em alguma semana (ou dia) a capacidade existente nos recursos principais. o PDP trabalha ao nível de cada produto elementar. os clientes encomendam componentes específicos (sobresselentes e peças de substituição). A Figura IV. Adicionalmente às necessidades de produtos finais. Para assegurar um bom PDP. Estas duas fontes combinam-se e constituem as entradas do ficheiro mestre. mas sim directamente no programa MRP no nível respectivo. o responsável pela sua elaboração e manutenção. Como resultado. • A segunda tem origem em "previsões". No sistema MRP tudo é previsto com base no PDP. Para conseguir um plano exequível. precisando as quantidades e as datas necessárias de conclusão. Todas as decisões têm de ser tomadas por compromisso sob as pressões exercidas constantemente pelas várias áreas funcionais. constituindo "Ordens Fixas". deve: 11 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . convertendo as encomendas de clientes e a previsão de vendas em requisições à produção. Enquanto o Plano Agregado trabalha ao nível de famílias de produtos. O PDP cobre normalmente uma série de períodos que poderão ser compostos por dias. O PDP funciona como elemento de ligação entre o Marketing e a Produção. As alterações que se entender introduzir devem ser discutidas entre todos os Departamentos interessados . Este procedimento é repetido até conseguirmos obter aquela condição. o que representa um desafio para quem tem que manter o PDP actualizado. Estas encomendas referem quantidades e as datas acordadas de entrega. As necessidades destes componentes (que pertencem a níveis mais baixos da estrutura). mais o tempo da sua montagem no produto acabado. Vendas e Compras.4 mostra o ambiente em que este tem de trabalhar. O seu limite mínimo será pelo menos igual ao prazo de disponibilidade mais longo entre todos os componentes ou matérias-primas a adquirir ou a fabricar. As necessidades de produtos finais têm origem em duas fontes: • A primeira consiste nas "carteira de encomendas" de clientes. semanas ou meses.Produção. O PDP é uma peça fundamental deste tipo de gestão. modifica-se o PDP e corre-se novamente o MRP. há que simular a sua realização fazendo correr o MRP.

IV.• Introduzir todas as necessidades resultantes de vendas de produtos finais. realiza-se com o conhecimento da forma como os produtos são constituídos. • Respeitar as promessas feitas a clientes. bem como a forma como todas as peças e montagens são realizadas. transacções interdepartamentais e completamento de níveis de stock de segurança. O ficheiro de artigos é também conhecido por "ficheiro de estrutura" ou "árvore do produto". • Mediar os conflitos entre a Produção. em períodos semanais. Estas informações estão contidas no ficheiro de artigos.2 podemos ver um exemplo de um PDP para os produtos X.2 No Quadro seguinte. Este ficheiro contém informações que 12 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . Ficheiro de artigos O cálculo de necessidades de matérias-primas e de componentes necessários para a obtenção dos produtos finais inscritos no PDP. o Marketing e as Compras. Y e Z. • Manter o diálogo com todos os níveis da gestão. • Manter o Plano Agregado como guia. • Identificar e comunicar aos implicados todos os problemas surgidos. vendas de sobressalentes. Condições de manutenção do PDP Exemplo IV.

para produzir uma unidade da referência imediatamente superior. na Figura IV. cada componente é disposto num nível. isto é. o componente C é composto por duas unidades do componente F.5. os níveis são numerados de cima para baixo. De um modo geral. Exemplo IV.permitem identificar cada componente e a quantidade usada por unidade do produto a fabricar. cinco unidades do componente G e quatro unidades do componente H. Em termos informáticos. indica-se (entre parêntesis) a quantidade necessária deste. descreve-se para cada artigo a totalidade dos artigos seus componentes (ou descendentes). Finalmente. a melhor forma de apresentação é a de nível único.3). O produto A é composto por duas unidades do componente B e por três unidades do componente C. consiste numa "Lista de Artigos" (ver Quadro IV. Logo a seguir à referência de cada artigo. Níveis de estrutura Lista de artigos 13 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu .3 Na estrutura do produto apresentada de forma arborescente. por sua vez. Outra forma de descrever a composição do produto A. O componente B é. mostrado sob a forma de árvore. composto por uma unidade do componente D e quatro unidades do componente E. O formato da Lista de Artigos pode ser de dois tipos: em forma "dentada" ou em forma de "nível único". Consideremos o produto A. sendo o nível 0 atribuído ao produto final.

já que pode entrar em diferentes produtos. torna-se fácil ao computador "varrer" cada nível e somar as referências comuns. simplifica a previsão de diferentes módulos e minimiza o investimento total em stock . de mastro.Quando todos os artigos idênticos são representados no mesmo nível. o artigo N deve ser representado no nível mais baixo.4 14 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . ou seja. pode combinar diferentes tipos de transmissão. Quando um artigo entra na composição de vários subconjuntos. É particularmente vantajoso programar módulos quando as mesmas submontagens aparecem em diferentes produtos. A adopção de uma "estrutura modular" simplifica a programação e o controlo. de forma a corresponder às particularidades de cada cliente.. Por exemplo.6). Módulos ou sub-montagens Estrutura modular Codificação ao nível inferior Consideremos o produto L representado na Figura IV. Exemplo IV. Muitos produtos finais complexos ou muito caros são melhor programados e controlados quando consideramos "módulos" (ou submontagens). deve ser representado na estrutura ao nível mais baixo (ver Figura IV. diminui o tempo de computação. O artigo N é um subconjunto de L (nível 1) e. de motor. o 2. um componente do conjunto M (nível 2). um fabricante de empilhadores.6 a). Nestas circunstâncias. etc. simultaneamente.

Por vezes. Estas transacções correspondem aos seguintes movimentos: • Entradas de compras. • Cedências entre armazéns. O ficheiro de existências é actualizado sempre que ocorre um movimento. O MRP permite fazê-lo. Dimensão do lote 15 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . a quantidade líquida. como especificação. • Quebras de materiais. O MRP realiza a sua análise a partir do topo da estrutura de cada produto no sentido descendente. quantidades. Este novo valor passa a ser considerado em todos os cálculos descendentes na estrutura. Se um artigo possuir. normalmente. a quantidade estritamente necessária a encomendar em cada período. então o MRP considera o múltiplo imediatamente superior ao resultado do cálculo. • Saídas para vendas.) de forma a manter a BD permanentemente actualizada. Neste ficheiro registam-se todos os "parâmetros de política de gestão" de cada artigo (produtos finais. Parâmetros de gestão Artigo-pai Transacções • Aviamento de materiais para fabrico. calculando (explodindo) as necessidades nível a nível. de restrições do espaço de armazenagem. componentes e matérias-primas). uma certa dimensão de lote. valores. da prática de dimensões standard de embalagens ou da conveniência de utilizar uma certa periodicidade. mas também do tamanho do lote pré-estabelecido. torna-se necessário identificar o artigo-pai que originou uma certa necessidade. ou seja. etc. percorrendo toda a estrutura e cada nível no sentido ascendente.Ficheiro de existências O ficheiro de existências é. O MRP calcula. A dimensão de um lote de compra ou de fabrico depende de restrições económicas na utilização dos equipamentos. para cada artigo. Tamanho do lote A quantidade a encomendar de cada artigo (à fábrica ou a fornecedores) num sistema MRP depende não só das necessidades calculadas. longo. Registo de transacções Todos os dias se verificam transacções que devem ser imediatamente registadas (datas.

45 = 15 . o sistema MRP planeia uma ordem para repor a quantidade que falta até atingir o stock de segurança. Em certo período. Na prática.45 = 00 . O stock de segurança fixa a quantidade mínima que admitimos poder existir de forma permanente em armazém. porém. qual será o plano de Ordens de Compra sugerido pelo MRP? .Ordem planeada no período 5: 40 Stock de segurança Teoricamente. O stock de segurança tem como função principal "compensar" eventuais aumentos da procura (em relação às médias previstas) e/ou atrasos de fornecedores (em relação aos prazos médios de entrega previstos).Necessidades dos períodos 5 e 6: 15 + 15 = 30 . Sempre que haja necessidade de consumir artigos que coloquem as existências abaixo do stock de segurança. os sistemas de controlo de stocks de artigos com procura dependente não necessitam de stocks de segurança.Exemplo IV.6 As necessidades líquidas do artigo A de um plano de produção para os próximos seis períodos são as seguintes: Período 1: 30 Período 4: 50 Período 2: 15 Período 5: 15 Período 3: 05 Período 6: 15 Sendo a periodicidade de aprovisionamento igual a 2 dias.Ordem planeada no período 1: 60 . as 16 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu .Ordem planeada no período 3: 40 . pois corresponde ao múltiplo imediatamente superior. O MRP subtrai. MÉTODO DE CÁLCULO DO MRP O sistema MRP começa por calcular as "necessidades brutas" de cada produto (nível 0) em cada período.Necessidades dos períodos 3 e 4: 05 + 50 = 55 . Qual a quantidade da ordem planeada sugerida pelo MRP? O MRP irá sugerir 200 unidades.5 O artigo A é aprovisionado em caixas de 100 unidades. às necessidades brutas. a quantidade mínima de aprovisionamento igual a uma caixa de 20 unidades e o stock actual nulo.Saldo no início do período 5: 40 + 15 . depois. de forma a satisfazer as entregas acordadas.Necessidades dos períodos 1 e 2: 30 + 15 = 45 .Saldo no início do período 1: 00 . estes adoptam-se em muitos casos. Exemplo IV.Saldo no início do período 3: 60 . as necessidades líquidas do artigo A foram de 168 unidades.

No Quadro IV. resultantes da "explosão". No final. A descrição dos componentes necessários bem como as respectivas quantidades unitárias encontram-se no ficheiro de artigos. As necessidades líquidas transformamse. obtendo-se as "necessidades líquidas". Depois de ponderar esta informação o programa desenvolve um plano de sugestões de ordens de compra e de OF´s. Alguns dos componentes são vendidos em separado para 17 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . Os contadores são de dois tipos básicos "A" e "B". O programa desenvolve o seu raciocínio da seguinte forma: o PDP fornece a lista com as necessidades de todos os produtos finais em cada período dentro do horizonte de planeamento. por sua vez. Função de um stock de segurança Necessidades brutas e necessidades líquidas O MRP repete. obtém-se uma lista com todos os artigos a encomendar (interna ou externamente) em cada período. decaladas do prazo de disponibilidade. nas necessidades brutas dos componentes ao nível 1. para diferentes gamas de corrente. As existências correspondem ao stock disponível previsto. o mesmo tipo de cálculo para todos os componentes. Uma empresa produz contadores de energia eléctrica.4. o ficheiro de existências e o ficheiro de artigos (BOM).existências disponíveis e as ordens pendentes (ainda não satisfeitas). então. As recepções planeadas correspondem a encomendas emitidas e ainda não recepcionadas. Exemplo IV. A quantidade existente de cada componente e as quantidades pendentes de entrega por parte da fábrica ou de fornecedores externos encontram-se registadas no ficheiro de existências. As ordens planeadas correspondem ao plano final de encomendas a realizar. o MRP opera directamente o ficheiro mestre (PDP).7 Na perspectiva informática. nível a nível no sentido descendente da estrutura. apresenta-se um exemplo possível.

Estas últimas são alvo de previsões. também. As vendas têm origem em duas fontes: • Encomendas firmes de clientes regulares.substituição em contadores avariados ou para transformação de contadores para gamas de corrente superiores. que colocam encomendas a médio prazo. • Encomendas esporádicas de clientes irregulares. Para abreviar os cálculos consideremos apenas os dois primeiros meses. 18 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . O Quadro IV.5 mostra as necessidades (firmes e previstas) para os contadores dos tipos A e B. conforme pressuposto. O horizonte de planeamento encontra-se dividido em períodos mensais. para o subconjunto D e para o componente E. As necessidades dos vários artigos encontram-se concentradas na primeira semana de cada mês (semanas 9 e 13. durante um período de seis meses.6 mostra o PDP para os primeiros dois meses (os meses 3 e 4 do ano). que todos os artigos devem estar disponíveis na primeira semana de cada mês. O Quadro IV. respectivamente). Esta opção corresponde a optar-se pela produção de um lote mensal de cada artigo. Suponhamos. Vamos supor que todos os artigos para satisfazer as encomendas firmes são entregues ao longo de cada mês (de acordo com os desejos dos clientes) e que as quantidades previstas devem estar disponíveis na primeira semana de cada mês.

e dois componentes E e F. Existências de contadores 19 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . Os números entre parêntesis indicam as quantidades necessárias por cada unidade do componente pai (imediatamente superior). O ficheiro de artigos contém muitas informações que não são necessárias neste exemplo. Cada artigo é representado ao menor nível em que aparece na estrutura. Estas informações (ver Quadro IV. Estruturas dos contadores Estas estruturas encontram-se residentes no ficheiro de artigos. Os contadores A e B consistem em duas submontagens C e D.8) encontram-se residentes no ficheiro de existências.7.As estruturas arborescentes dos contadores A e B encontram-se representadas na Figura IV. Bastar-nos-á a quantidade disponível no momento actual ( stock inicial) e o tempo de reaprovisionamento.

Correr o MRP 20 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . A lógica do cálculo pode ser melhor compreendida através da análise que se segue. Restrinjamos a análise do problema às necessidades brutas do primeiro mês. o sistema planeia uma OF de 1 560 unidades para a semana 6. semana 9: 1 250 unidades do contador A. neste momento. as necessidades brutas do componente C na semana 7. e que o prazo de produção (montagem) do subconjunto C é uma semana. de acordo com o ficheiro de artigos e em conjugação com o ficheiro de existências. Logo. de todos os artigos seus componentes. são 1 600 unidades (1 200 para o contador A e 400 para o contador B). transforma-se em necessidade bruta. nível por nível. resultando uma OF de 400 unidades planeada para a semana 7. O Quadro IV. Para receber 1 200 contadores na semana 9. No primeiro nível do Quadro IV. Logo. em condições de executar o programa MRP. 460 unidades do contador B. Como já existem 50 unidades do produto A. dado que o prazo de fabricação do produto A é de duas semanas. O mesmo raciocínio é válido para o produto B.7. Tendo em conta que já existem em armazém 40 unidades disponíveis. no mesmo período. uma ordem planeada de um artigo para um certo período.9 mais adiante. O MRP explode as necessidades de cada componente e de cada matéria-prima. resulta uma necessidade líquida de apenas 1 200 unidades. A lógica seguida é a de que todos os componentes de um artigo devem estar disponíveis na data do seu lançamento em produção. podemos ver que é necessário um componente C para cada contador A e para cada contador B. é necessário que a OF seja planeada para ter início na semana 7.Estamos. 270 unidades do subconjunto D e 380 unidades do componente E. mostra as datas de início das ordens planeadas após execução do programa MRP.

o Quadro IV. O sistema planeia. uma ordem de 1 530 unidades para a semana 5. 21 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . Assim. devendo terminar na semana 6. e uma outra ordem de 1 200 unidades para ter início na semana 6 e terminar na semana 7.10 permite identificar mais claramente os componentes pai e as respectivas quantidades necessárias destes artigos por cada pai. verificamos que é necessária uma unidade do subconjunto D por cada unidade do contador A e do subconjunto C. No quadro IV.No segundo nível. então. A OF de 1 200 unidades do produto A planeada para o período 7 origina a necessidade bruta de 2 400 unidades do artigo E no mesmo período. O nível 3 contém os artigos E e F. O prazo de disponibilidade do artigo D é de uma semana e existem 30 unidades disponíveis em armazém. as necessidades brutas do subconjunto D somam 1 200 unidades para a semana 7 e 1 560 unidades para a semana 6. Como estes artigos são usados em diferentes locais. bem como a semana em que essa necessidade ocorre.10 cada produto A incorpora duas unidades do artigo E.

sendo depois explodida. C e D.10 contém o plano proposto 22 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . O mesmo raciocínio se aplica às 380 unidades do artigo E para a semana 9. A ordem de 270 unidades do componente D. O artigo E é também usado no componente D na proporção de uma unidade por cada unidade deste. planeada para a semana 9. A última linha de cada artigo do Quadro IV. Assim. O artigo F é usado nos componentes B. As ordens planeadas para estes três artigos originam necessidades brutas do artigo F na mesma semana. A ordem planeada para o período 5 de 1 530 unidades do artigo D resulta numa necessidade bruta de 1 530 unidades do artigo E no mesmo período 5. o MRP planeia uma encomenda para o artigo E de 1 500 unidades para a semana 4. vai incrementar as necessidades brutas deste componente nesta semana. resulta em necessidades brutas de 400 unidades do artigo E para o mesmo período 7. A ordem planeada para o período 6 de 1 200 unidades para o componente D resulta em 1 200 unidades de necessidades brutas do artigo E na semana 6 e numa ordem planeada de 1 200 unidades na semana 5. a ordem planeada para 400 unidades do produto B para o período 7. de forma a que esteja disponível na semana 5. dando origem às necessidades de 270 unidades para os artigos E e F. logo.Uma unidade de E é usada em cada produto B. Como existem 30 unidades do artigo E em armazém e o tempo de reaprovisionamento é de uma semana. 400 unidades do artigo B necessitam de 800 unidades do artigo F e 1 560 unidades do artigo C necessitam de 3 120 unidades do artigo F.

se as cargas não ultrapassarem as capacidades existentes em cada período. O SISTEMA MRP II Desde o seu aparecimento nos anos 70. ou seja. Marketing. o MRP. Sugestões de Ordens de compra e de fabrico CÁLCULO DE NECESSIDADES DE CAPACIDADES (CRP) Já anteriormente referimos que um ambiente de produção se caracteriza pela existência de recursos limitados (escassos). proporcionando uma capacidade limitada ao nível de cada fase (operação) de transformação tecnológica. com o objectivo de encontrarmos o plano do qual resulte o melhor compromisso possível entre as cargas por si induzidas e as capacidades existentes. foi envolvendo outras áreas funcionais da empresa . Seguir- se-ia a fase de simulação de cargas (ver a Unidade Temática 3). ou seja.tendo- se transformado numa ferramenta integradora de procedimentos de planeamento e de controlo de toda a empresa.Compras. alteramos o PDP e corremos novamente o MRP. Com efeito.simulando o efeito das cargas sobre os recursos e visualizando os respectivos perfis de carga -. O 23 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . Finanças. Recursos Humanos . a gestão de stocks constitui um dos problemas do dia a dia de quem tem de coordenar a Produção e as Vendas. Para reflectir estas funções. é possível tratá-los de forma a obtermos o "plano de compras" . tantas vezes quantas as necessárias até que encontremos um plano exequível. então aceitamos o plano e transformamos as ordens planeadas em ordens de compra e em OF ´s.(sugestões de ordens de compra e de fabrico) pelo sistema. Referimos ainda que podemos recorrer a um método iterativo (ou de simulação) entre o PDP e o MRP . RESUMO Em muitas empresas.fazendo intervir os dados de política de aprovisionamentos e o "plano financeiro" - fazendo intervir as condições de pagamento a fornecedores (internos e externos) e de recebimento de clientes. como resultado de uma expansão natural. o MRP passou a designar-se por MRP-II (Manufacturing Resource Planning). Planeamento de Recursos de Produção. Se o plano se mostrar exequível. Se o plano não for exequível. a partir dos dados disponibilizados pelo MRP.

Após a depressão de 1921 nos Estados Unidos. espalhou-se entre os empresários. verificou-se a divulgação generalizada de uma técnica desde há muito conhecida. Iniciou-se. disponibilidade de materiais e controlo informatizado. Com o desenvolvimento da informática. Entre as vantagens que as empresas obtêm. deve ser encomendado. componente ou matéria- prima constituinte de um produto final. 24 UNIÃO EUROPEIA Ministério da Segurança Social e do Trabalho Fundo Social Europeu . A implementação de sistemas MRP na indústria tem vindo a aumentar. a defesa de uma política de compras mínimas. o Planeamento de Necessidades de Materiais. os níveis de stock passaram a ser mínimos e o montante imobilizado diminuiu drasticamente. equilíbrio carga/capacidade de recursos. então. de modo a assegurar uma elevada rotação dos stocks. Aplica-se pois a artigos de procura dependente. vulgarmente designada por MRP. dimensionamento de lotes. a crença de que os stocks elevados tinham contribuído para sepultar muitos negócios. Com esta acção. sendo de antever a sua aplicação também em empresas de serviços. O objectivo final consiste em determinar a quantidade e o momento em que cada subconjunto. destacam- se o aumento da taxa de rotação de stocks e o melhor cumprimento das datas prometidas a clientes.resultado conseguido é vital para o equilíbrio financeiro e para a competitividade da empresa. O MRP surge como a conjugação de diversos conceitos: previsões de vendas.

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