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Arq Bras Cardiol Artigo Original

Meneghelo e cols
2003; 81 (supl. VII): 27-31. Tomografia ultra-rápida em homens brancos assintomáticos

Distribuição dos Escores de Cálcio Coronariano Determinados
pela Tomografia Ultra-Rápida em 2.253 Homens Brancos
Assintomáticos

Romeu S. Meneghelo, Raul D. Santos, Breno Almeida, Jairo Hidal, Tania Martinez, Renato Moron,
José Antonio F. Ramires, Fabio Nasri

São Paulo, SP

Objetivo - Descrever a distribuição dos escores de A aterosclerose coronariana é uma das principais cau-
cálcio coronariano numa população de homens brasilei- sas de mortalidade em nosso meio 1. A doença ateroscleró-
ros brancos assintomáticos submetidos à avaliação pela tica é multifatorial e a identificação de indivíduos de alto ris-
tomografia ultra-rápida. co para eventos coronarianos é extremamente importante,
uma vez que terapias preventivas, como a mudança de esti-
Métodos - Foram avaliados 2.253 homens de 22-88 lo de vida e o uso de fármacos, como as estatinas e o ácido
anos, submetidos a exame tomográfico num aparelho Ima- acetilsalicílico reduzem de forma significativa os eventos clí-
tronR C150 para detecção do cálcio coronariano. Os dados nicos e a mortalidade 2. Classicamente, a estratificação do
foram separados em 7 faixas etárias: < 40 anos, 40-44 anos, risco de eventos coronarianos é feita por intermédio da aná-
45-49 anos, 50-54 anos, 55-59 anos, 60-64 anos e >65 anos. lise do conjunto de fatores de risco. Entretanto, dados epi-
demiológicos mostram que cerca de 25% dos indivíduos,
Resultados - A média e o desvio padrão da idade fo- que morreram subitamente de causas cardíacas não apre-
ram de 50,0 ± 9,7 anos. Em 48,8% dos casos ocorreu inci- sentavam sintomas anteriores e mesmo as ferramentas clás-
dência de escore de cálcio coronário > zero, que apresen- sicas para avaliação do risco de eventos coronarianos,
tou distribuição não Gaussiana e mostrou grande varia- como os escores de Framingham, apresentam limitações na
ção para a mesma faixa etária. Houve correlação direta identificação de indivíduos sob alto risco 3,4. É comprovado
entre a idade e o escores de cálcio coronariano (r=0,4, que cerca de 50% das mortes coronarianas e a maioria dos
p<0,01). Exceto na comparação entre os indivíduos nas infartos do miocárdio ocorrem em indivíduos considerados
faixas etárias 60-64 anos e, abaixo 55-60 anos e acima de como de risco baixo e intermediário, segundo parâmetros
65 anos, quanto maior a faixa etária maiores as medianas clínicos e laboratoriais 3. Dessa forma, a avaliação da ateros-
dos escores de cálcio coronariano (p<0,0001). Os esco- clerose subclínica por intermédio de métodos de imagem
res de cálcio coronariano estão relatados de acordo com poderia ser útil na estratificação do risco, já que existe evi-
os percentis 25,50,75 e 90 para as faixas etárias. dência de que a carga de placa aterosclerótica correlaciona-
se com o risco de eventos coronarianos 5-6.
Conclusão - Este estudo, primeiro a relatar a distri- A calcificação da artéria coronária (fig. 1), detectada
buição dos escores de cálcio coronariano em uma amos- pela tomografia ultra-rápida, ou tomografia de emissão de
tra de homens brasileiros brancos, pode ser útil para es- elétrons guarda correlação com a carga de placa ateroscleró-
tratificação do risco de eventos coronarianos. tica em estudos histológicos, angiográficos e de ultra-som
intravascular 7-10. A tomografia ultra-rápida é um método
Palavras-chave: tomografia computadorizada por feixe de não invasivo e muito sensível para detecção da calcificação
elétrons, coronariopatia, diagnóstico da artéria coronária 7. Existe evidência de que a calcificação
da artéria coronária pela tomografia ultra-rápida possa ser
um marcador de risco de eventos clínicos da doença arterial
Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo e Instituto do Coração do Hospital
das Clínicas da FMUSP coronariana independente dos fatores de risco para a ate-
Correspondência: Raul D. Santos - Av. Brasil 953 - Cep 01431-000 - São Paulo, SP rosclerose 11-14. Até o momento não foram descritos os esco-
E-mail: rdsf@uol.com.br res de cálcio coronariano na população brasileira. O objeti-
Recebido para publicação em 14/10/02
Aceito em 14/4/03 vo deste estudo foi a descrição da distribuição dos escores
de cálcio coronariano em uma amostra populacional de ho-

Arq Bras Cardiol, volume 81 (Supl. VII), 27-31, 2003

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no período de novem. submetidos a tomografia 60-64 anos. São Paulo. brancos. Discussão vascularização do miocárdio foram excluídos do estudo. EUA). 45-49 anos. A indicação do exame foi feita pelos médi. Brasil) e Sigmastat for WindowsR (Jandel Scientific. San Francisco. medianas e os desvios padrão em cada uma das faixas etárias por intermédio dos programas Microsoft ExcelR (Microsoft.05. Com exceção Foram avaliados 2.Distribuição dos percentis da calcificação arterial 399 e o fator 4 para coeficientes superiores a 400 unidades coronariana segundo a idade em 2. Na tabela I mens brasileiros. cio coronariano (p<0. 40-44 anos. Foi realizada estatística descritiva e calcu- ladas as médias. 55-59 anos. desvio padrão e mediana da calcificação arterial lo de tempo de 100ms durante a pausa inspiratória. Idade <40 40-44 45-49 50-54 55-59 60-64 >65 em todos os cortes da tomografia e calculado por meio do programa de computador AccuscoreR (AccuImage Diag. p<0. o fator 2. 50-54 anos. A média. Os exames tomográficos foram realizados num tomó. dependendo dos coeficientes de atenuação determinados Mediana 0 0 0 3 22 68 111 pelo cálcio. O fator 1 foi utilizado quando esses coeficientes estão entre 130 e 199 unidades Hounsfield. Entretanto. revascularização por cateter ou re. do da comparação entre os indivíduos nas faixas etárias entre ponto de vista cardiovascular. Foi rea- lizada correlação da idade com os valores dos escores de cálcio coronariano pelo teste de Spearmann e seus valores dos escores de cálcio coronariano também foram compara- dos entre si nas diversas faixas etárias pelo teste de análise de variância de medidas repetidas (RM-ANOVA) não para- métrica e pelo teste de Dunn. 90% 17 58 134 340 462 641 1107 28 . o fator 3 quando 300 e Tabela II . o programa só efe. O escore de cálcio coronariano foi a somatória brancos assintomáticos de todos os escores obtidos de todas as artérias coronárias.Meneghelo e cols Arq Bras Cardiol Tomografia ultra-rápida em homens brancos assintomáticos 2003. Foi considerado significativo o valor de p bicaudal < 0. O escore de cálcio coronariano foi calcula- do pelo método de Agatston 15. Foi con. submetidos à encontram-se as médias. A determinação da calcificação da artéria coronária pela grafo ImatronR C-150 (Imatron Coporation.01). quanto ultra-rápida na Unidade Diagnóstica Jardins do Hospital maior a faixa etária maiores as medianas dos escores de cál- Israelita Albert Einstein. escores de cálcio coronariano que apresentaram distribui- ção não Gaussiana e mostraram grande variação para a mes- Métodos ma faixa etária.4. 81 (supl. Tabela I . 1 . EUA). quando entre 200 e 299 unidades Hounsfield. Idade <40 40-44 45-49 50-54 55-59 60-64 > 65 des Hounsfield. 2. num interva. 50% 0 0 0 4 22 68 112 tuou cálculos depois de confirmada a presença do cálcio 75% 0 6 25 84 134 276 440 pelo operador. 50.253 homens assintomáticos. N 313 392 469 433 305 173 168 25% 0 0 0 0 0 1 12 nostics Corporation. diagnóstico clínico de doença arterial coronariana ou sub- metidos a angiografia. 60-64 anos e > 65 anos. coronariana segundo a idade em 2. 75 e 90. Na tabela II os escores de cálcio bro/99 a abril/02. Resultados Fig. 3 ou DP 110 346 296 299 347 401 829 4. multiplicando-se a área de N 313 392 469 433 305 173 168 Média 21 51 75 116 159 222 419 calcificação em milímetros quadrados por um fator 1.Média.253 indivíduos Hounsfield.0001). Os dados foram separados em 7 faixas etárias: < 40 anos. abaixo 55-60 anos e acima de 65 anos.7 anos (22-88 anos). em final de diástole e deflagrados pelo eletrocardiograma.8% dos casos. tomografia ultra-rápida tem sido utilizada na cardiologia pre- Califórnia) e o procedimento de imagem foi o obtido por cortes axiais do coração com espessura de 3mm. VII): 27-31. assintomáticos. coronariano estão separados segundo a distribuição dos cos dos pacientes em avaliações de rotina.Calcificação da artéria descendente anterior detectada pela tomografia ultra- rápida em homem assintomático (seta). Indivíduos com percentis 25. A distribuição Gaussiana ou não dos da- dos foi avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. A incidência de escore de cálcio coro- nariano > zero ocorreu em 48. medianas e o desvio padrão dos avaliação pela tomografia ultra-rápida. desvio padrão e intervalo de idade foi de 50 ± 9.253 indivíduos siderada calcificação da artéria coronária a imagem de 2 brancos assintomáticos pixels contíguos com coeficiente de atenuação > 130 unida. Houve correlação direta entre a idade e o escore de cálcio coronariano (r=0.

1. É im. têm demonstrado que a presença de calcificação da artéria Nas imagens tomográficas obtidas pela tomografia coronária está associada a um maior risco de eventos coro- ultra-rápida a calcificação arterial coronariana pode ser facil. pois a sua velocidade de aquisição de imagens eventos clínicos. como fumo. mas. Os escores de cálcio corona. foram co. com a obstrução da luz do vaso 9. segundo o uso de outros fatores de risco para aterosclerose. de 525 artérias coronárias. Uma metanálise recente mostrou que indi- é de 50-100ms. embora a ficação da artéria coronária entre essa faixa e as faixas imedia. seguimento de 3 a 5 anos 25.17. é necessário dos neste estudo e nos estudos que descreveram os esco. vasivos atuais..24. por sua vez se correlaciona-se com o risco de de cálcio coronariano aumentaram com a idade 13. Os desvios pa. de certa forma.16. coronariana e ou infarto do miocárdio de 4. entre. com a ção diagnóstica e prognóstica. está ao redor de 66% 24 fato que prejudica seu papel na tria- portante frisar que apesar dessa limitação aparente.20. evidência de que a maior especificidade para detecção do A principal utilidade da tomografia ultra-rápida estaria risco de eventos coronarianos está na avaliação da calcifi. dimensionar o grau drão são maiores do que a média. não houve diferença estatística nesses valores. de doença arterial coronariana existente. ou seja 3 a 6 vezes mais rápida. VII): 27-31. adição de colesterol. 75 e 80. apre- seus primeiros estágios. O tomógrafo ultra. dados clínicos para estratificação. quando a lesão é constituída ape. para sexo e idade. aque- lesterol. mas também a sua cio e a quantidade de aterosclerose existente em cada artéria composição étnica. e cols. Em nosso estudo. percentil 67. células inflamatórias e tecido fibrótico. la feita pelas tabelas de Framingham. sentaram um risco absoluto anual de infarto do miocárdio e 29 . como por exemplo. existe gem das obstruções coronarianas. fato que ronariano mostraram também que a calcificação arterial co- justifica os valores das medianas da tabela I. foi encon- nossa população. têm número de indivíduos nas faixas etárias > 60 anos em nossa demonstrado correlação da calcificação da artéria coronária amostra ficou prejudicada uma melhor comparação da calci. Tomografia ultra-rápida em homens brancos assintomáticos ventiva para avaliação do risco de eventos coronarianos em nas de estrias de gordura 21. 22 analisaram cortes histológicos seqüenciais. das cio coronariano apenas para populações dos EUA 13. Entretanto. fato que reduz víduos com escores de cálcio coronariano acima da mediana o risco de artefatos e faz desse equipamento o padrão ouro apresentaram um risco relativo de morte por doença arterial para avaliação da calcificação arterial coronariana 7. as medianas sejam maio. citadas anteriormente. cálcio coronariano pela tomografia ultra-rápida em corações locados na tabela. esses dados 23. crever os escores de cálcio coronariano avaliados pela to. cio não pode ser identificado por meio dos métodos não in- riano são a maneira de sistematizar esses valores com inten.13) quando comparados aos indivíduos com escore ronária identificada pela fluoroscopia ou por exame anato.Arq Bras Cardiol Meneghelo e cols 2003. o cálcio se acumula sob a forma de placas.17. na capacidade de identificar indivíduos com risco elevado cação da artéria coronária entre as faixas etárias de 35 a 55 ou não de eventos coronarianos. dos fatores de risco clássicos 3. de forma independente anos ou a 60 anos 7. na sua quase totalida- A distribuição dos escores de cálcio coronariano de. Entretanto. Em todas as faixas etária ava. cação do risco de eventos coronarianos.6-11. ratificou maneira de mostrar os dados. de Rumberger e cols. sua ausência associada a um risco de mente identificada por apresentar densidade 8 vezes maior eventos coronarianos de. que foram os percen- cio já se encontrava presente na placa aterosclerótica nos tis superiores dependendo das casuística avaliadas. na base da íntima mografia ultra-rápida em uma amostra populacional brasileira. Os escores de cálcio coronaria- rápido Imatron R difere dos convencionais e dos modernos no teriam sua principal aplicação para estratificar o risco de helicoidais. não apresentavam obstrução significativa do lume coro- apresenta uma grande variação de seus valores. descrição dos escores de cálcio coronariano é necessária em Embora não houvesse cálcio em todas as lesões. Dados americanos mostram nham menos de 60 anos de idade. Embora a idade seja um que cerca de 50% dos eventos coronarianos originam-se determinante importante do escore de cálcio coronariano na chamada faixa intermediária de risco.16. correlacionando a quantificação do se inadequada. Dessa forma. sensibilidade da tomografia ultra-rápida para o diagnóstico tamente abaixo e acima. devido a distribuição não Gaussiana e ao pequeno sintomáticos ou não para doença arterial coronariana. e torna-se identificável pela tomografia ultra-rápida. hipertensão arterial entre outros. já que não só a prevalência da doença arte. praticamente zero. 81 (supl. Assim. demonstrando que a identificação do cálcio e sua a distribuição não segue a curva de Gauss. ronariana correlaciona-se com a carga de placa ateroscleró- Da mesma forma que em outras populações os escores tica 8-10 e esta. Este estudo é o primeiro a des. Pesquisas mais recentes sugerem que o cál. As lesões sem calcificação. 75% dos indivíduos ti. Há evidência de mopatológico e doença arterial coronariana é conhecida que indivíduos com escore de cálcio coronariano acima do desde 196119. trada uma correlação importante entre a quantidade de cál- rial coronariana que difere em nosso país. À medida em que a lesão progride. Simons Previamente havia descrição na literatura dos escores de cál. não foram avalia. Vários estudos. quantificação permitem.18. Dados da literatura se multivariada. Entretanto. narianos 11-14. co. Estudo semelhante ca apresentação na forma de média e desvios padrão torne. nesse estágio o cál- indivíduos assintomáticos 7. de cálcio coronariano abaixo da mediana 26.2 vezes (IC 95% Uma forte correlação entre a calcificação da artéria co. Embora. Estudos angiográficos e com ultra-som co- liadas. sua especificidade res. em estudos de do que a dos tecidos circunvizinhos 18. em indivíduos as- tanto. para fins descritivos. 50% das pessoas tinham escore igual a zero. a mediana seria a melhor de necropsia e a quantificação histopatológica. eventos coronarianos 5-6. de obstrução coronariana beire os 95%. coronária. o que faz com que a clássi. sendo que nariano. A porções iniciais até as caudais. que outros testes sejam utilizados para uma melhor estratifi- res de cálcio coronariano na população dos EUA por análi.

Santos RD. Doherty T. Coronary artery son of two protocols. atuais de prevenção. numa população de alto risco para even. Caso nor calcificação da artéria coronária. colocando esses pacientes na faixa de alto risco. ção do risco de eventos coronarianos foi o uso de escores excepcionalmente. tornam-se necessários determinações em mulhe- cores de cálcio coronariano com os escores de Framingham res.Meneghelo e cols Arq Bras Cardiol Tomografia ultra-rápida em homens brancos assintomáticos 2003. Prediction of coronary vascular risk by use of multiple-risk-factor assessment equations. de raças e classes sociais diferentes. Schmermund A. 96: 1122-9. Baumgart D. Admazik M. placa aterosclerótica. 4. clínica de risco de eventos coronarianos 25. Circulation 1997. 100: 1481-92. 11 num seguimento de 1. classes sociais diferentes da população estudada (indiví- Sabe-se que a idade é um dos principais marcadores de risco duos de classe média). Do con- of coronary artery disease from the Coronary Artery Surgery Study (CASS). 87(suppl): 27A-34A. Schmermund A. et al. Goodman K. As principais críticas aos estudos prospectivos com a como limitações. Am J Cardiol 1998. the prospective army coronary calcium project. Electron beam com- marker of coronary artery disease. Circulation events with electron beam computed tomography. Conseqüentemente. Tang W. Referências 1. Raggi P. et al. Grundy 29 propôs a associação dos es.172 de 6. ria os pontos atribuídos à idade nas tabelas de Framingham. diminuiria ou aumenta. ou morte por doença arterial coronariana de 1. Mock M. a avaliação da rela- cálcio coronariano > 160 esteve associado a uma razão de ção intima/média carotídea pelo ultra-som e escores clíni- chance de 20.500 indivíduos de diversas etnias. Wong N. tomografia ultra-rápida em indivíduos de baixo risco clínico. associada ao aumento da carga de ronariano descritos em populações brasileiras aos dos EUA. III Diretrizes Brasileiras sobre Dis. no que se refere ao uso no e cols. Sociedade Brasileira de Cardiologia. eventos clínicos 28. Nosso estudo é um início para esse processo. Greenland P. et al. Circulation 2001. limitando o poder realizados num número maior de indivíduos de ambos os se- discriminativo desses estudos 25. comparação dos escores de cálcio co- de eventos coronarianos. Newstein D. Arq Bras Cardiol 2001. Baumgart D. Fitzpatrick LA. Davis KB. Circulation first unheralded acute myocardial infarction by electron beam computed tomog- 1994. Comparison of electron beam com- 2. Rumberger JA. Grundy SM. 30 . 6. demonstraram que um escore de comparando a tomografia ultra-rápida. Circulation 1995. realizado nos EUA. 101: 850-5. Es. Coronary calcium on electron beam tomography imaging as a surrogate 14. Wong H. Spadaro L. Sheedy PF. Timerman A. indivíduos durante 3 anos. 5. Mock MB. sicos. Arad Y. 71: 1854-66. Brazaitis M. Tendências do calcium area by electron beam computed tomography and coronary atherosclerotic risco de morte por doenças circulatórias nas cinco regiões do Brasil no período plaque area: a histopathologic correlative study. Da mesma forma. J Clin ventional risk factors predict subclinical coronary artery disease? Results form Invest 1983. Identification of patients at increased risk of patients in the Coronary Artery Surgery Study (CASS) Registry. George G. 90: 2645-57. críticas xos. Pasternak R. Arad e cols. Estudos estão sendo clínicos ocorridos durante o seguimento. A determinação de uma maior ou me. eventos coronarianos 31. 1253-60. Guerci AD. (Suppl): 1-48.8%. Long term survival in the medically treated 13. baseados na literatura atual. Callister TQ. Smith SC. Taylor AJ. O estudo MESA com mais eventos clínicos 27. Simons DB. 81 (supl. Prognostic value of angiographic indices 12. 36: 1999. de estatinas e ácido acetilsalicílico 2. Souza MFM. Greenland P. Esses dados foram contestados devido propomos que estes sejam tratados conforme as diretrizes à metodologia inadequada dos exames realizados por Detra. J Am Coll Cardiol 2000. 9. Improving coronary heart disease assess. Salientamos.3% e são feitas ao uso indiscriminado dos exames sem uma indi- 4. 30: 57-64. Uma cação médica. Cooil B. 10. Santos RD. Fisher RD. puted tomographic coronary calcium as a predictor of coronary events: compari- 8. quando bem tos coronarianos segundo dados clínicos. Am J Cardiol 2001. 2. so trabalho. Ringqvist I. Barko W. 141: 463-68. raphy. são superiores. número maior de homens em idades mais avançadas e de para a estratificação do risco de eventos coronarianos. 92: 2157-62. Grundy SM. 7. escores de cálcio coronariano acima de 400 uma avaliação indiscriminada tornam-se proibitivos do associam-se a maior risco de obstruções coronarianas e de ponto de vista de saúde pública. Entretanto. et al. Detrano R. como indicativa de haja diferenças. moderate angiographic coronary artery disease. Arq Bras Cardiol 2001.2 vezes de um indivíduo apresentar um infarto cos de risco para se determinar se as técnicas não invasivas do miocárdio ou morte por doença arterial coronariana.5%. Fonseca FAH. 81: 141-46. já que o uso da outra opção proposta em estudo prospectivo para avalia. Para seguimento de nos- Recentemente. valor da calcificação arterial coronariana em nossa população. Wang S. principalmente. Secci A. puted tomography with intracoronary ultrasound and coronary angiography for lipidemias e Prevenção da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da detection of coronary atherosclerosis. Giannini SD. et al. Serrano Jr CV. Schawarz RS. seria importante um estudo prospectivo do quantidade de placa aterosclerótica. et al. Comparison of electron beam com- 3. VII): 27-31. Fuster V. puted tomography and intracoronary ultrasound in detecting calcified and non- ment in asymptomatic people: role of traditional risk factors and non-invasive calcified plaques in patients with acute coronary syndromes and no or minimal to cardiovascular tests. 104: 1863-67. a predominância de indivíduos caucasianos tomografia ultra-rápida são o pequeno número de eventos e de classe média em nossa população. de 1979 a 1996. 11. Emond M. J Am Coll Cardiol 1997. os custos de Classicamente. 77: 562-75. Circulation 2000. Feuerstein I. Smith Jr S. identificaria indivíduos sob alto risco de absolutos e não a distribuição desses pela idade e sexo 11. Concluindo. Raggi P. Assesment of cardio. Am Heart J 2001. Uma vez Framingham em identificar os indivíduos que apresentaram identificados os indivíduos sob risco elevado de eventos. complementares ou inferiores à avaliação ses achados foram independentes dos fatores de risco clás. baseadas na teoria de Bayes. os escores de indicada a avaliação dos escores de cálcio coronariano é de cálcio coronariano não foram superiores aos escores de utilidade na estratificação do risco coronariano. Mansur AP. já que esses são os padrões disponíveis na literatura. O’Malley PG.

The sequence of cell and matrix changes in atherosclerotic lesions of co. graphy. Hoff JA. Erbel R. et al. ronary arteries in the first forty years of life. 74: 243-52. tomatic persons. 28. Mayo Clin Proc 1999. Diamond GA.Arq Bras Cardiol Meneghelo e cols 2003. Sheedy PF. et al. Circulation 1995 15. Beam Computed Tomography for the Diagnosis and Prognosis of Coronary 18. 27. 11(suppl E): 3-19. Rumberger JA. Schwartz RS. VII): 27-31. Electron beam com. Kondos GT. Artery Disease. Detrano R. Blankenhorn DH. Differences in prevalence 25. Prognostic value of beam computed Heart J 2000. Budoff MJ. Am 19. mographic coronary calcium scanning: a review and guidelines for use in asymp- 21. Continuous probabilistic prediction of der distributions of coronary artery calcium detected by electron beam tomogra. Janowitz WR. Circulation 1999. artery calcium area by electron-beam computed tomography and coronary athero- Quantification of coronary artery calcium using ultrafast computed tomography. American College of Cardio- and extent of coronary calcium detected by ultrafast computerized tomography in logy/American Heart Association Expert Consensus Document on Electron asymptomatic men and women. 20: 1118-26. Am J Cardiol 1993. Jackson JL. Rumberger JA. Coronary calcium does not accuratelly 22. Sheedy PF. Age and gen. 7: 241-9. Wong ND. Circulation 2002. 21: 720-32. 105: 1791-6. Viamonte M Jr. Agatston AS. 16. et al. Mohlemkamp S. Coronary to risk assessment. 88(suppl): 8E-11E. predict near term future events is high risk adults. O’Rourke RA. Rader DJ. Am J Cardiol 2001. Cinefluorosgraphy of coronary artery calcification AJR J Cardiol 2000. Edwards WD. Schwartz RS. et al. tomography for coronary heart disease events in asymptomatic populations. 30. Froelicher VF. Stary HC. Detrano R. Circulation 2000. 24. 1961. 92: 2157-62. Janowitz WR. Rich S. Raggi P. Viamonte M Jr. Am J Cardiol 2001. Kondos G. Brundage BH. Eur 26. Sack S. Daviglus M. 86: 1063-72. Kaplan G. Krainik AJ. Lieber A. 99: 2633-38. Callister T. Zusmer NR. Schmermund A. Simons DB. Electron beam computed to- 20. 102: 126-40. sclerotic plaque area: a histopathologic correlative study. Fitzpatrick LA. Breen JF. 72: 247-54. Baumgart D. Doherty TM. Jorgens J. J Am Coll sessment. Brubdage BH. 31 . J Am Coll Cardiol 1990. 89(suppl): 39-41E. Coronary plaque as replacement for age as a risk factor in global risk as- tomographic scanning: a quantitative pathologic comparison study. angiographically significant coronary artery disease using electron beam tomo- phy in 35. Grundy S. ninvasive definition of anatomic coronary artery disease by ultrafast computed 29. No. Cardiol 1992. puted tomography for detection of early signs of coronary arteriosclerosis. 85: 945-8. Raggi P. Coronary arterial calcification. 81 (supl. Taylor AJ. 15: 827-32. Electron beam computed tomography: a Bayesian approach 23. 87: 1335-9.246 adults. Eur Heart J 1990. Simons DB. Am J Cardiol 2001. Tomografia ultra-rápida em homens brancos assintomáticos 15. O’Malley PG. Am J Med Sci 1961. Agatston AS. Chomka EV. Rumberger JA. Hildner FJ. 17.