Dicas de tradução

Como consultar um dicionário? A resposta, embora pareça óbvia, não o é. Quando elaboramos a tradução de um trecho latino em português precisamos adotar alguns procedimentos que garantam a adequação da tradução escolhida ao sentido contextual de cada termo latino. Talvez em grande parte de nossas consultas o dicionário nos forneça, sem maiores complicações, uma acepção da palavra adequada ao contexto com que nos defrontamos. Muitas vezes, entretanto, lemos e relemos o verbete sem encontrar sentido que se adapte ao texto. Nestes casos podemos lançar mão dos seguintes recursos. : Se o termo em questão for um verbo, examinaremos verbos de mesmo radical, para delimitar o campo semântico do radical; depois consideraremos separadamente os significados dos sufixos e prefixos para estabelecer a significação do verbo que nos interessa. Assim, se nos importa conhecer o maior número possível de acepções do verbo Reduco, xi, ctum, cere, após ler o verbete que lhe diz respeito, consultaremos, por exemplo, o de Duco, xi, ctum, cere, o de Conduco, xi, ctum, cere, o de Deduco, xi, ctum, cere e o de Ducto, aui, atum, are. A comparação entre os textos de cada verbete possibilitará o discernimento entre o sentido do radical e o dos prefixos e sufixos. . Ainda buscando o sentido de um verbo, é útil examinar os verbetes referentes ao particípio presente e ao particípio passado (no caso do verbo reduco há apenas particípio passado: Reductus, a, um), bem como verbetes de substantivos, adjetivos e advérbios de mesmo radical: Dux, ucis, Ductor, oris, Ductio, onis, Ductilis, e, Ductim. . Deve-se percorrer caminho análogo se o termo por ser traduzido pertencer a outra classe de palavras (a dos substantivos, a dos adjetivos, a dos advérbios). Em suma: primeiro comparamos o verbete do referido termo com outros verbetes de palavras de mesmo radical e da mesma classe, depois comparamo-lo com verbetes de palavras de mesmo radical, porém de classes distintas.

Expressões jurídicas
Curso de Latim, Tradução comentada! Pacta sunt servanda: Os pactos devem ser respeitados. Pacta: caso nominativo plural, sujeito (pactum, i, subs. n.). Servanda sunt: locução verbal: verbo auxiliatr sum + gerundivo de servo, as, avi, atum, are. Vigilavit iustitiae oculus: O olho da justiça vigiou. Vigilavit: 3.ª pessoa do singular do indicativo perfeito, tempos primitivos: vigilo, as, avi, atum, are.Verbo intransitivo. Iustitiae: caso genitivo singular, adjunto adnominl restritivo (iustitia, ae, subs. f.). Oculus: caso nominativo singular, sujeito ( oculos, i, subs. m.) Jus manendi, ambulandi, eundi, ultro citroque: Direito de permanecer, de andar, de ir de um lado a outro. Jus: caso nominativo singular (jus, juris, subs. n.). Manendi: genitivo do gerúndio do verbo: maneo, es, mansi, mansum, manere. Ambulandi: genitivo do gerúndio do verbo: ambulo, as, avi, atum, are. Eundi: genitivo do gerúndio do verbo: eo, is, ii ou ivi, itum, ire. Ultro: advérbio, adjunto adverbial de lugar. Citro: advérbio, adjunto adverbial de lugar. ± que: conjunção aditiva enclítica, equivalente a et. Sic stantibus rebus: As coisas permenecendo assim. Oração absoluta de valor adverbial (ablativo absoluto). Sic: advérbio de modo. Stantibus: particípio presente, forma nominal do verbo intransitivo sto, as, steti, statum, stare. Caso ablativo plural, adjunto adnominal de rebus. Rebus: caso ablativo plural (res, ei, subs. f.). Ad hoc: para isso. Ad: preposição que rege acusativo Hoc: pronome demonstrativo de gênero neutro, acusativo, singular.

Pietas est fundamentum omnium virtutum: a piedade é o fundamento de todas as virtudes. Pietas: caso nominativo singular, sujeito da oração ( pietas, tatis, subs. f.). Est: 3.ª pess. do singular do presente do indicativo, tempos primitivos: sum, es, fui, esse (irregular). Verbo de ligação. Fundamentum: caso nominativo, predicativo de pietas ( fundamentum, i, subs. n.). Omnium: adjetivo de 2.ª classe, caso genitivo plural, adjunto adnominal de virtutum (omnis, e, adj.). Virtutum: caso genitivo plural, complemento nominal de fundamentum (virtus, tutis, subs. f.).

Expressões literárias
Tradução comentada! Varium et mutabile semper femina: A mulher é sempre algo variável e inconstante. Varium: adjetivo de 1.ª classe, varius, a ,um, substantivado (no gênero neutro), caso nominativo singular, função de predicativo. Et: conjunção aditiva intervocabular. Mutabile: adjetivo de 2.ª classe, mutabilis, e, substantivado (no gênero neutro), caso nominativo singular, função de predicativo. Semper: advérbio, função de adjunto adverbial. Femina: caso nominativo singular, sujeito de (est) verbo elíptico (femina, ae, subs, f.). Fugere urbem: Evitar a cidade. Fugere: infinitivo presente. Tempos primitivos do verbo: fugio,-is, fugi, fugitum, fugere. Urbem: caso acusativo singular, objeto direto (urbs, is, subs. f.). Relata refero: Conto o que me contaram. Relata: caso acusativo plural, objeto direto de refero. Particípio passado (= adjetivo verbal) do verbo refero, empregado no gênero neutro por estar substantivado. Refero: 1.ª pess. singular do indicativo presente ativo. Tempos primitivos: refero, refers, retuli, relatum, referre. Poeta nascitur, orator fit: Nasce o poeta, faz-se o orador. Poeta: caso nominativo, sujeito de nascitur (poeta, ae, subs. m.). Nascitur: 3.ª pess. do singular do indicativo presente. Tempos primitivos: nascor, eris, natus sum, nasci. Verbo depoente, intransitivo. Orator: caso nominativo, sujeito de fit (orator, oris, subs, m.). Fit: 3.ª pess. do singular do indicativo presente, voz passiva de Facio, is, feci, factum, facere. Tempos primitivos: fio, fis, factus sum, fieri. Aurea mediocritas: mediocridade de ouro. Aurea: adjetivo de 1ª classe, caso genitivo (aureus, a, um, adj.). Mediocritas: caso nominativo ( mediocritas, tatis). Carpe diem: Colhe o dia. Carpe: 2.ª pess. do singular do imperativo. Tempos primitivos: carpo, is, carpsi, carptum, carpere. Verbo transitivo direto. Diem: caso acusativo, objeto direto ( dies,ei, subs. m. ou f.)

Provérbios e Sentenças
tradução comentada! Vitiis nemo sine nascitur: Ninguém nasce sem defeitos. Vitiis: caso ablativo plural, adjunto adverbial preposicionado por sine, (Vitium, i, subs. n.). Nemo: caso nominativo singular, sujeito (Nemo, neminis, subs, m. e f.). Sine: preposição. Heredis fletus sub persona risus est: O choro do herdeiro é, sob a máscara, riso. Heredis: caso genitivo singular, adjunto adnomnal restritivo (heres, heredis, subs. m. e f.). Fletus: caso nominativo singular, sujeito (fletus, us, subs. m.). Sub: preposição de ablativo. Persona: caso ablativo singular, adjunto adverbial (persona, ae, subs. f.). Risus: caso nominativo singular, predicativo (risus, us, subs. m.) Est: 3.ª pess. do singular do presente do indicativo, tempos primitivos: sum, es, fui, esse (irregular). Verbo de ligação. Cedit oneri fortuna suo: A fortuna cede ao seu próprio peso. Cedit: 3.ª pess. do singular do presente do indicativo, tempos primitivos: cedo, is, cessi, cessum. Verbo transitivo indireto. Oneri: caso dativo singular, objeto indireto de cedit (onus, eris, subs. N.). Fortuna: caso nominativo singular, sujeito (fortuna, ae, subs. f.). Suo: pronome possessivo, declina-se como os adjetivos de 1.ª classe (suus, a, um). Caso dativo singular, adjunto adnominal de oneri. Fur furem cognoscit: Um ladrão reconhece outro ladrão. Fur: caso nominativo singular, sujeito (fur, is, subs. m.). Furem: caso acusativo singular, objeto direto (fur, is, subs. m.). Cognoscit: 3ª pess. do singular do indicativo presente. Tempos primitivos: cognosco,is, cognovi, cognitum, cognoscere. Verbo transitivo direto. Philosophum non facit barba: a barba não faz o filósofo. Barba: caso nominativo singular, sujeito da oração (barba, ae, subs. F.) Non: advérbio de negação. Facit: 3.ª pess. do singular do presente do indicativo, tempos primitivos: facio, is, feci, factum, facere. Verb o transitivo direto. Philosophum: caso acusativo, objeto direto (philosophus, i, subs. m.) Nil est dictu facilius: nada é mais fácil do que falar. Nil (nihil): substantivo neutro indeclinável, sujeito da oração. Est: 3.ª pess. do singular do presente do indicativo, tempos primitivos: sum, es, fui, esse (irregular). Verbo de ligação. Dictu: supino do verbo dico, is, dixi, dictum, dicere, complemento nominal de facilius. Facilius: adjetivo de 2.ª classe ( facilis, e, adj.) declinado no gênero neutro e n o grau comparativo, predicativo de nil. Em geral, as palavras terminadas no nominativo em µer¶ e µus¶ são masculinas, enquanto as terminadas em µum¶ são do gênero neutro. Observe que as palavras neutras, fazem o nominativo plural em µa¶, enquanto as demais fazem em µi¶. Exemplos: 1. Puer bonus est. ± O menino é bom. Comentários: puer = sujeito; bonus = predicativo do sujeito; ambos, pois, vão no nominativo. 2. Agricolæ filius piger est. = O filho do agricultor é preguiçoso. Comentários: não há artigos em latim; agricolæ = do agricultor, possessivo, portanto, vai para o genitivo da 1a.dec; µfilius¶ e µpiger¶, respectivamente, sujeito e predicativo do sujeito, ficam o nominativo.

3. Templa Romæ video. ± Vejo os templos de Roma. Comentários: µtempla¶= templos, objeto direto, vai para o acusativo plural que, por coincidência, é igual ao nominativo plural de µtemplum¶; µRomæ¶ ± de Roma, possessivo, vai para o genitivo da 1a. declinaçao. 4. Discipulus libros mensæ Magistri portat. = O aluno (discípulo) leva os livros à mesa do Professor. Comentários: libros = objeto direto, acusativo plural de µliber¶. Esta palavra significa µlivro¶, como substantivo, e µlivre¶, como adjetivo. µMensæ¶, obj. ind., dativo singular de µmensa¶ (=mesa); µmagistri¶, possessivo, gen. sing. de µmagister¶ (=professor). Observe-se que a ordem das palavras na frase não prejudica a compreensão, porque pela identificação das desinências, é possível saber qual a função da palavra no contexto. Por ex: µdiscipulus¶ é nominativo, portanto, só pode ser sujeito; µlibros¶ é acusativo, portanto, é objeto direto; µmensæ¶ pode estar no genitivo ou no dativo, porque ambos terminam em µæ¶ na 1a.dec. Mas temos o verbo µportat¶ (de µportare¶ = levar), que é transitivo direto e indireto (levar algo ou alguém a algum lugar). Visto que µlibros¶ é obj. direto, µmensæ¶ deverá ser obj. indireto. µMagistri¶ é gen. sing. de µmagister¶ (=professor). Analisando cada palavra, chega-se à sua tradução. A tradução sempre deve ser feita em vista do contexto todo da frase. A frase poderia também ser assim: µDiscipulus Magistri mensæ libros portat.¶ Ou também: µMagistri mensæ discipulus libros portat.¶ O sentido não se altera.

EXERCÍCIOS DE ANÁLISE TEXTUAL
HISTÓRIA DE ROMA - PARTE I Trata-se de um texto de Flávius Eutropius acerca da origem da cidade de Roma.Eutropius viveu no século IV d.C., foi secretário no império de Constantino. Escreveu a História de Roma ('Breviarium rerum romanarum') em dez volumes. Descreve a história da cidade desde a fundação até o imperador Joviano. É uma narrativa muito apreciada por diversos escritores antigos, inclusive São Jerônimo. "Condita civitate, quam ex nomine suo Romam vocavit, hæc fere egit. Centum ex senioribus elegit, quorum consilio omnia ageret, quos Senatores nominavit, propter senectutem."

Análise do texto: Condita civitate = é uma frase reduzida de particípio, que em latim se chama uma construção em ablativo absoluto. 'Condita' é particípio do verbo 'condere' (=estabelece r, por, colocar); 'civitate' é ablativo de 'civitas, civitatis', da 3a.dec.

Tradução: Estabelecida (posta, colocada) a cidade; quam ex nomine suo Romam vocavit quam - acus. sing. de 'quæ' (= a qual) ex - prep. que indica origem, rege ablativo; nomine - ablat.sing. de 'nomen, nominis' da 3a. dec. suo - ablat. sing. de 'suus', pron. possessivo (=seu) Romam - acus. sing. de 'Roma' da 1a. dec. vocavit - 3a. pes. sing. pret. perf. de 'vocare' (=chamar) da 1a. conj. Ordem direta da frase: quam vocavit Romam ex nomine suo Tradução: a qual chamou Roma [por causa] de seu nome.
hæc fere egit hæc - pron. demonst. (=esta) fere - adv. de tempo, (=pouco a pouco) egit - 3a.pes. sing. pret. perf. de 'ago' (=fazer, realizar)

Tradução: esta aos poucos realizou (organizou).
Centum ex senioribus elegit Centum - numeral 100 ex - já explicado acima senioribus - ablat. pl. de 'senior', adj. comp. de superioridade de 'senis' (=velho, idoso); 'senior' = mais velho, mais idoso; elegit - 3a. pes. sing. pret. perf. verbo 'eligere' (=eleger, escolher)

Tradução: escolheu cem dos [homens] mais velhos
quorum consilio omnia ageret quorum - gen. pl. de 'qui' (= que, o qual) consilio - ablat. sing. de 'consilium' (=conselho, tanto no sentido de assembléia de pessoas, quanto no sentido de opinião, deliberação, julgamento); omnia - neutro plural de 'omnis' (=todo); omnia = tudo, falando genericamente de todas as coisas; ageret - 3a. pes. sing. imper. subj. verbo 'ago' (=fazer, realizar, agir)

Tradução: pelo conselho dos quais tudo realizasse;
quos Senatores nominavit, propter senectutem quos - acus. pl. de 'qui' (=que, o qual); nesta frase, é obj. direto de 'nominavit';

Senatores = acus. pl. de 'senator' (=senador); nominavit = 3a. pes. sing. pret. perf . de 'nominare' (=chamar, denominar) da 1a. conj. propter = prep. 'por causa de' , rege acusativo; senectutem = acus. sing. de 'senectus, utis' (=velhice); fica no acusativo, por causa da regência de 'propter'. Tradução:os quais chamou (denominou) Senador es, por causa da maturidade (idade avançada). Poderia ser 'velhice', mas em português, esta palavra costuma ter um sentido pejorativo.
TRADUÇÃO: "Condita civitate, quam ex nomine suo Romam vocavit, hæc fere egit. Centum ex senioribus elegit, quorum consilio omnia ageret, quos Senatores nominavit, propter senectutem." "Estabelecida a cidade, a qual chamou de Roma por causa do seu nome,esta aos poucos organizou. Escolheu cem dos homens mais velhos, pelo conselho dos quais tudo realizasse, os quais chamou de Senadores, por causa da idade avançada." HISTÓRIA DE ROMA - PARTE 2 Continuação do texto de Flávius Eutrópius. "Tunc quum uxores ipse et populus non haberent, invitavit ad spectaculum ludorum vicinas Urbis nationes, atque earum virgines rapuit. "

Análise do texto: (OBS - a sílaba entre colchetes [ ] indica a acentuação tônica.)
Tunc quum uxores ipse et populus non haberent,

Tunc - adv. então quum - forma alternativa de 'cum', aqui com sentido causal porque o verbo está no subjuntivo (haberent) - conj. visto que; uxores[ó] - acus. pl. de 'uxor, is' [ú], da 3a. dec. (=esposa); ipse - pron. demonst. masc. (fem: ipsa, neut: ipsum) =o mesmo, o próprio; populus [ó]- nom. sing. da 3a. dec. =povo; haberent [bé] - 3a. pes. pl. imperf. subj. de 'habere' (=t er);

Tradução: Então, visto que ele próprio e o povo não tivessem esposas,
invitavit ad spectaculum ludorum vicinas Urbis nationes, invitavit [á]- 3a. pes. sing. pret. perf. 'invitare' da 1a. conj. =convidar; ad - prep. 'para', rege acusativo; spectaculum [á]- acus. sing. de 'spectaculus' da 2a. dec. =espetáculo; ludorum [ó] - gen. pl. de 'ludus, i' da 2a. dec. =jogo; vicinas [cí] - acus. pl. de 'vicinum, i' da 2a. dec. = vizinho; urbis [ú] - gen. sing. de 'urbs, is' da 3a. dec. =cidade; nationes [ó] - acus. pl. de 'natio, onis' da 3a. dec. = nação;

Tradução: convidou para o espetáculo dos jogos as nações vizinhas da Cidade (em maiúscula, a Cidade = Roma),
atque earum virgines rapuit. atque [á] - prep. variação de 'et' (=e); earum [á] - gen. pl. de 'ea' pron. pes. fem. 1a. dec. (masc: is) (=deles); assume a forma do feminino por concordar com 'virgines'; virgines [ví] - acus. pl. de 'virgo, inis' da 3a. dec. (=virgem); rapuit [á] - 3a. pes. sing. pret. perf. verbo 'rapere' [á] (=raptar, arrebatar com violência, tomar à força);

Tradução: e raptou as vírgens deles.
Tradução: "Tunc quum uxores ipse et populus non haberent, invitavit ad spectaculum ludorum vicinas Urbis nationes, atque earum virgines rapuit. " "Então, visto que ele e o povo não tivessem espo sas, convidou para o espetáculo dos jogos as nações vizinhas da Cidade e raptou as virgens dele." HISTÓRIA DE ROMA - PARTE 3 "Et quum, orta subito tempestate, non comparuisset Romulus, anno regni trigesimo septimo, ad deos transisse creditus et consecratus. Postea, Numa Pompilius rex creatus est. "

Análise textual: Et quum, orta subito tempestate, non comparuisset Romulus, Et quum - conforme análise feita no texto anterior, significa 'e visto que';

orta subito tempestate - ablativo absoluto em latim, corresponde a uma oração reduzida em português; orta - part.pass. de 'orior' (tônica no primeiro 'o'), significa 'erguer -se', 'levantar-se', 'nascer' (ref. a seres vivos); subito - adv. de tempo, =de repente, inesperadamente; tempestate - ablat. sing. de 'tempestas, atis' da 3a. dec.; fica no ablat. por concordar com 'orta'; comparuisset - imperf. subj. de 'compareo'[pá] da 2a. conj. (=aparecer, comparecer); Tradução: E visto que, erguida repentinamente uma tempestade, Rômulo não aparecesse,
anno regni trigesimo septimo, ad deos transisse creditus et consecratus. anno - ablat. de 'annus, i' da 2a. dec. (=ano);

OBS: Ano (365 dias) é 'annus', com dois 'n'; 'anus' com um 'n' só é igual à mesma palavra em português; regni - gen. sing. de 'regnus' da 2a. dec. (=reino); trigesimo septimo - 37º (num. ordinal) ad - prep. 'a', 'para', rege acusativo; deos - acus. pl. de 'deus'; transisse - imp.subj. de 'transire', da 4a. conj. (=ir além, passar, transpor). OBS: o part. passado deste verbo é 'transitus' [tônica no 'a'], de onde vem a palavra 'trânsito'; creditus - part. pass. de 'credere' [cré] da 3a. conj. (=crer, acreditar) consecratus - part. pass. de 'consecrare' da 1a. conj. (=consagrar, imortalizar) OBS: Fica subentendido o verbo 'est' no final da frase. Tradução: no ano trigésimo sétimo do reino, foi acreditado como se passasse aos deuses e imortalizado [tradução melhorada: acreditou -se que tivesse passado para os deuses e foi imortalizado];
Postea, Numa Pompilius rex creatus est. Postea - adv. de tempo, = em seguida, logo depois; rex - (gen: regis [ré]) = rei; creatus - part. pass. de 'creare' [á], da 1a. conj. (=criar); em sentido figurado, pode significar 'eleger', 'nomear'; 'creatus est' corresponde à voz passiva do verbo, ou seja, foi criado, foi escolhido, foi nomeado;

Tradução: Logo depois, foi escolhido rei Numa Pompilius.

Tradução: "Et quum, orta subito tempestate, non comparuisset Romulus, anno regni trigesimo septimo, ad deos transisse creditus et consecratus. Postea, Numa Pompilius rex creatus est. " E visto que, erguita repentinamente uma tempestade, Romulo não aparecesse, no ano trigésimo sétimo do reino, acreditou -se que ele tivesse passado para os deuses e foi imortalizado. Logo depois, foi escolhido rei Numa Pompílio.

VULPES ET UVA
Fábula de Esopo, recolhida por Fedro.

Fame coatca, vulpes alta in vinea uvam appetebat; summis saliens viribus, quam tangere ut non potuit, discendens ait: "Nondum matura est, nolo acerbam sumere." Qui, facere quæ non possunt, verbis elevant, adscribere hoc debebunt exemplum sibi. 1. Fame coatca, vulpes alta in vinea uvam appetebat;
Fame coatca - expressão em ablativo absoluto, que corresponde a uma oração reduzida de particípio em português. Fame - ablat. de 'famis' (=fome) coacta - ablat. do part. passado fem. do verbo 'cogere' (pron: cógere), de conj. irregular da 3a. Tempos primários: cogo, coegi, coactum. Trata-se de um verbo composto das palavras 'cum' + 'ago' (=agir com). A tradução do verbo 'cogere' é reunir, trazer para o mesmo lugar, congregar; mas pode ser tb mediante o uso da força, por ex: coagir, compelir, constranger. No caso, a expressão 'fame coacta' = compelida pela fome, forçada pela fome. Vulpes alta in vinea uvam appetebat. Colocando na ordem do português: Vulpes appetebat uvam in alta vinea. Vulpes - raposa (obs: pode ser vulpes ou vulpis, as duas formas são corretas) appetebat - imperf. indic. do verbo 'appetere' (pron: apétere) da 3a. conj. =desejar, cobiçar, aproximar-se de algo, atacar. Tempos primários: appeto, appetivi, appetitum (obs: de onde vem a palavra 'apetite') uvam - acus. de uva alta vinea - ambas no ablat. pela regência de 'in' = em alta vinha, videira. Tradução: a raposa cobiçava a uva na alta vinha.

2. summis saliens viribus, quam tangere ut non potuit, disce dens ait:
Primeiramente, vamos colocar na ordem direta do português: saliens summis viribus, ut non potuit tangere quam, discedens ait. Saliens - part. do verbo 'salire' (=saltar, pular), da 4a.conj. Tempos primários: salio, salui, saltum. Tradução literal: saltante (no caso, saltando); summis - ablativo do grau superlativo de 'super' (=o mais elevado, o mais alto); viribus - ablativo plural de 'vis' (=força). Summis viribus = com as forças mais elevadas, com as maiores forças, com todas as forças; ut non = visto que não potuit - pret. perf. do verbo 'posse' (=poder), verbo irregular. Tempos primários: possum, potui (não tem supino). potuit = pôde; tangere - verbo da 3a. conj. Tempos primários: tango, tetigi, tactum. Trad: tocar no sentido de atingir, chegar bem perto (obs: daqui vem a palavra 'tangente', aquela linha que chega bem perto, mas nao ultrapassa);

quam - acus. de 'quae', feminino de 'qui' , pron. relativo (o qual, a qual); discedens - do verbo 'discedere', da 3a. conj. (=afastar-se, ir-se embora); ait - 3a. pes. do verbo 'aio' que é defectivo e de uso raro. Trad.=disse. Tradução: Saltando com todas as forças, visto que não pôde alcançá-la (tangere quam = literalmente, atingir a qual), afastando-se disse:

3. "Nondum matura est, nolo acerbam sumere."
Nondum - adv. 'ainda não' matura - adj. fem. de 'maturus' (=maduro) nolo - 1a.pes. sing. ind. pres. verbo 'nolle' (= não querer). No latim, há o verbo 'velle' (1a. pes.=volo=quero) e o verbo 'nolle' (1a. pes=nolo=não quero) acerbam - adj. fem. de 'acerbus' (=azedo, não maduro); no caso, está no acusativo pela regência do verbo 'sumere' (=pegar, tirar) Tradução: Ainda não está madura, nao quero tirar azeda (=verde).

4. Qui, facere quæ non possunt, verbis elevant, adscribere hoc debebunt exemplum sibi.
qui - pronome relativo, 'quem' facere - verbo 'fazer', da 3a. conj. quæ - acus. plural neutro de 'quod' (=aquilo, algumas coisas) possunt - 3a. pes. plural do verbo 'posse' (=poder) verbis - ablat. plural de 'verbum'(=palavra) elevant = do verbo 'elevare', da 1a. conj. No caso, em sentido figurado, significa minorar, depreciar, desdenhar adscribere - verbo da 3a. conj. (=atribuir) hoc - pron. demonstrativo neutro (=este) debebunt - futuro do verbo 'debere' da 2a. conj. (=dever) exemplum = exemplo, subst. neutro da 2a. dec. sibi - dativo sing. de 'si' (=a si) Tradução bem literal: Quem (ou aqueles que), certas coisas nao podem fazer, depreciam com palavras, deverão atribuir para si este exemplo >ASINUS AD LYRAM > >Asinus vidit lyram jacentem in prato. >Asinus accessit et tentavit chordas ungula. >Chordae tactae sonuerunt. >'Bella res, mehercules! Mihi inutilis est lyra, inquit, quia nescius sum. >Si aliquis prudentior reperisset hanc oblectavisset se divinis sonis'. Asinus - pronúncia: ázinus, sub. masc. 2a.dec nominativo sing. vidit - verbo 'video' (videre), 2a. conj. Os verbos que têm a terminação ERE no infinitivo e EO na primeira pessoa pertencem à 2a. conj e acento tônico forte no ÉRE (vidére). Tempos primitivos: video, vides, vidi, visum, portanto, VIDIT está na 3a.pes. sing. do pret. perfeito (vidi, vidisti, vidit, vidimus, vidistis, viderunt) lyram - pron: líram, subs. fem. 1a. dec. acusativo sing, obj. direto de VIDIT jacentem - pron: iacéntem, adj de 2a. classe (jacens, jacentis) formado com o part. presente do verbo JACEO (jacere). Adj. adnominal de LYRAM, por isso tb vai para o acusativo. in - preposição que rege ablativo prato - pron: práto, subs. neutro 2a. dec ablativo sing (nominativo=pratum). Está no ablativo por causa da regência da preposição IN. accessit - pron: akcéssit, do verbo ACCEDO (accedere), 3a.conj. Verbo com terminação ERE no infinitivo e O na primeira pessoa pertence à 3a. conj e

acento breve no ERE (akcédere). Tempos primitivos: accedo, accedis, accessi, accessum, portanto, ACCESSIT está na 3a.pes sing pret perfeito indicativo (accessi, accessisti, accessit, accessimus, accessistis, accesserunt) tentavit - pron: tentávit, do verbo TENTO (tentare) 1a. conj. Verbo regular em seus tempos primitivos: tento, tentas, tentavi, tentatum. TENTAVIT está na 3a.pes sing pret perfeito indicativo (tentavi, tentavisti, tentavit, tentatimus, tentavistis, tentaverunt) chordas - pron: kórdas, subs. fem. acusativo plural (nominativo=chorda) Aqui está no acusativo plural por ser obj direto de TENTAVIT ungula - pron: úngula, subs. fem. ablativo singular (nominativo tb ungula). Aqui está no ablativo chamado instrumental, como se estivesse regido da preposição CUM (com) = cum ungula. chordae - pron: kórde, ver explicação de chordas acima. Aqui está no nominativo plural. tactae - pron: tákte, adj. de 1a.classe formado com o part passado do verbo TANGO (tangere) da 3a. conj (ver explicação acima sobre verbos terminados em ERE). Tempos primitivos: tango, tangis, tetigi, tactum, sendo o participio passado TACTUS, TACTA, TACTUM. Aqui está no nominativo plural para concordar com CHORDAE, a que se refere. sonuerunt - pron: sonuérunt, verbo SONO (sonere), da 3a.conj. (ver explicação acima). Tempos primitivos: sono, sonis, sonui, sonitum. SONUERUNT está na 3a.pes plural pret perfeito indicativo (sonui, sonuisti, sonuit, sonuimus, sonuistis, sonuerunt) bella - adj 1a. classe, 1a. dec nom sing res - subs fem 5a. dec nom sing mehercules - pron: meércules, interjeição exclamativa, demonstra admiração. mihi - pronome pessoal da 1a. pessoa singular do caso oblíquo no dativo singular (me, mei, mihi) inutilis - adj 2a. classe 3a. dec nominativo singular inquit - pronúncia: ínkuit, verbo defectivo INQUAM, usado apenas na 3a. pessoa sing. quia - pron: kuía, conj explicativa (por que) nescius - adj 1a. classe 2a. dec nominativo singular sum - 1a. pes sing indicativo verbo ESSE aliquis - pron: álikuis, pronome pessoal indefinido (aliquis, aliqua, aliquod) prudentior - pron: prudéncior, grau comparativo do adj PRUDENS, PRUDENTIS, de 2a. classe 3a. dec nominativo singular reperisset - pron: reperísset, verbo REPERIO (reperire) da 4a. conj. Tempos primitivos: reperio, reperis, reperi, repertum. REPERISSET está no pret imperf subjuntivo (si ... reperissem, si... reperisses, si... reperisset, si...reperissemus, si...reperissetis, si...reperissent) hanc - pron: ánc, pronome demonstrativo HIC, HAEC HOC no acusativo singular, sendo obj direto de reperisset. oblectavisset - pron: oblectavísset, verbo OBLECTO (oblectare), 1a. conj. regular nos tempos primitivos: oblecto, oblectas, oblectavi, oblectatum. Ver explicação acima de reperisset (oblectavissem, oblectavisses, oblectavisset, oblectavissemus, oblectavissetis, oblectavisserunt). se - pronome pessoal do caso obliquo 3a.pes divinis - adj 1a. classe 2a. dec (nominativo=divinus), aqui está no ablativo plural de modo sonis - subs masc 3a. dec (nominativo=sonus), aqui está no ablativo concordando com divinis. Em caso de alguma dúvida, darei outros esclarecimentos. ADILSON L. P. OLIVEIRA adilson_491971@hotmail.com

Exercícios de Pré-AVALIAÇÃO
1. Responda a) Quem os hunos derrotaram e em que século?
Os romanos, pois, deixaram-se trair pelas leviandades e pelos vícios que acompanham a opulência sendo assim derrotadosno final do século V d.C., pondo fim a uma etapa da história da humanidade.

b) Qual idioma prevaleceu nas grandes conquistas militares dos romanos? E, em qual região ficava? O latim. E, era a língua das tribos do Lácio, região central da Península Italica. Mas, com a extensão de Roma estendeu-se por vastas regiões em que, ao desaparecer o Império Romano, evoluiu e deu lugar as línguas románicas. c) Qual o período do Latim Literário Clássico?
O Império Romano, que floresceu entre os séculos III a.C. e V d.C., expandiu-se por boa parte da Europa, África e Oriente Próximo. Embora, os períodos se subdivide em: 1. Período arcaico (entre o século III e o início do século I a.C.), com Catão e, sobretudo, com os dois grandes escritores cômicos, Plauto e Terêncio. 2. Períodoclássico (entre o início do século I a.C. e o início do Império), com Cícero, César, Salústio, Horácio, Vergílio e outros. 3. Período pós-clássico ( a partir de nossa era) com Tito Lívio, Sêneca, Quinto Cúrcio, Plínio, o Velho, Quintiliano, Plínio, o Moço, Suetônio e outros. 4. Períodocristão (a partir do século III de nossa era, aproximadamente), com Tertuliano, Santo Agostinho, São Jerônimo e outros.

Em suma, o latim clássico literário (240 aC. À VI dC.) compreende quatro períodos que correspondem aos da literatura latina. d) Sobres as letras ³K,Y e W; qual sua origem?
São letras de origem anglo-germânica.

2. Pronúncia(escrever) a) b) c) d) Cícero (romana):__________________________ Aequalis (tradicional):______________________ Kalendae (romana):_________________________ Horácio e Vergílio (tradicional):_______________

3. Caso a) No nominativo a função sintática é: o sujeito e o predicativo do sujeito. b) O ablativo indica: o caso do adjunto adverbial de:tempo, lugar, companhia, etc. É, também o caso do AGENTE DA PASSIVA ou COMPLEMENTO de CAUSA eficiente. c) A desinência do genitivo em i é da:2a.declinação. d) O objeto direto, na frase: ³Amo Maria´. É, qual caso em língua latina? R:Acusativo, pois o objeto direto é o que completa a ação do verbo transitivo direto. e) Na 5ª declinação a desinência do genitivo singular é: ei, exemplo spei (esperança). 4. Interpretação a) Comente sobre as línguas clássicas?
O SANSCRITO é: uma língua clássica, litúrgica e literária dos hindus. Pertence ao ramo indiano da subfamília de línguas indo-iranianas, dentro da família indo-européia O sâncritopertence à

grande família de línguas indo -européia, como o grego e o latim, de onde derivaram a maior parte das línguas ocidentais modernas. ³A língua sânscrita, seja qual for a sua antiguidade, possui uma estrutura maravilhosa; mais perfeita que o grego, mais rica que o latim e mais elegantemente refinada que ambos, ela mantém ao mesmo tempo com ambas línguas, tanto no que se refere à raiz dos verbos quanto às formas gramaticais, uma afinidade mais forte que a que pudéssemos esperar quiçá por mero acidente. Tão forte que nenhum filólogo poderia analisar as três línguas sem chegar à convicção de que procedem de uma mesma fonte, que talvez já não exista. . 5.O

que significa a palavra ³galego-portugues´?

O galego-português, provavelmente, teria contornos definidos desde o século VI, mas é só a partir do século IX que podemos atestara sua existência através de palavras que se colhem em textos de latim bárbaro [Chama-se latim bárbaro a língua dos documentos forenses da Idade Média, em que, no texto latino, se inserem vocábulos do romance regional ]. Datamdo século XIII os primeiros documentos que chegaram até nós integralmente redigidos em galego -português. Inicia-se então a fase propriament e histórica de nossa língua, que, como todo idioma dotado de vitalidade, não se tem mantido uniforme nem no tempo, nem no espaço.
O galego-português existiu apenas durante os séculos XII, XIII e XIV, na época da Reconquista. Após isso foi nascendo cada vez mais diferença entre o galego e o português. Este último era falado no sul da faixa ocidental da província, na região de Lisboa. Esta língua consolidou -se com o tempo e a expansão do Império Português.

b) Qual foi a origem da língua latina?
O latim deriva de línguas arcaicas faladas no Lácio, consolidando-se gramaticalmente a partir do século III a.C. Do local de sua origem (Lácio ± região da Itália central = Latium, no idioma deles) provém o nome LATIM. Teve seu período clássico entre os anos 81 a.C e 17 d.C., época dos principais escritores latinos: Cícero, César, Vergílio, Horário, Ovídio, Tito Lívio, dentre outros. O apogeu do Império Romano e as guerras de conquistas levaram o latim popular, falado pelos soldados romanos, para outras regiões da Europa, onde interagindo com idiomas locais, deu origem às línguas neolatinas. Como acontece em todo idioma, havia a língua gramaticalmente correta dos literatos e a língua popular, falada pelo povo de pouca instrução e sem preocupação com a correção gramatical. Foi esta última que se espalhou pela Europa e, no caldeirão dos dialetos regionais, comandou a formação das linguas neolatinas, inclusive o português.

c) Como o português foi oficializado como língua brasileira?
O português foi o resultado da mistura do latim com o galego, principal lingua falada na região do Condado Portucalense, que hoje corresponde à região de Portugal. Foi uma das linguas derivadas que mais demorou a se formar, sendo provavelmente este o motivo de ser o português tão semelhante ao latim. Do século XII ao século XVI falava-se uma forma arcaica de português, ainda com a influência do galego (o português arcaico propriamente apenas desde o século XIV). Foi com essa linguagem que escreveram os trovadores naquela época, enriquecendo a paupérrima (5.000 vocábulos no século XII) língua portuguesa. Esta fase da Língua Portuguesa acaba coma nomeação de Fernão Lopes como cronista mor da Torre do Tombo em 1434. Mas apenas a partir do século XVI, com a intensa produção literária renascentista de Portugal, especialmente a de Camões, o português uniformiza-se e adquiri as características atuais da língua. Em 1536 Fernão de Oliveira publicou a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa, consolidando-a definitivamente. O Brasil deve muito ao latim. Veja bem: dentre os vocábulos comuns ao Brasil e a Portugal, 80% procedem do latim, 16,2% do grego e 3,8% de outras línguas.

HymnusBrasiliensis I Audierunt Ypirangae ripae placidae Heoricae gentis validum clamorem, Solisque libertatis flammae fulgidae Sparsere Patriae in caelos tum fulgorem. Pignus vero aequalitatis Possidere si potuimus brachio forti, Almo gremio en libertatis, Andens sese offert ipsi pectus morti! O cara patria, Amoris atria, Salve! Salve! Brasilia, somnium tensum, flamma vivida Amorem ferens spemque ad orbis claustrum, Si pulchri caeli alacritate limpida, Splendescit almum, fulgens, crucis plaustrum. Ex propria gigas positus natura, Impavida, fortisque, ingensque moles Te magnam praevidebunt iam futura. Tellus dilecta, Inter similia Arva, Brasilia, Es Patria electa! Natorum parens alma es inter lilia, Patria cara, Brasilia! IIIn cunis semper strata mire splendidis, Sonante mari, caeli albo profundi, Effulges, o Brasilia, flos Americae, A sole irradiata Novi Mundi! Caeterisque in orbe plagis Tui rident agri florum ditiores; "Tenent silvae en vitam magis" "Magis tenet" tuo sinu "vita amores" O cara Patria Amoris atria, Salve! Salve! Brasilia aeterni amoris fiat symbolum, Quod affers tecum, laborum stellatum En dicat aurea viridisque flammula - Ventura pax decusque superatum. Si vero tollis Themis clavam fortem, Non filios tu videbis vacillantes, Aut, in amando te, timentes mortem. Tellus dilecta, Inter similia Arva, Brasilia, Es patria electa! Natorum parens alma es inter lilia, Patria cara, Brasilia! Mendes de Aguiar - tradutor (A tradução é homométrica. Pode ser cantada pela música do Hino Nacional.)

ANÁLISE GRAMATICAL E SINTAXE

(spargo, spargis, sparsi, sparsum, sparsere=espalhar, lançar para todas as direções)
2) QUAL O GENERO DA PALAVRA CAELOS NO SINGULAR ?

1) QUE FORMA VERBAL É SPARSERE ? Trata-se do verbo SPARGO

A palavra é COELUM,I, da 2a. declinação (=céu)
3) POR QUE NÃO ESTA NO VERSO "Almo gremio en libertatis" A PREPOSIÇAO IN? 4) O PLURAL DE ATRIA ESTÁ PELO SINGUAL ATRIUM. COMO?

EN é um advérbio latino = eis aqui, nada tem a ver com a preposição IN. ATRIUM, I, da 2a.dec. é neutro, por isso faz o plural ATRIA. Porque a tradução não é estritamente literal.
6) A PALAVRA PLAUSTRUM NO VERSO: Splendescit almun, fulgens, Crucis plaustrum. Qual sua morfologia e sintaxe?

5) COMO VOU JUTIFICAR A OMISSAO DO IN NO VERSO: SI PULCHRI CAELI ALACRITATE LIMPIDA.

PLAUSTRUM é neutro da 2a.dec (aqui tem o sentido de constelação) e é sujeito da frase = Plaustrum Crucis splendscit almum, fulgens.
7) A análise sintatica de "Positus gigas" (feito gigante), como fica?

Entendo que seja predicativo, ficando o verbo ESSE subentendido, como se fosse ES POSITUS GIGAS.
8) INTER ARVA SIMILIA = entre regioes semelhantes, qual sua sintaxe?

INTER é uma preposição que leva as palavras dela dependentes para o acusativo, no caso, ARVA SIMILIA = neutro acusativo plural.
9) No verso: MAGIS TENET TUO SINU VITA AMORES. SINU SE SUBENTENDE IN, POR QUE? Penso que é apenas 'licença poética', para ajustar a métrica. 10) THEMIS: linguagem fugurada é a deusa da justiça. Qual a justificativa cultural historica desta no hino? Penso que a justificativa seja a mesma acima, ou seja, para ajustar a

métrica.
benne vale, magister alpo

EXAME FINAL 1)ESCREVA os casos latinos ou as funções sintáticas.
(2 ptos.)

a)nominativo = sujeito e _____________________________________; b)_____________________ = Interpelação, exclamação, vocativo; c)acusativo = ________________ ____________; d)____________________________= adjunto adnominal e complemento nominal; e) dativo =____________________________________e complemento nominal; f)ablativo = ______________________________________e agente da passiva. 2) QUAL DECLINAÇÃO PERTE NCE OS CASOS, ABAIXO. ( 2 ptos.)

A)CORPUS, CORPORIS ( O CORPO ± N ) ___________________________________ B) IESUS, IESUS ( JESUS ± M )___________________________________________ C) MARE, MARIS ( MAR ± N )___________________________________________ D) ROSA, ROSAE ( ROSA- F )____________________________________________ E) DOMINUS, DOMINI ( SENHOR ± M ) __________________________________ F) MANUS, MANUS( MÃO ± N ) ________________________________________

G) RES, REI ( COISA ± F ) _______________________________________________ 3) HISTÓRICA- associe as colunas. (2 ptos.)

( (2) escritores clássicos ( (3)São línguas neolatinas ( (4)língua falada no Lácio (Latium) (

(1) escritores eclesiásticos

) osco, umbro, etrusco, grego e o latim )Sto. Agostinho, São Jerônimo, Ambrósio ) italiano, francês, espanhol, português ) Cícero, César, Sêneca (2 ptos.)

4) ASSOCIE OS PRONOMES.

( I ) MIHI, NOBIS, TIBI e VESTRI ( ) PRONOMES POSSESSIVOS (N) ( II )MEU, NOSTRUM, TUUM, VESTRUM ( )PRONOMES PESSOAIS (1ª e 2ª Pess.) ( III )HIC (M), HAEC (F) e HOC (N) ( )PRONOMES RELATIVOS (M,F,N) ( IV )QUEM, QUAM, QUOD ( )PRONOMES DEMONSTRATIVOS

5) Declinar o adjetivo: bona, ae .
Nom. _________________________ Voc._________________________ Gen. _________________________ Dat. _________________________ Abl._________________________ Acus. _________________________

(2 ptos.) Nom._________________________ Voc. _________________________ Gen. _____________ ____________ Dat. __________________________ Abl. __________________________ Acus. _________________________

EXAME FINAL ± 3º ANO 1) PRONÚNCIA (2 Ptos.) a) O grupo consonantal ''ch'' tem som de ''k''. Ex.: ''machina'' pronuncia-se ''mákina''; ''charitas'' pronuncia-se ''káritas''; ''chorda'' pronuncia-se ''kórda''. ( ) certo ( ) errado b) A letra ''j'' tem sempre som de ''i''. Ex.: ''jus'' pronuncia -se ''iús''; ''Jesus'' pronuncia-se ''iésus''; ''jacta'' pronuncia-se ''iácta''. ( ) certo ( ) errado
2) ASSOCIE OS PRONOMES PESSOAIS ( 3 ptos.) ( ( ( ( ( ( ( ( 1 ) NOM. EGO 2 ) ACUS. ME 3 ) GEN. MEI 4 ) DAT. MIHI 5 ) ABL. ME 6 ) NOM. NOS 7 ) AC. NOS 8 ) GEN. NOSTRUM ( ( ( ( ( ( ( ( ) EU ) DE MIM ) POR MIM ) ME ) A MIM ) POR NÓS ) A NÓS ) DE NÓS

( 9 ) DAT. NOBIS ( 10 ) ABL. NOBIS

( (

) NOS ) NÓS

3) NO TEXTO DE BELLO GALLICO de CÉSAR : ³GALLIA OMNIS EST DIVISA IN TRESPARTESQUARUM BELGAE INCOLUNTUNAM ALIAM AQUITANI TERTIAM QUI LINGUA IPSORUM APPELLANTUR CELTAE NOSTRA GALLI...´. Trad.: A Gália tôda está dividida em três partes das quais os belgas habitam uma, outra os aquitanos, a terceira os que na língua dêles próprios são chamados celtas, em a nossa gauleses. Responda corretamente. (3 ptos.) a)Gallia, ae ± qual a morfologia de Gallia?___________________________ _________ b)Quarum - genitivo plural de Qui, quae, quod. Que pronome é?_____________________ c)Partes ± de pars, rtis. Qual declinação pertence? _______________________________ d)Unam - de unus, una, unum. Qual gênero está esse numeral?_____________________ 4) Declinar o Adjetivo Bonus,i / bona,ae/ bonum,i . Apenas no singular. ( 2 ptos.) Masc.Fem.Neutro Nom. BONUS BONA BONUM Voc.______________________ ____________________ ___________________ Acus. ______________________ ___________________ __________________ _ Gen. ______________________ ___________________ ___________________ Dat. ______________________ ___________________ ___________________ Abl. ______________________ ___________________ ___________________

Pronúncia
A pronúncia do latim tem sofrido, nosmuitos países em que é estudado, adaptações às características fônicas da respectiva língua nacional. Essapronúncia, que se cristalizou no decorrer dos séculos em cada país, é chamada hoje de pronúncia tradicional. No Brasil, tem tido ampla difusão não só a pronúncia portuguesa, mas também, através da Igreja, a pronúncia de influência romana hodierna. Estudoslingüísticos que têm sido realizados, desde o século XIX, pelos comparativistas levaram a reconstituir aquela pronúncia que teria sido a da elite culta de Roma no período clássico de sua literatura (nos dias de Cícero, Horácio, Vergílio); essa pronúncia é conhecida hoje como restaurada ou reconstituída. Traços comuns à pronúncia restaurada e à tradicional portuguesa a) o u semiconsoante de qu e gu soa w de qual; ex.:quis [kwis], quinque [kwinkwe], distinguere [distingwere]. b)x soa ks de léxico; ex.: lux [luks], dixi [diksi], nexus [neksus]. c)z soa dz de dzeta; ex.: zelus, zephyrus. Particularidades da pronúncia reconstituída a)As vogais breves têm timbre aberto: leuis [léwis], modus [módus]; as longas, timbre fechado: amorem [amôrem], debere [dêbêre]. b)Ae e oe, ditongos, soam respectivamente ay de pai (ex.: aequalis [aykwalis], seruae [serway]) e oy de coisa (ex.: poena [poyna]). c)C, Q e K soam k de cabo (ex.: Cicero [Kikero], accipere [akkipere], caelum [kaylum], quem [kwem], Kalendae [kalenday]; G soa g de guerra (ex.: genus[genus], gentes [gentes]). d)S soa sempre surdo, como s de fossa; ex.: rosa, formosus, spiritus.

e)V soa w (ex.: uinum [winum], uiuere [wiwere]). f)T tem o som de tatu; ex.: iustitia [yustitia], nationem [nationem]. g)H é sinal de ligeira aspiração; ex.: homo, hora. Particularidades da pronúncia tradicional portuguesa a) E eO têm sempre timbre aberto, mesmo quando longos; ex.: breuis, modus; totus, uox. b) Ae e oe, ditongos, soam respectivamente e de pé (ex.: caelum, seruae) e e de lê (ex.: poena. c) Ti soa si de palácio (ex.: oratio). d) H é mudo (ex.: homo). N.B.A Igreja Católica mantém aproximadamente a pronúncia corrente entre os séculos V e VI de nossa era, mas com algumas modificações devidas à influência do italiano (ae, oe = ê, c e g antes de e ou i = ch ou tch ou dj; gn = nh )

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