Principais objectivos:
Identificar, prever, prevenir e comunicar as consequências para o meio ambiente que podem decorrer da intervenção humana devido a uma instalação ou projecto.
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Etapas principais:
◦ Compilar e analisar a informação prévia e estudos já realizados; ◦ Examinar o processo produtivo; ◦ Identificar as operações susceptíveis de produzir impactes ambientais;
◦ Identificação dos factores do meio susceptíveis de receber impactes ambientais;
◦ Caracterizar as relações causa – efeito e iterações ecológicas; ◦ Prever os impactes e a sua gravidade para cada factor do meio; ◦ Valorizar os impactes ambientais; ◦ Seleccionar e adoptar medidas correctivas; ◦ Controlar os impactes ambientais durante os processos
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Os factores do meio susceptíveis de serem afectados podem ser:
Atmosfera: composição de gases emitidos; Ruído; Vibrações; Água superficial e água subterrânea; Solo; Vegetação; Fauna; Processos ecológicos; Processos geofísicos (inundações, erosão, sedimentação, instabilidade, etc); Morfologia e paisagem; Reservas energéticas; Factores culturais.
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Carácter genérico do impacte: benéficos ou adversos;
Tipo de acção do impacte (causa-efeito): directos ou indirectos;
Efeito de sinergia ou acumulação pela existência de efeitos pouco importantes individualmente que conjugados podem causar um impacte significativo;
Projecção no tempo: permanente ou não permanente; Projecção no espaço: localizado ou extenso; Proximidade da fonte do impacte; Reversibilidade por acção do meio ambiente; Recuperação por acções externas;
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Lista de efeitos; Martriz Causa-Efeito; Métodos Cartográficos;
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Lista de Efeitos |
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◦ Lista de Factores Ambientais Específicos |
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Matriz Causa-Efeito: |
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◦ “Leopold Matrix” |
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Matriz de duas dimensões: |
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Actividades ligadas ao projecto / processo Condições ambientais e sociais |
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Etapa 1: Marcação com linha diagonal os elementos relacionados Etapa 2: Pontuar a interacção numa escala de 1 a 10 Etapa 3: Pontuar a importância do fenómeno numa escala de 1 a 10.
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Condições ambientais e sociais: |
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◦ Físicas |
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Solo |
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Qualidade do solo; |
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Erosão; Geomorfologia (formas da superfície terrestre); |
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Água: |
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Rios; |
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Zona costeira; |
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Águas subterrâneas; Água dos oceanos; |
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Ar: |
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Qualidade do ar |
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Odores Ruído |
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◦ Biológicas |
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Flora |
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Fauna |
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Ecosistemas |
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◦ Social |
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Uso dos solos |
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Partimónio Social (densidade populacional, etc) |
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Métodos cartográficos;
◦ Cartas transparentes para análise gráficas dos impactes e associações de riscos.
◦ Eixos de análise:
Problemas económicos; Problemas sociais; Sistemas naturais;
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Sistema Battelle:
◦ Divisão dos im 4 grandes grupos:
p
actes em
Ecologia
Espécies e populações Habitats e comunidades Ecosistemas
Poluição
Das águas
Do ar
Do solo
• Estéticas
– Solo – A r – Água
– Objectos produzidos pelo Homem
– Composição
• Interesse Humano
– Pacotes educacionais e científicos
– Pacotes históricos – Culturas – Disposição humana – Padrões de vida – Composição
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Sistema Battelle
◦ Definição de indicadores para cada um dos grupos, atendendo à natureza do sistema em estudo;
◦ Transformar os indicadores ambientais em qualidade ambiental (evolução no bom caminho e no mau caminho) (0 – Baixa Qualidade; 1 – elevada Qualidade);
◦ Dividir 1000 pontos (PIU – Parameter Importance Units) pelo vários indicadores
◦ Comparar a pontuação antes e após o projecto EIU (Environmental Inpact Unit):
m
*
I PIU I PIU
i
×
i
−
i
×
EIU
=
i = 1
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i
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Significado real dos custos ambientais resultantes das actividades produtoras.
Visa a minimização dos impactes decorrentes.
“Do berço ao túmulo”.
Baseia-se num balanço mássico e energético do conjunto de processos que acompanham e determinam a produção do artigo em causa e as acções de ‘destino final’.
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13
Fases:
◦ Inventário de fluxos de entrada e saída de materiais e de energia do processo produtivo
◦ Avaliação dos impactes ambientais potenciais
◦ Interpretação de resultados com vista à introdução de melhorias nos processos.
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14
Referências normativas:
◦ ISO 14040 ◦ ISO 14041 ◦ ISO 14042 ◦ ISO 14043
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Actuação da ACV:
◦ Identificação de possibilidades de melhoramento do artigo, nos diferentes estados da sua evolução.
◦ Permitir a tomada de posições e decisões, a nível da indústria e dos organismos envolvidos no que respeita a planificação estratégica, estabelecimento de prioridades ou a reconcepção do artigo em causa.
◦ Facilitar a escolha de indicadores de eficiência ecológica.
◦ Influenciar a estratégia comercial (etiquetagem ecológica)
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Aspectos importantes da ACV:
◦ Credibilidade técnica dos seus estudos
◦ Manutenção da flexibilidade e da relação custo- benefício
◦ Atenção às análises globais cujas conclusões podem não ser válidas para as condições locais.
◦ Disponibilidade de dados para uma análise aprofundada dos problemas e alternativas.
◦ Devem ser realizadas de forma sistemática e não de forma individual e dispersa.
◦ Levar em linha de conta que a ACV tem um carácter temporal e sujeito a revisões e actualizações (evolução de técnicas)
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Controlo Operacional
Energia Resíduos Emissões Atmosféricas Água Ruído Embalagens
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20
Bem escasso; Não inesgotável; Com impactes ambientais significativos; Aumento de 54% das necessidades de energia
entre o ano de 2005 a 2030 (World Energy Outlook 2030).
Conservação da energia / eficiência energética
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21
As necessidades de energia - Combustíveis fósseis lideram como fonte primária de energia.
22
Até ao ano de 2030:
◦ Aumento de 2% ao ano nos transportes;
◦ Aumento de 2.8% ao ano na energia eléctrica;
Emissões de CO 2 resultantes:
23
Desenvolver as energias renováveis;
Energias renováveis (2005): 12,7% do total
◦ 75,6% Biomassa ◦ 17,4% Hidroeléctrica
◦
3,2% Geotérmica
24
◦ Restante solar e eólica
Produção de Energia Eléctrica:
Distribuição das fontes na produção de energia eléctrica no mundo - 2005 (Fonte: OECD/IEA - Renewables Information
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Qualidade e Ambiental
|
|
Nas empresas: |
|
◦ Gastar menos ! ◦ Optimização dos processos e procedimentos da empresa; ◦ Sensibilização para a redução dos consumos; ◦ Optimizar o planeamento das actividades; |
|
◦ Optimizar o fluxo energético pelo aproveitamento da energia de outras fases; |
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|
Impactes ambientais: |
|
◦ Consumos de oxigénio |
|
◦ Emissões de CO 2 |
|
Gás Natural (55,82 ton/10 9 J) GPL (62,44 ton/10 9 J) Gasóleo (73,33 ton/10 9 J) Fuelóleo (76,59 ton/10 9 J) Carvão (96,30 ton/10 9 J) |
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◦ Hierarquia dos impactes ambientais: |
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Biocombustíveis; |
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Gás Natural; |
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Fuel óleo |
|
Carvão |
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As fontes de energias renováveis:
◦ Biomassa ◦ Eólica ◦ Solar Térmica /Fotovoltaica ◦ Hídrica ◦ Ondas e Marés ◦ Geotérmica
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Gestão da Energia
◦ Consumidores intensivos de energia:
Auditorias energéticas com periodicidade definida em
função da energia consumida (1000 tep/ ano - 6 /
6anos ; 500 tep/ano -
8 / 8 anos)
◦ Instalações de queima / produção de vapor:
Manutenção de queimadores;
Manutenção dos isolamentos térmicos;
Garantia de qualidade dos combustíveis;
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Resíduos Resíduos: são quaisquer substâncias ou objectos de |
|
que o detentor se desfaz ou tem intenção de se |
|
desfazer e que constam na Lista Europeia de Resíduos. |
Classificação dos Resíduos - Lista europeia |
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de resíduos (LER) - xx yy zz |
|
– – 01 – Minas e Pedreiras – 03 – Madeira, fabricação de – – – 04 – Indústrias do couro – – 10 – Inorgânicos de 11 – Tratamento de metais e – 12 – Moldagem e – – – – 18 – Cuidados de saúde – – – – –
–
–
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|
processos térmicos |
|
02 – Agricultura, horticultura, caça, … 19 – Instalações de tratamento de resíduos |
|
seu revestimento 20 - RSU |
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papel tratamentos de superfície de |
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metais e plásticos |
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05 – Refinação do petróleo |
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13 – Óleos usados |
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06 – Processos químicos |
|
inorgânicos 14 – Substâncias orgânicas usadas como solventes |
|
07 – Processos químicos |
|
orgânicos 15 – Embalagens |
|
08 – Indústrias de tintas, vernizes 09 – Indústria fotográfica 16 – Resíduos não especificados 17 – RCD Qualidade e Ambiental |
|
|
Resíduo perigoso: |
|
◦ Identificados na Lista Europeia de Resíduos |
|
◦ Podem ser reclassificados como não perigosos por |
|
justificação técnica do produtor. |
|
Operações de gestão de resíduos |
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◦ Eliminação (D xx) |
|
◦ Valorização (R xx) |
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Reciclagem |
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Energética |
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Operações de Gestão de resíduos:
◦ Só podem ser realizadas por entidades autorizadas;
◦ Transporte de resíduos pelo produtor, entidade licenciada para transporte rodoviário ou pela entidade licenciada de gestão de Resíduos.
◦ Se for considerado mercadoria perigosa – Obedecer ao Regulamento Nacional do Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada (RPE)
◦ Preenchimento da Guia de Acompanhamento de Resíduos.
Modelo A – Resíduos Modelo B – Resíduos hospitalares
◦ Operações proibidas:
Operações de armazenamento, tratamento, valorização, eliminação não licenciadas;
Abandono, incineração no mar, injecção no solo, descarga em locais não licenciados
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Operações de Eliminação de resíduos
◦ D1 – Deposição no solo ou no seu interior (aterro)
◦ D2 – Tratamento no solo (lamas)
◦ D3 – Injecção em profundidade
◦ …
Operações de Valorização de resíduos
◦ R1 – utilização como combustível
◦ R2 – recuperação / regeneração de solventes
◦ R3 – reciclagem / recuperação de compostos
orgânicos
◦ …
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Hierarquia das opções de gestão de resíduos:
◦ Prevenção na Origem (supressão dos resíduos
gerados)
◦ Redução na Origem (prevenção, redução ou
eliminação de resíduos)
◦ Reciclagem (reprocessamento dos resíduos)
◦ Valorização Energética (utilização para incineração
e aproveitamento do calor)
◦ Tratamento (destruição, neutralização ou redução
da perigosidade)
◦ Deposição final (redução de volume,
contentorização, confinamento de lixiviados)
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Resíduos Urbanos.
◦ Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos
(PERSU)
◦ 4,29 milhões de toneladas / ano (2000)
◦ Crescimento de 5% ao ano
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Resíduos Urbanos.
◦ Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos
(PERSU)
Taxa Municipal de RSU
Valorização energética pela Incineração (Lipor /
Valorsul)
Reforço da recolha selectiva e reciclagem
Prevenção / Limpeza do País / Educação / Reciclagem
/ Mercado de resíduos / Monitorização
Princípio do Poluidor – Pagador
Último recurso – aterro sanitário.
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Resíduos Urbanos.
◦ Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos
(PERSU)
Desincentivar a deposição em aterro aumentado a
capacidade de encaixe dos aterros;
Separação / Valorização na origem;
Valorização multimaterial, orgânica e energética;
Integração dos sistemas de gestão RSU (optimização
dos sistemas)
Elaboração de planos de gestão de resíduos.
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Resíduos Industriais.
◦ Estimam-se em 30 milhões de toneladas / ano.
◦ Princípios associados:
Responsabilidade do Produtor;
Hierarquia de preferência:
Evitar / reduzir.
Valorização pela Reciclagem. Valorização Energética. Tratamento com deposição em aterro.
Separação na origem.
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Resíduos Industriais perigosos:
◦ CIRVER - Centros Integrados de recuperação,
Valorização e Eliminação de resíduos perigosos.
◦ Exportação.
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Resíduos Específicos:
◦ Embalagens e resíduos de embalagens – Sociedade
Ponto Verde;
◦ Veículos em fim de vida – Valorcar;
◦ Resíduos de equipamento eléctrico e electrónico –
Amb3E / ERP Portugal
◦ Pilhas e acumuladores usados - Ecopilhas
◦ Pneus usados - Valorpneu
◦ Óleos usados - Sogilub
◦ Resíduos de construção e demolição
◦ Medicamentos - Valormed
◦ Fluxos emergentes
Óleos alimentares usados Fraldas descartáveis usadas
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Resíduos hospitalares:
◦ Estimada em 25 000 toneladas / ano.
◦ Gerados em hospitais / postos médicos públicos e de
empresas;
◦ Classificação:
Grupo I – resíduos equiparados a urbanos (proveniente dos serviços gerais / embalagens).
Grupo II – resíduos hospitalares não perigosos (material não contaminado) – RSU.
Grupo III – resíduos hospitalares de risco biológico (contaminado com sangue / doentes infecciosos) – resíduo perigoso sujeito a incineração / esterilização.
Grupo IV – resíduos hospitalares específicos (peças anatómicas, material cortante) – incineração obrigatória.
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Obrigações das empresas:
◦ Opções de Gestão de Resíduos
Prevenção da sua produção
Redução da quantidade
Redução da nocividade
Promoção da sua reutilização
Optimização das condições de valorização –
reciclagem
Eliminação adequada
◦ Registo dos Resíduos Industriais
Envio anual (até ao fim de Março) de um registo de
resíduos produzidos (SIRER).
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41
Promoção da melhoria da qualidade do ar Principais poluentes:
◦ CO, CO 2 , COV, SO x , NO x , Partículas, Fumos.
Proibição que queima a céu aberto de resíduos (excepto materiais lenhosos ou resíduos agricolas/florestais)
Fontes de emissão:
◦ Fixas (chaminés)
◦ Difusas
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Fontes Fixas:
◦ Chaminés com adequada altura para permitir a
dispersão dos poluentes.
◦ Proibida a diluição dos efluentes.
◦ A altura das chaminés está regulamentada em
função das emissões, obstáculos próximos,
parâmetros climatológicos e condições de
descarga.
◦ Mínimo de altura 10 metros + 3 metros da cota
mais elevada.
◦ Chaminé de secção circular, sem “chapéus” e com
tomas para amostragem.
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Fontes Difusas:
◦ Através de janelas, portas e afins.
◦ Deverá procurar-se captar e canalizar as emissões
difusas para sistemas de exaustão
◦ Confinar o armazenamento de produtos
pulverulentos e voláteis.
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44
Valores limite de emissão (VLE)
◦ Assegurar a saúde humana e do ambiente.
◦ Estabelecido em função das tecnologias
disponíveis.
◦ Limites em função do tipo de caracterização a que é
obrigado:
Contínuo
Pontual
◦ São permitidas condições excepcionais em
arranque/paragem/emergência
◦ Os limites estão expressos na Portaria 286/93.
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45
Monitorização das emissões:
◦ Autocontrolo das emissões sujeitas a VLE.
◦ Autorização ou licença da instalação.
◦ Fontes pontuais: dispensa se emissão inferior a 25
dias / ano ou 500 horas (aprovação requerida).
◦ Fontes múltiplas: carácter rotativo
◦ Tipo de monitorização:
Pontual – caudal mássico reduzido: duas vezes por ano
Contínua – caudal mássico elevado.
Portaria 80/2006.
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Recurso escasso: a Água disponível para consumo humano é menor do que 1 % da água total existente no planeta.
Licenciamento da utilização dos recursos hídricos:
◦ Licença prévia (lista não exaustiva):
Captação de água (comunicação se potência inferior a 5 cv / 20 metros profundidade);
Rejeição de águas residuais; Imersão de resíduos;
◦ Concessão (lista não exaustiva):
Captação de água para abastecimento público; Captação de água para produção de energia;
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Captação para a Indústria:
◦ Licenciável por um período de 10 anos
◦ Declaração do caudal a captar;
◦ Declaração dos caudais a rejeitar e suas
características.
◦ Estimativa dos volumes mensais captados para os
períodos de laboração;
◦ Descrição geral do processo produtivo e matérias
primas utilizadas;
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Rejeição de águas residuais:
◦ Descarga no solo / colector municiapal
◦ Obtenção de licença (válida por 10 anos)
◦ Imposição de autocontrolo, com especificação dos
parâmetros a analisar e frequência e tipo de
amostragem.
◦ Limites de descarga: Dec.Lei 236/98.
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Enfoque:
◦ Ruído emitido para o exterior dos
estabelecimentos.
Afecta o sistema auditivo, nervoso e cardio- vasculares.
Classificação das zonas:
◦ Sensíveis (habitacional, escolas, hospitais…)
◦ Mistas (sensíveis com comércio e serviços)
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Limites:
◦ Sensíveis:
55 dB(A) em períodos diurnos (7 – 22 horas)
45 dB(A) em períodos nocturnos (22 – 7 horas)
◦
Mistas:
65 dB(A) em períodos diurnos (7 – 22 horas)
55 dB(A) em períodos nocturnos (22 – 7 horas)
Cabe às Câmaras Municipais o estabelecimento dos mapas de ruído.
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Medidas de Prevenção / Protecção:
◦ Optar por máquinas/processos mais silenciosos;
◦ Aplicação de silenciadores e atenuadores sonoros;
◦ Manutenção dos equipamentos;
◦ Redução da transmissão de ruído;
◦ Isolamento contra vibrações;
◦ Silenciadores no escapes;
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Resíduos de embalagens: diminuição da produção e da sua perigosidade.
Tipos de embalagem:
◦ Venda / primária: destinada a construir uma
unidade de venda para o utilizador final ou
consumidor no ponto de compra;
◦ Agrupada / secundária: destinada a agrupar um
determinado número de unidades de venda;
◦ Transporte / terciária: destinada a movimentação e
transporte de uma série de unidades de venda ou
embalagens agrupadas.
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53
Sistemas de gestão de embalagens e resíduos de embalagem:
◦ Sistemas de consignação: consumidor paga o valor
de depósito na compra e é-lhe devolvido quando
entrega a embalagem.
◦ Sistema integrado: consumidor é informado que a
embalagem está a ser geridas por um sistema
integrado e que deve colocar a embalagem no local
apropriado (Sociedade Ponto Verde).
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