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Oriente-se com a Turma do Plenarinho

Em maio de 2005

Adão, que está ajudando seu amigo Pedro no serviço de carteiro, tem dificuldades em encontrar
algumas ruas e escolher qual é o melhor caminho a seguir para entregar toda a correspondência. Já que
Adão não sabe como se orientar corretamente na cidade, Pedro, mais experiente, vai ajudá-lo.

Mesmo tendo um mapa da cidade, que o ajuda a localizar os endereços, Adão ainda acha difícil saber
que rumo tomar. Pedro explica que existem algumas regras básicas que devem ser seguidas para
encontrar o melhor caminho entre dois lugares.

Primeiro, Adão precisa colocar o desenho do mapa na mesma posição em que estão as ruas da cidade.
Isto é, ele tem de orientar o mapa de acordo com a realidade representada, de modo que as direções
sejam coincidentes. Depois, ele precisa descobrir o sentido do percurso que vai realizar. Isto é, precisa
saber se deve avançar ou recuar na direção apontada pelo mapa.

Adão acha muito difícil compreender as regras de orientação pelos mapas. Pedro explica que a
geografia ajuda a resolver o problema, desde que sejam conhecidos alguns pontos cardeais: Norte, Sul,
Leste e Oeste.

Pedro também mostra que, no Distrito Federal, esses pontos cardeais são muito famosos, porque a
cidade é dividida em Eixo Norte e Eixo Sul, de acordo com a posição dos Eixos em relação ao centro.
O Eixão, que liga as duas zonas, corre nos dois sentidos: norte-sul, quando vai da Asa Sul para Asa
Norte, e sul-norte, quando vai da Asa Norte para a Asa Sul.
Estando na sua casa ou na escola, você sabe onde o sol nasce e
onde ele se põe?

Os pontos de referência utilizados para a orientação dos mapas, que valem para todos os lugares, são
chamados de pontos cardeais. Eles foram definidos a partir da observação do movimento aparente do
sol e pela posição das estrelas no firmamento. Em qualquer lugar da superfície da terra, o sol sempre
nasce do mesmo lado e se põe no lado oposto. Desde cedo, o homem utilizou o sol para encontrar a
direção e o sentido a seguir.

Para descobrir o lugar onde estamos, acompanhamos o movimento aparente do sol.

Veja:

No começo da manhã, o sol pode ser visto em um ponto na linha do horizonte. Esse ponto é chamado
nascente. O sol ilumina o planeta e, em algumas épocas do ano, ele parece estar mais elevado no céu.
Em outras, ele parece estar mais baixo.

No meio do dia, o sol parece estar a pino, isto é, sobre as nossas cabeças. Quase nem dá
para ver a nossa sombra no chão.
Por convenção, chamamos de Leste o lado em que nasce o sol. Esse lado, abreviado como L (ou E,
inicial da palavra East, Leste em Inglês), é o oposto de Oeste, abreviado como O (ou W, de West). Se
você apontar a mão direita para o nascente, isto é, para o Leste, à sua frente está o Norte (N). Às suas
costas, o Sul (S).

Para facilitar o trabalho de orientação, geralmente os mapas têm a direção Norte na parte superior da
folha de papel. Assim, o Leste está sempre à direita, o Oeste está sempre à esquerda e a direção Sul fica
sempre abaixo.

Você também pode encontrar os pontos cardeais


Faça assim:

Estenda o braço direito para o lugar onde o sol pode ser visto ao amanhecer. Nessa direção está o Leste.

Levante o seu braço esquerdo e nesse sentido estará o Oeste.

À sua frente você encontrará o Norte.

Atrás de você estará o Sul.

Norte, Sul, Leste e Oeste são os pontos cardeais, que nos orientam.

À noite, quando o sol não é visto no céu, como podemos nos


orientar pelos pontos cardeais?
A orientação durante a noite é feita com a ajuda de outras estrelas.

A constelação do Cruzeiro do Sul pode ser o nosso ponto de referência para a orientação durante a
noite. Veja:

O Cruzeiro do Sul é composto de quatro estrelas maiores e de uma menor, formando uma cruz. Para
encontrarmos os pontos cardeais, prolongamos o braço maior da cruz quatro vezes em direção à Terra.
No ponto final dela, traçamos um reta até o chão. Aí encontramos o Sul. Se ficarmos de costas para
esse lugar, o Norte estará à nossa frente. O Leste, à nossa direita. O Oeste, à nossa esquerda.

Outros pontos de referência

Conhecendo esses pontos de referência principais, é possível


definir outros quatro, situados entre os pontos cardeais: são os pontos colaterais. Seus nomes são
formados pela combinação, dois a dois, dos pontos cardeais. Entre o ponto cardeal Norte e o ponto
cardeal Leste, temos o ponto colateral Nordeste (NE); entre o Sul e o Leste, temos o Sudeste (SE);
entre o Sul e o Oeste, fica o Sudoeste (SO); entre o Norte e o Oeste, o Noroeste (NO). A representação
dos pontos cardeais com os pontos colaterais, isto é, todos os pontos assinalados num mesmo desenho,
forma a rosa-dos-ventos. E ela recebeu esse nome porque foi utilizada originalmente para indicar a
direção de onde provinham os ventos, muito importante até hoje para os comandantes de barcos e
aviões.

Para a navegação (tarefa de conduzir um barco ou um avião de um ponto de origem até seu destino), o
problema da orientação é muito mais sério do que é, para Adão, o trabalho de encontrar os endereços
nos quais tem de entregar correspondências.

Imagine um capitão de navio, no meio do oceano, utilizando apenas o sol para tentar orientar um mapa
e descobrir a direção em que está e o sentido que precisa seguir?! É praticamente impossível. Por isso,
as grandes navegações só se tornaram possíveis depois da invenção da bússola, que é uma ferramenta
muito simples de orientação.

Quando não sei onde estou, como saber aonde vou?


A bússola, inventada pelos chineses e aprimorada pelos europeus, nada mais é do que uma agulha
magnetizada que gira livremente sobre uma rosa-dos-ventos. Por causa do campo magnético da terra, a
agulha da bússola sempre aponta para o Norte, em qualquer lugar em que esteja o navegador. Assim é
possível orientar um mapa e descobrir a direção a tomar e o sentido do percurso a seguir, independente
do dia ou da noite, da visibilidade do céu ou da existência de outras referências.
É evidente que nem Adão nem qualquer pessoa que resida em uma grande cidade necessita de uma
bússola para orientar um mapa e encontrar os caminhos. É mais fácil localizar no mapa alguns
símbolos cartográficos, que são desenhos especiais que aparecem no mapa e representam alguns pontos
de referência importantes – como praças, escolas, hospitais ou monumentos históricos. A partir desses
símbolos, e conhecendo sua posição na cidade, é possível fazer coincidir a orientação do mapa com o
traçado real das ruas.

Para usar uma bússola, devemos:

Apoiá-la numa superfície plana, ou seja, um banco, o chão, a palma da mão;


Esperar que a agulha pare na direção Norte. A partir desse ponto, ela indica todas as direções cardeais.

Tente você mesmo usar uma bússola para sua orientação.

Para improvisar uma bússola: Pegue uma vasilha com água, corte um pequeno disco de
uma rolha qualquer e transpasse aí um alfinete, após ter esfregado bem uma de suas pontas no cabelo.
Colocando o disco na água, ele vai boiar, e o alfinete com a ponta imantada (a que você passou no
cabelo) apontará para o Norte.

Miniglossário:
Movimento aparente: movimento que o sol parece fazer, pois na verdade ele não se move. É a Terra
que gira.
Horizonte: linha imaginária onde o sol parece encontrar-se com a superfície da Terra.
Nascente: lugar onde o sol aparentemente nasce no horizonte.
Estrelas: astros que têm luz própria.
Constelação: conjunto de estrelas.
A República e a Bandeira
Em novembro de 2004

Você sabe qual é a importância de estudar a história do mundo? Não vamos muito longe. Afinal, para
saber o que acontece por aí precisamos também entender, conhecer e contar a história do Brasil.

Sobre o Brasil, há muitas histórias. A repórter Xereta, a mais curiosa da Turma do Plenarinho,
aproveitou uma data importante para estudar um pouco mais sobre o País e contar para vocês. Você
sabe que data é essa? É o 15 de Novembro, dia da Proclamação da República.

O Brasil foi durante muito tempo uma Monarquia - a forma de governo em que um rei ou imperador
comanda o país durante muito tempo, às vezes até morrer. O poder é passado de pai para filho. Assim,
o último imperador do Brasil foi D. Pedro II, filho de D. Pedro I, que havia proclamado a
Independência.

Mas os militares, fazendeiros e parte da população da época não gostavam da Monarquia como forma
de governo. Eles reclamavam do Poder Moderador, que dava poder total para o imperador. Além disso,
o povo não era livre para escolher a sua religião e as províncias não tinham autonomia (poder de
decisão). Por isso, os republicanos (as pessoas que faziam parte do movimento contra a Monarquia) se
movimentaram para tirar D. Pedro II do poder.

Fim da Monarquia

A República do Brasil foi proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca, no dia


15 de novembro de 1889. Nesse dia, a Monarquia chegou ao fim e um governo provisório foi
estabelecido.

As antigas províncias formaram, junto com o poder central, os Estados Unidos do Brasil. A nova forma
de governo, República Federativa, foi anunciada no decreto número um, escrito por Rui Barbosa.

E quem era Rui Barbosa? Um personagem importante na história do Brasil. Ele foi deputado, senador,
ministro e candidato à Presidência de República duas vezes, mas não ganhou. Presidiu a Academia
Brasileira de Letras e brigou pela liberdade de escolha e de opinião do povo.

O primeiro presidente

Na verdade, a população em geral não participou tão ativamente do movimento pela


queda da Monarquia. A proclamação da República foi uma iniciativa dos militares.

Por isso mesmo, o marechal Deodoro foi o chefe do governo provisório. Em 1891, ele ganhou a eleição
e tornou-se o primeiro presidente da República brasileira.

O que é uma República?


Nesse sistema político, o Presidente da República é o chefe do governo, e conta com a ajuda de
ministros escolhidos por ele. Uma República democrática é aquela em que o povo participa do governo
ao votar. Assim, o povo escolhe os seus representantes no poder.

Depois de instituída a República, o poder ficou divido em três ramos: o Executivo, representado pelo
Presidente; o Legislativo, que elabora as leis (é o Congresso, com a Câmara e o Senado); e o Judiciário,
que julga o cumprimento das leis.

Data especial

Em 19 de novembro, é comemorado o Dia da Bandeira. Afinal, o Brasil não poderia


ser uma República sem um símbolo, sem uma bandeira. Mas a primeira bandeira da República era bem
diferente da atual. Ela foi provisória e usada apenas dos dias 15 a 19 de novembro de 1889. No dia 19,
foi adotada a nossa atual bandeira.

Uma bandeira é um símbolo muito importante, pois pode representar muitas coisas, como um time de
futebol, uma cidade ou um movimento revolucionário. Todos os países têm as suas bandeiras.

Na Bandeira Nacional, está escrita a frase “Ordem e Progresso”. É a expressão de um pensamento


chamado positivismo, que influenciou a adoção da República como forma de governo. “Ordem”
significa uma forma de alcançar o desenvolvimento e “progresso” traz a idéia de crescimento de um
povo.
O verde da bandeira lembra as árvores das nossas florestas. O amarelo representa a nossa riqueza
mineral (principalmente o ouro). O azul é visto por alguns estudiosos como uma homenagem a Nossa
Senhora, padroeira do Brasil. E o branco simboliza os nossos desejos de paz.

Você faz a História


Aquele mês de novembro, em 1889, foi mesmo muito importante para o Brasil. Aconteceram várias

mudanças, como a bandeira, a forma de governo nova e o primeiro presidente.


Hoje, o nosso País é como você conhece por causa das transformações que ele já viveu. Vários
governantes estiveram no poder, e o mais novo chefe de governo é o atual presidente, Luiz Inácio Lula
da Silva, que foi eleito em 2002.

A história de um país constrói a sua identidade. E o Brasil é das crianças. Por isso a história do Brasil,
de agora em diante, vai ser escrita por você!

Curiosidades sobre a Bandeira


A Bandeira Nacional deve ser hasteada todos os dias nos seguintes lugares:
- Palácio do Planalto e Palácio da Alvorada;
- Prédios dos Ministérios;
- Congresso Nacional;
- Supremo Tribunal Federal;
- Prefeituras e Câmaras Municipais;
- Tribunais Superiores;
- Unidades da Marinha mercante;

No dia 19 de novembro, a Bandeira é hasteada ao meio-dia em comemorações especiais. Durante a


noite, se a bandeira estiver hasteada ela deve ficar iluminada. Nenhuma bandeira estrangeira pode ser
hasteada no Brasil, a não ser que a brasileira esteja hasteada ao lado e seja do mesmo tamanho. Apenas
as embaixadas podem ter a bandeira de seu país hasteada sem a brasileira. Na Praça dos Três Poderes, a
Bandeira Nacional fica permanentemente hasteada.

Bandeiras da nossa história

Bandeira da Ordem de Cristo - Foi a primeira bandeira hasteada no


Brasil.
Bandeira do Principado do Brasil - Nesta época o Brasil começou a
aparecer para o mundo, mas ainda como parte integrante de Portugal.
Esta bandeira foi o primeiro indício de que o Brasil existia.

Bandeira Imperial do Brasil - Foi a bandeira que marcou o inicio da


independencia do Brasil. O começo de uma vida política própria para o
país.