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br MANUAL TÉCNICO PLANTIO DE EUCALIPTO
Setor Florestal Brasileiro conta com, aproximadamente, 530 milhões de hectares de Florestas Nativas, 43,5 milhões de hectares em Unidades de Conservação Federal e 4,8 milhões de hectares de Florestas Plantadas com pinus, eucalipto e acácia-negra. Com a exploração de áreas de Florestas Nativas mais a exploração das Florestas Plantadas gera mais de 2 milhões de empregos, contribui com mais de US $ 20 bilhões para o PIB, exporta mais de US$ 4 bilhões (8% do agro negócio) e contribui com 3 bilhões de dólares em impostos, ao ano, arrecadados de 60.000 empresas. As Florestas Plantadas estão distribuídas estrategicamente, em sua maioria, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Essas florestas plantadas visam a garantia do suprimento de matériaprima para as indústrias de papel e celulose, siderurgia a carvão vegetal, lenha, serrados, compensados e lâminas e, painéis reconstituídos (aglomerados, chapas de fibras e MDF). Apesar da participação das plantações florestais estarem aumentando em todos os segmentos em relação a das Florestas Nativas, o setor acredita que com base nas expectativas de crescimento de demanda, haverá uma necessidade de plantio em torno de 630 mil hectares ao ano, ao invés dos 200 mil hectares atuais. A Sociedade Brasileira de Silvicultura - SBS distribui essa necessidade de plantio como sendo: 170 mil ha. / ano para celulose, 130 mil ha. / ano para madeira sólida, 250 mil ha. / ano para carvão vegetal e 80 mil ha. / ano para energia. Com base nesses dados observa-se a importância do eucalipto por ser uma espécie de uso múltiplo com possibilidade de atender a todos os

segmentos acima descritos, principalmente para papel e celulose e energia onde historicamente deu contribuição especial. O segmento de celulose e papel transformam-se no principal fornecedor de matéria prima para os demais segmentos que usam madeira paras desdobro. Dessa produção a maior demanda é da indústria de madeira serrada, vindo a seguir a produção de celulose de fibra longa e compensados. O eucalipto foi introduzido no Brasil em 1904, com o objetivo de suprir as necessidades de lenha, postes e dormentes das estradas de ferro na região Sudeste. Na década de 50 passa a ser produzido, como matéria prima, para o abastecimento das fábricas de papel e celulose. Apresenta-se como uma espécie vegetal de rápido crescimento e adaptada para as situações edafobioclimáticas brasileira. Durante o período dos incentivos fiscais, na década de 60, sua expansão foi ampliada. Esses incentivos perduraram até meados dos anos 80. Esse período foi considerado um marco na silvicultura brasileira dado os efeitos positivos que gerou no setor. A partir do término dos incentivos fiscais houve um crescimento marginal negativo no plantio de eucaliptos. Exceção disso ocorreu naqueles feitos independentes dos investimentos das indústrias de papel e celulose e de siderúrgicas a carvão vegetal. Atualmente a área plantada com eucaliptos atinge 2,9 milhões de hectares

O eucalipto, em 1999, tinha uma área plantada de 2,9 milhões de hectares. As maiores áreas estão localizadas nos Estados de Minas Gerais (51,8%), São Paulo (19,4%), Bahia (7,2%) e Espírito Santo (5,1%). Segundo a SBS (2001), 70% das áreas com plantio florestais (eucalipto e pinus) pertencem a empreendimentos verticalizados, predominantemente de papel e celulose.

Indicações de Espécies
Segundo dados do Censo Agropecuário de 1995/96, os plantios de eucalipto, nos principais estados produtores, se concentram em áreas superiores a 1,0 mil hectares tais como nos estados de Minas Gerais (83%), São Paulo (63%), Espírito Santo (79%), a exceção de Santa Catarina e Rio Grande do Sul onde predominam em áreas inferiores a 50 hectares (52% e 46%, respectivamente).

Os plantios anuais realizados pelas indústrias ligadas a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) tendem a crescer de forma significativa, fruto do crescimento da demanda do próprio setor. O Brasil em termos climáticos para o cultivo do eucalipto possui duas regiões: tropical e subtropical. A região sudeste, predominantemente tropical e não sujeita a geada de forte intensidade, concentra a maior área de plantio. Esse é primeiro parâmetro que delimita o uso das espécies de eucalipto para plantio. O outro é a finalidade do uso da matéria-prima do eucalipto. Para atender demandas regionais, a Embrapa em parceria com empresas privadas e instituições públicas avalia desde 1985, 12 importantes espécies em 172 experimentos localizados em nove estados. Esse estudo, ao lado do aperfeiçoamento das técnicas silviculturais, vem propiciando, nas últimas décadas, a expansão da produção pelo aumento da área plantada e pela melhoria na produtividade. Cerca de 3 milhões de hectares já são plantados com Eucaliptos, e em alguns casos, o rendimento se aproxima dos 50 m3 de madeira por hectare/ano. As espécies indicadas para a região subtropical são E. benthamii (comprovadamente resistente à geada) e E. dunnii (resistência parcial a geadas) (Tabela 1). Para áreas situadas em regiões acima do paralelo 24º Sul, de clima predominantemente tropical, as mais indicadas são E. grandis, E. urophylla, E. saligna, e E. cloeziana para plantios com mudas formadas a partir de sementes de pomares e áreas de produção de sementes. Plantios de sementes híbridas das espécies, E. grandis e E. urophylla, podem ser realizados nas regiões tropicais, independente de testes locais. Para plantios de mudas, formadas por clonagem, são recomendados testes de comportamento do crescimento, e definição do uso da matéria prima. Em regiões Fins energéticos (fonte de sujeitas a energia ou carvão vegetal) geadas severas e serraria e freqüentes Em regiões Fins energéticos (fonte de sujeitas a geadas severas energia ou carvão vegetal) e freqüentes Fins energéticos (fonte de Em regiões energia ou carvão livres de geadas vegetal), celulose de fibra severas curta, construções civis e serraria Em regiões livres de geadas Uso geral severas Fins energéticos Em regiões laminação, móveis, livres de geadas estruturas, caixotaria, severas postes, escoras, mourões, celulose Em regiões Fins energéticos, serraria, livres de geadas postes, dormentes, Apresenta rápido crescimento e boa forma das árvores Apresenta dificuldades na produção de sementes Boa forma do fuste, intensa rebrota, fácil produção de sementes. Requer volume alto de precipitação pluviométrica anual Maior crescimento e rendimento volumétrico das espécies. Aumenta a qualidade da madeira com a duração do ciclo Crescimento menor que E. grandis, boa regeneração por brotação das cepas Madeira mais densa quando comparada ao E .grandis ;menos suscetível à deficiência de Boro. Árvores mais tortuosas recomendado para regiões de

E. dunnii

E. benthamii

E. grandis

E. urophylla

E. saligna

mourões estruturas, construções Fins energéticos, serraria, Em regiões postes, dormentes, livres de geadas mourões estruturas, severas construções Em regiões livres de geadas severas Serraria, laminação, marcenaria, dormentes, postes, mourões • Postes: E. camaldulensis, E. citriodora, E.

severas

déficit hídrico anual elevado. Tolerante à deficiências hídricas, boa regeneração por brotação das cepas Apresenta crescimento lento inicial. Indicada para regiões de elevado déficit hídrico Excelente forma do fuste, durabilidade natural, alta resistência a insetos e fungos

Produção de Mudas
Implantação da floresta depende, dentre outros fatores, da utilização de mudas saudáveis, com bom diâmetro de colo, raízes bem formadas, relação parte aérea / sistema radicular adequada, e nutridas adequadamente. Isto garantirá melhor índice de sobrevivência no plantio, maior resistência a estresses ambientais e maior crescimento inicial, influenciando diretamente na qualidade final da floresta. As técnicas a serem adotadas para a produção das mudas devem atender às necessidades de cada produtor, em termos de disponibilidade e localização de área, grau de tecnologia e dos recursos financeiros disponíveis. Existem vários fatores que determinam o método de produção a ser utilizado. Dentre eles, podem se destacar:
1 - Sementes 2 - Substratos 3 - Recipientes 3.1 - Enchimento de recipientes 4 - Sistema de irrigação 5 - Etapas de formação das mudas 5.1 - Semeadura 5.1.1 - Preparo das semeadura e semeadura 5.1.2 - Repicagem 5.1.3 - Sombreamento 5.1.4 - Irrigação

Portanto.Geadas 8 .5 .3 .Irrigação 5. são polinizadas por qualquer árvore em sua volta.2.1.1 . exigindo-se os atestados de fitossanidade e. ainda.2.Padronização das mudas 6 .Crescimento 5.Sementes Sementes Deve-se escolher sementes de boa procedência. variando a tecnologia de produção e o grau de melhoramento das árvores produtoras de sementes.Adubação 5.Adubação 5.3. os resultados analíticos do grau de pureza e germinação.3.Adubação 5. Existem diversos fornecedores que comercializam sementes de boa qualidade.3 .Padronização das mudas 5.Irrigação 5.Densidade de mudas 5. Estes cuidados devem-se ao fato que o uso de sementes de boa qualidade favorecerá a obtenção de floresta produtivas.3.4 . Os graus de melhoramento genético admitidos para sementes florestais se subdividem em: Área de Coleta de Sementes (ACS) ACS é um povoamento comercial considerado de boa qualidade. devido à grande freqüência de plantas de baixo vigor.Expedição das mudas para o campo 1 . A vantagem . má formação e com outros defeitos. Como essas árvores matrizes não são selecionadas com base no seu valor genético e. o viveirista deverá planejar a operação de produção de mudas.5.Rustificação 5. o valor genético das suas sementes é limitado. considerando que um grande número de delas deverá ser descartado no processo.2.2 .2 . onde algumas árvores de melhor qualidade aparente (melhor fenótipo) são selecionadas para a coleta de sementes.Controle fitossanitário 7 .2.3 .1 .2 .

As sementes produzidas na APS são de qualidade genética melhor do que da ACS porque são produzidas por árvores selecionadas. Normalmente. também. abre-se um amplo espaçamento entre as árvores. já que ambos os genitores estão entre os de melhor adaptabilidade na população. visto que a intensidade de seleção que se pode aplicar é limitada pela quantidade de árvores existente no povoamento e a quantidade que precisa ser deixada para produção de sementes. selecionadas na mesma intensidade. densidade da madeira. Sementes coletadas de uma APS poderão ser usadas na formação de povoamentos destinados à formação de APSs de gerações sucessivas de seleções massais. o grau de melhoramento obtido ainda é modesto. As árvores matrizes componentes do pomar são selecionadas para algumas características específicas como alta produtividade em alguma região específica. tolerância a fatores adversos do ambiente etc. o tipo de cada pomar precisa ser especificado quanto às características de seleção a que seus componentes foram submetidos. em várias etapas. Área de Produção de Sementes (APS) APS é um povoamento isolado de outros da mesma ou de espécies afins. Portanto. proporcionando condições para que as remanescentes desenvolvam suas copas e produzam grandes quantidades de semente. é importante que se conheça o histórico da APS de onde se originou a semente. ele é composto de clones de um número reduzido de árvores de alto valor genético. de excelente desempenho quanto à produtividade e à qualidade das árvores.dessa categoria de semente é o baixo custo e a segurança de maior adaptabilidade ao local de produção. Nesse processo. A grande vantagem da APS é a combinação do melhoramento genético na produtividade e qualidade com o melhoramento na adaptabilidade ao local. manejado e destinado a produzir sementes melhoradas. caso a decisão seja a produção própria do produto. Com esse tipo de semente. originando mudas com maior vigor e homogeneidade e pequeno número de descartes. Assim. rápido crescimento. Pomar de Sementes (PS) O pomar de sementes é o povoamento constituído de matrizes com alto grau seleção genética. depende da análise de uma série de fatores. bem como a produtividade da floresta formada com essas mudas. Substratos A definição do substrato a ser utilizado num viveiro florestal. que é submetido a desbastes seletivos. b) Disponibilidade próxima do local do viveiro de matérias-primas para composição do substrato. Mesmo assim. gerando sementes de melhor qualidade genética a cada geração no processo. ou de mudas produzidas com suas sementes. polinizadas por outras. aumenta-se a eficiência do viveiro. . A qualidade genética das sementes produzidas no pomar é da melhor possível. dentre eles destacando-se: a) Espécie a ser semeada. deixando somente as melhores árvores.

bagaço de cana decomposto. classificados como inertes: vermiculita (nome comercial de produto a base de mica expandida). também podem interferir na capacidade de drenagem do substrato. o que pode reduzir substancialmente a necessidade de irrigações ao longo do dia. quando se utiliza mesa vibradora. cascas de pínus ou eucaliptos. e da disponibilidade local dos componentes a serem utilizados. fibra de coco. devendo apresentar um bom equilíbrio entre os microporos que retém água. e é impróprio para a utilização em recipientes como os tubetes plásticos. estercos de bovino. se for de superfície. A produção de substratos normalmente envolve conhecimentos específicos sobre as características físico-químicas de seus componentes. não tem sido muito utilizado por diversas razões. Retenção de umidade: de grande importância para se determinar o regime de irrigação. a retenção de umidade é determinada pelo teor e quantidade e qualidade dos componentes do substrato. principalmente no momento do enchimento das recipientes. Esse equilíbrio é que determinará a capacidade de drenagem do substrato. moinha de carvão vegetal e. etc. podendo-se destacar entre elas. apresenta suas peculiaridades com relação a teor de nutrientes (macros e micros) e a disponibilização dos mesmos às mudas. Alguns materiais como a fibra de coco. e a dificuldade de manuseio do mesmo no viveiro. É desejável que o substrato possua características como: Porosidade: é determinada pelo grau de agregação e estruturação das partículas que compõem o substrato. principalmente no inverno. Componentes muito finos. para evitar fracionamento das partes. o problema ambiental criado com a retirada do solo. crescimento e rustificação) d) Tipo de embalagem utilizada e) Relação custo/benefício Atualmente.c) Sistema de irrigação utilizado nas diferentes etapas da produção da muda (semeadura. e os macroporos que retém ar. o uso do solo puro como substrato para viveiros hoje. Existem vários componentes que podem ser utilizados para a produção de substratos. granulometria e porosidade. do sistema de irrigação disponível no viveiro. a maneira pela qual interagem quando misturados. como a vermiculita. Cada um destes componentes. compostos derivados de resíduos orgânicos. Granulometria: é recomendável que os componentes do substrato apresentem densidade semelhantes. compactação sob irrigação. orgânicos: turfa. pois solo é pesado para manuseio. casca de arroz carbonizada. aves e suínos. variam em função da espécie e tipo de produção (sementes/estaquia). condutividade elétrica. o que é prejudicial para a formação das mudas. . retém grande quantidade de água . capacidade de retenção e disponibilização de água. pode carregar sementes de plantas invasoras e esporos de patógenos. principalmente a matéria orgânica e alguns tipos de material inerte. e suas implicações na produção das mudas. etc. principalmente em grandes quantidades.

Algumas proporções possíveis de misturas: Tipo 1: Casca de pínus decomposta e moída (triturador de martelo): 33. por isso.0 a 6. porém sem apresentar escorrimento quando apertado na mão. e. casca de arroz ou húmus). O produto final. previamente peneirados (p. Características químicas desejáveis: pH em H2O = 6.3% Carvão de palha de arroz: 33. deverá estar homogeneizado. sem apresentar fracionamento entre os componentes. facilita o manejo deste parâmetro. preferencialmente. Valores abaixo ou acima desta faixa trazem problemas à formação das mudas devido a indisponibilidade de alguns nutrientes e fitotoxidez.3% Húmus: 33.5 (medido em H2O).3% Tipo 2: Casca de pínus decomposta e moída: 25% Carvão de palha de arroz: 25% Vermiculita fina: 25% Turfa ou húmus: 24% Solo vermelho: 1% Sugestão de adubação (considerando-se 1 m3 de substrato): Sulfato de amônio: 800 g Cloreto de potássio: 200 g Super fosfato simples: 4000 g .5 Fósforo = 300 a 600 g/cm3 Potássio (níveis de (K/T x 100) = 5 a 8% Cálcio + Magnésio (níveis de Ca + Mg/T x 100) = 85 a 95% Obs. para a melhor homogeneização. terra ou areia) e beneficiados (p. O ajuste do pH do substrato (acidificação ou calagem) nem sempre fornece bons resultados. e. com um bom poder tampão. Para a sua utilização. com o uso de pás ou misturadores elétricos (betoneiras ou equipamentos específicos para viveiro) (Figura 1). a escolha de componentes da mistura que variem o pH dentro da faixa recomendada. realizando-se a mistura novamente com a utilização de pás ou equipamento elétrico.pH: A acidez de um substrato é medida ao final da mistura de componentes. A mistura deve ser realizada após determinação das proporções de cada componente (peso ou volume). No momento da utilização deve-se realizar a adubação do substrato. deverá ser previamente umedecido.: T = capacidade de troca catiônica Procedimentos de preparo do substrato Os componentes devem ser acondicionados perto do local onde será realizada a mistura. devendo variar entre 6 a 6. e a mistura resultante mantém-se dentro da faixa de tolerância.

controle de pragas e doenças. gás ou óleo combustível. Os plantios de eucaliptos realizados no sul do Brasil. adota o sistema manual em função da rusticidade da espécie. em sua maioria . Sistemas de plantio Considerações gerais sobre o plantio O plantio e uma das operações mais importantes para o sucesso da implantação de florestas. Outro aspecto que deve ser considerado. . definição do método de plantio e tratos culturais. é a necessidade de se processar a desinfecção do mesmo. para eliminação de fungos patogênicos e sementes de invasoras que podem estar misturadas nos componentes orgânicos do substrato. Pode ser mecanizado. fazem o sulavento. sob o sol. o plantio propriamente dito e´ manual. As plantadoras. estará pronto para o uso.FTE BR 10 *: 1000 g (*) produto comercial para adubação de micronutrientes Os componentes. Constituem-se operações básicas para a implantação de um maciço florestal o preparo de solo e plantio. apenas ilustram algumas possibilidades. Alguns fatores importantes devem ser definidos previamente antes do plantio propriamente dito. . as operações de preparo de solo e tratos culturais são mecanizados. proporções e adubações sugeridas.O plantio mecanizado ou semi mecanizado aplica-se onde a topografia e plana possibilitando o uso de plantadoras traquinadas por tratores. com destaque para o espaçamento de plantio. de acordo com a preferência do produtor. manual ou semi mecanizado. O sucesso de um plantio e a obtenção de povoamentos produtivos e com madeira de qualidade deve ser pautado por práticas silviculturais como: a escolha e limpeza da área. normalmente. distribuem o adubo e efetivam o plantio. e recobri-lo com esse mesmo material. O plantio se caracteriza pela colocação da muda no campo. no caso da produção de substrato pelo viveirista. Para quantidades maiores. Preparo do solo . Uma possibilidade. pode-se utilizar vapor para a esterilização. realizada com o uso de equipamentos próprios alimentados com lenha. os tratos culturais e a adubação das mudas. é espalhar o substrato em uma camada não maior que 10 cm sobre uma lona preta. as operações de manejo. devendo ser adaptados de acordo com as necessidades de cada produtor. no caso de pequenas quantidade. No sistema semi mecanizado. da disponibilidade de mão de obra e em muitas situações pelas condições topográficas. dependendo da topografia.O plantio manual e recomendado para áreas declivosas ou em situações onde não e´ viável o uso de maquinas agrícolas. recursos financeiros e disponibilidade de mão de obra e/ou equipamentos. Decorridos 48 horas. A adoção do sistema adequado requer uma definição clara de objetivos e usos potenciais dos produtos e subprodutos que se espera da floresta.

Podem ser internos ( com largura de 4 a 5 m) ou de divisa ( com largura de 15 m). . os talhões devem ser dimencionados com no máximo 300 m de largura. A área total ocupada por aceiros. A definição do tamanho do talhão é importante também para a proteção da floresta em caso de incêndio. em áreas declivosas. Assim. com cumprimento variando de 500 a l000 m. que por razoes técnicas e econômicas não devem ultrapassar os 150 m. ações que facilitarão as operações de plantio. a distância de arraste não deve exceder a 50 m. É desejável que os aceiros possuam leitos carroçáveis com aproximadamente 60 % da largura. operações de proteção. principalmente controle de fogo e as operações de retirada da madeira. por exemplo. pois as operações de exploração (derrubada e retirada da madeira) são responsáveis por mais de 30% do custo da madeira produzida e colocada no pátio da fabrica Construções de estradas A construção das vias de acesso devem considerar a distancia máxima do arraste ou transporte da madeira no interior da floresta. Recomenda-se ainda que a cada 4 ou 5 talhões estabeleça-se aceiros internos de 10 m de largura.Os principais itens ligados ao preparo do solo: Planejamento do plantio Construções de estradas Aceiros Limpeza Planejamento do plantio No planejamento definem-se as vias de acesso e o dimensionamento/posicionamento dos talhões. Aceiros Os aceiros separam os talhões e servem de ligação às estradas de escoamento da produção. considerando áreas planas ou suavemente onduladas deve ser de 5% da área útil. tratos culturais. Observe-se que o dimensionamento/posicionamento dos talhões assume importância estratégica.

porém seu uso vem diminuindo gradualmente. Estes resíduos são importantes na manutenção da matéria orgânica no solo e consequentemente na ciclagem e disponibilização de nutrientes às plantas. remoção e enleiramento da vegetação/resíduos da exploração. Tem como vantagem o baixo custo. Dentre eles podemos citar o correntão. a possibilidade de utilização de sistemas de irrigação simples. área ocupada no viveiro. Na limpeza recomenda-se retirar apenas o material lenhoso aproveitável. maior necessidade de mão-de-obra em relação à outros tipos de recipientes e. e a possibilidade de obter . visto que dela dependerá. Dependendo da densidade da vegetação a ser retirada e da topografia do local (observe-se os aspectos legais). o resultado econômico da atividade. O principal objetivo do preparo da área é oferecer condições adequadas ao plantio e estabelecimento das mudas no campo. peso final da muda pronta. As laminas frontais cortadeiras são mais apropriadas pois fazem menor Preparo do solo propriamente dito As áreas destinadas ao cultivo de essências florestais devem receber cuidados especiais. diminuindo a produção/m2. moirões etc. dificuldades de transporte. laminas frontais empuradeiras ou frontais cortadeiras. Como condições adequadas podemos considerar a redução da competição por ervas daninhas. Recipientes A escolha do recipiente determina todo o manejo do viveiro. podem-se citar: a) Sacos plásticos: ainda hoje utilizados.Limpeza A limpeza da área para plantio corresponde às operações de derrubada. considerado como resíduo da exploração. melhoria das condições físicas do solo ( ausência de compactação) e a presença de resíduos da exploração (folhas e galhos devidamente trabalhados para não prejudicarem as operações que demandam uso de maquinas). indicado para áreas de capoeira e cerradões. deve permanecer no campo como uma importante reserva de nutrientes. além de gerar grande quantidade de resíduos no ato do plantio devido ao seu descarte. como por exemplo a lenha ( energia ou carvão) e madeira para serraria. Dentre os tipos de recipientes que podem ser utilizados na produção de mudas de pínus. em grande parte. sendo que o restante do material. o tipo de sistema de irrigação a ser utilizado e sua capacidade de produção anual. devido a grande quantidade de substrato ou solo necessário ao seu enchimento. pode-se utilizar equipamentos e/ou maquinas pesadas.

mudas de maior tamanho. que ainda podem ser desdobrado em lâminas por pequenos tornos. este tipo de embalagem apresenta como vantagem. o que compromete a sobrevivência das mudas no campo. também conhecidas com mesas vibratórias. dependendo da espécie semeada. a possibilidade de utilização de toretes de madeira. requer cuidados para se evitar que o mesmo torne-se compactado. É importante ressaltar. existem máquinas próprias para a atividade de enchimento de substrato. A manutenção das mudas por um período muito além do período de rustificação pode causar problemas de enovelamento de raízes e deficiências nutricionais. c) Tubetes plásticos: utilizados na capacidade de 50 cm3 e acondicionados em bandejas próprias. que pode chegar a 5 anos. O uso de tubetes requer um cronograma rígido de produção e expedição de mudas para o campo. por não ter fundo. As suas desvantagens são as mesmas dos sacos plásticos. por problemas de má capacidade de absorção de água da planta ou tombamentos pelo vento das árvores devido à má distribuição das raízes no solo em função do enovelamento acontecido na fase de viveiro (fotos 1 e 2). Para recipientes de enchimento manual. Apresenta como vantagens o uso racional da área do viveiro. este deve estar umedecido (nunca encharcado). Necessita de um bom controle do tempo de formação das mudas. como os sacos plásticos e laminados de pínus. no momento do enchimento. requer cuidados no transporte. para que não se degrade antes do período de plantio devido ao ataque de fungos decompositores de madeira e. prejudicando a germinação das sementes e o desenvolvimento do sistema radicular. Os tubetes também possibilitam a sua reutilização. desde o enchimento das recipientes. e requer mão-de-obra para a sua confecção. o que pode comprometer a sobrevivência das mudas no plantio e o desenvolvimento futuro da árvore. b) Laminado de pínus: com características semelhantes às dos sacos plásticos. Enchimento de recipientes A colocação do substrato nas recipientes. visto que. No caso dos tubetes. expondo as raízes e causando o seu ressecamento. que para qualquer tipo de embalagem ou substrato. valorizadas para ornamentação. até a semeadura e expedição das bandejas para a área de germinação. que permitem dosar a quantidade de substrato e a compactação do mesmo por todo o perfil da embalagem de maneira adequada (Figura 1). ou mortes posteriores. a custo bastante reduzido. são as recipientes que melhor aceitação tem no mercado atualmente. a possibilidade de automatização do sistema de produção de mudas. e ao mesmo tempo permitir um bom desenvolvimento do sistema radicular. refugo de grandes laminadoras. o que se traduz em menor sobrevivência das mudas no campo no plantio. dependendo da qualidade do plástico utilizado na sua confecção e do armazenamento adequado à sombra. apenas a experiência poderá definir o quanto o substrato poderá ser compactado manualmente de modo a não se desagregar na hora da retirada da muda. para a . permitindo o acondicionamento de um número grande de mudas. pode desagregar e perder o substrato.

em regiões calor intenso com inverno ameno. Assim. com bicos de diferentes vazões. que para cada etapa de formação das mudas. ou que se aumente a freqüência das mesmas. É recomendável que a mesma se processe nas primeiras horas do dia. normalmente. Crescimento das mudas 3. crescimento ou rustificação). Etapas de formação das mudas A formação das mudas de eucalitpo é uma das fases mais importantes de sua produção e se constitui de etapas às quais devermos dedicar o máximo esmero. pressão de trabalho e área de cobrimento (Figura 1). a época do ano em que se está produzindo. e o número de irrigações ao longo do dia. o tipo de substrato e recipientes utilizados pelo produtor. O tempo que o sistema deve permanecer ligado. e no caso de recipientes sem fundo como laminados e tubetes. Existem no mercado empresas especializadas que prestam assessoria e ajudam o produtor a determinar o melhor equipamento para o seu sistema de produção. sob pena de queimar as mudas. 1. O excesso e a falta d'água. hora do dia em que se está realizando a operação de irrigação. É importante ressaltar. associa-se o manejo do sistema como um todo. e para diferentes tipos de recipientes. não ocorre murchamento das mudas por falta de água. Semeadura 2. após as 15h00' e ao entardecer. onde devem ser considerados dentre outros fatores. Sistemas de irrigação A irrigação é uma dos fatores de maior importância do viveiro. Rustificação das mudas . À escolha do equipamento adequado. a região onde está instalado o viveiro em função da temperatura e do regime de chuvas e.melhor agregação das partículas e a compactação adequada. a exigência das mudas por água em qualquer fase do desenvolvimento é maior que em regiões de clima temperado. alguns tipos de substratos. Nos períodos mais quentes do dia. observando-se se após a irrigação se processar o substrato se encontra suficientemente úmido sem estar encharcado. a fase em que a muda se encontra de desenvolvimento (germinação incluindo repicagem. e se no intervalo entre uma irrigação e outra. existem diferentes sistemas de irrigação. geralmente entre 12 a 14h30' não se deve praticar a irrigação. exigem que se aplique mais água a cada irrigação. Substratos secos não agregam as partículas e não permitem compactação. As horas do dia em que deverão ocorrer a irrigação também merecem atenção. a espécie escolhida para a produção de mudas. deve ser determinado pela experiência. escoam pela parte de baixo. Por outro lado. por terem menor capacidade de retenção de água. podem comprometer qualquer uma das fases de formação das mudas.

principalmente sementes não fecundadas. sem contudo enterrá-las. O que determinará a escolha do método a ser empregado é a quantidade de mudas a ser produzida anualmente. e que necessariamente deverão ser removidas mantendo-se apenas uma. justificando-se ou não a mecanização da atividade e. É recomendável passar a semente por um separador de ar. A profundidade da cavidade não deve superar o tamanho da semente deitada. . e muitos modelos realizam o recobrimento das sementes com vermiculita em apenas uma operação. O uso do semeador automático dispensa a marcação das cavidades. principalmente no caso da semeadura manual. de modo a aumentar a eficiência do viveiro. A utilização da repicagem aumenta o aproveitamento das sementes germinadas. encostada na parede do tubete. por seu tamanho. O processo de semeadura pode ocorrer manualmente ou com o uso de equipamento automático. A semeadura manual é feita com a utilização de seringas dosadoras. porém. Este procedimento aumenta o seu teor de pureza e a velocidade de germinação das sementes. qual o porte do equipamento a ser comprado. Com o uso de peneiras classificadoras (malhas de 2. com uma quantidade alta de material inerte misturado. reduzindo custos na compra deste insumo e. reduzindo o número de sementes viáveis por kg.0 mm. apresentam-se muitas vezes. A semeadura manual é vantajosa para pequenas quantidades de sementes. que permitem regulagem em função do tamanho médio das sementes. para permitir a manutenção da umidade sobre a semente. evitando que sementes vazias sejam semeadas no lugar das férteis. Recomenda-se semear as sementes grandes em lotes separados das pequenas. que pode ser de madeira. Este procedimento evita que a semente seja enterrada a uma profundidade que impossibilite a germinação. 1. não se consegue semear apenas uma por embalagem. com diferentes concepções e produtividades.7 cm. Repicagem Normalmente. proceder uma cavidade rasa central no substrato com uma pequena haste com diâmetro aproximado de 0. estando o material levemente umedecido. o que compromete o desenvolvimento das raízes. A eficiência da máquina aumenta muito com a utilização das sementes previamente peneiradas e separadas por tamanho. e ao mesmo tempo que seja sua deposição ocorra de forma descentralizada. permitindo um ganho de tempo no cronograma de formação de novas mudas. devido ao pequeno tamanho das sementes de eucaliptos. que podem ser adquiridas no mercado.41 mm e 1. 1. alguns cuidados devem ser observados: Após o enchimento das recipientes. produzindo-se um número que pode ser grande de plântulas por recipiente. Este procedimento aumenta a eficiência da semeadura. Peneirar sobre os tubetes semeados uma fina camada do próprio substrato ou vermiculita fina pura. pode-se separar as sementes do lote a ser semeado por tamanho. Essa camada não deve ser maior que metade da altura da semente deitada (aproximadamente 1 mm).Preparo da semeadura e semeio As sementes de eucaliptos.19 mm) e agitador mecânico. próprio para esse fim (Figura 1).68 mm.

Neste caso. e a passagem de um pouco de luz (em torno de 50%). As plântulas selecionadas para a repicagem são transportadas para pequenos recipientes plásticos rasos. mantendo o substrato sempre úmido. Proceder imediatamente uma irrigação. que podem ser adquiridas com diferentes graus de interceptação da luz. esses sistemas contemplam o uso de casas de germinação. e uma profundidade de 3. o enterramento excessivo dos caules. Procede-se então um furo central no substrato.0 cm. que é a proteção contra as geadas. Deve-se promover a repicagem o mais rapidamente possível. consegue-se uma vantagem inicial. cheios de água. Deve-se selecionar para permanecer no recipiente a plântula mais central e vigorosa. Para tanto. no caso de semeaduras em época de inverno e. que nada mais são que estufas plásticas apropriadas para este fim (Figura 1). No caso de sistemas com maior grau de tecnologia. retiradas todas as outras. pode-se utilizar materiais como capim seco. Os recipientes que receberão as novas mudinhas. Comprimir levemente o substrato ao redor da muda.5 a 4. devendo então serem descobertas.0 cm. das chuvas fortes.5 a 3. de modo a torná-lo o mais solto possível. que se utilizem de tubetes. No caso da utilização de sacos plásticos e laminados de pínus que podem ser encanteiradas no chão. deve-se evitar o enovelamento da raiz e. também deverão estar previamente irrigados. Após a inserção da mudinha no furo. e o arranque só deverá se realizado após uma irrigação profunda do substrato. é necessário puxar levemente a plântula para cima. podese utilizar de mantas plásticas (sombrite). evitando-se o esmagamento do caule. recebendo as primeiras adubações de arranque. folhas secas de palmeiras. porém sem encharcamento. Após este período. mas não totalmente seco. mantendo-se as folhas cotiledonares acima do substrato. Essas proteções não devem ser muito compactas. onde serão inseridas as plântulas a serem repicadas. Sombreamento As sementes requerem um período de aproximadamente uma semana de sombra para a sua perfeita germinação. irrigadas de modo a evitar o tombamento da parte aérea. até o seu completo pegamento. esteiras rústicas de colmos de bambus para proteger as sementes do sol. Geralmente. As mudas permanecerão à sombra (sombrite 50%) por um período de 10 a 15 dias. após passarem por uma pequena poda de raiz. entram na seqüência normal de produção. tapá-lo com uma pequena quantidade de substrato fresco e pouco úmido.O processo de repicagem deve ser realizado à sombra. para a eliminação das radículas laterais. quando as plântulas se apresentarem com um tamanho entre 2. para permitir a circulação de ar. Nesta etapa. que costumam provocar a perda das sementes por lavagem do substrato . descartando-se da repicagem as que não apresentarem tamanho adequado. ou não estiverem sadias e vigorosas. com o uso de um furador de madeira com o diâmetro aproximado de 8 mm.

A Figura 1 é ilustrativa doe efeitos negativos do excesso de água na etapa de germinação. além da formação de algas verdes em abundância. Ocorre também uma busca mais intensa das plantas por luz solar.Substratos. pois são fases muito sensíveis à falta ou excesso de água. deve-se adotar a intercalação das mudas. No caso de utilização de sacos plásticos ou laminados de pínus. devido ao tamanho dos recipientes. já foram discutidos no item Sistemas de irrigação. é possível manter as mudas no espaçamento original da montagem dos canteiros (100% de ocupação do solo). . com ocupação de 50% da área de cada bandeja. resultando na necessidade de modificações no manejo que vinha sendo adotado para a fase de germinação. Densidade de mudas Nesta etapa. Esta prática permite aeração melhor entre as mudas. permite melhor insolação das mudas. e período do ano em que as mudas estão sendo produzidas. devido à aceleração do seu metabolismo. deve-se proceder a incorporação de adubos conforme mencionado no item 2 . requer um tempo aproximado de 7 a 10 dias no verão. não se recomenda o uso de adubações. Os substratos adquiridos no mercado. qualidade da água e encharcamento. Para os substratos formulados pelo produtor. Recomenda-se durante todo esse período o consumo de não mais que 6 l de água/m2 de viveiro/dia.Decorrido o período de germinação. Adubação Na fase de germinação das sementes. que competem com as plântulas por luz e nutrientes. freqüência. as mudinhas devem ser descobertas do sombrite. sendo transferidas para estufas semelhantes. transferidas para pleno sol. Irrigação Durante a de germinação das sementes e do início de crescimento das mudas. a irrigação das mudas requer extremo cuidado. Essa quantidade deve ser ajustada para cada região. tipo de substrato utilizado. Já para os tubetes. as mudas apresentam um aumento das necessidades nutricionais e de consumo de água. normalmente já vem com uma quantidade de nutrientes suficiente para as necessidades nutricionais das plântulas neste período inicial. que se torna irregular. possibilita melhor irrigação e aplicação de adubos e. O processo completo envolvendo as duas fases. e de 10a 15 no inverno. reduzindo o risco de contaminação com fungos fitopatogênicos. recobertas apenas com plástico ou. Cuidados como hora ideal para o seu procedimento.

do tipo de substrato e. As recomendações sobre os horários para se processá-las. de modo a otimizar o aproveitamento da solução. As aplicações devem ser realizadas às primeiras horas do dia. para que as mudas não tenham os tecidos mais jovens e menos lignificados queimados pelo adubo. Imediatamente após a saída da fase de germinação. Dentre várias possibilidades. proceder imediatamente uma irrigação para lavagem da parte aérea. No entanto. b) Adubação de crescimento (iniciada após a adubação de arranque): . mantém a quantidade de nutrientes no substrato. ou ao entardecer. provocando um pequeno murchamento das mudas. os ajustes devem ser feitos pelo viveirista para cada situação. e de seu maior metabolismo. acelerando o ritmo de crescimento das plantas. Adubação Devido ao ritmo acelerado de crescimento nesta fase.5 g/l Solubilizar os adubos em água e aplicar 3 l dessa solução para cada 1000 tubetes (6 a 8 aplicações intercaladas a cada 3 dias).1 g/l FTE BR 10: 0. As quantidades de água a serem aplicadas variam em função do período do ano. da embalagem utilizada. são as mesmas em relação à fase de germinação. O ritmo proposto entre as aplicações. especialmente o sulfato de amônio. ao evitar uma quebra da disponibilidade dos mesmos se os intervalos de aplicações fossem esparsos. recomenda-se uma aplicação que não deve ultrapassar 13 l/m2 de viveiro/dia.Irrigação A irrigação das mudas nesta fase deve sofrer um aumento em relação à de germinação ser condizente com o aumento da biomassa das plantas. Antes da aplicação da solução de adubos. que de outra forma se perderia por saturação de água no substrato. Após a adubação.6 g/l Sulfato de amônio: 0. não se recomenda uma adubação muito carregada. verificando o estado de turgidez das mudas e o escorrimento de água do substrato quando apertado entre os dedos. sugere-se a separação da adubação nesta etapa em duas fases distintas: a) Adubação de arranque (1a a 3a semana após a saída da fase de germinação): Super fosfato simples: 4. e nunca nos horários de maior insolação e calor. sob pena de apresentarem deficiências que comprometem o seu desenvolvimento e podem levar à morte. as mudas precisam de uma suplementação maior de nutrientes. no verão. bem como os cuidados com encharcamento ou falta d'água. é importante reduzir-se a irrigação das mudas. evitando a queima das acículas pelos adubos.3 g/l Cloreto de potássio: 2. No caso dos tubetes.

com reserva nutricional disponível para o pronto crescimento e. mantendo uma relação parte aérea/sistema radicular de 1:1 aproximadamente e. que processam as adubações nas concentrações e horas pré estabelecidas A aquisição destes sistemas é definida em função do tamanho do viveiro e a quantidade de mudas a ser produzida anualmente Padronização das mudas Ao final das adubações de crescimento. As adubações podem ser processadas manualmente. Irrigação .Uréia: 8. Rustificação das mudas A etapa de rustificação trata da preparar a muda fisiologicamente para o plantio e as primeiras semanas que o sucedem. as mudas devem estar vigorosas.0 g/l FTE BR 10: 0.5 g/l Solubilizar os adubos em água e aplicar 3 l dessa solução para cada 1000 tubetes (5 a 20 aplicações intercaladas a cada 3 ou 4 dias). padronização das mudas separadas do lote. as formações dicotômicas próprias das micorrizas. com o diâmetro de colo aproximando-se de 3 mm. ao mesmo tempo. adubação 3. as mudas deverão ser preparadas para a ida ao campo. portanto. com a copa bem formada e o sistema radicular abundante. irrigação 2. ou com o uso de aplicadores automáticos. Nesta etapa.0 g/l Yoorim MG (ou super fosfato simples): 6. retornando às adubações de crescimento. retirada dos tubetes e transporte). resistentes ao estresse provocado pelas atividade de plantio (falta de água. Durante o processo de rustificação deve-se. o que exige mão-de-obra previamente treinada para se evitar a aplicação irregular dos adubos. notando-se nas extremidades das raízes secundárias. com a utilização de regadores. o tamanho das copas deve estar se aproximando ao comprimento dos tubetes. considerar os seguintes pontos: 1. Algumas práticas de rustificação das mudas envolvendo manejo do regime de água e adubação podem minimizar esses problemas. Deve-se processar uma seleção das mudas e. as que estiverem fora de padrão.0 g/l Cloreto de potássio: 6. Nesta etapa.

A irrigação para rustificação das mudas deve ser paulatinamente diminuída. eventualmente. este é muito variável. sem crestamento. Na etapa de rustificação. Altura da parte aérea: 14 a 15 cm Diâmetro de colo: 3 a 4 mm Sistema radicular ocupando toda a área interna do tubete com bom desenvolvimento e coloração branca Nutrição. Importância da nutrição mineral Embora o eucalipto tenha rápido crescimento. Sulfato de amônio: 5. O produtor deve ficar atento aos sintomas de deficiência nutricional que eventualmente o lote passe a apresentar. porém. Mudas que estiverem fora dos padrões estabelecidos. permitindo um leve murchamento dos ápices. porém. Padronização das mudas As mudas após o final da etapa de rustificação. o excesso de chuvas pode acarretar deficiências sérias de nitrogênio e eventualmente potássio.5 g/l Solubilizar os adubos em água e aplicar 3 l dessa solução para cada 1000 tubetes (aplicações intercaladas a cada 3 ou 4 dias para um máximo de ocupação de 500 tubetes/m2). para a de crescimento. O processo de rustificação deve ocorrer num prazo de 10 a 15 dias no máximo.0 g/l FTE BR 10: 0. favorecendo o desenvolvimento do sistema radicular e engrossamento do diâmetro do colo. e a freqüência deverá partir de duas até uma vez por dia. Os principais fatores que interferem no crescimento estão relacionados com o material genético . Adubação Antes de proceder as adubações de rustificação.0 g/ l Cloreto de potássio: 4. sem crestamento. o que se traduz em menos tecidos túrgidos e maior reserva nutricional para o período inicial pós plantio. ao mesmo tempo. Adubação e Calagem. As concentrações e produtos apresentados podem ser ajustadas de acordo com as necessidades do produtor. deverão passar por um processo de seleção e padronização. quando as raízes deverão iniciar a exploração do solo ao seu redor. proceder a lavagem acentuada das acículas para arraste de nitrogênio.0 g/l Super fosfato simples ou Yoorim MG: 10. A formulação apresentada permite que a haja uma diminuição do ritmo do crescimento em altura das mudas. cortar a irrigação até leve murchamento dos ápices. deverão regressar à fase de rustificação ou. Após a lavagem. e providenciar as correções necessárias.

tipo de solo e do material genético plantando.0 0.0 .0 22. pois propiciam melhor aproveitamento dos nutrientes.0 23.0 62.2 12. de folhas recém maduras do meio da copa.0 Ca (mg/g) Mg (mg/g) B ( g/g) Fe ( g/g) . depende entre outros do local. O número total de amostras compostas.7 3.0 1.4 8. resultando em aumento da produtividade florestal. As folhas devem estar completamente formadas.5 3.0 6.3 6.0 1.1 3. para o sucesso dos estudos nutricionais. Teores de macro e micronutrientes considerados adequados para o Eucalyptus. por gleba.2 60. Teores Observados * Elemento) Mínimos Máximos N P K (mg/g) (mg/g) (mg/g) 8. durante o verão. sendo necessária sua correção com a aplicação de fertilizantes.4 104.0 491.utilizado e com as condições de solo onde é plantado. A amostragem correta das árvores é fundamental. Geralmente.0 Teores Adequandos * 20.200. Nestas condições as folhas apresentam seguintes características morfológicas: aspecto e cor: lisa e brilhante. são utilizados os solos de baixa fertilidade natural. forma: lanceolada.6 20. Recomendações de amostragem foliar Recomenda-se coletar amostras. Em termos práticos recomenda-se a coleta de 10 a 20 amostras compostas. Avaliações nutricionais em plantios de Eucalyptus spp são importantes para recomendações de uso de fertilizantes minerais. Dependendo do regime de chuva e temperatura no período.9 7.4 15. em árvores dominantes. algumas variações podem ocorrer e neste caso as folhas que deverão ser amostradas podem não estar completamente formadas e/ou ainda não totalmente madura.8 3.3 11. por área.8 1. Recomenda-se que cada amostra seja composta por no mínimo no mínimo 3 árvores dominantes.8 2.1 0. com coloração verde escura na parte superior e verde pálida na inferior.0 80. Tabela. A interpretação das analises expressas em concentração do elemento nutriente nas folhas nos da idéia da necessidade de reposição do nutriente deficiente.

1 .0 Adubção e calagem Adubo mineral Os nutrientes mais freqüentemente utilizados nas adubações de espécies florestais são o N. representados por formulações. K. e de acordo com a cultura que será aplicado. O Ca e Mg são aplicados através de calagem. Além dos adubos simples.Bórax.: pH abaixo de 4.700. Normalmente.0) ou apresenta baixos teores de Ca e Mg.0 10.0 15. na atividade florestal. por ser normalmente aquele presente em menor concentração no solo. existem os adubos formados a partir da mistura de dois ou mais fertilizantes. . concentração mais elevada de Mg. A formulação do fertilizante varia de região para região.12 33 . Calagem O calcário é o corretivo mais usado para a correção do solo.0 300.0 39. como fontes de fósforo.Mn ( g/g) Zn ( g/g) 151. Calcário teor de MgO (%) teor de CaO (%) Cálcico ou calcítico até 5 45 . como fontes de potássio. Em plantações florestais é comum o uso de adubo simples. é recomendada a aplicação de calcário dolomitico.0 2875. Quando o solo é muito ácido (p. o fósforo é colocado em maior quantidade que os outros elementos. a aplicação de calcário antes do plantio e durante a rotação da cultura é necessária. Além de ser o mais disponível. normalmente são utilizados: Sulfato de amônio e uréia. Superfosfato simples. é o mais barato. Neste caso.0 . Épocas de aplicação Identificada a necessidade de se fazer correções no solo./ex. o próximo passo é determinar a época mais adequada para aplicar o calcário e o fertilizante.44 Dolomitico mais de 12 25 .55 Magnesiano 5. do solo. P. A calagem é realizada durante o preparo do solo e a adubação depende da espécie florestal utilizada. são denominados de adubos mistos. formado por apenas um composto químico. De maneira geral. que contém além do Ca. como fontes de nitrogênio. . Cloreto de potássio e Sulfato de potássio. como fonte de boro. e com menor freqüência o B e o Zn.0 2. da idade das plantas e da intensidade da colheita. os quais.32 . Superfosfato triplo e Fosfato natural.

A calagem tem como objetivo maior elevar os teores de Ca e Mg nos solos do que a correção do pH. as espécie florestais plantadas no Brasil são tolerantes à acidez do solo. para solos de baixa fertilidade. Assim. é feita antes ou no momento do plantio.5 e/ou a Saturação de Bases entre 40 . chamada de adubação fundamental.19] = 2 Recomendação = Aplicação de 2 t /ha de calcário Na prática não é aconselhável aplicar doses muito elevadas de calcário. A segunda. Caso seja necessário uma aplicação maior. a adubação de manutenção é realizada apenas com o Cloreto de Potássio. e especificas para as diferentes espécies florestais plantadas nos diferentes tipos de solo. Um método é baseado nos teores de Al no solo e o outro nos teores de Ca e Mg.Normalmente. por exemplo 4 toneladas. a aplicação de 90 kg/ha de Cloreto de potássio (ou aproximadamente 50 g/ planta) e cerca de 2 toneladas de calcário por hectare. pode-se recomendar a seguinte adubação: Interpretação dos teores de P e K no solo. De maneira geral. é aconselhável dividir em 2 aplicações. junto a adubação de manutenção.5. juntamente com a adubação de manutenção. O objetivo é elevar o solo a um pH próximo a 5.0) ou quando apresentar baixos teores de Ca e Mg. é realizada quando as árvores tem entre 30 a 36 meses de idade. as quantidades recomendadas elevam o pH a valores próximos a 5. Com base nos teores de Ca e Mg do solo t calcário/ha = 2 x [ 20 .(mmol(+) Ca+2 + Mg+2 / dm³ de solo)] Exemplo: teor de Ca+2 + Mg+2 no solo = 19 mmol(+) / dm³ t calcário/ha = 2 x [20 . fósforo e potássio. utilizando nitrogênio. conforme mostrados a seguir: A calagem é recomendada para elevar os teores de Ca e Mg no solo.2 x 10 = 2 Recomendação = aplicação de 2 toneladas de calcáreio/ha 2. Com base nos teores de alumínio do solo: t calcário/ha = 0. Em solos com altos teores de cálcio e magnésio. Recomendação de adubação mineral Não existem recomendações de adubação baseadas apenas nas análises de solo. Dois métodos são recomendados para determinar a quantidade de calcário à ser aplicado. Recomendação de calagem De uma forma geral. isto é. A primeira.2 x mmol (+) Al+³ / dm³ no solo Exemplo: teor de Al+³ no solo = 10 mmol(+) / dm³ t calcário/ha = 0. Normalmente.50%. também chamada de adubação de manutenção. o ideal é aplicar no máximo 2 toneladas. a adubação é realizada em duas etapas. É recomendada quando o solo é muito ácido (pH < 5. Neste caso devese aplica-lo antes do plantio e durante a rotação. A primeira aplicação antes do plantio e a segunda quando o plantio estiver com 30 a 36 meses de idade. pois além de se tornar onerosa ela pode interferir na estrutura do solo e na microfauna. Nesse caso. com base nos resultados da análise química . é recomendado. 1.

M= médio. A=alta As quantidades de adubos sugeridas são com base em um plantio no espaçamento 3m x 2m. bem misturado com a terra para evitar danos à raiz das mudas No segundo caso o adubo é distribuído no fundo do sulco de plantio. com base nos teores de P e K do solo. Adubação de manutenção Tem como objetivo fornecer K. Ca e Mg para as plantas. a quantidade recomendada para plantio e cobertura devem ser aplicadas no ato do plantio . em faixas ou em coroamento. Adubação de plantio A regra é colocar o adubo o mais perto possível da muda.5 maior ou igual a 1. O adubo é distribuído ao lado das plantas.5 e menor que 1.5 Recomendação de adubação com fertilizante mineral para eucaliptos. No caso de não se fazer a adubação de cobertura. o que representa uma população de 1666 árvores/ha. Interp. ou outro implemento agricola. Após aplicação é recomendado cobri-lo com terra. pois ela complementa a adubação de plantio.0 maior que 3 e menor que 7 maior ou igual a 7 K (mmol(+)/dm³) menor ou igual a 0. aberto pelo sulcador. O adubo pode ser aplicado na cova ou no sulco de plantio.5 a 3. K B M/A B M/A B M/A 30 30 30 30 30 30 120 120 90 90 60 60 60 45 60 45 60 30 08-32-16 10-30-10 08-30-20 08-28-16 08-28-16 10-20-10 375 400 300 320 220 300 220 240 180 190 130 180 N P205 K20 Fórmula kg/ha g/pl B= baixo. Deve ser aplicada quando as plantas tiverem de 2. Adubação de cobertura Embora não seja uma prática comum a adubação de cobertura é indicada. Nos caso de solo muito ácido ou baixos .0 anos de idade. A adubação de cobertura é feita aproximadamente 3 meses após o plantio. P B B M M A A Interp.5 maior que 0. No primeiro caso o adubo deve ser colocado no fundo da cova antes do plantio.Teores no solo Baixo Interpretação Médio Alto P (mg/dm³) menor ou igual a 3.

logo após o início dos plantios. o calcário dolomitico na quantidade de 2.. se isto ocorrer no primeiro ano de plantio. No Brasil estes insetos são chamados de saúvas ou quenquéns."Saúva-mata-pasto" . ou 30% dos gastos totais até o terceiro ciclo eram destinados ao manejo integrado de formigas. Em ecossistemas tropicais as formigas consomem em média 15% da produção florestal. Após aplicação deve fazer uma incorporação superficial.0 cm de profundidade. Segundo Anjos. A primeira pertence ao gênero Atta com 10 espécies e 3 subespécies e a segunda aos gêneros Acromyrmex.. a perda total do ciclo pode chegar a 13% da colheita. são consideradas até hoje como o principal problema entomológico das florestas brasileiras. O desfolhamento causado por formigas pode reduzir a produção de madeira no ano seguinte em um terço e. e menos importante. é recomendando aplicar juntamente com o potássio. al. com 20 espécies e nove subespécies (Della Lucia et. 1998). Formigas Formigas cortadeiras As formigas cortadeiras. Diferem-se das quenquéns por serem maiores e possuirem apenas três pares de espinhos no dorso do tórax. Ocorrem somente na América. os gêneros Sericomyrmex (9 espécies). já relatadas pelo Jesuíta José de Anchieta em 1560 (Mariconi. 1998 há estudos indicando que cerca de 75% dos custos e tempo gastos no manejo integrado de pragas em florestas plantadas. 3). Pragas O eucalipto foi introduzido no Brasil na década de 40 se adaptando as diferentes regiões do Brasil. a aproximadamente 5. Sua proximidade taxonômica com diversas espécies brasileiras favoreceu a adaptação de muitos insetos. isto é. 1. Atta bisphaerica Forel. Trachymyrmex (12 espécies) e Mycocepurus (3 espécies) (Anjos et.. conhecidas desde o século XVI e. al.SP. Norte e Sul do Mato Grosso. Seus ninhos são denominados sauveiros e são facilmente reconhecidos pelo monte de terra solta na superfície (Gallo et. No entanto o manejo adequado dos plantios juntamente com o monitoramento é fundamental para o sucesso deste controle Formigas Saúvas Saúvas são formigas cortadeiras do gênero Atta. A seguir serão listadas as espécies de saúvas e sua distribuição no território Nacional de acordo com Della Lucia et. (1993). distribuídos por todo o Brasil forneceram grande quantidade de alimentos a estes insetos. Os extensos plantios homogêneos e contínuos. RJ. A aplicação é feita distribuindo o adubo e o Calcário entre as linhas de plantio. . sendo sua dispersao do sul dos EUA até a Argentina. 2002).Aliada a disponibilidade de alimento a baixa diversidade interferiu no equilíbrio ecológico destes insetos possibilitando seu aumento populacional descontrolado. 1993. MG. 1908 . Para o controle de formigas são utilizados principalmente produtos químicos na forma de iscas. tornando-os pragas. 1970). cap. al.0 toneladas por hectare. al.teores de Ca e Mg.

Atta capiguara Gonçalves. PA. mas geralmente são bem menores que as saúvas. Comumente. Com as modificações nomenclaturais no subgénero Moellerius feitas por FOWLER (1988) e as duas formas neárticas. MA. Acromyrmex coronatus (Fabricius. 1939 . BA. PA.RJ.?Quenquém-de-árvore? SP. 1939 . AL. MT. 20 espécies e nove subespécies foram constatadas no Brasil. No Estado de São Paulo. CE. 7.nyrmexdiasi (GONÇALVES. Atta cephalotes (L. o tipo de esculturação tegumentar e disposição dos tubérculos no gáster (GONÇALVES. ES. versicolor chisosensis (Wheeler).2. 8. encontram-se variações individuais na proporção dos espinhos do tronco e da cabeça em espécimens pertencentes à mesma colônia. PI."Saúva-parda" . AP. A ocorrência destas formigas vai desde a Califórnia (EUA) até a Patagônia."Saúva-preta" .Sul da BA. 12. Atta laevigata (F. Atta sexdens piriventris Santschi. Provavelmente.. Sul do PR. A caracterização taxonômica realizada com base na proporção forma dos espinhos do tronco. MG.SP. PA. Cuba."Saúva-da-mata" . 1758). SE e Nordeste da BA. RJ. MT e MG. AM.?Quenquém-preto-brilhante?. RR.SP. ES."Saúva. PB. 1919 . Smith.SP. MT. ."Saúva" . 1942 ."Saúva-de-vidro" . 1993) Acromyrmex ambiguus Emry. SC e RS 9.limão -sulina" . CE. Provavelmente. Provavelmente ocorre em AL. RN. RR. 10. Os formigueiros deste gênero são pequenos e geralmente de poucos compartimentos (panelas). Sul de GO e Norte e Oeste do PR.SP."Saúva" . 1804) . Atta silvai Gonçalves. PE. Atta sexdens sexdens (L. Sul do MT. BA. PE (Recife e arredores) e Sul da BA. RO. 6."Formiga-da-mandioca" . encontrando-se espécies deste gênero na América Central. Formigas quenquéns São formigas cortadeiras. SC e RS. Norte de GO. 1758). 1887. MA. RJ. 1939 . Atta sexdens rubropilosa Forel. 1858). 3. Atta opaciceps Borgmeier. 11. o gênero conta atualmente com 63 espécies nominais. PE.SP. PE. Atta goiana Gonçalves. laevigata e A. A. RN. Dessas. 1961) são sinais facilmente visualizados nas operárias máximas.GO e MT. Atta robusta Borgmeier. Em Minas Gerais. bisphaerica. RJ.AM. BA e Norte de MG. RO. PB. 4. dados sobre a atualização da distribuição geográfica do gênero apontam 11 espécies seis subespécies (ANDRADE e PORTI. AL. 1858).MG. principalmente do genero Acromyrmex.AM. 2. além da descrição de Acro. BA. 1983). GO e Norte do PR. MG (Sul e centro).. 1982. as espécies mais frequentes e abundantes são: A. ocorre no AC e Norte do MT. CE. BA e RS. 5. AC. PI e SE.RS e MT."Saúva" .."Saúva-limão" . ocorre em RO."Saúva-do-sertão-do-nordeste" -PI. PA. 3. exceto no Chile As únicas espécies que não são da Região Neotropical são Acromyrmex versicolor versicolor (Pergande) e A. AP. MA. Smith. Trinidad e América do Sul. Acromyrmex aspersus (F. 1908. 1944 . sexdens rubropilosa. SE. Atta vollenweideri Forel. CE. Norte do MT. RR. PR. SP. As operárias variam muito de tamanho.?Quenquém-rajada? .

13. SE. 1905 . formiga-rapa-rapa. Acromyrmex rugosus rugosus (F.AM. 23. RS. 1887 . PA. 1893 . -SC.MT. Acromyrmex rugosus rochai Forel. BA e SC 17.preta? . MG.SP.?Quenquém-mirim e formiga--carregadeira? SP?.AM e PA. Acromyrmex subterraneus subterraneus Forel.RS.?Saúva. 24.AM. SP. GO e MS (MAYHÉ-NUNES. 20. SC. Acromyrmex disciger Mayr. RO. PA. 1909 .?Formiga-mineira? PR. Acromyrmex striatus (Roger. MA. RJ. BA e SP. Acromyrmex landolti landolti Forel.AM. 1863). SC. 30. 9. RS. 1908. Acromyrmex octospinosus (Reich. 1802) . MG. 4. 1793) . GO. 1925 .ES. 22. SC e MS. Acromyrmex laticeps nigrosetosus Forel.?Boca-de-cisco. 6. CE. 1858). Acromyrmex landolti fracticornis Forel. Armitermes spp. . PB. MA. 1925. RJ. MCI e DF. Acromyrmex crassispinus Forel. GO. 29.MT. Acromyrmex lundi carli Santschi.? SP. ES. RN.AM. Smith. ES e PR. quenquémmineira e quenquém-mineira-preta? . de acordo com AEDRADE e PORTI (1993). PA. 1899. Anoplotermes spp.?Quenquém-de-monte-preta e formiga-demonte. Neocapritermes spp. SC. 1884. PI. MG.?Carieira e quenquém-mineira-daamazônia? .?Formiga-mineira e formiga-mineiravermelha? . MG e PR. AM.SP CE.?Quenquém-de-cisco-da--amazônia? . Acromyrmex landolti balzani Emery. SP e RS.?Formiga-de-monte-vermelha? PR. SP. BA. RJ. MG.?Quenquém--caiapócapixaba? . Acromyrmex subterraneus molestans Santschi. MÁ. 14. 21. Acromyrmex lundi lundi (Guérin. RJ. 10.SC. SC. formiga-rapa e formiga-meia-lua? . 8. MT e AC. Acromyrmex hystrix (Latreille. 28. RS e PR 15. PR E SC. 1925 .?Caiapó? -SP. PI. RJ. MG. 1890. AL.CE. PA. MG. MT e DF. PE. Acromyrmex lundi pubescens Emery. Acromyrmex laticeps laticeps Emery. RO.?Quenquém-campeira? 16. 7. RJ. RS e SP. 18. formiga-lavradeira e formiga-mulatinha? . Heterotermes spp. AM.?Quenquém-de-cisco e quenquém? . Acromyrmex hispidus formosus Santschi. Acromyrmex diasi (Gonçalves. RJ.CE. MT e GO. GO. RN.?Formiga-de-rodeio e formiga de-eira? . SP. CE. SC e RS Cupins Coptotermes spp. PB. 19. Acromyrmex lobicornis Emery. MG. 1925 .?Quenquém-de-cisco-graúcha. Acromyrmex niger (F. 1838) . Acromyrmex heyeri Forel. 12. MG.SC.SP. 1991). PE. 25. 1911 . RJ. MT.MS. 26. BA.MT e MS. PR. BA e MT. Cornitermis spp.DF (Brasília). . BA. RN. MT. MG e ES. PA e RR. 5.SC e RS. Acromyrmex hispidus fallAx Santschi.?Formiga-mineira-preta. CE. Smith. Acromyrmex subterraneus bruneus Forel. 1983 . CE. 1939 . 27. 1905 . CE. 1909 .?Fortniga-quiçaçá? . 1904 . Acromyrmex nobilis Santschi. 1858) . Acromyrmex muticinodus (Forel 1901)-?Formiga-mineira?. 1887. 11.PR de acordo com KEMPF (1972). ES. MG.BA e RS. SP.

Estes estão incluídos em diversas famílias. foi encontrado nos eucaliptais do Rio Grande do Sul. Ele foi introduzido na Argentina em 1926 e.PR. A família Scarabaeidade apresenta espécies desfolhadoras vorazes em muitos tipos de essências florestais no Brasil. Scarabaeidae. Tanto as larvas quantos os besouros adultos são pragas de resflorestamentos de eucalipto e de várias culturas agrícolas. Não tardará e esta praga chegará aos maciços florestais de Minas Gerais. 1833) (Coleoptera: Curculionidae) . besouros coleobrocas e besouros de raízes Besouros desfolhadores Os besouros desfolhadores constituem um grupo de insetos muito importantes para a silvicultura brasileira. 30 anos depois. coleobrocas e besouro de raízes.PR.Procornitermes spp. Mais cerca de 30 anos e já está em São Paulo. Lagartas As Lagartas consideradas pragas do Eucalyptus no Brasil podem ser classificadas em desfolhadoras e broqueadoras. Os besouros constituem um grupo de insetos muito importantes para a silvicultura brasileira. Outros insetos nativos do Brasil. 1835) (Coleoptera: Curculionidae) . Curculionidade. como as de Naupactus. RS e 2. Gonipterus scutellatus (Gyllenhal. SC. 1. As lagarta consideradas pragas do Eucalyptus no Brasil podem ser classificadas em desfolhadoras e broqueadoras Lagartas desfolhadoras Lagartas broqueadoras Besouros Os besouros podem ser classificados como desfolhadores . . Syntermes spp. Espírito Santo e Bahia. Gonipterus scutellatus (Coleoptera: Curculionidade) é uma das piores pragas nativa dos eucaliptais na Australia. RS e SC. Gonipterus gibberus (Boisduval. como Bolax flavolineatus. por exemplo. Existem como pragas do eucalipto besouros desfolhadores. Suas espécias são ainda mal conhecidas pela Entomologia Florestal brasileira. Dentro deste grupo a principal espécie que apresenta importância para o setor florestal brasileiro é Costalimaita ferruginea. Buprestidae. mas principalmente roem os ponteiros e galhos tenros de eucaliptais jovens. também atacam as essências florestais. A família Buprestidae apresenta vàrias espécies de besouros que atacam as folhas novas. principalmente as de Chrysomelidae.

Sugadores Os insetos sugadores são de grande importância para o eucaliptos por agrigarem os psilideos. os psilideos. de controle biológico. 1863). 1988). Dentro deste grupo. MA. 1877) (Coleoptera: 4. cerca de 2500 espécies. podem ser citados.3. No Brasil foi detectada em 1950. semelhante a pequenas cigarrinhas. Nova Zelandia e algumas ilhas do .. Grande parte dos insetos da família Psyllidae são de origem Australiana sendo que a maioria das espécies se desenvolvem em eucaliptos ou outras Mirtaceas. Bolax flavolineatus (Mann. Sternocolaspis quatuordecimcostata (Lefréve. semelhante a pequenas cigarrinhas.. Dentro desta família. Estes primeiros são compostos por insetos de origem australiana com introdução recente no Brasil Para controle das principais pragas do eucalipto deve-se. PR. BA. SC. PR Phoracantha semipunctata (Fabricius.origem australiana. dicotiledôneas (Burckhardt.. pertencentes a Ordem Homoptera. RN. sendo que a maioria se desenvolve em plantas lenhosas.SP. superfamília Psylloidea (Hodkinson. superfamília Psylloidea (Hodkinson. 1829) (Coleoptera: Scarabaeidae) 6.PA. 1994). SP e PR 5. (Coleoptera: Buprestidae) SP. SP. insetos saltadores. Chrysomelidae) . BA. inclusive utilizando-se insetos parasitóides e predadores de pragas . PR Costalimaita ferruginea vulgata (Lefréve. Achryson surinamum (L. o gênero Ctenarytaina Ferris e Klyver tem a mais ampla distribuição natural. 1775) (Coleoptera: Cerambycidae) . (Coleoptera: Cerambycidae) Sugadores Dentre os insetos que sugam a seiva e provocam danos no eucalipto. MA. 1758) (Coleoptera: Cerambycidae Besouro-de-raízes Migdolus fryanus (Westwood. 1865) (Coleoptera: Platipodidae) . 1885) (Coleoptera: Chrysomelidae) RN. GO. 1767) (Coleoptera: Cerambycidae) Mallodon spinibarbis (L. são conhecidas em todo o mundo. trips e pulgões. cigarrinhas. pertencentes a Ordem Homoptera. PA. considerar possibilidades de manejo integrado. BA. Psylloptera spp.. 1988 Sugadores Psilideos São chamados ?Psilideos? insetos saltadores. Besouros coleobrocas Platypus sulcatus (Chapius. sempre. RS. indo desde a Índia e Sudeste da Ásia até a Austrália.

que se alimentam externamente e devoram suas presas (Tompson. A maioria dos parasitóides pertence às ordens Hymenoptera e Diptera. Alguns parasitóides atacam diferentes hospedeiros e outros são limitados a alguns poucos. No que se refere aos aspectos biológicos do MIP estas técnicas podem ser sintetizadas em três linhas: o uso de técnicas culturais. Esta espécie de origem australiana se espalhou por vários países. sempre. movendose livremente para procurar outras presas. Sri Lanka. Possivelmente estes insetos estejam presentes nas demais regiões. enquanto o predador alimenta-se de vários indivíduos. Em condições normais. 1998). Foi observada em 1990 nas Ilhas do Sul em Nova Zelândia. considerar possibilidades de manejo integrado. Para controle das principais pragas do eucalipto deve-se. As populações de insetos são reguladas por forças físicas. Papua. sendo encontrada três espécies. eucalypti. no Uruguai. Norte do Paraná em 1992 (Iede et. dunnii. de controle biológico. que poderiam alcançar populações assustadoras. A primeira ocorrência de C. (1999). em 1991 na Califórnia. Inglaterra e Alemanha). Por outro lado. al. foi observada em plantações de Eucalyptus grandis. et. o controle . As diferenças entre parasitóides e predadores não são rígidas. USA. eles podem ser atacados por outros parasitóides (hiperparasitismo) (Furnis & Carolin. Ilhas Canárias. A manipulação das forças biológicas se constitui numa das ferramentas mais poderosas do Manejo Integrado de Pragas (MIP). na agricultura ou na floresta e que envolve um grande número de técnicas.1977). Ctenarytaina eucalypti . 1992 no Norte do Paraná. No Brasil foi realizado levantamentos destes psilideos no Estado do Paraná e São Paulo. gradualmente o consome. A espécie mais conhecida do gênero. uma única espécie pode servir de hospedeiro para diferentes espécies de parasitóides. inclusive utilizando-se insetos parasitóides e predadores de pragas. no município de Colombo. podendo ainda haver também outras espécies ainda não coletadas nos levantamentos realizados anteriormente. sendo uma delas também encontrada em Goiás. Ilhas Madeira. Brasil e em 1994 próximo a Montevidéu. em mudas de E. África do Sul. Espanha. 1996). all. ocorre naturalmente no sudeste da Austrália e Tasmania e foi introduzida na Nova Zelândia. Califórnia e Europa( França. o eucalipto (Taylor. estas forças contrabalançam a enorme capacidade reprodutiva dos insetos. caso estas forças fossem retiradas. Em 1997 foi descrita a espécie Ctenarytaina spatulata (Taylor 1997). Os parasitóides usualmente são capazes de alimentar se e completar seu ciclo de vida em um único hospedeiro. no município de Arapoti. Itália. Portugal. Os parasitóides também não estão livres de inimigos naturais. nutricionais e biológicas.Pacífico (Burkchardt. foi relatada por Burckhardt. Nova Guine. Algumas espécies de Ctenarytaina tem sido introduzidas em outros continentes juntamente com seu hospedeiro. Ctenarytaina sp. PR. 1997). ou apenas um hospedeiro. 1943) e parasitóides que vivem sobre o hospedeiro ou dentro dele e. Na floresta os insetos benéficos estão principalmente em dois grandes grupos: Predadores. no Brasil.

Uma vez que os insetos perfazem um total de 80% (talvez 1-1. não está bem claro para a povo as possibilidades de lucros oriundos dos insetos. As técnicas culturais compreendem o manejo da cultura. 1964 apud.. limitações dos organismos envolvidos em cada caso (Huffaker & Mensageiro. provavelmente crítico a nossa sobrevivência. processos adaptativos e. (Bosch. torna difícil conscientizar a população sobre a necessidade de conservá-los. papel. mas apenas um pequeno percentual é considerado praga. é indiscutível o papel benéfico de muitos insetos para o homem.e. 1990). é de grande importância para nós e.. as mudanças no ambiente. Dentre as razões citadas por pragas Pyle et al. compatíveis com o manejo florestal (Waters & Stark. Nestes termos. quando aplicado adequadamente o um problema de praga. Os insetos destrutivos fazem parte dos ecossistemas florestais e tem impacto significativo na produtividade e outros valores da floresta. (1981). Mas por ser o controle biológico uma manifestação da associação natural de tipos diferentes de organismos vivos. parasitóides e patógenos com os hospedeiros e. desbastes. ecológicos e econômicos. tais como capina. o fenômeno é dinâmico. os insetos estão quase sempre associados a prejuízos. 1973). Controle biológico é um fenômeno natural que regula o número de plantas e animais com a utilização de inimigos naturais (agentes de mortalidade biótica) mantendo as populações (excluindo o homem possivelmente) em estado de equilíbrio com o ambiente (Bosch. 1980) e integradas às outras atividades que conduzem a floresta ao seu objetivo final. 1973). harmoniosa. basta lembrar as abelhas e o . estão os valores intelectuais. 1999). roçagem. (Vinson. Mais recentemente. nos efeitos dos insetos na planta. estes estudos incluíram as interações entre plantas e o terceiro nível trófico. englobando todas práticas que a beneficiam e. O controle biológico no Brasil Controle biológico é um fenômeno natural que. observando a interação tritrófica da perspectiva de cada componente. Os estudos de resistência de plantas se aproximaram do MIP em 1950. predadores com as presas. etc. et al.5 milhões de espécie) de todos os animais terrestres. Quando se discute o manejo de pragas é necessário lembrar que existe mais de um milhão de espécies de insetos. no entanto estes impactos adversos podem ser evitados ou mantidos abaixo dos níveis de dano econômico. Do ponto de vista econômico. de maneira indireta influencia na dinâmica populacional dos insetos. No entanto. 1981). O homem poderia não sobreviver à intensa competição com comida e fibra e ele enfrentaria problemas relacionados à saúde devido a doenças transmitidas por insetos.biológico e o uso de plantas resistentes.. que podem ser uma enorme fonte de lucros. então. Bosch. focado nas estratégias de defesas da planta e seus efeitos nos insetos herbívoros e em menor extensão.. seja ele a produção de madeira. 1973). O fato dos insetos estarem associados com algo maléfico (pragas e vetores) para a maioria da sociedade. adubação. flutuando dentro de certos limites (Berti Filho. o controle biológico. através de medidas ecológicas. celulose. Embora a maior parte do trabalho dos entomologistas concentra-se em matar estas pragas (Pyle et al. e econômica. a inibição parcial de controle biológico natural geraria conseqüências inimagináveis. sujeito às perturbações por fatores outros como.. et al. do porquê conservar populações de insetos. paisagístico ou ambiental. i. et al. pode prover uma solução relativamente permanente.

). parasitóides e microorganismos. 1990) que em 1982 liberou 168. et al. 1993. Na área florestal vários projetos com ênfase no controle biológico podem ser referenciados. O controle biológico clássico no Brasil iniciou em 1921. 1995 e Specht. em Minas Gerais (Zanúncio. coordenado pela Embrapa Florestas. que mobilizam criadores. podem ser citados os trabalhos de Alves & Sosa Gomez. muitos trabalhos individuais ou em grupos têm apresentado alternativas ao controle de pragas florestais... 1993. como Podisus nigrolimbatus Spínola (Hemiptera: Pentatomidae) e P. 1983. foi introduzido da Uganda o parasitóide Prorops nasuta para controlar a broca do café (Hypothenemus hampei). Santa Catarina e Paraná. Dentro do controle biológico de formigas cortadeiras. connexivus Bergroth. principal praga florestal no Brasil. Della Lucia.. citrus. no Brasil. que tem mobilizado um grande número de pessoas é a produção e comercialização de parasitóides e predadores para uso na agricultura e florestas. 1994 . cacau e outras. al. et al. 3.000 indivíduos de Trichogramma soaresi na tentativa de controlar um foco de Blera varana Schaus em Eucalyptus cloeziana F. 2. indústria e comércio em todo mundo. no Rio Grande do Sul. coordenado pela Universidade Federal de Viçosa -UFV. 1990) e vários outros para o controle de diversas pragas nas culturas da macieira. dentro de um programa que continuou por vários anos. com a identificação de inimigos naturais. 1990). et. (Zanúncio. pela primeira vez em 1988 (Iede & Penteado. Após esta data outros inimigos naturais foram introduzidos para o controle desta broca. com ênfase aos bioinseticidas virais e bacterianos. Os sucessos alcançados nos primeiros programas incentivaram vários pesquisadores e instituições a investirem no controle biológico sendo publicados mais de 1400 trabalhos nas últimas duas décadas na área de entomopatógenos (Alves. O parasitóide Ibalia leucospoides Hochenwald foi introduzido naturalmente junto com a praga (Iede & Penteado. São Paulo e Espirito Santo. Silva & Diehl-Fleig. (Berti Filho. coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG (Berti Filho. 1988) e no ano seguinte iniciou o programa de controle. A vespa da madeira foi observada. 1993). no Paraná. com a criação e distribuição deste parasitóide (denominada de vespa da Uganda). (Hymenoptera Trichogrammtidae) no controle de lagartas desfolhadoras de Eucalyptus spp. Além destes.bicho da seda. et al. et al. como o braconideo Heterospilus coffeicola (Gonçalves. Bahia. 1998). principalmente vírus e bactérias. tais como: 1. Anjos. 2000). em cooperação com diversas empresas florestais que plantam Pinus sp. testes de eficiência para predadores. 1993). Um mercado recente. café. Muell. O controle da vespa da Madeira Sirex noctilio Fabricius com a introdução do nematóide Deladenus siricidicola Bedding seu principal inimigo natural e posteriormente os parasitóides Megarhyssa nortoni (Cresson) e Rhyssa persuasoria (L. em convênio com diversas empresas florestais em Minas Gerais. com a importação de Prospaltella berlesi (Aphelinidae) dos Estados Unidos para o controle de Pseudaulacaspis pentagona no pessegueiro. por mais de duas mil propriedades até 1939. Programa de controle de lagartas desfolhadoras do eucalipto com uso de predadores. Em 1929. cana de açúcar. O uso de Trichogramma sp.

1852 • Podisus sculptus Distant. 1891 • Podisus nigrolimbatus Spínola. de acordo com a espécie atacada e da época do ano. mais tem origens diversas) • Seca de ponteiros do Vale do Rio Doce (SPEVRD): • Seca de ponteiros de Arapoti (SPEA) • Seca de ponteiros por falta de Boro • Seca da saia do Eucalyptus viminalis • • • Algumas doenças de origem abiótica são importantes. na cultura do eucalipto. 1860 • Alcaeorrhynchus grandis • Reduviídeos • Montina confusa Doenças O eucalipto pode ser atacado por vários patógenos. As principais doenças que ocorrem nos eucaliptos são: Tombamento Podridão de raízes • Mofo cinzento • Podridão de estacas • Esporotricose • Oidio • Murcha bacteriana • Enfermidade rosada ou rubelose • Cancro • Ferrugem • Murcha de cilindrocladium • Podridão do cerne Doenças foliares e complexos etiológicos (possuem sintomas de doenças. as doenças de . pela intensidade e freqüência com que têm sido verificadas. desde mudas até árvores adultas. principalmente fungos. As doenças causam significativos impactos econômicos. Geralmente.Insetos parasitóides No controle de pragas do eucalipto uma das linhas de pesquisa atuais tem sido o uso de parasitóides Principais espécies de hemipteros predadores utilizados em florestas • Podisus connexivus Bergroth. 1889 • Supputius cincticeps Stal.

do colo da plântula. cotilédones. Químico: Fumigação do substrato com produtos de amplo espectro. Uso de semeadura direta em tubetes suspensos. plântulas. solo. Físico: Desinfestação do substrato com uso de calor (vapor. Tombamento CONTROLE Cultural: Uso de sementes. substrato e água de irrigação livres de patógenos. viveiro. Adubação equilibrada das mudas. Tombamento de plântulas Condições de alta umidade no Sistema adequado de irrigação em reboleira e sua morte. as árvores podem tornar-se suscetíveis à infecção de patógenos secundários. Raleio das plântulas. Retirada de recipientes sem mudas e Murcha. a prescrição de medidas de controle eficientes depende da correto e completo diagnóstico do agente causal. Outro aspecto importante a ser ressaltado é que a implementação de uma medida de controle precisa ser balizada entre sua viabilidade técnica e a econômica. Durante ou após a ação do fator adverso. Evitar o sombreamento excessivo das mudas. como por exemplo a contaminação ambiental por agrotóxico. o mais cedo possível. Aplicação de fungicidas. Biológico: Uso de linhagens ou espécies de agentes de controle biológico SINTOMAS E SINAIS CAUSAS . Ataque de fungos na fase de Seleção e descarte das plantas doentes Lesão necrótica na região germinação. Uso de substratos com boa drenagem. enrolamento e Uso de substratos com mudas mortas e de folhas caídas e secamento de contaminados por fungos de senescentes. água quente ou solarização). a medida mais eficiente e econômica pode provocar impactos ambientais indesejáveis. Os principais patógenos secundários (também chamados de doenças abióticas) observados são: • Afogamento do coleto Enovelamento de raízes • Gomose • Pau-preto • Geada • Granizo • Seja qual for o problema. Por vezes.origem abiótica são decorrentes de fatores adversos e estressantes do ambiente. destruindo as e mortas.

Raleio das plântulas.Podridão-da-raiz SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE Cultural: Uso de sementes. o mais cedo possível. Uso de substratos com boa drenagem. E Fusarium sp. Seleção e descarte das plantas doentes e mortas.. Sistema adequado de irrigação Químico: Fumigação do substrato com produtos de Enrolamento de folhas. Sistema adequado de irrigação Químico: Fumigação do substrato com produtos de amplo espectro. Físico: Desinfestação do substrato com uso de calor (vapor. Mofo-cinzento SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE Cultural: Uso de sementes. Aplicação de fungicidas. Evitar o sombreamento excessivo das mudas. Uso de substratos com boa drenagem. o mais cedo possível. Seleção e descarte das plantas doentes e mortas. substrato e água de irrigação livres de patógenos. Uso de semeadura direta em tubetes suspensos. Biológico: Uso de linhagens ou espécies de agentes de controle biológico. Retirada de recipientes sem mudas e com mudas mortas e de folhas caídas e senescentes. . Uso de semeadura direta em tubetes suspensos. Adubação equilibrada das mudas. Pythium sp. Murcha e morte Retirada de recipientes sem mudas e com de mudas. água quente ou solarização). substrato e água de irrigação livres de patógenos. Adubação equilibrada das mudas. Ataque do fungo Formação de mofo acinzentado Botrytis cinerea sobre as plantas afetadas. Evitar o sombreamento excessivo das mudas. senescentes. em raízes. Ataque dos fungos Phytophthora mudas mortas e de folhas caídas e Lesões necróticas sp. seca e queda das mesmas. Raleio das plântulas.

água quente ou solarização). CAUSAS Ataque do fungo Sporothrix eucalypti CONTROLE Uso de controle químico Oídio SINTOMAS E SINAIS Enrugamento e deformação de folhas jovens e brotações. Físico: Desinfestação do substrato com uso de calor (vapor. base ou em outras Fusarium sp. Murcha e morte de mudas. Formação de uma película pulverulenta e esbranquiçada sobre as folhas. Biológico: Uso de linhagens ou espécies de agentes de controle biológico. Esporotricose do eucalipto SINTOMAS E SINAIS Infecção da haste principal de mudas e porção apical de brotações de minicepas. CONTROLE Aplicação de fungicidas em mudas severamente afetadas Murcha bacteriana do eucalipto SINTOMAS E SINAIS CAUSAS Avermelhamento ou amarelecimento da Ataque da bactéria CONTROLE Evitar o plantio de mudas . CAUSAS Ataque do fungo Oidium sp. Ataque dos fungos Cylindrocladium Lesões escuras na candelabrum. Lesões necróticas em raízes. Aplicação de fungicidas.amplo espectro. Podridão-de-estaca SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE Além das medidas anteriormente citadas: Descontaminação de brotações e recipientes com hipoclorito de sódio e/ou fungicidas. Colletotrichum sp. Secamento e morte de estacas. Aspecto acanoado das folhas adultas. Pulverização de estufas com sulfato de cobre. e Rhizoctonia solani partes da estaca.. Anelamento e morte de caules e pecíolos. Lesões arroxeadas em folhas.

Uso de espécies e procedências resistentes Mancha de cilindrocladium SINTOMAS E SINAIS Lesões no ápice ou bordos do limbo foliar que podem atingir toda a folha. depressão e rompimento da casca em fitas. Mortalidade de galhos e hastes.copa em árvores com idade entre 4 e 8 Ralstonia meses. CONTROLE Uso de espécies ou procedências resistentes Cancro-do-eucalipto SINTOMAS E SINAIS CAUSAS Secamento da copa e morte de árvores jovens (5 meses em diante) por estrangulamento da colo. Formação de pústulas de coloração amareloAtaque do fungo vivo sobre lesões (esporos do fungo). com aspecto de queima. CONTROLE Uso de populações resistentes (espécies. Secamento da copa. solanacearum. CAUSAS Ataque do fungo Corticium salmonicolor. procedências. Evitar o dobramento e a compactação da extremidade das raízes no plantio. Uso de espécies ou procedências resistentes. Formação de verrugas nas lesões: Seca e morte de tecidos afetados. . Evitar preparo de solo que favoreça o afogamento do coleto. em viveiros. Enfermidade rosada ou rubelose SINTOMAS E SINAIS Lesões e sinais em galhos e na haste principal de árvores com idade entre 2 a 5 anos. híbridos e clones). Murcha da folhagem e queda parcial de folhas. Puccinia psidii. Ao cortar-se a planta. Fendilhamento da casca e seu Ataque do fungo intumescimento. Usar mudas produzidas em tubetes suspensos. ocorre exsudação de pús bacteriano no caule. CAUSAS CONTROLE Ataque de fungos do gênero Uso de controle químico Cylindrocladium. Ferrugem SINTOMAS E SINAIS CAUSAS Pontuações cloróticas em folhas jovens e caule em formação. Cryphonectria Formação de cancro no tronco. CONTROLE Uso de controle químico em viveiros. passadas. com cubensis. Aparecimento de gomose (exsudação de quino).

Manchas de coloração marrom-claro a marrom arroxeado e cinza. Seca de ponteiros por falta de Boro: Encarquilhamento de folhas jovens. severamente afetadas. Rhizoctonia solani. Arapoti (SPEA): durante o plantio pode evitar ou Sintomas em plantas com minimizar e os efeitos do Fatores ambientais favorecem a menos de 7 meses. formação de cancro e estrangulamento da haste. Uso de espécies e procedências resistentes. Secamento das porções Plantio de espécies resistentes ao predispondo as árvores ao ataque apicais dos ramos e problema. Seca de ponteiros de a aplicação do elemento no solo. CONTROLE O retorno das condições ambientais normais pode promover a recuperação do desenvolvimento normal das árvores. Fendilhamento da casca. Associação de vários grupos Podridão interna de coloração esbranquiçada de fungos decompositores de ou parda que ocorre mais pronunciadamente madeira. Clorose das bordas do limbo até ocorrer necrose. Mycosphaerella spp. No caso da seca por falta de boro. Existe tolerância das plantas ao patógenos secundários. e Kirramyces epicocoides. Bifurcação do tronco. Doenças foliares secundárias Complexos etiológicos SINTOMAS E SINAIS Seca de ponteiros do Vale do Rio Doce (SPEVRD): Sintomas em plantas com mais de 1 ano. Desfolha intensa. de insetos e a associação de galhos. CAUSAS Ataque de espécies dos fungos Coniella fragariae. problema da SPEVRD E SPEA. na região medular. Podridão-de-cerne SINTOMAS E SINAIS CAUSAS Ausência de sintomas externos. problema. CONTROLE Uso de espécies resistentes ao problema. . Queda de folhas lesionadas. Lesões necróticas em ramos. a Perda de touças e árvores partir do quarto ano. Ramos flácidos sem forma cilíndrica. Redução do crescimento. ocorrência de distúrbios fisiológicos. Fatores ambientais favorecem a ocorrência de distúrbios fisiológicos. predispondo as árvores ao ataque de insetos e a associação de patógenos secundários.

Seca da saia do Eucalyptus viminalis: Secamento geral da folhagem. as árvores podem tornar-se suscetíveis à infecção de patógenos secundários. as doenças de origem abiótica são decorrentes de fatores adversos e estressantes do ambiente. Morte de árvores. Deficiência de boro na planta e associação de fungos do gênero Botryosphaeria em cancros de haste e tronco. mais tem origens diversas) de ponteiros do Vale do Rio Doce (SPEVRD): Seca de ponteiros de Arapoti (SPEA) Seca de ponteiros por falta de Boro Seca da saia do Eucalyptus viminalis Algumas doenças de origem abiótica são importantes. como por exemplo a contaminação ambiental por agrotóxico Afogamento do coleto SINTOMAS E SINAIS Intumescimento do colo Plantas com pouco desenvolvimento Seca e morte de plantas. Outro aspecto importante a ser ressaltado é que a implementação de uma medida de controle precisa ser balizada entre sua viabilidade técnica e a econômica. Durante ou após a ação do fator adverso. pela intensidade e freqüência com que têm sido verificadas. a medida mais eficiente e econômica pode provocar impactos ambientais indesejáveis. • (possuem • Seca • • • sintomas de doenças. Os principais patógenos secundários (também chamados de doenças abióticas) observados são: • • Afogamento do coleto Enovelamento de raízes • Gomose • Pau-preto • Geada • Granizo Seja qual for o problema. Enovelamento das raízes SINTOMAS E SINAIS Plantas com pouco CAUSAS CONTROLE Plantio de mudas com sistema Evitar o aproveitamento de mudas . Geralmente. CAUSAS CONTROLE Enterrio de parte do caule das mudas Cuidados no plantio e no preparo no plantio de solo para evitar o afogamento Aterramento da muda no campo decorrente de tratos culturais ou enxurrada. na cultura do eucalipto. Por vezes. a prescrição de medidas de controle eficientes depende da correto e completo diagnóstico do agente causal.

não existe ou chuva de pedra. CAUSAS Sem conhecimento completo de sua origem. com ou sem formação de crosta de gelo sobre a planta. CONTROLE Evitar a ocorrência do fator injuriante. CONTROLE Proteção de mudas em viveiros Uso de espécies ou procedências tolerantes ou resistentes. Gomose SINTOMAS E SINAIS CAUSAS Ferimentos mecânicos Injúrias de insetos Ventos fortes Plantas parasitas Desordens fisiológicas por fatores adversos de clima e solo. Granizo SINTOMAS E SINAIS Desfolhamento e descascamento de ramos. .desenvolvimento radicular enovelado Seca e morte de plantas. passadas e com raízes enoveladas Evitar o entortamento de raízes durante o plantio. CAUSAS CONTROLE Como o problema decorre de um evento Queda de granizo climático. ocasional e localizado. Escorrimento de quino (goma) em alguns pontos do tronco. meio de se evitar. Geada SINTOMAS E SINAIS CAUSAS Desde queima de ponteiros até a perda total da copa Resfriamento brusco da temperatura Queima e bronzeamento ambiente e congelamento. hastes e árvores Surgimento de pequenos cancros em ramos e hastes Seca de ramos e morte de árvores. Pau-preto SINTOMAS E SINAIS Escorrimento de quino e posterior oxidação em numerosos pontos do tronco. Entortamento de raízes no plantio. CONTROLE Uso de espécies ou procedências bem adaptadas à região. quando possível Uso de espécies ou procedências bem adaptadas à região. da folhagem Morte de mudas árvores jovens.

tortas. Isto evita a formação de clareiras e o crescimento de plantas invasoras entre as árvores. Isto ocorre devido ao fato de cada sítio comportar um máximo de área basal. o que pode ser conseguido por desbastes leves e freqüentes. o diâmetro das árvores tende a diminuir com o aumento do número de árvores. bem como a qualidade da madeira que varia em função da idade e do manejo adotado. os desbastes não são necessários. em espaço de tempo menor até o corte final. Este é o caso da produção de toras para serraria e de postes de grandes dimensões. bifurcadas e doentes. mesmo que apresentem dimensões elevadas. ou primeiros desbastes. aumenta com o aumento do número de árvores por hectare. é necessário estimar os custos financeiros e compará-los com a receita esperada. devem ser pesados para eliminar também árvores mal formadas. o produto final desejado e suas dimensões devem igualmente ser levadas em consideração. Quando o objetivo for a produção do maior volume possível de madeira de pequenos diâmetros. levando o crescimento das árvores remanescentes a ocorrer apenas devido à supressão das árvores menos desenvolvidas e morte das árvores dominadas. . Embora. que podem prejudicar a qualidade da madeira. a área basal máxima se distribuirá por um número menor de árvores remanescentes que atingirão diâmetros maiores. e os custos das mudas e da implantação do povoamento a aumentar. reduzindo o número de árvores. Este último inconveniente ocorre devido ao estimulo pela luz de gemas dormentes ao longo do fuste e também quando as árvores entortam devido a desbastes excessivos.Manejo de plantações para desdobro O volume de madeira. Portanto. Evidentemente. este é um processo lento que pode ser antecipado pela prática do desbaste. Evita-se também o surgimento de número excessivo de brotações de gemas epicórmicas. A estratégia mais recomendável é manter o povoamento crescendo em taxas próximas do máximo incremento corrente anual em área basal. O primeiro. para decisão final em relação a espaçamento inicial e condução do povoamento mais ou menos adensado. Desbaste Os desbastes de plantios florestais são necessários quando se deseja obter toras de diâmetros elevados ao final da rotação. Como cada sítio permite apenas um determinado valor limite de área basal. fixando-se o período de tempo. Deve-se evitar a retirada de grupos de árvores e procurar manter uma distribuição uniforme de espaçamento entre as árvores remanescentes. Naturalmente. Igualmente há aumento do número de árvores suprimidas e mortas. existe tendência de desenvolvimento de árvores mal formadas se o povoamento for mantido excessivamente adensado por período muito longo. em um determinado sítio em determinado espaço de tempo. No entanto. O desbaste tem ainda a vantagem de permitir o aproveitamento da madeira das árvores suprimidas. para que maiores volumes sejam obtidos em plantios com espaçamentos mais estreitos.

por exemplo.A demarcação do desbaste é uma operação especializada para a qual é necessário treinamento e discernimento para reconhecer as árvores que devem ser retiradas e as que devem permanecer e a importância de uma distribuição adequada de espaço entre as árvores. em grandes áreas é preferível executar-se o corte e extração de madeira mecanizados ao invés do manual. Em geral. dividir este valor pela área de um hectare (10000 m2 ).3 m. por exemplo. e assim por diante Sistemas de desbaste Do ponto de vista econômico e operacional. Deve ser mencionado que não é necessário deixar-se sempre. Produção de madeira para desdobro As recomendações que serão apresentadas a seguir aplicam-se ao Eucalyptus grandis mas em princípio podem também ser utilizadas para outras espécies de eucalipto. Um método simples de calcular consiste em multiplicar o número remanescente de árvores pela distância entre linhas. Nos demais casos os desbastes seletivos são os mais recomendáveis. nos desbastes sistemáticos se retira totalmente uma linha a cada três linhas de árvores e se efetua o desbaste seletivo. ou então para espécies que não apresentem rebrota satisfatória. no primeiro desbaste. ao final do desbaste.15 m-1 5 / 15 m-1= 33. Aplicando para uma distância entre linhas de 3 m: 3 m X 500 = 1500 m / 10000 m2 = 0. nos desbastes subsequentes. e assim por diantenha e seis na outra. cinco árvores em cada linha de 33 m. por exemplo. para obter-se a densidade de plantas remanescente pretendida (500 árvores/ha) é necessário deixar-se dez árvores a cada 33 m de linha dupla. desta maneira é mais econômico fazer-se desbaste sistemático e não o seletivo. cinco árvores em cada linha de 33 m. O valor resultante é o comprimento de duas linhas onde devem ser deixadas dez árvores. Para assegurar-se que o número de árvores preconizado por hectare permaneça após o desbaste é recomendável indicar-se o comprimento de duas linhas de árvores que conterão 10 árvores. . Este sistema de desbaste é recomendável para plantios muito homogêneos ou seja aqueles plantados com material genético selecionado e com técnicas silviculturais adequadas. Em seguida dividir-se 5 (número de árvores em uma linha) pelo valor anteriormente obtido. nas duas linhas remanescentes. Portanto. pode-se se necessário deixar quatro árvores em uma linha e seis na outra. pode-se se necessário deixar quatro árvores em uma liDeve ser mencionado que não é necessário deixar-se sempre. Aplica-se também quando não houver interesse no manejo da rebrota das touças.

pode ser uma ferramenta de extrema importância para a definição do regime de desbastes ideal para cada povoamento e situação de mercado. em fase de implantação. Os regimes de desbaste que vem sendo adotados na silvicultura brasileira não seguem a proposta apresentada. a madeira produzida em idades jovens dos povoamentos. desenvolvido pela EMBRAPA. Entretanto. no cilindro central da tora. em menor tempo. como função da idade e dos regimes de manejo. e limitar a madeira de qualidade inferior a um pequeno cilindro central. é de qualidade inferior com elevadas tensões de crescimento. Existe no mercado nacional. se faz pela retirada dos brotos extranumerários e manutenção de dois a três brotos por cepa. prolongar a rotação para muito mais de 35 anos com o objetivo de aumentar a proporção de madeira de alta qualidade. Este simulador. Possibilita ainda maior gama de produtos. os demais desbastes devem ser repetidos em intervalos mais curtos. Os brotos a serem mantidos devem ser bem distribuídos e implantados no tronco o mais próximo possível do solo. os desbastes pesados e precoces são recomendáveis por estimularem precocemente o crescimento em diâmetro. que pode ser interessante comercialmente. deve-se executar desbastes leves inicialmente. Visando assegurar a adoção de manejo específico para o povoamento e a região de interesse. quanto mais cedo o povoamento atingir diâmetros elevados mais lucrativo será o empreendimento florestal. Para aumentar a proporção de madeira de boa qualidade. aumenta o risco de ocorrência de podridão do cerne. Para atingir este objetivo. Para selecionar corretamente os brotos é necessário aguardar o crescimento . Este regime tem o inconveniente de produzir elevada proporção de madeira juvenil. A produção de madeira das árvores remanescentes é maior no caso de eliminação das cepas A condução das cepas. Devem também ser atrasados. de baixa qualidade. entretanto deve ser reconsiderada quando houver disponibilidade de dados de inventário e informações de mercado para cada caso Condução da brotação das cepas A eliminação das cepas é a melhor alternativa quando não houver perspectivas de mercado ou interesse na produção de madeira de menores dimensões que poderiam ser obtidas mantendo-se as brotações das cepas.O aproveitamento das toras para serraria é tanto mais elevado quanto maior for o diâmetro da tora. Assim. Os desbastes devem ser leves até o décimo quinto ano e mais pesados após essa idade. é necessário utilizar simuladores de crescimento e produção. Entretanto. é mais versátil em termos de permitir alterar o objetivo para a madeira produzida em função de alterações de mercado. De modo geral adotam-se desbastes precoces e pesados com o objetivo de produzir toras de 35 a 45 cm de diâmetro em rotações curtas de 15 a 18 anos. Por outro lado. quando desejável.A proposta apresentada acima é apenas uma sugestão que pode ser aplicada em princípio. pelo menos para permitirem a retirada de madeira com dimensões adequadas e mais interessantes do ponto de vista comercial. Para evitar fustes deformados e supressão exagerada de copa viva. o simulador de crescimento e produção denominado SISEUCALYPTUS. considerando o potencial de produção e o sortimento específicos do povoamento florestal. nos quinze primeiros anos de crescimento de Eucalyptus grandis.

optou-se por não colocar os custos de administração.05 1.286. as empresas que utilizam máquinas e equipamentos próprios. o sistema de produção se desenvolve mais com o uso da mecanização.42 5.42 5.dos brotos por pelo menos um ano ou até que ocorra diferenciação clara entre os brotos Coeficientes técnico O modelo típico de sistema de produção apresentado envolve o cultivo do eucaliptos em áreas dobradas e de cerrados o que determina coeficientes técnicom para dois diferentes sistemas de produção.00 (265 m3) R$ 5.08% Mercado e comercialização . Considerando-se os valores de 2% à 3%. mais dependentes no uso de mão-de-obra. tanto no cerrados quanto nas áreas dobradas os benefícios econômicos são muito próximos. bem como terra de baixo custo de oportunidade.400.81 97. enquanto que no segundo.842.26% Áreas de cerrados 1666 166 (20 m3) R$ 160.00 436.680. Entretanto.24 7. Coeficientes técnicos e econômicos dos sistemas de produção de Eucalyptus no Sudeste do Brasil Especificação Mudas (ha) Replantio (5 a 10%) Vendas raízes/tocos Vendas do desbaste Vendas 7 ano Insumos Serviços Outros custos Custo total Receita (R$/há) VPL (R$/ha) VPLA (R$/ha) TIR (%) Áreas dobradas 1000 50 (40 m3) R$ 320.97 3. fato que fazem com que os custos sejam menores.25 1..999.928.57 3.95 12.620. Observa-se que a produção em áreas de cerrados permite um maior número de plantas por hectare. Provavelmente.00 546. observa-se que as atividades tem retorno muito pequeno na produção de Eucalipto.737.451. No primeiro.300.44 7.00 (260 m3) R$ 4.820.00 870. os retornos financeiros.00 235 (m3) R$ 2. prevalecem as áreas dobradas.00 (165 m3) R$ 1.00 739.14 11. na produção final. Durante o levantamento das informações. nas áreas de cerrados.980.21 78.

de 3% ao ano. Não colocá-las em ambientes sombreados. Já no caso do comércio de celulose. com 2. a possibilidade de ampliação da produção nacional de eucaliptos em 3 milhões de toneladas até 2005. as perspectivas de mercado. pois isto prejudicará o estabelecimento da muda no campo. Outra alternativa. são 4. pois é nesta condição que são produzidas e serão plantadas. No caso do comércio de papel.2% onde o Brasil é o 7º colocado como produtor mundial. prevê-se um aumento no consumo de eucalipto para a produção de madeira serrada.9% enquanto de painéis reconstituídos esse valor cresce para 3% e para 11. Da mesma forma do comércio de compensados a participação brasileira é de 2.2% da produção. há. o Brasil ocupa o 11º produtor mundial. estima-se um aumento na produção de móveis em 12%. MANTER AS MUDAS SOB PLENO SOL As mudas devem ser mantidas sob pleno sol. . ainda. espera-se um crescimento.A participação brasileira de produtos florestais no mercado mundial é de 2% considerando-se os dados agregados de diferentes áreas. Mas. até 2004.1% do comércio de chapas duras. para madeira de origem do Eucalyptus. Da mesma forma. Logo. são otimistas TRANSPORTE E RECEPÇÃO DAS MUDAS As mudas devem ser transportadas em veículos fechados para evitar a desidratação e demais injúrias causadas pelo vento. incluindo o eucaliptos. é o da necessidade de ser ampliada a produção de celulose em 3 milhões de toneladas até 2005.3%. com forte potencial técnico para incorporação de eucalipto como fonte de matériaprima. A função do viveiro de espera é apenas o de regular o fluxo de mudas enviadas para o local de plantio. no consumo. Observar também que neste local não existam formigueiros e também a presença de animais que poderão danificar as mudas Retirada da Muda do tubete PREPARAÇÃO DO SOLO A preparação do solo é fundamental para o estabelecimento e crescimento das mudas. Descompactação e práticas de controle da erosão são os principais aspectos a serem observados. No caso do comércio de madeira serrada a posição brasileira é de 5º produtor mundial. Com relação à madeira serrada. com uma participação relativa de 4. Nos níveis atuais de plantios de eucalipto há uma expectativa de atendimento da demanda até 2007. através de um maior domínio do processo de secagem e produção de painéis reconstituídos. Por outro lado. A adubação deverá ser feita após análise prévia do solo e recomendada por profissional competente. Poderão ir diretamente para o plantio ou ainda para um viveiro de espera.

Em 2004. foram consumidos pelo setor de celulose e papel 34.000 m³ pelo setor de serraria. Sempre que possível deve-se fazer a análise do solo e seguir as recomendações de um técnico. desrama etc. facilidades de propagação.475. é a principal praga a ser controlada. possibilitando a adaptação da cultura às diversas condições de clima e solo. Trata-se do consumo doméstico de madeira. Às características desejáveis citadas. para o eucalipto. em intervalos quinzenais. estacas. grande diversidade de espécies. de acordo com relatório da Bracelpa. . existe grande consumo de madeira. o que justifica sua aceitação no mercado. A escolha e a aplicação correta do formicida são chaves para o sucesso no combate a esta.Colocação na cova PLANTAR O MAIS BREVE POSSÍVEL As mudas não devem ultrapassar quinze dias.113. tanto em escala industrial como para pequenos consumidores. COMBATER AS FORMIGAS CORTADEIRAS É outra tarefa fundamental e deve ser realizada antes do plantio e repetida pelo menos três vezes após a realização do mesmo. Normalmente. tanto por sementes como por via vegetativa. forma. tanto para dimensionar a quantidade de mudas a ser adquirida. Segundo Mata (2000). a crise de oferta de lenha no meio rural é resultado da falta de estudos sobre regulação da produção em função do manejo dos estoques remanescentes e a implantação de florestas para produção de madeira para lenha nas pequenas propriedades. 2.000 m³ pelo setor de geração de energia e 340. cabos de ferramentas etc. A escolha do eucalipto para suprir o consumo de madeira. Tempos maiores de espera prejudicarão sensivelmente o estado nutricional da muda. Ligeira compactação da terra ADUBAÇÃO O fornecimento de nutrientes no plantio traz resultados muito bons para o desenvolvimento da muda desde que feita de forma correta e na medida certa. características silviculturais desejáveis (incremento. o que corresponde a 1.000 m³ de madeira proveniente de reflorestamento com eucalipto. Além dos setores industriais.). o espaçamento mais utilizado é o de 3 metros entre as linhas e 2 metros entre as mudas. como obtenção de moirões para cerca. tais como rápido crescimento. ainda. que não é devidamente quantificado. que na maioria dos casos. mas que quando somado representa significativa parcela do consumo total. MANTER A MUDA SEM A PRESENÇA DE COMPETIÇÃO COM O MATO É uma medida importante para que a muda possa se estabelecer mais rapidamente através de maior disponibilidade de água e de nutrientes. que a floresta implantada em pequenas propriedades pode ser utilizada para outros fins. principalmente como lenha. está relacionada a algumas vantagens da espécie. quanto para nortear as operações de preparo do solo. Acrescenta-se. A madeira de eucalipto é utilizada para o abastecimento da maior parte da indústria de base florestal no Brasil. ESPAÇAMENTO É importante a definição prévia do espaçamento. em pequena escala.666 mudas por hectare. bem como podem causar danos ao sistema radicular. e possibilidades de utilização para os mais diversos fins.

sugere-se que a escolha do material genético seja feita a partir de procedências cujas condições de origem sejam semelhantes ao local do plantio. A obtenção de maior retorno econômico depende da escolha adequada da espécie.esalq. altitude. saligna. Ainda sobre mercado consumidor. Espécies de eucalipto indicadas em função do uso: • Celulose: E. paniculata e E. E. no Brasil. com o uso múltiplo. destacando-se melhoramento de material genético e manejo silvicultural (teste de espaçamentos.br/. grandis. principalmente. E. E. pois o custo de transporte é um dos componentes mais caros do preço da madeira. E. . precipitação média anual. E. se não for possível a realização de testes. A possibilidade de uso da madeira de eucalipto para diversos fins tem estimulado a implantação de florestas de uso múltiplo. muitos estudos estão sendo realizados para melhor se aproveitar o potencial econômico da floresta. urophylla. E. robusta. realizar testes para averiguar a adaptação do material ao ambiente. alba. Abaixo segue uma relação de espécies de eucalipto indicadas em função dos usos. O mercado consumidor é um aspecto fundamental durante o planejamento do projeto de reflorestamento. camaldulensis. déficit hídrico e tipos de solos. idade de corte e técnicas silviculturais). grandis x E. e tampouco houver dados experimentais da região. exserta. respectivamente. urophylla. assim como as técnicas que otimizam a relação custo/benefício. Entretanto. E. E. E. as espécies E. globulus. E.tume. E. sobretudo latitude. deglupta. podendo-se citar.usp.somam-se o conhecimento acumulado sobre silvicultura e manejo do eucalipto e ao melhoramento genético. dunnii são consideradas promissoras para as regiões central e sul. cloezina e E. E. tereticornis. . Apesar de serem descritas cerca de 700 espécies do gênero Eucalyptus. saligna. tanto para sementes quanto para clones. É importante conhecer as exigências do mercado quanto à característica do produto. saligna. E. citriodora. sugere-se que sejam avaliadas as distâncias entre a área de plantio e as unidades de beneficiamento ou utilização. Dessa forma. sempre que possível. temperatura média anual. E. dunnii. urophylla e E. pretendem-se obter de uma área implantada variados tipos de produtos. Ressalta-se que. ou seja. E. camaldulensis. citriodora. globulus. urophylla (híbrido). • Lenha e carvão: E. E. E. Escolha da espécie A definição da espécie a ser plantada é a primeira etapa de um projeto de reflorestamento. Maiores esclarecimentos sobre o uso múltiplo de eucalipto podem ser obtidas no endereço http://www. viminalis. grandis. De modo geral. diferentes finalidades para uma mesma floresta. E. que favorecem ainda mais a utilização do gênero para os mais diversos fins. Cada espécie se desenvolve em um ambiente adequado e por isso é indicado. E. E. exserta. do solo e do clima. levando-se em consideração o objetivo da produção (uso da madeira) e as condições edafoclimáticas (solo e clima) da região. os plantios são restritos a poucas espécies. E. Eucalyptus grandis. globulus.

grandis. E. E. grandis. citriodora. E. urophylla. • Postes: E. camaldulensis. E. • Hidromórficos: E. cloeziana. exserta. • Caixotaria: E. saligna. tereticornis e E. E. E. viminalis. E. camaldulensis. camaldulensis. Espécies de eucalipto indicadas em função do clima: • Úmido e quente: E. E. E. dunnii. exserta. camaldulensis. dunnii. e E. robusta E. E. E. E. E. E. tesselaris. grandis. grandis. E. E. • Móveis: E. • Subúmido úmido: E. • Semiárido: E. E. E. E. E. robusta. grandis.. camaldulensis. dunnii. E. robusta. E. citriodora. saligna e E. E. globulus. exserta. E. E. E. citriodora. E. dunnii. cloeziana. E. camaldulensis. • Distróficos: E. E. camaldulensis. camaldulensis. • Dormentes: E. saligna. saligna • Laminação: E. urophylla. grandis. citriodora. E. robusta. E. robusta. urophylla. urophylla. E. E. • Óleos essenciais: E. globulus. E. dunnii. camaldulensis.E.• Serraria: E. . dunnii. E. urophylla. E. E. citriodora. grandis. . cloeziana. cloeziana. Espécies de eucalipto indicadas em função do solo: • Argilosos: E. • Textura média: E. citriodoraE. dunnii. E. E. urophylla. E. • Construções: E. • Estacas e moirões: E. E. . . camaldulensis. citriodora. citriodora. citriodora. exserta. E. E. robusta. citriodora. camaldulensis. grandis. E. E. grandis. . saligna. robusta e E. E. globulus. E. citriodora. exserta. robusta. E. urophylla. E. E. • Subúmido seco: E. E. • Arenosos: E. E. E. E. saligna. camaldulensis. E. • Taninos: E. . citriodora. maculata. brassiana. saligna. E. E. saligna.. grandis. E. • Úmido e frio: E. E.

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