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1 CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO..........................................................................4

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO.............................................................................4

1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA.........................................................................5

1.3 MOTIVAÇÃO...........................................................................................5

1.4 LOCALIZAÇÃO DA ÀREA DE ESTUDO.....................................................6

1.5 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO....................................................................6

1.6 OBJECTIVOS...........................................................................................6

1.6.1 Objectivos Gerais............................................................................6

1.6.2 Objectivos Específicos.....................................................................6

1.7 JUSTIFICATIVA........................................................................................7

1.8 PROBLEMA.............................................................................................7

1.9 HIPÓTESES............................................................................................8

1.9.1 Hipótese Básica...............................................................................8

1.9.2 Hipótese Secundária.......................................................................8

2 CAPÍTULO II – REVISÃO DA LITERATURA......................................................8

2.1 Índice do ambiente de negócios KPMG.................................................9

2.1.1 Ambiente de Negócios em Moçambique em 2010..........................9

2.2 Banco de Mundial................................................................................11

2.2.1 Relatório “Doing Business”...........................................................11

2.2.2 Relatório “Doing Business Moçambique 2010”.............................12

2.3 IFC....................................................................................................... 14

2.4 Estratégia Para a Melhoria do Ambiente de Negócios.........................14

2.5 Processo Actual de Licenciamento......................................................16

2.5.1 Licenciamento de Actividades Económicas...................................16

2.5.2 Licenciamento Turístico................................................................16

2.6 Janela Única........................................................................................20


2.6.1 One Door e One Window...............................................................21

2.6.2 Janela Única do Turismo................................................................22

2.6.3 Âmbito..........................................................................................22

2.6.4 Objectivos.....................................................................................22

2.6.5 Stakeholders do Janela Única........................................................22

2.6.6 Parceiros.......................................................................................25

2.6.7 Janela Única em outros países......................................................25

2.6.8 Portugal.........................................................................................25

3 CAPÍTULO III – METODOLOGIA...................................................................30

3.1 INTRODUÇÃO......................................................................................30

3.2 MÉTODOS E TÉCNICAS USADOS NA RECOLHA DE DADOS..................30

3.2.1 RAZÕES DA ESCOLHA DAS TÉCNICAS...........................................31

3.3 LIMITAÇÕES.........................................................................................31

4 CAPÍTULO IV – APRESENTAÇÃO DOS DADOS DA PESQUISA.......................31

5 CAPÍTULO V – INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS...................................31

6 CAPÍTULO VI – CONCLUSÃO.......................................................................31

7 BIBLIOGRAFIA............................................................................................31
JANELA ÚNICA

UMA SOLUÇÃO PARA A MELHORIA DO


AMBIENTE DE NEGÓCIOS EM
MOÇAMBIQUE
Maputo, Abril de 2011

1 CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO

O Governo Moçambicano tem adoptado estratégias que visam a


melhoria do ambiente de negócios em território nacional, medidas
como a promoção da concorrência e qualidade empresarial,
eliminação da burocracia e formalidades não relevantes nos vários
procedimentos da Administração Pública.

No entanto, de acordo com os relatórios do Banco Mundial (BM),

nomeadamente o “Doing Business”1 em Moçambique, a facilidade de

fazer negócios em Moçambique continua a ser posta em causa

quando são analisados os itens como a facilidade de começar um

negócio.

No presente trabalho, debruçar-me-ei sobre a melhoria na facilidade


de começar um negócio, que chamarei de “facilidade de licenciar
uma empresa”, que é, na actualidade, um desafio pelo qual o
Governo Moçambicano, em especial o Ministério do Turismo (MITUR)
está a passar.

O actual procedimento “simplificado” para licenciar uma empresa,


passa pelo uso das “sinergias” que o Balcão de Atendimento Único
(BAU) oferece pelo facto de se encontrarem no mesmo espaço físico
vários guichets das diferentes instituições que intervêm no processo
de emissão de um alvará.

Entretanto, pelo facto de o BAU não corresponder às necessidades do


mercado, e aliado ao facto de no Plano do Governo estar patente a
preocupação concernente ao processo de Licenciamento como forma

1
Tradução livre: Fazer negócio
de dinamizar o cenário económico nacional, em especial na área do
Turismo, surge o Projecto Janela Única, que tem como âmbito
melhorar o ambiente de negócios em Moçambique.

Com este novo projecto, o Governo moçambicano tenciona, dentre


outras finalidades, elevar a competitividade do país, quanto à
captação de investimento nacional e estrangeiro, podendo equiparar-
se aos países mais atractivos para realização de negócios.

1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA

O presente trabalho vai se concentrar no estudo do Projecto Janela


Única na Cidade de Maputo, que foi identificada como uma zona
piloto, pelo facto de nesta Província concentrarem-se os maiores
focos de investimento, para além de se tratar da Capital do País.

1.3 MOTIVAÇÃO

Moçambique actualmente tem uma fraca classificação quanto ao seu


ambiente de negócios, de acordo com vários relatórios realizados por
instituições como BM, a KPMG, IFC.

O sector do Turismo é um sector que está em franco crescimento e


desenvolvimento e é uma aposta do Governo para o desenvolvimento
da economia moçambicana devido a conjuntura mundial e graças aos
recursos turísticos de qualidade existentes em território nacional, que
são sobejamente conhecidos.

Assim , surge a necessidade de criar-se estratégias e planos de acção


práticos que venham a contribuir para a melhoria do ambiente de
negócios do sector que e atraiam o investimento interno e
estrangeiro.

O presente estudo procura mostrar como o Governo Moçambicano,


nomeadamente o MITUR, pretende criar em Moçambique um clima de
negócios mais atractivo para o investimento através do Projecto
Janela Única do Turismo ou “One Stop Shop” que actualmente está
em fase de implementação.

1.4 LOCALIZAÇÃO DA ÀREA DE ESTUDO

1.5 IMPORTÂNCIA DO ESTUDO

Este trabalho é de suma importância já que tem sido uma constante a


reclamação de investidores e potenciais investidores em Moçambique
no sector do Turismo sobre as normas e procedimentos e a
inflexibilidade da legislação Moçambicana para a abertura de
negócios em Moçambique.

1.6 OBJECTIVOS

1.6.1 Objectivos Gerais

• Avaliar a viabilidade do Projecto Janela Única do Turismo na


Cidade de Maputo como forma de melhorar o ambiente de
negócios.

1.6.2 Objectivos Específicos

• Examinar o Projecto e o respectivo plano de implementação;

• Aferir o grau de receptividade dos operadores em relação ao


Projecto;

• Estudar as experiências similares existentes em outros países;

• Analisar comparativamente o procedimento de licenciamento


actual e os novos procedimentos a serem implementados;

• Avaliar o ambiente de Negócios em Moçambique;


1.7 JUSTIFICATIVA

A legislação de um país, as políticas que o seu governo aprova e


adopta e os projectos e acções práticas por si implementadas e
desenvolvidas para a facilitação do desenvolvimento de actividades
económicas em seu território, contribuem sobremaneira para a
instalação de um clima encorajador e propício para a realização de
negócios e para o investimento de capital, informação, formação,
capacitação e tecnologia no seu território.

Contribui ainda para a criação de uma imagem positiva do país e da


sua economia a nível mundial, inserindo-o no roteiro dos locais mais
atractivos para o desenvolvimento de actividades económicas
duradouras e seguras.

1.8 PROBLEMA

Moçambique, apesar de estar a melhorar a sua imagem como centro


de negócios, continua apresentando um mau desempenho em
relação aos demais países.

Com a globalização e o advento das novas tecnologias, os


investidores e homens de negócios tornam-se a cada dia que passa
mais exigentes em relação aos procedimentos, burocracia e
facilidades de penetração nos mercados.

Em Moçambique o procedimento de licenciamento dos operadores


turísticos envolve muitos procedimentos, o que agrava o número de
dias necessários para abertura de um negócio, havendo assim
necessidade de se criar uma forma de melhorar o ambiente de
negócios no País, visto que os operadores turísticos enfrentam muitas
barreiras neste processo.
Tendo em conta que o Governo Moçambicano, através do MITUR,
tenciona fazer deste sector uma alavanca para o desenvolvimento da
economia nacional, não só tornando o País num destino turístico
atractivo ao nível mundial mas igualmente atraindo investimento
nacional e estrangeiro, todos os constrangimentos inerentes ao
procedimento de licenciamento não contribuem para o alcance deste
objectivo.

No sector do turismo é importante para o desenvolvimento da própria


actividade que a imagem do país seja positiva pois, em fase de
crescimento, o país carece de infra-estruturas como estradas, hotéis,
restaurantes, complexos turísticos.

1.9 HIPÓTESES

1.9.1 Hipótese Básica

1.9.2 Hipótese Secundária

2 CAPÍTULO II – REVISÃO DA LITERATURA


2.1 Índice do ambiente de negócios KPMG

2.1.1 Ambiente de Negócios em Moçambique em 2010

Índice de Ambiente de Negócios é um relatório anual, realizado pela


KPMG em parceria com outras instituições privadas, diplomáticas e
governamentais, que tem como principal objectivo captar as
diferentes percepções dos agentes económicos sobre o nível de
estabilidade e evolução do ambiente de negócios em Moçambique.

A pesquisa revelou que o Índice de Ambiente de Negócios nacional


para 2010 é de 101.5%, o que representa um decréscimo na ordem
de 4.34pp relativamente ao ano 2009.
Alguns factores que terão registado o índice mais elevado estão
relacionados com as infra-estruturas e serviços (112.48%),
evidenciando-se os serviços de comunicações, fornecimento de água
e energia e os transportes aéreos.
Contribuíram para a deterioração das percepções sobre o ambiente
de negócios em 2010, factores ligados aos actos de governação e
governo, nomeadamente: o nível de criminalidade, crime organizado,
corrupção e excesso de burocracia na prestação de serviços públicos.

Os empresários entrevistados consideram que a corrupção e o


excesso de burocracia são verificados em algumas instituições de
Estado onde é processada a tramitação da documentação
empresarial, o que constitui obstáculo no desenvolvimento do sector
empresarial.
Apesar de neste documento não se falar concretamente do processo
de licenciamento de empresas, podemos, com bastante facilidade
enquadra-lo no excesso de burocracia na prestação de serviços
públicos.
De acordo com a pesquisa, em 2010, o ambiente de negócios
melhorou para cerca de 74.7% dos agentes económicos entrevistados
em todo o país graças às várias medidas de política adoptadas pelo
governo no seu diálogo com os diferentes intervenientes no âmbito
da melhoria do ambiente de negócios no país.
Entre as medidas adoptadas pelo governo e que são consideradas
como cruciais para a melhoria do ambiente de negócios em 2010
destacam-se as seguintes: (i) a redução da burocracia nos processos
de abertura e operação de empresas; (ii) a flexibilização da resolução
de conflitos laborais; (iii) a operacionalização dos benefícios fiscais;
(iv) a flexibilização da aprovação de projectos de investimento; (v) a
facilitação do comércio internacional; (vi) a aceleração do registo de
propriedade através da simplificação das leis e consolidação dos
procedimentos; e (vii) a facilitação do comércio transfronteiriço com o
relaxamento das regras de desembaraço antes da chegada.

A reestruturação dos vários órgãos do Estado a nível central e local


permite melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Estado.
Neste sentido, a adequação do funcionamento das instituições
públicas ajuda a responder aos desafios internos e externos que
requerem uma cultura pública virada para a integridade,
transparência, eficiência e eficácia.

40% dos entrevistados estão optimistas em relação aos efeitos do


programa de reformas do sector público no ambiente de negócios,
acreditando que estas impulsionarão os seus empreendimentos.
Dentre as reformas que tiveram maior impacto na actividade
económica destes empresários, distinguem-se as seguintes: (i) a
simplificação de procedimentos para o licenciamento de actividades
económicas, (ii) a eliminação da exigência de capital mínimo, (iii) a
combinação de alguns procedimentos para a obtenção de licenças de
construção, (iv) o incremento da coordenação da inspecção das
actividades económicas, (v) a simplificação do processo de
pagamento dos impostos e (vi) a definição do salário mínimo por
sector de actividade.
Na opinião dos entrevistados, para reduzir o nível de burocracia na
actividade económica das empresas é necessário acelerar as
reformas em curso no tocante ao licenciamento de empresas, através
da modernização (utilização de um sistema electrónico,
profissionalização dos BAU’s e todos os serviços associados), bem
como actualizar e modernizar o sistema de registo de propriedade
através da simplificação das leis e consolidação dos procedimentos.

2.2 Banco de Mundial

O BM é uma instituição internacional de assistência técnica e


financeira aos países em desenvolvimento a nível global e tem como
principal missão a luta contra a pobreza através da disponibilização
de recursos, partilha de conhecimentos e parcerias entre os sectores
públicos e privado. (BM About Us, 2010).

Constituído em 1944, com sede em Washington, EUA, esta instituição


está em Moçambique desde 1985 apoiando em áreas como infra-
estruturas, educação, saúde, modernização do sector público e
descentralização, agricultura, desenvolvimento rural e recursos
naturais. (Saúte, 2005)

2.2.1 Relatório “Doing Business”


2.2.2 Relatório “Doing Business Moçambique 2010”

O BM elabora anualmente um relatório sobre o índice de facilidade de


realização de negócios em 179 países.

O relatório de 2011 é referente ao ano de 2010 e identifica Singapura


como a economia mundial mais fácil de realizar negócios.

Segundo o estudo, a posição de Moçambique no ranking mundial é de


126ª posição contra 135ª posição do ano anterior, é antecedido por
países como Maurícias (20ª) e África do Sul (34ª) e precedido por
países como Tanzânia (128ª) e Angola (163ª).

Para análise de ambiente de negócios em determinada economia são


analisados os seguintes:

• Abertura de empresas;

• Registo de propriedades;

• Obtenção de crédito;

• Protecção de investidores;

• Pagamento de impostos;

• Comércio entre fronteiras;

• Cumprimento de contratos;

• Encerramento de negócios.

Para cada um destes itens há uma avaliação específica, no entanto


para o presente trabalho interessa-nos estudar o processo de
“Abertura de Empresas”.

Abertura de uma empresa


De acordo com o BM quando determinado investidor decide abrir um
negócio este deve enfrentar o processo de licenciamento que varia de
economia para economia.

Nalgumas economias o processo é célere e acessível enquanto


noutras o nível de burocracia é tão alto que faz com que os
investidores sejam impelidos a recorrer a práticas de suborno para
acelerar o processo ou então a funcionar informalmente.

Segundo o relatório, os entraves colocados no processo de


licenciamento empurram os empresários para a economia informal,
incrementam os custos e fomentam a corrupção.

Neste item são analisados 4 itens, nomeadamente:

• Número de procedimentos necessários para legalizar e


operacionalizar uma empresa. Pode-se ainda dividir este
processo em três fases: Pré-registo (verificação do
disponibilidade de nome, reserva de nome, procedimentos com
o notário); Registo propriamente dito; e Pós-registo (inscrição
no instituto de segurança social, sela da empresa). No total são
9 procedimentos.

• Tempo necessário (dias de calendário), não inclui o tempo gasto


na recolha de informação; cada procedimento inicia num dia
distinto; considera-se que o procedimento está concluído
aquando da entrega do documento final; parte-se do princípio
que não houve qualquer contacto prévio oficial. São necessários
13 dias no total.

• Custo necessário para completar cada procedimento, o que


apenas prevê custos oficiais, sem corrupção, e sem englobar
nenhuma taxa profissional, a não ser dos serviços exigidos por
lei. Totalizam 13,9% per capita.
• Capital inicial mínimo, que é o depósito bancário prévio ao
registo, que no caso de Moçambique não é exigido.

2.3 IFC

A IFC é uma agência do BM que tem como principal missão promover


o investimento sustentável do sector privado dos países em
desenvolvimento, ajudando a reduzir a pobreza e a melhorar a vida
das pessoas. (Missão/ IFC: Corporação Financeira Internacional, 2011)

IFC financia investimentos que o secto privado, individualmente, não


poderia fazê-lo, recorrendo à recursos próprios e atravês da
mobilização de capital nos mercados financeiros internacionais e
presta ainda assistência técnica e assessoria aos governos e às
empresas.

2.4 Estratégia Para a Melhoria do Ambiente de Negócios

A Estratégia Para a Melhoria do Ambiente de Negócios é fruto da


Resolução nº 3/2008, de 29 de Maio e projecta acções na área de
Reforma Legal, Ambiente Fiscal e Financeira e Infra-Estruturas até
2012.

De acordo com o PARPA II, consideram-se como áreas prioritárias as


seguintes:

• Simplificação de procedimentos para se inicia um negócios;

• Simplificação do sistema de procedimentos de Licenciamento


das actividades económicas;

• Criação de uma inspecção Geral;

• Adopção e adaptação de normas internacionais (ISO) e


regionais de acordo com a necessidade do sector privado;

• Simplificação dos procedimentos para a realização de


importações e exportações.
De acordo com a estratégia, a constituição e registo de sociedades é
um acto que determina a entrada dos operadores económicos na
esfera do negócio, e por isso está no centro das atenções em termos
de procura de mecanismos para a agilização de procedimentos
inerentes.

De acordo com o documento são factores que influenciam o processo


de licenciamento, os seguintes:
• O facto de grande parte da legislação sobre licenciamentos ser
caracterizada pela burocracia, duplicação de requisitos e
elevado tempo necessário para tramitação processual;
• Pelo facto de os processos de licenciamentos serem interligados
e interdependentes em relação às diferentes instituições
intervenientes, urge a necessidade de uma articulação
intersectorial mais eficiente;
• Não havendo uma base de dados inter-institucional partilhável
faz com que o número de requisitos seja maior e em grande
parte, repetidos, tornando o processo menos célere;
• Fraca disseminação de informação necessária e fiável sobre
negócios a falta de informação sistematizada afigura-se um
entrave para a entrada de investidores no País;
• Devido à deficiente formação dos quadros a prestação de
informação costuma ser dúbia e incorrecta;
• Custos para obtenção das licenças Incorrem para o cálculo dos
custos para obtenção das licenças não só os valores
directamente relacionados com o processa mas também a
contabilização do tempo gasto, e todos os gastos feitos para a
reunião dos requisitos exigidos.

Assim, como solução para que estas barreiras sejam ultrapassadas no


documento são introduzidas algumas soluções e estratégias como por
exemplo:
• Revisão da legislação;
• Criação de um corpo técnico multi-sectorial, de forma a
descentralizar-se as competências, articulação inter-
institucional, redução de prazos, harmonização e uniformização
de procedimentos, entre outros;
• Consolidação dos balcões de atendimento único, através da
consagração do conceito “one stop shop”, o que permitirá uma
visão integrada dos licenciamentos, maior eficiência e
racionalização de custos;
• Formação de quadros que operam com os licenciamentos;
• Introdução do “e-Government” e a concepção de uma base de
dados uniformizada para o processo de licenciamento na sua
globalidade;
• Potenciamento do já existente Centro de Informação de
Negócios, enfatizando a atendimento presencial e bilingue;

2.5 Processo Actual de Licenciamento

2.5.1 Licenciamento de Actividades Económicas

2.5.2 Licenciamento Turístico

Os constrangimentos enfrentados actualmente quando os


investidores tencionam licenciar um estabelecimento turístico
começam muito antes de chegarem ao Baú.
Tratando-se de um projecto que implica o uso e aproveitamento de
terra, o tratamento das questões relacionadas com a Terra ou com o
impacto ambiental, questões estas que superam a a competência dos
Baú´s.
Várias instituições intervenientes no processo de Licenciamento,
como o CPI e Direcções Províncias e Municipais, não estão
representadas no Baú.
2.5.2.1 Ciclo de Vida do Licenciamento Turístico

De acordo com o relatório apresentado pela NOSI quanto ao processo


e licenciamento vigente no país, a Administração moçambicana tem
construído soluções tecnológicas com poucos níveis de integração,
que estão vocacionados a suprir as necessidades das instituições sem
que se tenha em conta o seu papel no produto final.

O modelo de licenciamento actual consiste na concentração no


mesmo espaço físico de alguns intervenientes do processo, sem que,
no entanto, as várias fases do licenciamento sejam interdependentes.

Quando não estamos na presença do regime simplificado, o Baú


satisfaz apenas uma pequena parte do processo visto que muitos são
os documentos que deverão ser tratados e reunidos antes de este
estabelecimento ser visitado e que após obtido o parecer permanece
a necessidade de autorizações por parte de entidades externas ao
Baú.

Ciclo de vida do licenciamento turístico


O ciclo de vida do Licenciamento turístico no geral passa, primeiro,
pela aprovação do Projecto de investimento pelo CPI (Centro de
Promoção de Investimento) ou GAZEDA, consoante o local de
implementação.

Após aprovado o projecto, o investidor deverá solicitar a autorização


de direito de uso e aproveitamento de terra e o certificado de impacto
ambiental. Estes processos podem ser considerados como pré-
requisitos para submissão do processo para parecer.
Tendo sido, os pareceres, favoráveis, e consequentemente, a decisão
favorável, os estabelecimentos turísticos são categorizados e
classificados.
Podemos dizer que o ciclo termina quando é realizada a inspecção
(vistoria), pela Inspecção Geral do Turismo, para que se possa
constatar o cumprimento o disposto nos regulamentos de forma a
garantir-se a manutenção da matéria concedida.

Ilustração 1 - Ciclo de Vida do Licenciamento Turístico


(Relatório da NOSI)

Entretanto, analisando o processo de licenciamento turístico de forma


pormenorizada, entende-se quão complexa ele é.
Instituições Responsabilidade Duraç Custo
Intervenientes ão
Conservatória do Registo Definitivo da Até
Registo das Sociedade 15
Propriedades dias
Imprensa Nacional Publicação dos Até
Estatutos ou Contrato 20
de Sociedade no dias
Boletim da República
Autoridade Registo Fiscal e 1 dia
Tributária emissão do NUIT
Conselho Atribuição do DUAT nas 90
Municipal Àreas cobertas por dias +
planos de urbanização 30
dias
de
Afixaç
ão de
Edital
Geografia e Atribuição do Duat nas Idem
Cadastro Àreas não cobertas por
planos de urbanização
Ministério para a Emissão de declaração 5 dias
Coordenação da de isenção
Acção Ambiental Emissão de Licença 60
Ambiental dias

MITUR Autoriza a emissão da


Licença
DINATUR Instrução Técnica do 5 dias
(Departamento de Processo
Licenciamento e Comunicação de
Cadastro) e Despacho do Ministro 7 dias
Direcção das do Turismo
Àreas de Emissão do Alvará
Conservação
Departamento de Avaliação do Projecto 2 dias
Estudos e
Projectos
Serviço Nacional Emissão de Pareceres e 4 dias
de Salvação Vistorias
Pública e CHAEM Emissão do auto de 7 dias
vistoria
Direcção das Emissão de pareces 15
Obras Públicas e Aprovação de projectos dias
Habitação de construção
Conselho Emissão de Licença de 15
Municipal e construção dias
Administração
Distrital
Autoridade Autorização do início de 2 dias
Tributária actividade
Direcção do Autorização da relação 1 dia
Trabalho nominal, horário de
trabalho e o cartão do
trabalhador

De acordo com o quadro acima percebe-se que o investidor precisara


de no mínimo 2 anos para iniciar actividade.
O proponente/investidor tem que se deslocar, no mínimo, 10 vezes ao
banco para efectuar pagamentos de taxas exigidas durante o
decorrer do processo.
Pressupostos:
• Falamos neste caso do licenciamento turístico ao nível central;
• Parte-se do princípio que o proponente não possui parcela de
terra e por isso necessita de obter o DUAT;
• O proponente possui toda a informação necessária sobre o
processo;
• Trata-se de licenciamento de um hotel;
• A construção é de raiz;

2.6 Janela Única


Existem várias definições para o termo One Stop Shop,

No entanto, no presente trabalho interessa o conceito de one stop shop


como um serviço para o licenciamento de empresas.

Ainda assim, poderá haver confusão quanto a este conceito, entretanto para
a presente pesquisa, one stop shop é uma organização que recebe
documentos inerentes ao registo de empresas por parte do investidor, e
que, igualmente, agrega em si no mínimo uma actividade relacionada com o
início de um negócio.(ref bib pg 1)
Esta outra função na maior parte das vezes é o suporte do investidor no
registo fiscal pelo facto de normalmente exigir os mesmos documentos e
informação necessária durante a fase de licenciamento.

2.6.1 One Door2 e One Window3

De acordo com o IFC existem dois tipos de One Stop Shop que foram
evoluindo com o decorrer do tempo.

Inicialmente surgiu o One Door, também conhecida como One Roof4 que
traduz-se em agregar diferentes instituições que estejam envolvidas no
processo de licenciamento de empresas num mesmo espaço físico,
reduzindo substancialmente a quantidade de deslocações necessárias do
investidor.

Este tipo de one stop shop costuma ser a de fácil adopção pelo facto de não
implicar mudanças na legislação ou nas responsabilidades ministeriais,
incluindo a hierarquia e autoridades de cada agente.

No entanto neste tipo de serviço, o utente trata de cada etapa com o


específico oficial isoladamente.

A autoridade de cada oficial de atendimento é questionada pois, é visível


que o papel do mesmo reduz-se ao de intermediário que está responsável
pelo encaminhamento dos documentos, sem nenhum poder de decisão.
(pag. 3)

Num formato mais “evoluído” está o One Window, que é um modelo onde o
utente é atendido por apenas um agente que está encarregue de prestar
todas as informações necessárias e tramitar toda a documentação, através
de mensageiros ou electronicamente, de todas as instituições envolvidas no
processo, o que também é conhecido como One Table5. (pag 3)

Esta abordagem apresenta-se mais vantajosa para o investidor pois, mais


do que agregar várias agências no mesmo espaço (físico ou não), o utente é
favorecido por um serviço que é fruto de coordenação entre as múltiplas
instituições contempladas no processo de forma a haver o devido fluxo de
informação e documentação. (pag 4)

Na International Conference on Single Windows6 declarou-se que para que


se verifique a inter-operacionalidade entre as várias instituições envolvidas
no processo, é aconselhável que estas possuam um sistema de base de
dados padronizado. (Gainde 2000, 2008)
2

4
5

6
Janela única é um catalisador de mudança, pois, para além de ser uma
solução informática é igualmente um instrumento que está directamente
responsável por muitos processos de reengenharia, re-organização de
recursos, treinamento e capacitação de técnicos, gestão de infra-estruturas
e reformas legais. (SGS, 2009)

Uma das caracteristicas marcantes deste tippo de abordagem é a


transaparência, pois os processos são claramente definidos, previsíveis e
consistentes. Em momento algum podem ser saltadas etapas e pelo facto
de os erros serem facilmente detectados é fácil identifcar qualquer motivo
de atraso. (pag 20)

E uma vez abraçado este modelo o processo não termina pois,


estabelecidas as fundações, as funcionalidades e tecnologias evoluem.

2.6.2 Janela Única do Turismo

2.6.3 Âmbito

2.6.4 Objectivos

2.6.5 Stakeholders do Janela Única


Entende-se por Stakeholders, “todos os envolvidos em um processo, por
exemplo, clientes, colaboradores, investidores, fornecedores, comunidade,
etc. (…) O sucesso de qualquer empreendimento depende da participação de suas
partes interessadas e por isso é necessário assegurar que suas expectativas e necessidades
sejam conhecidas e consideradas pelos gestores.” (Freeman & Reed, 1984)

Assim, o Projecto Janela Única tem os seus stakeholders, aqueles que têm interesses, que
estão envolvidos e que serão afectados pela sua implementação.

Cada um deles representa e/ou representa um interesse particular nesta iniciativa que acaba
adicionando valor ao projecto no seu todo.

O IFC, defende que para que o processo de criação de uma janela única e respectivas
reformas seja bem sucedido, deverá haver uma gestão integrada de stakeholders o que se
traduz numa “ interacção dinãmica em que as partes interessadas compromentem-se para os
resultados da directiva. Os reformadores usam o processo de reforma para criar novas formas
de concorrência entre as partes interessadas.” (The World Bank Group, 2009. p. 1)

Este tipo de gestão é uma estratégia usada para criar incentivos (alterando
a percepção dos benefícios e dos custos de reforma), oportunidades
(criando meios novos e estruturados para permitir que as partes
interessadas participem no processo de reforma) e capacidades
(construindo habilidades analíticas em unidades de reforma e organização)
no seio das partes interessadas para que o impacto negativo das mudanças
e reformas sejam amenizados e que todos os envolvidos estejam
proactivamente maximizando os efeitos positivos da reforma.

IFC estudou 10 países que passaram por reformas nos processos de


licenciamento, e que adoptaram o sistema de janela única. São os países
Bulgária, França, Indonésia, Jordânia, México, Sérvia, Tanzânia, Turquia,
Ucrânia, Vietname.

Certo é que se as partes interessadas não perceberem a pertinência da


reforma, e o seu papel no processo, em vez de aliados, poder-se-á encarar
resistência à mudança, e entraves conscientes (ou não) durante a
implementação das políticas.

São, normalmente stakeholders no processo de reforma do licenciamento os


seguintes: (i) Elites Políticas; (ii) Administração Pública; (iii) Profissionais
regulamentados; (iv) Sector Privado; (v) Sociedade Civil; (vi) Interesses
Internacionais.

É necessário que os reformadores estejam cientes do papel e cada parte


interessada.

Ao desenhar-se a reforma pode-se tomar diferentes rumos como por


exemplo:

- Optar-se por reformas estreitas para processos de registo ou optar por


reformas mais amplas para licenças de negócios;

- Melhoras as instituições existentes ou criar novas instituições responsáveis


pelo licenciamento;

- Centralizar as soluções, sendo o registo controlado por uma única


instituição, ou, descentralizar as soluções, criando múltiplos registos em
diferentes níveis;

- Apostar em soluções de tecnologias de informação como centro das


reformas.

Ainda de acordo com o livro, a reforma do processo de licenciamento de


empresas comporta 5 fases, nomeadamente:

(i) Formulação da ideia e organização da reforma: nesta fase


começam a ser introduzidos o conceito de reforma e possíveis
soluções dentro do país com base em novas informações e
mudanças internacionais na área de registo de empresas;
(ii) Desenho da solução: neste momento os reformadores desenvolvem
propostas concretas com a ajuda dos stakeholders;

(iii) Alargamento e marketing das ideias das reformas: é a altura


em que o projecto de reforma é introduzido ao público em geral e
aos media (órgão de informação);

(iv) Aceitação política e adopção: a reforma é levada á discussão


no seio da cúpula política, altura em que normalmente aceita-se e
adopta-se a reforma e em seguida enquadra-se a legislação;

(v) Implementação: esta é a fase derradeira, que é precedida pela


adopção formal da reforma, e caracteriza-se por ser o momento
mais arriscado pois há que assegurar que os resultados esperados
sejam, efectivamente, alcançados, com o apoio das partes
interessadas (que nem sempre apoiarão).

Como mostra a figura que se segue, as fases não precisam ser


necessariamente sequenciadas. Variam de acordo com o contexto onde a
reforma está inserida.

Ilustração 2 - Fases da Reforma do Processo de Licenciamento


2.6.6 Parceiros

2.6.6.1 International Finance CorporationICF

2.6.6.2 Confederação CTA

2.6.6.3 NOSI

2.6.7 Janela Única em outros países

2.6.7.1 Cabo Verde – Casa do Cidadão

2.6.8 Portugal

2.6.8.1 África do Sul

2.6.8.2 Brasil

2.6.8.3 Ruanda

Em 2004 foi criado, em Ruanda, sobre responsabilidade do Conselho


de Desenvolvimento de Ruanda (CDR)7, que reporta directamente ao
Presidente, um serviço de Janela Ùnica, que era inicialmente
Delegada de autoridades governamentais como Serviços de
Alfândegas, Departamento de Imigração, Departamento de
Autorizações de Trabalho, Departamento de Registo de Empresas e
Unidade de Estudos de Impacto Ambiental.

O CDR tem como missão, transformar Ruanda num dinâmico pólo de


negócios, investimento e inovação e sua visão é fazer o
acompanhamento do desenvolvimento económico em Ruanda,
através do impulsionamento do crescimento do sector privado. (Our
Vision & Mission, 2011)

Esta Janela Única foi criada para integrar todas as agências do


governo envolvidas nas áreas de investimento, “debaixo do mesmo
tecto”.

7
Conselho de Desenvolvimento de Ruanda – Rwanda Development Board (RDB)
Estas agências, priorizam sectores como Tecnologias de Informação e
Comunicação, Turismo e, igualmente, Pequenas e Médias Empresas.

Foram parceiros desta iniciativa, instituições como Conselho de


Desenvolvimento de Singapura8, BM, ICF, e o Gabinete de Tony Blair9.

Desde o início, a Janela Única para licenciamento tem verificado


melhoramentos contínuos dos serviços que tem marcado o processo,
até alcançar-se a plataforma de serviços existentes no momento, de
acordo com a tabela abaixo:

Orde Serviço Duração Duração


m (Antes) (Actual)

1 Isenção de Importação de Produtos Min. 10 Dias Max. 1 Dia

2 Acesso de facilidades como electricidade e ---------- 24 Horas


água

3 Emissão de Vistos Min. 7 Dias Máx. 1 Hora

4 Serviços Notariais ---------- 30 Minutos

5 Autorização de Trabalho Mín. 1 Mês Mín. 30


Minutos

6 Registo de Empresas Mín. 21 Dias Máx. 2 Dias

7 Avaliação de Projectos de Impacto Mín. 14 Dias Máx. 3 Dias


Ambiental

Tabela 1 - Serviços prestados pela Janela Única de Ruanda

O comprometimento do Governo de Ruanda, permitiu que no período


de um ano, de 2009 à 2010, tenha subido 67 posições no Ranking do
Doing Business, como ilustra o esquema que se segue.

8
Conselho de Desenvolvimento de Singapura - Singapore Development Board
9
Gabinete do Tony Blair -
Moçambique
140 to 135
Xx Reformas

Ilustração 3 - Melhoria das posições no ranking do ambiente


de negócio - 2009 - 2010
(http://www.rwandainvest.com/spip.php?article52)

2.6.8.4 Senegal

O Senegal integra a Zona Económica Especial Integrada de Dakar


(ZEEID)10, uma iniciativa de destaque quando se fala da Estratégia de
Crescimento Acelerado11 para transformar Dakar num pólo nacional e
internacional de negócios e serviços.

Um dos comprometimentos da ZEEID, é a missão de transformar


Senegal num pólo de desenvolvimento global e responsável por
catalisar grande parte dos negócios do Oeste de Àfrica.
(Preface/Empresa: Jafza International - Senegal, 2007)

São vantagens oferecidas pela ZEEID, excelentes infra-estruturas,


políticas de negócios, e organização estável. Vantagens estas, que,

10
DISEZ – Dakar Integrated Special Economic Zone
11
Accelerated Growth Strategy
associadas à localização estratégica do país, fazem com que estejam
reunidas as condições necessárias para a realização de negócios.

Um dos maiores benefícios é a existência de uma autoridade única


responsável por todas as licenças, permissões e autorizações.

Esta autoridade única, que tem estatuto de Município, opera como


uma Janela Única que oferece uma extensa gama de serviços e que
facilita sobremaneira o processo de licenciamento.

Assim, através da Janela Única o processo de licenciamento são


suprimidos 7 passos que em condições anteriores fariam o investidor
incorrer em custos adicionais associados as tempo e deslocações
dispendidas para a obtenção de licenças.

1º Passo: Registo Criminal – 3 dias

2º Passo: Depósito do Capital inicial no banco – 1 dia

3º Passo: Notarizar os estatutos da empresa e o depósito bancário do


capital subscrito – 2 dias

4º Passo: Registo do negócio na Janela Única que faz com que todos
os passos subsequentes estejam à cargo da mesma, sendo que o
processo está terminado em 2 dias. Os procedimentos que se seguem
sob responsabilidade da Janela são divididos em dois grupos, o 1º são
serviços que estão localizados no mesmo espaço físico e o 2º são
enviados à agências externas ao estabelecimento.

2.6.8.5 Outros Casos

Países como Austrália, Azerbeijão, Canadá, Bangladesh, Maurícias,


Nova Zelândia,e outros países melhoraram o seu ambiente de
negócios através da simplificação dos procedimentos de
Licenciamento e através da criação de serviços integrados de
atendimento online, que permitem que, em alguns casos, empresas
possam ser registadas em menos de 24 horas, sendo que todo o
procedimento pode ser concluído através do website. (Smart
Solutions for Business Facilitation/Empresa: Business Facilitation. org)

- Cobrança da taxa para o registo dos Estatutos da Empresa;

- Registo comercial e do património móvel e imóvel;

- Obtenção do número de identificação da empresa; e,

- Registo dos trabalhadores e o Comunicação Início de


Actividade;

- Registo na segurança Social; e,

- Registo no fundo de pensão.

Também conhecida como “One Stop Shop” o projecto o IFC e o MITUR


vem sanar dificuldades que os investidores e potenciais investidores
tem enfrentado.

Essas dificuldades têm sido obstáculos que contribuem para reforçar


a imagem negativa do país que dificultam a entrada de novos
investidores, barreiras como a fraca disseminação de informação
sobre negócios e a inexistência de um serviço de prestação de
informação sistematizada para os investidores.

Assim, de um modo geral o projecto para além de permitir que haja


conhecimento sobre os procedimentos para o licenciamento, os
custos associados e o tempo de decisão, propõe-se a diminuir o nível
de burocracia existente no licenciamento.

Este Projecto tem como impacto desejado o melhoramento do


ambiente de negócios em Moçambique.

O JUT é um produto centrado na real necessidade do cidadão e


empresas, ao contrário do Baú.
Funcionamento da JUT

Com o novo procedimento de licenciamento, o ciclo de vida de


licenciamento turístico passará a ser integrado.

3 CAPÍTULO III – METODOLOGIA

3.1 INTRODUÇÃO

A metodologia eleita para a elaboração do presente estudo foi a


consulta da literatura, de forma a, com base na bibliografia existente
sobre a matéria, sustentar todo o processo de pesquisa elaborado a
posterior.

O tipo de pesquisa será a exploratória - descritiva, pelo facto de esta


técnica permitir o desenvolvimento de ideias e esclarecimentos do
problema, segundo Gil (1994), “ A pesquisa exploratória tem como
principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e
ideias, com vista a formulação de problemas mais precisos ou
hipóteses pesquisáveis para estudo posterior.”

O universo da pesquisa vai compreender alguns estabelecimentos


licenciados da indústria hoteleira da Cidade de Maputo.

3.2 MÉTODOS E TÉCNICAS USADOS NA RECOLHA DE DADOS

O método escolhido é o estudo de caso. Ferrão (2010), citando


Manhiça (2009), diz que o estudo de caso, é uma abordagem de
pesquisa que tem sua principal aplicação quando se quer privilegiar o
como e/ou porque de uma teoria.

Assim, os dados recolhidos nos vários estabelecimentos de Indústria e


Turismo servirão de base para a realização do presente projecto.

O questionário e entrevistas serão as ferramentas utilizadas para a


recolha de dados.
3.2.1 RAZÕES DA ESCOLHA DAS TÉCNICAS

O questionário foi usado para de forma simples e assertiva colher-se


informação sobre a percepção dos Gestores dos estabelecimentos
turísticos sobre o processo de registo e licenciamento de empresas
neste sector económico.

Os questionários possuem uma introdução explicativa de modo a


facilitar a compreensão e o preenchimento.

3.3 LIMITAÇÕES

4 CAPÍTULO IV – APRESENTAÇÃO DOS DADOS DA PESQUISA

5 CAPÍTULO V – INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

6 CAPÍTULO VI – CONCLUSÃO

7 BIBLIOGRAFIA