Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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114
ISSN 1517-2627 Dezembro, 2009

Proposta de atualização da segunda edição do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos

ISSN 1517-2627 Dezembro, 2009
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Centro Nacional de Pesquisa de Solos Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Documentos 114

Proposta de atualização da segunda edição do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos
Humberto Gonçalves dos Santos Paulo Klinger Tito Jacomine Lúcia Helena Cunha dos Anjos José Francisco Lumbreras João Bertoldo de Oliveira Virlei Álvaro de Oliveira Maurício Rizzato Coelho Jaime Antonio de Almeida Tony Jarbas Ferreira da Cunha

Rio de Janeiro, RJ 2009

Embrapa Solos Rua Jardim Botânico, 1.024 - Jardim Botânico. Rio de Janeiro, RJ Fone: (21) 2179-4500 Fax: (21) 2274-5291 Home page: www.cnps.embrapa.br E-mail (sac): sac@cnps.embrapa.br Comitê Local de Publicações Presidente: Daniel Vidal Perez Secretário-Executivo: Jacqueline Silva Rezende Mattos Membros: Ademar Barros da Silva, Cláudia Regina Delaia, Humberto Gonçalves dos Santos, Elaine Cristina Cardoso Fidalgo, Joyce Maria Guimarães Monteiro, Ana Paula Dias Turetta, Fabiano de Carvalho Balieiro e Pedro de Sá Rodrigues da Silva. Supervisor editorial: Jacqueline Silva Rezende Mattos Normalização bibliográfica: Ricardo Arcanjo de Lima Revisão de texto: André Luiz da Silva Lopes Editoração eletrônica: Jacqueline Silva Rezende Mattos Rodrigo Lima Solis 1a edição 1a impressão (2009): online
Todos os direitos reservados. A reprodução não-autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei no 9.610).

S331p

Santos, Humberto Gonçalves dos. Proposta de atualização da segunda edição do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos / Humberto Gonçalves dos Santos ... [et al.]. — Dados eletrônicos. — Rio de Janeiro : Embrapa Solos, 2009. 66 p. - (Documentos / Embrapa Solos, ISSN 1517-2627 ; 114) Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader. Modo de acesso: < http://www.cnps.embrapa.br/solosbr/publicacao.html>. Título da página da Web (acesso em 21 dez. 2009). 1. Taxonomia de solo. 2. Solos tropicais. 3. Classe de solo. I. Jacomine, Paulo Klinger Tito. II. Anjos, Lúcia Helena Cunha dos. III. Lumbreras, José Francisco. IV. Oliveira, João Bertoldo de. V. Oliveira, Virlei Álvaro de. VI. Coelho, Maurício Rizzato. VII. Almeida, Jaime Antonio de. VIII. Cunha, Tony Jarbas Ferreira da. IX. Título. X. Série. CDD (21.ed.) 631.44
© Embrapa 2009

................................................................................................. Outros atributos .. 16 4........1 Cerosidade .... 13 3........................5 Horizonte B plânico ....................................................................4 Horizonte B espódico .............................................. 16 5..... Bases e critérios ............................. 24 5......................... 16 4.......................................1 Atividade da fração argila .......................... 12 2...................4 Horizonte A Ócrico ....................................................................................................4 Caráter rúbrico ....................... 15 3............... 12 2. 15 4... 13 2....................................................................2 Horizonte B latossólico .......... 16 4........................... 28 6............................................1 5o nível categórico (família) ....... Atributos Diagnósticos ......... 16 5........................................ 13 2................................... Horizontes Diagnósticos Superficiais .... 30 ............ Introdução ................................................ 9 1.........3 Horizonte A moderado (excluído) ................................. 11 2.............................................................................................................. 20 5.................... 16 4.................Sumário Resumo ...................... 16 5...3 Horizonte B nítico ....... 25 5........................................................ Nomenclatura das Classes ..... 7 Abstract ...................1 Horizonte B textural .. Horizontes Diagnósticos Subsuperficiais ...............................................................2 Caráter plânico ............................................1 Horizonte A antrópico ..................3 Caráter retrátil .. 29 6.............2 Horizonte A fraco (excluído) ....................... 29 7...

............. Nitossolos ............................................................................... Vertissolos ........... 54 20.....................................2 Planossolos ...................................1 Nitossolos .............................. 30 8........... 47 16................................. Chave para as classes no 1o nível categórico (Ordem) 35 10............................ Argissolos ..............................................................7. Luvissolos ............................ Latossolos ...................................................... 35 11.............1 Nitossoloss .......................... 50 17............. Considerações finais ........ Gleissolos................................................................. 44 14.............. 30 7.................. Definições provisórias do 5º nível categórico (Família) 55 21..... 54 19.................................................. 62 ............................ Plintossolos ...... 38 13........... Neossolos ............2 Planossolos ................................ 62 22............................ Referências bibliográficas ................................................................................. Conceito e definição das classes de 1º nível categórico (Ordem) .............. 52 18............................................................... 31 8... 33 9....... Cambissolos .. Planossolos .................................... 36 12................... 31 8............. 46 15.....................................

Professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) ricardo@interway. D. humberto@cnps.. Agrônomo.com.embrapa.Sc. jflum@cnps. Pesquisador da Embrapa Solos. D... Pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) virlei@ibge.Sc.Sc.Sc. tony@cpatsa.Sc. mrcoelho@cnps.br Paulo Klinger Tito Jacomine Eng. Pesquisador do Instituto Agronômico (IAC)/ Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) betoldo@lexxa. Pesquisador da Embrapa Solos.. Ph.udesc. D.br .br Lúcia Helena Cunha dos Anjos Eng. D. Agrônomo.br Jaime Antônio de Almeida Eng.Autores Humberto Gonçalves dos Santos Eng. Agrônomo.embrapa. D.Sc.. Professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) lanjos@ufrrj. Agrônomo.. D.com. Agrônomo.embrapa. Ph.br João Bertoldo de Oliveira Eng. Pesquisador da Embrapa Semiárido.embrapa. Agrônomo. Professor da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) a2jaa@cav.D. D. Agrônomo.br José Francisco Lumbreras Eng.br Maurício Rizzato Coelho Eng.gov.Sc. Pesquisador da Embrapa Solos.. Agrônomo..D.br Virlei Álvaro de Oliveira Eng. Agrônoma.br Tony Jarbas Ferreira da Cunha Eng..

Proposta de atualização da segunda edição do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos

Resumo
O Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS), publicado originalmente em 1999, está em constante aperfeiçoamento. A mola propulsora para tal são as idéias e propostas emanadas das reuniões técnicas de classificação e correlação de solos, conhecidas como RCCs (Reunião de Classificação e Correlação de Solos), juntamente com as numerosas sugestões enviadas por usuários do SiBCS ao Comitê Executivo Nacional de Classificação de Solos, sob coordenação da Embrapa Solos. As sugestões são discutidas, avaliadas e consolidadas no âmbito do referido Comitê em reuniões presenciais e discussões via internet. O presente trabalho é resultado dessa trajetória de evolução do conhecimento dos solos brasileiros e da organização estrutural da comunidade pedológica brasileira a fim de consolidar tal conhecimento num sistema taxonômico mais abrangente, preciso e que atenda a multiusuários. No entanto, este documento não está liberado para uso em substituição à segunda edição do SiBCS, tendo em vista que trata-se de um documento de divulgação das propostas de alterações até então consolidadas no Sistema com vistas à sua 3a edição. Dentre estas, destacam-se: ajustes, correções e redefinições de conceitos básicos relativos às definições de caráter plânico, caráter rúbrico, cerosidade, horizontes A antrópico, B textural, B latossólico, B nítico, B espódico e B plânico. É sugerida a extinção dos horizontes A moderado e A fraco, ambos agrupados no proposto horizonte A ócrico, bem como a criação do caráter retrátil, referindo-se à retração acentuada da massa do solo após exposição e secamento de perfis de solos, condição típica de

alguns Latossolos e Nitossolos do sul do país até então com reconhecidas dificuldades na sua identificação e classificação taxonômica. Alterações de redação, de eliminação ou incorporação de classes de solos são propostas no nível categórico de ordem (Nitossolos e Planossolos), de subordem (Cambissolos Húmicos, Latossolos Brunos, Nitossolos Brunos, Neossolos Flúvicos e Planossolos Nátricos), de grande grupo (inclusão de Alíticos nos Cambissolos Húmicos, inclusão de Sódicos nos Gleissolos Melânicos e Gleissolos Háplicos, exclusão de Acriférricos e Ácricos nos Latossolos Brunos, redefinição da seção de controle, no terceiro nível categórico, nos Gleissolos Melânicos, Gleissolos Háplicos, Neossolos Flúvicos e Planossolos Háplicos) e de subgrupo (inclusões de inúmeras classes de solos), bem como no nível categórico de família (criação dos subgrupamentos texturais e de atividade da fração argila). Palavras-chave: taxonomia de solo, solos tropicais, classe de solo, atributo diagnóstico, horizonte diagnóstico.

Proposals for updating of the second edition of the Brazilian System of Soil Classification

Abstract
The Brazilian Soil Classification System (SiBCS), firstly published in 1999, is in permanent improvement. The driving force for such is the ideas and proposals emanated from the technical meetings of soil classification and correlation, known as RCCs (Meeting for Soil Classification and Corrrelation), together with the innumerous suggestions sent by users of the SiBCS to the National Executive Committee of Soil Classification, under the co-ordination of Embrapa Solos. The suggestions are discussed, appraised and consolidated in the scope of the referred Committee in room meetings and discussions through internet. The present work is a result of that trajectory of evolution of the knowledge of the Brazilian soils and of the Brazilian soil science community’s structural organization in order to consolidate such a knowledge in a classification system including precise taxonomy that supports all users. However, this document is not authorized for use in substitution to the second edition of SiBCS, considering that is an anticipation document of popularization of the proposals of alterations until then consolidated in the System with views to its 3a edition. Among these, stand out: fittings, corrections and redefinitions of relatively basic concepts to the definitions of character plânico, character rúbrico, cerosidade, antrópico A horizon, B textural, B latossólico, B nítico, B espódico and B plânico. It is suggested the extinction of the moderate A horizon and weak A

Nitossolos Brunos. soil class. tropical soils. in the third categorical level. Keywords: soil taxonomy. diagnostic horizon. both contained in the now proposed horizon A ócrico. in typical conditions of certain Latossolos and Nitossolos of the south of Brazil until then with recognized difficulties for their identification and classification. Gleissolos Háplicos. elimination or addition of soil classes are offered in the categorical level of order (Nitossolos and Planossolos). exclusion of Acriférricos and Ácricos in Latossolos Brunos. . inclusion of Sódicos in Gleissolos Melânicos and Gleissolos Háplicos. Neossolos Flúvicos and Planossolos Háplicos). of great group (inclusion of Alíticos in Cambissolos Húmicos. diagnostic attribute. and creation of the retractile character. of suborders (Cambissolos Húmicos. and subgroup (inclusions of countless classes of soils).horizon. in Gleissolos Melânicos. Changes in writing. redefinition of the control section. Latossolos Brunos. Neossolos Flúvicos and Planossolos Nátricos). referring to the pronounced shrinkage of the soil mass after exposure and drying of soil profiles. as well as significant changes are proposed in the family level (creation of the textural and clay activity subgroups).

1. 2000. Tais mudanças são reflexos das sugestões e críticas recebidas de usuários do SiBCS e. Introdução Sistemas de classificação taxonômicos passam por constantes atualizações. O Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) não é exceção. 2008). Já em sua segunda edição. organizadas em comitês nacionais e regionais sob a liderança e coordenação da Embrapa Solos. Considerando-se que as dimensões continentais do território brasileiro extrapolam o pequeno número de profissionais em pedologia. Abrange desde definições e conceitos básicos.. Tal situação já nos permite inferir que a segunda edição do SiBCS é apenas mais uma etapa de uma longa trajetória de seu desenvolvimento e atualização. 2006) é o mais expressivo relato de uma jornada de muitas décadas em busca de um sistema complexo e abrangente. As RCCs tradicionalmente têm permitido a validação e . ainda há muito por se descobrir. 2001). consolidação. até reestruturações de classes em todos os níveis categóricos. organização e redação final do documento. é de responsabilidade do denominado Comitê Executivo Nacional. 2005... Esta assertiva é fácil compreender se considerarmos que o conhecimento científico está em constante evolução e que o universo do objeto a se classificar muitas vezes não é completamente conhecido. o SiBCS é resultado da experiência coletiva de vários colaboradores de diversas instituições nacionais. referência internacional para a correlação de solos e para o desenvolvimento de outros sistemas de classificação em diversos países do mundo. A história e evolução do sistema taxonômico de solos norteamericano (ESTADOS UNIDOS. conhecer e estudar sobre nossos solos (COELHO. cujos participantes são oriundos de diferentes instituições de ensino e pesquisa brasileiras. bem como os parcos recursos destinados aos estudos pedoambientais. ROSSI. sobretudo. A avaliação. O presente documento compreende somente as partes do SiBCS que foram alteradas (as inserções aqui propostas estão com a grafia em cor azul). das idéias e propostas emanadas das últimas três Reuniões de Correlação e Classificação de Solos (RCCs) realizadas nas regiões sul e sudeste do país (REUNIÃO. no entanto.

ou no horizonte C (inclusive CA). Critério derivado de Estados Unidos (1975). é considerada a atividade da fração argila no horizonte B (inclusive BA e exclusive BC). que culminará com a publicação da terceira edição do SiBCS. não são para uso imediato até que o Comitê tenha encerrado o processo de discussão. a valor inferior a 27 cmolc/kg de argila. Atividade alta (Ta) corresponde a valor igual ou superior a 27 cmolc/kg de argila.1 Atividade da fração argila Refere-se à capacidade de troca de cátions1 relativa à fração argila.difere dos valores obtidos com a metodologia analítica adotada pelo Natural Resources Conservation Service (antigo Soil Conservation Service) dos Estados Unidos. e atividade baixa (Tb). calculada pela expressão: Valor T (cmolc/kg) x 1000 / conteúdo de argila (g/kg). quando não existe B. bem como a uniformização de critérios. 2. Atributos Diagnósticos Refere-se ao Capítulo 1 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA.12 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS aperfeiçoamento do SiBCS. Este critério não se aplica a materiais de solo das classes texturais areia e areia-franca. Tais propostas não são definitivas. as quais já foram discutidas no âmbito do Comitê Executivo Nacional e parcialmente apresentadas no XXXII Congresso Brasileiro de Ciência do Solo. portanto. 2006). 1 Determinada pela soma do conteúdo de bases trocáveis (Ca2+ + Mg2+ + Na + + K+) e acidez extraível (H+ + Al3+). conforme Embrapa (1997) . 2. Para distinção de classes por este critério. o intercâmbio interinstitucional e a transferência de informações entre profissionais da Ciência do Solo. dependendo ainda de críticas e sugestões de usuários do SiBCS e. sem correção para carbono. O objetivo do presente trabalho é divulgar as propostas de mudanças no SiBCS. .

cor úmida com matiz mais vermelho que 5YR e valor menor ou igual a 4. que apresentam retração acentuada da massa do solo após a exposição dos perfis ao efeito de secamento por algumas semanas. Nos cortes com maior exposição solar. neutras ou próximas delas. cores acinzentadas ou escurecidas. acumulando-se na parte inferior do perfil.3 CARÁTER RETRÁTIL2 Usado para classes de Latossolos e Nitossolos. configurando uma forma triangular semelhante a uma “saia” (Figura 2).Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 13 2. o caráter retrátil decorre possivelmente da presença de argilominerais 2:1 com hidróxi-Al entrecamadas (VHE e EHE). os blocos tendem naturalmente a se individualizar em unidades estruturais cada vez menores. com horizonte adensado e permeabilidade lenta ou muito lenta. que se desfazem em blocos quando manuseadas. É típico de alguns solos encontrados sob condições de clima subtropical úmido dos planaltos altimontanos do Sul do Brasil. Embora nesses solos predomine a caulinita. resultando na formação de fendas verticais pronunciadas e estruturas prismáticas grandes e muito grandes (Figura 1). . e/ou da pequena dimensão dos argilominerais presentes na fração argila. interestratificados.4 Caráter Rúbrico Caráter utilizado para indicar avermelhamento em profundidade nas classes dos Latossolos Brunos e Nitossolos Brunos. e cor seca com apenas uma unidade a mais em valor. ou com mosqueados de redução. 2 Em fase de validação. excluindo-se horizonte com caráter plíntico. que apresentam em alguma parte da seção de controle que define a classe (exclusive horizonte BC). que não satisfazem os requisitos para horizonte plânico e que ocorrem em toda a extensão do horizonte. 2. ou seja. de textura argilosa e muito argilosa. Também aplicado para solos com caráter epiáquico conjugado com mudança textural abrupta.2 Caráter Plânico Usado para distinguir solos intermediários para Planossolos. 2.

perfil 15). Figura 2. 2000.. evidenciando-se um material que se desprendeu do solo (blocos pequenos e muito pequenos) e acumulou na metade inferior do perfil. configurando um aspecto de “saia” (REUNIÃO. 2000.14 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS Figura 1. evidenciando-se o fendilhamento na face exposta por maior período de tempo (REUNIÃO.. perfil 15).. Corte de estrada em área de Latossolo Bruno no município de Vacaria–RS... Perfil de Latossolo Bruno situado no município de Vacaria-RS. ..

verificadas na superfície dos agregados. Frequentemente esta característica observada e descrita no campo pode ser também observada micromorfologicamente. frequentemente argila e/ou do rearranjamento de partículas nas superfícies das unidades estruturais. shiny peds.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 15 3. apresentar revestimentos. Feições brilhantes. por exemplo). similar à cera derretida e escorrida. Em suma. Engloba também feições brilhantes (nítidas) sobre os agregados. . Pode ser resultante do revestimento por material inorgânico. A cerosidade é um atributo essencial na definição de horizonte B textural e B nítico.1 Cerosidade É a concentração de material inorgânico. por observação direta na superfície dos elementos ou nas arestas das seções produzidas quando são quebrados os peds. entre outros horizontes diagnósticos. Outros atributos 3. que se apresenta com aspecto lustroso e brilho graxo. Em ambos os casos pode ser observada com maior facilidade com o auxílio de lupas de pelo menos 10 X de aumento. que não constituem revestimentos. todas as ocorrências em suas diversas formas de expressão (clay skins. cutans etc. apresenta-se tanto como revestimentos com aspecto lustroso e brilho graxo. sobre os agregados. recobrindo unidades estruturais ou partículas primárias quanto como superfícies brilhantes. correspondendo a revestimentos de argila iluvial – argilãs de iluviação. Critério adaptado de Estados Unidos (1975). na forma de preenchimento de poros ou como revestimento de unidades estruturais (agregados ou peds) ou de partículas das frações grosseiras (grãos de areia. também podem ser observadas com lentes de 10 X. sem. Incluem-se nesta condição. no entanto.) e também feições brilhantes.

orientada ou não. Horizonte A fraco (excluído) 4.1 Horizonte B textural É um horizonte mineral subsuperficial com textura franco-arenosa ou mais fina. 5. ou cultivo por períodos prolongados.2. resultante de acumulação ou concentração absoluta ou relativa decorrente de processos de iluviação e/ou formação in situ e/ou herdada do material de origem e/ou infiltração de argila ou argila mais silte. contendo fragmentos de cerâmica e/ou artefatos líticos.1 Horizonte A antrópico É um horizonte formado ou modificado pelo uso contínuo do solo pelo homem.4 Horizonte A Ócrico3 São incluídos nesta categoria os horizontes anteriormente designados de A moderado e A fraco (EMBRAPA. com ou sem matéria orgânica e/ou 3 Em fase de validação. e/ou cor mais clara. como lugar de residência. . Horizontes Diagnósticos Subsuperficiais 5. 4. não apresentando também os requisitos para identificar horizonte hístico ou A antrópico.002mm). e/ou restos de ossos e/ou conchas. 4.3.16 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 4. O horizonte A ócrico difere dos horizontes A chernozêmico. Horizontes Diagnósticos Superficiais Refere-se ao Capítulo 2 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. desde que não exclusivamente por descontinuidade de material originário. ou menor teor de carbono orgânico. 2006). 2006) e que não se enquadram no conjunto das definições dos demais horizontes diagnósticos superficiais. A proeminente e A húmico pela menor espessura. onde houve incremento de argila (fração <0. Horizonte A moderado (excluído) 4. com adições de material orgânico em mistura ou não com material mineral.

Entretanto. a simples ocorrência de cerosidade pode não ser adequada para caracterizar o horizonte B textural. Na deposição em meio aquoso. O conteúdo de argila do horizonte B textural é maior que o do horizonte A ou E e pode. Transportadas pela água. Nos solos sem macroagregados. as argilas translocadas tendem a formar películas. a argila iluvial apresenta-se sob a forma de revestimento nos grãos individuais de areia. ou não. na forma de preenchimento de poros e revestimentos de unidades estruturais (agregados ou peds). outros tipos de revestimento de material coloidal inorgânico são também levados em conta como características de horizonte B textural e reconhecidos como cerosidade. Na identificação de campo da maioria dos horizontes B texturais. ao contrário das argilas formadas in situ. orientada de acordo com a superfície dos mesmos ou formando pontes ligando os grãos. . o preenchimento dos poros pode se dar em um único evento de chuva ou inundação. a cerosidade é importante. se bem desenvolvidos. A natureza coloidal da argila a torna suscetível de mobilidade com a água no solo se a percolação é relevante. ser maior que o do horizonte C.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 17 destruição de argila no horizonte A e/ou perda de argila no horizonte A por erosão diferencial. que apresentam orientação desordenada. Este horizonte pode ser encontrado à superfície se o solo foi parcialmente truncado por erosão. pois. A cerosidade considerada na identificação do B textural é constituída por revestimentos de materiais coloidais minerais que. exclusivamente nas faces verticais. tendem a repousar aplanadas no local de apoio. a cerosidade num horizonte B textural deverá estar presente em diferentes faces das unidades estruturais e não. devido ao escoamento turbulento da água por fendas. No entanto. com estrutura do tipo grãos simples ou maciça. Por esta razão. as partículas de argilominerais usualmente de formato laminar. são facilmente perceptíveis pelo aspecto lustroso e brilho graxo. sendo necessário conjugá-la com outros critérios auxiliares. com orientação paralela às superfícies que revestem.

o horizonte B textural se forma sob um horizonte ou horizontes superficiais. de textura francoarenosa ou mais fina. acima do horizonte B considerado. espessura superior a 15 cm. Em síntese.5 cm. e apresenta espessura que satisfaça uma das condições a seguir: a) ter pelo menos 10% da soma das espessuras dos horizontes sobrejacentes e no mínimo 7. perfaçam 15 cm ou mais de espessura. se os horizontes A e B somarem mais que 150 cm. em toda sua extensão. ou c) ter 15 cm ou mais. ou b) ter 15 cm ou mais. ou e) se a textura for média ou argilosa. ou 4 O incremento de argila aqui considerado não deve ser exclusivamente por descontinuidade litológica. g) grande aumento de argila total do horizonte A para o B.5 cm. o suficiente para caracterizar uma mudança textural abrupta4. ou d) se o horizonte B for. que. desde que o B não satisfaça os requisitos para horizonte B espódico. Em adição a isto. em conjunto. o horizonte B textural deve ter espessura de pelo menos 7. constituído por lamelas. admitindo-se que entre elas possa ocorrer material das classes de texturais areia e areia-franca. se a textura do horizonte E ou A for areia ou areia-franca. estas devem ter. plíntico ou plânico. em conjunto. para caracterização de um horizonte B textural devem ocorrer uma ou mais das seguintes características: f) presença de horizonte E no sequum. .18 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS Será considerado como B textural a ocorrência de lamelas.

.70. relação textural maior que 1. a partir do topo do horizonte B (inclusive BA). considerar uma espessura.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 19 h) incremento de argila total do horizonte A para o B. 3) solos com horizonte B de textura argilosa ou muito argilosa e com estrutura prismática ou em blocos devem apresentar 5 Calculada pela divisão da média aritmética do teor de argila total do horizonte B (excluído o BC) pela média de argila total do horizonte A. de conformidade com os itens que seguem: a) se o horizonte A tem menos que 15 cm de espessura. relação textural maior que 1. suficiente para que a relação textural B/A5 satisfaça uma das alternativas abaixo: 1) nos solos com mais de 400 g de argila/kg de terra fina seca ao ar (TFSA) no horizonte A. considerar uma espessura máxima de 30 cm a partir do topo do horizonte B (inclusive BA) para o cálculo da média de argila no B (exclusive BC). relação textural maior que 1. que seja o dobro da espessura do A para cálculo da média de argila no B (exclusive BC). da parte superior do B (exclusive BA). devem ser atendidas as seguintes condições: 1) solos com horizonte B de textura média e com ausência de macroagregados devem apresentar argila iluvial. representada por cerosidade moderada. ou 2) nos solos com 150 a 400 g de argila/kg de TFSA no horizonte A.50. dentro de uma seção de controle definida em função da espessura do horizonte A. i) quando o incremento de argila total do horizonte A para o B for inferior ao especificado no item h. 2) solos com horizonte B de textura média e com estrutura prismática ou em blocos de grau de desenvolvimento moderado ou mais forte. devem apresentar cerosidade no mínimo moderada em um ou mais suborizontes. orientada de acordo com a superfície dos mesmos ou formando pontes ligando os grãos. b) se o horizonte A tem 15 cm ou mais.80. ou 3) nos solos com menos de 150 g de argila/kg de TFSA no horizonte A. sob forma de revestimentos nos grãos individuais de areia.

pela manifestação da cerosidade e pela variação de cor em profundidade no perfil de solo (policromia). argilominerais do tipo 1:1. 4) solos com relação textural B/A igual ou maior que 1. 1975). quartzo e outros minerais mais resistentes ao intemperismo. j) se o perfil apresentar descontinuidade de material originário entre os horizontes A ou E e o B textural (principalmente solos desenvolvidos de materiais recentes. 5. portanto. Derivado de “argillic horizon” (ESTADOS UNIDOS. seguida de intensa dessilicificação. este necessita satisfazer um dos requisitos especificados nos itens h ou i.4.2 Horizonte B latossólico É um horizonte mineral subsuperficial. lixiviação de bases e concentração residual de sesquióxidos e/ou argilominerais do tipo 1:1 e minerais resistentes ao intemperismo. cujos constituintes evidenciam avançado estágio de intemperização.20 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS cerosidade no mínimo comum e fraca ou pouca e moderada (não admitindo. Em geral. A fração menor que 0. conforme critérios constantes na definição de Nitossolos. como sedimentos aluviais) ou se somente uma camada arada encontra-se acima do B textural. explícito pela transformação quase completa dos minerais facilmente alteráveis. é constituído por quantidades variáveis de óxidos de ferro e de alumínio.05 mm (silte + argila) poderá apresentar peque- . conjugado com presença de fragipã dentro de 200 cm da superfície. A distinção entre Argissolos e Nitossolos é feita pelos teores de argila. cerosidade pouca e fraca) em um ou mais suborizontes da parte superior do B (exclusive BA). determinados na fração areia e referidos à fração terra fina. Na constituição do horizonte B latossólico não deve restar mais do que 4% de minerais primários alteráveis (pouco resistentes ao intemperismo) ou 6% no caso de muscovita. desde que não satisfaça os requisitos para B espódico. pelo gradiente textural. Nota: os horizontes B textural e B nítico não são mutuamente excludentes.

Pode conter mais argila do que o horizonte sobrejacente.6 nos solos de textura argilosa. como estratificações finas. apresentam diferenças menores que aquelas necessárias para caracterizar um horizonte B textural. ou dentro da seção de controle para cálculo da relação textural. . cerosidade pouca e fraca. de maneira que a relação silte/argila seja inferior a 0. de maneira geral.2. A relação molecular SiO2/Al2O3 (Ki) no horizonte B latossólico é menor do que 2. sendo normalmente inferior a 2. sem correção para carbono. com transição. de maneira que comparações feitas a intervalos de 30 cm ou menos entre os horizontes A e B. no máximo. Alguns horizontes B latossólicos apresentam valores de pH determinados em solução de KCl 1mol/L mais elevados que os determinados em H2O. ou saprólito. na maioria dos suborizontes do B (exclusive BC) até a profundidade de 200 cm (ou 300 cm se o horizonte A exceder a 150 cm de espessura). ou fragmentos de rochas pouco resistentes ao intemperismo O horizonte B latossólico deve apresentar espessura mínima de 50 cm. porém o incremento da fração argila com o aumento da profundidade é pequeno.0.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 21 nas quantidades de argilominerais interestratificados ou ilitas. O horizonte B latossólico apresenta diferenciação pouco nítida entre os seus suborizontes. evidenciando saldo de cargas positivas. características condizentes com estágio de intemperização muito avançado. textura franco-arenosa ou mais fina e baixos teores de silte. difusa. O horizonte B latossólico pode apresentar. A capacidade de troca de cátions no horizonte B latossólico deve ser menor do que 17 cmolc/kg de argila. mas não deve conter mais do que traços de argilominerais do grupo das esmectitas. Não deve ter mais de 5% do volume da massa do horizonte B latossólico que mostre estrutura da rocha original.7 nos solos de textura média e inferior a 0.

principalmente aqueles com mais baixos teores de argila e os muito intemperizados com saldo de cargas positivas. ou fraca e mais raramente de desenvolvimento moderado. o horizonte B latossólico é um horizonte subsuperficial que não apresenta características diagnósticas de horizonte glei. é fraca. não pode ser firme.22 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS O limite superior do horizonte B latossólico. se ocorrerem. muito pequena a pequena granular. varia de macia a muito dura e de firme a muito friável quando úmido. moderada ou forte. por apresentar muito pouco contraste de transição com o horizonte que o precede. é muito dura ou extremamente dura. Blocos angulares. B textural. é difícil de ser identificado no campo. exceto o hístico. Muitos solos de textura média. Em síntese. ou em blocos subangulares de grau fraco ou moderado. A estrutura neste horizonte pode ser fortemente desenvolvida. B nítico e horizonte plíntico. o que evidencia a pouca mobilidade das argilas e a alta resistência à dispersão. ii) a consistência do solo. A consistência do material do horizonte B. 6 O horizonte B latossólico com caráter retrátil deve atender aos seguintes requisitos: i) a estrutura observada no solo. quando úmido. podem não apresentar alto grau de floculação. de tamanho muito pequeno e pequeno. são poucos. . quando se tratar de estrutura em blocos subangulares. verificando-se nitidez de contraste quase que somente de cor e de estrutura entre a parte inferior do horizonte A e o horizonte B latossólico. se presente. muito firme ou extremamente firme e quando seco. quando os elementos de estrutura forem granulares. se for do tipo blocos possui grau de desenvolvimento inferior a moderado. em alguns casos. quando seco. Usualmente. e a estrutura prismática. encontra-se presente abaixo de qualquer horizonte diagnóstico superficial. quando úmido. apresenta alto grau de floculação nos suborizontes mais afastados da superfície e com menor teor de matéria orgânica. Admitem-se variações de estrutura e consistência (critérios ainda em fase de validação) para os horizontes B latossólicos com caráter retrátil6. e deve atender a todas as características abaixo relacionadas: a) estrutura fraca.

05mm (silte + argila). sendo o grau de floculação da argila igual ou muito próximo de 100% e o teor de argila dispersa em água menor que 200 g/kg. horizontes com maior teor de carbono orgânico (geralmente horizonte BA). teores baixos de silte.0. ou de argilominerais interestratificados. ou fragmentos de rocha semi ou não intemperizada. podendo conter. sendo a relação silte/argila.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 23 b) espessura mínima de 50 cm. sem correção para carbono. c) menos de 5% do volume que mostre estrutura da rocha original. e a 0. tendo comportamento atípico. como estratificações finas.2. f) relação molecular SiO2/Al2O3 (Ki). ou horizontes de textura média. na fração menor que 0. e) textura franco-arenosa ou mais fina.7 nos solos de textura média. g) menos de 4% de minerais primários alteráveis (menos resistentes ao intemperismo) ou menos de 6% de muscovita na fração areia. sendo normalmente menor que 2.6 nos solos de textura argilosa ou muito argilosa. . não mais que traços de argilominerais do grupo das esmectitas. onde a relação silte/argila não reflete adequadamente a pedogênese. h) capacidade de troca de cátions menor que 17 cmolc/kg de argila. carece de maiores averiguações os Latossolos desenvolvidos de materiais siltosos. inferior a 0. horizontes com cargas tendendo para ou com saldo eletropositivo. ou saprólito. porém referidos à TFSA. e somente pequenas quantidades de ilitas. até a profundidade de 200 cm (ou 300 cm se o horizonte A exceder 150 cm de espessura) na maioria dos suborizontes do B (exclusive BC). igual ou inferior a 2. d) grande estabilidade dos microagregados. mormente próximos à classe generalizada de textura arenosa.

em parte. quando deve apresentar 15 cm ou mais de espessura. O horizonte B nítico com caráter retrátil deve atender aos seguintes requisitos: a) espessura de 30 cm ou mais. é em blocos subangulares e. ou com pequeno incremento. que se individualiza em blocos também de grau moderado ou forte. se for do tipo em blocos subangulares ou angulares possui grau de desenvolvimento moderado ou forte. de textura argilosa ou muito argilosa. quando úmido. é no mínimo firme. de grau de desenvolvimento moderado ou forte. quando úmido. 5. Apresenta cerosidade em quantidade e grau de desenvolvimento no mínimo comum e moderado. é no máximo pouca e fraca. . que pode ser composta de blocos. e iii) admite-se cerosidade em grau fraco e quantidade pouca. sem incremento de argila em relação ao horizonte superficial. ii) a consistência do solo. Corresponde. e quando seco é muito dura ou extremamente dura. Admitem-se variações de estrutura. O horizonte B nítico apresenta transição gradual ou difusa entre os seus suborizontes e pode ser encontrado à superfície se o solo foi erodido. A estrutura. associada a cerosidade em quantidade no mínimo comum e com grau forte ou moderado. ou. consistência e cerosidade (critérios ainda em fase de validação) para os horizontes níticos com caráter retrátil7 .3 Horizonte B nítico Horizonte mineral subsuperficial. angulares. não hidromórfico. ou prismática.24 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS i) cerosidade. a não ser que o solo apresente contato lítico nos primeiros 50 cm de profundidade. se presente.5. c) estrutura em blocos ou prismática de grau de desenvolvimento moderado ou forte. Apresenta argila de atividade baixa ou caráter alítico. e b) textura argilosa ou muito argilosa. ao “oxic horizon” (ESTADOS UNIDOS. ou se for prismática deve ter grau moderado ou forte. traduzido em relação textural B/A igual ou inferior a 1. 7 O horizonte B nítico com caráter retrátil deve atender aos seguintes requisitos: i) a estrutura observada no solo. 1975).

os quais podem ou não estar associados num mesmo perfil de solo: Bs – usualmente apresenta cores vivas de croma alto. São caracterizados pela iluviação expressiva de alumínio ou alumínio e ferro.4 Horizonte B espódico Horizonte mineral subsuperficial. conforme critérios constantes na definição de Nitossolos. exceto por padrões descontínuos na transição entre os hori- . o horizonte B espódico não apresenta organização estrutural definida. No horizonte B espódico podem ocorrer partículas de areia e silte com revestimentos parciais de matéria orgânica. É possível que o horizonte B espódico ocorra na superfície se o solo foi truncado. os horizontes B espódicos podem ser diferenciados e identificados pelos seguintes sufixos. podendo. ou preenchimento de poros por esses materiais. ou devido à mistura da parte superficial do solo pelo uso agrícola. De um modo geral.5 cm. 5. e pouca matéria orgânica iluvial. Nota: os horizontes B textural e B nítico não são mutuamente excludentes. apresentando tipos de estrutura na forma de grãos simples ou maciça. material amorfo e sesquióxidos livres. que apresenta acumulação iluvial de matéria orgânica. bem como grânulos constituídos por matéria orgânica e sesquióxidos de diâmetro entre 20 e 50 m. pelo gradiente textural. com espessura mínima de 2. podendo ou não conter ferro. ocorrer outros tipos de estrutura com fraco grau de desenvolvimento. Ocorre. pela manifestação da cerosidade e pela variação de cor em profundidade no perfil de solo (policromia). eventualmente. Em função dos compostos iluviais dominantes e do grau de cimentação. associada a complexos de sílica-alumínio ou húmus-alumínio. sob qualquer tipo de horizonte A ou sob um horizonte E (álbico ou não) que pode ser precedido de horizonte A ou horizonte hístico. normalmente.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 25 d) argila de atividade baixa (Tb) ou caráter alítico. A distinção entre Nitossolos e Argissolos Vermelhos ou Vermelho–Amarelos é feita pelos teores de argila.

Bh – Bs. Dominam nos horizontes identificados como Bh cores escuras. em geral. Si e Fe. ou Bh – Bs – Bsm etc. entretanto.5YR ou 10YR.. 7. como Bh – Bhs. ferro e matéria orgânica. espessura. Bhsm ou Bhm). padrões de cor e outras propriedades morfológicas. formando padrões heterogêneos dos compostos iluviais de ferro. O horizonte B espódico também pode se apresentar sob a forma consolidada. pedra chata. A consistência muito firme ou extremamente firme é geralmente independente do teor de umidade do solo. Em geral. 4/3 ou 4/4. e croma 4 a 8. significando um fino pã . ou aglomerados. denominada “ortstein” (Bsm. fortemente cimentado por complexos organometálicos e/ou aluminossilicatos amorfos e/ou compostos amorfos constituídos por diversas proporções de Al. Bh – iluviação dominante de complexos matéria orgânica-alumínio. com valor <4 e croma <3. ou estrias. que ocorre como grânulos ou precipitados de matéria orgânica e sesquióxidos de alumínio. os grãos de areia não estão revestidos por material iluvial. Bhs – identificado pela iluviação expressiva de alumínio. os horizontes identificados como Bs apresentam matiz 5YR. Em geral. alumínio e matéria orgânica. No horizonte Bh. ou como mosqueados. com valor 4 ou 5 (no máximo 6). 3/6. Combinações de suborizontes com características e designações distintas podem ocorrer ao longo do perfil. sendo os compostos orgânicos distribuídos em faixas. os limites ainda precisam ser estabelecidos para solos brasileiros. Outro horizonte que pode ocorrer associado ou como variação do B espódico é o horizonte plácico (do grego plax.5YR a 10YR. Este se apresenta contínuo ou praticamente contínuo. os horizontes identificados como Bhs apresentam cores de matiz 2. com pouca ou nenhuma evidência de ferro iluvial. Horizontes Bhs contêm quantidades significativas de ferro e alumínio extraíveis por oxalato. com valor/croma de 3/4. com variações de transição.26 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS zontes A ou E para o B espódico. O horizonte é relativamente uniforme lateralmente e apenas o conteúdo de matéria orgânica e de alumínio decrescem em profundidade.

b) ser contínuo lateralmente. 2) matiz 7. portanto. Constitui um horizonte fino. e c) ter uma espessura variável entre 0. podendo ou não conter ferro. associada a complexos de sílica-alumínio ou húmus-alumínio. o horizonte plácico deve atender aos seguintes requisitos: a) ser cimentado ou endurecido por ferro ou ferro e manganês. por exemplo). Em vista do conhecimento atual. ou acumulação de alumínio ou de alumínio e ferro.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 27 cimentado). com matéria orgânica. 3) matiz 10YR. Em síntese.5 cm (máximo). Este horizonte constitui um impedimento à passagem da água e ao desenvolvimento das raízes das plantas. Existem poucos registros da ocorrência deste horizonte no Brasil e. com matéria orgânica. exceto por fendas verticais espaçadas de. o horizonte B espódico é aquele que tem espessura mínima de 2. com acumulação iluvial de matéria orgânica. Quando não associado a horizontes espódicos e Espodossolos (horizontes B incipientes de Cambissolos. não há exigência de espessura máxima. com valor e croma 3 ou menor.5 cm (mínimo) e 2.5 cm.5YR com valor 5 ou menor e croma 4 ou menor. acompanhados ou não de outros agentes cimentantes. tal como espessura. da sua variabilidade de atributos. 10 cm através das quais pode haver penetração do sistema radicular. . de cor preta a vermelho escura que é cimentado por ferro (ou ferro e manganês). com pouca matéria orgânica iluvial e que apresenta uma ou mais das seguintes características: a) um horizonte E (álbico ou não) sobrejacente e cores úmidas de acordo com um dos itens a seguir: 1) matiz 5YR ou mais vermelho. pelo menos.

50.50 ou maior. subitem h). em 50% ou mais do horizonte e consistência firme ou muito firme nas partes cimentadas. ou matiz 10YR com valor 5 ou menor e croma menor que 6 e apresentando uma ou mais das seguintes características: 1) cimentação por matéria orgânica e alumínio. com ou sem caráter sódico. com ou sem ferro. p. subjacente a horizontes A ou E. sendo este valor pelo menos o dobro do encontrado no horizonte sobrejacente. Critérios derivados de Estados Unidos (1999). às vezes. FAO (1994). permeabilidade lenta ou muito lenta e cores acinzentadas ou escurecidas.5YR com valor 5 ou menor e croma 5 ou 6. apresentando consistência. ou ambos. Isbell (1996). os grãos de areia não cobertos por películas de ferro ou matéria orgânica apresentam fissuras ou presença de grânulos pretos do tamanho da fração silte. Apresenta estrutura prismática.5 Horizonte B plânico É um tipo especial de horizonte B textural. quando úmido. muito firme ou extremamente firme. apresentando mudança textural abrupta ou transição abrupta com relação textural B/A dentro do especificado para o horizonte B textural (EMBRAPA.28 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 4) cores neutras com valor 3 (N 3/ ) ou menor. e. ou em blocos angulares e subangulares grandes ou médios. 2) quando de textura arenosa ou média. podendo ou não possuir cores neutras de redu- . 4) qualquer cor se o horizonte é continuamente cimentado por uma combinação de matéria orgânica e alumínio com ou sem ferro. seja A ou E. ou colunar. 2006. 5. 3) percentagem de alumínio mais metade da percentagem de ferro (determinados pelo oxalato de amônio) com valor 0. maciça. b) uma das cores do item anterior ou matiz 7.

5YR ou 5YR. cromas ≤ 3. Para fins taxonômicos. b) coloração variegada com pelo menos uma cor satisfazendo ao especificado no item a (EMBRAPA. Nomenclatura das Classes Refere-se ao Capítulo 3 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. cromas ≤ 2.241. e perde em precedência para o horizonte plíntico. As cores do horizonte B plânico refletem a sua baixa permeabilidade e devem atender a pelo menos um dos seguintes requisitos: a) cor da matriz (com ou sem mosqueado) 1) matiz 10YR ou mais amarelo. sugere-se a seguinte sequência de características diferenciais cujas designações (separadas por vírgula) devem integrar a denominação da classe de solo: subgrupamento textural. p. o horizonte B plânico tem precedência diagnóstica sobre o horizonte glei e sobre o B textural. tipo de horizonte A . nódulos e concreções no perfil.312. constituição esquelética do solo. cromas ≥ 4.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 29 ção. perfil 45). 2006). de existência temporária. 6. com ou sem mosqueados. exceto para B plânico com caráter sódico. 6. ou excepcionalmente 4. 1975. ou 2) matizes 7. 1975. ou c) solos com matiz 10YR ou mais amarelo. combinado com mosqueado tendo cromas conforme especificado no item a (EMBRAPA.1 5º NÍVEL CATEGÓRICO (família) Para haver uma certa coerência na nomenclatura das classes do 5o nível categórico. p. distribuição de cascalhos. perfil 50). Este horizonte apresenta teores elevados de argila dispersa e pode ser responsável pela formação de lençol de água suspenso.

de grau moderado ou forte.1 Nitossolos Grupamento de solos com horizonte B nítico abaixo do horizonte A. com pequeno gradiente textural.desenvolvimento (expressão) de horizonte B nítico. mineralogia e teor de óxidos de ferro. subjacente a qualquer tipo de horizonte A.30 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS (que não tenha sido utilizado em outros níveis categóricos). é formado adicionando-se à denominação em nível de subgrupo. • Critério .avançada evolução pedogenética pela atuação de ferralitização com intensa hidrólise. 7. em letras minúsculas. ou caráter retrátil. saturação por bases (especificação do estado de saturação. gibbsítico–oxídico. endoconcrecionário. . textura argilosa cascalhenta. porém apresentando estrutura em blocos subangulares ou angulares.2 Planossolos Grupamento de solos minerais com horizonte B plânico. como por exemplo: Latossolo Amarelo Ácrico petroplíntico. hipoférrico. • Base . A ócrico. com cerosidade expressiva nas unidades estruturais. ou com presença de argilominerais 2:1 com hidróxi-Al entrecamadas (VHE e EHE). • Base . ou virtualmente caulinítica. que privilegiem a natureza da matéria orgânica do solo. saturação por alumínio (álico). em seqüência a qualquer tipo de horizonte A. originando composição cauliníticooxídica. ou prismática. Bases e critérios 7. Critérios especiais devem ser adotados para a classe dos ORGANOSSOLOS. 7. podendo ou não apresentar horizonte E (álbico ou não). O nome da classe de solo no 5o nível categórico (família).desargilização vigorosa da parte mais superficial e acumulação ou concentração intensa de argila no horizonte subsuperficial. os qualificativos pertinentes. separados por vírgula. como hipereutrófico e mesoeutrófico).

sendo a diferenciação de horizontes menos acentuada que a dos Argissolos. moderadamente ácidos a ácidos. ou prismática. com evidências de processos de redução. 8. São. podendo ocorrer mobilização e sorção do cátion Na+. com argila de atividade baixa ou com caráter alítico. ou caráter retrátil. com horizonte B nítico.compreende solos constituídos por material mineral. com ou sem segregação de ferro. que interfere na infiltração e no regime hídrico. gradual ou difusa. de grau moderado ou forte. com gradiente textural igual ou menor que 1. estrutura em blocos subangulares ou angulares.1 Nitossolos Conceito . Quando possuem o caráter alítico apresentam mineralogia da argila com presença de argilominerais 2:1 com hidróxi-Al entrecamadas (VHE e EHE). São profundos. 2006.5. com cerosidade expressiva nas superfícies dos agregados. de coloração variando de vermelha a brunada. tal como requerido na definição de horizonte B textural. . Esta classe exclui solos com incremento significativo no teor de argila em profundidade. consistência e cerosidade (critérios ainda em fase de validação). bem drenados. com transição do A para o B clara ou gradual e entre suborizontes do B. com composição caulinítico-oxídica. subitem h). Podem apresentar horizonte A de qualquer tipo.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 31 • Critério .expressão de desargilização intensa evidenciada pela nítida diferenciação entre o horizonte B plânico e os horizontes precedentes A ou E. Estes solos apresentam horizonte B bem expresso em termos de grau de desenvolvimento de estrutura e cerosidade. em geral. admitem-se variações de estrutura. restrição de permeabilidade em subsuperfície. que se manifesta nos atributos de cor. pág. textura argilosa ou muito argilosa (teores de argila iguais ou maiores que 350 g/kg de TFSA desde a superfície do solo. Conceito e definição das classes de 1º nível categórico (Ordem) 8. 50. Nos Nitossolos com caráter retrátil. com mudança textural abrupta ou com transição abrupta conjugada com acentuada diferença de textura do A para o B (EMBRAPA.

ou quando a diferença ocorrer entre o horizonte A mais superficial e horizonte(s) da parte inferior do perfil. para solos intermediários (latossólicos. como Terra Roxa Estruturada. (*) admite-se variação de uma unidade a mais que a indicada.solos constituídos por material mineral. que apresentam horizonte B nítico abaixo do horizonte A. situado(s) a mais de 100 cm da superfície do solo. deve ser utilizada como critério adicional na distinção entre Nitossolos e Argissolos Vermelhos ou Vermelho-Amarelos.nesta classe se enquadram solos que eram classificados. Os Nitossolos praticamente não apresentam policromia no perfil e devem satisfazer os seguintes critérios de cores: a) para solos apresentando cores dos horizontes A e B. admitem-se variações de no máximo 2 unidades para valor e/ou 3 (*) unidades para croma. rúbricos. . Terra Bruna Estruturada Similar e alguns Podzólicos Vermelho-Escuros e Podzólicos Vermelho-Amarelos. A policromia (variação de cor em profundidade no perfil de solo). Terra Bruna Estruturada.32 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS Definição . exceto BC. admite-se variação de ≤ 1 unidade de valor e ≤ 2 (*) unidades de croma. b) para solos apresentando cores dos horizontes A e B. etc). exceto BC. Apresentam textura argilosa ou muito argilosa (teores de argila iguais ou maiores que 350 g/kg de TFSA) desde a superfície do solo e relação textural igual ou menor que 1. exceto BC. Terra Roxa Estruturada Similar. em duas páginas de matiz. Abrangência . dentro de uma mesma página de matiz. como descrita abaixo.5. em mais de duas páginas de matiz. na maioria. com argila de atividade baixa ou caráter alítico na maior parte do horizonte B dentro de 150 cm a partir da superfície do solo. nas situações onde forem coincidentes as demais características. c) para solos apresentando cores dos horizontes A e B. não se admite variação para valor e admite-se variação de ≤ 1 (*) unidade de croma.

o que se reflete em feições associadas com excesso de umidade. pelo menos na parte superior do referido horizonte. é a exposição de um contato paralelo à disposição dos horizontes.compreende solos minerais imperfeitamente ou mal drenados. por vezes. nos solos quando secos. geralmente de acentuada concentração de argila. Característica distintiva marcante é a diferenciação bem acentuada entre os horizontes A ou E e o B. seguidos de B plânico. ainda que por períodos curtos. por vezes. ocasionando retenção de água por algum tempo acima do horizonte B. seguidos de Bt. com teores elevados em argila dispersa.2 Planossolos Conceito . constituindo. são predominantemente pouco vivas. tendo sequência de horizonte A. ou então estrutura prismática ou colunar. as cores no horizonte B. De ocorrência bastante notável. formando limite drástico. É típica do horizonte B a presença de estrutura forte grande em blocos angulares. e mesmo na parte inferior do horizonte sobrejacente. pág. e nem sempre horizonte E álbico. constituindo. de existência periódica e presença variável durante o ano. responsável pela formação de lençol d’água sobreposto (suspenso). um ou mais horizontes subsuperficiais apresentam-se adensados. Btg. 2006. condição esta que responde pela restrição à percolação de água. permeabilidade lenta ou muito lenta. Btn ou Btng. frequentemente com aspecto cúbico. com horizonte superficial ou subsuperficial eluvial. um horizonte pã. E (álbico ou não) ou Eg. Podem apresentar qualquer tipo de horizonte A ou E.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 33 8. Tipicamente. tendendo a acinzentadas . devido à mudança textural abrupta ou com transição abrupta conjugada com acentuada diferença de textura do A para o horizonte B (EMBRAPA. subitem h). um horizonte pã. que contrasta abruptamente com o horizonte B imediatamente subjacente. de textura mais leve. independente da posição do lençol freático. Por efeito da vigência cíclica de excesso de umidade. AB ou A. adensado. 50. que configura um fraturamento muito nítido entre o horizonte A ou E e o B.

Entretanto. onde as condições ambientais e do próprio solo favorecem vigência periódica anual de excesso de água. Podem apresentar plintita. Horizonte plíntico. Solonetz-Solodizados e parte dos Hidromórficos Cinzentos. Embora. especialmente em regiões sujeitas à estiagem prolongada. mesmo que de curta duração. conforme especificado para o horizonte B plânico. . principalmente sob condições de relevo suave ondulado. desde que em quantidade ou em posição não diagnóstica para enquadramento na classe dos Plintossolos. é difícil distinguir. Definição . solódica. caráter carbonático. Abrangência . se as cores pálidas do solo resultam ou não da expressão de processos atuais de redução.esta classe inclui os solos que foram classificados como Planossolos. e até mesmo sob condições de clima semi-árido. mesmo em áreas onde o solo está sujeito apenas a um excesso d’água por curto período.34 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS ou escurecidas. Solos desta classe podem ou não ter horizonte cálcico. Os solos desta classe ocorrem preferencialmente em áreas de relevo plano ou suave ondulado. propriedade sódica.solos constituídos por material mineral com horizonte A ou E seguido de horizonte B plânico. estes solos são verdadeiramente solos hidromórficos. em zonas semi-áridas e. se presente. várzeas e depressões. duripã. podendo ou não haver ocorrências e até predomínio de cores neutras de redução. não satisfaz os requisitos para Plintossolo. não chegam a ser propriamente solos hidromórficos. sem observações continuadas e em períodos de seca e chuvosos. com horizonte plânico que apresenta coincidentemente características de horizonte glei. com ou sem mosqueados. Nas baixadas. caráter salino ou sálico. sob condições de clima úmido.

perfil 0). ou com morfologia (estrutura e cerosidade) semelhante ao B nítico.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 35 9. 2006.. diferindo dos Nitossolos por apresentar relação textural maior que 1. inclusive no horizonte A. Classes do 4º nível categórico (subgrupo) ARGISSOLOS BRUNO. 2006). p. 2008.5 ou pela presença de policromia (REUNIÃO.. • outros solos que apresentam 350 g/kg ou mais de argila. NITOSSOLOS (EMBRAPA..ACINZENTADOS Alíticos húmicos nitossólicos Solos com horizonte A húmico e intermediários para Nitossolos. 2006). OLIVEIRA NETO. capítulo 13) 10. extra 11). ou seja. 2009. Argissolos Refere-se ao Capítulo 5 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. ARGISSOLOS AMARELOS Eutróficos abrúpticos plínticos Solos com mudança textural abrupta e com caráter plíntico dentro de 150 . porém. com presença de horizonte B nítico abaixo do B textural. ARGISSOLOS ACINZENTADOS Distróficos abrúpticos lépticos Solos com mudança textural abrupta e com contato lítico entre 50 cm e 100 cm a partir da superfície do solo (CUNHA.193. am. com horizonte B nítico abaixo do horizonte A e com argila de atividade baixa ou caráter alítico na maior parte do horizonte B dentro de 150 cm a partir da superfície do solo. Chave para as Classes no 1o Nível Categórico (Ordem) Refere-se ao Capítulo 4 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA.

PRADO. 2009.. ARGISSOLOS VERMELHO-AMARELOS Eutróficos abrúpticos chernossólicos saprolíticos Solos com mudança textural abrupta. 143-145. Cambissolos Refere-se ao Capítulo 6 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. Não apresenta contato lítico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo (OLIVEIRA. 1984.36 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS cm a partir da superfície do solo ou com horizonte plíntico em posição não diagnóstica para Plintossolos (CUNHA. CLASSES DO 4º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBGRUPO) CAMBISSOLOS HÚMICOS Aluminoférricos organossólicos Solos com horizonte hístico. p. CLASSES DO 3º NÍVEL CATEGÓRICO (GRANDE GRUPO) CAMBISSOLOS HÚMICOS Alíticos Solos com caráter alítico na maior parte dos primeiros 100 cm do horizonte B (inclusive BA) (REUNIÃO. CLASSES DO 2º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBORDEM) CAMBISSOLOS HÚMICOS Solos com horizonte A húmico ou hístico.. perfil 16). 11. perfil 32). horizonte A chernozêmico e horizonte Cr (brando) dentro de 100 cm da superfície do solo. CAMBISSOLOS HÚMICOS Distróficos organossólicos .. 2006). 2000. perfil 1288). OLIVEIRA NETO.

porém com espessura ou uma ou mais características físicas.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 37 Solos com horizonte hístico (REUNIÃO. CAMBISSOLOS FLÚVICOS Sódicos salinos gleissólicos Solos com caráter salino em um ou mais horizontes e com horizonte glei abaixo do horizonte B incipiente... perfil 01). ambos dentro de 120 cm a partir da superfície do solo (CUNHA. dentro de 150 cm a partir da superfície do solo (CUNHA. perfil 6). perfil BA-238).. perfil 12). 2008. perfil 3). CAMBISSOLOS HÁPLICOS Ta Eutróficos lépticos com carbonato Solos com caráter com carbonato e com contato lítico entre 50 cm e 100 cm a partir da superfície do solo (EMBRAPA. 1998. ambos dentro de 100 cm a partir da superfície do solo (REUNIÃO. CAMBISSOLOS HÁPLICOS Carbonáticos solódicos Solos com caráter solódico dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. 781-783.. OLIVEIRA NETO.. 2009. 2008. perfil 27.. 1979. químicas ou mineralógicas que não atendem aos requisitos para B latossólico. 2009. CAMBISSOLOS FLÚVICOS Ta Eutróficos solódicos Solos com caráter solódico em um ou mais horizontes dentro de 120 cm a partir da superfície do solo (NASCIMENTO. p. 779-780. . OLIVEIRA NETO. NASCIMENTO. CAMBISSOLOS HÁPLICOS Ta Eutróficos latossólicos Solos que apresentam horizonte B incipiente com características morfológicas similares às do B latossólico. perfil BA-237. CAMBISSOLOS HÚMICOS Distróficos saprolíticos Solos com horizonte Cr (brando) e sem contato lítico. p. 1998. perfil 2).

CLASSES DO 3º NÍVEL CATEGÓRICO (GRANDE GRUPO) GLEISSOLOS MELÂNICOS Sódicos Solos com caráter sódico em um ou mais horizontes..38 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS CAMBISSOLOS HÁPLICOS Tb Eutróficos plínticos solódicos Solos com caráter plíntico dentro de 150 cm da superfície do solo ou horizonte plíntico em posição não diagnóstica para Plintossolo e caráter solódico em um ou mais horizontes. dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. 12. GLEISSOLOS MELÂNICOS Ta Eutróficos . dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS MELÂNICOS Alumínicos Solos com caráter alumínico na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). GLEISSOLOS MELÂNICOS Alíticos Solos com caráter alítico na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). dentro de 120 cm a partir da superfície do solo (ROMERO et al. 2009. perfil 6). Gleissolos Refere-se ao Capítulo 9 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. 2006). GLEISSOLOS MELÂNICOS Ta Distróficos Solos com argila de atividade alta e baixa saturação por bases (V < 50%) na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). dentro de 100 cm a partir da superfície do solo.

dentro de 100 cm a partir da superfície do solo (BRASIL. . GLEISSOLOS MELÂNICOS Tb Distróficos Solos com argila de atividade baixa e baixa saturação por bases (V < 50%) na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA).Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 39 Solos com argila de atividade alta e alta saturação por bases (V ≥ 50%) na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). GLEISSOLOS HÁPLICOS Alumínicos Solos com caráter alumínico na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). GLEISSOLOS HÁPLICOS Ta Distróficos Solos com argila de atividade alta e baixa saturação por bases (V < 50%) na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. 1973. dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS HÁPLICOS Alíticos Solos com caráter alítico na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA) dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. p. perfil 75). GLEISSOLOS HÁPLICOS Sódicos Solos com caráter sódico em um ou mais horizontes. dentro de 100 cm a partir da superfície do solo.385. dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS MELÂNICOS Tb Eutróficos Solos com argila de atividade baixa e alta saturação por bases (V ≥ 50%) na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). dentro de 100 cm a partir da superfície do solo.

dentro de 100 cm a partir da superfície do solo (ROMERO et al. perfil 7). GLEISSOLOS SÁLICOS Sódicos vertissólicos Solos intermediários para Vertissolo. . dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS HÁPLICOS Tb Distróficos Solos com argila de atividade baixa e baixa saturação por bases (V < 50%) na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). GLEISSOLOS SÁLICOS Sódicos argissólicos Solos intermediários para Argissolos. ou seja. GLEISSOLOS HÁPLICOS Tb Eutróficos Solos com argila de atividade baixa e alta saturação por bases (V ≥ 50%) na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. 2009.40 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS GLEISSOLOS HÁPLICOS Ta Eutróficos Solos com argila de atividade alta e alta saturação por bases (V ≥ 50%) na maior parte do horizonte B e/ou C (inclusive BA ou CA). ou seja. Classes do 4º nível categórico (subgrupo) GLEISSOLOS SÁLICOS Sódicos tiônicos Solos com horizonte sulfúrico e/ou materiais sulfídricos. com caráter argilúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. com horizonte vértico em posição não diagnóstica para Vertissolo ou com caráter vértico em um ou mais horizontes.. entre 100 e 150 cm da superfície do solo.

entre 100 cm e 150 cm a partir da superfície do solo. com caráter flúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. com caráter flúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS MELÂNICOS Sódicos típicos Outros solos que não se enquadram nas classes anteriores. GLEISSOLOS MELÂNICOS Sódicos organossólicos Solos com horizonte hístico. ou seja. com caráter argilúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS MELÂNICOS Ta Distróficos tiônicos Solos com horizonte sulfúrico e/ou materiais sulfídricos. GLEISSOLOS MELÂNICOS Alíticos neofluvissólicos Solos intermediários para Neossolos Flúvicos. com caráter flúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. ou seja. ou seja. GLEISSOLOS MELÂNICOS Sódicos neofluvissólicos Solos intermediários para Neossolos Flúvicos. . ou seja.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 41 GLEISSOLOS MELÂNICOS Sódicos salinos Solos com caráter salino dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS MELÂNICOS Tb Distróficos argissólicos Solos intermediários para Argissolos. GLEISSOLOS MELÂNICOS Alumínicos neofluvissólicos Solos intermediários para Neossolos Flúvicos.

perfil Rio 2). com horizonte vértico em posição não diagnóstica para Vertissolo ou com caráter vértico em um ou mais horizontes. GLEISSOLOS HÁPLICOS Carbonáticos vertissólicos Solos intermediários para Vertissolos. com caráter argilúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. perfil PF 3). ou seja. GLEISSOLOS HÁPLICOS Sódicos salinos Solos com caráter salino dentro de 100 cm a partir da superfície do solo (CARVALHO FILHO et al. perfil extra Rio 273). . com caráter flúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo (CARVALHO FILHO et al. ou seja. GLEISSOLOS HÁPLICOS Sódicos organossólicos Solos com horizonte hístico.. ou seja. com horizonte vértico em posição não diagnóstica para Vertissolo ou com caráter vértico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo.. GLEISSOLOS HÁPLICOS Sódicos vertissólicos Solos intermediários para Vertissolos. ou seja. 2003.42 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS GLEISSOLOS MELÂNICOS Tb Eutróficos argissólicos Solos intermediários para Argissolos. dentro de 100 cm a partir da superfície do solo (LUMBRERAS et al. GLEISSOLOS HÁPLICOS Sódicos neofluvissólicos Solos intermediários para Neossolos Flúvicos. GLEISSOLOS HÁPLICOS Sódicos típicos Outros solos que não se enquadram nas classes anteriores.. 2003. 2003.

com caráter argilúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. entre 100 cm e 150 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS HÁPLICOS Tb Eutróficos argissólicos Solos intermediários para Argissolos. GLEISSOLOS HÁPLICOS Alumínicos argissólicos Solos intermediários para Argissolos. com caráter argilúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. ou seja. GLEISSOLOS HÁPLICOS Ta Distróficos argissólicos Solos intermediários para Argissolos. ou seja. ou seja. com caráter argilúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS HÁPLICOS Alíticos planossólicos Solos intermediários para Planossolos. com caráter argilúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. GLEISSOLOS HÁPLICOS Ta Eutróficos tiônicos Solos com horizonte sulfúrico e/ou materiais sulfídricos. GLEISSOLOS HÁPLICOS Tb Distróficos argissólicos Solos intermediários para Argissolos. ou seja. ou seja. . com caráter argilúvico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo. ou seja.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 43 GLEISSOLOS HÁPLICOS Alíticos argissólicos Solos intermediários para Argissolos. com caráter plânico dentro de 100 cm a partir da superfície do solo.

2006). apresentando horizonte B latossólico precedido de qualquer tipo de horizonte A. Santa Catarina. desde que o valor seja ≤ 4 e o croma < 6. quando úmidos. em concomitância com valor ≤ 4 e croma ≤ 6.5YR ou mais amarelo.44 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 13. Solos constituídos por material mineral. Admitem-se solos com matiz 5YR na parte superior do horizonte B (inclusive BA). a classe dos Latossolos Brunos Ácricos de Guarapuava e Castro (PR). . coloração brunada predominantemente no matiz 7. dentro de 200 cm da superfície do solo ou dentro de 300 cm. conforme proposto neste documento. CLASSES DO 3º NÍVEL CATEGÓRICO (GRANDE GRUPO) LATOSSOLOS BRUNOS Acriférricos (excluída) LATOSSOLOS BRUNOS Ácricos (excluída) CLASSES DO 4º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBGRUPO) LATOSSOLOS BRUNOS Acriférricos rúbricos (excluída) 8 Solos constatados. na parte superior do horizonte B (inclusive BA). Carece de maior discussão a pertinência de excluir. Critérios em fase de validação. nos planaltos do Rio Grande do Sul. Paraná e na região de Poços de Caldas em Minas Gerais. Latossolos Refere-se ao Capítulo 10 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. quando úmidos. até a presente data. Classes do 2º nível categórico (subordem) LATOSSOLOS BRUNOS8 Solos com caráter retrátil e horizonte A húmico ou conteúdo de carbono orgânico superior a 10 g/kg até 70 cm de profundidade. se o horizonte A apresenta mais que 150 cm de espessura. apresentando.

. 2008. com presença de horizonte B nítico abaixo do horizonte latossólico. LATOSSOLOS VERMELHOS Distroférricos retráticos Solos com caráter retrátil dentro dos primeiros 100 cm do horizonte B (inclusive BA).Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 45 LATOSSOLOS BRUNOS Acriférricos típicos (excluída) LATOSSOLOS BRUNOS Ácricos rúbricos (excluída) LATOSSOLOS BRUNOS Ácricos típicos (excluída) LATOSSOLOS BRUNOS Distróficos húmicos nitossólicos Solos com horizonte A húmico e intermediários para Nitossolos. LATOSSOLOS VERMELHOS Aluminoférricos retráticos Solos com caráter retrátil dentro dos primeiros 100 cm do horizonte B (inclusive BA). dentro de 200 cm a partir da superfície do solo. com estrutura em blocos de grau moderado a fraco e cerosidade pouca e fraca.. dentro de 200 cm a partir da superfície do solo (REUNIÃO. ou seja. LATOSSOLOS BRUNOS Distróficos húmicos Solos com horizonte A húmico. ou horizonte Bw intermediário para B nítico. com estrutura em blocos de grau moderado a fraco e cerosidade pouca e fraca.. LATOSSOLOS VERMELHOS Distróficos retráticos úmbricos . ou horizonte Bw intermediário para B nítico. com presença de horizonte B nítico abaixo do horizonte latossólico. ou seja. LATOSSOLOS VERMELHOS Distroférricos nitossólicos Solos intermediários para Nitossolos. perfil 7).

dentro de 200 cm a partir da superfície do solo. perfil L-2-4). 14. LATOSSOLOS VERMELHO-AMARELOS Distróficos nitossólicos Solos intermediários para Nitossolos. ou horizonte Bw intermediário para B nítico. 2006). LUVISSOLOS HÁPLICOS Pálicos solódicos plínticos .. perfil 9). 2008.46 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS Solos com caráter retrátil dentro dos primeiros 100 cm do horizonte B (inclusive BA) e com horizonte A proeminente (REUNIÃO.. perfil 2). ou seja. 2000. Luvissolos Refere-se ao Capítulo 11 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. LUVISSOLOS HÁPLICOS Pálicos abrúpticos plínticos Solos com mudança textural abrupta e com caráter plíntico dentro de 150 cm a partir da superfície do solo ou horizonte plíntico em posição não diagnóstica para Plintossolos (SILVA. com estrutura em blocos de grau moderado a fraco e cerosidade pouca e fraca. LATOSSOLOS VERMELHOS Distróficos úmbricos Solos com horizonte A proeminente.. com presença de horizonte B nítico abaixo do horizonte B latossólico. 2000. CLASSES DO 4º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBGRUPO) LUVISSOLOS HÁPLICOS Pálicos plínticos fragipânicos Solos com caráter plíntico ou horizonte plíntico em posição não diagnóstica para Plintossolos e com fragipã em um ou mais horizontes ou camadas. ambos dentro de 150 cm a partir da superfície do solo (LACERDA.

CLASSES DO 2º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBORDEM) NEOSSOLOS FLÚVICOS Solos derivados de sedimentos aluviais ou lacustres recentes com horizonte A assente sobre horizonte C e que apresentam caráter flúvico dentro de 200 cm de profundidade a partir da superfície do solo. 2009. Admitem um horizonte Bi com menos de 10 cm de espessura. LUVISSOLOS HÁPLICOS Pálicos com carbonato Solos com caráter com carbonato dentro de 150 cm a partir da superfície do solo (REUNIÃO.. am. 15. Neossolos Refere-se ao Capítulo 12 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. OLIVEIRA NETO. extra 8).Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 47 Solos com caráter solódico em um ou mais horizontes ou camadas e com caráter plíntico.. CLASSES DO 3º NÍVEL CATEGÓRICO (GRANDE GRUPO) NEOSSOLOS FLÚVICOS Sódicos . perfil 5). 2000. com caráter plânico no horizonte B (inclusive BA) ou com horizonte B plânico em posição não diagnóstica para Planossolos e com caráter solódico em um ou mais horizontes ou camadas. ou seja. LUVISSOLOS HÁPLICOS Órticos planossólicos solódicos Solos intermediários para Planossolos. ambos dentro de 80 cm a partir da superfície do solo (CUNHA.. 2006). ambos dentro de 150 cm a partir da superfície do solo ou horizonte plíntico em posição não diagnóstica para Plintossolos (NASCIMENTO. 1998. perfil 8).

dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. NEOSSOLOS FLÚVICOS Ta Eutróficos Solos com argila de atividade alta e saturação por bases alta (V ≥ 50%) na maior parte do horizonte C (inclusive CA). NEOSSOLOS FLÚVICOS Tb Distróficos Solos com argila de atividade baixa e saturação por bases baixa (V < 50%) na maior parte do horizonte C (inclusive CA). am. CLASSES DO 4º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBGRUPO) NEOSSOLOS FLÚVICOS Sódicos sálicos gleissólicos Solos com caráter sálico em um ou mais horizontes ou camadas. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. 2009. NEOSSOLOS FLÚVICOS Sálicos Solos com caráter sálico dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. perfil 11). dentro de 120 cm a partir da superfície e com horizonte glei dentro de 150 cm a partir da superfície do solo (CUNHA. NEOSSOLOS FLÚVICOS Sódicos sálicos Solos com caráter sálico em um ou mais horizontes ou camadas. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. NEOSSOLOS FLÚVICOS Tb Eutróficos Solos com argila de atividade baixa e saturação por bases alta (V ≥ 50%) na maior parte na maior parte do horizonte C (inclusive CA). OLIVEIRA NETO. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo (CUNHA. extra 2). 2009. OLIVEIRA NETO.48 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS Solos com caráter sódico dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. .

Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 49 NEOSSOLOS FLÚVICOS Sódicos salinos Solos com caráter salino em um ou mais horizontes ou camadas. NEOSSOLOS FLÚVICOS Ta Eutróficos solódicos Solos com caráter solódico em um ou mais horizontes ou camadas. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. NEOSSOLOS FLÚVICOS Ta Eutróficos solódicos vertissólicos Solos com caráter solódico em um ou mais horizontes ou camadas. dentro de 120 cm da superfície e intermediários para Vertissolos. com horizonte vértico em posição não diagnóstica ou com caráter vértico dentro de 150 cm a partir da superfície do solo. NEOSSOLOS FLÚVICOS Tb Eutróficos solódicos Solos com caráter solódico em um ou mais horizontes ou camadas. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. ou seja. NEOSSOLOS FLÚVICOS Sálicos solódicos Solos com caráter solódico em um ou mais horizontes ou camadas. NEOSSOLOS FLÚVICOS Ta Eutróficos salinos Solos com caráter salino em um ou mais horizontes ou camadas. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. . NEOSSOLOS FLÚVICOS Ta Eutróficos com carbonato Solos com caráter com carbonato dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo.

A policromia (variação de cor em profundidade no perfil de solo). Solos constituídos por material mineral. 16.. perfil 24). dentro de 150 cm a partir da superfície do solo (CUNHA. nas situações onde forem coincidentes as demais características. Os Nitossolos praticamente não apresentam policromia no perfil e devem satisfazer os seguintes critérios de cores: . conforme descrita abaixo. O horizonte B nítico apresenta argila de atividade baixa ou caráter alítico. NEOSSOLOS REGOLÍTICOS Eutróficos fragipânicos solódicos Solos com fragipã e com caráter solódico em um ou mais horizontes ou camadas. os quais devem ocorrer na maior parte do horizonte B. dentro de 150 cm a partir da superfície do solo. inclusive no horizonte A. 2006). Nitossolos Refere-se ao Capítulo 13 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. OLIVEIRA NETO. com 350 g/kg ou mais de argila.50 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS NEOSSOLOS REGOLÍTICOS Distróficos espessarênicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até uma profundidade superior a 100 cm (ROMERO et al. 2009. NEOSSOLOS REGOLÍTICOS Distróficos arênicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até no mínimo 50 cm e no máximo 100 cm de profundidade. que apresentam horizonte B nítico abaixo do horizonte A. 2009. perfil 2). deve ser utilizada como critério adicional na distinção entre Nitossolos e Argissolos Vermelhos ou Vermelho-Amarelos.

exceto BC. para solos intermediários (latossólicos. até a presente data. situado(s) a mais de 100 cm a partir da superfície do solo. apresentando. não se admite variação para valor e admite-se variação de < 1 (*) unidade de croma. admitem-se variações de no máximo 2 unidades para valor e/ou 3 (*) unidades para croma. ou quando a diferença ocorrer entre o horizonte A mais superficial e horizonte(s) da parte inferior do perfil. na parte superior do horizonte B (inclusive BA). ou horizonte B 9 Solos constatados.). c) para solos apresentando cores dos horizontes A e B. em duas páginas de matiz. Paraná e na região de Poços de Caldas em Minas Gerais. CLASSES DO 2º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBORDEM) NITOSSOLOS BRUNOS9 Solos com caráter retrátil e horizonte A húmico ou conteúdo de carbono orgânico superior a 10 g/kg até 40 cm de profundidade. . exceto BC. admite-se variação de < 1 unidade de valor e < 2 (*) unidades de croma. Admitem-se solos com matiz 5YR na parte superior do horizonte B (inclusive BA).5YR ou mais amarelo. nos planaltos do Rio Grande do Sul. com horizonte B latossólico abaixo do horizonte B nítico. dentro de uma mesma página de matiz. ou seja. em mais de duas páginas de matiz. rúbricos etc. b) para solos apresentando cores dos horizontes A e B. (*) admite-se variação de uma unidade a mais que a indicada.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 51 a) para solos com todas as cores dos horizontes A e B. coloração brunada predominantemente no matiz 7. Classes do 4º nível categórico (subgrupo) NITOSSOLOS BRUNOS Distróficos húmicos rúbricos latossólicos Solos que apresentam simultaneamente horizonte A húmico e caráter rúbrico dentro dos primeiros 100 cm do horizonte B. em concomitância com valor ≤ 4 e croma ≤ 6 quando úmidos. e intermediários para Latossolos. exceto BC. Critérios em fase de validação. desde que o valor seja ≤ 4 e croma < 6 quando úmidos. Santa Catarina.

com horizonte B latossólico abaixo do horizonte B nítico. ou caráter sódico dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. não coincidente com horizonte plíntico..52 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS ou seja. dentro de 200 cm a partir da superfície do solo (REUNIÃO. ROMERO et al... ou horizonte B nítico intermediário para Bw. PLANOSSOLOS HÁPLICOS Alumínicos Solos com caráter alumínico na maior parte do horizonte B.. CLASSES DO 2º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBORDEM) PLANOSSOLOS NÁTRICOS Solos apresentando horizonte plânico com caráter sódico imediatamente abaixo de um horizonte A ou E. 2009. Planossolos Refere-se ao Capítulo 15 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. perfil PRJ 17. 2008. PLANOSSOLOS HÁPLICOS Distróficos . 1979. desde que a parte superior do horizonte B tenha a soma de Mg2+ + Na+ permutáveis > que Ca2+ + H+ (REUNIÃO. perfil 4).. com estrutura em blocos ou prismática de grau moderado. perfis 8 e 11). 2006)... Solos constituídos por material mineral com horizonte A ou E seguidos de horizonte B plânico. 17. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. CLASSES DO 3º NÍVEL CATEGÓRICO (GRANDE GRUPO) PLANOSSOLOS HÁPLICOS Alíticos Solos com caráter alítico na maior parte do horizonte B. consistência úmida firme e cerosidade pouca e fraca.

1980. PLANOSSOLOS HÁPLICOS Alumínicos arênicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até o início do horizonte B plânico que ocorre no mínimo a 50 cm e no máximo a 100 cm de profundidade. perfil RS-109). perfil 35). PLANOSSOLOS NÁTRICOS Órticos arênicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até o início do horizonte B plânico que ocorre no mínimo a 50 cm e no máximo a 100 cm de profundidade (EMBRAPA. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo (BRASIL. p. PLANOSSOLOS HÁPLICOS Distróficos arênicos gleissólicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até o início do horizonte B plânico que ocorre no mínimo a 50 cm e no máximo a 100 cm de profundi- . Classes do 4º nível categórico (subgrupo) PLANOSSOLOS NÁTRICOS Sálicos arênicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até o início do horizonte B plânico que ocorre no mínimo a 50 cm e no máximo a 100 cm de profundidade. PLANOSSOLOS NÁTRICOS Sálicos espessarênicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até uma profundidade superior a 100 cm. PLANOSSOLOS HÁPLICOS Eutróficos Solos com saturação por bases alta (V ≥ 50%) na maior parte do horizonte B.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 53 Solos com saturação por bases baixa (V < 50%) na maior parte do horizonte B.250. dentro de 120 cm a partir da superfície do solo. 1973.

1980. dentro de 120 cm da superfície do solo (REUNIÃO. 170.. 1979. . 2006). PLINTOSSOLOS PÉTRICOS Concrecionários êndicos Solos com o horizonte concrecionário ocorrendo à profundidade igual ou superior a 40 cm a partir da superfície do solo. PLANOSSOLOS HÁPLICOS Eutróficos arênicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até o início do horizonte B plânico que ocorre no mínimo a 50 cm e no máximo a 100 cm de profundidade (EMBRAPA.. Plintossolos Refere-se ao Capítulo 16 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. 19. perfil IIRCC-1 RJ) PLANOSSOLOS HÁPLICOS Distróficos arênicos Solos com textura arenosa desde a superfície do solo até o início do horizonte B plânico que ocorre no mínimo a 50 cm e no máximo a 100 cm de profundidade (EMBRAPA. 1983. 18. pág. 1984. CLASSES DO 4º NÍVEL CATEGÓRICO (SUBGRUPO) PLINTOSSOLOS PÉTRICOS Litoplínticos líticos Solos com contato lítico dentro de 50 cm a partir da superfície do solo (OLIVEIRA.54 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS dade e com horizonte glei coincidente com o B plânico ou abaixo deste. 2006). Figura 41).. Vertissolos Refere-se ao Capítulo 17 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. perfil 193). PRADO. perfil 30).

É importante observar que não há obrigatoriedade de uso e que nem todas as características/propriedades são aplicáveis a todas as classes de solos. Definições Provisórias do 5º nível categórico (Família) Refere-se ao Capítulo 18 do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (EMBRAPA. Deverão ser usadas nos casos em que houver pertinência. 2009. 20. quer seja adicionando novas informações relevantes para fins utilitários. ou seja.. nódulos e concreções no perfil • constituição esquelética do solo .Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 55 Classes do 4º nível categórico (subgrupo) VERTISSOLOS HÁPLICOS Órticos com carbonatos solódicos Solos com caráter com carbonato e caráter solódico. O seu uso deve ser definido pelas especificidades do levantamento de solos e sempre que os dados estiverem disponíveis ou as análises se façam necessárias. perfil 5). quando em complementação às informações fornecidas nos níveis categóricos mais elevados. A seguir são apresentadas características/propriedades a serem empregadas na classificação de solos no 5º nível categórico. em um ou mais horizontes. 2006). ambos dentro de 100 cm a partir da superfície do solo (ROMERO et al. Solos minerais Para solos de constituição mineral são utilizadas as seguintes características diferenciais. • grupamento textural • subgrupamento textural • distribuição de cascalhos.

como compactação e adensamento (foi suprimido e proposto para ser considerado no sexto nível categórico) • profundidade do solo (foi suprimido e proposto para ser considerado no Cap. Se a demanda por informações mais detalhadas se faz necessária. os subgrupamentos texturais (descritos a seguir) podem ser utilizados em substituição aos grupamentos. Registrado em notação simples. franco-arenosa). o grupamento textural é utilizado para diferenciar classes de solos em níveis categóricos superiores ao 5o nível. Os grupamentos texturais utilizados até o momento são: . No nível categórico de família é recomendada sua ampla utilização em levantamentos de solos ou trabalhos correlatos. 19 – Critérios para distinção de fases de unidades de mapeamento (EMBRAPA.56 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS • tipo de horizonte A • saturação por bases • saturação por alumínio • mineralogia • subgrupamento de atividade da fração argila • teor de óxidos de ferro • caráter aniônico (foi suprimido) • caráter alofânico (foi suprimido) • características especiais pedogenéticas ou decorrentes do uso do solo. binária ou ternária. 2006)) • classes de reação do solo (foi suprimido) • Grupamento textural Juntamente com as classes texturais (ex.

Registrado em notação simples.material com menos de 350 g/kg de argila e menos de 150 g/kg de areia. excluídas as classes texturais areia e areia-franca.compreende a classe textural franco-arenosa. Os contrastes texturais entre horizontes dos solos são expressos por notações binária ou ternária. 10 Em fase de validação.material com conteúdo de argila superior a 600 g/kg.compreende as classes texturais areia e areiafranca.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 57 • textura arenosa . . na forma de frações. binária ou ternária. • textura muito argilosa . Podem ser utilizados nas várias classes de solos para indicar variações das classes texturais em profundidade. • Subgrupamento textural10 Utilizado em substituição ao grupamento textural quando informações mais detalhadas se fazem necessárias. teor de areia menos teor de argila > 700 g/kg. • textura siltosa .material com menos de 350 g/kg de argila e mais de 150 g/kg de areia. • textura média . “textura média/argilosa” (binária) e “textura arenosa/média/muito argilosa” (ternária). • textura argilosa . • textura média-arenosa . ou seja. como por exemplo.material com conteúdo de argila entre 350 g/kg e 600 g/kg. São os seguintes: • textura muito arenosa – compreende a classe textural areia. com mais de 520 g/kg de areia. • textura arenosa-média – compreende a classe textural areia-franca.

nódulos e concreções no perfil Refere-se à constituição macroclástica do material componente do solo. sendo reconhecidas (SANTOS et al. a quantidade de cascalho deve ser utilizada como modificador do grupamento textural..conteúdo de cascalho superior a 500 g/kg. excluídas as classes texturais areia.composição granulométrica com menos de 350 g/kg de argila e mais de 150 g/kg de areia.composição granulométrica com teor de argila superior a 600 g/kg.conteúdo de cascalho entre 150 g/kg e 500 g/kg.compreende a classe textural francoargiloarenosa. 2005) as seguintes classes: • com cascalho .58 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS • textura média-argilosa . . Quando significativa. • textura argilosa . • textura siltosa – composição granulométrica com menos de 350 g/kg de argila e menos de 150 g/kg de areia. admitindo-se no máximo uma notação ternária. • muito cascalhenta . • Distribuição de cascalhos. • textura muito argilosa . franco-argiloarenosa e franco-arenosa com mais de 520 g/kg de areia. Em solos com classes de subgrupamentos texturais variáveis em profundidade.composição granulométrica com conteúdo de argila entre 350 g/kg e 600 g/kg. em função da proporção de cascalhos (2 mm a 2 cm) em relação à terra fina (fração menor que 2 mm). considerar a seção de controle que define a classe de solo no nível categórico de ordem. areia-franca. É característica distintiva. • cascalhenta . • textura média-siltosa .conteúdo de cascalho entre 80 g/kg e menor que 150 g/kg.

e nos solos de grupamentos texturais muito arenosos e arenosos com valor S inferior a 1. como os que apresentam caráter ácrico. Nas classes de solos que apresentam o subgrupo petroplíntico. A variação na saturação por bases em profundidade no perfil é indicada no nível categórico subsequente (6°nível). endolitoplintícos e litoplíntico. com o uso dos prefixos epi. O valor da saturação (Eutrófico ou Distrófico e respectivas subdivisões) também não deve ser utilizado para distinção de solos altamente intemperizados (tendentes a/ou com saldo de cargas positivas).0 cmolc/kg. o valor de saturação por bases não deve ser levado em consideração. • Saturação por bases Refere-se ao percentual (V=100 S/T) de bases no complexo sortivo e são os seguintes: • hiperdistrófico – Valor V < 25% • mesodistrófico – Valor V ≥ 25% e < 50% • mesoeutrófico – Valor V ≥ 50% e < 75% • hipereutrófico – Valor V ≥75% No caso de solos ricos em sódio trocável ou de elevados teores de sais solúveis. • Saturação por alumínio . em: epiconcrecionário. diferenciar o 5° nível categórico pela forma de ocorrência e posição da petroplintita no perfil em relação à superfície do solo.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 59 A ocorrência de cascalho é utilizada como qualificativo do grupamento textural. e epilitoplínticos. Para a saturação por bases utilizar como seção de controle a mesma utilizada nos níveis hierárquicos superiores. endoconcrecionário e concrecionário. por exemplo: textura argilosa cascalhenta. meso ou endo adicionados às designações acima.

o qualificativo de mineralogia. São utilizados como referência (RESENDE. anfibolítica. b) nas frações < 0. Utilizar como seção de controle as mesmas utilizadas nos níveis hierárquicos superiores.60 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS Utiliza-se o termo álico quando a saturação por alumínio [(100 Al+3/(S + Al+3)] é ≥ 50%.com predominância de argilominerais do grupo da caulinita. silte e argila. SANTANA. concreções ou nódulos e material ferruginoso ou ferro-argiloso ou outros. Tendo em vista a possibilidade de mudanças em curto prazo pelo uso agrícola. este atributo deve ser usado apenas para definir os horizontes diagnósticos subsuperficiais. • Mineralogia Refere-se à qualificação e à quantificação da constituição mineralógica das frações areia (grossa e fina). por exemplo: textura média (micácea). principalmente nos solos de textura média e arenosa. Deve ser aplicado na denominação da classe onde o caráter alítico ou alumínico ainda não tenha sido aplicado em nível categórico mais alto. A qualificação mineralógica é definida pela predominância dos minerais constituintes do solo.Ki > 0. feldspática e silicosa podem ser usados para destacar informações sobre predomínio de minerais facilmente alteráveis ou não. pelo menos semi-quantitativa. associada a um teor de alumínio extraível > 0.75 e Kr > 0. se houver informações sobre mineralogia da areia.002 mm (minerais da fração argila). sugeremse para os Latossolos as seguintes classes: 1) cauliníticos .75 . entre parênteses.05 mm de diâmetro). os termos micácea. acrescentar após o grupamento textural.5 cmolc/kg de solo. sendo utilizados os termos e definições abaixo: a) nas frações grosseiras dos solos (≥ 0. 1988) os seguintes valores de Ki e Kr para as classes: • cauliníticos . Quando for pertinente.

Critério não utilizado para solos de classes de textura areia e areia-franca.75 3) oxídicos . Luvissolos e Vertissolos). 1988.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 61 • caulinítico-oxídicos – Ki > 0. 11 Em fase de validação.75 2) gibbsíticos .valor entre 8 e menos que 17 cmolc/kg de argila. pelo menos semiquantitativa. dentro da seção de controle que define a classe.valor entre 17 e menos que 27 cmolc/kg de argila. Atividade moderadamente baixa (Tmob) . podendo ser subdivididos em hematíticos e goetíticos. Atividade média (Tm) . quando não existe B. São utilizados como referência os seguintes valores de Ki e Kr (KÄMPF et al. Se houver informações sobre mineralogia da fração argila. KER. • Subgrupamento de atividade da fração argila11 Critério aplicado para classes onde a separação subsequente da atividade de argila é relevante.com predominância de gibbsita. Atividade muito alta (Tma) . os termos acima podem ser usados também para Argissolos e Cambissolos. por definição. . sejam de atividade baixa (Latossolos) ou alta (Chernossolos. Atividade muito baixa (Tmb) – valor menor que 8 cmolc/kg de argila.75 e Kr < 0.75 e Kr < 0. Atividade moderadamente alta (Tmoa) – valor entre 27 e menos que 40 cmolc/kg de argila. 1995): • gibbsítico-oxídicos – Ki < 0.. mesmo aquelas que. Esta característica deve ser considerada na maior parte do horizonte B (inclusive BA) ou no horizonte C (inclusive CA).75).valor igual ou superior a 40 cmolc/kg de argila.com predominância de óxidos de ferro e alumínio (Kr < 0.

P. S. LEMOS. da. 21.8/blogs/sibcs. CARVALHO FILHO. V.. Inclui propostas para avaliação crítica pela comunidade pedológica nacional. juntamente com a evolução científica e do conhecimento dos solos brasileiros.cnps. seja pela publicação da terceira edição do SiBCS. 1973. seja através de comunicados ou notas técnicas. P.. A. D. L. B. B. permanentemente.. M..158. Divisão de Pesquisa Pedológica. MOTHCI. J. As mudanças apresentadas não são definitivas e. bem como divulgado oficialmente as modificações e autorizado seu uso. SANTOS. B. sempre que necessárias. 30). Referências Bibliográficas BRASIL. K. CONCEIÇÃO.. O. F. (DNPEA-DPP. dos. Recife..embrapa.br. Levantamento de reconhecimento dos solos do Estado do Rio Grande do Sul. E. N. revista e atualizada.. J.. MARTORANO. . G. 431 p. WITTERN. TAVARES.. H. GOMES.embrapa. SANTOS. A. J. não são recomendadas para uso imediato até que o Comitê tenha encerrado o processo de discussão. P. O. 22.br/sibcs e no Blog do SiBCS. Doravante. LUMBRERAS. GONÇALVES. ITURRI LARACH. Objetivando que o SiBCS seja continuamente aprimorado. as atualizações mais urgentes. portanto. Departamento Nacional de Pesquisa Agropecuária. no endereço eletrônico www. Considerações Finais O presente documento tem como objetivo divulgar as mudanças em discussão no Comitê Executivo de Classificação de Solos. http://200. R.20.. Ministério da Agricultura. Boletim Técnico. de. A. poderão ser acessadas. dos. que deverão ser encaminhadas ao Comitê Executivo de Classificação de Solos (CE) para o seguinte endereço eletrônico: humberto@cnps. CALDERANO. CALDERANO FILHO.62 Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS • Teor de óxidos de ferro Deve ser aplicado na denominação das classes em que este caráter ainda não tenha sido considerado para distinção em nível categórico mais alto. solicita-se aos usuários o envio periódico de críticas e sugestões.

C.. Levantamento exploratório-reconhecimento de solos da margem direita do rio São Francisco. EMBRAPA. EMBRAPA. G. SUDENE-DRN.. P. M.. Levantamento exploratório-reconhecimento de solos do Estado de Alagoas. F. da C.. 2./jun. de. 35. 5). 1979. Sistema brasileiro de classificação de solos. J. 532 p. L. 2. EMBRAPA.. LIMA. O sistema brasileiro de classificação de solos: estado atual. L. CUNHA.Proposta de atualização da segunda edição do SiBCS 63 L. Levantamento semi-detalhado de solos da margem esquerda do Rio São Francisco:Contribuição à revitalização do rio São Francisco com base na reconstituição de matas ciliares e recuperação de áreas degradadas nos municípios de Petrolina. Boletim Técnico. ANTONELLO. COELHO. T. n. Levantamento de reconhecimento de baixa intensidade dos solos do estado do Rio de Janeiro. SANTOS. Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos. L. W. L. 306 p. J. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. de O. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento. PAULA. ed. (EMBRAPACPP. BARRETO. D. T. Recife. EMBRAPA. Rio de Janeiro. Contém mapa color. 2001. Série Recursos de Solos. Rio de Janeiro: Embrapa Solos. de O. M. 70). abr. M. v. Levantamento exploratório-reconhecimento de alta intensidade e aptidão agrícola dos solos da área compreendida entre os km 18 e 152 da Rodovia Santarém-Cuiabá e do rio Curuá-Una. OLIVEIRA. de. 1980. R. C. estado da Bahia. ROSSI. críticas e perspectivas. Escala 1:250. C. 119 p. R. Recife. 2003. 2009. CLAESSEN. 2006. P. 32). LIMA.. (Embrapa Solos. 26. Série Recursos de Solos. . Centro de Pesquisas Pedológicas. R. OLIVEIRA NETO. E. J. 52.. Boletim Técnico. B. SOUZA. SUDENE. No prelo. L. M. (EmbrapaSNLCS. AGLIO. M. p. 16-18.. de. Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista. Petrolina: Embrapa Semiárido. Boletim Técnico. Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. 1975. de. L..000. de. (EMBRAPA-SNLCS. 2 v. 10). Rio de Janeiro: Embrapa Solos.

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