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Funchal | O Vinho e a Cidade
“The exports of wine (...) for the year 1880 was nearly 4000 pipes, the chief importers being Russia, Germany, the United Kigdom, France, and the Brazils. (...).” The principal (...) wine-making grapes are the following: Malvasia, Bual, sercial (...), Tinta, the black Burgundy grape, and the Verdelho; the last is the principal (...).“
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”A exportação de vinho (…) para o ano de 1880 foi de aproximadamente 4000 pipas, sendo a Rússia, a Alemanha, o Reino Unido, a França e o Brasil, os maiores importadores (…).” “As principais (…) castas são: Malvasia, Bual, Sercial (…), Tinta, a uva preta de “Burgundy” e o verdelho; a última, é a principal.”
Ellen M. Taylor

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(…) The houses of Funchal, (…) the ground floor is generally and wisely inhabited. In town the basement is occupied by a shops wine store; (…). Michael C. Grabham
01 Museu de Arte Sacra
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02 Igreja de São João Evangelista 03 Adega de Vinhos – D´Oliveiras 04 Adega de Vinhos Barros 05 Instituto do Vinho 06 Museu da Quinta das Cruzes 07 Casa-Museu Frederico de Freitas 08 Igreja de São Pedro 09 Sé do Funchal 10 Palácio de São Lourenço 11 Teatro Municipal Baltazar Dias 12 Madeira Wine Company
00 | Fólio do Livro do Registo dos Navios que entram e saem do porto do Funchal. Séc. XVIII.
ARM, Governo Civil, fl. 2

(...) Certas lojecas têm às vezes uma tabuinha pregada na porta (…) com as letras P. V. B., as quais significam “Pão e Vinho Bom”. (...). Isabella de França

(...) The wines are brought from the mountains upon mules and asses in long barrels, one on each side of the beast; in the manner that goat-skins are used for the same purpose in Spain and Portugal. (...) S.A.

01 | Museu de Arte Sacra 01 A | Pormenor da custódia, ouro cinzelado e relevado. Séc. XVIII 01 B | Pormenor da campainha, prata cinzelada e relevada. Séc. XVIII 01 C | Caldeirinha, prata cinzelada e relevada. Séc. XVIII (finais)

05 | Instituto do Vinho 05 A | Vista da fachada Sul 05 B | Pormenor da fachada Este 06 | Museu da Quinta das Cruzes 06 A | Prato de oferendas, latão

07 |Casa-Museu Frederico de Freitas 07 A | “Manner of Bringing Wine to Town When Clear. Litografia de R. Ackermann. 1821 07 B | Jarrinho, faiança “Jasper” tipo Wedgwood. Séc. XIX-XX 08 | Igreja de São Pedro 08 A | Pormenor do altar do Santíssimo 10 | Palácio de São Lourenço 10 A | Pormenor da pintura do tecto da Sala Verde. Max Römer, séc. XX

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A grande importância económica que o vinho teve para a Ilha da Madeira, e a consequente riqueza por ele gerada, expressam-se em alguns espaços da cidade, quer através de elementos artísticos, quer através de elementos arquitectónicos. Em termos decorativos, as representações aliadas ao vinho, são o reflexo do mundo cristão. Símbolos do Catolicismo que se mantêm desde o século XVII, os cachos de uvas e as folhas de videira aparecem representados essencialmente nos retábulos de talha dourada do barroco português e na ourivesaria, principalmente religiosa. Na Sé do Funchal encontramo-los também em fechos de abóbadas e nas pinturas do tecto mudéjar. Na arquitectura da cidade do Funchal, as torres avista-navios são o emblema do desenvolvimento urbano originado pelo comércio do vinho. Os característicos espaços de fabrico, envelhecimento e armazenamento de vinho, que outrora proliferaram, podem ainda encontrar-se em algumas adegas. A memória de objectos e contextos ligados à faina vitivinícola, é-nos apresentada em instituições como o Instituto do Vinho da Madeira e a Madeira Wine Company. Neste último local, as pinturas de Max Romer dão-nos a conhecer a labuta da população madeirense relacionada com este produto: o cultivo da vinha; a vindima; o armazenamento e o transporte.
Imagem principal: Borracheiro. Pormenor do painel alusivo à viticultura. Max Römer, séc. XX. Madeira Wine Company

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02 E 02 | Igreja de São João Evangelista 02 A | Pormenor do retábulo da Capela de Santo António. Talha dourada, Séc. XVII-XVIII 02 B | Pormenor do retábulo da Capela de São Miguel Arcanjo. Talha dourada, Séc. XVII-XVIII 02 C | Pormenor do retábulo da Capela de Santo António. Talha dourada, Séc. XVII-XVIII 02 D | Pormenor do retábulo da Sacristia. Talha dourada, Séc. XVII-XVIII 02 E | Pormenor do retábulo da Capela de Santo António. Talha dourada, Séc. XVII-XVIII 02 D

04 A 03 | Adega de Vinhos – D´Oliveiras 03 A | Perspectiva da fachada principal. Séc. XVII

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09 B 11 | Teatro Municipal Baltazar Dias 11A – Pormenor da pintura central do tecto do Salão Nobre. Luigi Manini, 1887 12 | Madeira Wine Company 12 A | “Apanha”, painel alusivo à viticultura. Max Römer, séc. XX 12 B | “ Transporte”, painel alusivo à viticultura. Max Römer, séc. XX 12 C | “Pisa”, painel alusivo à viticultura. Max Römer, séc. XX 12 D | “ Transporte por barco”, painel alusivo à viticultura. Max Römer, séc. XX

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09 | Sé Catedral do Funchal 09 A | Misericórdia do Cadeiral. Séc. XVI (inícios) 09 B | Pormenor do retábulo da Capela de Santo António. Talha dourada, Séc. XVII-XVIII 09 C | Fecho de abóbada na Capela-mor

04 | Adega Vinhos Barros 04 A | Pátio exterior e armazém do vinho 04 B | Pormenor da adega 09 C

(...); parties de boracheiros with skins of newly-made mosto slung over their backs, and kept steady with a strap across their foreheads; (...). Henry Vizetelly

(...) The process of making the wine is very simple. The grapes are pecked from the stalk, thrown into a vat, pressed first with the feet and afterwards by a weighted wooden lever. (...) J. Barrow (...) The commencement of gathering the grapes for pressing is early in September. (…); the first juice, thus expressed, is distinguished as the vinho da flor. (…) the second quality, calles must. This is mixed, usually, with the vinho da flor, and transferred the same day into casks to ferment. The rapidity of the fermentation depends partly on the warmth of the weather, and also on the perfect maturity of the grape. (...) Fitch W. Taylor

(...) É exportado em grandes quantidadespara as plantações das Índias Ocidentais e, ultimamente para o Ocidente, pois não há nenhuma espécie de vinho que se mantenha tão bem em climas quentes.” (...). Hans Sloane

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