Nome do Aluno

El etr i ci dade e Magneti smo
Or gani zador es
Maur íci o Pi etr ocol a
Nobuko Ueta
El abor ador es
Lui s Paul o Pi assi
Maxwel l Roger da P. Si quei r a
Maur íci o Pi etr ocol a
Física
4
módul o
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Governador: Geraldo Alckmin
Secretaria de Estado da Educação de São Paulo
Secretário: Gabriel Benedito Issac Chalita
Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas – CENP
Coordenadora: Sonia Maria Silva
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
Reitor: Adolpho José Melfi
Pró-Reitora de Graduação
Sonia Teresinha de Sousa Penin
Pró-Reitor de Cultura e Extensão Universitária
Adilson Avansi Abreu
FUNDAÇÃO DE APOIO À FACULDADE DE EDUCAÇÃO – FAFE
Presidente do Conselho Curador: Selma Garrido Pimenta
Diretoria Administrativa: Anna Maria Pessoa de Carvalho
Diretoria Financeira: Sílvia Luzia Frateschi Trivelato
PROGRAMA PRÓ-UNIVERSITÁRIO
Coordenadora Geral: Eleny Mitrulis
Vice-coordenadora Geral: Sonia Maria Vanzella Castellar
Coordenadora Pedagógica: Helena Coharik Chamlian
Coordenadores de Área
Biologia:
Paulo Takeo Sano – Lyria Mori
Física:
Maurício Pietrocola – Nobuko Ueta
Geografia:
Sonia Maria Vanzella Castellar – Elvio Rodrigues Martins
História:
Kátia Maria Abud – Raquel Glezer
Língua Inglesa:
Anna Maria Carmagnani – Walkyria Monte Mór
Língua Portuguesa:
Maria Lúcia Victório de Oliveira Andrade – Neide Luzia de Rezende – Valdir Heitor Barzotto
Matemática:
Antônio Carlos Brolezzi – Elvia Mureb Sallum – Martha S. Monteiro
Química:
Maria Eunice Ribeiro Marcondes – Marcelo Giordan
Produção Editorial
Dreampix Comunicação
Revisão, diagramação, capa e projeto gráfico: André Jun Nishizawa, Eduardo Higa Sokei, José Muniz Jr.
Mariana Pimenta Coan, Mario Guimarães Mucida e Wagner Shimabukuro
Cartas ao
Aluno
Car ta da
Pró-Reitoria de Graduação
Caro aluno,
Com muita alegria, a Universidade de São Paulo, por meio de seus estudantes
e de seus professores, participa dessa parceria com a Secretaria de Estado da
Educação, oferecendo a você o que temos de melhor: conhecimento.
Conhecimento é a chave para o desenvolvimento das pessoas e das nações
e freqüentar o ensino superior é a maneira mais efetiva de ampliar conhecimentos
de forma sistemática e de se preparar para uma profissão.
Ingressar numa universidade de reconhecida qualidade e gratuita é o desejo
de tantos jovens como você. Por isso, a USP, assim como outras universidades
públicas, possui um vestibular tão concorrido. Para enfrentar tal concorrência,
muitos alunos do ensino médio, inclusive os que estudam em escolas particulares
de reconhecida qualidade, fazem cursinhos preparatórios, em geral de alto
custo e inacessíveis à maioria dos alunos da escola pública.
O presente programa oferece a você a possibilidade de se preparar para enfrentar
com melhores condições um vestibular, retomando aspectos fundamentais da
programação do ensino médio. Espera-se, também, que essa revisão, orientada
por objetivos educacionais, o auxilie a perceber com clareza o desenvolvimento
pessoal que adquiriu ao longo da educação básica. Tomar posse da própria
formação certamente lhe dará a segurança necessária para enfrentar qualquer
situação de vida e de trabalho.
Enfrente com garra esse programa. Os próximos meses, até os exames em
novembro, exigirão de sua parte muita disciplina e estudo diário. Os monitores
e os professores da USP, em parceria com os professores de sua escola, estão
se dedicando muito para ajudá-lo nessa travessia.
Em nome da comunidade USP, desejo-lhe, meu caro aluno, disposição e vigor
para o presente desafio.
Sonia Teresinha de Sousa Penin.
Pró-Reitora de Graduação.
Car ta da
Secretaria de Estado da Educação
Caro aluno,
Com a efetiva expansão e a crescente melhoria do ensino médio estadual,
os desafios vivenciados por todos os jovens matriculados nas escolas da rede
estadual de ensino, no momento de ingressar nas universidades públicas, vêm se
inserindo, ao longo dos anos, num contexto aparentemente contraditório.
Se de um lado nota-se um gradual aumento no percentual dos jovens aprovados
nos exames vestibulares da Fuvest — o que, indubitavelmente, comprova a
qualidade dos estudos públicos oferecidos —, de outro mostra quão desiguais
têm sido as condições apresentadas pelos alunos ao concluírem a última etapa
da educação básica.
Diante dessa realidade, e com o objetivo de assegurar a esses alunos o patamar
de formação básica necessário ao restabelecimento da igualdade de direitos
demandados pela continuidade de estudos em nível superior, a Secretaria de
Estado da Educação assumiu, em 2004, o compromisso de abrir, no programa
denominado Pró-Universitário, 5.000 vagas para alunos matriculados na terceira
série do curso regular do ensino médio. É uma proposta de trabalho que busca
ampliar e diversificar as oportunidades de aprendizagem de novos conhecimentos
e conteúdos de modo a instrumentalizar o aluno para uma efetiva inserção no
mundo acadêmico. Tal proposta pedagógica buscará contemplar as diferentes
disciplinas do currículo do ensino médio mediante material didático especialmente
construído para esse fim.
O Programa não só quer encorajar você, aluno da escola pública, a participar
do exame seletivo de ingresso no ensino público superior, como espera se
constituir em um efetivo canal interativo entre a escola de ensino médio e
a universidade. Num processo de contribuições mútuas, rico e diversificado
em subsídios, essa parceria poderá, no caso da estadual paulista, contribuir
para o aperfeiçoamento de seu currículo, organização e formação de docentes.
Prof. Sonia Maria Silva
Coordenadora da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas
Apresentação
da área
A Física é tida pelos estudantes como uma área de conhecimento de difícil
entendimento. Por exigir nível de raciocínio elevado e grande poder de abs-
tração para entender seus conceitos, acaba-se acreditando que o conhecimen-
to físico está distante do cotidiano das pessoas. No entanto, se olharmos para
o mundo que nos cerca com um pouco de cuidado, é possível perceber que a
Física está muito perto: a imagem no tubo de televisão só existe porque a
tecnologia moderna é capaz de lidar com elétrons e ondas eletromagnéticas.
Nossos veículos automotores são máquinas térmicas que funcionam em ci-
clos, os quais conhecemos e a partir deles produzimos energia mecânica ne-
cessária para nos locomovermos. O Sol é na verdade uma grande fonte de
emissão de radiação eletromagnética de diferentes freqüências, algumas visí-
veis e outras não, sendo que muitas delas podem fazer mal à nossa saúde.
Assim, o que pretendemos neste curso de Física é despertar em vocês a
sensibilidade para re-visitar o mundo com um “olhar” físico, de forma a ser
capaz entendê-lo através de suas teorias.
Serão seis módulos, cada qual tratando de um tema pertencente às seguin-
tes áreas da Física: Luz e Som; Calor; Eletromagnetismo, Mecânica, Energia e
Física Moderna. Esses módulos abordarão os conteúdos físicos, tratando as-
pectos teóricos, experimentais, históricos e suas relações com a tecnologia e
sociedade.
A Física pode ser interessante e prazerosa quando se consegue utilizar
seus conceitos para estabelecer uma nova relação com a realidade.
Bom estudo para todos!
A coordenação
Apresentação
do módulo
É incontestável o fato de que os fenômenos eletromagnéticos são necessá-
rios em nosso dia-a-dia. Basta pensar como seria sua vida sem o aparelho de
celular, o computador, a internet, o microondas, o DVD, a TV, o vídeocassete,
o chuveiro, a geladeira, o rádio e o telefone. Como imaginar um mundo sem
esses aparelhos, que nos trazem tanto conforto e praticidade?
Apesar disso, não nos questionamos sobre como todas essas máquinas
funcionam. Como a energia elétrica chega até nossas casas? Como, em um
aparelho de celular ou um telefone fixo, uma pessoa escuta a minha voz a
quilômetros de distância? Ou como o chuveiro esquenta a água do banho que
tomo todos os dias?
A resposta para essas questões irá motivar a discussão desse módulo. Nele,
vamos tentar explicar de forma simples e prática os fenômenos eletromagné-
ticos para assim poderemos ter uma visão melhor dos objetos ao nosso redor
que fazem parte de nosso cotidiano.
Figura represent ando um circuit o FECHADO Figura represent ando um circuit o ABERTO
Uni dade 1
Circuitos elétricos e
instalações
Or gani zador es
Maur íci o Pi etr ocol a
Nobuko Ueta
El abor ador es
Lui s Paul o Pi assi
Maxwel l Roger da P.
Si quei r a
Maur íci o Pi etr ocol a
O QUE SÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS?
Se você observar em sua residência, perceberá que aparelhos como TV,
calculadora, rádio, geladeira, walkman e outros, só funcionam enquanto es-
tão sendo conectados a uma fonte de energia elétrica, que pode ser uma
pilha, uma bateria ou uma tomada.
No caso do walkman, temos um interruptor, que tem a função de ligar e
desligar o aparelho, e uma placa com molas (conexões metálicas), que conecta
as pilhas ao motor que gira a fita para leitura da música. Esses são os compo-
nentes que formam um circuito elétrico.
Quando o walkman está funcionando (ligado), dizemos que o circuito
está fechado, pois forma um caminho por onde a energia elétrica pode “fluir”,
estabelecendo uma corrente elétrica. No caso do aparelho se apresentar des-
ligado, temos um circuito aberto.
Tanto para a TV como para o rádio temos o mesmo esquema: a tomada
liga a TV ou o rádio à fonte de energia e o botão liga/desliga faz com que o
circuito se feche ou se abra.
Desta forma, podemos concluir que em um circuito elétrico simples sem-
pre temos uma fonte de energia elétrica, um aparelho elétrico, fios ou pla-
cas de ligação e um interruptor para abrir e fechar (liga/desliga) o circuito.
O QUE DIFERENCIA UM APARELHO ELÉTRICO DE
OUTRO? TODOS OS APARELHOS SÃO IGUAIS?
Todos os dias, utilizamos diversos aparelhos elétricos como o chuveiro, a
TV, o ferro de passar roupas, o liquidificador, o telefone, a batedeira, o rádio,
entre outros. O que faz um aparelho ser diferente do outro é o modo como ele
converte (transforma) a energia elétrica em outra forma de energia.
Por exemplo, aparelhos como chuveiro, ferro de passar e torradeira trans-
formam a energia elétrica que recebem da fonte em energia térmica (aqueci-
Ia
vísic\
Represent ação do resist or
mento). Para isso, esses aparelhos possuem um elemento (compo-
nente) chamado resistor, responsável pelo aquecimento. Por isso,
esses aparelhos são chamados resistivos. Para representar os apare-
lhos resistivos utilizamos o símbolo ao lado para o resistor:
No caso da TV, do liquidificador, da batedeira, do rádio e de outros apare-
lhos que, além de aquecerem, produzem outros tipos de energia, como a ener-
gia mecânica (rotação do motor), a sonora, a luminosa, tendo assim funções
diferentes dos resistivos. Por isso são denominados receptores.
Na lâmpada incandescente a maior parte da energia elétrica é transforma-
da em energia térmica, apesar de também haver transformação em energia
luminosa. A lâmpada é, portanto, além de receptor, também é considerada
também um aparelho resistivo. Todo receptor elétrico acaba sendo também
resistivo, pois ele é constituído por fios e conectores.
COMO MEDIR A ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA PELO
APARELHO?
Quando fazemos essa pergunta, estamos querendo saber a quantidade de
energia elétrica que o aparelho transforma em outras formas de energia. Isso
está ligado diretamente ao tempo em que o aparelho permanece ligado e à ca-
racterística denominada potência, que geralmente é fornecida pelo fabricante.
A potência mede a quantidade de energia elétrica transformada pelo apa-
relho elétrico por unidade de tempo. Assim, para um chuveiro de 4 400 Watts
(W), temos uma transformação de 4 400 Joules (J) de energia elétrica a cada
segundo (s)
Desta forma, quanto maior a potência de um aparelho, maior será a “capa-
cidade” dele em transformar energia elétrica a cada segundo.
[W] [J]
Como a quantidade de energia elétrica consumida em nossas residências é
muito grande, é comum medi-la em quilowatt-hora (kWh) e não em Joule
(J). Assim, temos a seguinte relação:
1 kWh = 3,6 x 10
6
J
É por esse motivo que aparelhos como chuveiro, ferro de passar, torradei-
ra, secador de cabelo, que possuem potências elevadas, muitas vezes conso-
mem a maior parte da energia elétrica de uma residência.
Mas não é somente a potência que caracteriza um aparelho elétrico, existe
também a tensão elétrica ou voltagem (U). Para que o aparelho funcione
bem, a tensão que vem indicada nele deve ser respeitada.
Por exemplo, uma lâmpada de 127 V/60 W, para que possa funcionar cor-
retamente, deverá ser alimentada com uma tensão de 127 V. Caso essa tensão
UNIDADE DE MEDIDA
A pot ência é dada em Wat t (W), que é definida como:
At ividade
Compare o consumo de
energi a do chuvei ro de
sua casa com o consu-
mo das lâmpadas duran-
t e um di a. Vej a qual i rá
consumi r mai s. Dep oi s
f aça essas comparações
com os out ros aparelhos
el ét ri cos como TV, gel a-
dei ra, f erro de passar e
rádi o. Por fi m, faça uma
cl assi f i cação dos apare-
l h os p el o con sumo d e
energia elét rica.
Não se esq u eça: p ar a
med i r o co n su mo d o
aparel ho você deve pe-
gar sua pot ênci a e mul -
t i pl i car pel o t empo (em
horas) que ele permane-
ce em f unci onament o.
Bom t rabal ho!
Tensão elét rica: a t ensão
elét rica est á associada a
out ro concei t o f ísi co, a
ddp (diferença de poten-
cial). Em muit as sit uações
podemos usar t ensão e
ddp de forma indiscrimi-
n ad a; n a el et r i ci d ad e
residencial, o t ermo t en-
são é mai s adequado. É
comum ouvi r mos t am-
bém o t ermo volt agem,
que equivale a t ensão. A
uni d ad e d a t ensão é o
volt (V), cri ado em ho-
men ag em ao ci en t i st a
i t al i ano Al essandro Vol -
t a, invent or da pilha.
Fo n t e: PEC- Mó d u l o 2,
p.14, 2003
I-
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
seja maior, como 220 V, a lâmpada irá queimar; por outro lado, se for menor,
como 12 V, ela irá iluminar (brilhar) pouco, podendo até não acender. Por esse
motivo, é importante que, além do aparelho, as fontes tenham suas tensões
muito bem especificadas para que assim possamos ligar os parelhos em fon-
tes corretas.
ENTENDENDO A CONTA DE ENERGIA
Muit as vezes, as cont as de luz são difíceis de ent ender. Nelas aparecem valores medidos, médias mensais e siglas
diferent es, como o kWh. É int eressant e analisarmos e decifrarmos um pouco isso.
O consumo represent a a quant idade de energia consumida ou ut ilizada por sua residência no período de um mês. Ela
é medida em kWh (quilowat t -hora). O quilo é o mesmo do quilograma, quilômet ro, e significa 1 000 vezes. Já wat t -hora
represent a a medida de energia elét rica. Embora possa parecer est ranho que wat t -hora seja uma unidade de energia,
lembre-se que o produt o da pot ência (wat t ) pelo t empo (hora) result a em energia (wat t -hora). Assim, 1 kWh é igual a
1 000 wat t s-hora.
Essa unidade é a medida da quant idade de energia elét rica ut ilizada pelas casas porque a pot ência dos aparelhos é
medida em wat t s e o t empo de funcionament o em horas.
O valor pago por cada kWh normalment e vem descrit o na cont a, mas algumas companhias de energia adot am valores
diferenciados para algumas faixas de consumo. Assim, para saber o valor médio de cada kWh, bast a pegar o valor a ser
pago e dividir pelo consumo do mês, e ent ão você t erá esse valor.
A quant idade de energia que você ut iliza em casa depende de dois fat ores básicos: a pot ência dos aparelhos e o t empo
de funcionament o. Os dois fat ores, ao cont rário do que se imagina, são igualment e import ant es quando se pensa no
cust o a pagar pela energia elét rica ut ilizada. Um aparelho de baixa pot ência mas que funcione durant e muit o t empo
pode gast ar t ant o ou mais energia que um aparelho de maior pot ência que funciona durant e pouco t empo.
O valor indicado na cont a como consumo de energia elét rica represent a a soma do produt o da pot ência de cada
aparelho elét rico pelo t empo de funcionament o ent re uma medida e out ra.
Io
vísic\
Exercíci os
1) (Fuvest) No medidor de energia elétrica usado na medição do consumo de
residências, há um disco, visível externamente, que pode girar. Cada rotação
completa do disco corresponde a um consumo de energia elétrica de 3,6 watt-
hora. Mantendo-se, em uma residência, apenas um equipamento ligado, ob-
serva-se que o disco executa uma volta a cada 40 segundos. Nesse caso, a
potência “consumida” por esse equipamento é de, aproximadamente: (A quan-
tidade de energia elétrica de 3,6 watt-hora é definida como aquela que um
equipamento de 3,6W consumiria se permanecesse ligado durante 1 hora)
a) 36 W b) 90 W c) 144 W d) 324 W e) 1000 W
PORQUE O BRILHO DA LÂMPADA SE MODIFICA
QUANDO MODIFICAMOS A TENSÃO?
Vimos que a potência elétrica mede a quantidade de energia elétrica trans-
formada pelo aparelho a cada segundo e que essa transformação só é feita
quando o circuito estiver fechado.
Nos aparelhos resistivos, essa transformação é feita no resistor o qual é per-
corrido por uma corrente elétrica i. Nesse caso, a potência do aparelho é deno-
minada potência dissipada, que é praticamente a mesma fornecida pela fonte.
A corrente elétrica serve para diferenciar os aparelhos que possuem po-
tências diferentes mas que são ligados à mesma tensão, como é o caso dos
aparelhos que temos em casa. Todos eles são ligados na mesma tensão (110 V),
mas transformam quantidades de energia diferentes. Assim, podemos deter-
minar a potência como:
Exercíci os
2) (Fuvest) Um circuito doméstico simples, ligado à rede de 110 V e protegido
por um fusível F de 15 A, está esquematizado adiante.
A potência máxima de um ferro de passar roupa que pode ser ligado, simulta-
neamente, a uma lâmpada de 150 W, sem que o fusível interrompa o circuito,
é aproximadamente de
a) 1100 W
b) 1500 W
c) 1650 W
d) 2250 W
e) 2500 W
3) (Fuvest) No circuito elétrico residencial esquematizado a seguir, estão
indicadas, em watts, as potências dissi-
padas pelos seus diversos equipamentos.
O circuito está protegido por um fusível
F, que se funde quando a corrente ultra-
passa 30 A, interrompendo o circuito.
Que outros aparelhos podem estar liga-
dos ao mesmo tempo que o chuveiro elé-
trico sem “queimar” o fusível?
Corrent e elét rica: é a quant ifi-
cação d o f l u xo or d en ad o d e
cargas elét ricas. Ela é simboliza-
da pela let ra i e seu valor é ob-
t i d o p el a p r o p o r ção en t r e a
q u an t i d ad e d e car g a ef et i va
deslocada e o t empo gast o para
que isso ocorra:
A unidade result ant e dessa pro-
porção é o Coulomb/ segundo,
bat izado de ampère (A), em ho-
menagem ao ci ent i st a f rancês
An d r é Mar i e Amp èr e (1775-
1836), por seus est udos relacio-
nados à área.
Font e: PEC – Módulo 2, p.13, 2003.
i=
∆Q
∆t
Saiba mais
Fusível e Disjuntor
Fusível é um disposit ivo de se-
gurança usado em circuit os elé-
t ricos. Sem ele a sobrecarga no
ci rcui t o pode dani f i car os apa-
rel hos.
Seu f unci onament o é baseado
na passagem da corrent e el é-
t rica por um fio de baixo pont o
de fusão. Quando a corrent e ex-
cede o valor est abelecido, o fio
se aquece e se funde, abrindo o
ci rcui t o e dei xando de f unci o-
n ar. Nesse caso, el e d eve ser
subst it uído depois que o defei-
t o for reparado.
Em residências é muit o comum
o uso de disjunt ores, que são
prot et ores de rede el ét ri ca f ei -
t o s, em g er al , d e b ar r as
bimet álicas, que se dilat am, in-
t er r omp end o a p assag em d a
corrent e, quando est a ult rapas-
sa o valor est abelecido.
O valor máximo da corrent e su-
port ada pel o di sj unt or ou f usí-
vel é sempre menor do que o
val or da corrent e máxi ma su-
p ort ada p el os f i os da i nst al a-
ção ou circuit o elét rico.
[A]
I,
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
a) Geladeira, lâmpada e TV.
b) Geladeira e TV.
c) Geladeira e lâmpada.
d) Geladeira.
e) Lâmpada e TV.
COMO OS APARELHOS RESISTIVOS PODEM TER
DIFERENTES CORRENTES ?
No inverno, para se obter um aquecimento maior da água, você muda de
posição uma chave do chuveiro. Pelo que dissemos anteriormente, é o aumen-
to da corrente elétrica o responsável pelo maior aquecimento. Mas por que
isso acontece?
Ao mudar a chave para a posição “inverno”, você diminui a resis-
tência elétrica. É ela que limita a passagem da corrente elétrica no cir-
cuito. Essa limitação, que depende do tipo de material utilizado no fio,
das dimensões (espessura e comprimento) e da temperatura, é denomi-
nada resistência elétrica (R). No caso do chuveiro, a regulagem au-
menta ou diminui o comprimento do fio enrolado, o qual é percorrido
pela corrente elétrica.
Assim, podemos concluir que tanto a variação da tensão elétrica
(U) como a variação da resistência elétrica (R) podem alterar a inten-
sidade da corrente elétrica (i).
Normalmente, a resistência elétrica dos aparelhos é constante, mas pode
ser alterada modificando-se uma das características mencionadas acima.
Para alguns resistores podemos traçar um gráfico da tensão em função da
corrente (U x i). Notaremos que os pontos estão praticamente alinhados, o que
resulta numa resistência constante para de-
terminado intervalo de tensão. Nesse caso,
a intensidade da corrente é diretamente pro-
porcional a tensão. Quando isso ocorre,
dizemos que se trata de uma resistência
ôhmica. A resistência elétrica é dada pela
razão entre a tensão aplicada no aparelho
e a intensidade da corrente elétrica percor-
rida no circuito. Essa relação é chamada
1ª Lei de Ohm.
Pode-se alterar a resistência mudando a espessura do fio. Um fio grosso
oferece menor resistência a passagem de corrente elétrica do que um fio mais
fino. Isso quer dizer que quanto maior a área da secção transversal (A)
menor será a resistência.
Além desses dois fatores, temos também a influência do material que cons-
titui o fio. Existem materiais que oferecem maior resistência a passagem da
corrente elétrica do que outros, essa caracterísitica é traduzida pela grandeza
denominada resistividade (ρ ρρ ρρ). A tabela a seguir apresenta a resistividade de
alguns materiais.
Resistência elétrica: est á
associ ada à di f i cul dade
que as car gas el ét r i cas
encont ram para se des-
locar no int erior dos con-
dut ores devi do aos su-
cessi vos choques ent re
os elét rons de condução
(responsáveis pelo fluxo
de cargas) com as demais
cargas el ét ri cas presen-
t es nas subst âncias (elé-
t rons f i xos, núcl eos at ô-
micos et c.). A resist ência
el ét r i ca é med i d a em
ohm (Ω ΩΩ ΩΩ), em h omen a-
gem ao cient ist a alemão
Georg Simon Ohm.
Fo n t e: PEC- Mó d u l o 2,
p.14, 2003.
[Ω]
Curva caract eríst i ca de uma resi st ênci a
ôhmi ca
I8
vísic\
Essa expressão é denominada 2
a
Lei de Ohm (a resistência elétrica é dada
pelo produto da resistividade pelo comprimento do fio, dividido por sua área
da secção transversal).
R = ρ [Ω]
Exercíci os
4) (Unesp) Uma lâmpada incandescente (de filamento) apresenta em seu ró-
tulo as seguintes especificações: 60 W e 120 V. Determine:
a) a corrente elétrica I que deverá circular pela lâmpada, se ela for conectada
a uma fonte de 120 V.
b) a resistência elétrica R apresentada pela Lâmpada, supondo que ela esteja
funcionando de acordo com as especificações.
Mat erial
borracha
vidro
Níquel-cromo
chumbo
ferro
t ungst ênio
alumínio
ouro
cobre
prata
ρ ρρ ρρ(Ω ΩΩ ΩΩ×m)
1,0 x 10
15
1,0 x 10
12
1,1 x 10
-6
2,1 x 10
-7
1,0 x 10
-7
5,6 x 10
-8
2,7 x 10
-8
2,4 x 10
-8
1,7 x 10
-8
1,6 x 10
-8
CHOQUE ELÉTRICO E SUAS CONSEQÜÊNCIAS
O choque elét rico, como provavelment e é de seu conheciment o, é causado por uma
corrent e elét rica que passa at ravés do corpo humano ou de um animal qualquer. Vários
efeit os do choque podem ser observados, dependendo de fat ores como, por exemplo,
a região do corpo que é at ravessada pela corrent e.
Ent ret ant o, a int ensidade da corrent e é o fat or mais relevant e nas sensações e conseqü-
ências do choque. Est udos cuidadosos desse fenômeno permit iram chegar aos seguin-
t es valores:
- ent re 1 mA e 10 mA: provoca apenas sensação de formigament o;
- ent re 10 mA e 20 mA: j á causa sensação dolorosa;
- ent re 20 mA e 100 mA: causam, em geral, grandes dificuldades respirat órias;
- superiores a 100 mA: são ext remament e perigosas, podendo causar a mort e da pessoa
por provocar cont rações rápidas e irregulares do coração (fibrilação cardíaca);
- superiores a 200 mA: não causam fibrilação, porém dão origem a graves queimaduras
e conduzem á parada cardíaca.
Por out ro lado, a volt agem não é det erminant e nesse fenômeno. Por exemplo, em
sit uações de elet ricidade est át ica, embora ocorram volt agens muit o elevadas, as cargas
elét ricas envolvidas são, em geral, muit o pequenas e os choques produzidos não apre-
sent am, normalment e, nenhum risco.
Ent ret ant o, volt agens relat ivament e pequenas podem causar graves danos, dependen-
do da resist ência do corpo humano. O valor dessa resist ência pode variar ent re, aproxi-
madament e, 100 000 W para a pele seca e cerca de 1 000 W para a pele molhada. Assim,
se uma pessoa com a pele seca t ocar os dois pólos de uma t omada de 120 V, seu corpo
será at ravessado por uma corrent e bem menor do que com a pele molhada.
Font e: ALVARENGA & MÁXIMO, Curso de Física, V.3, p. 135.
Iu
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
5) (Unicamp) O tamanho dos componentes eletrônicos vem diminuindo
de forma impressionante. Hoje podemos imaginar componentes formados
por apenas alguns átomos. Seria esta a última fronteira? A imagem a seguir
mostra dois pedaços microscópicos de ouro (manchas escuras) conectados
por um fio formado somente por três átomos de ouro. Esta imagem, obtida
recentemente em um microscópio eletrônico por pesquisadores do Labo-
ratório Nacional de Luz Síncrotron, localizado em Campinas, demonstra
que é possível atingir essa fronteira.
a) Calcule a resistência R desse fio microscópico, considerando-o como
um cilindro com três diâmetros atômicos de comprimento. Lembre-se que, na
Física tradicional, a resistência de um cilindro é dada por R = ρ ρρ ρρ(L/A), onde ρ
é a resistividade, L é o comprimento do cilindro e A é a área da sua secção
transversal. Considere a resistividade do ouro ρ =1,6×10
-8
Ωm, o raio de um
átomo de ouro 2,0×10
-10
m e aproxime π = 3,2.
b) Quando se aplica uma diferença de potencial de 0,1V nas extremidades
desse fio microscópico, mede-se uma corrente de 8,0×10
-6
A. Determine o
valor experimental da resistência do fio. A discrepância entre esse valor e
aquele determinado anteriormente deve-se ao fato de que as leis da Física do
mundo macroscópico precisam ser modificadas para descrever corretamente
objetos de dimensão atômica.
COMO PODEMOS MEDIR A TRANSFORMAÇÃO DE
ENERGIA EM UM RESISTOR?
Vimos que em um circuito que possui um resistor, quando se estabelece
uma corrente elétrica a energia elétrica é transformada em energia térmica (ener-
gia dissipada). Essa transformação é denominada efeito Joule. Esse efeito pode
ser visto no aquecimento da água no chuveiro, do ar no secador de cabelo, do
pão na torradeira e outros aparelhos que são utilizados para aquecimento.
Se colocarmos um ebulidor em um recipiente contendo uma certa massa
de água m de calor específico c, depois de um certo tempo haverá uma varia-
ção de temperatura ∆ ∆∆ ∆∆T. Considerando o sistema isolado e que toda a energia
elétrica transformada em energia térmica (calor) serviu para aquecer a água,
logo, pela conservação de energia, temos:
mc∆T = P∆t
Ou seja, todo calor (em Joule) recebido pela água foi cedido pelo ebulidor.
A potência dissipada no efeito Joule, pode ser calculada das seguintes
formas:
P = U.i P = R. i
2
P =
A maneira que será calculada dependerá das informações e dos dados
disponíveis.
:o
vísic\
POR QUE QUANDO UMA LÂMPADA DO PISCA- PISCA
DE UMA ÁRVORE DE NATAL SE QUEIMA AS OUTRAS NÃO FUNCIONAM
E COM AS LÂMPADAS DAS RESIDÊNCIAS ISSO NÃO ACONTECE?
Como vimos no item O que diferencia um aparelho elétrico do outro?, as
lâmpadas são aparelhos resistivos, assim como outros encontrados em nossas
casas, podemos então representar apenas seus resistores. O que diferencia um
esquema do outro é a maneira como eles estão ligados.
Basicamente, existem duas maneiras de fazermos essas ligações: em série
ou em paralelo. Essas ligações servem tanto para aparelhos quanto para fon-
tes elétricas. Mas aqui iremos discutir somente os aparelhos resistivos.
Associ ação em séri e
Neste tipo de associação, temos um único caminho para a passagem da
corrente elétrica. Por isso, quando temos lâmpadas associadas em série (pisca-
pisca) e uma delas se queima ou é retirada, as outras se apagam, pois teremos
um circuito aberto, ou seja, o caminho é interrompido.
Como temos somente um caminho para a corrente elétrica percorrer, todas
as lâmpadas são percorridas pela mesma corrente, ou seja: i = i
1
= i
2
= i
3
Já a tensão (U) será dividida entre elas e essa divisão dependerá das resis-
tências de cada lâmpada, quem tiver maior resistência terá maior tensão. As-
sim, podemos escrever: U = U
1
+ U
2
+ U
3
.
Podemos ainda substituir o circuito de lâmpadas por um mais simples,
com uma única lâmpada, ou seja, vamos substituir as resistências do circuito
por uma única, que irá fazer com que o circuito tenha as mesmas característi-
cas. Esse único resistor é denominado resistor equivalente e é dado por:
R
eq
= R
1
+ R
2
+ R
3
Associ ação em paral el o
Ao contrário da anterior, aqui a corrente elétrica terá mais de um caminho
para percorrer, ou seja, teremos pequenos circuitos dentro de um maior. Por
isso, quando uma lâmpada queima ou é retirada em uma residência, nada
acontece com as outras, pois estão associadas em paralelo.
Assim como as lâmpadas, os aparelhos em uma residência estão ligados a
uma mesma tensão, ou seja, todos os resistores associados estarão submetidos
à mesma tensão. Então, temos: U = U
1
= U
2
= U
3
.
Já a corrente será dividida nos diversos caminhos, ou seja: i = i
1
+ i
2
+ i
3
De tal modo como na associação em série, na associação em paralelo
podemos substituir os resistores do circuito por um só (resistor equivalente),
sem o circuito perder suas características. Na associação em paralelo o resistor
equivalente é dado por:
:I
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
Exercíci o
6) (Fuvest) Um circuito é formado por duas lâm-
padas L
1
e L
2
, uma fonte de 6 V e uma resistên-
cia R, conforme desenhado na figura. As lâmpa-
das estão acesas e funcionando em seus valores
nominais (L
1
= 0,6 W e 3 V e L
2
= 0,3 W e 3 V).
Determine o valor da resistência R.
COMO PODEMOS MEDIR A CORRENTE E A TENSÃO
ELÉTRICA EM UM RESISTOR?
Para medir essas grandezas necessitamos de instrumen-
tos especificos. Para medir a tensão usamos o voltímetro e
para medir a corrente utilizamos o amperímetro. É muito
comum encontrarmos um aparelho de medição que pode
ser utilizado como voltímetro e amperímetro, além de po-
der ser também um ohmímetro, que mede a resistência do
circuito. Esse instrumento é o multímetro.
Medi ndo a corrente el étri ca
Para medir a corrente elétrica, o amperímetro deve
ser colocado em série ao circuito (ou resistor).
O amperímetro, por ser um instrumento de medida,
não deve influenciar a corrente do circuito, por isso a
resistência interna dele deve ser a menor possível, assim
terá um desempenho melhor pois irá produzir uma que-
da de tensão insignificante.
Medi ndo a tensão el étri ca
Para medir a tensão elétrica em um circuito (ou resistor), o voltímetro deve
ser colocado em paralelo a ele.
Da mesma forma que o amperímetro, o
voltímetro não deve influenciar no circuito, as-
sim, deve possuir a maior resistência possível,
fazendo com que a corrente seja insignifican-
te, alterando em praticamente nada a corrente
do circuito.
::
vísic\
O QUE É CURTO- CIRCUITO?
O nome já é bem sugestivo, significa um circuito mais curto, fazendo com
que a corrente que passa por ele seja elevada, pois há pouca resistência nele.
Dessa forma, quando temos um curto-circuito em um trecho, a corrente
elétrica fica restrita a esse trecho, ficando o restante do circuito sem ser per-
corrido por ela, ou seja, os aparelhos localizados após o curto não serão per-
corridos pela corrente elétrica.
Na prática, o curto circuito pode causar incêndios em residências ou até
mesmo na própria fiação devido ao grande aquecimento produzido pelo efeito
Joule, causado pelo aumento da corrente elétrico no trecho do curto circuito.
COMO DIFERENCIAMOS UM GERADOR DE UM
RECEPTOR NUM CIRCUITO?
Vimos que o funcionamento de um aparelho elétrico só é possível quando
este é alimentado por uma fonte de energia elétrica, denominada de gerador
de energia elétrica. Os aparelhos que estão recebendo são os receptores (como
vimos antes) de energia elétrica.
Todos os geradores possuem uma resistência interna (r), que faz com que
a energia fornecida pelo gerador seja menor do que a nominal (que vem
especificada nele).
Por exemplo, uma pilha pequena tem tensão nominal de 1,5 V, mas por
possuir resistência interna r, a tensão aplicada U ao circuito será menor. Dessa
forma podemos escrever:
U = ε – ri
Quando o circuito está aberto não há corrente no circuito, assim U = ε. No
curto circuito a corrente é máxima e a tensão da fonte é igual a zero (U = 0),
então:
Obs: A tensão gerada (ε) também é chamada força eletromotriz (f
em
), ape-
sar de não ser uma força.
Como o receptor desempenha papel contrário ao do gerador, ele será de-
nominado de força contra-eletromotriz (f
cem
). A tensão em seus terminais é
dada pela expressão:
U = ε + ri
Tendo U como a tensão fornecida pela fonte; ε’, a tensão no gerador; r’, a
resistência interna do receptor; e i, a corrente estabelecida no circuito.
Na prática, um gerador e um receptor apare-
cem no mesmo circuito:
Sendo possível calcular a corrente no circuito
utilizando a conservação de energia:
Esquema do GERADOR
Esquema do RECEPTOR
(equação do Gerador)
i
max
=
ε
r
(equação do Recept or)
ou i =
ε
1
− ε
2
r
1
+ r
2
+ R
ε
1
= r
1
i + r
2
i + ε
2
+ Ri
:,
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
Exercíci os
7) (Fatec-SP) Por um resistor faz-se passar uma corrente elétrica i e mede-se a
diferença de potencial U. Sua representação gráfica está esquamatizada ao
lado. A resistência elétrica, em ohms, do resistor é:
a) 0,8
b) 1,25
c) 800
d) 1 250
e) 80
8) (PUC-SP) No circuito da figura abaixo, A é um amperímetro e V um
voltímetro, supostos ideais, cujas leituras são, respectivamente:
a) 6,0 A e 0,5 V
b) 3,0 A e 1,0 V
c) 2,0 A e 1,5 V
d) 1,0 A e 2,0 V
e) 0,5 A e 2,5 V
9) No circuito, determine o valor de R a fim de que a corrente total tenha
intensidade 2,0 A.
10) (Fuvest) No circuito a seguir, quando se fecha a chave S, provoca-se:
a) aumento da corrente que passa por R
2
.
b) diminuição do valor da resistência R
3
.
c) aumento da corrente em R
3
.
d) aumento da voltagem em R
2
.
e) aumento da resistência total do circuito.
11) (Fuvest) O circuito elétrico do enfeite de uma árvore de Natal é constituí-
do de 60 lâmpadas idênticas (cada uma com 6 V de tensão e resistência de
30 Ω) e uma fonte de tensão de 6 V e potência de 18 W, que liga uma conjunto
de lâmpadas de cada vez, para produzir o efeito pisca-pisca. Considere que as
lâmpadas e a fonte funcionam de acordo com as especificações fornecidas,
calcule:
a) a corrente que circula através de cada lâmpada quando acesa.
b) o número máximo de lâmpadas que podem ser acesas simultaneamente.
:a
vísic\
12) (PUC-SP) Encontram-se a disposição os seguin-
tes elementos:
De posse desses elementos, monte um circuito de
tal forma que:
a) a lâmpada funcione de acordo com suas especi-
ficações;
b) o amperímetro ideal registre a corrente que pas-
sa pela lâmpada;
c) o voltímetro ideal indique a queda de potencial
na resistência equivalente à associação de R.
É importante que você comente e justifique a
montagem de uma circuito através de uma seqüên-
cia de idéias. Desenvolva todos os cálculos neces-
sários. Não se esqueça de justificar o posicionamento
dos aparelhos, bem como suas leituras.
13) Seis pilhas iguais, cada uma com diferença de potencial V, estão ligadas a
uma aparelho de resistência R na forma esquematizada na figura. Nessas con-
dições a corrente medida no amperímetro A, colocado na posição indicada é
igual a:
a) V/R
b) 2V/R
c) 2V/3R
d) 3V/R
e) 6V/R
14) (Fatec/2004) No circuito esquematizado, o amperímetro A e o voltímetro
V são ideais, e a resistência R é igual a 10Ω.
Se a marcação em A é de 2,0 A, a marcação em V é igual a
a) 2,0 V.
b) 4,0 V.
c) 10 V.
d) 20 V.
e) 40 V.
15) (Fatec/2004) Um fio de extensão está ligado numa tomada de 110V. Esse
fio de extensão tem três saídas, nas quais estão ligados um aquecedor de
500 W, uma lâmpada de 100 W e um secador de cabelos de 200 W. Esses
aparelhos estão ligados em paralelo e permanecem funcionando por 5,0 mi-
nutos. O valor aproximado da corrente elétrica que passa pelo fio e o gasto de
energia com esses três aparelhos, quando funcionando simultaneamente, após
5,0 minutos, são, respectivamente:
a) 1A e 8,3.10
5
J
b) 2A e 7,2.10
5
J
c) 4A e 5,4.10
5
J
d) 7A e 2,4.10
5
J
e) 10A e 1,2.10
5
J
:-
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
16) (Fatec/2002) No circuito representado no esquema, F é uma fonte de ten-
são que fornece uma diferença de potencial constante de 9,0 V.
De acordo com as indicações do esquema, os resistores R
1
e R
2
valem, respec-
tivamente, em ohms,
a) 3,0 e 6,0
b) 3,0 e 9,0
c) 6,0 e 3,0
d) 6,0 e 6,0
e) 6,0 e 12
17) (Fatec/2003) No circuito abaixo os aparelhos de medida são ideais. O
voltímetro V
1
indica 24V.
As indicações do amperímetro A e do voltímetro V
2
são, respectivamente:
a) 1,0 A e 24 V
b) 1,2 A e 36 V
c) 1,2 A e 24 V
d) 2,4 A e 36 V
e) 1,0 A e 36 V
18) (Fatec/2003) Um chuveiro elétrico não está aquecendo satisfatoriamente a
água. Para resolver esse problema, fecha-se um pouco a torneira. Com esse
procedimento estamos
a) aumentando a corrente elétrica que atravessa o chuveiro.
b) aumentando a diferença de potencial nos terminais do chuveiro.
c) diminuindo a resistência elétrica do chuveiro.
d) diminuindo a massa de água que será aquecida por unidade de tempo.
e) economizando energia elétrica.
Uni dade 2
Campos, cargas e
seus fenômenos
Or gani zador es
Maur íci o Pi etr ocol a
Nobuko Ueta
El abor ador es
Lui s Paul o Pi assi
Maxwel l Roger da P.
Si quei r a
Maur íci o Pi etr ocol a
ENTENDENDO OS CHOQUES
Um dia você estava passeando ou brincando sossegadamente e de repente
tomou um belo choque, não sabe como nem por quê. Isso já aconteceu com
você? Se não aconteceu, parabéns, porque a maioria de nós já teve esses
momentos “chocantes” em escorregadores, camas elásticas, carrinhos de su-
permercado, no ônibus, na porta do carro e em inúmeras outras situações. O
problema é: por quê?
Você pode pensar de onde vem a eletricidade nesses casos. Talvez um fio
escondido ou algo do gênero. Mas não é nada disso. A eletricidade não veio
de lugar algum: ela já estava lá, no escorregador, no carro e em todo o resto.
Isso porque a eletricidade está em tudo, em mim, em você, neste papel que
você está lendo, no chão onde você está. Ela está em toda a matéria que você
possa imaginar.
Aí você me pergunta: Por que então não estou tomando um choque ago-
ra? E como é possível a eletricidade estar em tudo? Se fosse assim as tomadas
e os fios não seriam necessários... Colamos a lâmpada no teto e ela acende,
afinal a eletricidade está na lâmpada também, não é? Calma, calma... Não é
tão simples assim!
Você já deve ter visto uma experiência muito simples que consiste em
esfregar nos cabelos um objeto de plástico – uma régua, por exemplo – e
aproximá-lo de pedacinhos de papel. Os papeizinhos grudam na régua, como
se uma força de atração mágica estivesse atuando. Mas não é uma força de
atração mágica e sim uma força de atração elétrica.
Acontece que a régua, seu cabelo e toda a matéria que existe possuem
dois tipos de eletricidade: a positiva e a negativa. Toda a matéria é formada
por partículas muito pequenas, realmente pequenas, inacreditavelmente pe-
quenas, pequenas mesmo. Essas partículas formam os famosos átomos e suas
queridas moléculas, os quais serão explicados com detalhes no último volu-
me desta série. Por enquanto, basta saber que algumas dessas partículas co-
nhecidas como elétrons são dotadas de eletricidade negativa. E que outras,
dotadas de eletricidade positiva, são chamadas de prótons. Os átomos têm
prótons e elétrons, além dos (só) aparentemente inúteis nêutrons que, vistos
de fora, não possuem eletricidade. Os nêutrons e prótons ficam no centro do
átomo em uma região chamada núcleo. Os elétrons preferem ficar por fora,
dando voltas incríveis ao redor do núcleo.
:,
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
Bom, agora que já complicamos, que tal começar a explicar? Primeiro o
fato que explica tudo: eletricidade positiva atrai negativa e a negativa atrai a
positiva. E eletricidades de mesmo tipo se repelem, ou seja, se afastam uma da
outra. Normalmente, as cargas negativas, elétrons, vão se agrupar perto das
positivas, pela forte atração que há entre elas. Quando há um equilíbrio, ou
seja, quantidades iguais de carga positiva e negativa, o corpo está neutro. Ele
pode ter, e certamente tem, muita, muita carga, mas quando o total de positi-
vas e negativas se compensam, nada acontece.
Muito bem. Com essa idéia, você já imagina o que acontece à régua e ao
cabelo? Vamos lá. No início régua e cabelo estão neutros, com quantidades
iguais de cargas positivas e negativas. Depois você esfrega a régua no cabelo.
Nesse esfrega-esfrega, muitos elétrons são violentamente arrancados da ré-
gua, por exemplo. Assim sua régua fica com mais prótons do que elétrons, e
o seu cabelo com mais elétrons do que prótons.
Dizemos que sua régua e seu cabelo foram eletrizados através do atrito. Se
a régua ficar com excesso de prótons estará com carga positiva. Neste caso, o
cabelo estará negativamente carregado. O que acontece então quando aproxi-
mamos a régua dos pedacinhos de papel? Muito simples: o papel também tem
suas cargas positivas e negativas. Claro que as negativas serão atraídas pela
régua, que está positiva. E as cargas positivas do papel serão repelidas. A
princípio teríamos uma atração e uma repulsão, uma espécie de “braço de
ferro” ou “cabo de guerra” sem vencedores: um puxa de cá, outro empurra de
lá e tudo fica por isso mesmo. Mas não é assim. Os elétrons são relativamente
móveis e, ao serem atraídos, se concentram na região mais próxima à régua.
O lado oposto, por sua vez, com falta de elétrons, fica positivo. Assim fica-
mos com a situação mostrada na figura:
Repare na figura que a região negativa que se forma no papel está próxima
da régua e a positiva, que se forma no lado oposto, está mais afastada. Isso faz
com que a atração seja superior à repulsão, e assim o papelzinho como um todo
é atraído pela régua. Muito bem, se você entendeu isso, vamos aos choques.
:8
vísic\
Você sabe que ao se colocar o dedo na tomada a chance de se levar um
choque é bem grande. Mas o que é o choque? Na verdade, a sensação é
provocada pela passagem de cargas elétricas em nosso organismo, ou seja,
quando uma corrente elétrica nos percorre. Como você já sabe, a corrente
elétrica também produz calor e assim o choque, dependendo de sua intensida-
de, pode provocar queimaduras graves. E por que às vezes tomamos choques
inesperados, em objetos que não estão ligados à rede elétrica? Isso acontece
porque de alguma forma esses objetos se eletrizaram ao entrar em atrito com
outros, da mesma forma que o cabelo e a régua do nosso exemplo. Uma
criança, ao escorregar em um escorregador de plástico, está provocando atrito
entre sua calça e o plástico do escorregador. Ambos ficam carregados, um
deles com excesso de cargas negativas, outro com excesso de cargas positi-
vas. Na primeira oportunidade, as cargas em excesso do corpo da criança irão
gerar uma corrente que é sentida como choque. Muitos objetos só não ficam
permanentemente eletrizados porque estão em contato com o ar, que também
contém átomos com excesso e falta de elétrons (íons) que ao atingir objetos
eletrizados vai aos poucos os levando novamente à neutralidade.
CONVERSANDO SOBRE ÍMÃS
Agora vamos mudar um pouco de assunto, vamos falar de ímãs e bússo-
las. Até hoje não conheci ninguém que não goste de brincar com ímãs e bús-
solas. São objetos realmente muito curiosos que têm um comportamento apa-
rentemente mágico. O ímã atrai diversos objetos metálicos e gruda na porta da
geladeira. A bússola aponta sempre na direção norte-sul, não deixando você
se perder. Mas um ímã interfere muito na bússola. Quando aproximamos um
ímã de uma bússola, ela pára de apontar para o norte da Terra e passa a apon-
tar para um pólo do ímã. E por falar em pólo, aí está mais uma coisa engraça-
da: o ímã tem dois pólos, que são as regiões do ímã que possuem maior poder
de atração.
Os pólos dos ímãs têm propriedades interessantes. Uma delas é o fato de
que se você aproximar os pólos iguais de dois ímãs terá muita dificuldade em
uni-los pois uma forte repulsão aparece. Por outro lado, se você aproximar os
pólos opostos, os ímãs têm uma forte atração. Uma bússola nada mais é do
que um pequeno ímã em forma de agulha que pode girar livremente em um
EXPERIMENTE VOCÊ MESMO
Para ident ificar os pólos de um ímã você pode fazer uma experiência simples. Coloque
um ímã sobre a mesa e sobre ele coloque uma folha de papel. Pegue duas esponj as de
aço (bombril, assolan, et c) e esfregue uma na out ra, sobre a folha de papel. Irão se formar
inúmeros “pelinhos” de aço. Se você observar bem irá not ar que as fibras de aço formam
um padrão curioso sobre o papel e que na região dos pólos dos ímãs haverá um acúmulo
maior dessas fibras.
:u
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
eixo. Nessas condições, os pólos do ímã apontarão na direção dos pólos geo-
gráficos da Terra.
O pólo de um ímã que aponta para o norte geográfico da Terra é chamado
de pólo norte do ímã, o mesmo valendo para o pólo sul. Essa denominação foi
dada antes de se imaginar que a própria Terra se comportava como um ímã e
assim ficou. Mas, considerando que a própria Terra tem um efeito magnético
similar ao de um ímã, o pólo da Terra que atrai o pólo norte do ímã deveria ser
chamado de pólo sul. Isso parece muito confuso... Mas na verdade é simples:
os pólos magnéticos da Terra têm os nomes invertidos em relação aos pólos
geográficos. Observe o esquema:
Uma pergunta interessante é: afinal, que tipo de metais são atraídos por
ímãs? Na verdade são bem poucos. O mais comum de todos e o de maior
poder de atração é o ferro e provavelmente todos os objetos que você já viu
serem atraídos por ímãs contém ferro em sua composição. Dependendo da
condição do material, ele pode ficar inclusive magnetizado (imantado) após
permanecer um certo tempo em contato com ímãs. Isso pode ser observado às
vezes em tesouras e chaves de fenda que atraem alfinetes e parafusos. Você
pode magnetizar um clipe de aço com um ímã e usá-lo para atrair outros
objetos pequenos ou mesmo pendurá-lo com uma linha e usá-lo como bússo-
la. Esse fenômeno é utilizado para se gravar som e imagem em fitas magnéti-
cas de vídeo cassete, números e códigos em cartões de banco, bilhetes de
ônibus e programas em disquetes e disco rígidos de computador. Se você
gosta de usar a internet saiba que praticamente todo o seu conteúdo está gra-
vado magneticamente em milhões de computadores espalhados pelo mundo
através do mesmo processo que faz um alfinete ficar imantado.
CONHECENDO OS CAMPOS
Agora que já falamos um pouco sobre choques e ímãs, ou seja, sobre
eletricidade e magnetismo, podemos parar um pouquinho e pensar: será que
esses dois fenômenos estão relacionados? Na verdade, desde a antiguidade se
imaginava que sim, mas somente no século XIX se conseguiu comprovar essa
relação. Vejamos algumas semelhanças e diferenças:
Embora algumas similaridades possam ser encontradas, podemos ver que
há mais diferenças do que semelhanças. Então por que muita gente achava (e
agora tem certeza) de que esses fenômenos têm uma origem em comum?
Provavelmente porque em suas semelhanças estejam fatos dos mais incríveis:
atrair coisas de uma certa distância e repelir objetos em certas condições. Di-
ante desses curiosos fatos, as diferenças parecem meros detalhes.
Alguém pode pensar o seguinte: como o ímã “sabe” que o alfinete está
perto dele para atrai-lo? E como a bússola “sabe” para que lado é o norte?
At ração de objet os a uma cert a dist ância
Apresent a sit uações de at ração e de repulsão
Precisa de at rit o para ocorrer
Pode causar choques
At rai apenas um reduzido número de met ais
Pode ser usado como bússolaElet ricidade
Elet ricidade
SIM
SIM
SIM
SIM
NÃO
NÃO
Magnet ismo
SIM
SIM
NÃO
NÃO
SIM
SIM
,o
vísic\
Para responder isso, podemos começar de uma questão mais simples: como é
que você sabe quando o seu vizinho está fazendo churrasco? Há várias ma-
neiras, é claro: ele pode contar a você, você pode ver, ouvir ou sentir o chei-
rinho... De qualquer modo a informação chega até você de alguma maneira.
Se você não sentir o cheiro, não ouvir nem ver nada e seu vizinho ficar “na
moita”, não ficará sabendo do churrasco, o que pode ser uma tragédia. Mas o
que isso tem a ver com o ímã e todo o resto? Será que o ímã sente o cheiro do
ferro? É claro que não. Mas de alguma forma a presença do ferro é sentida
pelo ímã e vice-versa. É aí que entra a idéia de campo.
O campo seria algo invisível e imperceptível para nós, mas que está real-
mente ao redor de um ímã. Não seria um cheiro, pois os odores são provoca-
dos por substâncias e o campo não é uma substância. Se fosse um cheiro,
possivelmente nós sentiríamos. Mas há algumas semelhanças com a idéia de
cheiro. Ao observar um jogador tirar a chuteira após 90 minutos de partida,
você certamente ficará aliviado por estar distante da cena, pois você sabe que
os odores não muito agradáveis produzidos nessa situação serão muito mais
intensos nas proximidades de sua origem: o pé do jogador. Da mesma forma,
um pedaço de ferro é atraído com facilidade apenas nas proximidades dos
ímãs. Um ímã muito forte talvez possa ser sentido mais longe, da mesma
forma que um cheiro forte.
Na semelhança entre campos e cheiros, outro fator também tem que ser
levado em conta: o “olfato”. Imagine que seu vizinho esteja fazendo aquele
churrasco e você está sentindo o cheirinho. Você sente o cheiro porque a
distância de sua casa até a do vizinho é pequena. Se você morasse dois quar-
teirões adiante talvez não ficasse sabendo do churrasco. Mas agora imagine o
que sente o Rex, seu cãozinho querido. Com seu olfato canino, ele sentiria o
cheiro do churrasco até mais longe do que dois quarteirões. O mesmo ocorre
com os campos. Um ímã tem ao seu redor um campo que influi em outros
ímãs e em objetos contendo ferro. Mas um segundo ímã será mais influencia-
do à distância quanto maior for sua intensidade. Por exemplo, se você mover
um ímã a 20 centímetros de uma mesa com vários objetos sobre ela, verá que
alguns objetos são mais influenciados do que outros. Suas capacidades de
sentir os campos são diferentes, assim como nosso olfato e o olfato dos cães.
O campo de um ímã é chamado de campo magnético e embora nós não
possamos senti-lo diretamente, trata-se de algo bem real. O planeta Terra pos-
sui um campo magnético. Este campo faz com que as bússolas apontem todas
na mesma direção e nos proteje de partículas nocivas provenientes do Sol.
Esse campo também auxilia animais migratórios, como aves e lagostas, a en-
contrar seu caminho.Ao contrário de nós, esses animais possuem órgãos sen-
soriais capazes de detectar os campos magnéticos. Um ímã colocado na pro-
ximidade deles pode desorientá-los.
Mas há outros tipos de campo além do magnético. Como vimos, o fenô-
meno da atração à distância não se restringe aos ímãs, mas está também asso-
ciado à eletricidade. Uma pergunta similar à que fizemos antes pode ser for-
mulada: como os pedacinhos de papel “sabem” que uma régua eletrizada está
por perto e saem voando em sua direção? A resposta é que a régua, com seu
excesso de cargas positivas ou negativas, apresenta em torno de si um campo
elétrico. As cargas existentes no papel “sentem” este campo e a partir disso
sofrem uma força que as arrasta de encontro à régua. Assim, existem pelo
menos dois campos diferentes: o campo magnético, relacionado aos ímãs, e o
campo elétrico, associado à eletricidade.
,I
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
O fato mais interessante sobre os campos é que eles provocam efeitos em
locais onde aparentemente não há nada. Isso pode parecer surpreendente,
mas não é tão mágico assim. Se o ser humano não fosse dotado de tato, por
exemplo, não sentiria o vento. Mesmo assim, perceberíamos seus efeitos onde
aparentemente não há nada: folhas de árvore voando, cabelos esvoaçados e
muitas outras coisas. Para os campos elétrico e magnético não temos “tato” ou
outro sentido, mas podemos observar seus efeitos. E esses efeitos são muito
parecidos com o efeito do vento: mover e empurrar coisas. Ou seja, os cam-
pos produzem forças e essas forças provocam movimentos ou alterações de
movimentos.
Imagine que sobre uma mesa horizontal há um carrinho de metal parado
que começa a se mover sozinho, de repente. Você pode pensar: será que foi o
vento? Ou então é um carrinho a pilha, movido por controle remoto? Ou quem
sabe há alguém com um ímã por baixo da mesa. Em todos os casos, é uma
força que está agindo.
Campos el étri cos
Os campos elétricos e os campos magnéticos provocam o surgimento de
forças que, por sua vez, provocam outros efeitos, como o início de um movi-
mento. As cargas elétricas, por exemplo, quando imersas em um campo elétri-
co, são puxadas na direção deste campo e é isso que faz o papelzinho grudar
na régua eletrizada. Há uma forma matemática muito simpática de se expres-
sar essa idéia. Vamos indicar pela letra E a intensidade do campo elétrico e por
q a quantidade de carga. Quando a quantidade de carga q for colocada no
campo E, surgirá uma força, que podemos indicar pela letra F. A equação
matemática é assim:
Essa fórmula mostra os fatos: se uma carga forte está num campo forte
aparece uma grande força. Se o campo ou a carga são muito fraquinhos, o
resultado será uma força menor. Se não houver o campo ou não houver a
carga, não há força. Retomando nosso exemplo canino, o campo seria o chei-
ro, a carga seria o olfato do cão. Se o olfato for bom e o cheiro de churrasco
for forte o cãozinho ficará muito faminto e latirá desvairadamente. Se não
houver cheiro, ou se o cão estiver sem olfato, nada demais acontecerá: o
cãozinho continuará nas suas cachorradas costumeiras de sempre.
A fórmula F = q. E é vetorial, o que significa que existe uma informação
sobre direções envolvida. Quando você ouve um som é possível saber de que
direção está vindo porque temos dois ouvidos. Já a carga elétrica “percebe” a
direção do campo, pois o campo é uma grandeza vetorial e provocará uma
força em sua direção. Vale lembrar que uma direção tem dois sentidos. Nosso
amigo Rex, sendo um canino normal, ao sentir o cheiro da carne irá se mover
no sentido de se aproximar da carne. Eu conheço um cão “do contra”, vege-
tariano, chamado Xer e que detesta carne. Nessa situação, ele seguiria no
,:
vísic\
sentido oposto, procurando se afastar. É um cão “negativo”. O mesmo acon-
tece com as cargas. As positivas vão no sentido que o campo elétrico aponta.
As negativas seguem a mesma linha, mas no sentido oposto.
Campo magnéti co
O campo magnético, assim como o elétrico, pode ser representados por
linhas. Em um ímã comum as linhas adquirem o seguinte aspecto:
Note que as linhas de campo saem do pólo norte e entram no pólo sul. Um
bússola, colocada em um campo magnético, apontará na direção do campo.
O pólo norte da bússola, que aponta para o norte geográfico (sul magnético)
da Terra, sempre aponta no sentido do campo.
Os campos magnéticos também agem sobre as cargas, mas para isso elas
devem estar em um movimento perpendicular a ele. Os campos magnéticos
não fazem nada com cargas paradas, nem com cargas em movimento que
acompanhem a sua direção, mas quando uma carga tem ao menos parte de
seu movimento perpendicular ao campo, estranhos desvios em seu movimen-
to começam a acontecer, podendo provocar movimentos circulares ou até mais
complicados. Ao contrário do campo elétrico, o campo magnético não desvia
a carga no sentido do campo, mas numa direção perpendicular a ele. Imagine
a seguinte situação: um ímã grande, muito forte, com o pólo norte colocado
sob a mesa. Se você coloca uma bolinha com carga positiva sobre a mesa,
nada acontece, porque o campo magnético não atua em carga paradas. Mas se
você a coloca em movimento ela irá sempre se desviar para a direita. Como o
desvio é contínuo a bolinha acaba realizando um movimento circular.
,,
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
O desvio sofrido por cargas em um campo magnético segue uma regra
simples. Imagine o exemplo anterior. O campo magnético estava apontando
para cima, saindo do tampo da mesa. Coloque sua mão direita aberta sobre
a mesa, com a palma apontando para o sentido do campo, isto é, para cima.
Seus dedos estarão apontando para a frente: este é o sentido do movimento
da carga. Mas o seu dedão estará apontando para a direita! É para lá que a
carga será desviada. Agora vá até a parede mais próxima e coloque sua mão
com a palma voltada para a parede. Isso é um campo magnético “entrando”
na parede. Seus dedos estão apontando para cima e o dedão para a esquer-
da? Isso quer dizer que se você moves-
se uma carga positiva para cima nesse
campo ele seria desviada para a esquer-
da. No caso de cargas negativas, use a
mão esquerda, ao invés da direita. Veja
a figura:
CAMPOS E CARGAS
Até este ponto, vimos o significado de três idéias:
- Campo Elétrico.
- Campo Magnético.
- Cargas Elétricas.
Essas três idéias formam a base do que chamamos de Eletromagnetismo.
Este é o ramo da Física que explica todos os fenômenos elétricos e magné-
ticos e que permitiu a invenção de inúmeros aparelhos elétricos e a compre-
ensão do comportamento da matéria de uma forma muito profunda. Após
muitas experiências e teorias, os físicos descobriram que apenas com essas
três idéias é possível formular algumas regras que, transformadas em equa-
ções matemáticas, nos tornam capazes de prever uma inúmera quantidade
de fenômenos interessantes. Essas equações são chamadas de “Equações de
Maxwell” em homenagem ao cientista que as colocou em sua forma final.
Os cálculos com as equações de Maxwell são complexos demais para o
nível de ensino médio, mas podemos compreender seu significado sem en-
trar diretamente nesses cálculos, colocando-as em formas de leis e discutin-
do suas conseqüências:
Lei de Gauss da El etri ci dade
Basicamente esta lei diz que cargas elétricas têm campos elétricos ao seu
redor. Uma representação muito usada para os campos elétricos é através de
linhas “saindo” ou entrando nas “cargas”, como na figura:
,a
vísic\
Nas cargas positivas o sentido do campo é para fora e nas negativas, para
dentro. Lembrando que os campo provocam forças nas cargas e que o sentido
da força depende do sinal da carga, podemos entender a repulsão e a atração
de cargas de mesmo sinal e sinais opostos:
A intensidade do campo de uma carga vai diminuindo conforme nos afas-
tamos dela. A equação da lei de Gauss da eletricidade nos dá uma fórmula
para isso, que é a seguinte:
Nessa fórmula, E representa a intensidade do campo, q é quantidade de
carga e d é a distância. O valor K é chamado de constante dielétrica do vácuo
e representa a intensidade da força elétrica existente na natureza. Seu valor é
sempre o mesmo K= 9.10
9
N.m²/C². A quantidade de carga é medida em uma
unidade chamada coulomb, abreviada por C, em homenagem a um cientista
francês do século XIX. O elétron que possui a menor carga livre conhecida no
universo possui uma carga de
- 1,6 . 10
–19
C
Note que é um valor negativo, pois a carga do elétron é negativa.
Se você colocar uma carga no campo de uma outra carga, ela sofrerá uma
força que, como já dissemos, será calculada pela fórmula F = q.E. Combinan-
do as duas fórmulas teremos o seguinte resultado:
Essa fórmula também é conhecida como lei de Coulomb e mostra que a
atração ou a repulsão entre duas cargas depende dos seus valores e vai dimi-
nuindo com o quadrado da distância entre elas.
O fato de as cargas elétricas possuirem campo elétricos e de os campos
elétricos provocarem o surgimento de forças é que faz com que ocorra a repulsão
e a atração. Vejamos alguns fenômenos ligados a esse fato.
CAMPOS NOS CIRCUITOS
Pilhas e bat erias produzem corrent e elét rica. Quando você
liga uma lant erna ou um brinquedo a pilha, ele funciona
graças à corrent e elét rica que passa nos seus fios int ernos.
Como essa corrent e é produzida? A corrent e elét rica nada
mais é do que o moviment o de cargas elét ricas em um
mat erial. Nos met ais, há muit os elét rons que podem se
mover livrement e. Um campo elét rico dent ro de um me-
,-
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
1) (Fuvest - 2002) Quatro ímãs iguais em forma de
barra, com as polaridades indicadas, estão apoiados
sobre uma mesa horizontal, como na figura, vistos
de cima. Uma pequena bússola é também colocada
na mesa, no ponto central P, eqüidistante dos ímãs,
indicando a direção e o sentido do campo magnético
dos ímãs em P. Não levando em conta o efeito do
campo magnético terrestre, a figura que melhor re-
presenta a orientação da agulha da bússola é
2) (Unifesp - 2002) Na figura, estão representadas duas pequenas esferas de
mesma massa, m = 0,0048 kg, eletrizadas com cargas de mesmo sinal, repe-
lindo-se, no ar. Elas estão penduradas por fios isolantes muito leves, inexten-
t al faz com que esses elét rons comecem um percurso, produzindo uma corrent e. Assim,
se conseguirmos produzir um campo elét rico cont ínuo dent ro de um met al, produzire-
mos corrent e elét rica. As pilhas e bat erias fazem j ust ament e isso. Por um processo
químico, as bat erias e as pilhas fazem com que cargas posit ivas fiquem acumuladas em
uma região e negat ivas em out ra. Essas regiões são chamadas pólos. Isso cria um campo
elét rico permanent e enquant o a pilha est iver carregada. Ao colocar um fio unindo os
pólos posit ivo e negat ivo da pilha, você t erá uma corrent e elét rica e seu aparelho irá
funcionar.
CAMPOS NOS PROCESSOS DE IMPRESSÃO
Impressoras. Nas impressoras a jat o de t int a usadas na maior part e dos comput adores,
minúsculas got inhas de t int a são carregadas com cargas elét ricas e repelidas por um
campo elét rico em direção ao papel. Nas impressoras laser e nas fot ocopiadoras, uma
t int a em pó chamada t oner é at raída ao papel por um campo elét rico.
CAMPOS NO INTERIOR DA TV
Televisores. A imagem da sua TV é formada pelo impact o de elét rons no vidro. Os
elét rons são empurrados violent ament e cont ra a t ela at ravés do t ubo da TV ut ilizando-se
um fort íssimo campo elét rico. Ao at ingir uma subst ância colocada sob a t ela de vidro os
elét rons provocam a emissão de luz. As lâmpadas fluorescent es e os aparelhos de raios
X seguem um princípio semelhant e. Nas lâmpadas, os elét rons at ingem át omos no
int erior das lâmpadas que produzem raios ult raviolet a. Est es ao at ingir o vidro recobert o
de subst âncias similares aos da t ela da TV, produzem luz. Já os raios X são gerados
quando os elét rons at ingem uma ant eparo de met al. O que muda de um aparelho para
out ro é a energia com que os elét rons são lançados. Essa energia est á ligada à t ensão
elét rica, que est udamos no primeiro capít ulo. Um t elevisor pode t rabalhar com 10.000 V,
o que significa que ele fornece 10.000 J de energia para cada coulomb de carga que o
at ravessa. Podemos resumir isso em uma fórmula simples: E = q.V, ou sej a, a energia é o
produt o da quant idade de carga pela t ensão elét rica.
,o
vísic\
síveis, de mesmo comprimento, L = 0,090 m. Observa-
se que, com o tempo, essas esferas se aproximam e os
fios tendem a tornar-se verticais.
a) O que causa a aproximação dessas esferas? Durante
essa aproximação, os ângulos que os fios formam com
a vertical são sempre iguais ou podem tornar-se dife-
rentes um do outro? Justifique.
b) Suponha que, na situação da figura, o ângulo α é tal que sen α= 0,60;
cos α = 0,80; tg α = 0,75 e as esferas têm cargas iguais. Qual é, nesse caso, a
carga elétrica de cada esfera? (Admitir g = 10 m/s² e k = 9,0.10
9
N.m²/C².)
3) (Unicamp - 2001) Nas impressoras a jato de tinta, os caracteres são feitos a
partir de minúsculas gotas de tinta que são arremessadas contra a folha de
papel. O ponto no qual as gotas atingem o papel é determinado eletrostatica-
mente. As gotas são inicialmente formadas, e depois carregadas eletricamen-
te. Em seguida, elas são lançadas com velocidade constante v em uma região
onde existe um campo elétrico uniforme entre duas pequenas placas metáli-
cas. O campo deflete as gotas conforme a figura abaixo. O controle da trajetó-
ria é feito escolhendo-se convenientemente a carga de cada gota. Considere
uma gota típica com massa m = 1,0 x 10
–10
kg, carga elétrica q = -2,0 x 10
–13
C, velocidade horizontal v = 6,0 m/s atravessando uma região de comprimen-
to L = 8,0 x 10
–3
m onde há um campo elétrico E = 1,5 x 10
6
N/C.
a) Determine a razão FE/FP entre os módulos da força elétrica e da força peso
que atuam sobre a gota de tinta.
b) Calcule a componente vertical da velocidade da gota após atravessar a
região com campo elétrico.
4) (UFMG - 2001) Em um tipo de tubo de raios X, elétrons acelerados por
uma diferença de potencial de 2,0 x 10
4
V atingem um alvo de metal, onde são
violentamente desacelerados. Ao atingir o metal, toda a energia cinética dos
elétrons é transformada em raios X.
1. CALCULE a energia cinética que um elétron adquire ao ser acelerado pela
diferença de potencial.
2. CALCULE o menor comprimento de onda possível para raios X produzi-
dos por esse tubo.
Lei de Gauss do Magneti smo
Essa lei diz que não podemos separar os pólos de um ímã. Se pudéssemos
fazer isso existiria uma espécie diferente de carga: a carga magnética. Mas só
existem cargas elétricas. Duas perguntas então se colocam:
Como não podemos separar os pólos do ímã? Não é só quebrá-lo ao meio?
A resposta é não. Se você quebra um ímã ao meio, cada pedaço passará a ter
,,
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
um pólo norte e um pólo sul. A outra pergunta é a seguinte: se não existem
cargas magnéticas, de onde vêm os campos magnéticos? Essa é uma boa
pergunta: já que os campos elétricos vêm das cargas elétricas, seria razoável
esperar que os campos magnéticos viessem de cargas magnéticas. Mas não é
bem assim. A resposta está na lei de Ampère, que vem a seguir.
Lei de Ampère
Essa lei diz que quando cargas elétricas estão em movimento surgem cam-
pos magnéticos ao seu redor. Esse fato incrível foi descoberto no século XIX
por um professor de física dinamarquês chamado Oersted, que percebeu que
um fio ligado em uma pilha desviava a agulha de uma bússola.
Uma corrente elétrica, portanto, é uma fonte de campo magnético. Isso se
traduz em várias aplicações práticas interessantes.
Se você esticar um fio em linha reta e fizer uma corrente elétrica passar
por ele, o campo magnético será representado por linhas circulares ao redor
do fio, como na figura a seguir.
O sentido do campo será dado pela chamada regra da mão direita. Imagi-
ne-se segurando o fio e fazendo o sinal de “positivo” com o dedão no sentido
da corrente. Os demais dedos indicarão automaticamente o sentido do campo
magnético. Observe a figura:
Lei de Faraday
Essa foi uma descoberta revolucionária. A idéia é simples: um campo
magnético, quando é alterado, produz um campo elétrico. Por exemplo: se
EXPERIMENTE VOCÊ MESMO
Você pode criar um ímã que pode ser ligado e desligado. Se quiser, faça a experiência.
Pegue um prego e enrole um fio encapado em volt a dele dando pelo menos 20 volt as
e deixando sobra nas duas pont as do fio. Desencape apenas as pont as do fio e ligue cada
uma delas a um pólo de uma pilha comum (não use pilhas alcalinas ou irá queimar seu
dedo). Aproxime o prego do alfinet e ou dos clipes e ele os at rairá exat ament e como um
ímã. Solt e os fios e a at ração irá cessar.
Saiba mais
Com os fenômenos liga-
d o s à l ei d e Amp èr e,
mui t as i nvenções pude-
ram ser realizadas, como
o t elégrafo, o t elefone, os
alt o-falant es, as campai-
nhas, as f i t as de grava-
ção magnét ica (como as
fit as de vídeo), os mot o-
res el ét ri cos usados em
i números aparel hos do-
mést icos e em meios de
t ransport e como os t rens
e o met rô.
,8
vísic\
você tem um ímã em sua mão e aproxima-o de um objeto qualquer, o campo
magnético que atua neste objeto estará se alterando e isso provocará o surgimento
de um campo elétrico. Esse fenômeno se chama indução eletromagnética.
Essa foi uma descoberta revolucionária porque possibilitou a obtenção da
eletricidade a partir do movimento. Você movimenta um ímã nas proximida-
des de um metal e surge um campo elétrico, que por sua vez produz uma
corrente elétrica. É assim que funcionam todas as usinas geradoras de eletrici-
dade. Nas usinas hidrelétricas, a água é usada para movimentar enormes ele-
troímãs perto de fios. Isso produz a eletricidade que vem até a nossa casa.
Outras maneiras de produzir movimento, como o calor e o vento, podem ser
usadas, mas o princípio é sempre o mesmo.
Quanto mais rápida for a variação do campo magnético, maior será o campo
elétrico gerado, assim as usinas geradoras de eletricidade devem colocar seus
ímãs para girar muito rapidamente nas proximidades de enrolamentos de fios
enrolados. Quando o pólo sul de um ímã se aproxima do enrolamento, ele
produz corrente no sentido horário; quando o pólo norte se aproxima, a cor-
rente gerada é no sentido anti-horário. Quando o ímã está se afastando o sen-
tido da corrente se inverte. A figura abaixo ajuda a memorizar este fato:
Exercíci os
5) (Fuvest - 1996) A figura I representa
um ímã permanente em forma de barra,
onde N e S indicam, respectivamente, pó-
los norte e sul. Suponha que a barra esteja
dividida em três pedaços, como mostra a
figura II. Colocando lado a lado os dois
pedaços extremos, como indicado na fi-
gura III, é correto afirmar que eles
a) se atrairão, pois A é pólo norte e B é pólo sul
LEI DE MAXWELL
Essa foi a últ ima das leis a serem descobert as, mas foi uma das mais fundament ais. Vimos
que um campo magnét ico, ao se alt erar, produz um campo elét rico. Mas o inverso
t ambém ocorre: um campo elét rico se alt erando t ambém produz um campo magnét i-
co. Isso é incrível, porque se você começa de um campo magnét ico variando e obt iver
um campo elét rico que t ambém varia, esse campo elét rico novo irá produzir um novo
campo magnét ico que, ao variar, produz out ro elét rico e assim por diant e. Isso gera uma
sucessão de campos elét ricos e magnét icos que se propagam pelo espaço e que cha-
mamos de ondas elet romagnét icas. São essas ondas que permit em a t ransmissão de
informações at ravés de ant enas e são a base do funcionament o dos rádios, t elevisores,
t elefones celulares e muit as out ras coisas. Você est udará as ondas elet romagnét icas
com mais det alhes no capít ulo de Física Moderna.
,u
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
b) se atrairão, pois A é pólo sul e B é pólo norte
c) não serão atraídos nem repelidos
d) se repelirão, pois A é pólo norte e B é pólo sul.
e) se repelirão, pois A é pólo sul e B é pólo norte .
6) (Fuvest - 2000) Um ímã é colocado próximo a um arranjo, composto por
um fio longo enrolado em um carretel e ligado a uma pequena lâmpada, con-
forme a figura. O ímã é movimentado para a direita e para a esquerda, de tal
forma que a posição x de seu ponto médio descreve o movimento indicado
pelo gráfico, entre –x
0
e +x
0
. Durante o movimento do ímã, a lâmpada apre-
senta luminosidade variável, acendendo e apagando. Observa-se que a lumi-
nosidade da lâmpada
a) é máxima quando o ímã está mais próximo do carretel (x = +x
0
)
b) é máxima quando o ímã está mais distante do carretel (x = –x
0
)
c) independe da velocidade do ímã e aumenta à medida que ele se aproxima
do carretel
d) independe da velocidade do ímã e aumenta à medida que ele se afasta do
carretel
e) depende da velocidade do ímã e é máxima quando seu ponto médio passa
próximo a x = 0
Está correto apenas o que se afirma em
a) I b) II c) III d) I e III e) II e III
7) (Fuvest - 2000) Apoiado sobre uma mesa, observa-se o trecho de um fio
longo, ligado a uma bateria. Cinco bússolas são colocadas próximas ao fio,
na horizontal, nas seguintes posições: 1 e 5 sobre a mesa; 2, 3 e 4 a alguns
centímetros acima da mesa. As agulhas das bússolas só podem mover-se no
plano horizontal. Quando não há corrente no fio, todas as agulhas das bússo-
las permanecem paralelas ao fio. Se passar corrente no fio, será observada
deflexão, no plano horizontal, das agulhas das bússolas colocadas somente
a) na posição 3
b) nas posições 1 e 5
c) nas posições 2 e 4
d) nas posições 1, 3 e 5
e) nas posições 2, 3 e 4
ao
vísic\
8) (Fuvest - 2001) Duas pequenas esferas, com cargas elétricas iguais, ligadas
por uma barra isolante, são inicialmente colocadas como descrito na situação
I. Em seguida, aproxima-se uma das esferas de P, reduzindo-se à metade sua
distância até esse ponto, ao mesmo tempo em que se duplica a distância entre
a outra esfera e P, como na situação II. O campo elétrico em P, no plano que
contém o centro das duas esferas, possui, nas duas situações indicadas,
a) mesma direção e intensidade.
b) direções diferentes e mesma intensidade.
c) mesma direção e maior intensidade em I.
d) direções diferentes e maior intensidade em I.
e) direções diferentes e maior intensidade em II.
9) (Fuvest - 2001) Um ímã cilíndrico A, com um pequeno orifício ao longo de
seu eixo, pode deslocar-se sem atrito sobre uma fina barra de plástico hori-
zontal. Próximo à barra e fixo verticalmente, encontra-se um longo ímã B,
cujo pólo S encontra-se muito longe e não está representado na figura. Inici-
almente o ímã A está longe do B e move-se com velocidade V, da esquerda
para a direita. Desprezando efeitos dissipativos, o conjunto de todos os gráfi-
cos que podem representar a velocidade V do ímã A, em função da posição x
de seu centro P, é constituído por:
a) II b) I e II c) II e III d) I e III e) I, II e III
10) (Fuvest - 2001) Três fios verticais e
muito longos atravessam uma superfície
plana e horizontal nos vértices de um tri-
ângulo isósceles, como na figura abaixo
desenhada no plano. Por dois deles ( · ),
passa uma mesma corrente que sai do pla-
no do papel e pelo terceiro (X) passa uma
corrente que entra nesse plano. Desprezan-
do-se os efeitos do campo magnético ter-
restre, a direção da agulha de uma bússo-
la, colocada eqüidistante deles, seria me-
lhor representada pela reta
aI
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
a) A A’
b) B B’
c) C C’
d) D D’
e) perpendicular ao plano do papel.
11) (Fuvest - 2002) Três esferas metálicas iguais, A, B e C, estão apoiadas em
suportes isolantes, tendo a esfera A carga elétrica negativa. Próximas a ela, as
esferas B e C estão em contato entre si, sendo que C está ligada à terra por um
fio condutor, como na figura. A partir dessa configuração, o fio é retirado e,
em seguida, a esfera A é levada para muito longe. Finalmente, as esferas B e C
são afastadas uma da outra. Após esses procedimentos, as cargas das três
esferas satisfazem as relações:
a) QA < 0, QB > 0, QC > 0
b) QA < 0, QB = 0, QC = 0
c) QA = 0, QB < 0, QC < 0
d) QA > 0, QB > 0, QC = 0
e) QA > 0, QB < 0, QC > 0
12) (Fuvest - 2004) Pequenas esferas, carregadas com cargas elétricas negati-
vas de mesmo módulo Q, estão dispostas sobre um anel isolante e circular,
como indicado na figura I. Nessa configuração, a intensidade da força elétri-
ca que age sobre uma carga de prova negativa, colocada no centro do anel
(ponto P), é F1. Se forem acrescentadas sobre o anel três outras cargas de
mesmo módulo Q, mas positivas, como na figura II, a intensidade da força
elétrica no ponto P passará a ser:
a) zero b) (1/2)F1 c) (3/4)F1 d) F1 e) 2 F1
13) (Fuvest - 2003) Um feixe de elétrons, todos com mesma velocidade, pe-
netra em uma região do espaço onde há um campo elétrico uniforme entre
duas placas condutoras, planas e paralelas, uma delas carregada positivamen-
te e a outra, negativamente. Durante todo o percurso, na região entre as pla-
cas, os elétrons têm trajetória retilínea, perpendicular ao campo elétrico. Igno-
rando efeitos gravitacionais, esse movimento é possível se entre as placas hou-
ver, além do campo elétrico, também um campo magnético, com intensidade
adequada e:
a) perpendicular ao campo elétrico e à trajetória dos elétrons.
b) paralelo e de sentido oposto ao do campo elétrico.
c) paralelo e de mesmo sentido que o do campo elétrico.
d) paralelo e de sentido oposto ao da velocidade dos elétrons.
e) paralelo e de mesmo sentido que o da velocidade dos elétrons.
14) (Fuvest - 2004) Dois anéis circulares iguais, A e
B, construídos com fio condutor, estão frente a fren-
te. O anel A está ligado a um gerador, que pode lhe
fornecer uma corrente variável. Quando a corrente
i que percorre A varia como no Gráfico I, uma cor-
rente é induzida em B e surge, entre os anéis, uma
a:
vísic\
força repulsiva, (representada como positiva), indicada no Gráfico II.
Considere agora a situação em que o gerador fornece ao anel A uma corrente
como indicada no Gráfico III. Nesse caso, a força entre os anéis pode ser
representada por:
a) b) c) d) e)
15) (Fuvest - 1998) Considere os dois ímãs perma-
nentes mostrados na figura. O externo tem forma
de anel, com quatro polos. O interno, em forma de
cruz, pode girar livremente em torno do eixo O,
fixo e coincidente com o eixo do anel. As polari-
dades N (Norte) e S (Sul) dos polos (de igual inten-
sidade em módulo) estão representadas na figura.
A posição do ímã móvel em relação ao anel é dada
pelo ângulo. Podemos afirmar que o gráfico que
melhor pode representar o valor do torque (mo-
mento de força) total t, que age sobre o ímã móvel,
em função de j, é:
16) (Fuvest - 1998) Três pequenas esferas carregadas com cargas de mesmo
módulo, sendo A positiva e B e C negativas, estão presas nos vértices de um
triângulo equilátero. No instante em que el as são soltas, simultaneamente, a
direção e o sentido de suas acelerações serão melhor representados pelo es-
quema:
a,
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
17) (Fuvest - 1999) Um ímã, em forma de barra, de polaridade N(norte) e
S(sul), é fixado numa mesa horizontal. Um outro ímã semelhante, de polari-
dade desconhecida, indicada por A e T, quando colocado na posição mostra-
da na figura 1, é repelido para a direita. Quebra-se esse ímã ao meio e, utili-
zando as duas metades, fazem-se quatro experiências,
representadas nas figuras I, II, III e IV, em que as meta-
des são colocadas, uma de cada vez, nas proximidades
do ímã fixo.
Indicando por “nada” a ausência de atração ou repulsão da parte testada, os
resultados das quatro experiências são, respectivamente,
a)
b)
c)
d)
e)
18) (UFRJ - 2001) Um ímã permanente cai por ação da gravidade através de
uma espira condutora circular fixa, mantida na posição horizontal, como mostra
a figura. O pólo norte do ímã esta dirigido para baixo e a trajetória do ímã é
vertical e passa pelo centro da espira. Use a lei de Faraday e mostre por meio
de diagramas:
a) o sentido da corrente induzida na espira no momento ilustrado na figura;
b) a direção e o sentido da força resultante exercida sobre o ímã.
JUSTIFIQUE SUAS RESPOSTAS.
I II III IV
repulsão at ração repulsão at ração
repulsão repulsão repulsão repulsão
repulsão repulsão at ração at ração
repulsão nada nada at ração
at ração nada nada repulsão
aa
vísic\
19) (UFMG - 1997) Atrita-se um bastão com lã de modo que ele adquire carga
positiva. Aproxima-se então o bastão de uma esfera metálica com o objetivo
de induzir nela uma separação de cargas. Essa situação é mostrada na figura.
Pode-se então afirmar que o campo elétrico no interior da esfera é
a) diferente de zero, horizontal, com sentido da direita para a esquerda.
b) diferente de zero, horizontal, com sentido da esquerda para a direita.
c) nulo apenas no centro.
d) nulo em todos os lugares.
20) (UFMG - 1997) A figura mostra, esquematicamente, as partes principais
de uma impressora a jato de tinta. Durante o processo de impressão, um cam-
po elétrico é aplicado nas placas defletoras de modo a desviar as gotas
eletrizadas.
Dessa maneira as gotas incidem exatamente no lugar programado da folha de
papel onde se formará, por exemplo, parte de uma letra. Considere que as
gotas são eletrizadas negativamente. Para que elas atinjam o ponto P da figu-
ra, o vetor campo elétrico entre as placas defletoras é melhor representado
por:
a-
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
21) (UFMG - 1997) Duas esferas metálicas de diâmetros diferentes, apoiadas
em bases isolantes, estão inicialmente em contato. Aproxima-se delas, sem
tocá-las, um bastão carregado positivamente, como mostra a figura. Com o
bastão ainda próximo das esferas, a esfera B é afastada da esfera A.
Considerando a situação final, responda às questões abaixo.
1 - CITE os sinais das cargas que as esferas A e B irão adquirir. JUSTIFIQUE
sua resposta.
2 - COMPARE o módulo das cargas das esferas. JUSTIFIQUE sua resposta.
22) (UFMG - 1997) Uma pessoa gira uma espira metálica, com velocidade
angular constante, na presença de um campo magnético, como mostra a figu-
ra. A espira tem resistência elétrica R e seu movimento é sem atrito.
1 - EXPLIQUE por que, nessa situação, aparece
uma corrente elétrica na espira.
2 - Em um determinado momento, a pessoa pára
de atuar sobre a espira.
RESPONDA se, após esse momento, a velocida-
de angular da espira aumenta, diminui ou per-
manece constante. JUSTIFIQUE sua resposta.
23) Aproximando-se uma barra eletrizada de duas esfe-
ras condutoras, inicialmente descarregadas e encosta-
das uma na outra, observa-se a distribuição de cargas
esquematizada na figura ao lado.
Em seguida, sem tirar do lugar a barra eletrizada, afasta-se um pouco uma
esfera da outra. Finalmente, sem mexer mais nas esferas, remove-se a barra,
levando-a para muito longe das esferas. Nessa situação final, a figura que
melhor representa a distribuição de cargas nas duas esferas é:
ao
vísic\
24) Quatro cargas pontuais estão colocadas nos vértices de um quadrado. As
duas cargas +q e -q têm mesmo valor absoluto e as outras duas, q
1
e q
2
, são
desconhecidas. Afim de determinar a natureza destas cargas, coloca-se uma
carga de prova positiva no centro do quadrado e verifica-se que a força sobre
ela é * mostrada na figura. Podemos afirmar que
a) q
1
> q
2
> 0
b) q
2
> q
1
>0
c) q
1
+ q
2
> 0
d) q
1
+ q
2
< 0
e) q
1
= q
2
> 0
Respost as dos exercícios
UNIDADE 1
1 - D
2 - B
3 - E
4 - a) 0,5 A
b) 240 Ω
5 - a) 1,5 X 10
2

b) 1,25 X 10
4

6 (Fuvest) - 30 Ω
7 (Fatec) - A
8 (PUC) - E
9 - 3,3 Ω
10 (Fuvest) - C
11 (Fuvest)
a) i = 0,2 A
b) 15 lâmpadas
12 (PUC) -
Os resistores de 160 (devem ser inse-
ridos emparalelo, oferecendo uma re-
sistência de 80 Ω que associada em
série com a lâmpada de 24 Ω resulta
em uma equivalente de 104 Ω. A ten-
são da fonte (26V) no circuito assim
constituído faz passar uma corrente de
0,25 A que é a ideal para o funciona-
mento da lâmpada.
13 - B
14 (Fatec) - D
15 (Fatec) - D
16 (Fatec) - E
17 (Fatec) - C
18 (Fatec) - D
UNIDADE 2
1 (Fuvest) - A
2 (Unifesp) -
a) As cargas acumuladas nas esferas
têm a tendência de ser neutralizadas
pelo contato com o ar. A tendência na-
tural é a de os ângulos continuarem
iguais pois as forças gravitacionais
(pesos) e interação com a /terra não
se alteram e as elétricas constituem
um par de ação e reação, tendo, por-
tanto, a mesma intensidade.
b) 2,16 x 10
-7
C
3 (Unicamp) -
a) 3 x 10
2
b)V
x
= 6,0 m/s
V
y
= 4,0 m/s
4 (UFMG) -
a) E = 3,2 . 10
-15
J
b) 6,2. 10
-11
m
5 (Fuvest) - E
6 (Fuvest 2000) - E
7 (Fuvest 2000) - E
8 (Fuvest 2001) - B
a,
xóuuio iv - viv1viciu\uv v x\cxv1isxo
9 (Fuvest 2001) - D
10 (Fuvest-01) - A
11 (Fuvest-02) - A
12 (Fuvest-04) - E
13 (Fuvest-03) - A
14 (Fuvest-04) - C
15 (Fuvest-98) - E
16 (Fuvest-98) - B
17 (Fuvest-99) - A
18 (UFRJ-01) -
a) A oposição a uma aproximação se
dá por meio de uma repulsão, o que
leva a uma polaridade induzida no
centro da espira com o norte para
cima, indicado pelo polegar da mão
direita. Com isto, o sentido da corrente
induzida é o anti-horário para quem
olha de cima.
b) F
res
= P – Fm
19 (UFMG-97) - D
20 (UFMG-97) - B
21 (UFMG-97) -
1- Por indução A adquire cargas ne-
gativas e B positivas.
2- As cargas serão iguais, pois são
advindas de um sistema inicialmente
neutro. A densidade superficial des-
tas cargas é que será diferente pois B
possui área maior que A.
22 (UFMG-97)
a) Ocorre indução eletromagnética.
b) Depende da posição em que a for-
ça deixar de atuar.
23 - A
24 - D
Bibliografias
ALVARENGA, Beatriz; MÁXIMO, Antônio. Curso de Física. Vol. 3, 5. ed.,
São Paulo: Scipione, 2000.
BONJORNO, CLINTON. Física História e Cotidiano. Vol. 3, FTD.
Ciência Hoje na Escola. Eletricidade. Vol. 12, São Paulo: Global, 2001,
SBPC.
GASPAR, Alberto. Física-Eletromagnetismo e Física Moderna. Vol.3, 1. ed.,
São Paulo: Ática, 2001.
GONÇALVES FILHO, Aurélio; TOSCANO, Carlos. Física para o ensino
médio. São Paulo: Scipione, 2002. (Série Parâmetros).
GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física). MENEZES, Luís
Carlos de; HOSOUME, Yassuko; ZANETIC, João. (Coord.). Física 3 –
eletromagnetismo. 3. ed. São Paulo: Edusp, 1998.
PEC (programa de eduacação continuada). PEB II – Física, Módulo 2. São
Paulo, 2003. Aperfeiçoamento de professores.
SITES
www.feiradeciencias.com.br
www.fisicanet.terra.com.br
www.if.usp.br/gref
a8
vísic\
Sobre os aut ores
Lui s Paul o Pi assi
Aluno de doutoramento na Faculdade de Educação da USP, bacharel e li-
cenciado em Física e mestre em ensino de ciências pelo Instituto de Física da
USP e pela Faculdade de Educação da USP. Trabalhou por oito anos no Grupo
de Reelaboração do Ensino de Física (GREF), onde ministrou diversos cursos
de aperfeiçoamento para professores de ensino fundamental e médio. Junto ao
GREF produziu diversos textos e materiais didáticos voltados ao ensino mé-
dio. Atuou no Programa de Educação Continuada do Governo do Estado de
São Paulo e em cursos do programa Prociencias. É professor de física, astro-
nomia e tecnologia no ensino fundamental e médio no Colégio Waldorf Micael
de São Paulo. Criou e administra a página da internet Scite – recursos de
ensino de ciências (www.scite.pro.br) e desenvolve software educacional para
o ensino de ciências. É colaborador da Experimentoteca-Ludoteca do IF-USP.
Maxwel l Roger da P. Si quei ra
Licenciado em Física pela Universidade Federal de Juiz de Fora – MG
(UFJF). Lenciona desde 1997 na rede pública e Minas Gerais e atualmente é
docente da rede particular de São Paulo. Mestrando na área de ensino de Ci-
ências, no Instituto de Física da USP. Participa também de projetos e pesquisas
vinculados ao laborátorio de pesquisa em Ensino de Física da Faculdade de
Educação da USP.
Mauríci o Pi etrocol a
Licenciado em Física pela USP, mestre em ensino de ciências (modalidade
Física) pela mesma Universidade e doutor em História e Epistemologia das
Ciências da Universidade de Paris 7 – Denis Diderot. Foi professor secundário
de Física e professor do Departamento de Física da UFSC. Secretário de Ensi-
no da Sociedade Brasileira de Física nas gestões 1999-2001 e 2001-2003.
Membro dos conselhos editorias do Caderno Brasileiro de Ensino de Física e
da Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência. É co-autor de li-
vros paradidáticos de Física, da coleção Física, um outro olhar, da editora
FTD. É atualmente professor doutor da Faculdade de Educação da USP.

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador: Geraldo Alckmin Secretaria de Estado da Educação de São Paulo Secretário: Gabriel Benedito Issac Chalita Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas – CENP Coordenadora: Sonia Maria Silva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Reitor: Adolpho José Melfi Pró-Reitora de Graduação Sonia Teresinha de Sousa Penin Pró-Reitor de Cultura e Extensão Universitária Adilson Avansi Abreu FUNDAÇÃO DE APOIO À FACULDADE DE EDUCAÇÃO – FAFE Presidente do Conselho Curador: Selma Garrido Pimenta Diretoria Administrativa: Anna Maria Pessoa de Carvalho Diretoria Financeira: Sílvia Luzia Frateschi Trivelato PROGRAMA PRÓ-UNIVERSITÁRIO Coordenadora Geral: Eleny Mitrulis Vice-coordenadora Geral: Sonia Maria Vanzella Castellar Coordenadora Pedagógica: Helena Coharik Chamlian Coordenadores de Área Biologia: Paulo Takeo Sano – Lyria Mori Física: Maurício Pietrocola – Nobuko Ueta Geografia: Sonia Maria Vanzella Castellar – Elvio Rodrigues Martins História: Kátia Maria Abud – Raquel Glezer Língua Inglesa: Anna Maria Carmagnani – Walkyria Monte Mór Língua Portuguesa: Maria Lúcia Victório de Oliveira Andrade – Neide Luzia de Rezende – Valdir Heitor Barzotto Matemática: Antônio Carlos Brolezzi – Elvia Mureb Sallum – Martha S. Monteiro Química: Maria Eunice Ribeiro Marcondes – Marcelo Giordan Produção Editorial Dreampix Comunicação Revisão, diagramação, capa e projeto gráfico: André Jun Nishizawa, Eduardo Higa Sokei, José Muniz Jr. Mariana Pimenta Coan, Mario Guimarães Mucida e Wagner Shimabukuro

Cartas ao Aluno

assim como outras universidades públicas. Com muita alegria. Enfrente com garra esse programa. Em nome da comunidade USP. Espera-se. desejo-lhe. meu caro aluno. Para enfrentar tal concorrência. orientada por objetivos educacionais. até os exames em novembro. Os monitores e os professores da USP. fazem cursinhos preparatórios.Carta da Pró-Reitoria de Graduação Caro aluno. a Universidade de São Paulo. disposição e vigor para o presente desafio. estão se dedicando muito para ajudá-lo nessa travessia. a USP. em parceria com os professores de sua escola. também. participa dessa parceria com a Secretaria de Estado da Educação. o auxilie a perceber com clareza o desenvolvimento pessoal que adquiriu ao longo da educação básica. muitos alunos do ensino médio. Ingressar numa universidade de reconhecida qualidade e gratuita é o desejo de tantos jovens como você. exigirão de sua parte muita disciplina e estudo diário. Sonia Teresinha de Sousa Penin. O presente programa oferece a você a possibilidade de se preparar para enfrentar com melhores condições um vestibular. retomando aspectos fundamentais da programação do ensino médio. por meio de seus estudantes e de seus professores. que essa revisão. oferecendo a você o que temos de melhor: conhecimento. Os próximos meses. Conhecimento é a chave para o desenvolvimento das pessoas e das nações e freqüentar o ensino superior é a maneira mais efetiva de ampliar conhecimentos de forma sistemática e de se preparar para uma profissão. possui um vestibular tão concorrido. Pró-Reitora de Graduação. Por isso. inclusive os que estudam em escolas particulares de reconhecida qualidade. em geral de alto custo e inacessíveis à maioria dos alunos da escola pública. Tomar posse da própria formação certamente lhe dará a segurança necessária para enfrentar qualquer situação de vida e de trabalho. .

.

a Secretaria de Estado da Educação assumiu. contribuir para o aperfeiçoamento de seu currículo. num contexto aparentemente contraditório. comprova a qualidade dos estudos públicos oferecidos —. e com o objetivo de assegurar a esses alunos o patamar de formação básica necessário ao restabelecimento da igualdade de direitos demandados pela continuidade de estudos em nível superior. no momento de ingressar nas universidades públicas. no caso da estadual paulista.000 vagas para alunos matriculados na terceira série do curso regular do ensino médio. Com a efetiva expansão e a crescente melhoria do ensino médio estadual. rico e diversificado em subsídios. de outro mostra quão desiguais têm sido as condições apresentadas pelos alunos ao concluírem a última etapa da educação básica. vêm se inserindo. os desafios vivenciados por todos os jovens matriculados nas escolas da rede estadual de ensino. a participar do exame seletivo de ingresso no ensino público superior. indubitavelmente. aluno da escola pública. Se de um lado nota-se um gradual aumento no percentual dos jovens aprovados nos exames vestibulares da Fuvest — o que. Prof. como espera se constituir em um efetivo canal interativo entre a escola de ensino médio e a universidade.Carta da Secretaria de Estado da Educação Caro aluno. organização e formação de docentes. em 2004. o compromisso de abrir. O Programa não só quer encorajar você. no programa denominado Pró-Universitário. ao longo dos anos. Diante dessa realidade. É uma proposta de trabalho que busca ampliar e diversificar as oportunidades de aprendizagem de novos conhecimentos e conteúdos de modo a instrumentalizar o aluno para uma efetiva inserção no mundo acadêmico. essa parceria poderá. 5. Num processo de contribuições mútuas. Tal proposta pedagógica buscará contemplar as diferentes disciplinas do currículo do ensino médio mediante material didático especialmente construído para esse fim. Sonia Maria Silva Coordenadora da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas .

.

cada qual tratando de um tema pertencente às seguintes áreas da Física: Luz e Som. históricos e suas relações com a tecnologia e sociedade. de forma a ser capaz entendê-lo através de suas teorias. acaba-se acreditando que o conhecimento físico está distante do cotidiano das pessoas. A Física pode ser interessante e prazerosa quando se consegue utilizar seus conceitos para estabelecer uma nova relação com a realidade. Eletromagnetismo. algumas visíveis e outras não. o que pretendemos neste curso de Física é despertar em vocês a sensibilidade para re-visitar o mundo com um “olhar” físico.Apresentação da área A Física é tida pelos estudantes como uma área de conhecimento de difícil entendimento. Energia e Física Moderna. Serão seis módulos. O Sol é na verdade uma grande fonte de emissão de radiação eletromagnética de diferentes freqüências. os quais conhecemos e a partir deles produzimos energia mecânica necessária para nos locomovermos. Nossos veículos automotores são máquinas térmicas que funcionam em ciclos. Calor. Bom estudo para todos! A coordenação . Mecânica. se olharmos para o mundo que nos cerca com um pouco de cuidado. Esses módulos abordarão os conteúdos físicos. tratando aspectos teóricos. Por exigir nível de raciocínio elevado e grande poder de abstração para entender seus conceitos. sendo que muitas delas podem fazer mal à nossa saúde. é possível perceber que a Física está muito perto: a imagem no tubo de televisão só existe porque a tecnologia moderna é capaz de lidar com elétrons e ondas eletromagnéticas. No entanto. experimentais. Assim.

.

a internet. . Como imaginar um mundo sem esses aparelhos. o DVD. o chuveiro. Basta pensar como seria sua vida sem o aparelho de celular. o rádio e o telefone. Nele. a TV. o computador. uma pessoa escuta a minha voz a quilômetros de distância? Ou como o chuveiro esquenta a água do banho que tomo todos os dias? A resposta para essas questões irá motivar a discussão desse módulo. vamos tentar explicar de forma simples e prática os fenômenos eletromagnéticos para assim poderemos ter uma visão melhor dos objetos ao nosso redor que fazem parte de nosso cotidiano.Apresentação do módulo É incontestável o fato de que os fenômenos eletromagnéticos são necessários em nosso dia-a-dia. a geladeira. o vídeocassete. em um aparelho de celular ou um telefone fixo. Como a energia elétrica chega até nossas casas? Como. que nos trazem tanto conforto e praticidade? Apesar disso. não nos questionamos sobre como todas essas máquinas funcionam. o microondas.

.

Tanto para a TV como para o rádio temos o mesmo esquema: a tomada liga a TV ou o rádio à fonte de energia e o botão liga/desliga faz com que o circuito se feche ou se abra. entre outros. que pode ser uma pilha. temos um circuito aberto. podemos concluir que em um circuito elétrico simples sempre temos uma fonte de energia elétrica. a batedeira. calculadora. Elaboradores Luis Paulo Piassi Maxwell Roger da P . o liquidificador. No caso do walkman. aparelhos como chuveiro. Esses são os componentes que formam um circuito elétrico. que conecta as pilhas ao motor que gira a fita para leitura da música. que tem a função de ligar e desligar o aparelho. Desta forma. temos um interruptor. utilizamos diversos aparelhos elétricos como o chuveiro. O que faz um aparelho ser diferente do outro é o modo como ele converte (transforma) a energia elétrica em outra forma de energia. o ferro de passar roupas. uma bateria ou uma tomada. ferro de passar e torradeira transformam a energia elétrica que recebem da fonte em energia térmica (aqueci- . perceberá que aparelhos como TV. o rádio. fios ou placas de ligação e um interruptor para abrir e fechar (liga/desliga) o circuito. Quando o walkman está funcionando (ligado).Unidade 1 Circuitos elétricos e instalações Organizadores Maurício Pietrocola O QUE SÃO CIRCUITOS ELÉTRICOS? Nobuko Ueta Se você observar em sua residência. estabelecendo uma corrente elétrica. walkman e outros. um aparelho elétrico. pois forma um caminho por onde a energia elétrica pode “fluir”. No caso do aparelho se apresentar desligado. Por exemplo. dizemos que o circuito está fechado. geladeira. só funcionam enquanto estão sendo conectados a uma fonte de energia elétrica. a TV. Siqueira Maurício Pietrocola Figura representando um circuito FECHADO Figura representando um circuito ABERTO O QUE DIFERENCIA UM APARELHO ELÉTRICO DE OUTRO? TODOS OS APARELHOS SÃO IGUAIS? Todos os dias. e uma placa com molas (conexões metálicas). rádio. o telefone.

deverá ser alimentada com uma tensão de 127 V. ferro de passar e rádio. a tensão que vem indicada nele deve ser respeitada. portanto. temos a seguinte relação: 1 kWh = 3. inventor da pilha. uma lâmpada de 127 V/60 W. A potência mede a quantidade de energia elétrica transformada pelo aparelho elétrico por unidade de tempo. A unidade da tensão é o volt (V). Não se esqueça: para medir o consumo do aparelho você deve pegar sua potência e multiplicar pelo tempo (em horas) que ele permanece em funcionamento. Assim.6 x 106 J É por esse motivo que aparelhos como chuveiro. Bom trabalho! Desta forma. estamos querendo saber a quantidade de energia elétrica que o aparelho transforma em outras formas de energia. Por fim. Por exemplo. produzem outros tipos de energia. que possuem potências elevadas. Isso está ligado diretamente ao tempo em que o aparelho permanece ligado e à característica denominada potência. do liquidificador. torradeira. a sonora. É comum ouvirmos também o termo voltagem. tendo assim funções diferentes dos resistivos. [W] [J] Como a quantidade de energia elétrica consumida em nossas residências é muito grande. secador de cabelo. Veja qual irá consumir mais. Para isso. maior será a “capacidade” dele em transformar energia elétrica a cada segundo. que equivale a tensão. 2003 MEDIR A ENERGIA ELÉTRICA CONSUMIDA PELO APARELHO? Quando fazemos essa pergunta. para que possa funcionar corretamente. faça uma classificação dos aparelhos pelo consumo de energia elétrica. A lâmpada é. Para que o aparelho funcione bem. o termo tensão é mais adequado. Em muitas situações podemos usar tensão e ddp de forma indiscriminada. apesar de também haver transformação em energia luminosa. além de receptor. Caso essa tensão  . Mas não é somente a potência que caracteriza um aparelho elétrico. p. esses aparelhos são chamados resistivos. pois ele é constituído por fios e conectores. existe também a tensão elétrica ou voltagem (U). como a energia mecânica (rotação do motor).14. temos uma transformação de 4 400 Joules (J) de energia elétrica a cada segundo (s) UNIDADE DE MEDIDA A potência é dada em Watt (W). Assim. criado em homenagem ao cientista italiano Alessandro Volta. Fonte: PEC. ferro de passar. geladeira. Por isso. Depois faça essas comparações com os outros aparelhos elétricos como TV. responsável pelo aquecimento. mento).Módulo2. do rádio e de outros aparelhos que. a ddp (diferença de potencial). Todo receptor elétrico acaba sendo também resistivo. Por isso são denominados receptores. também é considerada também um aparelho resistivo. é comum medi-la em quilowatt-hora (kWh) e não em Joule (J). Tensão elétrica: a tensão elétrica está associada a outro conceito físico. a luminosa. além de aquecerem. para um chuveiro de 4 400 Watts (W). Para representar os aparelhos resistivos utilizamos o símbolo ao lado para o resistor: Representação do resistor No caso da TV. muitas vezes consomem a maior parte da energia elétrica de uma residência. Na lâmpada incandescente a maior parte da energia elétrica é transformada em energia térmica. quanto maior a potência de um aparelho. esses aparelhos possuem um elemento (componente) chamado resistor. da batedeira. na eletricidade residencial. que geralmente é fornecida pelo fabricante. que é definida como: COMO Atividade Compare o consumo de energia do chuveiro de sua casa com o consumo das lâmpadas durante um dia.

podendo até não acender.  . Assim. como 220 V.  . quilômetro. Por esse motivo. Essa unidade é a medida da quantidade de energia elétrica utilizada pelas casas porque a potência dos aparelhos é medida em watts e o tempo de funcionamento em horas. O quilo é o mesmo do quilograma. Assim. lembre-se que o produto da potência (watt) pelo tempo (hora) resulta em energia (watt-hora). É interessante analisarmos e decifrarmos um pouco isso. por outro lado. a lâmpada irá queimar. as fontes tenham suas tensões muito bem especificadas para que assim possamos ligar os parelhos em fontes corretas. ela irá iluminar (brilhar) pouco. se for menor. mas algumas companhias de energia adotam valores diferenciados para algumas faixas de consumo. as contas de luz são difíceis de entender. para saber o valor médio de cada kWh. Já watt-hora representa a medida de energia elétrica. Embora possa parecer estranho que watt-hora seja uma unidade de energia. A quantidade de energia que você utiliza em casa depende de dois fatores básicos: a potência dos aparelhos e o tempo de funcionamento. Os dois fatores.   seja maior. 1 kWh é igual a 1 000 watts-hora. basta pegar o valor a ser pago e dividir pelo consumo do mês. O valor pago por cada kWh normalmente vem descrito na conta. O consumo representa a quantidade de energia consumida ou utilizada por sua residência no período de um mês. é importante que. O valor indicado na conta como consumo de energia elétrica representa a soma do produto da potência de cada aparelho elétrico pelo tempo de funcionamento entre uma medida e outra. são igualmente importantes quando se pensa no custo a pagar pela energia elétrica utilizada. ao contrário do que se imagina. e significa 1 000 vezes. Ela é medida em kWh (quilowatt-hora). além do aparelho. ENTENDENDO A CONTA DE ENERGIA Muitas vezes. médias mensais e siglas diferentes. Nelas aparecem valores medidos. Um aparelho de baixa potência mas que funcione durante muito tempo pode gastar tanto ou mais energia que um aparelho de maior potência que funciona durante pouco tempo. como o kWh. e então você terá esse valor. como 12 V.

13. como é o caso dos aparelhos que temos em casa. o fio se aquece e se funde. Corrente elétrica: é a quantificação do fluxo ordenado de cargas elétricas. que se funde quando a corrente ultrapassa 30 A. por seus estudos relacionados à área. abrindo o circuito e deixando de funcionar. Assim. p. mas transformam quantidades de energia diferentes. em homenagem ao cientista francês André Marie Ampère (17751836). batizado de ampère (A). observa-se que o disco executa uma volta a cada 40 segundos. que pode girar. Ela é simbolizada pela letra i e seu valor é obtido pela proporção entre a quantidade de carga efetiva deslocada e o tempo gasto para que isso ocorra: Exercícios 1) (Fuvest) No medidor de energia elétrica usado na medição do consumo de residências. em uma residência. simultaneamente. as potências dissipadas pelos seus diversos equipamentos.6 watt-hora é definida como aquela que um equipamento de 3.6W consumiria se permanecesse ligado durante 1 hora) a) 36 W b) 90 W c) 144 W d) 324 W e) 1000 W i= ∆Q ∆t A unidade resultante dessa proporção é o Coulomb/segundo.6 watthora. A corrente elétrica serve para diferenciar os aparelhos que possuem potências diferentes mas que são ligados à mesma tensão. em geral. interrompendo o circuito. a uma lâmpada de 150 W. A potência máxima de um ferro de passar roupa que pode ser ligado. Nesse caso. podemos determinar a potência como: [A] Saiba mais Fusível e Disjuntor Fusível é um dispositivo de segurança usado em circuitos elétricos. está esquematizado adiante. é aproximadamente de a) b) c) d) e) 1100 1500 1650 2250 2500 W W W W W 3) (Fuvest) No circuito elétrico residencial esquematizado a seguir. de barras bimetálicas. interrompendo a passagem da corrente. Sem ele a sobrecarga no circuito pode danificar os aparelhos. há um disco. Seu funcionamento é baseado na passagem da corrente elétrica por um fio de baixo ponto de fusão. Cada rotação completa do disco corresponde a um consumo de energia elétrica de 3. que são protetores de rede elétrica feitos. que é praticamente a mesma fornecida pela fonte. estão indicadas. Nesse caso. Nesse caso. Fonte: PEC – Módulo 2. O valor máximo da corrente suportada pelo disjuntor ou fusível é sempre menor do que o valor da corrente máxima suportada pelos fios da instalação ou circuito elétrico. Exercícios 2) (Fuvest) Um circuito doméstico simples. quando esta ultrapassa o valor estabelecido. Que outros aparelhos podem estar ligados ao mesmo tempo que o chuveiro elétrico sem “queimar” o fusível?  . Todos eles são ligados na mesma tensão (110 V). ele deve ser substituído depois que o defeito for reparado. a potência do aparelho é denominada potência dissipada. apenas um equipamento ligado. visível externamente. a potência “consumida” por esse equipamento é de. Em residências é muito comum o uso de disjuntores. aproximadamente: (A quantidade de energia elétrica de 3. essa transformação é feita no resistor o qual é percorrido por uma corrente elétrica i. em watts. Quando a corrente excede o valor estabelecido. que se dilatam. sem que o fusível interrompa o circuito. ligado à rede de 110 V e protegido por um fusível F de 15 A. PORQUE O BRILHO DA LÂMPADA SE MODIFICA QUANDO MODIFICAMOS A TENSÃO? Vimos que a potência elétrica mede a quantidade de energia elétrica transformada pelo aparelho a cada segundo e que essa transformação só é feita quando o circuito estiver fechado. Mantendo-se. Nos aparelhos resistivos. O circuito está protegido por um fusível F. 2003.

a regulagem aumenta ou diminui o comprimento do fio enrolado.). podemos concluir que tanto a variação da tensão elétrica (U) como a variação da resistência elétrica (R) podem alterar a intensidade da corrente elétrica (i). 2003.  . Geladeira. A tabela a seguir apresenta a resistividade de ρ alguns materiais. lâmpada e TV. você muda de posição uma chave do chuveiro. Essa relação é chamada Curva característica de uma resistência 1ª Lei de Ohm. mas pode ser alterada modificando-se uma das características mencionadas acima. OS APARELHOS RESISTIVOS PODEM TER DIFERENTES CORRENTES ? No inverno. você diminui a resistência elétrica. temos também a influência do material que constitui o fio. É ela que limita a passagem da corrente elétrica no circuito. A resistência elétrica é dada pela razão entre a tensão aplicada no aparelho e a intensidade da corrente elétrica percorrida no circuito. núcleos atômicos etc. é denominada resistência elétrica (R). a intensidade da corrente é diretamente proporcional a tensão.  . Mas por que isso acontece? Ao mudar a chave para a posição “inverno”. Fonte: PEC. Para alguns resistores podemos traçar um gráfico da tensão em função da corrente (U x i). o qual é percorrido pela corrente elétrica. essa caracterísitica é traduzida pela grandeza denominada resistividade (ρ). ôhmica COMO Resistência elétrica: está associada à dificuldade que as cargas elétricas encontram para se deslocar no interior dos condutores devido aos sucessivos choques entre os elétrons de condução (responsáveis pelo fluxo de cargas) com as demais cargas elétricas presentes nas substâncias (elétrons fixos. para se obter um aquecimento maior da água. Quando isso ocorre. que depende do tipo de material utilizado no fio. dizemos que se trata de uma resistência ôhmica. Notaremos que os pontos estão praticamente alinhados. p. A resistência elétrica é medida em ohm (Ω ). Lâmpada e TV. Isso quer dizer que quanto maior a área da secção transversal (A) menor será a resistência.Módulo2. Pelo que dissemos anteriormente.14. Essa limitação. é o aumento da corrente elétrica o responsável pelo maior aquecimento. o que resulta numa resistência constante para determinado intervalo de tensão. No caso do chuveiro. Nesse caso. Além desses dois fatores. a resistência elétrica dos aparelhos é constante. Um fio grosso oferece menor resistência a passagem de corrente elétrica do que um fio mais fino. Normalmente. em homenaΩ gem ao cientista alemão Georg Simon Ohm. Existem materiais que oferecem maior resistência a passagem da corrente elétrica do que outros.   a) b) c) d) e) Geladeira. Assim. das dimensões (espessura e comprimento) e da temperatura. Geladeira e lâmpada. [Ω] Pode-se alterar a resistência mudando a espessura do fio. Geladeira e TV.

Entretanto. p. a região do corpo que é atravessada pela corrente.entre 20 mA e 100 mA: causam.4 x 10-8 cobre 1. se ela for conectada a uma fonte de 120 V.superiores a 200 mA: não causam fibrilação.7 x 10-8 ouro 2. b) a resistência elétrica R apresentada pela Lâmpada. supondo que ela esteja funcionando de acordo com as especificações.entre 1 mA e 10 mA: provoca apenas sensação de formigamento.entre 10 mA e 20 mA: já causa sensação dolorosa. 100 000 W para a pele seca e cerca de 1 000 W para a pele molhada. Essa expressão é denominada 2a Lei de Ohm (a resistência elétrica é dada pelo produto da resistividade pelo comprimento do fio.0 x 1015 vidro 1. por exemplo. Determine: a) a corrente elétrica I que deverá circular pela lâmpada.0 x 1012 Níquel-cromo 1. muito pequenas e os choques produzidos não apresentam. . Por exemplo. normalmente. grandes dificuldades respiratórias.0 x 10-7 tungstênio 5. . Curso de Física. as cargas elétricas envolvidas são.superiores a 100 mA: são extremamente perigosas. ρ(Ω×m) Ω Material R=ρ ρΩ borracha 1. Vários efeitos do choque podem ser observados. como provavelmente é de seu conhecimento. dependendo da resistência do corpo humano. O valor dessa resistência pode variar entre.3.7 x 10-8 prata 1. Por outro lado. . a voltagem não é determinante nesse fenômeno. dividido por sua área da secção transversal). embora ocorram voltagens muito elevadas. é causado por uma corrente elétrica que passa através do corpo humano ou de um animal qualquer. aproximadamente. V.6 x 10-8 [Ω] Exercícios 4) (Unesp) Uma lâmpada incandescente (de filamento) apresenta em seu rótulo as seguintes especificações: 60 W e 120 V. CHOQUE ELÉTRICO E SUAS CONSEQÜÊNCIAS O choque elétrico.  . em geral. em situações de eletricidade estática. Fonte: ALVARENGA & MÁXIMO. voltagens relativamente pequenas podem causar graves danos. dependendo de fatores como.1 x 10-6 chumbo 2. se uma pessoa com a pele seca tocar os dois pólos de uma tomada de 120 V. .1 x 10-7 ferro 1. seu corpo será atravessado por uma corrente bem menor do que com a pele molhada.6 x 10-8 alumínio 2. 135. podendo causar a morte da pessoa por provocar contrações rápidas e irregulares do coração (fibrilação cardíaca). em geral. nenhum risco. porém dão origem a graves queimaduras e conduzem á parada cardíaca. Assim. Entretanto. Estudos cuidadosos desse fenômeno permitiram chegar aos seguintes valores: . a intensidade da corrente é o fator mais relevante nas sensações e conseqüências do choque.

Se colocarmos um ebulidor em um recipiente contendo uma certa massa de água m de calor específico c. L é o comprimento do cilindro e A é a área da sua secção transversal.  .  . considerando-o como um cilindro com três diâmetros atômicos de comprimento. logo. todo calor (em Joule) recebido pela água foi cedido pelo ebulidor. na Física tradicional.1V nas extremidades desse fio microscópico. pode ser calculada das seguintes formas: P = U. Seria esta a última fronteira? A imagem a seguir mostra dois pedaços microscópicos de ouro (manchas escuras) conectados por um fio formado somente por três átomos de ouro.i P = R. Considerando o sistema isolado e que toda a energia elétrica transformada em energia térmica (calor) serviu para aquecer a água. Lembre-se que. Determine o valor experimental da resistência do fio. pela conservação de energia. mede-se uma corrente de 8. temos: mc∆T = P∆t Ou seja. A potência dissipada no efeito Joule. PODEMOS MEDIR A TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA EM UM RESISTOR? Vimos que em um circuito que possui um resistor. localizado em Campinas. onde ρ é a resistividade. do pão na torradeira e outros aparelhos que são utilizados para aquecimento.2. Hoje podemos imaginar componentes formados por apenas alguns átomos. a) Calcule a resistência R desse fio microscópico. quando se estabelece uma corrente elétrica a energia elétrica é transformada em energia térmica (energia dissipada). Essa transformação é denominada efeito Joule. i2 P= COMO A maneira que será calculada dependerá das informações e dos dados disponíveis.0×10-10 m e aproxime π = 3. demonstra que é possível atingir essa fronteira. Esta imagem.6×10-8 Ωm. do ar no secador de cabelo. depois de um certo tempo haverá uma variação de temperatura ∆T. obtida recentemente em um microscópio eletrônico por pesquisadores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. a resistência de um cilindro é dada por R = ρ(L/A). b) Quando se aplica uma diferença de potencial de 0. Esse efeito pode ser visto no aquecimento da água no chuveiro.0×10-6 A. Considere a resistividade do ouro ρ =1. o raio de um átomo de ouro 2. A discrepância entre esse valor e aquele determinado anteriormente deve-se ao fato de que as leis da Física do mundo macroscópico precisam ser modificadas para descrever corretamente objetos de dimensão atômica.   5) (Unicamp) O tamanho dos componentes eletrônicos vem diminuindo de forma impressionante.

as outras se apagam. nada acontece com as outras. quando uma lâmpada queima ou é retirada em uma residência. ou seja. o caminho é interrompido. quem tiver maior resistência terá maior tensão. Mas aqui iremos discutir somente os aparelhos resistivos. Assim como as lâmpadas. temos: U = U1 = U2 = U3. vamos substituir as resistências do circuito por uma única. ou seja: i = i1 + i2 + i3 De tal modo como na associação em série. todos os resistores associados estarão submetidos à mesma tensão. existem duas maneiras de fazermos essas ligações: em série ou em paralelo. ou seja: i = i1 = i2 = i3 Já a tensão (U) será dividida entre elas e essa divisão dependerá das resistências de cada lâmpada. Assim. que irá fazer com que o circuito tenha as mesmas características. pois estão associadas em paralelo. na associação em paralelo podemos substituir os resistores do circuito por um só (resistor equivalente). quando temos lâmpadas associadas em série (piscapisca) e uma delas se queima ou é retirada. Como temos somente um caminho para a corrente elétrica percorrer. teremos pequenos circuitos dentro de um maior. Já a corrente será dividida nos diversos caminhos. com uma única lâmpada. Basicamente. Por isso. ou seja. todas as lâmpadas são percorridas pela mesma corrente. aqui a corrente elétrica terá mais de um caminho para percorrer. sem o circuito perder suas características. temos um único caminho para a passagem da corrente elétrica. O que diferencia um esquema do outro é a maneira como eles estão ligados. ou seja. assim como outros encontrados em nossas casas. podemos escrever: U = U1 + U2 + U3. Na associação em paralelo o resistor equivalente é dado por:  . podemos então representar apenas seus resistores. Por isso. Podemos ainda substituir o circuito de lâmpadas por um mais simples. Esse único resistor é denominado resistor equivalente e é dado por: Req = R1 + R2 + R3 Associação em paralelo Ao contrário da anterior. pois teremos um circuito aberto. ou seja. as lâmpadas são aparelhos resistivos. Essas ligações servem tanto para aparelhos quanto para fontes elétricas. POR QUE QUANDO UMA LÂMPADA DO PISCA-PISCA E COM AS LÂMPADAS DAS RESIDÊNCIAS ISSO NÃO ACONTECE? DE UMA ÁRVORE DE NATAL SE QUEIMA AS OUTRAS NÃO FUNCIONAM Como vimos no item O que diferencia um aparelho elétrico do outro?. Associação em série Neste tipo de associação. Então. os aparelhos em uma residência estão ligados a uma mesma tensão.

deve possuir a maior resistência possível. Determine o valor da resistência R. Para medir a tensão usamos o voltímetro e para medir a corrente utilizamos o amperímetro. Medindo a tensão elétrica Para medir a tensão elétrica em um circuito (ou resistor). COMO PODEMOS MEDIR A CORRENTE E A TENSÃO ELÉTRICA EM UM RESISTOR? Para medir essas grandezas necessitamos de instrumentos especificos. por isso a resistência interna dele deve ser a menor possível. assim. o voltímetro não deve influenciar no circuito. assim terá um desempenho melhor pois irá produzir uma queda de tensão insignificante. uma fonte de 6 V e uma resistência R. por ser um instrumento de medida. o voltímetro deve ser colocado em paralelo a ele. além de poder ser também um ohmímetro. não deve influenciar a corrente do circuito. que mede a resistência do circuito. Esse instrumento é o multímetro.6 W e 3 V e L2= 0.3 W e 3 V). É muito comum encontrarmos um aparelho de medição que pode ser utilizado como voltímetro e amperímetro. O amperímetro. fazendo com que a corrente seja insignificante. o amperímetro deve ser colocado em série ao circuito (ou resistor). As lâmpadas estão acesas e funcionando em seus valores nominais (L1= 0.  . Medindo a corrente elétrica Para medir a corrente elétrica. Da mesma forma que o amperímetro. alterando em praticamente nada a corrente do circuito.  . conforme desenhado na figura.   Exercício 6) (Fuvest) Um circuito é formado por duas lâmpadas L1 e L2.

que faz com que a energia fornecida pelo gerador seja menor do que a nominal (que vem especificada nele). Dessa forma. A tensão em seus terminais é dada pela expressão: U = ε + ri (equação do Receptor) Tendo U como a tensão fornecida pela fonte. apesar de não ser uma força. Por exemplo. O QUE É CURTO-CIRCUITO? O nome já é bem sugestivo. Todos os geradores possuem uma resistência interna (r). uma pilha pequena tem tensão nominal de 1. a corrente estabelecida no circuito.5 V. ou seja. a resistência interna do receptor. a tensão no gerador. o curto circuito pode causar incêndios em residências ou até mesmo na própria fiação devido ao grande aquecimento produzido pelo efeito Joule. fazendo com que a corrente que passa por ele seja elevada. mas por possuir resistência interna r. um gerador e um receptor aparecem no mesmo circuito: Sendo possível calcular a corrente no circuito utilizando a conservação de energia: COMO Esquema do GERADOR Esquema do RECEPTOR ε1 = r1i + r2i + ε2 + Ri ou ε − ε2 i = r +1 r + R 1 2  . Dessa forma podemos escrever: U = ε – ri (equação do Gerador) Quando o circuito está aberto não há corrente no circuito. Os aparelhos que estão recebendo são os receptores (como vimos antes) de energia elétrica. a tensão aplicada U ao circuito será menor. causado pelo aumento da corrente elétrico no trecho do curto circuito. Na prática. a corrente elétrica fica restrita a esse trecho. quando temos um curto-circuito em um trecho. ε então: imax= r Obs: A tensão gerada (ε) também é chamada força eletromotriz (fem). os aparelhos localizados após o curto não serão percorridos pela corrente elétrica. DIFERENCIAMOS UM GERADOR DE UM RECEPTOR NUM CIRCUITO? Vimos que o funcionamento de um aparelho elétrico só é possível quando este é alimentado por uma fonte de energia elétrica. ele será denominado de força contra-eletromotriz (fcem). r’. No curto circuito a corrente é máxima e a tensão da fonte é igual a zero (U = 0). e i. pois há pouca resistência nele. Na prática. denominada de gerador de energia elétrica. assim U = ε. ε’. significa um circuito mais curto. Como o receptor desempenha papel contrário ao do gerador. ficando o restante do circuito sem ser percorrido por ela.

supostos ideais. que liga uma conjunto de lâmpadas de cada vez.5 V d) 1. provoca-se: a) b) c) d) e) aumento da corrente que passa por R2. A resistência elétrica.0 V c) 2. b) o número máximo de lâmpadas que podem ser acesas simultaneamente. 10) (Fuvest) No circuito a seguir.8 1. Considere que as lâmpadas e a fonte funcionam de acordo com as especificações fornecidas. aumento da corrente em R3. do resistor é: a) b) c) d) e) 0. cujas leituras são.0 A e 1.0 A e 0. diminuição do valor da resistência R3. aumento da voltagem em R2. 11) (Fuvest) O circuito elétrico do enfeite de uma árvore de Natal é constituído de 60 lâmpadas idênticas (cada uma com 6 V de tensão e resistência de 30 Ω) e uma fonte de tensão de 6 V e potência de 18 W.   Exercícios 7) (Fatec-SP) Por um resistor faz-se passar uma corrente elétrica i e mede-se a diferença de potencial U. A é um amperímetro e V um voltímetro.0 A e 1.0 A.  .5 V b) 3.5 V 9) No circuito.25 800 1 250 80 8) (PUC-SP) No circuito da figura abaixo. quando se fecha a chave S. Sua representação gráfica está esquamatizada ao lado.0 V e) 0. para produzir o efeito pisca-pisca.5 A e 2. em ohms. determine o valor de R a fim de que a corrente total tenha intensidade 2.  . respectivamente: a) 6. calcule: a) a corrente que circula através de cada lâmpada quando acesa. aumento da resistência total do circuito.0 A e 2.

e a resistência R é igual a 10Ω.105J  . b) 4. Nessas condições a corrente medida no amperímetro A.0 V. d) 20 V.105J e) 10A e 1. o amperímetro A e o voltímetro V são ideais. após 5. O valor aproximado da corrente elétrica que passa pelo fio e o gasto de energia com esses três aparelhos. são. Não se esqueça de justificar o posicionamento dos aparelhos. Desenvolva todos os cálculos necessários.3.0 A. a marcação em V é igual a a) 2. 15) (Fatec/2004) Um fio de extensão está ligado numa tomada de 110V.4. respectivamente: a) 1A e 8. 13) Seis pilhas iguais. cada uma com diferença de potencial V. nas quais estão ligados um aquecedor de 500 W. b) o amperímetro ideal registre a corrente que passa pela lâmpada. uma lâmpada de 100 W e um secador de cabelos de 200 W. quando funcionando simultaneamente. monte um circuito de tal forma que: a) a lâmpada funcione de acordo com suas especificações. Esse fio de extensão tem três saídas.4.105J c) 4A e 5. estão ligadas a uma aparelho de resistência R na forma esquematizada na figura. Esses aparelhos estão ligados em paralelo e permanecem funcionando por 5. Se a marcação em A é de 2. c) 10 V. e) 40 V. colocado na posição indicada é igual a: a) V/R b) 2V/R c) 2V/3R d) 3V/R e) 6V/R 14) (Fatec/2004) No circuito esquematizado.2.105J d) 7A e 2. É importante que você comente e justifique a montagem de uma circuito através de uma seqüência de idéias. 12) (PUC-SP) Encontram-se a disposição os seguintes elementos: De posse desses elementos.105J b) 2A e 7.0 V. bem como suas leituras.0 minutos. c) o voltímetro ideal indique a queda de potencial na resistência equivalente à associação de R.2.0 minutos.

em ohms.2 A e 24 V d) 2. aumentando a diferença de potencial nos terminais do chuveiro.  .0 6. a) b) c) d) e) 3. F é uma fonte de tensão que fornece uma diferença de potencial constante de 9. respectivamente: a) 1. As indicações do amperímetro A e do voltímetro V2 são.  .0 e 9.0 6. economizando energia elétrica. diminuindo a resistência elétrica do chuveiro.0 V.   16) (Fatec/2002) No circuito representado no esquema.0 A e 24 V b) 1.0 e 3.0 e 12 17) (Fatec/2003) No circuito abaixo os aparelhos de medida são ideais. Para resolver esse problema. respectivamente. De acordo com as indicações do esquema.2 A e 36 V c) 1.0 6. Com esse procedimento estamos a) b) c) d) e) aumentando a corrente elétrica que atravessa o chuveiro. fecha-se um pouco a torneira.0 3. diminuindo a massa de água que será aquecida por unidade de tempo. O voltímetro V1 indica 24V.0 e 6.0 A e 36 V 18) (Fatec/2003) Um chuveiro elétrico não está aquecendo satisfatoriamente a água.0 e 6.4 A e 36 V e) 1. os resistores R1 e R2 valem.

pequenas mesmo. . Mas não é uma força de atração mágica e sim uma força de atração elétrica. Os papeizinhos grudam na régua. realmente pequenas. como se uma força de atração mágica estivesse atuando. afinal a eletricidade está na lâmpada também. dotadas de eletricidade positiva. em mim. camas elásticas.Unidade 2 Campos. Ela está em toda a matéria que você possa imaginar. além dos (só) aparentemente inúteis nêutrons que. Siqueira Maurício Pietrocola ENTENDENDO OS CHOQUES Um dia você estava passeando ou brincando sossegadamente e de repente tomou um belo choque. não sabe como nem por quê. carrinhos de supermercado. inacreditavelmente pequenas. dando voltas incríveis ao redor do núcleo. no ônibus. Aí você me pergunta: Por que então não estou tomando um choque agora? E como é possível a eletricidade estar em tudo? Se fosse assim as tomadas e os fios não seriam necessários. neste papel que você está lendo. por exemplo – e aproximá-lo de pedacinhos de papel. Por enquanto. os quais serão explicados com detalhes no último volume desta série. são chamadas de prótons. A eletricidade não veio de lugar algum: ela já estava lá. Mas não é nada disso. parabéns. no escorregador. vistos de fora.. em você. Isso já aconteceu com você? Se não aconteceu. Essas partículas formam os famosos átomos e suas queridas moléculas. E que outras. Os elétrons preferem ficar por fora. basta saber que algumas dessas partículas conhecidas como elétrons são dotadas de eletricidade negativa. Colamos a lâmpada no teto e ela acende. não é? Calma. O problema é: por quê? Você pode pensar de onde vem a eletricidade nesses casos. no carro e em todo o resto. Não é tão simples assim! Você já deve ter visto uma experiência muito simples que consiste em esfregar nos cabelos um objeto de plástico – uma régua. no chão onde você está. Talvez um fio escondido ou algo do gênero. Toda a matéria é formada por partículas muito pequenas. Isso porque a eletricidade está em tudo. seu cabelo e toda a matéria que existe possuem dois tipos de eletricidade: a positiva e a negativa.. porque a maioria de nós já teve esses momentos “chocantes” em escorregadores. calma. Os nêutrons e prótons ficam no centro do átomo em uma região chamada núcleo. não possuem eletricidade... na porta do carro e em inúmeras outras situações. Acontece que a régua. Os átomos têm prótons e elétrons. cargas e seus fenômenos Organizadores Maurício Pietrocola Nobuko Ueta Elaboradores Luis Paulo Piassi Maxwell Roger da P .

E eletricidades de mesmo tipo se repelem. Mas não é assim. Normalmente. Nesse esfrega-esfrega. pela forte atração que há entre elas. que tal começar a explicar? Primeiro o fato que explica tudo: eletricidade positiva atrai negativa e a negativa atrai a positiva. Com essa idéia. O que acontece então quando aproximamos a régua dos pedacinhos de papel? Muito simples: o papel também tem suas cargas positivas e negativas. mas quando o total de positivas e negativas se compensam. ao serem atraídos. muita. se você entendeu isso. Muito bem. Ele pode ter. Quando há um equilíbrio.   Bom. ou seja. que está positiva. que se forma no lado oposto. vão se agrupar perto das positivas. as cargas negativas. No início régua e cabelo estão neutros. por exemplo. Claro que as negativas serão atraídas pela régua. vamos aos choques. outro empurra de lá e tudo fica por isso mesmo. está mais afastada. ou seja. uma espécie de “braço de ferro” ou “cabo de guerra” sem vencedores: um puxa de cá. Muito bem. o cabelo estará negativamente carregado.  . e o seu cabelo com mais elétrons do que prótons. agora que já complicamos. e assim o papelzinho como um todo é atraído pela régua. muitos elétrons são violentamente arrancados da régua. Assim sua régua fica com mais prótons do que elétrons. e certamente tem. com falta de elétrons. se concentram na região mais próxima à régua. E as cargas positivas do papel serão repelidas. Depois você esfrega a régua no cabelo. nada acontece. O lado oposto. elétrons. Os elétrons são relativamente móveis e. Dizemos que sua régua e seu cabelo foram eletrizados através do atrito. Assim ficamos com a situação mostrada na figura: Repare na figura que a região negativa que se forma no papel está próxima da régua e a positiva. Isso faz com que a atração seja superior à repulsão. Se a régua ficar com excesso de prótons estará com carga positiva. Neste caso. se afastam uma da outra.  . fica positivo. o corpo está neutro. com quantidades iguais de cargas positivas e negativas. A princípio teríamos uma atração e uma repulsão. muita carga. você já imagina o que acontece à régua e ao cabelo? Vamos lá. por sua vez. quantidades iguais de carga positiva e negativa.

Os pólos dos ímãs têm propriedades interessantes. Uma delas é o fato de que se você aproximar os pólos iguais de dois ímãs terá muita dificuldade em uni-los pois uma forte repulsão aparece. aí está mais uma coisa engraçada: o ímã tem dois pólos. CONVERSANDO SOBRE ÍMÃS Agora vamos mudar um pouco de assunto. dependendo de sua intensidade. ao escorregar em um escorregador de plástico. a sensação é provocada pela passagem de cargas elétricas em nosso organismo. que também contém átomos com excesso e falta de elétrons (íons) que ao atingir objetos eletrizados vai aos poucos os levando novamente à neutralidade. está provocando atrito entre sua calça e o plástico do escorregador. Irão se formar inúmeros “pelinhos” de aço. que são as regiões do ímã que possuem maior poder de atração. as cargas em excesso do corpo da criança irão gerar uma corrente que é sentida como choque. E por falar em pólo. ou seja. Quando aproximamos um ímã de uma bússola. Na primeira oportunidade. Se você observar bem irá notar que as fibras de aço formam um padrão curioso sobre o papel e que na região dos pólos dos ímãs haverá um acúmulo maior dessas fibras. Uma criança. se você aproximar os pólos opostos. Você sabe que ao se colocar o dedo na tomada a chance de se levar um choque é bem grande. em objetos que não estão ligados à rede elétrica? Isso acontece porque de alguma forma esses objetos se eletrizaram ao entrar em atrito com outros. São objetos realmente muito curiosos que têm um comportamento aparentemente mágico. assolan. Mas o que é o choque? Na verdade. Muitos objetos só não ficam permanentemente eletrizados porque estão em contato com o ar. vamos falar de ímãs e bússolas. Por outro lado. os ímãs têm uma forte atração. um deles com excesso de cargas negativas. a corrente elétrica também produz calor e assim o choque. da mesma forma que o cabelo e a régua do nosso exemplo. Mas um ímã interfere muito na bússola. Coloque um ímã sobre a mesa e sobre ele coloque uma folha de papel. Pegue duas esponjas de aço (bombril. quando uma corrente elétrica nos percorre. Ambos ficam carregados. outro com excesso de cargas positivas. não deixando você se perder. O ímã atrai diversos objetos metálicos e gruda na porta da geladeira. Até hoje não conheci ninguém que não goste de brincar com ímãs e bússolas. ela pára de apontar para o norte da Terra e passa a apontar para um pólo do ímã. E por que às vezes tomamos choques inesperados. A bússola aponta sempre na direção norte-sul. Uma bússola nada mais é do que um pequeno ímã em forma de agulha que pode girar livremente em um  . EXPERIMENTE VOCÊ MESMO Para identificar os pólos de um ímã você pode fazer uma experiência simples. pode provocar queimaduras graves. etc) e esfregue uma na outra. Como você já sabe. sobre a folha de papel.

Dependendo da condição do material. Então por que muita gente achava (e agora tem certeza) de que esses fenômenos têm uma origem em comum? Provavelmente porque em suas semelhanças estejam fatos dos mais incríveis: atrair coisas de uma certa distância e repelir objetos em certas condições. Essa denominação foi dada antes de se imaginar que a própria Terra se comportava como um ímã e assim ficou. ele pode ficar inclusive magnetizado (imantado) após permanecer um certo tempo em contato com ímãs. o pólo da Terra que atrai o pólo norte do ímã deveria ser chamado de pólo sul. Mas. podemos ver que há mais diferenças do que semelhanças. Nessas condições. O pólo de um ímã que aponta para o norte geográfico da Terra é chamado de pólo norte do ímã. Isso parece muito confuso. Mas na verdade é simples: os pólos magnéticos da Terra têm os nomes invertidos em relação aos pólos geográficos. Se você gosta de usar a internet saiba que praticamente todo o seu conteúdo está gravado magneticamente em milhões de computadores espalhados pelo mundo através do mesmo processo que faz um alfinete ficar imantado. considerando que a própria Terra tem um efeito magnético similar ao de um ímã.. números e códigos em cartões de banco. que tipo de metais são atraídos por ímãs? Na verdade são bem poucos. sobre eletricidade e magnetismo. o mesmo valendo para o pólo sul. os pólos do ímã apontarão na direção dos pólos geográficos da Terra. as diferenças parecem meros detalhes. Observe o esquema: Uma pergunta interessante é: afinal. podemos parar um pouquinho e pensar: será que esses dois fenômenos estão relacionados? Na verdade. Vejamos algumas semelhanças e diferenças: Eletricidade SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO Magnetismo SIM SIM NÃO NÃO SIM SIM Atração de objetos a uma certa distância Apresenta situações de atração e de repulsão Precisa de atrito para ocorrer Pode causar choques Atrai apenas um reduzido número de metais Pode ser usado como bússolaEletricidade Embora algumas similaridades possam ser encontradas. O mais comum de todos e o de maior poder de atração é o ferro e provavelmente todos os objetos que você já viu serem atraídos por ímãs contém ferro em sua composição. Esse fenômeno é utilizado para se gravar som e imagem em fitas magnéticas de vídeo cassete. Isso pode ser observado às vezes em tesouras e chaves de fenda que atraem alfinetes e parafusos. Diante desses curiosos fatos..  . Alguém pode pensar o seguinte: como o ímã “sabe” que o alfinete está perto dele para atrai-lo? E como a bússola “sabe” para que lado é o norte?  . bilhetes de ônibus e programas em disquetes e disco rígidos de computador. mas somente no século XIX se conseguiu comprovar essa relação.   eixo. desde a antiguidade se imaginava que sim. Você pode magnetizar um clipe de aço com um ímã e usá-lo para atrair outros objetos pequenos ou mesmo pendurá-lo com uma linha e usá-lo como bússola. ou seja. CONHECENDO OS CAMPOS Agora que já falamos um pouco sobre choques e ímãs.

O planeta Terra possui um campo magnético. De qualquer modo a informação chega até você de alguma maneira. existem pelo menos dois campos diferentes: o campo magnético. ele sentiria o cheiro do churrasco até mais longe do que dois quarteirões. é claro: ele pode contar a você. outro fator também tem que ser levado em conta: o “olfato”. Como vimos. se você mover um ímã a 20 centímetros de uma mesa com vários objetos sobre ela. Suas capacidades de sentir os campos são diferentes. Mas há algumas semelhanças com a idéia de cheiro. não ficará sabendo do churrasco. ouvir ou sentir o cheirinho. como aves e lagostas.  . Se você morasse dois quarteirões adiante talvez não ficasse sabendo do churrasco. Da mesma forma. Mas um segundo ímã será mais influenciado à distância quanto maior for sua intensidade.. Para responder isso. O mesmo ocorre com os campos. Um ímã tem ao seu redor um campo que influi em outros ímãs e em objetos contendo ferro. o fenômeno da atração à distância não se restringe aos ímãs. Um ímã colocado na proximidade deles pode desorientá-los. verá que alguns objetos são mais influenciados do que outros. seu cãozinho querido. Esse campo também auxilia animais migratórios. O campo de um ímã é chamado de campo magnético e embora nós não possamos senti-lo diretamente. podemos começar de uma questão mais simples: como é que você sabe quando o seu vizinho está fazendo churrasco? Há várias maneiras.Ao contrário de nós. relacionado aos ímãs. Imagine que seu vizinho esteja fazendo aquele churrasco e você está sentindo o cheirinho.. pois você sabe que os odores não muito agradáveis produzidos nessa situação serão muito mais intensos nas proximidades de sua origem: o pé do jogador. Se você não sentir o cheiro. Uma pergunta similar à que fizemos antes pode ser formulada: como os pedacinhos de papel “sabem” que uma régua eletrizada está por perto e saem voando em sua direção? A resposta é que a régua. Um ímã muito forte talvez possa ser sentido mais longe. a encontrar seu caminho. Mas agora imagine o que sente o Rex. associado à eletricidade. É aí que entra a idéia de campo. esses animais possuem órgãos sensoriais capazes de detectar os campos magnéticos. Na semelhança entre campos e cheiros. mas que está realmente ao redor de um ímã. Com seu olfato canino. assim como nosso olfato e o olfato dos cães. pois os odores são provocados por substâncias e o campo não é uma substância. apresenta em torno de si um campo elétrico. da mesma forma que um cheiro forte. O campo seria algo invisível e imperceptível para nós. mas está também associado à eletricidade. e o campo elétrico. Se fosse um cheiro. um pedaço de ferro é atraído com facilidade apenas nas proximidades dos ímãs. Você sente o cheiro porque a distância de sua casa até a do vizinho é pequena. Mas de alguma forma a presença do ferro é sentida pelo ímã e vice-versa. o que pode ser uma tragédia. Por exemplo. possivelmente nós sentiríamos. As cargas existentes no papel “sentem” este campo e a partir disso sofrem uma força que as arrasta de encontro à régua. Este campo faz com que as bússolas apontem todas na mesma direção e nos proteje de partículas nocivas provenientes do Sol. Mas o que isso tem a ver com o ímã e todo o resto? Será que o ímã sente o cheiro do ferro? É claro que não. você certamente ficará aliviado por estar distante da cena. Assim. Ao observar um jogador tirar a chuteira após 90 minutos de partida. trata-se de algo bem real. Não seria um cheiro. não ouvir nem ver nada e seu vizinho ficar “na moita”. Mas há outros tipos de campo além do magnético. com seu excesso de cargas positivas ou negativas. você pode ver.

são puxadas na direção deste campo e é isso que faz o papelzinho grudar na régua eletrizada. Isso pode parecer surpreendente. pois o campo é uma grandeza vetorial e provocará uma força em sua direção. quando imersas em um campo elétrico. não há força. Você pode pensar: será que foi o vento? Ou então é um carrinho a pilha. Se não houver o campo ou não houver a carga. Se o olfato for bom e o cheiro de churrasco for forte o cãozinho ficará muito faminto e latirá desvairadamente. Para os campos elétrico e magnético não temos “tato” ou outro sentido. Ou seja.   O fato mais interessante sobre os campos é que eles provocam efeitos em locais onde aparentemente não há nada. Mesmo assim. Em todos os casos. A equação matemática é assim: Essa fórmula mostra os fatos: se uma carga forte está num campo forte aparece uma grande força. mas podemos observar seus efeitos. Campos elétricos Os campos elétricos e os campos magnéticos provocam o surgimento de forças que. Há uma forma matemática muito simpática de se expressar essa idéia. Quando você ouve um som é possível saber de que direção está vindo porque temos dois ouvidos. os campos produzem forças e essas forças provocam movimentos ou alterações de movimentos. mas não é tão mágico assim. a carga seria o olfato do cão. o resultado será uma força menor. cabelos esvoaçados e muitas outras coisas. Vamos indicar pela letra E a intensidade do campo elétrico e por q a quantidade de carga. Retomando nosso exemplo canino. sendo um canino normal. Nosso amigo Rex. o que significa que existe uma informação sobre direções envolvida. Imagine que sobre uma mesa horizontal há um carrinho de metal parado que começa a se mover sozinho.  . A fórmula F = q. chamado Xer e que detesta carne. ao sentir o cheiro da carne irá se mover no sentido de se aproximar da carne. Já a carga elétrica “percebe” a direção do campo. é uma força que está agindo. não sentiria o vento. Eu conheço um cão “do contra”. perceberíamos seus efeitos onde aparentemente não há nada: folhas de árvore voando. por exemplo. movido por controle remoto? Ou quem sabe há alguém com um ímã por baixo da mesa. Se o campo ou a carga são muito fraquinhos. de repente. surgirá uma força. ele seguiria no  . Se o ser humano não fosse dotado de tato. E é vetorial. As cargas elétricas. vegetariano. o campo seria o cheiro. Vale lembrar que uma direção tem dois sentidos. por sua vez. provocam outros efeitos. como o início de um movimento. ou se o cão estiver sem olfato. que podemos indicar pela letra F. Nessa situação. E esses efeitos são muito parecidos com o efeito do vento: mover e empurrar coisas. Quando a quantidade de carga q for colocada no campo E. Se não houver cheiro. nada demais acontecerá: o cãozinho continuará nas suas cachorradas costumeiras de sempre. por exemplo.

nem com cargas em movimento que acompanhem a sua direção. pode ser representados por linhas. Como o desvio é contínuo a bolinha acaba realizando um movimento circular. sentido oposto. As negativas seguem a mesma linha. procurando se afastar. que aponta para o norte geográfico (sul magnético) da Terra. Imagine a seguinte situação: um ímã grande.  . mas quando uma carga tem ao menos parte de seu movimento perpendicular ao campo. muito forte. As positivas vão no sentido que o campo elétrico aponta. Campo magnético O campo magnético. assim como o elétrico. É um cão “negativo”. O mesmo acontece com as cargas. Os campos magnéticos também agem sobre as cargas. sempre aponta no sentido do campo. Ao contrário do campo elétrico. Um bússola. Se você coloca uma bolinha com carga positiva sobre a mesa. Em um ímã comum as linhas adquirem o seguinte aspecto: Note que as linhas de campo saem do pólo norte e entram no pólo sul. estranhos desvios em seu movimento começam a acontecer. mas no sentido oposto. O pólo norte da bússola. mas numa direção perpendicular a ele. apontará na direção do campo. nada acontece. mas para isso elas devem estar em um movimento perpendicular a ele. Mas se você a coloca em movimento ela irá sempre se desviar para a direita. o campo magnético não desvia a carga no sentido do campo. com o pólo norte colocado sob a mesa. porque o campo magnético não atua em carga paradas. colocada em um campo magnético. podendo provocar movimentos circulares ou até mais complicados. Os campos magnéticos não fazem nada com cargas paradas.

isto é. . Essas três idéias formam a base do que chamamos de Eletromagnetismo. ao invés da direita. . use a mão esquerda.Campo Magnético. Veja a figura: CAMPOS E CARGAS Até este ponto. Coloque sua mão direita aberta sobre a mesa. Imagine o exemplo anterior.   O desvio sofrido por cargas em um campo magnético segue uma regra simples. para cima. como na figura:  . vimos o significado de três idéias: . saindo do tampo da mesa. No caso de cargas negativas. transformadas em equações matemáticas. Mas o seu dedão estará apontando para a direita! É para lá que a carga será desviada. Isso é um campo magnético “entrando” na parede. Os cálculos com as equações de Maxwell são complexos demais para o nível de ensino médio. Este é o ramo da Física que explica todos os fenômenos elétricos e magnéticos e que permitiu a invenção de inúmeros aparelhos elétricos e a compreensão do comportamento da matéria de uma forma muito profunda. Seus dedos estão apontando para cima e o dedão para a esquerda? Isso quer dizer que se você movesse uma carga positiva para cima nesse campo ele seria desviada para a esquerda. Após muitas experiências e teorias. Agora vá até a parede mais próxima e coloque sua mão com a palma voltada para a parede. Essas equações são chamadas de “Equações de Maxwell” em homenagem ao cientista que as colocou em sua forma final. Uma representação muito usada para os campos elétricos é através de linhas “saindo” ou entrando nas “cargas”. Seus dedos estarão apontando para a frente: este é o sentido do movimento da carga.  . O campo magnético estava apontando para cima.Campo Elétrico. os físicos descobriram que apenas com essas três idéias é possível formular algumas regras que. colocando-as em formas de leis e discutindo suas conseqüências: Lei de Gauss da Eletricidade Basicamente esta lei diz que cargas elétricas têm campos elétricos ao seu redor. nos tornam capazes de prever uma inúmera quantidade de fenômenos interessantes. com a palma apontando para o sentido do campo.Cargas Elétricas. mas podemos compreender seu significado sem entrar diretamente nesses cálculos.

6 .E. Como essa corrente é produzida? A corrente elétrica nada mais é do que o movimento de cargas elétricas em um material.109 N. A equação da lei de Gauss da eletricidade nos dá uma fórmula para isso.m²/C². podemos entender a repulsão e a atração e sinais opostos: A intensidade do campo de uma carga vai diminuindo conforme nos afastamos dela. O fato de as cargas elétricas possuirem campo elétricos e de os campos elétricos provocarem o surgimento de forças é que faz com que ocorra a repulsão e a atração. O elétron que possui a menor carga livre conhecida no universo possui uma carga de . para campo provocam forças nas cargas e que o sentido da carga. Um campo elétrico dentro de um me-  . como já dissemos. A quantidade de carga é medida em uma unidade chamada coulomb. Nas cargas positivas o dentro. q é quantidade de carga e d é a distância. será calculada pela fórmula F = q. pois a carga do elétron é negativa. O valor K é chamado de constante dielétrica do vácuo e representa a intensidade da força elétrica existente na natureza. Quando você liga uma lanterna ou um brinquedo a pilha. que é a seguinte: Nessa fórmula. ela sofrerá uma força que. Lembrando que os da força depende do sinal de cargas de mesmo sinal sentido do campo é para fora e nas negativas. Nos metais. Vejamos alguns fenômenos ligados a esse fato. CAMPOS NOS CIRCUITOS Pilhas e baterias produzem corrente elétrica. Se você colocar uma carga no campo de uma outra carga. 10–19 C Note que é um valor negativo. abreviada por C. Combinando as duas fórmulas teremos o seguinte resultado: Essa fórmula também é conhecida como lei de Coulomb e mostra que a atração ou a repulsão entre duas cargas depende dos seus valores e vai diminuindo com o quadrado da distância entre elas. Seu valor é sempre o mesmo K= 9. em homenagem a um cientista francês do século XIX.1. há muitos elétrons que podem se mover livremente. E representa a intensidade do campo. ele funciona graças à corrente elétrica que passa nos seus fios internos.

você terá uma corrente elétrica e seu aparelho irá funcionar. As lâmpadas fluorescentes e os aparelhos de raios X seguem um princípio semelhante. a figura que melhor representa a orientação da agulha da bússola é 2) (Unifesp . eqüidistante dos ímãs. no ponto central P. os elétrons atingem átomos no interior das lâmpadas que produzem raios ultravioleta. indicando a direção e o sentido do campo magnético dos ímãs em P. ou seja. CAMPOS NOS PROCESSOS DE IMPRESSÃO Impressoras. produziremos corrente elétrica. CAMPOS NO INTERIOR DA TV Televisores. Nas impressoras laser e nas fotocopiadoras. estão apoiados sobre uma mesa horizontal. com as polaridades indicadas. A imagem da sua TV é formada pelo impacto de elétrons no vidro.   tal faz com que esses elétrons comecem um percurso. Essas regiões são chamadas pólos. a energia é o produto da quantidade de carga pela tensão elétrica.  . as baterias e as pilhas fazem com que cargas positivas fiquem acumuladas em uma região e negativas em outra. Assim. Nas impressoras a jato de tinta usadas na maior parte dos computadores. que estudamos no primeiro capítulo. Ao atingir uma substância colocada sob a tela de vidro os elétrons provocam a emissão de luz. Elas estão penduradas por fios isolantes muito leves. m = 0. uma tinta em pó chamada toner é atraída ao papel por um campo elétrico. Não levando em conta o efeito do campo magnético terrestre.2002) Na figura. Podemos resumir isso em uma fórmula simples: E = q. Isso cria um campo elétrico permanente enquanto a pilha estiver carregada. minúsculas gotinhas de tinta são carregadas com cargas elétricas e repelidas por um campo elétrico em direção ao papel. no ar. vistos de cima. Um televisor pode trabalhar com 10. Estes ao atingir o vidro recoberto de substâncias similares aos da tela da TV. produzem luz. repelindo-se. Por um processo químico. se conseguirmos produzir um campo elétrico contínuo dentro de um metal. As pilhas e baterias fazem justamente isso. Ao colocar um fio unindo os pólos positivo e negativo da pilha. Os elétrons são empurrados violentamente contra a tela através do tubo da TV utilizando-se um fortíssimo campo elétrico.000 J de energia para cada coulomb de carga que o atravessa. 1) (Fuvest . Essa energia está ligada à tensão elétrica. eletrizadas com cargas de mesmo sinal.2002) Quatro ímãs iguais em forma de barra.0048 kg. Já os raios X são gerados quando os elétrons atingem uma anteparo de metal. Nas lâmpadas. Uma pequena bússola é também colocada na mesa. como na figura. produzindo uma corrente.V.000 V. inexten-  . estão representadas duas pequenas esferas de mesma massa. O que muda de um aparelho para outro é a energia com que os elétrons são lançados. o que significa que ele fornece 10.

com o tempo. L = 0.090 m. e depois carregadas eletricamente.109 N.m²/C².80. CALCULE a energia cinética que um elétron adquire ao ser acelerado pela diferença de potencial.75 e as esferas têm cargas iguais. síveis. Se você quebra um ímã ao meio. Lei de Gauss do Magnetismo Essa lei diz que não podemos separar os pólos de um ímã. Mas só existem cargas elétricas. Em seguida. Duas perguntas então se colocam: Como não podemos separar os pólos do ímã? Não é só quebrá-lo ao meio? A resposta é não. os caracteres são feitos a partir de minúsculas gotas de tinta que são arremessadas contra a folha de papel. onde são violentamente desacelerados. Observase que. a carga elétrica de cada esfera? (Admitir g = 10 m/s² e k = 9. elétrons acelerados por uma diferença de potencial de 2. Considere uma gota típica com massa m = 1.5 x 106 N/C. nesse caso. a) Determine a razão FE/FP entre os módulos da força elétrica e da força peso que atuam sobre a gota de tinta. a) O que causa a aproximação dessas esferas? Durante essa aproximação. os ângulos que os fios formam com a vertical são sempre iguais ou podem tornar-se diferentes um do outro? Justifique. Ao atingir o metal.) 3) (Unicamp . Se pudéssemos fazer isso existiria uma espécie diferente de carga: a carga magnética. na situação da figura. Qual é. b) Calcule a componente vertical da velocidade da gota após atravessar a região com campo elétrico.0 x 104V atingem um alvo de metal. O ponto no qual as gotas atingem o papel é determinado eletrostaticamente. essas esferas se aproximam e os fios tendem a tornar-se verticais. velocidade horizontal v = 6. elas são lançadas com velocidade constante v em uma região onde existe um campo elétrico uniforme entre duas pequenas placas metálicas. 4) (UFMG . 1. O campo deflete as gotas conforme a figura abaixo. cada pedaço passará a ter  .60. CALCULE o menor comprimento de onda possível para raios X produzidos por esse tubo.2001) Nas impressoras a jato de tinta. de mesmo comprimento. b) Suponha que. cos α = 0. o ângulo α é tal que sen α= 0.0 x 10–10 kg. carga elétrica q = -2. As gotas são inicialmente formadas.0 m/s atravessando uma região de comprimento L = 8. toda a energia cinética dos elétrons é transformada em raios X. tg α = 0.0 x 10–13 C.0 x 10–3 m onde há um campo elétrico E = 1. 2. O controle da trajetória é feito escolhendo-se convenientemente a carga de cada gota.2001) Em um tipo de tubo de raios X.0.

portanto. Se você esticar um fio em linha reta e fizer uma corrente elétrica passar por ele. faça a experiência. Esse fato incrível foi descoberto no século XIX por um professor de física dinamarquês chamado Oersted. Uma corrente elétrica. Solte os fios e a atração irá cessar. as fitas de gravação magnética (como as fitas de vídeo). Imagine-se segurando o fio e fazendo o sinal de “positivo” com o dedão no sentido da corrente. o telefone. os motores elétricos usados em inúmeros aparelhos domésticos e em meios de transporte como os trens e o metrô. Lei de Ampère Essa lei diz que quando cargas elétricas estão em movimento surgem campos magnéticos ao seu redor. é uma fonte de campo magnético. que vem a seguir. os alto-falantes. Os demais dedos indicarão automaticamente o sentido do campo magnético. A outra pergunta é a seguinte: se não existem cargas magnéticas. de onde vêm os campos magnéticos? Essa é uma boa pergunta: já que os campos elétricos vêm das cargas elétricas. como na figura a seguir. que percebeu que um fio ligado em uma pilha desviava a agulha de uma bússola. produz um campo elétrico. O sentido do campo será dado pela chamada regra da mão direita. EXPERIMENTE VOCÊ MESMO Você pode criar um ímã que pode ser ligado e desligado. Mas não é bem assim. Isso se traduz em várias aplicações práticas interessantes. Se quiser. Observe a figura: Saiba mais Com os fenômenos ligados à lei de Ampère. muitas invenções puderam ser realizadas. Pegue um prego e enrole um fio encapado em volta dele dando pelo menos 20 voltas e deixando sobra nas duas pontas do fio.   um pólo norte e um pólo sul. A resposta está na lei de Ampère. Desencape apenas as pontas do fio e ligue cada uma delas a um pólo de uma pilha comum (não use pilhas alcalinas ou irá queimar seu dedo). como o telégrafo. A idéia é simples: um campo magnético. Lei de Faraday Essa foi uma descoberta revolucionária. Por exemplo: se  . seria razoável esperar que os campos magnéticos viessem de cargas magnéticas. Aproxime o prego do alfinete ou dos clipes e ele os atrairá exatamente como um ímã.  . as campainhas. o campo magnético será representado por linhas circulares ao redor do fio. quando é alterado.

Nas usinas hidrelétricas. Colocando lado a lado os dois pedaços extremos. Exercícios 5) (Fuvest . Mas o inverso também ocorre: um campo elétrico se alterando também produz um campo magnético. Quanto mais rápida for a variação do campo magnético. respectivamente. quando o pólo norte se aproxima. esse campo elétrico novo irá produzir um novo campo magnético que. mas o princípio é sempre o mesmo. você tem um ímã em sua mão e aproxima-o de um objeto qualquer. onde N e S indicam.1996) A figura I representa um ímã permanente em forma de barra. porque se você começa de um campo magnético variando e obtiver um campo elétrico que também varia. Isso gera uma sucessão de campos elétricos e magnéticos que se propagam pelo espaço e que chamamos de ondas eletromagnéticas. Quando o ímã está se afastando o sentido da corrente se inverte. Isso é incrível. produz outro elétrico e assim por diante. como o calor e o vento. São essas ondas que permitem a transmissão de informações através de antenas e são a base do funcionamento dos rádios. telefones celulares e muitas outras coisas. a corrente gerada é no sentido anti-horário. Essa foi uma descoberta revolucionária porque possibilitou a obtenção da eletricidade a partir do movimento. Você estudará as ondas eletromagnéticas com mais detalhes no capítulo de Física Moderna. como indicado na figura III. é correto afirmar que eles a) se atrairão. assim as usinas geradoras de eletricidade devem colocar seus ímãs para girar muito rapidamente nas proximidades de enrolamentos de fios enrolados. A figura abaixo ajuda a memorizar este fato: LEI DE MAXWELL Essa foi a última das leis a serem descobertas. podem ser usadas. que por sua vez produz uma corrente elétrica. produz um campo elétrico. Quando o pólo sul de um ímã se aproxima do enrolamento. pois A é pólo norte e B é pólo sul  . televisores. mas foi uma das mais fundamentais. ele produz corrente no sentido horário. a água é usada para movimentar enormes eletroímãs perto de fios. Esse fenômeno se chama indução eletromagnética. o campo magnético que atua neste objeto estará se alterando e isso provocará o surgimento de um campo elétrico. Vimos que um campo magnético. ao variar. É assim que funcionam todas as usinas geradoras de eletricidade. Você movimenta um ímã nas proximidades de um metal e surge um campo elétrico. Suponha que a barra esteja dividida em três pedaços. como mostra a figura II. maior será o campo elétrico gerado. pólos norte e sul. Outras maneiras de produzir movimento. Isso produz a eletricidade que vem até a nossa casa. ao se alterar.

composto por um fio longo enrolado em um carretel e ligado a uma pequena lâmpada. 6) (Fuvest . Se passar corrente no fio. na horizontal. acendendo e apagando. no plano horizontal. 3 e 5 nas posições 2. ligado a uma bateria. e) se repelirão. O ímã é movimentado para a direita e para a esquerda. nas seguintes posições: 1 e 5 sobre a mesa. será observada deflexão. 2. Quando não há corrente no fio. 3 e 4  . todas as agulhas das bússolas permanecem paralelas ao fio. Observa-se que a luminosidade da lâmpada a) é máxima quando o ímã está mais próximo do carretel (x = +x0) b) é máxima quando o ímã está mais distante do carretel (x = –x0) c) independe da velocidade do ímã e aumenta à medida que ele se aproxima do carretel d) independe da velocidade do ímã e aumenta à medida que ele se afasta do carretel e) depende da velocidade do ímã e é máxima quando seu ponto médio passa próximo a x = 0 Está correto apenas o que se afirma em a) I b) II c) III d) I e III e) II e III 7) (Fuvest . pois A é pólo sul e B é pólo norte c) não serão atraídos nem repelidos d) se repelirão. 3 e 4 a alguns centímetros acima da mesa. observa-se o trecho de um fio longo. pois A é pólo sul e B é pólo norte . Cinco bússolas são colocadas próximas ao fio.   b) se atrairão.  . pois A é pólo norte e B é pólo sul. das agulhas das bússolas colocadas somente a) b) c) d) e) na posição 3 nas posições 1 e 5 nas posições 2 e 4 nas posições 1. de tal forma que a posição x de seu ponto médio descreve o movimento indicado pelo gráfico. a lâmpada apresenta luminosidade variável. As agulhas das bússolas só podem mover-se no plano horizontal. Durante o movimento do ímã. conforme a figura. entre –x0 e +x0.2000) Apoiado sobre uma mesa.2000) Um ímã é colocado próximo a um arranjo.

9) (Fuvest . no plano que contém o centro das duas esferas. com um pequeno orifício ao longo de seu eixo. possui. nas duas situações indicadas. como na situação II. ao mesmo tempo em que se duplica a distância entre a outra esfera e P. é constituído por: a) II b) I e II c) II e III d) I e III e) I. direções diferentes e maior intensidade em II. reduzindo-se à metade sua distância até esse ponto. direções diferentes e maior intensidade em I. Desprezando-se os efeitos do campo magnético terrestre.2001) Duas pequenas esferas. pode deslocar-se sem atrito sobre uma fina barra de plástico horizontal. O campo elétrico em P. passa uma mesma corrente que sai do plano do papel e pelo terceiro (X) passa uma corrente que entra nesse plano.2001) Um ímã cilíndrico A. são inicialmente colocadas como descrito na situação I. encontra-se um longo ímã B. Por dois deles ( · ). Em seguida. ligadas por uma barra isolante. com cargas elétricas iguais. 8) (Fuvest . colocada eqüidistante deles. Desprezando efeitos dissipativos. da esquerda para a direita. Inicialmente o ímã A está longe do B e move-se com velocidade V. Próximo à barra e fixo verticalmente. mesma direção e maior intensidade em I. II e III 10) (Fuvest . cujo pólo S encontra-se muito longe e não está representado na figura. a direção da agulha de uma bússola.2001) Três fios verticais e muito longos atravessam uma superfície plana e horizontal nos vértices de um triângulo isósceles. seria melhor representada pela reta  . aproxima-se uma das esferas de P. a) b) c) d) e) mesma direção e intensidade. em função da posição x de seu centro P. o conjunto de todos os gráficos que podem representar a velocidade V do ímã A. direções diferentes e mesma intensidade. como na figura abaixo desenhada no plano.

perpendicular ao campo elétrico. colocada no centro do anel (ponto P). como indicado na figura I. os elétrons têm trajetória retilínea. a intensidade da força elétrica que age sobre uma carga de prova negativa. penetra em uma região do espaço onde há um campo elétrico uniforme entre duas placas condutoras. QC > 0 12) (Fuvest . com intensidade adequada e: a) b) c) d) e) perpendicular ao campo elétrico e à trajetória dos elétrons. 11) (Fuvest . uma  . uma corrente é induzida em B e surge. construídos com fio condutor. tendo a esfera A carga elétrica negativa. é F1.   a) A A’ b) B B’ c) C C’ d) D D’ e) perpendicular ao plano do papel. QB = 0. A e B. paralelo e de sentido oposto ao da velocidade dos elétrons. O anel A está ligado a um gerador. como na figura II. a intensidade da força elétrica no ponto P passará a ser: a) zero b) (1/2)F1 c) (3/4)F1 d) F1 e) 2 F1 13) (Fuvest .2004) Dois anéis circulares iguais. as cargas das três esferas satisfazem as relações: a) QA < 0. Finalmente.2002) Três esferas metálicas iguais. Durante todo o percurso. QB > 0. QC = 0 c) QA = 0. QC > 0 b) QA < 0. QC < 0 d) QA > 0. entre os anéis. o fio é retirado e. a esfera A é levada para muito longe. B e C. estão apoiadas em suportes isolantes. Ignorando efeitos gravitacionais. todos com mesma velocidade. mas positivas. QB < 0. QB > 0. estão frente a frente. paralelo e de mesmo sentido que o do campo elétrico. negativamente. as esferas B e C são afastadas uma da outra. na região entre as placas. 14) (Fuvest . QC = 0 e) QA > 0. esse movimento é possível se entre as placas houver. que pode lhe fornecer uma corrente variável. paralelo e de sentido oposto ao do campo elétrico.2004) Pequenas esferas. como na figura. Após esses procedimentos. estão dispostas sobre um anel isolante e circular. QB < 0. Quando a corrente i que percorre A varia como no Gráfico I. também um campo magnético. Próximas a ela. paralelo e de mesmo sentido que o da velocidade dos elétrons. além do campo elétrico.2003) Um feixe de elétrons. carregadas com cargas elétricas negativas de mesmo módulo Q. Se forem acrescentadas sobre o anel três outras cargas de mesmo módulo Q. as esferas B e C estão em contato entre si. sendo que C está ligada à terra por um fio condutor. Nessa configuração. em seguida. A. uma delas carregada positivamente e a outra.  . planas e paralelas. A partir dessa configuração.

estão presas nos vértices de um triângulo equilátero.1998) Considere os dois ímãs permanentes mostrados na figura. A posição do ímã móvel em relação ao anel é dada pelo ângulo. que age sobre o ímã móvel. O interno.1998) Três pequenas esferas carregadas com cargas de mesmo módulo. O externo tem forma de anel. As polaridades N (Norte) e S (Sul) dos polos (de igual intensidade em módulo) estão representadas na figura. a direção e o sentido de suas acelerações serão melhor representados pelo esquema:  . sendo A positiva e B e C negativas. No instante em que el as são soltas. simultaneamente. em função de j. (representada como positiva). a força entre os anéis pode ser representada por: a) b) c) d) e) 15) (Fuvest . Podemos afirmar que o gráfico que melhor pode representar o valor do torque (momento de força) total t. fixo e coincidente com o eixo do anel. em forma de cruz. indicada no Gráfico II. Nesse caso. com quatro polos. força repulsiva. pode girar livremente em torno do eixo O. é: 16) (Fuvest . Considere agora a situação em que o gerador fornece ao anel A uma corrente como indicada no Gráfico III.

como mostra a figura.2001) Um ímã permanente cai por ação da gravidade através de uma espira condutora circular fixa. nas proximidades do ímã fixo. em que as metades são colocadas. é repelido para a direita.  . quando colocado na posição mostrada na figura 1. I II atração repulsão repulsão nada nada III repulsão repulsão atração nada nada IV atração repulsão atração atração repulsão a) b) c) d) e) repulsão repulsão repulsão repulsão atração 18) (UFRJ . os resultados das quatro experiências são. mantida na posição horizontal. utilizando as duas metades. III e IV. Um outro ímã semelhante. Quebra-se esse ímã ao meio e. O pólo norte do ímã esta dirigido para baixo e a trajetória do ímã é vertical e passa pelo centro da espira. de polaridade desconhecida. em forma de barra.1999) Um ímã. respectivamente. JUSTIFIQUE SUAS RESPOSTAS. é fixado numa mesa horizontal. de polaridade N(norte) e S(sul). representadas nas figuras I. indicada por A e T. b) a direção e o sentido da força resultante exercida sobre o ímã.   17) (Fuvest .  . II. Use a lei de Faraday e mostre por meio de diagramas: a) o sentido da corrente induzida na espira no momento ilustrado na figura. Indicando por “nada” a ausência de atração ou repulsão da parte testada. uma de cada vez. fazem-se quatro experiências.

horizontal. Considere que as gotas são eletrizadas negativamente. por exemplo. parte de uma letra. Pode-se então afirmar que o campo elétrico no interior da esfera é a) b) c) d) diferente de zero. horizontal.1997) A figura mostra. 19) (UFMG . diferente de zero. um campo elétrico é aplicado nas placas defletoras de modo a desviar as gotas eletrizadas. esquematicamente. com sentido da esquerda para a direita. Dessa maneira as gotas incidem exatamente no lugar programado da folha de papel onde se formará. as partes principais de uma impressora a jato de tinta. Durante o processo de impressão. com sentido da direita para a esquerda. Aproxima-se então o bastão de uma esfera metálica com o objetivo de induzir nela uma separação de cargas. o vetor campo elétrico entre as placas defletoras é melhor representado por:  . nulo apenas no centro. Essa situação é mostrada na figura. nulo em todos os lugares. Para que elas atinjam o ponto P da figura. 20) (UFMG .1997) Atrita-se um bastão com lã de modo que ele adquire carga positiva.

A espira tem resistência elétrica R e seu movimento é sem atrito.1997) Uma pessoa gira uma espira metálica. JUSTIFIQUE sua resposta. RESPONDA se. estão inicialmente em contato.1997) Duas esferas metálicas de diâmetros diferentes. Aproxima-se delas. Nessa situação final. 23) Aproximando-se uma barra eletrizada de duas esferas condutoras. um bastão carregado positivamente. nessa situação. a pessoa pára de atuar sobre a espira. a figura que melhor representa a distribuição de cargas nas duas esferas é:  . afasta-se um pouco uma esfera da outra. a velocidade angular da espira aumenta. 22) (UFMG . JUSTIFIQUE sua resposta.   21) (UFMG . após esse momento. inicialmente descarregadas e encostadas uma na outra. na presença de um campo magnético.Em um determinado momento.  . levando-a para muito longe das esferas. Finalmente. sem tirar do lugar a barra eletrizada. 2 . 2 . como mostra a figura.EXPLIQUE por que. responda às questões abaixo. Considerando a situação final. sem mexer mais nas esferas. remove-se a barra. Com o bastão ainda próximo das esferas.CITE os sinais das cargas que as esferas A e B irão adquirir. a esfera B é afastada da esfera A. 1 . Em seguida. como mostra a figura. 1 . diminui ou permanece constante.COMPARE o módulo das cargas das esferas. aparece uma corrente elétrica na espira. observa-se a distribuição de cargas esquematizada na figura ao lado. com velocidade angular constante. apoiadas em bases isolantes. sem tocá-las. JUSTIFIQUE sua resposta.

10-11 m 5 (Fuvest) .25 X 104 Ω 6 (Fuvest) .C 18 (Fatec) .E 9 .3 Ω 10 (Fuvest) . são desconhecidas.A 8 (PUC) .2 .30 Ω 7 (Fatec) .5 X 102 Ω b) 1. Podemos afirmar que a) q1 > q2 > 0 b) q2 > q1 >0 c) q1 + q2 > 0 d) q1 + q2 < 0 e) q1 = q2 > 0 Respostas dos exercícios UNIDADE 1 1-D 2-B 3-E 4 . coloca-se uma carga de prova positiva no centro do quadrado e verifica-se que a força sobre ela é * mostrada na figura. portanto. a mesma intensidade. A tendência natural é a de os ângulos continuarem iguais pois as forças gravitacionais (pesos) e interação com a /terra não se alteram e as elétricas constituem um par de ação e reação.2 A b) 15 lâmpadas 12 (PUC) Os resistores de 160 (devem ser inseridos emparalelo. A tensão da fonte (26V) no circuito assim constituído faz passar uma corrente de 0.B 14 (Fatec) .E 17 (Fatec) .E 8 (Fuvest 2001) .D UNIDADE 2 1 (Fuvest) .2.3. Afim de determinar a natureza destas cargas.a) 1.A 2 (Unifesp) a) As cargas acumuladas nas esferas têm a tendência de ser neutralizadas pelo contato com o ar.E 7 (Fuvest 2000) .E 6 (Fuvest 2000) .D 15 (Fatec) . 10-15 J b) 6. 13 . oferecendo uma resistência de 80 Ω que associada em série com a lâmpada de 24 Ω resulta em uma equivalente de 104 Ω.0 m/s 4 (UFMG) a) E = 3.a) 0.5 A b) 240 Ω 5 .C 11 (Fuvest) a) i = 0.D 16 (Fatec) . tendo. As duas cargas +q e -q têm mesmo valor absoluto e as outras duas.B  . 24) Quatro cargas pontuais estão colocadas nos vértices de um quadrado.0 m/s Vy = 4. b) 2. q1 e q2.16 x 10-7 C 3 (Unicamp) a) 3 x 10 2 b)Vx = 6.25 A que é a ideal para o funcionamento da lâmpada.

São Paulo: Edusp.A 11 (Fuvest-02) . Yassuko. São Paulo: Scipione. Curso de Física.A 14 (Fuvest-04) . 2002.com.3. (Coord.br/gref  . 2001. 1998.br www. 12. GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física).A 24 .A 12 (Fuvest-04) .  . 22 (UFMG-97) a) Ocorre indução eletromagnética.C 15 (Fuvest-98) . Antônio. Módulo 2. 2003. Vol. 3. Aperfeiçoamento de professores.if.fisicanet. 2000. ZANETIC.feiradeciencias. b) Depende da posição em que a força deixar de atuar.. 2001. São Paulo: Global. Carlos.terra. GONÇALVES FILHO. Ciência Hoje na Escola. 3. 2. Física 3 – eletromagnetismo. indicado pelo polegar da mão direita. o que leva a uma polaridade induzida no centro da espira com o norte para cima. A densidade superficial destas cargas é que será diferente pois B possui área maior que A.E 13 (Fuvest-03) .   9 (Fuvest 2001) .B 17 (Fuvest-99) .As cargas serão iguais. Física para o ensino médio.br www. Com isto.com.. TOSCANO. (Série Parâmetros).A 18 (UFRJ-01) a) A oposição a uma aproximação se dá por meio de uma repulsão. SITES www. Beatriz. Vol. 1. ed. São Paulo. MÁXIMO. ed. o sentido da corrente induzida é o anti-horário para quem olha de cima. 5.). HOSOUME. 3.usp.Por indução A adquire cargas negativas e B positivas. BONJORNO. PEB II – Física. Alberto.D 20 (UFMG-97) . pois são advindas de um sistema inicialmente neutro. CLINTON. ed.E 16 (Fuvest-98) . São Paulo: Ática. Física História e Cotidiano. Vol. GASPAR. FTD. São Paulo: Scipione. Vol. PEC (programa de eduacação continuada). João.D Bibliografias ALVARENGA. SBPC. Aurélio. b) Fres = P – Fm 19 (UFMG-97) .D 10 (Fuvest-01) . Física-Eletromagnetismo e Física Moderna.B 21 (UFMG-97) 1. Luís Carlos de. Eletricidade. 23 . MENEZES.

pro. astronomia e tecnologia no ensino fundamental e médio no Colégio Waldorf Micael de São Paulo. Trabalhou por oito anos no Grupo de Reelaboração do Ensino de Física (GREF).  . É co-autor de livros paradidáticos de Física. da coleção Física. É professor de física. É atualmente professor doutor da Faculdade de Educação da USP. um outro olhar. Junto ao GREF produziu diversos textos e materiais didáticos voltados ao ensino médio. Atuou no Programa de Educação Continuada do Governo do Estado de São Paulo e em cursos do programa Prociencias. mestre em ensino de ciências (modalidade Física) pela mesma Universidade e doutor em História e Epistemologia das Ciências da Universidade de Paris 7 – Denis Diderot.scite. Mestrando na área de ensino de Ciências. no Instituto de Física da USP. Licenciado em Física pela Universidade Federal de Juiz de Fora – MG (UFJF).br) e desenvolve software educacional para o ensino de ciências. Foi professor secundário de Física e professor do Departamento de Física da UFSC. Lenciona desde 1997 na rede pública e Minas Gerais e atualmente é docente da rede particular de São Paulo. Membro dos conselhos editorias do Caderno Brasileiro de Ensino de Física e da Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência. da editora FTD. Secretário de Ensino da Sociedade Brasileira de Física nas gestões 1999-2001 e 2001-2003. Maurício Pietrocola Licenciado em Física pela USP. É colaborador da Experimentoteca-Ludoteca do IF-USP. Participa também de projetos e pesquisas vinculados ao laborátorio de pesquisa em Ensino de Física da Faculdade de Educação da USP. Criou e administra a página da internet Scite – recursos de ensino de ciências (www. Maxwell Roger da P Siqueira . onde ministrou diversos cursos de aperfeiçoamento para professores de ensino fundamental e médio. Sobre os autores Luis Paulo Piassi Aluno de doutoramento na Faculdade de Educação da USP. bacharel e licenciado em Física e mestre em ensino de ciências pelo Instituto de Física da USP e pela Faculdade de Educação da USP.