TRANSTORNO DO PÂNICO (TP

)

EPIDEMIOLOGIA - Cerca de 1,5 a 2% da população é afetada por este transtorno - Mulheres têm propensão de duas a três vezes maior do que os homens. - Idade de início em torno dos 30 anos

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS - Curso da doença imprevisível, tanto pode durar alguns meses como vários anos. - A ocorrência de apenas um ataque de pânico não indica, por si só, um diagnóstico de TP. - Perfil psicológico dos portadores de TP: Normalmente são pessoas extremamente produtivas, costumam assumir grandes

responsabilidades e afazeres, são perfeccionistas, muito exigentes consigo mesmas e não costumam aceitar bem os erros ou imprevistos. Os portadores de TP costumam ter tendência a preocupação excessiva com problemas do cotidiano, excessiva necessidade de estar no controle da situação, têm expectativas altas, pensamento rígido. Freqüentemente esses pacientes têm tendência a subestimar suas necessidades físicas.

CARACTERÍSTICAS DE UM ATAQUE DE PÂNICO Ansiedade aguda e intensa: Manifestada na forma de crises intermitentes, com a eclosão de vários sintomas ansiosos, em número e intensidade significativos. As crises são de início abrupto (chegam a um pico em 5 a 10 minutos) e de curta duração, raramente durando mais do que meia a uma hora. Desconforto subjetivo: Marcante sensação de medo (“de ter um infarto”, “de morrer e/ou de enlouquecer”). Nas crises intensas, alguns pacientes podem experimentar diversos graus de despersonalização, como sensação de que a cabeça fica leve, de que o corpo fica estranho, sensação de perda do controle sobre si mesmo, auto-estranhamento e, também, de desrealização (sensação de que o ambiente está estranho, não-familiar). Importante descarga do Sistema Nervoso Autonômico: Produzindo sintomas como taquicardia, sudorese, tremores, dispnéia (“falta de ar”) e/ou sensação de “sufocamento”, náuseas e/ou desconforto abdominal, formigamentos em membros e/ou em lábios, tonturas ou vertigem, calafrios ou ondas de calor (“fogachos”). - Ataques de pânico constantes e imprevisíveis podem produzir medo intenso de ficar sozinho ou ir a lugares públicos, chamado de agorafobia. Este termo pode se referir ainda ao medo intenso de não conseguir “escapar” de uma determinada situação considerada extremamente

atingindo grandes proporções. tão logo possível.BDZ de uso sublingual são indicados no ataque de pânico. o que retarda a busca de um tratamento correto. o que não exclui a indicação de psicoterapia. segurança na overdose. para controle rápido dos sintomas Antidepressivos: .ISRS: Antidepressivos de escolha no tratamento do TP. .Efetivos no tratamento do transtorno de pânico e podem ter um início de ação mais rápido .Observar riscos de dependência e descontinuar o tratamento gradativamente. TRATAMENTO FARMACOLÓGICO . . Isso pode ser fator ansiogênico para o desencadeamento de uma nova crise.O TP pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana da pessoa como qualquer outra doença grave. .ansiogênica para o paciente. . grande espectro de eficácia e baixo potencial de dependência. em decorrência da sua melhor tolerabilidade. . pois o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem gradativamente aumentar. além de auxiliar na elaboração adequada de tais fatores por parte do paciente.O tratamento do TP se faz necessário devido ao prejuízo social e ocupacional proporcionado ao paciente. .O ataque de pânico é comumente confundido com um infarto agudo do miocárdio ou com alguma outra crise paroxística de ansiedade.Tricíclicos: drogas de segunda escolha pelos efeitos colaterais e risco de intoxicação por overdose. podendo incorrer em diagnósticos equivocados. Esta. Benzodiazepínicos (BZD): . O TP pode se tornar uma condição crônica ou recidivante com a interrupção do tratamento.O tratamento farmacológico deve durar em torno de 8 a 12 meses. . e não estarem restritos a qualquer situação ou conjunto de circunstâncias em particular. na qual ele acredita que irá “passar mal” e não conseguirá ser socorrido imediatamente. por sua vez. que podem influenciar o desencadeamento dos ataques de pânico.Um ataque de pânico com freqüência é seguido por um medo de ter outro ataque. vários ataques graves de ansiedade autonômica devem ter ocorrido num período de cerca de um mês. conscientes ou inconscientes. PSICOTERAPIA Fatores claramente desencadeantes podem não ser identificados. . pelo menos. visa a identificação de fatores.Para diagnosticar definitivamente o Transtorno de Pânico.

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