Inspetores de Equipamento

METROLOGIA

Eng. Márcio Cristiano de Oliveira

Inspetor de Equipamentos - METROLOGIA

ÍNDICE
CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO ....................................................................................... 3 CAPÍTULO 2. METROLOGIA ....................................................................................... 4 2.1 Implantação.......................................................................................................... 4 2.2 Categorias de Metrologia .................................................................................. 5 2.3 O papel da metrologia na organização ........................................................... 5 2.4 Medição ................................................................................................................. 5 2.5 Metrologia nos END............................................................................................ 7 CAPÍTULO 3. TERMINOLOGIA ................................................................................... 9 CAPÍTULO 4. CALIBRAÇÃO ..................................................................................... 11 4.1 O que é Calibrar um equipamento? .............................................................. 11 4.2 Por que calibrar? .............................................................................................. 12 4.3 Plano de Calibração ......................................................................................... 13 CAPÍTULO 5. RASTREABILIDADE DAS MEDIÇÕES ............................................ 14 5.1 Padrão de Medição (Padrão de referência) ................................................. 14 5.2 Rastreabilidade ................................................................................................. 14 CAPÍTULO 6. SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI) .......................... 17 6.1 Importância ........................................................................................................ 17 6.2 Unidades ............................................................................................................. 17 6.2.1 Unidades de Base ...................................................................................... 17 6.2.2 Unidades Derivadas .................................................................................. 18 6.2.3 Unidades fora do SI ................................................................................... 18 6.2.4 Múltiplos e Submúltiplos ......................................................................... 19 6.3 Regras para utilização dos símbolos do SI ................................................. 19 6.3.1 Algarismos significativos ........................................................................ 20 6.3.2 Arredondamento e aproximações .......................................................... 21 CAPÍTULO 7. ERROS DE MEDIÇÃO ........................................................................ 23 7.1 Erro grosseiro.................................................................................................... 23 7.2 Erro Sistemático ............................................................................................... 23 7.3 Erro Aleatório .................................................................................................... 24 7.4 Fator de correção.............................................................................................. 25 CAPÍTULO 8. PRECISÃO E EXATIDÃO ................................................................... 26 CAPÍTULO 9. RESULTADO DA MEDIÇÃO.............................................................. 28 CAPÍTULO 10. INCERTEZA DE MEDIÇÃO.............................................................. 30 CAPÍTULO 11. CRITÉRIO DE ACEITAÇÃO ............................................................ 31 CAPÍTULO 12. COMO ANALISAR DE UM CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO .. 33 CAPÍTULO 13. CONFIABILIDADE ............................................................................ 36 CAPÍTULO 14. ONDE CALIBRAR?........................................................................... 37 BIBLIOGRAFIA............................................................................................................. 38 FOLHA DE EXERCÍCIOS ............................................................................................ 39

Revisão: Junho / 2010
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Inspetor de Equipamentos - METROLOGIA

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO
A calibração de equipamentos e sistemas utilizados em medições são condições necessárias e exigidas tanto por normas nacionais quanto internacionais. Todas elas, sem exceção, requerem a existência de um sistema para organizar e controlar a calibração periódica dos meios de medição e ensaios e para assegurar a manutenção da confiabilidade de medições realizadas pelos equipamentos. Avaliar e tratar os resultados e desvios de medições é praxe essencial para a confiabilidade dos processos. A área de ensaios não destrutivos não foge a estas regras. A área de ensaios não destrutivos no Brasil é considerada uma das mais desenvolvidas, com um elevado nível de utilização das técnicas de END, aplicadas através de procedimentos cuidadosamente validados e um enorme contingente de técnicos treinados, qualificados e certificados segundo padrões internacionais. Os END são aqui aplicados não somente para avaliar a integridade de materiais, equipamentos e produtos, mas também como ferramenta de primeira grandeza para apoiar a análise e a avaliação de riscos na operação de instalações industriais. Paradoxalmente, a aplicação dos princípios da metrologia no tratamento de resultados de ensaios e de processos de calibração de instrumentos e equipamentos na área de END, em nosso país, ainda está longe de ser considerada como uma praxe institucionalizada. Quais seriam os fatores que contribuem para esta situação? Custos? Falta de visão sobre a necessidade e benefícios da aplicação destas metodologias aos END? Inexistência de treinamentos em conceitos e práticas de metrologia proporcionada aos técnicos de END? Ausência de uma normalização específica e orientativa? Esta apostila trás uma visão geral do que é a Metrologia e a sua importância nos dias de hoje, principalmente na área dos Ensaios não destrutivos.

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CAPÍTULO 2. METROLOGIA
Metrologia, palavra de origem grega (metron, medida; logos, tratado), é a ciência dos pesos e medidas ou, se quiser, a ciência da instrumentação e das medidas com ela realizadas. Atualmente, porém, esta designação está mais intimamente ligada ao domínio das medidas de alta exatidão. O objetivo central da Metrologia é a determinação do valor numérico de uma grandeza mensurável através da execução de um conjunto de operações, medida ou medição, utilizando dispositivos apropriados, aparelhos ou instrumentos de medida ou de medição. O conceito de grandeza mensurável é aplicável a todo e qualquer atributo de um fenômeno, corpo ou substância susceptível de ser caracterizado qualitativa e quantitativamente. Embora a medida de algumas grandezas físicas elementares tenha sido iniciada há milhares de anos, pode-se dizer que só no século XVI com os trabalhos do polaco Nicolau Copérnico (1473-1543) e especialmente do dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), nasce a ciência e a medida como tal.

A Metrologia é a ciência das medições, abrangendo todos os aspectos teóricos e práticos que asseguram a precisão exigida no processo produtivo, procurando garantir a qualidade de produtos e serviços através da calibração de instrumentos de medição, sejam eles analógicos ou eletrônicos (digitais), e da realização de ensaios, sendo a base fundamental para a competitividade das empresas. Metrologia também diz respeito ao conhecimento dos pesos e medidas e dos sistemas de unidades de todos os povos, antigos e modernos. A metrologia passou a fazer parte do nosso dia-a-dia. Os nossos consumos diários, água, eletricidade, telefone são medidos e pagamos pelos resultados das medições. Os radares nas ruas, os exames de sangue, a temperatura controlada de um ar-condicionado, entre outras grandezas. Na indústria a medição é utilizada para controlar os seus processos, suas matérias-primas e seus produtos finais, garantindo a qualidade e garantia de seus negócios. Atualmente, o conhecimento de metrologia é essencial para quaisquer profissionais do ramo das ciências e indústrias onde, muitas vezes, a qualidade de resultados de pesquisas ou resultado da qualidade de um produto é atestado de processo de medição.

2.1 Implantação O motivo pela implantação da metrologia A ISO série 9000 define explicitamente a relação entre garantia da qualidade e metrologia, estabelecendo diretrizes para se manter um controle sobre os instrumentos de medição da empresa, tornando assim necessária, a implantação de um processo metrológico na empresa que busca ou possui uma certificação. O fator “globalização dos mercados” também põe em prática um de seus principais objetivos, que é traduzir a confiabilidade nos sistemas de medição e garantir que especificações técnicas, regulamentos e normas existentes, proporcionem as mesmas 4

E ainda reduz a possibilidade de rejeição do produto. avaliar a velocidade de um carro. 2. na modernidade é cada vez mais importante obter medições confiáveis.METROLOGIA condições de perfeita aceitabilidade na montagem e encaixe de partes de produtos finais. Tem como objetivo principal proteger o consumidor tratando das unidades de medida. Por exemplo. Entende-se por medição um conjunto de operações que tem por objetivo atribuir um valor (número) a um determinado fenômeno. segurança e meio ambiente. que tem por base padrões de medição nacionais e internacionais. Medir é uma necessidade humana. a metrologia é dividida em 3 grandes áreas: . 2. pesquisas e metodologias científicas.2 Categorias de Metrologia Basicamente. Do ponto de vista técnico. está na melhoria do nível de vida das populações por meio do consumo de produtos com qualidade. não menos importante. da saúde e do meio ambiente. métodos e instrumentos de medição. Por exemplo. espera-se que ela seja: 5 .3 O papel da metrologia na organização A metrologia garante a qualidade do produto final favorecendo as negociações pela confiança do cliente. Reduz o consumo e o desperdício de matéria-prima pela calibração de componentes e equipamentos. para o alcance de altos níveis de qualidade metrológica. quando uma medição é realizada. Um outro objetivo. independente de onde sejam produzidas. . nas áreas de saúde. conhecer o número de defeitos de uma linha de produção. de acordo com as exigências técnicas e legais obrigatórias. evitando desgastes que podem comprometer sua imagem no mercado. . uma lâmpada pode ser fabricada na Alemanha. 2. enviada para montagem num farol na França que pode ser montado num carro Brasileiro.Metrologia científica: que utiliza instrumentos laboratoriais. sendo um diferenciador tecnológico e comercial para as empresas. aumentando a produtividade.4 Medição Durante toda a nossa vida realizamos medições. Atualmente é possível produzir peças e/ou acessórios em diferentes partes do mundo e estas peças se encaixarem perfeitamente. resguardando os princípios éticos e morais da empresa no atendimento das necessidades da sociedade em que está inserida.Metrologia Legal: está relacionada a sistemas de medição usados em relações comerciais. da preservação da segurança.Inspetor de Equipamentos . etc.Metrologia Industrial: cujos sistemas de medição controlam processos produtivos industriais e são responsáveis pela garantia da qualidade dos produtos acabados.

Média das medições Medidas realizadas Valor de referência 10. com pouca ou nenhuma diferença entre medições realizadas sob condições diferentes. Método A Método B Equipamento A Equipamento B Procedimento validado Técnico A Técnico B 6 .98 Média das medições 9.00 20. Valor de referência Valor medido Obs. significa que ela está mais próxima do valor de referência. isto é. mais próxima do valor verdadeiro (valor de referência).Inspetor de Equipamentos . com pouca ou nenhuma diferença entre medições efetuadas sob as mesmas condições.99 2ª medida 9.98 19.98 19.00 1ª medida 9.99 reprodutiva.00 3ª medida 9.97 20. Quanto mais exata for a medida.99 19.METROLOGIA exata. repetitiva.

Inspetor de Equipamentos .METROLOGIA Condições ambientais diferentes 2.5 Metrologia nos END Metrologia nos END 2 vetores Realizar o ensaio Calibrar o instrumento Medir Obter o certificado de calibração Interpretar o resultado Visão tradicional do profissional da área de END 7 .

8 .METROLOGIA Metrologia nos END 2 vetores Realizar o ensaio Calibrar o instrumento ou sistema de ensaio Medir Obter e analisar certificado de calibração Tratar o resultado da medida Interpretar o resultado da medida Controlar o instrumento ou sistema de ensaio Visão atual do profissional de END A visão do profissional da área de ensaios não-destrutivos (END) para com a metrologia e calibração dos equipamentos e sistemas de ensaio mudou muito nos últimos anos. Isso acaba gerando uma confiabilidade nas medições que serão realizadas no dia-a-dia pelo profissional. “olhava” rapidamente os números e guardava-o em uma gaveta para somente retirar de lá quando um auditor solicitava-o. compara com o seu critério de aceitação definido e aprova ou reprova o instrumento ou sistema para uso.Inspetor de Equipamentos . HOJE – O responsável envia os equipamentos e sistemas de ensaio para um laboratório de calibração e ao receber o certificado de calibração analisa os resultados da medição juntamente com seus erros e suas incertezas de medição. ANTES – O responsável pelos equipamentos ou sistemas de ensaio enviavam os mesmos para um laboratório de calibração e recebia-o novamente com um certificado de calibração relatando os resultados de medição da calibração com seus erros e suas incertezas de medição. minimizando os erros e melhorando os resultados finais dos ensaios.

Uma medição é dita mais exata quando é caracterizada por um erro de medição menor. no mesmo objeto ou em objetos similares.METROLOGIA CAPÍTULO 3. Nota: O termo “Aferição” possui o mesmo significado que “Calibração”. TERMINOLOGIA Em Metrologia. através de uma cadeia contínua de comparações. 9 .Grau de concordância entre um valor medido e um valor verdadeiro de um mensurando. e os valores correspondentes das grandezas estabelecidos por padrões. Incerteza de medição – Parâmetro.Grau de concordância entre indicações ou valores medidos. utiliza-se terminologia própria. que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser fundamentadamente atribuídos a um mensurando. geralmente a padrões nacionais ou internacionais. O significado das diferentes palavras tem vindo a ser normalizado. Valor nominal – Valor arredondado ou aproximado de uma característica de um instrumento de medição que auxilia na sua utilização. obtidos por medições repetidas. a variância ou o coeficiente de variação. Desvio – Valor medido menos o seu valor de referência. Apresentam-se a seguir alguns dos termos principais da linguagem metrológica e o seu significado de acordo com o Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia – VIM (rev. Precisão . empregando somente os recursos disponíveis no instrumento para o usuário. Exatidão . NOTA 1: A “exatidão de medição” não é uma grandeza e não lhe é atribuído um valor numérico. sob condições especificadas. NOTA 1: A precisão de medição é geralmente expressa na forma numérica por meio de medidas de dispersão como o desvio-padrão. todas tendo incertezas estabelecidas. Calibração – Conjunto de operações que estabelece. Rastreabilidade – Propriedade do resultado de uma medição ou do valor de um padrão estar relacionado a referências estabelecidas. sob condições especificadas. Dez/2008): Ajuste (de um instrumento de medição) – Operação destinada a fazer com que um instrumento de medição tenha desempenho compatível com o seu uso. sob condições de medição especificadas. Regulagem (de um instrumento de medição) – Ajuste.Inspetor de Equipamentos . pelo que é de toda a conveniência conhecê-lo. associado ao resultado de uma medição. como em várias outras áreas do saber. a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição ou sistema de medição ou valores representados por uma medida materializada ou um material de referência.

Nota. O termo “verificação” não está contido no VIM. Dessa forma mantém-se uma padronização da linguagem metrológica brasileira. mas também da própria filosofia de concepção do Vocabulário. Verificação – atividade executada periodicamente pelo usuário para verificar se o equipamento está com desempenho satisfatório.METROLOGIA Valor verdadeiro convencional (de uma grandeza) – Valor atribuído a uma grandeza específica e aceito. como tendo uma incerteza apropriada para uma dada finalidade. 10 . às vezes por convenção. Buscou-se com isso não apenas enfocar os aspectos da adequada correspondência dos termos entre as línguas estrangeiras envolvidas.Inspetor de Equipamentos .

Assim. O padrão é considerado a referência. mas o mesmo se encontra em desuso em nosso país. realizada em condições especiais. aplicadas com base em procedimentos escritos e previamente validados utilizando padrões específicos e pré-calibrados que não os de uso do dia-a-dia. os resultados das medidas apresentadas por este equipamento com os valores apresentados por padrões de elevada confiabilidade. O termo mais adequado para este caso é o de “regulagem” para o uso ou “regulagem” operacional. produzidas até os anos 80 denominavam (e algumas ainda denominam) calibração aquela atividade corriqueira de verificar se os equipamentos utilizados nos processos de END estavam operando corretamente antes do início das operações através de verificação simplificada do desempenho operacional dos mesmos. controladas e absolutamente reprodutíveis.METROLOGIA CAPÍTULO 4. Procedimentos próprios. em condições controladas de laboratório. conforme o requisito das normas. não é regular. Um critério de freqüência ou de periodicidade para re-calibração. melhor definido como “set-up” para fins de operação dos equipamentos frente às necessidades específicas de cada END no momento da operação. hierárquica e metrologicamente superiores ao instrumento a calibrar.Inspetor de Equipamentos . CALIBRAÇÃO 4. Condições ambientais conhecidas. calibrar um equipamento ou instrumento é comparar. diferenciada do dia a dia dos trabalhos normais. Mão de obra especificamente treinada para a atividade. é muito mais! Calibração é uma política de alto nível para assegurar resultados confiáveis das medições e ensaios realizados pela empresa 11 . com especificações e validados para o uso. rastreáveis a padrões da maior hierarquia nacional e de forma controlada. pré-definidas. controladas e reprodutíveis. O termo “calibração” é objeto de uma enorme confusão na área de END originada no decorrer dos anos passados e antes do advento dos atuais sistemas de gestão da qualidade. ajustar ou verificar simplesmente se os equipamentos de END estão operando dentro do esperado. definindo a “calibração” como sendo uma atividade específica e periódica. Por condições controladas de laboratório entende-se que o executor da calibração deva utilizar: Padrões de reconhecida idoneidade. Normas externas. Admite-se o uso do termo “aferição” como similar a calibração.1 O que é Calibrar um equipamento? Em termos simples. executar calibrações. A moderna nomenclatura de metrologia internacional expressa através do documento VIM Vocabulário Internacional de Metrologia (adotado oficialmente em nosso país e publicado pelo INMETRO) esclarece amplamente esta dúvida.

2 Por que calibrar? Calibrar é medir equipamentos e compará-los com padrões para assegurar que os mesmos são estáveis e que podem fornecer valores de medição confiáveis em qualquer condição para as quais o mesmo foi desenhado. principalmente. nem avaliam o processo que envolve uma calibração. podem gerar falsas informações levando a produtos sem confiabilidade. Tudo que sabem é que “a ISO-9000 pediu e o auditor quer ver o certificado de calibração”. insatisfação dos clientes. da precisão e da exatidão planejadas para o mesmo. re-trabalho e reposição e. dessa forma.METROLOGIA 4. ou internacionais. Quando as calibrações são referenciadas aos padrões nacionais. tais como: Redução na variação das especificações técnicas dos produtos. asseguram atendimento aos requisitos de desempenho. Custos de recall ou re-trabalho de um produto por uma medição suspeita ou não confiável (CORREÇÃO) Custos de calibração (PREVENÇÃO) 12 . Mas as empresas e seus colaboradores devem entender que a calibração dos equipamentos de medição é um componente importante na função qualidade do processo produtivo e. Prevenção dos defeitos. A qualidade da calibração também é o que menos importa. A calibração é uma oportunidade de aprimoramento constante e proporciona vantagens. devem incorporá-la às suas atividades normais de produção. aumentos dos custos de garantia. produzido e destinado. São um fato que instrumentos e equipamentos que executam medidas e que estejam fora da tolerância (OOT – Out of Tolerance).Inspetor de Equipamentos . Compatibilidade das medições. A redução de perdas pela pronta detecção de desvios no processo produtivo evita o desperdício e a produção de rejeitos. ocasionando um aumento do risco do uso do material ou do equipamento ensaiado. Freqüentemente os usuários de instrumentos não entendem os motivos pelos quais um instrumento deve ser calibrado. Produtos mais uniformes representam uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes. O critério é: O CERTIFICADO PELO MENOR PREÇO.

instruções e procedimentos. ou um termômetro que está lendo 1 grau Celsius (ºC). CALIBRAR NÃO É AJUSTAR PARA USO Tomemos um caso genérico e imaginemos um manômetro estar lendo o valor de 1 pascal (Pa). A rastreabilidade dos seus padrões. O custo de não se atender a esta condição pode chegar a ser desastroso. reparos. etc.3 Plano de Calibração Além da calibração é necessário um “Plano de Calibração” definido pelo usuário informando a data da última e a data da próxima calibração. de identificação Analise de que o equipamento atende às especificações Localização atual. 4. ruído. vibração e pressão atmosférica (se aplicável). resultados e cópia de todos os certificados Critério de aceitação Plano de manutenção. modelo e nr. A norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 é um dos documentos que os laboratórios (inclusive) (os das indústrias) utilizam para compor seus manuais. se apropriado Instruções importantes do fabricante Datas. ajustes. que o mesmo apresenta valores nos quais se pode confiar. Conteúdo mínimo: Nome do equipamento Nome do fabricante. ou seja. e uma série de outros fatores que influenciam diretamente nos resultados de uma calibração. de tudo que aconteceu com o instrumento. 13 . ambiente controlado para temperatura. quando apropriado Quaisquer danos. cálculos de incertezas para todas as medidas. etc. É necessário um padrão exclusivo reconhecido nacionalmente e/ou internacionalmente. Que seu pessoal é competente. Cada instrumento ou sistema de medição deve ter uma ficha com o todo o seu histórico de calibração.Inspetor de Equipamentos . manutenção. O laboratório de calibração deve garantir: A qualidade das suas medições. assegurando através de medições e comparações bem planejadas e executadas. É necessária uma metodologia aplicada e devidamente validada. ou seja. Como saber se a pressão ou a temperatura são realmente as indicadas pelos respectivos instrumentos? A única forma é calibrando o instrumento. Que seu Sistema da Qualidade é eficaz. umidade. mau funcionamento.METROLOGIA Então.

METROLOGIA CAPÍTULO 5. quando realizamos alguma medida poderá surgir uma dúvida. 5. é necessário recorrer a um padrão de medição. sendo. Quando calibramos os relógios. às vezes por convenção. o laboratório nacional mantém esse valor como uma representação da unidade. pois estabelece a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição e os valores correspondentes do padrão de referência. no mesmo instante você olha o relógio do seu pulso que está marcando 10hs.1 Padrão de Medição (Padrão de referência) Apesar de todos os cuidados. Para tirar a dúvida ligamos para o Observatório e conheceremos a hora certa. qual é o valor correto? Por exemplo.Inspetor de Equipamentos . RASTREABILIDADE DAS MEDIÇÕES 5. isto é. eles foram relacionados com o Observatório Nacional. Este relacionamento é denominado rastreabilidade de uma medição. “Valor Verdadeiro Convencional: Valor atribuído a uma grandeza específica e aceito. Por convenção consideramos o Observatório Nacional como sendo o valor verdadeiro convencional da hora do Brasil. 14 . as medidas feitas têm como referência o Observatório. Quando a realização é obtida. Um padrão tem a função básica de servir como uma referência para as medições realizadas. portanto.2 Rastreabilidade Toda unidade de medida tem uma definição (tomada como uma unidade ideal e parte do SI). Este processo de comparação é chamado de calibração. sendo geralmente executada por um laboratório nacional) e uma representação. de que maneira poderemos saber qual é a hora certa? Neste instante. como tendo uma incerteza apropriada para uma finalidade” Então sempre que quisermos saber a hora certa teremos que ligar para o Observatório??? A resposta é não! Se ajustarmos os relógios com o valor informado por eles poderemos medir as horas a qualquer momento. uma realização (atingida geralmente por meio de experiências cujos resultados sejam os mais próximos possíveis da definição. você olha no relógio da parede e vê 11hs. Para este caso o padrão poderia ser o relógio do Observatório Nacional. o mais alto padrão com o qual outras representações são comparadas.

o laboratório deve fornecer confiança nas medições. Todo equipamento que possui influência na qualidade da medição.METROLOGIA Padrões Internacionais Rastreabilidade Padrões nacionais Padrões de Referência Padrões de Trabalho Usuários Padrão Internacional (padrão primário): padrão reconhecido por um acordo internacional para servir como base para estabelecer valores a outros padrões a que se refere. uso de métodos especificados e/ou padrões consensados. Padrão de referência (padrão secundário): (conjunto de laboratórios acreditados pelo INMETRO (RBC – Rede Brasileira de Calibração) para realizar serviços de calibração).Inspetor de Equipamentos . Padrão de trabalho: padrão utilizado nas medições do dia-a-dia. devem ser calibrados antes de serem colocados em uso. Padrões que devem ser calibrados pelos padrões nacionais. como: uso de materiais de referência certificados. Padrão Nacional (padrão primário): padrão reconhecido por uma decisão nacional para servir como base para estabelecer valores a outros padrões a que se refere. A rastreabilidade dos padrões de medição segue da base maior da pirâmide para a parte menor (topo). conforme suas características e especificações. pois é necessário saber se os mesmos estão medindo corretamente. 15 . incluindo aqueles para medições auxiliares. Quando não for possível a rastreabilidade ao SI (Sistema Internacional de Medidas). através da rastreabilidade a padrões apropriados.

deverá em qualquer caso permitir reportar o valor medido com um padrão de trabalho a um padrão pelo menos primário mediante uma cadeia ininterrupta de comparações que se designa por rastreabilidade. uma vez que se pode tomar como base os padrões internacionais. a hierarquia primário. 4. laboratórios privados ou industriais disporão de padrões secundários. os quais são utilizados como referência para ajuste e calibração de padrões de trabalho. os diferentes padrões estão hierarquizados de acordo com as qualidades metrológicas segundo uma escala decrescente dos primários para os de trabalho. 16 . Em relação aos padrões primários. secundários e de trabalho o conceito de exatidão é pertinente. A essa hierarquia corresponde também. e uma vez que a qualidade metrológica mais importante de um padrão é exatamente a sua exatidão. Por exemplo: 10 mm. Genericamente. Como tal. um padrão de trabalho é mais barato do que um primário. Deste modo.Inspetor de Equipamentos . Um laboratório nacional de padrões disporá de padrões primários. 80 m/s. etc. Este tipo de organização. Dez/2008 Conforme facilmente se constata a partir das noções agora definidas. que pode revestir diferentes formas.5 V. uma escala decrescente de custos dos padrões. e para uma mesma grandeza. e também porque as precisões exigidas não são as mesmas em todas as situações de medida. cada uma contribuindo para a incerteza de medição. Todo resultado de todas as medições devem ser expressos por um número e por uma unidade.METROLOGIA Rastreabilidade: Propriedade do resultado de medição pela qual tal resultado pode ser relacionado a uma referência através de uma cadeia ininterrupta e documentada de calibrações. VIM – INMETRO / rev. secundário e de trabalho corresponde a uma escala crescente de imprecisões. e naturalmente. os diferentes tipos de padrão encontram-se em diferentes tipos de laboratório.

Inspetor de Equipamentos . entre os quais podemos destacar: Facilidade. 6. Todas elas estão apresentadas na tabela a seguir: Grandeza Definição O metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo. 6.012 Kg de carbono 12. SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI) 6.1 Unidades de Base O SI baseia-se em apenas 07 (sete) grandezas físicas independentes. chamadas de Unidades de Base. numa direção dada. apresenta aspectos positivos. O segundo é a duração de 9.METROLOGIA CAPÍTULO 6.631. Demonstração de maturidade técnica e científica pelo abandono de sistemas superados ou em desuso. A candela é a intensidade luminosa. durante o intervalo de tempo de 1/(299. de uma fonte que emite uma radiação monocromática de freqüência 540x1012 hertz e cuja intensidade energética naquela direção é de 1/683 watt por esterradiano. A adoção do SI no Brasil. O quilograma é a unidade de massa igual à massa do protótipo internacional do quilograma. O mol a quantidade de matéria de um sistema contendo tantas entidades elementares quanto átomos existem em 0. Símbolo Comprimento m Massa kg Tempo s Intensidade Luminosa cd Quantidade de matéria mol 17 .2. na troca e entendimento das informações nas relações comerciais e científicas.2 Unidades No SI distinguem-se basicamente duas classes de unidades: as Unidades de base e as Unidades derivadas.792.1 Importância O Sistema Internacional de Unidades (SI) é o sistema de unidades adotado e recomendado pela Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM).770 períodos da radiação correspondente à transição entre dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133.458) de segundo. além de ser uma obrigatoriedade legal. ao nível internacional.192.

fluxo energético Tensão elétrica Resistência elétrica Temperatura Celsius Definição metro quadrado metro cúbico metro por segundo metro por segundo ao quadrado quilograma por metro cúbico metro cúbico por quilograma hertz newton pascal joule watt volt ohm Grau Celsius Símbolo m2 m3 m/s m/s2 Kg/m3 m3/Kg Hz N Pa J W V Ω ºC 6.METROLOGIA O ampère é a intensidade de uma corrente elétrica constante que. A tabela a seguir apresenta algumas unidades derivadas: Grandeza Superfície Volume Velocidade Aceleração Massa específica Volume específico Freqüência Força Pressão Energia.000 kg Símbolo min h d º l. produz entre estes condutores uma força igual a 2x10-7 newton por metro de comprimento. quantidade.16) da temperatura termodinâmica do ponto tríplice da água. no vácuo. de seção circular desprezível e situados Corrente Elétrica à distância de 1 metro entre si.001m3 1. mantida entre dois condutores paralelos.2 Unidades Derivadas São as unidades formadas pela combinação das unidades de base segundo relações matemáticas que correlacionam as correspondentes grandezas. retilíneos.2. calor Potência. porém estão amplamente difundidas. A K 6. trabalho. de Intensidade de comprimento infinito.400 s π/180rad 1dm3 = 0. Temperatura Termodinâmica O kelvin é a fração 1/(273. L t 18 .Inspetor de Equipamentos .3 Unidades fora do SI O Bureau Internacional de Pesos e medidas (BIPM) reconhece que existe a necessidade de utilizar algumas unidades que não fazem parte do SI. Algumas destas unidades estão apresentadas na tabela a seguir: Grandeza minuto hora dia grau litro tonelada Definição 60 s 3.2.600 s 86.

4 Múltiplos e Submúltiplos Todas as unidades podem ser estendidas sobre uma faixa de 48 ordens de grandeza do seu valor base. Ao escrevermos a unidade por extenso devemos utilizar letra minúscula. As exceções são o µ (mícron) e o Ω (ohm). Exemplo: 10 kg 500 m 19 . metro – m grama .METROLOGIA 6. Os multiplicadores são todos potências de 10.Inspetor de Equipamentos . Aqui estão alguns deles: Nome yotta zetta exa peta terá giga mega quilo hecto deca deci centi mili micro nano pico femto atto zepto yocto Símbolo Y Z E P T G M k h da d c m µ n p f a z y Multiplicador 1024 1021 1018 1015 1012 109 106 103 102 101 10-1 10-2 10-3 10-6 10-9 10-12 10-15 10-18 10-21 10-24 6. que são letras gregas. Exemplo: Exemplo: pressão – Pa ou pascal temperatura – K ou kelvin Os símbolos das unidades não têm plural e não são seguidos por pontos. a primeira letra do símbolo é maiúscula.3 Regras para utilização dos símbolos do SI Para uma padronização existem regras para se utilizarem os símbolos do SI.2.g Se o nome da unidade é um nome próprio. esses símbolos são expressos em caracteres romanos e minúsculos.

da resolução do dispositivo indicador do aparelho de medida utilizado. Existe. e o 9 é correto. Com a régua acima. a medida do comprimento do lápis deve ser expressa por dois algarismos. Por exemplo. 9.3 cm.1 Algarismos significativos A apresentação numérica do resultado de uma medição depende. denominado duvidoso. no segundo a afirmação é de que esse valor estará mais perto de 31. O algarismo 5 é desnecessário.25 cm. enquanto que no primeiro caso o dispositivo indicador permite apenas afirmar que o valor medido deverá estar mais próximo de 31 do que de 30 ou de 32.Inspetor de Equipamentos .3. Então. 9. não tem sentido registrar a medida do comprimento do lápis como 9.3.METROLOGIA Na divisão de uma unidade por outra deve-se utilizar uma barra inclinada ou um traço horizontal. Para minimizar os erros.1. o que torna ilícito expressar. Assim. por esta razão. 20 . se você medir o comprimento do lápis verá que ele está entre 9.00 do que de 31. são aqueles que sabemos estarem corretos e mais o primeiro duvidoso.99. com maior números de algarismos significativos do que os resultantes dessa resolução. Resumindo: Algarismos significativos. Esses dois algarismos são denominados significativos. não só esse valor como outros que dele resultem por manipulações matemáticas. Ao expressar a medida de uma grandeza física.2 e 9. porque o 2 que o antecede já é um algarismo duvidoso. No nosso exemplo.2 ou 9. é essencialmente diferente expressar-se o valor de uma grandeza como sendo 31 ou 31.01 ou de 30. O algarismo que deverá aparecer após o numero 9 não carrega a mesma certeza. Exemplo: km/h ou km h 6. em uma medida. o arredondamento somente é feito no final dos resultados e o mesmo não pode ser maior do que 5% do valor original. portanto. Ele é. é importante utilizar os algarismos corretos e o primeiro algarismo duvidoso. Quantos décimos de milímetros devemos considerar? É impossível precisar. uma ligação entre o número de algarismos significativos com que se apresenta um valor medido e a resolução do aparelho de medida utilizado.00 unidades dessa grandeza. para além de outros fatores.

Exemplo 1: Valor real = 1.2 Arredondamento e aproximações Ao realizar operações com medidas realizadas em diferentes instrumentos.03 equivale a 1. A regra a ser seguida é: • Quantidade após o algarismo duvidoso maior que 5. etc.85  1. Apenas no final é que se arredonda o resultado para preservar um algarismo duvidoso.Inspetor de Equipamentos . a fim de diminuir o erro devido aos arredondamentos.3 • Quantidade após o algarismo duvidoso igual a 5. → arredonda-se o algarismo duvidoso para menos. podem-se expressar os resultados intermediários com todos os algarismos possíveis.8 • Quantidade após o algarismo duvidoso menor que 5. → arredonda-se o algarismo duvidoso para mais.METROLOGIA 6. 500. etc. etc. 1. 500. que possuem diferentes números de algarismos significativos.03 0. 500.77  5. Durante as operações.5% de 1. → arredonda-se o algarismo duvidoso para mais: 5. 21 .9 Existe uma outra regra que o valor do arredondamento não deve ser maior do que 5% do valor real.97 que é o valor real Ou seja. para este caso o arredondamento está correto. exprime-se o resultado final com apenas um algarismo duvidoso. 5.33  5. mantém-se o menor número de algarismos significativos.97 Valor arredondado = 2.3.0 Diferença entre os dois valores = 0. isto é.

METROLOGIA Exemplo 2: Valor real = 0.04 0.7 Diferença entre os dois valores = 0. para este caso o arredondamento feito ultrapassou os 5% estabelecido.66 Valor arredondado = 0.Inspetor de Equipamentos . sendo assim não deve ser feito.04 equivale a 6% de 0. qualquer que seja.66 que é o valor real Ou seja. 22 . Dessa forma precisamos tomar um certo cuidado ao se arredondar um valor. pois um arredondamento feito pode ser tanto desprezível como também pode ocasionar em reprovação de um determinado item o qual esteja aprovado ou vice-versa.

8 3ª medida 12.1 Erro grosseiro O erro grosseiro é aquele cujo valor encontrado difere muito de todos os outros. correspondem a um único valor que deve ser desprezado quando identificado. Esse erro pode ser causado por vários motivos. ERROS DE MEDIÇÃO Dificilmente obtemos resultados nas calibrações 100% exatas. isto é. Os erros grosseiros. 7.Inspetor de Equipamentos .METROLOGIA CAPÍTULO 7. como: desgaste do sistema de medição ajustes fatores construtivos método de medição condições ambientais etc 23 . isenta de erros. o erro sistemático e o erro aleatório. pois difere muito das outras. O operador deve dominar pelo menos três tipos de erro que provocam influência aditiva no erro de medição: O erro grosseiro. Na realidade o que devemos é conhecer e manter estes erros dentro de limites aceitáveis.4 A segunda medida realizada é um “erro grosseiro”.3 2ª medida 14. normalmente. sua causa deve ser detectada e reduzida. As causas para o aparecimento desse erro podem ser: Leitura errônea Defeito do sistema de medição Manipulação indevida Anotação errada Descuido com paralaxe Defeito no sistema de medição Etc Embora a eliminação completa do erro grosseiro seja impossível.2 Erro Sistemático Erro sistemático é a diferença entre o valor verdadeiro convencional e a média de um determinado número de medições.4 4ª medida 12. 7.5 1ª medida 12. Exemplo: Valor nominal 12. Erros grosseiros acontecem quando se atribui falta de cuidado ou maus hábitos. em um conjunto de medições. principalmente com treinamento do pessoal envolvido.

pois ocasionam medições espalhadas mais ou menos simetricamente em torno do valor médio.2 99.0 -1. em condições específicas para determinada calibração. Este termômetro pode estar aprovado ou reprovado quanto aos seus erros apresentados.9 Erro Sistemático* -0. Este erro pode ser eliminado na calibração. Os fatores que contribuem para o aparecimento do erro aleatório podem ser devido a: atritos vibrações folgas flutuações na rede de alimentação instabilidade interna condições ambientais etc.0 200. 7. pois normalmente ele se apresenta linearmente.3 Erro Aleatório Erro aleatório é a diferença entre o resultado de uma medição e a média de um determinado número de medições.0 Valor Indicado no Instrumento em Teste 49. 24 . ou seja.1 * Erro Sistemático = Valor Indicado no Instrumento em Teste – Valor Verdadeiro Convencional Observe no exemplo acima que os erros sistemáticos das medições se mantém próximos. isso vai depender do processo em que este instrumento será utilizado. Esses erros dificilmente podem ser eliminados.METROLOGIA Na maioria das vezes o erro sistemático não é constante na faixa de operação do sistema de medição. Exemplo: Na calibração de um termômetro obtêm-se os seguintes resultados em ºC: Valor Verdadeiro Convencional 50.Inspetor de Equipamentos .8 -1. dependendo do tipo do instrumento. o mesmo pode ser ajustado internamente por um técnico capacitado e treinado. O erro SISTEMÁTICO deve ser SEMPRE compensado no resultado obtido na medição O Erro Sistemático também pode ser chamado de Desvio ou Tendência. seus critérios de aceitação e especificações.0 198. tornando-o de difícil previsão. Esses ajustes são realizados em laboratório.0 100.

1 0. É um fator numérico que a partir de um resultado que ainda não foi corrigido é multiplicado para compensar o erro sistemático.20 Para se obter o Valor Real. portanto o erro aleatório pode ser devido ao atrito dos mancais.2 -0. Exemplo: Resultados obtidos na calibração de uma Máquina detectora de trincas por Partículas Magnéticas: Posição da chave 1 2 3 4 Valor Indicado no Instrumento em Teste (A) 500 1000 1500 2000 Valor Verdadeiro Convencional (A) 532 1100 1750 2400 Erro (%) -6. ponteiro enroscado (em caso de instrumentos analógicos).1 -14.5 -0. Deve ser enviado para manutenção imediatamente. como.3 Erro na 2ª medida -0. 25 .4 Fator de correção O fator de correção é muito utilizado pelos usuários dos instrumentos de medição calibrados.7 Fator de correção 1.7 -0. eletricidade eletrostática no visor.17 1.0 -9.Inspetor de Equipamentos . folga no pivô. etc.METROLOGIA Exemplo 1: Calibração de um Medidor de espessuras em mm: Valor Verdadeiro Convencional 5.2 0. Exemplo 2: Calibração de um Medidor de camadas de tinta em µm: Numa série de medições com este medidor. a indicação é de 30 µm.06 1.10 1. a indicação do instrumento com um padrão de 30 µm varia entre 20 µm e 25 µm.1 Erro na 3ª medida -0. mas quando ele recebe uma pancada leve com a ponta dos dedos. 7.0 0. deve-se multiplicar o Valor Indicado no Instrumento da máquina pelo fator de correção correspondente à posição da chave.3 -16. Tudo indica que a origem deste erro seja um defeito do sensor ou mesmo do circuito eletrônico do indicador. pois são importantíssimos para que os resultados obtidos sejam corretos. uma curva que torne os resultados previsíveis.0 Erro na 1ª medida -0.4 Erro aleatório: Resultado de uma medição – média dos resultados Neste exemplo podemos notar que o erro sistemático não segue qualquer tipo de lógica. por exemplo.0 10. Neste caso o instrumento está infiel.0 20.

sob as mesmas condições. Então. É a capacidade que o instrumento de medição tem de fornecer um resultado correto. Os termos PRECISÃO e EXATIDÃO possuem significados diferentes 26 . um equipamento preciso e inexato é capaz de fornecer resultados reprodutivos. Exatidão é a aptidão de um instrumento para dar respostas próximas ao valor verdadeiro do mensurando. Quanto maior o desvio padrão. o termo “Precisão” foi substituído pelo termo “Repetitividade”. mesmo que ele não esteja correto.METROLOGIA CAPÍTULO 8. A exatidão está associada à proximidade do valor verdadeiro e a precisão está associada à dispersão dos valores resultantes de uma série de medidas. seria necessário um grande número de medições para se ter um resultado médio confiável. PRECISÃO E EXATIDÃO Em metrologia os termos “exatidão” e “precisão” são considerados como características do processo de medição. A exatidão está relacionada com as incertezas sistemáticas da medição. Precisão significa a aptidão de um instrumento de medição fornecer indicações muito próximas. ou seja. quando se mede o mesmo mensurando. Um equipamento exato é aquele que após uma série de medições nos fornece um valor médio que é próximo ao real. Isto significa que neste caso. menor é a precisão. é capaz de fornecer resultados corretos. mas com uma grande variação entre as medidas. Nota: No último VIM emitido. e um equipamento exato e impreciso. A precisão é definida pelo desvio padrão de uma série de medidas de uma mesma amostra ou um mesmo ponto. Define o quanto um instrumento é capaz de reproduzir um valor obtido numa medição. mas incorretos.Inspetor de Equipamentos . e estatisticamente válido. apresente baixa precisão. A exatidão pode ser avaliada através da calibração do instrumento. mesmo que o desvio padrão seja elevado. A precisão está relacionada com as incertezas aleatórias da medição e tem relação com a qualidade do instrumento.

pois a média dos valores obteve um maior desvio em relação ao valor de referência. Existência de erros sistemáticos: resultado preciso.0 50. mas não exato.1 2ª medida 51. Em contra partida. Erros fortuitos pequenos. pois obteve menos variações entre as três medições realizadas no mesmo ponto.0 50.0 1ª medida 51. Erros fortuitos pequenos.Baixa dispersão de resultados. Erros fortuitos elevados.3 3ª medida 51.0 50.Grande dispersão de resultados.2 Média 51. 27 .Inspetor de Equipamentos .Baixa dispersão de resultados. Não existência de erros sistemáticos: resultado preciso e exato.Grande dispersão de resultados. b . Existência de erros sistemáticos: resultado não preciso e não exato.METROLOGIA Observemos o exemplo abaixo: a b c d PRECISÃO: NÃO EXATIDÃO: NÃO PRECISÃO: SIM EXATIDÃO: NÃO PRECISÃO: NÃO EXATIDÃO: SIM PRECISÃO: SIM EXATIDÃO: SIM a . A Incerteza das medidas é representada pela dispersão dos valores. d . A incerteza de medição dos alvos “a” e “c” é maior do que “b” e “d”. Obs.0 50. mas exato. (Incerteza  dispersão) Exemplo: Calibração de dois Paquímetros: (unidade em mm) Equipamento A B Valor Verdadeiro Convencional 50. ele é menos exato.0 50.2 Com os dados acima é possível concluir que o equipamento A é mais preciso do que o equipamento B. c . Não existência de erros sistemáticos: resultado não preciso. Erros fortuitos elevados.

até mesmo do que a Média das medidas e mereceria uma maior compreensão e aplicação. 28 . por exemplo com uma trena e o resultado apresentado fosse: 4.METROLOGIA CAPÍTULO 9.047 m (sem a declaração da Incerteza de medição). o resultado da sua medição está correto mesmo se o solicitante não estivesse satisfeito com a Incerteza de medição apresentada e neste caso o mesmo poderia propor uma alteração no procedimento de medição utilizado. A expressão de um resultado de medição encontra-se incompleta caso esta não se apresente com a declaração da Incerteza de medição associada. como por exemplo o uso de uma trena. por exemplo. Sob o mesmo ponto de vista.010 x 4. como segue: 4. ou seja. nenhuma medição pode ser apresentada em um ponto exato. cumpre-nos observar que dentre as parcelas mostradas na expressão do Resultado de uma medição. As medições sempre giram em torno de uma faixa. A incerteza de um resultado define uma faixa de valores em torno da média das medições. dúvidas em leituras. por exemplo: 10. 10. devido a condições ambientais. A medição correta é aquela que é apresentada com as incertezas de medição declaradas.0 m + 0. dentro da qual o valor verdadeiro do mensurando se encontra com nível de confiança estabelecido. incertezas herdadas dos instrumentos padrões. errado estaria se a medição fosse feita. a Incerteza de medição é a mais importante.2 mm + 0. RESULTADO DA MEDIÇÃO Não existem medições 100% exatas. Metrologicamente falando.0 e 10. Este poderia utilizar-se das dimensões padronizadas das placas de piso (por exemplo: 30 x 30 cm) e após uma contagem do número de placas em cada lado emitir um resultado de medição. Vejamos um exemplo: Um Metrologista foi solicitado para medir as dimensões do seu laboratório para a preparação de um layout.2 mm. e este não dispusesse de trena ou qualquer outro meio de medição.Inspetor de Equipamentos .0 x 4. a medição realizada está na faixa de 10. Resultado = Média (das medidas) – Erro Sistemático + Incerteza de medição Embora não seja ainda de entendimento geral e até mesmo algumas vezes de desconhecimento de alguns.4 mm.15 m. ou seja. etc.2 mm. pois existem vários fatores que fazem com que essas medidas não se tornem 100% confiáveis.

2 10. 29 . pois lembramos que não existem a medições 100% exatas.2 mm 10.2 Exemplo 2: Resultado da medição: 10.METROLOGIA Veja nos gráficos abaixo: Exemplo 1: Resultado da medição: 10. ou seja. está incorreta. uma faixa.2 + 0. Já no “exemplo 2” a informação do resultado está completa.0 10.2 mm 10.4 Veja que no “exemplo 1” o resultado foi informado sem a declaração da incerteza da medição. Dessa forma concluímos que sempre temos que estar atentos a Incerteza de medição declarada junto ao resultado da medição e esta é fundamental para classificar se um instrumento de medição está “Aprovado” ou “Reprovado” para um determinado trabalho. ou seja.Inspetor de Equipamentos .

Em alguns casos requerem também pesquisas árduas de dias ou talvez de meses para chegar a resultados reais.0 100. muitos componentes. em geral.5 e 100.5 mm Resultado da medição 99. Para descrever a falta de perfeição nas medições usamos a expressão incerteza da medição.0 99.METROLOGIA CAPÍTULO 10. Os outros componentes são avaliados por meio de distribuições de probabilidade assumidas. até chegar a esse resultado final que é chamado de incerteza expandida deve-se combinar todas as fontes de incertezas individuais e posteriormente realizar outros cálculos. Parcela da incerteza é devida à qualidade ou hierarquia dos padrões utilizados pelo laboratório e pelo processo de calibração. definida como sendo o parâmetro associado ao resultado de uma medição. este conjunto deve ser analisado. mas o conceito de incerteza como um atributo de confiabilidade é relativamente novo. Existe um consenso mundial de que o método de avaliar e expressar a incerteza seja uniforme em todo o mundo de forma que as medições nos diversos países sejam facilmente comparadas. que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser fundamentalmente atribuídos aos valores medidos. são métodos que para chegar nos resultados finais requerem um grande conhecimento técnico (da área específica) e estatístico. Esta indicação deve ser facilmente entendida e implementada. Exemplo: Resultado da medição: 100. pois como já informado anteriormente nenhuma medição é 100% exata. Para cada ponto medido é necessário calcular uma incerteza de medição. Alguns destes componentes podem ser estimados com base na distribuição estatística dos resultados das séries de medições e podem ser caracterizados por desvios padrão experimentais.5 100. A incerteza de medição compreende.0 Ou seja. baseadas em outras informações próprias e decorrentes da experiência do laboratório. Obs. Quando um certificado de calibração informa o resultado da medição mais a sua incerteza de medição. o documento do INMETRO “NITDICLA-021” é recomendado. a incerteza de medição. a medição realizada está entre 99. deve ser utilizada na avaliação da incerteza existente do próprio processo de END. INCERTEZA DE MEDIÇÃO O resultado de uma medição deve sempre estar acompanhado de uma indicação da qualidade da medida.0 + 0.5 101. declarada no certificado de calibração emitido pelo laboratório. Existem procedimentos para o cálculo da incerteza de medição.Inspetor de Equipamentos . De acordo com a boa praxe da metrologia. O conceito de erro e de sua análise é prática antiga em metrologia.5 mm. 30 . Para maiores informações sobre os cálculos de incerteza de medição.

0 100. isso já sabemos.5 0. não seria demais? Não teria que fazer um curso sobre incertezas. a partir daí o usuário decide se irá calibrar ou não neste laboratório com a previsão da incerteza de medição informada. e todos os instrumentos de medição que são calibrados devem ter critérios de aceitação definidos quanto aos resultados finais apresentados no certificado de calibração.0 Valor Indicado no Instrumento em Teste 20. Geralmente.5 101. veja no exemplo abaixo: Exemplo: Resultados obtidos na calibração de um termômetro (em ºC): Valor Verdadeiro Convencional 20.Inspetor de Equipamentos .0 200.5 + Incerteza 0. Entendemos que ter conhecimentos sobre as normas técnicas vigentes.5 0. Para determinar um critério de aceitação de um determinado instrumento é necessário ter bons conhecimentos de: Normas técnicas Processo de medição Características do instrumento (especificações técnicas) Incerteza de medição obtida na calibração Etc.5 Erro 0.METROLOGIA CAPÍTULO 11.5 31 .5 1. quando o usuário solicita ao laboratório uma proposta de calibração.0 201. o processo de medição e as características do instrumento são fundamentais para determinar um critério de aceitação. mas é primordial que se conheça qual será a incerteza aproximada (ou a menor incerteza) que será obtida na calibração. estatísticas? Claro que não! Não é necessário conhecer como se calcula a incerteza da medição. CRITÉRIO DE ACEITAÇÃO Todos os instrumentos que são utilizados nas medições do dia-a-dia e que afetem na qualidade do produto devem ser calibrados.0 1. mas saber sobre a incerteza de medição obtida na calibração. O INMETRO recomenda que o critério de aceitação seja entre 3 e 10 vezes o valor da incerteza de medição para que tenha uma faixa em que o erro pode variar. o mesmo informa qual a faixa de medição e a menor incerteza que se consegue nesta calibração.

Esse cálculo é desejável. 32 . Critério de aceitação Valor de referência resultado da medição Dessa forma. Alguns critérios não poderão atender a essa recomendação por características do instrumento ou pelo valor da incerteza da medição ser alta ou baixa.Inspetor de Equipamentos .METROLOGIA Pela recomendação do INMETRO. o critério de aceitação desse termômetro estaria entre 1. cada caso deverá ser analisado unicamente.5ºC (incerteza x 3) e 5ºC (incerteza x 10). dificilmente um resultado de uma medição tenha “zero” de erro sistemático (valor medido – valor de referência). a faixa do resultado da medição poderá se mover com uma certa folga. pois como já informado antes. Obs. Esse critério de aceitação também poderá ser chamado de Tolerância de Processo ou somente de Tolerância. não fazendo com que qualquer erro pequeno ultrapasse a faixa do critério de aceitação.

3 + Incerteza 0. Ele sabe que o auditor vai questioná-lo sobre esse certificado. Nesta norma podemos encontrar todas as informações que um certificado de calibração ou um relatório de ensaio devem conter. COMO ANALISAR DE UM CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO Um dos itens mais importantes para o responsável que analisa um certificado de calibração é entender cada informação descrita nele. em módulo. Convém que os equipamentos utilizados em processos que afetem a qualidade do produto sejam calibrados em laboratórios acreditados e/ou reconhecidos pela Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025. Outra informação apresentada no certificado é a incerteza de medição. O erro do equipamento também é informado (geralmente como erro sistemático). Sem dúvida. só incerteza. conforme ISO GUM.METROLOGIA CAPÍTULO 12. como entender aquela tal de incerteza e esse fator de abrangência (fator do que?? Nossa!!). que pode levar diferentes nomes como incerteza total.Inspetor de Equipamentos . Vamos ver como essa análise funciona na prática: Exemplo 1: O projeto de uma peça indica que a espessura em uma determinada cota deve ser de 10. Obs. Deve-se lembrar que para o equipamento estar apto. pelo menos conforme recomenda a norma. a resolução do instrumento deve ser adequada à capacidade de medição requerida. defina muito bem a calibração. Bom. a incerteza expandida somada ao erro/tendência. uma análise detalhada do certificado precisa ser feita.0 Valor Verdadeiro Convencional 9. podemos garantir que este certificado contém todas as informações necessárias. mas como saber se está correto. um dos maiores temores da maioria dos envolvidos nas atividades metrológicas de uma empresa. Garantir que o certificado/relatório tenha todas as informações.7 Erro -0.5 mm.0 + 0. para clarear um pouco as coisas quando contratamos um laboratório que é acreditado e/ou reconhecido pela Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025. mas recomenda-se utilizar o termo incerteza expandida. Para evitar problemas indesejados com a incerteza ou com o seu certificado. tendo os pontos de calibração definidos de acordo com a faixa de uso do instrumento. deve ser menor que o erro admissível (ou critério de aceitação ou tolerância) para esse equipamento de medição. avalie a melhor capacidade de medição (incerteza mínima fornecida pelo laboratório considerando um equipamento próximo ao ideal) do laboratório. e pode aparecer como tendência ou desvio. se o equipamento está adequado ao processo. não garante que os resultados apresentados são os melhores possíveis.3 33 . é quando chega o certificado de calibração. quando não houver correção do erro/tendência apresentado no certificado. pois estará sendo garantida a confiabilidade na calibração e nas próprias informações contidas no certificado de calibração. Valor Nominal 10. ou que o equipamento está apto a ser usado.

5 50.5 10.7 101.5 12 Ponto de 50ºC: Critério de aceitação Resultado da medição 48 49 50 50.5 Erro 0.0 50.3 Fator k 2.METROLOGIA Neste caso o critério de aceitação é de + 0.0 Critério de aceitação: + 2ºC Ponto de 10ºC: Critério de aceitação Resultado da medição 8 9 10 10. O que foi feito de errado nessa análise?? Somente o erro sistemático foi considerado.7 1. sendo assim é necessário que ela também seja incluída nessa análise.4 50.Inspetor de Equipamentos .5 mm. mas e a incerteza de medição? Ela também faz parte do resultado.5 0.3 0. conforme informado abaixo: 0.7 51 51.5 mm em relação ao valor nominal da peça que é de 10 mm.2 10. o instrumento estaria aprovado se na medição o resultado estivesse dentro da faixa de 9.7 mm 0. ou seja.7 mm essa peça está aprovada.0 100.7 (erro + incerteza) > 0.5 mm a 10.0 2.0 Valor Indicado no Instrumento em Teste 10.3 0.3 = 0.5 + Incerteza 0.5 (critério) Conclusão: REPROVADO Exemplo 2: Calibração de um termômetro nos pontos: 10 – 50 – 100ºC Valor Verdadeiro Convencional 10. como o valor medido foi de 9.5 52 34 .8 11.0 2.4 + 0. O correto seria somar o erro (em módulo) com a incerteza de medição e comparar com o critério de aceitação definido.

não significa que o erro sistemático informado não deve ser compensado nos resultados obtidos. 35 . ou seja. Analisar corretamente um certificado de calibração é muito importante para termos a confiança de que o item calibrado está conforme critérios definidos e sendo assim garantia de que teremos uma medição confiável e um produto de boa qualidade. Nota: Mesmo o instrumento de medição estando aprovado para o critério de aceitação definido.8 102 Conclusão: Veja que em todos os pontos medidos o resultado da medição se encontra dentro do critério de aceitação definido.METROLOGIA Ponto de 100ºC: Critério de aceitação Resultado da medição 98 99 100 101.5 101. para essa faixa de medição calibrada o instrumento em questão se encontra APROVADO.Inspetor de Equipamentos .2 101.

ele precisa garantir a confiança daquela medida.METROLOGIA CAPÍTULO 13.Inspetor de Equipamentos . CONFIABILIDADE Quando um operador escolhe um instrumento para realizar o seu ensaio. os resultados poderão ser: Medições incorretas Dificuldades no controle de processos Produtos com qualidade instável Entre outros pontos importantes Resumindo: Ter controle sobre todos os detalhes de um ensaio ou de uma medição. nos ensaios. são corretos Assegurar que as variáveis das medições estão sob controle Assegurar que os erros sistemáticos foram considerados nas medições Assegurar que o instrumento de medição ou sistema de medição está medindo corretamente Assegurar que as incertezas do instrumento são conhecidas e que são utilizadas para tratar e validar os resultados dos ensaios Caso o instrumento ou o sistema de medição não esteja calibrado. a confiança dos resultados finais que serão obtidos. para isso ele precisa: Assegurar que os processos de medida. desde a escolha do melhor instrumento até a análise do seu certificado de calibração é fundamental para que os resultados finais sejam confiáveis 36 .

As calibrações devem ser realizadas tendo por referência as especificações dos fabricantes e outras. (Os padrões não podem ser utilizados para outra finalidade). f) capacidade para emitir um certificado de calibração com conteúdo conforme requisitos da norma NBR ISO/IEC 17025.Inspetor de Equipamentos . Adquirir adequadamente serviços de calibração é fator de importância fundamental para garantir resultados confiáveis. Ressalte-se que tanto o fabricante do equipamento quanto o próprio usuário podem realizar as calibrações de seus respectivos equipamentos desde que comprovem atendimento aos requisitos dos procedimentos da norma acima mencionada isto é. Em primeiro lugar é necessário especificar apropriadamente tais serviços. 37 . sem falta ou excessos.METROLOGIA CAPÍTULO 14. procedimentos de calibração escritos. aprovados e validados. possuam: a) pessoal especificamente responsável formalmente designado e treinando para realizar as atividades requeridas de calibração. As calibrações podem ser realizadas por laboratório formalmente reconhecido ou acreditado pelo INMETRO como operando em conformidade com os requisitos da norma NBR ISO/IEC 17025. c) um local designado e com ambiente controlado. após esta calibração inicial. ONDE CALIBRAR? As normas especificam que qualquer equipamento de medição e ensaio deve ser calibrado antes do uso e regularmente. Tais especificações de serviços devem ser claras e devem ser formalmente aceitas pelo laboratório antes do início dos serviços. e) capacidade para realizar os cálculos das incertezas de medição em conformidade com o método de calibração e padrões utilizados e expressar os resultados como requerido pela norma NBR ISO/IEC 17025. d) padrões de elevada hierarquia e de uso exclusivo para fins de calibração. desde que aplicáveis ao equipamento a ser calibrado. b) um sistema da qualidade abrangendo as atividades de calibração com seu manual.

METROLOGIA BIBLIOGRAFIA Metrologia na Indústria Edição ano 2001 Editora Érica Ltda.Inspetor de Equipamentos . 1 IBP – Instituto brasileiro de Petróleo 38 . Autor: Francisco Adval de Lira Metrologia – conhecendo e aplicando na sua empresa Edição ano 2000 CNI – Confederação Nacional da Indústria Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia – VIM 4ª edição (revisada) / 2007 ABNT NBR ISO 9001:2000 – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005 – Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração Sistemas de Garantia da Qualidade – Vol.

b.1 20.14 0.12 2ª medida 500. b. c.1 mm.3 10.34 4.11 0. Calcule os erros sistemáticos das medições abaixo: Valor Verdadeiro Convencional Valor no Instrumento em Teste Erro Sistemático 10.05 Erros de medição 3.13 3ª medida 500. 0. d. e.26 2ª medida 0. Valor nominal 500.49 4ª medida 500.2 41.9 2.50 1ª medida 500.52 0. c. Valor nominal 0. qual dos valores apresentados a seguir estaria incorreto? a.Inspetor de Equipamentos . 52.15 b. Qual dos valores medidos podem ser caracterizados como um erro grosseiro? a. a.20 1ª medida 0.METROLOGIA FOLHA DE EXERCÍCIOS Algarismos significativos 1.0 20.29 40.538 0.9 41. A resolução de um instrumento analógico é de 0.12 350.33 3ª medida 0.54 0.4 30.3 39 . Arredondar os seguintes números para uma casa decimal se possível for.5 29. d.34 4ª medida 0.

METROLOGIA 5. ou seja. qual dos dois micrômetros abaixo possui a melhor exatidão? Micrômetro A B Valor do padrão 4. Analisando os manuais de três paquímetros.10 1.07 2ª medida 4.05 mm Precisão = + 0. pouca dispersão entre as medições de um mesmo trabalho.07 40 .12 4.02 mm Exatidão = + 0.15 100 350 350 100 0.98 2.Inspetor de Equipamentos .04 mm Precisão = + 0.0 1ª medida 4.0 4.10 mm Precisão = + 0.05 mm Exatidão = + 0. Valor Verdadeiro Convencional Valor no Instrumento em Teste Fator de correção 1. qual deles seria o melhor para a sua empresa considerando que você necessita de um que tivesse boa repetitividade nas medições. Considerando a média das medições.12 4.02 mm Manual 2: Resolução = 0.12 4.05 mm 7.50 Precisão e Exatidão 6.09 Média 4.12 4.04 mm Manual 3: Resolução = 0.01 mm Exatidão = + 0. A partir de um fator de correção apresentado preencha os campos em branco. Manual 1: Resolução = 0.05 3ª medida 4.

0 200.01 0.03 Erro (mm) 0.8 200.8 Erro (Gauss) -0.0 20.01 20.05 mm Termômetro Valor Verdadeiro Convencional (ºC) 0.03 + Incerteza (mm) 0.0 2.5 Status Critério de aceitação = + 1ºC Medidor de campo magnético Valor no Instrumento em Teste (Gauss) 5.02 100.0 50.8 100.0 50.0 100.0 Valor Verdadeiro Convencional (Gauss) 5.0 Valor no Instrumento em Teste (ºC) 0.01 0.5 0.METROLOGIA Análise do Certificado de Calibração 8.2 50.0 Valor no Instrumento em Teste (mm) 5.4 Erro (ºC) 0.8 + Incerteza (%) 2.3 -0.02 0. Paquímetro Valor Verdadeiro Convencional (mm) 5.3 100.01 Status Critério de aceitação = + 0.5 0.2 -0.8 0.0 100.02 50.0 Status Critério de aceitação = + 2 Gauss 41 . Analise os certificados de calibração abaixo e informe se o aparelho em questão se encontra APROVADO ou REPROVADO.4 + Incerteza (ºC) 0.0 100.8 0.Inspetor de Equipamentos .0 2.01 0.01 0.02 0.

00 0.01 0.02 mm > 10 mm = + 0.0 0.52 27.08 + Incerteza (mm) 0.01 0.02 0.METROLOGIA Bloco padrão Valor Nominal (mm) 2.0 Valor Verdadeiro Convencional (mm) 2.00 0.08 Erro (mm) 0.5 27.05 mm 42 .Inspetor de Equipamentos .03 Status Critério de aceitação: < 10 mm = + 0.