Medida provisória

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa No direito constitucional brasileiro, medida provisória (MP) é um ato unipessoal do presidente da República, com força de lei, sem a participação do Poder Legislativo, que somente será chamado a discuti-la e aprová-la em momento posterior. O pressuposto da MP é urgência e relevância, cumulativamente. Segundo o jurista Bandeira de Mello, de acordo com a nova redação do artigo 62 dada pela Emenda Constitucional 32/2001, medidas provisórias são "providências (como o próprio nome diz, provisórias) que o Presidente da República poderá expedir, com ressalva de certas matérias nas quais não são admitidas, em caso de relevância e urgência, e que terão força de lei, cuja eficácia, entretanto, será eliminada desde o início se o Congresso Nacional, a quem serão imediatamente submetidas, não as converter em lei dentro do prazo - que não correrá durante o recesso parlamentar - de 120 dias contados a partir de sua publicação". [1] A medida provisória, assim, embora tenha força de lei, não é verdadeiramente uma lei, no sentido técnico estrito deste termo, visto que não existiu processo legislativo prévio à sua formação. A União pode editar medidas provisórias em matéria de Direito Administrativo, desde que observe as condições e os limites previstos no artigo 62 da Constituição e nas demais normas pertinentes. Somente em casos de relevância e urgência é que o chefe do Poder Executivo poderá adotar medidas provisórias, devendo submetê-las, posteriormente, ao Congresso Nacional. As medidas provisórias vigorarão por sessenta dias, prorrogáveis por mais 60. Após este prazo, se o Congresso Nacional não aprová-la, convertendo-a em lei, a medida provisória perderá sua eficácia. A medida pode ser reeditada, porém a Constituição Federal proíbe a reedição de uma medida provisória, na mesma sessão legislativa, expressamente rejeitada no Congresso Nacional, ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo, podendo ser adotada novamente na sessão legislativa seguinte. O Supremo Tribunal Federal (STF) vem entendendo a possibilidade de medida provisória ser veículo idôneo para a instituição de tributos. Proibições: é vedada a edição de medidas provisorias sobre matéria: I- relativa: a) nacionalidade,cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; b) direito penal, processual penale processual civil;

167 parágrafo 3º. diretrizes orçamentárias. No Brasil. explicar ou adicionar algo à constituição.já disciplinada em projeto de lei aprovada pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. Ir para: navegação. Nem todas as leis complementares. se a constituição não exige a elaboração de lei complementar então a lei competente para tratar daquela matéria é a lei ordinária. pois seus campos de abrangência são diversos. . a carreira e a garantia de seus membros. sendo a lei complementar hierarquicamente superior a lei ordinária. orçamento e créditos adicionais e suplementares ressalvado o previsto no art. como se pensa erroneamente. a lei complementar é uma lei que tem como propósito complementar. a lei ordinária que invadir matéria de lei complementar é inconstitucional e não ilegal. d) planos plurianuais. adicionar algo à constituição. explicar.reservada a lei complementar IV. Assim. em oposição à lei ordinária. já a lei complementar exige maioria absoluta. Na verdade não há hierarquia entre lei ordinária e lei complementar. A lei complementar como o próprio nome diz tem o propósito de complementar. e tem seu âmbito material predeterminado pelo constituinte.c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. o que há são campos de atuação diversos. pois o constituinte. A lei complementar diferencia-se da lei ordinária desde o quorum para sua formação. Disto decorre que: ± Não existe entre lei complementar e lei ordinária (ou medida provisória) uma relação de hierarquia. a enciclopédia livre. III. para cuja disciplina seja desejável e recomendável a obtenção de um maior consenso entre os parlamentares.que vise a detenção ou sequestro de bens. mas o STJ acha que existe justamente por causa da diferença entre os quóruns. II. pesquisa No direito. e exige quórum qualificado. a lei que a Constituição Federal de 1988 determinou fosse criada para regulamentar determinada matéria denomina-se "complementar". Lei complementar Origem: Wikipédia. o seu campo material é alcançado por exclusão. já no que se refere a lei ordinária. reserva à lei complementar matérias de especial importância ou matérias polêmicas. A lei ordinária exige apenas maioria simples de votos para ser aceita. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. que de tal prescinde. destinam-se a complementar diretamente o texto constitucional. Segundo jurisprudência STF não existe tal hierarquia. originário ou reformador.

terá efeitos jurídicos de lei ordinária. por exemplo) dependem da aprovação de 41 senadores. a lei ordinária é um ato normativo primário e contém. Lei ordinária No direito. XIX). Também pode ser explicada como sendo a metade do número total de indivíduos que compõe o grupo mais um ou mais meio. por não terem o conteúdo material de ato normativo. Subseção I (Disposição Geral): Art. 165. ainda assim. a maioria absoluta também corresponderá a 21 (metade mais meio. caso o grupo tenha 40 integrantes. Tomando-se como exemplo o Senado Federal do Brasil. art. normas singulares ("lei formal" ou "ato normativo de efeitos concretos"). podendo ser revogada por lei ordinária posterior. autarquias e fundações (Constituição. da Seção VIII (DO PROCESSO LEGISLATIVO). ± Dispositivos esparsos de uma lei complementar que não constituírem matéria constitucionalmente reservada à lei Complementar possuem natureza jurídica de Lei Ordinária Maioria absoluta (Brasil) Maioria absoluta é definida como mais que a metade do número total de indivíduos que compõe o grupo. estas contêm. em regra. enquanto que se o grupo tiver 41 integrantes. As Leis Ordinárias estão elencadas entre as espécies normativas que fazem parte do Processo Legislativo conforme art. que atualmente é composto por 81 senadores. já que a metade de 41 é 20.± Lei votada com o procedimento de Lei Complementar e denominada como tal. votações que exigem a maioria absoluta (aprovação de uma lei complementar. ± Leis que autorizam a criação de empresas públicas. normalmente. não se sujeitam ao controle abstrato de constitucionalidade.59. a maioria absoluta será 21 (metade mais um). 37. normas gerais e abstratas. art. se versar sobre matéria não reservada constitucionalmente à lei complementar. Embora as leis sejam definidas. § 5o). No Brasil podem ser considerados exemplos de lei formal: ± Lei orçamentária anual (Constituição. Assim sendo. 59. sociedades de economia mista. O processo legislativo compreende a elaboração de: .5). pela generalidade e abstração ("lei material"). não raramente. O STF tem entendido que os atos normativos de efeitos concretos.

VII . 61. ao Presidente da República. A relação da competência para propor leis ordinárias está disposto no art. estabilidade e aposentadoria.leis complementares.medidas provisórias. seu regime jurídico.leis ordinárias. e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.São de iniciativa privativa do Presidente da Repúblic a as leis que: I . Art. alteração e consolidação das leis. provimento de cargos. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. na forma e nos casos previstos nesta Constituição.disponham sobre: a) criação de cargos. matéria tributária e orçamentária.emendas à Constituição.decretos legislativos. da Subseção III (Das Leis). ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos.61. IV . III . A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. do Distrito Federal e dos Territórios. redação.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. II . VI . ao Supremo Tribunal Federal. aos Tribunais Superiores.I . § 1º . observado o .leis delegadas.resoluções Parágrafo único. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração. c) servidores públicos da União e Territórios. Lei complementar disporá sobre a elaboração. II . (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. b) organização administrativa e judiciária. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. V . de 1998) d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União.

no mínimo.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. entre outros. de 2001) f) militares das Forças Armadas. como por exemplo: Lei complementar disporá sobre a seguinte matéria.disposto no art. (Redação da da pela Emenda Constitucional nº 32. promoções. seu regime jurídico. não podendo versar sobre atos de competência exclusiva do Congresso Nacional. o legislativo a aprova. Depois de criada a lei pelo chefe do executivo. remuneração. nem a legislação sobre planos plurianuais. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. fixa o conteúdo e os termos de seu exercício. mas pode ocorrer de uma lei ordinária revogar uma complementar. Não existe hierarquia entre as leis ordinária e complementar. VI. existe algumas diferenças. O chefe do executivo solicita a autorização. e o poder legislativo. quando esta atua em campo de lei ordinária. quando a produção de uma lei ordinária levaria muito tempo para dar uma resposta à situação. com a autorização da sua respectiva casa legislativa. um por cento do eleitorado nacional. pois apesar de ambas as leis serem feitas no Congresso Nacional. estabilidade. reforma e transferência para a reserva. diretrizes orçamentárias e orçamentos. . As leis delegadas não admitem emendas. IV e 68 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 um ato normativo elaborado pelo chefe do poder executivo no ambito federal. ou seja. de 1998) § 2º . contudo essa norma entra no sistema jurídico na qualidade de lei ordinária. Lei Delegada Lei Delegada (vide artigos 59. sobre matéria reservada à lei complementar. Algumas matérias não podem ser objeto de delegação. a maioria dos membros que compõe cada casa legislativa. Considerando que os limites foram respeitados e que a lei é conveniente. A lei complementar ela só é elaborada nos casos previstos na Constituição Federal. sendo que a mais notável é com relação a sua aprovação. 84. metade mais um dos presentes na votação. pois a lei ordinária necessita ser aprovada por maioria simples em cada casa do Congresso. estadual e municipal. distribuído pelo menos p or cinco Estados. ela é remetida ao legislativo para avaliação e aprovação. provimento de cargos. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 18. daí basta se fazer uma lei ordinária regulando o mesmo assunto. Já na lei complementar deve estar presente no momento da votação a maioria absoluta. para casos de relevância e urgência. ou seja. DIFERENÇAS ENTRE LEI ORDINÁRIA E COMPLEMENTAR: É meio confuso os tipos de lei acima mencionados.

privativa do Congresso Nacional. Não há. e o direito processual (processual civil. por exemplo. de hierarquia legal. será realizado obrigatoriamente por meio de atuação das duas Casas do Congresso Nacional e que. apenas. como ato privativo do Congresso Nacional. um misto de decreto e lei. integrante do processo legislativo. Foi o italiano Carnelutti quem propôs a divisão do ordenamento jurídico em duas partes: O direito material (direito civil. não haverá participação do Chefe do Executivo no procedimento. penal. penal e trabalhista) . não havendo participação do Presidente da República. emitido pelo poder executivo. possibilidade de veto.[2] Se aprovados. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. que o processo legislativo do decreto legislativo. Enquanto o direito material descreve o que se tem direito. com força e conteúdo de lei. conforme os arts. [editar] Comparação com outras normas O Decreto legislativo não se confunde com o Decreto. mas sem a aprovação do poder legislativo. constitucional). para o trato de matérias de sua competência exclusiva. são promulgados pelo presidente do Senado Federal.[1] O decreto legislativo é espécie normativa primária. para o fim de sanção ou veto. o decreto legislativo tem como objeto matérias apontadas como de competência exclusiva do Congresso Nacional. após 15 dias) ou Veta! Não promulga!) Direito material Direito material é usado em contraposição ao Direito formal. (Obs: Chefe do Executivo: Sanciona (podendo esta ser tacita. [editar] Processo de elaboração No Brasil. ademais. resolver definitivamente sobre tratados. § 3º.Decreto legislativo Decreto legislativo (DLG) é um ato normativo de competência exclusiva do poder legislativo com eficácia análoga à de uma lei. nem com o Decreto-lei. 49 e 62. originariamente oriundo de regimes de exceção. de acordo com as suas competências definidas na constituição. portanto. o direito formal descreve como obter este direito. autorizar o Presidente da República a declarar guerra ou a celebrar a paz. Conteúdo No Brasil. Cabe destacar. e autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País por mais de quinze dias. as relações jurídicas decorrentes de medida provisória não convertida em lei. da Constituição Federal. os projetos de decreto legislativo devem ser discutidos e votados em ambas as casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal.

são todas aquelas que regulam o convívio social entre pessoas e entre elas e o Estado. dependente de outro. quanto à finalidade respectiva de cada um deles. serão exigidos elementos que evidenciem a plausibilidade do direito. 283). I) . II ± um ou mais dos pedidos cumulados ou parcela deles mostrar-se incontroverso. [1] Entretanto. há uma exceção a isso. De acordo com o art. portanto. caso em que a solução será definitiva. seja cognitivo ou executivo. direitos e obrigações. Busca. ou IV ± a matéria for unicamente de direito e houver jurisprudência firmada em julgamento de casos repetitivos ou súmula vinculante (art. se desenvolverem e terminarem. sejam essas medidas de natureza cautelar ou satisfativa". As regras de direito processual regulam a existência de processos judiciais. 285).[2] O Anteprojeto do novo Código de Processo Civil Brasileiro traz como uma de suas propostas mais interessantes a aproximação entre tutela cautelar e tutela antecipada.As regras de Direito material. 929. na máxima medida possível. bem como a demonstração de risco de dano irreparável ou de difícil reparação (art. que seriam as chamadas ³cautelares satisfativas´. Caberá agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre tutelas de urgência ou da evidência (Art. consideradas anomalias do ordenamento jurídico. Para a concessão de tutela de urgência. III ± a inicial for instruída com prova documental irrefutável do direito alegado pelo autor a que o réu não oponha prova inequívoca. deferindo a eles. 277 do Anteprojeto do novo Código de Processo Civil. passando a existir as figuras da tutela de urgência e tutela de evidência. O processo cautelar é. Para a concessão da tutela de evidência será dispensada a demonstração de risco de dano irreparável ou de difícil reparação quando: I ± ficar caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do requerido. Processo cautelar O processo cautelar tem por finalidade assegurar. assegurar a utilidade de um processo de conhecimento ou de execução. a eficácia prática de uma providência cognitiva ou executiva. "A tutela de urgência e a tutela da evidência podem ser requeridas antes ou no curso do procedimento. O processo cautelar e as ações cautelares nominadas foram extintos. bem como o modo destes se iniciarem. portanto.