ESCOLA PROFISSIONAL DA APRODAZ Reflexão IRC Imposto Sobre Rendimentos Pessoas Colectivas

Após a conclusão da UFCD IRC (Imposto Sobre o Rendimento Pessoas Colectivas), leccionado ao longo de 50 horas, fiquei a conhecer diversos conteúdos e conceitos e a importância deste Imposto. Estudamos a sua definição, a sua caracterização e classificação. O IRC entrou em vigor no dia 01 de Janeiro de 1989 e tem o seu suporte legar no CIRC (Código Imposto Sobre Rendimentos de Pessoas Colectivas), aprovado pelo decreto-lei nº 442 B/88 com as devidas alterações do orçamento de Estado. O IRC caracteriza-se por ser um Imposto Directo (incide sobre o rendimento de pessoas colectivas); é um Imposto Periódico (apurado anualmente); é um Imposto Proporcional (proporcional aos rendimentos tributados); e é um Imposto Real (incide sobre a actividade económica). A incidência deste Imposto divide-se em Objectiva, Real e Subjectiva (art.º 1, 2 e 3 do CIRC). Para as sociedades e ou entidades que exerçam a sua actividade de natureza comercial, a base do Imposto é o lucro tributável, caso contrário o mesmo recai sobre o rendimento global. Estudamos ainda o lucro tributável, em que o mesmo consiste na diferença da soma algébrica do resultado líquido do exercício do período e das variações patrimoniais positivas e negativas e não reflectidas no mesmo período e eventualmente corrigidas nos termos do CIRC (art.º 17º). Vimos o resultado global e o apuramento do lucro tributável. A fórmula para o cálculo do lucro tributável é:

LT=RLE+LT-PF-BF
Para determinar a matéria colectável (subtracção ao lucro tributável, dos montantes referentes aos prejuízos e benefícios fiscais), aplica-se a fórmula:

MC = LT – PF – BF
No entanto, é preciso conhecer a taxa aplicável para determinar a matéria colectável. Após o conhecimento da taxa de Imposto, procedemos ao cálculo da colecta, o que resulta do produto da matéria colectável pela taxa do Imposto. Assim sendo, calcula-se da seguinte forma:

C = MC x Taxa IRC

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Estudamos a “Derrama” e este é um imposto local, autárquico, que pode ser lançado anualmente pelos municípios, até um limite máximo do lucro tributável das empresas sujeito e não isento de IRC. Entende-se por lucro tributável a proporção do rendimento gerado na respectiva área geográfica por sujeitos passivos residentes e que não exerçam a título principal, uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrícola e não residentes com estabelecimento estável em território nacional. Ao longo desta UFCD, os exercícios práticos foram uma constante nas aulas, aplicando deste modo todos os conhecimentos adquiridos. Estudamos os pagamentos por conta e as retenções na fonte. Estes pagamentos são necessários para efectuar o apuramento do IRC. As taxas aplicadas variam consoante o volume de negócios. Os pagamentos por conta são repartidos em três prestações iguais ao longo do ano (Julho, Setembro e Dezembro).

Colecta – Imposto – BF – Pagamentos por Conta / Retenções na Fonte = Valor Imposto Apurado
Aprendemos a preencher o modelo 22, o que resume todos os conteúdos ainda descritos. Foi de extrema importância todo o estudo desta UFCD, não esquecendo o grau de dificuldade da mesma. Para o futuro da minha empresa de contabilidade, todos os conceitos estudados e praticados farão parte do dia-a-dia na prestação deste serviço para com terceiros.

12 Outubro 2010

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