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TRATAMENTO DA CERVICOBRAQUIALGIA ATRAVÉS DA TÉCNICA DE MOBILIZAÇÃO NEURAL TREATMENT OF CERVICOBRAQUIALGIA THROUGH TECHNICAL OF NEURAL MOBILIZATION PRZYVARA, Letícia W.1; REZENDE, Mario José de2.

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Acadêmica do curso de Fisioterapia da Faculdade Assis Gurgacz. E-mail: leticia_przyvara@hotmail.com; 2 Mestre em Engenharia Biomédica pela UNIVAP em São Jose dos Campos/SP, Graduação em Fisioterapia pela FUNEC/FISA em Santa Fé so Sul/SP, docente da UNIOESTE e da Faculdade Assis Gurgacz (FAG) e orientador deste trabalho. mrezende7@yahoo.com.br Instituição: Faculdade Assis Gurgacz – FAG. Endereço para correspondência: Av. Rio Grande do Sul, 963 – Planalto / PR.

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RESUMO
Frente à grande incidência de cervicobraquilagia (12 a 34% da população) e às conseqüências que esta pode gerar ao indivíduo, buscou-se saber se a técnica de mobilização neural é eficaz para os pacientes com cervicobraquialgia, recuperando a função mecânica quanto fisiológica do sistema nervoso. Realizou-se um estudo duplo-cego, do tipo qualiquantitativo, tipo causa efeito, de corte longitudinal. A amostra foi composta por 10 pacientes, selecionados a partir dos critérios de inclusão e exclusão, onde primeiramente fez-se uma avaliação inicial, seguida pela aplicação da técnica de mobilização neural do nervo mediano e radial, durante dez minutos cada, no membro superior sintomático. Teve-se como parâmetros de melhora a evolução do quadro álgico, analisada através da Escala Visual Análoga da dor, e evolução das amplitudes de movimento (ADM) da coluna cervical, mensuradas através do inclinômetro cervical CROM, e do membro superior sintomático, mensurado através do inclinômetro digital Baseline. Após a coleta dos dados foi realizado teste t-student para comparação de médias dependente do nível de 5% de probabilidade. Notou-se melhora significativa em todas as ADM’s mensuradas, onde o maior ganho de ADM da coluna cervical foi no movimento de rotação (83%), e adução (30%) para o membro superior, bem como melhora significativa do quadro álgico presente. Conclui-se então que a mobilização neural é eficaz para a redução do quadro doloroso e evolução das ADM’s tanto da coluna cervical quanto do membro superior sintomático, dentro da amostra delimitada. PALAVRAS-CHAVE: Cervicobraquialgia, Mobilização Neural, Amplitude de movimento.

ABSTRACT
Forefront at the ample incidence as of cervicobraquilagia (12 the one 34% from the population ) and to the than it is to this one can bring forth to the chap , he picked - in case that knowledge in case that the technique as of mobilization neural is effective for the patients along cervicobraquialgia , recovering the function mechanics quantum fisiológica from the nervous system. Attained - in case that um I study double - stock blind , of type qualiquantitativo , guy he causes effect , as of hack longitudinal. The merchandise he went built up from By 10 patients , selected from the of the criteria as of encapsulation and exclusion , where first of all has made - in case that an evaluation he initiates , he follows pela application from the know-how as of mobilization neural from the nerve median and radial , When ten minutes each , at the upper limb symptomatic. He had - in case that as a control information as of he improves the development from the blackboard álgico , evaluated via the He climbs Visual Akin from the ache , and development of the amplitudes as of bandwagon ADM ) from the column cervical mensuradas via the inclinômetro cervical CROM , and from the upper limb symptomatic mensurado via the inclinômetro digital Baseline. After the one vest of data he went paid-up test t student for comparison as of averages dependent from the class as of Apr 5 % likelihood. He noted - in case that he improves significativa at every the ADM’s mensuradas , where the biggest gained as of ADM from the column cervical he went at the bandwagon as of rotation (83%), and adução (30%) for its upper limb , as well as he improves significativa from the blackboard álgico actual. Completes in case that then than it is to the mobilizing neural is effective for the abatement from the blackboard achy and development of the ADM’s so much from the column cervical quantum from the upper limb symptomatic , within doors from the merchandise delimited.

KEYWORDS: Cervicobrachialgia, Neural Mobilization, Ampleness as of bandwagon

o plexo braquial está formado pelas raízes anteriores da quinta vértebra cervical até a primeira vértebra torácica2. todas as raízes cervicais referem-se à extremidade superior. Sendo responsável pelo suporte e proteção dos tecidos de condução tem-se a neuroglia. os quais contêm fibras sensoriais. A sensibilidade e a função motora de todos os miótomos e dermátomos das extremidades superiores são normais quando não há nem um comprometimento da raiz nervosa. podendo se encurtar ou alongar em resposta a movimentos dos segmentos corporais. sendo que este sistema apresenta-se em três dimensões. Os componentes sensórios do nervo que fornecem sensibilidade para a região cutânea da extremidade superior são chamados de dermátomos. Segundo Cailliet1. nos forames cervicais. oito pares de nervos espinhais. suportando forças de tensão e compressão. podendo ser vista através da transmissão das .3. motoras e simpáticas. o que confere ao mesmo a excitabilidade e condutibilidade. As células de Schwann ainda fornecem proteção. O sistema nervoso central e periférico é considerado como único e contínuo. as meninges e o perineuro5. o que se dá através do endoneuro. Responsável pela inervação de todo o membro superior.5 INTRODUÇÃO Emergem da coluna cervical pelos forames intervertebrais. Segundo Butler6 e Marinzeck7 o sistema nervoso possui propriedades elásticas. mielina e as células de Schwann. que são a continuidade mecânica. estejam elas na medula cervical. do perineuro (o qual mantém boa integridade do nervo sob tensão) e do epineuro (que mantém os fascículos unidos e permite mobilidade ao nervo)6. O sistema nervoso é composto por axônios. no plexo braquial ou nas raízes nervosas em sua passagem pela extremidade superior. estes dois tecidos agem em conjunto.4. As raízes motoras que inervam os músculos da extremidade superior são chamadas de miótomos1. Assim. garantindo boa funcionalidade do sistema nervos6.

7. parestesias). ocorrendo então diminuição do fluxo axoplasmático. a continuidade elétrica. podendo então gerar alterações na condução elétrica e alterações do fluxo axoplasmático 11. o funcionamento adequado do sistema nervoso depende de sua integridade. busca-se recuperar a função mecânica quanto fisiológica do sistema nervoso. .12. a mobilização do sistema nervoso é aplicada para sinais e sintomas cujas origens podem ter comprometimento biomecânico ou uma reação inflamatória. restaurando comprimento e mobilidade do mesmo.8. Cervicobraquialgia é a presença da dor cervical que se irradia à uma das extremidades superiores através do território correspondente a uma raiz nervosa cervical baixa.9.10. Frente às conseqüências que as disfunções neurais provindas da cervicobraquialgia podem gerar ao indivíduo. e segundo Marinzeck7 e Santos14 isto é possível através da técnica de mobilização neural. o quadro clínico das cervicobraquialgias é unilateral. isto leva à deformações mecânicas das fibras nervosas e isquemia local. e as disfunções em estruturas músculoesqueléticas que recebem sua inervação.6 forças e movimentos gerados pelos envoltórios conjuntivos presentes nas células nervosas. e a continuidade química. motores (fraqueza). Alterações do fluxo axoplasmático geram disfunções tróficas e inflamação dos tecidos inervados por este7. a qual trata-se de movimentos passivos impostos ao tecido neural. Uma vez o sistema nervoso sendo lesado. contando também com o fluxo axoplasmático. Segundo Butler6. o qual tem como função garantir que substâncias nutritivas do sistema nervoso estão sendo conduzidas dentro do axônio6. e provocando distúrbios sensoriais (dor. sendo que a dor inicia-se na região cervical baixa e irradia-se para o membro superior. e autonômicas (vasomotoras) 3. com topografia radicular usualmente associada a parestesias de um ou mais dedos13. mantida pelos neurotransmissores centrais e periféricos. sendo mantida pelos neurônios e assim podendo ser transmitida de um ponto do corpo até o outro. gerando má condução elétrica. Frequentemente. e consequentemente alteração da função nervosa. Assim.

podendo esta ser dividida em mobilização direta onde os nervos periféricos e/ou medula são colocados em tensão e movimentos oscilatórios e/ou movimentos brevemente mantidos que são aplicados a eles através das articulações que compõem o trajeto do trato neural. Tendo em vista a complexidade do sistema nervoso e sua capacidade de adaptação. problemas agudos com recente agravamento dos sinais neurológicos. bem como pela quantidade de dor presente antes e após o tratamento proposto. presença de patologias associadas. A mobilização indireta onde os nervos periféricos e/ou medula são colocados em tensão e movimentos oscilatórios que são aplicados às estruturas adjacentes ao tecido neural comprometido. E a mobilização deslizante. lesões do sistema nervoso central. sendo que este foi analisado através da evolução das variáveis propostas. problemas circulatórios. Dentre as contra indicações relativas. tem-se a presença de vertigens. A técnica de mobilização neural apresenta algumas contra-indicações absolutas.7 São diversas as formas de aplicação da mobilização neural. lesões medulares ou da cauda eqüina. . situações de irritabilidade importante6. como mensuração das amplitudes de movimento da coluna cervical e do membro superior sintomático. deteriorização rápida de um problema. dentre elas tumores. A mobilização tensionante é quando mobiliza-se aumentando e diminuindo a tensão no trato neural. onde mobiliza-se deslizando o trato neural sem aumento de tensão7. buscou-se através deste estudo verificar a viabilidade do uso da técnica de mobilização neural na cervicobraquialgia de origem cervical.

pacientes que sofressem agudização do quadro. sendo eles: pacientes que apresentassem os sinais clínicos da cervicobraquialgia de origem cervical. No primeiro atendimento fez-se a coleta dos dados pessoais. de corte longitudinal. pacientes portadores de qualquer contra-indicação da técnica utilizada. como o Teste de Valsalva. que apresentassem limitação da amplitude de movimento da coluna cervical e do membro superior sintomátio. A amostra foi composta por dez pacientes portadores de cervicobraquialgia. diminuição ou ausência dos reflexos tendinosos. da cidade de Cascavel . tipo causa efeito.PR em 08/04/2008 e aprovada pelo mesmo em 30/04/2008. durante o tempo de participação na pesquisa. fraqueza dos músculos inervados pela raiz comprometida. os quais foram selecionados de forma aleatória a partir de critérios de inclusão. sendo sete mulheres e três homens. Foram realizados testes ortopédicos específicos para confirmação do diagnóstico. que tinham entre 40 e 60 anos. Seriam excluídos pacientes portadores de patologias associadas que poderiam vir a interferir no tratamento proposto. pacientes que não estavam recebendo qualquer outro tipo de tratamento. Foi realizado um estudo duplo-cego. dor e/ou parestesia distal no final do dermátomo. mesmo medicamentoso. que se encontravam na fila de espera de atendimentos da Clínica de Fisioterapia da FAG. que segundo Cyriax10 são. que tiveram disponibilidade de tempo e que aceitaram assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. o Teste de . independente de raça e sexo. sendo que este caracteriza-se por ser uma pesquisa do tipo qualiquantitativa.8 METODOLOGIA A presente pesquisa foi encaminhada ao COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA COM SERES HUMANOS da Faculdade Assis Gurgacz (FAG). e em seguida os pacientes foram submetidos a uma avaliação inicial realizada pelo pesquisador responsável para confirmação dos sinais clínicos da cervicobraquialgia de origem cervical.

9 Spurling. descrita em Cipriano15. Realizou-se também o teste de tensão neural do nervo mediano e radial. e parestesia distal no final do dermátomo a qual foi testada por um pincel. O fisioterapeuta ficou de frente para o paciente. antes e após o tratamento proposto. para que se pudesse verificar a evolução destes. o qual é realizado igualmente ao tratamento dos mesmos. com uma das mãos envolvendo a mão do paciente assegurando controle para baixo do polegar e dedos. avaliou-se diminuição ou ausência dos reflexos tendinosos . fisioterapeuta do lado acometido. Avaliou-se também a força muscular nos músculos inervados pelas raízes comprometidas. sendo 10 minutos de mobilização do nervo mediano e 10 minutos de mobilização do nervo radial. a qual foi testada através do Teste de força muscular adotada pela Academia Americana de cirurgiões Ortopédicos. Exerceu-se uma força constante de depressão sobre a cintura escapular durante o movimento. o qual foi realizado pelo colaborador do trabalho. e o Teste de compressão e compressão foraminal máxima. durante os dez atendimentos. totalizando dez atendimentos. todos descritos por Cipriano15. o Teste de Distração. os pacientes foram submetidos ao tratamento de mobilização neural do nervo mediano e radial no membro acometido do nervo mediano (ULNT1) e para o nervo radial (ULNT 2). o qual gradua-se a força de 5 a 0. Para a realização da mobilização neural do nervo mediano (ULNT 1) o paciente permaneceu em decúbito dorsal. os quais foram testados através do martelo de reflexo onde realizou-se a percussão sobre o tendão dos músculos inervados por C6 e C7 e analisou-se o reflexo. onde o mesmo foi passado sobre a pele do paciente e analisou-se o grau de sensibilidade sobre o respectivo dermátomo está normal. realizados em média 2 vezes por semana. Em seguida. O . Em seguida foi realizada uma abdução do braço do paciente de aproximadamente 110°. A quantidade de dor presente e o nível da amplitude do movimento da coluna cervical e do membro superior sintomático foram verificados durante todos os atendimentos realizados. descrito abaixo. seguida da supinação do antebraço e extensão do punho e dedos. diminuído ou ausente.

Durante todos os dez atendimentos verificou-se no início e no final do tratamento a quantidade de dor presente através da Escala Visual Análoga de dor (EVA). durante 10 minutos. Verificou-se também a amplitude de movimento ativo da coluna cervical através do inclinômetro cervical CROM (Cervical Range Of Motion) nos movimentos de flexão. tornozelos. Para a realização da mobilização neural do nervo radial (ULNT 2) o paciente permaneceu em decúbito dorsal. e “encoste sua orelha no . sem calçado. com os pés apoiados no chão. o qual se dá através de três inclinômetros (2 gravitacionais e 1 magnético) fixados em uma haste colocada como óculos no rosto do paciente. Em seguida instruiu-se ao paciente que mantivesse olhando para cima e levasse a orelha até o ombro oposto ao lado acometido. rotação e inclinação lateral.10 ombro foi rodado lateralmente e o cotovelo foi estendido. Nesta posição realizou-se movimentos de flexão e extensão do punho e dedos lentos e rítmicos durante 10 minutos. abduziu o braço aproximadamente 10° e estendeu o cotovelo do paciente. Com uma das mãos a fisioterapeuta segurou o cotovelo do paciente e a outra segurou o punho. Assim. “olhe para o teto” para extensão. onde os pacientes assinalaram a quantidade de dor presente de 0 a 10. Em seguida o ombro e todo o braço foram medialmente rotacionados. estabilizando então os ombros do paciente. Com a coxa o fisioterapeuta realizou a depressão da cintura escapular. “olhe para o lado apenas com a cabeça” para rotações. Orientou-se que o paciente realizasse a movimentação ativa em sua maior amplitude. Com a mão que estava segurando o punho o fisioterapeuta realizou flexão e extensão do mesmo juntamente com os dedos de forma lenta e rítmica. joelhos e quadris a 90° de flexão. extensão. correspondendo 0 sem dor e 10 o máximo de dor. deitado em diagonal na maca deixando sua escápula do lado acometido livre. Comandos verbais como “encoste o queixo no peito” para flexão. sendo que o fisioterapeuta evitava compensações. fisioterapeuta permaneceu do lado acometido ao lado da cabeça do paciente. o mesmo permaneceu sentado.

Inclinômetria membro superior. Fonte: Do autor . Fonte: Do autor. fez-se a utilização do Inclinômetro digital marca Baseline.11 seu ombro sem elevá-lo” para inclinação lateral. demonstrada pela fisioterapeuta. Para mensuração destas amplitudes o paciente permaneceu sentado para impedir grandes compensações. foram utilizados para melhor entendimento dos movimentos a serem realizados. sem realizar a rotação de todo o tronco. Para avaliação das amplitudes de movimento do membro superior sintomático. sendo solicitado que o mesmo elevasse o braço anteriormente (flexão). Inclinometria cervical. que estendesse o braço para trás sem inclinar anteriormente o tronco (extensão). e então a adução horizontal. lateralmente (abdução). e então fez-se a colocação do inclinômentro sobre o braço do paciente.

TABELA 1: Comparação das amplitudes de movimento antes e após o tratamento da mobilização neural (coluna cervical) Rotação Inclinação Flexão Extensão Média Desvio padrão p-valor Antes 33.8 1.5 anos.4 2. sendo sete do sexo feminino (70%) e três do sexo masculino (30%). onde todos os pacientes foram avaliados e tratados de maneira igual. Na tabela 1 pode-se observar que através da mobilização neural do nervo mediano e radial teve-se aumento significativo das amplitudes de movimento da coluna cervical.00* Antes 39.5 Depois 60. não ocorrendo desistências ou exclusão pelos pesquisadores.12 A coleta dos dados deu-se nas dependências da Clínica de Fisioterapia da Faculdade Assis Gurgacz (FAG).1 6.4 0.00* Antes 25. e o nível de dor presente durante cada atendimento foram tabulados após cada sessão.5 4.00* .0 Depois 75. com idade média de 49.9 3. Após a coleta dos dados.4 0. para que ao término da coleta dos dados os mesmos pudessem ser comparados. RESULTADOS A amostra foi composta por 10 pacientes. Todos os pacientes selecionados para a amostra foram inclusos na pesquisa.00* Antes 56.5 3. Os resultados obtidos na mensuração das amplitudes de movimento tanto da coluna cervical como do membro superior sintomático. os mesmos foram tabulados no programa Microsoft Excel 2003 e em seguida foi realizado teste t-student para comparação de médias dependente do nível de 5% de probabilidade.7 Depois 62. entre o início e o final do tratamento. ao nível de 5%. Nos movimento rotacional e de inclinação lateral da coluna cervical foram realizados as médias bilaterais para melhor tabulação dos dados.3 Depois 41.0 6.1 0.0 0.9 3.

6 2.8 1.5 Depois 40. notando-se diferença significativa ao nível de 5% entre a primeira e a décima avaliação.6 0.8 2.3 178.9 0.00* Antes 164. entre o início e o final do tratamento. das amplitudes de movimento do membro superior sintomático.00* Antes 31.5 1.4 0.00* .4 43.13 GRÁFICO 1: Grau das amplitudes de movimento da coluna cervical 70 60 Rotação (graus) 50 45 40 50 Inclinação (graus) 35 30 25 20 15 10 5 40 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Pacientes Antes Depois Pacientes Antes Depois 90 80 70 Extensão (graus) 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Flexão (graus) 60 50 40 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Pacientes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Antes Depois Pacientes Antes Depois A tabela 2 mostra a comparação.6 0.1 3.2 1.00* Antes Depois 37.7 1. TABELA 2: Comparação das amplitudes de movimento antes e após o tratamento da mobilização neural (membro superior) Adução Abdução Flexão Extensão Média Desvio padrão p-valor Antes Depois 167.8 Depois 177.4 3.

ao nível de 5%.8 0.0 0.00* Depois 0.14 GRÁFICO 2: Grau das amplitudes de movimento do membro superior acometido 185 180 175 170 165 160 155 Extensão (graus) 50 45 40 35 30 25 20 15 10 Flexão (graus) 150 145 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Pacientes 5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Pacientes Antes Depois Antes Depois 50 45 40 185 180 175 Abdução (graus) Adução (graus) 35 30 25 20 15 10 5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Pacientes 170 165 160 155 150 145 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Pacientes Antes Depois Antes Depois Em relação à dor presente no início e no final do tratamento. entre a primeira e a décima avaliação.8 0. sendo que 100% do pacientes chegaram ao décimo atendimento com 0 de dor na EVA.0 . TABELA 3: Comparação da escala EVA entre a 1ª avaliação e a 10ª avaliação Estatística Média Desvio padrão p-valor Antes 8. nota-se diferença significativa.

3 0. 4° At.15 GRÁFICO 3: Média da quantidade de dor presente em cada atendimento antes e após a mobilização neural 8. 0.0 2. 2° At. A tabela 4 apresenta a porcentagem média das variações das amplitudes de movimento da coluna cervical e do membro superior sintomático.4 0.0 10° At.1 6° At. 0.0 9° At.0 8° At. 0.1 antes após 3.2 6. 0. 3° At.3 5° At.2 0. e no membro superior no movimento de adução.8 8.0 Escala média de dor EVA 8.0 7° At. TABELA 4: Porcentagem média de variação entre antes e depois para as amplitudes de movimento Coluna Cervical ADM Rotação Inclinação Flexão Extensão Flexão Extensão Adução Abdução Porcentagem média de variação 83% 67% 33% 59% 7% 17% 30% 8% Membro superior . 0. antes e após a mobilização neural. sendo que a maior variação de amplitude de movimento da coluna cervical ocorreu no movimento de rotação.8 1.1 5. 1° At.

o que justifica a escolha da mobilização neural do nervo medial e radial. o que justifica a grande incidência de cervicobraquialgia (de 12 a 34% da população)16. onde em nosso estudo os distúrbios sensoriais e motores foram achados freqüentes. o que gera fibrose e consequentemente.16 DISCUSSÃO As raízes nervosas são mais suscetíveis às lesões por não apresentarem capas de tecido conjuntivo. a maioria dos casos de dor da neuralgia cervicobraquial ocorre nos níveis de C6.17. o que também foi um achado condizente com a pesquisa realizada por Alisson11 e Mellado5. Segundo Yoshinari e Bonfá13. bem como disfunções tróficas e inflamação dos tecidos inervados por este quando há comprometimento do fluxo axoplasmático. C7 e C8. pois os pacientes foram inclusos no trabalho através destes. como protusões discais e osteófitos. podendo ocorrer então limitações da mobilidade do segmento acometido. sendo a amostra comporta por sete mulheres e três homens. Cyriax10 e Yoshinari e Bonfá13 relatam que a redução da condução nervosa provoca distúrbios sensoriais. . Marinzeck7. diminuição ou ausência dos reflexos tendinosos e parestesia distal no final do dermátomo. estas são muito frágeis6. ou quando apresentam. redução da elasticidade e do aumento de tensão. e distúrbios autonômicos. química ou inflamatória. mas Guelfi18 relata que as causas das anormalidades do movimento do nervo podem ser de origem mecânica. como a dor e parestesias. Em relação aos sinais clínicos encontrados na cervicobraquialgia. distúrbios motores como a fraqueza muscular nos músculos inervados pela raiz nervosa comprometida. No presente estudo não se levou em consideração as causas da cervicobraquialgia de origem cervical. No nosso estudo notou-se que disfunções cervicais acometendo a extremidade superior apresentam maior incidência em mulheres.

e as amplitudes de movimento tanto da coluna cervical. Após a mobilização neural. pois esta técnica leva à manutenção do transporte axonal. garantindo melhora do fluxo sanguíneo. Através disso. sendo 100° a 110° para o movimento de flexão-extensão. e 80° a 90° para rotações. mas também são capazes de mover o nervo com relação a seus tecidos vizinhos. Segundo Butler6. O mesmo autor ainda afirma que vários estudos buscam comprovar a influência da mobilização neural sobre o sistema nervoso. Cita que os criadores do teste de tensão neural acreditam que os movimentos corpóreos não só produzem aumento da tensão. o que vem sendo considerado por Butler desde 1991. Marinzeck7 e Beleski8 isso só é possível devido ao sistema nervoso ser considerado como único e contínuo.17 Butler6 afirma que através da mobilização neural consegue-se garantir o funcionamento adequado do sistema nervoso. axoplasmático. todas as amplitudes de . quanto do membro superior sintomático sofreram aumento significativo. o que pode-se comprovar a partir dos resultados obtidos. o presente estudo teve como objetivo verificar se a técnica de mobilização neural do nervo mediano e radial é efetiva no tratamento da cervicobraquialgia de origem cervical. Marinzeck7 afirma que o sistema nervoso contém propriedades elásticas capazes de se alongar e encurtar conforme as tensões impostas a ele. 45° para inclinação lateral. onde o nível de dor teve redução significativa. comprova a presença de tensão neural nos testes de tensão neural do nervo mediano e radial em pacientes com cervicobraquialgias. com o objetivo de então devolver suas capacidades fisiológicas e funcionais. seguindo como referencia os valores propostos por Kapandji19. Todas as amplitudes de movimento da coluna cervical encontraram-se dentro da normalidade após o tratamento proposto. o que passa a justificar a teoria criada pelos criadores da técnica de tensão neural. o qual é dependente do fluxo sangüíneo constante. Estudo como de Beleski8. No presente estudo notou-se efeito significativo em relação às amplitudes de movimento tanto da coluna cervical como do membro superior sintomático após a mobilização neural do nervo mediano e radial.

45 a 50° para extensão. Smaniotto et all21 propôs a técnica de mobilização neural com o objetivo de avaliar o ganho na amplitude de movimento da flexão do quadril. o que vai ao encontro com este trabalho. já para Boeing23 não houve resultado significativo em relação a ganho de mobilidade da coluna lombar. sendo valores de bases para Kapandji20 .3%) seguido de rotação (1. extensão e por último a flexão. Já em estudo realizado por Pereira24 notou-se maior ganho nos movimentos de flexão (2. e pressões entre 50 – 70 mmHg podem bloquear por completo o fluxo sanguíneo. A dor cervical. sendo 180° para a flexão. porém o mesmo relata que a paciente apresentava importante encurtamento muscular de esternocleidomastóide. sendo do sexo feminino. e observou melhora gradual das amplitudes de movimento. notou-se maior variância da amplitude de movimento da coluna cervical na rotação. . Estudo realizado por Ogata e Naito 26 comprovam que compressões induzidas de 30 mmHg reduzem o fluxo sanguíneo intraneural em 73% do fluxo inicial. Em relação a variação da amplitude de movimento do membro superior sintomático. a maior variação foi para a adução. abdução e por último a flexão. Tendo em vista estes resultados.18 movimento do membro superior sintomático também apresentaram-se dentro da normalidade. diminuição do aporte vascular à estas raízes ou estreitamento cervical medular25. associada a irradiação ao membro superior pode ser devido a irritação das raízes cervicais. seguida pela extensão. e 180° para a abdução. bem como todos os outros pacientes da amostra. pode-se obter resultados significativos. o qual obteve-se aumento significativo do mesmo. seguida pela inclinação.3%). 30 a 45° para a adução. Vasconcelos22 aplicou a técnica de mobilização neural em pacientes com lombociatalgia. chegando a alcançar os valor de normalidade de todas as amplitudes de movimento. tendo 52 anos (paciente 5). é importante ressaltar que mesmo a amostra contendo um paciente que apresentava importante limitação das amplitudes de movimento. Neste estudo.

pois o procedimento deveria ser realizado em casa pela própria paciente. Marinzeck7 justifica a redução do quadro álgico. sendo o máximo de dor. 100% dos pacientes chegaram ao último atendimento sem dor (0 na EVA). sendo que 50% dos pacientes chegaram a partir do sexto atendimento relatando não sentir mais dores. não sendo compatível aos resultados obtidos neste estudo. dado estatisticamente significativo. elasticidade. Vasconcelos22 e Boing23 utilizaram da técnica de mobilização neural para pacientes com lombociatalgia. podendo então observar que foi necessário.19 Em relação ao quadro álgico presente nos pacientes deste estudo. porém o autor relata que obteve-se este resultado por falta de colaboração da paciente durante a realização do mesmo. e obteve melhora da dor classificada pela EVA de 50% após o tratamento de manipulação cervical. Estudo como o de Guelfi18 mostra a influência da mobilização neural sobre o quadro álgico em pacientes portadores de siringomiela. e obtiveram resultados significativos na redução do quadro doloroso. o que vai de acordo com este estudo. e através do tratamento proposto chegaram ao fim do estudo relatando alívio total das dores (0 na EVA). fluxo axoplasmático) isso pode resultar em outras disfunções no próprio Sistema Nervoso ou em estruturas músculo-esqueléticas que recebem sua inervação. sendo que o mesmo obteve resultados significativos quanto ao quadro álgico. o que promove o retorno as suas funções normais. Portanto. a técnica parte do princípio que se houver um comprometimento da mecânica/fisiologia do sistema nervoso (movimento. 5 atendimentos para alívio total das dores presente. em média. e nenhuma diminuição após o auto-tratamento neural. O restabelecimento de sua biomecânica/fisiologia (neurodinâmica) adequada através do movimento e/ou tensão permite . A amostra deste estudo teve a presença de dois pacientes que apresentavam dor inicial 10 na EVA. relatando que a mobilização neural procura restaurar o movimento e elasticidade ao sistema nervoso. Já Pereira24 realizou um estudo comparando a manipulação cervical e o auto-tratamento neural em pacientes com cervicobraquialgia. condução.

Disponível em < > Acesso em: 17 nov. 2000. Bases de anatomia e cinesiologia. Mobilização neural .20 recuperar a função normal do Sistema Nervoso assim como das estruturas comprometidas. dentro da amostra delimitada.I. CONCLUSÃO Os resultados obtidos por este estudo condizem com os objetivos traçados. 2007. Verificação da presença de tensão neural nas cervicobraquialgias através dos testes de tensão neural para nervo mediano e radial. 2000. p. que a mobilização neural realizada no membro superior acometido (sintomático) é eficaz para a redução do quadro doloroso e evolução das amplitudes de movimento tanto da coluna cervical quanto do membro superior sintomático. constatando-se então. 1991. 7 Marinzeck S. Fattini CA.aspectos gerias.4. 2003. . craniomandibular e otorrinolaringologia. v. Neuroanatomia funcional.2. Dor no ombro. Dor cervical e no braço. São Paulo: Artes Médicas Sul. Esse restabelecimento se dá através de movimentos oscilatórios e/ou brevemente mantidos direcionados aos nervos periféricos e/ou medula. n. São Paulo: Atheneu. 5 Machado ABM. Anatomia humana sistêmica e segmentar.S. São Paulo: Manole. São Paulo. Revista Terapia Manual. 9 Salgado A. 2002. 2 Miranda E. Londrina: Leal. 2003. abril 2004. São paulo. São Paulo: Artmed. 3 Cailliet R. 2004. 2001. 182-185. 6 Butler DS. 4 Dângelo JG. 2°ed. Rio de Janeiro: Sprint. Mobilização do sistema nervoso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1 Cailliet R. Escola de terapia manual e postural: neuromeningea. 8 Beleski RC.

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