1.

Exportar, Roteiro Rápido
1.1. O SISCOMEX – Sistema Integrado de Comércio Exterior

O Sistema Integrado de Comércio Exterior -- SISCOMEX é um sistema integrado de Comércio Exterior que tem por objetivo uma maior agilização das operações e controle mais eficiente dos órgãos públicos envolvidos. É um instrumento informatizado que permite às empresas exportadoras e aos demais usuários, o registro, acompanhamento e o controle das operações de exportação.

A partir da implantação do SISCOMEX em 1993, um conjunto de atividades que antes eram executadas com papel, de forma burocratizada e naturalmente demorada, passaram a ser realizadas por um fluxo único de informações informatizadas, simplificando e agilizando os procedimentos administrativos de exportação.

A antiga Guia de Exportação foi substituída pelo RE – Registro de Exportação, preenchido e registrado no SISCOMEX pela empresa exportadora em suas próprias instalações. O RE tem sua análise, eventuais exigências e deferimento “on-line”, mesmo nas operações em que diferentes órgãos participem de sua avaliação e aprovação.

Integram as atividades do SISCOMEX os seguintes órgãos:

Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) – aspectos administrativos e operacionais; Banco Central do Brasil (BACEN) – aspectos cambiais; Secretaria da Receita Federal (SRF) – aspectos aduaneiros.

1.2. Registro e Credenciamento do Exportador
Conforme a IN nº 650 de 12/05/2006 e Ato Declaratório Coana 03 de 01/06/2006, fica estabelecido os procedimentos de Habilitação para Operação no Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX) e credenciamento de representantes de pessoas físicas e jurídicas para a prática de atividades relacionadas ao despacho aduaneiro.

A Portaria SECEX nº 35, de 24/11/2006, estabelece que a inscrição será feita automaticamente, quando da realização da primeira operação.

Com o nome de análise fiscal sumária a legislação criou um processo de exame meticuloso prévio ao registro, à vista das informações cadastrais e fiscais disponibilizadas no Ambiente de

Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros – RADAR e demais sistemas informatizados da Secretaria da Receita Federal.

O Representante Legal a ser registrado deverá preencher o Formulário de Requerimento de Habilitação de Responsável Legal no SISCOMEX, bem como seus respectivos Anexos “I-A, IB, I-C” da IN 650/06.

O Fisco dispõe, em média, de 30 dias para fazer esta análise sumária, que consiste no exame da existência da empresa, da consistência entre os dados de capital social, patrimônio e renda da pessoa jurídica e a renda dos respectivos sócios, bem como avaliar a compatibilidade entre a atividade econômica, as capacidades operacionais, econômicas e financeiras da pessoa jurídica e as informações de natureza comercial constantes do requerimento apresentado.

Se não houver inconsistências nas informações prestadas, o Representante Legal da empresa deverá comparecer pessoalmente à unidade da SRF de execução dos procedimentos, para receber sua senha de acesso ao SISCOMEX.

O credenciamento só poderá ser feito após a habilitação e liberação do SISCOMEX, fazendo o Representante Legal o credenciamento diretamente no sistema.

1.2.1.

Credenciamento do Exportador

Além do registro no cadastro de Exportadores e Importadores - REI, que hoje é automaticamente feito quando da primeira operação, toda empresa para operar no comércio exterior tem que se habilitar para operar o Sistema Integrado de Comércio Exterior SISCOMEX. Este, é um sistema informatizado que exige para sua utilização o emprego de uma assinatura eletrônica, denominada "senha".

O SISCOMEX, que é operado através da senha obtida junto a SRF, é utilizado para toda operação de exportação e, dentre os registros nele executados, destacam-se:

1.2.2.

RC – Registro de Operação de Crédito

Obrigatório para as operações cujo prazo concedido para pagamento,. ao importador, superar a 360 dias da data do embarque da mercadoria para o exterior. Este registro é feito antes do RE.

1.2.3.

RE – Registro de Exportação

Este registro é obrigatório para todas as operações que impliquem na saída física de produtos para o exterior, excetuando-se aquelas operações constantes do Artigo 162 da Portaria Secex nº 35/03.

Nesse Registro são consignadas todas as informações de natureza comercial, financeira, cambial e fiscal da operação.

1.2.4.

RES – Registro de Exportação Simplificado

Também denominado de Simplex, é uma alternativa criada através da Portaria Secex nº 35, de 24/11/06, para emprego nas exportações de até US$ 20 mil ou seu equivalente em outras moedas, dispensando a contratação de câmbio, substituindo-a pelo "boleto".

1.2.5.

DSE – Declaração Simplificada de Exportação

Criada pela Instrução Normativa SRF nº 611 de 2006, permitindo agilizar o desembaraço aduaneiro de operações que especifica.

1.2.6.

DDE – Declaração de Despacho de Exportação

Também conhecida por SD (Solicitação de Despacho) é um documento elaborado através de terminal SISCOMEX, quando a mercadoria se encontra à disposição da fiscalização aduaneira para fins de despacho. Este documento encontra-se inserido no texto da Instrução Normativa SRF nº 28/94, que trata do despacho aduaneiro de exportação.

1.2.7.

CE – Comprovante de Exportação

É emitido pela repartição Alfandegária onde se der o despacho de exportação. Ele comprova que a exportação foi efetivada. Emitido ao final da operação de exportação; é o documento em que são relacionados todos os registros processados pelo SISCOMEX.

1.3. A NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul
Ao preencher o Registro de Exportação no SISCOMEX, a empresa deverá classificar seus produtos, de acordo com duas nomenclaturas: a Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM) e a Nomenclatura Aduaneira da ALADI (NALADI/SH), ambas criadas com base na Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias (SH), firmada em Bruxelas, em 14 de junho de 1983. O SH possui 6 dígitos, mas cada país pode acrescentar até quatro dígitos.

Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM): foi criada em 1995, com a entrada em vigor do MERCOSUL, e aprovada pelo Decreto 2.376, de 13 de novembro de 1997, juntamente com as alíquotas do imposto de importação que compõem a Tarifa Externa Comum – TEC.

A NCM, que substituiu a Nomenclatura Brasileira de Mercadorias (NBM), possui 8 dígitos e uma estrutura de classificação que contém até 6 níveis de agregação: capítulo, posição, subposição simples, suposição composta, item e sub-item:

Capítulo: a indicação do Capítulo no código é representada pelos dois primeiros dígitos Posição: a Posição dentro do Capítulo é identificada pelos quatro primeiros dígitos Sub-posição Simples: é representada pelo quinto dígito Sub-posição Composta: é representada pelo sexto dígito Item: é a subdivisão do SH, representado, no código, pelo sétimo dígito Sub-item: é a subdivisão do item, representado, no código, pelo oitavo dígito

Exemplo:

NCM 3923.21.10

39: Capítulo, Plásticos e suas Obras 3923: artigos de transporte ou de embalagem, de plásticos; rolhas, tampas, cápsulas e outros dispositivos para fechar recipientes, de plásticos 3923.2: sacos de quaisquer dimensões, bolsas e cartuchos 3923.21: de polímeros de etileno 3923.21.10: de capacidade inferior ou igual a 1.000 cm3

Nomenclatura Aduaneira da Associação Latino Americana de Integração (NALADI/SH): possui estrutura semelhante à da NCM (para a qual serviu de base) e o mesmo número de dígitos (8), sendo que os seis primeiros são sempre idênticos.

os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador estabelecer um conjunto-padrão de definições determinar as regras e práticas neutras como por exemplo: onde o exportador deve entregar a mercadoria. quem paga o frete. são também denominados "CLÁUSULAS DE PREÇO". simplificam e agilizam a elaboração das cláusulas dos contratos de compra e venda. com seu significado jurídico preciso e efetivamente determinado. Cláusulas de Preço: Representados por siglas de 3 letras. quem é o responsável pela contratação do seguro.1. Vale ressaltar que as regras . INCOTERMS 2000: O constante aperfeiçoamento dos processos de negociação e logístico fez com que os INCOTERMS passassem por diversas modificações ao longo dos anos. INCOTERMS.CCI. pelo fato de cada termo determinar os elementos que compõem o preço da mercadoria. 2000 Os INCOTERMS -.4. culminando com um novo conjunto de regras. conhecido atualmente como INCOTERMS 2000. os termos internacionais de comércio simplificam os contratos de compra e venda internacional ao contemplarem os direitos e obrigações mínimas do vendedor e do comprador quanto às tarefas adicionais ao processo de elaboração do produto. Histórico: Os INCOTERMS surgiram em 1936 quando a Câmara Internacional do Comércio . dentro da estrutura de um contrato de compra e venda internacional. interpretou e consolidou as diversas formas contratuais que vinham sendo utilizadas no comércio internacional. Significado Jurídico: Após agregados aos contratos de compra e venda. com sede em Paris. adicionais aos custos de produção. Assim. os INCOTERMS passam a ter força legal.International Commercial Terms ou Termos Internacionais de Comércio – são usados para: definir. Por isso.

categorias dos INCOTERMS Os INCOTERMS foram agrupados em quatro categorias por ordem crescente de obrigação do vendedor. seguradoras e transportadores. Modalidades da Venda. sem assumir riscos por perdas ou danos às mercadorias ou custos adicionais decorrentes de eventos ocorridos após o embarque e despacho.Carriage and Insurance Paid To DAF. tais como: despachantes. não produzindo efeitos em relação às demais partes envolvidas. Mercadoria entregue a um transportador internacional indicado pelo comprador.Delivered At Frontier D de Delivery (Chegada – Máxima obrigação para o exportador) DES – Delivered Ex-Ship DEQ – Delivered Ex-Quay DDU – Delivered Duty Unpaid DDP – Delivered Duty Paid O vendedor se responsabiliza por todos os custos e riscos para colocar a mercadoria no local de destino.definidas pelos INCOTERMS valem apenas entre os exportadores e importadores. O vendedor contrata o transporte. Entendendo o Gráfico . GRUPO E de EX (Partida – Mínima obrigação para o exportador) F de Free (Transporte Principal não Pago pelo Exportador) INCOTERMS EXW – Ex Works FCA – Free Carrier FAS – Free Alongside Ship FOB – Free on Board CFR – Cost and Freight CIF – Cost. Insurance and DESCRIÇÃO Mercadoria entregue ao comprador no estabelecimento do vendedor. C de Cost ou Carriage (Transporte Principal pago pelo Exportador) Freight CPT – Carriage Paid To CIP .

Aplica-se a qualquer meio de transporte. A partir do local combinado. FCA – Free Carrier O exportador completa suas obrigações quando entrega a mercadoria. principalmente via rodoviária. Termo utilizável exclusivamente no transporte marítimo. O importador assume os riscos. aos cuidados do transportador internacional indicado pelo comprador. pronta para a exportação. . Pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte. no local designado. o importador assume os custos para embarcar a mercadoria do país de origem. a preparação de documentos.Ex Works O exportador produz e coloca a mercadoria a disposição do importador no local estipulado. a contratação e o pagamento do frete e do seguro e todos os outros custos. no cais ou em embarcações utilizadas para carregamento da mercadoria.EXW . no porto de embarque designado. FAS – Free Alongside Ship O exportador é responsável pela operação até o momento em que a mercadoria é colocada ao longo do costado do navio transportador.

O importador assume os custos pela contratação do frete e seguro. CFR – Cost and Freight O exportador contrata e paga o frete necessário para levar a mercadoria até o porto de destino indicado. .FOB – Free On Board Significa que o exportador encerra suas obrigações quando a mercadoria transpõe a amurada do navio ("ship's rail") no porto de embarque indicado. Termo utilizável exclusivamente no transporte marítimo. o comprador assume todas as responsabilidades. Termo utilizável exclusivamente no transporte marítimo. providencia os documentos. Insurance and Freight O exportador contrata e paga o frete necessário para levar a mercadoria até o porto de destino indicado. além de providenciar os documentos e preparar a carga para a exportação. CIF – Cost. Termo utilizável exclusivamente no transporte marítimo. prepara a carga para a exportação e contrata o seguro marítimo de transporte. Nesse momento. A responsabilidade sobre a mercadoria e quaisquer despesas adicionais é transferida do vendedor para o comprador no momento da transposição da amurada do navio no porto de embarque.

via rodoviária. só que é aplicável a qualquer meio de transporte. só que é aplicável a qualquer meio de transporte.CPT – Carriage Paid To Obedece as mesmas condições do CFR. ou ferroviária. Esta cotação é para transporte terrestre. DÊS – Delivered Ex Ship . Cabem a ele os custos referentes ao transporte até esse ponto e ao desembaraço aduaneiro da sua fronteira. aérea. DAF – Delivered at Frontier O exportador entrega a mercadoria até a fronteira do seu país antes do posto alfandegário em local pré-determinado . CIP – Carriage and Insurance Paid To Obedece as mesmas condições do CIF.

Esse termo contratual não deverá ser utilizado se o exportador não tiver condição de assumir tais responsabilidades. DEQ – Delivered Ex Quay A entrega da mercadoria é feita pelo exportador no porto de destino combinado. assumindo todos os custos e riscos referentes ao transporte da mercadoria.A entrega é realizada dentro do navio até o local pré combinado no destino. As despesas referentes ao desembaraço aduaneiro são pagas pelo importador. DDU – Delivered Duty Unpaid A mercadoria é entregue em um local pré determinado no país de destino. O exportador assume todos os riscos referentes ao transporte da mercadoria. inclusive as formalidades necessárias ao desembaraço aduaneiro da mesma. DDP – Delivered Duty Paid Mesmo procedimento adotado no DDU . porém as despesas do desembaraço são pagas pelo exportador. .

Matéria-prima. Elementos principais: o Na formação do preço de venda para exportação. Na avaliação custo versus benefícios. a primeira medida é o levantamento dos componentes que geram gastos. Custo de promoção. O preço de exportação deve ser no mínimo o praticado no mercado internacional. A produtividade interfere de forma substancial. A exportação trás benefícios que poderão redundar em redução de preços e conseqüente ampliação da competitividade do produto no mercado internacional. e Margem de contribuição a esse somam-se os custos da estrutura de exportação. o planejamento de exportação deve: o o Identificar os custos incidentes sobre toda a operação. Custo de distribuição.1. Formação do Preço de Exportação A competitividade do produto no mercado internacional depende fundamentalmente do preço estipulado. Custos de serviços aplicados na produção. Levantar os incentivos e benefícios disponíveis no seu mercado e no mercado para o qual exportará. Custos variáveis.5. . O preço define uma condição básica para a realização de negócio com o importador. Mercado Interno: o Os custos representam a remuneração dos fatores de produção e podem ser relacionados como segue. Aquisição de outros bens consumidos na produção. o Os itens que compões o preço são classificados como: Custo de produção.

administrativas etc. Mercado Externo: o Fatores que pesam na composição dos custos externos: As características. Encargos de amortização diretamente relacionados com a produção. o Na formação do preço final para o mercado interno incidem gastos com a comercialização e distribuição. . e o local de consumo. nesses mesmos pontos. o local de desembarque do transporte internacional. financeira. Custo de alocação de bens móveis e imóveis necessários a produção. O poder aquisitivo. o O exportador deve analisar todas as informações disponíveis de mercado interno e externo. os preços praticados no mercado interno de cada país são igualmente diferentes entre si. Encargos de exaustão de recursos naturais utilizados na produção.Custo de pessoal utilizado na produção. peculiaridades e segmentação de mercado. Custos de reparos. o Estes quatro locais são denominados com os códigos Incoterms: EXW. A estrutura tributária. FOB.. Encargos de depreciação dos equipamentos e bens. efetivos e potenciais. compatibilizando-as com os interesses de vendedor e comprador. o Os mercados externos são normalmente diferentes entre si. O nível de concorrência. A estrutura logística. é salutar trabalhar dentro de faixa ou margem de segurança..). o Estabelecido o planejamento. CIF e DDP e prevêem a transferência dos custos normais. Custo da alocação de ativos fixos utilizados na produção. e muito em função disso. pois o lucro presumido deverá também oscilar dentro de uma faixa de possibilidade. o As despesas são conceituadas como remuneração a fatores de produção e operação empresarial situados fora da área de fabricação (área de vendas. Tipos de Preço no Comércio Exterior: o Os preços usuais em comércio exterior são apresentados divididos em grupos que levam em consideração: a origem. do vendedor para o comprador. A existência de acordos bilaterais e multilaterais. o local de embarque em transporte internacional.

Componentes mais Conhecidos: o o o Custo de Produção.Benefícios à Exportação + Despesas de Exportação No Local de Embarque (FOB) Preço na fábrica (EWX) + Transporte Interno + Licença de Exportação + Movimento em Terminal No Local de Desembarque (CIF) Preço no Local de Embarque (FOB) + Transporte Internacional + Seguro Internacional No local de Consumo (DDP) Preço no Local de Desembarque (CIF) + Movimentação em Terminal + Licença de Importação + Transporte Interno no Destino o Existem alguns quadros que consideram componentes complementares: Margem do importador. Tributação. Documentos e Formalidades Governamentais A seqüência de procedimentos necessários à efetivação de uma exportação ocorre da seguinte forma: a. Primeiramente. Embalagem. Margem do Atacadista. Licenças. configurado pela efetivação do Registro de Exportação – RE. que consiste no conjunto de . Margem do Varejista. Custos de Manipulação. o exportador deve providenciar o licenciamento. Impostos de Importação. Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS Programa de Integração Social e Programa de formação de Patrimônio do Servidor Público – PIS/PASEP o o o o Comissão do Agente. Para chegar ao preço de varejo ou vitrine.PREÇO Na Origem (EXW) Custo Total COMPOSIÇÃO + Embalagem + Encargos + Lucro . Processo de Unitização (agrupar vários objetos em um único lote).

Liberação de Conhecimento de Embarque. Emissão de documentos no SISCOMEX. despesas. tributos. Modelos Simples de Formação de Preço de Exportação: Modelo Baseado no Preço de Venda no Mercado Interno Seqüência de Procedimentos: Apuração de Valor no Local de Embarque -> FOB a) Anotar o valor do preço de venda no mercado interno (PVMI). Corretagem de câmbio. Despacho em fronteira. conceituado como o procedimento fiscal mediante o qual se processa o desembaraço da mercadoria. aos quais são vinculados os RE averbados. Movimentação em Terminais.informações de natureza comercial. caracterizados pela celebração de contratos de câmbio entre instituições financeiras e exportadores. o o o Frete e Seguro Interno. Remessa de documentos. incluídos todos os componentes (custos. Emissão de Contrato de Câmbio. com o intuito de amparar os ingressos de divisas configurados naqueles contratos.). Abaixo. que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria e definem seu enquadramento. Swift (ordem de pagamento). margem de lucro etc. Serviço de despachante aduaneiro. permitindo a emissão do comprovante de exportação. Transporte e Seguro Internacionais. diversas situações comuns a operação de comércio exterior: Negociação ou conferência de documentos. financeira. Emissão de Vistos Consulares. Utilização do SISCOMEX. A fase seguinte corresponde ao despacho aduaneiro. Registro de documentos em entidades (a exemplo das Câmaras de Comércio). Emissão de Certificado de Origem. Recolhimento de Taxa de Sindicato de despachantes. . Por último vêm os procedimentos cambiais. cambial e fiscal. c. que pode acarretar verificação física ou não e culmina em liberação para embarque e “averbação” do RE. Despesa de comissão de cobrança bancária. b.

um percentual aplicado sobre o Valor sem os quatro Tributos (IPI. incluir também esta despesa. . então.). que não incidem na exportação (comissões de venda. f) Deduzir os valores de ICMS. o valor inicial para inclusão de componentes específicos da exportação. que normalmente representa um percentual sobre o valor no local de embarque (FOB). c) Apurar o valor do ICMS. ICMS.. que. COFINS e PIS) ou outra forma de apuração.65% sobre o Valor sem IPI. utilizar a seguinte fórmula: Valor FOB = Custo Total / {1-[(Lucro em % / 100)+(CA em % / 100)]}. deverá ser feita a conversão em valor na moeda estrangeira negociada.6% sobre o Valor sem IPI. apurar o valor sem IPI: Valor sem IPI = 100 x PVMI / (100 + Alíquota do IPI em %). Caso a comissão de agente (CA) represente um percentual sobre o valor no local de embarque (FOB) e o lucro também seja apurado sobre o valor no local de embarque (FOB). As cotações podem ser obtidas de várias formas. j) Incluir o lucro previsto.b) Como o preço de venda no mercado interno inclui IPI. apurando. uma delas a consulta a informativo diário do Banco Central.. mediante aplicação direta da alíquota de ICMS sobre o Valor sem IPI. devera ser adicionada conforme o item "i". despesas com licenças.. l) Apurada a receita em reais considerada adequada pelo exportador para cobrir seus custos e gerar remuneração esperada (Valor FOB). k) Existindo comissão de agente (CA). embalagem. despesas financeiras. caso possua um valor fixo. corretagem de câmbio etc.. mediante aplicação direta da alíquota de 7. despesas de propaganda. g) Deduzir o lucro calculado para o mercado interno. cabendo ressaltar que normalmente deve ser feita a divisão do valor em reais pela cotação para se chegar ao valor em moeda estrangeira. chegando ao próprio valor no local de embarque (FOB) conforme a seguinte cálculo: Valor FOB = Custo Total / [ 1 – (Lucro em % / 100)]. mediante aplicação direta da alíquota de 1. documentos ou vistos. despesas de distribuição etc. chegando ao preço da mercadoria sem aplicação desses três tributos e do IPI. despesas com movimentação em terminais.). que pode ser um percentual aplicado sobre o Valor sem IPI. h) Deduzir outros componentes do preço de mercado interno. apurando assim o Custo Total. e) Apurar o valor do PIS. equipamentos para unitização. para efeito de composição de Custo Total. transporte e seguro internos até local de embarque. da COFINS e do PIS. d) Apurar o valor da COFINS. i) Adicionar os componentes específicos da exportação (embalagens. pela cotação da referida moeda.

00 R$ 180.00 R$ 520.00 R$ 230.00 R$ 254.480.400.00 R$ 130.21 ___________ R$ 6.00 ___________ R$ 5.7522* ____________ US$ 2.6%) (-) Não-incidência do PIS (1.05 .200.530.65%) (-) Lucro sobre venda interna (10% s/ Valor sem IPI) Custo do produto sem impostos (-) Embalagem de mercado interno (-) Outras despesas de mercado interno Custo sem componentes exclusivos do mercado interno (+) Embalagem de exportação Preço EXW (sem lucro) (+) Frete e seguro da fábrica até o porto (+) Mais despesas portuárias (+) Despesas com documentação e despachante Subtotal Comissão de Agente (4% s/ Valor FOB) Lucro sobre venda externa (10% s/ Valor FOB) Preço FOB Conversão de R$ para US$ (R$ 2.00 R$ 1.09 / 2.Exemplo: Dados Preço do Produto no mercado interno Alíquota do IPI Alíquota do ICMS Lucro sobre venda interna Embalagem de mercado interno Outras despesas de mercado interno Embalagem de exportação Frete e seguro da fábrica até o porto Despesas portuárias Despesa com documentação e despachante Comissão de Agente Lucro sobre venda externa Taxa de Câmbio R$ 9.00 R$ 608.00 ___________ R$ 4.00 R$ 180.88 R$ 637.00 R$ 540.00 R$ 540.372.00 R$ 130.00 R$ 520.00 15 % 18% 10% s/ Valor sem IPI R$ 100.00 R$ 800.00) Preço FOB R$ 9.00 R$ 132.00 R$ 100.7522 = US$ 1.90 = US$ 1.00 R$ 230.315.00 4% s/ Valor FOB 10% s/ Valor FOB R$ 2.000.00 ___________ R$ 5.440.00 Determinação do Preço Preço do produto no mercado interno (-) Isenção de IPI (15%) Preço no mercado interno sem IPI (-) Não-incidência do ICMS (18%) (-) Não-incidência do COFINS (7.020.00 R$ 1.03.200.200.00 ___________ R$ 8.27 * PTax do dia 17.00 ___________ R$ 4.

g) Apurada a receita em reais considerada adequada pelo exportador para cobrir seus custos e gerar remuneração esperada (Valor FOB). cabendo ressaltar que normalmente deve ser feita a divisão do valor em reais pela cotação para se chegar ao valor em moeda estrangeira. despesas com licenças. custos fixos. tais como matéria-prima.). b) Adicionar. ao preço EXW (na origem). d) Adicionar os demais componentes necessários para estabelecer o custo da mercadoria no local de embarque (transporte e seguro internos. incluir também esta despesa.Modelo Baseado nos Custos do Produto a ser Vendido Seqüência de Procedimentos: Apuração de Valor no Local de Embarque > FOB a) Somar os itens que possuem valor definido e compõem o custo do produto exportado. Caso a comissão de agente (CA) represente um percentual sobre o valor no local de embarque (FOB) e o lucro também seja apurado sobre o valor no local de embarque (FOB). chegando. para efeito de composição de Custo Total. deverá ser adicionada conforme item “i”. uma delas a consulta a informativo diário do Banco Central. chegando ao próprio valor no local de embarque (FOB) conforme o seguinte cálculo: Valor FOB = Custo Total / [1 – (Lucro em % / 100)]. caso possua um valor fixo. c) Incluir despesas bancárias (contrato de câmbio e outras) e corretagem de câmbio. pela cotação da referida moeda. obtendo-se o total de custos sem impostos. se previsto na comercialização do produto ou estabelecido no contrato de venda. despesas com movimentações em terminais etc. despachantes aduaneiros.. custos burocráticos. o custo do equipamento para unitização. utilizar a seguinte fórmula: Valor FOB = Custo Total / {1 – [(Lucro em % / 100) + (CA em % /100)]}. f) Existindo comissão de agente (CA). que normalmente representa um percentual sobre a valor no local de embarque (FOB).. documentos ou vistos. embalagem. Deverá ser feita a conversão em valor na moeda estrangeira negociada. portanto. que. mão-de-obra. As cotações podem ser obtidas de várias formas. e) Incluir o lucro previsto. entre outros. . se houver.

888.00 R$ 4.010.7522 = US$ 1. inclusive corretagem de câmbio R$ 21.300.00 R$ 350.261.770.00 R$ 320.20 R$ 3.466.00 6% s/ Valor FOB 12% s/ Valor FOB R$ 2.220.580.716.841.00 R$ 226.Exemplo: Dados Custo de mão-de-obra direta Custo de mão-de-obra indireta Encargos sociais Energia elétrica e Água Despesas administrativas Despesas comerciais Despesas financeiras Outros custos Embalagem de exportação Frete e seguro da fábrica até o porto Despesas portuárias Despesas com documentação e despachante Despesas bancárias.100.39 ___________ Preço FOB Conversão de R$ para US$ (R$ 2.00 R$ 2.00 R$ 226. pelo fato de procurar retratar com maior fidelidade as variações de custo.00 Determinação do Preço Preço do produto na fábrica (soma das 8 primeiras parcelas: da mão-de-obra direta a outros custos) (+) Embalagem de exportação (+) Despesas bancárias.90 = US$ 1.7522* ____________ Preço FOB US$ 10.00 R$ 2.59 / 2.00 R$ 420.836.00) R$ 29.010.00 R$ 350.950.00 R$ 4.00 R$ 1.00 R$ 320.03.00 ___________ Preço EXW (sem lucro) (+) Frete e seguro da fábrica até o porto (+) Mais despesas portuárias (+) Despesas com documentação e despachante R$ 21.140.333.00 R$ 750.00 R$ 3.00 * PTax do dia 17. .00 R$ 2.05 O modelo baseado nos custos do produto costuma apresentar melhores resultados e menores riscos de erro comparativamente ao modelo baseado no preço de venda do produto no mercado interno.00 R$ 420.00 R$ 1.00 ___________ Subtotal Comissão de Agente (6% s/ Valor FOB) Lucro sobre venda externa (12% s/ Valor FOB) R$ 24. inclusive corretagem de câmbio Comissão de Agente Lucro sobre venda externa Taxa de Câmbio R$ 2.00 R$ 1.

2.6. a contratação de câmbio etc. ela própria terá que providenciar todos os procedimentos referentes ao embarque da mercadoria. Exportação Direta A exportação direta consiste na operação em que o fabricante do produto vende diretamente para o importador no exterior.1. Este tipo de operação exige da empresa que está exportando um conhecimento de todas as etapas do processo de exportação.1. sem intermediários. pois mesmo que a empresa se utilize de um agente para fazer a venda.6.6. 1. Exportação Indireta . Canais de Distribuição na Exportação 1.

extinção de todos os riscos exigidos pela movimentação internacional das mercadorias. destacando-se os aspectos monetários e fiscais. 1.É feito através de um terminal de computador interligado ao SISCOMEX.1. mesmo que superficialmente.7. que a intitula de "Empresa Comercial Exportadora". as particularidades do país para o qual tenciona exportar. total eliminação dos custos que seriam exigidos na elaboração de documentos próprios para a movimentação do produto e seu respectivo embarque para o exterior (apenas emissão de uma única Nota Fiscal de venda). Os documentos de exportação devem ser emitidos em inglês ou no idioma do país importador.Este tipo de empresa possui certas características peculiares que lhe são atribuídas pelo Decreto-Lei nº 1.7. Documentos de Uso Interno no Brasil Nota Fiscal Documento que habilita a circulação interna da mercadoria desde a saída do estabelecimento até o embarque para o exterior. Registro de Exportação Documento que reúne um conjunto de informações sobre a natureza da exportação efetuada .248/72. uma vez que a venda é ajustada no mercado interno em moeda nacional. Apenas o produto exportado ou alguma particularidade na negociação comercial influenciará na sua emissão. os documentos para embarque ao exterior serão os mesmos. Acompanha a mercadoria durante o trânsito interno até o local do embarque. supressão da necessidade de conhecer. Documentos Utilizados no Processo de Exportação Independentemente dos meios de transporte. O preenchimento deve ser feito em moeda nacional. Quando o fabricante se dispõe a analisar a trading como canal de distribuição para seus produtos na exportação deve levar em consideração os seguintes aspectos: eliminação dos custos necessários para identificar e contatar o possível importador. eliminação de todos os custos e riscos detectados para a localização do mercado ou paises. bem como do recebimento no exterior do valor da operação. dispensa do contato e de seus custos para negociar a operação. 1. .

Documentos de Uso Externo . esse documento formaliza a cotação do produto. para evitar a duplicidade na coleta de informações. Certificado de Origem Documento que atesta a origem da mercadoria e que pode ser exigido pelo país importador dependo do produto a ser importado. 1. Contrato de Câmbio Documento que formaliza a operação de conversão de moeda estrangeira em moeda nacional. Certificado de Origem .Protocolo de Expansão Comercial – PEC. Acompanha a mercadoria durante o trânsito interno e durante o processo alfandegário no destino. garantindo as informações necessárias para emissão da carta de crédito ou de outro documento para pagamento. Ele habilita o fechamento de câmbio no caso de pagamento antecipado. facilitando a fiscalização e localização da mercadoria. Para efetuar a certificação a empresa . Certificado de Origem . Existem vários modelos de Certificado de Origem: o o o o o o Certificado de Origem Comum. Certificado de Origem formulário do Sistema Geral de Preferências – SGP.7. Outros.2. Romaneio de Embarque ou Packing List Descreve o conteúdo de cada volume. O importador pode utilizar este documento para obter a redução ou isenção de tributos.Importador Fatura Pró-Forma Semelhante ao pedido de compra. Certificado de Origem para países da ALADI.Mercosul.Comprovante de Exportação Documento emitido pela Receita Federal ao final da operação de exportação. Certificado de Inspeção Documento que atesta a qualidade dos produtos e a conformidade com os dados da fatura comercial e que pode ser exigido por alguns países É emitido pelas empresas exportadoras ou por uma empresa especializada neste tipo de atividade. É emitido pelo pelos bancos e corretoras através do SISCOMEX.

A venda à prazo implica na liquidação da letra nos prazos acordados. seguro e frete. Acompanha a mercadoria no embarque ao exterior.deve gerar um relatório preliminar de inspeção e emitir o certificado. a primeira via deverá acompanhar os documentos de embarque utilizados na negociação. ou custo. Sua emissão é feita pelo transportador após o embarque. Emitido por órgãos do Ministério da Agricultura quando exigido pelo país importador. Fatura Consular Documento emitido pelo consulado do país importador. conforme o país de destino. Certificado de Seguro de Transporte Documento que garante a cobertura total das mercadorias em caso de sinistro durante o trânsito internacional. Certificado Fitossanitário Documento que atesta a sanidade de produtos de origem vegetal/animal. A venda à vista implica na liquidação da letra cambial antes da retirada da documentação original no banco. Este certificado é emitido quando exigido pelo país importador. Certificado de Análise Documento que atesta a composição físico-química dos produtos a serem exportados. para emitir a fatura consular o consulado pode exigir a apresentação da fatura comercial. exigido apenas por alguns países. Deve ter o carimbo da empresa exportadora. do conhecimento de embarque entre outros. Acompanha a mercadoria durante o trânsito interno e para o embarque ao exterior. É exigido sempre que a transação for efetuada em condições de custo e seguro. Dependendo do destino da exportação. é emitida pelo exportador em formulário padrão reconhecido internacionalmente. data e assinatura em todas as vias. do certificado de origem. . Fatura Comercial Documento exigido internacionalmente para desembaraço da mercadoria. Quando o pagamento for efetuado através de carta de crédito. Letra de Câmbio ou Saque de Exportação Semelhante à duplicata. no país de origem. Conhecimento de Embarque Documento que comprova a entrega da mercadoria e confere ao consignatário a sua posse. Podem ser exigidos para artigos plásticos em contato com alimentos.

processado pelo SISCOMEX. inclusive no Conhecimento e Manifesto de Carga e na Nota Fiscal. 1. o despacho poderá ser interrompido. contendo as informações necessárias. e que fornece uma senha de acesso ao sistema. entregar em até 15 dias.8. como se segue: as primeiras vias das notas fiscais referentes às mercadorias a serem exportadas. e em caso de haver qualquer exigência não cumprida.1. verificando também o artigo 63. O despacho de exportação no SISCOMEX inicia-se quando o sistema fornece a numeração específica à declaração formulada pelo exportador. Ressalvam-se desta exigência as mercadorias sujeitas a procedimentos especiais. extrato DDE – declaração de despacho de exportação. O programa que estabelece a conexão com o SISCOMEX. destinada ao exterior está sujeita ao despacho de exportação.2. extraídas do registro de exportação. Despacho Aduaneiro na Exportação Toda mercadoria nacional. com indicação do número atribuído à declaração para despacho. contados a partir da data do início do despacho de exportação. da IN 28/94. deve ser solicitado a uma unidade da Secretaria da Receita Federal que processe comércio exterior. documentação do transporte a ser realizado. Entrega de Documentos O número atribuído à declaração para despacho de exportação deve constar obrigatoriamente em todos os documentos que fizerem parte do despacho. 1. até haver o seu atendimento. É de competência e responsabilidade do exportador. ou de seu mandatário. Declaração de Exportação A Declaração de Exportação deve ser feita por meio de um terminal de computador. conectado ao SISCOMEX. os documentos de instrução da declaração de despacho de exportação. .8. ou nacionalizada.1. na unidade da Secretaria da Receita Federal. A documentação entregue na unidade da SRF será conferida pelo funcionário responsável.8. relacionadas no Anexo “O” da Portaria Secex 35. com exceção daquelas nomeadas expressamente no artigo 17 da IN SRF 28/94.

no sistema. A averbação automática acontece quando os dados registrados no sistema pelo transportador forem coincidentes com aqueles já constantes no SISCOMEX (artigo 37 da IN 28/94. registrando a ocorrência no SISCOMEX. contendo todos os documentos necessários. representados por cores. ou de seu representante legal.5. devido à natureza da mercadoria. Vermelho: selecionado para exame documental e verificação física. 1.1. Caso seja necessário.3. Laranja: selecionado para exame documental. que determinam o canal de cada despacho no SISCOMEX. nova redação dada pela IN 510 de 14/02/2005). . naqueles despachos que não se encontram na situação de averbação automática.8. e podem ser: Verde: liberado sem conferência aduaneira. do embarque da mercadoria. Os canais para despacho de exportação. 1. a fiscalização poderá providenciar coleta de amostra ou solicitar laudo técnico.8. determinam o curso do despacho. Em casos de haver necessidade de assistência técnica para verificação física. a verificação física da mercadoria deverá ser realizada na presença do exportador. e consiste na confirmação. Averbação A averbação é o ato final do despacho de exportação.8.4. Seleção Parametrizada Seleção parametrizada é a inclusão de parâmetros. será verificado pela fiscalização se existem restrições ou direcionamento para qualquer tipo de conferência. por parte da fiscalização aduaneira. Desembaraço Aduaneiro Ao receber o despacho de exportação.

É possível que seja solicitada a inclusão de anexos em despachos averbados. Emissão de Comprovante de Exportação Os comprovantes de exportação devem ser solicitados pelo interessado para os despachos que se encontram na situação de “averbado”. 1. formalizar o pedido junto à unidade da SRF que procedeu o registro. quando constatado erro em registro efetuado ou por desistência do embarque (IN SRF 510 de 14/02/2005). Alteração do Registro de Exportação A alteração do registro de exportação só poderá ser solicitada pelo exportador. e são emitidos pela unidade de despacho.8. ou por solicitação do interessado. Cancelamento O cancelamento do despacho poderá ser de ofício. peso e identificação da mercadoria embarcada . deverão ser encaminhados à COANA.6.7. (artigo 49 e parágrafos da IN 28/94). que tenham sido apresentados à SRF. nos casos previstos no artigo 52 da IN 28/94(alterado pelo parágrafo único da IN SRF 510 de 14/02/2005). ou outros. ou do exportador. A SRF poderá aprovar ou rejeitar o pedido de alteração do registro de exportação. 1. registrando as divergências constatadas naquele momento no sistema. e exigindo do transportador.ou saída do território nacional. posteriormente. os documentos que julgar necessários para que se possa proceder a averbação. e.8. 1.8. referentes à quantidade de volumes.Quando a averbação não se processar automaticamente. .8. quando forem descumpridas normas estabelecidas na legislação. e só será possível em despachos averbados. Os processos relativos à alteração nos dados de registro de embarque. baseando-se na análise dos documentos que instruíram o despacho. O exportador deve formular uma proposta junto ao DECEX/ SECEX / MDIC. caberá à fiscalização realizá-la.

9. Aspectos Fiscais nas Exportações 1. não sofrem qualquer incidência direta de tributos e contribuições. para exclusão das receitas de exportação da base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido apurado pelos transformadores.1. Cabe analisar a viabilidade da manutenção da empresa no sistema face aos créditos possíveis. ou por empresas especializadas (comerciais exportadoras ou Trading). A completa desoneração tributária das exportações busca primeiramente tornar competitivos nossos produtos no mercado internacional. Dessa forma o volume das exportações será determinante para verificação da viabilidade da manutenção da empresa no sistema SIMPLES. IPI – Imposto sobre produtos industrializados Optantes do SIMPLES: Nada muda para as empresas integrantes do SIMPLES que por sua opção ao sistema não registram créditos desse imposto. a geração de empregos e a entrada de divisas ao país.1.1. Incidências Tributárias nas Exportações Optantes do SIMPLES: Os transformadores plásticos exportadores optantes do SIMPLES devem analisar a conveniência da continuidade nesse sistema uma vez que não existe previsão legal para exclusão da receita de exportação da base de cálculo dos percentuais que determinam o pagamento unificado dos tributos e contribuições neste regime. contudo estas empresas estarão absorvendo o custo dos tributos incidentes na aquisição dos insumos utilizados na produção.2. incentivando a produção local. e supletivamente auxilia na movimentação de toda a economia interna. Demais Empresas: As saídas para exportação de bens e serviços realizados diretamente pelos transformadores plásticos.9.2. Estadual ou Municipal. Créditos Tributários nas Exportações 1.9. nas saídas para exportação não haverá destaque de tributos.9. Não há previsão legal. Assim. quer sejam elas de natureza Federal. Demais Empresas: As demais empresas não optantes do SIMPLES que registram créditos e débitos regulares de IPI poderão manter o crédito desse imposto pago na aquisição das matérias primas e outros . 1. entretanto.

posto que o PIS e a COFINS não incidem sobre a receita de venda do produto exportado. 1. a Receita Federal.65%) e da COFINS (7. É permitida ao transformador exportador enquadrado nesse regime de tributação (Lucro Real) a manutenção dos créditos de PIS (1. Esse crédito pode vir se acumular. poderá devolvê-lo ou autorizar a sua utilização no pagamento de outros tributos e contribuições federais. como forma de recuperação do custo dessas contribuições nas operações anteriores. na saída do produto para exportação direta ou através de comerciais exportadoras/trading. como vimos. Esse acúmulo de créditos de IPI será consumido. não há incidência de IPI. Esse crédito poderá ser utilizado para diminuir o valor a recolher do PIS e da COFINS incidentes nas demais operações. na saída do produto para exportação direta ou através de comerciais exportadoras/trading. no pagamento do próprio IPI relativo às operações normais no mercado interno. insumos e materiais de embalagem adquiridos. ou se mantido no decorrer do trimestre.2. PIS/COFINS .6%).Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social Optantes do SIMPLES: Como vimos nada muda para o produtor exportador optante do SIMPLES. Optantes pelo Lucro Real: O transformador exportador com atividade tributada pelo imposto de Renda pelo Lucro Real.2. Entretanto não fará jus ao crédito de PIS (1. Para recuperação do valor do PIS e da COFINS incidentes nas operações anteriores poderá utilizar um dos métodos abaixo demonstrados. Optantes pelo Lucro Presumido: O transformador plástico exportador com atividade tributada pelo Imposto de Renda com base no Lucro Presumido.9. em comparação com empresas tributadas pelo SIMPLES. Na prática.6%) por sua opção ao Lucro Presumido impedir tal procedimento. Caso restem ainda créditos acumulados na escrita fiscal do produtor exportador. que possibilitam apurar um crédito presumido das contribuições em questão: . também estará isento do recolhimento dessas contribuições. estará isento do recolhimento dessas contribuições. poderá ser restituído em dinheiro ou utilizado para compensação com outros tributos e contribuições administrados pela Receita Federal. Recomenda-se a avaliação da viabilidade da manutenção no sistema face aos créditos que veremos a seguir. há uma diminuição do custo do produto final pela recuperação do IPI pago. apurados sobre o valor das matérias primas.insumos utilizados na produção dos produtos a serem exportados. pois sobre estas.65%) e de COFINS (7. a princípio. mediante pedido de restituição. dependendo do volume de exportações realizadas. posto que o PIS e a COFINS não incidem sobre a receita com venda do produto exportado.

Critérios de apuração de créditos de PIS/COFINS para exportadores optantes pelo regime de Lucro Presumido Critério 1: O primeiro critério de apuração de crédito possibilita o retorno de 5. Custo das Exportações x 5. Para se obter o custo das exportações o transformador exportador deverá verificar qual o percentual das suas exportações em relação a Receita Bruta. Receita de Exportação (RE) Receita Bruta Total (RBT) 2. Receita de Exportação (RE) (Receita Bruta – Custo) 2. Fator x 3. IN 419/04). possibilita a obtenção de um índice que aplicado sobre o custo total determina qual benefício o exportador faz jus (Lei 10.65 3. e poderá ser compensado como os débitos de IPI apurados no mesmo período. a opção do transformador exportador (opção anual). .276 de 10/09/01 e IN 420/04). com indicação de sua origem no quadro “Observações”. Sobre esse custo da parcela exportada aplica-se o percentual de 5. Na apuração desse incentivo deve ser utilizada a seguinte formula: 1. 1. O percentual obtido multiplicado pelo custo total determina o custo da parcela exportada. % da RE em Relação à RBT x Custo Total 3.37% = Crédito a Utilizar = Custo das Exportações = % da RE em Relação à RBT Critério 2: O segundo critério. a ser escriturado no seu livro de apuração do IPI para utilização imediata. Índice X Custo Total = Crédito a Utilizar = Índice = Fator O crédito apurado deverá ser escriturado no campo “Demonstrativo de Créditos” do livro registro de Apuração do IPI.37% sobre o custo das exportações efetivadas no mês (Lei 9363/96.37% obtendo-se o valor do crédito presumido de IPI para ressarcimento do PIS e da COFINS.

e de qual fornecedor pretende adquirir. Assim. não haverá destaque de tributos. por sua opção ao sistema. este poderá ser transferido a fornecedores para pagamento de até 100% das matérias primas utilizadas na produção. este será obrigado a lhe vender ao abrigo da suspensão do IPI. face aos créditos possíveis. produtos intermediários e embalagens será necessário.2. Outros Incentivos e Benefícios Fiscais Inerentes às Exportações Compras internas com suspensão do IPI: O Transformador exportador poderá adquirir Matérias Primas. Apresentado o deferimento do regime especial ao fornecedor indicado. nas saídas para exportação. terão direito à manutenção do crédito do ICMS pago na aquisição das matérias primas e outros insumos utilizados na fabricação dos produtos destinados a exportação.4. respeitados os limites de volume e de prazo aprovados no programa. e caso ocorra acúmulo de saldo credor de ICMS. Cabe analisar a viabilidade da manutenção da empresa no sistema. Estas.2.1. registrando créditos e débitos. não registram créditos desse imposto recolhendo o tributo por estimativa. Nesse regime o produtor exportador deverá comprovar a exportação diretamente à Receita Federal no prazo de 360 dias prorrogáveis por igual período. Tal pedido tem rápida aprovação junto à Receita Federal e a partir da sua liberação autoriza a aquisição dos insumos ao abrigo da suspensão. Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. 1. Demais Empresas: As demais empresas que apuram o ICMS regularmente. O crédito acumulado de ICMS poderá ser utilizado primeiramente para compensação com os débitos do imposto gerado nas operações realizadas no mercado interno. qual o volume de matérias primas. Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte: Nada muda para as empresas integrantes do SIMPLES. ICMS – Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços Empresas optantes do SIMPLES. contudo estas empresas estarão absorvendo o custo dos tributos incidentes na aquisição dos insumos utilizados na produção.9.3. Produtos Intermediários e Embalagens a serem empregados na industrialização de produtos destinados a Exportação sem o pagamento do IPI (suspensão do IPI artigo 42 do RIPI). Para tanto o transformador exportador deverá buscar junto a Receita Federal a aprovação de um programa de exportação identificando o que irá exportar.9. .

Desta forma o transformador poderá negociar uma redução no preço correspondente à parcela não tributada pelo fornecedor. Compras internas com suspensão de PIS E COFINS: O transformador exportador beneficiário de regime aduaneiro suspensivo poderá adquirir de produtor nacional qualquer mercadoria para ser incorporada ao produto a ser exportado. de forma expressa e sob as penas da Lei.fazenda. com suspensão de tributos (art. Agentes Facilitadores (Links úteis) http://www.br http://www. que atendem a todos os requisitos estabelecidos.9.portaldoexportador.br http://www.Caso o produtor se torne preponderantemente exportador.gov. Tal prerrogativa consiste em permitir ao fornecedor que não pague IPI.receita.5. 1. A suspensão da incidência de PIS/COFINS será autorizada somente à pessoa jurídica previamente habilitada pela Secretaria da Receita Federal (SRF) mediante concessão de Ato Declaratório Executivo (ADE). bem como fornecer o número do Ato Declaratório Executivo. PIS e COFINS na venda. revogado pela IN 595 de 27/12/2005). Caso o transformador seja preponderantemente exportador poderá adquirir matérias-primas.gov.exportnews. assim considerado aquele que exporta mais de 80% de toda a sua produção do ano imediatamente anterior.br . As empresas autorizadas pela Secretaria da Receita Federal deverão declarar ao fornecedor. terá direito a pleitear junto a Receita Federal um Ato Declaratório que lhe possibilita adquirir por todo ano suas matérias primas produtos intermediários e embalagens ao abrigo da suspensão do IPI. produtos intermediários e materiais de embalagem com suspensão de PIS e COFINS. mesmo no mercado interno. Esse regime poderá ser utilizado assim que disciplinado pela Secretaria da Receita Federal.com.br http://www. desde que sua receita bruta decorrente de exportações no ano-calendário anterior tenha sido superior a 80% da receita bruta total (Instrução Normativa 466/04.com. de matérias primas para uma empresa transformadora e exportadora beneficiária desse regime. 59 da Lei 10833/03).2.apexbrasil.

05. tais como: minérios.10. na fase da produção de bens destinados à exportação e no financiamento de sua comercialização.02. Itens Financiáveis: Todos os bens de maior valor agregado que necessitem de maior prazo de fabricação e/ou comercialização. assim como os fiscais. Financiamento à Produção Linhas de Financiamento BNDES-exim: Pré-embarque. 1. Itens Não Financiáveis: Commodities básicos. Prazos e taxas competitivos a nível internacional. Índice de nacionalização igual ou superior a 60% do valor FOB. . Basicamente os incentivos financeiros devem ser vistos como aplicáveis em duas fases da comercialização internacional. celulose. grãos. Pré-embarque Especial: o Capital de giro para produção de bens para a exportação. Aspectos Financeiros na Exportação Os incentivos financeiros às exportações são representados pelas linhas de financiamento que visam conceder às empresas exportadoras os recursos necessários ao desenvolvimento da produção e comercialização de produtos destinados ao exterior. ou seja.1. Serviços associados aos bens exportados. de 22.1. Elegibilidade Instrumento: Carta-Circular BNDES nº 03/2005. mediante desconto de títulos de crédito (supplier credit) ou através de financiamento ao importador (buyer credit). Pós-embarque: o Financiamento à comercialização no exterior de bens e serviços de origem brasileira. é o de permitir que o produto a ser exportado possa contar com condições mais adequadas de competitividade para a comercialização com o exterior. O objetivo primordial dos incentivos financeiros.10. suco de laranja e petroquímicos. açúcar e álcool.

200 mil até R$ 10. Custo p/ Grandes Empresas: Operações com bens de capital do Grupo I ou serviços de projeto e de detalhamento de engenharia: até 100% TJLP ou Libor + spread do BNDES (2. café verde etc.1.10.Instrumento: Carta-Circular BNDES nº 03/2005. Beneficiárias: empresas exportadoras de qualquer porte. . 1. Objetivo: financiar a produção de bens vinculados ao incremento das exportações totais da empresa. motocicletas. capital do Grupo I. Grupo II: bens de consumo Alimentos e bebidas. Grupo I: bens de capital Máquinas. motores. mineral. que objetivam aumentar suas exportações em relação a um período base de 12 meses. Nível de Participação no valor do incremento: MPME: até 100%. embarcações e aeronaves etc. materiais inflamáveis. jóias etc. móveis. de 22. obras de ferro e aço. têxtil. farmacêutico. de 13. Grupo III: bens específicos Automóveis de passeio. produtos de origem animal.5% aa respectivamente) + spread do Agente.500 mil até R$ 60.08. equipamentos e caldeiraria. vestuário.04.1. será considerada a receita operacional bruta (ROB) consolidada do grupo. vitaminas. Grandes Empresas: até 100%.000 mil Micro Pequena Média * Quando a empresa for controlada por outra empresa ou pertencer a um grupo econômico.02. Limite de Valor: não há. Modalidade: via Agentes Financeiros.05.5% ou 3. veículos terrestres. BNDES-exim Pré-Embarque Especial Instrumento: Carta-Circular nº 35/2004. Custo p/ MPME: TJLP ou Libor + spread do BNDES (1% aa) + spread do Agente. químico. Classificação de Porte de Empresas Receita Operacional Bruta Anual* até R$ 1. em operações de bens de Demais Grandes Empresas: até 70%. vegetal.

até 12 meses. Viabilizar a produção de bens manufaturados nacionais.a. Propiciar às empresas que cumprirem integralmente as metas de incremento de suas vendas externas.) + spread do Agente Prazo: embarque. Servir como instrumento para a programação das atividades industriais com maior segurança e menor instabilidade.a. Para ter acesso a esse financiamento. e no aumento da produtividade e melhoria da qualidade. Ser concedido em condições similares às taxas vigentes no mercado internacional e a prazos superiores ao ciclo de fabricação dos produtos beneficiados.Demais operações até US$ 25 milhões: TJLP e variação cambial do dólar USA acrescido dos Encargos da Cesta de Moedas do BNDES + spread do BNDES (3. . Beneficiários: Empresas fabricantes-exportadoras que projetam incremento em suas exportações e apresentam cadastro satisfatório. capacidade de pagamento e garantias suficientes para cobertura do risco financeiro da operação. de forma a gerar incremento nas exportações. sem qualquer vinculação com operações específicas. pagarem menor taxa de juros e poderem ter maior prazo de amortização. estabelecidas por elas próprias. em comparação com os últimos 12 meses (período base). as empresas fabricantes exportadoras devem projetar suas vendas externas para os próximos 12 meses (período para incremento). Empresas em débito com tributos ou contribuições federais.5% a. representando importante reforço no capital de giro e na redução do custo financeiro.5% a. e amortização.) + spread do Agente Demais operações superiores a US$ 25 milhões: variação cambial do dólar USA acrescido dos Encargos da Cesta de Moedas do BNDES + spread do BNDES (3. Estimular a utilização da capacidade ociosa existente ou expansão da produção voltada para o mercado externo. podendo chegar a 30 meses Objetivos: Estimular a maior participação de produtos manufaturados brasileiros no mercado externo. até 24 meses. concordatárias ou em processo de falência estão impedidas de ter acesso a esse financiamento. através da redução de seus custos financeiros e elevação de sua capacidade externa frete aos concorrentes de outros países. incremento este que se constituirá no valor máximo a ser financiado. em média.

1. BNDES-exim Pré-Embarque Instrumento: Carta-Circular nº 34/2004. . e liquidação.br 1. Modalidade: via Agentes Financeiros. até 18 meses. Objetivo: financiar a produção de bens destinados às exportações. embarque até 12 meses. Custo p/ Grandes Empresas (1): Operações com bens de capital do Grupo I ou serviços de projetos e detalhamento de engenharia: 100% TJLP ou Libor + spread do BNDES (2. Custo p/ MPME: 100% TJLP ou Libor + spread do BNDES (1% aa) + spread do Agente. Limite de Valor: não há. Prazos: financiamento.bndes.04. no mínimo.10.5% aa) + spread do Agente. de 13. Custo p/ Grandes Empresas (2): Demais operações: até 60% em TJLP e.5% aa respectivamente) + spread do Agente.Pré-embarque Especial – Fluxograma Portal do BNDES: www. seguro e comissões).5% ou 3. até 6 meses. Participação: até 100% do valor FOB (sem frete.2. 40% em variação cambial do dólar USA acrescido dos Encargos da Cesta de Moedas + spread do BNDES (3.gov.08. Beneficiárias: empresas produtoras e exportadora de qualquer porte.

br . Empresas não enquadrada no limite de R$ 45 milhões somente podem configurar como beneficiárias caso a operação de exportação também possua financiamento à comercialização externa aprovado no âmbito do programa BNDES-exim Pósembarque. financiamento para amparar a produção de bens cuja a venda ara o exterior já tenha sido negociada com o importador. Empresas em débito com tributos ou contribuições federais. Têm prioridade as empresas cuja receita operacional bruta anual ou anualizada não supere R$ 45 milhões (pequenas e médias empresas). BNDES-exim Pré-embarque .Fluxograma Portal do BNDES: www. em concordata ou em processo de falência não têm acesso a essa modalidade de financiamento.bndes. inclusive traiding companies. Empresas comerciais exportadoras.Objetivos: Servir como mecanismo de financiamento á produção exportável. por conta e ordem da empresa comercial exportadora. Colocar à disposição das empresas exportadoras na fase de pré-embarque. desde que tenham sede e administração no Brasil. Não há qualquer restrição à nacionalidade do capital social das empresas beneficiárias. desde que seus recursos sejam liberados pela instituição financeira diretamente em favor das empresas fabricantes dos produtos a serem exportados.gov. Beneficiários: Empresas industriais-exportadoras de produtos manufaturados de sua própria fabricação.

dentro dos prazos definidos pela legislação. junto a qualquer banco autorizado a operar em câmbio.1. . de livre escolha do exportador. no futuro (após o embarque).10. produtoras. desde que sejam as exportadoras das mercadorias e responsáveis pela contratação de câmbio de exportação.2. antes do embarque da mercadoria para o exterior. Representa uma antecipação financeira baseada numa promessa de o exportador entregar ao banco financiador. comerciais exportadoras. ACC . ACE – Adiantamento sobre Cambiais Entregues Definição: Consiste na antecipação à empresa exportadora. independentes de suas nacionalidades ou de seu porte empresarial. através de suas linhas de crédito internacional. do contravalor em moeda nacional gerado com o fechamento do contrato de câmbio de exportação. a produção destinada ao mercado interno e até mesmo a aplicação no mercado financeiro. cooperativas.1. trading companies. após o embarque da mercadoria para o exterior e antes do pagamento da operação pelo importador. etc. 1. Beneficiários: Empresas exportadoras que efetuam o fechamento do contrato de câmbio de exportação junto aos bancos autorizados. as divisas (saques) de exportação.3. efetuada antes do embarque da mercadoria.10. recursos privados captados no exterior pelo banco financiador.Adiantamento sobre Contrato de Câmbio Definição: Consiste na antecipação à empresa exportadora. do contravalor em moeda nacional gerado com o fechamento do câmbio de exportação. Financiamento à Comercialização 1. A operação ACC tem início com a contratação do câmbio de exportação. consórcios. Para a concretização deste financiamento serão utilizados.10. exclusivamente.1. em que o pagamento da operação pelo importador deve ocorrer no futuro. Objetivo: Financiar a produção exportável. a aquisição de matéria-prima. Equivale às operações de empréstimo freqüentemente realizadas no mercado nacional.2. Esta podem ser empresas industriais.

09. a produção destinada ao mercado interno e até mesmo a aplicação no mercado financeiro. incluindo trading companies ou comerciais exportadoras.10.A operação ACE constitui uma antecipação financeira amparada na efetiva entrega pelo exportador ao banco financiador da operação. Objetivo: Financiar a produção exportável. BNDES-exim Pós-Embarque Instrumento: Circular nº 176/2002. no mínimo. ou financiamento ao importador. produtoras.2. Modalidade: refinanciamento ao exportador (não há valor limite). etc. de 12. Beneficiárias: empresas exportadoras (bens/serviços). no exterior. Beneficiários: Empresas exportadoras que efetuam o fechamento do contrato de câmbio de exportação junto aos bancos autorizados. Risco: externo (riscos comerciais. Assunção do Risco (Garantidores Possíveis): Bancos Estrangeiros Agente Financeiro no Brasil CCR Automático (prazo até 360 dias) SBCE (Seguro de Crédito) CCR / SBCE (prazos superiores a 360 dias) . Custo: Taxa desconto composta por Libor + spread do BNDES. Equivale às tradicionais operações de desconto de duplicatas realizadas no mercado doméstico. consórcios. desde que sejam as exportadoras das mercadorias e responsáveis pela contratação de câmbio de exportação. Esta podem ser empresas industriais. das divisas (saques) de exportação. em qualquer INCOTERM negociado. de bens e/ou serviços nacionais. no presente (após o embarque). mediante o desconto de cambiais de exportação ou a cessão de direitos de crédito de exportação. Participação: até 100% do valor da exportação. 1. políticos e extraordinários que podem gerar default do importador). 2% aa. a aquisição de matéria-prima. cooperativas. independentes de suas nacionalidades ou de seu porte empresarial. comerciais exportadoras. trading companies. Prazo: máximo de refinanciamento até 12 anos.2.02 Objetivo: apoiar a comercialização.

e viabilizar. Estão impedidas de pleitear esse financiamento as empresas exportadoras em débitos com tributos ou contribuições federais. trading companies. Esquema de repagamentos semestrais. Desembolsos em R$ para o exportador. Oferecer financiamento para o valor em moeda estrangeira. Pós-embarque Buyer Credit: Contrato de Financiamento Buyer Credit Agreement. cujas operações tenham prazo de pagamento superior a 6 meses.10. empresas prestadoras de serviços ou entidades semelhantes.2. 1. sejam elas indústrias. Dotar os serviços e produtos manufaturados nacionais de financiamento à comercialização externa em prazos. empresas comerciais exportadoras. Pós-embarque Supplier Credit: Desconto de recebíveis. Modus operandi mais ágil. Embarque geralmente é a referência inicial para prazo de repagamento dos títulos. mediante aceite do importador. PROEX – Programa de Financiamento às Exportações Objetivos: Amparar as exportações de bens e serviços negociadas para pagamento a prazo. as vendas ao exterior de bens manufaturados e serviços. Beneficiários: Empresas exportadoras de bens e serviços. Esquema de repagamentos semestrais. Tempo adicional normalmente necessário para preparação da documentação legal. Data da execução do Contrato ou preenchimento das condições precedentes é geralmente a referência inicial para prazo do repagamento. valores e taxas de juros compatíveis com as condições praticadas no cenário internacional. independente do seu porte ou da nacionalidade de seu capital social. Apetite pelo risco depende de país e credibilidade do importador.3. Oferecer taxas de juros competitivas e prazos realistas com os praticados internacionalmente.Objetivos: Amparar. Desembolsos em R$ para o exportador. usualmente sem direito de regresso contra o exportador. em concordata ou em processo de falência. Operações tailor made (flexibilidade). .

Permitir a participação das empresas brasileiras no mercado externo em igualdade de condições com seus concorrentes de outros países. indispensáveis para receber à vista os Reais correspondentes ao financiamento à prazo concedido pelo governo brasileiro à entidade estrangeira. mas também com direito a receber a equalização das taxas de juros. concederá um financiamento ao importador (buyer’s credit). respectivamente. Modalidades: Financiamento Direto à Exportação Assemelha-se ao desconto de duplicatas no mercado interno. objetivando reduzir as diferenças entre o custo de captação no exterior dos recurso destinados a financiar a exportação e o custo de emprestar esses recursos ao seu tomador. a instituição financeira brasileira que captar a moeda estrangeira no exterior refinanciará o exportador (supplier’s credit). descontará (refinanciará) numa instituição financeira os títulos representativos da exportação realizada para pagamento a prazo. caso o financiamento seja realizado. Apoiar financeiramente o exportador para que receba à vista o valor de suas vendas externas. Financiamento ao Exportador (Supplier’s Credit): o exportador concederá um financiamento a importadores do setor público ou privado. Equalização de Taxa de Juros: é o pagamento de percentual fixo a ser efetuado pelo Tesouro Nacional ao banco captador e financiador da exportação. para terem condições de financiar as exportações brasileiras. Posteriormente. Financiamento Via Equalização de Taxa de Juros Realizado exclusivamente em moeda estrangeira e através de bancos instalados no Brasil que buscam no exterior os recursos necessários. Financiamento a prazo concedido ao importador (buyer’s credit): um estabelecimento de crédito ou financeiro situado no exterior. alocados no Orçamento Geral da União para o PROEX. e em seguida. mediante o desconto dos títulos de crédito representativos da exportação financiada. . que pode ser o exportador ou o importador. pois são realizadas com utilização de recursos em moeda local (R$). em moeda estrangeira. enquanto o importador pagará a prazo ao banco financiador da exportação. Refinanciamento concedido ao exportador (supplier’s credit): o exportador concederá um prazo ao importador para pagamento da operação. para que este compre e pague à vista ao exportador brasileiro. sob a forma de supplier’s credit ou buyer’s credit. Financiamento ao Importador (Buyer’s Credit): o exportador entregará ao banco financiador da operação no Brasil os documentos comprobatórios da exportação.

1) Supplyer’s Credit (Financiamento ao Exportador) . Fluxogramas dos Financiamentos: a) Financiamento Direto a Exportação a. construtoras. se pública ou privada. se nacional ou estrangeiro. sua área de atuação e sua natureza jurídica. comerciais exportadoras. qualquer que seja o seu objetivo social. Empresas Importadoras: são todas aquelas localizadas no exterior.Beneficiários: Empresas Exportadoras: indústria. prestadoras de serviços ou entidades similares. independente do eu porte e da origem do capital. trading companies.

2) Buyer’s Credit (Financiamento ao Importador) .a.

1) Supplyer’s Credit (Financiamento ao Exportador) .b) Financiamento com Equalização de Taxas de Juros b.

3. caso o importador ou seu país não efetuem o pagamento da operação.10.2) Buyer’s Credit (Financiamento ao Importador) 1. As operações de Seguro de Crédito às Exportação são regulamentadas pelo Decreto no.3.937. .b. Seguro de Crédito à Exportação Objetivos: Propiciar ao exportador brasileiro garantia de recebimento do valor de exportação. de 26/09/01.

comerciais exportadoras. também poderão utilizar o seguro de crédito para assegurar o recebimento dos valores financiados. Banco do Brasil. prestadoras e fornecedoras de serviços. consórcios. empresa especializadas e capacitada a operar exclusivamente no ramo de seguro de crédito à exportação. trading companies. A SBCE tem seu capital social integrado pela Coface (seguradora francesa). A contratação do Seguro de Crédito por essas empresas exportadoras independe do seu porte e da origem de seu capital. além de bancos. As instituições financeiras que participarem do financiamento ou refinanciamento de exportações brasileiras. Estrutura Operacional: Estrutura Operacional Setores Atendidos Bens de Consumo e Intermediários Riscos Comerciais SBCE (Recursos Privados e Resseguro) FGE (Recursos Públicos) FGE (Recursos Públicos) Bens de capital e serviços Riscos Políticos e Extraordinários Curto Prazo (até 2 anos) Médio e Longo Prazo (acima de 2 anos) Seguro através da Internet: Acesso dos exportadores via web para solicitação e acompanhamento das operações.br. . BNDES. produtoras agropecuárias.sbce. cooperativas ou entidades semelhantes. Bradesco Seguros. Sistema de controle integrado das operações de seguro de crédito à exportação Atualização automática (“real-time”) Para maiores informações visite o site www.com. sejam elas indústrias. Sul América Seguros e Minas-Brasil Seguradora. mercadorias e serviços.A partir dessa regulamentação foi constituída a SBCE – Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação. Beneficiários: Empresas exportadoras de bens.

Prorrogação de Contrato de Câmbio .Circ. . Diferencial: o Modelo de classificação de risco de crédito. Insolvência. Taxa de análise de riscos.944 – Bacen. Moratória.2. Garantia disponível com baixo custo.Vantagens do SCE: Prevenção / Monitoramento. cálculo de provisões e precificação. Simples mora. Riscos Políticos e Extraordinários: o o o Cobertura de até 95%. Garantia para financiamentos. Precificação nas Operações de Curto Prazo: Custo: o o Prêmio: prêmio mínimo + ajuste. Fenômenos da natureza. baseado nas melhores práticas internacionais. Financiamento através de instituições financeiras. inundações e terremotos. Falência e concordata. Aumento de crédito junto a bancos. tais como: ciclones. Desenvolvimento de novos clientes e mercados. Coberturas: Riscos Comerciais: o o o o Cobertura de até 90%. o Ferramenta importante para concessão de crédito.