UNI-FACEF – Centro Universitário de Franca

José Afonso Piva

ANÁLISE DO PLANO DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM UMA COOPERATIVA DE SAÚDE EM POÇOS DE CALDAS SOB A ÓTICA DA LEGISLAÇÃO.

FRANCA 2005

2 UNI-FACEF – Centro Universitário de Franca

Mestrado em Administração Área de concentração: Gestão empresarial

Dissertação:

ANÁLISE DO PLANO DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM UMA COOPERATIVA DE SAÚDE EM POÇOS DE CALDAS SOB A ÓTICA DA LEGISLAÇÃO.

Orientadora: Profª Dra. Teresinha Covas Lisboa

Aluno: José Afonso Piva

FRANCA 2005

3

P764a

Piva, José Afonso Análise do plano. Análise do Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde em uma Cooperativa de Saúde em Poços de Caldas sob a ótica da Legislação / José Afonso Piva. – Franca: Uni-Facef, 2005.

100 p. il.

Orientadora: Terezinha Covas Lisboa Dissertação de Mestrado – Uni-Facef Programa de Mestrado em Gestão Empresarial

1. RSS - Resíduos de Serviços de Saúde 2. Administração hospitalar. 3. Gestão ambiental I.T. CDD 362.11068

CDD 362.11068

Dra.4 UNI-FACEF – Centro Universitário de Franca Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado em Administração – Gestão Empresarial – da Uni-FACEF – Centro Universitário de Franca. Orientadora: Profª. FRANCA 2005 . Teresinha Covas Lisboa.

5 ANÁLISE DO PLANO DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM UMA COOPERATIVA DE SAÚDE EM POÇOS DE CALDAS SOB A ÓTICA DA LEGISLAÇÃO. da UNI-FACEF.Centro Universitário de Franca Examinadora: _______________________________________________________ Nome: Instituição: Profª Dra.Universidade de São Paulo dezembro de 2005 . Orientadora: _____________________________________________________________ Nome: Teresinha Covas Lisboa Instituição: Uni-FACEF . Dr. área de concentração . como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Administração. Edna Maria Campanhol Uni-FACEF .Gestão Empresarial. José Afonso Piva Profª. Teresinha covas Lisboa Dissertação de Mestrado submetida ao Programa de Pós-graduação em Administração. UNISA . Dra.Centro Universitário de Franca Examinador(a): _______________________________________________________ Nome: Instituição: Prof. Franca – SP. Jayr Figueiredo de Oliveira.

. (in memorian) e à Célia. Piva Affonso e Rosalina do Amaral Gurgel Piva.6 Dedico aos meus pais.

. Agradeço a minha esposa Célia e meus filhos Renata. a aos funcionários da Coordenação do Programa. primeiro. com os quais pude estabelecer uma rica convivência pessoal e intelectual ao longo de todo esse tempo. a Deus que não tem me faltado. mais que a vida. Agradeço a todos os professores do Programa de Mestrado em Administração. e aos meus pais . Jaqueline e Guilherme pela participação direta e indireta neste trabalho.7 AGRADECIMENTOS Agradeço. se destacou como pessoa impar de sabedoria única no trato às pessoas. a lição de vida.a quem devo. cara Profª. Teresinha Covas Lisboa. quando nos conhecemos. Em especial à minha orientadora. como no conhecimento que lhe peculiar. na entrevista de seleção. que desde o dia 08 de março de 2004.

(ONU.8 Desenvolvimento Ambiental sustentável É o desenvolvimento que atende às nossas necessidades. praias preservadas. peixes no mar. . 1987). dispondo de recursos naturais para isto (água limpa para beber. florestas). sem impedir que as gerações que virão (filhos e netos) possam também ter a chance de se desenvolver e satisfazer suas necessidades.

como a identificação dos resíduos e do local de armazenamento. com questionários pré-montados. percebe-se que há um entendimento macro do Plano. comunidade e governo em busca de soluções ambientais para a disposição ecologicamente correta. Palavras-chave: PRGSS. reciclagem. A pesquisa se embasou em visitas à Cooperativa de Saúde de Poços de Caldas. . bem como a proteção à saúde pública e ao meio ambiente. onde foram entrevistados. gestão ambiental. onde obteve o diagnóstico da situação atual. Nem todos os resíduos são destinados ao re-processador. pessoal de limpeza e serviços gerais que realizam a segregação. interagindo. administração hospitalar. que dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde e da Resolução 358 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio ambiente). transporte. Percebeu-se que as pessoas envolvidas no processo não estão plenamente treinadas para a questão ambiental e não têm pleno conhecimento do PGRSS. que aponta e descreve as ações relativas ao seu manejo contemplando os aspectos referentes à geração. baseado nos princípios da não geração de resíduos e na minimização da geração de resíduos. armazenamento. que dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. coleta. não tendo o conhecimento amplo do PGRSS. coleta e armazenamento dos resíduos de serviços de saúde. A pesquisa foi desenvolvida nas dependências da Cooperativa de Saúde. Pesquisou-se o tema Gestão ambiental/empresarial como fundamento do desenvolvimento da pesquisa. Após o levantamento das questões montou-se os dados para análise crítica do Gerenciamento do PGRSS. a responsabilidade social das organizações na disposição de seus resíduos e formas de minimizar o impacto ambiental para um desenvolvimento suscitável. Comentou-se. Como a retirada e destinação final dos resíduos são de responsabilidade de uma empresa terceirizada. resíduos de serviços de saúde. quanto à sua implantação e aplicabilidade conforme padrões das RDC (Resolução da Diretoria do Colegiado) 306 da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). porém o pessoal de operação. pelo pessoal técnico administrativo. têm informações exclusivamente operacionais. organização. Embora o PGRSS tenha sido implantado há menos de três meses. esta empresa. acondicionamento. visitou-se. onde os resíduos de serviços de saúde são enterrados sem que a vala esteja devidamente impermeabilizada conforme as legislações ambientais. havendo necessidade de melhorias no processo de coleta. O CONAMA defini o PGRSS como documento integrante do processo de licenciamento ambiental. segregação.9 RESUMO Esta pesquisa tem por objetivo conhecer e analisar a gestão do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS). Diagnosticou-se que a Cooperativa está com o PGRSS implantado parcialmente. assim como o impacto ambiental causado pela disposição dos resíduos de serviços de saúde em áreas não licenciadas como os lixões a céu aberto. também. onde foram realizadas entrevistas com o pessoal técnico administrativo. todas as pessoas diretamente ligadas à manipulação dos resíduos de saúde. que manipulam os resíduos. também. tratamento e disposição final. alguns ainda são coletados pela viatura da Prefeitura Municipal cujo destino é o aterro controlado.

10 ABSTRACT This research has for objective to know and to analyze the management of the Plan of Management of Residues of Services of Health (PMRSS). The research if based in visits the Cooperative of Health of Wells of Caldas. also. Wordkey: PRGSS. One perceived that involved people in the process fully are not trained for the ambient question and all do not have full knowledge of the PMRSS. collect and storage of the residues of health services. all the directly on people to the manipulation of the health residues. The research was developed in the dependences of the Cooperative of Health. where it got the diagnosis of the current situation. where the residues of health services are embedded without that the ditch duly is waterproofed in agreement the ambient laws. transport. as well as the protection to the public health and the environment. that points and describes the relative actions to its handling contemplating the referring aspects to the generation. that manipulates the residues. organization. treatment and final disposal. based in the principles of not the generation of residues and in the minimização of the generation of residues. that it makes use on the treatment and the disposal end of the residues of the health services and gives other steps. it is perceived that it has an agreement macro of the Plan. some still are collected by the viatura of the Municipal City hall whose destination is fills with earth it controlled. where they had been interviewed. The NAE defined the PGRSS as integrant document of the process of ambient licensing. with daily pay-mounted questionnaires. hospital administration. having the ample knowledge of the PMRSS. as the identification of the residues and the place of storage. Although the PMRSS has been implanted has less than three months. also. interacting. where interviews with the staff had been carried through administrative. Nor the residues are destined to the re-processor. for the staff administrative technician. After the survey of the questions mounted the data for critical analysis of the Management of the PMRSS. ambient management. as well as the ambient impact caused by the disposal of the residues of services of health in areas not permitted as the lixões the open sky. As the withdrawal and final destination of the residues they are of responsibility of a terceirizada company. segregation. community and government in ambient brainstorming for the ecologicamente correct disposal. that it makes use on the Regulation Technician for the management of residues of services of health and Resolution 358 of the NAE (National Advice of the Environment). It was commented. collects. recycling. residues of health services. has exclusively operational information. was visited. The subject was searched ambiental/empresarial Management as bedding of the development of the research. preservation. personal technician of cleanness and general services that carry through the segregation. how much to its implantation and in agreement applicability standards of RDC (Resolution of the Direction of the Collegiate) 306 of the NASM (National Agency of Sanitary Monitoring). having necessity of improvements in the collection process. storage. . this company. however the operation staff. the social responsibility of the organizations in the disposal of its residues and forms to minimize the ambient impact for a suscitável development. Was not diagnosised that the Cooperative is with the PMRSS implanted partially.

............................. 50 Figura 9 – Logística Reversa – Áreas de atuação e etapas reservas ....... 151 Figura 22 – Divisória de maderite Figura 23 – Recipiente de perfurocortantes.................................................. 156 Figura 25 – ETE I e II ................................................................... 125 Figura 13 ........... 24 Figura 2– Eficiência e eficácia ......... ... 74 Figura 10 – Dimensões da Qualidade total em Serviços de Saúde................... 143 Figura 18 . 140 Figura 16................Ambiente Total e seus aspectos (o modelo do tecido celular)...........................Poluição – Alguns critérios de classificação .......................... 47 Figura 8 ............................................................. 137 Figura 14 .............. 151 Figura 21 – Interior do abrigo de resíduos com balança.Geração de Resíduos Recicláveis ................. instalação de água e ............................Separação dos resíduos recicláveis e armazenamento para posterior venda ................................ 157 Figura 26 – Fluxograma de gerenciamento dos resíduos ............................................ 146 Figura 19 – Geração de resíduos infectantes ....Fatores que contribuem para a eficácia organizacional ..... 140 Figura 17 – Fluxograma da coleta de resíduos..........................................................................................................................................................................................................Efluentes hidrosanitários e Infectantes .................. ............. 84 Figura 11 – Fluxo dos Resíduos ....................................................................Fluxo da metodologia aplicada para a coleta de dados ............................................................................. 152 Figura 24 – Veículo para transporte de RSS e Motorista devidamente equipado para a atividade de coleta .........................................................................Vista aérea da unidade da Cooperativa de Saúde ....................... 45 Figura 7 – Enfoque sistêmico da gestão ambiental...........................................................................................................................Uma abordagem sistêmica para administrar a mudança: ............. 41 Figura 5 – Gestão Ambiental empresarial – Influências ...............11 LISTA DE FIGURAS Figura 1........ 86 Figura 12 – Modelo de apresentação do Plano de Resíduos de Serviços de Saúde ................... 25 Figura 3 ................................................................. 139 Figura 15 – Kit de lixeiras para descarte seletivo de resíduos .......... 31 Figura 4 – Sistema de gestão ambiental ....................... 159 ....... 147 Figura 20 – Abrigo externo para resíduos de serviços de saúde....... 42 Figura -6 .......................................

................................................................. . 60 Tabela 2 Tipo de destinação final de resíduos no Brasil (%) ........ 78 Tabela 4 Identificação de geração e fluxo de resíduos.......................................................................................... 149 Tabela 15 Tempo na função e escolaridade ...... 103 Tabela 11 Fluxo de manejo interno dos RSS ......................................................................12 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Responsabilidades pelo destino final dos resíduos................................................ 153 Tabela 16 Resumo das respostas obtidas nas entrevistas com pessoal administrativo .......................................................................... 86 Tabela 5 Tipos de resíduos gerados em um estabelecimento de saúde por modalidade de atendimento/local ............................. 60 Tabela 3 BRASIL: Mães por primeira vez (de 10 a 14 anos de idade) por classes de rendimento mensal familiar segundo os grupos de anos de estudo......... 102 Tabela 10 Métodos para minimização de resíduos ..................... 121 Tabela 12 Quadro de funcionários da Cooperativa de Saúde......... 145 Tabela 13 Quantidade de resíduos gerados (jan a out/2005) ......................................................................... 146 Tabela 14 Resumo das respostas obtidas nas entrevistas com pessoal operacional ............................................................................................................................................. .............. 102 Tabela 9 Taxa de Geração de lixo em Serviço de Saúde ............................................................................... 101 Tabela 8 Tipo de Construção / Produção Diária de lixo ...................................................... 100 Tabela 7 Geração de Resíduos..................................... 157 .......... 99 Tabela 6 Gestão de resíduos de serviços de saúde.................. 153 Tabela 17 Evolução do processamento de resíduos da Ecosul...................................................

Resolução de Diretoria do Colegiado REFORSUS Reforço à Organização do Sistema Único de Saúde RIMA RSS SESMT Relatório de Impacto Ambiental Resíduos de Serviços de Saúde Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho SESMT SGA Serviços de Engenharia de Segurança e Medicina no Trabalho Sistema de Gestão Ambiental .13 Lista de Abreviaturas e Siglas ABNT AVISA CCIH CEMA CENEN CEPRAN CETESB CIPA CONAMA CONTRAN EA EIA EPI ETE FEAM IBGE Id ISO 14001 ISO MOP NBR ONU PCIH PGRSS RDC Associação Brasileira de Normas Técnicas Agência Nacional de Vigilância sanitária Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Secretaria Especial do Meio Ambiente Comissão Nacional de Energia Nuclear Conselho Estadual de Proteção Ambiental Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Conselho Nacional do Meio Ambiente Conselho Nacional de Trânsito Educação Ambiental Estudo de Impacto Ambiental Equipamento de Proteção Individual Estação de Tratamento de Efluentes Fundação Estadual do Meio Ambiente Institui Brasileiro de Geografia e Estatística Idem – mesmo autor (NBR 10520-2002) Sistema de Gestão Ambiental International Organization for Standardization Movimentação de Cargas Perigosos Norma Brasileira Organização das Nações Unidas Programa de Controle de Infecções Hospitalares Plano de Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde.

14 SGQ SIDA SMA Sistema de Gestão da Qualidade Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida Secretaria do Meio Ambiente .

...................3 EMBALAGENS...2 ORGANIZAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE .............10 COMPOSTAGEM ........................................................ 114 2..................... 56 Ecossistema..................... 63 Aterro controlado ..................................................... ARMAZENAMENTO E TRANSPORTE DOS RSS...................................... 62 Resíduos de saúde (Resíduos hospitalares) .........8. ... 53 Impacto ecológico ............................. 104 2......RSS ..................2 MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS E ESTILOS DE ADMINISTRAR .... ..............................................................................................................................................7 PRODUTOS PERIGOSOS EM ESTABELECIMENTO DE SAÚDE .......................................... 94 2...................... 47 1...............................................4 GESTÃO AMBIENTAL.......9.................................................................................... 113 2........................................................... 80 2.................................................. 104 2............................................. 26 1..................................................................................... 84 2............................8 GESTÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS SAÚDE .................9 TIPOS DE TRATAMENTO E DESINFECÇÃO DE RSS .....9......................... 84 2............................. 17 CAPÍTULO I – GESTÃO AMBIENTAL NAS EMPRESAS .....................................................2 INATIVAÇÃO BIOLÓGICA POR AUTOCLAVAGEM ............................. 68 Incineração .............3 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL .................... MANIPULAÇÃO E COLETA DOS RSS...............................................................................................2 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVO .................................................... 80 2................1 GESTÃO EMPRESARIAL .........................................................................................................................................................9............................................................................................. 114 2....1 MANEJO........................................................EA ........................13 ELABORAÇÃO DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE .......... 72 1............ 75 1............................................................................................................................................................................................................14 O MEIO AMBIENTE NO SÉCULO XXI – COMPROMISSO COM O FUTURO ..................... 63 Aterro sanitário e lixão ........................... 113 2.....11 CUSTO X TECNOLOGIA ........................ 107 2............................15 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ..................................................................................4 CLASSIFICAÇÃO DOS RSS ........10 O CUSTO NAS ENTIDADES ASSISTÊNCIAS DE SAÚDE ...... 113 2............................................................................................................................................................................PGRSS.....9 MODALIDADES DE DESTINO FINAL DOS RESÍDUOS HOSPITALARES............................. 92 2........................................................ 93 2............................................ 32 1.................................................. 115 2...................................................................................6 AÇÕES PARA MINIMIZAÇÃO DE RISCOS ASSOCIADOS AOS RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE ........................ 61 Resíduos industriais .........13....A GESTÃO HOSPITALAR E OS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE ..1 QUALIDADE TOTAL E A GESTÃO HOSPITALAR .....8...........................................................................................................................................................9........................... 58 Resíduos comercial e domiciliar ............................... 89 Classificação dos Resíduos segundo a ABNT 10...................................................................... .............................................. 69 1..................13 PASSIVO AMBIENTAL ........................................................................................................ 51 1.......................................................................................................................5 FONTES GERADORAS DE RESÍDUOS DE SAÚDE.........................................................................................................................................................................................3 DESCARACTERIZAÇÃO .......................3 RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE .............................................................. 114 2.............. 75 CAPÍTULO II ............... 56 Habitat 57 1...................11 TRATAMENTO E DESTINAÇÃO FINAL DO LIXO ........... 73 1................................................................................ 40 1..... 123 2..................................................................................................................7 ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA .............................................. 126 .................................................1 APROVAÇÃO DO PGRSS: .................. 93 2............................ 55 Saneamento.......5 EDUCAÇÃO AMBIENTAL ......................................................1 AUTOCLAVE ..................... 68 1................................................................................8 RESÍDUOS ..........12 PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE ...................................................................................................................................................................... 63 1.................................................................................... 70 Situação do lixo hospitalar ................................................................................... 23 1............................................. 23 1.......................................................... 89 Classificação dos Resíduos conforme o CONAMA 05/93 e 283/01.................................................8.....................................................................................................................................................................................................................................................................................6 MEIO AMBIENTE .............4 MICROONDAS ......... 96 2...004 /87 ............................. 118 2.........................12 A LOGÍSTICA REVERSA COMO SISTEMA DE CONTROLE DE RESÍDUOS..

...... 131 DESENVOLVIMENTO DO QUESTIONÁRIO ....2 DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO DE CAMPO ...............16 2.......2 2.... 129 MÉTODO......... 134 CAPÍTULO IV – ANÁLISE DOS DADOS .........................................................................................................................................................13.......................................................................................................................2 3......1 UNIDADE DA COOPERATIVA DE POÇOS DE CALDAS ............................4........................................................ 180 ........................4.....4 ANÁLISE DA PESQUISA ........................... MANEJO INTRA-INSTITUCIONAL: ...................3..................................................................................... 136 4............................................................. LEVANTAMENTO DOS RESULTADOS DOS QUESTIONÁRIOS (ENTREVISTAS) ............................4...................................................................................................................... 137 4....................3 FLUXO DO PROCESSO DE RECOLHIMENTO DOS RESÍDUOS .................................. LEVANTAMENTO DE DADOS DA COOPERATIVA: ........3 3.................................................................................................... 160 BIBLIOGRAFIA ...................... 145 4.......................................... 175 ANEXOS ................................................................................5 DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DA COOPERATIVA ..............................6 METODOLOGIA DE PESQUISA ............ 155 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................................................................................................................................... 166 GLOSSÁRIO................................................1........ 131 TÉCNICA................................................................................................... GERAÇÃO DE RESÍDUOS ................................................................................4 3........................................................................... 129 3..................... 136 4.. 129 A PESQUISA ..........................................................1 3...............................................................................................................5 3..........................HISTÓRIA ................................................................ 126 DUAS ABORDAGENS – TEORIAS ADMINISTRATIVAS E LEGISLAÇÃO ......................... 148 4.................................. 146 4.................................................14........................ 142 4........................ 133 POPULAÇÃO E AMOSTRA ........................................................................2........ 128 CAPÍTULO III – METODOLOGIA ........................... 143 4....................................................

assim como o armazenamento. papel toalha. nem sempre. além do lixo. à luz das legislações em vigor. doméstico. como seringas. entre outras infinidades. onde catadores de lixo convivem. está alinhado aos conceitos básicos da gestão ambiental. torna-se mais complexo gerenciar este volume de Resíduos de Serviços Saúde .RSS. nos hospitais. inova nos produtos descartáveis e. sob a ótica da legislação brasileira. comercial etc. Com o surgimento rápido dos produtos descartáveis houve um grande acréscimo no volume de lixo hospitalar. mesmo que temporário. copos para água. assim como a atuação administrativa dos gestores. A reflexão do tema surgiu quando pudemos verificar “in loco” que os resíduos hospitalares de Poços de Caldas são descartados no lixão a céu aberto. como ser progressista e ambicioso.17 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem por objetivo analisar. Os produtos hospitalares. . coleta seletiva e destino final dos resíduos hospitalares do hospital da cooperativa de Saúde. em Poços de Caldas. a aplicabilidade do ―Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde‖ (PGRSS). e o destino final ecologicamente correto. Nossa experiência profissional em Gestão Ambiental nos fez refletir. como industrial. Com essa evolução dos descartáveis. envolvido pela criatividade natural do ser humano em descobrir novas tecnologias para o conforto capitalista. juntamente com todos os outros tipos de lixo. O homem. mais especificamente resoluções da ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária) e do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). não fogem à regra. embalagens de cápsulas de remédios. a realidade da situação destes resíduos em Poços de Caldas. Poços de Caldas é uma cidade turística devido a suas águas minerais e banhos termais. médicos e funcionários envolvidos no processo de descarte. agulhas. e distante apenas quinze quilômetros do centro encontra-se o lixão. com ratos.

então este trabalho. A nomenclatura para hospital.Diário Oficial da União . para concluir-se que: a) O PGRSS do hospital da Cooperativa de Saúde está ..em 10 de dezembro de 2004). como material perfurocortantes. é ―Estabelecimentos Assistenciais de Saúde – EAS‖. Esse paradoxo – cidade de águas medicinais. que dispõe sobre o Regulamento Técnico para Planejamento. seringas. sob a luz das legislações pertinentes. que dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências). e lixão a céu aberto . observou-se que apenas em um hospital estava implantado o ―Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS‖. Programação e Elaboração de Projetos Físicos de Estabelecimento Assistências de Saúde. Objetiva. definida na RDC nº. gases de curativos. de 07 de dezembro de 2004. Este estabelecimento é o hospital da COOPERATIVA DE SAÚDE de Poços de Caldas. Em uma investigação informal pelos hospitais de Poços de Caldas. principalmente das RDC 306 da ANVISA. de 21/02/02. analisar criticamente o PGRSS do Hospital da COOPERATIVA DE SAÚDE. segundo a ANVISA. alterada pela RDC 307 de 14/11/02. bolsas de sangue. (publicada no DOU em 04 de maio de 2005. (Anexo B). o chorume é levado para o leito do riacho. de 29 de abril de 2004. (fotos do local no Anexo A). onde por força da gravidade.RDC 306/04.18 urubus. exigido pela legislação. e todo o tipo de animais peçonhentos e resíduos infectantes. etc. 50. principalmente por estar próximo a um riacho e nascentes de águas. A maneira de descartar o lixo sem tratamento gera uma infinidade de problemas de saúde e para o meio ambiente. (publicada no DOU .nos fez refletir sobre o porquê desse descaso com o lixo na cidade. conforme a Resolução de Diretoria do Colegiado . Foi a partir desta realidade que se visualizou a oportunidade da presente dissertação em obter alternativas para quebrar esse paradigma. e Resolução 358 (Anexo C) do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. que dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde.

para que minimizem seus resíduos. seus resíduos e como tal deve ser tratado conforme legislação em vigor. dentro das normas. A importância desta pesquisa se deve à relevância do tema que vai ao encontro de qualidade de vida dos profissionais lotados nos hospitais. será que amplamente. o RSS é monitorado em todo o fluxo? b) O PGRSS do hospital da Cooperativa de Saúde está implantado parcialmente conforme a legislação. o impacto dos resíduos hospitalares no ambiente. (RDC´s da ANVISA e CONAMA) e a gestão ambiental. que eliminem os particulados jogados na atmosfera. pois obriga. porém os estabelecimentos de saúde ainda não sofrem estas pressões. também. demonstrar como. porém a gestão não é eficiente e eficaz na manutenção do Plano. pela comunidade e por seus clientes. conseqüentemente gera. o hospital pode gerenciar. Esta questão está inserida no objetivo específico deste trabalho que . que o Hospital tenha seu Planejamento Estratégico alinhado com as questões ambientais. operacionais e na Gestão Ambiental do estabelecimento. a partir dos resultados obtidos na pesquisa. recursos financeiros. como agente de mudanças no controle dos processos administrativos. c) O PGRSS do hospital da Cooperativa de Saúde está implantado. seus Resíduos de Serviços de Saúde e avaliar as ações do Gestor do Hospitalar. conforme legislação. dos catadores de lixo que vasculham os sacos de lixos depositados no lixão em busca de materiais para uso próprio e de materiais recicláveis e a gestão ambiental. como forma de sustentação do PGRSS. será que amplamente conforme a legislação e sua gestão é eficiente e eficaz.19 implantado. que trate suas águas antes de descartá-las nos rios (o que é muito salutar). Os objetivos específicos são: pesquisar os principais pontos críticos do Plano de Gerenciamento de Resíduos Hospitalares no cumprimento da legislação. As indústrias são constantemente avaliadas e auditadas pelos órgãos ambientais. À luz da Gestão Ambiental o tema tem profunda relevância. O Hospital sendo administrado como uma empresa que gera empregos. e. isto é.

nota-se que é possível detectar que muito ainda se tem para contribuir para essa temática. armazenamento externo. A problemática do tema foi levantada de acordo com os objetivos a fim de responder a questão: O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde da Cooperativa de Saúde atende as exigências das legislações vigentes? . não se configurando. É dentro desta perspectiva que este trabalho se insere. passando pelos coletores. e sem risco. A Gestão Ambiental. assim como a Gestão de Resíduos dos Serviços de Saúde vem sendo discutida com bastante ênfase no meio legal e médico e. ou seja. O lixo hospitalar não pode ser visto sem utilização. portanto deve-se administrá-lo como resíduo gerado por uma empresa sob a ótica da gestão ambiental e das legislações pertinentes. apesar dos avanços inequívocos nos últimos anos nessa área. pois trata-se da redução de infecções hospitalares. área de resíduos e o transporte externo. como algo sistêmico. pela potencialidade em melhorar os atuais programas de tratamento de resíduos dos hospitais e a relevância ambiental e social. e da coleta seletiva de resíduos hospitalares. transporte interno. que será o final do fluxo. armazenamento temporário interno. principalmente. A relevância desse tema se justifica. entretanto. fazendo com que a cadeia do resíduo seja amplamente controlada como um processo e não somente no descarte de material pós-uso.20 analisará o fluxo total deste processo. Pudemos observar em nossa pesquisa informal que a grande maioria dos Planos de Gerenciamento de Resíduos Hospitalares configura-se como uma seqüência de regras visando cumprir as obrigações legais. porque Poços de Caldas não possui um aterro sanitário para a destinação final de seus resíduos e nem tecnologia para desinfecção dos mesmos. a partir do descarte do resíduo hospitalar. da higienização dos hospitais. Fez-se a opção por analisar o caso de Resíduos de Serviços de Saúde. em sua totalidade em um auto-gerenciamento dos resíduos.

Finaliza-se o capítulo 1 com uma abordagem sobre logística reversa e passivo ambiental nas organizações. obras e artigos sobres os RSS e sua classificação. . São realizadas pesquisas nas legislações pertinentes. meio ambiente e impacto ambiental. Analisa-se a qualidade e a gestão hospitalar da Cooperativa de Saúde. b) O PGRSS do hospital da Cooperativa de Saúde está implantado parcialmente conforme a legislação. fontes geradoras. ações para a minimização. e seus respectivos destinos. Faz-se uma comparação entre as normas e resoluções da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Este trabalho de pesquisa está estruturado de forma a apresentar. assim como o setor de saúde. enfatizando a problemática relacionada ao gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (RSS). O capítulo 1 apresenta um referencial teórico sobre gestão empresarial. a gestão dos RSS analisando-os por várias óticas. na introdução a contextualização do tema. Nele apresentam-se os enfoques gerenciais e operacionais quanto aos resíduos.21 Após a realização da pesquisa poder-se-á concluir que: a) O PGRSS do hospital da Cooperativa de Saúde está amplamente implantado conforme a legislação e sua gestão é eficiente e eficaz. apontando a necessidade da confecção do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços Saúde para cada estabelecimento do gênero. O capítulo 2 apresenta os referenciais teóricos sobre os Resíduos de Serviços de Saúde focando. também. c) O PGRSS do hospital da Cooperativa de Saúde está amplamente implantado. educação ambiental. Finaliza-se o capítulo 2 com a gestão do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. e. gestão ambiental. mudanças organizacionais. no Brasil e em alguns paises. desenvolvimento sustentável. Apresenta-se também referencial específico sobre os resíduos. em geral. porém a gestão não é eficiente e eficaz na manutenção do Plano.

. são apresentadas as considerações finais da pesquisa .faz-se um paralelo entre os objetivos e os resultados das pesquisas. explorando cada uma de suas fases. é direcionado para o pessoal administrativo para confirmar ou não os dados do gestor e acrescentar novas informações do PGRSS. ainda no capítulo 4. respectivamente. Finalmente. o questionário 2. o encarregado de higiene e limpeza e os empregados que recolhem. que são: questionário 1. objeto deste trabalho. apresenta-se o trabalho de pesquisa e a análise dos dados quantitativos.22 No capítulo 3 apresenta-se a metodologia utilizada para a pesquisa. Inicia-se com pesquisa bibliográfica para o embasamento teórico do tema. (Poços de Caldas) sob a ótica da Legislação. Após a pesquisa bibliográfica aplica-se a pesquisa formal com questionários para quatro funções no hospital da COOPERATIVA DE SAÚDE. o questionário e 3 e 4 são destinados às pessoas que têm contato direto com os resíduos hospitalares. transportam e armazenam estes resíduos. No capítulo 4. que é a Análise do Plano Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde na COOPERATIVA DE SAÚDE. voltado para o gestor do hospital com perguntas de gestão e aplicabilidade do PGRSS. O processo da pesquisa será por meio de entrevistas diretas com os empregados do hospital.

. 384) mostra os fatores que contribuem para a eficácia organizacional. Eficiência é o grau em que os recursos da empresa contribuem para a produtividade: `fazendo certo as coisas`. pode-se dizer que a gestão empresarial está embasada nas forças que interagem para a maior produtividade organizacional. constituindo-se assim esse conjunto de órgãos – num sistema‖. 446) Neste sentido. sobrevive e dá retorno a seus acionistas ou proprietários.. (CERTO. Revisar o desempenho da empresa com base nestes parâmetros é essencial para alcançar o sucesso de qualquer organização.] significa um conjunto de órgãos ou um organismo. com eficácia e eficiência.1 Gestão Empresarial Antes da gestão empresarial torna-se necessário analisar o sentido de organização. Desta forma. p. Segundo Pedroso (2004.23 CAPÍTULO I – GESTÃO AMBIENTAL NAS EMPRESAS 1. amplo e sistêmico. Certo (2003. Como ela se comporta. cujo funcionamento está voltado para atingir um determinado fim previamente estabelecido. p. Certo (2003) assim define eficácia e eficiência: Eficiência é o grau em que os gerentes alcançam as metas da empresa: `fazendo certo as coisas`. 2003. tem-se a organização como um sistema interligado. Estas forças estão ligadas diretamente com a capacitação das pessoas para desempenhar suas atividades nas organizações.. 199) ―Organização [. p. Na figura 1.

é mais objetivo na definição de eficácia e eficiência das pessoas nas organizações: Eficácia e eficiência dizem respeito ao que está sendo feito e de que maneira. p. Eficácia significa fazer a tarefa certa. interessada e disposta a dar apoio  Recompensas adequadas e reconhecimento de realizações  Metas e prioridades estáveis FATORES RELACIONADOS A TAREFAS  Metas claras. Esse tripé faz com que os trabalhadores executem suas tarefas de forma certa e somente as tarefas certas. boa estabilidade no emprego. confiança na liderança e prosperidade da organização. DESEMPENHO EFICAZ  Idéias inovadoras  Metas cumpridas  Adaptável a mudanças  Alto compromisso pessoal/de equipe  Altamente classificado pelo gerenciamento superior FATORES RELACIONADOS À ORGANZIAÇÃO  Estabilidade organizacional e segurança no emprego  Gerência envolvida. livre de falha. conforme figura 2. direções e planos de projetos. em uma organização. p. Já Robbins (2004).Fatores que contribuem para a eficácia organizacional Fonte: Certo (2003. (ROBBINS.24 FATORES RELACIONADOS A PESSOAS  Satisfação pessoal no trabalho  Confiança mútua e espírito de equipe  Boa comunicação  Baixo conflito não resolvido e luta pelo poder  Baixa ameaça. Eficiência significa executar a tarefa corretamente e se refere ao relacionamento entre as entradas e saídas. 7) . ela é traduzida como alcance da meta. que aqui se pode traduzir como segurança no trabalho.  Direção e liderança adequada  Autonomia e trabalho profissionalmente desafiadores  Pessoal de equipe/projeto qualificado e experiente  Envolvimento da equipe e visibilidade do projeto  Destaque para o trabalho de equipe dentro da organização Figura 1. 2004.384) Nota-se que o desempenho eficaz que almejam as organizações está incondicionalmente ligado à qualidade de vida dos trabalhadores.

Estes processos é que darão vida à organização. não terá eficácia todo o PGRSS.25 MEIOS EFICIÊNCIA FINS EFICÁCIA USO DOS RESURSOS BAIXO DESEMPENHO ALTO ACANCE Figura 2– Eficiência e eficácia Fonte: Robbins (2004.. máquinas e equipamentos e o sistema de controle organizacional. se não houver uma gestão estratégica. que tem como objetivo a visão total dos processos da empresa. É mister destacar. p. Embora se não possa conceber uma organização sem planejamento estratégico o mesmo não pode ocorrer eficazmente. A Gestão pode ser vista como ALCANCE DAS METAS METAS . A gestão empresarial está voltada totalmente para a gestão estratégica.] a diferença clássica entre o planejamento estratégico e a gestão estratégica está exatamente na capacidade de fazer com que o cotidiano da empresa ―realize especificamente as ações estratégicas‖ escolhidas.. se não houver eficiência e eficácia na realização das tarefas. por menor que sejam. sobressalentes. interagindo pessoas. Segundo Costa (2002) há uma diferença clássica entre planejamento estratégico e gestão estratégica: [. material (matérias-primas). como coleta de descarte certo dos resíduos hospitalares. 7) A importância do destaque em eficiência e eficácia se dá pela importância destes fatores no desenvolvimento desta pesquisa. que analisa o envolvimento das pessoas como fator principal para melhorias contínuas no Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde (PGRSS).

(Drucker. 2002. 1. norteando as ações administrativas em busca do aperfeiçoamento contínuo. avaliação. A Gestão vai além de cumprir procedimentos normativos e exigências legais. as mudanças de estilos de liderança. e até movimentos necessários para a execução da mesma.26 um processo sistemático. otimização de processos. como faz e porque faz. do centralizador para o descentralizador. A busca de aperfeiçoamento contínuo obriga a uma mudança de atitudes do gestor e das pessoas envolvidas no processo organizacional. Por exemplo. Essa visão de gestão permeia todas as modernas teorias gerenciais. envolvendo e comprometendo todos os gerentes e repuxáveis e colaboradores da organização. acompanhamento. 1911). Ter gestão é ter um processo sistêmico de comportamentos e de tarefas previamente estudadas e planejadas.2 Mudanças organizacionais e estilos de administrar Com o avanço das teorias da administração. 1954). elaborada no planejamento estratégico. ela (gestão) é responsável por colocar em prática a Missão da empresa. planejado. P. P. Administração por Objetivos –APO. cuja recompensas são alocadas com base no progresso do sistema. (COSTA. executado e acompanhado sob a liderança da alta administração. gerenciado. estilos de comando. controle e estudo de melhorias contínuas dentre tantos outros elementos.43-54) Com esta diferença podemos dizer que a gestão faz cumprir as políticas e valores da empresa. que adota o método científico para determinar a melhor maneira de se fazer um trabalho. assim como o estudo sobre ergonômico e minimização dos custos. através de treinamento e do desenvolvimento de pessoas. com todos os equipamentos. sistema em que os objetivos específicos são determinados em conjunto pelos subordinados e chefias. iniciando-se com a Administração Científica (Taylor. da administração . Ela leva o colaborador ao comprometimento com o que faz.

abandonar procedimentos consagrados e reexaminar o trabalho necessário para criar os produtos e serviços de 1 2 T. e assim até os dias de hoje. J. (HAMMER. ISHIKAWA . asiáticas e norte americanas.Especialista em administração da Qualidade. Segundo Hammer (1993) a reengenharia não trata apenas de fazer uma reforma na estrutura organizacional: A reengenharia não significa reformar o que já existe ou fazer mudanças tímidas que deixem as estruturas básicas intactas. começaram a pensar na Gestão da Qualidade. como ferramenta competitiva nas organizações. Significa. JURAN . isso sim. notam-se inovações da maneira de gestão e com esses avanços não há organização que seja competitiva se não estiver preparada. empresas que aprendem a aprender (organização que aprende – learning organization). Dos grandes estoques para estoques de linha de produção. Juran ressaltou ainda a grande diferença entre criar (Melhorias) e prevenir mudanças (Rotina). para as mudanças rápidas e eficientes. Com as mudanças na gestão é necessário também.Pioneiro nas atividades de TQC no Japão. a Reengenharia. 1993).Juran2 e Kaoru Ishikawa3 (início dos anos 80).M. É a mudança constante nas organizações que definirá as estratégias e competitividade das organizações inovadoras e pró-ativas. Em seguida. Imediatamente as empresas. constantemente. que as empresas tiveram que se adequar rapidamente. . OHNO é considerado o "pai" do Sistema Toyota de Produção. repensar o estilo de administrar uma organização voltada para o sucesso e para a competitividade. a Responsabilidade Social.27 fechada para a administração participativa. de J. Ishikawa morreu em 1989. no Brasil. o Just in Time (JIT). ―começar de novo‖ a estrutura organizacional. Qualidade de Vida no Trabalho e estas transformações não terão fim. estavam começando a ser difundidos.M. como a Gestão Ambiental.Professor da Universidade de Tóquio. Embora esses sistema já se afirmavam nas empresas européias. o fator competitividade já acrescentava outros sistemas de gestão. 3 K. no Brasil. do sistema empurrado para o sistema puxado (STP – Sistema Toyota de Produção de Taiichi Ohno 1 (1997).

entende-se que o envolvimento com o trabalho significa a identificação da pessoa com seu trabalho específico e o comprometimento como a responsividade de fazer a coisa certa.15) ―O processo de mudança organizacional começa com o surgimento de forças que criam a necessidade de mudança em alguma parte ou algumas partes da organização. Embora não haja nenhum acordo total sobre o que significa envolvimento com o trabalho. o que facilita a adaptação. devido ao grande número de profissionais. porém nem sempre é possível nas organizações hospitalares. Estas forças podem ser exógenas ou endógenas à organização‖. p. Usou-se o termo comprometimento e envolvimento das pessoas no sentido definido por Robbins (2001a): Comprometimento é um estado no qual um funcionário se identifica com determinada organização e suas metas e deseja continuar a ser seu membro‖. realizar suas tarefas com eficiência e eficácia.28 uma empresa e proporcionar valores aos clientes. [. (HAMMER. p. Para que as mudanças organizacionais (neste caso coleta seletiva e destino final dos resíduos) sejam .] o comprometimento com a organização significa a identidade da pessoa com a organização empregadora. de forma certa. 2001. uma definição funcional afirma que o termo mede o grau em que uma pessoa se identifica psicologicamente com seu trabalho e considera seu nível de desempenho como importante na valorização de si mesma.. 1993. p. 21) A necessidade de mudanças na organização é ponto fundamental para a implantação de qualquer novo sistema operacional ou normativo. Para esta pesquisa entende-se como ―forças que criam a necessidade de mudanças‖ a legislação em vigor que obrigam os EAS a se adequarem ao novo processo de controle de resíduos hospitalares. como é o objeto desta pesquisa. (ROBBINS.. individualizados em suas atividades e não comprometidos e envolvidos com o todo. 325) Desta forma. ou seja. As mudanças devem ser planejadas em médio prazo. Para Tachizawa (2000.

os estabelecimentos de saúde. (legislações da ANVISA e CONAMA) o gestor não tem escolha a não ser implementar.29 implantadas sem traumas e sem muitas resistências é necessário esse comprometimento e o envolvimento de todas as pessoas da organização. Portanto não há outra opção para os hospitais. A resistência às mudanças é um processo normal em qualquer organização e em todas as pessoas. assim como das empresas prestadoras de serviços (terceiros) que executam serviços na organização. p. pois a ANVISA faz o seu dever de publicar normas e fiscalizar sua implantação. cujas penalidades estão regulamentadas pela lei 6437 de 20 de agosto de 1977. A quebra de paradigmas em gestão hospitalar é fundamental para a realização e implantação de um sistema ecologicamente correto no tratamento dos resíduos da área de saúde. As normas (RDC´s) esbarram em mudanças de comportamento. As mudanças com que estão passando os hospitais são evidentes. têm de planejar as mudanças necessárias para que a . Para a implantação da RDC 306 da ANVISA. 456) ―as resistências às mudanças continuam a ser uma barreira básica que os gerentes precisam reconhecer e estar preparados para superar‖. Considerando as exigências das circunstâncias. preventivas. É justamente esse aprimoramento organizacional que os hospitais estão buscando de forma a agregar valor aos serviços de saúde. do CONAMA que ―dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde‖. estas técnicas são atingidas. e da Resolução RDC 358. não só as mudanças necessárias. Os profissionais de saúde são capacitados para práticas profissionais (técnicas adquiridas em sua vida acadêmica). que ―dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde‖. Como diz Robbins. A Gestão Ambiental começa a ser tratada com seriedade nos hospitais. A estrutura da organização hospitalar já se direciona para uma estrutura voltada para o atendimento ao paciente. Quando as mudanças legais são constantes. (2001c. mas também mudanças contínuas. para avaliar constantemente o processo.

Muitas vezes. (ROBBINS. Segundo ROBBINS. como será realizada a mudança. as barreiras serão menores. sua resistência pode ser positiva. Em certo sentido. estejam conscientes da importância da conformidade com a política ambiental. 163) . p. Entretanto. quem será o gestor desta mudança. Nesta citação observa-se que a mudança organizacional traz um certo desconforto. as organizações que passaram por extensos períodos de sucesso são particularmente resistentes à mudança. (BARBIERI. As organizações e seus membros resistem à mudança. dos impactos ambientais significativos. em cada nível ou função pertinente. Ela deve determinar que todo o pessoal cujas tarefas possam causar um impacto significativo sobre o meio ambiente receba treinamento apropriado. quais as responsabilidades de cada pessoa neste novo sistema. haja um bom diálogo e treinamento sobre o que será mudado. sem traumas para as pessoas. quando será colocada em prática e implantada. Ela proporciona um grau de estabilidade e previsibilidade e pode ser uma fonte de conflito funcional. antes de tudo. Este processo alivia as tensões e mostra maturidade do gestor para administrar as inovações. Para BARBIERI (2004). A organização deve estabelecer e manter procedimentos para que seus empregados ou membros. (2001). P. principalmente. uma inevitável sensação de instabilidade das pessoas no sentido de não saber o que fazer no primeiro momento e até mesmo se esta mudança irá abalar seu cargo e suas atividades. reais ou potenciais. 455). 2004. A organização deve identificar as necessidades de treinamento. os hospitais devem tomar consciência de que há uma política nacional de resíduos e. 2001.30 implantação destas normas seja em clima de tranqüilidade. Mas a resistência também bloqueia o progresso e a adaptação. Com estas Resoluções. Para isso é necessário que. de suas funções e responsabilidade em atingir a conformidade com a política ambiental e das potenciais conseqüências da inobservância do cumprimento de procedimentos operacionais. se a organização trabalhar a mudança com responsabilidade. das exigências para a destinação final adequada dos RSS.

apresentada na Figura 3. onde veremos dificuldades e facilidades para implantar o Plano de Resíduos de Serviços de Saúde. 145) ―Mudança é uma alteração no ambiente. na estrutura. vamos encontrar limitações internas e externas. à qual. 336) encontramos uma abordagem sistêmica para administrar a mudança. na tecnologia ou nas pessoas de uma organização‖. de toda a estrutura hospitalar. P. As internas estão voltadas para o comprometimento das pessoas.J e Charnov B. p. Em Montana. que é a pesquisa deste trabalho. dentro do hospital .Uma abordagem sistêmica para administrar a mudança: Fonte: Montana e Charnov (2005. certos de que. 336) Analisa-se na figura 3. Temos um raio de ação pleno. que não se trata de uma idéia interna ou externa. (2005. H. trata-se de obrigatoriedade legal. dentro do quadro teórico desta pesquisa. p. os hospitais terão que se adaptar. Limitações Internas Externas Eventos Externos mudança Avaliação mudança Idéia para a mudança Identificar raio de ação do problema Desenvolver alternativas Analisar alternativas Selecionar uma alternativa Implementar a mudança Avaliar os resultados Figura 3 . sem mudanças. p. as organizações não implantam novos sistemas.31 Antes de analisarmos a Gestão Ambiental sentimos a necessidade de refletir sobre a mudança nas organizações. a implantação do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Segundo Robbins (2004.

onde serão monitoradas as atividades que corrigirão falhas durante o processo e não no final das atividades. auditorias em processos. 1992. e de serviços. seleciona-se a melhor alternativa ou maneira de implementar uma mudança e a coloca em prática. programas de minimização de resíduos e consumo racional de bens naturais e coleta seletiva do lixo e de resíduos industriais e de prestadores de serviços. principalmente os EAS (Estabelecimentos Assistenciais de Saúde). Também é conhecido como ―tempestade de idéias‖ (SCHOLTES. Mapeia-se o processo com a finalidade de definir o raio de ação e que áreas sofrerão maior impacto com a mudança. em organizações de transformação (indústria). P. e atividades administrativas e operacionais. Após o brainstorming realiza-se a análise das melhores alternativas apresentadas. que para a pesquisa será tratado exclusivamente em hospitais. Após a implantação é de suma importância a avaliação contínua do sistema. sem críticas ou julgamento. as legislações e o sistema de destino final dos resíduos hospitalares. a partir do qual se embasou esta pesquisa é entendido como políticas e diretrizes organizacionais.32 e as externas. 1. 2-37). A partir deste ponto passa-se ao controle das atividades de mudanças com indicadores de performance no processo. 4 Brainstorming: reunião ou sessão cujo objetivo é o de coletar idéias de todos os participantes. assim como a destinação ecologicamente correta destes resíduos. direção. p. Gestor e subordinados trabalham em equipe para desenvolverem alternativas para a implantação do novo sistema. plano de ação corretivo e outras ferramentas gerenciais que darão sustentação ao SGA – Sistema de Gestão Ambiental. o processo de mudança inicia-se com a idéia da mudança. técnica conhecida como brainstorming4. Como já mencionado. . como planejamento.3 Desenvolvimento Sustentável O termo Gestão Ambiental. controles. indicadores.

a comercialização de bens de serviços e materiais passam a ser realizados dentro da cadeia de empresas com responsabilidade ambiental. assim como ―empresa amiga da criança‖. O modelo de gestão ambiental tem como embasamento filosófico o enfoque sistêmico. o consumidor começa a se conscientizar da necessidade de consumir produtos e serviços de empresas responsivas. se estas não estiverem alinhadas com a Gestão Ambiental. Pode-se dizer que havia uma mentalidade ambiental antes da conferência e outra após a 5 Selo Verde é um rótulo colocado em produtos comerciais.33 No mundo dos negócios não se fala em competitividade organizacional e em empresas empreendedoras. . Esse diferencial passa a ser um marketing das organizações e. ou seja.. A Conferência de Estocolmo foi um divisor de águas para a gestão ambiental no mundo. P. [. ―SGQ – ISO 9001‖. ―sele verde5‖. e a instituição é considerada como um macrossistema.. 100) Pelas afirmações de Tachisawa.SAI. 2000. uma organização não-governamental. empresas que buscam o desenvolvimento sustentável com foco na responsabilidade social (ISO 16001) e qualidade de vida de seus trabalhadores (norma SA 8000) 6. são diferenciais que indicam a preocupação da empresa com a qualidade e integridade de seus produtos/serviços. 6 SA 8000. podemos dizer que a gestão ambiental forma uma cadeia de valor integrada em todo o fluxo de influência da organização. entre outros. (TACHIWASA. Segundo Tachisawa (2000).] destaca-se a existência de um fluxo físico ou cadeia de agregação de valores. O ―SGA ISO 14001‖. Cabe às empresas de maior poder econômico influenciar seus fornecedores e clientes a terem uma política ecológica amplamente divulgada e implementada em suas organizações. que indica que sua produção foi feita atendendo a um conjunto de normas pré-estabelecidas pela instituição que emitiu o selo. na qual compreensão do todo é mais importante que o mero conhecimento das partes. por sua vez. que se origina nos fornecedores. desenvolvida em 1997 e revisada em 2001 pela Social Accountability International . repassa toda a organização e se encerra no cliente final.

promoveu a elaboração do decreto que instituiu em 1973 a Secretaria Especial do Meio Ambiente. Em 30 de outubro de 1973 foi criada a Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA). As primeiras iniciativas e atividades ambientais no Brasil foram tomadas após a Conferência de Estocolmo. no artigo ―Conferência de Estocolmo‖. na Bahia.Primeiro secretário da Secretaria Especial do Meio Ambiente (1974-1986).34 Conferência de 1972. segundo Neto7. (TACHIZAWA. que. no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. doutor em Ciências e professor titular aposentado de Ecologia Geral. bacharel em História Natural. pela primeira vez. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais. Paulo Nogueira . Secretário Geral do Ministério do Interior que ―ao retornar ao Brasil. onde o governo brasileiro percebeu a oportunidade e a necessidade de criar entidades com âmbito federal voltada para a orientação e preservação do meio ambiente. aprovada durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano. introduziu na agenda política internacional a dimensão ambiental como condicionadora e limitadora do modelo tradicional de crescimento econômico e do uso dos recursos naturais. a Lei 6. Segundo Tachizawa (2000). O Brasil enviou à conferência uma delegação de especialista ambientais. até então pouco divulgadas.938 (31/8/81). p. 5). sendo logo em seguida instituído o Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram). que cria duas novas categorias de manejo: as Estações Ecológicas e as Áreas de Conservação Ambiental. Tal iniciativa da área federal foi precedida pela criação da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) (Lei nº 118. o então presidente João Batista de Figueiredo sanciona a lei nº 6. Em pleno regime militar (1981). 2000.902 de 21/04/81. Esta iniciou as suas atividades em 14 de janeiro de 1974‖. 8 Eduardo Sales Novaes é secretário executivo do Instituto de Gestão Ambiental (IGA) . Neste mesmo ano sanciona. Henrique Brandão Cavalcanti. O mundo foi alertado sobre as questões ambientais. em 4 de outubro de 1973. Segundo Novaes8 A Declaração de Estocolmo (1972). entre eles o sr. 7 NETO. de 29 de junho de 1973). também.

atendidos os seguintes princípios: I .ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico. . impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo preservá-lo para as presentes e futuras gerações‖. esta lei ―foi considerada um avanço na história do meio ambiente do Brasil. É neste contexto que estamos refletindo sobre as questões ambientais. no País. o gerenciamento ambiental no Brasil teve inicio com a Resolução 001/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. p. aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana. é necessário o comprometimento das pessoas (empresários) no desenvolvimento ecologicamente correto. demonstrando um amadurecimento das classes políticas com as questões ambientais do país‖. Após 16 anos da Declaração de Estocolmo é promulgada a Constituição Federativa do Brasil. condições ao desenvolvimento sócio econômico.Professora do Curso de Administração – Administração Hospitalar das Faculdades São Camilo – FASC – RJ. traduzida na Lei no 6938/1981. Não basta ter o direito. o objetivo da Política Nacional de Meio Ambiente: A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação. A lei 6938 de 31/08/1981.35 que dispõe sobre a Política nacional de Meio Ambiente que segundo Brito (1999. publicado no DOU em 02/09/1981. considerando o meio ambiente 9 * Ana Soesima . que instituiu os estudos e relatórios de impacto. que dá ao brasileiro o direito de um ambiente saudável e ecologicamente equilibrado. define no art. melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. A comunidade deve participar e cobrar esse direito das empresas que estão na contra mão do sistema ecológico e fazer cumprir os direitos de cidadãos comprometidos com a gestão ambiental e o desenvolvimento sustentável. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. ―Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. (1988) que contempla o desenvolvimento sustentável. 66). Para SOESIMA. visando assegurar.9 O desenvolvimento sustentável só tornou realidade no Brasil na década de 80 quando surgiu a Política Nacional do Meio Ambiente. (Anexo D). mas de fato. 2. no artigo 255.

36 como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido.educação ambiental a todos os níveis do ensino.acompanhamento do estado da qualidade ambiental. inclusive a educação da comunidade. atingir. e até mesmo vontade política de se implantar um ambiente sustentável com proteção dos ecossistemas e proteção da dignidade e qualidade de vida humana. A ISO 14001 é um norteador para as empresas se adequarem ao sistema de gestão . IX . onde a grande meta seja a minimização dos impactos ambientais nos projetos empresariais. processos e recursos para desenvolver. que geram o impacto ambiental. do subsolo. mas as barreiras para que ―todas as crianças‖ tenham o conhecimento são maiores que a legislação ambiental. tendo em vista o uso coletivo. II . objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente‖. no tocante a forma de se expressar e de se fazer entender.racionalização do uso do solo.proteção dos ecossistemas.incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais. analisar criticamente e manter a sua política ambiental no sentido de minimizar ao máximo o impacto ambiental em suas atividades industriais e de serviços. X . objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente. atividades de planejamento. Como aplicar um ―desenvolvimento sustentável‖ quando se incentiva a produção de descartáveis em larga escala? Assim como é difícil entender os dez princípios desta lei ―educação ambiental a todos os níveis do ensino. VI . VII . as leis ambientais brasileiras são de excelente qualidade.planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais. inclusive a educação da comunidade.proteção de áreas ameaçadas de degradação.controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras. Segundo a NBR ISO 14001 (1996). Realmente precisa-se iniciar a cultura ambiental nas escolas de base. procedimentos. III . Barreiras econômicas. com a preservação de áreas representativas. práticas. podemos conceituar o Sistema de Gestão Ambiental como a parte do sistema de gestão da organização que inclui estrutura organizacional. responsabilidades. IV . Assim como a Lei 6938. O que não se entende é o porquê da impunidade para as organizações quer sejam do setor privado ou público. da água e do ar. V . implementar. VIII recuperação de áreas degradadas. sociais.

teve o prazo de adequação das EAS prorrogado por várias vezes.10 ―Esta norma foi introduzida no Brasil em 1996. a gestão ambiental está diretamente ligada ao processo de produtividade responsável. Bursztyn11 (2003) ―A idéia central dos Sistemas de Gestão Ambiental é usar menos para produzir mais e com melhor qualidade‖. cada vez mais.Câmara Brasil-Alemanha Marcel Bursztyn é diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB). e esta posição individualista confunde e atrapalha o desenvolvimento ético e prático dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde – EAS. A gestão ambiental é uma área do conhecimento que tem tido grande desenvolvimento nas últimas duas décadas. para que seus empregados sejam o dínamo propulsor do desenvolvimento sustentável. Embora criada em 1974. 11 . . RDC´s. do setor de celulose. Segundo o Prof. ano em que foi certificada a primeira empresa. porém há necessidade que a empresa crie políticas de responsabilidades ambientais. agregando resultados econômicos. É pós-doutor em desenvolvimento econômico e social pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais da França. A gestão ambiental representa. Daí o hábito de que para tudo ―se dá um jeitinho‖. sabendo que será impossível esta adequação. Segundo Rose. sobretudo na formação da 10 Rose R. que não se inter-relacionam entre si. a RDC 306. que revogou a RDC 33. Por exemplo. sociais e ambientais às empresas. ISO´s etc. só em 1996 o Brasil teve sua primeira empresa certificada pela norma NBR 14001. uma forte e indispensável ferramenta de qualidade. a Bahia Sul. Completando a visão do professor Brusztyn. Há excesso de leis e falta de controle e fiscalização competente e eficiente. normas.37 ambiental comprometida com o controle e a redução dos impactos ambientais. excelência em gestão. A RDC é publicada no DOU e dão-se 6 (seis) meses paras as EAS se adequarem. ou a data sempre será prorrogada. portarias.Diretor do Departamento de Meio Ambiente . Este é uma das barreiras e dificuldades para a implementação das RDC´s e de gestão ambiental nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. O que nos preocupa é o excesso de leis.

presidente da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento . pode-se perceber que tal conceito não diz respeito apenas ao impacto da atividade econômica no meio ambiente. EAEME . Para Bruns15. nome dado ao documento entitulado "Our Common Future". A partir da definição de desenvolvimento sustentável pelo Relatório Brundtland 13. Desenvolvimento sustentável se refere principalmente às conseqüências dessa relação na qualidade de vida e no bem-estar da sociedade. 1999. com uma política séria de desenvolvimento sustentável. Paraná. Itália.14 BRITO (1999) cita a parceria entre o poder público e a comunidade. O que deve ficar claro é que "gerir" ou "gerenciar" significa saber manejar as ferramentas existentes da melhor forma possível e não 12 13 Gro Brundtland.38 imagem organizacional.economiabr. Atividade econômica. as questões culturais e o envolvimento de toda a estrutura organizacional. Destaca-se como responsabilidade social da empresa.2005.set. interagindo forças para minimizar os conflitos entre o desenvolvimento sustentável e a proteção ambiental: A questão ambiental deve ser cuidada com a participação da sociedade como um todo: governo e povo trabalhando unidos por uma gestão ambiental sustentada para resolver conflitos de interesses divergentes. É fundamental fazer funcionar o sistema de gestão. 47). especialista em Gestão Ambiental através do European Master in Environmental Management. Gestão Ambiental visa ordenar as atividades humanas para que estas originem o menor impacto possível sobre o meio. (sem autor).Kapodistrian University of Athens e Università degli Studi di Parma. entre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável. (BRITO. 14 Artigo: ―Conceitos de desenvolvimento sustentável‖ . 15 Giovana Baggio de Bruns . tanto presente quanto futura. "Relatório Brundtland". Acesso em 05. . Esta organização vai desde a escolha das melhores técnicas até o cumprimento da legislação e a alocação correta de recursos humanos e financeiros. Oxford University Press. P. Curitiba.Engª Florestal. elaborado pela "World Commission on Environmental and Development".Relatório Nosso Futuro Comum. Atualmente trabalha como consultora ambiental na empresa de consultoria Silviconsult Engenharia Ltda. podemos definir desenvolvimento sustentável como sendo ―aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades‖. não basta definir o que é Gestão Ambiental antes de entendermos a interdisciplinaridade do tema.net/ .disponível em://www. 1987. meio ambiente e bem-estar da sociedade formam o tripé básico no qual se apóia a idéia de desenvolvimento sustentável‖. Para Brundtlad12 (1987).

1995. p. sem data). Não se faz investimento capaz de solucionar os problemas nacionais. pesquisas ambientais. recuperar a degradação ambiental causada. Pois. A mola propulsora das questões ambientais. Pode estar aí o foco da confusão de conceitos entre a enorme gama de profissionais em meio ambiente. realizada em 1972. sistemas e outros). 28). que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações atenderem às suas. (BRUNS. no fadado slogan ―Brasil . não importando suas conseqüências ambientais.ame ou deixeo‖. é a nova palavra de ordem desde que a Comissão Mundial sobre Meio ambiente Organizacional das nações Unidas (ONU) publicou seu relatório ―Nosso futuro comum‖. que teve sua inspiração na 1ª Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente. ético e ecologicamente correto. onde se deve retirar apenas o que pode ser reposto ou caso isto não seja possível. mas não desenvolvem esta como um todo.39 necessariamente desenvolver a técnica ou a pesquisa ambiental em si. no mínimo. pela falta de coordenação dos . segundo Donaire (1995) foi em 1987 quando a ONU (Organização das Nações Unidas) publicou seu relatório ―Nosso futuro comum‖: O conceito de desenvolvimento sustentável. onde o Brasil rejeitou firmemente o propósito de adoção de padrões internacionais para proteção ambiental. sobre questões ambientais. Pode-se então concluir que a Gestão Ambiental é conseqüência natural da evolução do pensamento da humanidade em relação à utilização dos recursos naturais de um modo mais sábio. (DONAIRE. muitos são partes das ferramentas de Gestão (ciências naturais. esta função pertence aos gestores ou gerentes ambientais que devem ter uma visão holística apurada. não teve o debate sério na era do ―Milagre Brasileiro‖. Suécia. sociais e humanas. a gestão do meio ambiente caracteriza-se pela desarticulação dos diferentes organismos envolvidos. ou até antecedendo este período dominado pelas forças militares no poder. com paises capitalistas levaram o Brasil para o aceleramento industrial. em Estocolmo. Como afirma Donaire (1995): No Brasil. Esta cultura ainda parece estar no cerne do poder. O desenvolvimento acelerado versus desenvolvimento gradativo. onde o desenvolvimento a qualquer custo e parcerias nada patrióticas. deve-se.

Esta situação é o resultado de diferentes estratégicas adotadas em relação à questão ambiental no contexto do desenvolvimento econômico do Brasil. (Donaire. Não basta tomar conhecimento e aplicar as várias leis e normas ambientais acima de tudo a organização necessita do comprometimento das pessoas e principalmente da alta direção para uma gestão ambiental participativa e eficaz. que discute com sua família os benefícios de termos uma gestão ambiental capaz de garantir a sustentabilidade futura. a gestão ambiental envolve muitas variáveis como os fatores internos e externos da organização.1995. Os fatores externos estão ligados diretamente ao macro sistema que envolve a organização. assim como na abrangência do tema nas organizações. p. como enfatiza Monteiro (1981) ao afirmar que a economia brasileira. desde os tempos coloniais. o antagonismo entre o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento sustentável. mercado etc. sistema econômico. 32) 1. A gestão ambiental está na capacidade de cada colaborador assumir a consciência da necessidade de participar ativamente do processo ambiental e que esta participação extrapole os muros da empresa e passa a dotar o espírito ambiental em sua casa. Para Souza (2000) a complexidade e a amplitude do termo gestão envolve muitas variáveis: .4 Gestão Ambiental A gestão ambiental é complexa na sua amplitude. sindicatos. Como interno destaca-se a coletividade e unanimidade de toda a estrutura organizacional e ultrapassa as hierarquias de comando e execução dos processos.40 diferentes organismos envolvidos. como a comunidade. pela falta de coordenação e pela escassez de recursos financeiros e humanos para o gerenciamento das questões relativas ao meio ambiente. pois se aplica a uma grande variedade de ações na sua aplicabilidade. Além disso. governo. caracterizou-se historicamente por ciclos que enfatizavam a exploração de determinados recursos naturais. O envolvimento das pessoas é o fator chave para o sucesso e da eficácia da gestão ambiental.

não se pode perder a visão do todo. in SOUZA 2000) Analisa-se a figura de Souza. o termo ―gestão‖ assume um significado muito mais amplo. p. . (Souza. a integração entre as partes e o objetivo maior em que se insere a ação ou atividade que está se desenvolvendo ou. pois envolve um grande número de variáveis que interagem simultaneamente. Após essas análises faz-se o monitoramento de todo o processo. Sociedade e Mercado. São ali analisadas as viabilidades ecológicas do empreendimento e/ou ação organizacional com relação ao potencial de impacto ambiental. legislações. através da análise ambiental e parte para as medidas mitigadoras com o intuito de diminuir o mal (impacto ambiental) ou atenuar as ações de degradação do meio ambiente. analisa-se o perfil do meio ambiente. a comunidade e o estudo de fauna e flora. acima. o que ela representa na globalidade da questão ambiental. em outras palavras.41 No que se refere ao tema meio ambiente. (figura 5) que reafirma o pensamento de SOUZA (2000) acima citado. Na visão de Barbieri. 2000. Dentro das características ambientais. para gerenciar as atividades humanas sob o prisma da questão ambiental. (2004) a gestão ambiental empresarial é suportada pelo tripé: governo. Gestão ambiental na visão de Souza (2000): CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS ATIVIDADES ANÁLISE AMBIENTAL MONITORAMENTO MEDIDAS MITIGADORAS Figura 4 – Sistema de gestão ambiental Fonte SOUZA (1996. como sendo a análise ambiental o centro das atividades que a circulam. onde se tem a atividade desenvolvida ou a serem desenvolvidas como o início do processo de análise ambiental. Sendo assim. 27).

através dos órgãos ambientais. a sociedade e o mercado. como já comentado. p.. (BARBIERE. faz seu papel na cobrança de melhorias ambientais e a não poluição. As legislações ambientais geralmente resultam da percepção de problemas ambientais por parte se segmentos da sociedade e que pressionam os agentes estatais para vêlos solucionados. p.. 2004. estaduais e municipais. As preocupações ambientais dos empresários são influenciadas por três grandes conjuntos de forças que se interagem reciprocamente: o governo. fiscalização e controle. 1995. (Backer. a partir daí. . Se não houver pressão da sociedade e medidas governamentais não se observaria o crescente envolvimento das empresas em matéria ambiental. GOVERNO MEIO AMBIENTE EMPRESA SOCIEDADE MERCADO Figura 5 – Gestão Ambiental empresarial – Influências Fonte: Barbiere (2004. querer integrar nela a gestão responsável da empresa‖. 99) O governo influencia a organização através da legislação.. é mais responsável administrar as questões ambientais do que proteger ou defender a natureza: ―[. 99).42 acrescentando a comunidade como forma de pressão e para uma legislação mais severa e para que as organizações se comprometem com a gestão ambiental: [.. 1). enquanto o mercado pressiona para que se compre somente de empresas que tenham o comprometimento ambiental nos processos industriais e de serviços. federais. A comunidade.] espera-se que as empresas deixem de ser problema e sejam partes das soluções. Para Backer (1995).] querer proteger ou defender a natureza tem menos sentido do que querer administrá-la de maneira responsável e.

O mesmo não acontece com as sobras das atividades humanas.43 Os efeitos do ser humano na face da terra trazem conseqüências que a própria natureza não consegue recompor. p.br/artigos/abre_artigo.fev. Dados obtidos no dia-a-dia evidenciam que a tendência de preservação ambiental e ecológica por parte das organizações deve continuar de forma permanente e definitiva onde os resultados econômicos passam a depender cada vez mais de decisões empresariais que levem em conta que: a) não há conflito entre lucratividade e a questão ambiental. (BARBIERI. A questão ambiental e ecológica não seria um mero surto de preocupações passageiro que demandariam medidas com pesado ônus para as empresas que a adotarem? Pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria . 2004.2005. No ambiente natural. Tachizawa (2005)16 comenta sobre algumas vantagens das empresas investirem na gestão ambiental. 16 . de modo que nada se perde. b) o movimento ambientalista cresce em escala mundial. Tekeshy. disponível em <http://www. em recente artigo publicado: Diante de tais transformações econômicas e sociais uma indagação poderia emergir. o faturamento das empresas passam a sofrer cada vez mais de pressões e a depender diretamente do comportamento de consumidores que enfatizarão suas preferências para produtos e organizações ecologicamente corretas. portanto.asp?COD_TEMA=369.CNI e do Ibope mostra o contrário. bem como a conscientização da população em adquirirem produtos de empresas responsáveis. Revela que 68% dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar mais por um produto que não agredisse o meio ambiente. Para Barbieri (2004) o ser humano difere dos outros seres vivos até pela inconseqüência de seus atos: Como qualquer ser vivo. d) a demanda e. Gestão ambiental e o novo ambiente empresarial... 15). [. Tachizawa. as sobras de um organismo são restos que ao se decomporem devolvem ao ambiente elementos químicos que serão absolvidos por outros seres vivos. o ser humano retira recursos do meio ambiente para prover sua subsistência e devolve as sobras.com.rhcentral. c) clientes e comunidade em geral passam a valorizar cada vez mais a proteção do meio ambiente.> acesso em 03.] denominado genericamente de poluição.

E a partir daí analisam-se os tipos de impactos causados no sistema ambiental. como nas atividades de agricultura. Para cada fonte de poluição há o meio receptor que se resume no ar. é uma ferramenta gerencial. que influencia e que é indispensável à sua sustentação. ou seja: Gestão Ambiental é tudo o que cerca o ser vivo. transporte e outras. também. mas também do meio sociocultural e sua relação com os modelos de desenvolvimento adotados pelo homem‖. cujas fontes podem ser móveis ou fixas e/ou estacionárias. no ser humano. secretários e vereadores são responsáveis pela implantação e consolidação dos projetos de . qualquer que seja o seu segmento econômico‖. O Glossário Ecológico Ambiental – CETESB (sem data) traz uma boa definição de meio ambiente. cujos poluentes físicos. saúde.44 A gestão ambiental. também. indústria. no ecossistema como um todo. Estas condições incluem solo. nesta figura. recursos hídricos. biológicos. além de ser uma responsabilidade social das organizações. afetam o ecossistema e tem a atividade humana como uma destas fontes de poluição. Os gestores de cidades. regional e global). os danos causados na natureza. como afirma Tachizawa (2005). sonoros etc. ar. indo terminar no ecossistema. geração de energia. Analisam-se. os impactos de cada fonte geradora de resíduo que podem ser divididas em alcance (local. A Gestão Ambiental é mais do que a simples preocupação com a natureza. destaca alguns critérios de classificação das fontes poluidoras como as origens que podem ser natural e antropogênica. como prefeitos. Todas atividades como fator gerador de poluição ambiental. enfim. do Plano Diretor dos municípios. e solo. assim como faz parte do Planejamento Estratégico das empresas. assim como a emissão que pode ser pontual ou difusa. clima. ―A gestão ambiental. água. enfim. O meio Ambiente não é apenas constituído do meio físico e biológico. mineração. químicos. nutrientes e os outros organizamos. A Gestão Ambiental deve fazer parte. torna-se um importante instrumento gerencial para capacitação e criação de condições de competitividade para as organizações. radiativos. Na figura 6 Barbieri (2004).

monumentos e sítios históricos e arqueólogos etc. também chamado de saneamento básico. A concessionária do sistema é o Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) que ―contempla 100% da distribuição de água para toda a população . ATIVIDADE HUMANA:  Agricultura  Geração de energia  Mineração  Indústrias  Saúde  Transporte  Ecossistemas  Materiais  Organismos À flora. ―98% (noventa e oito por cento) do município tem coleta dos esgotos sanitários‖ tratados. em conseqüência. à fauna e aos solos. TIPOS DE IMPACTOS Eutrofização Acidificação Destruição da camada de ozônio Perda de biodiversidade Aquecimento global etc. construções. Radiativo. p. tanto urbano como rural. Figura -6 .  Ar MEIO RECEPTOR IMEDIATO IMPACTO SOBRE O MEIO AMBIENTE ALCANCE  local  regional  global Poços de Caldas tem o ―privilégio‖ de ter aproximadamente. aos materiais. O descaso das autoridades municipais com relação a este assunto faz com que as cidades cresçam desordenadamente e. sonoro etc. segundo dados do Departamento Municipal de Água e Esgoto. o ambiente é agredido sistematicamente pela própria comunidade. FONTES DE POLUIÇÃO ORIGEM:  Natural  Antropogênica FONTE:  Móvel  Fixa ou estacionária EMISSÃO:  Pontual  Difusa POLUENTE:  Físico-Físico-químico  Biológico. equipamentos. 16) FINAL  Solo  Água DANOS Aos seres humanos:  Toxidade aguda  Toxidade crônica  Alterações genéticas etc.45 saneamento público.Poluição – Alguns critérios de classificação Fonte: Barbieri (2004.

ago.46 urbana do município. cria-se o enfoque sistêmico da gestão ambiental apresentada na figura 6. O que se deve procurar adotar em uma organização é uma visão sistêmica. setorizada ou atomística.br>.com. o início.2005. assim como a política estratégica ambiental. contempla o enfoque sistêmico. acesos em 02. p. O modelo de gestão ambiental defendida por Tachizawa (2000).‖17. Um dos grandes problemas com que se defrontam as organizações é que a visão que a maioria tem delas mesmas é extremamente segmentada. resíduos dos processos. 89) 17 Fonte: DMAE: <www. Desta forma. holística.dmae. A operação. as inter-relações entre recursos captados e valores Poe ela obtidos. Isto leva a conflitos e divergências operacionais que minimizam a resultante dos esforços. o que facilitará o gerenciamento ecológico. 2000. Para Tachizawa (2000) a segmentação dada pelas organizações com relação à gestão ambiental é um dos grandes problemas enfrentados para uma gestão compartilhada por toda a organização. . A operação dos processos industriais deve estar interagindo com as demais funções ambientais no que se refere à minimização de descarte de sobras de produção. o meio e o fim. (TACHIZAWA. que possibilitaria visualizar as relações de causa e efeito. uso racional de energia e matérias primas. abrangente. deve ter uma sinergia com o meio ambiente. onde as forças ambientais interajam de forma coesa dando sustentação ao sistema global de gestão ambiental. de forma a se alinhar com os objetivos da organização e obter uma produção mais limpa. ou seja.

[. habilidades. para a sensibilização e capacitação da população em geral sobre os problemas ambientais.5 Educação Ambiental . busca-se desenvolver técnicas e métodos que facilitem o processo de tomada de consciência sobre a gravidade dos problemas ambientais e a necessidade urgente de nos debruçarmos seriamente sobre eles..47 MEIO AMBIENTE GESTÃO ESTRATÉGICA GESTÃO AMBIENTALGERENCIAMENTO ECOLÓGICO OPERAÇÕES Figura 7 – Enfoque sistêmico da gestão ambiental Tachizawa (2000. 89) 1. na busca de soluções para os problemas existentes e para a prevenção dos novos.] desenvolver uma população que seja consciente e preocupada com o meio ambiente e com os problemas que lhes são associados. Uma população que tenha conhecimentos.. motivações e compromissos para trabalhar. 18 Agenda 21: É o principal documento da Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano . p.EA A educação ambiental é fundamental em todos os níveis. (Capítulo 36 da Agenda 21)18. Com ela. atitudes. individual e coletivamente.

a educação ambiental deve atingir toda a população brasileira. divide-se as demandas de Educação Ambiental em duas categorias básicas: Educação Formal: Envolve estudantes em geral. falta de moradias e de escolas para todos. profissionais liberais. injustiça social. miséria. econômicas e sociais. por sua vez. 14). em cooperação com o PNUMA e constituiu-se num marco histórico para a evolução da EA. 19 A Primeira Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental (Conferência de Tbilisi) foi realizada em Tbilisi. que visa. fome. 2002. apenas. . trabalhadores. (MARCATTO. dentre outros. desemprego. violência e outras) não apareceriam. desde a educação infantil até a fundamental.CEI (Ex-URSS).48 Para Marcatto (2002). Didaticamente. média e universitária. A Educação Ambiental é vista pela conferência de Tbilisi 19 como algo muito mais amplo. devendo-se analisar as questões sócio-econômicas do ambiente como as mazelas. são criadas pelo modelo de desenvolvimento econômico adotado. associações de moradores. para que todos possam participar ativamente no processo de melhoria contínua do processo ambiente limpo e do desenvolvimento sustentável: Considera-se como objetivo da educação ambiental atingir o público em geral. P. fome. cujo lucro de uso predatório vai para as mãos de uma pequena parcela da sociedade. apenas do ponto de vista "ecológico". seria praticar um reducionismo perigoso. como por exemplo: grupos de mulheres. à exploração imediata. empresários. organizada pela UNESCO. miséria entre outros fatores: Não se pode compreender uma questão ambiental sem as suas dimensões políticas. efetivamente. em obra editada pela FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente). Assim. privatizam-se os benefícios (lucros) e socializam-se (distribuem-se) os custos (todo o tipo de degradação ambiental) A decisão política está por trás de tudo. políticos.Parte-se do princípio de que todas as pessoas devem ter oportunidade de acesso às informações que lhes permitam participar ativamente na busca de soluções para os problemas ambientais atuais. além de professores e demais profissionais envolvidos em cursos de treinamento em Educação Ambiental. contínua e progressiva dos recursos naturais ( e das pessoas). A EA deverá fomentar processos de participação comunitária que possam. Analisar a questão ambiental. capital da Georgia. de l4 a 26 de outubro de l977. de jovens. Educação Informal: Envolve todos os segmentos da população. menores abandonados. interferir no processo político. Estas mazelas. onde as nossas mazelas sociais (concentração de renda.

passa. A visão de gestão do diagrama ilustra que todos os fatores. mas nossas culturas permaneceram como antes. 1998. que são descartadas na rua ou na natureza demora de 200 a 450 anos para se decompor na natureza. ético. portanto tudo poderia ser revertido para a terra. tanto para o lado positivo como para o lado negativo da questão. Não era interessante dizer que alguns produtos como o alumínio. a organização não é um departamento ou setor. (DIAS. social. Temos (Brasil) velhos hábitos culturais da cultura rural. Não houve. e desconsiderar de forma lamentável as raízes profundas as nossas mazelas ambientais. interno e externo. Seria adotar o verde pelo verde. o ecologismo. pela cultura de nossos ancestrais. P. . Estas não podem ser analisadas isoladamente. Os tempos mudaram. ou seja.26). situadas nos modelos de desenvolvimento adotados sob a tutela dos credores internacionais. Com o advento da industrialização e do capitalismo de consumo. a população iniciou o processo de consumir e esbanjar descartáveis que simplesmente são jogados para serem absolvidos pela terra. paralelamente ao progresso. o negócio da organização. O aço usado nas agulhas leva até 100 anos para sua decomposição. como o político. à organização precisam estar interagindo entre si e que as forças organizacionais convergem para o mesmo objetivo. mas um órgão com estrutura e autonomia na tomada de decisão. Dias (1998) apresenta o diagrama quadridimensional do ambiente total e seus aspectos. Notase que o ambiente não está isolado. onde a vida era simples e quase tudo que se consumia vinha in natura da terra. entre outros. A gestão ambiental não pode ser apenas um apêndice da organização. é cercado por vários fatores. uma lata de alumínio demora mais de 100 anos para se decompor na natureza. e sim a interação e integração ou a multi-disciplinaridade de fatores convergindo para um lugar comum que é o objeto. antes de tudo. (Figura 8) Tratar a questão ambiental abordando apenas um de seus aspectos – o ecológico – seria praticar o mais ingênuo e primário redundismo. a divulgação e o ensinamento dos males causados pelos descartáveis. O plástico das garrafas "pet" de refrigerante.49 A Educação Ambiental para Dias (1998).

O tema está colocado nas escolas. O meio ambiente não pode mais ser visto se não for de uma maneira 20 Profª. Isso é um contra-senso do MEC (Ministério da Educação). com o objetivo de transformar conhecimentos científicos em produtos e metodologias capazes de contribuir para a tarefa de educar para a conservação e a preservação do meio ambiente. Essa foi uma saída do governo brasileiro. públicas e privadas. Bueno 20 (2002). [. que é a implantação obrigatória do estudo do meio ambiente nas escolas de base. Precisamos entender o meio ambiente como resultado de todas as ações humanas.Ambiente Total e seus aspectos (o modelo do tecido celular)Fonte: Dias (1998.50 Políticos Éticos Sociais Tecnológicos Econômicos Científicos Ecológicos Culturais Figura 8 . foi sendo desenvolvido nas escolas muito precariamente porque a partir de um tema transversal tem-se ou não obrigatoriedade de usá-lo. criada em 1998. o MEC transformou esse tema (do meio ambiente) como transversal. Tânia Regina Moura Bueno. .. O tema transversal Meio Ambiente deve ser trabalhado de forma implícita nas questões diárias de cada disciplina escolar. Esta responsabilidade ambiental. faz com que aos poucos o cidadão brasileiro se sensibilize o suficiente para levar em frente o acordo assinado na Agenda 21. que também é responsabilidade social. como disciplina transversal e não de obrigatoriedade. Então. O tema transversal colocado nos Parâmetros Curriculares veio a reboque da Agenda 21. incentivo à reciclagem etc. levando essa cultura de minimização de uso dos recursos naturais. o que não exigiria alguém especializado dando aulas de uma disciplina chamada meio ambiente. De qualquer maneira. assim como as escolas de ensino básico. assessora pedagógica da OAK . descarte seletivo de lixo.. p. uso adequado dos descartáveis.] A minha crítica é que o livro didático está sempre fragmentado. conforme afirma a Profª. As organizações têm um papel fundamental para a educação ambiental. A OAK Educação & Meio Ambiente é uma empresa privada. 26).

Desta simples operação resulta uma soma importantíssima. é como olharmos uma ilha. de valores. amb + ire = ambire. P. ao redor. a questão ambiental deve transpor as paredes das escolas de forma a agregar valor ao conhecimento do aluno já no ensino básico e que haja uma interdisciplinaridade fortalecendo o tema para que o aluno possa levar para casa conhecimento adquirido e compartilhá-lo com seus familiares. de cidadania. 1. notadamente o homem. passou a ser adjetivo para assumir depois. Ela é modificada pelo todo (mar) e por sua vez altera e modifica o todo. percebe-se o descuido da educação ambiental nas escolas brasileiras e como tão pouco está organizado e estruturado o ensino ambiental. Na verdade. ir à volta. Onde nossas ações são refletidas no ambiente e vice-versa. [. Estando no ―meio‖ estaremos cercados por todos os lados pelo sistema ecológico..6 Meio Ambiente Segundo Coimbra (2002). que seja da forma mais simples como a economia da água. o que rodeia determinado ponto ou ser. um ponto qualquer onde atuamos de alguma forma. (BUENO. ir que se fundem numa aritmética muito simples. Assim podemos situar dentro do ambiente. 2002. em casos precisos como o .. à volta. . (COIMBRA. é tudo que vai à volta. 2002) Nesta entrevista.] No Meio Ambiente. ambientis). temos que o ―meio‖ como um lugar. Ambiente. 18). pois. e o verbo ire. positiva ou negativamente. da energia. Coimbra (2002) define a palavra ambiente como dois vocábulos latinos: A palavra ambiente é composta de dois vocábulos latinos: a preposição amb(o). da separação dos resíduos etc. Não se pode abordar o meio ambiente se não falarmos de ética. o meio ambiente é um grande e complexo conjunto de fatores e processos: Meio Ambiente é aquele conjunto amplo de fatores e processos de realidades complexas em que os indivíduos e as comunidades estão imersos. de qualidade de vida.51 interdisciplinar ou até transdisciplinar. O ambiente rodeia de forma permanente e cambiante os seres vivos e não vivos que o compõem. Ambiente começou como participo presente do verbo ambire (ambiens.

água. química e biológica. Nota-se a inter-relação de inúmeras variáveis que interagem para formar o meio ambiente saudável e sustentar uma qualidade de vida a todos os seres e em todas as suas formas. solo. b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. A Resolução SMA 31.2) o meio ambiente de uma empresa é: ―Circunvizinhança em que a empresa opera. e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.degradação da qualidade ambiental. SMA 31 trata os estabelecimentos de serviços de saúde como geradores de uma grande quantidade de resíduos que. 3º da Lei 6. III . designado em entidade que vai à volta de um determinado ser mas que existe em si mesmo. abriga e rege a vida em todas as suas formas. influências e interações de ordem física. d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente.meio ambiente. fato que não recebe a mesma atenção na Resolução RDC 306 da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). o homem é o único que altera sensivelmente esse cenário em busca de um progresso insustentável. ―Os outros estados brasileiros também deveriam se atentar a esse conceito‖. se dispostos em locais inadequados ou tratados de forma indevida. recursos naturais. c) afetem desfavoravelmente a biota. De todas as formas de vida no planeta. Carvalho (2004) comenta o texto da SMA31 do Estado de São Paulo: O texto da nova legislação paulista enfatiza a necessidade de se disciplinar as ações de controle relacionadas ao tratamento e disposição final desse tipo de resíduo.938 entende-se por meio ambiente: I . a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde. leis. incluindo ar. o conjunto de condições. instituída pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. é uma prova de que a questão dos resíduos de serviços de saúde (RSS) precisa estar estritamente ligada ao meio ambiente.poluição. Para a NBR ISO 14. Segundo art. a a gloriosa posição de substantivo.18). 3. (Coimbra 2002.001 (1996. fauna. No Brasil. que permite. seres humanos e suas inter-relações‖.52 nosso. a segurança e o bem-estar da população. apenas cerca de 25% dos resíduos sólidos são . flora. a alteração adversa das características do meio ambiente. II . p. contribuem para a degradação da qualidade ambiental e causam prejuízos à saúde pública.

considerando. ratos). poluição das águas superficiais e subterrâneas pelo lixiviado. p.7 Estudo de impacto Ambiental – EIA Resolução 001/86 do CONAMA: Art. Essa forma de disposição (depósito de lixo a céu aberto. em especial os princípios e objetivos expressos na Lei de Política Nacional do Meio Ambiente. água de chuva. em todos os casos.Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos. . a qualidade dos recursos ambientais. Isso mostra que o país ainda está longe de alcançar uma situação aceitável em termos de destinação final. além de não possibilitar o controle dos resíduos que são encaminhados para o local de disposição. 1986). Conforme afirma Povinelli. além de atender à legislação. (RESOLUÇÃO 001-CONAMA. as atividades sociais e econômicas. lV . 1º: Considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas. II . afetam: a saúde. O impacto ambiental é definido pela Resolução 001/86 do CONAMA: Art. mosquitos.Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e operação da atividade. obedecerá às seguintes diretrizes gerais: I . a biota.53 enviados a aterros sanitários comprovadamente operados de maneira ambientalmente correta e completa. (1999. ou lixão) facilita a proliferação de vetores (moscas.Considerar os planos e programas governamentais. químicas e biológicas do meio ambiente. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente. baratas. propostos e em implantação na área de influência do projeto. denominada área de influência do projeto. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. 5º define as diretrizes do Estudo de impacto ambiental: Artigo 5º .Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto. e sua compatibilidade. confrontando-as com a hipótese de não execução do projeto. a segurança e o bem-estar da população.17) 1. a bacia hidrográfica na qual se localiza. geração de maus odores.O estudo de impacto ambiental. III . direta ou indiretamente.

Aeroportos. (3) a biota. (5) a qualidade dos recursos ambientais‖.Linhas de transmissão de energia elétrica. É a coresponsabilidade do gerador pelo o que é gerado. o impacto ambiental é ―qualquer modificação do meio ambiente. processo e descarte final dos resíduos e das embalagens.Aterros sanitários. VI . II .54 Ainda no art. os impactos ambientais é de seus processos e resíduos. acima de 230KV [. minerodutos. 1 da resolução 001/86 do CONAMA.Dependerá de elaboração de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto ambiental .. a serem submetidos à aprovação do órgão estadual competente. Artigo 2º . (4) as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente. IV .Extração de combustível fóssil (petróleo. o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente. o impacto ambiental pode afetar: ―(1) a saúde.Ferrovias.Portos e terminais de minério. (2) as atividades sociais e econômicas. carvão). para que possa haver uma melhoria contínua nos processos. X . [. troncos coletores e emissários de esgotos sanitários. e do IBAMA em caráter supletivo.. gasodutos. . xisto. inclusive os da classe II. que resulte. petróleo e produtos químicos. IX .. com indicadores de performance. assim como avaliar as conseqüências de suas ações.Oleodutos.Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos VIII . de forma a minimizar esses impactos e desenvolver tecnologias para prevenção da qualidade do ecossistema. tais como: I . Para a NBR ISSO 14001/96. A resolução 001 de 1986 do CONAMA estabelece no art 2 as condições básica para o estudo de impacto ambiental e as exigências legais para a implantação de um projeto industrial. das atividades. através do Relatório de Impacto Ambientai . As organizações devem estudar e monitorar e analisar. III .]. VII .Extração de minério.Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento.. processamento e destino final de resíduos tóxicos ou perigosos. definidas no Código de Mineração.RIMA. no todo ou em parte. a segurança e o bem estar da população. O estudo do impacto ambiental inicia-se no projeto da planta de uma fábrica e percorre toda a cadeia de suprimento.RIMA. adversa ou benéfica.] V . dos produtos ou serviços de uma organização‖.

Complexo e unidades industriais e agro-industriais (petroquímicos. Impacto ecológico Segundo definição da Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul. nota-se a importância do EIA nas organizações. daí a necessidade de estudá-los.] o estudo dos impactos constitui um instrumento de gestão ambiental sem o qual não seria possível promover a melhoria dos sistemas produtivos em matéria ambiental. por exemplo... Toda atividade humana gera resíduos.Exploração econômica de madeira ou de lenha [.Usinas de geração de eletricidade. 246) o estudo dos impactos constitui um instrumento de gestão ambiental: Para reagir sobre os impactos ambientais é necessário conhecê-los. tanto os que resultam das atividades humanos em curso. quanto os que pode vir ocorrer no futuro em decorrência de novos produtos. como. ar e na água. XIII . tem-se a necessidade de estudá-lo de forma a analisar seus efeitos no solo. p. antes de tudo.55 Xl . em quantidade superior a dez toneladas por dia. conseqüentemente. XVI .Projetos urbanísticos... [. cloroquímicos. serviços e atividades. extração e cultivo de recursos hídricos).. ou em áreas consideradas de relevante interesse ambiental a critério da SEMA e dos órgãos municipais e estaduais competentes. no ecossistema. acima de 100ha.]. Automaticamente esses resíduos geram impactos no meio ambiente e. impacto ecológico ―refere-se ao efeito total que produz uma variação ambiental. .] XV .Distritos industriais e zonas estritamente industriais. Para minimizar o impacto ambiental. siderúrgicos. a construção de uma represa‖. Portanto. sobre a ecologia de uma região. XIV . produtos considerados perigosos e/ou contaminantes e que podem transmitir doenças e infecções à população. qualquer que seja a fonte de energia primária. hulha. principalmente naquelas que usam no processo produtivo ou nos serviços. destilarias de álcool.. XII . seja natural ou provocada pelo homem. acima de 10MW[. Segundo Barbieri (2004.Qualquer atividade que utilize carvão vegetal.

Saneamento Coimbra (2002) define saneamento: Saneamento é o processo de tornar são um elemento qualquer. ar. sadio é o que contribui para a saúde das espécies vegetais e animais. quando julgar necessário.938: compete ao CONAMA: Determinar. (COIMBRA. Seu leque de atuação passou a ser o macro ambiente. entre os vários elementos que interessam à vida. bem assim a entidades privadas. particularmente ao bem-estar do organismo humano. Ecossistema . 8. 13) O Saneamento ambiental já não é executar o básico para nas comunidades. estaduais e municipais.56 A conscientização sobre o impacto ambiental é a única maneira de termos um habit capaz de sustentar o desenvolvimento aceitável. Tornar são significa. 2002. ou seja. elaborando projetos sob a ótica da legislação brasileira. requisitando aos órgãos federais. como a Lei 6938 que dá poder ao CONAMA de fiscalizar projetos ou sugerir alternativas. trabalhar sobre um determinado elemento e deixá-lo sadio. o efeito no ecossistema. Para isso é necessário que os órgãos públicos e empresários repensem as atividades de desenvolvimento. p. como a água. antes de serem licenciados e/ou aprovados pelos órgãos competentes: No art. no caso de obras ou atividades de significativa degradação ambiental. as informações indispensáveis para apreciação dos estudos de impacto ambiental. item II. a Lei 6. com o objetivo de preservar a qualidade de vida no planeta terra. adequado à saúde de um ser vivo. solo como corpos receptores dos impactos das atividades humanas nocivas aos ecossistemas. a realização de estudos das alternativas e das possíveis conseqüências ambientais de projetos públicos ou privados. especialmente nas áreas consideradas patrimônio nacional. e respectivos relatórios. Por conseguinte. por sua vez. a tal ponto que a espécie humana seja beneficiada de maneira eminente.

houve grande mudança no habitat brasileiro. porque a vida mesma é dinâmica (Coimbra 2002. devemos tomar mais cuidado.57 O ecossistema. por isso. O Brasil que era até então uma população ruralista. enquanto dependentes do ambiente onde vivemos. p.5) viria a ser a ―disposição conjunta dos seres de um determinado meio‖ (do grego: oikos. Id (2002) faz uma boa comparação entre o ecossistema e um sistema computacional. Sempre que se altera sua posição quali-quantitativa forma-se outro ecossistema. também dinâmico e cambiante. Embora ele mesmo diga que ―toda comparação é manca ou claudicante‖. pois as ―saídas‖ serão as conseqüências de nossas interferências no ambiente. casa + systema. Habitat . A resposta dos outputs serão de acordo com os inputs que colocamos na terra. razão pela qual há a necessidade de nos preocuparmos pela educação ambiental. a expressão ―romper o equilíbrio ecológico‖ é bastante relativa: quando se rompe um sistema. Ecossistema é um complexo físico-biológico controlado. O dinamismo do ecossistema é relativo ao tempo em que um determinado produto tem para se decompor na natureza. alterando o habitat de forma agressiva e abrupta. Com o êxodo rural na década de 60 e com o advento da industrialização do país. Nós. Nunca procure um equilíbrio ecológico estático: ele é dinâmico. p. passou a ser uma população urbanística e conseqüentemente consumista. conjunto). para Coimbra (2002. e conseqüentemente maior responsabilidade com as ―entradas‖ que jogamos no solo. outro tem início. disposição. no sentido de agilizarmos o processo de coleta seletiva.18). transporte e destinação final de nossos resíduos.

58 Habitat, segundo Coimbra (2002, p.18), ―é o lugar onde uma espécie pode cumprir todas as suas funções biológicas. Seria o complexo ambiental ocupado por uma espécie particular. O habitat por excelência da espécie humana, no mundo moderno, é a cidade‖.

1.8

Resíduos

Neste tópico pesquisaram-se várias definições e tipos de resíduos com visão global dos resíduos, onde de uma forma ou de outra, todas as definições convergem para o mesmo ponto: resíduo é todo o material descartado pelo homem no meio ambiente. Várias são suas formas e maneiras de descartes. Decidiu-se apresentar, nesta pesquisa, definições, comentários de pesquisadores e da legislação brasileira sobre o assunto: Segundo o Glossário Ambiental da SEMA (Secretaria Estadual do Meio Ambiente, do Estado do Rio Grande do Sul) resíduos são:
Materiais ou restos de materiais cujo proprietário ou produtor não mais considera com valor suficiente para conservá-los. Alguns tipos de resíduos são considerados altamente perigosos e requerem cuidados especiais quanto à coleta, transporte e destinação final, pois apresentam substancial periculosidade, ou potencial, à saúde humana e aos organismos vivos. (GLOSSÁRIO AMBIENTAL Secretaria Estadual do Meio Ambiente-RS) da SEMA-

Para o Glossário Ecológico Ambiental da CETESB, (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo), são considerados resíduos sólidos:

Resíduos Sólidos: Também conhecidos popularmente como lixo, são despejos sólidos, restos, remanescentes putrescíveis e não putrescíveis (com exceção dos excrementos) que incluem papel, papelão, latas, material de jardim, madeira, vidro, cacos, trapos, lixo de cozinha e resíduos de indústria, instrumentos defeituosos e até mesmo aparelhos eletrodomésticos imprestáveis. (GLOSSÁRIO ECOLÓGICO AMBIENTAL – CETESB)

59 Conforme Gomes21, os resíduos podem ser divididos em vários tipos, entre eles citamos:
  Resíduo: denominação dada ao que resta de qualquer substância Resíduo degradável - resíduo passível de ser decomposto pela ação de

agentes de biodegradação ou por processos físico-químicos, de maneira relativamente rápida. São exemplos, o esgoto doméstico, cargas térmicas, etc.  Resíduo industrial - resíduo procedente de diferentes áreas do setor industrial,

gerado durante o processo de transformação da matéria-prima e, portanto, de constituição muito variada.  Resíduo não-degradável - resíduo que pode ser diluído ou alterado na sua

forma, mas não significativamente reduzido na sua massa. São exemplos os produtos químicos inorgânicos, produtos orgânicos sintéticos, sólidos inorgânicos em suspensão, etc.  Resíduo perigoso - resíduo que, devido às suas características (toxicidade,

corrosividade, patogenicidade, reatividade e inflamabilidade) pode apresentar risco à saúde pública e/ou efeitos danosos ao meio ambiente.  Resíduo sólido - qualquer resíduo em estado sólido ou semi-sólido

proveniente das atividades domésticas, industriais, comerciais, agrícolas, etc. que interfira prejudicialmente no meio ambiente, tornando-o insatisfatório para determinado fim.

Nota-se que os resíduos sólidos estão em toda a atividade humana, animal ou da própria natureza. Onde há vida, há geração de resíduos. Como exemplo as atividades domésticas, comerciais, industriais, de serviços de saúde, lazer etc, ou aqueles gerados pela natureza, como folhas, galhos, terra, areia. Hoje esta lista aumenta na área rural, com o agro-negócio, e a evolução das embalagens dos insumos agrícolas (produtos tóxicos) que trazem grandes danos à natureza, ou seja, ao homem, à flora e à fauna. A NBR 9.896 de 1993 considera resíduo o ―material ou resto de material cujo proprietário ou portador não mais o considera com valor suficiente para conservá-lo‖. Barbieri (2004; p.105) comenta a Lei 9.896 sobre a responsabilidade dos resíduos:

21

Hagar Espanha Gomes - Livre-docente-UFF Coordenador do Glossário Brasileiro da Terminologia de Tratamento de Efluentes Industriais21 da Biblioteconomia, Informação & Tecnologia da Informação da Universidade Federal Fluminense, revisado em 2004. Coordenação de Hagar Espanha Gomes - Livre-docenteUFF

60
Os resíduos sólidos domiciliares (lixo doméstico) são de responsabilidade das prefeituras Municipais, bem como o lixo de pequenos estabelecimentos comerciais. A destinação de resíduos sólidos industriais, hospitalares, portuários, aeroviários e outros são de responsabilidade de seus geradores, mesmo quando estes contratam firmas para realizar serviços de coleta, manuseio, transporte e disposição final. (BARBIERI, 2004, p.105)

A Secretaria Municipal de Serviços da cidade de São Paulo (2002), (tabela 1) estabelece a responsabilidade pelo destino final dos resíduos, por categoria de geração:
Tabela 1 Responsabilidades pelo destino final dos resíduos.
DE QUEM É A RESPONSABILIDADE PELO GERENCIAMENTO DE CADA TIPO DE LIXO? TIPOS DE LIXO RESPONSÁVEL Domiciliar Prefeitura Comercial Prefeitura * Público Prefeitura Serviços de saúde Gerador (hospitais etc.) Industrial Gerador (indústrias) Portos, aeroportos e terminais ferroviários e rodoviários. Gerador (portos etc.) Agrícola Gerador (agricultor) Entulho Gerador *

Obs. (*) a Prefeitura é co-responsável por pequenas quantidades (geralmente menos que 50 kg ou 100 lts), e de acordo com a legislação municipal específica - art 3º da lei 10.315/87. Fonte: da Secretaria Municipal de Serviços da cidade de São Paulo

Para Jucá22, 2002, o Brasil produz cerca de 228.413 toneladas de lixo por dia, sendo que desse total, cerca de 76% são lançados a céu aberto nos lixões, 0,6% em áreas alagadas, 12,4% em aterros controlados, 10% depositados em aterros sanitários, 0,9% compostados em usinas e 0,1% incinerados. Na tabela 2 vê-se a destinação final dos resíduos no Brasil.
Tabela 2 Tipo de destinação final de resíduos no Brasil (%) TIPOS Lixão Aterro controlado Aterro sanitário Estação de compostagem Estação de triagem Incineração Locais não fixos Outras Fonte: Jucá (2002, p.7) NORTE 52,7 28,3 13,3 0,0 0,0 0,1 0,9 0,2 NORDESTE 48,3 14,6 36,2 0,2 0,2 0,1 0,3 0,1 SUDESTE 9,8 46,5 37,1 3,8 0,9 0,7 0,6 0,7 SUL 25,9 24,3 40,5 1,7 4,2 0,2 0,6 2,6 CENTROOESTE 22,0 32,8 38,8 4,8 0,5 0,2 0,7 0,2

22

Prof. Dr. José Fernandes Thomé Jucá – Universidade Federal de Pernambuco. Doutorado em Geotecnia.

Universidad Politécnica de Madrid, U.P.MADRID*, Espanha. Título: COMPORTAMIENTO DE LOS SUELOS PARCIALMENTE SATURADOS BAJO SUCCION CONTROLADA., Ano de Obtenção: 1990.

e o comprometimento dos órgãos públicos. pela maior quantidade de geração de resíduos. Sudeste e Centro-Oeste. resíduos industriais e resíduos de saúde.61 Nota-se que a pesquisa realizada por Jucá (2002). está a região Nordeste com 62. constituído por setores de alimentos (tais como. (SSOSP. produtos deteriorados. verduras etc. demonstrada na tabela 1. Com estes dados acredita-se que. tais como. cascas de frutas. Destacam-se três grandes divisões dos resíduos: resíduos comercial e residencial. 2002) Idem para o resíduo domiciliar: Aquele originado da vida diária das residências. Resíduos comercial e domiciliar A Secretaria de Serviços e Obras de São Paulo defini resíduo comercial: Aquele originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços. ficando na faixa de 53% (cinqüenta e três por cento) as demais regiões. O lixo destes estabelecimentos e serviços tem um forte componente de papel. Na mesma direção. plásticos. Analisando-se a região Norte. deveriam estar descartando melhor seus resíduos. papel toalha. ponto nove por cento). isto é.9% (sessenta e dois. pois 76% (setenta e seis por cento) dos resíduos não são tratados. pois entende-se que ―Aterro controlado‖ não é aterro sanitário com licenciamento ambiental para esta finalidade. restaurantes etc.). percebe-se que 81% (oitenta e um por cento) dos resíduos são destinados a locais clandestinos. as regiões Sul. assim como o destino final dos resíduos é menos eficiente e ecologicamente correto nas regiões norte de nordeste. simplesmente são jogados em áreas não habilitadas para receber o material. não há licenciamento de órgão público para o depósito final de resíduos. papel higiênico etc. o que coincide com a falta de informação. tais como. bares. embalagens diversas e resíduos de asseio dos funcionários. o tratamento. nível sócio-econômico. lojas. Estes dados são alarmantes. estabelecimentos bancários. supermercados. jornais .

e até mesmo tóxico. (SSOSP. tem como origem o comércio e aí descartando-se sobras de alimentos. borracha. que vão da classe de resíduos comuns à classe de resíduos perigosos. Nesta categoria. embalagens. papel higiênico. . vidros e cerâmicas etc. a menos que passe por processos de tratamento específicos.resíduos inertes. escórias. 2002) Nos resíduos industriais têm-se todas as classes de resíduos. petroquímica. papelões. armazenamento e tratamento ou destinação final‖. (SSOSP.62 e revistas. latas de alumínio. Ainda segunda essa NBR. garrafas pet. tais como.resíduos não-inertes. e por isso. Estes resíduos (comercial e doméstico) também são chamados de resíduos urbanos. madeira. ainda. pois tudo de se descarta nas residências. Estes resíduos são classificados pela A NBR 10. química. inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico. etc. papéis. transporte. lodos. papel.resíduos perigosos. trapos. ―esta classificação é fundamental para o gerenciamento adequado dos resíduos uma vez que possibilita a determinação do seu correto manuseio. plásticos. O lixo industrial é bastante variado. vidros. garrafas. classe II . alguns resíduos que podem ser tóxicos. plásticos.004/04 em três categorias: classe I . Estes podem ser perigosos. óleos. fibras. classe III . Contém. metalúrgica. resíduos alcalinos ou ácidos. fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros itens. de uma forma ou de outra. podendo ser representado por cinzas. papelaria. alimentícia etc. que são recolhidos pelo serviço municipal de limpeza urbana. embalagens em geral. 2002) Os resíduos domiciliares não diferem muito dos comerciais. Resíduos industriais O resíduo industrial é definido pela Secretaria Municipal de serviços e obras de são Paulo como: Aquele originado nas atividades dos diversos ramos da indústria. não pode ter sua disposição final no mesmo local do lixo domiciliar. metal.

entre outros similares.2005) O resíduo de serviço de saúde será tratado especificamente no capítulo 2. drogarias e farmácias inclusive as de manipulação.saudenainternet. ―aterro sanitário é o processo de disposição final de resíduos sólidos. necessitam de processos diferenciados em seu manejo. 1º da RDC 358. . baseado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas‖.br/doutormadruga/respostas_25. distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro. importadores. 29 abr. distribuidores de produtos farmacêuticos. serviços de tatuagem. unidades móveis de atendimento à saúde. laboratórios analíticos de produtos para saúde.63 Resíduos de saúde (Resíduos hospitalares) A RDC 358 do CONAMA define no art. centros de controle de zoonoses.com. (RDC 358-CONAMA. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde. 1. Acesso em 04/-7/2005. defini-se a aplicabilidade da resolução: Esta Resolução aplica-se a todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal. exigindo ou não tratamento prévio à sua disposição final. inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo.<http://www. necrotérios.shtml>. serviços de medicina legal. item ―X‖ os resíduos de serviços de saúde: Resíduos de serviços de saúde: são todos aqueles resultantes de atividades exercidas nos serviços definidos no art. serviços de acupuntura. 2. 1º desta Resolução que. que é um dos objetos desta pesquisa.9 Modalidades de destino final dos resíduos hospitalares Aterro sanitário e lixão 23 Segundo a Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB). No art. principalmente do lixo domiciliar. por suas características. funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação). 23 Fonte: site: Saúde na Internet .

Bióloga graduada pela PUCRS . Quanto aos malefícios causados pelos depósitos inadequados de RSS. os lixões não atendem a nenhuma norma de controle. criarem a porta de entrada do agente causador da doença no organismo receptor‖. Esses animais são transmissores de inúmeras doenças. não informaram ou não dispõe de dados referentes à destinação final de seus resíduos. O lixo a céu aberto atrai ratos que têm a sua capacidade reprodutiva aumentada devido à disponibilidade abundante de alimentos. que acabam contraindo várias doenças. leptospirose e peste bubônica. esses lugares proporcionam acesso de acesso para as pessoas carentes. em termos de controle da poluição ambiental e proteção ao meio ambiente. Mardiore. . o que acaba causando inúmeros problemas ambientais. Além disso. Outro sério problema causado pelos lixões é a contaminação do solo e do lençol freático. ou vendendo entulhos‖. responsáveis por 33. Segundo Figueiredo (1995).68% da população amostrada para a região Sudeste. O lixo é disposto de qualquer maneira e sem nenhum tratamento. meningite. exatamente pelo fato de. pela ação do chorume. ―Os materiais perfurocortantes são a principal forma potencial de transmissão de doenças. Com total omissão social e desrespeito ao ser humano. ou alimentando-se.64 Estas normas e critérios permitem a confinação segura do lixo. tomando por base sua pesquisa realizada na região Sudeste: Os centros urbanos.Porto Alegre e mestranda em Botânica na UFRGS Porto Alegre. tais como raiva. Ao contrário do aterro sanitário. o destino final dos resíduos ainda não está formalizado para grande parte das cidades brasileiras. comenta Pinheiro24. num acidente. O que impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas que trabalham na manipulação e transportes dos resíduos. líquido de cor negra característico de matéria orgânica em decomposição. caso exista um no local. A ausência destas informações está em grande parte ligada ao fato 24 Pinheiro. essas pessoas buscam nos lixões um meio de sobrevivência.

pois neles há uma preocupação em se recolher os líquidos gerados na fermentação do lixo (chorume). a destinação final dos resíduos ser promovida de forma inadequada em locais não apropriados. os chamados lixões. as proteções dos mananciais hídricos são deficientes. (FRENDT. já ficam previstas as tubulações verticais e perfuradas colocadas na massa do aterro para coleta dos gases que serão gerados. o chorume não é tratado e permanecem muitos problemas de saúde pública. coordenados com as movimentações de caminhões e pás carregadeiras. dando a eles destinações que podem ser a simples queima. nestas localidades. em se cobrir com terra as camadas de lixo que forem sendo depositadas. pode-se dizer que são lixões melhorados. estes têm os seus projetos prevendo suas localizações observados os mananciais hídricos subterrâneos e superficiais em posições favoráveis. que consistem em conformar. 26 25 ou demonstra a displicência com que a questão é tratada pelos órgãos públicos municipais. ao escavarem um dos nossos milhares de lixões. P. Lückman (2005) faz uma comparação arqueológica entre o nosso passado e o futuro do homem no planeta sobre as escavações: Talvez nunca na história o ser humano tenha sido capaz de produzir uma quantidade tão grande e tão variada de rejeitos. Já os denominados aterros sanitários. são utilizados para o que se denomina ―recuperação de áreas ou aterros‖. já se prevêem as coberturas com terra a cada disposição do lixo e finalmente. já se prevêem caminhos adequados para o chorume e as formas de tratá-los. conforme é feita essa disposição: Para começar.65 de. que são simplesmente descartados. em alguns casos. áreas que apresentam depressões morfológicas‖. sem a mínima preocupação com o que pode ocorrer em termos de saúde pública. já fica definido um gerenciamento dos posicionamentos das células. 142). de composição complexa e não-perecíveis? Que espécie de sociedade esses arqueólogos poderiam imaginar que somos. ou. 1999). 25 . (Figueiredo 1995. Quanto aos chamados aterros sanitários controlados. o solo da base devidamente compactado e impermeabilizado pela própria argila ou com a utilização de mantas de polietileno. Que poderiam dizer os arqueólogos do futuro sobre nosso modelo de sociedade. que são amontoados de lixo num terreno. 26 Roberto Fendt: vice-presidente do Instituto Liberal do Rio de Janeiro. Fendt (1999). como fazem os estudiosos de hoje a respeito dos homens dos Nota do autor: ―Em geral estes resíduos são depositados em áreas públicas abandonadas. atopetados de materiais tóxicos. com o lixo urbano. caso atual de Volta Redonda. todavia. áreas abandonadas cedidas às prefeituras para este fim. restos de seu consumo ou utensílios considerados inúteis. comenta os tipos de disposição de lixos domésticos.

Segundo Figueiredo (1994) a era do consumismo teve maior impacto ambiental após a Segunda Grande Guerra Mundial. se num primeiro momento esta ―orgia consumista‖ brilhou aos olhos do mundo.66 sambaquis? Ao se depararem com a grande quantidade de materiais plásticos presente nos nossos lixões .poderiam talvez deduzir a importância econômica do petróleo para a nossa sociedade. e não pela necessidade de sobrevivência. já nos anos 60 surgiram os primeiros graves problemas advindo de sua prática. Estarão lá as sacolinhas de supermercado. que segundo Figueiredo (1994) ―Até março de 1987. Poderiam também.material que certamente será o último a se decompor. Estes problemas estão relacionados com a solução dada ao grande volume gerado de resíduos cujos efeitos do comportamento consumistas começaram a aparecer na década de 80. difundiram a utilização de materiais artificiais e intensificaram as técnicas de propaganda". 95% dos resíduos sólidos gerados nos . os sambaquis do futuro certamente denunciarão a nossa cultura basicamente comodista e predatória. (FIGUEIREDO. como prova da nossa total dependência dos templos do consumismo. que conseqüentemente aumenta a quantidade de resíduo a ser descartado. p. sem dificuldade. imaginar que as sociedades urbanas do início do século 21 basearam seus padrões de consumo num modelo que privilegia o descarte e o desperdício. estes padrões alimentaram o consumismo. Bem diferente dos nossos não muito distantes antepassados. 1994. 119). onde os Estados Unidos passaram a representar o modelo de sociedade consumista. exportando bens e serviços para o mundo todo e seus respectivos lixos: Centrados na associação de qualidade de vida com o consumo de bens materiais. consumo por modismo. por status. Entretanto. daqui a algumas centenas de anos . incentivaram a produção de bens descartáveis. que no início do século 20 viviam majoritariamente no meio rural e reaproveitavam praticamente todos os resíduos de seu modo de vida quase auto-sustentável. em nome da praticidade e do conforto. E assim é a realidade do dia-a-dia da população brasileira.

Apenas 5% retornaram ao ciclo do planeta através de métodos como a compostagem ou a reciclagem‖. . privilegiando inovações e altas taxas de lançamento de produtos. p. estamos aumento do descarte para os lixões e aterros: A questão do lixo é algo muito recente na agenda da sociedade brasileira. não estamos minimizando os resíduos e.nem todos os países têm esses dados calculados -. A cultura do consumo é caracterizada pela idéia do ciclo `compreuse-disponha` e adotada como padrão pela sociedade até recentemente sem questionamento. uma organização ambientalista de Pernambuco. gerando forças de marcado que criam necessidades adicionais de consumo e tornam comum a posse de bens de mesma natureza em grandes quantidades. sendo que as maiores montanhas de rejeitos continuam sendo formadas nos Estados Unidos. Segundo Lückman (2005). o Brasil ainda não assimilou a política dos 4Rs28. privilegiando a moda e o status em relação à utilidade do bem. além disso. (LEITE. onde são descartados 217 milhões de toneladas anualmente. o ser humano chegou ao final do século 20 com uma capacidade inigualável de produzir lixo. O consumismo visto como modismo criou hábitos na sociedade e até nossos dias estamos pagando o preço de hábitos adquiridos. 2003. O principal problema está na (ir) responsabilidade pós-consumo das indústrias e do comércio de grosso e 27 Bertrand Sampaio de Alencar. Com a "exportação" desses hábitos de consumo dos Estados Unidos para todo o planeta . coordenador do Projeto de Resíduos Sólidos da ASPAN. 28 4R: Reduzir. Reutilizar e Reutilizar. 127) Para Alencar 27 (2005). pelo contrário.67 Estados Unidos tiveram os aterros (a maioria não-licenciados) como destino final. Estima-se que os 6 bilhões de habitantes da Terra produzam uma média superior a 300 milhões de toneladas de resíduos por ano . Em Leite (2003) encontram-se outras críticas ambientais à cultura do consumo. o Brasil ainda não está completamente comprometido com os sistemas de reciclagem.inclusive para os países pobres -. estes hábitos de consumo adquiridos pela exportação do Estados Unidos começa a gerar o colapso nos lixões da vida urbana. Reciclar.

A destinação adequada de lixo representava 10% do total coletado em 1989 (isto é. 2005).5% em 2002. . uma vez que não livra de gerar impacto ambiental no sob-solo e no lençol freático. (ALENCAR. do volume e das características de periculosidade dos resíduos.] Segundo os dados oficiais do Governo Federal. Incineração A incineração é um processo de decomposição térmica. [. cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho. (sem autor) na página virtual da ambeintalbrasil. em aterros sanitários) e passou para 12. o aterro controlado é menos mal que o lixão. Aterro controlado Conforme artigo ―coleta e disposição final do lixo‖. Porém.000 ton/dia em 2002. com a conseqüente eliminação da matéria orgânica e características de patogenicidade (capacidade de transmissão de doenças) através da combustão controlada. assim como nas nascentes de águas e rios nas proximidades: Aterro controlado é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo. porém não é a solução adequada para os resíduos. a extensão da área de disposição é minimizada.68 varejo. pois similarmente ao aterro sanitário. passamos a coletar 50% de lixo (e evidentemente passamos a produzir mais lixo). mas como disse ampliamos a agenda. mas.. geralmente não dispõe de impermeabilização de base (comprometendo a qualidade das águas subterrâneas). a qualidade é inferior ao aterro sanitário. minimizando os impactos ambientais. ou seja. Este método é preferível ao lixão. Este método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos. (AMBIENTALBRASIL). apesar de tramitar um projeto de lei no Congresso Nacional há mais de 10 anos. onde há redução de peso. Ainda não possuímos uma política nacional de resíduos sólidos que represente os reais interesses da sociedade como um todo.. sem causar danos ou riscos à saúde pública e a sua segurança.. A redução de volume é geralmente superior a 90% e em peso. Esta forma de disposição produz. evoluímos de 1989 de uma total de 100. nem sistemas de tratamento de chorume ou de dispersão dos gases gerados.000 ton/dia para 150. poluição localizada. em geral. Assim. superior a 75%. (AMBIENTALBRASIL). devido aos problemas ambientais que causa e aos seus custos de operação. as melhorias não foram tão significativas no pós-ECO/92.

ainda não traz somente vantagens. 1. é uma modalidade de processamento de resíduos muito antiga. Reforsus (2001) traz as vantagens e as desvantagens do processo de incineração: O tratamento dos RSS através da incineração apresenta as seguintes vantagens: 1) alta eficiência na destruição. fica implícita nestas técnicas a manutenção de uma dinâmica linear para os elementos naturais. 5) não indicado caso não exista volume de resíduos suficiente para utilização do incinerador de forma contínua. (REFORSUS. tudo se transforma‖: A compostagem. 1) necessidade de manutenção constante. técnica muito usada. 1994. 2) redução do volume (de 80% a 95%) dos resíduos tratados. produção de composto ou ―adubo‖ orgânico. 286) De qualquer forma. p. 4) custo elevado do monitoramento das emissões gasosas. devido ao alto nível de descaracterização dos resíduos. 61) O Manual do Ministério da Saúde. (FIGUEIREDO. principalmente na zona rural. onde usa-se o chavão: ―da natureza nada se perde. 3) especialmente vantajoso para o tratamento dos resíduos anatomopatológicos. Todos eles representam algum impacto ambiental: Com relação à sustentabilidade ambiental do sistema maior. pois além da degradação inerente às liberações. p. estes sistemas de destinação final dos resíduos estão longe de ser sistemas ecologicamente corretos. principalmente em função do sistema de gases. Por estas questões é que se faz necessário a avaliação do impacto ambiental. 1) risco de contaminação do ar por dioxinas e outros compostos perigosos presentes nos efluentes gasosos.10 Compostagem Segundo REFORSUS (2001). percebe-se que a destinação final dos resíduos de serviços de saúde. 2001. utilizada rusticamente já nas primeiras .69 Segundo Figueiredo (1994). a compostagem tende a ser um dos melhores sistemas de destinação final dos resíduos. as técnicas de deposição são absolutamente antagônicas. a incineração apresenta: 1) custo operacional e de tratamento de manutenção elevado. Como desvantagens. antes de se tomar a decisão de qual processo a organização vai usar.

estadual e municipal) para que se criem as chamadas ―empresas limpas‖. 1994.Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento . Matos & Associados do IAPMEI . Mas. evite (ou reduza fortemente) a produção de resíduos ou a emissão de gases nocivos. um composto rico em nutrientes indispensáveis aos vegetais. na generalidade das empresas já existentes.exerce a sua atividade sob a tutela do Ministério da Economia e da Inovação e tem por objetivo a concepção e execução de políticas de apoio ao desenvolvimento empresarial. o melhor do lixo é não gerar o lixo. trabalhm no sentido de evitar ou reduzir minimamente o descarte de resíduos. a empresa limpa. . É a chamada forma de atuação "na fonte" já que é o próprio processo tecnológico que não é poluidor. sobretudo quando se monta uma indústria nova. ou uso de tecnologia limpa é a forma mais eficaz de reduzirmos o volume de lixo descartado nos lixões ou aterros sanitários: A forma mais eficaz. p. ou seja.Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento29. do IAPMEI . pois. Para a minimização de resíduos faz-se necessário que se criem políticas públicas de 29 Leónidas. (FIGUEIREDO. Segundo Leônidas. a compostagem representa a forma de reprocessamento de resíduos mais consistente e se adequa com rigor a dinâmica cíclica do planeta com os elementos naturais retornando ao meio ambiente natural. permitindo assim uma reposição da vida do sistema em uma escala perene. isto ou não é possível ou só poderá ser feito à medida que se forem desativando unidades antigas e instalando novas unidades. visando especialmente a Modernização e Inovação do segmento das Micros. Do ponto de vista ambiental. 62) 1.70 sociedades agrícolas ela consiste na transformação de material orgânico através da atividade biológica de microorganismos produzindo por processo metabólico. de uma tecnologia que. que tomar medidas para eliminar os agentes poluidores. É a conscientizarão de governos (federal. que desde o projeto até a operação. Há. Pequenas e Médias Empresas dos Sectores Secundário e Terciário.11 Tratamento e destinação final do Lixo Com já citado anteriormente. é a da adoção de uma "tecnologia limpa". após o uso. desde logo.

têxtil. Indústria em geral. de borracha. buscando uma nova imagem. Indústria farmacêutica e de cosméticos em geral. laboratórios de análises clínicas e ração animal. Resíduos provenientes de centros de zoonoses. dentre outras. Indústria de madeira. na qual o lixo é considerado matéria desorganizada e disposta no momento e local impróprios‖. segundo o IAPMEI. (SCHNEIDER. para produtos com validade vencida ou fora das especificações para o consumo. Técnicas físicoquímicas de separação ou transformação . 3ª ed. marginal e sujo. O processo de incineração também é utilizado com alta eficiência na destruição de:    Drogas e Entorpecentes. Indústria de alimentos em geral. serragens. "Os Bilhões Perdidos no Lixo". Como cita Schneider (2001) ―é necessário que se contextualize o lixo enquanto fator cultural. que segundo Calderoni 30 (1999): Apenas 2. Sabetai. A incineração é o processo adequado e licenciado no Brasil para a destruição de resíduos de:      Indústria de embalagens. Técnicas de deposição . Resíduos hospitalares e de serviços de saúde. 2001.5% das cidades brasileiras separam parte de seu lixo urbano. como estopas. 5) O lixo é um recurso financeiro jogado fora. papéis. tóxicos ou não. deixando claro que nosso lixo vale muito e pode ser uma alternativa de renda para 30 Calderoni.É o caso da deposição em aterros controlados ou (se líquidos ou pastosos) em "lagunagem". e com eventual recuperação de energia. reciclados no processo produtivo ou em outras atividades. p. 1999.71 desenvolvimento sustentável que. O Brasil perde anualmente R$ 5. papel.8 bilhões porque deixa de reciclar o seu lixo urbano. papelão e plásticos em geral.É o caso dos processos de incineração de resíduos sólidos. líquidos ou pastosos: Técnicas de destruição .É o caso em que os elementos contaminantes são separados por processos químicos ou físicos do fluxo de resíduos e posteriormente neutralizados. que é visto como algo desagradável. Humanitas. trapos. com destruição dos compostos orgânicos. Utiliza-se no caso dos resíduos sólidos equiparados a urbanos ou de resíduos com baixo grau de contaminação. . graxa ou lubrificantes. basta usarmos a tecnologia em favor do ambiente: Para resíduos sólidos. uniformes impregnados de óleo.

vidro etc). (CALDERONI. economicamente inviável. enquanto em 1989 31 Teixeira. como utilização em solo agrícola e. 1989: Em 2000. Hoje. aterro sanitário ou aterro industrial. depositado em aterros sanitários ou aterro industrial. esta deve ser ambientalmente sustentável. capaz de permitir aos municípios uma economia da ordem de R$ 1 bilhão por ano e de mais cerca de R$ 500 milhões de custos evitados de disposição final em Aterros Sanitários.9 % próprios e 30. como forma de insumo agrícola e em último caso. Ainda em Calderoni (1999). de R$ 1.000 t / dia de lixo produzidas no Brasil. . A economia seria. deve otimizar os recursos utilizados. tanto no que se refere à fração orgânica (restos de comida etc). de fato. como à fração seca (plásticos. devidamente autorizado pelos órgãos competente: Para disposição final. sendo cerca de 72. não se pode esquecer que.000 t / dia (60%) de lixo orgânico. a reciclagem do lixo é economicamente viável: Há ainda quem duvide de que a reciclagem do lixo seja. 1999) 31 Segundo Teixeira o resíduo pode ser usado.080 MW. As 120. Situação do lixo hospitalar Segundo a pesquisa nacional de saneamento básico de 2000. com 539 municípios encaminhando-os para aterros de resíduos especiais (69. Mas os fatos parecem demonstrar o contrario. realizada pelo IBGE. a prioridade é um tipo de reutilização/reciclagem. ou seja. com relação à última pesquisa. qualquer que seja a opção escolhida. em ―IBGE mapeia os serviços de saneamento básico no país‖. não passíveis de outro tipo de tratamento. sem comprometer o ambiente para as gerações futuras. Eglé Novaes é professora-doutora na área de resíduos sólidos do departamento de saneamento e ambiente da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp. em último caso.1 % de terceiros). onde orienta na pós-gradução (mestrado e doutorado). (CALDERONI. portanto. metais. papel. 1999). permitiriam a implantação de um parque gerador com a potência instalada de 1. a situação de deposição dos resíduos de saúde melhorou em alguns municípios brasileiros. a situação de disposição e tratamento dos resíduos sólidos de serviços de saúde (RSS) melhorou.72 muitas pessoas que se encontram desempregadas e até mesmo excluídas do meio social. também. que é destinado a resíduos industriais. 5 bilhão / ano para o país como um todo.

ecológico. que. Em número de municípios. A pesquisa mostra. reciclados ou reusados em outras atividades. Esta área é responsável pelo desenvolvimento de empresas recicladoras e/ou empresas com licenciamento para destinação final dos resíduos. 16). também.12 A Logística Reversa como sistema de controle de resíduos. a empresa produtora ou prestadora de serviços é co-responsável pelo destino final de seus resíduos e das embalagens destes. de imagem corporativa. Ou seja. conclui-se que Logística Reversa é a gestão do fluxo do processo produtivo que inicia com a entrada de matérias primas e insumos e só termina com o destino final do produto e/ou sua embalagem. a empresa é co-responsável pelo destino final de seus produtos (quando não . Entende-se que a Logística Reversa se divide em dois grupos: o de pós-venda e o de pósconsumo. Nas empresas. estão Campo Grande (MS). Segundo Leite (2003). Os benefícios promovidos pela logística perpassam o planejamento geral do início ao fim do ciclo de utilização dos materiais e conseqüentemente visualização e controle de toda organização. ou seja. São Gonçalo (RJ). (Comunicação social 2002). A pós-venda destina-se aos produtos que tenham condições de serem reaproveitados. logístico. Já no grupo de pósconsumo. por meios dos canais de distribuição reversos. legal. entre os municípios com mais de 500. do retorno dos bons de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo. opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes. agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico. enquanto 539 já estão enviando-os para locais de tratamento ou aterros de segurança.73 apenas 19 municípios davam este destino aos resíduos sólidos. Também é responsável pela logística de rota para resíduos perigosos. 2003. (LEITE.569 depositam nos mesmos aterros que os resíduos comuns. 1. p. Entendemos a logística reversa como a área da logística empresarial que planeja. entre outros. Nova Iguaçú (RJ). 2. a manipulação dos resíduos é de responsabilidade dos gestores lotados no setor de Logística Reversa.000 habitantes que destinam o lixo séptico em vazadouros a céu aberto. Maceió (AL) e João Pessoa (PB).

Logística Reversa de Pós Consumo:  Reciclagem industrial  Desmanche industrial  Reuso  Consolidação  Coletas Cadeia de distribuição direta. na prevenção da sua produção. e sempre que tecnicamente possível. A cadeia de distribuição de produtos só termina com o destino final de seus produtos ou embalagens em locais legalizados. na maximização das quantidades recuperadas para valorização.74 consumidos pelo cliente final) e por suas embalagens. na redução do seu peso e volume. reciclagem ou outras formas de valorização dos resíduos de embalagens. dado que a redução desses resíduos é uma condição necessária para o crescimento sustentável. Importa por isso diminuir a produção de resíduos de embalagens e estimular procedimentos vocacionados prioritariamente. prioritariamente. para a reutilização de embalagens. Consumidor Logística Reversa de Pós Consumo:  Seleção / destino Bens de pósvenda Bens de pósconsumo  Consolidação  Coletas Figura 9 – Logística Reversa – Áreas de atuação e etapas reservas Fonte: Leite (2003. bem como desencorajar a sua eliminação por via do simples depósito em aterro. Os objetivos fundamentais de uma política integrada de gestão de resíduos traduzem-se. Estes objetivos são válidos para a generalidade dos resíduos e especialmente para os resíduos de embalagens. conforme Figura 9. bem como na adoção de adequados métodos e processos de eliminação. . 17) Conforme Decreto 366-A/97 do Ministério do Meio Ambiente. tendo em vista a minimização de resíduos depositados em aterro. a política ambiental deve ser integrada de forma a minimizar a produção de resíduos e trabalhar na prevenção desta geração.

75 1. 1. representando. sendo que tais obrigações. terrenos baldios ou áreas onde se instalaram empresas produtivas ou de serviços.13 Passivo Ambiental Segundo glossário da ambientebrasil define-se Passivo Ambiental (PA). devem ser reconhecidas. a responsabilidade social da empresa com aspectos ambientais. O custo para a retirada de material após longos anos de aterro não controlado é muito maior do que uma gestão correta dos resíduos. fazendo com que não sejam enterrados na área da empresa ou vizinhanças. O Passivo Ambiental é outro fator que faz com que a legislação ambiental seja rigorosa e tenha fortalecido sua aplicabilidade. passivo vem a ser as obrigações das empresas com terceiros. O PA gera despesas financeiras para as empresas públicas ou privadas. Essa é uma das razões pelas quais as organizações devem investir na implantação eficaz da gestão ambiental. assim.14 O Meio Ambiente no Século XXI – compromisso com o futuro O comprometimento das organizações com o futuro ambiental tem-se tornado a ―bola da vez‖ para a competitividade global. Este novo passivo na contabilidade das organizações faz com que os executivos repensem o destino de seus resíduos. O passivo ambiental representa os danos causados ao meio ambiente. Empresários buscam soluções alternativas para o sucesso empresarial aliado à gestão ambiental e conseqüentemente cria-se uma consciência ecológica que será a sustentação do ecossistema. Em termos contábeis. . a obrigação. por esta razão fortalece-se a auditoria ambiental quando das vendas e compras de empresas. A identificação do passivo ambiental está sendo muito utilizada em avaliações para negociações de empresas e em privatizações. mesmo sem uma cobrança formal ou legal. pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental podem recair sobre os novos proprietários.

. retornando ao processo produtivo da organização. assim como de toda a população. Mestre em Relações Econômicas Sociais e Internacionais pela Universidade do Minho-Portugal. à comunidade e à qualidade de vida das pessoas. Naturalmente. do governo. Integrante da Corrente Científica Brasileira do Neopatrimonialismo e da ACIN – Associação Científica Internacional Neopatrimonialista.76 Segundo Kraemer32 A gestão ambiental vem ganhando um espaço crescente no meio empresarial. iniciou-se uma série de tendências evolutivas. ou até mesmo para as multinacionais que aqui se instalaram. entre outros fatores. estes sistemas de gestão ficaram mais emergente interagindo esses sistemas de gestão de forma sinérgica tornando mais responsável com relação ao meio ambiente. entre elas. como o tratamento da água em circuito interno. A água que era descarregada em rios é tratada. qualidade de vida no trabalho (inclusive com a segurança no trabalho) e. as ações dos gestores ambientais. até então estagnadas nos processos produtivos e de serviços que não deslumbravam a ação social da organização como fator de desenvolvimento da imagem da organização. Como já citado anteriormente. conseqüentemente. o meio ambiente. O desenvolvimento da consciência ecológica em diferentes camadas e setores da sociedade mundial acaba por envolver também o setor empresarial. a responsabilidade social. gerando uma significativa melhoria nos processos com uso alternativo. A mudança de hábitos ambientais trará. a qualidade total. A partir daí. Percebe-se que. Doutoranda em Ciências Empresariais pela Universidade do Museu Social da Argentina. A empresa que não buscar adequar suas atividades ao conceito de desenvolvimento sustentável está fadada a perder competitividade em curto ou médio prazo. a década de 90 foi um ―divisor de águas‖ para as empresas brasileiras. devem ser voltadas para a mudança de atitude com relação ao descarte de 32 Professora e Integrante da Equipe de Ensino e Avaliação na Pró-Reitoria de Ensino da UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí. com a virada do milênio. não se pode afirmar que todos os setores empresariais já se encontram conscientizados da importância da gestão responsável dos recursos naturais. Segundo Barbieri (2004b). a minimização do uso de recursos naturais. .

que. que devem passar a considerar o meio ambiente em suas decisões e adotar concepções administrativas e tecnológicas que contribuam para ampliar a capacidade de suporte do planeta. uma questão global. A solução dos problemas ambientais. através da eliminação das disparidades de gênero na educação primária e secundária até 2005 e em todos os níveis até 2015. incluindo chefes de Estado e Governo. P. ―reduzir a metade do número de pessoas‖ choca-se com muitas culturas religiosas com a Igreja Católica que condena o planejamento familiar. em consonância com a conferência sobre Financiamento de Desenvolvimento de Monterrey. por exemplo.2 bilhões) que vivem com menos de um dólar por dia. Promover a equidade de homens e mulheres (dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças). 5. da indústria e de outros grupos relevantes. 99). 2. ou sua minimização exige uma nova atitude dos empresários e administradores. A Cúpula focalizou a atenção mundial em ações para atingir o desenvolvimento sustentável. onde se vêem inúmeras conferências e fóruns mundiais discutindo o futuro do planeta terra. Reduzir em dois terços a mortalidade de crianças com menos de 5 anos. acesso a mercados e redução de dívida externa. 4. A preocupação com a questão ambiental não é individualizada e pontual. Estas metas de desenvolvimento têm muitas barreiras. sim.Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento que inclui assistência oficial para o desenvolvimento. Reduzir a metade do número de pessoas (estimado em 1. 6. estabeleceu um plano que ficou conhecido como Millenium Development Goals (Metas de Desenvolvimento para o Milênio). Alcançar a educação ambiental universal (113 milhões de crianças no mundo vão à escola). . Combater a AIDS. Reduzir em dois terços a mortalidade perinatal. 3. Reduzir à metade o número de pessoas sem acesso a água potável e introduzir o conceito de desenvolvimento sustentável nas políticas públicas dos países-membros. 8. 1. mas. São oito metas a serem atingidas até 2015.77 materiais de forma a garantir um futuro mais equilibrado entre o desenvolvimento e a qualidade de vida. a malária e outras doenças infecciosas. Um exemplo é a Cúpula de Joanesburgo 33. que vem a ser um fator negativo para a 33 A Cúpula de Joanesburgo 2002 – ou Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável – onde reuniu milhares de participantes. representantes nacionais e líderes de organizações não-governamentais. reduzindo à metade o número novos casos. 7. a primeira meta. (BARBIERI 2004.

4 27.2 0.8 12.2 53. se as organizações governamentais.(Tabela 1): No caso das meninas de 10 a 14 anos de idade.78 sustentabilidade demográfica.9 58.1 54. Outra barreira é o desconhecimento sobre métodos anticoncepcionais e a situação de pobreza e escolaridade.7 Segundo Almeida (2003). assim como de menor escolaridade. a maternidade precoce se apresenta de forma mais concentrada entre as que tinham baixa escolaridade. se forem superados os desafios propostos.1 33.4 0.0 Mais de 10 12.9 6.4 45. Tabela 3 BRASIL: Mães por primeira vez (de 10 a 14 anos de idade) por classes de rendimento mensal familiar segundo os grupos de anos de estudo.1 1. com destaque para aquela que estavam cursando ou haviam concluído o ensino fundamental. independentemente do nível da renda familiar. para ser realizada até o ano de 2015.5 Mais de 3a5 6. a humanidade estará longe de atingir tais objetivos. ―Perfil Socioeconômico da Maternidade nos Extremos do Período Reprodutivo‖ percebe-se que a gravidez precoce (mães na idade entre 10 e 14 anos).1 Mais de 1a3 7. no futuro.3 1.8 5.1 6. Acredita-se que. Censo Demográfico 2000.5 Mais de 5 a 10 3. CLASSE DE RENDIMENTO FAMILIAR (em SM) ANOS DE ESTUDOS Sem instrução e menos de 1 ano 1 a 3 anos 4 a 7 anos 8 anos ou mais Não determinado Fonte: IBGE. escolas e a sociedade como um todo não estiverem comprometidas com as metas definidas pela Cúpula de Joanesburgo. todas as outras metas parecem uma utopia. a população mundial poderá se beneficiar.8 Até 1 SM 11.3 36.1 51. 2000) Notoriamente percebe-se a barreira para esta primeira meta para o desenvolvimento do milênio. Assim. predomina em faixas de renda mais baixas. Sem rendimento 9.9 21.9 18.3 62.4 12. .4 25. organizações empresariais públicas e privadas. Conforme senso demográfico do IBGE (2000).6 11.4 0.4 2. (IBGE.

p. salienta que o líder deve ser a base para o desenvolvimento e para as mudanças organizacionais: Faça alguma coisa acontecer. se os desafios acima citados forem superados. elaborar programas de mudanças engenhosas e conseguir o consenso amplo..79 Em 2015 o mundo estará numa situação significativamente melhor que a atual. (CHOWDHURY. o planeta não terá como atender a demanda por recursos naturais. Em nossos esforços bem intencionados de diagnosticar completamente uma situação. 2003... [.. 127) Chowdhury (2003) em ―Implicações para o líder do século XXI‖. . nem capacidade de estocagem e tratamento de rejeitos. 2003. p.] Estabeleça pequenos experimentos em vez de transformações grandiosos. 23). pretendemos o progresso. Mas o marco é 2050.] Estar voltado para o futuro é o que diferencia os líderes de outras pessoas dignas de crédito. Os líderes devem dedicar-se a serem futuristas. uma vez. (ALMEIDA. mantido o crescimento médio da economia mundial da última década. [.

Não sendo administrador.80 CAPÍTULO II . porque os clientes estão mais exigentes e sabedores de seus direitos. menos desperdício e maior produtividade. um administrador. Em primeiro lugar por uma questão de visão e imagem da organização. Fala-se muito em gestor ou administradores de hospitais e nem sempre um estabelecimento assistencial de saúde é gerenciado por uma pessoa técnica. p. A falta desta visão poderá levar a organização ao declínio e conseqüentemente poder de barganha com seus clientes. em segundo. Gestão Hospitalar e os Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde 2. ―Por que as instituições de serviço não funcionam bem‖. ou seja. o gestor . nos dá três explicações comuns para o usual fracasso do funcionamento das instituições de serviços:    ―seus administradores não são empresariais. nesta pesquisa. O hospital. 148). como qualquer empresa de prestação de serviços.1 Qualidade total e a gestão hospitalar A Gestão da Qualidade.A Gestão Hospitalar e os Resíduos de Serviços de Saúde 2. seus objetivos e seus resultados são intangíveis‖. Drucker (1975. Já não é suficiente atender as necessidades dos clientes. Quando Drucker fala sobre esta questão é justamente falar o óbvio. além de que um sistema de qualidade bem implantado gera menor custo. é necessário atender às suas expectativas. eles precisam de pessoas mais capazes. justifica-se por tratar de um serviço essencial para a sociedade e a qualidade é uma das ferramentas do sucesso e da competitividade nos estabelecimentos de saúde. deve ter suas políticas e padrões de qualidade.

para dar retorno financeiro aos acionistas. trata o estabelecimento de saúde como uma entidade e não como uma empresa que necessita de recursos financeiros. as instituições de serviço. é imprescindível para ser ter um serviço de alta eficiência. e os clientes desaparecerão. Drucker (1975) cita em sua obra Golbert. técnicos. humanos. de forma a serem competitivas no mundo capitalista. ou cobrará preço fora do mercado. segundo Juran (1991. que criou o primeiro serviço público moderno do ocidente. as empresas de serviços devem estabelecer sua estratégia de serviços aos clientes como forma de garantir um atendimento eficiente e eficaz. colocando profissionais na área de administração. A capacitação dos gestores de EAS. a visão e cumprir com a missão da organização. Segundo Davidow (1991). mas uma questão de trabalhar com eficácia e eficiência na gestão de seu negócio.81 não tem a visão administrativa de executivo. para se autosustentar. entre outros. para atingir os objetivos. p. com planejamento estratégico. Ofereça um serviço insuficiente ou equivocado. para que possam ser competitivas.73) O termo Qualidade tem vários significados. o grande ministro de Luiz XIV: Golbert foi o primeiro a pôr a culpa das dificuldades de desempenho das nãoempresas. portanto. 11). na falta de uma administração empresarial. Colbert. não se cansava de exortar seus funcionários a serem empresariais. DAVIDOW (1991. Em outras palavras. um dos significados é que a qualidade deve ir ao encontro das necessidades do cliente: ―A qualidade consiste nas características do produto que vão ao encontro das necessidades dos clientes e dessa forma . é necessário que as EAS se preparem. mesmo que seja do tipo certo. e sua companhia irá à falência. p. tendo indicadores de performance monitorados periodicamente. como já citado. Já não é mais uma questão de poder do fundador da EAS. Talvez o motivo mais importante para o desenvolvimento de uma estratégia de serviço seja que é a única maneira eficaz de escolher a melhor composição e o melhor nível de serviços para diferentes tipos de clientes. ou até mesmo. ofereça serviço demais.

d) números de relatórios médicos incompletos. de onde destacam alguns desses indicadores: a) Demora na anotação de exames de laboratórios na papeleta do cliente. Os clientes podem ser externos e internos‖. inchados por advogados que recebem honorários na base de percentagens. (DEMING. g) queixas de pacientes. mudanças de emprego. i) duração média por estada no hospital. Para os hospitais são vários indicadores que se podem ser usados como norteadores da produtividade dos processos. P. 6) custos excessivos com assistência médica.‖ O cliente é definido por Juran (1991): ―um cliente é uma pessoa que sofre o impacto do produto.] (DEMING. h) percentagem de retrabalho no laboratório. 73) Para uma eficaz implantação de um sistema de qualidade total é necessário que se criem indicadores de performance que possam medir o sucesso ou fracasso da organização.. 150). as organizações sofrem de ―doenças fatais‖ o que dificulta o desenvolvimento de um sistema eficaz de qualidade que esteja alinhado com as expectativas e necessidades dos clientes.. j) excesso de estoque por item [.]. Deming (1992) propõe uma lista de indicadores para um estudo de desempenho em um hospital. e) número total de cirurgias realizadas. 1992. p. A qualidade é a ausência das falhas. das falhas no processo e em que pontos estes podem ser melhorados. das pessoas... estão doenças são: 1) Falta de consistência de propósito para planejar produtos e serviços [. 2) ênfase nos lucros a curto prazo: raciocínio de curto prazo [. 3) avaliação de desempenho. c) administração de medicação errada. f) número de cirurgias desnecessárias realizadas.]. p. Segundo Deming (1992). não importando em que setor da Organização essas atividades são executadas‖. classificação por mérito ou revisão anual.16) define a Função da Qualidade: ―A função qualidade é o conjunto das atividades através das quais atingimos a adequação ao uso. 5) administração somente pelo uso de números visíveis.. da qualidade no atendimento. . 4) mobilidade da organização. 1992. 7) custos excessivos com responsabilidade civil. Id (1991. b) dosagem incorreta na medicação administrada aos pacientes..82 proporcionam a satisfação em relação ao produto / serviço.

O uso dos indicadores em carta de controle é uma excelente ferramenta de melhoria contínua.GQTS está deixando de ser um diferencial.. uma opção. Segundo Nogueira (1996). p. mas estende o conceito de cliente a médicos. diariamente assinalar os pontos na carta de controle. . familiares dos pacientes. comunidade. fontes pagadoras. Percebe-se que é igualmente possível a aplicação do sistema de qualidade total em organizações de serviços e principalmente em hospitais.. 7) ―a qualidade está não só na questão técnica. médico e assistente poderá. introdução) Fica explícito que a GQTS deve estar interagindo com toda a cadeia de valor dos serviços de saúde. (NOGUEIRA. um pré-requisito [. para se tornar um imperativo. conforme mostra a figura 12. cliente principal e razão de ser da própria existência dos serviços de saúde. 1996. ao mesmo tempo. a Gestão pela Qualidade Total em Saúde .83 Estes indicadores devem ser elaborados e controlados pelo pessoal de campo. profissionais de enfermagem e dos serviços auxiliares.] de competitividade‖: A gestão pela qualidade total em saúde é uma proposta de gestão que amplia horizontes – contempla não apenas o paciente. compará-lo com a meta definida previamente com a equipe. Não basta tratar bem o paciente. uma vez que o ―produto‖ eficazmente correto é a recuperação de uma pessoa. mas em todas das dimensões que afetam a percepção final do cliente e seu nível de satisfação‖. Toda a família do paciente torna-se cliente do hospital. Id (1996. onde o próprio enfermeiro. e.

práticas e legais.RSS O panorama atual de serviços de saúde está passando por grandes transformações técnicas. sendo seus membros nomeados pelo órgão máximo da instituição e enquadrados em duas categorias: consultores e executores‖. Segundo Ministério da Saúde (2002.3): ―vivemos uma nova era na Limpeza . p. 207). com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares. Trata-se de um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente. por meio da Lei Federal 9.84 SEGURANÇA CUSTO MORAL ATENDIMENTO QUALIDADE INTRÍNSECA Figura 10 – Dimensões da Qualidade total em Serviços de Saúde Fonte: Nogueira. nesse sentido. 7). p. de nível superior.431/97 estabelece a obrigatoriedade do Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH).3 Resíduos de Serviços de Saúde . formada por profissionais da área da saúde. Como cita Lisboa (2003. 2.2 Organização de Estabelecimentos de Saúde A organização dos estabelecimentos de saúde passa necessariamente pelo controle das infecções hospitalares e. teóricas. (1996. P. 2. a organização do PCIH é constituída por: ―Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH). o Ministério da Saúde.

Da sala de resíduos interna. Este diferencial está sendo. de embalagens e seus acessórios. os in-put do processo. de produtos vendidos. produtos devolvidos e de produtos usados/consumidos a serem reciclados. estão inovando em tecnologia e serviços que definem o potencial competitivo. entre outros). concebido pelos gestores de hospitais e conselhos administrativos das instituições de saúde como um dos principais focos de atenção em termos de melhoria da qualidade naqueles Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. a era da mudança de valores e da conscientização da real importância desse serviço antes tão esquecido‖. 510). o desenvolvimento de novos processos produtivos com a utilização da produção mais limpa. 1995. produtos não vendáveis. e o desenvolvimento de novos produtos para um mercado cada vez maior de consumidores conscientizados com a questão ecológica. agregando valor aos serviços prestados. sendo esta a primeira etapa para o gerenciamento eficaz do processo. aos poucos. sobressalentes. Assim como as organizações industriais ou de serviços não ligadas à área de saúde. toda geração de resíduos dever ser selecionada e adequadamente armazenada em local próprio (sala de resíduos). insumos. Para Lisboa (2001). Um resumo dessas idéias (Donaire. Podemos entender que além dos fluxos diretos tradicionalmente considerados. a logística moderna engloba os fluxos de retomo de peças a serem reparados. o reaproveitamento dos resíduos internamente ou sua venda para outras empresas através de Bolsas de Resíduos. (DONAIRE. suprimentos operacionais. 1995) é apresentado como ―bolsa de resíduos‖ ou ―negociações bilaterais‖: A reciclagem de materiais tem trazido grande economia de recursos para as empresas. out put do processo. estes são transportados para o .85 e Higiene Hospitalar. (entradas de matérias-primas. assim como o atendimento ao cliente (não mais ao paciente). as organizações hospitalares têm um grande nicho de desenvolvimento competitivo que é a Limpeza e a Higiene de seus hospitais. que trazem vantagens competitivas e até possibilitam a venda de patentes. p.

86 armazenamento externo (chamados de abrigos de resíduos).Geração e Fluxo dos Resíduos Sólidos – os EAS devem ―identificar os locais de geração de resíduos por Grupo. conforme simbologia‖ da tabela 4: Tabela 4 Identificação de geração e fluxo de resíduos Unidade Unidade que gera resíduos Grupos A Unidade que gera resíduos Grupo B Unidade que gera resíduos Grupo C Unidade que gera resíduo Grupo D Fluxo dos resíduos Grupo A Fluxo dos resíduos Grupo B Fluxo dos resíduos Grupo C Fluxo dos resíduos Grupo D Fonte: SS/SMAISJDC -1 Simbologia GA GB GC GD (seta na cor vermelha) (seta na cor verde) (seta na cor amarela) (seta na cor preta) . Secretaria do Meio Ambiente e da Justiça e Defesa da Cidadania) de 29-06-98. 62) Conforme determina a Resolução Conjunta SS/SMAISJDC -1.1. (Secretaria a Saúde. bem como o fluxo daqueles resíduos. Geração Coleta I Sala de resíduos Armazenamento I Coleta II Extra-unidade Abrigos de resíduos Armazenamento II Figura 11 – Fluxo dos Resíduos Fonte: Lisboa (2001. p. item 9. escala 1:100. (figura 10). assinalando em planta baixa.3. e o próximo passo é o transporte para destino final dos mesmos.

distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro. dentre outros. bisturis. Parágrafo único. dos alimentos e da água. importadores. exigindo ou não tratamento prévio à sua disposição final. 1o desta Resolução que. drogarias e farmácias inclusive as de manipulação. todos integrantes de uma grande lista de resíduos gerados nos estabelecimentos de saúde e órgãos congêneres. que devem seguir as determinações da Comissão Nacional de Energia Nuclear-CNEN. 2003). bem como remédios e drogas vencidos. onde ficam em contato direto com catadores. . (Barbosa. inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo. embora ainda não saiba completamente como tratar os 30 trilhões de quilos de lixo produzidos no planeta todos os anos. Esta Resolução não se aplica a fontes radioativas seladas. A tragédia então é inevitável: os inúmeros vetores exponenciam o fator de risco desse tipo de material contaminado. que devem observar as condições específicas do seu licenciamento ambiental. animais e insetos.87 Segundo a Resolução 358 do CONAMA de 02 de abril de 2005. coleta e tratamento dos resíduos sólidos de saúde – o chamado lixo hospitalar – têm sido alvo de grande preocupação da sociedade moderna que. transformando-nos em alvos iminentes de doenças e outros males. são depositados livremente em lixões. serviços de medicina legal. tecidos e partes anatômicas de corpos humanos. entre outros similares. necrotérios. centros de controle de zoonoses. Barbosa (2003) expõe sua preocupação com relação aos Resíduos de Serviços de Saúde: A disposição. funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação). agulhas. a céu aberto. são considerados resíduos de saúde: Resíduos de serviços de saúde: são todos aqueles resultantes de atividades exercidas nos serviços definidos no art. Para melhor entendimento diz o art. por suas características. 1o Esta Resolução aplica-se a todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal. 1º da Resolução 358: Art. curativos e bolsas de sangue contaminados. laboratórios analíticos de produtos para saúde. distribuidores de produtos farmacêuticos. necessitam de processos diferenciados em seu manejo. e às indústrias de produtos para a saúde. unidades móveis de atendimento à saúde. principalmente através do ar. serviços de tatuagem. serviços de acupuntura. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde. se indigna ao saber que materiais como seringas.

1º da Resolução CONAMA Nº 5. doméstica. e suas vias de transmissão foram confirmadas. bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d'água. uma vez que pode estar contaminado com microorganismos causadores de doenças. da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT . Fonte: <juventude. laboratórios. então conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV). Em 1983. agulhas. O vírus tornou-se. farmácias. incluindo as atividades médicas de diagnóstico. o vírus causador da SIDA foi descoberto por cientistas na França.pt> .004. tornou-se mais forte a partir do desenvolvimento de graves doenças transmissíveis. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água. uma vez que pode conter diversos tipos de resinas e outros materiais cuja queima. produtos químicos e tecidos humanos). Segundo a Art. também pode libera outros gases. fraldas. tratamento e prevenção da doença em seres humanos ou animais. 34 SIDA ."Resíduos nos estados sólidos e semi-sólido que resultam de atividades da comunidade de origem industrial. sondas. curativos. como a SIDA 34 e a hepatite B. O problema é que a incineração libera gases tóxicos. cateteres. hospitalar. são focos de contaminação e que constituem perigo para a saúde pública. O lixo deve ser recolhido por empresas especializadas e seu destino é o incinerador onde é queimado. etc. luvas. e demais materiais descartáveis A consciência de que determinados resíduos hospitalares (sangue.88 O RSS é o lixo que resulta da manipulação em hospitais. de 5 de agosto de 1993. de serviços de varrição. aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição. ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis. formado em sua maioria por seringas. além de liberar dióxido de carbono CO2. clinicas. em face à melhor tecnologia disponível". são considerados resíduos sólidos: I -: conforme a NBR n º10. comercial. agrícola. material ionizado. Esse lixo representa um grande perigo à saúde.gov.Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida. secreções.

3. sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos. A1 1. C. por suas características de maior virulência ou concentração.4 Classificação dos RSS Classificação dos Resíduos conforme o CONAMA 05/93 e 283/01 Para os efeitos da Resolução 358/05 do CONAMA. resíduos de laboratórios de manipulação genética. podem apresentar risco de infecção. D. os resíduos de serviço de saúde são classificados de acordo com o Anexo I desta Resolução. sendo que o grupo A se subdivide em outros cincos subgrupos: GRUPO A: Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que. 4. bem como suas . resíduos resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais. A. contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. e E. culturas e estoques de microrganismos. descarte de vacinas de microrganismos vivos ou atenuados. microrganismos com relevância epidemiológica e risco de disseminação ou causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido. inoculação ou mistura de culturas. peças anatômicas. recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde. e aquelas oriundas de coleta incompleta. meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência. Eles se classificam em 5 (cinco) grupos. resíduos de fabricação de produtos biológicos. A2 1. 2.89 2. B. vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microorganismos. com suspeita ou certeza de contaminação biológica por agentes classe de risco 4. ou com prazo de validade vencido. carcaças. bolsas transfusionais contendo sangue ou hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação. exceto os hemoderivados.

peças anatômicas (órgãos e tecidos) e outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos anátomopatológicos ou de confirmação diagnóstica. kits de linhas arteriais. bem como suas forrações. entre outros similares. 3. produto de fecundação sem sinais vitais. carcaças. ou microrganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido ou com suspeita de contaminação com príons. filtros de ar e gases aspirados de área contaminada. e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação. A4 1. 4. com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas. quando descartados. recipientes e materiais resultantes do processo de assistência à saúde. vísceras e outros resíduos provenientes de animais não submetidos a processos de experimentação com inoculação de microorganismos. 6. bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós-transfusão. urina e secreções. que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou familiares. resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração. provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco 4. que foram submetidos ou não a estudo anátomo-patológico ou confirmação diagnóstica. e nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. peças anatômicas. 5.90 forrações. sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes. A3 1. e 8. membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa. peças anatômicas (membros) do ser humano. 7. que não contenha sangue ou líquidos corpóreos na forma livre. endovenosas e dialisadores. lipoescultura ou outro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo. 2. .

tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares. absorventes higiênicos. lâminas de bisturi. GRUPO C: Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear-CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. espátulas. e) resíduos de varrição. podas e jardins. resto alimentar de paciente. tecidos. peças descartáveis de vestuário. podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares: a) papel de uso sanitário e fralda. d) resíduos provenientes das áreas administrativas. b) sobras de alimentos e do preparo de alimentos. brocas. c) resto alimentar de refeitório. tubos capilares. e f) resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde. lancetas. dependendo de suas características de inflamabilidade. GRUPO D: Resíduos que não apresentem risco biológico. GRUPO B: Resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente.91 A5 Órgãos. escalpes. equipo de soro e outros similares não classificados como A1. . ampolas de vidro. agulhas. materiais perfurocortantes ou escarificantes e demais materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais. pontas diamantadas. material utilizado em anti-sepsia e hemostasia de venóclises. micropipetas. flores. corrosividade. lâminas e lamínulas. limas endodônticas. com suspeita ou certeza de contaminação com príons. e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas. GRUPO E: Materiais perfurocortantes ou escarificantes. fluidos orgânicos. químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente. tais como: lâminas de barbear. reatividade e toxicidade.

filtro de gases aspirados de áreas contaminadas e qualquer resíduo contaminado por estes materiais. e outros subprodutos A3 – Cirúrgico. serviços de medicina nuclear e radioterapia (resolução CNEN – NE-6. ou portador de doença infecto-contagiosa. excreções de demais líquidos orgânicos procedentes do paciente. mistura de microorganismos e meio de cultura inoculado proveniente de laboratório clínico ou de pesquisa.92 Classificação dos Resíduos segundo a ABNT 10. ampola. A6 . com sorologia positiva. exposto a microrganismo patogênico. corrosivo. plasma. interditado ou não utilizado B3 – Resíduo químico perigoso: Resíduo tóxico.05) B2 – Resíduo farmacêutico: Medicamento Vencido. divididos em: B1 . contaminado.Sangue e Hemoderivados: Bolsas de sangue pós transfusão. Anátomo patológico e exsudado: Tecido. explosivo. bem como resíduos que tenham estado em contato com eles. soro. A2 . com prazo vencido. necropsia e resíduos contaminados por estes materiais. inflamável. amostra de sangue para análise. pipeta. inócuo. reativo. A4 – Perfuro ou cortante: Agulha. lâmina de bisturi. peça anatômica e outros líquidos orgânicos resultantes de cirurgia. A5 – Animal Contaminado: Carcaça ou parte do animal inoculado.004 /87 Classe A – Resíduos infectantes divididos em: A1 – Biológicos: Cultura. bem como resíduos contaminados por estes.Assistência ao Paciente: Secreções. Classe B – Resíduos Especiais. feto. órgão. vacinas vencidas ou inutilizadas. . vidro e outros.Rejeito radioativo: Material radioativo ou contaminado com radionuclídeos proveniente de laboratório de análises clínicas.

serviços de apoio à preservação da vida. tatuagem. e demais serviços relacionados ao atendimento à saúde que gerem resíduos perigosos‖.93 genotóxico ou mutagênico. hospitais e clínicas. serviços veterinários destinados ao tratamento da saúde animal.5 Fontes Geradoras de Resíduos de Saúde Conforme RDC 306 são geradores de resíduos sólidos de saúde: Define-se como geradores de RSS todos os serviços que prestem atendimento à saúde humana ou animal. unidades‖ móveis‖ de atendimento à saúde. serviços de hemoterapia e unidades de produção de hemoderivados. 2. de radioterapia e de medicina nuclear. dos serviços de varrição e limpeza de jardins e restos alimentares que não tenham entrado em contato com o paciente. laboratórios de análises clínicas e de anatomia patológica. serviços de tratamento quimioterápico. serviços de atendimento radiológico. conforme NBR 10004/1987: norma de classificação de resíduos sólidos criada pela ABNT. para minimizar os riscos.6 Ações para minimização de riscos associados aos resíduos de serviço de saúde Todas as rotinas de trabalho portam certo grau de risco. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde. Capítulo II -Abrangência). serviços de acupuntura. . drogarias e farmácias. indústrias e serviços de pesquisa na área de saúde. não oferecem risco adicional à saúde pública. necrotérios e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento e serviços de medicina legal. unidades de controle de zoonoses. incluindo os prestadores de serviço que promovam os programas de assistência domiciliar. porém algumas áreas da saúde requerem cuidados especiais e. algumas ações preventivas devem ser tomadas. 2. indústrias farmacêuticas e bioquímicas. (RDC 306. serviços ambulatoriais de atendimento médico e odontológico. Por exemplo: resíduos de atividades administrativas. Classe C – Resíduo Comum: Todos aqueles que não se enquadram nos tipos A e B e que por sua semelhança aos resíduos domésticos. que pode ser maior ou menor. inclusive as de manipulação.

em local visível. 2002. formar auditores internos para realização de auditorias periódicas no processo de gestão dos resíduos. o mapa de risco da área e conscientização do pessoal para os riscos envolvidos nas atividades do estabelecimento. proteção dos locais de armazenamento dos RSS. incluindo-se medicamentos e substâncias mantidos sob pressão (gases). baterias usadas. aos animais e ao meio ambiente‖. como segregar os resíduos de forma a não contaminar os resíduos comuns. (prática padrão).195). quimioterápicos. por área ou local do estabelecimento. identificação através de símbolos. 89) devem-se adotar algumas formas de minimizar os riscos. b) biológicos: substâncias contendo agentes patogênicos. treinar o pessoal de forma específica de acordo com as atividades realizadas. mercúrio de termômetro. P. elaboração e implantação de procedimentos de trabalho que busquem minimizar a ocorrência de incidentes envolvendo os resíduos. projetar o layout do estabelecimento de forma a minimizar o trajeto dos resíduos e planejamento de roteiros. p. usar adequadamente os EPI´s para cada atividade. óleos.94 Segundo o Ministério da Saúde (2002. corrosivos.7 Produtos perigosos em estabelecimento de saúde Segundo o Ministério da Saúde (2002) entende-se por produto perigoso ―qualquer substância ou solução com características e composição que possam ocasionar danos às pessoas. Os produtos perigosos são divididos em três classes principais: a) químicos: substâncias ou preparados perigosos (tóxicos. mapeamento dos possíveis riscos. que possam transmitir doenças infecto-contagiosas. (MINISTÉRIO DA SAÚDE. antineopl ásicos. utilizados em procedimentos de diagnóstico e terapia. genotóxicos ou mutagênicos). lubrificantes usados. etc. c) radioativos: materiais emissores de radiação ionizante em níveis superiores aos definidos pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). . para evitar a entrada de insetos e pequenos animais. 2. substâncias para revelação de radiografias. solventes. pesticidas fora de validade ou especificação. cores e expressões dos recipientes e locais que contêm resíduos perigosos. ácido crômico (usado na limpeza de vidros de laboratório).. reativos. colocando. inflamáveis.

em 25 de junho de 1990. transporte. limpeza e descontaminação os veículos e equipamentos utilizados no transporte de produto perigoso deverão portar rótulos de risco e painéis de segurança específicos. adotam-se rótulos de risco e painéis de segurança conforme ABNT NBR 7500/94. de acordo com as NBR-7500 e NBR-8286. de 3 de julho de 1998. Após as operações de limpeza e completa descontaminação dos veículos e equipamentos. 3º Os veículos utilizados no transporte de produto perigoso deverão portar o conjunto de equipamentos para situações de emergência indicado por Norma Brasileira ou.044 (1988). entre outros requisitos. o uso dos rótulos sobre riscos e painéis de segurança é obrigatório nos veículos que transportam produtos perigosos durante o transporte até a limpeza do veículo: Art. descarga. arrumação e limpeza. 2º Durante as operações de carga.657. os rótulos de risco e painéis de segurança. Parágrafo único. uma etiqueta facilmente compreensível para os trabalhadores. que facilite informações essenciais sobre a sua classificação. os perigos que oferecem e as precauções de segurança que devem ser observadas. . transbordo. e (b) os produtos químicos perigosos deverão portar. relativa à Segurança na Utilização de Produtos Químicos no Trabalho. existência de sistema de combate a incêndio. No Brasil. de forma constante. Nesta convenção. assinada em Genebra. 170 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).95 Todos os produtos perigosos devem portar o rótulo de risco conforme determina o Decreto 2. ainda. quanto ao armazenamento e acondicionamento de sustâncias perigosas devem-se ter alguns cuidados especiais. Art. na inexistência desta. definição de uma política de preservação. o recomendado pelo fabricante do produto. que promulga a Convenção nº. estabelece-se que: (a) todos os produtos químicos deverão portar uma marca que permita a sua identificação. Segundo o Ministério da Saúde (2002). entre outros: Determinação do local e layout adequados. com embalagens adequadas aos materiais. serão retirados. promoção da ordem. Segundo o Decreto 96.

O destino final de seus resíduos é ainda uma incógnita para muitos municípios do Brasil. O que fazer com os RSS? Como descartá-lo ecologicamente correto? . patrimonial e do ambiente. os estabelecimentos estão sujeitos a uma série de leis que determinam muitos procedimentos. a evolução da gestão de RSS depende das iniciativas e consciência ambientais e procedimentos determinados pelos profissionais e pesquisadores da área médica. (MINISTÉRIO DA SAÚDE.96 garantia da segurança dos indivíduos. Entende-se que para a manipulação. os hospitais criam uma série de normas internas de procedimentos. Os locais internos e externos de armazenamento temporário de resíduos hospitalares devem ter suas identificações de risco afixadas em local visível e em bom estado de conservação.8 Gestão dos Resíduos de Serviços Saúde A Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde (GRSS) vem sendo trabalhada em duas grandes frentes dentro da área de saúde: a questão legal/normativa e a questão teórico/prática. unimos os pensamentos das pesquisas e das práxis médicas que vem sendo aperfeiçoadas continuamente. P. 2. Nesse sentido. reduzindo possíveis problemas no manejo de dejetos hospitalares. assim como todo o pessoal devidamente treinado e atento para placas de sinalização. Ao mesmo tempo. facilitando a leitura e o entendimento destas. como para o risco dos resíduos. equipamentos e procedimentos de melhoria no tratamento dos resíduos hospitalares. 2002. em busca de padronizar o comportamento de funcionários e agentes de saúde. quer pública ou privada. armazenamento e acondicionamento de produtos perigosos. O desenvolvimento sustentável também passa pela área de saúde. desenvolvendo técnicas. Na questão teórico/prática. 202). o gestor do hospital deve estar atento às legislações. Na questão legal/normativa.

seja por questões financeiras. Estas alterações de datas fazem com que os gestores dos hospitais não atuem de modo incisivo na questão. pela impossibilidade de adequação dos hospitais às suas exigências. estabeleceu o prazo de 12 meses para os EAS se adequarem aos requisitos legais e a RDC 306 de dezembro de 2004. ignorância do processo ou até mesmo pela gestão do estabelecimento de assistência à saúde. planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas. materiais e a capacitação de recursos humanos envolvidos no manejo dos RSS. gerenciamento dos RSS constitui-se de um conjunto de procedimentos de gestão. físicos. normativas e legais. devem ser acondicionados em sacos plásticos com símbolo e cor compatível com o grupo de resíduos a que se destina. (DRC 358 – ANVISA) As datas de implantação das normas definidas pela ANVISA já foram adiadas várias vezes. estabelece o prazo máximo de 180 dias para se adequarem aos requisitos legais). provenientes dos atendimentos domiciliares — home care —. baseado nas características e no volume dos RSS gerados. B e C. Além de que a legislação torna o . de forma eficiente. O gerenciamento deve abranger o planejamento de recursos financeiros.97 O gerenciamento dos resíduos no tratamento de pacientes domiciliares nem sempre obedece ao rigor da legislação Os resíduos de serviços de saúde dos Grupos A. à preservação da saúde pública. com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados. deve ser elaborado um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS. um encaminhamento seguro. sendo recolhidos pelos próprios agentes de saúde e encaminhados aos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) de origem ou para às empresas prestadoras de serviços de coleta e transporte destes resíduos. estabelecendo as diretrizes de manejo dos RSS. Neste sentido. visando à proteção dos trabalhadores. que não se preocupou com a legislação. que revoga a RDC 33. Segundo Lisboa (2003). dos recursos naturais e do meio ambiente. (Por exemplo a RDC 33 de fevereiro de 2003.

portarias. a preservação da saúde pública. normativas e legais. define. os resíduos dos serviços de saúde ainda não recebem o devido tratamento diferenciado. Destaca-se que na maioria destes locais o acesso é livre aos catadores de lixo. de 31 de agosto de 1981. 35). O art. municipal. o gerenciamento dos resíduos desde a geração até a disposição final. tendo muitas vezes como destino final o mesmo local utilizado para descarte dos demais resíduos urbanos. também. sem prejuízo de responsabilização solidária de todos aqueles. visando a proteção dos trabalhadores. p. pessoas físicas e jurídicas que. de forma eficiente. desta Resolução.938. de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e saúde ocupacional. nos termos da Lei nº. O lixo hospitalar existe e é inevitável. 3º da Resolução 358 do CONAMA delega a responsabilidade do gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde aos gestores das EAS: Art. um encaminhamento seguro. recursos materiais e a capacitação de recursos humanos envolvidos no manejo dos RSS.Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde. decretos. etc. 1º. direta ou indiretamente. 6. o gerenciamento dos RSS: O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos de gestão. planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas. tornando elevadas as possibilidades de assimilação de doenças infectocontagiosas pelas pessoas expostas a manipulação de áreas contaminadas por estes resíduos‖. que praticam a coleta para reciclagem. A RDC 306 . O gerenciamento deve abranger o planejamento de recursos físicos. no capítulo II. dos recursos naturais e do meio ambiente.98 processo complexo. (POVINELLI e BIDONE 1999. pois vincula leis. com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados. em especial os transportadores e operadores das instalações de tratamento e disposição final. causem ou possam causar degradação ambiental. se pensar em como se minimizar o uso de materiais de forma a se minimizar o lixo. os resíduos hospitalares ainda são tratados como lixo comum. Porém é necessário. estadual e federal. Segundo Povinelli e Bidone (1999). . não havendo um tratamento ecologicamente correto: ―Em geral. 3º Cabe aos geradores de resíduos de serviço de saúde e ao responsável legal referidos no art.

. A tabela 5 apresenta as fontes geradoras de resíduos.000. por grupo de resíduos e locais.99 Baseado nas características e no volume dos RSS gerados deve ser elaborado um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . Traçando um paralelo entre as resoluções CONAMA e ANVISA com a ISO 14.PGRSS. estabelecendo as diretrizes de manejo dos RSS. 2001. principalmente pela responsabilidade da alta administração no desenvolvimento sustentável e no comprometimento de minimização de resíduos nas fontes geradoras. percebese que elas têm vários pontos em comum. Tabela 5 Tipos de resíduos gerados em um estabelecimento de saúde por modalidade de atendimento/local FONTES GERADORAS GRUPO “A” RESÍDUOS COM RISCO BIOLÓGICO GRUPO “B” RESÍDUOS COM RISCO QUÍMICO GRUPO “C” RESÍDUOS COM RISCO QUÍMICO GRUPO “D” RESÍDUOS COMUNS Nos Hospitais Medicina Interna Centro Cirúrgico Unidade de Terapia Intensiva Isolamento Urgência / Emergência Ambulatório Autópsia Radiologia Nos Laboratórios Bioquímica Microbiologia Hematologia Coleta Patologia Clínica X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Medicina Nuclear Nos serviços de apoio Banco de Sangue X Farmácia Central de Esterilização Lavanderia Cozinha Almoxarifado Administração Área de circulação Fonte: Ministério da Saúde. P. REFORSUS. em um estabelecimento assistencial de saúde. 257.

Particularmente os resíduos dos serviços de saúde merecem atenção especial em suas fases de separação. os resíduos de serviços de saúde requerem um cuidado especial e alerta para a necessidade de estudarmos as possibilidades da reciclagem como um fator que venha amenizar o problema dos resíduos sólidos. armazenamento. O maior desafio para a reciclagem é a separação dos resíduos. transporte. em decorrência dos riscos graves e imediatos que podem oferecer. A tabela 6 apresenta um comparativo de geração de resíduos na área de saúde entre o Brasil e outros países.0 Gestão Clássica 1.8 Brasil Alemanha Holanda Canadá Áustria Suécia Gestão Avançada Somente uma pequena percentagem dos RSS é considerada infectante e/ou especial. Neste sentido. Kg/Leito/dia Países Reino Unido França Bélgica 1.2 – 3. 0.4 Fonte: Naime (2004. ICET/FEEVALE .Departamento de Engenharia Civil .Porto Alegre .RS 35 . de pacientes com infecções de transmissões por aerossóis. coleta.100 Para Naime (2004)35. de resíduos perfurantes ou cortantes. a reciclagem de lixo surge como uma opção importante no gerenciamento dos resíduos sólidos. cultivo e reservas de agentes infecciosos. p. (BRASIL 1988).FENG – PUCRS e Curso de Engenharia Industrial. A falta de informações sobre o assunto é um dos principais motivos para a ausência de projetos bem sustentados que determinem melhorias no setor. sangue humano e resíduos anatômicos humanos). de pacientes com infecção de transmissão oral-fecal. Tabela 6 Gestão de resíduos de serviços de saúde Tipo Descrição básica A totalidade do RSS é considerada especial (resíduos de pacientes com infecções virulentas.005 – 0.5 – 2. particularmente na questão infecto-contagiosa.3) Almeida (2002) descreve sobre a situação da geração de resíduos no Brasil: Prof. A totalidade do RSS é considerada como infectante (classe A) e como especial (classe B). tratamento e disposição final. promovendo o desenvolvimento equilibrado entre produção e conservação ambiental‖. ―É lícito citar que a própria Constituição Federal em seu artigo 174 prevê que o Estado seja o regulador das atividades econômicas. acondicionamento. Roberto Naime .

indica: normais e 8. 306). No Brasil não há muitos dados a respeito do percentual de resíduos gerados por hospitais.77 kg por leito/dia 1. 2002. podendo chegar a índices de 15% . em um hospital típico. Segundo BORGES (1983). porém algumas experiências isoladas indicam que. c) ZALTZMAN citado por LUZ (1972) aponta d) Segundo a Divisão de Organização Hospitalar do Ministério da Saúde citado por LUZ (1972) a taxa média é de e) Segundo Machado Junior (1978) a taxa média é de 2. e que após algum tempo esse índice tanto pode diminuir como aumentar. (ALMEIDA. p. a tabela a seguir apresenta várias taxas de produção diária para os diversos tipos de serviços de saúde: . Bertusi Filho (2002 1. dependendo do empenho.2 kg por paciente/dia para aqueles de treinamento. os resíduos infectantes representam aproximadamente 5% (em peso) dos resíduos totais.62 kg de resíduos não sépticos.3 kg por leito/dia.para hospitais b) HART citado por LUZ (1972). prevê uma taxa média: De 2(dois) a 4(quatro) kg por paciente/dia 3 (três) kg por paciente/dia .68 kg de resíduos sépticos e 0. em uma fase inicial. da organização do estabelecimento e dos profissionais envolvidos. apresenta taxas médias de produção de resíduos citadas por alguns autores: Tabela 7 Geração de Resíduos a) LE RICHE citado por LUZ (1972).63 kg por leito/dia.101 Algumas estimativas. chega-se facilmente a 30%. sendo 0. Bertussi Filho (2002).

102
Tabela 8 Tipo de Construção / Produção Diária de lixo TIPO DE CONSTRUÇÃO 1 – Hospitais, clínicas médicas, maternidades, casas de saúde, pronto socorro, sanatórios e similares. a) com internamento b) sem internamento 2 – Consultórios médicos e odontológicos, bancos de sangue, postos de saúde, laboratórios e ambulatórios. 0,5 litro/m2 de área útil da edificação PRODUÇÃO DIÁRIA DE LIXO

10 litros por leito 0,5 litro/m2 de área útil da edificação

3 – Casas de repouso e asilos 4 – Consultório/clínicas veterinárias a) com internamento b) sem internamento

6,0 litros por apartamento ou quarto 0,3 litro/m2 de área útil da edificação 0,4 litro/m2 de área útil da edificação

Fonte: Superintendência de Limpeza urbana de Belo Horizonte, citado em Borges.

As taxas de geração de resíduos de serviços de saúde são vinculadas ao número de leitos. A tabela 5 mostra as taxas de alguns países, do Brasil e da cidade do Rio de Janeiro.
Tabela 9 Taxa de Geração de lixo em Serviço de Saúde Local Chile Venezuela Argentina Peru Paraguai Brasil Rio de Janeiro Geração média kg/leito/dia 0,97 –1,21 3,10 1,85 –3,65 2,93 3,80 2,63 3,98

Fonte: Superintendência de Limpeza urbana de Belo Horizonte, citado em Borges.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental Americana – Enviromental Protection Agency (EPA), 1988, (in NAIME (2004;5) ―Minimização de Resíduos‖ significa redução na geração de resíduos perigosos, antes das fases de tratamento, armazenamento ou disposição, incluindo

103 qualquer redução de resíduos na fonte geradora, e inclui a diminuição do volume total e a redução da toxicidade do resíduo. A Tabela 10 apresenta vários métodos para a minimização de alguns resíduos perigosos.
Tabela 10 Métodos para minimização de resíduos

Tipo de Resíduo

Fonte de geração Patologia Histologia Engenharia Embalsamento Laboratórios Equipamento obsoleto e/ou quebrado

Método recomendado Substituir solventes de limpeza por solventes menos perigosos. Segregar resíduos de solventes. Recuperar e reutilizar solventes por meio de destilação. Usar calibradores de solventes para testes rotineiros. Substituir instrumentos contendo mercúrio por eletrônicos. Reciclar o mercúrio contido em resíduos de equipamento. Fornecer ―kits‖ individuais para limpeza de derramamento de Mercúrio. Diminuir a extensão de formaldeío. Minimizar os resíduos da limpeza dos equipamentos de diálise. Utilizar osmose reversa para tratamento de água. Recuperar o resíduo de formaldeldo. Investigar a reutilização na doença, nos laboratórios de necropsia. Reduzir os volumes utilizados. Otimizar o tamanho do recipiente da droga quando da compra. Retornar drogas com prazos de validade vencidos. Centralizar o local dos compostos quimioterápicos. Fornecer ―kits‖ de limpeza para derramamentos. Segregar resíduos. Devolver o revelador fora da especificação para o fabricante. Cobrir os tanques do fixador e do revelador para reduzir a Evaporação. Recuperar a prata. Reciclar o resíduo do filme e papel. Usar equipamento para reduzir perdas do liquido revelador. Utilizar banho em contracorrente. Usar menos isótopos perigosos quando possível. Segregar e rotular apropriadamente os resíduos radioativos. Inspeção e manutenção permanentes nos equipamentos para esterilização de oxido de etileno. Substituir os agentes de limpeza por produtos menos tóxicos. Reduzir volumes utilizados em experimentos. Retomar os recipientes para reutilização. Neutralizar os resíduos ácidos com resíduos básicos. Usar manuseio mecânico para tambores para evitar derramamentos. Usar métodos físicos em lugar de químicos para limpeza.

Solvente

Mercúrio

Formaldeido

Patologia Necropsia Diálises Embalsamento Berçário

Quimioterápicos antineoplásicos

Soluções de quimioterápicos Clínica geral Farmácia Pesquisa Materiais pontiagudos Bandagem Radiologia Raios X

Químicos Ilustraçãográficos

Radioativos

Tóxicos Corrosivos Miscelâneas químicas

Medicina Nuclear Laboratório Testes clínicos Teste clínico Manutenção Esterilização Soluções para limpeza Resíduos de utilidades

Fonte: Naime (2004, p. 6)

104 2.8.1 Manejo, Manipulação e Coleta dos RSS.

O manuseio de resíduos de serviços de saúde está regulamentado pela norma NBR 12.809 da ABNT e compreende os cuidados que se deve ter para segregar os resíduos na fonte e para se lidar com os resíduos perigosos. A NBR 12807 (1993) usa a nomenclatura manejo, como sendo a operação de identificação e fechamento do recipiente, que segundo Schneider (2001, p. 63) entende-se por manejo todas as fazes que envolvem de certa forma a manipulação dos resíduos que possam oferecer riscos ocupacionais aos profissionais envolvidos. As NBR´s 12809 (1930) – Manuseio de Resíduos de Serviços de Saúde, 12910 (1993) – Coleta de Resíduos de Serviços de Saúde são bases de orientação para o manejo, acondicionamento, coleta interna e externa e armazenamento correto dos Resíduos de Serviços de Saúde. O procedimento mais importante no manuseio de resíduos de serviços de saúde é separar, na origem, o lixo infectante dos resíduos comuns. O manejo inadequado pode trazer conseqüências quanto à contaminação à saúde do funcionário, como riscos ambientais.

2.8.2 Equipamentos de Proteção Individual e Coletivo

É importante ressaltar a necessidade do uso dos equipamentos de proteção individual e coletivo para maior segurança das pessoas envolvidas na manipulação dos RSS. Tanto os equipamentos individuais como os coletivos não evitam o acidente de trabalho, porém minimizam as conseqüências e o risco à saúde do trabalhador. O uso adequado do EPI (Equipamento de Proteção Individual) requer, antes de tudo, a conscientização das pessoas, para a necessidade de se evitar contaminação e se minimizarem acidentes. O EPI por si só não elimina o acidente, mas diminui a possibilidade de se acidentar, assim como não elimina o risco, porém suaviza a gravidade do acidente. Portanto, é

.  Luvas – Devem ser usadas com o objetivo de proteger as mãos. . ter cano alto e solado antiderrapante. 2001. 73). quando ocorrer risco de respingamento em pelo ou mucosa da face. ser de material resistente e possuir cano alto para proteção parcial dos antebraços. destacam-se os de uso mais rotineiros. limpeza de áreas que estejam localizadas acima do nível da cabeça.   Gorro – Utilizado na proteção do couro cabeludo em área que se exige paramentação completa. Embora exista muita resistência para o uso do EPI. Entre vários EPI´s indicados para a manipulação dos resíduos de serviços de saúde. Destina-se às tarefas em que exista risco de respingamento de soluções com produtos químicos ou contaminadas. embora seja desconfortável o uso do EPI. deve-se conscientizar o funcionário de que eles serão utilizados para garantir sua própria saúde e segurança. apesar de não apresentar o conforto. em áreas especiais: isolamento. segundo Lisboa (2001):  Avental – deve ser longo e ter mangas compridas e de preferência ser impermeável. salientando os riscos que as pessoas correm se não usarem o EPI corretamente. este é necessário para a própria saúde e segurança do funcionário: No manuseio dos resíduos infectantes devem ser utilizados EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual) adequados a cada atividade. p. centro cirúrgico. o EPI significa sobrevivência antes de tudo. As luvas devem ser especiais para cada função. Em algumas áreas. poeira ou impacto de partículas. Segundo Lisboa (2001).  Máscara – Usar quando existe a possibilidade de inalação de gases tóxicos resultantes de vapores produzidos por produtos químicos.105 necessário que se faça treinamento intensivo e constante sobre as vantagens do uso do EPI. em que ocorra o risco de respingamento. e em áreas com odor fétido  Óculos – Usar para proteção dos olhos em situações como: preparo de diluição não automática. etc. Bota . Uso em (lavagem de piso em geral) e em grandes quantidades de água e produtos.as botas devem ser impermeáveis. (LISBOA.

Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual. que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.NR.CA. . e dá outras providências. salas de espera etc. item 2). assim define EPI e dá outros esclarecimentos: Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora . EPI adequado ao risco. só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação . cones de sinalização. assim como a solicitação de novo EPI quando o que está em uso perde suas funções de proteger e de dar segurança na manipulação dos resíduos. de fabricação nacional ou importado.NR6 . São exemplos de EPC´s: Placas ilustrativas (CUIDADO.106 É importante ressaltar que o EPI deve estar em boas condições de uso e que o usuário é responsável pela conservação deste. de 15 de outubro de 2001 altera a Norma Regulamentadora que trata de Equipamento de Proteção Individual . A Portaria Nº 25. O EPC – Equipamento de Proteção Coletiva tem como objetivo a prevenção de acidentes em áreas comuns. e. PISO MOLHADO). todo aquele composto por vários dispositivos. b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. como corredores. visitantes e outras pessoas que façam uso de áreas comuns. nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. em perfeito estado de conservação e funcionamento. pacientes. banheiros. de uso individual utilizado pelo trabalhador. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. considera-se Equipamento de Proteção Individual .EPI. painéis de informações e orientações. fita demarcadora (normalmente zebradas em preto e amarelo). destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. todo dispositivo ou produto. expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. c) para atender a situações de emergência. (NR nº 6. O equipamento de proteção individual. tanto para alertar funcionários.Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego. gratuitamente.

Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . cabe ao designado. Cabe.SESMT. ―os resíduos de serviços de saúde devem ser acondicionados diretamente nos sacos plásticos sustentados por suportes metálicos para que não haja contato direto dos funcionários com os resíduos. mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado. Nas empresas desobrigadas de constituir CIPA.1 Rejeito Radioativo e B. 2. também. a responsabilidade de indicar o EPI correto é da SESMT (Serviço Especializado de Segurança e em Medicina do Trabalho) ou CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). os suportes são operados por pedais‖. ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . nas empresas desobrigadas de manter o SESMT.191.3 Embalagens. Sacos Plásticos . respectivamente. recomendar o EPI adequado à proteção do trabalhador.8. Segundo as NBR´s 9. devem ser tratados de acordo com as normas específicas da CNEN e dos órgãos ambientais municipais e estaduais (como Resíduos Sólidos Industriais Perigosos).2. Uma vez que os resíduos da Classe B. recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.3 Resíduo Químico Perigoso.CIPA. e os resíduos Classe C podem ser descartados juntamente com o lixo domiciliar normal.107 Segundo a NR 6.190 e 9. armazenamento e transporte dos RSS. o texto a seguir se prende exclusivamente aos resíduos Classes A e B. a estes órgãos ministrar treinamento do uso adequado de cada EPI. Tipos B.

Lixo comum. descreve as especificações de sacos plásticos – ―Devem ser acondicionados em saco branco leitoso. Lixo infectante ou especial (exceto o radioativo) Posteriormente. Identificação A identificação é um conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes. nos recipientes de transporte interno e externo. não reciclável. interno e externo. e de qualquer outra cor para o transporte do lixo comum. sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento‖.1. Esses contêineres devem ser brancos. nos recipientes de coleta interna e externa. resistente a ruptura e vazamento. Nos locais de armazenamento. NBR 7. os sacos plásticos devem ser colocados em contêineres que permitam o fácil deslocamento dos resíduos para abrigos temporários. utilizando-se símbolos baseados na norma da ABNT. em seu item 8. impermeável. conforme legislação. fornecendo informações ao correto manejo dos RSS. A identificação deve estar aposta nos sacos de acondicionamento. O saco deve ser preenchido somente até 2/3 (dois terços) de sua capacidade. e nos locais de armazenamento. baseado na NBR 9191/2000 da ABNT e substitutivas. (Anexo E) . Já os abrigos temporários devem ser ladrilhados e com cantos arredondados para facilitar a lavagem de piso e paredes.2. Os sacos plásticos devem obedecer à seguinte especificação de cores: Transparentes Coloridos opacos Branco leitoso Lixo comum.500. em local de fácil visualização. devem constar as placas de identificação dos resíduos.108 A RDC 306. de forma indelével. para o transporte do lixo infectante. reciclável. respeitados os limites de peso de cada saco.

impermeável. O transporte interno de resíduos deve ser feito separadamente e em recipientes específicos a cada Grupo de resíduos. Os recipientes para transporte interno devem ser constituídos de material rígido. Para armazenamento temporário dos resíduos. cantos arredondados. devem-se usar contêineres. Os recipientes devem ser providos de rodas revestidas de material que reduza o ruído. visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa.109 Armazenamento Temporário Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados. com roteiro definido e em horários não coincidentes com a distribuição de roupas. em local próximo aos pontos de geração. O uso . provido de tampa articulada ao próprio corpo do equipamento. o armazenamento temporário poderá ser dispensado. lavável.Os recipientes com mais de 400 L de capacidade devem possuir válvula de dreno no fundo. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. alimentos e medicamentos.consiste no traslado dos resíduos dos pontos de geração até o local destinado ao armazenamento temporário ou à apresentação para a coleta externa. períodos de visita ou de maior fluxo de pessoas. Caso o volume de resíduos gerados e a distância entre o ponto de geração e o armazenamento final justifiquem. e serem identificados de acordo com este Regulamento Técnico. Transporte dos RSS Transporte Interno . O transporte interno de resíduos deve ser realizado em sentido único.

NBR 7. Os resíduos classificados como Classe I – Perigosos . utilizando-se técnicas que garantam a preservação da integridade física do pessoal. O veículo (Anexo F) é de uso exclusivo para esta finalidade. evitando as vias e horários de maior trânsito. Viaturas para coleta e transporte dos resíduos de serviços de saúde No transporte externo deve ser utilizado o roteiro mais curto possível.110 de recipientes desprovidos de rodas deve observar os limites de carga permitidos para o transporte pelos trabalhadores.503 .285 . Símbolos de risco e manuseio para o transporte e armazenamento de materiais.286 .Emprego da sinalização nas unidades de transporte e de rótulos nas embalagens de produtos perigosos.504 . devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana. As especificações técnicas dos veículos de coleta e transporte de resíduos são definidas pelo Ministério da Saúde (Reforsus 2001): Os veículos utilizados para o transporte dos resíduos com risco bioló-gicos (grupo A) devem ter as seguintes características: a) a carroceria do veículo deve ser isolada . NBR 8. com o propósito de reduzir os efeitos negativos em caso de acidentes e derramamentos.500/00.necessitam de prévia autorização para o seu transporte.Ficha de emergência para transporte de produtos perigosos – Características e dimensões. Este transporte é normalizado pelas NBR´s 7. da população e do meio ambiente. Transporte Externo A coleta e transporte externos consistem na remoção dos RSS do abrigo de resíduos (armazenamento externo) até a unidade de tratamento ou destinação final. NBR 7.Preenchimento da ficha de emergência para o transporte de produtos perigosos.Envelope para transporte de produtos perigosos – Características e dimensões. denominada Autorização Para o Transporte de Resíduos Perigosos – ATRP. NBR 8.

111
da cabine e deve permanecer fechada durante todo o transporte; b) o interior da carroceria do veículo deve permitir a lavagem e ter sistema de drenagem; c) a carroceria do veículo deve ser estanque, não permitindo o vazamento de líquidos para o meio externo; d) quando for utilizada forma de carregamento manual, a altura de carga deve ser inferior a 1,20m, de forma a evitar riscos ergonômicos e de acidentes; e) o veículo deve estar equipado com pá, rodo e sacos plásticos para resíduos do grupo A e solução desinfetante para o caso da ocorrência de derramamento de resíduos; f) o veículo deve ser na cor branca e estar devidamente identificado com rótulo de fundo branco, desenho e contorno preto, contendo o símbolo universal de substância infectante, baseado na Norma da ABNT NBR 7500. Símbolos de Risco e Manuseio para o Transporte e Armazenamento de Materiais, e a inscrição.Risco Biológico.

Todas estas especificações devem ser observadas pelo EAS ao contratar serviços de terceiros ou com sua viatura própria. Não basta ser um furgão, é necessário atender às especificações técnicas e um excelente serviço de higienização e limpeza. O condutor do veículo precisa ser treinado na legislação de movimentação e transporte de produtos perigosos e obter a carteira de habilitação denominada de MOPP - Movimentação de Produtos Perigosas. No Brasil, o transporte de produtos perigosos está regulamentado pela portaria 204/97 do Ministério dos Transportes, abrangendo classes e números de risco, embalagem, prescrições para transporte, relação de produtos classificados como perigosos.

Para fins de transporte, os explosivos e os radioativos precisam de autorização dos órgãos competentes, Ministério do Exército e CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) respectivamente.

Simbologia de uso obrigatório nos veículos de transportes de resíduos.

Conforme o Decreto nº. 1.797 de 1996 art. 2 determina o tipo de veículo para o transporte de produtos perigosos:
O transporte de produtos perigosos só pode ser realizado por veículos e equipamentos (como, por exemplo, tanques e contêineres) cujas características

112
técnicas e estado de conservação garantam segurança compatível com os riscos correspondentes aos produtos transportados.

No Anexo G modelos de placas e simbologias para transporte de produtos perigosos.

Coleta de materiais perfurocortantes Para o recolhimento de objetos cortantes ou perfurantes (perfurocortantes) devem-se usar recipientes rígidos (anexo H) conforme instrução da ABNT - NBR 13853/97 - Coletores para resíduos de serviços de saúde perfurantes ou cortantes - requisitos e métodos de ensaio. Segundo Lisboa (2001) a segregação do material perfurocortante não é eficiente o que ocasiona risco de acidentes do trabalho:
Infelizmente é muito comum o encontro de perfurocortantes no meio de roupas que chegam à lavanderia. Deve-se recolher os perfurocortantes no meio de roupas com pinça auxiliar; nunca deve ser recolhido com as mãos.Descartar os perfurocortantes em coletores próprios, devendo ser colocados estrategicamente nos pontos mais próximos das áreas de recebimento de roupas. Após o preenchimento do coletor até a linha demarcatória, este deve ser fechado e colocado em saco plástico brancoleitoso conforme norma ABNT NBR 9.191. (LISBOA, 2001, p.65)

Coletor compactador

Trata-se de equipamento destinado à coleta de resíduos infectantes de serviços de saúde (hospitais, clínicas, postos de saúde). É equipado com carroceria basculante, de formato retangular ou cilíndrico, dotado de dispositivo de basculamento de contêineres na boca de carga, com a característica de ser totalmente estanque, possuir reservatório de chorume e ser menos ruidoso. O equipamento deve operar com baixa taxa de compactação, para evitar o rompimento dos sacos plásticos que estão acondicionando os resíduos infectantes. O descarregamento só deverá ser feito nas unidades de tratamento e disposição final desse tipo de resíduo

113 2.9 Tipos de Tratamento e desinfecção de RSS

2.9.1 Autoclave36

Autoclave é o equipamento utilizado para o tratamento de inativação biológica de Resíduos de Serviços de Saúde. (Anexo I). O processo de esterilização por Autoclavagem é utilizado para tratamento dos resíduos de serviços de saúde classificados no Grupo A da Resolução CONAMA 283. Sua patente foi requerida junto ao INPI. O equipamento possui tecnologia que garante a total inativação dos microorganismos presentes nos resíduos através de uma rápida e homogênea elevação na temperatura da câmara. Esta garantia está documentada pelo constante monitoramento realizado através de indicadores biológicos. O agente esterilizante dos resíduos é o calor, que através do vapor a uma pressão de 3,5 kg/c3, a uma temperatura de 140º C proporciona a completa eliminação dos agentes nocivos. Após esterilizados, os resíduos são descaracterizados por trituração e dispostos em aterros sanitários licenciados.

2.9.2 Inativação Biológica por Autoclavagem

A autoclavagem é o processo utilizado para esterilização de RSS (Resíduos de Serviços de Saúde). O agente esterilizante utilizado neste processo é o calor úmido, e o veiculo do agente é o vapor saturado seco. A temperatura de processo é de 140 ºC com tempo de exposição de

36

http://www.silcon.com.br/autoclave.php - Silcon Ambiental Ltda - fabricante do primeiro equipamento de autoclave no Brasil – 1984.

os quais são triturados antes ou depois desta operação. em seu livro Gestão de Custos e Resultado na Saúde. O aquecimento de todas as superfícies é assegurado pela criação de uma mistura água-resíduos. Beulke ressalta a falta de critérios das EAS para a formação de seu custo e conseqüentemente o preço de venda de seus serviços e produtos: A nossa experiência prática. não considera no planejamento financeiro os custos dos resíduos de saúde.9.9.3 Descaracterização Processo de trituração utilizado na descaracterização de produtos industriais. com planilhas de gestão de controle etc.10 O Custo nas Entidades Assistências de Saúde Conforme comentado em ―Justificativa‖. Equipamentos fixos e móveis são utilizados na descaracterização de produtos industriais. as entidades Assistenciais de Saúde não estãopreparadas para a gestão de custos. 2. faz um excelente trabalho de custos para EAS. porém.4 Microondas A irradiação por microondas é uma tecnologia mais recente de tratamento de RSS e consiste na desinfecção dos resíduos a uma temperatura elevada (entre 95 e 105ºC). hoje bastante considerável. 2. Beulke e Bertó (2005). Há raríssimas obras com enfoque nessa área. nos autoriza a afirmar que a quase totalidade das instituições de saúde no país desconhece a sua estrutura de custos para estabelecer os preços de seus serviços. o que impede maior aplicação e investimento na área da logística reversa dos resíduos. . O processo de autoclavagem inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contacto entre o vapor e os resíduos.114 15 minutos. 2.

armazenamento. Expondo o resíduo infectante à água superaquecida a 135ºC. aponta como solução mais viável para os RSS o processo ―Antaeus SSM‖. Como exemplo de empresa especializada nessa atividade tem-se a Tecno Ambiental. uma instituição de saúde pretende obter um preço que lhe traga resultado.NBR 12808) sem emissões prejudiciais. De um lado o plano de saúde pretendendo pagar um preço justo. para não comprometer a sua própria viabilidade. irreconhecível. A empresa Tecno Ambiental 37 que atua na área ambiental. de valores de serviços absolutamente fora da realidade. A conseqüência disso é o estabelecimento.14) 2. o resíduo infectante anteriormente perigoso pode ser descartado como lixo comum (Classe "C" . especializada em ações pertinentes ao manejo dos resíduos. 37 http://www.11 Custo x Tecnologia O custo da implantação de um sistema de re-processamento de resíduos é alto e portanto é mister que os EAS façam parcerias com outros estabelecimentos e até com o município no intuito de minimizar recursos. transporte.p. contempla aspectos correspondentes à geração.br/futuro/btnssm. Ressalta também a minimização do desperdício. simultaneamente. de receita. reciclagem e reutilização.115 Surge então um inevitável conflito e impasse entre as duas partes da negociação.tecnoambiental. acondicionamento.htm (acesso: 05/07/2005) . a Antaeus SSM transforma-o em material não prejudicial. um sistema de corte apropriado. (Beulke e Bertó. coleta. segregação. por conseqüência. mas não excessivo. considerando também aspectos que conduzam à redução. tratamento e disposição final. equipamento que em uma única operação de 30 minutos.com. por vezes. 2005. ocasionando a redução de custos. o que implica redução de competitividade e. De outra. e empregando. Outra situação é a terceirização do serviço de re-processamento dos resíduos.

22 m de profundidade e pesa 1. Uma unidade tem capacidade para tratamento do resíduo gerado por um hospital 400 leitos em média.90 m de comprimento. o resíduo infectante é transformado em:      Está 100% esterilizado. O equipamento possui 2. Pode ser eliminado como lixo comum Ainda segundo a Tecno Ambiental.500 Kg. Por exemplo: .116 O Grupo Pesquisa Industrial criou o equipamento ―Antaeus SSM‖ que processa 70 Kg de lixo por ciclo de 60 minutos.Classe "A".98 m de altura. Não perigoso. Essas economias são mensuráveis e contribuem significantemente para obtenção dos resultados. depois de processado pela Antaeus SSM. 1. No âmbito nacional.22 m por 1. em material seguro que pode simplesmente ser eliminado como lixo comum. conforme classificação NBR 12. Segundo as informações da empresa Tecno Ambiental. o sistema é compatível com a Resolução CONAMA 05/93. A Antaeus apresenta uma tecnologia inovadora que transforma o resíduo infectante. o Departamento do Meio Ambiente e Saúde do Estado de Maryland concluiu que o equipamento Antaeus SSM não requer nenhuma licença especial. podendo facilmente ser ampliado. pode-se esperar obter economias adicionais. Devido ao método de esterilização empregado ser feito através de um sistema que utiliza somente a combinação da água e vapor.808 . por empregar o princípio de esterilização a vapor. O equipamento é modular. 1. variando de acordo com a instituição. É reduzido em 80% do seu volume. O filtro separador que acompanha o sistema mede 1. É irreconhecível. ao usar a Antaeus SSM.90 m e pesa 150 Kg.

Staphylococcus aureus. Eliminação de efluentes esterilizados. . Preocupação com a comunidade. Mycobacterium phlei. transporte e estocagem (intraunidade).117    Redução nas tarefas administrativas.  Eliminação das taxas e demais despesas públicas exigidas para a solução de preocupações ambientais da comunidade. Candida albicans.   Viabilidade de microorganismos em cultura processada média.  Redução significativa de custos na preparação do local para a instalação do equipamento Antaeus SSM. Redução do volume do lixo sólido em 80% ou mais.   Redução no espaço exigido para o equipamento Antaeus SSM. Giardia e Poliovirus Tipo 1. A eficácia de um novo sistema de água super aquecida e vapor foi avaliada. Eliminação das multas legais devido ao derramamento acidental causado pelo transporte para locais externos. criando uma atmosfera ambientalmente amigável entre as instituições de saúde. O sistema foi projetado para tornar resíduos hospitalares potencialmente infecciosos em lixo comum municipal. Redução nos custos operacionais: manuseio. Esta investigação envolveu avaliação de:  Eficácia de esterilização via inativação de esporas do Bacillus sterearothermophilis spores.     Dissolução imediata dos produtos degradáveis. diretamente no esgoto sanitário. Segurança na segregação e tratamento da fração infectante. vizinhanças e ambientalistas. Emissões químicas do efluente líquido e ar.

bem como a proteção à saúde pública. que visem ao tratamento e à disposição final destes resíduos de acordo com as diretrizes estabelecidas pelos órgãos de meio ambiente e de saúde competentes‖. segregação. O PGRSS deve ser elaborado pelo gerador dos resíduos e de acordo com os critérios estabelecidos pelos órgãos de vigilância sanitária e meio ambiente federal. contemplando os aspectos referentes à geração.118   Ausência de captação do resíduo processado como resíduo hospitalar. devem ser considerados princípios que conduzam à minimização e às soluções integradas ou consorciadas. no âmbito dos estabelecimentos. 2. exige a obrigatoriedade da elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS (Folha de rosto anexo J) para os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde . complementa que ―na elaboração do PGRSS. parágrafo 1º.12 Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . . coleta. baseado nos princípios da não geração de resíduos e na minimização da geração de resíduos. estadual e municipal. O conceito de Tempo Equivalente de Esterilização permitiu rápidos ciclos de processamento e produziu um material que foi aceitável como lixo comum municipal.EAS: O PGRSS é um documento integrante do processo de licenciamento ambiental. armazenamento. O artigo 5º. acondicionamento. A eficácia de-se usar este sistema para um tratamento seguro do lixo hospitalar foi vantajosa. e Aspectos de Segurança Biológica e do Trabalho. tratamento e disposição final. transporte. artigo 4º. O referencial da Tecno Ambiental aqui relatada é apenas para enriquecer a pesquisa com novas tecnologias de destinação final dos resíduos de serviços de saúde e não uma propaganda. que aponta e descreve as ações relativas ao seu manuseio. assim como de outras empresas citadas.PGRSS Segundo a Resolução 358 do CONAMA.

previamente ao seu funcionamento. habilitado pelo seu conselho de classe. do Distrito Federal e dos Municípios.119 Conforme Resolução 358 do CONAMA os EAS são obrigados a elaborarem. terão prazo máximo de 12 meses para se adequarem aos requisitos nele contidos. § 2o O órgão ambiental competente. implementarem e apresentarem seu Plano de Resíduos de Serviços de Saúde aos órgãos competentes: Art. sempre que necessário. poderá. a fixação de critérios para determinar quais serviços serão objetos de licenciamento ambiental. 2005). do qual deverá constar o PGRSS. 4o Os geradores de resíduos de serviços de saúde constantes do inciso X do art. com apresentação de Anotação de Responsabilidade Técnica-ART. Art. de acordo com a legislação vigente. § 3o O órgão ambiental. (RDC 306. Certificado de Responsabilidade Técnica ou documento similar. publicada no Diário Oficial da União de 10/12//2004. A partir da publicação do Regulamento Técnico. desta RDC. fixará prazos para regularização dos serviços em funcionamento. no âmbito do licenciamento. no âmbito do licenciamento. 1o desta Resolução. que ―dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde‖: Art 5º Todos os serviços em funcionamento. os novos serviços e aqueles que pretendam reiniciar suas atividades.º 306. abrangidos pelo Regulamento Técnico. devendo ser apresentado o PGRSS devidamente implantado. devem elaborar e implantar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde-PGRSS. § 1o Cabe aos órgãos ambientais competentes dos Estados. A maioria dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde não terão condições técnicas de se adequarem dentro do prazo previsto pela Resolução RDC n. A literatura sobre o assunto (PGRSS) é muito recente. especialmente as normas da vigilância sanitária. deverão atender na íntegra as exigências nele contidas. . solicitar informações adicionais ao PGRSS. 5o O PGRSS deverá ser elaborado por profissional de nível superior. quando couber. em operação ou a serem implantados. de 07 de dezembro de 2004.

CAP. 25). transporte e disposição final dos resíduos gerados nos serviços de saúde. O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as normas locais relativas à coleta. p. O fluxo de manejo interno dos resíduos de serviços de saúde é um mapeamento essencial para o controle dos resíduos e definição dos responsáveis pelo processo. que se inicia com o descarte e termina com a destinação final. 3. com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados. Todo gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS. onde deve constar e prever todas as ações para o manejo dos resíduos. 3. conforme Manual de: RSS . visando à proteção dos trabalhadores. 2002. CAP. um encaminhamento seguro. todos os Estabelecimentos Assistencias de Saúde são obrigados a elaborar e colocar em prática o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde: O gerenciamento deve abranger todas as etapas de planejamento dos recursos físicos. (RDC 306. 2004).da RDC 306/2004.Planejamento e Gerenciamento. legais etc. (MINISTÉRIO DA SAÚDE. O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o planejamento estratégico da gestão dos resíduos. p. de forma eficiência a partir de bases científicas. O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos de gestão. técnicas.GRSS.III. estabelecidas pelos órgãos locais responsáveis por estas etapas.III. estabelecendo as diretrizes de manejo dos RSS. dos recursos materiais e da capacitação dos recursos humanos envolvidos no manejo dos RSS. dos recursos naturais e do meio ambiente. da ANVISA. a preservação da saúde pública.120 Segundo o capítulo III – Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde . p. baseado nas características dos resíduos gerados e na classificação constante do Apêndice I. 2004). de forma eficiente. O Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . conforme . pela definição da RDC 306. planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas. é um manual de normas e procedimentos de gestão que devem ser implantados nos EAS. (RDC 306. normativas e legais.

em outro os perigosos Respeitando a separação básica entre comuns (grupo D) e os perigosos dos grupos A. p. o quê?. B e C No momento de sua coleta e transporte interno Fonte: Guía de Capacitación .Gestión y Manejo de Desechos Sólidos Hospitalarios (1996).121 planilha dos questionamentos para soluções de problemas: quem?. como? e quando? as tarefas deverão ser realizadas. acompanhamento e verificação do planejamento 38 5W1H – vide glossário . 25). Aput RSSPlanejamento do gerenciamento (2002. Esta matriz é também usada e conhecida nas organizações como Método 5W1H38 que é uma excelente ferramenta para elaboração. Tabela 11 Fluxo de manejo interno dos RSS OPERAÇÃO SEGREGAÇÃO: Separar e acondicionar os RSS de acordo com suas características IDENTIFICAÇÃO: Colocar em cada recipiente de RSS fechado a etiqueta correspondente ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO: Colocar os recipientes fechados em local destinado para sua coleta COLETA E TRANSPORTE: Transladar os recipientes do local de armazenamento temporário até o local do armazenamento externo ARMAZENAMENTO EXTERNO: Armazenar os RSS em um local adequado Devidamente acondicionado à espera de sua coleta definitiva QUEM? O pessoal dos serviços que geram RSS O QUÊ? ONDE? RSS comuns e perigosos Na fonte de geração COMO? Colocando cada tipo de resíduos em seu recipiente correspondente Preenchendo a etiqueta com os dados que identifiquem os RSS QUANDO? No momento de descartar o resíduo O pessoal dos serviços que geram RSS O recipiente cheio de RSS perigosos Na fonte de geração Ao fechar um saco ou um recipiente cheio O pessoal dos serviços que geram resíduos e o pessoal dos serviços de limpeza Os recipientes fechados e Etiquetados que contêm RSS Nos locais determinados pelo PGRSS sobre a fonte de geração Transladando manualmente os recipientes de dentro da fonte de geração Depois de fechá-los e etiquetá-los O pessoal dos serviços de limpeza Apenas recipientes fechados e etiquetados Em carros com rodas de tração manual Respeitando o roteiro e os procedimentos de segurança estabelecidos De acordo com o horário e freqüência de retirada para cada área e tipo do serviço O pessoal dos serviços de limpeza Os resíduos de acordo com a segregação realizada Em um armazém se acondiciona os resíduos comuns. onde?.

no que diz respeito ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. os Serviços de Engenharia de Segurança e Medicina no Trabalho – SESMT.122 operacional e para análise de melhoria dos sistemas organizacionais. Caso adote a reciclagem de resíduos para os Grupos B ou D. Os resultados devem ser registrados em documento próprio e mantidos em local seguro durante cinco anos. acondicionamento. contemplando os aspectos referentes à geração. os setores de higienização e limpeza. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. . As rotinas e processos de higienização e limpeza em vigor no serviço.CCIH ou por setor específico. vigentes. ambiental e de normas da CNEN. de acordo com as normas dos órgãos ambientais e demais critérios estabelecidos neste Regulamento. de acordo com a especificidade do serviço. Para serviços com sistema próprio de tratamento de RSS. As ações referentes aos processos de prevenção de saúde do trabalhador. Segundo Cap. no âmbito dos estabelecimentos. a elaboração. definidos pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar . a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH. 3. bem como as ações de proteção à saúde pública e ao meio ambiente. O atendimento às orientações e regulamentações estaduais. 7. transporte. 2. o desenvolvimento e a implantação de práticas. o registro das informações relativas ao monitoramento destes resíduos. 8. Caso possua Instalação Radiativa. o atendimento às disposições contidas na norma CNEN-NE 6. 5. 6. As ações a serem adotadas em situações de emergência e acidentes. Id. As medidas preventivas e corretivas de controle integrado de insetos e roedores. de acordo com a periodicidade definida no licenciamento ambiental. coleta.05. 9 – O desenvolvimento e a implantação de programas de capacitação abrangendo todos os setores geradores de RSS. armazenamento. 4. em consonância com o item 18 deste Regulamento e com as legislações de saúde. municipais ou do Distrito Federal. Comissões Internas de Biossegurança. segregação. O PGRSS deve contemplar ainda: 1. V da RDC 306/2004 define-se PGRSS como: O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos. Seguindo este fluxo fica fácil de se entenderem as tarefas rotineiras no tratamento dos resíduos. tratamento e disposição final. observadas suas características e riscos.

 Variação da proporção de resíduos do Grupo B. como os citados pela RDC 306. Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania.13 Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde Segundo a Resolução Conjunta SS/SMA/SJDC 39 -1.  Variação da proporção de resíduos do Grupo E. sejam da administração pública ou privada. item 4.  Variação da geração de resíduos. pelo menos representante de cada grupo de 39 SS/SMA/SJDC –Secretaria de Saúde. devem participar todas as pessoas envolvidas nas atividades que abrange o Plano. de 29/06/98. o gestor responsável pelo PGRSS deve ter o monitoramento constante com indicadores específicos para a área. 2. . deverá apresentar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (PGRSS) junto às autoridades estaduais sanitária e ambiental competentes.2.  Variação da proporção de resíduos do Grupo A. O PGRSS não pode ser elaborado apenas pelo pessoal administrativo e burocrático do estabelecimento de saúde. novos ou em funcionamento. todas os estabelecimentos assistenciais de saúde devem apresentar o Plano de Resíduos de Serviços de Saúde aos órgãos competentes do estado: A administração dos estabelecimentos prestadores de serviços de saúde. se não todas as pessoas.123 Além de monitorar estes nove itens. para que funcionários e pessoal da área de saúde possam acompanhar o desenvolvimento dos mesmos gráficos. Os indicadores devem ser produzidos no momento da implantação do PGRSS.2:  Taxa de acidentes com resíduo perfurocortante. para fins de aprovação. com acompanhamento periódico com relatórios e gráficos que devem ficar em local de fácil visualização.  Variação do percentual de reciclagem.  Variação da proporção de resíduos do Grupo D.

com informações para o seu preenchimento adequadamente. assim como todas as etapas do Plano. é salutar atender a alguns requisitos básicos como: Identificação do estabelecimento prestador de serviços de saúde:  Razão social  Nome de fantasia (nome pelo qual é conhecido).  Endereço. por exemplo. Profissão.  Atividades desenvolvidas e horários de funcionamento (em caso de hospital. Profissão. Este é pré-montado. acrescentar o nº de leitos/especialidade). o que facilita muito o trabalho do executor do plano e do técnico responsável pelo seu preenchimento e na aprovação. Deve se adotar o mesmo sistema para implantação de normas do sistema ISSO 9001. Na figura 13.REFORSUS (2001) O PGRSS tem o relatório padrão conforme formato pré-definido (figura 13). para que o PGRSS. um exemplo do formulário do PGRSS para melhor entendimento na elaboração do relatório do Plano de Resíduos de Serviços de Saúde. tenha uma implantação inquestionável. RG. RG. para informação do estabelecimento de saúde.124 atividade. onde todas as pessoas da organização são treinadas e oferecem sugestões de como normalizar seu setor. Registro Profissional).  Responsável Técnico pelo estabelecimento (Nome. Registro Profissional). Segundo orientações do Ministério da Saúde – ―Guia do estudante‖ . telefone e fax.  Área total do terreno e área construída (m2). Portanto.  Responsável Técnico do PGRSS (Nome. .

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Figura 12 – Modelo de apresentação do Plano de Resíduos de Serviços de Saúde Fonte: Ministério da Saúde – REFORSUS (2001, p. 45)

O PGRSS deve ser realizado junto ao processo operacional, com equipes de trabalho na base da operação, como:
 

Visita e caracterização da Unidade Geradora de Resíduos; Entrevista com as pessoas envolvidas, principalmente com os geradores de resíduos e com o pessoal de coletas, higienização e limpeza;

    

Levantamento de dados físicos; Dimensionamento da demanda; Elaboração de plantas e croquis de fluxos e localizações; Elaboração de normas e procedimentos administrativos e operacionais; Apresentação dos resultados das entrevistas, normas e procedimentos aos funcionários e pessoal de atividades médicas e de higiene;

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Efetuar alterações, se necessário, e aprovação pelo gestor do hospital e seu responsável.

Iniciar processo contínuo de treinamento para toda a população hospitalar passando pelo diretor do hospital ao faxineiro. Este é o trabalho mais difícil da implantação que é a conscientização das pessoas em relação as novas regras gerenciais.

2.13.1 Aprovação do PGRSS:
  

Coleta da documentação institucional Elaboração de relatório técnico circunstanciado Tramitação do Plano de Gerenciamento junto aos órgãos Estaduais e Municipais responsáveis pela análise e aprovação (Vigilância Sanitária; Órgãos ligados à Tecnologia de Saneamento Ambiental; etc.)

Recolhimento de taxas e emolumentos

2.13.2 Manejo Intra-institucional:

Segregação: envolve os procedimentos referentes à separação de resíduos infectantes e não-infectantes (recicláveis).

Acondicionamento: fornecimento de materiais (sacos, caixas rígidas e biodegradáveis) junto aos pontos de geração em consonância com a Norma Técnica.

Transporte: Equipamentos de transporte dos pontos de geração à sala de resíduos e desta, para o abrigo de resíduos.

 

Tratamento Prévio: Produtos para desinfecção e limpeza. Manutenção da Armazenagem Interna e Externa.

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Programa de Saúde Ocupacional: Equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos de proteção coletiva (EPC).

Para a elaboração do PGRSS é necessário que o gestor tenha conhecimento de várias normas e legislações, entre elas citam algumas da ABNT40, da ANVISA e do CONAMA.  NBR 10.004 – Classifica os resíduos sólidos quanto aos riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública     NBR 12807 – Terminologia dos RSS NBR 12809 – Manuseio dos RSS NBR 12810 – Coleta de RSS NBR 7500 – Símbolos de risco e Manuseio para o transporte e Armazenagem de Materiais.  RDC Nº. 306 – ANVISA - Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.  RDC Nº. 358 – ANVISA - Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. Devem considerar também as diversas regulamentações especificas da área de saúde no que diz respeito à preservação da higiene, limpeza e desinfecção dos locais onde são executados os serviços de saúde. Todas estas normas são os instrumentais de que dispõem os médicos e profissionais de saúde para conduzir seus programas de tratamento de resíduos. Segundo Povinelli e Bidone (1999), é necessário que se tenha uma normalização padronizada para que não fiquem dúvidas sobre as responsabilidades dos geradores de resíduos:
A normalização não evita, entretanto, as opiniões contraditórias de técnicos e especialistas a respeito dos potenciais riscos determinados pelos resíduos de serviços de saúde, alguns esposando a idéia de que não oferecem risco à saúde

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A ABNT é uma entidade privada, independente e sem fins lucrativos, fundada em 1940, que atua na área de certificação.

Gestão da Qualidade e Gestão de Pessoas. muito ainda pode ser contribuído e aplicado em termos de teoria de gestão no processo de tratamento de resíduos. Por isso mesmo. elementos críticos de análise bem como todo cabedal teórico atrelado ao pensamento administrativo. 79) 2. 1999. . e a praticidade da Legislação) que não são excludentes nem contraditórias. composta por suas análises sistêmicas. pode ser um elemento a mais no aperfeiçoamento desses programas. Entretanto. (Teorias de Gestão Administrativas. Evidentemente. P. como Gestão Ambiental.(POVINELLI e BIBONE.128 pública e outros. indicadores. de forma que seja possível contemplar as duas abordagens. Duas abordagens – Teorias administrativas e Legislação Como é possível perceber nas duas abordagens. que são altamente perigosos e necessitam de gerenciamento adequado. as melhorias técnicas e aperfeiçoamentos legais serão sempre importantes para melhorar a situação da Gestão de RSS.14. acredita-se que esta pesquisa somente poderá ser implementada com a ampla colaboração de profissionais da área de saúde e pesquisadores sobre essa temática. a construção de uma gestão gerencial.

buscando uma necessidade intelectual pelo conhecimento. que busca respostas através do uso de métodos científicos: A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas teóricos ou práticos com o emprego de processos científicos. aspectos referentes à seleção do objeto de pesquisa. escolha do universo e da amostragem para o levantamento dos dados a serem pesquisados. a pesquisa parte de uma dúvida ou problema. uma vez que uma solução poderá ocorrer somente quando algum problema levantado tenha sido trabalhado com os instrumentos científicos e procedimentos adequados. Id (2002.1 Metodologia de Pesquisa Este capítulo apresenta os procedimentos metodológicos aplicados à presente investigação. p. p. 2002.2 A Pesquisa Segundo Cervo.129 CAPÍTULO III – METODOLOGIA 3. A pesquisa parte. (CERVO. já na pesquisa aplicada o pesquisador é motivado . sendo que a pesquisa pura ou aplicada visa ao ―saber‖. 65) faz referências que alguns autores dão distinção entre a pesquisa pura ou básica e a aplicada. A metodologia de pesquisa está fundamentada em Cervo e Bervian (2002). a seguir trata-se das referências bibliográficas e o estudo exploratório da pesquisa. 63). com o uso do método científico. de uma dúvida ou problema e. busca uma resposta ou solução. Os três elementos são imprescindíveis. Inicia-se a terminologia de pesquisa. pois. 3. 3.

como referências à gestão da qualidade. A pesquisa bibliográfica. viu-se a necessidade de abordar as questões gerenciais nas organizações. Ambas são indispensáveis para o progresso das ciências e do homem. fundamentou-se nos autores ambientalistas Tachizawa e Barbieri. principalmente da ANVISA e CONAMA. transformar em ação concreta os resultados de seu trabalho. assim como procedimentos de manejo dos RSS. P. legislação ambiental. a realização da pesquisa aplicada para análise e interpretação dos dados. Pretendeu-se transmitir uma visão global das inter-relações entre os estabelecimentos de saúde. enquanto a outra pretende. abordando conceitos e classificações. e. uma busca a atualização do conhecimento para uma nova tomada de posição. iniciando-se com a gestão empresarial macro e percorrendo a gestão ambiental até a gestão do PGRSS. nem se opõe (pura e aplicada). São pesquisas que não se excluem. restringindo-se a definir e buscar mais informações sobre determinado assunto de . desta investigação. onde destacou-se o papel do gestor hospitalar. o meio ambiente e a organizações prestadoras de serviços. o estudo exploratório é. gestão de mudanças e ambiental. (CERVO. buscando soluções para problemas concretos‖. 65) Id. normalmente. não elaboram hipóteses a serem testadas no trabalho. 2002. Estes diversos temas foram contextualizados e agrupados de forma lógica. principalmente quando há pouco conhecimento sobre o tema a ser pesquisado. e para uma eficiente implantação do PGRSS. a necessidade de adequação dos EAS às legislações. para as conclusões finais. posteriormente. plano de gerenciamento dos RSS. o primeiro passo no processo de pesquisa. problemas ocasionados pela falta de gerenciamento dos RSS. Os estudos exploratórios. Pesquisado também outros autores relevantes para o tema e para aos objetivos deste trabalho. além disso. ―a pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos‖. Segundo Cervo (2002).130 pela necessidade de ―contribuir para fins práticos mais ou menos imediatos.

3 Método Fontenelle (Apud Cervo. é a aplicação do plano metodológico e a forma especial de o executar‖.4 Técnica . na 306/04 da ENVISA. 25). 69). Entende-se que o método e a técnica planejamento estratégico e planejamento operacional de uma organização. o procedimento sistemático. 24) assim exaltou o método ―A arte de descobrir a verdade é mais preciosa que a maioria das verdades que se descobrem‖. para capacitação a distância e na obra de Schneider. P. p. Tais assuntos têm por objetivo familiarizar-se com o fenômeno ou obter nova percepção do mesmo e descobrir novas idéias. p. 3. Segundo Cervo (2002. 2002. O estudo exploratório desta pesquisa. 2002. baseou-se principalmente nas Resoluções 358/04. A técnica. Manual de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde. em plano geral. por sua vez. do CONAMA que dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. se comparam ao 3. que dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Gerenciamento de resíduos de serviços de Saúde. (CERVO. É assim que caminha esta pesquisa: a busca constante da verdade sobre a gestão dos resíduos de serviços de saúde e a aplicabilidade das legislações. ―entende-se por método o dispositivo ordenado. editados pelo Ministério da Saúde. Manuais de Saúde Ambiental e Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde.131 estudo.

a pesquisa torna-se viável e minimiza a possibilidade de obter informações . A pesquisa do Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde .] Indução e a dedução são. é de se esperar que surjam certas relações. pessoal administrativo.. e 6) prever ou predizer. pessoal de limpeza e higiene. pessoal que tem a responsabilidade de coletar. p. (encarregado e operacional). antes de mais nada. 27). no domínio dessas técnicas‖. a pesquisa segue sugestões de Cervo (2002). higiene e limpeza geral do estabelecimento. antecipar que. para dele adquirir um conhecimento claro e preciso‖. A observação é para Cervo (2002.. 27). 27) a arte de ―aplicar os sentidos físicos a um objeto. ―as técnicas em uma ciência são os meios de executar as operações de interesse de tal ciência. p. comprometimento.132 Para Cervo (2002. estabelecer as condições obtidas a todos os casos que envolvem condições similares. entrevista e observação. construindo um procedimento de análise: 1) Formular questões ou propor problemas e levantar hipótese. idéias ou opiniões que estejam em desacordo com as observações ou com as respostas resultantes. (administrativo e operacional). formas de raciocínio ou de argumentação e. (CERVO. a generalização é tarefa do processo chamado indução. em grande parte. 2) efetuar observações e medidas. Durante todo o processo de entrevistas serão feitas observações e investigações in loco dos fluxos dos resíduos. 2002. 3) registrar tão cuidadosamente quanto possível os dados observados com o intuito de responder ás perguntas formuladas ou comprovar a hipótese levantada. 4) elaborar explicações ou rever conclusões. Ao usar a trilogia: questionário. 5) generalizar. [. envolvendo o gestor do hospital e chefes de secções. transportar e armazenar os RSS. Para assegura a qualidade da coleta de dados. isto é. como tais. O treinamento científico reside. dadas certas condições. que são os principais instrumentos na operação de coleta de dados. são formas de reflexão.PGRSS foi conduzida em forma de entrevista com questões pré-estabelecidas e abertas. e não de simples pensamento. em forma de questionário. isto é.

assim como o 41 Feedback – O reverso do processo de comunicação que ocorre quando o receptor expressa sua ração à mensagem do emissor.1995. Adota-se a pesquisa qualitativa. e de criticar e/ou sugerir modificações no processo de gestão dos resíduos hospitalares. por se tratar da qualidade da ação no que se tange ao PGRSS. No questionário de entrevista encontram-se questões que são comuns a todas as pessoas e questões que são direcionadas a cada função específica das pessoas entrevistadas. posteriormente avaliada a prática nas operações. (STONER. da gestão hospitalar. P. que de outra forma não seriam observadas e é importante para detectar novas relações. A eficiência e eficácia do PGRSS foram levantadas através do feedback41 do questionário de entrevistas onde os entrevistados terão oportunidade de falar sobre a questão. As pessoas entrevistadas foram selecionadas primeiramente pela indicação do Gestor do Hospital aleatoriamente em seu local de trabalho. no total de 09 (nove) objetos. foi percebida pelas respostas dos questionários de entrevistas e pela observação do comportamento das pessoas ao executarem suas tarefas. 513) . No primeiro momento foram analisados os procedimentos do Plano de Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde do estabelecimento. Estas pessoas têm o cargo de Auxiliar de Serviços Gerais. A questão do comprometimento e envolvimento das pessoas com o PGRSS. 3. foi desenvolvido um questionário para o pessoal cuja atividade é recolher os resíduos de saúde e resíduos comuns da Cooperativa. da participação dos funcionários e diretoria.5 Desenvolvimento do questionário Para se alcançarem dos objetivos da pesquisa. assim como a qualidade da gestão administrativa do hospital. segundo a ótica das legislações e. A entrevista possibilita a descoberta de relações (empregado/tarefas). O questionário é composto por 46 (quarenta e seis) perguntas ligadas à gestão dos resíduos. Esta pesquisa pode ser compreendida em dois momentos metodológicos complementares.133 distorcidas e incoerentes com a situação do estabelecimento.

Segundo Levin (2004. além de seus cargos em saúde. Em vez disso. 01 (um) para Enfermeira com especialidade em infecção hospitalar e 01 (um) questionário para o diretor do hospital que exerce. pretendeu-se adaptar os conhecimentos na busca da construção da consciência administrativa para a Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde. Para uma abordagem inicial da problemática do PGRSS e visando identificar especialmente problemas do seu gerenciamento (avaliação qualitativa). no início da pesquisa (março/2005). eles raramente podem estudar cada elemento de determinada população. 177) “Como os pesquisadores sociais operam com tempo. No total foram aplicados 14 (quatorze) questionários. Neste sentido. foi programada uma série de entrevistas. na medida em que se propõe estudar de forma aprofundada os itens mencionados. 3.134 comprometimento com a melhoria contínua do processo. a fim de se conhecer por completo a gestão . energia e recursos limitados. estuda apenas uma amostra. visitas e inspeções técnicas. estava implantando o PGRSS no município. um número menor de indivíduos da população”. podemos descrevê-la como eminentemente qualitativa. atividades administrativas.6 População e amostra A população e o universo da amostra da pesquisa são as pessoas lotadas no Hospital da Cooperativa de Saúde de Poços de Caldas. aquele que trabalha diretamente com a manipulação de resíduos. Foram ainda elaborados 03 (três) questionários para pessoas que exercem. nos dois momentos da pesquisa. por ser o único estabelecimento assistencial de saúde que. com os encarregados (médicos e enfermeiras) e com o diretor do hospital ou diretor administrativo. o cargo de Diretor Administrativo. p. também. Foram realizadas entrevistas com pessoal operacional. A partir dos dados coletados nas entrevistas e discussões em grupo e à luz das teorias gerenciais e científicas.

coleta e transporte interno de resíduo.135 administrativa do hospital e as áreas como centro cirúrgico. . que auxiliará a formatação dos dados finais das entrevistas. identificando e analisando o fluxo dos resíduos e o comprometimento das pessoas envolvidas. etc. ambulatório. enfermeiras. 100% (cem por cento) das pessoas envolvidas no manuseio. com uma amostragem de 10% de cada função. áreas administrativas. lavanderia. Foram considerados como fonte de pesquisa 100% (cem por cento) dos locais geradores de resíduos. assim como o papel do gestor do hospital. internos e externos. o comprometimento e o envolvimento das pessoas do hospital com relação ao cumprimento de normas e da responsabilidade social. Analisar-se-á o PGRSS com o intuito de valorizar a gestão ambiental. com entrevista com os chefes de setores (administrativo e operacional). O resultado dos questionários de entrevista será informatizado e digitalizado no software Excel. depósito temporário de resíduos. Os profissionais médicos. auxiliares de enfermagem foram selecionados por ―ala‖ do hospital.

em contraposição à exploração desse trabalho pela medicina mercantilista. cirurgias. passando a receber pacientes em seu hospital. em franco crescimento. idoneidade. que vem coroar o ideal ―inquebrável‖42 e os incansáveis esforços de toda a equipe de colaboradores. tranqüilo e favorável à luta em prol da vida. ambulatório. raio ―X‖ e odontologia. A Cooperativa de Saúde Poços de Caldas. Muito se realizou visando à qualidade e dignidade do trabalho médico. com sede administrativa própria e o Hospital Dia. Segundo o Diretor Administrativo o sucesso da Cooperativa de Saúde está na união de todas as pessoas que integram a equipe.136 CAPÍTULO IV – ANÁLISE DOS DADOS 4. Com o advento da Cooperativa de Saúde surgiram os planos assistenciais de pessoas jurídicas e físicas. 42 Expressão usada pelo diretor do Hospital para definir o propósito firme da instituição. 4. . ―Todos os que integram nossa equipe trabalharam incansavelmente. dirigentes e cooperados. conta com um verdadeiro complexo cooperativo. Esforço. um ambiente eficaz.1 Unidade da cooperativa de Poços de Caldas . Hoje a Cooperativa atua com tratamento clínico. Poços de Caldas contava apenas com os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde de rede pública. figura 14. após a opção pelo cooperativismo em uma reunião histórica da classe médica poçoscaldense. Um lugar de grande hospitalidade.História A Cooperativa de Saúde foi fundada em 05 de dezembro de 1991. empenho e coragem foram necessários para que abraçássemos o sucesso”. maternidade. Até então. Em março de 2001 foi inaugurada sua nova sede.

É importante ressaltar que o levantamento em questão não tem como objetivo fiscalizar e muito menos denunciar possíveis desconformidades na administração da unidade de saúde visitada. O intuito principal e único é poder levantar a situação do PGRSS e compará-lo com as legislações vigentes. O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde foi implantado na cooperativa em novembro de . a adequação e a existência de equipamentos e instalações adequados à manipulação e ao armazenamento de Resíduos de Serviço de Saúde.Cooperativa de Saúde (2005). 4. procedimentos adotados pelos funcionários e. objeto desta pesquisa. principalmente.137 Depósito Externo de RSSS Figura 13 .Vista aérea da unidade da Cooperativa de Saúde Fonte: Jornal eletrônico . principalmente com a RDC 306.2 Desenvolvimento do trabalho de campo Durante as visitas na Cooperativa de Saúde procurou-se levantar a situação do ambiente de trabalho na unidade de saúde.

onde foram apresentadas as pessoas envolvidas na manipulação dos resíduos de saúde. que são objetos das entrevistas. O Diretor Administrativo solicitou que não fosse explicitado o nome da Cooperativa.138 2005. O fluxo de informações é fundamental para o levantamento de dados para a elaboração do trabalho de campo. a Gerente de Recursos Humanos e o Chefe de Enfermagem. em parceria com a fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Universidade Federal de Santa Catarina. respeitando-se as confidencialidades administrativas e operacionais. esteve presente. falta serem implementados alguns itens exigidos nas RDC 306 e em alguns casos realizar algumas correções como processo de melhoria contínua. mas PGRSS já é uma realidade e está em funcionamento na Cooperativa de Saúde. Colocou-se o objetivo da pesquisa e a integridade das informações. pois para isso seria necessário consultar os demais cooperados em assembléia. o Diretor Financeiro. . A equipe que trabalhou na formulação e implantação do PGRSS foi treinada de açodo com o Manual de Treinamento elaborado pelo Ministério da Saúde. Na figura 14 apresenta-se o fluxograma do caminho percorrido na pesquisa como metodologia norteadora para as considerações finais. Projeto Reforsus. que também exerce o cargo de Diretor Administrativo. Como se pode observar ainda. além do Diretor Administrativo. Está em fase de desenvolvimento e implantação. Na primeira reunião de apresentações. o que demandaria muito tempo. editado em 2002. Secretaria de Gestão de Investimento em Saúde. As entrevistas foram realizadas em um ambiente cordial. Neste dia visitamos todas as dependências do hospital. tendo sido a primeira com o Diretor do Hospital.

muita cordialidade e satisfação de trabalhar nesta organização. assim que termina a coleta dos quartos e centro cirúrgico. com baixa escolaridade e que demonstraram durante todo o tempo. Na figura 15 apresenta-se o fluxo dos resíduos no estabelecimento. dentro no hospital. percorrendo a mesma rotina.139 OBJETIVOS: GERAL ESPECÍFICOS FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA REFERÊNCIAS: • MEIO AMBIENTE •GESTÃO AMBIENTAL •ECOSSISTEMA •IMPACTO AMBIENTAL •RESÍDUOS GERAIS •RESÍDUOS DE SAÚDE •LEGISLAÇÕES: (ANVISA-CODEMA-ABNT) •RESPONSABILIDADE SOCIAL •GESTÃO ADMINSTRATIVA METODOLOGIA: PESQUISA-AÇÃO OBSERVAÇÃO ENTREVISTAS FONTES DE INFORMAÇÕES: •ARQUIVOS DA COOPERATIVA •ENTREVISTAS INFORMAIS E FORMAIS •APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO •SISTEMA DE GESTÃO PROCESSO DE ANÁLISE ESTUDO DE CASO: APLICABILIDADE DO PLGRSS CONSIDERAÇÕES FINAIS DA APLICABILIDADE DO PGRSS GESTÃO DOS RSSS Figura 14 . onde se encontram vários conjuntos de lixeiras identificadas com cores dos respectivos resíduos.Fluxo da metodologia aplicada para a coleta de dados Fonte: Adaptado de Oliveira (2002. p. Figura 15. Excepcionalmente. sendo necessário. A coleta seletiva de resíduos é aplicada em toda a organização. Os resíduos são coletados duas vezes ao dia com carrinhos com recipientes adequados e vão direto para o local de armazenamento temporário externo de resíduos. O setor de limpeza é composto por 9 (nove) empregados com o cargo de Auxiliar de Serviços Gerais que são subordinados à Chefe de Lavanderia. área para armazenamento temporário de resíduos. faz-se mais de uma coleta. . São pessoas simples. Não há. 104) A limpeza do hospital é realizada por pessoal do próprio estabelecimento.

assim como os descartáveis são separados e armazenados em local coberto e identificado. papelão. são revertidos em ações à comunidade e aos empregados da cooperativa. como papel.Separação dos resíduos recicláveis e armazenamento para posterior venda . cujos recursos financeiros. oriundos destes materiais. conforme figura 16. plásticos. Figura 16. A coleta externa é realizada uma vez por mês por empresa recicladora.140 Figura 15 – Kit de lixeiras para descarte seletivo de resíduos Os resíduos de embalagens.

atualmente o EAS está envolvido. pessoas da área administrativa. entre outros. como as secretárias e auxiliares.141 Por ocasião do Natal é realizado concurso interno de melhor presépio projetado e montado com materiais recicláveis do estabelecimento assistencial de saúde. Há um clima bom de se trabalhar. delegados para representá-la junto à Confederação das Cooperativas do Estado. assim como as vantagens ecológicas e financeiras da segregação dos resíduos. começando pelas atendentes. objeto da pesquisa é uma organização voltada para o bem estar dos funcionários e pela qualidade no atendimento aos clientes. A reciclagem destes materiais é um fator motivador para os empregados do estabelecimento. indo aos chefes de departamento. Participamos como voluntário no I Fórum Municipal de Lixo e Cidadania. Este acontecimento é ponto forte das festividades natalinas da cidade. sendo os componentes da comissão julgadora membros da sociedade e externos à organização. . Percebe-se o bom humor das pessoas. onde houve a eleição da diretoria da Cooperativa dos catadores de lixo recicláveis de Poços de Caldas. que contou com a presença dos membros da sua diretoria. telefonistas. pois percebe-se o orgulho de todos na confecção e apresentação de seu projeto natalino. Na abertura do evento é abordada a necessidade de minimização dos resíduos. até aos auxiliares de serviços gerais. O diretor administrativo da Cooperativa de Saúde e eu fomos eleitos. enfermeiras. A Cooperativa de Saúde. como exemplo. uma iniciativa da Prefeitura Municipal. A Cooperativa de Saúde cedeu suas dependências e sala de reuniões para a formatação do estatuto da cooperativa dos catadores de Lixo Recicláveis. que é exposto no hall de entrada do prédio. assim como pode ser usada a criatividade e inovação com os materiais do lixo. em formar a cooperativa dos catadores de lixo recicláveis. A organização é consciente da necessidade de se trabalhar com responsabilidade social. e participa de vários eventos filantrópicos na comunidade. com o apoio da Cooperativa. junto com a comunidade. médicos.

Todo resíduo retirado dos quartos. figura 17. retornando em seguida para a área de armazenamento externo. transporte e armazenamento dos RSS.142 4.3 Fluxo do processo de recolhimento dos resíduos Notou-se durante as visitas de entrevistas. desce para o primeiro piso pela rampa. responsável pela coleta. O hospital não possui área de armazenamento interno. Após a retirada dos resíduos dos quartos desta ala. . ambulatório e centro cirúrgico é levado diretamente para o depósito temporário externo que fica próximo ao prédio do hospital e de fácil fluxo de entrada e saída dos resíduos. Caso necessário faz-se coleta quando solicitado. Após a verificação. faz nova higienização e retorna ao hospital para recolher os resíduos das salas cirúrgicas e do ambulatório. Ao iniciar a atividade de coleta de resíduos verifica-se que o carrinho que transporta os resíduos está em condições de higiene para ser transportado para o hospital pelo auxiliar de serviços gerais. Esta rotina é realizada duas vezes por dia. que o fluxo da retirada dos resíduos de saúde é realizado de acordo com o fluxo previamente determinado pela organização. Após esta coleta o saco de resíduos é levado até à área de armazenamento externo. é colocado saco plástico preto no container e segue-se para a ala do segundo piso do hospital onde estão localizados os quartos.

TRANSPORTAR CARRINHO ATÉ DEPÓSITO EXTERNO S COLOCAR SACOS PLÁSTICOS NOS RECEPENTES RETIRAR SACOS DE RESÍDUOS E SELECIONAR POR TIPO COLOCAR SACOS NO DEPÓSITO INICIAR PROCESSO DE COLETA TRANCAR A PORTA INICIAR COLETA NO ANDAR SUPERIOR FIM Figura 17 – Fluxograma da coleta de resíduos. A retirada dos resíduos é realizada pela empresa Ecosul que mantém contrato com a cooperativa para a retirada dos resíduos de serviços de saúde. assim como para o seu processamento e destino final.143 TRANSPORTAR CARRINHO ATÉ DEPÓSITO EXTERNO INÍCIO RECEPIENTE CHEIO ? S VERIFICAR CONDIÇÕES DE LIMPEZA DO CARRINHO N CONTINUAR COLETA HIGIENIZR CARRINHO COLOCAR SACOS PLÁSTICOS LIMPAR CARRINHO N ESTÁ LIMPO? FINALIZAR COLETA. (Apêndice A. 4. B e C) O questionário ―A‖ foi .4 Análise da Pesquisa A pesquisa foi realizada com três públicos diferentes e conseqüentemente os questionários tiveram algumas alterações nas questões.

sendo a enfermeira especialista em infecção hospitalar. apenas o Diretor Administrativo que também exerce a função de Diretor do Hospital. abrangendo 100% da população. com alternativas ‗SIM‖ e ―NÃO‖. Este questionário é composto de 46 (quarenta e seis) questões básicas para o levantamento do diagnóstico da PGRSS na Cooperativa de Saúde. perfazendo um total de 04 (quatro) entrevistados. São analisadas. O entrevistador colocou-se na posição de orientador e interlocutor das questões. os Auxiliares de Serviços Gerais. possui uma especialização (lato-sensu) em Gestão de Administração Hospitalar. Este foi um dos motivos da pesquisa ser realizada com entrevistas. São questões simples e operacionais como exemplos: ―você conhece o PGRSS do hospital?‖ ―Você sabe como se classificam os resíduos de saúde?‖ Para algumas questões foi necessário maior explicação na linguagem dos entrevistados para que pudessem entender o que se era perguntado. Foi observado que de toda a administração da Cooperativa de Saúde. que exerce o cargo de Encarregada de Enfermagem que respondeu a dois questionários. ou seja. especializado em medicina do trabalho. com especialização em cirurgia vascular e o médico infectologista do CCIH. também. conversas informais com os empregados que puderam se expressar sobre o sistema de gestão de resíduos e o sistema de gestão administrativa do estabelecimento. Este questionário foi direcionado mais à gestão do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. O questionário ―B‖ foi direcionado para o pessoal técnico administrativo do hospital. que são 09 (nove) elementos. O Diretor Clínico do hospital. O questionário ―C‖ com 57 (cinqüenta e sete) questões foi respondido pelo Gestor do Hospital que também exerce o cargo de Diretor Administrativo.144 direcionado para as pessoas que mantém contato direto com os resíduos de serviços de saúde. Foram aplicados 09 (nove) questionários. . como atividade administrativa e operacional.

145 Pode-se observar nas entrevistas informais com o pessoal da Cooperativa. A Administração adotada na cooperativa é democrática e participativa. está relacionada na tabela 12. 04 (quatro) são alocados na lavanderia e 03 (três) na manutenção dos prédios. ambiental e humanas definidas na Missão e Visão da Cooperativa. etc) da cooperativa de Saúde. em estudo. A cooperativa de Saúde conta com 21 apartamentos com dois leitos. . social. Nota-se o espírito empreendedor e inovador de ações que fortaleçam a integridade das pessoas que conseguem atingir os objetivos da organização. enfermeiras. 4.1. Sendo um para paciente e outro para acompanhante. assim como conduzir o planejamento estratégico embasado nas políticas financeira. deixando as pessoas à vontade para sugestões de melhorias e críticas. Tabela 12 Quadro de funcionários da Cooperativa de Saúde Número de médicos Número de pessoas administrativas (secretárias e auxiliares) Números de enfermeiros (as) Número de auxiliar de enfermagem Número de técnico de enfermagem Número de Auxiliar de serviços gerais 194 15 05 24 29 16 Dos auxiliares de serviços gerais 09 (nove) são funcionários que trabalham diretamente com os resíduos de serviços de saúde. administrativos. que o Diretor Administrativo exerce uma grande influência nas atividades de mudanças e goza de grande respeitabilidade na organização. Levantamento de dados da Cooperativa: A composição do quadro de funcionários (médicos.4.

98 140.40 42.960. Neste período foram gerados 8. não recicláveis e não infectante e os resíduos infectantes.90 564.80 153.68 Não recicláveis e não infectantes 786.032.80 736.10 Total 1.00 48. Tabela 13 Quantidade de resíduos gerados (jan a out/2005) Meses Jan/05 Fev/05 Mar/05 Abr/05 Mai/05 Jun/05 Jul/05 Ago/05 Set/05 Out/05 Totais Resíduos Recicláveis 162.80 90.40 164.40 76.50 32.50 70.960.80 1.2.60 8.Geração de Resíduos Recicláveis .081.18 de resíduos infectantes.033. conforme tabela 13.18 quilos de resíduos entre os recicláveis.50 67.029.28 1.80 1.30 29.68 quilos de resíduos recicláveis (papel.50 1.60 7.18 Resíduos Recicláveis 200 150 100 50 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out Figura 18 .10 1.00 78.40 1.70 125.20 743. Deste total 1.50 804.011.00 67.80 897.70 185.094.30 79.80 73.128.20 634.094.60 758.60 825.314.960.10 de resíduos não infectantes e 8.10 627.60 905. Geração de resíduos A cooperativa disponibilizou os dados de controle de geração de resíduos do período de janeiro a outubro de 2005. 7.146 4.30 175.10 Infectante 84. papelão e plástico).80 876.90 157.4.10 236.314.50 802.

pelos dados da tabela 13. porém nos meses de setembro e outubro/2005 há uma grande evolução de geração de resíduos infectantes. porém ele é influenciado pela variável externa. que.147 Percebe-se. maior descarte. à redução de atendimento do período. Maior atendimento ao cliente (paciente). figuras 18 e 19. em momento de grande atendimento. supera as variáveis internas. os números apresentam uma tendência mais forte na redução de geração dos recicláveis. Este trabalho reflete as ações da Cooperativa em minimizar o descarte e racionalizar o uso de materiais recicláveis. Na figura 18 nota-se um esforço semelhante na redução dos resíduos infectantes. Geração de Resíduos Infectantes 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out Figura 19 – Geração de resíduos infectantes Ao analisar os dois gráficos. percebe-se que faz sentido o aumento de resíduos descartáveis. conseqüentemente. Houve neste período (janeiro a outubro de 2005) um forte trabalho das equipes da CIPA e do grupo de minimização de resíduos. assim como pela visualização da figura 18. nos meses de setembro e outubro. nos meses de agosto e setembro. Na linha de tendência nota-se um declínio durante o período analisado. a priori. e isto deve-se. maior número de materiais usados. Segundo informações levantadas. comparando com a geração de resíduos de infectantes. que houve um bom trabalho na redução de resíduos recicláveis. .

razão pela qual não foi possível levantar a quantidade precisa de geração de resíduos por leito. Os períodos de festas nas cidades contribuem para o aumento dos atendimentos no ambulatório devido o aumento de número de acidentes automobilísticos. que são as pessoas que recolhem.5 Kg / 10 (meses) / 30 (dias) / 21 (leitos) = 12. o que é um padrão para o gerenciamento dos resíduos. adquirir para o uso e usar racionalmente os materiais evitando ao máximo o desperdício e o retrabalho. página 100.13 Kg/leito/dia. Infelizmente a Cooperativa ainda não tem o controle de resíduos separados por área de geração. Como variáveis. fazendo com que aumente a clientela.8 Kg/leito/dia. conforme tabela 6. o que altera seu comportamento. Ao adotarmos as quantidades geradas por número de leitos. bem acima da média Brasil que varia de 1. com alguns pontos de elevação. como grande período de chuvas e ou seca. Dá-se a ver que a quantidade de geração por leito é muito alta. temos um número de resíduos gerados muito alto por leito.4.148 De janeiro a agosto de 2005 percebe-se uma queda na geração de resíduos. Fazer as coisas certas da primeira vez. neste caso. 4.3.645. transportam e armazenam os . As variáveis externas são aquelas que não estão no poder das decisões da cooperativa. Os fatores ambientais também influenciam nas variáveis externas. Levantamento dos resultados dos questionários (entrevistas) Conforme já explicitado na metodologia foram entrevistados 09 (nove) funcionários. que são as ações tomadas pela gestão do hospital e seus respectivos funcionários para um trabalho de conscientização de requisitar. auxiliares de serviços gerais. Ou seja: Resíduos Infectantes + Resíduos não Recicláveis = 7. temos as variáveis internas. São ações e atividades dos clientes do hospital que nem sempre estão aptas a acatar as recomendações da organização e estão no hospital porque alguma coisa não está bem com ele ou com alguém da família.2 à 3.

isto é. não têm conhecimento da parte . As 46 (quarenta e seis) questões foram agrupadas com informações afins. eles não têm conhecimento da legislação. Fez-se um resumo das perguntas do questionário para melhor explicitar a intenção e objetivo da pesquisa. tabela 14. Missão e Políticas da Organização. Assim teremos questões como conhecimento do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde e suas normas. neste caso. sem prejudicar o resultado da pesquisa. porém. Tabela 14 Resumo das respostas obtidas nas entrevistas com pessoal operacional Percentual que responderam SIM 100 100 56 100 Percentual que responderam SIM RESUMO DAS RESPOSTAS DAS ENTREVISTAS Conhecimento do PGRSS Treinamento do PGRSS Conhecimento das RDC (CONAMA e ANVISA) Conhecimento da Política Ambiental da Cooperativa Treinamento sobre segregação de resíduos Os resíduos são acondicionados em saco branco leitoso Conhecimento sobre a classificação dos resíduos Os resíduos perfurocortantes são acondicionados em recipientes próprios Conhecimento sobre resíduos biológicos Os recipientes são identificados adequadamente Conhecimento dos símbolos de resíduos Conhecimento sobre higienização e limpeza dos carrinhos Treinamento e uso correto de EPI´s Sabe o que é doença ocupacional Conhecimento da Visão. assim como outro grupo com relação à estrutura administrativa e planejamento estratégico. que os auxiliares de serviços gerais foram treinados no operacional. 100 44 100 100 100 56 44 100 100 100 100 77 56 33 44 Observa-se que os funcionários que trabalham diretamente com os resíduos. nas rotinas e atividades de remoção. não têm em mãos ou em local público a disponibilidade das legislações da ANVISA e CODEMA o que poderia melhorar seus conhecimentos sobre a elaboração e aplicação do PGRSS. Nota-se. transporte e armazenamento dos resíduos. Por outro lado.149 resíduos de serviços de saúde. ou seja. aqueles que são diretamente responsáveis pela aplicabilidade e sucesso ou fracasso do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde tiveram treinamento sobre o PGRSS e têm conhecimentos sobre a necessidade da coleta seletiva e a obrigatoriedade legal para a gestão ambiental.

―Ainda não está implantado o uso dos sacos brancos. figura 19.Sacos plásticos para acondicionamento – Especificação. ficando as chaves com o responsável do armazenamento e retirada do material para tratamento externo. uma balança para a pesagem dos materiais. A simbologia de identificação também estará implantada em 2006. . Não há identificação externa para o local. Foi observado. só identificação interna para localização dos resíduos. que a cooperativa ainda não usa os sacos brancos leitosos conforme norma NBR 9. que é realizada após cada retirada dos resíduos.500 Símbolos de risco e manuseio para o transporte e armazenamento de materiais. tem cantos retos e não arredondados conforme especificado na norma. ele se posicionou sobre o assunto dos sacos brancos e da simbologia de identificação dos resíduos. também. Contém. para melhor segregar os vários tipos de resíduos. assim como a simbologia de identificação de resíduos. também. Internamente o local é azulejado.150 legal. eles serão comprados em breve e provavelmente estará em uso a partir de 2006”. Em entrevista com o diretor administrativo. O piso não está dentro das normas. quando da entrada dos resíduos no estoque.191 . As portas dos depósitos são trancadas. como os resíduos de saúde não infectantes. com separação de alvenaria para os vários tipos de resíduos. infectantes e resíduos recicláveis. assim como o abrigo para depósito temporário dos resíduos que está sendo construído em outro local. das normas e legislações. Na figura 20 vê-se o abrigo atual que será desapropriado. tendo ligação de água e mangueira para a lavagem e higienização. conforme NBR 7.

Figura 21 – Interior do abrigo de resíduos com balança. é de madeira compensada. a balança com a prancheta de controle de entrada de resíduos e. quando devia ser de . o que dificulta a higienização. ao fundo. instalação de água e Prancheta para anotações dos pesos. Observa-se. também. na figura 22 que a divisória interna que separa os resíduos recicláveis dos não recicláveis. permitindo acúmulo de sujeira nos cantos.151 Figura 20 – Abrigo externo para resíduos de serviços de saúde. Observa-se. na figura 21 que os cantos não são arredondados conforme especificações técnicas. Vê-se. a instalação de água com mangueira. à direita.

o que não impacta diretamente na segregação. afirmaram que houve palestras e reuniões sobre Visão. Figura 22 – Divisória de maderite Figura 23 – Recipiente de perfurocortantes Quanto ao conhecimento dos tipos de resíduos. 56% dizem conhecer pouco e 44% dizem não ter conhecimento. Segundo as pessoas que disseram ter conhecimento. porém é importante que as pessoas que trabalham com estes materiais saibam como eles se classificam e o grau de risco de cada um deles. Percebe-se este fato em muitas organizações empresariais. Foi questionado sobre o tempo que estão no estabelecimento assistencial de saúde e a escolaridade. o que está apresentado na tabela 15: .152 alvenaria. onde por mais que se instrua sobre estes assuntos. pois esta tarefa é realizada pelos médicos. 100% dos entrevistados desconhecem como estes são classificados. para facilitar a higienização do local e na figura 23 vê-se a embalagem usada para o descarte de perfurocortantes sobre estrado de madeira. Missão e Políticas da Organização. Comprovando o treinamento operacional 100% dos entrevistados os auxiliares de serviços gerais (100%) sabem como higienizar os carrinhos de transporte de resíduos e os locais de armazenamento. enfermeiras e técnicos de enfermagem. Visão e Missão da organização. por não ser sua rotina de trabalho. sempre há alguém que está totalmente desligado. Outro fato é que no hall de espera do prédio central encontram-se quadros com as Políticas. Quanto ao conhecimento da Visão. dentro da normalização. Estão conscientes da necessidade de usar os EPI´s e acham que é uma proteção contra doenças. Missão e Políticas da Organização.

o que ocorre. 100% dos entrevistados têm conhecimento sobre as RDC´s e receberam treinamento sobre o PGRSS. 100 100 77 56 33 44 Percebe-se que neste nível de profissionais. o conhecimento sobre Políticas. também.2º grau 2ª série . Em contra-partida. o que .6 ano 1 ano 1.153 Tabela 15 Tempo na função e escolaridade Entrevistado A B C E F G H I Tempo na função 5 anos 5 anos 8 anos 5 meses 1. Dos elementos administrativos entrevistados observaram-se os resultados da tabela 15.2º grau Os questionários de entrevistas com profissionais da área médica com funções administrativas foram realizados com 04 (quatro) pessoas. Tabela 16 Resumo das respostas obtidas nas entrevistas com pessoal administrativo Percentual que responderam SIM 25 100 56 100 Percentual que responderam SIM 75 100 44 100 100 100 56 44 100 100 RESUMO DAS RESPOSTAS DAS ENTREVISTAS Tem formação em Administração Hospitalar Treinamento do PGRSS Conhecimento das RDC (CONAMA e ANVISA) Conhecimento da Política Ambiental da Cooperativa Treinamento sobre segregação de resíduos Os resíduos são acondicionados em saco branco leitoso Conhecimento sobre a classificação dos resíduos Os resíduos perfurocortantes são acondicionados em recipientes próprios Conhecimento sobre resíduos biológicos Os recipientes são identificados adequadamente Conhecimento dos símbolos de resíduos Conhecimento sobre higienização e limpeza dos carrinhos Treinamento e uso correto de EPI´s Sabe o que é doença ocupacional Conhecimento da Visão. Visão e Missão da organização ainda é pouco desenvolvido. Missão e Políticas da Organização.6 ano 1 ano Escolaridade 3ª série -1º grau 8ª série-1º grau 4ª série-1º grau 6ª série-1º grau 4ª série-1º grau 2ª série -1º grau 2ª série . quando se questiona o conhecimento sobre a Política Ambiental da Cooperativa.

NBR´s. neste grupo. a necessidade de maior esclarecimentos e treinamento sobre os resíduos. Evidenciou-se que 100% dos entrevistados usam e estão conscientes da necessidade dos EPI´s. ―pouco tempo para divulgação entre os funcionários‖. Outro dado importante a ressaltar. obtiveram-se as respostas: ―divergências entre as normas ANVISA e CONAMA‖. Quando foram questionados sobre as maiores dificuldades para a implantação do PGRSS. e 25% negativamente. O descarte seletivo por tipo e classificação é fundamental para o sucesso do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde. 50%. Sobre o assunto. RDC´s. uma vez mais. pois afeta a segregação dos resíduos. iniciará nova rodada de treinamentos com todas as pessoas envolvidas e já com a implantação da identificação nos recipientes com a simbologia apropriada. O que foi verificado é que há procedimentos operacionais em algumas áreas. 75% repondem afirmativamente. é que 33% disseram não saber o que é doença ocupacional e o mesmo dado aparece quando se questiona sobre o conhecimento sobre resíduos biológicos. Este treinamento é de suma importância. Nesta questão. 25% e ―dificuldades para aquisição de materiais‖ 25%. etc que norteiam o processo de implantação e manutenção do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde. e o uso do saco branco leitoso facilitará a visualização e a praticidade da operação de segregar e descartar corretamente todos os resíduos gerados no hospital. Este grupo de profissionais (100%) não sabe sobre a classificação dos resíduos de serviços de saúde. No . nota-se a coerência da pesquisa com a teoria. decretos. Todos entrevistados que estão lotados na administração intermediária tiveram participação na elaboração e implantação do PGRSS.154 resultou em 56% conhecem e 44% não conhecem. onde foi levantada e pesquisada uma grande quantidade de normas. Quanto ao conhecimento de procedimentos escritos nas áreas maioria dos entrevistados. o diretor administrativo da cooperativa comentou que no início do primeiro semestre de 2006. porém há pessoas que não atentaram para o que seja ―procedimento escrito‖. Este dado vem confirmar.

processos e procedimentos que alteram as características físicas. não podendo o motorista alterá-la. conforme normas contidas na Resolução nº 091/1999. que atendem à legislação. 4. Como mencionado anteriormente. O motorista recebe treinamento periódico sobre os produtos que transporta assim como treinamento para situação de emergência em caso de acidentes e possui o MOPP . físico-químicas. sem prévio consentimento da mesma. podendo ser realizado tratamento interno ou externo ao estabelecimento de saúde”. Segundo folder da Ecosul “a opção para o tratamento de .5 Destinação dos Resíduos de Serviços de Saúde da Cooperativa Resolução CONAMA nº 283/01 define um sistema de tratamento de resíduos de serviços de saúde como ―o conjunto unidades.Movimentação de produtos Perigosos que é o documento de habilitação para condutores de produtos perigos.Conselho Nacional do Trânsito. com veículo próprio.155 tocante ao Planejamento Estratégico e Operacional. É utilizado veículo de pequeno porte adaptado para transitar em centros urbanos. sob contrato de prestação de serviços. figura 22. do CONTRAN . a Gestão dos Resíduos de Saúde não está plenamente implementada na organização. porém quanto ao conhecimento de todos os funcionários. químicas ou biológicas dos resíduos e conduzam à minimização do risco à saúde pública e à qualidade do meio ambiente. A rota é previamente estabelecida pela empresa contratada. o pessoal de administração intermediária tem conhecimento e participou da elaboração do mesmo. Os Resíduos de Serviços de Saúde da Cooperativa de Saúde são retirados duas vezes por semana do armazém externo por uma empresa terceirizada. temos que 75% acreditam que sim e 25% dizem que planejamento estratégico assim como o plano operacional não são de conhecimento de todos os funcionários.

Ela tem em seu quadro de funcionários. Segundo o proprietário levou. através da redução do impacto ambiental. o que permite manter a integridade das mesmas durante todo ciclo. FEAM e ANVISA. A Ecosul está ecologicamente legalizada para as operações com resíduos. juntamente com o vapor. Segundo folder da empresa “a Ecosul é a empresa pioneira em Minas Gerais no tratamento dos resíduos dos serviços de saúde utilizando a tecnologia de autoclaves”. um engenheiro ambiental e um técnico em meio ambiente. é realizado a injeção de ar comprimido. Esta empresa surge em Poços de Caldas como a solução para todo a região e é a primeira empresa de processamento de resíduos de serviços de saúde do estado de Minas Gerais. Hoje a Ecosul é uma empresa Certificada e Licenciada pelo CONAMA. sendo inaugurada no mês de setembro/2005. aumentando a pressão da câmara de forma a compensar o aumento de sua temperatura interna. além do administrativo e operacional. A Ecosul está em operação há 4 meses. dois anos para a FEAM liberar a documentação necessária para a operação. Neste caso durante o ciclo. sem causar o rompimento das mesmas. Esta opção é útil em equipamentos destinados a Hemocentros”.156 bolsas de sangue. o que vem minimizar o risco à saúde pública e melhorar a qualidade do meio ambiente. A empresa contratada é a Ecosul que está situada aproximadamente a 10 quilômetros do centro da cidade. Figura 24 – Veículo para transporte de RSS e Motorista devidamente equipado para a atividade de coleta .

a Ecosul vem registrando um aumento sucessivo de processamento de resíduos de serviços de saúde.5 920. do mesmo proprietário. uma para efluentes infectantes e outro para efluentes hidro-anitários. figura 23.0 215.0 .157 A empresa possui duas ETE´s .Efluentes hidrosanitários e Infectantes Nestes quatro meses de operação. só tem processado resíduos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde do setor privado. Figura 25 – ETE I e II . Não foi possível realizar um acordo com os EAS do setor público. Infelizmente até o momento. que são direcionados ao ―aterro controlado‖ do município. Após o tratamento dos efluentes infectantes o líquido passa por outro processo onde é tratado e a água é usada na torre de resfriamento de outra empresa recicladora de plástico. Tabela 17 Evolução do processamento de resíduos da Ecosul Meses Setembro Outubro Novembro Quantidade processada (Kg) 35.Estações de Tratamento de Efluentes. Os rejeitos são canalizados para fossa séptica (sumidouro) construída conforme legislação da FEAM. conforme tabela 17.

e um triturador de resíduos sólidos. na cidade de Betim. as portas são fechadas. minimizando. A empresa tem também um grande trabalho ambiental.158 A Ecosul opera com os equipamentos Autoclave com capacidade de processar 487 litros por ciclo. Desta forma. agregando valor aos acionistas. remediação e aterro. daí é depositado em containers. Seus principais serviços são Co-processamento. MG. incineração. que leva em torno de 40 (quarenta) minutos. melhorando a qualidade de vida e o ecossistema. re-processamento e destinação final dos resíduos de saúde da cooperativa de Saúde. Observa-se que do mês de outubro para o mês de novembro houve um acréscimo de produção de 427%. é seguido à risca pelos funcionários da empresa. . também. o que pode definir como um investimento altamente promissor e. anteriormente degradada por empresa exploradora de madeira. o motorista coloca os EPI´s e descarrega os resíduos que são colocados no autoclave por este lado e sai tratado pelo outro lado de forma que o material infectante não cruza com o material tratado. fecha-se o ciclo dos resíduos de serviços de saúde da Cooperativa de Saúde. conseqüentemente a quantidade de resíduos de serviços de saúde que são lançados ao solo. por outro lado. Depois que o veículo entra na estação de tratamento. A cada etapa é emitido certificado de entrega dos resíduos. o material é enviado para incineração na empresa Essenis. sendo assim possível a sua rastreabilidade. figura 26. tendo recuperado parte da mata nativa na região. O fluxo do processo. cuja missão é ―Fornecer soluções ambientais integradas no tratamento de resíduos. que os EAS estão iniciando o processo de tratamento correto para seus resíduos. percebeu-se a grande preocupação com a responsabilidade de co-responsabilidade destes resíduos. Após o tratamento dos resíduos de serviços de saúde. Em todas as etapas. aos colaboradores e à sociedade‖. vê-se. geração. superando as expectativas dos clientes. a uma temperatura que varia de 150º a 135ºC. (fotos no anexo K) que são enviados à empresa de reprocessamento. objeto desta pesquisa.

159 Elaboração do plano de coleta Avaliação do itinerário Treinamento e capacitação dos funcionários Coleta de resíduos nos estabelecimentos de saúde Infectante Perfuro-cortante Caracterização dos resíduos Químico Quantificação dos resíduos(pesagem) AÇÕES Tratamento por sistema de auto clave Esterilização Moagem dos resíduos Descaracterização Acondicionamento temporário Containeres apropriados Certificado ESSENCIS AMBIENTAL Transporte autorizado em veículo Aterro Industrial (Betim-MG) Certificado de destinação final de resíduos emitido pela Ecosul Ltda Figura 26 – Fluxograma de gerenciamento dos resíduos Fonte: Ecosul (2005) .

A pesquisa trouxe à tona a realidade do sistema de saúde no Brasil. Comentou-se nesta pesquisa a gestão ambiental nas empresas como marco inicial para um desenvolvimento sustentável com responsabilidade social e respeito às legislações ambientais e de saúde pública. em relação ao custo/benefício do gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde. Pesquisou-se sistema de tratamento de resíduos de serviços de saúde. Pôde-se observar durante toda a pesquisa bibliográfica que há ambientalistas radicais que vêm em todos os resíduos hospitalares um agressor potencial para o meio ambiente. Ao tratar . Há os moderados. Mas. ressaltando os que estão contaminados e infeccionados. É o trabalho preventivo que irá minimizar as grandes filas encontradas nos postos de saúde da rede pública. que analisam o RSS com cuidado de não generalizar seus riscos e têm os que vêm o RSS como um lixo comum. se não forem tomadas as devidas providências de segregação e descarte adequado. O tema é ainda muito controverso. que é o processo usado pela empresa pesquisada. do macro ambiente ao ambiente operacional do processo de descarte do resíduo. Inegavelmente a legislação está correta em normalizar todo o fluxo e processo do resíduo de serviço de saúde. como o autoclave. ao meio ambiente. econômicos e políticos através da expressão que reúne as diversas fases de coletas de informações diferenciadas. pode-se constatar que há um risco à saúde. Ao analisar-se a gestão do PGRSS podese observar a necessidade de analisar o contexto geral do estabelecimento. de forma geral.160 CONSIDERAÇÕES FINAIS A pesquisa proporcionou a oportunidade de reunir os aspectos legais. Toda a literatura levantada e pesquisa muito contribuíram para o desenvolvimento deste trabalho. sociais. Interagiu-se o ecossistema com o uso racional de tecnologias para minimizar o impacto dos resíduos no meio ambiente.

como também ao analisarmos o resultado das respostas das entrevistas realizadas com eles. Ao observarmos a Cooperativa de Saúde e o processo de trabalho dos funcionários que realizam a limpeza. no início. o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde está funcionando de forma a atingir os objetivos Plano e da organização. e a coleta interna dos resíduos. O trabalho realizado pela Cooperativa de Saúde no campo social deixa o empregado com uma qualidade de vida melhor. Analisando a escolaridade dos empregados que realizam o trabalho de limpeza. Não se pode negar que muitas questões ainda precisam ser levantadas e discutidas. . hoje todos usam os EPI´s até mesmo por receio de que poderão ser infectados e terem problemas de saúde. porém com algumas dificuldades de comunicação. lado são pessoas simples e de fácil convivência. foram passando as informações. devagar. antes que elas apareçam é uma maneira de reduzir o descarte de resíduos de serviço de saúde. Há um fluxo predeterminado e uma logística de movimentação de resíduos que é seguida pelos empregados. Esta simplicidade do operário ―chão de fábrica‖ é uma característica da própria função. Os empregados mais novos afirmaram que tiveram alguma resistência em usar os equipamentos de proteção individual. só depois de algum tempo de conversa é que eles começaram a confiar e. Esta pesquisa deu início a um processo de discussão sobre a possibilidade de integrar conhecimentos da área de saúde e de administração dentro de um ponto que é comum às duas: a gestão de resíduos. independente dos serviços que executam. Porém.161 das doenças. Percebeu-se que durantes as entrevistas alguns tinham receio de falar sobre suas atividades. para que o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde esteja amplamente implementado conforme as RDC 306 da ANVISA e a Resolução 358 do CONAMA. o que é visto no humor das pessoas que se sentem felizes por estarem trabalhando nessa organização. percebe-se que o nível de escolaridade é baixo e isto dificulta a interpretação das normas e rotinas escritas de trabalho. Por outro.

a máxima em termos de resíduos é a conhecida a cultura dos 3R: reduzir. em curto prazo. A mudança no padrão de consumo. e outros adotam a estratégia de desestimular a produção de lixo. mais por uma questão de responsabilidade social do que pela obrigatoriedade legal. Com esta nova mentalidade pode-se dizer que está-se adotando novos conceitos nos gestores hospitalares. independentemente das ações governamentais. perguntando o que vem a ser 3R. Percebe-se que a gestão dos resíduos hospitalares passará. agregando valor aos serviços. seguramente a maioria não saberá responder. É educando as crianças e os adolescentes que cultiva o senso de responsabilidade social. Atualmente. hoje. claro. . através de multa por excesso de lixo domiciliar produzido. segundo o Instituto para a Democratização de Informações sobre Saneamento Básico e Meio Ambiente ―se fizermos uma pesquisa com a população. para situações mais adequadas.162 O aprofundamento teórico da pesquisa deu-se com o próprio desenvolvimento dos temas agregados a ela e na exata medida em que os representantes da área de saúde sejam envolvidos no debate e os problemas aflorem. Podemos verificar o fato de que as crianças. fazendo com que os responsáveis pela administração hospitalar assumam a responsabilidade de adequar suas unidades conforme a legislação. Porém. as mais privilegiadas culturalmente. está cada vez mais sendo pensada como forma de se minimizar a produção dos resíduos. Resultado de um processo de educação ambiental incipiente ou não eficaz”. com menos agressões ao meio ambiente. Alguns defendem a idéia de se retornar à utilização de embalagens não descartáveis. reutilizar e reciclar. O impacto ambiental e a dificuldade de gerenciamento causados pela produção de resíduos sólidos passaram a ser temas muito discutidos mas de pouca consideração pelos tomadores de decisão. tais como garrafas de vidro de refrigerantes e cervejas. já impõe aos pais um comportamento ecologicamente mais correto.

163 Para que isto aconteça no presente é necessário que haja mudanças rápidas e eficazes no processo de gerenciamento de EAS. As falhas evidenciadas são comuns nas implantações de novos sistemas operacionais. incluindo a construção de indicadores claros. Teve sua implantação em novembro de 2005. Vê-se a necessidade de criação de indicadores e metas a serem atingidoa no processo conforme item 4.1 . os seguintes indicadores: • Taxa de acidentes com resíduo pérfurocortante • Variação da geração de resíduos • Variação da proporção de resíduos do Grupo A • Variação da proporção de resíduos do Grupo B • Variação da proporção de resíduos do Grupo D • Variação da proporção de resíduos do Grupo E • Variação do percentual de reciclagem . objetivos. a falta de identificação dos locais de armazenamento de resíduos e a placas de identificação de risco.2 . antes de tudo. A cooperativa trabalhou mais de um ano nas atividades de treinamento para a implantação do PGRSS.Compete ainda ao gerador de RSS monitorar e avaliar seu PGRSS. Verifica-se. o PGRSS está em funcionamento apenas há dois meses. 4. da RDC 306. auto-explicativos e confiáveis.Diretrizes Gerais. Não está divulgado plenamente o PGRSS por toda a organização. de hábitos.A avaliação referida no item anterior deve ser realizada levando-se em conta. 4. 4. a mudança de competência das pessoas. uma hierarquia que descentralize o operacional do administrativo. entre elas.O desenvolvimento de instrumentos de avaliação e controle. Mudanças de atitudes.2. somente as pessoas envolvidas diretamente com o fluxo de resíduos estão parcialmente ciente das legislações. que permitam acompanhar a eficácia do PGRSS implantado. Pode-se afirmar que em resposta à pergunta da pesquisa: ―O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde da Cooperativa de Saúde atende as exigências das legislações vigentes?‖ A Cooperativa de Saúde atende parcialmente às exigências das legislações vigente. Não estão em uso os sacos apropriados e identificados para os vários tipos de resíduos. que não há pleno conhecimento do novo sistema. considerando. do Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . Capítulo III. É necessário.2. no mínimo. isto é.2 .2. também. de comportamento e comprometimento com o estabelecimento.

2005). (RDC 306. 3o Cabe aos geradores de resíduos de serviço de saúde e ao responsável legal. Art. de 31 de agosto de 1981. dos recursos naturais e do meio ambiente. de forma a atender aos requisitos ambientais e de saúde pública e saúde ocupacional. Cap. as quantidades retiradas e mensalmente analisar estes números com todo o pessoal envolvido. sem prejuízo de responsabilização solidária de todos aqueles. 1o desta Resolução. notou-se que o pessoal envolvido com a manipulação dos .164 Além dos indicadores. planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas. a cada movimentação. Ao analisar-se o PGRSS. porém. com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados.938. referidos no art. a preservação da saúde pública. onde os operadores do processo (Auxiliares de Serviços Gerais) possam anotar. percebe-se que o documento está dentro das especificações legais. é necessário que a organização estabeleça suas metas e estas estejam amplamente difundidas por toda a organização. nos termos da Lei no 6. causem ou possam causar degradação ambiental. em especial os transportadores e operadores das instalações de tratamento e disposição final. como médicos. enfermeiras etc. há estas oportunidades de melhoria. de forma eficiente. Notou-se nas entrevistas que os procedimentos ainda não estão totalmente divulgados para todos os empregados. direta ou indiretamente. porém na prática. 2004). A gestão da Cooperativa de Saúde está totalmente envolvida e comprometida com o processo de trabalhar com uma organização voltada para as questões Saúde e Meio Ambiente. Pela observação dos aspectos levantados pode-se finalizar a pesquisa afirmando que a Cooperativa de Saúde cumpre parcialmente a RDC 306 da ANVISA e a Resolução 358 do CONAMA no que se refere ao Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde: O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos de gestão. O ideal é que estes indicadores estejam em forma de gráficos em cartolinas. visando à proteção dos trabalhadores. o gerenciamento dos resíduos desde a geração até a disposição final. normativas e legais. III. um encaminhamento seguro. pessoas físicas e jurídicas que. (Resolução 358. de forma a agregar valores sociais aos serviços de saúde.

ou seja.165 resíduos de saúde tem a preocupação com minimização. com o uso racional dos materiais descartáveis. . A Cooperativa proporciona. um encaminhamento seguro e de forma eficiente visando à preservação da saúde pública e do meio ambiente. para alguns resíduos gerados.

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de modo a evitar danos ou riscos à saúde e à segurança. disponível em http://www. Este documento foi assinado por 170 países. (RDC 306-2004) Aterro Céu Aberto – É a forma de destinação final de resíduos urbanos. sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde públicas.É o ato de embalar em sacos plásticos ou em outras embalagens descartáveis permitidas.org. a partir do século XXI. cada grupo de resíduos gerados. . em estreita correspondência com as características físicas.É o principal documento da Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano). anfitrião da conferência. químicas e biológicas deste ambiente.Conjunto de seres vivos que habitam um determinado ambiente ecológico. Certificação . desde as relações com os fornecedores e ciclos de produção e venda até à fase da distribuição para o consumidor final.br/ Acesso em 24. por meio de confinamento em camadas cobertas com material inerte.É um conjunto de atividades desenvolvidas por um organismo independente da relação comercial com o objetivo de atestar publicamente. bem como acomodar em contenedores apropriados. agora.abnt. Povinelli e Bidone (1999. Aterro Sanitário – Técnica de disposição final de resíduos sólidos urbanos no solo. Fonte: ABNT. Estes requisitos podem ser: nacionais.2005. segundo normas específicas. Ela tem esse nome porque se refere às preocupações com o nosso futuro. Biota . estrangeiros ou internacionais. Agenda 21 . inclusive o Brasil.175 GLOSSÁRIO Acondicionamento . por escrito. processo ou serviço está em conformidade com os requisitos especificados. na qual estes são simplesmente descarregados sobre o solo. que determinado produto. minimizando os impactos ambientais.Designa a série de atividades relacionadas e desenvolvidas pela empresa para satisfazer as necessidades dos clientes. Criar identificação para cada grupo de resíduos gerados. (Glossário Ambiental Ecológico) Cadeia de Valor . que foi a mais importante conferência organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em todos os tempos.ago. 17).

todos e quaisquer produtos feitos de materiais de qualquer natureza utilizados para conter. particularmente quando dispostos no solo. movimentar. entregar e apresentar mercadorias. atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional ou funcional. Michael E. Estratégia competitiva – é a busca de uma posição competitiva favorável em uma organização. aqueles de caráter social ecológico. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. recuperação e pesquisa na área da saúde ou que estejam a ela relacionadas. desenvolvido em duas etapas distintas: uma de degradação ativa e outra de maturação. Estabelecimento .Equipamento de Proteção Individual – dispositivo de uso individual. EPI .Consiste no recolhimento dos resíduos dos contenedores.denominação dada a qualquer edificação destinada à realização de atividades de prevenção. manusear. além dos fatores econômicos. assim como as disponibilidades dos recursos vivos e inanimados.176 Chorume: Resíduo líquido proveniente de resíduos sólidos (lixo). (Glossário Ambiental Ecológico) Destinação Final . É altamente poluidor. proteger. de outros tipos de ação. promoção. Compostagem – processo de decomposição biológica de fração orgânica biodegradável de resíduos sólidos. sua remoção por funcionários devidamente capacitados da unidade geradora ou da sala de resíduos (armazenamento intermediário) até o abrigo externo de armazenamento final.Modelo de desenvolvimento que leva em consideração.). Embalagem . médio e longo prazos. Desenvolvimento Sustentado . as vantagens e os inconvenientes. Resulta principalmente de água de chuva que se infiltra e da decomposição biológica da parte orgânica dos resíduos sólidos. tanto . efetuado por uma população diversificada de organismos em condições controladas de aerobiose e demais parâmetros.processo decisório no manejo de resíduos que inclui as etapas de tratamento e disposição final. (Porter. Coleta e Transporte Interno . como por exemplo. a curto. A estratégia competitiva visa estabelecer uma posição lucrativa e sustentável contra as forças que determinam a concorrência empresarial. nos aterros sanitários.

visando à proteção dos trabalhadores. serviços de tatuagem. dos recursos naturais e do meio ambiente. desde o produtor ao utilizador ou consumidor. . Gestão – Capacidade de fazer com que o cotidiano da empresa realize especificamente as estratégicas da empresa. um encaminhamento seguro. funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação). incluindo todos os artigos descartáveis utilizados para os mesmos fins.Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde . serviços de acupuntura. distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro. centros de controle de zoonoses. sem prejuízo do disposto no número seguinte. O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as normas locais relativas à coleta. estabelecidas pelos órgãos locais responsáveis por estas etapas. Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde . drogarias e farmácias inclusive as de manipulação. a preservação da saúde pública. planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas.O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos de gestão. distribuidores de produtos farmacêuticos. Geradores de Resíduos de Serviços de Saúde .Todo gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde–. normativas e legais. estabelecendo as diretrizes de manejo dos RSS. estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde. baseado nas características dos resíduos gerados e na classificação. serviços de medicina legal. inclusive os serviços de home care (assistência domiciliar) e de trabalhos de campo. dentre outros similares. importadores. necrotérios. . transporte e disposição final dos resíduos gerados nos serviços de saúde. definem-se como geradores de RSS todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal.Para efeito deste Regulamento Técnico.RSS. com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados.177 matérias-primas como produtos transformados. laboratórios analíticos de produtos para saúde. unidades móveis de atendimento à saúde. GRSS . Compete a todo gerador de RSS elaborar seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS. de forma eficiente.

Selo Verde é um rótulo colocado em produtos comerciais. necessitam de processos diferenciados em seu manejo. transformando o método em 5W2H. devem ser reconhecidas. Resolução da Diretoria Colegiada . O passivo ambiental representa os danos causados ao meio ambiente. manuseio ou identificação do produto no transporte desses produtos. exigindo ou não tratamento prévio à sua disposição final.Etiquetas. por suas características. Os 5W correspondem às seguintes palavras do inglês: What (o que). Selo Verde .900 a 1250 ºC com tempo de residência controlada . Atualmente. O 1H corresponde a How (como). em forma de losango. que estampam os símbolos e/ou expressões emolduradas referentes à natureza. mesmo sem uma cobrança formal ou legal.Tipo de Check-list utilizado para garantir que a operação seja conduzida sem nenhuma dúvida por parte da chefias e subordinados. Método 5W1H . a responsabilidade social da empresa com aspectos ambientais. Passivo ambiental . Where (onde) When (quando) e finalmente Why (por que).Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Gerenciamento de resíduos de serviços de Saúde Rótulo de Risco . ou seja. (Essencis) Local de Geração – representa a unidade de trabalho onde é gerado o resíduo. ou que necessitam de destruição completa e segura. passivo vem a ser as obrigações das empresas com terceiros. que indica que sua produção foi feita atendendo a um conjunto de normas pré-estabelecidas pela instituição que emitiu o selo. método a ser utilizado para conduzir a operação.Em termos contábeis. assim. a obrigação. sendo que tais obrigações. . procura-se incluir um novo H (How much/Quanto custa). representando. Who (quem).178 Home Care – Atendimento domiciliar Incineração .Processo de destruição térmica. realizado sob alta temperatura .ANVISA . Resíduos de Serviços de Saúde – RSS – são todos aqueles resultantes de atividades exercidas nos serviços definidos no artigo 1o que.RDC 306 .e utilizado para o tratamento de resíduos de alta periculosidade.

Sistema de Tratamento de Resíduos de Serviços de Saúde . excluindo os resíduos de produção. químicas.Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração. Saneamento Público: . a preservação da qualidade do meio ambiente. o seu estado físico e os riscos envolvidos. destruindo a nossa capacidade de defesa em relação a muitas doenças. químicas ou biológicas dos resíduos. físico-químicas. podendo promover a sua descaracterização. ou HIV na língua inglesa) que ataca o sistema imunitário do nosso organismo. por isso deve ser gerido e prestado pelo Poder Público. SIDA .Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. Segregação . a segurança e a saúde do trabalhador. . de acordo com as características físicas.Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida . Resíduos de embalagem . processos e procedimentos que alteram as características físicas.179 Saneamento Ambiental - Conjunto das ações que tendem a conservar e melhorar as condições do meio ambiente em benefício da saúde. biológicas.É uma doença causada por um vírus.Saneamento é serviço essencial à vida. o vírus da imunodeficiência humana (VIH. Tem características de monopólio.qualquer embalagem ou material de embalagem abrangido pela definição de resíduo adaptada na legislação em vigor aplicável nesta matéria.conjunto de unidades. visando a minimização do risco à saúde pública. Resolução CONAMA No 358 .

Containers para transporte de resíduos processado .180 ANEXOS Anexo A – Fotos do lixão de Poços de Caldas. 2004 (destinação final dos RSS) Anexo B .RDC 306 – ANVISA Anexo C – Resolução 358 – CONAMA Anexo D – Lei 6938 Anexo E – Placas de identificação dos resíduos Anexo F –Veículo / viatura especial para transporte Anexo G – Placas de sinalização para transporte de resíduos perigosos Anexo H – Recipientes rígidos para resíduos perfurocortantes Anexo I – Equipamentos Auto Clave e Ataeus Anexo J – Folha de rosto do PGRSS Anexo K .

181 Anexo A Fotos do lixão de Poços de Caldas. 2004 (destinação final dos RSS) Materiais perfurocortantes jogado no lixão de Poços de Caldas Resíduos de Serviços de Saúde sendo ―incinerados‖ no lixão e vista geral do local .

182 Anexo B RDC 306 – ANVISA .

CONAMA .183 Anexo C Resolução 358 .

938 .184 Anexo D Lei 6.

185 Anexo E Placas de identificação de resíduos GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D (COMUM) .

186 Anexo F Veículo para transporte de RSS e operador com os equipamentos de proteção .

187 Anexo G Placas e Símbolos de riscos e manuseio para transporte e armazenamento de matérias (Painéis de segurança): .

188 Anexo H Recipientes rígidos para resíduos perfurocortantes .

Equipamento da Ataeus Fonte: Tecno Ambiental .189 Anexo I Auto Clave e Equipamento Ataeus Câmara autoclave Fonte: Silcon Ambiental Ltda autoclave Fonte: Ecosul Ataeus SSM .

P. BR): __________________________________________________ ______________________________________________ Bairro: _______________________________________ Cep: ____________________ Fone: ________________________ Cidade: ______________________________ Responsável: ___________________________________________ CPF: _______________________________ Profissão: _____________________________ Insc. .Farmacêutico Rejeito Radioativo Resíduo Comum RESPONSÁVEIS PELO ESTABELECIMENTO GERADOR E PELA ELABORAÇÃO DO PLANO Local e data Responsável pelo Estabelecimento Gerador(Nome do estabelecimento): ___________________________________ Nome do responsável Registro no Conselho Profissional Responsável pela Elaboração do Plano: ___________________________________ Nome do responsável Registro no Conselho Profissional . DESTINO FINAL A B C D Resíduo Infectante ou Biológico Resíduo Químico . Av. .N. FREQÜÊNCIA DA COLETA (nº de vezes por semana) .J. Categoria: ________________________________________ e mail: _____________________________________________________________________________________ Código da Atividade: _______________________ (conforme Lei de Uso e Ocupação do Solo – Anexo I) TRANSPORTADOR Nome Fantasia: __________________________________________________________________________ Cadastro PMF nº: __________________________________ IDENTIFICAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS CÓDIGO DOS RESÍDUOS (*) DESCRIÇÃO DOS RESÍDUOS PESO ESTIMADO EM KILOGRAMAS (Kg/Coleta) . .190 Anexo J Folha de Rosto do Plane de Gerenciamento de Resíduos de Saúde PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE – PGRSS SIMPLIFICADO Código do PGRS: ___________________ IDENTIFICAÇÃO DO GERADOR Data da aprovação _____/_____/________ Campo exclusivo do aprovador Razão Social: _______________________________________________________________________________ Nome Fantasia: _____________________________________________________________________________ C.: _________________________________ Número e Data de Validade da Licença Ambiental: _________ ____________________ Endereço (Rua. .

191 Anexo K Containers para transporte dos resíduos processados .

192 APÊNDICE A Questionários aplicados na Pesquisa .