You are on page 1of 48

A CONSTITUIÇÃO DO JAPÃO

Créditos da Tradução

Nome do tradutor: Osvaldo Johnson Takahara

Origem dos textos na versão inglesa:

- A Constituição do Japão: Dieta Nacional


- A Lei da Nacionalidade: Ministério da
Justiça do Japão

Modo de tradução: Livre

Ano da tradução: 2008

03 de dezembro de 2009
12:25
Índice

1. A Constituição do Japão

Prefácio ............................................................................................ 4~5


CAPÍTULO I: Do Imperador ........................................................ 6~7
CAPÍTULO II: Da Renúncia à Guerra ............................................ 8
CAPÍTULO III: Dos Direitos e Deveres do Povo …........... 9~15
CAPÍTULO IV: Da Dieta Nacional ........................................ 16~21
CAPÍTULO V: Do Gabinete ................................................... 22~24
CAPÍTULO VI: Do Judiciário ................................................. 25~25
CAPÍTULO VII: Da Fazenda .................................................... 27~28
CAPÍTULO VIII: Do Governo Autônomo Local ....................... 29
CAPÍTULO IX: Das Emendas .......................................................... 30
CAPÍTULO X: Da Lei Suprema ....................................................... 31
CAPÍTULO XI: Das Disposições Complementares …..... 32~33

2. A Lei da Nacionalidade

Questões sobre a Cidadania Japonesa ........................... 36~37


A Lei da Nacionalidade ......................................................... 38~47
A Constituição do Japão

Data da Promulgação: 3 de novembro de 1946.


Data da Vigência: 3 de maio de 1947.

Prefácio

Nós, o povo do Japão, agindo através dos nossos representantes


devidamente eleitos pela Dieta Nacional, determinamos que vamos
garantir para nós mesmos, e nossa posteridade, os frutos da
cooperação pacífica com todos os povos e as bênçãos da liberdade
por todo este País, e que resolvemos que nunca mais nós seremos
visitados pelos horrores da guerra através da ação do Governo,
proclamamos que o Poder Soberano reside no povo e firmemente
estabelecemos esta Constituição.
O governo é uma instituição fidedigna sagrada do povo, cuja a
autoridade é derivada do povo, e os poderes que são exercidos pelos
representantes do povo, e os benefícios de que goza o povo. Este é
um princípio universal humanitário sobre o qual se assenta esta
Constituição.
Rejeitamos e revogamos todas as constituições, leis, decretos, e
portarias que estejam em conflito com esta Constituição.
Nós, o povo do Japão, desejamos a paz por todo o tempo e
estamos profundamente conscientes dos elevados ideais em manter
as relações humanas e determinamos a preservação da nossa
segurança e existência, confiando na justiça e fé dos povos em paz e
amor ao mundo.
Desejamos ocupar um lugar honrado numa sociedade
internacional lutando pela preservação da paz, bem como o
banimento da tirania e da escravatura, da opressão e da intolerância,
de uma vez por toda, da Terra.
Nós reconhecemos que todos os povos do mundo têm o direito
de viver em paz, livres do medo e da perseguição. Nós acreditamos
que nenhuma nação é responsável por si só, mas que as leis de
moralidade política são universais; e que a obediência a tais leis é
incumbência a todas as nações, que sustentariam sua própria
soberania e justificariam sua soberana relação com outras nações.
Nós, o povo do Japão, solenemente, prometemos com nossa
honra nacional, realizar estes elevados ideais e propósitos com todos
os nossos recursos.
CAPÍTULO I:

DO IMPERADOR

Artigo 1:
O Imperador é o símbolo do Estado e da unidade do povo,
derivando de sua posição a vontade do povo em quem reside o
poder soberano.

Artigo 2:
O Trono Imperial será dinástico e sucedido em conformidade
com a Lei da Casa Imperial aprovada pela Dieta Nacional.

Artigo 3:
O Gabinete é, portanto, responsável sobre o conselho e a
aprovação do Imperador em assuntos de Estado.

Artigo 4:
O Imperador apenas poderá desempenhar tais atos em
assuntos de Estado como estão previstos nesta Constituição e Ele
não deve ter competências relacionadas com o governo. 2) O
Imperador poderá delegar a execução dos seus atos em assuntos
de Estado que sejam previstos por lei.

Artigo 5:
Quando, em conformidade com a Lei da Casa Imperial, uma
Regência for estabelecida, o Regente deve executar seus atos em
assuntos de Estado em nome do Imperador. Neste caso, um dos
artigos do Artigo precedente será aplicável.

Artigo 6:
O Imperador deve nomear o Primeiro-Ministro, como também
ser designado pelo Imperador, a nomeação do Juiz-Chefe da Corte
Suprema, tal como designado pelo Gabinete.

Artigo 7:
O Imperador deve, com o conselho e aprovação do Gabinete,
executar os seguintes atos em assuntos de Estado em nome do
povo:

(1) Promulgação de emendas da Constituição, leis, ordens de


Gabinete e de tratados.
(2) Convocação da Dieta Nacional.
(3) Dissolução da Casa dos Representantes.
(4) Proclamação da eleição geral de membros da Dieta Nacional.
(5) Comprovação da nomeação e demissão dos ministros de
Estado e de outros funcionários, como previsto por lei, e
delegar todos os poderes e credenciais a embaixadores e
ministros.
(6) Atestação Geral e anistia especial, comutação de pena,
prorrogação, e a restauração de direitos.
(7) Concessão de honras.
(8) Comprovação da ratificação dos instrumentos diplomáticos e
de outros documentos, como previsto por lei.
(9) Receber embaixadores e ministros estrangeiros.
(10) O desempenho de funções cerimoniais.

Artigo 8:
Nenhuma propriedade pode ser doada à Casa Imperial ou
recebida pela Casa Imperial; nem pode qualquer oferenda ser feita,
portanto, sem a autorização da Dieta Nacional.
CAPÍTULO II:

DA RENÚNCIA À GUERRA

Artigo 9:
Sinceramente aspirantes a uma paz internacional baseada na
justiça e na ordem, o povo do Japão renuncia para sempre a guerra
como um direito soberano da Nação e a ameaça ou uso da força
como meio de resolução dos litígios internacionais. 2) A fim de
concretizar o objetivo do parágrafo precedente, as forças terrestres,
marítimas e aéreas, bem como qualquer outro potencial de guerra,
nunca serão mantidos. O direito de beligerância do Estado não será
reconhecido.
CAPÍTULO III:

DOS DIREITOS E DEVERES DO POVO

Artigo 10:
As condições necessárias para ser um cidadão japonês devem
ser determinadas por lei.

Artigo 11:
O povo não deve ser impedido de gozar de qualquer dos
direitos humanos fundamentais. Estes direitos humanos
fundamentais garantidos ao povo, por esta Constituição, serão
conferidos ao povo desta e das futuras gerações como direitos
eternos e invioláveis.

Artigo 12:
As liberdades e os direitos garantidos ao povo, por esta
Constituição, devem ser mantidos através do esforço constante do
povo, que deve se refrear de qualquer abuso desses direitos e
liberdades e será sempre responsável em utilizá-los pelo o bem-
estar público.

Artigo 13:
Todas as pessoas devem ser respeitadas como indivíduos. Seu
direito à vida, à liberdade, e a busca da felicidade devem, à medida
em que não interfiram com o bem-estar público, ser de suprema
consideração na legislação e em outros assuntos governamentais.

Artigo 14:
Todas as pessoas são iguais perante a lei e não deverá haver
qualquer discriminação por razões políticas, econômicas ou sociais,
por causa de etnia, credo, sexo, posição social ou origem familiar. 2)
Nobres e nobreza não devem ser reconhecidos. 3) Nenhum
privilégio deve acompanhar qualquer prêmio de honra,
condecoração ou qualquer distinção, nem tal atribuição deve ser
válida além da vida do indivíduo que a detém agora ou doravante
venha recebê-la.

Artigo 15:
Toda pessoa tem o direito inalienável de escolher os seus
funcionários públicos e de demiti-los. 2) Todos os funcionários
públicos são servidores de toda a comunidade e não de um grupo
único qualquer. 3) Votação universal adulta é garantida no que diz
respeito à eleição de funcionários públicos. 4) Em todas as eleições,
o sigilo do voto não deve ser violado. Um eleitor não deve ser
responsabilizado, pública ou privadamente, pela escolha que tenha
feito.

Artigo 16:
Toda pessoa tem o direito à petição pacífica pela a indenização
de danos, pela remoção de funcionários públicos, pela
promulgação, revogação ou alteração de leis, decretos e
regulamentos ou de outros assuntos, não podendo qualquer
pessoa, de forma alguma, ser discriminada por patrocinar tal
petição.

Artigo 17:
Toda pessoa pode processar o Estado, ou uma entidade
pública, para ressarcimento, tal como previsto pela lei, caso ele
tenha sofrido danos causados por ato ilegal de qualquer servidor
público.

Artigo 18:
Ninguém deve ser mantido em qualquer espécie de
escravidão. A servidão involuntária, exceto como punição por um
crime, é proibida.
Artigo 19:
As liberdades de pensamento e de consciência não devem ser
violadas.

Artigo 20:
A liberdade religiosa é garantida a todos. Nenhuma
organização religiosa deve receber qualquer privilégio do Estado,
nem exercer qualquer autoridade política. 2) Ninguém é obrigado a
participar em quaisquer atos religiosos, celebrações, ritos ou
práticas. 3) O Estado e seus órgãos devem abster-se de ensino
religioso ou de qualquer outra atividade religiosa.

Artigo 21:
A liberdade de reunião e de associação, bem como discursos,
imprensa e todas as outras formas de expressão são garantidas. 2)
Nenhuma censura deve ser mantida, nem o segredo, de quaisquer
meios de comunicação, deve ser violado.

Artigo 22:
Todas as pessoas devem ter a liberdade de escolher e de
mudar de residência e de escolherem sua profissão, à medida em
que não interfiram com o bem-estar público. 2) A liberdade de
todas as pessoas de se deslocarem para um país estrangeiro e de
levarem sua nacionalidade deve ser inviolável.

Artigo 23:
A liberdade acadêmica é garantida.

Artigo 24:
O casamento deve ser baseado apenas no mútuo
consentimento de ambos os sexos e que deve ser mantido através
da cooperação mútua com a igualdade dos direitos de esposo e
esposa como uma base. 2) No que diz respeito à escolha do
cônjuge, os direitos de propriedade, herança, a escolha de
domicílio, divórcio e outros assuntos relativos ao casamento e à
família, as leis devem ser aprovadas do ponto de vista do indivíduo
e da dignidade fundamental da igualdade dos sexos.

Artigo 25:
Todas as pessoas devem ter o direito de manter os padrões
mínimos de salubridade e de vida culta. 2) Em todas as esferas da
vida, o Estado deve usar seus esforços para a promoção e
ampliação do bem-estar social e segurança e da saúde pública.

Artigo 26:
Todas as pessoas devem ter o direito de receber uma educação
igual correspondente à sua capacidade, conforme previsto por lei. 2)
Todas as pessoas são obrigadas a receber, todos, os meninos e as
meninas, sob a sua tutela, educação comum, tal como previsto por
lei. Essa escolaridade obrigatória deve ser gratuita.

Artigo 27:
Todas as pessoas devem ter o direito e a obrigação de
trabalhar. 2) Padrões de salários, horários, horas de descanso e de
outras condições de trabalho serão estipulados por lei. 3) As
crianças não devem ser exploradas.

Artigo 28:
Aos trabalhadores, o direito de organizar e de negociar e de
agir coletivamente é garantido.

Artigo 29:
O direito à compra ou a deter propriedade é inviolável. 2)
Direitos de propriedade devem ser definidos por lei, em
conformidade com o bem-estar público. 3) A propriedade privada
pode ser tomada para uso público mediante justa indenização
correspondente.

Artigo 30:
As pessoas estão sujeitas à tributação, conforme previsão legal.

Artigo 31:
Ninguém pode ser privado da vida ou da liberdade, nem
qualquer outra sanção penal deve ser imposta, exceto de acordo
com o procedimento estabelecido por lei.

Artigo 32:
A ninguém pode ser negado o direito de acesso às Cortes.
Artigo 33:
Ninguém deve ser detido, salvo mediante mandado emitido
por um funcionário judiciário competente, em que especifique a
ofensa pela qual a pessoa é acusada, a menos que ela seja detida
cometendo o delito.
Artigo 34:
Ninguém deve ser preso ou detido sem ser, de uma só vez,
informado das acusações contra ele ou sem o imediato privilégio de
ter um advogado; nem ele deve ser detido sem motivo suficiente, e
quanto à busca de qualquer pessoa, tal causa deve ser
imediatamente apresentada em audiência pública à sua presença e
à presença de seu advogado.

Artigo 35:
O direito de todas as pessoas de permanecerem seguras em
suas casas, documentos e efeitos contra as entradas, buscas e
apreensões, não deve ser prejudicado; salvo mediante mandado
emitido por uma causa adequada e sobre tudo com a descrição do
local a ser pesquisado e as coisas a serem apreendidas, ou à
exceção do previsto pelo Artigo 33. 2) Cada busca ou apreensão
será feita através de mandados separados, emitidos por um
funcionário judiciário competente.

Artigo 36:
A inflição de tortura por qualquer funcionário público e de
penas cruéis são absolutamente proibidas.

Artigo 37:
Em todos os casos criminais, o arguido deve gozar do direito a
um julgamento rápido e público por um tribunal imparcial. 2) A ele
será permitida plena oportunidade de examinar todas as
testemunhas, e ele tem o direito de processo compulsório para a
obtenção de testemunhas em seu nome às custas públicas. 3) Em
todas as vezes que o arguido tiver a assistência de advogado que
lhe compete, se o acusado for incapaz de pagar o mesmo pelos
seus próprios esforços, ser-lhe-á atribuído à sua utilização por parte
do Estado.

Artigo 38:
Ninguém é obrigado a testemunhar contra si mesmo. 2) Uma
confissão feita sob coerção, tortura ou ameaça, após prolongada
prisão ou detenção, não deve ser admitida como elemento de
prova. 3) Ninguém será condenado ou punido, nos casos em que a
única prova contra ele seja a sua própria confissão.

Artigo 39:
Ninguém deve ser considerado penalmente responsável por
um ato que era legal na hora em que foi cometido, ou de que ele
havia sido absolvido, nem deve ele ser posto em dupla
incriminação.
Artigo 40:
Qualquer pessoa pode, caso ele seja absolvido depois que ele
tenha sido preso ou detido, pedir ao Estado por uma indenização,
tal como previsto pela lei.
CAPÍTULO IV:

DA DIETA NACIONAL

Artigo 41:
A Dieta Nacional é o órgão mais elevado de Poder do Estado, e
será o único órgão feitor de leis do Estado.

Artigo 42:
A Dieta Nacional será composta de duas Casas, a saber: a Casa
dos Representantes e da Casa dos Conselheiros.

Artigo 43:
As duas Casas devem ser constituídas por membros eleitos,
representantes do povo. 2) O número de membros de cada Casa
deve ser estipulado por lei.

Artigo 44:
A qualificação dos membros de ambas as Casas e dos seus
eleitores serão estipulados por lei. No entanto, não deverá haver
qualquer discriminação em razão da etnia, credo, sexo, posição
social, origem familiar, educação, bens ou rendimentos.

Artigo 45:
A duração do mandato dos membros da Casa dos
Representantes é de quatro anos. No entanto, o prazo será
encerrado antes do prazo integral no caso da Casa dos
Representantes ser dissolvida.

Artigo 46:
A duração do mandato dos membros da Casa dos
Conselheiros será de seis anos, e a eleição da metade dos membros
deve ocorrer de três em três anos.
Artigo 47:
Distritos eleitorais, métodos de votação, bem como outras
questões relativas aos métodos de eleição dos membros das duas
Casas serão estipulados por lei.

Artigo 48:
Nenhuma pessoa está autorizada a ser um membro de ambas
as Casas em simultâneo.

Artigo 49:
Os membros das duas Casas devem receber adequado
pagamento anual do Tesouro Nacional em conformidade com a lei.

Artigo 50:
Salvo em casos previstos por lei, os membros das duas Casas
devem ser isentos de prisão, enquanto a Dieta Nacional estiver em
sessão, e se qualquer membro for preso, antes da abertura da
sessão, será libertado durante o prazo da sessão mediante pedido
da Casa.

Artigo 51:
Os membros das duas Casas não devem ser responsabilizados
fora da Câmara de discursos, por debates ou votos emitidos no
interior da Casa.

Artigo 52:
Uma sessão ordinária da Dieta Nacional deve ser convocada
uma vez por ano.

Artigo 53:
O Gabinete pode determinar a convocar sessões
extraordinárias da Dieta Nacional. Quando um quarto ou mais do
total dos membros da Casa que fizer a exigência, o Gabinete
determinará essa convocatória.

Artigo 54:
Quando a Casa dos Representantes é dissolvida, deve haver
uma eleição geral dos membros da Casa dos Representantes dentro
de quarenta (40) dias a contar da data de dissolução, e a Dieta
Nacional deve ser convocada no prazo de trinta (30) dias a contar
da data da eleição. 2) Quando a Casa dos Representantes é
dissolvida, a Casa dos Conselheiros é fechada ao mesmo tempo. No
entanto, o Gabinete pode, em qualquer situação de emergência
nacional, convocar a Casa dos Conselheiros, em sessão de
emergência. 3) As medidas tomadas em tais situações como
mencionado na ressalva do parágrafo anterior são provisórias e
tornar-se-ão nulas e sem efeito a menos que acordado pela Casa
dos Representantes, no prazo de dez (10) dias, após a abertura da
próxima sessão da Dieta Nacional.

Artigo 55:
Cada Casa deve julgar os litígios relacionados à qualificação de
seus membros. No entanto, a fim de negar uma cadeira a qualquer
membro, é necessário aprovar uma resolução por uma maioria de
dois terços, ou mais, dos membros presentes.

Artigo 56:
Negócios não podem ser transacionados em qualquer uma das
Casas, a menos que um terço ou mais do total de membros esteja
presente. 2) Todos os assuntos serão decididos, em cada Casa, por
maioria dos presentes, exceto como noutros lugares previstos na
Constituição e, em caso de empate, o oficial presidente deve decidir
a questão.
Artigo 57:
A deliberação em cada Casa deve ser pública. No entanto, uma
reunião secreta pode ser realizada, quando uma maioria de dois
terços, ou mais, dos membros presentes aprova uma resolução
dessa situação. 2) Cada Casa deve manter um registro dos
procedimentos. Este registro será publicado e feita circulação geral,
exceto as partes dos procedimentos da sessão secreta que possam
ser consideradas para exigir tal sigilo. 3) Mediante exigência de um
quinto, ou mais, dos membros presentes, os votos dos membros
sobre qualquer assunto devem ser registrados em ata.

Artigo 58:
Cada Casa deve escolher o seu próprio presidente e outros
funcionários. 2) Cada Casa deve estabelecer regras relativas às suas
reuniões, procedimentos internos e de disciplina, e pode punir os
membros de conduta desordenada. No entanto, a fim de expulsar
um membro, uma maioria de dois terços, ou mais, dos membros
presentes deve aprovar uma resolução a esse respeito.

Artigo 59:
Uma lei torna-se uma lei após a passagem pelas duas Casas,
salvo se previsto pela Constituição. 2) Um projeto de lei, que é
aprovado pela Casa dos Representantes, e mediante o qual a Casa
dos Conselheiros toma uma decisão diferente da da Casa dos
Representantes, torna-se uma lei se for aprovada uma segunda vez
pela Casa dos Representantes, por maioria de dois terços, ou mais,
dos membros presentes. 3) A provisão do parágrafo precedente não
impede a Casa de Representantes da convocação para a reunião de
uma comissão conjunta das duas Casas, previstas pela lei. 4) O fato
da Casa dos Conselheiros de tomar medidas definitivas dentro de
sessenta (60) dias após a recepção de uma lei aprovada pela Casa
dos Representantes, excluído o período de recesso, pode ser
determinado pela Casa dos Representantes, a fim de constituir uma
rejeição da referida lei pela Casa dos Conselheiros.

Artigo 60:
O orçamento deve primeiro ser apresentado à Casa dos
Representantes. 2) Após a apreciação do orçamento, quando a Casa
dos Conselheiros torna uma decisão diferente da da Casa dos
Representantes, e quando não é possível concluir um acordo até
mesmo através de uma comissão conjunta das duas Casas, prevista
por lei, ou, no caso de incumprimento por parte da Casa dos
Conselheiros de tomar ação final no prazo de trinta (30) dias,
excluído o período de recesso, após a recepção do orçamento
aprovada pela Casa dos Representantes, a decisão da Casa dos
Representantes será a decisão da Dieta Nacional.

Artigo 61:
O segundo parágrafo do Artigo anterior aplica-se também à
aprovação da Dieta Nacional exigida para a celebração de tratados.

Artigo 62:
Cada Casa poderá realizar investigações em relação ao
governo, e pode exigir a presença e o depoimento de testemunhas,
bem como a produção de registros.

Artigo 63:
O Primeiro-Ministro e outros ministros de Estado podem, a
qualquer tempo, aparecer em qualquer uma das Casas, quer para
efeitos de falar em projetos, independentemente de serem ou não
membros da Casa. Eles devem aparecer quando a sua presença for
necessária a fim de dar respostas ou explicações.

Artigo 64:
A Dieta Nacional deve criar uma Corte de Julgamento
(impeachment) dentre os membros das duas Casas, para efeitos de
julgar os juízes contra os quais os procedimentos de remoção
tenham sido instituídos. 2) As questões relacionadas com o
julgamento (impeachment) devem ser previstas por lei.
CAPÍTULO V:

DO GABINETE

Artigo 65:
O Poder Executivo deve ser investido no Gabinete.

Artigo 66:
O Gabinete é composto de Primeiro-Ministro, que é a sua
cabeça, e de outros ministros de Estado, tal como previsto por lei. 2)
O Primeiro-ministro e os outros ministros de Estado devem ser civis.
3) O Gabinete deve, no exercício do Poder Executivo, ser
coletivamente responsável para com a Dieta Nacional.

Artigo 67:
O Primeiro-Ministro deve ser designado dentre os membros da
Dieta Nacional por uma resolução da Dieta Nacional. Esta
designação deve preceder todos os outros negócios 2) No caso da
Casa dos Representantes e da Casa dos Conselheiros discordarem e
se nenhum acordo puder ser alcançado, mesmo através de uma
comissão conjunta das duas Casas, prevista por lei, ou se a Casa dos
Conselheiros não conseguir realizar a designação no prazo de dez
(10) dias, excluído o período de recesso, depois da Casa dos
Representantes ter feito a designação, a decisão da Casa dos
Representantes será a decisão da Dieta Nacional.

Artigo 68:
O Primeiro-Ministro deve designar os ministros de Estado. No
entanto, a maioria do seu número deve ser escolhido dentre os
membros da Dieta Nacional. 2) O Primeiro-Ministro pode remover
os ministros de Estado, como ele escolher.
Artigo 69:
Se a Casa dos Representantes aprovar uma resolução não-
confidente, ou rejeitar uma resolução confidente, o Gabinete deve
renunciar en masse, a menos que a Casa dos Representantes seja
dissolvida no prazo de dez (10) dias.

Artigo 70:
Quando há uma vaga no cargo de Primeiro-Ministro, ou
aquando da primeira convocatória da Dieta Nacional, depois de
uma eleição geral dos membros da Casa dos Representantes, o
Gabinete deve renunciar en masse.

Artigo 71:
Nos casos mencionados nos dois artigos anteriores, o
Gabinete deve continuar as suas funções até o momento em que
um novo Primeiro-Ministro seja nomeado.

Artigo 72:
O Primeiro-Ministro, representando o Gabinete, submete
faturas, relatórios nacionais sobre assuntos gerais e relações
externas à Dieta Nacional e exerce o controle e supervisão dos
vários ramos administrativos.

Artigo 73:
O Gabinete deve, para além de outras funções administrativas
gerais, exercer as seguintes funções:
(1) Administrar a lei fielmente; condução dos assuntos do Estado.
(2) Gerir os assuntos externos.
(3) Concluir tratados. No entanto, deve obter prévia, ou,
dependendo das circunstâncias, subsequente aprovação da
Dieta Nacional.
(4) Administrar o funcionalismo público, em conformidade com
as normas estabelecidas por lei.
(5) Preparar o orçamento, e apresentá-lo ao Gabinete para o
despacho de ordens a fim de cumprir com as disposições da
presente Constituição e da lei. No entanto, ele não pode incluir
disposições penais em tais despachos de Gabinete, salvo se
forem autorizados por essa lei.
(6) Deliberar sobre anistia geral, anistia especial, a comutação de
pena, prorrogação, e a restauração de direitos.

Artigo 74:
Todas as leis e despachos ministeriais devem ser assinados
pelo competente ministro de Estado e rubricado pelo Primeiro-
Ministro.

Artigo 75:
Os Ministros de Estado, não devem, durante o seu mandato de
Gabinete ser objeto de uma ação judicial sem o consentimento do
Primeiro-Ministro. Desde que o direito de tomar essa ação não seja
prejudicado.
CAPÍTULO VI:

DO JUDICIÁRIO

Artigo 76:
Todo o Poder Judiciário está investido na Suprema Corte e nas
Cortes Inferiores, conforme estipulado por lei. 2) Nenhum tribunal
extraordinário deve ser estabelecido, nem deve, a qualquer órgão
ou agência do Executivo, ser dado poder judiciário final. 3) Todos os
juízes são independentes no exercício da sua consciência, e devem
ser vinculados apenas à presente Constituição e às leis.

Artigo 77:
A Suprema Corte é investida de poder de criar regras sob as
quais determina as regras de procedimentos e conduta, e de
questões relacionadas com advogados; a disciplina interna dos
tribunais e à administração da justiça. 2) Procuradores públicos
serão sujeitos ao poder de decisão da Suprema Corte. 3) A Suprema
Corte pode delegar o poder de criar normas de tribunais inferiores
a esses mesmos tribunais.
Artigo 78:
Juízes não devem ser demitidos, exceto através de julgamento
(impeachment) público, a não ser que seja declarado mental ou
fisicamente incompetente para desempenhar funções oficiais.
Nenhuma ação disciplinária contra juízes deve ser administrada por
qualquer órgão ou agência do Executivo.

Artigo 79:
O Supremo Tribunal é composto de um Juiz-Chefe e tal
número de juízes conforme determinado por lei; todos esses juízes,
excetuando o Chefe dos juízes, serão nomeados pelo Conselho de
Ministros. 2) A nomeação dos juízes do Supremo Tribunal será
revista pelo povo em geral à primeira eleição dos membros da Casa
dos Representantes na sequência da sua nomeação, e será revista
novamente em geral à primeira eleição dos membros da Casa dos
Representantes após um lapso de dez (10) anos, e da mesma
maneira depois.

Artigo 80:
Os juízes dos tribunais inferiores são nomeados pelo Conselho
de Ministros a partir de uma lista de pessoas nomeadas pela
Suprema Corte. Todos esses juízes ocuparão o cargo por um prazo
de dez (10) anos com privilégio de renovação, desde que possam
ser aposentados no alcance da idade estipulado por lei. 2) Os juízes
dos tribunais inferiores devem receber, a intervalos regulares fixos,
uma compensação adequada que não deve ser diminuída durante a
duração do mandato.

Artigo 81:
A Suprema Corte é o tribunal de última instância com poderes
para determinar a constitucionalidade de qualquer lei, ordem,
regulamento ou ato oficial.

Artigo 82:
Julgamentos devem ser conduzidos e declarados
publicamente. 2) Quando uma Corte determina por unanimidade
sobre os riscos da publicidade para a ordem pública ou moral, uma
sessão pode ser realizada privadamente, mas julgamentos de
delitos políticos, envolvendo delitos de imprensa ou nos casos em
que os direitos das pessoas, tal como garantida no Capítulo III, da
presente Constituição, estiverem em questão devem ser sempre
conduzidos publicamente.
CAPÍTULO VII:

DA FAZENDA

Artigo 83:
O poder de administrar as finanças nacionais deve ser exercido
como a Dieta Nacional determinar.

Artigo 84:
Nenhum novo imposto deve ser imposto nem modificado os
existentes, exceto por lei ou sob tais condições conforme a lei
prescrever.

Artigo 85:
Nenhum dinheiro deve ser gasto, nem deve o Estado
comprometer-se, salvo conforme autorizado pela Dieta Nacional.

Artigo 86:
O Gabinete deve preparar e submeter à Dieta Nacional para
sua consideração e decisão de um orçamento de cada ano fiscal.

Artigo 87:
A fim de fornecer para imprevistos de deficiências no
orçamento, um fundo de reserva pode ser autorizado pela Dieta
Nacional para ser gasto mediante a responsabilidade do Gabinete, o
qual deve obter aprovação posterior da Dieta Nacional para todos
os pagamentos do fundo de reserva.

Artigo 88:
Todos os bens da Casa Imperial devem pertencer ao Estado.
Todas as despesas da Casa Imperial devem ser inclusas no
orçamento pela Dieta Nacional.
Artigo 89:
Nenhum dinheiro público ou outros bens devem ser gastos ou
apropriados para a utilização, benefício ou manutenção de qualquer
instituição religiosa ou associação, ou para qualquer instituição
caridosa, educativa ou benevolente que não estejam sob o controle
da autoridade pública.

Artigo 90:
O final das contas das despesas e receitas do Estado serão
auditados anualmente por um Conselho de Auditoria e apresentado
pela Dieta Nacional, juntamente com a declaração de auditoria,
durante o ano fiscal imediatamente após o período de vigência. 2) A
organização e competência do Conselho de Auditoria devem ser
determinado por lei.

Artigo 91:
A intervalos regulares e, pelo menos, anualmente, a Dieta
Nacional divulga ao povo sobre o estado das finanças nacionais.
CAPÍTULO VIII:

DO GOVERNO AUTÔNOMO LOCAL

Artigo 92:
Regulamentações concernentes à organização e ao
funcionamento das entidades públicas locais devem ser estipulados
por lei em conformidade com o princípio da autonomia local.

Artigo 93:
As entidades públicas locais devem estabelecer assembleias de
acordo com seus órgãos, em harmonia com a lei. 2) Os servidores
chefes-executivos de todas as entidades públicas locais, os
membros das respectivas assembleias, bem como outros
funcionários locais que possam ser determinados por lei, são eleitos
por voto popular direto no âmbito das suas várias comunidades.

Artigo 94:
Entidades públicas locais devem ter o direito de gerir os seus
bens, negócios e administração e de promulgar seus próprios
regulamentos dentro da lei.

Artigo 95:
Uma lei especial, aplicável apenas a uma entidade pública
local, não pode ser promulgada pela Dieta Nacional sem o
consentimento da maioria dos eleitores do local entidade pública
em causa, obtidos em conformidade com a lei.
CAPÍTULO IX:

DAS EMENDAS

Artigo 96:
As emendas à presente Constituição devem ser iniciadas pela
Dieta Nacional, através de concordantes votos de dois terços, ou
mais, da totalidade dos membros de cada Casa, e devem então ser
apresentadas ao povo, para ratificação, que exigirão o voto
afirmativo de uma maioria de todos os votos expressos dela
decorrentes, num referendo especial ou eleição, tal como a Dieta
Nacional deve especificar. 2) As emendas, quando assim forem
ratificadas, serão imediatamente promulgadas pelo Imperador, em
nome do povo, como parte integrante da presente Constituição.
CAPÍTULO X:

DA LEI SUPREMA

Artigo 97:
Os direitos humanos fundamentais garantidos pela presente
Constituição para o povo do Japão são frutos da velha luta do
homem de ser livre, pois eles têm sobrevivido a muitos exigentes
testes de durabilidade e são conferidos a esta e futuras gerações
em confiança, a serem mantidos invioláveis por todos os os tempos.

Artigo 98:
Esta Constituição é a lei suprema da Nação e nenhuma outra
lei, portaria, decreto imperial ou outro ato do governo, ora,
contrários às provisões desta, deverão ter força jurídica ou validade.
2) Os tratados firmados pelo Japão e leis estabelecidas das nações
devem ser fielmente observados.

Artigo 99:
O Imperador ou Regente, bem como os Ministros de Estado,
os membros da Dieta Nacional, juízes, e todos os outros
funcionários públicos têm a obrigação de respeitar e defender esta
Constituição.
CAPÍTULO XI:

DAS DISPOSIÇÕES COMPLEMENTARES

Artigo 100:
Esta Constituição deverá ser exercida a partir do dia em que o
período de seis meses tiver decorrido a contar da data da sua
promulgação. 2) A promulgação de leis necessárias à execução da
presente Constituição, a eleição dos membros da Casa dos
Conselheiros e que o processo para a convocação da Dieta Nacional
e de outros procedimentos preparatórios, necessários para a
execução da presente Constituição, poderão ser executados antes
da data prescrita no parágrafo anterior.

Artigo 101:
Se a Casa dos Conselheiros não for constituída antes da data
efetiva da presente Constituição, a Casa dos Representantes deve
funcionar como a Dieta Nacional, até que a Casa dos Conselheiros
seja constituída.

Artigo 102:
A duração do mandato da metade dos membros da Casa dos
Conselheiros, durante o primeiro termo, servindo ao abrigo desta
Constituição, será de três anos. Os deputados abrangidos por esta
categoria serão determinados em conformidade com a lei.

Artigo 103:
Os Ministros de Estado, os membros da Casa dos
Representantes, e de juízes empossados à data efetiva da presente
Constituição, e todos os outros funcionários públicos que ocupam
cargos correspondentes a essas posições que são reconhecidos por
esta Constituição, não sofrerão consequências, automaticamente,
em função de suas posições durante a execução da presente
Constituição, salvo indicação em contrário por lei. Quando, porém,
sucessores forem eleitos ou designados ao abrigo das disposições
da presente Constituição, estes devem perder as suas posições
como uma coisa natural.

A Constituição do Japão, 3 de novembro de 1946.

Regozijo-me que as bases, para a construção de um novo


Japão, foram estabelecidas de acordo com a vontade do povo do
Japão, e decido sancionar e promulgar as alterações da Constituição
Imperial japonesa efetuada na sequência da consulta com o
Conselho Privado, bem como a decisão da Dieta Imperial feita em
conformidade com o Artigo 73 da referida Constituição.

Assinado:

HIROHITO, selo do Imperador, Este terceiro dia do décimo


primeiro mês do primeiro ano de vinte de Showa (3 de novembro
de 1946).

Rubricado:
Primeiro-Ministro e
simultaneamente, Ministro das
Relações Exteriores
YOSHIDA Shigeru,
Ministro de Estado
Barão SHIDEHARA Kijuro,
Ministro de Justiça
KIMURA Tokutaro,
Ministro de Assuntos Internos
OMURA Seiichi,
Ministro da Educação
TANAKA Kotaro,
Ministro da Agricultura e Floresta
WADA Hiroo,
Ministro de Estado
SAITO Takao,
Ministro das Comunicações
HITOTSUMATSU Sadayoshi,
Ministro do Comércio e Indústria
HOSHIJIMA Jiro,
Ministro do Bem-Estar
KAWAI Yoshinari,
Ministro de Estado
UEHARA Etsujiro,
Ministro dos Transportes
HIRATSUKA Tsunejiro,
Ministro das Finanças
ISHIBASHI Tanzan,
Ministro de Estado
KANAMORI Tokujiro,
Ministro de Estado
ZEN Keinosuke.
A L E I DA N A C I O N A L I DA D E
Questões sobre a Cidadania Japonesa

A cidadania está no centro de muitas das questões abordadas


no Japão. É uma rua de dois sentidos, porque, por exemplo, o país
de um dos pais pode reconhecer a dupla nacionalidade e o país de
outro pode não fazê-lo.
Para obter informações sobre a forma de como as crianças
adquirem a cidadania e de reconhecimento da dupla cidadania para
os países além de Japão, deve-se estudar a lei de cada país
envolvido.
Duas formas comuns de reconhecimento de cidadania são “jus
sanguinis” (direito do sangue) e “jus soli” (direito do solo). “Jus
sanguinis” que significa que se os seus pais são cidadãos de um
determinado país, você pode adquirir a cidadania. “Jus soli” significa
que você está a adquirir a cidadania por ter nascido no país em
questão.

Até 1985, o Japão ignorava qualquer outra nacionalidade que


um cidadão japonês tivesse. Por exemplo, o ex-presidente do Peru,
Alberto Fujimori, que fugiu para o Japão em 2000 a fim de escapar
da perseguição penal, no Peru, era um cidadão de dupla
nacionalidade antes da nova lei. Ele nasceu em 1938, no entanto, ele
não foi obrigado a escolher oficialmente a nacionalidade japonesa e
a renunciar sua nacionalidade peruana.
O Japão "supõe" que ele, e todos aqueles que foram bi ou
plurinacionais antes de 1985, optou por ser japonês. A “Lei de
Nacionalidade” que qualquer pessoa nascida em 1985 ou depois,
deva escolher a sua cidadania até o vigésimo segundo aniversário.
Até então, a dupla nacionalidade era livremente permitida. Depois
disso, muitas pessoas tomaram uma posição de "não pergunte, não
diga", que alegadamente pode trabalhar a não ser que você tente
obter um emprego relacionado ao governo. Isso também pode
exigir do outro país a cooperar com as duas coisas, como carimbar
o passaporte quando você entra em um outro país da cidadania.
Por exemplo, os Estados Unidos exigem que os cidadãos usem o
seu passaporte americano para entrar no país, mas os oficiais
carimbam o passaporte japonês, também. Observe que a ordem em
que você apresenta os seus passaportes pode influenciar, e caso
apresente o passaporte japonês primeiro, você será induzido a
deixar suas impressões digitais (qualquer pessoa tem o direito de se
recusar a fazê-lo), mesmo que seja cidadão daquele país.

Parece haver um visto especial para a categoria de


descendentes de emigrantes japoneses (Nikkeijin) até a terceira
geração de países como Brasil, Estados Unidos, Filipinas e China.
Esta categoria permite a longo prazo residência e emprego de
qualquer tipo, ainda que não confira cidadania.
Devido a vários crimes cometidos por Nikkeijin, com aumento
no índice nos últimos anos (dados de 2007), alguns políticos
japoneses dizem que irão impor restrições adicionais ou talvez
verificações de antecedentes criminais (dentro da jurisdição
japonesa: pedir Atestado de Antecedentes Criminais do Brasil é
ilegal).
A Lei da Nacionalidade

A lei da nacionalidade (Lei No. 147 de 1950, alterada pela Lei


No.268 de 1952, a Lei no.45 de 1984, a Lei no.89 de 1993 e Lei No.
147 de 2004).

Do Propósito desta Lei

Artigo 1:

As condições necessárias para ser um cidadão japonês serão


determinadas pelas disposições da presente lei.

Da Aquisição de Nacionalidade por Nascimento

Artigo 2:

A criança deve, em qualquer um dos casos a seguir, ser


japonesa:

1. Quando, no momento de seu nascimento, o pai ou a


mãe detiver a cidadania japonesa;
2. Quando o pai (ou a mãe), que morreu antes do
nascimento da criança, era um cidadão japonês no
momento de sua morte;
3. Quando ambos os pais são desconhecidos ou
quando a criança seja apátrida e que tenha nascido no
Japão.
Da Aquisição de Nacionalidade por Legitimação

Artigo 3:

Uma criança (excluindo a criança que já era uma vez japonesa)


abaixo de vinte anos de idade que tenha adquirido a condição de
filho legítimo por motivo de casamento de seu pai e da mãe e do
seu reconhecimento, pode adquirir a nacionalidade japonesa,
fazendo a notificação ao Ministro da Justiça, se o pai ou a mãe que
tenha efetuado o reconhecimento era, no momento do nascimento
da criança, um cidadão japonês, e tal pai ou mãe for presentemente
japonês ou era, no momento de sua morte (do genitor japonês), um
cidadão japonês.
2. Uma criança que faça a notificação, de acordo com o
parágrafo precedente, deverá adquirir a nacionalidade japonesa, no
momento da notificação.

Da Naturalização

Artigo 4:

Uma pessoa que não seja um cidadão japonês (a seguir


designado por "um estrangeiro") pode adquirir a nacionalidade
japonesa por naturalização.

2. A autorização do Ministro da Justiça deve ser obtida para a


naturalização.

Artigo 5:

O Ministro da Justiça não deve permitir a naturalização de um


estrangeiro a menos que ele preencha todas as condições
seguintes:

1. que ele ou ela tenha domicílio no Japão por cinco,


ou mais, anos consecutivos;
2. que ele ou ela tenha vinte anos de idade ou mais e
de plena capacidade de agir de acordo com a lei do seu
país de origem;
3. que ele ou ela tenha boa conduta;
4. que ele ou ela seja capaz de garantir o sustento por
condições próprias ou capacidade, ou aqueles cujo o
cônjuge ou parentes com quem vivam uma vida de
despesas em comum;
5. que ele ou ela não tenha nacionalidade, ou a
aquisição da nacionalidade japonesa tenha causado a
perda da nacionalidade estrangeira;
6. que ele ou ela nunca tenha planejado ou advogado,
nem tenha formado ou pertencido a um partido
político ou outra organização que tenha planejado ou
advogado pela queda da Constituição do Japão, ou
contra o Governo já existente, desde a promulgação da
Constituição do Japão.

2. Quando um estrangeiro é, independentemente da sua


intenção, incapaz de usufruir de sua atual nacionalidade, o Ministro
da Justiça pode permitir a naturalização do estrangeiro, mesmo que
o estrangeiro não cumpra com as condições estabelecidas no item
5 do parágrafo anterior; se o Ministro da Justiça considerar as
circunstâncias excepcionais na sua relação familiar com um cidadão
japonês, ou outras circunstâncias.
Artigo 6:

O Ministro da Justiça pode permitir a naturalização de um


estrangeiro, mesmo que o estrangeiro não satisfaça as condições
estabelecidas no item 1 do último parágrafo primeiro do Artigo
anterior, desde que o dito estrangeiro caia no âmbito de qualquer
um dos seguintes itens, e esteja, atualmente, domiciliado no Japão:

1. Alguém que tenha tido um domicílio ou residência


no Japão por três anos consecutivos, ou mais, e que
seja o filho de uma pessoa que era um cidadão japonês
(excluindo a adoção de uma criança);
2. Alguém que tenha nascido no Japão e que tenha tido
um domicílio ou residência no Japão por três anos
consecutivos ou mais, ou cujo pai ou mãe (excluindo
pai e mãe por adoção) tenha nascido no Japão;
3. Alguém que tenha tido uma residência no Japão por
dez, ou mais, anos consecutivos.

Artigo 7:

O Ministro da Justiça pode permitir a naturalização de um


estrangeiro que seja o cônjuge de um cidadão japonês, apesar do
estrangeiro não cumprir com as condições estabelecidas nos itens 1
e 2 do parágrafo primeiro do Artigo 5, se o referido estrangeiro teve
um domicílio ou residência no Japão por três anos consecutivos, ou
mais, e está, atualmente, domiciliado no Japão. A mesma regra é
aplicável no caso em que um estrangeiro que seja o cônjuge de um
cidadão japonês, ter sido casado com o cidadão japonês por três
anos ou mais e teve um domicílio no Japão por um ano consecutivo
ou mais.
Artigo 8:

O Ministro da Justiça pode permitir a naturalização de um


estrangeiro, mesmo que o estrangeiro não cumpra com as
condições estabelecidas nos itens 1, 2 e 4 do parágrafo primeiro do
quinto Artigo, desde que o estrangeiro se inclua no âmbito de
qualquer um dos seguintes itens:

1. Aquela que seja uma criança (excluindo a criança


adotada) de um cidadão japonês e tenha um domicílio
no Japão;
2. Aquela que seja uma criança adotada por um cidadão
japonês e que tenha tido domicílio no Japão por um
ano consecutivo, ou mais, e era um menor de acordo
com a legislação do seu país natal, no momento da
adoção;
3. Aquele que tenha perdido a nacionalidade japonesa
(exceto aquele que tenha perdido a nacionalidade
japonesa após a naturalização do Japão) e tenha um
domicílio no Japão;
4. Aquela que tenha nascido no Japão e não teve
qualquer nacionalidade desde o momento do
nascimento, e teve um domicílio no Japão por três anos
consecutivos, ou mais, desde então.

Artigo 9:

No que diz respeito a um estrangeiro que tenha especialmente


prestado serviço meritório ao Japão, o Ministro da Justiça pode, não
obstante da provisão do Artigo quinto, parágrafo primeiro, permitir
a naturalização do estrangeiro, com a aprovação da Dieta Nacional.
Artigo 10:

O Ministro da Justiça pode, por ocasião da naturalização, fazer


uma comunicação nesse sentido por anúncio público no Diário
Oficial.
2. A naturalização deve entrar em vigor a partir da data da
publicação do anúncio, ao abrigo do parágrafo anterior.

Da Perda da Nacionalidade

Artigo 11:

Um cidadão japonês pode perder nacionalidade japonesa,


quando ele ou ela adquire uma nacionalidade estrangeira por sua
própria escolha.
2. Um cidadão japonês tendo uma nacionalidade estrangeira
pode perder a nacionalidade japonesa, se ele ou ela escolher a
nacionalidade estrangeira, de acordo com as leis do país estrangeiro
em questão.

Artigo 12:

Um cidadão japonês que tenha nascido em um país


estrangeiro e tenha adquirido a nacionalidade estrangeira por
nascimento pode perder a nacionalidade japonesa, retroativamente,
a partir da data de nascimento, a menos que o cidadão japonês
indique claramente a sua vontade de reservar a nacionalidade
japonesa, de acordo com as disposições das Normas do Registro de
Família (Lei No. 224 de 1947).

Artigo 13:

Um cidadão japonês tendo uma nacionalidade estrangeira


podem renunciar à nacionalidade japonesa, tornando notificação ao
Ministro da Justiça.
2. A pessoa que fez a notificação de acordo com o parágrafo
anterior pode perder nacionalidade japonesa no momento da
notificação.

Da Escolha de Nacionalidade

Artigo 14:

Um cidadão japonês tendo uma nacionalidade estrangeira


deve escolher uma das duas nacionalidades antes de ele ou ela
atingir vinte e dois anos de idade, se ele ou ela tenha adquirido
ambas nacionalidades e antes do dia em que ele ou ela atinja vinte
anos de idade ou, no prazo de dois anos após o dia em que ele ou
ela adquiriu a segunda nacionalidade, se ele ou ela adquiriu essa
nacionalidade depois do dia em que ele ou ela atingiu aos vinte
anos de idade.
2. A escolha da nacionalidade japonesa pode ser feita por se
livrar da nacionalidade estrangeira ou pela declaração prevista pelas
Normas de Registro de Família, na qual ele ou ela jurando que ele
ou ela escolhe para ser um cidadão japonês, e que ele ou ela
renuncie a nacionalidade estrangeira (a seguir denominada
"Declaração de escolha").

Artigo 15:

O Ministro da Justiça pode, por escrito, exigir a um cidadão


japonês tendo uma nacionalidade estrangeira, que tenha falhado no
cumprimento do prazo indicado no parágrafo primeiro do último
Artigo precedente, que escolha uma das nacionalidades que ele ou
ela possui.
2. O anúncio previsto no parágrafo anterior poderá ser feito
por meio de anúncio no Diário Oficial, no caso em que a pessoa que
está a receber o aviso esteja desaparecida ou em quaisquer outras
circunstâncias em que seja impossível enviar a nota para a pessoa
em causa. Neste caso, o anúncio deve ser considerado como
entregue à pessoa em causa no dia seguinte ao dia em que o
anúncio for publicado no Diário Oficial.
3. A pessoa a quem o anúncio tenha sido enviado, de acordo
com os últimos dois parágrafos, deve perder a nacionalidade
japonesa ao término do período de um mês após o dia em que ele
ou ela receba o aviso, a não ser que ele ou ela escolha a
nacionalidade japonesa dentro deste prazo. Isto não se aplica, no
entanto, ao caso da pessoa em causa não ser capaz de escolher a
nacionalidade japonesa dentro desse prazo, devido a uma
calamidade natural ou de qualquer outra causa não imputável a ele
ou ela e ele ou ela tenha feito essa escolha no prazo de duas
semanas depois em que ele ou ela tornou-se capaz de o fazer.

Artigo 16:

Um cidadão japonês que tenha feito a declaração de escolha


deve esforçar-se por si mesmo para desistir da nacionalidade
estrangeira.
2. No caso em que um cidadão japonês que tenha feito a
declaração de escolha, mas ainda possui uma nacionalidade
estrangeira, voluntariamente, tenha tornado funcionário público no
país estrangeiro (exceto em um ofício em que uma pessoa que não
tenha a nacionalidade desse país seja capaz de tomá-la), o Ministro
da Justiça pode declarar que ele ou ela perca a nacionalidade
japonesa, se o Ministro considerar que assumir tais cargos públicos
seria substancialmente contradizer a sua escolha de nacionalidade
japonesa.
3. A audiência relativa a declaração nos termos do último
parágrafo anterior serão conduzidos publicamente.
4. A declaração prevista no parágrafo 2 deste Artigo deve ser
feita por anúncio público no Diário Oficial.
5. A pessoa contra quem a declaração foi feita, ao abrigo do
parágrafo 2 deste Artigo, deve perder a nacionalidade japonesa no
dia da publicação do anúncio, nos termos do último parágrafo
anterior.

Da Reaquisição de Nacionalidade

Artigo 17:

Uma pessoa com menos de vinte anos de idade que tenha


perdido a nacionalidade japonesa, de acordo com Artigo 12, pode
readquirir a nacionalidade japonesa, por notificar ao Ministro da
Justiça, se ele ou ela tiver um domicílio no Japão.
2. Uma pessoa que tenha recebido um aviso nos termos do
parágrafo 2 do Artigo 15 e perdeu a nacionalidade japonesa, ao
abrigo do parágrafo 3 do dito Artigo, pode readquirir a
nacionalidade japonesa, notificando ao Ministro da Justiça no prazo
de um ano depois ele ou ela ter tornado consciente do fato de que
ele ou ela tenha perdido a nacionalidade japonesa, se ele ou ela
cumprir com a condição estabelecida no item 5 do parágrafo
primeiro do Artigo 5. No entanto, no caso em que ele ou ela seja
incapaz de fazer a notificação dentro do prazo, devido a
calamidades naturais ou qualquer outra causa não imputável a ele
ou ela, esse prazo será de um mês depois que ele ou ela se torne
capaz de o fazer.
3. A pessoa que fez a notificação de acordo com os últimos
dois parágrafos pode adquirir a nacionalidade japonesa, no
momento da notificação.
Da Notificação et cetera, pelo Representante Legal

Artigo 18:

No caso da pessoa que pretende adquirir, optar ou renunciar a


nacionalidade é abaixo de quinze anos de idade, à notificação da
aquisição da nacionalidade nos termos do Artigo 3, parágrafo 1 ou
Artigo 17, parágrafo 1, o pedido de permissão para naturalização, a
declaração de escolha ou a notificação da renúncia da
nacionalidade, deve ser feita, pelo representante legal da pessoa,
em seu nome.

Da Portaria Ministerial

Artigo 19:

Exceto nos casos previstos nesta Lei, os procedimentos


relativos à aquisição ou renúncia da nacionalidade, bem como
outras normas necessárias para o exercício desta Lei serão prescritos
na Portaria do Ministério da Justiça.
A CONSTITUIÇÃO DO JAPÃO
&
A LEI DA NACIONALIDADE