Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica - UFMG

© Prof. João Antônio de Vasconcelos

1. Análise Vetorial

Muitas grandezas físicas, além da magnitude, para serem completamente
identificadas, necessitam da direção e do sentido. Alguns exemplos destas
grandezas são: velocidade, força, campo elétrico, campo magnético, etc. Estas
grandezas são denominadas de grandezas vetoriais. Elas são representadas no
espaço por segmentos de retas orientados.

Um segmento orientado possui um ponto inicial e um ponto final, representado
pela ponta da seta. O ponto inicial é o outro ponto extremo.

Fig. 1. Segmento orientado a =AB.
A
(ponto
inicial)
a = AB
B
(ponto final)
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A direção e o sentido do segmento orientado identificam a direção e o sentido do
vetor. O comprimento do segmento orientado representa a magnitude do vetor.

As grandezas escalares são por outro lado, grandezas que necessitam apenas da
informação de sua magnitude. Por exemplo: massa, potencial, comprimento, etc.

Um campo é a denominação dada a toda distribuição de uma grandeza no
espaço. Esta distribuição pode ser escalar ou vetorial, variável ou não com o
tempo. O potencial eletrostático é um exemplo de campo escalar, enquanto o
campo elétrico é um exemplo de um campo vetorial.

Notação: Neste documento, para distinguirmos a diferença entre uma grandeza
escalar e uma vetorial, adotaremos o negrito para identificar as grandezas
vetoriais. Assim, a é uma grandeza vetorial e a é uma grandeza escalar.

Um vetor é representado no espaço por todo segmento orientado, de mesma
magnitude, direção e sentido.
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Fig. 2. Segmentos orientados representantes de um mesmo vetor (a = b = c = d).

Soma de Vetores e Multiplicação por Escalar
A soma a+b, de dois vetores a e b, é determinada da seguinte forma:
• considere um segmento orientado que represente a ;
• considere um outro segmento orientado que represente b, com origem na
extremidade de a ;
• o vetor resultante da soma de a+b é representado pelo segmento orientado
que vai da origem de a até a extremidade de b.
a

c
d
b
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Fig. 3. Soma geométrica de dois vetores a e b.

Da figura 3, é fácil observar que a+b = b+a.


Fig. 4. Soma geométrica de dois vetores b e a.

Observamos também que o vetor resultante da soma a+b está na diagonal do
paralelogramo determinado por a e b, quando estes estão representados com a
mesma origem.

a
b
a+b
a
b
b+a
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Fig. 5. Soma geométrica de dois vetores a e b (regra de paralelogramo).


As propriedades mais importantes da adição entre vetores a, b e c são:

• Comutativa: a + b = b + a
• Associativa: (a + b)+ c = a + (b + c)

Vetor nulo 0: é o vetor cujo ponto final coincide com o ponto inicial, isto é,
sua amplitude é zero. A soma de um vetor nulo 0 a um vetor qualquer a é igual
ao próprio vetor a, isto é a + 0 = a.

a
b
b+
a
b
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Diferença entre dois vetores: a diferença a - b = a + (-b).


Fig. 6. Diferença entre dois vetores: a - b.

Multiplicação de um vetor a por um escalar α αα α : é determinada pelo
vetor que possui as seguintes características:

(a) é o vetor nulo 0, se α = 0 ou a = 0;
(b) caso contrário:
(i) tem comprimento |α| vezes o comprimento de |a|,
(ii) a direção é a mesma de a (eles são paralelos),
(iii) tem o mesmo sentido de a, se α > 0, e tem o sentido contrário ao de a,
se α< 0.
-b
a
a-b
b
a
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Soma de vetores: A soma algébrica de vetores é feita naturalmente somando-se
a) os componentes ao longo de cada eixo coordenado, b) multiplicando o
resultado ao longo de cada eixo pelo respectivo vetor unitário, e c) adicionando-
se os resultados obtidos.

Exemplo:
a + b = (a
x
+ b
x
)x + (a
y
+ b
y
)y + (a
z
+ b
z
)z {coordenadas retangulares}
a + b = (a
ρ
+ b
ρ
)ρ ρρ ρ + (a
α
+ b
α
)α αα α + (a
z
+ b
z
)z {coordenadas cilíndricas}
a + b = (a
r
+ b
r
)r + (a
θ
+ b
θ
)θ θθ θ + (a
α
+ b
α
)α αα α {coordenadas esféricas}


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(a) Sistema de coordenadas retangulares (x, y,z) (b) Sistema de coordenadas cilíndricas (ρ, α, z)


(c) Sistema de coordenadas esféricas (r, θ, α)
Fig. 7. Sistemas de coordenadas retangulares, cilíndricas e esféricas.

(x
1
,y
1
,z
1
)
plano z = z
1
plano y = y
1
plano x = x
1
x
z
y
y

x

z


1

1
,z
1
)
superfície ρ = ρ
1
x
z
y
α αα α
plano z = z
1
ρ ρρ ρ

z

(r
1

1

1
)
superfície r = r
1
plano α = α
1
x
z
y
r

superfície θ = θ
1
θ θθ θ
α αα α
plano α = α
1
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Produto escalar:
O produto escalar entre dois vetores a e b é definido pelo produto da amplitude
de a pela magnitude da projeção de b sobre a.
Isto é,
a•b = ab cos θ. (1)

Obviamente, a•b = b•a.

Produto escalar a•b
a
b cos θ
b
θ

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Exercício:
Sendo u = ( 2, 3, 1) e v = ( 1, 4, 5) . Calcular :
a) u•v b) |u-v|
2
c) | u+v|
2
d) |3u– 2v|
2
e) (2u-3v)•(u+2v)
f) (5u+3v)•(5u–3v).

Resp: a) 19 b) 18 c) 94 d) 66 e) –205 f) –28
Produto vetorial:
O produto vetorial entre dois vetores a e b é definido pelo seguinte produto:
a x b = ab sen θ n, (2)

onde n é o vetor unitário ao plano definido por a e b, orientado segundo a regra
da mão direita.
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Produto vetorial axb

O produto vetorial entre dois vetores pode também ser expresso na forma
matricial. Isto é:

axb =
z y x
z y x
b b b
a a a
z y x
(3)

ab senθ n
a
b
θ

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Exercício:
Dados os vetores u =( 0, 1, −1), v =(2,0,0) e w =(0,2,−3). Determine:
a) u x v b) u x w c) w x (v x u)

Transformação de sistemas de coordenadas
Em inúmeras situações, é necessário transformar uma determinada grandeza,
seja ela escalar ou vetorial, de um dado sistema de referência para outro sistema
de coordenadas.

2.1. Coordenadas retangulares Coordenadas cilíndricas


1

1
,z
1
)
superfície ρ = ρ
1
x
z
y
α αα α
plano z = z
1
ρ ρρ ρ

z

Semi-plano α = α
1

(x
1
,y
1
,z
1
)
plano z = z
1
plano y = y
1
plano x = x
1
x
z
y
y

x

z

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A transformação de uma quantidade escalar é muito simples, pois basta fazer a
substituição das coordenadas de um sistema para a do outro sistema,
empregando as relações entre elas:

• x = ρ cos α
• y = ρ sen α
• z = z

• ρ = [(x
2
+ y
2
)
1/2

• α = tg
-1
[y/x]
• z = z


A transformação de uma quantidade vetorial é feita em duas etapas. Na primeira,
idêntica à etapa anterior, fazemos a substituição das coordenadas de um sistema
para a do outro sistema, empregando as relações já apresentadas. Na segunda
etapa, fazemos a transformação dos vetores unitários. Isto pode ser feito
empregando as operações a seguir:
α

y
x
α αα α
ρ ρρ ρ

(ρ,α, z)
ρ
Plano z
ρ sen α
ρ cos α
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.
ρ ρρ ρ α αα α
z
x
cos α -sen α
0
y
sen α cos α
0
z 0 0 1



2.2. Coordenadas retangulares Coordenadas esféricas.

(r
1

1

1
)
superfície r = r
1
Semi-plano α = α
1
x
z
y
r
superfície θ = θ
1
θ θθ θ
α αα α

(x
1
,y
1
,z
1
)
plano z = z
1
plano y = y
1
plano x = x
1
x
z
y
y

x

z

α

y
x
α αα α
ρ ρρ ρ

(ρ,α, z)
ρ
Plano z
cos α x
ρ cos α
cos α y
-sen α x
sen α y
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A transformação de uma quantidade escalar, de forma semelhante ao caso da
transformação de coordenadas retangulares para coordenadas cilíndricas e vice e
versa, pode ser feita substituindo as coordenadas de um sistema para a do outro
sistema, empregando as relações entre elas:

• x = r sen θ cos α
• y = r sen θ sen α
• z = r cos θ

• r = [x
2
+ y
2
+ z
2
]
1/2

• θ = tg
-1
[(x
2
+ y
2
)
1/2
/z]


• α = tg
-1
[y/x]




θ

z
y
θ θθ θ
r
(r,θ, α)
r
r sen θ
r sen θ cos α
r sen θ sen α
r cos θ
α αα α
α

x
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A transformação dos vetores unitários do sistema de coordenadas retangulares e
esféricas pode ser feita empregando as seguintes relações:

. r
θ θθ θ α αα α
x
sen θ cos α cos θ cos α -sen α
y
sen θ sen α cos θ sen α cos α
z
cos θ -sen θ
0

Exercício:
1) Dado o campo vetorial F = 2x x + z y em coordenadas retangulares,
encontre o vetor F em coordenadas cilíndricas.
2) Dado o campo vetorial F = z x + y y em coordenadas retangulares,
encontre o vetor F em coordenadas esféricas.
3) Conhecido o campo vetorial F = z ρ ρρ ρ + ρ z em coordenadas cilíndricas,
encontre o vetor F em coordenadas retangulares.
4) Conhecido o campo vetorial F = r r + cos θ θ θθ θ em coordenadas esféricas,
encontre o vetor F em coordenadas retangulares.
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Integral de Linha

Considere o contorno C mostrado na figura a seguir, onde t(x,y,z) é o vetor
unitário tangente à curva C no ponto (x,y,z).

Seja F(x,y,z) um campo vetorial que é definido em todo ponto (x,y,z) do
contorno C. Definimos integral de linha de F(x,y,z) ao longo do contorno C, à
seguinte integral:


C
dl ) z , y , x ( ) z , y , x ( t F
(4)

Para avaliar esta integral, considere o vetor posição r que localiza o ponto
(x,y,z), tendo como referência a origem de um sistema de referência genérico O.
O vetor r + ∆ ∆∆ ∆r é por sua vez o vetor posição que localiza, sobre a curva C, um
ponto próximo ao ponto (x,y,z). Seja este o ponto (x´,y´,z´). Seja ∆l o
comprimento da curva C que vai do ponto (x,y,z) ao ponto próximo (x´,y´,z´).
Assim, podemos definir o vetor unitário t(x,y,z) como sendo:
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Fig. 8. Integral de linha.

dl
d
l
lim ) z , y , x (
0 l
r r
t =


=
→ ∆
(5)
Substituindo na integral de linha o vetor tangente, temos:
∫ ∫
⋅ = ⋅
C C
) z , y , x ( d ) z , y , x ( dl
dl
) z , y , x ( d
) z , y , x ( r F
r
F
(6)

r
r + ∆ ∆∆ ∆r
∆ ∆∆ ∆r
t
C
(x,y,z)
∆l
O
(x´,y´,z´)
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O vetor diferencial dr, nos sistemas de coordenadas cartesianas, cilíndricas e
esféricas, possui a seguinte expressão:
a) Cartesianas
z y x r dz dy dx d + + =
(7)
b) Cilíndricas
z α ρ r dz ρdα dρ d + + =
(8)
c) Esféricas
α θ r r α θ + θ + = d rsen rd dr d
(9)
A substituição de dr dado nos sistemas de coordenadas cartesianas, cilíndricas e
esféricas em (6) conduz às seguintes expressões:

∫ ∫ ∫ ∫
= = =
+ + = ⋅
f
i
f
i
f
i
z
z z
z
y
y y
y
x
x x
x
C
dz F dy F dx F ) z , y , x ( d ) z , y , x ( r F
(10)
∫ ∫ ∫ ∫
=
α
α = α
α
ρ
ρ = ρ
ρ
+ α ρ + ρ = α ρ ⋅ α ρ
f
i
f
i
f
i
z
z z
z
C
dz F d F d F ) z , , ( d ) z , , ( r F
(11)
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∫ ∫ ∫ ∫
α
α = α
α
θ
θ = θ
θ
=
α θ + θ + = α θ ⋅ α θ
f
i
f
i
f
i
d rsen F rd F dr F ) , , r ( d ) , , r (
r
r r
r
C
r F
(12)

A integral de linha, quando o percurso é fechado recebe o nome de circulação e
ela é representada pela seguinte expressão:


C
) z , y , x ( d ) z , y , x ( r F
. (13)
Exemplo: Dado o campo vetorial F (x, y,z) = xy x + y
2
y, avalie a circulação
deste campo ao longo do percurso fechado C mostrado na figura a seguir.

y
x
(2,2)
Plano z = 0
(0,2)
(0,0)
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Solução: A integral de linha fechada pode ser escrita como a soma de três
integrais, uma para cada segmento orientado. Assim,

∫ ∫ ∫ ∫
⋅ + ⋅ + ⋅ = ⋅
3 C 2 C 1 C C
d d d ) z , y , x ( d ) z , y , x ( r F r F r F r F

∫ ∫ ∫ ∫
=
=
=
=
=
=
=
=
=
=
+ ⋅ + ⋅ + ⋅ = ⋅
0 y
0 x
2 y
2 x
2 x
2 y
0 x
2 y
0 x
0 y C
) dy dx ( ) dx ( ) dy ( ) z , y , x ( d ) z , y , x ( y x F x F y F r F

∫ ∫ ∫ ∫ ∫
=
=
=
=
=
=
=
=
=
=
=
=
+ + + = ⋅
0 y
y x
2 y
y
0 x
x y
2 x
x
2 x
2 y
0 x
x
2 y
0 x
0 y
y
C
dy F dx F dx F dy F ) z , y , x ( d ) z , y , x ( r F

∫ ∫ ∫ ∫ ∫
=
=
=
=
=
=
=
=
+ + + = ⋅
0 y
2 y
2
0 x
2 x
2
2 x
0 x
2 y
0 y
2
C
dy y dx x xdx 2 dy y ) z , y , x ( d ) z , y , x ( r F

( )
3
4
3
8
3
8
4
3
8
3
y
3
x
x
3
y
) z , y , x ( d ) z , y , x (
0
2
3
0
2
3
2
0
2
2
0
3
C
= − − + =
|
|
.
|

\
|
+
|
|
.
|

\
|
+ +
|
|
.
|

\
|
= ⋅

r F

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Exercício: Dado o campo vetorial F (x, y,z) = xy x + y
2
y, avalie em
coordenadas cilíndricas a circulação deste campo ao longo do percurso fechado
C mostrado na figura a seguir.


Integral de Superfície

Considere a superfície S mostrada na figura a seguir, onde n(x,y,z) é o vetor
unitário normal à superfície S no ponto (x,y,z).
y
x
(2,2)
Plano z = 0
(0,2)

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Fig. 8. Integral de superfície.

Seja F(x,y,z) um campo escalar que é definido em todo ponto (x,y,z) da
superfície S. Dividindo S em N elementos de superfície contíguos de área ∆s
i
, se
o somatório do lado direito da equação (14) convergir quando N tende para
infinito e a área do elemento tender a zero, a este resultado definimos como
sento integral de superfície de F(x,y,z) sobre S, cuja notação é dada à esquerda
da equação (14).
) z , y , x ( ) z , y , x ( F lim ) z , y , x ( ds ) z , y , x ( F
i i i i
S
N
1 i
i i i i
N
0 S
∆ =
∫∫

=
∞ →
→ ∆
(14)

n
∆S(x,y,z)
S

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Em muitas situações o campo escalar que desejamos integrar é o componente
normal de um campo vetorial F(x,y,z). Neste caso, a integral de superfície é
escrita conforme equação (15).

∫∫ ∫∫ ∫∫
⋅ = ⋅ =
S S S
n
) z , y , x ( ) z , y , x ( ) z , y , x ( ds ) z , y , x ( ) z , y , x ( ) z , y , x ( ds ) z , y , x ( F ds F n F
(15)
onde o elemento de área diferencial vetorial é
) z , y , x ( ds ) z , y , x ( ) z , y , x ( n ds =
. Ao
resultado da integração do componente normal de uma quantidade vetorial sobre
uma superfície S denominamos de fluxo desta quantidade que atravessa a
superfície.

Se a superfície é fechada, o resultado representa o fluxo líquido (o que sai menos
o que entra) que deixa a superfície S. A integral neste caso é escrita com o sinal
da dupla integral com um círculo no centro:

) z , y , x ( ds ) z , y , x ( ) z , y , x ( ) z , y , x ( ) z , y , x (
s S
∫∫ ∫∫
⋅ = ⋅ n F ds F
(16)
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Exemplo: Dado o campo vetorial F (x,y,z) = (y+z) y + xy z, avalie em
coordenadas retangulares o fluxo que atravessa a superfície retangular no plano
xy definida pelas retas x = 0, x = 3, y = 1, e y = 2.

Solução:
∫∫ ∫∫ ∫∫
= ⋅ = ⋅
S S S
xydxdy dxdy ) z , y , x ( ) z , y , x ( ) z , y , x ( z F ds F

z
y
x = 0
x =3
y = 2

dy
n
x
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4
27
2
1 4
2
9
2
y
2
x
dy y
2
x
dy xdx y xydxdy
2
1
2
3
0
2
2
1
3
0
2
3
0
2
1 S
=
|
.
|

\
|

|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
∫ ∫ ∫ ∫∫


Exercício: Dado o campo vetorial F (x,y,z) = (y+z) y + xy z, avalie em
coordenadas retangulares o fluxo que atravessa a superfície triangular no plano
xz definida pelas retas x = 0, z = 0, x = 1- z, mostrado na figura a seguir.



z
y
(0,1)
n
x
(1,0)
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Operador nabla; Gradiente; Divergência; Rotacional.

Operador nabla
O operador ∇ é um operador vetorial diferencial, denominado nabla ou del, o
qual é definido no sistema de coordenadas cartesiana como:
z y x ∂

+


+


= ∇ z y x
. (17)
Este operador não tem significado físico nem geométrico. Por ser um operador,
pode-se à esquerda aplica-lo a uma função à direita.

Exemplo: Escreva a expressão do operador diferencial f∇; ∇ ⋅ v e ∇ × v .

Gradiente
Considere a função escalar f, contínua e com derivadas pelo menos até primeira
ordem:

) , , ( ) ( z y x f f f = = r
. (18)
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O gradiente da função f, grad f, é um vetor definido por:
z
f
y
f
x
f
f


+


+


= ∇ z y x
. (19)
O grad f é um vetor que dá como resultado a máxima variação da função e a
direção em que esta máxima variação ocorre.

Verificação:
a) Qual o significado geométrico da direção fornecida pelo gradiente?
Considere o vetor posição r = xx+yy+zz. O deslocamento elementar dl = dr é
dado por:
dl = dr = xdx+ydy+zdz. (20)
Realizando o produto escalar entre Eqs. (19) e (20) resulta em:

df dz
z
f
dy
y
f
dx
x
f
d f =


+


+


= ⋅ ∇ l
(21)
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Esse resultado nada mais é do que a diferencial df. Se f(x,y,z) = C, onde C é uma
constante, o resultado obtido ao se substituir f(x,y,z) = C em (21) é df = 0. Se
f(x,y,z) não é uma constante, a diferencial de f é nula (df = 0) somente se
l d f ⊥ ∇
. (22)
Como a diferencial df ao longo da superfície equipotencial é nula (qualquer
deslocamento elementar dl deve ser tangente à superfície equipotencial)
concluímos através de (21) que o gradiente de uma função f(r) é perpendicular
à superfície (equipotencial) f = constante.
C ) f( f = ⊥ ∇ r
. (23)
Da Eq. (21) vemos que a variação df é máxima quando o deslocamento dl for
paralelo ao gradiente. Por outro lado, o gradiente é perpendicular à superfície
f = constante, donde podemos concluir que a direção do gradiente dá a máxima
variação df da função f.
max
// df de direção f ∇
. (24)
b) E o módulo do gradiente? O que ele fornece como informação?
Considere o elemento de arco em coordenadas cartesianas
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dl=|dl|=[dx
2
+dy
2
+dz
2
]
1/2
. (25)
Dividindo membro a membro a Eq. (21) pela (25), obtém-se:
dl
df
f
d
d f
= ⋅ ∇ =
⋅ ∇
u
l
l
| |
. (26)
Se dl é paralelo ao gradiente de f, logo u é um vetor unitário na direção do
gradiente e o resultado
u ⋅ ∇f
=
f ∇
. Portanto, o módulo do gradiente de f dá
como resultado a máxima taxa de variação da função, isto é:
max
dl
df
f
|
.
|

\
|
= ∇
(27)
f = C
2
f = C
1
grad f(P
1
)
grad f(P
2
)
f = C
2
f = C
1
grad f(P
1
)
grad f(P
2
)



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Assim, podemos repetir: O grad f é um vetor que dá como resultado a máxima
variação da função e a direção e sentido em que esta máxima variação ocorre.

Expressões do Gradiente nos Sistemas de Coordenadas:
d) Cartesianas
z
f
y
f
x
f
f


+


+


= ∇ z y x
. (28)
e) Cilíndricas
z
f f f
f


+


+


= ∇ z
α ρ ρ
. (29)

f) Esféricas
α θ θ ∂

+


+


= ∇
f
rsin r
f
r
f
f
) (
1
r
. (30)
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A Divergência
Seja v = v(r) = v
x
(x,y,z)x + v
y
(x,y,z)y + v
z
(x,y,z)z uma função vetorial contínua
e com derivadas contínuas pelo menos até à primeira ordem. Por definição, o
escalar

z y x ∂

+


+


≡ ⋅ ∇
z
y
x
v
v
v
v
(31)
é a divergência do vetor v (div v).


Significado Físico:
A divergência de um campo vetorial v(r), div v(r), dá como resultado o fluxo
líquido (fluxo que sai – fluxo que entra) por unidade de volume.

Obs.: A divergência se aplica a um campo vetorial e dá como resultado um
escalar.


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Ilustração Geométrica:

div v(r) > 0
div v(r) = 0 div v(r) < 0
div v(r) > 0
div v(r) = 0 div v(r) < 0


Dedução:
Considere a lei de Gauss:
Q d
s
=

s D.
(32)
Vamos aplicá-la à superfície fechada que envolve o volume infinitesimal, com
centro no ponto P, ilustrado a seguir:

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y
x
z
∆y
∆x
∆z
D = D
xo
x + D
yo
y + D
zo
z
P
y
x
z
y
x
z
∆y
∆x
∆z
D = D
xo
x + D
yo
y + D
zo
z
P



A superfície que envolve o volume é o resultado da soma das superfícies laterais.
Logo,
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
+ + + + + =
base topo dir esq atrás frente s
d d d d d d d s D s D s D s D s D s D s D . . . . . . .
. .
(33)
Vamos considerar separadamente cada uma das integrais do lado direito de (33).

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a) Face da Frente
z y D z y d
frente x
frente
∆ ∆ = ∆ ∆ = ∆ ≈

,
. . . x D s D s D
frente (34)
O valor de D
x
na face frontal pode ser aproximado através da expansão de
Taylor:
x
D x
D D
x
x frente x

∂ ∆
+ =
2
0 , (35)
onde D
x0
é o valor de D
x
no ponto central P. Substituindo este resultado em
(18), tem-se:
z y
x
D x
D d
x
x
frente
∆ ∆
|
.
|

\
|

∂ ∆
+ ≈

2
.
0
s D
(36)
b) Face de Trás
z y D z y d
atrás x
atrás
∆ ∆ − = ∆ ∆ − = ∆ ≈

,
. . . x D s D s D
atrás (37)
O valor de D
x
na face de trás, empregando a expansão de Taylor, é:
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x
D x
D D
x
x atrás x

∂ ∆
− =
2
0 , (38)
Substituindo este resultado em (37), tem-se:
z y
x
D x
D d
x
x
atrás
∆ ∆
|
.
|

\
|

∂ ∆
− − ≈

2
.
0
s D
(39)
Somando as contribuições das duas faces (Eqs. (36) + (39)) temos:
z y x
x
D
d d
x
atrás frente
∆ ∆ ∆


≈ +
∫ ∫
s D s D . .
(40)
Esta equação dá como resultado o fluxo líquido que deixa a superfície na direção
x.

De modo análogo, as contribuições das faces da base + topo e esq.+dir. são:
z y x
y
D
d d
y
dir esq
∆ ∆ ∆


≈ +
∫ ∫
. .
. . s D s D
(41)
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z y x
z
D
d d
z
topo base
∆ ∆ ∆


≈ +
∫ ∫
s D s D . .
(42)
Estes três resultados somados (Eqs. (40) + (41) + (42)) permitem então avaliar o
fluxo líquido que deixa a superfície fechada envolvendo o cubo, isto é:
z y x
z
D
y
D
x
D
d d d d d d d
z
y
x
base topo dir esq atrás frente s
∆ ∆ ∆
|
|
.
|

\
|


+


+



+ + + + + =
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
s D s D s D s D s D s D s D . . . . . . .
. .
(43)
Dividindo ambos os lados de (43) por ∆x∆y∆z e tomando o limite de
∆v = ∆x∆y∆z 0, tem-se:
D
s D
⋅ ∇ =
|
|
.
|

\
|


+


+


=
∆ ∆ ∆

→ ∆ ∆ ∆
z
D
y
D
x
D
z y x
d
z
y
x s
0 z y x
.
lim
(44)
Este resultado é por definição a divergência do campo vetorial D.

Da lei de Gaus (Eq. (32)), fica óbvio que

z) y, (x, ρ = ⋅ ∇ D
(45)
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Expressão da Divergência de um Potencial Vetor A nos Sistemas
de Coordenadas:
Cartesianas(x,y,z):
z
D
y
D
x
D
z
y
x


+


+


= ⋅ ∇ D
Cilíndricas(ρ,α,z):
z
D D 1
) D (
1
z


+
α ∂

ρ
+
ρ ∂
ρ ∂
ρ
= ⋅ ∇
α
ρ
D
Esféricas(r,θ,α):
α ∂

θ
+
θ ∂
θ ∂
θ
+


= ⋅ ∇
α θ
D
sin r
1 ) D (sin
sin r
1
r
) D r (
r
1
r
2
2
D

Rotacional
Em coordenadas cartesianas, o produto vetorial entre o operador nabla e um
campo vetorial v pode ser escrito da seguinte forma:
z y x
v v v
z y x ∂ ∂ ∂ ∂ ∂ ∂ = × ∇
z y x
v
(46)
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ou
( ) ( ) ( )z y x v y x x z z y ∂ ∂ − ∂ ∂ + ∂ ∂ − ∂ ∂ + ∂ ∂ − ∂ ∂ = × ∇
x y z x y z
v v v v v v
(47)
Significado Físico:
O rotacional de um campo vetorial v(r), rot v(r), dá como resultado um vetor
cujos componentes x,y e z dão a circulação desse campo vetorial por unidade de
área respectivamente nos planos normais a esses componentes.
Obs.: O rotacional se aplica a um campo vetorial e dá como resultado um vetor.

Ilustração Geométrica:
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(rot v)
n
n
y
z
x
(rot v)
n
n
y
z
(rot v)
n
n
y
z
x



Dedução:
Considere a figura abaixo, a qual será utilizada para aplicação da lei de Ampère
ao percurso diferencial fechado.

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x
y
z
n
1
(rot H)
n
2
3 4
H=H
0
=H
xo
x + H
yo
y + H
z0
z
x
y
z
n
1
(rot H)
n
2
3 4
H=H
0
=H
xo
x + H
yo
y + H
z0
z


A integral de linha fechada de H.dl, Eq. (48), é conhecida como Lei de Ampère.


∫ ∫
= s J l H d d . .
(48)
É suposto que uma densidade de corrente, não especificada, produza no centro
da face um campo de referência H
o
. Aplicando a Eq. (48) ao percurso fechado
1 -2-3-4-1 da figura anterior, obtem-se:
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∫ ∫ ∫ ∫ ∫
+ + + =
1
4
4
3
3
2
2
1
d . d . d . d . d . l H l H l H l H l H
(49)
A integral sobre o lado 1-2 pode ser aproximada por:
y H d ∆ ≈

2 - y,1
l H
2
1
.
(50)
O valor de Hy sobre este lado pode ser aproximado por:
x
H
x
H H



+ =
y
y0 2 - y,1
2
(51)
Substituindo a Eq. (51) em (50) tem-se:
y
x
H
x
H d ∆
|
|
.
|

\
|



+ ≈

y
y0
l H
2
.
2
1
(52)
Se se considera agora o percurso 3-4, tem-se:
y
x
H
x
H d ∆
|
|
.
|

\
|



− − ≈

y
y0
l H
2
.
4
3
. (53)
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Somando-se as contribuições dos percuros 1-2+3-4, Eqs. (52) + (53), tem-se:
y
x
H
∆ ∆


≈ +
∫ ∫
x d . d .
4
3
2
1
y
l H l H
. (54)

De forma análoga, para a contribuição dos percursos 2-3+4-1, tem-se:
y
y
H
∆ ∆


− ≈ +
∫ ∫
x d . d .
1
4
3
2
x
l H l H
. (55)

Com estes resultados, a integral de linha fechada para o elemento de área
diferencial se resume a:
y
y
H
x
H
∆ ∆
|
|
.
|

\
|







x d .
x
y
l H
. (56)
O lado direito da Eq. (48) pode ser avaliado no elemento de área diferencial
como:
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y ∆ ∆ ≈

x J d .
z
s J
. (57)
Assim, a Eq. (48), pode ser reescrita usando (56) e (57):
y y
y
H
x
H
∆ ∆ ≈ ∆ ∆
|
|
.
|

\
|







x J x d .
z
x
y
l H
. (58)
ou
z
J
x
d .







∆ ∆

y
H
x
H
y
x
y
l H
. (59)
Tomando o limite de ∆x∆x tendendo a zero, obtem-se:

z
x
J
x
d .
lim =





=
∆ ∆

→ ∆ ∆
y
H
x
H
y
0 y
x
y
l H
(60)

Se se escolhe percursos fechados orientados perpendicularmente a x e y,
equações similares à Eq. (60) podem ser obtidas (veja Eqs. (61) e (62)).
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x
y
J
y
d .
lim =





=
∆ ∆

→ ∆ ∆
z
H
y
H
z
0 z
y
z
l H
(61)

y
x
J
x
d .
lim =





=
∆ ∆

→ ∆ ∆
x
H
z
H
z
0 z
z x
l H
(62)

As Eqs. (60) a (62) mostram que os componentes da densidade de corrente
podem ser obtidos tomando-se o quociente entre a integral de linha fechada do
campo magnético em um percurso infinitesimal no plano perpendicular a cada
um desses componentes pela área envolvida quando esta tende a zero.
Este resultado recebe o nome de Rotacional.

De uma forma geral, o componente n do rotacional de um campo vetorial A
qualquer, (rot A)
n
, é dada por:

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n
n
d .
lim ) rot (
n s
0 s

=

→ ∆
l A
A
(63)

Expressão do Rotacional de um Campo Vetorial A nos Sistemas de Coordenadas:
Cartesianas(
x,y,z):
z y x |
.
|

\
|





+
|
.
|

\
|





+
|
|
.
|

\
|





= × ∇
y
A
x
Ay
x
A
z
A
z
A
y
A
x z x
y
z
A
Cilíndricas(ρ
,α,z):
z A
|
|
.
|

\
|
α ∂

ρ

ρ ∂
ρ ∂
ρ
+
|
|
.
|

\
|
ρ ∂




+ |
.
|

\
|



α ∂

ρ
= × ∇
ρ
α
ρ
α
A
1 ) A ( 1 A
z
A
z
A A 1
z z
α ρ
Esféricas(r,θ
,α):
α
A
r
) rA (
r
1
θ
r
) rA ( A
sin
1
r
1 A ) A (sin
sin r
1
r r
|
.
|

\
|
θ ∂




+
|
.
|

\
|



α ∂

θ
+
|
.
|

\
|
α ∂


θ ∂
θ ∂
θ
= × ∇
θ α θ α
r A


Operadores e Operações de Segunda Ordem.

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Pode-se formar com o operador diferencial nabla, dois operadores de segunda
ordem:
∇ × ∇
(64)
e
∇ ⋅ ∇
(65)
As expressões em coordenadas cartesianas são respectivamente:
|
|
.
|

\
|
∂ ∂


∂ ∂

+
|
|
.
|

\
|
∂ ∂


∂ ∂

+
|
|
.
|

\
|
∂ ∂


∂ ∂

=












= ∇ × ∇
x y y x z x x z y z z y
z y x
z y x
2 2 2 2 2 2
z y x
z y x
(66)
e
2
2
2
2
2
2
2
z y x ∂

+


+


= ∇ = ∇ ⋅ ∇
(67)
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A operação dada em (64) não tem um nome específico, entretanto em (65) o
operador é conhecido por Laplaciano.
Expressão do Laplaciano nos Sistemas de Coordenadas:
Cartesianas(x,y,z):
2
2
2
2
2
2
z y x ∂

+


+


= ∇
2

Cilíndricas(ρ,α,z):
2
2
2
2
2
2
z
1
) (
1


+
α ∂

ρ
+
ρ ∂

ρ
ρ ∂

ρ
= ∇
Esféricas(r,θ,α):
2
2
2 2 2
2
2
2
sin r
1
) sin (
sin r
1
)
r
r (
r r
1
α ∂

θ
+
θ ∂

θ
θ ∂

θ
+




= ∇

Sendo o operador Laplaciano um escalar, ele pode ser aplicado a uma função
escalar ou vetorial.
f f
2
∇ = ∇ ⋅ ∇
(68)
z y x z) y x A
z
2
y
2
x
2
z y x
2 2
A A A A A A ( ∇ + ∇ + ∇ = + + ∇ = ∇
(69)
Em (68), o Laplaciano pode ser interpretado como sendo a divergência do
gradiente. Em (69) esta interpretação não é válida, pois o gradiente não se aplica
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a uma função vetorial. Em (69), quando é o sitema de coordenadas cartesianas,
as componentes do Laplaciano de uma função vetorial são os Laplacianos das
componentes cartesianas.

Em sistemas de coordenadas curvilíneas, em geral tem-se:

3 2 1 3 2 1
u u u ) u u u A
3
2
2
2
1
2
3 2 1
2 2
A A A A A A ( ∇ + ∇ + ∇ ≠ + + ∇ = ∇
(70)

Isto se deve ao fato de que os unitários curvilíneos são função do ponto e não
podem portanto serem extraídos da operação de diferenciação. As expressões em
coordenadas curvilíneas podem ser encontradas na página 17 do livro
Eletromagnetismo (Annita Macedo).

O operador ∇ × ∇ , dado em (64), aplicado a uma função de ponto será sempre nulo
se a função for contínua e tiver contínuas as derivadas segundas mistas. Isto só
não ocorre com as grandezas do eletromagnetismo [AnnitaMacedo]. A Tabela a
seguir mostra outras operações possíveis com este operador.
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Operações com o Operador Nabla
0 ) f ( f ) ( = ∇ × ∇ = ∇ × ∇
(71)
0 ) ( = ⋅ ∇ × ∇ A
(72)
0 ) ( = × ∇ × ∇ A
(73)
) ( ) ( ) ( ) (
z
A
y
A
x
A
z
y
x


∇ +


∇ +


∇ = ⋅ ∇ ∇ A
(74)
0 ) ( = × ∇ ⋅ ∇ A
(75)
A A A
2
) ( ) ( ∇ − ⋅ ∇ ∇ = × ∇ × ∇
(76)


De (71), pode-se concluir que se o campo é irrotacional, então ele pode ser
escrito como sendo o gradiente de um escalar:
f 0 ∇ = ⇒ = × ∇ A A
. (77)
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Se além de ser irrotacional, o campo for solenoidal (div A = 0), então:
0 f 0
2
= ∇ ⇒ = ⋅ ∇ A
. (78)
Se o gradiente de uma função for irrotacional e solenoidal, ela é dita ser
harmônica.

Teoremas em Eletromagnetismo (Gauss e Stokes)

O teorema da divergência ou de Gauss estabelece que a integral de volume da
divergência de qualquer campo vetorial é igual à integral de superfície fechada
da componente normal desse campo à superfície S.

∫∫ ∫∫∫
⋅ = ⋅ ∇ s A A d dv
(79)
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n
s
V
n
s
V




O teorema de Stokes estabelece que a integral de superfície aberta da
componente normal do rotacional de qualquer campo vetorial à superfície S é
igual à integral desse campo ao longo do percurso fechado que limita S.

∫ ∫∫
⋅ = ⋅ × ∇
l
l A s A d d
s
(80)

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n
(rot H)
n
(rot H)
n
l
s
n
(rot H)
n
(rot H)
n
(rot H)
n
(rot H)
n
l
s

Função Delta de Dirac
Essa função embora possa parecer um pouco estranha, ela é muito útil em
eletromagnetismo. Considere a função abaixo:

¦
¹
¦
´
¦
< −
> −
= − δ
m 2
1
| x x | se m
m 2
1
| x x | se 0
) x x (
0
0
0 m
(81)
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onde m é um escalar positivo com dimensão m
-1
. A figura abaixo ilustra esta
função.

Considere agora uma região qualquer R sobre o eixo x. Se R conter o intervalo
x
o
-1/2m < x < x
o
+1/2m, então a integral de δ
m
(x-x
0
) sobre esta região será
sempre igual à unidade. Caso contrário será nula.

x
x
0 x
0
+1/2m x
0
-1/2m
m
1/m
δ
m
(x-x
0
)
x
x
0 x
0
+1/2m x
0
-1/2m
m
1/m
δ
m
(x-x
0
)

Isto é:
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¹
´
¦
∈ ±
∉ ±
= − δ

R m 2 / 1 x se 1
R m 2 / 1 x se 0
dx ) x x (
0
0
R
0 m
(82)

Numericamente, essa integral é a área hachurada da figura anterior, a qual tem
valor unitário independente do valor de m.

A função delta de Dirac pode agora ser definida como:
) x x ( lim ) x x (
0 m
m
0
− δ ≡ − δ
∞ →
(83)
Com essa definição, verifica-se que
0 ) x x (
0
= − δ
se x≠x
0
, e
¹
´
¦


= − δ

R x se 1
R x se 0
dx ) x x (
0
0
R
0
(84)
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x
x
0
δ (x-x
0
)
x
x
0
δ (x-x
0
)


As propriedades desta distribuição que nos interessam são dadas a seguir. Ela é
simétrica em relação a seu ponto singular e seu produto por uma função finita
será sempre igual a zero, exceto para o ponto singular, o que mostra a equação.

) x x ( ) x x (
0 0
− δ = − δ
(85)
) x x ( ) x ( f ) x x ( ) x ( f
0 0 0
− δ = − δ
(86)
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¹
´
¦


= − δ

R x se ) x ( f
R x se 0
dx ) x x ( ) x ( f
0 0
0
R
0
(87)

De forma sucinta, essa última equação estabelece que a integral do produto de
uma função pela delta de Dirac é igual ao valor da função no ponto que anula o
argumento da delta.

Para duas e três dimensões, análises similares podem ser feitas. Em duas e três
dimensões, a delta de Dirac é definida como:

) y y ( ) x x ( ) (
0 0 0
− δ − δ = − δ r r
em 2D (88)
) z z ( ) y y ( ) x x ( ) (
0 0 0 0
− δ − δ − δ = − δ r r
em 3D (89)
As propriedades da delta em 2D e 3D são similares àquelas em 1D. Finalmente,
as expressões para a delta de Dirac em coordenadas cartesianas e esféricas são
dadas na pág. 28 do livro Eletromagnetismo (Annita Macedo).
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EXERCÍCIOS 01



1. Explique em poucas palavras o significado do gradiente, da divergência e
do rotacional.

2. O que é um campo solenoidal? E irrotacional?

3. Explique o teorema de Stokes e da Divergência?

A direção e o sentido do segmento orientado identificam a direção e o sentido do vetor. O comprimento do segmento orientado representa a magnitude do vetor. As grandezas escalares são por outro lado, grandezas que necessitam apenas da informação de sua magnitude. Por exemplo: massa, potencial, comprimento, etc. Um campo é a denominação dada a toda distribuição de uma grandeza no espaço. Esta distribuição pode ser escalar ou vetorial, variável ou não com o tempo. O potencial eletrostático é um exemplo de campo escalar, enquanto o campo elétrico é um exemplo de um campo vetorial. Notação: Neste documento, para distinguirmos a diferença entre uma grandeza escalar e uma vetorial, adotaremos o negrito para identificar as grandezas vetoriais. Assim, a é uma grandeza vetorial e a é uma grandeza escalar. Um vetor é representado no espaço por todo segmento orientado, de mesma magnitude, direção e sentido.
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a b d c

Fig. 2. Segmentos orientados representantes de um mesmo vetor (a = b = c = d).

Soma de Vetores e Multiplicação por Escalar A soma a+b, de dois vetores a e b, é determinada da seguinte forma: • considere um segmento orientado que represente a ; • considere um outro segmento orientado que represente b, com origem na extremidade de a ; • o vetor resultante da soma de a+b é representado pelo segmento orientado que vai da origem de a até a extremidade de b.
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a

b

a+b

Fig. 3. Soma geométrica de dois vetores a e b. Da figura 3, é fácil observar que a+b = b+a.

b+a b a

Fig. 4. Soma geométrica de dois vetores b e a. Observamos também que o vetor resultante da soma a+b está na diagonal do paralelogramo determinado por a e b, quando estes estão representados com a mesma origem.

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b

b+ a

a

Fig. 5. Soma geométrica de dois vetores a e b (regra de paralelogramo).

As propriedades mais importantes da adição entre vetores a, b e c são: • Comutativa: a + b = b + a • Associativa: (a + b)+ c = a + (b + c) Vetor nulo 0: é o vetor cujo ponto final coincide com o ponto inicial, isto é, sua amplitude é zero. A soma de um vetor nulo 0 a um vetor qualquer a é igual ao próprio vetor a, isto é a + 0 = a.

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a-b b a a -b Fig. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . 6. (iii) tem o mesmo sentido de a.b. se α > 0. e tem o sentido contrário ao de a. (ii) a direção é a mesma de a (eles são paralelos).UFMG © Prof. (b) caso contrário: (i) tem comprimento |α| vezes o comprimento de |a|. se α = 0 ou a = 0.b = a + (-b). Multiplicação de um vetor a por um escalar α : é determinada pelo vetor que possui as seguintes características: ( a) é o vetor nulo 0. se α< 0. João Antônio de Vasconcelos . Diferença entre dois vetores: a .Diferença entre dois vetores: a diferença a .

b) multiplicando o resultado ao longo de cada eixo pelo respectivo vetor unitário. João Antônio de Vasconcelos .UFMG © Prof. Exemplo: a + b = (ax + bx)x + (ay + by)y + (az + bz)z a + b = (aρ + bρ)ρ + (aα + bα)α + (az + bz)z ρ α a + b = (ar + br)r + (aθ + bθ)θ + (aα + bα)α θ α {coordenadas retangulares} {coordenadas cilíndricas} {coordenadas esféricas} Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . e c) adicionandose os resultados obtidos.Soma de vetores: A soma algébrica de vetores é feita naturalmente somando-se a) os componentes ao longo de cada eixo coordenado.

α. Sistemas de coordenadas retangulares.z1) (ρ1. θ. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .z) z (b) Sistema de coordenadas cilíndricas (ρ. cilíndricas e esféricas. z) superfície θ = θ1 r θ y α (r1.z1) y plano y = y1 x plano x = x1 y x plano α = α1 superfície ρ = ρ 1 (a) Sistema de coordenadas retangulares (x. 7. João Antônio de Vasconcelos .z plano z = z1 z x y z plano z = z1 z α ρ (x1. y.α1. α) Fig.θ1.y1.UFMG © Prof.α1) superfície r = r1 x plano α = α1 (c) Sistema de coordenadas esféricas (r.

João Antônio de Vasconcelos . a•b = b•a. Isto é.Produto escalar: O produto escalar entre dois vetores a e b é definido pelo produto da amplitude de a pela magnitude da projeção de b sobre a. Obviamente. a•b = ab cos θ.UFMG © Prof. b θ b cos θ (1) a Produto escalar a•b Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .

1) e v = ( 1. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .Exercício: Sendo u = ( 2. orientado segundo a regra da mão direita. 5) . 3.UFMG © Prof. Calcular : a) u•v b) |u-v|2 c) | u+v|2 d) |3u– 2v|2 e) (2u-3v)•(u+2v) f) (5u+3v)•(5u–3v). João Antônio de Vasconcelos . Resp: a) 19 b) 18 c) 94 d) 66 e) –205 f) –28 Produto vetorial: O produto vetorial entre dois vetores a e b é definido pelo seguinte produto: a x b = ab sen θ n. (2) onde n é o vetor unitário ao plano definido por a e b. 4.

Isto é: axb = x ax bx y ay by z az bz (3) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .UFMG © Prof. João Antônio de Vasconcelos .ab senθ n a θ b Produto vetorial axb O produto vetorial entre dois vetores pode também ser expresso na forma matricial.

Exercício: Dados os vetores u =( 0.−3).0) e w =(0.0.2.UFMG © Prof.1. −1). 2. 1. seja ela escalar ou vetorial.z1) plano y = y1 x plano x = x1 y x Semi-plano α = α1 Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . João Antônio de Vasconcelos . v =(2.α1.y1.z1) y superfície ρ = ρ1 (x1. de um dado sistema de referência para outro sistema de coordenadas. Determine: b) u x w c) w x (v x u) a) u x v Transformação de sistemas de coordenadas Em inúmeras situações. é necessário transformar uma determinada grandeza. Coordenadas retangulares z Coordenadas cilíndricas z plano z = z1 z α ρ plano z = z1 z x y (ρ1.

empregando as relações já apresentadas.α.A transformação de uma quantidade escalar é muito simples. João Antônio de Vasconcelos . Isto pode ser feito empregando as operações a seguir: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . empregando as relações entre elas: • x = ρ cos α • y = ρ sen α • z=z ρ y α (ρ. Na primeira.UFMG © Prof. idêntica à etapa anterior. pois basta fazer a substituição das coordenadas de um sistema para a do outro sistema. fazemos a transformação dos vetores unitários. fazemos a substituição das coordenadas de um sistema para a do outro sistema. Na segunda etapa. z) ρ ρ sen α • ρ = [(x2 + y2 )1/2 • α = tg-1[y/x] α ρ cos α Plano z x • z=z A transformação de uma quantidade vetorial é feita em duas etapas.

z superfície θ = θ1 r α (r1. ρ α z x cos α -sen α 0 y sen α cos α 0 z 0 0 1 2.z1) superfície r = r1 plano y = y1 y x Semi-plano α = α1 y x plano x = x1 Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . João Antônio de Vasconcelos .α1) z x y θ (x1.UFMG © Prof. z) cos α y -sen α x ρ α ρ cos α Plano z x α ρ cos α x sen α y .y1.θ1.y (ρ.2.α. Coordenadas retangulares z plano z = z1 Coordenadas esféricas.

α) r θ r cos θ r sen θ sen α y α θ r r sen θ Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .UFMG © Prof.A transformação de uma quantidade escalar. João Antônio de Vasconcelos . empregando as relações entre elas: • x = r sen θ cos α • y = r sen θ sen α • z = r cos θ • r = [x2 + y2 + z2] 1/2 • θ = tg-1[(x2 + y2 )1/2/z] • α = tg-1[y/x] x α r sen θ cos α z (r. pode ser feita substituindo as coordenadas de um sistema para a do outro sistema. de forma semelhante ao caso da transformação de coordenadas retangulares para coordenadas cilíndricas e vice e versa.θ.

4) Conhecido o campo vetorial F = r r + cos θ θ em coordenadas esféricas. encontre o vetor F em coordenadas retangulares. r θ α x sen θ cos α cos θ cos α -sen α y sen θ sen α cos θ sen α cos α z 0 cos θ -sen θ Exercício: 1) Dado o campo vetorial F = 2x x + z y em coordenadas retangulares.UFMG © Prof. 3) Conhecido o campo vetorial F = z ρ + ρ z em coordenadas cilíndricas. João Antônio de Vasconcelos . 2) Dado o campo vetorial F = z x + y y em coordenadas retangulares. encontre o vetor F em coordenadas retangulares.A transformação dos vetores unitários do sistema de coordenadas retangulares e esféricas pode ser feita empregando as seguintes relações: . encontre o vetor F em coordenadas cilíndricas. encontre o vetor F em coordenadas esféricas. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .

z´).z) um campo vetorial que é definido em todo ponto (x.z).z) ao ponto próximo (x´. y.z).y. sobre a curva C.UFMG © Prof.y. z) ⋅ t(x. O vetor r + ∆r é por sua vez o vetor posição que localiza. um ponto próximo ao ponto (x.z) ao longo do contorno C. Seja F(x. Assim. y. Seja ∆l o comprimento da curva C que vai do ponto (x.z) é o vetor unitário tangente à curva C no ponto (x.y´.y.y.z´). João Antônio de Vasconcelos . Definimos integral de linha de F(x.Integral de Linha Considere o contorno C mostrado na figura a seguir.y.z). z) dl C (4) Para avaliar esta integral.y.y´.z) do contorno C. tendo como referência a origem de um sistema de referência genérico O.y.z) como sendo: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . à seguinte integral: ∫ F(x. considere o vetor posição r que localiza o ponto (x.y.y. onde t(x. Seja este o ponto (x´. podemos definir o vetor unitário t(x.

UFMG © Prof.C (x. z) ⋅ dr ( x . y. z ) dl = ∫ F ( x . z) dl C (5) Substituindo na integral de linha o vetor tangente. y. y . João Antônio de Vasconcelos . y. y. z) = lim ∆r dr = ∆l → 0 ∆l dl dr ( x . z ) ⋅ C (6) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . Integral de linha.y´. 8.z) t r O ∆r r + ∆r ∆l (x´. t ( x .z´) Fig. temos: ∫ F ( x .y.

z) = ∫ F dx + ∫ F dy + ∫ F dz x y z C x=xi y= yi z=zi (10) ρf ρ αf α zf z ∫ F( ρ. z ) ⋅ dr( ρ. z ) = ∫ F dρ + ∫ F ρdα + ∫ F dz C ρ =ρi α =α i z = zi Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . cilíndricas e esféricas.UFMG © Prof. y. z) ⋅ dr(x. João Antônio de Vasconcelos (11) .α . nos sistemas de coordenadas cartesianas. y.α .O vetor diferencial dr. possui a seguinte expressão: a) Cartesianas dr = dxx + dyy + dzz (7) b)Cilíndricas dr = dρρ + ρdαα + dzz (8) c) Esféricas dr = drr + rdθθ + rsenθdαα (9) A substituição de dr dado nos sistemas de coordenadas cartesianas. cilíndricas e esféricas em (6) conduz às seguintes expressões: xf yf zf ∫ F(x.

α ) ⋅ dr( r . avalie a circulação deste campo ao longo do percurso fechado C mostrado na figura a seguir.α ) = ∫ F dr + ∫ F rdθ + ∫ F rsenθdα C r =ri θ=θi α =α i (12) A integral de linha. y (0.2) (0. y .2) (2. quando o percurso é fechado recebe o nome de circulação e ela é representada pela seguinte expressão: ∫ F ( x . João Antônio de Vasconcelos . y. y. C (13) Exemplo: Dado o campo vetorial F (x.z) = xy x + y2 y.UFMG © Prof. z ) .rf r θf θ αf α ∫ F( r . z ) ⋅ dr ( x .0) x Plano z = 0 Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .θ.θ.

João Antônio de Vasconcelos . z ) = C y=2 y =0 ∫ y dy + 2 x =2 x =0 ∫ 2xdx + 2 0 x =0 x =2 ∫ x dx + 2 y =0 y=2 y 2 dy ∫ 0  y3  F( x . y. uma para cada segmento orientado. z) = ∫ F dy + ∫ F dx + ∫ F dx + ∫ F dy y x x y C y =0 x =0 x =0 y=2 x =2 y=x y=2 x=y y=2 x =2 x =0 y =0 ∫ F ( x . y. z ) ⋅ dr( x . y. z) = ∫ F ⋅ (dyy ) + ∫ F ⋅ (dxx) + ∫ F ⋅ (dxx + dyy ) C y =0 x =0 x =0 y=2 x =2 y=2 ∫ F(x. y. z ) = ∫ F ⋅ d r + ∫ F ⋅ dr + ∫ F ⋅ d r C C1 y=2 C2 x =2 C3 x =0 y =0 ∫ F(x.Solução: A integral de linha fechada pode ser escrita como a soma de três integrais.UFMG © Prof. y. z ) ⋅ dr ( x . z) ⋅ dr(x. Assim. z ) ⋅ dr ( x . y. y. ∫ F ( x . z) ⋅ dr(x. y. y . y . z ) =   + x 2 ∫  3   0 C 2 ( )  x3   y 3  8 8 8 4     +  +  = +4− − = 3 3 3  3 2  3 2 3 0 Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .

y. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .y.z).z) = xy x + y2 y. João Antônio de Vasconcelos . y.Exercício: Dado o campo vetorial F (x.z) é o vetor unitário normal à superfície S no ponto (x. avalie em coordenadas cilíndricas a circulação deste campo ao longo do percurso fechado C mostrado na figura a seguir. onde n(x. y (0.2) (2.2) x Plano z = 0 Integral de Superfície Considere a superfície S mostrada na figura a seguir.UFMG © Prof.

a este resultado definimos como sento integral de superfície de F(x.z) da superfície S. Seja F(x. z) ds(x. z ) S ∆S→0 N →∞ i =1 i i i i i i i i Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .UFMG © Prof.y. Dividindo S em N elementos de superfície contíguos de área ∆si. 8. ∫∫ F(x. Integral de superfície. y. João Antônio de Vasconcelos N (14) . se o somatório do lado direito da equação (14) convergir quando N tende para infinito e a área do elemento tender a zero.∆S(x.z) n S Fig. y . y . cuja notação é dada à esquerda da equação (14). z) = lim ∑ F (x . y.z) um campo escalar que é definido em todo ponto (x.y.y.z) sobre S.y. z )∆ (x .

UFMG © Prof. João Antônio de Vasconcelos (16) . z) = ∫∫ F(x. y. y. y. y. y. Neste caso. y. y. z) ds(x. z) S s Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . z) = ∫∫ F(x. y. y. z) ds(x. y. y.Em muitas situações o campo escalar que desejamos integrar é o componente normal de um campo vetorial F(x. y. z) ⋅ n(x. z)ds(x. o resultado representa o fluxo líquido (o que sai menos o que entra) que deixa a superfície S. z) = n( x . z) = ∫∫ F(x. z) ⋅ ds(x. Ao resultado da integração do componente normal de uma quantidade vetorial sobre uma superfície S denominamos de fluxo desta quantidade que atravessa a superfície. z) ⋅ ds(x. z)ds( x . y. a integral de superfície é escrita conforme equação (15). y. z) . y. z) ⋅ n(x. A integral neste caso é escrita com o sinal da dupla integral com um círculo no centro: ∫∫ F(x. ∫∫ F (x.y.z). z) n S S S (15) onde o elemento de área diferencial vetorial é ds( x . Se a superfície é fechada.

y = 1. João Antônio de Vasconcelos . z) ⋅ ds(x.UFMG © Prof. z x=0 x n dy y = 2 x =3 y Solução: ∫∫ F(x.z) = (y+z) y + xy z.y. y.Exemplo: Dado o campo vetorial F (x. e y = 2. z) = ∫∫ F(x. avalie em coordenadas retangulares o fluxo que atravessa a superfície retangular no plano xy definida pelas retas x = 0. y. y. z) ⋅ zdxdy = ∫∫ xydxdy S S S Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . x = 3.

UFMG © Prof. avalie em coordenadas retangulares o fluxo que atravessa a superfície triangular no plano xz definida pelas retas x = 0. z = 0.z) = (y+z) y + xy z.y. z (0.1) n y (1.z.3   x2  2  x 2   y 2   9  4 − 1  27 ∫∫ xydxdy = ∫ y ∫ xdx dy =  2  ∫ ydy =  2   2  =  2  2  = 4           0 1  0  1   S 1 0  2 3 3 2 Exercício: Dado o campo vetorial F (x.0) x Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . mostrado na figura a seguir. x = 1. João Antônio de Vasconcelos .

pode-se à esquerda aplica-lo a uma função à direita. v⋅∇ e v×∇ . João Antônio de Vasconcelos (18) . Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . Rotacional. z) . Gradiente. Exemplo: Escreva a expressão do operador diferencial f ∇ .Operador nabla. contínua e com derivadas pelo menos até primeira ordem: f = f (r) = f ( x. Operador nabla O operador ∇ é um operador vetorial diferencial. o qual é definido no sistema de coordenadas cartesiana como: ∇=x ∂ ∂ ∂ +y +z . ∂x ∂y ∂z (17) Este operador não tem significado físico nem geométrico. y. Por ser um operador. Divergência. denominado nabla ou del. Gradiente Considere a função escalar f.UFMG © Prof.

UFMG © Prof. é um vetor definido por: ∇f = x ∂f ∂f ∂f +y +z .O gradiente da função f. ∂z ∂x ∂y (19) O grad f é um vetor que dá como resultado a máxima variação da função e a direção em que esta máxima variação ocorre. Realizando o produto escalar entre Eqs. Verificação: a) Qual o significado geométrico da direção fornecida pelo gradiente? Considere o vetor posição r = xx+yy+zz. grad f. (19) e (20) resulta em: ∂f ∂f ∂f dx + dy + dz = df ∂x ∂y ∂z (20) ∇f ⋅ dl = (21) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . O deslocamento elementar dl = dr é dado por: dl = dr = xdx+ydy+zdz. João Antônio de Vasconcelos .

(21) vemos que a variação df é máxima quando o deslocamento dl for paralelo ao gradiente. Por outro lado. ∇ f ⊥ f( r ) = C . (22) Como a diferencial df ao longo da superfície equipotencial é nula (qualquer deslocamento elementar dl deve ser tangente à superfície equipotencial) concluímos através de (21) que o gradiente de uma função f(r) é perpendicular à superfície (equipotencial) f = constante. (23) Da Eq. Se f(x.z) não é uma constante. (24) b) E o módulo do gradiente? O que ele fornece como informação? Considere o elemento de arco em coordenadas cartesianas Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .z) = C.z) = C em (21) é df = 0.y.Esse resultado nada mais é do que a diferencial df. ∇f // direção de df max .y. Se f(x. donde podemos concluir que a direção do gradiente dá a máxima variação df da função f. o gradiente é perpendicular à superfície f = constante. a diferencial de f é nula (df = 0) somente se ∇ f ⊥ dl . João Antônio de Vasconcelos .UFMG © Prof. onde C é uma constante. o resultado obtido ao se substituir f(x.y.

(26) Se dl é paralelo ao gradiente de f. (21) pela (25).dl=|dl|=[dx2+dy2+dz2]1/2. Dividindo membro a membro a Eq.UFMG © Prof. logo u é um vetor unitário na direção do gradiente e o resultado ∇f ⋅ u = ∇f . Portanto. João Antônio de Vasconcelos . isto é:  df  ∇f =    dl  max grad f(P2) f = C2 grad f(P1) f = C1 (27) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . o módulo do gradiente de f dá como resultado a máxima taxa de variação da função. obtém-se: ∇f ⋅ dl df = ∇f ⋅ u = | dl | dl (25) .

Assim. João Antônio de Vasconcelos .UFMG © Prof. Expressões do Gradiente nos Sistemas de Coordenadas: d)Cartesianas ∇f = x ∂f ∂f ∂f +y +z ∂x ∂y ∂z . (30) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . (28) e) Cilíndricas ∇f = ∂f + ∂ρ ∂f ∂f +z ρ∂α ∂z . podemos repetir: O grad f é um vetor que dá como resultado a máxima variação da função e a direção e sentido em que esta máxima variação ocorre. (29) f) Esféricas ∇f = r ∂f + ∂r ∂f + r∂θ ∂f 1 rsin(θ ) ∂α .

João Antônio de Vasconcelos .: A divergência se aplica a um campo vetorial e dá como resultado um escalar. o escalar ∇⋅v ≡ ∂v x ∂v y ∂v z + + ∂y ∂z ∂x (31) é a divergência do vetor v (div v).y.z)z uma função vetorial contínua e com derivadas contínuas pelo menos até à primeira ordem. Significado Físico: A divergência de um campo vetorial v(r). dá como resultado o fluxo líquido (fluxo que sai – fluxo que entra) por unidade de volume. div v(r). Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . Obs.A Divergência Seja v = v(r) = vx(x.y. Por definição.z)x + vy(x.z)y + vz(x.y.UFMG © Prof.

João Antônio de Vasconcelos . com centro no ponto P.ds = Q s (32) Vamos aplicá-la à superfície fechada que envolve o volume infinitesimal.Ilustração Geométrica: div v(r) > 0 div v(r) = 0 div v(r) < 0 Dedução: Considere a lei de Gauss: ∫ D.UFMG © Prof. ilustrado a seguir: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .

ds + ∫ D.ds + ∫ D. João Antônio de Vasconcelos .z D = Dxox + Dyoy + Dzoz ∆z P ∆x ∆y y x A superfície que envolve o volume é o resultado da soma das superfícies laterais.ds + ∫ D. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . topo base (33) Vamos considerar separadamente cada uma das integrais do lado direito de (33).ds s frente atrás esq .ds + ∫ D. Logo.ds + ∫ D. dir .ds = ∫ D.UFMG © Prof. ∫ D.

ds ≈ D.∆y∆zx = Dx . empregando a expansão de Taylor. Substituindo este resultado em (18). frente ∆y∆z (34) O valor de Dx na face frontal pode ser aproximado através da expansão de Taylor: Dx .ds ≈  Dx 0 +  ∆y∆z ∫frente  2 ∂x  (36) b) Face de Trás ∫ D. é: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .∆s frente frente = D. tem-se: ∆x ∂Dx   D.∆s atrás atrás = − D. João Antônio de Vasconcelos . frente = Dx 0 + ∆x ∂Dx 2 ∂x (35) onde Dx0 é o valor de Dx no ponto central P. atrás ∆y∆z (37) O valor de Dx na face de trás.ds ≈ D.∆y∆zx = − Dx .a) Face da Frente ∫ D.UFMG © Prof.

De modo análogo.Dx . João Antônio de Vasconcelos . dir .ds ≈ esq. tem-se: ∆x ∂Dx   D.ds + ∫ D. (36) + (39)) temos: ∫ D.ds ≈ − Dx 0 − ∆y∆z ∫atrás 2 ∂x   (39) Somando as contribuições das duas faces (Eqs. atrás = Dx 0 − ∆x ∂Dx 2 ∂x (38) Substituindo este resultado em (37). ∂D y ∆x∆y∆z ∂y (41) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .ds + ∫ D. as contribuições das faces da base + topo e esq.ds ≈ frente atrás ∂Dx ∆x∆y∆z ∂x (40) Esta equação dá como resultado o fluxo líquido que deixa a superfície na direção x.+dir.UFMG © Prof. são: ∫ D.

ds ∆x ∆y ∆z → 0 (44) Este resultado é por definição a divergência do campo vetorial D. y.ds + ∫ D. z) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .UFMG © Prof.d s ≈ base topo ∂D z ∆x∆y∆z ∂z (42) Estes três resultados somados (Eqs.ds = ∫ D. (32)). isto é: ∫ D. topo base ∂D y ∂Dz   ∂D ≈ x + +  ∆x ∆y ∆z  ∂x ∂y ∂z    (43) Dividindo ambos os lados de (43) por ∆x∆y∆z e tomando o limite de ∆v = ∆x∆y∆z 0.ds s frente atrás esq .ds + ∫ D.∫ D .ds + ∫ D.ds + ∫ D. fica óbvio que ∇ ⋅ D = ρ (x. João Antônio de Vasconcelos (45) . dir .d s + ∫ D . tem-se: lim ∂D y ∂Dz   ∂D = x + +   ∂x  = ∇⋅ D ∆x∆y∆z  ∂y ∂z  s ∫ D. Da lei de Gaus (Eq. (40) + (41) + (42)) permitem então avaliar o fluxo líquido que deixa a superfície fechada envolvendo o cubo.ds + ∫ D.

α. João Antônio de Vasconcelos ∇ × v = ∂ ∂x ∂ ∂y ∂ ∂z (46) .Expressão da Divergência de um Potencial Vetor A nos Sistemas de Coordenadas: ∂D x ∂D y ∂D z Cartesianas(x.y.θ.z): Esféricas(r.α): ∇⋅D = 1 ∂ (ρ Dρ ) 1 ∂D α ∂D z + + ρ ∂ρ ρ ∂α ∂z 1 ∂(r 2 D r ) 1 ∂ (sin θD θ ) 1 ∂D α ∇⋅D = 2 + + r ∂r r sin θ ∂θ r sin θ ∂α Rotacional Em coordenadas cartesianas.z): ∇⋅D = ∂x + ∂y + ∂z Cilíndricas(ρ.UFMG © Prof. o produto vetorial entre o operador nabla e um campo vetorial v pode ser escrito da seguinte forma: x vx y vy z vz Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .

Ilustração Geométrica: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . rot v(r).y e z dão a circulação desse campo vetorial por unidade de área respectivamente nos planos normais a esses componentes. Obs.UFMG © Prof. João Antônio de Vasconcelos . dá como resultado um vetor cujos componentes x.: O rotacional se aplica a um campo vetorial e dá como resultado um vetor.ou ∇ × v = (∂v z ∂y − ∂v y ∂z )x + (∂v x ∂z − ∂v z ∂x )y + (∂v y ∂x − ∂v x ∂y )z (47) Significado Físico: O rotacional de um campo vetorial v(r).

Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .UFMG © Prof. a qual será utilizada para aplicação da lei de Ampère ao percurso diferencial fechado. João Antônio de Vasconcelos .z n (rot v)n y x Dedução: Considere a figura abaixo.

Eq. obtem-se: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . Aplicando a Eq. ∫ H . é conhecida como Lei de Ampère.dl. produza no centro da face um campo de referência Ho.z 4 (rot H)n n 2 3 1 H=H0=Hxox + Hyoy + Hz0z y x A integral de linha fechada de H.UFMG © Prof. não especificada. João Antônio de Vasconcelos .ds (48) É suposto que uma densidade de corrente.dl = ∫ J . (48) ao percurso fechado 1 -2-3-4-1 da figura anterior. (48).

dl + ∫ H . tem-se:  ∆x ∂H y  H .dl ≈ − H y0 −  ∆y  ∫ 2 ∂x  .2 ∆y (50) O valor de Hy sobre este lado pode ser aproximado por: H y.dl + ∫ H .dl ≈  H y0 +  ∆y  ∫ 2 ∂x    1 2 (52) Se se considera agora o percurso 3-4.dl = ∫ H .   3 4 (53) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .∫ H .UFMG © Prof.dl 1 2 3 4 2 3 4 1 (49) A integral sobre o lado 1-2 pode ser aproximada por: ∫ H .dl + ∫ H .dl ≈ H 1 2 y.1 . João Antônio de Vasconcelos .1 . (51) em (50) tem-se:  ∆x ∂H y  H .2 = H y0 + ∆x ∂H y 2 ∂x (51) Substituindo a Eq.

a integral de linha fechada para o elemento de área diferencial se resume a:  ∂H y ∂H x H . (52) + (53). (48) pode ser avaliado no elemento de área diferencial como: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .   (56) O lado direito da Eq.UFMG © Prof. João Antônio de Vasconcelos .dl ≈  ∫  ∂x − ∂y    ∆x ∆ y . tem-se: ∫ H .dl + ∫ H .dl ≈ 1 3 2 4 ∂H y ∂x ∆ x ∆y .Somando-se as contribuições dos percuros 1-2+3-4. tem-se: ∫ H .dl + ∫ H .dl ≈ − 2 4 3 1 ∂H x ∆ x∆ y . ∂y (55) Com estes resultados. Eqs. para a contribuição dos percursos 2-3+4-1. (54) De forma análoga.

João Antônio de Vasconcelos .dl ≈ ∂H ∆x∆y y ∂x − ∂H x ≈ Jz .dl = ∂H ∆x∆y y ∂x − ∂H x = Jz ∂y (60) Se se escolhe percursos fechados orientados perpendicularmente a x e y. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . (48). pode ser reescrita usando (56) e (57):  ∂H y ∂H x H . equações similares à Eq. z (57) Assim. obtem-se: ∆x∆y →0 lim ∫ H .   (58) ou ∫ H . (61) e (62)). a Eq.ds ≈ J ∆x∆y .UFMG © Prof. (60) podem ser obtidas (veja Eqs.dl ≈  ∫  ∂x − ∂y    ∆x∆y ≈ J z ∆x∆y . ∂y (59) Tomando o limite de ∆x∆x tendendo a zero.∫ J .

João Antônio de Vasconcelos . Este resultado recebe o nome de Rotacional. (rot A)n. o componente n do rotacional de um campo vetorial A qualquer.UFMG © Prof.dl = ∂H ∆y∆z z ∂y − ∂H y ∂z = Jx (61) ∆x∆z →0 lim ∫ H .∆y∆z →0 lim ∫ H .dl = ∂H ∆x ∆ z x ∂z − ∂H z = Jy ∂x (62) As Eqs. De uma forma geral. é dada por: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . (60) a (62) mostram que os componentes da densidade de corrente podem ser obtidos tomando-se o quociente entre a integral de linha fechada do campo magnético em um percurso infinitesimal no plano perpendicular a cada um desses componentes pela área envolvida quando esta tende a zero.

UFMG © Prof.( rot A) n = lim ∫ A.dl ∆sn ∆sn →0 (63) Expressão do Rotacional de um Campo Vetorial A nos Sistemas de Coordenadas: Cartesianas(  ∂A z ∂A y   ∂A x ∂A z   ∂Ay ∂A x  ∇× A =    ∂y − ∂z x +  ∂z − ∂x y +  ∂x − ∂y z x.α): Operadores e Operações de Segunda Ordem.z):        1 ∂A z ∂A α   ∂A ρ ∂A z   1 ∂ (ρA α ) 1 ∂A ρ  Cilíndricas(ρ ∇× A =  − ρ +   ∂z − ∂ρ α +  ρ ∂ρ − ρ ∂α  z    .θ ∇ × A = 1  ∂ (sin θA α ) − ∂A θ r + 1  1 ∂A r − ∂ (rA α ) θ + 1  ∂ (rA θ ) − ∂A r α       r sin θ  ∂θ ∂α  r  sin θ ∂α ∂r  r  ∂r ∂θ  .y.z): ∂z    ρ ∂α    Esféricas(r.α. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . João Antônio de Vasconcelos .

Pode-se formar com o operador diferencial nabla. dois operadores de segunda ordem: ∇×∇ (64) e ∇⋅∇ (65) As expressões em coordenadas cartesianas são respectivamente: x ∂ ∇×∇ = ∂x ∂ ∂x y ∂ ∂y ∂ ∂y z  ∂2  ∂2 ∂ ∂2  ∂2   ∂2 ∂2  = x  ∂y∂z − ∂z∂y  + y  ∂z∂x − ∂x∂z  + z  ∂x∂y − ∂y∂x       ∂z       ∂ ∂z (66) e ∂2 ∂2 ∂2 ∇⋅∇ = ∇ = 2 + 2 + 2 ∂x ∂y ∂z 2 (67) © Prof.UFMG . João Antônio de Vasconcelos Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .

y. entretanto em (65) o operador é conhecido por Laplaciano. ele pode ser aplicado a uma função escalar ou vetorial.A operação dada em (64) não tem um nome específico.α.UFMG © Prof.α): ∇2 = 1 ∂ ∂ 1 ∂2 ∂2 (ρ ) + 2 + 2 ρ ∂ρ ∂ρ ρ ∂α 2 ∂z ∇2 = 1 ∂ 2 ∂ 1 ∂ ∂ 1 ∂2 (r )+ 2 (sinθ ) + 2 2 r 2 ∂r ∂r r sinθ ∂θ ∂θ r sin θ ∂α 2 Sendo o operador Laplaciano um escalar. Expressão do Laplaciano nos Sistemas de Coordenadas: Cartesianas(x.θ.z): Esféricas(r.z): ∇ = ∂ + ∂ + ∂ 2 2 2 2 ∂x 2 ∂y 2 ∂z 2 Cilíndricas(ρ. João Antônio de Vasconcelos . o Laplaciano pode ser interpretado como sendo a divergência do gradiente. Em (69) esta interpretação não é válida. ∇ ⋅ ∇f = ∇ 2 f (68) (69) ∇ 2 A = ∇ 2 ( A x x + A y y + A z z) = ∇ 2 A x x + ∇ 2 A y y + ∇ 2 A z z Em (68). pois o gradiente não se aplica Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .

João Antônio de Vasconcelos .UFMG © Prof. quando é o sitema de coordenadas cartesianas. Em (69). Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . em geral tem-se: ∇ 2 A = ∇ 2 ( A 1u 1 + A 2 u 2 + A 3 u 3 ) ≠ ∇ 2 A 1u 1 + ∇ 2 A 2 u 2 + ∇ 2 A 3 u 3 (70) Isto se deve ao fato de que os unitários curvilíneos são função do ponto e não podem portanto serem extraídos da operação de diferenciação. O operador ∇ × ∇ .a uma função vetorial. Isto só não ocorre com as grandezas do eletromagnetismo [AnnitaMacedo]. as componentes do Laplaciano de uma função vetorial são os Laplacianos das componentes cartesianas. dado em (64). A Tabela a seguir mostra outras operações possíveis com este operador. aplicado a uma função de ponto será sempre nulo se a função for contínua e tiver contínuas as derivadas segundas mistas. Em sistemas de coordenadas curvilíneas. As expressões em coordenadas curvilíneas podem ser encontradas na página 17 do livro Eletromagnetismo (Annita Macedo).

João Antônio de Vasconcelos . então ele pode ser escrito como sendo o gradiente de um escalar: ∇×A = 0 ⇒ A = ∇f .Operações com o Operador Nabla ( ∇ × ∇ ) f = ∇ × ( ∇f ) = 0 (∇ × ∇) ⋅ A = 0 (∇ × ∇) × A = 0 ∇(∇ ⋅ A ) = ∇( ∂A ∂Ax ∂A ) + ∇( y ) + ∇( z ) ∂x ∂y ∂z (71) (72) (73) (74) (75) (76) ∇ ⋅ (∇ × A ) = 0 ∇ × (∇ × A ) = ∇(∇ ⋅ A ) − ∇ 2 A De (71). (77) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . pode-se concluir que se o campo é irrotacional.UFMG © Prof.

Se além de ser irrotacional.UFMG © Prof. então: ∇⋅A = 0 ⇒ ∇2f = 0 . Teoremas em Eletromagnetismo (Gauss e Stokes) O teorema da divergência ou de Gauss estabelece que a integral de volume da divergência de qualquer campo vetorial é igual à integral de superfície fechada da componente normal desse campo à superfície S. o campo for solenoidal (div A = 0). ∫∫∫ ∇ ⋅ Adv = ∫∫ A ⋅ ds Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . (78) Se o gradiente de uma função for irrotacional e solenoidal. ela é dita ser harmônica. João Antônio de Vasconcelos (79) .

UFMG © Prof. João Antônio de Vasconcelos (80) . ∫∫ ∇ × A ⋅ ds = ∫ A ⋅ d l s l Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .n s V O teorema de Stokes estabelece que a integral de superfície aberta da componente normal do rotacional de qualquer campo vetorial à superfície S é igual à integral desse campo ao longo do percurso fechado que limita S.

ela é muito útil em eletromagnetismo. João Antônio de Vasconcelos .(rot H)n n s l Função Delta de Dirac Essa função embora possa parecer um pouco estranha. Considere a função abaixo: 0  δ m ( x − x0 ) =  m  se | x − x0 | > 1 se | x − x0 | < 1 2m 2m (81) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .UFMG © Prof.

Se R conter o intervalo xo-1/2m < x < xo+1/2m.UFMG © Prof. Considere agora uma região qualquer R sobre o eixo x. João Antônio de Vasconcelos .onde m é um escalar positivo com dimensão m-1. Caso contrário será nula. δm(x-x0) m x0-1/2m x0 1/m x0+1/2m x Isto é: Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . A figura abaixo ilustra esta função. então a integral de δm(x-x0) sobre esta região será sempre igual à unidade.

a qual tem valor unitário independente do valor de m. e 0 ∫ δ(x − x 0 )dx = 1  R se x 0 ∉ R se x 0 ∈ R (84) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica .0 ∫ δm ( x − x0 )dx = 1  R se x0 ± 1 / 2m ∉ R se x0 ± 1 / 2m ∈ R (82) Numericamente.UFMG © Prof. essa integral é a área hachurada da figura anterior. verifica-se que δ( x − x 0 ) = 0 se x≠x0. A função delta de Dirac pode agora ser definida como: δ( x − x 0 ) ≡ lim δ m ( x − x 0 ) m→∞ (83) Com essa definição. João Antônio de Vasconcelos .

João Antônio de Vasconcelos (85) (86) . o que mostra a equação. δ( x − x 0 ) = δ( x 0 − x ) f ( x )δ( x − x 0 ) = f ( x 0 )δ( x − x 0 ) Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . exceto para o ponto singular.δ (x-x0) x0 x As propriedades desta distribuição que nos interessam são dadas a seguir.UFMG © Prof. Ela é simétrica em relação a seu ponto singular e seu produto por uma função finita será sempre igual a zero.

João Antônio de Vasconcelos . as expressões para a delta de Dirac em coordenadas cartesianas e esféricas são dadas na pág. Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . essa última equação estabelece que a integral do produto de uma função pela delta de Dirac é igual ao valor da função no ponto que anula o argumento da delta. Finalmente. a delta de Dirac é definida como: δ(r − r0 ) = δ( x − x 0 )δ( y − y 0 ) δ(r − r0 ) = δ( x − x 0 )δ( y − y0 )δ(z − z 0 ) em 2D em 3D (88) (89) As propriedades da delta em 2D e 3D são similares àquelas em 1D.se x 0 ∉ R 0 ∫ f (x)δ(x − x 0 )dx = f (x 0 ) se x 0 ∈ R  R (87) De forma sucinta. Para duas e três dimensões. 28 do livro Eletromagnetismo (Annita Macedo). análises similares podem ser feitas.UFMG © Prof. Em duas e três dimensões.

Explique em poucas palavras o significado do gradiente. João Antônio de Vasconcelos .EXERCÍCIOS 01 1. 2.UFMG © Prof. da divergência e do rotacional. Explique o teorema de Stokes e da Divergência? Eletromagnetismo – Departamento de Engenharia Elétrica . O que é um campo solenoidal? E irrotacional? 3.