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Jornal do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre - Ano XXV - Edição 330

Assinado acordo que regulariza
horas extras na TAP M&E
O Sindicato reuniu-se com a
vice-presidente de Finanças da TAP
M&E Brasil, Gláucia Loureiro, e com
o vice-presidente de Operações,
eng. Valter Fernandes, no último
dia 5, para assinar e debater os
procedimentos para o cumprimento
do Acordo Coletivo de Trabalho.
O acordo para regularização das
horas extras foi aprovado pelos
trabalhadores em assembleia
realizada no dia 28 de abril.
O Sindicato reivindicou
à empresa outra forma de
parcelamento dos valores, a fm de
reduzir o prazo de quitação desses
créditos. Dessa forma, os valores
serão pagos em uma, seis, doze ou
23 parcelas mensais. Na quitação,
serão priorizados os funcionários
com menores salários ou quantias a
receber.
As informações sobre o valor
a receber e qualquer discordância
quanto à quantia devem ser
tratadas diretamente com o setor
de Recursos Humanos da empresa.
A assessoria jurídica do Sindicato
informa que nenhum trabalhador
será prejudicado havendo diferença
no valor alegado pela empresa.
Para receber a quantia frmada
no acordo, o trabalhador deve
assinar um documento que dá
anuência dos valores declarados
pela empresa. Ao longo da última
semana, o Sindicato colheu as
assinaturas nas dependências
da TAP M&E, e quem ainda não
assinou deve vir à sede da entidade
para assinar o documento. Os
créditos somente começarão a
ser pagos após a entrega dos
documentos assinados à empresa.
O Sindicato reivindica esse
acordo há anos a fm de corrigir
a forma como a TAP M&E
tratava a questão das horas
extras, contrariando o que rege a
Convenção Coletiva de Trabalho
(CCT), em seu artigo 10. A partir
do acordo, a empresa passa a
cumprir a CCT em todos os itens
desse artigo e os trabalhadores
passam também a ter suas faltas
e atrasos descontados como rege
a CLT (Consolidação das Leis do
Trabalho).
O Sindicato já alertou à empresa
que, nesse processo de transição,
é fundamental bom senso para
não prejudicar os funcionários,
uma vez que muitas chefas e
supervisores solicitaram em abril a
realização de folgas por interesse
da empresa. A entidade solicitou
à TAP M&E que analise caso a
caso para não descontar dos
salários dos trabalhadores horas
não trabalhadas por orientação das
chefas. Os dirigentes da empresa
comprometeram-se a avaliar essa
situação.
Pelo acordo, as horas não
trabalhadas (chamadas de
negativas) até 31 de março foram
perdoadas pela empresa. As horas
extras realizadas no mês de março
deverão ser compensadas em abril,
ou pagas em maio.
Na reunião também foram
debatidos outros temas de interesse
da categoria.
Veja abaixo um resumo dessas
discussões:
RELÓGIO-PONTO - O novo sistema
entra em funcionamento a partir do
dia 24 de maio, e os trabalhadores
passam a receber um recibo das horas
trabalhadas. É importante que todos os
aeroviários guardem esses documentos
comprobatórios, que serão muito
importantes em caso de discordância na
folha de pagamento.
MIGRAÇÃO PARA A PETROS - A
empresa comunicou que, na última
reunião do Conselho da Petros (4/5),
não foi aprovada a migração do plano
da TAP M&E do Aerus para a Petros,
porque alguns conselheiros pediram
mais informações. Esse fato certamente
irá atrasar o processo. Nesta quarta-
feira (11/5), o Sindicato e a Fentac/CUT
estiveram na Petros conversando com
alguns conselheiros, que informaram que
na próxima reunião do Conselho, em 27
de maio, será retomada a avaliação do
caso.
SEGURANÇA DO TRABALHO - O
Sindicato cobrou da empresa uma postura
mais atenta às questões de segurança
no Trabalho e maior apoio às ações
do SESMT. O Sindicato considerou
que houve melhorias na atuação do
SESMT, mas ressaltou que ainda são
necessárias mudanças na empresa para
garantir a segurança dos trabalhadores,
especialmente após os últimos acidentes
nos hangares.
PDV - A empresa afrmou que não está
em seus planos, em 2011, iniciar nenhum
plano de demissão voluntária.
PPR - O Sindicato cobrou novamente
a construção de uma proposta de
Participação nos Lucros e Resultados. A
empresa está avaliando a reivindicação.
RESTAURANTE - O Sindicato solicitou
a redução de um dos valores da tabela,
considerado alto pelos trabalhadores
dessa faixa salarial. A empresa
comprometeu-se a estudar o caso e
avaliar a revisão do valor. O Sindicato
ressalta que sua posição é de que a TAP
M&E não deveria cobrar pelas refeições,
ou repassar um valor inferior ao menor
cobrado hoje. Contudo, a negociação
visa garantir o serviço, a sua qualidade e
o melhor acordo possível entre empresa
e trabalhadores. O Sindicato continua
reivindicando refeição quente para o
terceiro turno.
ASSÉDIO MORAL - O Sindicato
denunciou o assédio moral e a truculência
contra um delegado sindical que
questionou as condições de segurança
dos equipamentos da empresa logo após
o recente acidente com aeroviários em um
caminhão no Hangar 4. O representante
dos trabalhadores foi transferido de
setor. A postura foi considerada também
antissindical pelo Sindicato, que cobrou
o retorno do delegado sindical ao setor
que trabalhava até o acidente. A empresa
disse que irá avaliar o caso. O Sindicato
aguarda um retorno positivo.
deste veículo é de inteira responsabilidade da direção do Sindicato. Editado em 11/05/2011. Tiragem: 1,5 mil exemplares.
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Aerofolha é uma publicação do Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre
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Projeto gráfco e editoração:
Sindicato ingressa com três ações
contra AirSpecial em defesa da CCT
O Sindicato ingressou com três
ações na Justiça contra a AirSpecial
por descumprimento da Convenção
Coletiva de Trabalho (CCT).
A empresa vem descumprindo
tanto a CCT quanto a CLT, não
realizando o pagamento do vale-
alimentação a funcionários em
férias, ou licença maternidade. De
acordo com a assessoria jurídica do
Sindicato, o benefício tem caráter
salarial e deve ser pago, inclusive
aos que estão afastados por motivo
de licença durante 150 dias.
A AirSpecial está descumprindo
ainda o item 31 da CCT, que prevê
que a entrega de atestado médico
seja feita no momento do retorno
a atividade à chefa imediata. A
empresa exige que os funcionários
Aeroviários da TAM
estão no limite
A sobrecarga de trabalho na
TAM está cada vez pior, afrmam
os trabalhadores, em especial nos
setores de check in e embarque.
A precariedade das condições de
trabalho e a falta de profssionais
para dar conta da demanda vêm
colocando em risco a saúde e
a integridade dos aeroviários,
que sofrem com o estresse dos
passageiros de voos cancelados.
São inúmeras as situações em
que dois ou três funcionários
fcam diante de cem ou duzentos
clientes revoltados com a demora
no atendimento para o embarque ou
a entrega de voichers em razão de
cancelamentos.
A entidade também solicitou ao
gerente de Recursos Humanos,
Sr. Arnaldo, uma posição sobre o
pagamento das horas extras em
domingos e feriados. A empresa
vem pagando 100% de adicional
sobre a hora trabalhada, quando o
correto, pela CCT, era o pagamento
equivalente a 150% por hora
trabalhada nessas datas.
O Sindicato segue reivindicando
à TAM a contratação de mais
trabalhadores para acabar com a
sobrecarga. Há mais de dois meses
o Sindicato busca uma reunião com
a TAM para tratar desses temas.
26 anos de luta: é hora de comemorar
O Sindicato convida a categoria a
comemorar os 26 anos de fundação
da entidade. Dos 500 convites
disponíveis, a metade já foi vendida.
Por isso, os aeroviários devem
antecipar a compra dos ingressos,
para não fcarem fora da festa.
O aniversário contará com o
tradicional pão com salsichão,
refrigerante e chope à vontade.
Todos devem trazer 1 kg de alimento
não perecível, ou R$ 2, que serão
recebidos na recepção e doados
para entidades assistenciais.
O evento inicia às 21 horas do
dia 27 de abril (com a abertura
dos portões e dos barris de chope)
e será encerrado às 2 horas da
madrugada.
Não serão vendidos ingressos
no dia do aniversário, pois toda a
venda é antecipada. Trabalhadores
da categoria que não são
sindicalizados não podem participar
da festa. Aqueles que atualmente
não são sócios e querem participar
do evento devem associar-se em
horário comercial até o dia 27.
O preço dos convites varia: são
cobrados R$ 12 para aeroviários
sócios; R$ 6 para aeroviárias sócias;
R$ 10 para não sócias e R$ 35 para
não sócios (sendo estes dois últimos
não pertencentes à categoria).
A festa contará com dois
ambientes, um com música
eletrônica (com um DJ) e outro com
música ao vivo.
entreguem o atestado a outro
setor, obrigando os trabalhadores
que devem retornar à atividade
em turnos noturnos ou aos fnais
de semana a comparecerem
antes à empresa para entregar o
documento. E não está pagando
hora extra aos aeroviários que
realizam cursos fora do horário de
trabalho.
O Sindicato também ingressou
com ação judicial visando o
pagamento da diferença retroativa
do reajuste conquistado na última
data-base, não aplicado pela
empresa no 13º salário, férias e nos
salários de janeiro e fevereiro.
A Infraero é corresponsável pelas
irregularidades cometidas por sua
terceirizada.
Projeto LATAM realiza
seminário no Brasil
O Sindicato e a Fentac/
CUT participam, nesta quinta e
sexta-feira (12 e 13 de maio), no
Rio de Janeiro, do Encontro de
Trabalhadores da Latam promovido
pela ITF (Federação Internacional
dos Trabalhadores em Transportes).
O seminário contará com a
participação do presidente do
Sindicato, Celso Klafke, dirigentes
da ITF e representantes sindicais
da TAM e da LAN em vários países.
Os sindicatos brasileiros junto com a
Fentac/CUT serão os anftreões do
evento.
O Sindicato irá promover, em 20 de maio, às 19 horas, no Espaço 14
Bis, um bate-papo com o jornalista Juremir Machado da Silva, sobre o
livro de sua autoria “A História regional da infâmia”, que aborda o papel
dos negros na Revolução Farroupilha. A atividade tem entrada franca.
Juremir é colunista do Correio do Povo, professor, escritor e tradutor.
PautaNova (www.pautanova.com - redacao@pautanova.com - Tel.: 51 4063-7707). O conteúdo
Bate-papo com Juremir Machado no 14 Bis