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Projecto Strategic Trends

respectivamente. No 2. O Banco de Portugal prepara-se para rever um pouco em alta as previsões apresentadas recentemente para 2010 apontando para uma ligeira recuperação. Para este resultado concorreu a continuação do forte contributo negativo da procura interna. Por sua vez. em cadeia na União Europeia e na área do euro. tanto nas economias avançadas como em algumas economias emergentes. a terminar em Junho. embora mais acentuado para os empresários dos serviços e da indústria. revelando alguma melhoria da generalidade dos indicadores respeitantes à actividade económica.4% aos 12 Países do Alargamento. As expedições para o mercado comunitário decresceram 17. uma descida de 14. decorrente.6%.3%. o índice de produção na construção e obras públicas diminuiu 5. Para este resultado concorreu a manutenção de uma evolução desfavorável de todas as componentes do investimento. iniciar-se. no 2º trimestre de 2009. cabendo reduções de 18. em termos homólogos (-4% no 1. com as empresas a terem necessidade de ter uma visão prospectiva sobre o novo ciclo económico que irá.7% no primeiro trimestre e -21. que não foi compensada pelo contributo positivo da procura externa líquida. a situação recente de acordo com as Contas Nacionais Trimestrais do INE. Em Portugal. as saídas de mercadorias registaram.Projecto Strategic Trends Enquadramento A ENVOLVENTE A economia mundial tem mostrado sinais crescentes de estabilização. permanecem vivos e que continua a ser fundamental responder à crise económica e financeira actual. no conjunto das saídas de produtos industriais transformados. Nos últimos 12 meses. Tal deverá ser realizado com uma visão de médio e longo prazo. a taxa de desemprego continuou a evoluir desfavoravelmente e a taxa de inflação permaneceu negativa.1% aos países da UE-15 e de 10. Por sua vez.6%. o PIB cresceu 0. Página 2 . do efeito de base relacionado com a alta dos preços das matérias-primas no último ano. (-11.8% para 8. face ao período homólogo do ano anterior.4% para 38. Esta situação permite afirmar que a crise se atenuou.5% no 2. Na indústria transformadora.5% no trimestre precedente).5%. necessariamente.º trimestre de 2009.8% com o sector de Máquinas a cair 19.6% no trimestre precedente). subiu de 34. os índices de produção e de volume de negócios no mesmo período apresentaram quebras de 8. com o crescimento do PIB a posicionar-se já no limiar “verde”. o peso das saídas dos produtos de baixa intensidade tecnológica. verificou-se a tendência de alguma melhoria do indicador de sentimento económico nos meses de Julho e Agosto. Paralelamente.º trimestre). em grande parte.7%. mas que os seus efeitos.7%. o PIB no segundo trimestre de 2009 registou uma quebra real de 3. em termos económicos.8% e o do Material de transporte com 17.0% .5% (-3. Após um decréscimo menos significativo do PIB. O peso das exportações de produtos de alta intensidade tecnológica desceu de 10. que abrangeu todos os indicadores de confiança. com destaque para a significativa diminuição ocorrida no investimento. de acordo com os dados das Contas Nacionais Trimestrais do INE.3%.9% (-15. sobretudo resultado da recuperação do consumo privado. as exportações para países terceiros diminuíram 6.5% e 19.º trimestre de 2009). Em relação ao trimestre anterior. a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou uma quebra real de 15.

passíveis de identificação nas economias mais desenvolvidas. É fundamental mobilizar as PME para esse objectivo nacional. reflectem-se com maior intensidade nas pequenas e médias empresas. Todos os organismos de mercado sofrem com as alterações do meio envolvente. na criação de ambientes propícios ao fomento de uma visão prospectiva. os esforços deverão ser direccionados para aumentar a competitividade nacional e que permitam conferir às nossas empresas todas as condições para crescerem. Para tal. quer no acto da sua constituição. assim. Portugal mantém um grau de abertura ao exterior muito inferior a economias como a Grécia. a Espanha. Esta abordagem deverá ser feita com risco calculado e sem desperdício.6% do tecido empresarial português é composto por PME. informar. catapultando-as para novos horizontes. Esta situação é evidenciada pela estagnação dos negócios a partir de um certa dimensão e pelo alto número de falências de pequenos estabelecimentos nos primeiros anos de existência. seriamente. constituindo-se. No entanto. Independentemente da crise internacional. Página 3 . É crucial tomar medidas no sentido de renovar o tecido empresarial português. pelo que as empresas irão ser confrontadas com mudanças profundas e submetidas a fortes viragens conjunturais. como um dos principais empregadores nacionais. Assim: inovação. Empregam mais de 2 milhões de pessoas. deve dar-se especial atenção às PME exportadoras. o impacto dessas mudanças. para que a situação se inverta. De acordo com os dados do INE. de modo a que se diferencie e permaneça competitivo. que lhes permita fortalecer e criar as bases consistentes. Assim. É neste sentido que o papel das instituições como a Associação Empresarial de Portugal (AEP) se torna fundamental para apoiar. Estamos num período de mudança de ciclo. 99. tendo em conta que somos uma economia de reduzida dimensão. Urge assim dar uma resposta adequada a esta situação. Em Portugal a informação recolhida mostra que a grande maioria destas empresas não faz uso de modelos de reflexão e análise estratégica formal. com uma frequência bem mais alta do que em grandes empresas. Constituem a principal fonte das nossas exportações e são as grandes responsáveis pela criação de emprego. torna-se imprescindível uma visão estratégica clara e alinhada com as tendências emergentes. para dinamizar um ambiente empresarial mais favorável ao investimento. Portugal deverá investir. permitindo que as PME adquiram maior visão colectiva. No contexto actual. dinamismo e inovação. a República Checa ou a Irlanda. mesmo que pequenas. para se tornarem mais resistentes e resilientes face aos riscos associados às conjunturas adversas. tendo em conta as nossas fragilidades endémicas. visando dotar as empresas portuguesas de maior dimensão. sendo responsáveis por uma facturação total anual de cerca de 170 mil milhões de euros. ajudar e cooperar com as PME para permitir criar condições para adoptarem estratégias competitivas. quer durante o período de exploração normal. cooperação e comunicação com o mercado tornam-se palavras-chave.Projecto Ilumina O objectivo central da economia portuguesa deverá ser reforçar a competitividade das empresas nacionais para permitir aumentar de forma sustentada as exportações. na qual o crescimento apenas será possível com a abertura ao exterior. o grande desafio que deve ser colocado à economia portuguesa é o aumento das exportações. AS PME E A IMPORTÂNCIA DA ADOPÇÃO DE ESTRATÉGIAS FUNCIONAIS ALINHADAS COM AS TENDENCIAS MUNDIAIS As PME são o motor da economia portuguesa. Para as pequenas e médias empresas a gestão estratégica funcional e o seu alinhamento com as tendências mundiais é de uma importância vital.

O peso da indústria transformadora no PIB português é de cerca de 18% e estudos europeus indicam que cada emprego na indústria gera dois empregos nos serviços. Este tipo de empresas sabe onde está. sendo previsível que venham a competir também em sectores tecnologicamente avançados e com alto valor acrescentado. onde quer chegar. A IMPORTÂNCIA DA INDÚSTRIA TRANSFORMADORA NO TECIDO ECONÓMICO Os sectores da indústria transformadora europeia e nacional estão hoje sob uma forte pressão concorrencial. e implicam a utilização de novas estratégias funcionais. quer de países com custos de mão-de-obra significativamente mais baixos (nomeadamente do continente asiático e da América Latina). o que pode impedir que isso aconteça. pode-se dizer que a transformação da indústria europeia e nacional passa pelo upgrade tecnológico e estratégico de valor dos sectores mais tradicionais. a manutenção de uma indústria transformadora forte é fundamental para a sustentabilidade de qualquer região. ferramentas e tecnologias de suporte que são em muitos casos bastante horizontais a vários desses sectores. nem se perderem no caminho. pelo menos em alguns casos. desenvolvimento e inovação (I&D+I). pela dinamização de novos sectores industriais em áreas emergentes e também pela criação de grandes empresas (ou grupos de empresas) de dimensão global. Página 4 . A definição de estratégias funcionais auxiliará as pequenas e médias empresas a obter sucesso em conjunturas de crescimento. Por outro lado. Contudo. Em termos gerais. métodos de gestão e processos. num horizonte que. é por isso um tema do maior interesse económico e social. Aplicam modelos de gestão estratégica e acompanham as tendências mundiais. todas estas alterações exigem alterações mais ou menos profundas nos modelos de negócio. para se defenderem das ameaças dos concorrentes e aproveitar as oportunidades oferecidas pela conjuntura. capazes de ancorar e desenvolver redes de negócio especializadas. dispõem da massa crítica e escala que lhes permite prever e gerir as variáveis críticas e mantê-las sob controlo. pois pode melhorar o desempenho de um estrato da economia responsável pela geração de grande número de emprego e de incrementos da produção do país. sistemas e aplicações informáticas. dificilmente replicáveis pelas economias concorrentes. subjectivo e intuitivo. quer de países avançados (como os Estados Unidos ou o Japão). de contracção. das pequenas e médias empresas de um modo informal.Projecto Strategic Trends A estrutura das grandes empresas não as torna completamente imunes às mudanças do meio envolvente. devido a uma parte dos empresários portugueses iniciarem um novo negócio a partir de alguma experiência profissional anterior. assim como de novos serviços e novos modelos de negócio. que lhes permite projectar objectivos e metas para o futuro. Todavia. o que é necessário para não pararem. na maioria. mas sobretudo em conjunturas. através de uma visão prospectiva e de metodologias de reflexão estratégica. Acresce o facto de vários destes países estarem a investir fortemente em investigação. será de curto prazo. como a actual. capazes de apoiar o processo de transformação industrial. uma necessidade de mercado real para o desenvolvimento de novas estratégias funcionais. ajudando à sua reestruturação para superar a crise e a aproveitar as oportunidades que qualquer conjuntura apresenta. A adopção de estratégias funcionais dá-se. Existe por isso. adoptando estratégias funcionais bem adaptadas.

Os apoios disponibilizados por Portugal e pela UE para apoio às PME e a criação de estruturas colaborativas orientadas para a inovação como os pólos e os clusters. Esforço de promoção e apoio às PME portuguesas nas suas estratégias de reforço da sua competitividade e internacionalização ao nível nacional e da EU. América Latina e Europa de Leste. Reconhecimento da importância das PME na economia nacional de que resulta um novo impulso dado pelo governo português e pela UE à política nacional e europeia das PME. Fraca aproximação das empresas portuguesas a organizações internacionais responsáveis por análise de tendências.Projecto Ilumina ANÁLISE SWOT Pontes Fortes 123Existência em Portugal de um tecido empresarial de PME muito dinâmico que está ávido de apoio de cariz estratégico para poder alinhar a sua organização pelas tendências internacionais. Oportunidades 1234Mercados emergentes com potencial de crescimento e onde Portugal poderá ter algumas vantagens competitivas como ao nível dos PALOP. A constituição de pólos e clusters veio permitir congregar esforços nos domínios da inovação da competitividade e da criação de valor ajudando as PME a acederem a factores dinâmicos de competitividade que de outra forma não teriam escala para virem a ter acesso. Dificuldades de acesso ao crédito para investimento em factores de melhoria da competitividade. Ásia. O tecido económico formado pelas PME normalmente tem associado uma enorme flexibilidade e capacidade de adaptação a novas conjunturas. dos mercados e da sua organização. Reduzida dimensão das PME nacionais o que não lhes permite ter escala para terem estruturas capazes de trabalharem a vertentes estratégica. Fraca formação de uma parte dos empresários nacionais. Aumento da competitividade internacional com o agravamento do clima concorrência no mercado mundial. Reduzida percepção das tendências de evolução das estratégias funcionais em termos internacionais. A indústria transformadora em Portugal tem bons exemplos de sucesso que permitem alavancar a adopção de novas estratégias funcionais. A emergência da economia do conhecimento e o novo ciclo económico abrem novas oportunidades de negócio. quer ao nível dos produtos. Ameaças 123Contracção dos mercados e implementação de mecanismos de protecção devido à crise económica e financeira que podem dificultar a implementação de novas estratégias. Memória descritiva Página 5 . 456- Pontos Fracos 12345Modelos de gestão de uma parte substancial das PME nacionais são baseados na intuição e em modelos informais. Os empresários e quadros das empresas portuguesas demonstram um interesse crescente pelos temas relacionados com reflexão estratégica e visão prospectiva.

Tendo em consideração o perfil do promotor – a AEP – e a sua visão empresarial focalizada na procura os eixos basilares do projecto. Aumentar a predisposição para práticas de gestão voltadas para o mercado e suportadas na colaboração inter-empresarial. Contribuir para o aumento da competitividade do tecido económico nacional com particular enfoque nas Pequenas e Médias Empresas. Aumentar a massa crítica a nível pensamento estratégico das empresas.a partir da emissão de pareceres de especialistas de projecção internacionais – e “bottom up” . numa lógica de avaliação de potencial e tendências de desenvolvimento. Este Atlas deverá também reflectir as principais tendências e numa cenarização a 10 anos.com base em levantamento a realizar junto dos principais sectores da indústria transformadora nacional. Objectivos operacionais: • • • • • • • Desenvolver uma base de conhecimento estratégico sectorial. Contribuir para que os PCT adoptem as estratégias mais adequadas de procura previsível ao nível dos seus projectos de inovação e desenvolvimento. Endogeneizar o conhecimento “state of the art” para as empresas. Página 6 . inovação e intra-empreendorismo. assim como dos pólos e dos clusters aprovados. partindo da análise do mercado até às estratégias empresariais de âmbito funcional baseada numa abordagem cruzada do tipo “top down” . Reduzir o “gap” entre os métodos de gestão empresarial emergentes e as práticas correntes nas empresas nacionais.Projecto Strategic Trends Objectivos Estratégicos Conceber um atlas de desenvolvimento estratégico. que permita o desenvolvimento sustentado das empresas do cluster. passível de apropriação para aplicação pelas empresa e sectores através de um trabalho de adaptação e desenvolvimento. não poderão deixar de ter como base a leitura do mercado.

Os recursos assumem diversas formas e categorias. acarreta processos de endogeneização de novas competências. Qualquer processo de desenvolvimento. sendo que na era do conhecimento é o Capital Humano. A necessidade de uma visão transversal do ponto de vista empresarial. torna-se crítico a definição de um racional estratégico comum que promova o desenvolvimento orientado de todas as entidades pertencentes ao cluster de modo a potenciar o seu desenvolvimento sustentado. Página 7 . torna a AEP um parceiro de referência. Recursos – podem ser vistos como a materialização das condições para a satisfação das necessidades de um mercado com base nas competências disponíveis. é essencial emergir um conjunto de estratégias. pelo que a sua compreensão clara e detalhada constitui a pedra basilar para qualquer estratégia de desenvolvimento. No entanto.Projecto Ilumina Deste modo o projecto agora apresentado suporta-se na clara compreensão dos 3 vértices do desenvolvimento do Mercado: • Procura – não existe actividade empresarial sem uma oferta adequada às necessidades do mercado. neste tipo de abordagens onde o que se pretende estudar é a evolução esperada dos modelos de gestão. interessa identificar e desenvolver as capacidades/ competências essenciais para poder apresentar produtos/serviços com percepção clara de valor pelo cliente. • • Ao ser desenvolvido em parceria com o PÓLO DAS TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO este projecto tem como enquadramento a análise que serviu de base ao reconhecimento de Estratégia de Efeciencia Colectiva que suportou o reconhecimento deste Pólo de Competitividade e Tecnologia. Existem diversas iniciativas projectadas para a operacionalização dos 3 eixos anteriormente referidos. tendo em conta a heterogeneidade das origens tecnológicas das empresas que o compõem. que implique a entrada em novos segmentos e/ou mercados. Competências – uma vez analisado o mercado. o recurso mais importante. Fruto desta conglomeração.

o projecto apresentado em candidatura foi estruturado de acordo com um racional de desenvolvimento de soluções: Observar. Validação do Atlas de apoio à definição estratégica individual das PME Página 8 . Agir e Comunicar.Projecto Strategic Trends Para tal. As actividades previstas poderão ser distribuídas do seguinte modo: Observar • • Pensar • • Estratégias prospectivas de desenvolvimento dos sectores Desdobramento das Estratégias de desenvolvimento empresarial em estratégias de desenvolvimento Funcional Levantamento das Estratégias sectoriais existentes Processamento e análise Agir • • Comunicar • • • • Disseminação dos resultados do projecto junto das PME da indústria portuguesa Seminário de abertura Seminário de Encerramento Produção de outro material de disseminação Portal Atlas Estratégico de Desenvolvimento Empresarial. Planear.

Página 9 . incluindo uma análise SWOT. junto dos sectores industriais alvo do projecto. Como resultado deverá ser possível uma leitura uniforme e independente das fontes e dos formatos da informação compilada. Recolha de documentos de definição estratégica existentes. Adicionalmente deverão ser identificados um conjunto de indicadores que permita uma avaliação comparativa do grau de desenvolvimento dos modelos de gestão. Para isso. com o objectivo de identificar as opções estratégicas mais horizontais. Nos sectores que não disponham de planos estratégicos. ou seja. Estratégias prospectivas de desenvolvimento dos sectores O principal objectivo desta actividade é recolher e compilar uma análise estratégica de “fora para dentro” para cada sector de actividade incluído neste Projecto. A informação recolhida dos sectores será processada e analisada. será realizado um trabalho simplificado. ainda: • • • Na análise crítica da situação resultante do levantamento efectuado. sempre que possível. preferencialmente. casos de estudo que as ilustrem. Este trabalho será desenvolvido em parceria com as entidades sectoriais anteriormente nominadas. assim com a identificação dos temas transversais e fracturantes de cada sector em análise. a interface será estabelecida com essas entidades. Como animadores de workshops e Na disponibilização via Web para participar na construção do Atlas. Nos sectores que estiverem inseridos em Pólos ou Clusters. O resultado desta abordagem. Pretende-se apreender as principais tendências internacionais em termos de desenvolvimento e sustentabilidade industrial e as respectivas estratégias de suporte. Para permitir uma análise heterogenia das estratégias sectoriais será privilegiada a organização de seminários/ workshops. que apresentarão as suas opiniões e. que permitam o debate entre os especialistas e as empresas/ entidades envolvidas.Projecto Ilumina Plano de Actividades Levantamento da Estratégias sectoriais existentes Documento base para a definição do novo Atlas de Desenvolvimento Estratégico com o objectivo de identificar o ponto de partida para a estratégia a estabelecer. Será dada especial atenção às opções mais relevantes e adequadas ao desenvolvimento das PME. Os especialistas estrangeiros participarão. dinâmica e interactiva. serão convidados especialistas nacionais e internacionais. as que são comuns a diversos sectores. oportunidades e desafios. Processamento e análise Esta actividade tem como principal objectivo a normalização e compilação da informação recolhida na Actividade 1. será a compilação de um conjunto de análises de cenarização de desenvolvimento por sector. via as respectivas associações empresariais e/ou sectoriais. visando a identificação dos principais constrangimentos e potencialidades. Esta recolha será feita.

assim como alguns exemplos ilustrativos. elemento vital para a prossecução dos resultados do projecto. as empresas serão capazes de estabelecer o seu plano de desenvolvimento estratégico suportado nesta ferramenta de consulta e apoio à decisão. As áreas funcionais serão.Projecto Strategic Trends Desdobramento das Estratégias de desenvolvimento empresarial em estratégias de desenvolvimento Funcional Esta actividade constitui um trabalho de campo. O principal resultado da medida consistirá. que permita às empresas. com base nos resultados da análise efectuada sobre os planos estratégicos sectoriais (estratégias mais horizontais) e nas principais tendências globais (e respectivos casos de estudo). seguindo uma metodologia baseada no Balanced Scoredcard. para cada tipologia de PME e em função de um conjunto de estados de partida pré-definidos. as principais áreas de desenvolvimento/ transformação. tendo em consideração o seu ponto de partida e também as implicações e exigências de cada uma dessas opções. O seu principal objectivo será o de desdobrar os objectivos estratégicos em objectivos funcionais. Este conjunto de informação será um dos principais resultados deste projecto. de igual modo. para além da sua “vida de financiamento”. A necessidade de fazer este tipo de abordagem junto dos actores e em ambiente real. entre outras: • • • • • • • • • • • Logística Desenvolvimento de produto Planeamento e gestão operações Processos de inovação Sistema informação Eficiência energética e ambiental Segurança e saúde no trabalho Intra-empeendorismo Qualidade Marketing Processos de gestão Este Atlas de desenvolvimento estratégico apresentará. inspirada na metodologia Balanced Scoredcard. Isto permitirá que as PME possam escolher as opções estratégicas mais adequadas ao seu caso. O desenvolvimento de uma ferramenta de apoio à análise estratégica. para facilitar o acesso a todos os interessados. deve-se à necessidade de estabelecer um Atlas de desenvolvimento estratégico que reflicta cabalmente a realidade empresarial portuguesa. mantendo viva a comunidade virtual que se pretende criar. • Página 10 . disseminando os resultados. Portal Atlas Estratégico de Desenvolvimento Empresarial. estabelecer os seus objectivos estratégicos de desenvolvimento. um conjunto de opções estratégicas possíveis e. Será criado um portal com três objectivos fundamentais: • • A agregação de toda a informação gerada no âmbito das actividades deste projecto. para cada uma delas. no desenvolvimento de um catálogo/ manual com as principais opções estratégicas que se colocam às PME para o seu desenvolvimento sustentado. o seu desdobramento nos respectivos objectivos funcionais. Deste modo. assim como. após a análise de toda a informação estratégica disponibilizada na plataforma. que permitirá a aferição do levantamento e tratamento de informação recolhida nas etapas anteriores. Este portal será.

orientadas a plateias mais pequenas e organizadas em estreita colaboração com as entidades sectoriais respectivas. explicado e debatido com um número alargado de PME. Página 11 . as reflexões e as conclusões do Projecto. Validação do Atlas de apoio à definição estratégica individual das PME De modo a validar a capacidade de auto implementação do Atlas de Desenvolvimento Estratégico. são os grandes objectivos. criando continuidade às iniciativas lançadas. destinadas a plateias alargadas e de âmbito trans-sectorial. conforme já referido anteriormente. o projecto inclui uma etapa de identificação e avaliação dos requisitos de base para uma utilização autónoma da metodologia e da ferramenta que serão desenvolvidas. Envolver a comunidade. que permitirá disseminar os resultados do projecto e apoiar as empresas no seu processo de definição estratégica individual. Seminário encerramento – Apresentação resultados. uniformizar o conhecimento de base e lançar pistas para a implementação do Projecto. Para além disso. Deste modo o projecto prevê uma avaliação-piloto no terreno em cerca de 15 empresas de modo a redigir um glossário e um caderno de boas práticas que autonomize a utilização do Portal Atlas Estratégico de Desenvolvimento Empresarial. suscitando o interesse e a participação no Projecto. e sessões sectoriais. Esta actividade será realizada por uma equipa de profissionais especializados contratados para o efeito e que receberão uma preparação técnica para a utilização da ferramenta . meio científico e meio institucional. partilhar diferentes perspectivas dos actores. com a imersão no tema e o despertar da opinião pública. será desenvolvida uma ferramenta Web interactiva. em diversos (15) seminários/ workhops que serão organizados a nível nacional . Será promovido debate público com distintos oradores de três grandes áreas de actuação: meio empresarial. como também proponha novas áreas para intervir futuramente. nomeadamente pela dinamização de um evento a decorrer anualmente sobre os novos factores de competitividade dos territórios. estratégia e principais resultados Procurar-se-á um amplo debate público que não só difunda e dissemine as actividades. Disseminação dos resultados do projecto junto das PME da indústria portuguesa Os resultados do projecto (o ATLAS descrito anteriormente) será apresentado. Trata-se de um conjunto de informação que apresente as principais conclusões e explicite a forma de aceder à base de informação on-line. Seminário de Abertura O Seminário servirá de arranque ao Projecto.Projecto Ilumina Produção de outro material de disseminação Tendo em consideração a necessidade de chegar aos mais diversos públicos será desenvolvido material de apoio à disseminação e utilização dos resultados do projecto. Estas sessões terão dois tipos: sessões generalistas.

Projecto Strategic Trends Entre outros. a intervenção de especialistas reconhecidos. durante o seminário. e ainda. obter ligações internacionais – via Web – a algumas “antenas do sector” que estejam activas. nacionais e internacionais. procurar-se-á difundir os casos de sucesso (instituições. empresas. Página 12 . recursos e personalidades) dos clusters.

associações. O objectivo central das políticas económicas deverá ser reforçar a competitividade das empresas nacionais para permitir aumentar de forma sustentada as exportações. » A internacionalização das empresas portuguesas é um factor crítico para a saída da crise e para o desenvolvimento do país o que exigirá um tecido de empresas capazes de competir no mercado global. novos serviços e novos modelos de negócio para a indústria. O peso da indústria transformadora no PIB português é de cerca de 18% e estudos europeus indicam que cada emprego na indústria gera dois empregos nos serviços. com as empresas a terem necessidade de ter uma visão prospectiva sobre o novo ciclo económico que se irá iniciar. » A implementação de novas estratégias funcionais irá induzir investimento por parte das empresas.Projecto Ilumina Resultados e impacto do Projecto O ponto de partida do projecto “Strategic Trends” assume que: » embora a crise se tenha atenuado. mas apresenta muitas fragilidades sobretudo nos domínios da adopção de estratégias competitivas capazes de permitir operar no mercado global. » O tecido das PME tem uma importância vital para a economia portuguesa. o que irá criar novas oportunidades de negócio para a respectiva fileira. Existe uma necessidade de desenvolvimento de novas estratégias funcionais. Face a este ponto de partida os efeitos do projecto Strategic Trends resultarão da acção conjugada e articulada. respectivamente: »da identificação da situação actual e da análise e visão prospectiva sectorial a realizar junto de empresas. das ferramenta de apoio à decisão a disponibilizar e dos manuais de boas práticas a produzir. Página 13 . representativos e por especialistas nacionais de reconhecida competência »do processamento e uniformização da informação resultante do levantamento sectorial efectuado » da analise crítica interactiva realizada por especialistas internacionais e por empresários e representantes de várias entidades nos worshops previstos no plano de acção » da concepção. sistemas e aplicações informáticas. »do processo de divulgação a desenvolver e do apoio previsto para a costumização e adopção das estratégias definidas. » a manutenção de uma indústria transformadora forte é fundamental para a sustentabilidade de qualquer região. capazes de apoiar o processo de transformação que o novo ciclo económico irá exigir. produção e edição do Atlas Estratégico que definirá as estratégias horizontais que funcionarão como “Framework” para a definição das estratégias individuais. os seus efeitos em termos económicos permanecem vivos e que continua a ser fundamental responder à crise económica e financeira actual com uma visão de médio e longo prazo. nomeadamente em tecnologias de produção. pólos e clusters.

o acesso directo e indirecto (via portal) ao Atlas e às ferramentas de apoio à decisão e implementação de cerca de 250. nos seus esforços de inovação e desenvolvimento de novas tecnologias adaptadas ao novo ciclo de desenvolvimento. pela melhoria da sua gestão estratégica (pela adopção de estratégias funcionais) que potencie a eficácia da organização. 4. Nº de empresários e quadros que acederam ao Atlas e utilizaram as Ferramentas complementares disponibilizadas pelo projecto Nº de empresas que acederam ao portal para solicitarem apoio e informação Nº de empresas que vieram a adoptar orientações estratégicas promovidas pelo ATLAS Página 14 . 3. clusters e associações sectoriais. pólos.um envolvimento nas acções de levantamento discussão e análise prospectiva de cerca de 100 entidades entre empresas. quer directamente.000 quadros e empresários que representarão cerca 100. através de uma melhor coordenação de esforços dos pólos e clusters.Contribuir para a melhoria da competitividade do tecido empresarial nacional sobretudo das PME. 5. clusters e associações sectoriais envolvidas nos esforços de levantamento e análise estratégica.Contribuir para o aumento das exportações ajudando a aumentar a abertura aos mercados externos da economia nacional. quer indirectamente. a inovação organizacional e de marketing. empresas. 2. a formação de redes para permitir uma dimensão crítica para poderem competirem num mercado global e reduzir o risco associado ao processo de internacionalização.000 empresas de pequena e media dimensão.Projecto Strategic Trends Prevê-se que venha a produzir como resultados e impactos com a sua implementação respectivamente: 1.Contribuir para o fomento da empregabilidade e do empreendedorismo por facilitar uma visão estratégica actualizada às empresas e a todos os que pretendem iniciar a sua caminhada como empresários. Como indicadores de medição dos efeitos após projecto propomo-nos acompanhar quatro: 1234- Nº de Entidades. pólos.