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Gabarito
LISTA DE EXERCÍCIOS
(Unidade 6)

Conceitos importantes:
 Relação entre valorização/desvalorização cambial e a balança
 Taxas de câmbio: vantagens e desvantagens do comercial.
sistema de taxas fixas, vantagens e desvantagens do  Princípio das Vantagens Comparativas.
sistema de taxas flexíveis e sistemas usados  Relação entre Investimento Externo Líquido, Exportações
atualmente nos vários países. Líquidas e Poupança Externa.
 Relação entre os regimes cambiais, o Balanço de  Teoria da Paridade do Poder de Compra.
Pagamentos e o nível das reservas internacionais.  Teoria Macroeconômica da Economia Aberta
 Taxas de câmbio real e nominal.

REGIMES CAMBIAIS

1. Como é determinada a taxa de câmbio nos regimes de câmbio fixo e de câmbio flutuante? Você conhece
algum exemplo contemporâneo de país que adote o regime de taxa fixa de câmbio?
No regime de taxas de câmbio fixas, o preço, em moeda local, da moeda estrangeira não se altera.
Esse sistema prevaleceu para grande número de países durante o século XIX, quando em geral as moedas
nacionais tinham seu valor fixado em gramas de ouro, tendo portanto uma relação fixa entre si (o chamado
regime do “padrão-ouro”). Nesse caso, havia um mecanismo automático que tendia a eliminar
desequilíbrios: ocorrendo, por exemplo, um déficit no balanço de pagamentos, isso acarretava remessas
de ouro para o exterior e, portanto redução dos meios de pagamento internos; a baixa de preços
consequente estimularia as exportações e desestimularia importações.
No período seguinte ao fim da Segunda Guerra Mundial, e até 1971, prevaleceu também um sistema
de taxas de câmbio fixas: as moedas tinham um valor fixo em relação ao dólar. Nesse caso, não sendo os
sistemas monetários baseados em ouro ou dólares, não havia um sistema automático de reequilíbrio. O
Fundo Monetário Internacional (FMI) foi criado, em 1943, com o propósito de facilitar o restabelecimento
do equilíbrio no balanço de pagamentos, sem que a taxa de câmbio variasse.
Um exemplo recente de economia com câmbio fixo é o da Argentina, até 2001: era um sistema
equivalente ao padrão-ouro, pois a oferta interna de moeda dependia do estoque de dólares no Banco
Central. Há também economias inteiramente dolarizadas, como a do Equador: não há moeda nacional, o
dólar circula internamente. No Brasil, entre 1994 e janeiro de 1999, adotou-se um regime em que a taxa
cambial não era fixa, mas tinha variação limitada, tendo em vista o objetivo de conter pressões
inflacionárias.
No regime de taxas de câmbio flutuantes ou flexíveis, o preço da moeda estrangeira é estabelecido
no mercado de câmbio (mercado de compra e venda de divisas). A maioria dos países, hoje, adota este
tipo de regime, inclusive o Brasil, desde janeiro de 1999. Todavia, mesmo nesses países, não é raro que a
autoridade governamental intervenha, comprando ou vendendo divisas, para evitar oscilações julgadas
excessivas. Em alguns casos, estabelecem-se formalmente limites de variação permissível (o chamado
regime de bandas cambiais): quando esse limite é atingido, o Banco Central intervém.

2. Na vigência de taxas de câmbio flexíveis, definidas em mercados livres, o equilíbrio no balanço de pagamentos
é sempre alcançado, de forma automática?

NÃO. O que ocorre é uma tendência ao equilíbrio. Vejamos: se, num país que tem inicialmente uma
taxa de câmbio de R$1/US$ (por exemplo), ocorre uma redução drástica nas exportações, isso acarretará
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uma redução na oferta de divisas (moeda estrangeira). A moeda estrangeira terá seu valor aumentado
(desvalorização do câmbio), ou seja, para se comprar uma unidade da moeda estrangeira será necessário
agora mais moeda nacional (R$1,20/US$, suponhamos). Como consequência, as importações ficam mais
caras para a população nacional, enquanto o produto nacional torna-se mais barato para os estrangeiros:
as exportações são estimuladas e as importações desestimuladas, o que tende a restabelecer o equilíbrio.
O problema é que esse processo não ocorre instantaneamente; o reajuste pode levar vários meses para se
tornar efetivo — tudo o mais constante. Além disso, é preciso considerar que, em situações concretas,
“tudo o mais” não é constante: as exportações, por exemplo, dependem muito das condições do mercado
internacional.
Um bom exemplo é o da forte desvalorização do real, em 1999: nesse ano, as importações de fato
se reduziram, mas as exportações também caíram de valor, devido em boa parte à redução das cotações
internacionais de alguns dos nossos principais produtos de exportação. O déficit da balança comercial
ocorrido em 1995–1998 só foi revertido em 2001 (ocorrendo superávits substanciais a partir de 2002).

3. No sistema de taxas de câmbio fixas, o que acontece se há um déficit no Balanço de Pagamentos?


Ocorre perda de reservas para o exterior. No período em que os sistemas monetários nacionais
eram baseados no ouro, como visto acima, isso causaria contração dos meios de pagamento em moeda
nacional e queda de preços internamente, o que tenderia a restabelecer o equilíbrio, pelo estímulo ao
aumento de exportações e diminuição de importações, uma vez que os consumidores passariam a preferir
os bens nacionais, mais baratos, e os exportadores teriam insumos nacionais também mais baratos,
tornando suas exportações mais competitivas.
Num contexto em que não há relação entre reservas internacionais e o sistema monetário, seriam
necessárias medidas de política econômica para restabelecer o equilíbrio, como, por exemplo, um
aumento das taxas de juro internas, visando atrair capitais estrangeiros.

4. Discuta, no contexto da matéria da agência FolhaPress, publicada no caderno Economia do Jornal do Brasil no
dia 4 de julho de 2006, os instrumentos da política cambial brasileira.

Bolsa sobe 1,98% e dólar, 0,64%

“...No câmbio, o dólar comercial terminou ontem em alta de 0,64%, vendido a R$ 2,18. Pela manhã, a moeda
americana caiu até R$ 2,157, mas o anúncio de um leilão de compra de divisas pelo Banco Central no meio da
tarde fez as cotações inverterem a tendência (...) O BC quebrou um jejum de um mês e meio – a última operação
do gênero havia sido realizada em 16 de maio”

a) A taxa de câmbio no Brasil é, desde janeiro de 1999, determinada pelo mercado cambial. Entretanto, o
Banco Central costuma intervir na compra e venda de moeda estrangeira quando julga necessário. Por que razão
intervenções como a relatada no jornal são realizadas?
Apesar de haver uma tendência do mercado cambial, no longo prazo, de uma auto-correção dos
desequilíbrios entre oferta e demanda de divisas (moeda estrangeira), o Banco Central interfere no
mercado cambial visando suavizar oscilações de curto prazo que julga bruscas ou excessivas. Assim, ele
confere uma maior previsibilidade ao mercado e um maior grau de confiança aos agentes econômicos
envolvidos.

b) Como são realizadas essas intervenções, ou seja, de que maneira a autoridade econômica consegue
influir na taxa de equilíbrio?
Quando o Banco Central julga necessário elevar a taxa cambial, como no caso da reportagem, ele
se compromete a vender ou comprar divisas a uma taxa acima do valor de equilíbrio. Por exemplo, caso a
intenção do BC fosse manter a taxa ao redor de R$ 3,00, evidentemente não haveria demanda
(importadores, turistas brasileiros no exterior...), pois poucos agentes econômicos aceitariam comprar

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dólares por um preço tão acima do valor de mercado. Com o BC comprometendo-se a comprar dólares
àquela taxa, ele automaticamente supriria essa escassez de demanda.
(Nota: Vale ressaltar que, na atual conjuntura econômica, o Banco Central não tem capacidade para
realizar uma operação dessa magnitude. Caso ele se propusesse a comprar dólares a esse preço, haveria
uma oferta tão grande que não existiriam reais suficientes para adquirir a quantidade oferecida de moeda
estrangeira. Uma saída não muito apreciada seria a emissão de mais moeda brasileira, o que,
provavelmente, provocaria um surto inflacionário.)

c) Represente graficamente os efeitos da intervenção governamental relatada na matéria, rotulando


corretamente os eixos e as retas do gráfico.
Taxa
de O
câmbio

R$ 2,18/US$
R$ 2,157/US$
D
2

D1

Divisas

Escassez de demanda
absorvida pelo BC

d) Durante a 1ª metade de 2006 o Banco Central tem adquirido mais moeda estrangeira do que vendido
(com exceção do final de maio, quando da fuga de dólares para os títulos do tesouro americano). O que acontece
com as reservas internacionais quando há tendências como essa?
Quando há compra de dólares por parte do Banco Central, ocorre um aumento das suas reservas
internacionais.

5. ANPEC [1995 – nº2] – com adaptações

Indique se as proposições abaixo são falsas ou verdadeiras:

A) Em regime de câmbio fixo, um aumento dos gastos dos turistas estrangeiros no Brasil levará a uma
redução do estoque de moeda estrangeira no Banco Central.
Falso. Num regime de câmbio fixo o Banco Central vende divisas (reduz suas reservas) quando há
excesso de demanda, e compra (aumenta suas reservas) quando há excesso de oferta. Um aumento nos
gastos dos turistas estrangeiros, tudo o mais constante, provoca um aumento na oferta de divisas e,
portanto, contribui para um aumento das reservas, tudo o mais constante.

B) Se há desemprego em uma economia com câmbio fixo, o Banco Central pode depreciar a taxa de
câmbio e assim melhorar a balança comercial e elevar a demanda agregada.
Verdadeiro. Considere a definição de produto pela ótica da despesa (Y = C + I + G + X – M).
Desvalorizar a moeda nacional aumenta as exportações e diminui as importações, fazendo, portanto,
aumentar a demanda agregada, o que reduz o desemprego.

6. Descreva o possível efeito da desvalorização do real em relação ao dólar sobre:


a) as exportações;
Uma desvalorização da moeda faz com que as exportações nacionais fiquem mais baratas em moeda
estrangeira. Com US$ 1,00 você comprava antes cerca de R$ 3,00 em produtos brasileiros; agora, com a
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mesma quantia em dólar você pode comprar um valor maior de bens, em reais. Com isso, haverá um
aumento das exportações nacionais. No caso de mercadorias cujos preços são fixados, no mercado
internacional, em dólar, a desvalorização induz os exportadores a dar descontos nos preços em dólar, já
que recebem agora mais reais por cada dólar.

b) as importações;
As importações ficarão mais caras para os residentes do País. Para comprar um determinado produto
de US$ 1,00 precisava-se de cerca de R$ 3,00; agora são necessários mais reais para comprar o mesmo
produto. Portanto, haverá uma redução das importações.

c) o nível de preços internos.


O aumento do preço dos produtos importados tenderá a elevar os índices de preços internos, numa
proporção que depende da ponderação daqueles produtos no cálculo desses índices. Além disso, a
diminuição das importações fará com que aumente a procura de bens nacionais substitutos dos
importados. Caso a produção nacional não possa ser aumentada rapidamente (oferta inelástica a curto
prazo), haverá pressão para aumento dos preços desses produtos, devido à maior demanda. Numa
situação em que haja capacidade ociosa nas unidades produtivas, no entanto, esse segundo efeito deve
ser pouco importante.

7. (Instituto Rio Branco, 2003)


Compare o processo de ajustes exigido para eliminar um déficit na Balança Comercial, (a) sob o regime de taxas
de câmbio fixas e (b) quando as taxas de câmbio são flutuantes.
Déficits na Balança Comercial significam importações (M) maiores que exportações (X), ou M–X>0.
Considerando que a Conta Capital tenha-se mantido estável, ou com saldo igual a zero, a taxa de câmbio,
sofrerá uma tendência à elevação, uma vez que a demanda por divisas por parte dos importadores supera
sua oferta por parte dos exportadores. Essa tendência depende do regime do câmbio para se materializar.
a) Sob um regime de câmbio fixo, a tendência à elevação da taxa de câmbio é detida pela
autoridade monetária, que ofertará as divisas demandadas pelo mercado de forma a conter a elevação da
taxa de câmbio, ou seja, a depreciação da moeda. Para tanto, a autoridade monetária deverá valer-se de
suas reservas internacionais, ocasionando uma baixa de seu estoque. Caso os déficits tornem-se
constantes, será necessário elevar a taxa de juros interna, admitindo-se que haja alta mobilidade de
capitais, de modo a atrair divisas na forma de capital externo. O aumento das taxas de juros é produzido
por uma política monetária contracionista que reduzirá ainda mais o nível de atividade interna (demanda,
renda e produto agregados). Com isso, espera-se que a demanda por importações seja contida e que o
equilíbrio da Balança Comercial seja restabelecido.
b) No que tange do regime de câmbio flutuante, a tendência à elevação da taxa de câmbio
materializa-se e a moeda é depreciada, sem que haja intervenção direta da autoridade monetária e não
provocando alterações no estoque de reservas internacionais. O ajuste, neste caso, é feito pelo próprio
mercado: a moeda nacional desvalorizada faz as exportações mais competitivas internacionalmente, ao
mesmo tempo em que torna as importações menos acessíveis. Cumpre salientar que o regime de câmbio
flexível também apresenta desvantagens, sobretudo no que se refere à potencial desvalorização constante
da moeda nacional, podendo provocar, entre outros efeitos, perda da credibilidade da moeda, aumento do
custo de importações preço-inelásticas e, como consequência, inflação.

TAXAS NOMINAIS E REAIS

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8. Considere o seguinte quadro informativo sobre o Brasil e os Estados Unidos.

Brasil Estados Unidos

IPC R$/US$ IPC US$/R$


Jan/98 100 1,1199 100 0,8929
Fev/98 100.45 1,1271 100.16 0,8873
Mar/98 101.13 1,1337 100.32 0,8821
Fonte: http://fgvdados.fgv.br

Com base nos valores acima, responda as questões que se seguem.


a) Qual a variação na taxa de câmbio nominal R$/US$ no período?
Basta fazer uma regra de três simples para cada caso. Se considerarmos a variação entre janeiro e
fevereiro, e entre fevereiro e março, veremos que a taxa de câmbio nominal aumentou 0,64 % em fevereiro
e 0,58 % em março (terceira coluna). Resolução:
Taxa Nominal Momento A -------- 100
Taxa Nominal Momento B ------- x , x = Taxa Nominal Momento B x 100
Taxa Nominal Momento A
A variação será dada por (X – 100).

b) Calcule as taxa de inflação nos dois países no período.


Para responder, é preciso analisar os índices de preço e fazer:
Índice Momento B – Índice Momento A = Taxa de Inflação do período
Índice Momento A
Assim, teremos inflação de 0,45 % em fevereiro e aproximadamente 0,68 % em março, no Brasil
(segunda coluna); e de 0,16 % em fevereiro e outra vez cerca de 0,16 % em março, nos EUA (quarta
coluna).

c) Qual a taxa de câmbio real R$/US$ em cada mês?


A taxa de câmbio real é a relação entre os valores reais das duas moedas (ou seja, excluindo-se o
efeito da inflação nos dois países). Se o Brasil exportasse só uma mercadoria X para os EUA, e importasse
uma só mercadoria Y de lá, a taxa de câmbio real equivaleria à quantidade de X trocada por unidade de Y,
em cada ano.
Para obter valores reais a partir de valores nominais, dividimos os últimos por um índice de preço
(como já vimos antes).
No caso da taxa de câmbio (tantos reais por dólar) , o numerador (reais) vai ser dividido pelo índice
de preço brasileiro, e o denominador (dólar) pelo índice de preço norte-americano. Ou seja, multiplica-se a
taxa de câmbio nominal pelo quociente: IPC-EUA / IPC-Brasil.

Taxa Câmbio Real = Taxa Câmbio Nominal x IPC-EUA__


IPC-Brasil

Se o real se desvalorizasse, em termos nominais, passando a taxa de câmbio de R$3,00 / US$1 para
R$4,00 / US$1 (por exemplo), interessa ao exportador brasileiro saber qual é o valor real dessa maior
quantidade de moeda brasileira que ele vai agora receber, por cada dólar (ou seja, quanto ele pode
comprar, agora, com sua receita de exportação) — para que ele possa determinar se, de fato, ficou mais
lucrativo exportar. Se, nesse exemplo, o índice de preços interno aumentou em 20%, e o índice de preços
nos EUA não se alterou, isso significa que a taxa de câmbio real será:

[(R$4,00 / 120) x 100] / US$1 = R#3,33 / US$ 1

Ou seja: de fato, ficou mais lucrativo exportar.


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Assim, no caso do nosso problema, a taxa de câmbio real vai ser R$ 1,1199 / US$ 1 em janeiro, R$
1,1239 / US$ 1 em fevereiro, e R$ 1,1246 / US$ 1 em março.

d) Com base nos cálculos anteriores, o real valorizou-se ou desvalorizou-se em relação ao dólar, no
trimestre? Justifique sua resposta.
O real desvalorizou-se em termos da taxa de câmbio real, pois ficou necessário dar mais reais para
obter um dólar (no caso de uma só mercadoria, ficou necessário dar mais X por cada unidade de Y).
Para verificar como são os cálculos, novamente a resolução é por meio de regras de três:

Taxa Real Momento A ----- 100


Taxa Real Momento B ----- y , y = Taxa Real Momento B
Taxa Real Momento A
A desvalorização real foi de aproximadamente 0,36% (resultado de 100,36) em fevereiro, e 0,06%
(resultado de 100,06) em março.

9. A taxa de câmbio exerce grande influência sobre a balança comercial. Isso pode ser atestado pela matéria
publicada no caderno Economia do Jornal do Brasil, por Viviane Monteiro, no dia 4 de julho de 2006:

Aumento de importações freia a balança comercial

“A balança comercial brasileira registrou no primeiro semestre deste ano superávit de US$ 19,541 bilhões, 0,57%
abaixo dos US$ 19,654 bilhões obtidos nos seis meses iniciais do ano passado (...) Um dos motivos é o ritmo das
importações. (...) A tendência é de que o ritmo das importações continue crescendo devido à depreciação do
dólar...”

a) De que maneira uma “depreciação do dólar” contribui para o aumento das importações?
Uma depreciação da moeda estrangeira significa que seu valor em reais é menor. Aquelas pessoas
que desejam importar mercadorias devem, primeiramente, adquirir moeda estrangeira no mercado
cambial, fazendo parte daqueles que demandam divisas. Com a moeda estrangeira mais barata, os
agentes econômicos conseguem, com uma mesma quantidade de reais, comprar uma maior quantidade
dessa moeda estrangeira e, portanto, uma maior quantidade de mercadorias produzidas no exterior.

b) A depreciação da taxa de câmbio nominal (aquela divulgada pelos veículos midiáticos) é suficiente para
incentivar os importadores a aumentar suas compras?
Não. O fato de uma importação ser vantajosa ou não depende muito mais da taxa de câmbio real,
que consiste na taxa de câmbio nominal expurgada dos efeitos da inflação, ou seja, levando em conta as
inflações doméstica (do País) e externa. No exemplo da matéria do Jornal do Brasil, as importações
poderiam não ser vantajosas, mesmo com a queda na taxa cambial, caso houvesse uma inflação no
exterior (e os preços no País permanecessem inalterados) tão grande que superasse as vantagens obtidas
com a depreciação.

10. (Instituto Rio Branco, 2006)


Como uma desvalorização cambial pode ajustar a balança comercial em um país onde a taxa de câmbio é
determinada pelo Banco Central (câmbio fixo)? Compare com o caso de um país que possui taxas de câmbio
flexíveis.
O mecanismo de ajuste da balança comercial é semelhante em ambos os regimes, mas provoca
consequências diversas. No câmbio fixo, a desvalorização encarece as importações, aumentando a
competitividade dos produtos domésticos e diminuindo a demanda por itens importados. Igualmente, a
desvalorização cambial torna o produto nacional mais competitivo no mercado externo, com consequente
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aumento da demanda externa. Na medida em que a oferta e a demanda por divisas são determinadas,
principalmente, pela compra e venda dos produtos da balança comercial, haverá maior entrada de divisas
mediante o incremento das exportações e menor saída de divisas, em face da diminuição da demanda por
importações.
Em país cujo câmbio é determinado pelo Banco Central (câmbio fixo), o aumento da oferta de
divisas repercutirá no aumento das reservas. A capacidade de acúmulo dessas reservas, no entanto,
dependerá do impacto das exportações sobre a renda desse país. Com base na identidade fundamental da
economia, tem-se que Y= C + I + G + X –M (renda é igual a consumo, mais investimentos, mais gastos do
governo, mais o resultado das transações correntes). O incremento muito alto das exportações, em país
cujo centro dinâmico da economia seja o mercado externo poderá aumentar a renda de forma tão intensa,
e com tamanho impacto sobre a demanda por importações, que o equilíbrio da balança comercial poderá
ser comprometido no futuro.
Já no regime de taxas de câmbio flutuantes, a tendência é o equilíbrio. Da mesma forma, a
desvalorização cambial provocará queda na demanda por importações e aumento na demanda por
exportações. Em um primeiro momento, portanto, verifica-se a criação de superávit comercial. A
manutenção da conta superavitária, contudo, encontra dificuldades.
Com o aumento das exportações, há maior oferta de divisas, o que não encontra paralelo por parte
da demanda por divisas, deprimida em face do aumento do preço dos produtos importados. Em se
tratando de regime de câmbio flexível, o excesso de divisas terá por consequência a apreciação da moeda
nacional em relação à estrangeira. Mediante tal valorização, os produtos domésticos perdem a vantagem
proporcionada pela desvalorização inicial e há aumento da demanda por produtos importados. Dessa
maneira, a balança comercial deixa de ser superavitária, alcançando o equilíbrio.

MACROECONOMIA DA ECONOMIA ABERTA

11. Considerando o caso simplificado em que existam só dois países e dois bens produzidos, mostre em que
sentido é vantajoso que cada país se especialize no bem em que tem vantagem comparativa (e importe o outro).
Considere o exemplo clássico de Portugal e Inglaterra (usado numa das primeiras exposições do
princípio das vantagens comparativas, por David Ricardo, no início do século XIX ).

Suponhamos que:
1 homem-hora produz: 15 unidades de vinho na Inglaterra e 10 unidades de vinho em Portugal;
24 unidades de tecido na Inglaterra e 12 unidades de tecido em Portugal.

Inglaterra Portugal
Vinho Vinho

15

10

24 Tecido 12 Tecido

O princípio de David Ricardo diz que os países têm que se especializar naquilo em que possuem
vantagem comparativa. Possui vantagem comparativa na produção de um bem aquele país que tiver
menor custo de oportunidade, que é medido pela quantidade de um bem que se deve abrir mão para
produzir outro bem. No exemplo, o custo de oportunidade da produção de 10 unidades de vinho em
Portugal é de 12 unidades de tecido (por conseguinte, o custo de oportunidade da produção de uma
unidade de vinho é de 1,2 unidade de tecido). Já o custo de oportunidade da produção de 15 unidades de
vinho na Inglaterra é de 24 unidades de tecido (consequentemente, o custo de produção de uma unidade
de vinho é de 1,6 unidade de tecido).
Deste modo, podemos medir os custos de oportunidade na produção de vinho:
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C.O. vinho ING => 1,6 tecido CO. tecido ING => 0,625 vinho
POR => 1,2 tecido POR => 0,83 vinho

Vemos que Portugal tem menor custo de oportunidade na produção de vinho e que a Inglaterra tem
menor custo de oportunidade na produção de tecido. Ou seja, a Inglaterra deveria se especializar em
tecido e Portugal em vinho. O benefício do comércio, para Ricardo, reside no fato de que os países
especializarão naquilo que produzem melhor, aumentando a eficiência na alocação de recursos e o
número de bens e serviços produzidos na economia.

12. (Instituto Rio Branco, 2006)


A teoria das vantagens comparativas afirma que um país deve se especializar na produção de bens que
apresentem o menor custo de oportunidade. Baseando-se nessa teoria, construa uma argumentação para mostrar
que a maioria dos consumidores da Europa e dos Estados Unidos ganharia com o fim das barreiras ao comércio
de bens agrícolas.
A teoria das vantagens comparativas, cuja formulação inicial devemos ao economista David
Ricardo, sustenta que os ganhos de comércio auferidos por cada país em suas negociações comerciais no
mercado internacional baseiam-se na eficiência alocativa promovida pela especialização de cada país na
produção de bens que apresentem vantagens comparativas em relação aos bens produzidos em outros
países. A noção de "vantagens comparativas" baseia-se na noção de "custo de oportunidade", que é o
valor relativo de um bem medido em termos de outro bem. Segundo a teoria ricardiana, mesmo que um
país disponha de vantagens absolutas (isto é, de maior produtividade com a mesma quantidade de
insumos) na produção de um bem, pode ser vantajoso para o país abrir mão da produção desse bem em
prol de outro bem cuja produção apresente menor custo de oportunidade.
Os custos de oportunidade de cada país variam em função da dotação de cada um dos fatores de
produção (terra, trabalho e capital). Como esses fatores encontram-se desigualmente distribuídos, cada
país apresenta diferentes custos de oportunidade. É essa diferença que enseja as diferentes vantagens
comparativas na produção de cada bem.
De acordo com este modelo, todos os países podem obter ganhos de comércio, mesmo um país
que não apresente vantagens absolutas na produção de qualquer bem, pois ainda assim será vantajoso
para este país concentrar-se na produção de determinados bens de que disponha de vantagens
comparativas.
A partir da teoria das vantagens comparativas, é possível argumentar que Europa e Estados
Unidos apresentam vantagens comparativas na produção de bens manufaturados, uma vez que estes
bens demandam uma série de fatores de produção (especialmente capital e mão-de-obra qualificada) que
são mais abundantes na Europa e nos Estados Unidos do que em outras regiões, especialmente nos
países em desenvolvimento. Assim, é vantajoso para europeus e norte-americanos concentrarem-se na
produção de bens manufaturados em detrimento da produção de bens agrícolas, que podem ser obtidos
por meio do comércio com países que apresentem menor custo de oportunidade na produção de bens
agrícolas. Para que tal vantagem seja auferida de fato, contudo, é necessário que as barreiras ao comércio
de bens agrícolas sejam extintas ou pelo menos reduzidas de forma significativa.
As barreiras tarifárias e não-tarifárias ao comércio de bens torna-os menos competitivos e portanto
reduzem ou eliminam a perspectiva de ganhos de comércio, desencorajando uma alocação eficiente dos
recursos disponíveis. Com a extinção ou redução significativa das barreiras ao comércio de bens
agrícolas, as economias dos países envolvidos nesse comércio se tornariam mais especializadas (cada
país se especializaria na produção de bens em que apresente vantagens comparativas) e portanto mais
eficientes, e todos lucrariam com o aumento global da renda auferida decorrente do aumento da eficiência
econômica. Os consumidores da Europa e dos Estados Unidos teriam portanto muito a ganhar, pois
teriam mais renda global para consumir, inclusive bens agrícolas de outros países, que estariam
disponíveis para consumo a preços mais baixos que os similares nacionais. Ganha-se, portanto, duas
vezes: uma com o aumento global da renda, outra com a diminuição de preços.

13. PROVÃO [2002 – nº25]


Em 1817, David Ricardo publicou seu livro Princípios de Economia Política e Tributação, onde apresenta a
teoria das vantagens comparativas. De acordo com ela, o comércio internacional pode ser benéfico para dois
países, mesmo quando um deles é mais eficiente na produção de todos os bens. Para isso, basta que cada país
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se especialize e exporte os bens para os quais possua vantagem comparativa.
Suponha, de acordo com a teoria clássica do comércio internacional, dois países (A e B) que produzem
dois produtos (X e Y), usando apenas um fator de produção (trabalho). As produtividades médias do trabalho
(constantes na produção de ambos os bens e em ambos os países) são apresentadas na tabela abaixo.

Países
Produtos A B
X 2 1
Y 3 2

Nesse contexto, é correto afirmar que o país A deverá


A) exportar o bem X e importar o bem Y.
B) exportar o bem Y e importar o bem X.
C) exportar tanto o bem X como o bem Y.
D) importar tanto o bem X como o bem Y.
E) não comerciar com o país B.

Letra “A”. De acordo com a teoria clássica do comércio internacional as relações de troca entre os
países são estabelecidas com base no princípio da vantagem comparativa. Ao contrário do conceito de
vantagem absoluta, na qual um país terá vantagem quando possuir maior produtividade, a vantagem
relativa ou comparativa existirá para aquela nação que detiver o menor custo de oportunidade para a
produção. Observamos que, para o caso acima, o país A tem custo de oportunidade de 3/2 Y para produzir
um X e de 2/3 X para um Y; o país B, por outro lado, tem custo de oportunidade de 2 Y para produzir um X
e de 1/2 X para um Y. Portanto, se A tem vantagem comparativa na produção de X e B na de Y, O país A
deverá exportar o bem X e importar o bem Y.

14. Ao longo da última década, nota-se uma tendência internacional no sentido da generalização de práticas de
livre comércio (como no Brasil, a partir de 1990), dentro do que se convencionou chamar de processo de
globalização. Persistem, por outro lado, formas de protecionismo, mesmo entre países mais industrializados.
Que tipos de instrumentos protecionistas você conhece? Cite exemplos, mostrando como são aplicados.

Podemos citar como forma de protecionismo o subsídio concedido a certas atividades produtivas por
alguns governos, a fim de diminuir os custos de produção e tornar o produto mais barato, favorecendo
sua exportação e dificultando a importação de produção concorrente, que na ausência desses subsídios
seria competitiva (ex.: subsídios à produção agrícola nos Estados Unidos e em países da União Européia);
barreiras fitossanitárias que impedem a importação de determinados produtos agrícolas e seus derivados,
sob o pretexto de impedir a contaminação da produção local ou proteger a saúde dos consumidores (a
carne brasileira não é aceita na Europa, em certos períodos, devido a temores quanto à febre aftosa,
embora a ocorrência dessa doença no Brasil seja restrita a áreas limitadas); tarifas preferenciais a
determinados países, como ex-colônias; “selo ecológico”, que impede a importação de produtos extraídos
ou fabricados sob condições supostamente agressivas ao meio ambiente; regras trabalhistas, que
impedem importação de produtos em cuja produção foi utilizada mão-de-obra em desacordo com
determinadas normas vigentes no país importador; acusações de prática do dumping, que consiste em
vender produtos a preços inferiores aos custos, com a finalidade de eliminar concorrentes e/ou ganhar
maiores fatias de mercado (por ex.: os Estados Unidos costumam estabelecer, unilateralmente, tarifas
para compensar supostas ocorrências de dumping em paises exportadores); etc. Em todos os casos, são
barreiras que têm, em princípio, motivação legítima, mas que são às vezes usadas apenas como pretexto
para o protecionismo à produção local.

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15. Belíndia e Atlântida são economias exatamente iguais, exceto pelo fato de que em Atlântida as exportações
totais e as importações totais são duas vezes maiores do que em Belíndia como proporção do PIB. Em qual
desses países uma desvalorização cambial seria mais eficaz para aumentar a demanda agregada? Por quê?
A desvalorização afeta diretamente a Balança Comercial, estimulando exportações e desestimulando
importações; assim, vai ter efeito positivo sobre a demanda agregada e o produto (no caso em que o
produto efetivo é menor do que o produto potencial). Esse efeito vai ser maior na economia onde
exportações e importações tenham maior participação no PIB, ou seja, em Atlântida, pois aí as
consequências da desvalorização vão ser proporcionalmente mais fortes, no que toca ao estímulo à
produção local.

16. "Contabilmente, o investimento líquido proveniente do exterior será sempre igual às importações
líquidas". Diga se concorda com a afirmativa, justificando.
A expressão Investimento Externo Líquido se refere à aquisição de ativos estrangeiros por
residentes internos menos a aquisição de ativos internos por residentes no estrangeiro. Deve-se lembrar,
ademais, que tais investimentos podem assumir a forma de investimentos externos diretos ou de portfolio
(de carteira). Exportações Líquidas, por outro lado, representam as despesas de estrangeiros em bens
produzidos internamente (exportações) menos despesas dos residentes internos em bens produzidos no
exterior (importações).
Dessa forma, as exportações líquidas (EL) e os investimentos externos líquidos (IEL) medem, cada
um, um tipo de desequilíbrio entre as exportações e importações de um país. Um fato importante da
contabilidade explica que esses dois desequilíbrios devem se compensar, isto é, EL=IEL. “Essa igualdade
se mantém porque cada transação que afeta um de seus lados deve afetar o outro lado em mesmo
montante. (...) Isso decorre do fato de que toda transação internacional é uma troca. Quando um vendedor
de um país transfere um bem ou serviço a um comprador de outro país, este comprador lhe entrega algum
ativo para pagar pelo bem ou serviço. O valor deste ativo iguala o valor do bem ou serviço vendido”
(Mankiw, cap. 29). Ao contabilizar tudo, o valor líquido dos bens e serviços vendidos por um país (EL) deve
ser igual ao valor líquido dos ativos adquiridos (IEL). O fluxo internacional de bens e serviços e o fluxo
internacional de capitais são, assim, dois lados de uma mesma moeda.
Uma importante aplicação se faz presente: quando as importações superam as exportações, ou
seja, quando M>X, incorre-se em um déficit comercial; este, por outro lado, nem sempre é mal para um
país. O déficit é uma medida do IEL, pois representa, de certa forma, um investimento do exterior no país.
Ao contrário, um superávit representaria um investimento nacional no exterior. Assim, os Investimentos
Líquidos do Exterior no país (ILEP) seriam o oposto do IEL e, por conseguinte, das EL.
ILEP = – IEL = – EL
Além disso, partindo da identidade do produto, é possível obter outra aplicação:
Y=C+G+I+(X–M)
Y–C–G–X+M=I
Levando em consideração os tributos, mas sem alterar a identidade, teremos:
(Y–C–T)+(T–G)+(M–X)=I
Poupança Privada + Poupança Pública + Poupança Externa = Investimento
Vendo que a poupança externa, definida pela diferença entre importações e exportações, só é
positiva se houver déficit comercial ( como prova ILEP = – EL ), pode-se concluir que ela pode contribuir
para elevar o nível geral de investimentos.

17. As transações internacionais são tema recorrente nos jornais de todo o País. Discuta, no contexto do trecho
abaixo, publicado no Jornal do Brasil, as questões a seguir:

Mercado reduz projeção de inflação

“De acordo com o relatório, o País receberá neste ano US$ 15,45 bilhões em investimento estrangeiro direto
(IED), volume US$ 100 milhões maior do que o apostado na semana passada.”

(NOGUEIRA, Fernando. Caderno Economia, 4 de julho de 2006)

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a) O que a matéria publicada chama de “investimento estrangeiro direto” consiste no investimento
líquido do exterior no País (ILEP)? Por quê?
Não. O IED, sendo investimento estrangeiro, faz parte do ILEP, que é o resultado de todos os
investimentos feitos por estrangeiros no aís menos os investimentos feitos por residentes brasileiros no
exterior. Entretanto, o ILEP engloba ainda outros tipos de investimentos, como os investimentos indiretos,
também chamados de investimentos em carteira (ou ainda, investimentos de portfolio), os derivativos e
empréstimos junto ao sistema financeiro internacional ou ao Fundo Monetário Internacional. A diferença
entre investimentos diretos e indiretos reside no fato de os primeiros serem investimentos feitos
diretamente na produção do País, como uma empresa multinacional que se instala em território nacional.
Já os investimentos indiretos são feitos por meio de capital financeiro aplicado no país em questão, como
a compra de títulos do governo ou de ações negociadas em bolsas de valores.

b) Explique a igualdade ILEP=-EL (exportações líquidas).


Ela diz que uma entrada de moeda internacional oriunda de um saldo positivo das exportações
liquidas representará uma saída de investimentos de mesmo montante, ou seja, um mesmo valor (porém
negativo) do investimento liquido do exterior no país. Para entender este mecanismo, basta pensar da
seguinte maneira: quando um país exporta mais do que importa, ele, além de utilizar parte dessa quantia
na forma de investimentos no exterior, retém moeda estrangeira consigo. Conforme visto na unidade 4, a
moeda não é um ativo? Então, seja aumentando as reservas internacionais, seja aumentando os
investimentos no exterior, o país está adquirindo ativos estrangeiros. Adquirir um ativo é a mesma coisa
que investir. Portanto, e por definição, ter um superávit na balança comercial (exportações menos
importações) significa ter um déficit com relação ao investimento liquido do exterior do país (que inclui, no
caso, a variação das reservas). O país está investindo mais no exterior, exportando, do que o exterior
investe no país. Entretanto, adquirir moeda estrangeira é um tipo de investimento cuja rentabilidade é
zero. Por isso, manter reservas internacionais em moeda estrangeira não é um “bom negócio”, e a maioria
dos paises o faz somente para prevenir-se de eventuais desequilíbrios.

18. PROVÃO [1999 – nº28]

O valor da poupança externa é dado pelo:


A) valor dos investimentos estrangeiros diretos.
B) valor dos empréstimos obtidos no exterior.
C) valor das entradas de recursos de instituições multilaterais.
D) déficit de transações correntes.
E) saldo do Balanço de Pagamentos “acima da linha”.

Letra “D”. Veja a resposta às pergunta anteriores. Notar que esta é uma questão que, geralmente,
causa confusão, em função da definição macroeconômica de poupança externa. A rigor, o déficit em conta
corrente de um país é equivalente macroeconomicamente à sua poupança externa, isto é, se um país tem
saldo negativo entre suas exportações e importações de bens e serviços, isto significa que ele está
absorvendo poupança externa para financiar este déficit.

PARIDADE DO PODER DE COMPRA

19. Explique a teoria da paridade do poder de compra, mencionando:


(a) a lei do preço único e o processo de arbitragem;
(b) as implicações da teoria quanto à fixação da taxa de câmbio nominal.

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a) As taxas de câmbio variam consideravelmente ao longo do tempo. A teoria mais simples para
explicar essas variações nas taxas de câmbio é a Teoria da Paridade de Poder de Compra. Tal teoria afirma
que uma unidade de qualquer moeda dada tem que poder comprar a mesma quantidade de bens em todos
os países. É neste ponto que esta teoria se assenta num princípio chamado de lei do preço único: um bem
deve ser vendido pelo mesmo preço em todas as localidades. Caso isso não ocorresse, haveria
oportunidades de lucro não exploradas. O processo de tirar vantagem das diferenças de preço em
diferentes mercados é chamado arbitragem. Suponha, por exemplo, se um dólar puder comprar mais café
no Brasil do que nos EUA, os vendedores internacionais poderiam lucrar comprando café no Brasil e
vendendo-os nos EUA. Esta exportação de café do Brasil para os EUA elevaria os preços do produto no
Brasil e os reduziria nos EUA. Esta lógica nos leva à teoria da paridade de poder de compra, segundo a
qual uma moeda tem que ter o mesmo poder aquisitivo em todos os países.

b) Como implicações, temos que a taxa de câmbio nominal entre as moedas de dois países deve
refletir os níveis de preços destes dois países. Consequentemente, os países com taxa de inflação
relativamente elevada verão sua moeda se depreciar e os países com taxa de inflação relativamente
reduzida deverão ver sua moeda se apreciar.

20. (Instituto Rio Branco, 2003)


A teoria da paridade do poder de compra afirma que, no longo prazo, diferenças de preços entre países, para os
mesmos produtos, não são sustentáveis em razão da possibilidade de arbitragem. Explique o funcionamento
desse processo de arbitragem e analise suas implicações para a determinação da taxa de câmbio de longo prazo.
Discuta, também, os pressupostos e limites dessa teoria.
A paridade do poder de compra (PPP) pondera o nível de determinada economia com relação ao
poder de compra da moeda nacional. Ela é muito utilizada para comparações entre salários, preços e
mesmo o PIB de diferentes países. Por exemplo, pode-se afirmar que o PIB e os salários de países como o
Brasil e a China são proporcionalmente maiores quando comparados aos EUA ou ao Japão em termos da
paridade do poder de compra. Um operário brasileiro que ganhe cerca de US$ 200,00 por mês teria, de
acordo com o indicador, incremento substantivo proporcionalmente ao seu colega norte-americano que
perceba US$ 1000,00, já que o custo de vida no Brasil, em dólar, é bem menor. São eliminadas, portanto,
distorções entre preços relativos.
A elaboração de uma teoria da paridade do poder de compra criou a argumentação de que
diferenças de preços entre países, para os mesmos produtos, no longo prazo, não seriam sustentáveis.
Isso decorre das possibilidades de arbitragem: a compra de determinado produto em determinada
economia para revenda em outro país que tenha preços (ajustados pela PPP) maiores. Conforme esse
processo se desenvolva, necessariamente haveria convergência entre os preços (ajustados pela PPP) de
produtos homogêneos em diferentes países. No caso, ajuste na taxa de câmbio de longo prazo refletiriam
exclusivamente o diferencial de inflação entre os países, desconsiderando a produtividade no cálculo.
Os pressupostos para a validade da teoria são variados, muitos deles interdependentes:
concorrência perfeita; bens homogêneos; sem barreiras de entrada ou saída; informação perfeita;
mobilidade dos fatores de produção (capital, trabalho); tecnologia padrão disponível; flexibilidade dos
salários; sem rendimentos de escala; não existência de gargalos de oferta. Os limites da teoria são,
evidentemente, relacionados ao fato de que tais pressupostos, em graus variados, não se verificam no
mundo real. Deve-se ressaltar, no entanto, que a teoria tem grande utilidade para a compreensão de
estruturas do comércio internacional e, como exposto anteriormente, para a comparação entre países.

TEORIA MACROECONÔMICA DA ECONOMIA ABERTA


21. Explique porque, no longo prazo, políticas protecionistas, que incluem a fixação de tarifas elevadas e quotas à
importação, não contribuem para reduzir o déficit comercial.

No curto prazo, a fixação de quotas ou tarifas realmente pode contribuir para a redução de um
déficit na balança comercial, pois desestimularia as importações. Entretanto, uma importante implicação
do regime de taxas flexíveis é que os desequilíbrios tendem a se auto-corrigir. Para entender esse
mecanismo, basta ter em mente que os importadores precisam, a princípio, comprar divisas (moeda
estrangeira) no mercado cambial para poderem adquirir os produtos importados. Com as restrições à
importação, cairia a demanda por divisas, o que levaria a apreciação da moeda nacional (o dólar, por
exemplo, ficaria mais barato). O barateamento da moeda estrangeira, num horizonte temporal maior,
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incentivaria novamente as importações, restabelecendo o nível anterior da Balança Comercial.
É interessante observar também que esse tipo de política não provoca nenhuma alteração no nível
do Investimento Líquido do Exterior no País e, tampouco, no mercado de fundos emprestáveis:
2. O nível do Investimento Líquido do Exterior
Mercado de fundos emprestáveis no País permanec eria inalterado.
Taxa de Taxa de
juros O juros
ILEP

Taxa 1

3. A taxa de juros real e o volume de Fundos ILEP


empréstimos concedidos também
permanec eria inalterado.

Taxa de
câmbio
Mercado
cambial
1. A fixação de quotas à importação
diminuiria as importaç ões e, portanto, a Taxa 1
demanda por moeda estrangeira, reduzindo
a taxa cambial e o déficit na balança Taxa 2
comercial do país. Entretanto, no longo
prazo esse desequilíbrio tenderia a se D
restabelecer.
Divisas

22. “Programas bem sucedidos de ajuste fiscal, ao reduzir o déficit público contribuem para aumentar as
exportações líquidas do país, diminuindo, assim, o déficit da Balança Comercial.” Avalie.

Trata-se do problema dos déficits gêmeos. Uma redução do déficit governamental eleva a
poupança doméstica. Esse aumento dos recursos disponíveis reduz as taxas de juros e diminui a entrada
de capitais no país, já que, ceteris paribus, o diferencial de juros ficou menor. A redução da oferta de
dólares conduz à elevação da taxa de câmbio e a consequente depreciação da moeda nacional. Essa
depreciação reduz as importações e aumenta a competitividade de nossas exportações reduzindo, assim,
o déficit comercial. Basta ver o gráfico abaixo:

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2. Um a taxa de juros real m enor desestimula
Mercado de fundos emprestáveis o Investimento Líquido do Exterior no País.
Taxa de Taxa de
juros O O juros
ILEP
1 2

Taxa 1
Taxa 2

1. Um a redução do déficit públic o (T - G) Fundos ILEP


aumenta a poupança total, que desloca a
oferta de fundos emprestáveis (poupança)
para a direita, diminuindo a taxa de juros
real.

Taxa de
câmbio
ILEP Mercado
cambial
Taxa 2
Taxa 1
3. Um a redução no ILEP diminui a oferta de
moeda estrangeira no mercado cambial, o
que contribui para um aumento da taxa de D
câmbio, fac ilitando as exportações,
diminuindo o déficit na balança comercial.
Divisas

23. Durante a crise asiática, em 1997, o governo brasileiro aumentou fortemente as taxas de juros tendo sido, por
isso, duramente criticado por alguns setores da sociedade que alegavam o conhecido efeito recessivo dessas
medidas. Com base nos conhecimentos adquiridos no curso explique algumas das possíveis razões que teriam
levado o governo a adotar essa política.

Uma possível razão foi o fato de o governo precisar atrair capitais (com o aumento do diferencial
entre a taxa de juros doméstica e internacional), aumentar a oferta de dólares, para uma dada demanda, e
assim reduzir a pressão sobre a taxa de câmbio, para evitar a forte depreciação da moeda brasileira, a
exemplo do que estava ocorrendo nos países asiáticos. Veja o gráfico.

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1. Um aumento nas taxas de juros nominais
Mercado de fundos emprestáveis atraem capitais do exterior, aumentando o
Taxa de Investimento Líquido do Exterior no País.
Taxa de
juros O O juros
ILEP1
1 2

ILEP2

Taxa 1
Taxa 2

2. Esse fluxo de capitais oriundos do exterior Fundos ILEP


contribui para aumentar a poupança
externa, deslocando a oferta para a direita,
diminuindo a taxa de juros real.

Taxa de
câmbio
Mercado
cambial
ILEP
Taxa 1
Taxa 2
3. Ao mesmo tempo, o ILEP provoca um
fluxo de moeda estrangeira para o mercado
cambial, contribuindo para um aumento da D
oferta e, portanto, uma diminuição da taxa
de câmbio, o que facilita as importações e
Divisas
diminui as exportações.

QUESTÕES MAIS DIFÍCEIS


24. PROVÃO [2003 – nº25] – com adaptações

Na década de 90, o Brasil e a Argentina adotaram estratégias de combate à inflação que tinham como um
[de seus] ingredientes a estabilização da taxa de câmbio. Ao redor do final da década, ambos os países foram
forçados a abandonar esse regime cambial. Sobre as diferentes políticas cambiais, é correto afirmar que:

A) com a taxa de câmbio fixa, e na ausência de políticas de esterilização no mercado aberto, os movimentos de
reservas internacionais não alteram a base monetária.
B) a livre flutuação implica comprometimento das reservas internacionais oficiais com as transações internacionais
do setor privado.
C) no regime de bandas cambiais, as reservas internacionais oficiais podem vir a ser utilizadas nos pagamentos
internacionais do setor privado.
D) regimes de câmbio livremente flexível são mais propensos a ataques especulativos contra as reservas oficiais.

Letra “C”. Em um regime de bandas cambiais o governo pode atuar de forma a evitar que grandes
choques no câmbio alterem substancialmente o patamar dos preços e da produção econômica e, para tal,
faz uso das reservas internacionais. O erro das letras B e D está em afirmar que num regime de câmbio
flexível há maior vulnerabilidade das reservas oficiais com a flutuação do câmbio. Já na letra A incorre-se
em erro ao afirmar que a variação das reservas não altera a base monetária (ou seja, a soma do total de
dinheiro em poder do público, da caixa dos bancos comerciais e dos depósitos destes no Banco Central).
Se há aumento de reservas, a compra de moeda estrangeira pelo Banco central excede as vendas e,
portanto haverá um aumento na base monetária (e o inverso quando houver redução nas reservas).
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25. INSTITUTO RIO BRANCO [2003 – nº29]

Em um mundo globalizado, o estudo da teoria do comércio internacional é imprescindível à compreensão


dos fenômenos econômicos. A esse respeito, julgue os itens que se seguem.

A) Se o investimento doméstico excede a poupança doméstica, então, o investimento líquido [do exterior no
país] é positivo e a economia apresenta um excedente na balança comercial.
Errado. A primeira parte da assertiva está certa. O erro reside na segunda conclusão. Apesar de o
investimento líquido do exterior no país ser realmente positivo, isso significa que o saldo da balança
comercial é negativo pois, conforme visto na questão 13, essa entrada de capitais (ILEP) terá um montante
igual ao valor dos gastos das importações líquidas (- EL).

B) De acordo com a hipótese da paridade do poder de compra, a longo prazo, a taxa de câmbio [nominal]
entre duas moedas nacionais quaisquer deve refletir o diferencial de inflação existente entre essas duas
economias.
Certo. A hipótese da Teoria da Paridade do Poder de Compra é que a taxa de câmbio real seja
constante, sendo a taxa de câmbio real igual a Taxa Nominal x (Preços Externos / Preços Internos ).
Segue-se que, para manter fixa a taxa real, a taxa nominal deverá refletir o diferencial de preços entre os
dois países.

C) Em uma economia globalizada, taxas de juros elevadas em um país, ceteris paribus, atrairão mais capital
estrangeiro, provocando a apreciação da moeda nacional e a expansão das exportações e do PIB.
Errado. A atração de capital estrangeiro aumenta a oferta de dólares, o que realmente provoca a
apreciação da moeda nacional. Entretanto, tal apreciação leva a uma contração, e não expansão, das
exportações e do PIB.

D) Em um regime de taxas de câmbio flexíveis, a imposição de restrições ao comércio internacional, tais


como quotas às importações ou tarifas, não afeta a [balança comercial, a longo prazo], porque a
apreciação da moeda nacional aumenta as importações, compensando o aumento inicial das exportações
líquidas.
Certo. Com as restrições ao comércio as importações, inicialmente, sofrerão uma queda; por
conseguinte, e devido ao menor envio de moeda estrangeira para o exterior, a moeda se aprecia e eleva a
competitividade dos bens e serviços importados no mercado nacional, compensando o aumento inicial
das exportações líquidas.

26. (Instituto Rio Branco, 2003) Explique como o financiamento da guerra no Iraque, mediante o aumento
substancial do déficit público americano, pode reduzir o investimento em outros países.
Para demonstrarmos a validade da assertiva, devemos partir da identidade macroeconômica
fundamental: DA=RA.
A demanda agregada (DA) é composta por gastos em consumo (C), investimentos (I), gastos do
governo (G) e exportações (X). A renda agregada (RA) é a soma dos gastos em consumo, da poupança
privada (Sp), dos gastos com impostos (T) e das importações (M). Igualando as duas equações, temos
que:
(G-T) = (Sp – I) + (M – X)
1 2 3
O déficit público americano (1) deve ser financiado por aumento proporcional da poupança privada
ou do déficit externo (3, que é a poupança externa). O aumento da poupança externa para financiar
incremento do déficit público americano significa que países outros estão transferindo poupança para
sustentar o esforço de guerra dos EUA. A questão está correta em ressaltar que o déficit pode ser
financiado por poupança externa, já que um incremento na poupança privada seria outra opção.

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Do ponto de vista dos outros países, temos que, partindo da igualdade DA=RA, o investimento
pode ser traduzido na seguinte fórmula:
I = Sp + (T - G) + (M - X)
Sg Se
Ora, se a poupança externa desses países diminui (pois estão financiando o esforço de guerra dos
EUA), haverá redução no nível de investimento, caso não haja compensação pela poupança do governo ou
privada.

27. (Instituto Rio Branco, 2005)


“Trabalhadores de indústrias protegidas por altas tarifas argumentam, frequentemente, que o livre comércio reduz
tanto o emprego como a renda do trabalho.” Avalie.
Segundo o modelo clássico, defensor do livre comércio, os trabalhadores das indústrias
protegidas, ainda que corretos sob o ponto de vista da economia autárquica ou protegida, não estão
observando o aumento do nível de bem estar da economia como um todo.
Para os economistas clássicos, o livre comércio absoluto (com total isenção de tarifas
alfandegárias) seria a melhor forma de comércio internacional, porque seria a expressão completa do
modelo das vantagens comparativas.
Dessa maneira, um país que, possuindo empresas relativamente mais ineficientes que suas
correspondentes no restante do mundo, em uma economia autárquica praticaria preços que garantiriam a
produtividade (quantidade ofertada) em equilíbrio com a quantidade demandada a um determinado nível
de preços. Para uma economia com tarifas protecionistas, ainda que o restante do mundo possa oferecer
os mesmos produtos (ou substitutos) a preços mais baixos, as tarifas alfandegárias elevam os preços dos
referidos produtos importados no mercado interno, garantindo a proteção às empresas nacionais (cujos
produtos permanecem competitivos e não sofrem concorrência real).
No entanto, no livre comércio, os produtos importados adentram o país livres de tarifas. Como as
empresas nacionais, em nossa hipótese, são mais ineficientes, os preços que praticam são mais altos, o
que torna os importados (a preço mais baixo porque mais eficientemente produzidos) mais competitivos.
Isso força os produtores nacionais a reduzirem seus preços, o que, por conseguinte, reduz sua margem de
lucros e sua capacidade produtiva.
Os produtores perdem, portanto, duas vezes: são forçados a produzir menos e o que efetivamente
ainda conseguem produzir custa menos do que antes. Isso resulta na redução do emprego (devido a
demissões oriundas da contração da produção) e na redução da renda do trabalho (com cortes salariais
devido à queda nos rendimentos das vendas).
Por outro lado, os consumidores ganham duplamente com a abertura econômica. A
competitividade leva a queda nos preços, o que permite ao consumidor comprar a mesma quantidade de
antes a preços mais baixos. Além disso, ele agora também pode consumir mais do que antes, já que os
baixos preços estimulam o consumo. Assim, o aumento do bem-estar do consumidor (segundo o modelo
clássico) supera, em muito, a queda no bem-estar dos produtores e resulta em efetivo ganho de bem-estar
para a economia como um todo.

28. (Instituto Rio Branco, 2004)


Na fase atual de globalização do espaço econômico, o estudo da economia internacional é crucial para a inserção
adequada no cenário mundial. Considerando as noções básicas da teoria econômica internacional, julgue os itens
a seguir.

(E) No modelo ricardiano das vantagens comparativas, o papel desempenhado pelas economias de escala na
produção é fundamental para o entendimento das razões do comércio entre países.

(C) Em presença de um sistema de taxas de câmbio fixas, a solução de crises no balanço de pagamentos exige
ajustamentos consideráveis nas políticas econômicas domésticas.

(E) Em economias pequenas, cuja taxa de câmbio é flutuante, as políticas fiscais são particularmente eficazes,
porque a expansão das despesas públicas, ao reduzir a taxa de câmbio, contrai as importações e aumenta a
produção doméstica.

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