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NÃO SOU SALVO POR OBRAS
Uma análise bíblica sobre as diferenças entre o “evangelho do reino” e o “evangelho da graça”
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9)

INTRODUÇÃO O objetivo deste estudo é fazer uma análise bíblica sobre as diferenças entre o “evangelho do reino” (a salvação através da fé mais as obras da Lei) e o “evangelho da graça” (a salvação pela graça, mediante a fé somente). PLANO DE SALVAÇÃO Embora seja muito importante saber que Deus tem dois povos distintos: Israel e a Igreja, isto não implica que haja dois modos de salvação. A Bíblia claramente diz que Jesus Cristo, em Sua obra redentora, é o Único Caminho, uma vez que judeus e gentios são descendentes do mesmo homem caído – Adão (Rm 3:23).
“Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar... E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1Co 10:1, 4).

A SALVAÇÃO SEMPRE FOI PELA FÉ Primeiramente, é importante observarmos que as pessoas do A.T. não foram salvas à parte do evangelho (Jo 8:56; Gl 3:8; 1Co 10:1, 4; Hb 11:26), como lemos: “Ora, tendo a
Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão” (Gl 3:8). [grifo meu] A salvação sempre foi PELA FÉ, tanto no A.T., quanto no N.T.: “... visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão” (Rm 3:30). [grifos

meus]. Porém, no A.T. a salvação era pela fé + obras e, no N.T., é SOMENTE pela fé. [Vide também: Rm 4:3-20; Hb 11:4-5, 7-9, 11, 17, 20-31, 33; etc.]. A questão principal é que há dois evangelhos: o “evangelho do reino” e o “evangelho da graça”. Porém, antes de examiná-los, vamos ver sobre as duas divisões básicas da Bíblia. QUAIS SÃO AS DUAS DIVISÕES BÁSICAS DA BÍBLIA? A maioria, sem dúvida, responderá que se trata do Antigo e do Novo Testamentos, com um intervalo de 400 anos entre os mesmos, conhecido como “período intertestamentário” (quando Deus não levantou nenhum profeta para anunciar: “Assim diz o Senhor”). Porém, o Dr. C. I. Scofield, editor da Bíblia de Referência Scofield escreveu o seguinte em seu livreto: ‘Dividindo a Palavra da Verdade’: "A Palavra da Verdade... tem divisões certas, e deve ser evidente que não se pode ser um 'obreiro que não tem de que se envergonhar' (II Tm 2:15) sem observá-las; então,

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qualquer estudo da Palavra que ignora estas divisões será em larga escala, sem proveito algum e confuso”. [1] Portanto, “procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. (2Tm 2:15) Ao compararmos o Evangelho segundo Mateus com o livro de Efésios vamos notar a diferença óbvia entre o propósito profético de Deus (Seus planos com Israel, em Mateus) e o propósito secreto de Deus (Seus planos com a igreja, “mistério”, em Efésios). Vejamos, por exemplo, algo que deveria nos chamar a atenção: O Livro do Gênesis está antes do Antigo Testamento, “antiga aliança” (que se iniciou com Moisés) e a maior parte dos Evangelhos ainda está no Antigo Testamento, sob a “antiga aliança”. Então, quais são as duas divisões básicas da Bíblia são?  PROFECIA (Israel) “Diz respeito ao estabelecimento do Reino de Cristo na Terra (2Sm 7:16-17; Is 65:19-25; Jr 23:5; Dn 2:44; Mt 6:10; Mt 19:27-29; 1Pe 1:10-11), e o propósito de Deus para Israel e as nações DA TERRA. A proclamação deste propósito profético foi dado especialmente aos Doze Apóstolos (Mt 10:5-7; At 1:6-8, 3:19-26. Veja também Mt 28:1820; Mc 16:15-18; Lc 24:46-49; Jo 20:21-23)”. [2]  MISTÉRIO (Igreja) “Em contraste com isto, temos as Escrituras que dizem respeito ao povo do Senhor desta época. Nestas, lemos sobre o MISTÉRIO, o propósito secreto de Deus para a Igreja, o Corpo de Cristo, NOS CÉUS. Este propósito foi primeiro revelado ao Apóstolo Paulo (Gl 1:11-12; Ef 3:1-9; Cl 1:25-27)”. Com estas idéias em mente, vamos analisar os dois tipos de evangelho: “do reino” e “da graça”. EVANGELHO DO REINO Nos tempos do Antigo Testamento, a salvação era obtida mediante a fé + obras da Lei (Êx 20:20; Dt 6:1-2, 17; o Livro de Levítico; etc.), com o cumprimento da Lei, que incluía os 613 mandamentos ou mitzvot, que é o nome dado ao conjunto de todos os mandamentos que, de acordo com o Judaísmo, constam na Torá. [3] Este é o “evangelho do reino” (Mt 3:1-2, 4:23, 9:35, 10:5-7; Mc 1:14; Lc 4:43, 8:1). Tanto João Batista, quanto Jesus Cristo, pregaram o “evangelho do reino”, cuja mensagem era: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt 3:2, 4:17; etc.). Este “reino dos céus” que estava sendo pregado era o anúncio do milênio (Ap 20:4), os mil anos em que Jesus Cristo reinará, finalmente, nesta Terra. O “reino dos céus” foi primeiramente prometido a Davi (2Sm 7:16), anunciado como próximo por João Batista (Mt 3:2), por Cristo (Mt 4:17) e pelos Doze Apóstolos (Mt 10:7) e oferecido para aceitação de Israel, por Pedro, no dia de Pentecoste (At 3:17-21). Lemos, nos evangelhos, que Jesus Cristo percorria “... toda a Galiléia, ensinando nas
suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mt 4:23). [grifos meus]

Jesus Cristo anunciava o “reino de Deus” em parábolas, mas explicava aos discípulos o significado delas: “E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino

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de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas” (Mc 4:11).

[Nota: por isto tem muito crente confundindo as parábolas até hoje e, conseqüentemente, confundindo a igreja com Israel...] É importante observarmos que, durante o período que se encontra narrado nos quatro evangelhos (tempo em que Jesus Cristo estava na Terra), os judeus estavam vivendo sob o “evangelho do reino”, pois Jesus Cristo ainda não havia cumprido toda a Lei (não estava tudo consumado ainda), e a igreja ainda estava sendo edificada (Mt 16:18), sendo um “mistério” (Rm 16:25; Ef 3:1-12; 5:32; Cl 1:24-27) só revelado através do apóstolo Paulo, o “apóstolo dos gentios” (At 9:15, 13:46-48, 18:6, 21:19, 22:21, 28:2529; Rm 11:13; Ef 3:1, 8; Gl 1:15-16, 2:9; 1Tm 2:7; 2Tm 1:11, 4:17). Dave Hunt esclarece: “Jesus é um judeu, descendente de Abraão, Isaque e Jacó, através do rei Davi, o que Lhe dá o direito de governar Israel e o mundo. Ele nasceu em Israel, ali viveu todos os seus dias terrenos e (com algumas exceções) ministrou exclusivamente aos judeus, conforme Mateus 15.24: ‘Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel’. Ele ordenou aos Seus discípulos: ‘Não tomeis rumo aos gentios,
nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel’ (Mateus 10.5-6)”. [4] [grifos meus]

E Ele disse ainda: “E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mt 10:7). [grifos meus] Este “evangelho do reino” foi anunciado aos judeus; porém, eles rejeitaram o Messias e recusaram a Palavra de Deus. Conseqüentemente, o “reino dos céus” (o Milênio) foi, digamos, prorrogado para quando se completasse a “plenitude dos gentios” (Lc 21:24; Rm 11:25-27), ocasião em que terminará a “era da igreja” (dispensação da graça), com o arrebatamento da mesma (Jo 5:24, 14:2-3; Rm 5:9; 1Co 15:51-52; Ef 5:27; 1Ts 1:10, 4:16-17, 5:9; Ap 3:10, 19:6-8, 22:20) e retornará o “evangelho do reino”, como veremos (Mt 24:14). Jesus contou a “Parábola da Vinha” (tratando do “evangelho do reino” - Mt 21:3342) aos fariseus e concluiu: “Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos” (Mt 21:43). “A oferta foi rejeitada quando os líderes de Israel se recusaram a ouvir o evangelho e Deus, judicialmente, pôs a nação Israel de lado, temporariamente. Simultaneamente, quando Israel foi posta de lado temporariamente, Deus revelou, através do apóstolo Paulo (Ef 3:1-9), Seus planos secretos para esta “era da igreja”. Estes incluíam a formação da IGREJA, o Corpo de Cristo (Ef 1:20-23; 5:32; Cl 1:18,24). Este não é um edifício nem uma organização, mas um organismo espiritual. Constituída de judeus e gentios e reconciliada com Deus pela obra de Cristo na Cruz (Ef 2:16), a IGREJA não é um assunto de profecia”. [5] Jesus, indo a caminho de Jerusalém, quando seria crucificado, contou uma parábola aos discípulos, pois estes estavam pensando (assim como todo judeu) que, naqueles dias “... havia de manifestar o reino de Deus” (Lc 19:11). Os discípulos pensavam que o “reino de Deus” na Terra já seria estabelecido naqueles dias. Tais pensamentos são os mesmos de todo judeu que pensava - e ainda pensa até hoje - que o Messias, quando viesse, já iria reinar naqueles dias e destruir o império romano, livrando Israel da opressão. Após a ressurreição, tornamos a ver os discípulos indagando Jesus sobre a restauração do reino a Israel naqueles dias (At 1:6-8). Jesus mostra, claramente, que primeiro seria a “era da igreja”, com o recebimento da

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virtude do Espírito Santo! O apóstolo Pedro, algum tempo depois, volta a explicar sobre este assunto (At 3:19-26). Sabedor disto, Jesus Cristo contou sobre o “reino de Deus” (para ilustrar sobre a rejeição que estava sofrendo por parte do Seu povo), assemelhando o “reino de Deus” a um certo homem nobre (“Jesus Cristo”) que “... partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois” (Lc 19:12). [grifos meus]. Porém, seus “concidadãos” (Nota: os judeus são “concidadãos” de Jesus Cristo, pois Ele também é judeu, pois Se tornou Homem, através da raiz de Davi!) “... odiavam-no, e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós” (Lc 19:14-15a) [grifos meus]. Interessante observarmos que foi justamente esta frase, dita em outras palavras, que os judeus gritaram quando crucificaram Jesus Cristo: “Mas eles bradaram: Tira, tira,
crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César” (Jo 19:15) [grifos meus]

Arno Froese nos diz que: “O anseio rebelde de Israel em tempos antigos, ao pedir um rei ao profeta Samuel para ser "como as outras nações" (veja 1Sm 8:5-7), não desapareceu simplesmente. Ao contrário, ele atingiu seu clímax 1000 anos mais tarde. Em Jo 19:15 está escrito: "... Não temos rei, senão César!"Todo o peso da afirmação dos antepassados, refletindo o desejo de serem parte da família das nações, de serem como qualquer outro povo, atingiu, então, a realização... Israel ainda será confrontado com essa afirmação quando as nações da terra se ajuntarem para batalhar contra Jerusalém!” [6] Resumindo: O EVANGELHO DO REINO foi proclamado por João Batista, Cristo e os Doze apóstolos (Mt 3:1-2, 4:23, 10:7). Seu assunto foram as boas novas de que Deus ia cumprir Sua promessa a Davi (2Sm 7:16-17) e dar à nação de Israel um Reino eterno na Terra, com Cristo sendo o Rei. Esta agradável mensagem ainda vai ser pregada em todo o mundo antes do Rei voltar para estabelecer, enfim, Seu Reino. (Veja Mt 24:14). EVANGELHO DA GRAÇA Como vimos, o que consta nos quatro evangelhos ainda é o relato da salvação pela fé + as obras da Lei (o “evangelho do reino”). Durante todo período em que Cristo esteve na Terra, o “evangelho do reino” estava em vigor; pois a Lei ainda não havia sido consumada, a igreja ainda era um “mistério” (Rm 16:25; Gl 1:11-12; Ef 3:1-12; 5:32; Cl 1:24-27) e o “evangelho da graça” era desconhecido. Portanto, tenhamos em mente que 100% do que encontramos nos relatos dos evangelhos está sob a lei (“evangelho do reino”) e não sob a graça (“evangelho da graça”)! Cristo veio cumprir a Lei. Disse Jesus Cristo: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” (Mt 5:17). Ele disse também: “A lei e os profetas
duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele” (Lc 16:16). Toda a Lei foi cumprida, consumada: “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito” (Jo 19:30) [grifos meus]. Isto, Ele

fez, vivendo sem pecado algum (Mt 27:24; Lc 23:4, 14, 47; Hb 7:26, 9:14; 1Pe 1:19), cumprindo toda a “Lei e os profetas” (Mt 5:17; Lc 16:16; Jo 17:4, 19:30; Rm 10:4, 14:5, 7; Gl 3:10-13, 23-25, 5:4; Ef 2:15; Cl 2:14-16; Hb 12:2).

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Após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo, veio o Pentecoste (At 2). Somente no Pentecoste, a igreja foi incluída no agir de Deus e, posteriormente, revelada através do apóstolo Paulo. Com isto, entramos na “era da igreja” (dispensação da graça: Jo 1:17; Ef 1:20-23, 3:1-9; Cl 1:25), tendo se iniciado o “evangelho da graça”. Assim, a salvação passou a ser SOMENTE PELA FÉ (At 13:38-39; Rm 3:20-31, 4:5-8, 10:4; 2 Co 3:3-18; Gl 3:10-13, 23-25; 5:4; Ef 2:8-9; Tt 3:5-6). “Como a LEI escrita não foi instituída até uns 80 anos após o nascimento de Moisés (Êxodo 20), a mensagem da GRAÇA também não foi proclamada até mais ou menos uns 45 anos após o nascimento de Cristo (At 13:38-39). Como Moisés foi o dispensador da LEI (Dt 4; Hb 8:5); da mesma forma o apóstolo Paulo foi o vaso escolhido por Deus para ser o dispensador da GRAÇA (Ef 3:2; Cl 1:25; 1Co 3:10; Gl 1:11-12)”. [7] Em João 1:17 lemos: "Porque a LEI foi dada por Moisés; a GRAÇA e a verdade vieram por Jesus Cristo". [ênfases minhas]. Nesta “era da igreja” (do “evangelho da graça”), vivemos sob uma “nova aliança”, um “novo testamento” (Mt 9:17, 26:28; Mc 14:24; Lc 22:20; Rm 10:4; 1Co 11:25; 2Co 3:6, 14; Gl 4:24-31; Ef 2:13-16; Hb 7:22, 8:6, 13, 9:15-16, 12:24). Este Novo Testamento só teve início, obviamente, após a morte do “Testador”, Jesus Cristo (Hb 9:15-16): “Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador” (Hb 9:16). A “antiga aliança” se tornou antiquada (Hb 8:7, 13) e, com a mudança do sacerdócio, a Lei também mudou: “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hb 7:12). Dave Hunt informa, também, que: “Após a Cruz e a Ressurreição, porém, Ele [JESUS CRISTO] ordenou: ’Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo’ (Mateus 28.19 e Marcos 16.15). Mesmo assim, o Evangelho continua sendo ‘primeiro do judeu e também do grego’ (Romanos 1.16)”. [ênfase e destaques meus]. [8] Vemos que, a partir da Ressurreição, Jesus Cristo ordena que se pregue o evangelho a “todas as nações” e não somente aos judeus. A partir de então, sejam judeus ou gentios, TODOS são salvos SOMENTE pela fé, formando o Corpo de Cristo (Ef 5:32; Cl 1:18, 24), que é a igreja: “Porquanto não há diferença entre judeu e grego [grego = gentio]; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:12-13). [ênfase minha] Em Romanos, Paulo relembra (Is 65:2) sobre o que havia sido dito, quanto à situação de Israel, naqueles tempos: “Mas para Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente” (Rm 10:21). Em contrapartida, quanto aos gentios, ele relembra (Is 65:1): “Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que não me buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam” (Rm 10:20). Como os judeus rejeitaram Jesus Cristo e o evangelho, Paulo (“o apóstolo dos gentios”) se dirigiu aos gentios. Paulo disse: “Seja-vos, pois, notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão” (At 28:28). (aqui Israel foi posta de lado, temporariamente, nos planos de Deus). Toda a Bíblia é importante para o crente (2Tm 3:16-17), sem qualquer dúvida; mas, o A.T. não é a doutrina que direciona minha prática cristã, haja vista o ensino neotestamentário do fim da Lei mosaica em Cristo Jesus (Mt 5:17; Lc 16:16; Jo 17:4,

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19:30; Rm 10:4, 14:5, 7; Gl 3:10-13, 23-25, 5:4; Ef 2:15; Cl 2:14-16; Hb 12:2) e porque sou igreja, e não judeu. Como gentio, tenho as Cartas Paulinas, de Romanos a Filemon, que me serve de instrução, mostrando a salvação SOMENTE pela fé. Paulo disse: “Mas faço-vos saber,
irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (Gl 1:11-12).

William R. Newell escreveu: "As cartas de Paulo constituem uma doutrina independente e completa. Elas revelam não somente o método de Deus para a salvação nesta época, mas também o caráter, chamamento e destino verdadeiro da Igreja". Neste mesmo sentido, a Bíblia de Referência Scofield diz num rodapé: "Somente nos seus escritos (de Paulo) encontramos a doutrina, posição, andar e destino da Igreja”. [9] A “dispensação da graça” (e, conseqüentemente, o “evangelho da graça”) perdurará até o arrebatamento da igreja (quando o “evangelho do reino” será restaurado - Mt 24:14). Após o arrebatamento da igreja, voltará o “evangelho do reino”, onde a salvação, novamente, será através da fé + obras (Mt 24:14). Resumindo: O EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS foi proclamado em primeiro lugar pelo apóstolo Paulo, recebido por revelação do Glorificado Senhor no céu (At 20:24; Gl 1:11-12; Ef 3:1-9) e seu maior assunto é a Obra Completa de Cristo na Cruz (1Co 15:34). A salvação é oferecida pela primeira vez a TODOS, sem distinção, e à parte das obras da Lei (At 13:38-39). Ao invés de bênçãos espirituais e materiais na Terra, nesta vida, àqueles que receberem as boas novas (os crentes = igreja) estão prometidos um corpo glorificado e um lugar no céu (Fp 3:20-21). OBSERVAÇÕES IMPORTANTES QUANTO AO PERÍODO DA TRANSIÇÃO DO “EVANGELHO DO REINO” PARA O “EVANGELHO DA GRAÇA” Entender que grande parte do período narrado nos quatro evangelhos ainda está sob a abrangência do “evangelho do reino” é muito importante, pois muitos confundem esta questão e não percebem o motivo por que os primeiros judeus (do período do evangelho), ao se converterem a Jesus Cristo (após Ele ter ressuscitado), ainda praticavam algumas coisas inerentes à Lei, pois viveram numa fase de transição do “evangelho do reino”, para o “evangelho da graça”. No Livro de Atos (mais especificamente em At 15), ainda vemos alguns problemas na fase de transição da Lei para a graça. Para dirimir as dúvidas que surgiram entre os recém-convertidos do Judaísmo para o Cristianismo (os novos irmãos em Cristo), os apóstolos se reuniram para discutir alguns temas relevantes sobre a salvação, pois: “...
alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos” (At 15:1).

Porém, Paulo e Barnabé, tiveram não pouca discussão e contenda com eles e resolveram subir a Jerusalém, para abordar essas questões, tão importantes, com os apóstolos e anciãos. Este encontro ficou conhecido como o “Concílio de Jerusalém”.
“Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés” (At 15:5).

Como vemos, alguns fariseus que se converteram a Jesus Cristo, ainda pensavam que os novos crentes (judeus vindos do Judaísmo) deveriam ser circuncidados, em cumprimento da Lei (“evangelho do reino”). [Nota: o curioso é que, também ainda hoje,

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percebemos que, quando alguns membros de seitas se convertem a Jesus Cristo, teimam em trazer seus hábitos e práticas pagãs para dentro da igreja, tal como aconteceu na igreja de Corinto. Daí, vemos “sessões de descarrego”, sal grosso, “maldições hereditárias”, dentre outras heresias invadindo as igrejas!] Coube a Pedro, primeiramente, explicar aos irmãos que na “nova aliança”, tanto judeus, quanto gentios, ao se converterem a Jesus Cristo, são salvos pela graça, mediante a fé SOMENTE (Ef 2:8-9), e não precisam mais cumprir as ordenanças da Lei. Vejamos: “E não fez diferença alguma entre eles e nós [gentios e judeus], purificando os seus corações
pela fé. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também” (At 15:9-11). [ênfase minha]

Tiago, por sua vez, levantou-se e trouxe à memória dos irmãos o fato de que os profetas já haviam previsto que a salvação seria estendida igualmente aos gentios:
“Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, levantá-lo-ei das suas ruínas, e tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas, conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras” (At 15:16-18).

Porém, como veremos, o próprio Tiago ainda pensou que os gentios deveriam se abster de alimentos sufocados e do sangue de animais (questões inerentes à Lei), quando disse: “Por isso julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a
Deus. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue” (At 15:19-20). [grifos meus]

Este assunto foi mais bem esclarecido pelo apóstolo Paulo, na 1Co 10:23-33 (especialmente os versículos 31-33): “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra
qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar”. Aos Colossenses, tempos depois, Paulo voltou a lembrar: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2:16-17). E, aos

Gálatas, também, conforme se lê em Gl 5:1-14. [No adendo a este artigo, há algumas importantes observações complementares a este assunto, para não fugir ao tema principal aqui abordado. Vide também: Rm 14:6, 14-15, 20-23]. Conclui-se que esses costumes da Lei não são para serem observados pela igreja, haja vista que nem os pais conseguiram suportar o jugo da mesma (At 15:10) e, em Cristo, temos uma “nova aliança”. HÁ CONTRADIÇÕES ENTRE OS ESCRITOS DE PAULO E OS DE TIAGO? Claro que não há contradições entre os escritos de Paulo e os de Tiago (como também não há contradição entre quaisquer outros livros da Bíblia), pois o Espírito Santo foi Quem inspirou os dois escritores e Ele não se contradiz! As Cartas de Paulo e as de Tiago estão em perfeita harmonia quanto à salvação pela graça de Deus! Por não saberem distinguir o “evangelho do reino” (fé + obras) do “evangelho da graça” (apenas fé), muitos confundem os escritos de Paulo e os de Tiago, pensando haver contradições entre ambos, ou, pior, achando que as obras são necessárias para a salvação do crente, como se o sacrifício de Cristo não tivesse sido suficiente para pagar pelo pecado da humanidade! [Nota: com isto, a herética igreja católica romana faz a festa, pregando a “salvação por obras” e se “fundamentando” (sic) nas palavras de Tiago, usando textos fora do contexto. Como sabemos: “texto fora do contexto é pretexto para heresias”].

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Por isto, mesmo alguns crentes confundem, pois lêem, fora do contexto, alguns versículos da Carta de Tiago, como, por exemplo: “Vedes então que o homem é justificado
pelas obras, e não somente pela fé... Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.” (Tg 2:24, 26).

Porém, não observam que o próprio Tiago, antes de dizer isto, esclarece que as obras são FRUTOS da fé, pois a fé apenas COOPERA com as obras, pois estas servem apenas para APERFEIÇOAR a fé, não sendo condição para a salvação, mas CONSEQÜÊNCIA da mesma: “Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é
morta? Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus”. (Tg 2:20-23). [grifos meus].

Como Jesus Cristo cumpriu toda a Lei e os profetas (Mt 5:17; Jo 19:30; Gl 3:10-13; Ef 2:15; Cl 2:14), não é necessário acrescentar mais NADA à fé, para sermos salvos! Paulo, por sua vez, escreveu um verdadeiro tratado sobre a Lei e a fé, principalmente nas Cartas aos Romanos e aos Gálatas. [Nota: pois, ao que tudo indica, o Espírito Santo sabia das dúvidas que estes assuntos iriam causar aos crentes]. Paulo deixou muito claro (após fazer uma comparação entre a Lei e a fé/graça) que a salvação é SOMENTE pela fé e não por obras: “Sendo justificados gratuitamente pela sua
graça, pela redenção que há em Cristo Jesus... Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Rm 3:24, 28) [grifos meus].

>>Leiamos de novo: “O HOMEM É JUSTIFICADO PELA FÉ SEM AS OBRAS DA LEI”! Lembremos, ainda, que fomos: “... criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). Assim, vemos que, até nossas “boas obras” não são méritos nossos (são graças de Deus), pois o próprio Senhor as preparou para nós! Oh, maravilhosa graça!... Resumindo: [10] Tiago 2:18 diz que as obras são necessárias para evidenciarmos aos olhos humanos (testemunharmos aos outros) que temos a verdadeira fé, pois:     somos justificados, judicialmente, por Deus (Rm 8:33); meritoriamente, por Cristo (Is 53:11); mediativamente, pela fé (Rm 5:1; 1Jo 2:1); e, evidencialmente, por obras (At 26:20; 2Pe 1:5-9).

Na passagem de Tg 2:21-22, citada acima, vimos que Abraão, em primeiro lugar, teve a fé verdadeira, pois, primeiramente, CREU em Deus (FÉ) e isto lhe foi imputado como justiça! Depois, sua fé provou ser mesmo verdadeira, por haver produzido frutos de boas obras: “Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito” (Hb 11:17). >>>> Obras que agradam a Deus são CONSEQÜÊNCIAS naturais da fé genuína e não causas da mesma. <<<< Para verificarmos se somos, verdadeiramente, salvos, devemos confirmar nossa vocação e eleição: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e

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eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis” (2Pe 1:10). Isto só é possível, se

evidenciarmos nossa fé, através de provas externas (2Pe 1:5-9), fazendo obras dignas de arrependimento (At 26:20), para que possamos “... andar dignamente diante do Senhor,
agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1:10).

Ouvi certa vez, em uma pregação, alguém mencionar uma frase de Charles H. Spurgeon (considerado “o Príncipe dos Pregadores”), que considero bem oportuna aqui: “Jamais se considerem eleitos, enquanto não forem santos”. Os verdadeiros salvos, os crentes genuínos, têm certeza da salvação, por produzirem obras dignas de arrependimento e o fruto do Espírito, vivendo uma vida santa, através de uma fé operosa! QUANDO VOLTARÁ A SER PREGADO O “EVANGELHO DO REINO”? A salvação deixará de ser SOMENTE pela fé, logo após o arrebatamento da igreja (Jo 5:24, 14:2-3; Rm 5:9; 1Co 15:51-52; Ef 5:27; 1Ts 1:10, 4:16-17, 5:9; Ap 3:10, 19:68, 22:20), tão logo ocorra a plenitude dos gentios (Lc 21:24; Rm 11:25; Hb 11:25-27). Nesta ocasião, terá início a 70ª Semana de Daniel (Dn 9:24), a Grande Tribulação, que é o “tempo de angústia para Jacó” (Jr 30:7) [Jacó = Israel], quando Deus voltará a tratar de Seu povo Israel (versículos). A partir do início da Grande Tribulação, a salvação voltará a ser mediante a Lei (Mt 24:14), ou seja, ‘fé + as obras da Lei’. Essa mensagem (o “evangelho do reino”) será pregada novamente durante o período da Tribulação: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mt 24:14). [grifos meus] Como Deus reservara 7000 homens que não se dobraram a Baal (1Rs 19:18; Rm 11:4), assim também o fará durante a Grande Tribulação. A mensagem do “evangelho do reino” será pregada pelos 144.000 israelitas, que serão selados pelo Espírito Santo (Mt 24:14; Ap 7:4, 11:3, 14:1-5) e pelas "duas testemunhas", Moisés e Elias (Ap 11:3, 5-6). Certa ocasião, Jesus Cristo disse algo inusitado aos discípulos: “... Em verdade vos
digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o reino de Deus com poder” (Mc 9:1). Como sabemos que todos os discípulos daquela época

morreram, isto nos mostra que Jesus se referia a alguns deles (no caso: Pedro, Tiago e João) que teriam o privilégio de uma “visão prévia” do “reino de Deus”. Isto se concretizou seis dias depois, como lemos: “E seis dias depois Jesus tomou
consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou sós, em particular, a um alto monte; e transfigurou-se diante deles; e as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra os poderia branquear. E apareceu-lhes Elias, com Moisés, e falavam com Jesus” (Mc 9:2-4). [grifos meus]

Portanto, esses discípulos puderam antever a 2ª vinda de Jesus Cristo, bem como as 2 testemunhas, Moisés e Elias, como ocorrerá na época do “reino de Deus” (o Milênio) aqui na Terra! Por ocasião da última Ceia, Jesus Cristo disse aos discípulos que só voltaria a beber do fruto da vide no “reino de Deus”: “Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele dia em que o beber, novo, no reino de Deus” (Mc 14:25). Quanto aos acontecimentos descritos em Mateus 24 e 25 (O sermão de Jesus Cristo), lembremos que são referentes aos judeus e não à igreja, pois esta ainda não estava visível naquele momento em que Ele falou estas coisas; pois, como vimos, ela era um “mistério” (Rm 16:25; Gl 1:11-12; Ef 3:1-12; 5:32; Cl 1:24-27) e ainda seria revelada

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posteriormente, pois estava ainda sendo edificada (Mt 16:18) e, somente no Pentecoste, ela foi incluída no agir de Deus. De modo que 100% do que encontramos nos relatos dos evangelhos está sob a lei e não sob a graça! O arrebatamento, naquele tempo, ainda era um mistério não revelado dos conselhos de Deus. O “evangelho da graça” ainda era desconhecido! Os 144.000 israelitas, bem como as duas testemunhas, serão odiados por todos (Mc 13:13) e perseguidos (Lc 21:12). Mateus 24:9 diz que: "Então vos hão de entregar para
serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome".

Muitos interpretam erroneamente esses versículos, como se estivessem se referindo à igreja. Pensam, equivocadamente, que a igreja substituiu Israel, sendo a “Israel de Deus”, ou “Israel Espiritual”, com base em Gl 6:16-17. Com isto, muitas pessoas “religiosas”, de boa fé, pensam que devem trazer almas para o “reino de Deus”, trabalhar em prol do “reino”, etc. [11] Em Cl 1:13, lemos: “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”. Este “reino do Filho” (que a meu ver se refere ao “Corpo de Cristo”, a igreja), não deve ser confundido com o “reino dos céus” (que é o “reino de Deus” na Terra, o Milênio). O “reino dos céus” tem para o seu destino a Terra, enquanto a igreja, um dia, será arrebatada aos céus (1Ts 4:13-18). Eles pensam, também, que é missão da igreja “converter o mundo inteiro”, pregando o evangelho “em todo o mundo” e que ela “governará o mundo”. Pensam que Jesus Cristo só retornará se eles tiverem colaborado! Este absurdo é uma teologia católico-romana (chamada “Teologia do Domínio”) e tem muito crente acreditando nisso. [Nota: por isto, acham que a internet será a solução, que o uso de adesivos em automóveis também é uma forma de evangelismo, etc. Outros acham que jogadores de futebol, com camisas escritas: “Jesus te ama”, estão evangelizando (sic)...]. A Bíblia, por outro lado, ensina-nos que o sinal que precede a 2ª vinda de Cristo (e não o arrebatamento, pois este será antes da 2ª vinda, pois é IMINENTE e não tem nenhuma condição prévia para se efetivar), não é a pregação do evangelho “em todo o mundo”, mas, sim, a apostasia [Nota: que, por sinal, já estamos vendo aumentar, assustadoramente, em nossos dias]. Outro detalhe que não pode passar despercebido é que o evangelho mencionado em Mt 24:14, como vimos, é o “evangelho do reino” (= fé + obras) e não o “evangelho da graça” (= SOMENTE a fé). O final do Período da Tribulação (que ocorrerá com a 2ª vinda de Cristo para julgar as nações e reinar por mil anos) não acontecerá até que essa mensagem do “evangelho do reino” tenha sido ouvida por todas as nações e é por meio desta mensagem que elas saberão que o tão esperado reino literal de Jesus Cristo (o reino de Deus, o Milênio), na Terra, está prestes a ser iniciado! Muito provavelmente, a ênfase que será dada pelos 144.000 judeus selados e pelas 2 testemunhas será a mesma dada por João Batista e por Jesus Cristo: “Arrependei-vos, porque é chegado [finalmente] o reino dos céus”! [ênfase minha] O Período da Tribulação objetivará fazer a purificação (Ap 7:9; 14:4) e preparar a conversão nacional de Israel (compare com Ez 20:37-38; Zc 13:1, 8, 9). O endurecimento dos corações dos judeus (Is 63:17; Mt 13:15; Mc 6:52; 8:17; Jo 12:40; At 28:25-27; Rm 11:7-10, 25; 2Co 3:4, 14-16) será retirado e um remanescente deles se converterá a Jesus Cristo (Is 10:22; 11:11, 16; Jr 50:20; Sf 3:13; Rm 9:27; 11:5), a Quem traspassaram (Ap 1:7), reconhecendo-O como seu prometido Messias e Rei (Zc

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12-14). Nos capítulos 12 a 14 do livro de Zacarias, lemos sobre o futuro quebrantamento de Israel! Durante o Milênio, Deus estabelecerá uma “nova aliança” com Israel: “Porque esta é
a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo. E não ensinará cada um a seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior” (Hb 8:10-11).

[Vide também Hb 11:25-27]. Os capítulos 5 até o 19, do evangelho segundo Mateus, serão as leis do reinado milenar de Jesus Cristo (Ap 20:4-7), aqui na Terra. Israel será a nação principal e cumprirá o propósito para o qual foi escolhida por Deus: “E os gentios verão a tua justiça, e todos os reis a tua glória; e chamar-te-ão por um
nome novo, que a boca do Senhor designará. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, e um diadema real na mão do teu Deus” (Is 62:2-3). “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zc 8:23).

DIFERENÇAS ENTRE OS DOIS EVANGELHOS EVANGELHO DO REINO (fé mais obras): A justiça que é pela lei diz assim: “Ora Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10:5). [grifos meus] EVANGELHO DA GRAÇA (somente pela fé): A justiça que é pela fé diz assim: “... A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Rm 10:8-9) [grifos meus] “Enquanto a LEI dizia "FAÇA" e exigia justiça, a GRAÇA anuncia que a obra para a salvação do homem já foi toda "FEITA" e dá a justiça de Deus como um presente (Rm 5:17). "Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua GRAÇA" (Ef 1:7)”. [ênfase minha] [12] CONCLUSÃO As palavras LEI e GRAÇA são as que melhor descrevem os dois métodos principais pelos quais Deus tem lidado com a raça humana através das épocas. Em clara oposição um ao outro, estes dois princípios formam um contraste extraordinário na maneira em que Deus lida com o homem. Não compreender a diferença que há entre LEI e GRAÇA e, conseqüentemente, entre os dois tipos de evangelho (“do reino” e “da graça”), resulta em uma confusão doutrinária tremenda, com conseqüências desastrosas em toda a pregação, com sérios reflexos na vida cristã dos crentes. Membros de seitas levam uma vida inteira, batalhando em fazer “boas obras”, lutando para se ganhar a salvação, com esforços pessoais, mas sem qualquer resultado; haja vista que Cristo já pagou todo o preço exigido pela santidade de Deus, como pagamento da dívida do pecado: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas

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ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Cl 2:14). [Vide também Ef 2:15].

A FÉ salvadora está depositada em uma Pessoa: o Senhor Jesus Cristo. Não precisamos praticar “boas obras” para sermos salvos, pois Deus diz: "Ora, àquele que faz
qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua FÉ lhe é imputada como justiça" (Rm 4:4-5). [ênfase minha]

>>> Boas obras devem ser praticadas sim. Porém, delas só resultam galardões e não salvação! <<< Enfim, se você, leitor, é membro de alguma igreja (seita) que diz ser necessário praticar obras ou quaisquer outras ordenanças (usos e costumes, leis, promessas, penitências, etc.), veja a exortação bíblica: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa
sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2:8). A instrução de Paulo ao carcereiro de Filipos é a CHAVE para esta questão: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo" (At 16:31).

Afinal, se Cristo já cumpriu todas as ordenanças da Lei (Gl 3:10-13; Ef 2:15; Cl 2:14), pra que se esforçar, tentando fazer algo que já ESTÁ CONSUMADO?

Humberto Fontes – Setembro/2008 humbertoetania@globo.com NOTAS:
[1] Word of Grace Mission, artigo: “Distinções Bíblicas“, disponível em: http://www.wordofgracemission.org/dist%20biblicas.htm [2] Word of Grace Mission, artigo citado. [3] Os 613 mandamentos ou 613 mitzvot (do hebraico:‫ תווצמ ג"ירת‬ou Taryag mitzvot sendo TaRYaG um acrônimo do valor numérico "613") é o nome dado ao conjunto de todos os mandamentos que de acordo com o judaísmo constam na Torá, conforme consta no artigo, disponível em: (http://pt.wikipedia.org/wiki/613_mandamentos [4] Dave Hunt, artigo: “Jerusalém, Jerusalém”, disponível em: http://www.bethshalom.com.br/artigos/jerusalem_jerusalem.html [5] Word of Grace Mission, artigo citado. [6] Arno Froese, artigo: “ISRAEL: O MAIOR SINAL DO FIM DOS TEMPOS”, disponível em: http://www.chamada.com.br/mensagens/sinal_do_fim.html [7] Word of Grace Mission, artigo citado. [8] Dave Hunt, artigo citado. [9] Word of Grace Mission, artigo citado. [10] Hélio Menezes Silva, algumas observações sobre o Livro de Tiago e a questão da fé e obras, disponível em: http://br.geocities.com/lttanotada (www.solascriptura-tt.org). [11] Sugiro a leitura do meu outro artigo: NÃO SOU O “ISRAEL DE DEUS”, para complemento deste assunto, disponível em: http://www.scribd.com/doc/5473928/NAO-SOU-O-ISRAEL-DE-DEUS [12] Word of Grace Mission, artigo citado.

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ADENDO: OBSERVAÇÕES SOBRE O QUE DISSE TIAGO, EM ATOS 15:19-20 Mas contrastemos a proibição de At 15:19-20, 28-29 com trechos do Novo Testamento permitindo um crente comer tudo sem, com isso, sofrer nenhum prejuízo espiritual, nem estar desagradando a Deus em nenhum milímetro, nem estar cometendo nenhum pecado (desde que não tenha nenhuma comunhão com ídolo, nem em nada ofenda a consciência de irmão mais fraco na fé): A) trechos anteriores, por Cristo (Mt 15:11,19-20; Mc 7:18-22); e B) trecho anterior, palavras enviadas por Deus a Pedro (At 10:9-15); e C) trechos posteriores (Rm todo cap. 14 [particularmente versos 3,14,21,23]; 1Co 8:1-13; 10:23-33; Cl 2:20-23; 1Tm 4:3-5). A única maneira de conciliarmos a proibição (de sangue e de animais estrangulados ou ofertados a ídolos) encontrada em At 15 com as permissões dos outros trechos do Novo Testamento, acima citados, é: A) lembrarmos que os 13 livros Rm a Fm são os únicos da Bíblia expressamente escritos para a dispensação em que estamos, das igrejas locais. Conseqüentemente, embora todas as palavras dos restantes 53 livros da Bíblia ({Gn-At; Hb-Ap}) também sejam igualmente inspiradas por Deus de forma verbal + infalível + inerrante + plenária, tais outros 53 livros têm algumas centenas ou milhares de partes (por exemplo: sacrifício de animais, circuncisão, dons e sinais exclusivos dos apóstolos, etc.) dirigidas a outras dispensações e outros grupos de pessoas e não a nós, os salvos dos dias de hoje. Conseqüentemente: A.1) tudo que está proibido/ ordenado/ prometido em {Gn-At; He-Ap} (por exemplo: entrar diretamente na presença de Deus (sem sacerdote humano servindo de intermediário)/ circuncisão/ bênçãos materiais em conseqüência do dizimar), mas está explicitamente escrito o contrário em {Rm-Fm}, onde está explicitamente permitido/ proibido/ não prometido, então mudou e, agora, para nós, na realidade, está permitido/ proibido/ não prometido; A.2) tudo que está proibido/ ordenado/ prometido em ambos {Gn-At; He-Ap} e {Rm-Fm} (por exemplo: homicídio, amar a Deus acima de tudo, recompensa por crer e por obedecer), então agora, para nós, continua proibido/ ordenado/ prometido; A.3) os casos em que “algo” está proibido/ ordenado/ prometido em {Gn-At; HeAp} (por exemplo, espiritismo/ guardar o ano sabático/ colheita dobrada no ano anterior ao sabático), mas {Rm-Fm} guarda silêncio sobre isto, então precisam de uma análise muitíssimo mais acurada, com considerações de implicações rigorosamente lógicas e irrefutáveis, feitas a partir de verdades bíblicas mais explícitas e claras {Rm-Fm}, acrescidas de considerações sobre se tal “algo” faz parte da lei cerimonial ou da lei moral de Deus, etc. (Por exemplo: - A.3.a] a proibição ao espiritismo não faz parte da lei cerimonial mas sim da moral, e a prática espírita viola outros mandamentos válidos para esta dispensação das igrejas locais, portanto espiritismo continua proibido por Deus, para nós, desta dispensação; - A.3.b] guardar o ano sabático é da lei cerimonial, só para judeus, portanto não se aplica a nós;

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- A.3.c] daí, a promessa de colheita dobrada no ano anterior ao sabático também não se aplica a nós.) B) entendermos as proibições de Atos 15 como ordens à graça e favor e concessão dos crentes mais maduros na fé (doutrina), mais fortes espiritualmente, mais espirituais (com mais discernimento espiritual, com vida mais controlada pelo Espírito Santo de Deus) para não ofenderem desnecessariamente aos irmãos mais imaturos na fé (doutrina), mais fracos espiritualmente, mais carnais. Mas o crente que quiser (particularmente se apenas visa melhor saúde) se abster de sangue, etc., etc., etc., que o faça, nisto glorificando a Deus: somente não se considere, por isso, superior e mais espiritual, não despreze e condene e pressione quem não faz exatamente o mesmo que ele. E o crente que não quiser se abster de sangue, etc., etc., etc., que não se abstenha, nisto glorificando a Deus: somente não se considere, por isso, superior e mais espiritual, não despreze e condene e pressione quem não faz exatamente o mesmo que ele. Leia de novo 1Co 10:23-33, com ênfase em versos 31-33: ... 31 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. 32 Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. 33 Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar.” } Notas de Hélio Menezes Silva - http://br.geocities.com/lttanotada