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Introdução

O presente trabalho, surge em cumprimento das tarefas dadas na cadeira de História de


Química, concernentes à abordagem dos diferentes temas que perfazem os conteúdos da
cadeira.
Para tal, este trabalho aborda especificamente o tema “O desenvolvimento da Química
moderna” tema que é marcado pela transformação da Química clássica em moderna pela
da introdução de novos conceitos. Sendo assim, neste trabalho abordar-se-ão vários pontos
que surgiram em prol deste desenvolvimento, sendo eles:
 A Radioactividade e o novo conceito sobre o átomo;
 O desenvolvimento das teorias de valência e de ácido-base;
 As principais reacções nucleares e a radioactividade artificial;
 A energia nuclear e a bomba atómica; e
 A diferenciação progressiva na Química.

Estes conteúdos são desenvolvidos no trabalho no sentido de melhor entender os novos


surgimentos no ramo da Química.
Todas as bibliografias consultadas para a elaboração deste trabalho, estão devidamente
mencionados no fim do mesmo.
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Objectivos

Geral:
 Mencionar os factos históricos que marcaram o desenvolvimento da Química
moderna.

Específicos:

 Explicar os factos marcantes da radioactividade;


 Explicar o novo conceito sobre o átomo;
 Explicar as teorias de valência e de ácido – base;
 Identificar as primeiras reacções nucleares;
 Explicar alguns efeitos da bomba atómica;

Metodologias:

Para realização deste trabalho tomou-se como base:


 Consultas bibliográficas;
 Pesquisa na Internet.
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RADIOACTIVIDADE

No século passado, um cientista de nome Bequerel descobriu por acaso que placas
fotográficas que tinham sido guardadas nas proximidades de sais de Urânio
[K2UO2(SO4)2.2H2O – Sulfato Uranila de Potássio], ao revelar tornaram-se pretas, em
como se não tivessem sido expostos a luz.
Tempo depois, esta descoberta foi desenvolvida pelo casal Pierre e Marie Curie, na
tentativa de investigar as causas do comportamento desse efeito, onde descobriu-se que
existiam átomos capazes de emitir um tipo de radiação que é invisível, mas que é capaz de
impressionar material fotográfico, e embora tenha uma grande capacidade de penetração.
Aos átomos capazes de emitir essa radiação chamam-se átomos radiactivos.
Desta feita, definiu-se radioactividade como sendo a propriedade que certos elementos
químicos (como o Rádio, Urânio, Tório, etc.) possuem de se transformarem
espontaneamente em outros elementos emitindo radiações. (Dicionário de Física – TOMO
II).
Ou
Segundo Russel, radioactividade – é a desintegração ou decomposição de núcleos
atómicos.
Em virtude dessas descobertas, três espécies de emissões radioactivas naturais foram
identificadas e caracterizadas, e foi demostrado que todas são emitidas pelo núcleo atómico
provocando mudanças na composição ou estrutura, tais emissões foram chamadas raios
alfa, beta e gama.

Raios Alfa (α) – consistem em um fluxo de partículas (agora chamadas partículas alfa) que

são idênticas a núcleos de hélio ( 24 He ).


Raios Beta (β) – são constituídos de uma corrente de electrões, geralmente de alta energia,
0
chamadas partículas Beta e designados ou escritos assim: −1 e . Aqui, o subíndice -1 indica
a carga; e o subscrito 0 indica a massa extremamente pequena do electrão.
Raios Gama (γ ) – não são partículas; são radiações electromagnéticas, como raios-X, mas
sim geralmente de frequência mais alta e, portanto, a energia mais alta ( E = h × v ).
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O Átomo ( Concepção actual)

Na antiguidade, uma questão que preocupava a humanidade era se a matéria seria divisível
indefinidamente. Assim sendo os filósofos naturalistas da Grécia antiga interpretavam esta
questão de diferentes maneiras, onde as suas fundamentações baseavam-se em observações
formuladas dedutivamente e sem experimentação indutiva. De entre eles podemos
destacar:
Leucipo de Mileto (500-4350 a.n.e) e Demócrito de Abdera (460-370 a.n.e) que
consideravam que no universo todas substâncias ( incluindo a água, o fogo, a terra e o ar)
eram divisíveis até às partículas ínfimas indivisíveis, os átomos ( do grego: a = não e tomos
= partes; isto é, algo que não se podia dividir em partes mais pequenas).
A descoberta da radioactividade, veio demonstrar que o átomo, tido até então como
indivisível, era constituído por partículas subatómicas. Este facto interessou aos cientistas
de então e, hoje já se conhecem os constituintes fundamentais do átomo que são:
Núcleo – onde encontramos partículas fixas pesadas “nucleões” (os protões com carga
positiva e neutrões com carga nula).
Electrosfera – onde localizam-se partículas móveis de massa muito pequena (os electrões
com carga negativa).
A nova concepção atómica e a sua reprodução modelar formaram a base para a
fundamentação teórica da essência interna das leis básicas da Química, do sistema
periódico dos elementos em adição ao princípio de ordenação trazido por Moseley (1887-
1915). Com base nas relações entre a ocupação electrónica e as respectivas energias
tornava-se possível concluir sobre as relações entre a estrutura fina do átomo e a
periodicidade das propriedades dos elementos químicos.
No modelo mecânico-quântico considera-se que o electrão possui dualidade de
propriedades, nomeadamente; de onda e de partícula.
Devido à grande velocidade que o electrão tem no seu movimento, não é possível
determinar com exactidão o lugar onde se encontra o electrão num átomo, por isso,
determinou-se matematicamente uma zona onde, com grande probabilidade, se pode
encontrar o electrão, a orbital atómica.
Cada átomo apresenta um determinado número de electrões que diferem entre si em
energia, pois ocupam posições diferentes em relação ao núcleo.
A energia de um electrão fica perfeitamente definida através de quatro números quânticos.
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Teoria de valência

Em conexão com o desenvolvimento de teorias atómicas modernas foi também possível


esclarecer sobre as causas da reactividade química, tipo de compostos químicos e os tipos
de ligação química. Formulou-se a teoria electrónica de valência, a hipótese de valência
parcial de Johnness Thiele, etc.

Em 1912, Langmuir elaborou uma teoria única tomando em consideração todos os


modelos até então apresentados sobre as ligações químicas postulando que:

• A valência positiva seria determinada pelo número de electrões cedidos pelo


elemento;
• A valência negativa seria determinada pelo número de electrões aceitados por um
elemento;
• A covalência seria a resultante do compartilhamento de pares electrónicos pelos
átomos no composto.

TEORIAS ÁCIDO-BASE COMUNS

Definição de Lavoisier

Lavoisier fazia descrição de compostos químicos formados pela combinação dos elementos
(achava erroneamente que todo ácido contém oxigénio).
Devido ao conhecimento sobre ácidos fortes, a definição de Lavoisier era restrito
principalmente aos oxácidos, os quais tendem a conter átomos centrais em altos estados de
oxidação cercados por oxigénio, tal como o HNO3 e H2SO4, e dado que ele não dispunha
da composição verdadeira dos ácidos hidroalogénicos, HCl, HBr, e HI, definiu ácidos em
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termos de seus conteúdos de oxigénio, o qual de fato recebeu seu nome das palavras gregas
significando "formador de ácido" (do grego (oxys) significando "ácido" ou "afiado" e
(geinomai) ou "gerar/formar"). A definição de Lavoisier foi mantida como absoluta
verdade por mais de 30 anos, até o artigo de 1810 e subsequente abordagens por Sir
Humphry Davy nas quais ele provou a ausência de oxigénio em H2S, H2Te, e nos ácidos
hidroalogênicos.

Definição de Liebig
Um ácido é uma substância contendo hidrogénio na qual este pode ser substituído por um
metal. Esta definição foi proposta por Justus von Liebig em torno de 1838, baseado em
seus extensos trabalhos sobre a composição química de ácidos orgânicos. Esta finalizou a
doutrina estabelecida sobre ácidos baseados em oxigénio a ácidos baseados em hidrogénio,
iniciada por Davy. A definição de Liebig, enquanto completamente empírica, permaneceu
em uso por quase 50 anos até a adopção da definição de Arrhenius.

Definição de Arrhenius
Para Arrhenius bases ou hidróxidos são compostos que, por dissociação iónica, libertam,
como íon negativo, apenas o ião hidróxido (OH-), também chamado de oxidrila ou
hidroxila.

B(OH)m +  ág u→a Bn+ + mOH- Dissociação de uma base de Arrhenius.

HnX + H2O → nH+(aq) + Xn-(aq)

Teoria ácido-base de Brönsted-Lowry


Conceito Ácido-Base de Brönsted-Lowry ou ainda modelo ácido-base de Brönsted-Lowry
é uma das elaboradas teorias ácido-base que propõe descrever o mecanismo de reacção
entre ácidos e bases. Recebe o nome composto Brönsted-Lowry em homenagem a dois
cientistas que a propuseram independentemente: Johannes Nicolaus Brönsted e Thomas
Martin Lowry, ambos em 1923.
As espécies químicas consideradas ácido ou base, são, por simplicidade, muitas vezes ditas
"ácido (ou base...) de Brönsted". Menos frequente, embora, pode-se ainda encontrar a
denominação ácido de Lowry.
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Caracterização

Nesse proposto sistema (e é isso o que precisamente o caracteriza, em essência), chama-se:

• Ácido: qualquer espécie química que exiba tendência a doar protões (iões H+);
• Base: qualquer espécie química que exiba tendência a receber protões (iões H+).

Água como base de Brønsted


Assim, outras substâncias, tais como a água, podem comportar-se, nessa definição
específica, quer como ácido quer como base, a depender do par em apreciação.
Como exemplo, na reacção entre ácido acético e água, o ácido acético atua como um ácido
por doar um protão à água, a qual atua como uma base (em relação ao ácido em
consideração). A equação é:

Água como ácido de Brønsted


Doutro lado, a água pode também actuar como um ácido perante, por exemplo, a amónia
(NH3).
A equação para essa reacção (que vem a ser a reacção de hidratação da amónia) é:

na qual H2O doa um próton a NH3, próton que se liga por covalência dativa ao grupo (:)
NH3, dado que o átomo de nitrogénio dispõe dum par de electrões em seu último nível;
esse par electrónico vem a ser o par ligante da coordenovalência.
A água mostra, dessa forma, ser anfótera: hábil a actuar tanto como um ácido como uma
base, na estrita dependência da espécie química que lhe é conjugada.

Definição segundo Lewis


De acordo com Lewis, ácido é uma espécie química (molécula ou ião) com orbital vazia
capaz de receber um par de electrões em uma reacção enquanto base é uma espécie
química (molécula ou ião) que pode doar um par de electrões para formar uma ligação
covalente coordenada em uma reacção.

BCl3(g) + :NH3(g) → Cl3B:NH3 Ligação covalente coordenada


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Definição pelo sistema solvente

Ácido é uma substância que aumenta a concentração de catiões relacionados com o


solvente.
Base é uma substância que aumenta a concentração de aniões relacionados com o solvente.
Ex.: Em água, então, um ácido é uma substância que produz H+ (ou H3O+), e uma base
substância que produz iões OH-. No solvente amoníaco, um ácido produz ião NH4+, e uma

base, NH2-. No solvente SO2 um ácido produz SO2+, e uma base produz SO 32 −.
2NH3 → NH4+ + NH2-
2SO3 → SO2+ + SO 32 −
2H2SO4 → H3SO4+ + HSO4-


+
N2O4 → NO + NO
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Reacções Nucleares
A reacção nuclear é a modificação da composição do núcleo atómico de um elemento,
podendo transformar-se em outro ou em outros elementos. Esse processo ocorre
espontaneamente em alguns elementos; em outros deve-se provocar a reacção mediante
técnicas de bombardeamento de neutrões ou outras.
Quando dois núcleos se movem um em direcção ao outro e, apesar da repulsão
colombiana, se aproximam o suficiente para que haja interacção entre as partículas de um
com as partículas do outro pela força nuclear, pode ocorrer uma redistribuirão de núcleos e
diz-se que aconteceu uma reacção nuclear. Usualmente, as reacções nucleares são
produzidas bombardeando-se um núcleo alvo com um projéctil que pode ser algum tipo de
partícula ou núcleo pequeno, de modo que a repulsão colombiana não se torne um
obstáculo muito grande.
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As reacções que envolvem energias não muito grandes ocorrem em duas fases. Na primeira
fase, o núcleo alvo e o projéctil se agrupam, formando o que se chama de núcleo composto
num estado altamente excitado. Na segunda fase, o núcleo composto decai por qualquer
processo que não viole os princípios de conservação.
Por exemplo, uma partícula “a” com uma energia cinética de cerca de 7 MeV colide com
um núcleo de nitrogénio 14. O resultado é um núcleo composto que consiste de todos os
núcleos da partícula “a” e do nitrogénio 14 num estado altamente excitado. Esse núcleo
composto, sendo constituído de 9 protões, é um núcleo de flúor. Como esse núcleo
composto está num estado altamente excitado, pode-se esperar que ele emita uma partícula
(ou um fotão) no processo de passagem a um estado menos excitado ou ao estado
fundamental do núcleo filho. Se o núcleo filho é o oxigénio 17, a reacção é a seguinte:

14 4 18 17 1
7 N + 2 He → [ 9 F] → 8 O+ 1 H

O núcleo composto persiste como entidade única por um intervalo de tempo muito
pequeno (menos de 10-19 s), decaindo para um estado mais estável com a emissão de um

protão ( 1
1 H).

Radioactividade Artificial e as primeiras reacções nucleares

Durante o estudo da radioactividade alguns cientistas como Rutherford se interessaram na


produção de isótopos pelo facto de na natureza existirem poucos elementos com a
capacidade de formarem isótopos espontaneamente.
Em 1919, ele bombardeou o Nitrogénio 14 com partículas alfa obtidas da desintegração
radioactiva do Radio.Os nuclídeos produzidos eram de Oxigénio 17, processo traduzido
pela equação abaixo e foi a primeira desintegração artificial de sucesso:

14 4 18 17 1
7 N + 2 He → [ 9 F]→ 8 O+ 1 H

O produto duma reacção de bombardeio nuclear é instável e produz subsequente


desintegração radioactiva, como por exemplo, quando o núcleo de cobalto 59 é
bombardeado por um neutrão de alta energia ocorre a seguinte reacção:
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59 1 60 56 4
27 Co + 0 n→[ 27 Co ] → 25 Mn + 2 He

Isto acontece também com o núcleo de cobre 63 que é estável e não radioactivo, que ao
captar um neutrão transforma-se num núcleo Cobre 64 que é isótopo não estável:

63 1 64
29 Cu + 0 n→ 29 Cu

A Energia Nuclear e Bomba Atómica

Energia Nuclear
A energia nuclear provém da fissão nuclear do urânio, do plutónio ou do tório ou da fusão
nuclear do hidrogénio. Actualmente utiliza-se quase somente o urânio. O factor básico é
que da fissão de um átomo de urânio são produzidos 10 milhões de vezes a energia
produzida pela combustão de um átomo de carbono do carvão ou do petróleo.
A Energia nuclear baseia-se no princípio (demonstrado por Albert Einstein) que nas
reacções nucleares ocorre uma transformação de massa em energia. Existem duas formas
de aproveitar a energia nuclear para convertê-la em calor: A fissão nuclear, onde o núcleo
atómico se subdivide em duas ou mais partículas, e a fusão nuclear, na qual ao menos dois
núcleos atómicos se unem para produzir um novo núcleo.
A fissão nuclear do urânio é a principal aplicação civil da energia nuclear. Baseia-se no
princípio (demonstrado por Albert Einstein) que nas reacções nucleares ocorre uma
transformação de massa em energia. Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear
para convertê-la em calor: A fissão nuclear, onde o núcleo atómico se subdivide em duas
ou mais partículas, e a fusão nuclear, na qual ao menos dois núcleos atómicos se unem para
produzir um novo núcleo.
A fissão nuclear do urânio é a principal aplicação civil da energia nuclear.
Em apenas 30 anos, a energia nuclear aumentou a sua participação na produção total de
energia eléctrica partindo de um valor extremamente pequeno, 0.1%, para um valor
substancial de 17%. Para se dar a perspectiva deste desenvolvimento importante a energia
hidroeléctrica cuja tecnologia vem sendo empregue há cerca de um século na participação
do balanço eléctrico mundial com cerca de 18%, e as perspectivas de um aumento deste
valor são limitadas a nível mundial. www.ufsm.br.
11

Os factos históricos relatam também que as centrais nucleares foram projectadas para uso
duplo: civil e militar. A primazia na produção de plutónio nestas centrais propiciou o
surgimento de grandes quantidades de resíduos radioactivos de longa vida que devem ser
enterrados convenientemente, sob fortes medidas de segurança, para evitar a contaminação
radioactiva do meio ambiente.

A principal vantagem da energia nuclear obtida por fissão é a não utilização de


combustíveis fósseis, não lançando na atmosfera gases tóxicos, e não sendo responsável
pelo aumento do efeito estufa.

A energia nuclear é uma das formas de se obter energia eléctrica em larga escala. Com o
esgotamento dos recursos hídricos próximos aos principais centros consumidores, com as
dificuldades para o licenciamento ambiental dos aproveitamentos hídricos remanescentes,
e o constante crescimento da demanda de energia, a participação da energia nuclear na
produção de energia eléctrica é fundamental na medida em que contribui para a melhoria
na qualidade de vida da população e para o desenvolvimento económico do país. O Brasil
possui a 6ª maior reserva mundial de urânio, assegurando uma excelente reserva e a
garantia do suprimento de combustível.

Bomba atómica

Uma bomba atómica é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reacção nuclear e
tem um poder destrutivo imenso — uma única bomba é capaz de destruir uma cidade
grande inteira. Bombas atómicas só foram usadas duas vezes em guerra, ambas pelos
Estados Unidos contra o Japão, nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda
Guerra Mundial (consistindo em um dos maiores ataques a uma população civil, quase 200
mil mortos, já ocorridos na história). No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes
em testes nucleares por vários países.

As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a


República Popular da China, a Índia, o Paquistão e Israel. Estes países já possuem o
material para fins ofensivos. Outra nação que já testou armamento nuclear foi a Coreia do
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Norte, porém assinou um acordo com a ONU para se desarmar, devido a embargos
económicos e a forte pressão norte americana.

Existe uma diferença genérica entre "bomba atómica" e “um aparato de fissão”. Por bomba
atómica, entende-se um artefacto nuclear passível de utilização militar via meios aéreos
(caças ou bombardeiros). Enquanto que, Por aparato de fissão, entende-se as armas
nucleares passíveis de utilização em mísseis. Já os artefactos nucleares não são passíveis de
utilização militar, servindo portanto, somente para a realização de testes, como foi o caso
do artefacto de Trinity (o primeiro detonado) ou o caso do artefacto nuclear norte-coreano
testado em 9 de Outubro de 2006.

Fonte: www.ufsm.br.

A nuvem em forma de cogumelo deixada pela bomba atómica que explodiu a 550 m. de
altitude no centro de Hiroshima, Japão, a 6 de agosto de 1945, atingiu 18 km de altura.

Os efeitos predominantes de uma bomba atómica (a explosão e a radiação térmica) são os


mesmos dos explosivos convencionais. A grande diferença é a capacidade de liberar uma
quantidade imensamente maior de energia de uma só vez. A maior parte do dano causado
por uma arma nuclear não se relaciona directamente com o processo de liberação de
energia da reacção nuclear.

O dano produzido pelas três formas iniciais de energia liberada difere de acordo com o
tamanho da arma. A energia liberada na explosão segue a equação de Einstein, E=mc²,
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onde E é a energia liberada, m é a massa da bomba que "some" na explosão e c (celeritas)


é a velocidade da luz.

Fonte:
www.cq.ufam.edu.br

Oficialmente, a mais poderosa Bomba detonada foi de 50 Megatons — conhecida como


Tsar Bomba - em um teste realizado pela URSS em outubro de 1961. Esta bomba tinha
mais de 5 mil vezes o poder explosivo da bomba de Hiroshima, e maior poder explosivo
que todas as bombas usadas na II Guerra Mundial somadas (incluindo as 2 bombas
nucleares lançadas sobre o Japão) multiplicado 10 vezes. Podemos lembrar que as bombas
lançadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki mataram quase 200 mil pessoas, e dizem
que até hoje os povos dessas regiões sofrem com a radiação local.

Após a explosão duma bomba atómica, a sua chama apresenta aspecto de um cogumelo
( ver nos anexos).

Produção de uma bomba atómica

Material: Urânio e um Neutrão.

Como fazer:

O núcleo de um átomo é separado da electrosfera. Depois, do núcleo do átomo, é separado


um neutrão dos protões. Então quando o neutrão entrar em contacto com o urânio, irá
acontecer a explosão.
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A diferenciação progressiva na Química

A transformação da Química clássica em moderna, é um factor importante para a


diferenciação progressiva na Química.

Esta transformação surge da introdução de novos conceitos como núcleo atómico, número
atómico, electrosfera, isotopia, ressonância, etc. a partir dessas teorias foi possível
esclarecer as causas da radioactividade química.

A diferenciação progressiva surge no âmbito da formação de novos ramos e disciplinas


como a Química dos hidratos de carbono e das proteínas, a Bioquímica, a teoria dos
corantes, a concepção polimérica, a teoria dos grupos cromóforos, etc.

Após a segunda guerra mundial, isto é, depois de 1945, com os avanços da revolução
industrial, a industria química deu um desenvolvimento considerável desde os meados do
século XX, através da produção macia de plásticos, firas simpáticos e elásticos. Adubos,
corantes, produtos farmacêuticos e outros produtos químicos, impulsionando profundas
mudanças em algumas áreas da vida social.

Este desenvolvimento da química industrial originou também três capítulos da química, a


saber:

 A Química orgânica em movimento;


 A Química inorgânica em movimento e
 A Química física em movimento.

Aqui, salienta-se também o surgimento e desenvolvimento da química de petróleo, gás


natural e carvão.

No campo da química orgânica verifica-se o desenvolvimento consecutivo de aparelhos e


maquinas para explicar os métodos mais eficientes para separação de substancias, para o
esclarecimento estrutural e para compreensão intima dos mecanismos das reacções e dos
princípios de síntese.

No campo da química inorgânica, surge a compreensão e aplicação dos ensinamentos de


teoria quântica, que veio possibilitar o esclarecimento sobre as relações de ligação nos
compostos de coordenação como os quelatos e os complexos - π .
15

Na Química, encontra-se também a farmacêutica e a bioquímica que vieram desenvolver


esclarecimento da estrutura e a síntese de antibióticos de alta acção biológica (como é o
caso de penicilina, estreptomicina, cloreomicina, aureomicina) bem como outros produtos
farmacêuticos importantes (ex.: ergotamina, coenzima, etc.).

A Química de petróleo, do gás natural e do carvão impulsionaram a mais saliente


motorização e diminuição constante dos produtos energéticos naturais, que conduziram à
sociedade uma utilização dos produtos esgotáveis, salientando os processos de Cracking,
reforming e alquilação.

Estes todos surgimentos e desenvolvimentos acima mencionados fazem parte da grande


diferenciação da Química moderna, que contribuem até à sociedade actual no que diz
respeito à indústria alimentar, de vestuário, adubos, de petróleo e de mais ramos.
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Conclusão

A Bomba Atómica foi um progresso tecnológico muito grande no mundo. Mostrou que o
homem estava capacitado a fazer grandes descobertas, que poderíamos ter hoje cura para
várias doenças e também soluções para todo tipo de problemas. Mas ela acabou causando
uma forte influência negativa. Além de representar um grande feito científico, ela também
representou o símbolo de uma grande vergonha. A vergonha de usar o conhecimento para
construir uma bomba que acabou matando milhares de pessoas.

A teoria de Lewis não depende de protões, nem de reacções com solvente. Amplia a
definição para todas reacções químicas.

O conceito electrónico de Lewis, por outro lado embora mais generalista e de ampla
utilidade científica nem sempre encontra semelhante identificação com as concepções
comuns, empíricas e ordinárias concedidas aos ácidos e às bases. Nesse sentido, pode-se
dar que "quase sempre um ácido (ou base) de Brönsted-Lowry será também um ácido (ou
base) de Lewis, mas o inverso nem sempre será verdadeiro".
A energia nuclear é uma das formas de se obter energia eléctrica em larga escala. A
participação da energia nuclear na produção de energia eléctrica é fundamental na medida
em que contribui para a melhoria na qualidade de vida da população e para o
desenvolvimento económico dum país. O urânio embora tenha sido usado na produção da
bomba atómica, assegura uma excelente reserva e a garantia do suprimento de
combustível.
A Química, a ciência da transformação da matéria e o desenvolvimento do modo e das
condições de vida humanas relacionam-se intrinsecamente, pois, ao longo de um percurso
tão pequeno de cerca de 150 anos, não existiu ainda uma outra disciplina que não a
tecnologia química que tenha trazido tantos benefícios para a humanidade.
17

Bibliografia

MONJANE, A. A. R, et al. Química no contexto. 11ª Classe, Diname, Maputo, S.d.

De Boni, L. A & Goldani, E. Introdução geral à Química geral. “Tchê Química” Porto-
Alegre-RS, S.d.

DIAS, F. M. L, Mundo da Química II, “9ª Classe”, Edições ASA, Porto, 1990.

Escola Industrial da Matola, Manual de Química geral. Maputo, S.d.

RUSSEL. John B. Química geral “Makron Books”, São Paulo, 1994.

www.ufsm.br.

www.cq.ufam.edu.br
18

Índice Pág.

Introdução......................................................................................................................1
Objectivos......................................................................................................................2
Metodologias: ................................................................................................................2
RADIOACTIVIDADE .................................................................................................3
O Átomo ( Concepção actual) .......................................................................................4
Teoria de valência .........................................................................................................5
TEORIAS ÁCIDO-BASE COMUNS...........................................................................5
Definição de Lavoisier.......................................................................................................5
Definição de Liebig........................................................................................................6
Definição de Arrhenius..................................................................................................6
Caracterização....................................................................................................................7
Nesse proposto sistema (e é isso o que precisamente o caracteriza, em essência), chama-
se:.......................................................................................................................................7
Água como base de Brønsted.........................................................................................7
Água como ácido de Brønsted.......................................................................................7
Reacções Nucleares........................................................................................................8
Radioactividade Artificial e as primeiras reacções nucleares........................................9
A Energia Nuclear e Bomba Atómica..........................................................................10
Produção de uma bomba atómica................................................................................13
A diferenciação progressiva na Química.....................................................................14
Conclusão.....................................................................................................................16
Bibliografia..................................................................................................................17
MONJANE, A. A. R, et al. Química no contexto. 11ª Classe, Diname, Maputo, S.d.
......................................................................................................................................17
RUSSEL. John B. Química geral “Makron Books”, São Paulo, 1994........................17
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Anexos: Aspectos de explosão de bombas atómicas