833/03 (cofins).637/02 (PIS) e 10. nesse caso. • Parcelamento em 12 meses do crédito presumido sobre os estoques. impondo vários novos controles.3 Elementos do PIS e da Cofins • • Fato gerador é o total de receitas da pessoa jurídica. Surgiu também o encarecimento dos custos administrativos para o cumprimento das obrigações (as novas regras de responsabilidade de retenção na fonte.65% para 1. apesar de inúmeras pessoas jurídicas permanecerem no sistema cumulativo.6 1. § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo.1. ou seja. Introdução Pis e cofins são duas contribuições com destinações. Em certos casos a pessoa jurídica pode ter um sistema misto com parte de sua atividade econômica no regime cumulativo e parte no não cumulativo (por exemplo. tornando mais complexa a legislação. conceituando-a agora como receita total.65% e da Confins de 3% para 7. quanto às mudanças com a criação da não cumulatividade do PIS e da Cofins: Ambas tornaram-se não cumulativas através das leis 10. não dependendo de sua denominação ou classificação contábil. • Perda do direito ao crédito relativo ao valor dos bens ou pagamento de serviços adquiridos de pessoas físicas. O PIS (programa de integração social) e o cofins (contribuição para financiamento da seguridade social) a princípio ambas incidem de forma cumulativa no sobre o faturamento. isto é. guias de recolhimento e declarações).6% para as pessoa jurídicas neste sistema. o crédito só pode ser utilizado me relação a custos. da lei 10. 1. entretanto as leis 10. empresas que vendem certos medicamentos e perfumes. além das vendas de bens e prestações de serviços.833/04. no fim das contas houve aumento na carga tributária e na e na complexidade da legislação tributária. origens históricas e econômicas diferentes ambas incidentes sobre o faturamento. As alíquotas do PIS passaram de 0.2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS 1. despesas e encargos incorridos nos meses relativos às receitas sob o sistema não cumulativo). do artigo 1º.833/03 tornaram semelhantes às normas de ambas as contribuições. porém com a Lei 9. incluem-se aí todas as receitas independentes da denominação ou classificação contábil. também surgiu uma maior complexidade quanto ao direito ao crédito destas contribuições.637/02 e 10. as receitas: . não integrando a base de calculo a que se refere o § 3º. 1. com recolhimento quinzenal. Base de calculo é o valor do faturamento mensal.718/98 alterou-se o conceito de faturamento para essas contribuições.

exceto em relação às mercadorias e aos produtos referidos: (Redação dada pela Lei nº 10. multas e juros. comparando os valores do débito e do crédito encontra-se o valor do tributo a recolher.bens adquiridos para revenda. na condição de substituta tributária.65% e Cofins 3% • Contribuinte e responsável: contribuinte é a pessoa jurídica que realiza as receitas referidas na lei.decorrentes de saídas isentas da contribuição ou sujeitas à alíquota zero. na revenda de mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da empresa vendedora.833/03 (a indicação de um responsável mostrou-se muito eficaz para a arrecadação. assim. (Incluído pela Lei nº 10. de 15/12/2008). que tenham sido computados como receita. 3. o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo de aquisição. de 30. responsável é a pessoa jurídica que paga a outra pessoa jurídica (de direito privado) por prestação de serviços de acordo com o artigo 30 da lei 10. 2 Determinação da base de cálculo Determina-se o débito aplicando-se a alíquota sobre o valor do faturamento deduzidos dos valores que não configuram sua base de cálculo.2003) VII . b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda. III . a) no inciso III do § 3º do art.7 I . 2º a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados em relação a: I . .5.684.865. o responsável pagaria os tributos. aplicando-se as alíquotas sobre os valores descritos na lei como autorizados a gerar créditos desses tributos. 8º e Art. 1º desta Lei. 3º Do valor apurado na forma do art. • Alíquotas a) Não cumulativas: PIS 1. que não representem ingresso de novas receitas.65% e Cofins 7.727. uma vez que. decorrentes da venda de ativo imobilizado. Geram créditos os seguintes itens: Art.auferidas pela pessoa jurídica revendedora. V . tornando-o um arrecadador cuidadoso). de 23 de junho de 2008). apura-se os créditos. Feito assim.referentes a: a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais concedidos. 22 da Medida Provisória nº 451. de 2004). e (Redação dada pela Lei nº 11.6% b) Cumulativas: PIS 0.(Vide Art. sendo o saldo devedor o valor a recolher. VI – não operacionais.

bens e serviços.dos itens mencionados nos incisos I e II do caput. consumidas nos estabelecimentos da pessoa jurídica.787. de 2004). de 15 de junho de 2007). 2º desta Lei.SIMPLES. inclusive de mão-de-obra.vale-transporte. exceto em relação ao pagamento de que trata o art.865. VII .valor das contraprestações de operações de arrendamento mercantil de pessoa jurídica. e tributada conforme o disposto nesta Lei. máquinas e equipamentos. 2º desta Lei sobre o valor: (Redação dada pela Lei nº 10. equipamentos e outros bens incorporados ao ativo imobilizado. quando o custo. IV – aluguéis de prédios. V e IX do caput. adquiridos no mês.dos itens mencionados nos incisos IV.8 b) nos §§ 1º e 1º-A do art. de 2004). § 1º O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. vale-refeição ou vale-alimentação. pela intermediação ou entrega dos veículos classificados nas posições 87.04 da TIPI. V . adquiridos ou fabricados para locação a terceiros ou para utilização na produção de bens destinados à venda ou na prestação de serviços.198. de 21/11/2005).energia elétrica e energia térmica.488. inclusive combustíveis e lubrificantes.485. X . inclusive sob a forma de vapor. (Redação dada pela Lei nº 11.865.edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros. VI . II . ao concessionário. conservação e manutenção. 2º da Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 11. de oito de janeiro de 2009). utilizados nas atividades da empresa. utilizados como insumo na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. (Redação dada pela Lei nº 10. de 2004).bens recebidos em devolução. (Incluído pela Lei nº 11. devido pelo fabricante ou importador. VIII .máquinas. IX . fardamento ou uniforme fornecidos aos empregados por pessoa jurídica que explore as atividades de prestação de serviços de limpeza.865. exceto de optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte . II . (Redação dada pela Lei nº 11. de 25 de setembro de 2008).196. (Redação dada pela Lei nº 10. cuja receita de venda tenha integrado faturamento do mês ou de mês anterior. incorridos no mês. pagos a pessoa jurídica. . de três de julho de 2002. tenha sido suportado pela locatária.03 e 87. I .

pelo método de: I – apropriação direta. a critério da pessoa jurídica.dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos incisos VI e VII do caput. despesas e encargos vinculados a essas receitas. de 2004).aos bens e serviços adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no País.da aquisição de bens ou serviços não sujeitos ao pagamento da contribuição. III .aos bens e serviços adquiridos e aos custos e despesas incorridos a partir do mês em que se iniciar a aplicação do disposto nesta Lei. e (Incluído pela Lei nº 10. inclusive no caso de isenção. incorridos no mês. III . devolvidos no mês. de 2004). § 7º Na hipótese de a pessoa jurídica sujeitar-se à incidência não-cumulativa da contribuição para o PIS/Pasep. II – rateio proporcional. exclusivamente. esse último quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou serviços sujeitos à alíquota zero (zero). despesas e encargos comuns a relação percentual existente entre a receita bruta sujeita à incidência não-cumulativa e a receita bruta total.865.865. no caso de custos. . pagos ou creditados a pessoa jurídica domiciliada no País. § 4º O crédito não aproveitado em determinado mês poderá sê-lo nos meses subseqüentes.de mão-de-obra paga a pessoa física. II . § 8º Observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal.2003). I . o crédito será apurado. por meio de sistema de contabilidade de custos integrada e coordenada com a escrituração. de 2004). § 3º O direito ao crédito aplica-se.dos bens mencionados no inciso VIII do caput. de 30. isentos ou não alcançados pela contribuição.aos custos e despesas incorridos. aplicando-se aos custos. em relação aos custos. o crédito será determinado. em relação: I .5. despesas e encargos vinculados às receitas referidas no § 7º e àquelas submetidas ao regime de incidência cumulativa dessa contribuição.865. ou. § 2º Não dará direito a crédito o valor: (Redação dada pela Lei nº 10. em relação apenas a parte de suas receitas. inclusive em relação aos custos.684. exclusivamente.9 (Redação dada pela Lei nº 10. IV . II . (Incluído pela Lei nº 10. auferidas em cada mês.

10 § 9º O método eleito pela pessoa jurídica será aplicado consistentemente por todo o ano-calendário. na aquisição de mercadoria produzida por pessoa jurídica estabelecida na Zona Franca de Manaus. de 21/11/2005). somente cabe o crédito relativo ao encargo de depreciação e amortização. Quanto a maquinas e equipamentos. com pagamento em moeda conversível.SUFRAMA. o crédito apurado segundo as leis de ambas as contribuições poderá ser utilizado na dedução do PIS e cofins devido nos rendimentos gerados em operações no mercado interno e/ou deverá ser compensado com outros tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal Lucro Real. contabilidade tributária. vendas a pessoas jurídicas (empresa exportadora) com a finalidade de exportar. e a edificações e benfeitoria em imóveis de terceiros. mediante a aplicação da alíquota de 1. deve ser calculado sobre todos os bens do ativo imobilizado.196. serviços. 2005. “Apesar da má redação da lei.65% (um inteiro e sessenta e cinco centésimos por cento).). Ressalvado o disposto no § 2º deste artigo e nos §§ 1º a 3º do art. custos ou despesas pagas a pessoas físicas) quanto à depreciação. 2º desta Lei. 6 Pessoas jurídicas que continuam no regime cumulativo . Cláudio Camargo. (Incluído pela Lei nº 11. equipamentos e outros bens fabricados para incorporação ao ativo imobilizado na forma do inciso VI do caput deste artigo os custos de que tratam os incisos do § 2º deste artigo.A. § 12. os créditos não utilizados até o final do trimestre poderão ser objeto de pedido de restituição.1 Algumas observações: • Custos pagos a pessoas físicas por mão de obra não geram créditos (ressalta-se que não é possível obter crédito sobre bens. entende-se que esse encargo. o crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota de 1% (um por cento) e. 9ª edição são Paulo. Não integram o valor das máquinas. 2º desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.307. entende-se que não geram créditos os valores pagos na aquisição ou construção” (Fabretti. consoante projeto aprovado pelo Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus . aditora Atlas S. respectivamente. 3. de 19/05/2006). § 13. • • • 4 Aproveitamento de crédito Numa empresa cuja maior parte da receita venha de exportação (que é isenta de PIS). 5 Não-incidência do PIS e do cofins O PIS e cofins não incidirão sobre receitas oriundas de exportação. observadas as normas a serem editadas pela Secretaria da Receita Federal. na situação de que trata a alínea b do inciso II do § 4º do art. O crédito não aproveitado em um mês poderá ser utilizado nos meses subseqüentes. prestação de serviços para pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior.

não traz esperada diminuição e racionalização da . XI . II – as pessoas jurídicas tributadas pelo imposto de renda com base no lucro presumido ou arbitrado.684.158-35. de 27 de novembro de 1998 (parágrafos introduzidos pela Medida Provisória nº 2. 8º Permanecem sujeitas às normas da legislação da contribuição para o PIS/Pasep. VI .as sociedades cooperativas. VIII . V – os órgãos públicos. de 30. as autarquias e fundações públicas federais. 8 CONCLUSÃO A não-cumulatividade da Cofins e do PIS.5.1 Art. referidas no art.2003). como forma de neutralizar os efeitos maléficos da sua incidência em cascata.11 6.716.as receitas decorrentes de prestação de serviços das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens. c) referidas no art. IX .(VETADO) VII – as receitas decorrentes das operações: b) sujeitas à substituição tributária da contribuição para o PIS/Pasep. não se lhes aplicando as disposições dos arts. de 24 de agosto de 2001).102. IV – as pessoas jurídicas imunes a impostos.(VETADO) X . 8º e 9º do art. 61 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição de 1988. 3º da Lei nº 9. 5º da Lei nº 9. (Incluído pela Lei nº 10. vigentes anteriormente a esta Lei. de 26 de novembro de 1998.5. de 20 de junho de 1983. estaduais e municipais. 1º a 6º: I – as pessoas jurídicas referidas nos §§ 6º. e as fundações cuja criação tenha sido autorizada por lei. III – as pessoas jurídicas optantes pelo Simples. 7 Prazo de recolhimento Até o último dia útil da primeira quinzena do mês subseqüente ao da ocorrência do fato gerador. de 30. e Lei nº 7. (Incluído pela Lei nº 10.684.718.as receitas decorrentes de prestação de serviços de telecomunicações.2003).

somado às várias restrições ao crédito pelas Leis nº 10. O aumento das alíquotas do PIS de 0.637/02 e 10.65% e da Cofins de 3% para 7.12 tributação. provocaram um aumento da carga tributária para praticamente todos os contribuintes sujeitos ao novo sistema.br . observamos que no novo sistema de apuração do PIS e da Cofins.65% para 1. pois as restrições ao crédito do PIS e da Cofins não garantem a incidência mais benéfica almejada para essas contribuições. Em comparação ao regime não cumulativo do IPI e o ICMS. Bruna. não são todos os valores relativos às operações anteriores que garantem o direito ao crédito ao apurar essas contribuições. Referências bibliográficas: CREPALDI. Disponível na Internet via <http://www. Metade das empresas fecha com até cinco anos de existência. porém ela restringe o desenvolvimento econômico das empresas responsáveis pelo crescimento do País. o sistema em estudo não combina com o propósito da incidência não-cumulativa. É claro que o sistema não cumulativo gerou um aumento das receitas tributárias do Estado. Parece que a legislação em estudo criou um sistema com o falso nome "nãocumulativo".833/03.metodista. que é evitar a incidência em cascata.6%. E o que é pior.

portaldecontabilidade.portaltributario. Lazzari.gov. São Paulo. Contabilidade tributária.A.br/ via <http://www.br .com. Cláudio Camargo.com.fazenda.receita. Carlos Alberto pereira de. 2005editora Atlas S. Manual de Direito Previdenciário via <http://www. João batista.br via <http://www. Castro.13 FABRETTI.

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