UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA III
NOTAS DE AULA

Profª. Dr.ª. Gisella Maria Zanin

Maringá, fevereiro de 2007

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APRESENTAÇÃO

Caro estudante, A disciplina LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA III – 230, bem como as demais disciplinas de caráter exclusivamente experimental, criadas no currículo do Curso de Engenharia Química, tem como objetivo principal valorizar o trabalho experimental, por meio do qual o estudante tem um primeiro contato com a realidade física dos fenômenos envolvidos e constitui-se numa boa oportunidade para que se confronte a teoria e a prática. Freqüentemente ouve-se dizer que: a prática é uma e a teoria é outra, um jargão popular de muita sabedoria, mas normalmente mal interpretado. A teoria é uma tentativa de explicação do fenômeno físico (físico-químico, ou químico) observado ao longo de numerosos experimentos. Desta forma, a teoria nada mais é do uma conseqüência da observação experimental que a precede. A teoria que se transmite e se aprende (ou que se deixa de ministrar e de aprender) nos cursos de engenharia é clássica e amplamente comprovada. De modo geral faz parte de um acervo que é mundialmente reconhecido como válido e que funciona bem para os propósitos a que se destina. Portanto, os experimentos que serão realizados, fundamentados nesta base teórica amplamente aceita, deverão ajustar-se adequadamente (com um certo erro experimental) aos princípios propostos ou já estudados. Para que as medidas e as conclusões a que se chegar não se afastem muito dos modelos propostos, deve-se ter critérios rígidos de condução dos experimentos, em todas as suas etapas, começando pelo seu planejamento e encerrando com conclusões obtidas a partir das observações realizadas. Lembre-se que experimentos mal conduzidos podem corroborar o dito popular que na prática a teoria é outra, quando deveria ser constatado que na teoria a prática é outra. Caro estudante, ao realizar a sua prática, procure observar e anotar nos seus apontamentos todos os fenômenos que estão ocorrendo, as alterações de cor, aspecto, liberação de gases, entre outros, pois isto permitirá que seu relatório e suas conclusões sejam muito próximas da realidade. Ao manusear os equipamentos e materiais volumétricos seja muito cuidadoso de modo a reduzir ao mínimo o erro experimental sujeito a fator humano. Nestas Notas de Aula da disciplina de Laboratório de Engenharia Química III procurouse reunir algumas informações básicas sobre o desenvolvimento da disciplina, os experimentos, e a forma de organizar e elaborar um relatório técnico. Talvez seja esta sua última oportunidade de trabalhar em equipe com seus colegas de curso, aproveite para desenvolver uma vez mais essa habilidade, bem como desenvolver seu espírito de liderança e de trabalho em equipe. Sua criatividade e habilidade para solucionar problemas novos será muito necessária na condução dos experimentos. Exercite estas qualidades. Desenvolva sua capacidade de expressão oral e escrita elaborando um bom relatório técnico, pois isto muito o auxiliará ao longo de sua vida profissional. Finalmente aproveite o convívio com seus colegas e professores e busque sanar as dúvidas, que por ventura, ainda não foram completamente respondidas ao longo do curso. Espero, que todos juntos, tenhamos um bom curso!

Profª. Gisella Maria Zanin

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AGRADECIMENTOS

Ao Claudemir de Souza pela dedicação na digitação das primeiras versões desta notas de aula (1997 e 1998). Aos Engenheiros Químicos Lauro Mitsuaki Kambara, Luiza Pedrina Vilxenski Calsavara, Aline Priscila da Silva e Elenice Tavares Abreu, ao Químico Milton José Gonçalves Ferraz pela dedicação na montagem e manutenção dos módulos experimentais e na atualização dos esquemas dos módulos, bem como na preparação das aulas práticas. Ao Auxiliar de Laboratório Delso Heerdt pela dedicação na limpeza do material utilizado nas práticas. A todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para a viabilização desta disciplina. Ao PADCT/CAPES e ao DEQ/UEM pelo apoio financeiro, sem o qual esta disciplina não teria sido implementada. Muito obrigada.

............................................................................3.........................................8 4.....................6 2.............................4 ÍNDICE 1.................. Preparação de Catalisadores ...1....1............................................... RELATÓRIO TÉCNICO: COMO ORGANIZÁ-LO? ............................7.............. INTRODUÇÃO..................14 5........................52 7..........................................Referências Bibliográficas............................... Efeitos de Transferência de Massa .....Desidratação de Etanol...........10................. Elaboração do Relatório Técnico...................4...................................................................................................................................................................3....22 5............................ DTR e Conversão no PFR.....................9..........................................6 2.................................................................................... Reação de 1ª Ordem e Lei de Arrhenius ................................... Fermentação Alcoólica .........................................................................................................................................................................................................5............... APÊNDICES ...18 5........................3.................................................6. Critérios de Avaliação.............................................. PLANEJAMENTO DA DISCIPLINA............44 5...................49 7........14 5................................................................................ Instruções Gerais.....................................................................43 5..................39 5.................................5 2.55 .................................52 7...................................................................................................................................................... Atividade da Enzima Invertase Livre e Imobilizada ......................... Reator Integral de Leito Fixo ..41 5..............6 2..................................... Reator Diferencial de Leito Fixo ...................26 5.................................................. Simulação de Processos .12.....................................................8.................................. HORÁRIO DA DISCIPLINA .............................1.................................29 5.............................................53 7....................3...........Tabelas e Ilustrações ................2................................ Introdução ......................Regras Gerais de Notação................1......................................................................................................................6 2.9 5.....................................2...................................7 3.....................................................................Reação de Reforma do Etanol .................................. Apêndice II ............15 5.......................................................................................4............................................2........ EXPERIMENTOS . Curva Padrão de Violeta Genciana ...............................47 6.......................................................................................................................46 6......................... Ambiental – Estudo dos Parâmetros de Filtração num Sistema com Membranas ..........11.............23 5..................................................................48 6..... DTR e Conversão no CSTR...........................................................2.... INSTRUÇÕES GERAIS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ....... Qualidades de um Relatório... Pelletização e Caracterização de Catalisadores .................... Apêndice I ............. Apêndice III .......16 5.......20 5...............................14...47 6............. Avaliações ................................................. Estabilidade Térmica da Enzima Invertase Livre e Imobilizada..13......................................... Professores Ministrantes .....................................................................

cada experimento tem seus próprios objetivos específicos. esta é talvez. (g) a capacidade de síntese.5 1. tem como objetivos aprofundar os conhecimentos técnicos e desenvolver as seguintes habilidades: (a) a capacidade de utilização da informática como instrumento do exercício da engenharia. a última oportunidade de sanar dúvidas a respeito de uma série de conceitos não muito sedimentados em seu conhecimento. (c) a formação abrangente que lhe propicie sensibilidade para as questões humanísticas e ambientais. expressão e interpretação gráfica. (k) a capacidade de conduzir e interpretar resultados de atividades experimentais Além desses objetivos gerais. A preparação prévia à aula é de fundamental importância para o melhor aproveitamento da parte experimental. objetivou-se reunir de forma didática algumas orientações sobre a elaboração e organização de um Relatório Técnico. no contexto do Curso. (f) a capacidade de consolidação dos conhecimentos teóricos. Ao elaborarmos estas Notas de Aula teve-se em mente mostrar o conjunto dos experimentos que compõem o Laboratório de Engenharia III. (i) a capacidade de desenvolvimento e aplicação de modelos matemáticos e físicos a partir de informações sistematizadas. Simulação Controle de Processos. Introdução à Engenharia Bioquímica e Análise. (e) a capacidade de leitura. dedique-se à disciplina e aprenda a elaborar um bom relatório. . que em muito será útil na sua vida profissional. que reúne os conceitos das disciplinas de Engenharia das Reações Químicas. (j) a capacidade de análise crítica dos modelos empregados no estudo das questões de engenharia. Aproveite esta ocasião. (d) a capacidade crítica com relação a conceitos de ordem de grandeza. Ainda. (h) a capacidade de obtenção e sistematização de informações. que são aplicáveis também à redação de um trabalho científico e de uma dissertação/tese. INTRODUÇÃO A disciplina de Laboratório de Engenharia Química. Lembre-se que. aliada à compreensão e expressão em língua portuguesa. (b) a capacidade de trabalho em equipe.

. por no máximo 6 (seis) alunos. Os experimentos serão realizados em equipe.1. A partir destas informações o aluno deverá aprofundar seus conhecimentos e detalhar as informações necessárias à realização da parte experimental. n º REL ∑R ik Rk = i = 1 nR . quando realizadas. que em função da natureza dos equipamentos envolvidos.. 23/06 e 14/07) das 14h00min às 16h30min no bloco 33-02 (duração máxima de 2h30min. e a entrega fora do prazo especificado no item 2. 26/05. serão corrigidos e não serão devolvidos aos alunos. será responsabilidade dos alunos prosseguir nas atividades até a conclusão dos trabalhos. Os relatórios. A nota final ( NF ) será a média aritmética simples das notas bimensais. documentos de avaliação. Rik ≡ nota do i-ésimo relatório do k-ésimo bimestre. O relatório deverá ser elaborado conforme as instruções apresentadas no capítulo 6. O relatório deverá ser elaborado de acordo com as instruções apresentadas no Capítulo 6. Havendo interesse... Caso a duração da atividade experimental ultrapasse o horário previsto. INSTRUÇÕES GERAIS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 2. N Bk = 0. A ausência à aula de laboratório programada implicará na atribuição da nota zero no relatório. Avaliações As avaliações compreenderão uma prova escrita (70%) e o relatório das práticas (30%). sempre que necessário. que deverá ser entregue. é obrigatória uma vez que os objetivos e metodologia da prática não serão explicados no laboratório.4 1 NF = x 4 ∑N k =1 4 Bk 2. impreterivelmente na aula prática subseqüente. Estas datas não serão alteradas.. Após a realização das atividades experimentais deverá ser elaborado.6 2. implicará numa redução de 20% da nota do relatório. As aulas serão realizadas segundo o horário e calendário apresentados nos capítulos 3 e 4 respectivamente. e abrangerá o conteúdo das aulas práticas e dos relatórios.3. precedidas de uma aula teórica onde serão apresentados os princípios fundamentais que regem a experiência e seus objetivos. Cada grupo de trabalho será constituído. As provas serão elaboradas pelos professores que ministrarem as aulas práticas. Instruções Gerais As aulas práticas de laboratório serão. 3 x Rk . . poderão ser copiados antes de sua entrega. o relatório. A freqüência às aulas teóricas. não será alterado. 2. 7 xN Ak + 0. por equipe.1. Não serão aceitas permutas de turma. Critério de Avaliação Cada nota bimensal ( NB ) será calculada como média aritmética ponderada da nota média ( R ) dos relatórios e a nota da avaliação ( NA ). N Ak ≡ nota da k-ésima avaliação.2. k = 1. A prova escrita será realizada às sextas-feiras (dias 28/04.

Práticas de Catálise 1 a 3 Prof. José Eduardo Olivo – Prática de Bioengenharia 4 . Tavares – Prática de Ambiental 1 Prof. Célia Regina G. Gisella Maria Zanin – Práticas de Cinética 1 a 4 e Práticas de Bioengenharia 1 a 3 Prof Cid Marcos Gonçalves Andrade – Práticas de Controle 1 a 3 Profª. mediante requerimento com justificativa anexa. As provas serão todas realizadas em 21/julho/2005. Onélia A. Luiz Mario Matos Jorge – Práticas de Catálise 1 a 3 Profª. Andreo dos Santos . das 14h às 16h30min compreendendo as avaliações não realizadas na data previamente estabelecida.4 Professores Ministrantes Profª.7 A segunda oportunidade somente será deferida em casos excepcionais. 2.

3ª e 4ª Avaliações.8 3. HORÁRIO DA DISCIPLINA OBSERVE AS DATAS DAS AULAS NO CAPÍTULO REFERENTE AO PLANEJAMENTO DA DISCIPLINA Horário 07:45 08:35 09:40 10:30 11:20 13:30 Turmas 1 e 4 Turmas 1 e 4 Turmas 1 e 4 Turmas 1 e 4 Turmas 1 e 4 Turmas 2 e 5 Turmas 2 e 5 Turmas 2 e 5 Turmas 2 e 5 Turmas 2 e 5 Turmas 3 e 6 Turmas 3 e 6 Turmas 3 e 6 Turmas 3 e 6 Turmas 3 e 6 1ª. 2ª Oportunidade 33-02 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado 14:20 15:30 16:20 17:10 . 2ª.

5) Catálise 1: Preparação de Catalisadores (Turma 4) – Prof. Cid / Wagner Controle 1: Dinâmica de Medidores e Elementos Finais (Turmas 1 e 2) Controle 1: Dinâmica de Medidores e Elementos Finais (Turmas 3 e 4) Controle 1: Dinâmica de Medidores e Elementos Finais (Turmas 5 e 6) Controle 2: Resposta de Freqüência Experimental . Luiz Mário Catálise 1: Preparação de Catalisadores (Turma 6) . Luiz Mário Catálise 1: Preparação de Catalisadores (Turma 5) – Prof. Lei de Arrhenius (Turma 1) Cinética 2: Reação de 1ª Ordem. Gisella – 13h30min Cinética 1: Curva Padrão (Turma 4) Cinética 1: Curva Padrão (Turma 5) Cinética 1: Curva Padrão (Turma 6) Cinética 2: Reação de 1ª Ordem. Gisella – 15h30min Cinética 2: Reação de 1ª Ordem.1) – Profª. Cid / Wagner Controle 3: Controladores PID Discretos (Turmas 1 e 2) Controle 3: Controladores PID Discretos (Turmas 3 e 4) Controle 3: Controladores PID Discretos (Turmas 5 e 6) Cinética 1: Curva Padrão (Prática 5.2) .2007 DATA FEVEREIRO/ MARÇO 27/02 28/02 01/03 ASSUNTO Cinética 1: Curva Padrão (Prática 5. Lei de Arrhenius (Turma 6) Cinética 3: DTR e Conversão no PFR (Prática 5.Profª.1) – Profª.Prof. Gisella – 15h30min Cinética 2: Reação de 1ª Ordem. PLANEJAMENTO DA DISCIPLINA LAB III .Profª.Profª.Profª. Lei de Arrhenius (Turma 4) Cinética 2: Reação de 1ª Ordem. Lei de Arrhenius (Turma 3) Controle 1: Dinâmica de Medidores e Elementos Finais – Prof.9 4. Cid / Wagner Controle 2: Resposta de Freqüência Experimental Turmas 1 e 2) Controle 2: Resposta de Freqüência Experimental (Turmas 3 e 4) Controle 2: Resposta de Freqüência Experimental (Turmas 5 e 6) Controle 3: Controladores PID Discretos . Gisella Cinética 3: DTR e Conversão no PFR (Turma 1) Cinética 3: DTR e Conversão no PFR (Turma 2) Cinética 3: DTR e Conversão no PFR (Turma 3) Catálise 1: Preparação de Catalisadores (Prática 5. Gisella Cinética 3: DTR e Conversão no PFR (Turma 4) Cinética 3: DTR e Conversão no PFR (Turma 5) Cinética 3: DTR e Conversão no PFR (Turma 6) 27/02 28/02 01/03 MARÇO 06/03 07/03 08/03 06/03 07/03 08/03 06/03 07/03 08/03 12/03 1303 15/03 12/03 13/03 15/03 19/03 20/03 22/03 19/03 20/03 22/03 26/03 27/03 29/03 .3) . Lei de Arrhenius (Prática 5. Lei de Arrhenius (Turma 2) Cinética 2: Reação de 1ª Ordem. Gisella – 13h30min Cinética 1: Curva Padrão (Turma 1) Cinética 1: Curva Padrão (Turma 2) Cinética 1: Curva Padrão (Turma 3) Cinética 2: Reação de 1ª Ordem.3) . Lei de Arrhenius (Prática 5.2) . Onélia Cinética 3: DTR e Conversão no PFR (Prática 5.Prof. Lei de Arrhenius (Turma 5) Cinética 2: Reação de 1ª Ordem.Profª.

Profª.7 e 5. Gisella Cinética 4: DTR e Conversão no CSTR (Turma 4) Cinética 4: DTR e Conversão no CSTR (Turma 5 Cinética 4: DTR e Conversão no CSTR (Turma 6) Simulação 1: Simulação de Processo (Prática 5. Gisella Bioengenharia 1: Atividade Enzimática (Turma 1) Bioengenharia 1: Atividade Enzimática (Turma 2) Bioengenharia 1: Atividade Enzimática (Turma 3) Catálise 3: Teste Catalítico Reforma do Etanol e Desidratação de Etanol (Práticas 5.Profª.9) . Luiz Mário Catálise 1: Preparação de Catalisadores (Turma 2) – Prof. Gisella Cinética 4: DTR e Conversão no CSTR (Turma 1) Cinética 4: DTR e Conversão no CSTR (Turma 2) Cinética 4: DTR e Conversão no CSTR (Turma 3) Catálise 2: Pelletização e Caracterização de Catalisadores (Prática 5. Onélia Catálise 1: Preparação de Catalisadores (Turma 1) – Prof.4) .10 DATA 26/03 27/03 29/03 ABRIL 02/04 03/04 05/04 02/04 03/04 05/04 09/04 10/04 12/04 09/04 10/04 12/04 16/04 17/04 19/04 16/04 17/04 19/04 23/04 24/04 26/04 23/04 24/04 26/04 27/04 MAIO 14/05 15/05 17/05 14/05 15/05 17/05 ASSUNTO Catálise 1: Preparação de Catalisadores (Prática 5.Profª. Luiz Mário Catálise 1: Preparação de Catalisadores (Turma 3) – Profª Onélia Cinética 4: DTR e Conversão no CSTR (Prática 5.Profª.Profª.Profª.5) .9) .14) – Prof.8) .14) – Prof.6) Catálise 2: Pelletização e Caracterização de Catalisadores (Turma 4) Catálise 2: Pelletização e Caracterização de Catalisadores (Turma 5) Catálise 2: Pelletização e Caracterização de Catalisadores (Turma 6) Catálise 2: Pelletização e Caracterização de Catalisadores (Prática 5.6) Catálise 2: Pelletização e Caracterização de Catalisadores (Turma 1) Catálise 2: Pelletização e Caracterização de Catalisadores (Turma 2) Catálise 2: Pelletização e Caracterização de Catalisadores (Turma 3) Simulação 1: Simulação de Processo (Prática 5.8) Catálise 3: Teste Catalítico (Turma 4) Catálise 3: Teste Catalítico (Turma 5) Catálise 3: Teste Catalítico (Turma 6) 1ª Avaliação Turmas 1 a 6 –CONTROLE 1 a 3 e SIMULAÇÃO 1 Bioengenharia 1: Atividade Enzimática (Práticas 5.4) . Mauro Simulação 1: Simulação de Processo (Turma 1) Simulação 1: Simulação de Processo (Turma 2) Simulação 1: Simulação de Processo (Turma 3) Bioengenharia 1: Atividade Enzimática (Prática 5. Gisella Bioengenharia 1: Atividade Enzimática (Turma 4) Bioengenharia 1: Atividade Enzimática (Turma 5) Bioengenharia 1: Atividade Enzimática (Turma 6) Catálise 3: Teste Catalítico Reforma do Etanol e Desidratação de Etanol (Práticas 5. Onélia Catálise 3: Teste Catalítico (Turma 1) Catálise 3: Teste Catalítico (Turma 2) Catálise 3: Teste Catalítico (Turma 3) .7 e 5. Mauro Simulação 1: Simulação de Processo (Turma 4) Simulação 1: Simulação de Processo (Turma 5) Simulação 1: Simulação de Processo (Turma 6) Cinética 4: DTR e Conversão no CSTR (Prática 5.

Profª. 2ª. 11/06 12/06 14/06 11/06 12/06 14/06 18/06 19/06 21/06 18/06 19/06 21/06 25/06 26/06 28/06 25/06 26/06 28/06 29/06 JULHO 13/07 27/07 .13) Prof. Gisella Bioengenharia 2: Estabilidade Térmica da Enzima (Turma 1) Bioengenharia 2: Estabilidade Térmica da Enzima (Turma 2) Bioengenharia 2: Estabilidade Térmica da Enzima (Turma 3) Ambiental 1: Tratamento de Efluentes com Sistema de Membranas (Prática 5.11 DATA 28/05 29/05 31/05 28/05 29/05 31/05 JUNHO 01/06 ASSUNTO Bioengenharia 2: Estabilidade Térmica da Enzima (Prática 5.10) .Profª. 3 e 4. 2. 3ª e 4ª . Marcelinoa Ambiental 1: Tratamento de Efluentes (Turma 1) Ambiental 1: Tratamento de Efluentes (Turma 2) Ambiental 1: Tratamento de Efluentes (Turma 3) Bioengenharia 3: Efeitos Difusionais em Reator de Leito Fixo (Prática 5.10) . Ambiental 1 2ª Oportunidade: Turmas 1 a 6 – Avaliações: 1ª.11) . Gisella Bioengenharia 3: Efeitos Difusionais em Reator de Leito Fixo (Turma 4) Bioengenharia 3: Efeitos Difusionais em Reator de Leito Fixo (Turma 5) Bioengenharia3: Efeitos Difusionais em Reator de Leito Fixo (Turma 6) Bioengenharia 4: Fermentação Alcoólica (Prática 5.Profª. Gisella Bioengenharia 3: Efeitos Difusionais em Reator de Leito Fixo (Turma 1) Bioengenharia 3: Efeitos Difusionais em Reator de Leito Fixo (Turma 2) Bioengenharia 3: Efeitos Difusionais em Reator de Leito Fixo (Turma 3) Bioengenharia 4: Fermentação Alcoólica (Prática 5.12) – Prof.Profª.Conteúdo – correspondente à avaliação que não foi realizada.13) Prof. Marcelino Ambiental 1: Tratamento de Efluentes (Turma 4) Ambiental 1: Tratamento de Efluentes (Turma 5) Ambiental 1: Tratamento de Efluentes (Turma 6) 2ª Avaliação Turmas 1 a 6 – Conteúdo: Cinética 1 a 4 Bioengenharia 2: Estabilidade Térmica da Enzima (Prática 5. Olivo Bioengenharia 4: Fermentação Alcoólica (Turma 1) Bioengenharia 4: Fermentação Alcoólica (Turma 2) Bioengenharia 4: Fermentação Alcoólica (Turma 3) 3ª Avaliação Turmas 1 a 6 – Conteúdo: Catálise 1 a 3 4ª Avaliação Turmas 1 a 6 – Conteúdo: Bioengenharia 1.12) – Prof.11) . Olivo Bioengenharia 4: Fermentação Alcoólica (Turma 4) Bioengenharia 4: Fermentação Alcoólica (Turma 5) Bioengenharia 4: Fermentação Alcoólica (Turma 6) Bioengenharia 3: Efeitos Difusionais em Reator de Leito Fixo (Prática 5. Gisella Bioengenharia 2: Estabilidade Térmica da Enzima (Turma 4) Bioengenharia 2: Estabilidade Térmica da Enzima (Turma 5) Bioengenharia 2: Estabilidade Térmica da Enzima (Turma 6) Ambiental 1: Tratamento de Efluentes com Sistema de Membranas (Prática 5.

Conteúdo – correspondente à avaliação que não foi realizada. 3ª e 4ª . EXAME FINAL (A COMBINAR) . 2. 2.12 DATA AVALIAÇÕES 27/04 01/06 29/06 13/07 27/07 ASSUNTO RESUMO 1ª Avaliação Turmas 1 a 6 –Conteúdo: Controle 1 a 3 e Simulação 1 2ª Avaliação Turmas 1 a 6 – Conteúdo: Cinética 1. Ambiental 1 2ª Oportunidade: Turmas 1 a 6 – Avaliações: 1ª. 2. 3 e 4. 3 e 4 4ª Avaliação Turmas 1 a 6 – Conteúdo: Bioengenharia 1. 3 e 4 3ª Avaliação Turmas 1 a 6 – Conteúdo: Catálise 1. 2ª.

80 4.80 0. Materiais: .00 3.767 x 10-5 M.60 2.40 1. G.80 3. D. vol.13 5. OHLWEILER.30.80 2.40 1.60 1. entre outros tópicos importantes. 1ª ed. Mc GrawHill Book Company.1.80 3.42535.60 2. Fórmula química: C25H30CIN3.20 1.W.60 Tubo Nº 14 15 16 17 18 19 20 21 Solução de Cristal Violeta (mL) 2.40 Água Destilada (mL) 4. . logo a concentração da solução de cristal violeta será. agora de 1.00 . Química Analítica Quantitativa. Tubo Nº 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 Solução de Cristal Violeta (mL) 0. 1974.20 0. Rio de Janeiro. em seguida tomar alíquotas da solução de cristal violeta. fontes de erro.00 2.20 1.40 0. 647-681. código de .20 3.Diluição da Solução de Cristal Violeta.60 0.40 3. fazer os testes em duplicata.20 2.diluição total: 5:200 ou 1:40.80 1. 1960.00 0.40 2. diluir a solução estoque de cristal violeta na proporção de 5 mL de solução de cristal violeta para 195 mL de água .00 1.00 2. Relatório: elaborar seguindo as instruções apresentadas no capítulo 6.00 1.20 2. Identificação = CI. New York.00 Água Destilada (mL) 1.80 2.60 0.60 3. pp.40 3.. Instrumental Methods of Chemical Analysis.20 3. 2ª ed.20 0. principais causas de desvios da Lei de Beer. pp. solução estoque de cristal violeta .60 3. Violeta genciana com Peso Molecular = 408.A. conforme Tabela 1 e preparar a curva de calibração.00 0.7. Curva Padrão de Violeta Genciana Objetivo: Determinar a curva de calibração de uma solução de cristal violeta (violeta genciana). Tabela 1 . . III. Livros Técnicos e Científicos Editora S. EXPERIMENTOS 5.00 3. 15-32. Referências Bibliográficas: EWING.A.40 0.049 x 10-4 M . espectrofotômetro FEMTO modelo 435 e comprimento de onda: 595 nm. Metodologia: . Abordar princípios de Absorciometria.80 1.

. 40 e 45°C . Reação de 1ª Ordem e Lei de Arrhenius Objetivos: 1. retirar amostras em intervalos de tempo pré-estabelecidos (1 minuto). aquecer 150 mL de solução de violeta genciana num balão volumétrico. aquecer 150 mL de solução de hidróxido de sódio no balão de três bocas.14 5. Relatório: elaborar seguindo as instruções do capítulo 6.2. .Observar atentamente o que ocorre com a reação e anotar todas as principais ocorrências. Verificar a cinética de primeira ordem da reação de descoloração da violeta genciana em meio básico. Determinar os parâmetros cinéticos da reação: constante de velocidade. reator batelada como mostrado na Figura 1 Figura 1 – Módulo Experimental para a Reação de Primeira Ordem Metodologia: . periodicamente. Materiais: . após a estabilização da temperatura. solução estoque de violeta genciana = 7. bem como aquela do banho. . adicionar a solução de violeta genciana à solução de hidróxido de sódio e acionar o cronômetro. imediatamente após a mistura das soluções retirar uma amostra de 4 mL. solução de hidróxido de sódio = 4 x 10-2 M . . anotando o tempo em que foi feita a leitura. a temperatura no interior do reator.049 x 10-5 M . 35. 2. esfriar em banho de água fria e ler no espectrofotômetro a 595 nm. verificar. . cronômetro . . . temperaturas 30. fator de freqüência e energia de ativação.

importância da Lei de Ahrrenius. solução de violeta genciana . Referências Bibliográficas Recomendadas: GONÇALVES. Para ilustrar o esquema do módulo também deve ser desenhado. . água à temperatura ambiente. retirar no mínimo 10 amostras. . reações de pseudo-primeira ordem. C. . . após estabelecido o regime de escoamento.2066. Trabalho de Graduação. Metodologia: a) Teste de Conversão. aspectos fundamentais sobre cinética. Comparar os resultados experimentais com aqueles obtidos pelos modelos teóricos. . 1 e 2.3127 M . 5. Reações de Primeira Ordem. curva de calibração dos rotâmetros. calcular os tempos de residência com o volume do reator e as vazões volumétricas da solução reagente. Obter a conversão de uma solução de violeta genciana no PFR. DTR e Conversão no PFR.049 x 10-4 M. O esquema do módulo experimental é mostrado na Figura 2. . volume do reator .0 x 10-2 M.41 cm3 = 2.15 É importante abordar aspectos da cinética da reação.3. . reações de primeira ordem. Relatório Final. LEVENSPIEL. . Editora Edgard Blücher. Materiais: . . A. as amostras serão lidas no espectrofotômetro.29 m. deixar a mistura NaOH + Violeta Genciana escoar ao longo do reator por um tempo igual ao tempo de residência para se trabalhar em condições uniformes no reator. D.3/8 in. para tanto utilizar vazão do NaOH nove (9) vezes maior que a vazão da solução de violeta genciana. 1974. vol. fazer uma determinação. concentração da solução de violeta genciana (pulso): 127. Aguarde a estabilização do espectrofotômetro por alguns segundos e então proceda a leitura. e calibrado com água à temperatura ambiente. comprimento do reator .0664 L. 2. . 1993. Obter a distribuição de tempo de residência (DTR) de um reator tubular (PFR). Engenharia das Reações Químicas.7. São Paulo. a 595 nm. 3. . reator: diâmetro interno. Objetivos: 1. significado de Energia de Ativação e importância de sua determinação. retirar amostras em intervalos de tempo constante e ler a Absorvância imediatamente pois a reação continua. manter a concentração do NaOH aproximadamente constante ao longo da reação.4. solução de hidróxido de sódio .58 g/L = 0.

C. . c) Ajuste dos Rotâmetros Para o ajuste dos Rotâmetros.5075 x . L. vol. 819 r = 0. repetir o ensaio para 2 vazões.nº 220 com esfera de vidro: y = 0.9970 (3) r = 0. da S. .6542 x – 34. . F. quando o pulso se aproxima da saída do reator.6435 x – 10.5 g/L. da USP. . ler a absorvância a 595 nm.364 Rotâmetro 03 . M. que foram calibrados com água à temperatura ambiente. . Reator Tubular de Escoamento não Ideal .16 . e todas as equações a serem utilizadas no cálculo dos resultados. utilizar água corrente à temperatura ambiente.827 Rotâmetro 02 . utilize as Equações 1 a 4 apresentadas a seguir.9968 (4) r = 0. anotar a temperatura da solução.2303 x . manter o controle da vazão.. e MORAES.nº 235 com esfera de vidro: Y= 6. Relatório: O relatório deve ser montado de acordo com as instruções apresentadas no Capítulo 6. iniciando-se com 10 segundos e à medida que a coloração se tornar mais fraca. 1984.29. O. com o auxílio de uma seringa. C. previamente pesada. proceder a coleta de amostras em intervalos de tempo. NaOH . 1974. 2n Ed. aumentar o tempo de coleta das amostras.8. 2. exemplo: violeta genciana .nº 215 com esfera de aço: y = 0.20 e 30 mL/min.1722 Rotâmetro 04 .nº 230 com esfera de vidro: y = 3. utilizar as mesmas vazões do teste de conversão.9946 (2) r = 0.Pulso . Bibliografia: BARBAR. b) Teste de DTR . ARAÚJO. Engenharia das Reações Químicas. injetar um pulso de solução de violeta genciana a uma concentração de 127. para cada vazão. aspectos sobre reatores tubulares. como fluido. onde: x = escala graduada do rotâmetro y = vazão (mL/min) Rotâmetro 01 . após atingir o regime de equilíbrio.Trabalho de Graduação.180 e 270 mL/min. Deve referenciar as práticas anteriores.9927 (1) Observação: 1. F. LEVENSPIEL. de.

17

MORAES, F. F. de. Notas de aula da disciplina Engenharia das Reações Químicas Escoamento não Ideal, versão 1998. ZANIN, G. M. Seminário - Distribuição do Tempo de Residência de Fluidos em Reatores, Campinas, 1984.

Água Água

NaOH NaOH

Violeta Genciana Violeta Genciana

Rotâmetro Rotâmetro
FI FI

Coleta de Amostras

Coleta de Amostras

Rotâmetro

FI

Rotâmetro

FI

Misturador Misturador

Reator PFR Reator PFR

Figura 2 – Módulo Experimental para a DTR e Conversão no PFR

5.4. DTR e Conversão no CSTR Objetivos: 1. Obter a distribuição de tempo de residência (DTR) de um reator de mistura perfeita (CSTR). 2. Obter a conversão da solução de violeta genciana no CSTR. 3. Comparar os resultados experimentais com aqueles obtidos pelos modelos teóricos. Materiais: . solução de hidróxido de sódio - 4,0 x 10-2 M. . solução de violeta genciana - 7, 049 x 10-5 M. . água corrente à temperatura ambiente, fazer uma determinação. . reator de vidro de 500 mL. . curva de calibração dos rotâmetros (Equações 1 a 4). Na Figura 3 apresenta-se um esquema do módulo experimental.

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Metodologia: a) Teste de Conversão. . manter a concentração do NaOH aproximadamente constante ao longo de toda reação, para tanto utilizar uma vazão de NaOH nove vezes (9) maior que a vazão da solução de violeta genciana. . calcular os tempos de residência com o volume do reator e as vazões volumétricas da solução reagente. . deixar a mistura NaOH + violeta genciana escoar ao longo do reator por três tempos de residência para se trabalhar em condições uniformes do reator. . após estabelecido o regime de escoamento, retirar amostras em intervalos de tempo de 1 minuto, e ler, imediatamente, a absorvância a 595 nm. . retirar no mínimo 10 amostras. . repetir o ensaio para 2 vazões, exemplo: violeta genciana: 14 e 20 mL/min, NaOH - 126 e 180 mL/min. b) Teste de DTR - degrau negativo. . utilizar as mesmas vazões do teste de conversão . utilizar água corrente como fluido. . ajustar a vazão de água e deixar escoar por três tempos de residência. . após atingir o regime de equilíbrio para cada vazão, ligar a bomba peristáltica e deixar passar violeta genciana até a concentração no interior do reator, atingir um valor constante (absorvância constante). Acompanhar por meio de amostragem. . desligar a bomba, e coletar amostras a cada 30 segundos, até a absorvância voltar, praticamente, a zero. . ler a absorvância a 595 nm. . determinar a temperatura no interior no reator. Relatório: O relatório deve ser elaborado de acordo com as normas apresentadas no Capítulo 6. Comente a teoria relativa ao reator CSTR. Bibliografia: HILL, C. G. An Introduction to Chemical Engineering Kinetics & Reactor Design. USA. John Wiley & Sons, 1977. LEVENSPIEL, O. Engenharia das Reações Químicas, São Paulo, John Wiley & Sons, 1972. MORAES, F. F. de. Notas de aula da disciplina Engenharia das Reações Químicas Escoamento não Ideal. versão 1998. ZANIN, G. M. Seminário - Distribuição do Tempo de Residência de Fluidos em Reatores, Campinas, 1984.

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Água

NaOH

Violeta Genciana

Rotâmetro

FI

Rotâmetro

FI

CSTR

Saída de produto

Agitador

Figura 3 – Módulo Experimental para a DTR e Conversão no CSTR

5.5. Preparação de Catalisadores Objetivo: Preparação de γ-alumina com acidez para a aplicação na desidratação do etanol. Fundamentação Teórica: a) Definição de Catálise Fenômeno em que uma quantidade relativamente pequena de um material estranho à estequiometria - o catalisador - aumenta a velocidade de uma reação química sem ser consumido (IUPAC - 1976 ). Catálise - Fenômeno multidisciplinar, pois envolve análise de diferentes fenômenos de diferentes áreas para seu entendimento; (química orgânica, química inorgânica, fenômenos de superfície, química e física do estado sólido). Catálise - Até pouco tempo empírica, um melhor conhecimento da influência das outras ciências das quais depende, levou a catálise a ser tratada como ciência. Atualmente o preparo e a seleção de um catalisador, para uma dada reação, não é mais uma seqüência de tentativas, com erros e acertos experimentais. b) Etapas de Preparação de um Catalisador As etapas de preparação devem ser fixadas ( procedimento bem definido) para se garantir a reprodutibilidade do catalisador. A preparação de um catalisador compreende etapas que são comuns a uma mesma classe. Basicamente os catalisadores podem ser divididos em duas grandes classes:

moagem. Normalmente é dessa forma que os catalisadores são comercializados. onde não houve a última transformação. . obtida após ativação. secagem Calcinação. troca-iônica. reagentes . com solução de NH4OH (1 N). extrusão. lavagem . . . de 6. tipo de Alumina a ser sintetizada → γ-alumina. Extrusão Redução ETAPA Insolubilização do sal precursor ou introdução no suporte do precursor Purificação Forma (conformação) Ativação CATALISADOR Precursor x Catalisador: Precursor . empastilhamento. . filtrar rapidamente o precipitado em funil de Büchner com trompa de vácuo. Catalisador . lavagem. secar em estufa a 110 ºC (mínimo 10 h). Envelhecimento. empastilhamento.450 ºC/1.alumina. . lavagens. pH final .5 a 6. Nesta fase obtém-se a boemita gel. lavar com água destilada.precipitante → NaAlO2 (20g + 200mL H2O) solução → HNO3 (1N. até fim de precipitação) . chamada ativação. Calcinação ou redução CATALISADOR SUPORTADO Impregnação.0. moagem. .Forma definitiva do catalisador. secagem Calcinação. Nesta etapa obtém-se a γ. . Volume de 60 mL. precipitação.5 h.lavar o precipitado. duas vezes (60 mL). calcinação . por 3 vezes. Normalmente ocorre dentro do reator. sendo a 1ª lavagem realizada com solução a 60 ºC.8).alcalino (em torno de 7. Preparação de Alumina para a Reação de Desidratação de Etanol: .Forma inicial.20 suportados metálicos (suportados)  interagindo com um óxido   óxido metálico não-metálicos (mássicos)  alumino-silicatos (zeólitas) Esquema Geral de Preparação: P R E C U R S O R CATALISADOR MÁSSICO Precipitação ou coprecipitação Envelhecimento.

bem como abordar outros possíveis métodos. TERANISHI. princípios de envenenamento de catalisadores. determinarse-á a área superficial específica da γ-alumina em pó e pelletizada.Pelletização da γ-alumina A γ-alumina previamente sintetizada é misturada com ligante para fornecer a conformação final de pastilhas. & NIIZIMA. WADE. M. T. YAMABE. & DURHAN.2. . Metodologia: . L. preparação de catalisadores. G. a fim de se comparar o efeito da pelletização na área superficial específica do catalisador. 5. . 57% de alumina em pó e 43% de boemita gel. por pressão.5. S.T. The Dehydration of Ethanol on Aluminas of various Specific Surface Area. Devem ser abordados conceitos fundamentais de catálise. colocar a mistura no empastilhador e. . .. 163-183.Método do B. 5. .1.5h. sem as etapas de secagem e calcinação). W. 69 (2).E. J.guardar 2g de γ-alumina em pó e 2 pelletes para a determinação da área superficial específica.6.boemita gel (mesma metodologia de preparação de alumina. R. Pelletização e Caracterização de Catalisadores Objetivo: Pelletizar e caracterizar a γ-alumina preparada na prática 5. . . H. Ligante . misturar. propriedades desejáveis de um catalisador químico. produzir os pelletes. 1965. 1981.6.21 Relatório: O relatório deve ser preparado de acordo com as instruções apresentadas no Capítulo 6. W. Preparação e Avaliação de Aluminas para Desidratação Catalítica do Etanol. Neste relatório é importante apresentar uma fundamentação sobre o método B.E. 5. Relatório: O relatório deve ser elaborado de acordo com as instruções apresentadas no Capítulo 6. Bibliografia: SAKAMOTO. A. calcinar as pastilhas em estufa a 450 ºC por 1.Determinação da área Superficial Específica . Nesta fase obtém-se os pelletes de γalumina que serão utilizados no reator integral de desidratação do etanol (5. Anais do 1º Seminário Brasileiro de Catálise. The Journal of Physical Chemistry. GOMES.. em proporção de massa.7).T. 590-595.6.. Utilizando metodologia desenvolvida no Laboratório de Catálise do DEQ/UEM.

S. distribuídos de acordo com o mostrado na Figura 5. verificando sua atividade na reação de desidratação do etanol. usando o catalisador preparado anteriormente (γ-alumina).7. Reação Principal: C2H5OH → C2H4 + H2O Metodologia: A unidade de teste está esquematizada na Figura 4.10. The Journal of Physical Chemistry. . The Dehydration of Ethanol on Aluminas of various Specific Surface Area. GOMES. W.durante a reação . . H. . TERANISHI.6. 1981. O leito é formado por duas camadas de material inerte (areia grossa). M.22 Bibliografia: SAKAMOTO. .9. 590-595.0 A. • inertes (superior e inferior) . G. Fechar a válvula de N2 e ligar a bomba de admissão do etanol (abrir a válvula). sob e sobre o catalisador (pedaços de pelletes). A. & NIIZIMA. b) Procedimento Experimental: .Vazão de etanol: 100 cm3/min.Temperatura de reação: 350 ºC. a) Ativação: Fazer aquecimento gradativo: inicialmente ajustar a temperatura final para 100 °C. WADE. & DURHAN.Ajustar a saída do cilindro de N2 para 1 kgf/cm2.0 A..antes da reação .Ligar as tomadas e as chaves do painel e mover os botões dos Variadores de voltagem até se obter a amperagem (marcada acima dos amperímetros) indicadas a seguir: • amperagem no pré-aquecedor: . deve-se então permanecer nesse valor por 1 hora. . Repetir o procedimento para 200. ao alcançar esse valor permanecer por 10 min.. 300 e 400 °C que é a temperatura de ativação.7 cm3/min). . O catalisador está ativado e o sistema pronto para a reação. L. 1965. Reator Integral de Leito Fixo . Anais do 1º Seminário Brasileiro de Catálise. 5. . Preparação e Avaliação de Aluminas para Desidratação Catalítica do Etanol.0 A.. • catalisador . W. J. reação. 163-183. 69 (2). Iniciar a . T. 34 cm3/20 s.Desidratação do Etanol Objetivo: Acompanhar o teste catalítico. R.Após a ativação fazer a leitura da temperatura no interior do reator no TP-5 para verificar se as temperaturas estão estáveis.6.Abrir a válvula reguladora de gás de modo a se obter no bolhômetro uma vazão de aproximadamente.0 A.Vazão de nitrogênio: 100 cm3/min. A vazão da bomba peristáltica é regulada durante a ativação (1. em reator de aço. YAMABE.

Após três coletas sucessivas de gás e líquido termina-se o teste desligando-se a bomba. Corrente: 180 mA. A cada coleta é feita leitura do perfil de temperatura. c) Condições Cromatográficas: A análise cromatográfica gasosa é utilizada para a identificação dos compostos. Gás de arraste: He. d) Sistemática para o Cálculo de Fator de Correção de Cromatografia Supondo que uma análise cromatográfica apresente a seguinte composição: COMPONENTE Etanol Água ÁREA X Y % (COMPOSIÇÃO MOLAR) X1 Y1 sabe-se que essa mistura foi preparada com composição conhecida. Para tanto serão empregadas as condições: Coluna: Porapak Q Temperatura: coluna. fetanol Aágua = y’ . vazão 5 ml/16s. para que seja determinada a vazão mássica de saída. Calcula-se o fator de conversão como: fetanol = X2 / X1 fágua = Y2 / Y1 Para se determinar a composição real d uma mistura com composição desconhecida utilizase esse fator previamente calculado do seguinte modo: Resultado da cromatografia: COMPONENTE Etanol Água Área corrigida: Etanol: Água: Área Total: Aetanol = x’ . iniciar a coleta de gás e líquido em intervalos de 15 min. .23 - Após 15 min da saída da 1ª gota de líquido. numa vazão menor e desligando-se o aquecimento. Calcular a conversão do etanol e verificar o balanço material. injetor detetor – 100 °C. e que a composição real é (composição molar): X2 e Y2. . fágua At = Aetanol + Aágua ÁREA x’ y’ % (COMPOSIÇÃO MOLAR) X’ Y’ . bem como da vazão de gás. bem como da composição das amostras gasosas e líquidas. restaurando-se o fluxo de N2.Os frascos para coleta de líquido devem ser previamente tarados.

Engenharia das Reações Químicas. cada um na altura do centro de uma das regiões). vol. a fim de aquecer o etanol da temperatura ambiente até a temperatura de reação. 3 – bomba peristáltica de baixa vazão. 1 e 2. Cópia dos cromatogramas devem ser anexados ao relatório. com 200 mm de comprimento e diâmetro interno de 22 mm. TP-3 e TP-4). 22 mm de diâmetro interno. Fundamentos da Cromatografia a Gás. Bibliografia: CIOLA. pois são os resultados obtidos. Relatório Final do Trabalho de Graduação. 2 – reservatório de reagente. local onde se armazena o produto líquido).24 Composição Molar Corrigida (%): Etanol = Aetanol / At Água = Aágua / At Relatório: Comentar a teoria da cromatografia gasosa e a teoria do reator integral. Cada região está envolvida por 1 m de resistência. Editora Edgard Blücher. Encostados no corpo do reator tem-se três termopares (TP-2.5 cm de resistência. 6 – primeiro condensador (condensa gases provenientes da reação). 11 – Bolhômetro e coletor de gases. 7 – termômetro (registra a temperatura da água que passa pelo primeiro condensador). 8 – segundo condensador. Saída de água TP-4 Nitrogênio TP-1 TP-3 TP-2 TP-5 Entrada de água Etanol Amostra Amostra de gás Figura 4 – Esquema do Reator Integral para a Desidratação do Etanol Legenda: 1 – cilindro de nitrogênio. possui um Termopar ligado ao centro na saída – TP-1). John Wiley & Sons. 5 – Reator (aço inox 304. 10 – reservatório de água e gelo (mantido a 5 ºC). sendo subdividido em 3 zonas sendo duas inertes a do meio de catalisador. com 500 mm de comprimento. a de catalisador tem 105 mm e a região superior de inertes tem 170 mm. 4 – pré-aquecedor (aço inox 304. São Paulo. R. . LEVENSPIEL. Otimização de Equipamentos de Bancada para a Produção de Etileno a partir de Etanol. O. a região inferior de inertes tem 225 mm de altura. leito fixo. envolvido por 2. 9 – separador – coletor de líquido (acrílico. 1985. 1985. 1972.

Levar para calcinar a 643K/5h.8. 3 H2O. .8.5 g de Cu(NO3)2 . filtrar e lavar uma vez com solução de Na2CO3 1M a 343K – 353K (cerva de 20mL). e duas vezes com água deionizada à temperatura ambiente (cerca de 25mL cada). Reator de Diferencial de Leito Fixo . Calcular o rendimento do processo. Transferir o precipitado para cadinho previamente tarado e pesar o precipitado. Dissolver com 50mL de água deionizada. adicionar gota a gota solução de Na2CO3 1M a 343K – 353K até pH neutro (calcular a quantidade de Na2CO3 teórica para servir como base) Deixar o precipitado em repouso por uma hora. Colocar o precipitado para secar em estufa a 353-373K por 12h.Reação de Reforma do Etanol 5. Sob agitação magnética.25 Figura 5 – Leito Catalítico do Reator Integral 5.1 – Preparação do Catalisador Objetivo: Sintetizar o catalisador CuO mássico (forma ativa Cuo mássico) Procedimento Pesar cerca de 2.

2 – Teste Catalítico – Determinação da Cinética da Reação a) Ativação do Catalisador Em micro-reator adicionar 100mg de catalisador + 400mg de sílica gel (diluente). com vazões de alimentação: v0 = 0. Para cada teste determinar a conversão média de etanol. . o mesmo é aquecido a 300°C (set point). Realizar um total de três testes. Quando a temperatura tiver atingido o set point. Obs. bem FAo − rA como a velocidade específica da reação. Ajustar o set point dos controladores em 200oC Após o estabelecimento da temperatura.: Ao se ajustar a vazão da bomba (antes do início do teste) deve-se coletar amostra em frasco previamente pesado para se determinar a vazão mássica de alimentação. v0 = 1. por 2min. vazão de N2 + H2 20cm3/12s (0. Fecha-se o fluxo de N2 e liga-se a bomba (vazão especificada).8 cm3/min.167 cm /min).111cm3/min) 3 Aquecer o sistema em patamares: Ajustar o set point dos controladores em 100oC e Ligar o aquecimento. A cada 15min coleta-se amostra do produto líquido. Após o estabelecimento da temperatura.278 cm3/min. substituindo por N2.2 cm3/min. deixar o sistema a 200oC/1h Ajustar o set point dos controladores em 350oC Após o estabelecimento da temperatura. Ajustar a nova vazão de reagente na bomba. determinar a ordem da reação. com fluxo de N2. deixar o sistema a 350oC/4h b) Determinação da Cinética da Reação Reação: Reação Desejada: Reação Indesejada CH3CH2OH + 3 H2O → 2 CO2 + 6H2 CH3CH2OH → CH3CH2O CH2 CH3 + H2O Para os testes considera-se que somente a reação desejada ocorre Com o catalisador reduzido no próprio reator. Xetanol Utilizar a equação de projeto de reator diferencial para a determinar a taxa da reação a cada teste: W X = Com os dados de –rA em função de X. v0 = 1.8.0 cm3/min. em frasco previamente pesado. Submeter o catalisador a um fluxo de mistura H2 – N2 (vazão de N2 20cm3/20s (0. substituir o fluxo de N2 pela mistura reagente e iniciar novo teste. As amostras coletadas serão analisadas por cromatografia gasosa.26 5. Entre cada teste interromper o fluxo da mistura reagente. deixa-se o sistema a 100oC/ 30min. pode-se iniciar o teste. vazão de H2 = 0.

. MACHADO. Hydrogen Energy. 300 e 350oC Utilizando a equação de Arrhenius. H. 193-200. vol.27 Obs. gás de arraste -He. Vazão . trabalhando em três temperaturas diferentes: 250. No1. da cromatografia gasosa.21.85 mA aten crom 4 Obs. Cromatografia: Cromatógrafo a gás com detector de condutividade térmica. 13-18. et al. 1972. . 1999. pp. Bibliografia: LEVENSPIEL. Comparação entre o desempenho de Catalisadores Cu/ZnO e Cu/Nb2O5 na Produção de Hidrogênio Através da Reforma do Etanol. 1998.: Testar equação genérica. No 12. p. Int. vol 1.. 2. vol. Hydrogen Energy. Hydrogen from Steam Reforming of Ethanol. pp. 1996. F.100°C Tinj e det = 120°C.: Deve ser calculado fator de correção em função da composição da mistura reagente (ver prática 5.7). Int. do reator diferencial de leito fixo e da determinação da cinética da reação e da energia de ativação.Carbowax 20 M / Chromossorb. Devem ser comentados aspectos da síntese do catalisador. vol. Corr . Mistura reagente razão molar H2O/Etanol 3:1 Pesar: Relatório: 108g H2O e 92g EtOH Fazer um único relatório para as três práticas. Tcol . K. Coluna . Engenharia das Reações Químicas.. N. Third Edition VASUDEVA.. et al. MARIÑO. Utilizar o mesmo procedimento da prática anterior. S. F.5 m3/16 s. determinar E e ko (A). J.. 3. R. J. C. J. Cópia dos cromatogramas devem ser anexados ao relatório. Characterization and Performance of Copper-Nickel Supported Catalysts. Anais do 10o Congresso Brasileiro de Catálise. 1999. et al. Elements of Chemical Reaction Engineering. 1095-1101. -rA = k CAn c) Determinação da Energia de Ativação e do Fator de freqüência.. FOGLER. O. Steam Reforming of Ethanol for Hydrogen Production: Thermodynamic Analysis.

5. A principal limitação ao uso de enzimas em larga escala.9. com intervalo de 5°C. 1986). 1989). 1989). que é muito utilizado na indústria alimentícia. . Cinética Enzimática . que participam nas reações metabólicas de todos os organismos vivos. A fim de se possibilitar a utilização em processos contínuos. Atuam de forma a acelerar uma reação bioquímica. foram desenvolvidos métodos de torná-la insolúvel ao meio reacional. por meio do processo de imobilização. sendo a enzima eliminada no final do processo juntamente com os efluentes (ZANIN. além do produto obtido ser de melhor qualidade (BERGAMASCO. formados por proteínas.28 Reservatório Metanol/Água Bolhômetro Gás Condensador PréAquecedor Bomba Peristáltica Líquido não Reagido Reator Catalítico Figura 6: Módulo Experimental do Reator Diferencial de Leito Fixo para a Reforma do Etanol. pois o consumo energético é menor.Atividade da Enzima Invertase Livre e Imobilizada Objetivos: Determinar a atividade da enzima invertase na forma solúvel e imobilizada em sílica de porosidade controlada (SPC) nas temperaturas de 45 a 60°C. Essa reação enzimática apresenta vantagens em relação aos métodos tradicionais de hidrólise ácida com ácido sulfúrico. Fundamentação Teórica: Enzimas são catalisadores biológicos. sem no entanto alterar a constante de equilíbrio ou a energia livre da reação (BAILEY & OLLIS. é que as operações normalmente devem ser conduzidas em reatores batelada. Introdução: A enzima invertase é utilizada na hidrólise da sacarose a xarope de glicose e frutose. reduzindo a energia de ativação.

Colocar a solução de sacarose no reator e esperar atingir a temperatura desejada. . Após 21 minutos.5 mL de amostra. A cada três minutos.05 mg/mL. 1989). acionar o cronômetro. em reator batelada. Numerar os tubos. como da imobilizada. e deixar por 10 minutos a fim de inativar a enzima. Adicionar 1 mL de solução de invertase solubilizada na concentração de 0. e que podem ser usadas repetida e continuamente" (ZANIN. Glucose e Frutose (µmoles) Ägua Agitador magnético tempo (min) Método das Velocidades Iniciais Reator Batelada Tipo Cesta Figura 7. Metodologia: a) Enzima Solúvel: A atividade tanto da enzima livre.5 dinitrosalicílico). Esquema do Reator Batelada b) Enzima Imobilizada: Adicionar a cesta contendo a enzima no reator e proceder como no caso da enzima livre. será determinada pelo método das velocidades iniciais.5 tamponada com tampão acetato de sódio (Figura 7). retirar a cesta do reator. iniciar com 45°C e aquecer até 60°C. retirar 0. e coletar uma amostra de 0. Levar os tubos a um banho contendo água em ebulição. Tampar o tubo para minimizar a evaporação.29 Enzimas imobilizadas são "enzimas fisicamente confinadas ou localizadas em uma certa região do espaço com retenção de sua atividade catalítica.pH 4. durante 21 minutos. e adicionar em um tubo contendo 4.5 mL. com intervalos de 5°C. c) Determinação dos Açúcares Formados: A glicose e frutose produzidas na reação serão determinadas pelo método do DNS (ácido 3. com 50 mL de solução de sacarose a 5% p/v . aguardar 10 minutos. Repetir para as outras temperaturas.5 mL de água destilada.

.9. Métodos Analíticos 5. 4): O método do DNS (1. Dissertação de Mestrado. fenol.9. optou-se pela metodologia atualmente utilizada no laboratório Berkeley (2).1. (iv) Solução 4 . G.Bissulfito . (ii) Solução 2 .Sal de Rochelle (solução de tartarato de sódio de potássio . sal de Rochelle.0g de fenol e dissolvê-lo em aproximadamente 80 mL de água.Pesar 5. M.C4H4O6KNa.. A dissolução pode ser feita com auxílio de um agitador magnético.Berkeley Modificado (1. Bibliografia: BERGAMASCO. Dissolver o mais completamente possível. com o desenvolvimento de coloração avermelhada. O procedimento utilizado neste laboratório é uma variação do método original (1. Pode-se usar agitador magnético. Usar banho-maria (45° .0g de DNS (ácido monohidrato ou sal monossódico) em aproximadamente 500 mL de água destilada. foi introduzida por Zanin e Moraes (4). . lida espectrofotometricamente em 540 nm. Universidade Estadual de Campinas. R. ZANIN.estabilizante da cor obtida na presença do fenol. 15 mL da solução 1 na solução 3.5 dinitrosalicílico a ácido 3amino-5-nitrosalícilico ao mesmo tempo que o grupo aldeído do açúcar é oxidado a grupo carboxílico. sendo que cada um tem uma finalidade específica.redutor da ação da glicose sobre o ácido dinitrosalicílico.4H2O) usado para prevenir o reagente da ação do oxigênio dissolvido.Dissolver 24g da NaOH em aproximadamente 200 mL de água destilada e deixar resfriar à temperatura ambiente.Hidróxido de sódio . 1989.aumentar a quantidade de cor produzida. Preparação do Reagente DNS – 1 000 mL: (i) Solução 1 . Determinação de Açúcares Redutores . (v) Solução 5 . Quanto ao volume de reagente adicionado.Fenol . Tese de Doutorado. Cinética da Hidrólise da Sacarose pela Invertase: Modelagem Matemática. sendo que a diluição da amostra com água.1. . é composto dos seguintes reagentes: ácido dinitrosalicílico. Sacarificação de Amido em Reator de Leito Fluidizado com Enzima Amiloglicosidase Imobilizada. O método do DNS para a determinação de açúcares redutores. e o resfriamento pode ser acelerado colocando-se o béquer em um banho-maria contendo água à temperatura ambiente.30 Resultados: A partir dos dados experimentais. (iii) Solução 3 . . o restante da solução 1 na solução 2 e misturar para dissolver. . após o desenvolvimento da cor. 5. baseia-se na redução do ácido 3.Adicionar lentamente. 1989.50°C) para facilitar a dissolução do fenol. como proposto por Summer (1).Método do DNS . bem como a energia de ativação. 2).Adicionar. Universidade Estadual de Londrina. calcular a atividade da enzima para cada temperatura.Dissolver 8. no agitador magnético. modificado no Laboratório Lawrence Berkeley (Universidade da Califórnia) (3) no que se refere à preparação do reagente e comprimento de onda da leitura da absorvância de 540 nm para 600 nm. 2).1. bissulfito de sódio e hidróxido de sódio.

(xviii) Agitar em agitador "vortex" e ler a absorvância a 600 nm. No caso das soluções de glicose de 2 g/L. (xiv) Adicionar.10 mg/mL). exatamente 3 mL de água destilada. pode-se adotar a mesma sistemática observando-se que a concentração de glicose + frutose (coluna 4) será o dobro da indicada no Quadro 1. dissolver em água. valor da coluna 4 x 2 (exemplo 0. Determinação da Glicose + Frutose: (i) Tomar 0. entre uma amostra e outra. (xiii) De cada tubo (1 a 21) pipetar 0. Observação: Todas as transferências das soluções e reagentes devem ser quantitativas. Encontrar a equação de ajuste por regressão linear.31 (vi) Solução 6 . Pesar 0.5 minutos. exatamente 2. com auxílio de dispensete. (xv) Levar a estante contendo os tubos para um banho de água fervente. Fazer cada amostra (1 . A cor é estável durante 30 minutos. Adicionar ao filtrado 5g de NaHSO3 (6. Observação: Sempre que utilizar um reagente novo.5 mL da amostra que contém glicose + frutose.0 ou 2. Lavar o recipiente que as continha com pequenas porções de água destilada.5g de cada açúcar. (b) começar a ler as cubetas em ordem crescente de intensidade de cor.Adicionar 5g de sulfitoácido de sódio (NaHSO3) (ou 6. escuro.05 x 2 = 0. tampar os tubos. (xvi) Retirar a estante do banho fervente e colocar em um banho com água equilibrada à temperatura ambiente. adicionar 2. (xvii) Adicionar. (xix) Construir um gráfico de "absorvância em função da concentração de glicose + frutose (mg/mL)". em condições mínimas de luz até o uso. Acionar o cronômetro e deixar ferver durante 10 minutos.21) em duplicata.1g de sulfito de sódio Na2SO3) na solução de fenol (solução 4) e misturar até dissolver. e deixar em repouso na geladeira por no mínimo 3 horas antes do uso.5 mL do reagente de DNS e proceder como indicado nas etapas (xiv) a (xviii).Adicionar 200g de tartarato de sódio e potássio na solução 5 e misturar até dissolução completa e não mais se observar liberação de bolhas de gás. isto é. .0 g de glicose + frutose/litro de solução. Pode-se envolver o frasco em papel alumínio. Rotular e datar. Deixar resfriar durante 3 . cuidando para que o volume de água esteja acima do volume da amostra nos tubos. Completar o volume para 1 litro de solução e misturar. fazer uma nova curva padrão. Observação: (a) não lavar as cubetas com água.Adicionar a solução 7 na solução 6 e misturar. com auxílio de dispensete. (vii) Solução 7 . zerando o aparelho com o branco da amostra (tubo nº 1). cuidado para não ultrapassar o volume final de 1 000 mL.1g de Na2SO3) e misturar bem até dissolver. (viii) Solução 8 . Preparação da Curva Padrão de Glicose + Frutose -1 g/L: (xi) A solução padrão de glicose + frutose pode ser preparada contendo 1.5 mL de solução de DNS (etapa x). (x) Guardar a solução de DNS em frasco inerte. (ix) Filtrar a solução 8 em funil de vidro de fundo sinterizado de 100 mL. (xii) A curva padrão de glicose + frutose é preparada de acordo com a metodologia indicada no Quadro 1 para as soluções de 1 g/L.5 mL tomando o cuidado de trocar o ponteiro das pipetas cada vez que trocar de amostra.

(5) O teor de proteína de uma dada enzima pode ser determinado pelo método colorimétrico de Lowry que emprega o reagente de fenol (reagente de Folin .0 2.90 0.75 0.6 1.2. Média 5.00 Abs1 Abs2 Abs.6 2.6 3. o que equivale a 0.2 3.4 1. Sol. expressos como glicose + frutose presentes na amostra.35 0.45 0.60 0.fosfotungstênio pela tirosina e triptofano presentes na proteínas (5).4 0. Se os valores divergirem acima de 5% do valor original.75 mg glicose + frutose / mL. 11 e 16 no Quadro 1.2 2. . analisar três pontos da curva padrão com a solução estoque de glicose + frutose preparada nas etapas (xi) a (xviii).6 3. Sugestão: fazer os pontos 6.85 0.2 2. sendo que a coloração final resulta: (i) da reação da proteína com o ion cobre em meio alcalino. e comparar com a curva padrão.2 0. e (ii) da redução do reagente fosfomolíbdico . Observação: Sempre que se fizer uma análise de açúcares redutores.2 1.25 0.30 0. O método apresenta sensibilidade para uma faixa de 10 .0 3.Construção da Curva Padrão de Glicose + Frutose .95 1.8 3.4 2. 0.4 3.70 0. QUADRO 1 .4 0.Ciocalteu).0 Vol.200 microgramas de proteína presente na amostra. não esquecendo de levar em consideração a diluição da amostra.4 2. de Glicose + Frutose (mg/mL) 0 0.8 3.8 0.8 1.80 0. determinar a quantidade de açúcares redutores.0 3.6 0. Método de Lowry (Proteína) .8 1.2 3.50 e 0.0 2.50 0.6 1.0 Conc.10 0.25.55 0.8 2.1.0 0.05 0.6 2.9. Glicose + Frutose (mL) 0 0.0 1.20 0.2 0.4 3.0 1.2 1.4 1.8 2.Solução 1 g/L Tubo nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Vol.65 0. preparar nova solução de glicose + frutose e obter uma nova curva padrão.15 0.8 4.32 (ii) Com o auxílio da curva padrão de glicose + frutose. Água (mL) 4.6 0.40 0.

25:50. 2) A solução de Na2CO3 em NaOH 0. Determinação do Teor de Proteína: (xiv) Tomar 0. (xiii) Construir a curva padrão "absorvância em função da concentração de proteína (mg/mL)". o que equivale a 0. em triplicata. e adicionar 0. (ii) Solução 2 . contendo 4g de proteína total em 100 mL de água.1N deve ser guardada em geladeira. (xii) Ler em espectrofotômetro a 625 nm. envolto em papel alumínio. (v) Reagente de Fenol .8 mg proteína/mL. (ix) De cada tubo de ensaio (1 a 11) pipetar.Preparar uma solução a 2% de sulfato de cobre (CuSO4. (vii) Diluir a solução estoque de proteína de modo a se ter uma solução contendo 1 mg proteína/mL de solução. uma vez que ocorre alteração da cor com o tempo. . Se houver um desvio superior a 5% entre os valores de absorvância.4 mL de água e adicionar 5 mL do reagente de cobre. checar a curva padrão. 6 e 9 do Quadro 2.este deve ser preparado no dia de uso. aconselha-se a proceder nova curva padrão. o que equivale à diluição de 1. Completar o volume para 100 mL com a solução de carbonato de sódio em hidróxido de sódio (solução 3).1 mL da amostra a analisar. e não deve ser usada quando sua cor for amarelo ouro. 3) A solução de albumina 1 mg/mL deve ser preparada no dia de uso. A solução de tartarato de sódio e potássio deve ser adicionada primeiro.diluir a solução estoque do reagente de Folin-Ciacalteu na proporção 1:3. (iv) Reagente de cobre para 100 mL de solução .4 mL de água e 5 mL do reagente de cobre.5 e 0. (iii) Solução 3 . bem como a solução estoque de proteína padrão (4.33 Preparação dos Reagentes: (i) Solução 1 . analisando os pontos 3. obter por regressão linear a correlação de ajuste. 0. o teor de proteína da amostra levando em consideração a diluição da amostra. 4) Cada vez que for analisar uma amostra.5 mL do reagente de fenol diluído 1:3 da etapa v.Preparar uma solução a 2% de carbonato de sódio (Na2CO3) em NaOH 0. (xv) Calcular.Preparar uma solução a 4% de tartarato de sódio e potássio. a partir da curva padrão. para evitar precipitação dos outros reagentes. Tomar 2 mL da solução de tartarato de sódio e potássio (solução 1) e adicionar 2 mL de solução de cobre (solução 2). (xi) Agitar no vortex e esperar exatos 10 minutos. Obs: 1) O tempo de reação deve ser exato e a leitura deve ser feita o mais rapidamente possível.1 N.5H2O).0 g/100 mL). contendo a concentração de proteína indicadas no Quadro 2. com reagentes novos.2. adicionar 0. 0. Curva Padrão de Proteína: (vi) Utilizar como proteína padrão a albumina bovina.1 mL. A solução estoque do reagente de fenol deve ser guardada em frasco escuro. (x) Esperar exatos 10 minutos e adicionar 0. Proceder como nas etapas (x a xii). (viii) Preparar tubos de ensaio.

Determinar o teor de proteína da enzima pelo método de Lowry descrito no item 2. Tampar o reator com papel alumínio para diminuir a evaporação. .8 0. (iii) Adicionar 1 mL da solução de enzima.0 1.0 0.4 2. Sol.4 2.6 0.6 4.4 0.5 mL de água destilada (diluição 1:10).2 1.5 0.4 0.8 1.7 0.2 0.9 1. Unidade: Define-se como Unidade a quantidade de enzima que libera 1 micromol de glicose + frutose por minuto nas condições de ensaio (UI = Unidade Internacional).4 0.0 Abs1 Abs2 Abs3 Absor.2 3.0 2.0 Conc. Proteína (mL) 0. ferver durante 10 minutos para inativar a enzima.6 3. Água (mL) 4.8 2. (ii) Deixar uns 5 minutos a fim de se conseguir o equilíbrio térmico.3.5.1 mg/mL). Determinação da Atividade da Enzima Invertase Livre e Imobilizada Princípio: A enzima invertase é incubada na presença de uma solução de sacarose a 5% p/v.8 3. durante 21 minutos.0 3.1 0.6 2.5. (iv) Retirar amostras de 0.8 0. ferver durante 10 minutos.6 1. Média (625 nm) Atividade: É o número de unidades por grama de preparação enzimática no caso de sólidos e por mililitro no caso de líquidos.34 5.5 mL de água destilada (diluição 1:10). na temperatura desejada.Construção da Curva Padrão de Proteína (Albumina Bovina .3 0. e guardar em geladeira. QUADRO 2 .5 mL a cada 3 minutos. pH 4. Tubo nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Vol. Método das Velocidades Iniciais: A atividade da enzima é determinada em reator batelada (Figura 7). pH 4.5 mL da solução de sacarose antes da adição da enzima.2 2. Em cada amostra adicionar 4. Observação: 1) Tirar uma amostra de 0. Este é o Branco.2 0.0 0. (v) Dosar a glicose + frutose formada pelo método de DNS. Esfriar e guardar na geladeira. Invertase em Fase Líquida: Enzima: Invertase NOVO. Proteína (mg/mL) 0. A glicose e frutose liberada durante a reação enzimática é dosada especificamente pelo método do DNS. (i) Colocar no reator 50 mL da solução de sacarose 5% p/v. adicionar 4.1.0 Vol.9.

(7) (6) (5) . (6): C = MG . (5): MG = x = (y ± a) / b . utilizar os dados do Quadro 3. (7): µ moles glicose = G x Vr / PM onde. Cálculo da Atividade: (i) A partir da leitura de absorvância de cada amostra em (v). lembrando de descontar a glicose + frutose presente no início da reação (branco). tendo-se: onde: y1 = a1 ± b1t. Sendo a curva padrão de glicose do tipo: y = a ± bx. d onde. d = diluição da amostra (mg/mL) A quantidade de glicose + frutose formada na reação pode ser calculada pela Eq.360 mg/µ mol) Vr = Volume de reação no tempo considerado (mL) conforme apresentado no Quadro 3 (iii) Construir o gráfico de µ moles de glicose + frutose em função do tempo de reação. calcular a quantidade de glicose + frutose (mg/mL) com o auxílio da curva padrão de glicose + frutose.MB (mg/mL) (ii) Calcular os micromoles de glicose + frutose formados pela Eq.35 2) Cada amostra deve ser analisada no mínimo em duplicata. a1 = Coeficiente linear da reta ajustada b1 = Coeficiente angular da reta ajustada t = Tempo de reação (minutos) y1 = µmoles de glicose + frutose Na construção deste gráfico. G = Glicose formada na reação (mg/mL) PM = Peso molecular da glicose + frutose (0. a = Coeficiente linear da reta ajustada b = Coeficiente angular da reta ajustada x = Concentração de glicose (mg/mL) y = Absorvância da amostra onde: A quantidade de glicose presente na amostra pode ser calculada pela Eq. Ajustar a melhor reta na porção linear da curva.

previamente tarado.50 49. As etapas do método são: (i) Tomar certa quantidade de enzima imobilizada (1.00 50.00 49. (v) Retirar amostras de 0. Esfriar e guardar em geladeira. (ii) Deixar secar a vácuo durante 20 minutos. levar à estufa e secar a 105°C até peso constante (3-4 horas).00 48. Adicionar. (vii) Pesar num pesa filtro.00 Diluição Da Amostra 1:10 Glicose+Frutose Glicose+Frutose Presente Formada (mg/mL) (Eq. 0. 6) µmoles de Glicose (Eq.50 48.5 g). em cada amostra. b1 (µmoles de glicose) A =  ·  (U/mL) mL de enzima utilizadas min mL (v) Atividade específica (Ae) da enzima em Unidades/mg de proteína: b1 (µmoles de glicose) Ae =   (U/mg) mg proteína utilizadas min mg (9) (8) Invertase Imobilizada: A atividade da enzima imobilizada é determinada pelo método das velocidades iniciais. Acionar o cronômetro. termostatizado a 45°C.500 g (peso úmido) de enzima imobilizada da etapa (ii). (vi) Dosar a glicose + frutose pelo método do DNS. lavar com água destilada no funil de Büchner a vácuo. pH 4. As dosagens de cada amostra são feitas em duplicata. . retirando uma amostra. (iv) Colocar a cesta contendo a enzima imobilizada no reator que já contém 50 mL de solução de sacarose a 5% p/v.00 47. sendo Unidade = µmoles de glicose/min.5 mL de água.5 mL a cada 3 minutos durante 21 minutos. 7) Abs1 Abs2 0 0 (iv) Atividade enzimática (A) em Unidade/mL.Determinação da Atividade Enzimática pelo Método das Velocidades Iniciais Enzima Livre Tempo de Reação (minutos) 0 3 6 9 12 15 18 21 30 Volume de reação (mL) 51. (iii) Pesar diretamente na cesta 0. Determinar a umidade do suporte contendo a enzima imobilizada.50 50.36 QUADRO 3 .5 e temperatura de 45°C a 60°C. ferver durante 10 minutos.50 47. 4. Após esse período retirar a cesta e deixar reagindo durante mais 10 minutos. utilizando-se como substrato 50 mL de solução de sacarose a 5% p/v com pH ajustado para 4.5.100 g (peso úmido) de enzima imobilizada. em reator tipo cesta.

Berkeley. 2. WILKE. F. (µmoles glicose)  min mg proteína (11) (µmoles glicose)  min g sup. DOVE III.0 Diluição Da Amostra 1:10 Abs1 Abs2 Glicose+Frutose Glicose+Frutose Presente Formada (mg/mL) (Eq. "Cálculo da Atividade". of California. G.. B. Todos os dados devem ser incluidos.B. item (iii).5 46. SUMMER. Univ.Relatório nº 2.37 (viii) Anotar os resultados no Quadro 4 e processar como no caso da enzima em fase líquida.Determinação da Atividade Enzimática pelo Método das Velocidades Iniciais-Enzima Imobilizada Tempo de Reação (minutos) 0 3 6 9 12 15 18 21 30 Volume de reação (mL) 50. suas propriedades e a comparação com os catalisadores químicos convencionais. 315-321. 3. assim como os gráficos intermediários. J. Lawrence Berkeley Laboratory. F.5 49. Comunicações Pessoais. pp. "Process Development Studies for the Enhanced Recovery of Cellulase in Cellulose Hydrolysis" . 426.0 46. obtida como descrito na sequência de cálculo já apresentada. 1987. 7) 0 0 A atividades da enzima imobilizada (Ai) e a atividade específica da enzima imobilizada (Aie) são calculadas pelas Eqs.5 47. SCIAMANA. Biol. 1981.R. 6) µmoles de Glicose (Eq. 4.. e MORAES. 1984.0 48. F. junho/87. seção a. M. Bibliografia: 1. G. seco (10) . ZANIN.0 49. de . QUADRO 4 . H. Chemistry. 47. Dinitrosalicylic Acid Reagent for the Estimation of Sugar in Normal and Diabetic Urine – J. 1959.0 47. Relatório: O relatório deve conter aspectos da forma de atuação das enzimas.Tecnologia de Imobilização de Células e Enzimas Aplicada à Produção de Álcool de Biomassas .5 48. (10) e (11): b1 Ai =  Peso seco de enzima imobilizada (g) (U/g sup. seco) Ai Aie =  mg proteína/g suporte seco (U/mg proteína) onde: b1 = Coeficiente angular da curva µmoles de glicose + frutose em função do tempo de reação. C. and BLANCH. A.1.Ms thesis.W.

à medida que se aumenta a temperatura a taxa da reação aumenta. Biological Chemistry. determinando-se a atividade residual. A. em seguida. (12) A partir da curva de ln (Ain/Åin) em função do tempo pode-se obter o valor da constante de desnaturação (Kd). uma vez que. é do tipo exponencial (DIXON & WEBB. J..atividade enzimática residual observada no reator. após um certo período de incubação. normalmente é obtida incubando-se a enzima em água. e como no caso dos catalisadores convencionais. Neste caso os gráficos são construídos relacionando-se a atividade relativa em função do tempo. porém. Cinética Enzimática . O. Introdução: A determinação da estabilidade térmica da enzima é um fator de grande importância prática. 1975). L. há uma relação inversamente proporcional entre o tempo de meia-vida e o coeficiente de desnaturação ou inativação (modelo exponencial) Eq. Protein Measurement With the Folin Phenol Reagent – J. H. 1951. N. (13).10. 1989): Åin = Ain . FARR.atividade enzimática inicial observada no reator sem incubação da enzima. Fundamentação Teórica: A atividade catalítica das enzimas depende da temperatura. é o tempo de meia-vida (t1/2) que representa o tempo necessário para que a atividade seja reduzida à metade do seu valor inicial num determinado conjunto de condições. num determinado tempo. do ponto de vista industrial deseja-se ter um catalisador com alta atividade e um longo tempo de meia vida. 5. R.5/( Kd) = 0. and RANDALL.693/Kd (13) Metodologia . 1979. Se a atividade decresce de acordo com a Eq.tempo de reação. t .. t1/2 = ln 0. Objetivo: Determinar a estabilidade térmica da enzima invertase na forma solúvel e imobilizada em sílica de porosidade controlada (SPC) a 60ºC. (12). 265. J.t) onde: Ain . a estabilidade da proteína decresce devido a desativação térmica (MESSING.constante de desnaturação da enzima em uma determinada temperatura. BERGAMASCO. solução tampão ou em presença do substrato por um certo período de tempo e. A relação entre a atividade inicial (Åin) e a residual (Ain). A desnaturação da enzima pelo efeito da temperatura. Kd . ROSEBROUGH. Outra característica importante da estabilidade da enzima. 193. LOWRY. exp(Kd.38 5.Estabilidade Térmica da Enzima Invertase Livre e Imobilizada. modelo exponencial (h-1). Åin .

R. pH 4.5mL da amostra em um tubo contendo 4. ZANIN. adicionar nova cesta.. cap.5mL é retirada para a determinação da atividade residual a 45ºC. Resultados: A partir dos dados experimentais calcular o coeficiente de inativação térmica (Kd) da enzima na forma solúvel e imobilizada e o tempo de meia-vida (t1/2).Cinética Enzimática .5 mL de enzima na concentração de 0. aguardar 10 segundos e retirar uma amostra de 0. Dissertação de Mestrado. sendo que a intervalos de 30 minutos uma alíquota de 0. As amostras retiradas em intervalos de tempo de 3 minutos durante 21 minutos. Sacarificação de Amido em Reator de Leito Fluidizado com Enzima Amiloglicosidase Imobilizada. durante 21 minutos. Homogeneizar e acionar um cronômetro. Cinética Enzimática . A cada 3 minutos retirar uma amostra.0 mL da solução estoque de enzima. Cinética da Hidrólise da Sacarose pela Invertase: Modelagem Matemática. 1979. S. A atividade é determinada a 45ºC. Lavar o reator. Devese abordar aspectos da importância da estabilidade térmica de enzimas. bem como a importância de se conhecer o tempo de meia-vida de um catalisador. e a metodologia de determinação do teor de glicose e frutose a mesma utilizada na Prática 5. 1989. R. Enzymes. e repetir para os outros tempos. adicionar 50mL de solução de sacarose.9. ed.Efeitos de Transferência de Massa. procedendo como no caso da enzima solúvel. b) Enzima Imobilizada: Colocar as 4 cestas numeradas no banho a 60ºC. Universidade Estadual de Londrina. Lavar o reator. A determinação do teor de glicose e frutose é realizada pelo método do DNS.9 . PRÁTICA 5. MESSING. A atividade é determinada pelo método das velocidades iniciais e de acordo com a metodologia descrita na Prática nº 5. G. e a cada 40 minutos determinar a atividade residual.5. Aos 21 minutos retirar a cesta do reator. acionar o cronômetro. M. e coletar nova amostra aos 30 minutos. a diferença entre esta e a estabilidade operacional e à estocagem. 1975. Bibliografia: BERGAMASCO. . adicionando os 0.Atividade da Enzima Invertase Livre e Imobilizada. Adicionar ao reator batelada 1.5mL de água (diluição 1:6).11. 2. M. London. Esta solução estoque de enzima deve permanecer incubada a 60ºC. New York.5mL e adicionar em um tubo que já contem 2. C. Tese de Doutorado.5mL de água (diluição 1:10). E. DIXON.9. Universidade Estadual de Campinas. & WEBB. Longman Group Limited. Relatório: O relatório deve ser elaborado de acordo com as instruções constantes no capítulo 6. 5.1 g/L a 50mL de solução de sacarose 5% p/v. Academic Press. e repetir o ensaio durante 120 minutos. Tempo total de incubação: 90 minutos. Immobilized enzymes for industrial reactors. 3rd. 1989.39 a) Enzima Solúvel: Adicionar 0.

Aguardar 10 minutos para estabilizar o fluxo. durante 30 minutos. Dosar a glicose e frutose formadas pelo método do DNS.40 Objetivo: Verificar a resistência à difusão na camada de fluido em um reator.75 cm. calculada pela Eq. Metodologia: .5 mL de água destilada (diluição final 1:20). por meio da variação simultânea da massa de catalisador e da vazão do fluido. a altura do leito. e a utilização eficiente do catalisador requer que a área superficial por unidade de peso do catalisador seja a maior possível. . Adicionar ao reator 1. Substrato . . . .5 g (peso úmido) de enzima invertase imobilizada. Esta interação ocorre na interface entre as duas fases. . . e levada ao banho fervente por 10 minutos. Maiores conversões são atingidas quando a resistência à difusão é desprezível. . A enzima deve ser umedecida a vácuo com a solução de substrato. a partir de um gráfico de conversão de substrato em produto em função da velocidade superficial do fluido. (14): Conc. e. Altura útil do reator: 40 cm. (Figura 8) . No primeiro caso. Medir a vazão. A amostra deve ser adicionada em tubo contendo 9. Ajustar a vazão de substrato em aproximadamente 4mL/min.5. Diâmetro interno do reator: 0. por meio da técnica de manutenção do tempo de residência do fluido no reator constante. Fundamentação Teórica: Existem duas maneiras para se determinar a etapa controladora da reação global na partícula de catalisador: (1) Manter constante o tempo de residência do fluido no reator. contendo enzima invertase imobilizada em sílica de porosidade controlada (SPC). . . em reator de leito fixo.95  x 100 Conc. Estabilizar a temperatura do substrato e do reator em 45°C. (2) definindo-se o parâmetro Z (MORAES. Introdução: A catálise heterogênea envolve uma interação entre um catalisador sólido e as moléculas da fase fluida.5 mL em intervalos de 10 minutos. é possível determinar-se as regiões onde a resistência na camada de fluido externa à partícula é desprezível. de glicose + frutose XA = 0. em seguida adicionar mais 1.solução de sacarose a 5% p/v. Conversão de sacarose em glicose e frutose (XA). 1992). a fim de retirar o ar contido nos poros. e onde ela é a controladora da velocidade da reação.5 g de enzima e alterar a vazão para 12 mL/min. e retirar uma amostra de 0. . A amostra deve ser retirada de um volume coletado durante 1 minuto. Um dos fatores importantes que devem ser considerados no projeto de reatores catalíticos é o efeito de difusão dos reagentes e produtos na camada de fluido que envolve o catalisador. pH 4. adicionar mais 1. Após concluir um ciclo.5 g de enzima e alterar a vazão para 8 mL/min. inicial de sacarose (14) .

devem ser abordados aspectos sobre efeitos difusionais em reações químicas e biológicas e de que forma estes afetam a conversão. C. 1989. Sacarificação de Amido em Reator de Leito Fluidizado com Enzima Amiloglicosidase Imobilizada. M. Tese de Doutorado. An Introduction to Chemical Engineering Kinetics and Reactor Design. de. John Wiley & Sons. Reator Recirculação Água quente Banho Termostático sacarose Figura 8 – Reator para Estudo dos Efeitos Difusionais . F. Catálise e Reatores Catalíticos Heterogêneos. New York. G. Notas de aula. G. p. 425 e 431.41 Relatório: No relatório elaborado conforme as instruções apresentadas no capítulo 6. Bibliografia: HILL. UNICAMP. DEQ/UEM. MORAES. 1992. F. 1977. ZANIN.

. Inversão: com enzima invertase na concentração de 1 mL invertase/100mL de mosto.42 5.12.3 minutos).Colocar em banho de gelo para paralisar a fermentação (2 .79432). Concentração inicial do mosto: aproximadamente 100 g/L.indicador 5-6.5 tempo 1 hora. a 120°C. Rendimento Teórico . Dosagens: açúcares redutores . e destilar.Fermentação Alcoólica. Fundamentação Teórica: Equação Estequiométrica: invertase C12 H22 O11 + H2O → C6H12O6 + C6H12O6 sacarose água glicose frutose 2C6 H12 O6 → 4CH3 CH2 OH + 4CO2 342 gramas de sacarose → 184 gramas de etanol 100 gramas de sacarose → 53. Nutrientes: uréia .1g/25mL. .1 g/L superfosfato triplo .DNS álcool .1 g/L. Volume a fermentar: 2 litros. Esterilização do mosto: 20 min. Objetivo: Acompanhar a fermentação alcoólica de melaço pelo consumo de açúcares redutores e formação de álcool.80 gramas de etanol ou 67. Tampão acetato de sódio .73 mL de etanol a 15°C (densidade: 0. Microrganismo: Saccharomyces cerevisiae (levedura de panificação) . Solução de invertase: 0.Centrifugar durante 3 min. .11g de etanol a partir de 100g de sacarose. .Separar sobrenadante.11 gramas ou 64.pH 4. (2 000-3 000 rpm) . glicose + frutose: C6 H12 O6 → 2CH3 CH2 OH + 2CO2 180 gramas de glicose → 92 gramas de etanol 100 gramas de glicose → 51. Amostragem: a cada 15 min .34 mL de etanol a 15°C.cromatógrafo a gás.Concentração: 150 g/L (massa úmida). Metodologia: Mosto: mel final.devido a Pasteur impossível obter mais que 51. Bioengenharia .aproximadamente 15 mL.

obtém-se um efluente de boa qualidade. 3.43 Relatório: O relatório elaborado como indicado no capítulo 6 deve conter a teoria da fermentação alcoólica. 1975. entupimento de poros e formação da camada “gel”) como a polarização de concentração provocam um aumento na resistência ao transporte do solvente e também do soluto. Vol. e AQUARONE. Este comportamento do fluxo permeado com o tempo é atribuído à polarização de concentração e uma série de outros fenômenos. Total (15) No caso de microfiltração.Estudo dos Parâmetros de Filtração num Sistema com Membranas para Tratamento de Efluentes. (16): . Assim a equação do fluxo permeado através da membrana assume a forma apresentada na Eq. Bibliografia: LIMA. os cromatogramas e os gráficos de consumo de açúcares e produção de etanol. (15): Fluxo = Forca. Editora Universidade de São Paulo. Editora Universidade de São Paulo. Objetivo: O objetivo deste experimento consiste em se determinar e a avaliar os parâmetros de filtração num sistema com membrana. em particular para ultra e microfiltração. E. ultimamente tem despertado um grande interesse. Motriz Vis cos idade. observa-se uma queda no fluxo permeado com o tempo. A estabilização do fluxo permeado. ultrafiltração e mesmo nanofiltração e osmose inversa. ou até mesmo para usos menos nobres como em banheiros.. que normalmente exigem tanques de grandes volumes. O tratamento de águas residuais utilizando processos biológicos associados às membranas e suas tecnologias tem demonstrado um grande potencial para substituir as técnicas convencionais (coagulação e separação líquido/sólido). U. esta relação pode ser apresentada como segue Eq..Biotecnologia das Fermentações. . Re sistencia. W. em seu conjunto. Do ponto de vista prático tanto os fenômenos decorrentes da colmatação (adsorção. . O tratamento de águas residuais utilizando técnicas de separação por membranas. conhecidos. de A. a importância dos nutrientes. BORZANI. pode demorar de alguns minutos até vários dias. indústria farmacêutica e processos alimentares. 1975. uma vez que nestes processos. E.13. principalmente nas áreas de: purificação química. AQUARONE. tanto em práticas de irrigação como para o retorno ao processo produtivo que o gerou. Introdução: As pesquisas em processos de separação por membranas permitiram o desenvolvimento de tecnologias industriais. normalmente é acompanhado por um decréscimo na rejeição do soluto. W. Ambiental . como “colmatação”(fouling). 1. o que permitiria sua reutilização. transiente. se ocorrer. Fundamentação Teórica: Na operação de sistemas de separação com membranas.Biotecnologia . Vol. e BORZANI. 5. biotecnologia.Engenharia Bioquímica. Este fenômeno. LIMA. U. principalmente em locais em que a água é cara e/ou escassa. as principais fases do processo fermentativo. de A.

Materiais Sólidos em Suspensão. Rtotal = Rm + Rd (16) Rd = representa as resistências de colmatação interna Ri (adsorção) e externa Re (devido ao fenômeno de polarização e depósito de partículas) formados no decorrer da filtração (m-1) Rm = representa a resistência intrínseca da membrana em função da camada gel camada filtrante e diâmetro dos poros. em função do fluxo do permeado através da membrana.44 J= sendo: ∆P . a qual manterá a pressão interna do módulo. que serão realizadas de acordo com os procedimentos recomendados no Standard Methods (APHA. µ . Para calcular a resistência total da membrana. é necessário fazer uma análise prévia do fluxo do permeado através da membrana. (17) 1 2 Figura 9 – Módulo Experimental para Tratamento de Efluentes com Membranas Os parâmetros de filtração serão analisados sob os aspectos qualitativos: Demanda Química de Oxigênio (DQO). R total em que. que será mantido sob agitação por meio de um agitador magnético(2) com o objetivo de diminuir o depósito de resíduos sobre a membrana. com água pura. A alimentação (efluente) será feita por uma bomba. . Turbidez. 1980) e aspectos de filtração: avaliação da resistência total da membrana. ∆P = pressão transmembranaria (Pa) µ = viscosidade do permeado (Pl) J = ∆P/(µ(Rm+Rd)) Metodologia A unidade experimental (Figura 9) será composta por um módulo de separação por membrana (1).

5. Simulação de Processos Objetivo: Familiarizar o aluno com um simulador industrial de processos. 1977. 1996. turbidez e materiais sólidos em suspensão em função do tempo no sistema de filtração com membrana. Além da simulação de processos outras ferramentas usadas na previsão do comportamento do processo são análises e perfis de sensibilidade e otimização de processos. processos de tratamento de efluentes e a metodologia detalhada das análises realizadas. (17). . S. Introduction to Wasterwater Treatment Processes. .C. Washington. Fundamentação Teórica: A simulação estática de processos permite que se faça uma previsão do comportamento de um processo usando relações básicas da engenharia como balanços de massa e energia e equilíbrio de fases e químico.1. pode-se simular o comportamento de uma planta real. K.14. . 1980. Com o valor mínimo do fluxo do permeado com água pura e efluente. R. R. Bibliografia: AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION (APHA). elaborado como indicado no capítulo 6. O simulador escolhido para este estudo é o ASPEN PLUS 10. indo desde o desenvolvimento até o projeto do processo. 1a Edição. deverá conter aspectos fundamentais sobre processos com membranas. RAMALHO. University of Newcastte e University of Saford. Com dados termodinâmicos fiéis. D. depois deste primeiro aprendizado.. Blackie Academic e Professional. Academic Press. SCOTT. Discutir o desempenho da DQO. e HUGES. 1134p. Com o auxílio da simulação e dessas ferramentas pode-se projetar melhor as plantas e aumentar a rentabilidade de um processo. A simulação de processos é útil através de todo o ciclo do processo.. calcular Rd a partir da Eq. New York. possibilitando-lhe fazer. . 15th ed. Relatório: O relatório.45 Resultados: (cálculos) .Industrial Membrane Separation Technology. Construir um gráfico J = f(t) para a água pura e efluente. dados práticos e rigorosos modelos de equipamentos. utilizações diversas do mesmo. Standadrd Methods for the Examination of Water and Wastewaters.

6. Se você fizer uma retrospectiva. Este material tem como objetivo fornecer algumas sugestões sobre a melhor forma de se comunicar por meio da linguagem escrita. deve estar preparado para expor suas idéias de forma clara e objetiva. mas o que gostaríamos de alertar agora. unidade por unidade. RELATÓRIO TÉCNICO: COMO ORGANIZÁ-LO? Caro estudante. de maneira geral.46 Metodologia: Um processo consiste de componentes sendo misturados. Escolher modelos termodinâmicos apropriados disponíveis no ASPEN PLUS. 2. 4. aquecidos. 5. 3. Ainda. você com certeza já elaborou inúmeros relatórios desde que começou a Universidade. Definir o fluxograma do processo. torna-se imprescindível o estabelecimento de vínculos de comunicação claros. Lembre-se que agora você já está no 5º ano. os engenheiros não expressam suas idéias de forma clara e concisa. é a forma de organizar seu relatório. Especificar os componentes químicos envolvidos no processo: pode-se selecionar estes componentes do banco de dados do ASPEN PLUS ou pode-se defini-los quando não existirem. . confiáveis e objetivos entre o pessoal técnico e o pessoal encarregado da tomada de decisões. Laboratório II. que é a etapa que consiste na escolha das unidades de operação e as correntes que fluem entre elas. Assim sendo. Acreditamos que você sabe prepará-lo. precisos. 6. etc. Bibliografia: Manuais do Simulador Aspen Plus disponíveis na rede. Fazer uma Análise de Sensibilidade e uma Especificação de Projeto para o processo escolhido. As sugestões aqui apresentadas aplicam-se também quando você tiver que redigir um trabalho para publicar numa revista. isto quer dizer. Química.1. Especificar as condições de operação para as unidades no fluxograma. lembrar-se-á do relatório de Física. e outras cujo interesse é o detalhamento técnico. na vida prática. que não dispõem de muito tempo para ler seu relatório. os executivos. uma monografia/dissertação/tese. etc. Especificar a vazão dos componentes e as condições de operação (por exemplo temperatura e pressão) da alimentação do processo. uma vez que. Um processo pode ser traduzido em um simulador como o ASPEN PLUS. a citação da bibliografia. para representar as propriedades físicas dos componentes e misturas do processo. separados. resfriados e convertidos em unidades de operação e transportados. você encontrará pessoas ocupadas. que é praticamente um Engenheiro. pelas suas correntes. pelos seguintes passos: 1. Como proceder para atender duas platéias distintas? Seriam dois relatórios? A resposta você encontrará na leitura do material apresentado a seguir. 6. a linguagem a utilizar. Introdução: As boas decisões gerenciais começam com boas informações. Laboratório I. como tal.

Os segmentos em que o estudo é dividido devem ser abordados convergindo diretamente para a idéia central. a que se encontra em todos os bons dicionários. (c) precisão. além de conter todas as informações complexas necessárias. o que. (b) dinamismo. que os americanos batizaram de “5w’s” (WHO. fazendo uso de palavras de uso corrente.que são os responsáveis pelas tomadas de decisões. o relatório técnico pode ser definido como “uma exposição de fatos e idéias complexos. 1981).2. 6. Quanto ao tempo dos verbos adotados. em poucos minutos. (d) confiabilidade. A primeira constitui um sumário da notícia. porque e como”. é conveniente que a primeira parte do relatório. destinada a leitores ocupados” (LEAL. Qualidades de um Relatório: A seguir são apresentadas e discutidas as qualidades desejáveis num bom relatório técnico. tendo-se o cuidado de não se afastar deste tema durante o desenvolvimento. cada expressão. (iii) objetivos do trabalho. e ao mesmo tempo apresenta detalhadamente todas as informações complexas necessárias aos especialistas (pessoal técnico encarregado da análise e aplicação dos resultados). WHERE) acrescido do “HOW”. e. Este modelo baseia-se na forma de apresentação das notícias num jornal. o relatório também deve captar a atenção dos leitores. com riqueza de detalhes e comentários. abordando em cada tópico apenas os aspectos pertinentes ao problema em estudo. (e) objetividade. para fins práticos. que podem ser sumarizadas da seguinte forma: (a) clareza. Cada termo. Portanto. Assim sendo. porém. que deve ter um estilo atraente e eficiente. isto é. que pode ser lido e interpretado pelos executivos. visto que é inerente ao ser humano uma certa resistência às mudanças. é conveniente expor os resultados das observações e experiências no passado. o grande desafio do técnico é justamente vencer esta resistência. onde. (v) recomendações e sugestões. em geral não são especialistas ou não estão atualizados com o assunto em questão. (ii) introdução. Dessa forma. WHEN. Escrever um relatório técnico é essencialmente levar uma informação ao leitor em uma forma que ele possa entender facilmente e usar. b) Dinamismo . e. onde estas são divididas em duas partes distintas. Ao se redigir um relatório técnico deve-se estabelecer uma idéia central desde o início. WHY. Evite divagações científicas. De forma a atender essas classes distintas de leitores. desenvolveu-se um estilo de relatório técnico. usando sentenças curtas e diretas. a) Clareza O relatório deve ser escrito empregando-se frases que não dêem margem a dupla interpretação. que deve conter: (i) título. quando. em geral respondendo às perguntas: “quem. De acordo com a definição. que além de estarem muito ocupados. (iv) sumário dos resultados e conclusões.47 O poder de persuasão de um relatório é uma das tarefas mais difíceis da comunicação. Assim como o jornal. e se alguma despertar maior interesse pode-se recorrer ao desenvolvimento onde são encontrados os detalhes. WHAT. e. destinada aos executivos. depreende-se que o relatório tem como público alvo duas classes distintas de leitores: (i) os executivos . (ii) os especialistas . cada tempo de verbo deve ser escolhido cuidadosamente para que signifique exatamente o que se deseja. de forma clara e objetiva. é possível inteirar-se de todas as notícias contidas no jornal.que são os encarregados da análise e aplicação dos resultados. A ortografia seguida deve ser a oficial. Nesse sentido. não exceda três (3) páginas. A segunda parte da notícia abrange tudo aquilo que foi exposto na primeira.

(ii) resumo. Elaboração do Relatório Técnico O relatório reflete o trabalho realizado em sua forma total.. Ao ilustrar o relatório tenha em mente que. (iii) introdução. (ix) notação. use as tabelas. (ii) coleta dos dados. de forma precisa. deve ser elaborado de maneira a ser facilmente lido. no entanto. (xi) referências bibliográficas. É aqui onde mais se exigem clareza e concisão. é imprescindível que os valores apresentados sejam compatíveis com a sensibilidade dos instrumentos de medida.”.. de forma a facilitar a assimilação e análise das idéias. que é o objetivo deste trabalho. (v) redação do relatório.. De um modo geral um trabalho experimental pode enquadrar-se no esquema clássico adotado pela simplicidade. . Após a primeira redação do texto.3. quando escrito com linguagem concisa. uma boa ilustração vale mais que 1000 palavras. verificando em cada frase se a idéia pode ser exposta com menor número de palavras. (vi) resultados (vii) discussão dos resultados. e) Objetividade Ao elaborar um relatório procure ser o mais objetivo possível. Nesse sentido. observe que este além de ser isento de erros ortográficos. este deve ser criteriosamente analisado. sendo que as principais fases da execução de um trabalho tecnológico são: (i) planejamento do ataque ao problema. como: “Estudo de. desenvolvimento metódico e por abranger os aspectos essenciais de uma comunicação científica. etc. Este esquema compreende a seguinte divisão do texto do trabalho: (i) título e subtítulos. (iv) fundamentação teórica ou revisão bibliográfica. procure ser o mais conciso possível. Observe que cada sentença ou cada período deverá contribuir para um esclarecimento ou para uma tomada de decisão. a fim de obter maior clareza e economia de tempo para a leitura. fotografias. e utilização racional dos recursos de informação visual (ilustrações adequadas). atrair a atenção do leitor e ser tão breve quanto possível.. 6. Evite adjetivos supérfluos e rodeios inúteis. além de ser adaptado ao leitor e organizado cuidadosamente para ser facilmente lido com clareza. Evite expressões supérfluas. (xii) apêndice. c) Precisão Ao preparar o relatório. na medida certa. A seguir serão abordadas individualmente cada um dos tópicos essenciais de um relatório técnico: a) Título: O título do trabalho deve indicar precisamente qual o conteúdo do relatório. Portanto. o planejamento do relatório tem início. (iv) interpretação dos dados. (v) material e métodos. observa-se que o relatório técnico deve conter todas as informações úteis. confiável e objetiva.. etc. Resumindo. (viii) conclusões. gráficos. pode dificultar sua compreensão.”. com o planejamento do trabalho. assim. Novas contribuições para. a organização deste depende da sistemática adotada no desenvolvimento do trabalho. Portanto. atente para a não fragmentação do relatório. isto é.48 O relatório é dito ser dinâmico. Não inclua nele fórmulas químicas ou abreviaturas arbitrárias. e. observe também que o excesso de ilustrações torna difícil a compreensão do texto. Cada palavra ou frase a mais em um texto. às vezes. (x) agradecimentos (quando necessário). d) Confiabilidade O relatório é confiável quando apresenta resultados consistentes. nunca apresenta conclusões sem os fatos que as suportam. (iii) organização dos dados. Mas. uma vez que a leitura deve ser freqüentemente interrompida para analisá-las.

dando uma idéia geral do trabalho. Aconselha-se reescrevêlo duas ou três vezes até conseguir torná-lo o mais claro. de preferência. Extensa revisão da literatura não tem cabimento. se concentrar no temo do trabalho. Ao responder os 5 w’s procure escrever alguns parágrafos cujo conteúdo seja uma resposta a estas questões. é a última parte a ser escrita. e os principais cuidados são: (a) os eixos devem ser numerados com números inteiros bem legíveis. essencialmente. utilize apêndices. Nesta seção devem ser abordadas as equações que suportam o trabalho. a metodologia utilizada. Faça esquemas do equipamento. (o objetivo). Os resultados devem ser apresentados com o mínimo possível de discussão ou interpretação pessoal. os objetivos. Por isso. pondo em relevo os elementos de maior interesse ou importância. A confecção de gráficos é um assunto de muita importância. A descrição dos métodos usados deve ser breve. o resumo do relatório. não pode faltar nenhuma informação sobre os detalhes dos métodos e como serão interpretados os resultados. porém suficiente para possibilitar a repetição do experimento. deduções extensas devem ser evitadas no contexto da revisão bibliográfica para estas. em geral. Sua extensão não deve ir. utilize apêndices para os dados brutos obtidos como medidas. . Os dados numéricos devem ser submetidos à análise estatística. Lembre-se que a melhor revisão é aquela que não só resume os melhores trabalhos. e os resultados já trabalhados numericamente devem aparecer em tabelas concisas e neste capítulo. acompanhados de quadros ou gráficos simples. na obtenção dos resultados. Os materiais utilizados devem ser bem caracterizados. completo e sucinto possível.49 b) Resumo O resumo é a apresentação concisa e freqüentemente seletiva do texto. f) Resultados Nesta parte do relatório é onde estarão contidas todas as informações obtidas na realização do trabalho. Nesta seção limite-se a responder os 5 w’s e dar uma ou alguma informação adicional que se fizer necessária. d) Fundamentação Teórica ou Revisão Bibliográfica A fundamentação teórica deve. os resultados e as conclusões obtidas. Este capítulo deve descrever os materiais e equipamentos utilizados no experimento. além de 200 palavras. Ela é o núcleo do relatório. o problema que motivou o trabalho. Normalmente. devendo ser substituída por referências aos trabalhos bibliográficos com as revisões recentes. Este deve expor. sempre que for conveniente. e) Materiais e Métodos O objetivo deste tópico é que um outro especialista da área ao ler esta seção consiga ter uma idéia da precisão do trabalho e das hipóteses formuladas. c) Introdução A introdução do relatório técnico deve ser escrita numa linguagem simples e concisa. porém. mas também os compara por meio de uma análise crítica. A terminologia correta e a precisão lingüística são mais importantes aqui do que em qualquer outra parte do relatório. a justificativa para o desenvolvimento do mesmo e a forma como o estudo foi realizado. Se há muitos dados. Não é recomendável citar referências bibliográficas no resumo. indicando-se sua origem. a menos que sejam imprescindíveis para o entendimento do trabalho.

já. há forte tendência a se exagerar. No final deste capítulo. Mais informações sobre a forma de construção de tabelas e gráficos são apresentadas no Apêndice I.. Se os pontos forem cheios a curva não toca os pontos_____. não se deve exagerar em comunicar as falhas. (d) a legenda deve ser clara e descrever ou informar o máximo possível sobre o que trata o gráfico. pois têm objetivos distintos. (e) o gráfico deve respeitar as margens laterais e superiores do trabalho. i) Bibliografia Citada de acordo com as normas científicas. vazios ou cheios e a curva não deve passar dentro deles. (c) apresentar claramente suas conclusões. porém. h) Conclusões As conclusões devem ser extraídas da discussão dos resultados. como na forma gráfica. alguns exemplos são apresentados no Apêndice II. . repetir e prolongar os comentários de forma prolixa. Verifique se o que foi dito nesta parte é realmente necessário e pertinente. Os gráficos objetivam comparações mais rápidas e mais fáceis de serem visualizadas. para a ausência de correlação ou para a falta de determinadas informações. Observe que é muito importante que os resultados experimentais sejam apresentados tanto na forma de tabela. cuidado para não concluir algo que não apareceu na discussão. as tabelas permitem que se façam cálculos mais precisos para verificar os resultados. chamando a atenção para fatos novos ou excepcionais. pois. (e) finalizar analisando o significado da pesquisa realizada. (d) discutir as implicações teóricas ou práticas desses resultados. (c) a abscissa e ordenada devem ser marcadas de forma a ficar claro que variáveis representam e em que unidade. Ela deve: (a) ligar os novos achados aos conhecimentos anteriores. Nesta seção deve-se discutir o que deu certo. (b) destacar como os seus resultados e interpretações concordam ou divergem de outros já publicados. uma vez que é a parte restrita ao exame de dados obtidos e dos resultados alcançados. sem no entanto ser muito longo. triângulos. É nessa parte do trabalho que deve transparecer se foi produzido alguma coisa que vale a pena ser lida! É onde se deve usar todo o conhecimento para procurar extrair verdades científicas a partir dos resultados experimentais. Resuma nesta secção as principais conclusões do seu trabalho. porém.50 (b) os pontos são plotados com círculo.____. é aconselhável e habitual dar-se sugestões para futuros trabalhos na área. ou não e porque. g) Discussão Esta seção é a parte mais importante do relatório. etc.

1987): . Uma tabela ou quadro compõe-se de: um cabeçalho e um corpo.--. etc.Tabelas e Ilustrações a) Tabelas ou Quadros Constituem formas adequadas para a apresentação de resultados numéricos. Os quadros/tabelas devem tornar evidente a classificação dos dados. 0 ou 0. mas que não devem constar do texto do trabalho para não torná-lo maçante. L. Editora Perspectiva. eventualmente a unidade escolhida. Não use mais decimais do que as justificadas pela precisão das medidas feitas. No cabeçalho será especificado o conteúdo de cada coluna e. Veja Apêndice III para abreviações de unidades. quando estes são muitos ou quando compreendem valores a comparar. .Comunicações Técnicas Eficazes para Tomada de Decisões: Proposta de Estudo e Relatório Técnico. Devem ser numeradas. APÊNDICES 7. . Editora Edgard Blücher Ltda. m) Bibliografia Recomendada Rey. H/ . facilitar a comparação e ressaltar as relações existentes. principalmente. k) Apêndices Reservado para colocar informações ou deduções. não implicado porém a afirmativa de que o fenômeno exista ou não.Como se faz uma tese. Apêndice I . l) Tabela ou Quadros Devem ser de boa qualidade! Veja instruções no Apêndice I.VI Simpósio de Pesquisa em Administração de Ciência e Tecnologia. In .Planejar e Redigir Trabalhos Científicos.quando o dado é desconhecido. fazer uma lista colocando o que cada uma significa. porém sua expressão é tão pequena que não atinge a unidade adotada no quadro. 1977. Leal. 1981/ 7. razão pela qual a disposição dos mesmos deve ser feita de modo a aproximar os números que se pretende relacionar.. No corpo da tabela. nenhuma casa ficará vazia. sendo este formado por colunas e linhas. . .0 (zero) quando o fenômeno existe. julgadas importantes.51 j) Notação Se houver muitas variáveis.1. L. T. 1987.… quando o fenômeno não existe. a ausência dos dados numéricos será representada por: (Rey. Eco. São Paulo. Segundo a convenção internacional.

também. nem se fecha lateralmente o quadro. desenhos. 1987. +. para evitar perda de tempo e dificuldades na localização do artigo para consulta ou reprodução. . s. Estas só devem acompanhar o texto quando absolutamente necessárias à exposição ou documentação dos fatos descritos. Mas evite sobrecarregar as figuras com informações excessivas ou que possam ser melhor apresentadas com uma simples frase no texto. Com esse propósito foram elaboradas normas internacionais de citação bibliográfica. nela incluindo os trabalhos que efetivamente consultou. …). de comentar ou de ilustrar as asserções do texto e que já tenham sido publicadas deverão ser acompanhadas de referências que permitam ao leitor comprovar os fatos ou ampliar seus conhecimentos do assunto mediante uma consulta às folhas. adotadas pela Organização Internacional de Normalização (ISO) e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/NB66). ) e numeradas em seqüência. esse tipo de citação só deve ser utilizado em caráter excepcional e quando for impossível consultar o original. Indique claramente quando a citação não foi colhida na fonte original. Edgard Blücher Ltda.. . Para distinguir os pontos das diversas curvas. podendo obedecer a um dos sistemas abaixo. mapas. L. mas por meio de outro autor: “Os dados LEVENSPIELapud 2”. as citações devem ser feitas de modo uniforme. O próprio autor é quem deve compilar a bibliografia que irá citar. A referência deve.52 Não se colocam traços horizontais separando os dados numéricos das colunas (exceto para o total). Curvas que podem ficar no mesmo gráfico não devem constituir figuras separadas. 7. de LEVENSPIEL (segundo DAVIDSON2)” ou “Os dados de No entanto. ajustar-se às conveniências das bibliotecas e centros de documentação ou banco de dados.2. Apêndice II . e que sobre os lados estejam assinaladas as escalas. fotografias e fotomicrografias. dos quatro lados. x. Para maiores detalhes. e na medida em que sejam necessários à exposição de suas idéias ou resultados. Ed. Convém que os gráficos sejam fechados. No corpo do trabalho. designadas sempre como figuras (Fig. b) Ilustrações e Legendas As ilustrações compreendem gráficos.Referências Bibliográficas As informações citadas pelo autor de um trabalho com o propósito de fundamentar. q. empregue símbolos (O. recomenda-se a leitura de: Rey. Planejar e Redigir Trabalhos Científicos.

Biochemical Engineering III. 413. & CARDOSO. 20: 1903-1929. Por número no texto 1. J M. K. John Wiley & Sons. F. S. 1978). 6: 365-370.1. P. LEVENSPIEL. 35. (EMERY & CARDOSO. M. CABRAL. é necessário distingui-las com letras. J. CONSTANTINIDES. M. New York. Bioeng..activated controlled pore glass with tannic acid. 2.. EMERY & CARDOSO (1978). S. (CABRAL. & CARDOSO. J. 1984a. M. 535-541. & HARRISON. c. In: VENKATASUBRAMANIAN. mencionam-se todos os nomes somente na primeira vez: CABRAL. Biotechnol. & KENNEDY.. London. Quatro ou mais nomes devem ser citados abreviadamente desde o início. Biotechnol.. DAVIDSON. NOVAIS & CARDOSO (1983). ed. & VIETH. et al. Se os autores publicaram mais de um trabalho no ano. . Chemical reaction engineering. N. 26: 386-388. Enz.. p. 3. por exemplo: CABRAL et al. J M. the New York Academy of Sciences. 19712). Academic Press. NOVAIS. p. toda citação entre parênteses. J. M. c) Lista de Referências Bibliográficas c. abreviadamente: CABRAL et al. Technol. NOVAIS. Microb. 2 nd ed. F. 1984a. J. W. 1984b. J.. 2.P. Segundo LEVENSPIEL1 ou (LEVENSPIEL1). P. CARDOSO. Fluidization. A. EMERY. J. … b) Citações por nome e data 1. (1983). vol. P. 1984b). J.53 a) Citações por números 1. 1978. NOVAIS.. e nas referencias seguintes.2. J. O. Citação por nome e data no texto Usar a ordem alfabética. 1983. Coupling of glucoamylase on alkylamine derivative of titanium (iv) . Parameter evaluation and performance studies in a fluidized-bed immobilized enzyme reactor. CABRAL. S. New York. 1972.. CABRAL. Quando o trabalho citado tem dois ou três autores. A.. A simple kinetic model for the hydrolysis of d-D-glucans using glucoamylase immobilized on titanium (iv) activated porous silica. D. 1971. DAVIDSON & HARRISON (1971)2 ou (DAVIDSON & HARRISON. R.. J. & CARDOSO. J. Annals of the New York Academy of Sciences. Bioeng. ou os métodos empregados por LEVENSPIEL(1) … 2. Modeling of immobilized glucoamylase reactors.

Abreviaturas e Símbolos As abreviaturas consistem em uma ou mais letras representando palavras ou frases. use espaço duplo. bem como o alinhamento das fórmulas e equações. Fórmulas e Equações Matemáticas Os números.3. Abreviaturas não devem ser utilizadas no título do trabalho. Campinas. A maneira de abreviar as palavras de uso corrente vem indicada.o metro (m) .Regras Gerais de Notação 7. Não se usa ponto nas abreviaturas de unidades.3. Sacarificação de amido em reator de leito fluidizado com enzima amiloglicosidase imobilizada. Ao datilografálos. a(bc)½ x = (a + b) / (c + d) Quando várias equações fazem parte do texto.3. em geral. Sempre que possível apresente as fórmulas dispostas em uma linha: (a + b) / 2. nem no resumo. tais abreviaturas.o quilograma (kg) . quando necessário. que é um aperfeiçoamento do sistema métrico. Use.3. forneça uma explicação clara ao apresentá-la no texto pela primeira vez. 3 000 rpm . 5 mL. as derivadas e as suplementares. 1989 (Tese de Doutorado. 7. 7. M. nos dicionários.2. em uso desde 1901. NE . 7. G. devem ser apresentados de modo a não permitir dúvidas durante sua leitura. a partir de 1960. HCl.o segundo (s) . Unidades de base. Quando tiver necessidade de introduzir uma nova abreviatura. Universidade Estadual de Campinas).54 ZANIN. convém numerá-las. letras e símbolos empregados. 25 mg . junto à margem. Sistema Internacional de Unidades A Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM) estabeleceu. o Sistema Internacional de Unidades (SI). Os símbolos das unidades nunca levam s para assinalar o plural: 10 cm. O2 …). colocando os números entre parênteses. As unidades de base do sistema são sete: . OMS .3. Os símbolos e fórmulas químicas podem ser usados como designação abreviada no texto (P. para citações onde necessário.1. Apêndice III . 1/630. 80 km/h. nas siglas ou depois de símbolos de escalas de medidas e de pontos cardeais: 3 cm .

..............55 ..m-1..o ampère (A) .....N = kg.......o mole (mol)....mol/m3 Algumas unidades derivadas recebem nomes especiais (geralmente o de um eminente cientista da respectiva área de conhecimento).. Note-se que os nomes das unidades são sempre escritos com inicial minúscula............a candela (cd)..velocidade: metro por segundo..volume: metro cúbico .... Por exemplo: newton (N) ................m .m/s .superfície: metro quadrado.m2 ..s-2 (unidade de pressão) No Quadro 1 apresenta-se uma seleção de unidades de base e principais unidades derivadas com nomes especiais.................m.. para quantidade de matéria As unidades derivadas resultam da multiplicação de uma unidade de base por ela mesma ou por outra........s-2 (unidade de força) pascal (Pa) .. para temperatura termodinâmica .Pa = N/m2 = kg....aceleração: metro por segundo ao quadrado .......... São exemplos as unidades de: ......concentração: mole por metro cúbico..... ou da divisão de uma pela outra..m3 .. Deixar sempre um pequeno intervalo entre o número que expressa quantidade e a unidade respectiva... por exemplo: 1 kms-1 = 1 km.... mas unir os símbolos das unidades derivadas ou separá-los com um ponto ou uma barra......s-1 = 1 km/s 1 J = 1 Nm = 1 N.m/s2 . mesmo quando provenientes de nomes próprios: 10 pascals (10 Pa)....... 6 ampères (6 A). para intensidade luminosa .......o kelvin (K)...

s W/A C/V V/A A/V V. 1987).kg. energia. Quadro 2 .sr K J/kg s-1 Os principais prefixos utilizados no sistema SI são apresentados no Quadro 2. energia comunicada mássica Atividade (radiações ionizante) Nome hertz newton pascal joule watt coulomb volt farad ohm siemens weber tesla henry lumen lux grau Celsius gray becquerel Símbolo Hz N Pa J W C V F Ω S Wb T H lm lx °C Gy Bq Expressão em outras unidades s-1 m.s Wb/m2 Wb/A cd. quantidade de calor Potência. . fluxo energético Carga. 1987) Prefixo Exa Peta Tera Giga Mega Kilo Hecto Deca Símbolo E P T G M k h da Fator 1018 1015 1012 109 106 103 102 101 Prefixo deci centi mili micro nano pico femto ato Símbolo d c m µ n p f a Fator 10-1 10-2 10-3 10-6 10-9 10-12 10-15 10-18 As principais unidades fora do SI e aceitas pela CGPM são mostradas no Quadro 3.Unidades SI designadas por nomes especiais (Rey.56 Quadro 1 .sr -2 m . kerma.s-2 N/m2 N.Prefixos SI e respectivos fatores de multiplicação do valor da unidade e cujo nome se encontrem ligados (Rey.m J/s A.cd. índice de dose absorvida. Grandeza Freqüência Força Pressão Trabalho. potencial e diferença de potencial elétrico Capacidade elétrica Resistência elétrica Condutância Fluxo de indução magnética Indução magnética Indutância Fluxo luminoso Aclaramento luminoso Temperatura Celsius Dose absorvida. quantidade de eletricidade Tensão elétrica.

7 x 1010 Bq .Concentração de número: número de partículas ou de entidades elementares determinadas dividido pelo volume do sistema .Concentração mássica: massa de um constituinte (ou um soluto) dividida pelo volume do sistema .curie (Ci)m equivale a 3.Fração de volume: volume de um constituinte dividido pelo volume do sistema.rad (rad.Molalidade: quantidade de matéria de um soluto dividido pela massa do solvente . Grandeza Tempo Unidade dia hora minuto grau minuto segundo litro tonelada Símbolo d h m ° ‘ “ L T Valor em unidades SI 86 400 s 3 600 s 60 s π / 180 rad π / 10 800 rad π / 648 000 rad 1 dm3 = 10-3 m3 1 000 km Ângulo plano Volume Massa Além destas unidades apresentadas. 1987). Quadro 4 .ângström (Å). L/L (m-3).Concentração de quantidade de matéria: quantidade de matéria de um soluto divi0dido pelo volume da solução . mas aceitas pela conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM). de todos os constituintes do sistema) . kg/L kg/kg (m3/m3).Teor de quantidade de matéria: quantidade de matéria de um constituinte mol/kg dividida pela massa do sistema (mistura) Unidade mol/L mol./kg mol/mol mol/mol (kg/m3). . 1987).57 Quadro 3 . L-1 (razão) A seleção das unidades adequadas em cada caso deve obedecer à seguinte regra: .Fração de número: número de partículas ou de entidades elementares determinadas dividido pelo número total de partículas ou de entidades presentes no sistema . e sua equivalência às unidades do sistema (Rey. equivale a 101 325 Pa .Fração molar: quantidade de matéria de um constituinte dividida pela quantidade de matéria da mistura (isto é. Grandeza e definição . equivale a 10-2 J/kg Para as medidas de concentração o SI recomenda se utilizar o “mole”.atmosfera (atm).Relação molar: quantidade de matéria de um soluto dividida pela quantidade de matéria do solvente . expressando corretamente o significado da unidade conforme mostrado no Quadro 4.Fração de massa: massa de um constituinte dividida pela massa do sistema .Principais grandezas e unidades de concentração (Rey.Unidades não-pertencentes ao SI. rd). ainda continuam em uso as seguintes: . equivale a 10-10 m .

.......................................................................................................................concentração de quantidade de matéria: mmol/L (não µmol/L)...............................3.......................... autores................ Lista de Símbolos e Abreviaturas absorvância .................................................................................................................................................................................A ampère.......................o numerador das relações apresentadas no Quadro 4 pode ser substituído por um múltiplo ou submúltiplo da unidade......AMP adenosina-trifosfato/5 (piro) trifosfato de adenosina .............................................................. baumé................................... ADP adenosina-monofosfato.................................................. Bé becquerel.................................................................................DNA ácido ribonucléico........... ampère...................Alfabeto grego (Rey....ATP altitude ..................................Ah aproximadamente.............concentração mássica: g/L ou mg/l (não g/mL ou g/dL) No Quadro 5 apresenta-se o alfabeto-grego que freqüentemente é utilizado em equações........................................ alt............................. ..... AA....................................................................................molalidade: mmol/kg (não µmol/g) ..................................................A ácido desoxirribonucléico.................................................................. 1987) NOME DA LETRA Alfa Beta Gama Delta Épsilon Dzeta Eta Teta Iota Capa Lambda mu ou mi nu ou ni Xi Ômicro ou ômicron Pi Ro Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Omega REDONDO maiúscula minúscula A α B β Γ γ ∆ δ Ε ε Ζ ζ Η η Θ θ Ι ι Κ κ Λ λ Μ µ Ν ν Ξ ξ Ο ο Π π Ρ ρ Σ σ Τ τ Υ υ Φ φ ϕ Χ χ Ψ ψ Ω ω ITÁLICO Maiúscula Minúscula A α B β Γ ∆ Ε Ζ Η Θ Ι Κ Λ Μ Ν Ξ Ο Π Ρ Σ Τ Υ Φ Χ Ψ Ω γ δ ε ζ η θ ι κ λ µ ν ξ ο π ρ σ τ υ φ ϕ χ ψ ω 7........................ RNA adenosina-difosfato/5 (piro) difosfato de adenosina/ .... autor.........hora..................................................................................4................................. Quadro 5 ................................................... ........................ mas o denominador deve permanecer sempre como foi indicado.........................Bq ...........58 ...................................... aprox.........................................................A......................................

..............................................................................................M newton......................................ºC centigrama......D coenzima A .... col.............................................................................................................................................................................................................................................. micra (10-3 mm) ...................................................................... µg microlitro .................................................................................................................................................... h horse-power ....................... NADM dina ..................................a densidade ....sp espécie nova (taxonomia) ...........................................................................cap...... ºF hora .................... d desvio padrão ........ µ micrograma ..máx.... cols......................................................................................................................................... cieficiente de difusão (cm2/s)...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................N normal (concentração) ..........................................................................................................................................CoA colaborador(es) .................................. quilocaloria).............................. grama .........................................................cent..............não abreviar máximo .......... mEq................................................................................................................................ dyn doutor ............ concentração (peso/volume) ..........cv centavo ............. µmol milliampère ...............................................................................................................................................................coef....................................................... mmol milimolar.................................................. Dr........................................................................... caloria (grande...................................... edição.................................................................................................................................................................................................................................. E litro...............................................................................................................K leste ................................. F figura.........................................................................cg circa (cerca) ..................................................... centígrado (grau).... coeficiente...................................... meq............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ mV mole ........................................................ espécie (taxonomia) ...........................................Fig........ forma reduzida ...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................EDTA Fahrenheit (grau) ......................................τ difosfopiridina-nucleótido .................................... corrente alternada ..........mA miliequivalente ................................................................................ bibl.................................................................................................................................mM milivolt.......................................ºC grau Fahrenheit ........................................cal.........................................................................................................................................kcal caloria (pequena........................................................ const............................................... p/v constante .....................................c........................................................................................sp................................................................................................. ou fig........59 bibliografia......................................................................................... µ micro (prefixo 10-6)................................ n........................................................................................................................................................................................................................................................................................................ed........................................................................................N .......................................................................kat kelvin ...... hp joule .......NAD difosfopiridina-nucleótido........ etilenodiamina-tetracetato..................................... mole molar ........................................................................J katal........................................................................................................................................................................ capítulo(s) ............................................................. cavalo-vapor.....................................................................................................................ca.......... milimol................ Caps............................................................................................................................................................................................................................................................................... caloria-grama) ......................µL micromol .................................................................................................................... editor.............................................................................................................. g grau centígrado ..............................................................................

...............................................................................................................UV Unidade internacional.................................................................................................................................................................................................. nota do editor . quilocaloria .................................................W .....f... vol........................ p............. km radiano ...........kcal quilograma ......................................................................................................................................................... tang................. UI versus (contra) ........................................................................................................................................................................................................................................p....................................................................................................................................60 nota do autor ........................................ em tabela).....................................kg quilômetro................................................................................................................................................................................................................................... BOD página (com numerais)...................................................................................................... páginas (com numerais) .................................................. watt .................................. ou tg temperatura ...............................................................................PM ponto de ebulição........................................................................................... ponto de fusão............................................................. pp.........................................................................................p...............................................ex.................................................................................................................................................... p......................................................................................e........................................................................ N........................................... tangente..............................................................................................a.................................................................. número (na numeração) ............ do Ed..................... demanda broquímica....... precipitado ..................................................................................................................................................................... partes por milhão .......... temp tonelada........................ do A. séc............................... rpm século .......................................................................................................... rad rotações por minuto .......... ppt pró-análise (após nome da droga)........................................ por exemplo ....................................................... ppm pascal ........................................... t ultravioleta ..............N.............................................. volume (com numerais.............................. nº oxigênio.................... Pa peso molecular ........................................................vs..........................................................................................................................p....

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