Teoria do orbital molecular

A Teoria do Orbital Molecular (TOM) é uma alternativa para se ter uma visão da ligação covalente. De acordo com este enfoque, todos os elétrons de valência têm uma influência na estabilidade da molécula (elétrons das camadas inferiores também podem contribuir para a ligação, mas para muitas moléculas simples, o efeito é demasiado pequeno). A TOM considera que os orbitais atômicos da camada de valência dos dois átomos ligantes deixam de existir quando a molécula se forma, sendo substituídos por um novo conjunto de níveis energéticos que correspondem a novas distribuições da nuvem eletrônica. Estes dois novos níveis são chamados orbitais moleculares. Dois orbitais atômicos se combinam para formar dois orbitais moleculares. As funções de onda dos orbitais atômicos são combinadas matematicamente para produzir as funções de onda dos orbitais moleculares resultantes.

As distribuições espaciais dos orbitais moleculares
Para que o processo de formação dos orbitais moleculares seja realmente efetivo é necessário que os orbitais atômicos tenham energias comparáveis e que eles se sobreponham de maneira significativa. A combinação das funções de onda dos orbitais atômicos consiste em uma subtração e uma adição das funções de onda. O orbital molecular formado pela adição das funções de onda de dois orbitais s é representado por ss e o orbital atômico formado pela subtração das funções de onda é representado por ss*. O contraste entre esses dois orbitais moleculares é gritante. Há obviamente um aumento da densidade eletrônica de carga entre os núcleos no orbital ss e um decréscimo na mesma região no orbital ss*. Por essa razão, o orbital ss é chamado orbital ligante e o orbital ss*, orbital antiligante. O primeiro tende a estabilizar a ligação, enquanto o segundo tende a desestabilizá-la. Ambos são chamados orbitais s porque estão centrados e são simétricos ao redor do eixo de ligação. A combinação de dois orbitais p pode produzir resultados diferentes, dependendo de quais orbitais p são usados. Se o eixo x é o eixo de ligação, então os dois orbitais 2px podem se sobrepor apropriadamente se eles se aproximam segundo um único eixo, como é mostrado na figura abaixo. Os orbitais moleculares resultantes constituem, como antes, um orbital ligante (sx) com carga eletrônica acumulada, e um orbital antiligante (sx*) com decréscimo de carga entre os núcleos. Esses orbitais também são classificados como s porque são simétricos ao redor do eixo de ligação. O índice subscrito x é usado para indicar que eles originaram de orbitais px. Quando dois orbitais 2py e 2pz se sobrepõem para formar orbitais moleculares, eles o fazem lado a lado, como é mostrado na figura abaixo. Em cada caso, o resultado é um orbital antiligante com quatro lóbulos e um orbital ligante com dois lóbulos. Esses orbitais não são simétricos em relação ao eixo de ligação. Em vez disso, eles possuem duas regiões, em lados opostos ao eixo de ligação, nas quais a densidade da nuvem eletrônica é alta. Isso é caraterístico de um orbital p. Observe que, como antes, o orbital ligante permite uma alta concentração da carga eletrônica na região entre os núcleos, enquanto o orbital antiligante mostra uma diminuição da densidade de carga nessa região. Na realidade, cada orbital antiligante tem um plano nodal entre os dois núcleos.

Os diagramas de energia dos orbitais moleculares

A energia do orbital molecular antiligante é sempre maior do que a do orbital ligante. No caso de uma molécula diatômica homonuclear, isto é, formada por dois átomos iguais, a relação de energias dos orbitais moleculares entre os orbitais atômicos 1s e os orbitais moleculares resultantes ss e ss* pode ser mostrada pelo diagrama abaixo: Consideremos agora a formação dos orbitais moleculares de um par de orbitais atômicos 2px cujos lóbulos estão dirigidos para o eixo de ligação. Novamente temos um par de orbitais moleculares, um ligante (ss) e outro antiligante (ss*): Em seguida observe os orbitais atômicos 2py e 2pz, que se sobrepõem lado a lado. Os orbitais moleculares formados são mostrados a abaixo. A sobreposição py - py é exatamente igual à sobreposição px - px (exceto pela orientação). Assim, formam-se dois conjuntos de orbitais moleculares de mesma energia: os orbitais py e os orbitais pz (ligantes) e os orbitais p*y e p*z (antiligantes).

O preenchimento dos orbitais moleculares
Na distribuição eletrônica dos orbitais atômicos os elétrons são adicionados um a um ao diagrama de energia desses orbitais, com o objetivo de se construir a configuração eletrônica dos átomos. Usaremos agora uma técnica semelhante para preencher os orbitais moleculares. Desejamos construir a configuração eletrônica de moléculas diatômicas homonucleares no estado fundamental. Como antes, adicionaremos elétrons a partir da base do diagrama para cima, para os orbitais de maior energia. A molécula mais simples é a de hidrogênio. A figura abaixo mostra o diagrama de energia para os orbitais moleculares da molécula de H2. Os dois elétrons 1s vão constituir um par (de spins opostos) no orbital ss (ligante) da molécula. Este par constitui uma ligação simples. A configuração eletrônica da molécula de hidrogênio pode ser escrita como (ss)2. Consideraremos a seguir, a molécula que poderia ser formada por dois átomos de hélio, cada um dos quais é capaz de fornecer um par de elétrons para a molécula. O total é de quatro elétrons, dois a mais que no H2, de maneira que a distribuição no orbital molecular será a da figura abaixo: A configuração eletrônica no estado fundamental na molécula de He2 deveria ser (ss)2 (ss*)2. Devido ao fato de que o ss* (antiligante) está agora preenchido e seu efeito desestabilizador cancela o efeito estabilizador do orbital ss, não há, realmente, não há força de atração entre os átomos de hélio devido ao número igual de elétrons ligantes e antiligantes e, assim, a molécula de He2 não existe. Na teoria dos orbitais moleculares a ordem de ligação é definida como: elétrons ligantes - elétrons antiligantes 2 Assim, a ordem de ligação na molécula de H2 é (2-0)/2 = 1. Já na molécula hipotética de He2 a ordem de ligação é (2-2)/2 = 0. O valor da ordem de ligação indica o número de ligações feitas entre dois átomos.

que somente pode ser determinada com os elétrons de valência.Considerando a molécula hipotética de Be2. e assim. representados anteriormente. sua configuração eletrônica no estado fundamental seria K K (ss)2(ss*)2. Note que os orbitais py e pz têm igual energia. fato que ignoramos quando decidimos usar a simplificação. evitando um ao outro e reduzindo a repulsão inter-eletrônica. portanto. O caráter s nesses orbitais decresce à medida que a carga cresce no período. passa-se para os dois orbitais moleculares formados a partir dos orbitais 2s. A mudança na sequência de energias dos orbitais moleculares entre N2 e O2 ocorre porque px e px*. B2 . de O2 até Ne2. nesse caso. encontramos uma pequena dificuldade: A energia relativa dos orbitais py e pz é menor do que a do orbital ss do B2 ao N2. A ordem de ligação é zero e. O2. Estes são similares àqueles que já foram preenchidos. combinação de dois orbitais atômicos para formar dois orbitais moleculares.Essa molécula possui um total de seis elétrons. têm algum caráter s. Assim. Be2 . Se existisse. Representando cada um dos orbitais 1s preenchidos por K (para a camada K). a configuração de Li2 pode ser escrita como: K K (ss)2. A desestabilização gerada pelo orbital ss* preenchido cancela o efeito de estabilização do orbital ss.A figura abaixo mostra o preenchimento dos orbitais moleculares para B2 . as energias dos orbitais moleculares para B2. Os orbitais atômicos 1s praticamente não são perturbados. Entretanto. mas talvez ela seja melhor descrita como duas meias ligações). C2. porém maior para o resto da sequência. é 1/2 (2-0) = 1. os elétrons podem ocupar regiões diferentes do espaço. Moléculas diatômicas de lítio não existem no estado líquido ou sólido. Na primeira molécula (B2) há somente um elétron em cada orbital py e pz. e como em todos os níveis de energia mais baixos os elétrons antiligantes compensam exatamente os elétrons ligantes. porém. mas são encontradas no estado gasoso. A ordem de ligação é 1 (podemos chamar a ligação de ligação simples. Os elétrons de valência dos dois átomos de Li são usados para preencher um novo orbital molecular ss. Veja outros dois exemplos: Li2 e Be2. as demais moléculas diatômicas homonucleares do segundo período. os dois elétrons não se emparelham no mesmo orbital. Por ocuparem diferentes orbitais. mas quatro deles estão na camada K (interna) dos átomos de Li. F2 e Ne2 na figura b. A diferença principal nas duas figuras a e b é a energia relativa do orbital ss quando comparada com as energias dos orbitais py e pz. e por isso não são mostrados no diagrama. C2 e N2 são mostradas abaixo na figura a e para O2. e a ordem de ligação. A seguir consideraremos a sequência B2. C2 e N2. A configuração eletrônica no B2 é escrita como K K . F2 e Ne2. quando tentamos combinar esses dois diagramas em um. percorrendo assim. a molécula de Be2 não existe. A configuração é muito semelhante à do H2. Como são orbitais ligantes. Li2 . O número atômico do berílio é 4 e dois destes elétrons irão preencher o orbital ss* (veja a figura acima).Desde que o preenchimento de dois orbitais moleculares s formados a partir dos orbitais 1s está completo. encontraremos uma situação semelhante à do He2. Os orbitais moleculares a serem preenchidos são os orbitais ligantes e antiligantes s e p. Com uma ordem de ligação igual a 1 é possível prever a existência da molécula de Li2. Por causa disso a energia de sx fica abaixo da energia de py e pz no O2. N2.

Como o Li2. Estes elétrons ocupam os orbitais py e pz e px. C2 . assim. Os fatos experimentais indicam que esta molécula é paramagnética e tem uma energia de ligação muito alta e uma distância de ligação muito curta. sem dúvida. Como a ordem de ligação é diferente de zero. obteremos a configuração para o C2. F2 . O2 . O modelo de orbital molecular do N2 está de acordo com a teoria da Teoria da Ligação de Valência (TLV) e os seis elétrons dos orbitais py e pz e px correspondem aos seis elétrons da estrutura de Lewis. A configuração eletrônica no C2 é K K (ss)2(ss*)2(py)2(pz)2. 0 B2 não é uma molécula que você possa encontrar em um frasco. muito estável e comum. Como os orbitais p* estão ambos preenchidos.A adição de mais dois elétrons à configuração do N2 leva ao preenchimento dos níveis do O2. Esses elétrons são adicionados aos orbitais py e pz.A adição de mais dois elétrons nos dá o diagrama que é mostrado no centro da figura abaixo.O último preenchimento do diagrama de orbital molecular na figura abaixo é o da molécula de nitrogênio (N2). Se esta .(ss)2(ss*)2(py)1(pz)1. O modelo de orbital molecular está de acordo com as características magnéticas e de ligação observadas. também vista na figura abaixo. C2 não é paramagnético. Isto está de acordo com os dados experimentais determinados para a energia e o comprimento da ligação. A molécula de N2 é. Um dos primeiros triunfos da teoria do orbital molecular foi a sua capacidade de mostrar que a molécula de O2 é paramagnética (sua configuração eletrônica mostra que ele tem dois pares de elétrons desemparelhados). que corresponde a uma ordem de ligação igual a 3. ele já foi detectado. a ordem de ligação no F2 é igual a 1. A ordem da ligação no C2 é 2. As medidas magnéticas indicam que todos os elétrons estão emparelhados no N2 (não é paramagnético). no N2) para 2. Além disso. entretanto. N2 . o que é consistente com a ausência de elétrons desemparelhados.Adicionando mais dois elétrons (um para cada átomo). como aparece esquerda na próxima figura (abaixo). A base experimental para essa configuração provém das medidas magnéticas: B2 é paramagnético. A temperaturas muito altas. A configuração eletrônica do O2 é K K (ss)2(ss*)2(sx)2(py)2(pz)2(py*)1(pz*)1. porque há quatro elétrons ligantes a mais na molécula. A configuração do F2 é K K (ss)2(ss*)2(sx)2(py)2(pz)2(py*)2(pz*)2. no qual o arranjo dos átomos de B é bastante complexo. Ne2 . nas prateleiras do almoxarifado. O estado fundamental para Ne2 nunca foi observado. dando ao N2 a configuração K K (ss)2(ss*)2(py)2(pz)2(px)2. reduzindo a ordem de ligação para zero. as moléculas de B2 podem ser detectadas no estado gasoso. 0 boro elementar é encontrado como um sólido. a altas temperaturas. Ele tem um conjunto de seis elétrons de ligação. O valor mais baixo da ordem de ligação é consistente com o fato de o O2 ter uma energia de ligação menor e uma distância de ligação maior que o N2. pois ambos são aqueles esperados para uma ligação simples.A adição de mais dois elétrons preenche o orbital sx*. F2 mostra ser diamagnético. na verdade. Observe que esses dois elétrons devem ir para orbitais antiligantes. e as medidas indicam que existem dois elétrons desemparelhados na molécula. Todos os elétrons estão agora emparelhados e. resultando em um decréscimo na ordem de ligação (de 3. o C2 deve existir e. preenchendo-os.

Modelos Atômicos . Os átomos são indivisíveis e indestrutíveis.com. sua configuração eletrônica seria K K (ss)2(ss*)2(sx)2(py)2(pz)2(py*)2(pz*)2(sx*)2. podemos formar todas as matérias do universo conhecidos. esse modelo ainda não era aceito pela comunidade científica. apesar de ter sido criticado pelos físicos famosos da época. Apesar de um modelo simples.molécula existisse.conteudo@algosobre. porém. Dalton deu um grande passo na elaboração de um modelo atômico. o cientista inglês John Dalton publicou um livro apresentando sua teoria sobre a constituição atômica da matéria. Em 1808. pois foi o que instigou na busca por algumas respostas e proposição de futuros modelos. pela inúmeras evidências. . por exemplo.br O Modelo atômico de Dalton Vários pensadores propuseram que a matéria seria constituída por átomos. Existe um número pequeno de elementos químicos diferentes na natureza. a partir de segunda metade do século XIX os químicos começaram a se convencer. Assim. a configuração eletrônica do CO é a mesma do N2. Reunindo átomos iguais ou diferentes nas variadas proporções. de que tal modelo era bastante plausível. que possui o mesmo número de elétrons com a qual é isoeletrônica. Para Dalton o átomo era um sistema contínuo. Em muitos casos. assim como havia pensado Demócrito e Leucipo. Todavia. OBS: Moléculas diatômicas contendo átomos diferentes são chamadas heteronucleares. As diferenças de eletronegatividade entre os átomos fazem com que as distâncias de ligação e as energias dos orbitais moleculares sejam diferentes das moléculas diatômicas homonucleares. O modelo de Dalton baseava-se nas seguintes hipóteses: y y y y Tudo que existe na natureza é composto por diminutas partículas denominadas átomos. O seu trabalho foi amplamente debatido pela comunidade científica e. até a primeira metade do século XIX. uma molécula diatômica heteronuclear tem a mesma configuração da molécula diatômica homonuclear.

onde estavam submersas partículas negativas denominadas elétrons. divisível. Ele descobriu que a radiação alfa é atraída pelo pólo negativo.O Modelo de Thomson O primeiro modelo detalhado do átomo. e outra com maior poder de penetração. foi mostrado que as partículas alfa são iguais à átomos de hélio sem os elétrons. rádio e polônio. proposto por J.J. observou que existem dois tipos distintos de radiação: uma que é rapidamente absorvida. Thomson a trabalhar com o fenômeno então recentemente descoberto: a radioatividade. Thomson tratou de propor alguma explicação para o átomo. enquanto a beta é atraída pelo positivo de um campo elétrico. que denominamos radiação beta. Na verdade. o físico neozolandês Ernest Rutherford foi convencido por J. já que o átomo seria uma massa compacta com cargas alternadas em seu interior. que denominamos de radiação alfa. Modelo atômico de Rutherford No final do século XIX. Lord Thomson. Rutherford fez sua maior descoberta. e que o baixo poder de penetração se . Thomson em 1898.. Foi Thomson que lançou a idéia de que o átomo era um sistema descontínuo. seu trabalho permitiu a elaboração de um modelo atômico que possibilitou o entendimento da radiação emitida pelos átomos de urânio. Estudando a emissão de radiação do urânio e do tória. J. estava mesmo era envolvido na descoberta do elétron onde deu sua maior contribuição. Seu modelo conhecido como pudim de ameixa. baseavase na idéia de que o átomo era uma esfera de eletricidade positiva. Aos 26 anos de idade. Por se tratar de uma pessoa de alta influência na época. Mas sua descrição não era satisfatória porque não permitia explicar as propriedades químicas do átomo. portanto. foi muito infeliz mesmo para sua época e não teve muita contribuição como modelo atômico propriamente. Em seus estudos.

o aluno de doutorado em física Johannes Hans Wilhelm Geiger (1882-1945) e o professor inglês Ernest Marsden (18891970). Para perceber possíveis desvios. Rutherford descobriu também que a radiação beta é constituída por partículas negativas que possuem massa igual a dos elétrons e um poder de penetração maior do que a radiação alfa. a luminosidade na chapa deveria cessar.deve à sua elevada massa. Marsden e Rutherford. ele observou o surgimento de uma pequena luminosidade em outras partes da chapa. ao colocar uma fina lâmina de ouro entre a chapa fosforescente e o material radioativo. Com bases nas suas observações foi possível notar que existiriam espaços vazios entre os átomos. Isso evidenciava que a trajetória de uma parte da radiação alfa era desviada por algo na lâmina de ouro. e os resultados foram espantosos. para estudo de deflexões (desvios) de partículas alfa. De acordo com o modelo de Thomson. Dessa maneira. sob orientação de Rutherford. pois a lâmina de ouro bloquearia a passagem da radiação. Um novo modelo . utilizando esse equipamento. Foram bombardeadas finas lâminas de ouro. indicando que a radiação alfa havia atravessado sem a menor dificuldade. pois sendo as partículas alfa muito mais leves do que os átomos da lâmina de ouro. O experimento de Rutherford Um dos experimentos conduzidos pela equipe de Rutherford revolucionou o modo como os físicos da época passaram a imaginar o átomo. por onde estava passando a radiação. Além disso. Diversoso experimentos foram desenvolvidos por Geiger. esses desvios seriam improváveis. trabalharam em um aparato experimental que possibilitava a observação da trajetória das partículas alfa. Em 1909. Para surpresa de Rutherford. uma grande luminosidade continuou aparecendo do outro lado da lâmina de ouro. utilizou-se uma placa de material fosforescente que emite luz quando colidida pela radiação alfa. os elétrons teriam tanto dificuldade para desviar suas trajetórias quanto bolas de gude para desviar balas de canhão.

se o cloreto de sódio é aquecido na chama de Bunsen. . ou seja. propôs uma equação empírica relacionada às linhas espectrais: onde R é um valor constante determinado por Rydberg. Essa luz emitida pelos átomos podem ser estudadas em espectrômetros. Modelo atômico de Bohr Quando átomos são aquecidos ou submetidos a uma descarga elétrica. na eletrosfera. Na época que Rutherford publicou seu modelo já existiam conceitos físicos consagrados e um destes conceitos era a Lei do Eletromagnetismo de Maxwell que dizia: "Toda carga elétrica em movimento acelerado em torno de outra perde energia sob forma de ondas eletromagnéticas". que em seguida é emitida como radiação. Por exemplo. Rutherford e sua equipe conseguiram estabelecer um novo modelo de átomo. produzindo linhas espectrais descontínuas em aparelhos específicos. A região externa ao núcleo está ocupada pelos elétrons numa região denominada eletrosfera ou coroa eletrônica. desta forma o átomo se auto-destruiria. eles absorvem energia. chamada de constante de Rydberg. O átomo é um sistema descontínuo onde prevalecem os espaços vazios. Os elétrons estariam em movimento em torno do núcleo. É somente válida para o espectro do hidrogênio a equação acima. Estabeleceu que o núcleo contém a maior parte da massa do átomo e possui carga positiva (responsável pelos poucos desvios da radiação alfa). Como o elétron é uma carga elétrica em movimento acelerado em torno do núcleo. que ocuparia um volume esférico e que possuía um núcleo.Através de vários testes. perderia energia e se aproximaria do núcleo até chocar-se com este. O matemático Rydberg. o número de cargas positivas e negativas é igual. verificando-se que elas são constituídas por linhas com diferentes comprimentos de onda. que dão origem a uma coloração amarela característica na chama. O átomo é um sistema neutro. serão produzidos átomos de sódio.

Niels Bohr. A energia recebida corresponde a um quantum e é dada por q = h x f q = energia do quantum h = constante de Planck f = freqüência da radiação . Seus postulados: . sendo que. movendo-se com uma velocidade v numa órbita de raio r.Para que um elétron permaneça em sua órbita. Baseado na teoria quântica. . Para um elétron de massa m. dinamarquês. Para Bohr. os elétrons giram em torno do núcleo de forma circular e com diferentes níveis de energia. Bohr explicou o comportamento dos elétrons nos átomos. .Em 1913 Bohr afirmou que os fenômenos atômicos não poderiam ser explicados pelas Leis da Física Clássica. temos que: (fórmula da física clássica) Se e for a carga do elétron.O átomo possui um núcleo positivo que está rodeado por cargas negativas. e os elétrons nessas camadas. . para tal é necessário que ele ganhe energia externa.Um elétron que saltou para uma camada de maior energia fica instável e tende a voltar a sua camada de origem. que tende a puxar o elétron em direção ao núcleo dever ser igual a força centrífuga. apresentam energia constante. então: De modo que E portanto * . contribuiu para o aperfeiçoamento do modelo atômico de Rutherford.A eletrosfera está dividida em camadas ou níveis eletrônicos. mas o elétron pode saltar para uma camada mais externa. a atração eletrostática entre o núcleo e o elétron. Z a carga do núcleo e 0a permissividade no vácuo.Em sua camada de origem (camada estacionária) a energia é constante. nesta volta ele devolve a mesma quantidade de energia que havia ganho para o salto e emite um fóton de luz. que tende a afastar o elétron.

Bohr conseguir obter a empírica equação de Rydberg através de conceitos clássicos e quânticos ao mesmo tempo. O átomo emitirá ou absorverá energia somente ao passar de uma órbita para outra. Assim. deve ser igual a um número inteiro n de quanta. com a equação *. temos r = 5. Modelo de Sommerfeld: Logo após Bohr enunciar seu modelo verificou-se que um elétron.292x10-11m.De acordo com a teoria quântica de Planck. Como poderia ser possível se as órbitas fossem circulares? . Com um pouco de habilidade e paciência. apresentava energias diferentes. seu momento angular mvr. teremos uma imagem do átomo de hidrogênio em que o elétron se move em órbitas circulares. isto é. mas discreta (pacotes de energia). As diferentes séries de linhas espectrais podem ser obtidas variando os valores de n12 e n22 na equação acima. variando valor de n.096776x10 7 m-1. para n = 1. temos que e portanto Substituindo o valor das constantes. a energia não é contínua. isso significa que a energia de um elétron numa órbita. A teoria de Bohr fornece uma explicação para o espectro do hidrogênio. onde a constante R de Rydberg é O valor experimental de R é 1.097373x10 7 m-1 em boa concordância com o valor teórico de 1. rearranjamos as fórmulas acima e temos: Ou seja. numa mesma camada. Combinando-se essa equação.

Modelo atômico atual O modelo proposto por Bohr trouxe um avanço ao considerar níveis quantizados de energia.Princípio da Incerteza de Heisenberg: é impossível determinar com precisão a posição e a velocidade de um elétron num mesmo instante. mas ainda apresentava inúmeros problemas. magnético e de spin. Por este motivo. Ele assume valores que vão de 1 até o infinito. 7 Nível 1 2 3 4 5 6 7 . 4. gerando energias diferentes para uma mesma camada. Orbital é a região onde é mais provável encontrar um életron. pois em uma elipse há diferentes excentricidades (distância do centro). Número quântico principal (n): este número quântico localiza o elétron em seu nível de energia. no máximo. mas para os átomos conhecidos atualmente com. que são: principal. 2. n = 1.Sommerfild sugeriu que as órbitas fossem elípticas. então. Dirac calculou estas regiões de probabilidade e determinou os quatro números quânticos. comporta-se como matéria e energia sendo uma partículaonda. Muita coisa permanecia sem explicação ou era simplesmente colocado guela abaixo.Princípio da Dualidade da matéria de Louis de Broglie: o elétron apresenta característica DUAL. secundário. 6. . trabalhar com a provável região onde é possível encontrá-lo. 7 camadas teremos uma variação de 1 até 7. O Princípio da Incerteza deixa clara a impossibilidade de determinar a exata trajetória do elétron a partir da energia e da velocidade. Erwin Schröndinger (1887 . buscou-se.probabilístico que se baseia em dois princípios: . 5. ou seja. 3.1961) baseado nestes dois princípios criou o conceito de Orbital. O elétron descreve órbita elíptica. O modelo atômico atual é um modelo matemático. de acordo com Sommerfeld.

.7 orientações Obs. valor de "l" subnível 0 s 1 p 2 d 3 f 4 g 5 h 6 i Obs. 4.: Clique sobre as orientações para visualizar o formato do orbital.. g. não disponibilizamos as visualizações das orientações. 3 orbitais p e 5 orbitais d e 7 orbitais f. etc. além de serem mais complicadas. 1. d. Como cada um destes podem comportar até 2 elétrons pode-se esperar que o número de elétrons que estes orbitais podem acomodar é: Formato dos Orbitais subnível s subnível p subnível d subnível f 1 orbital s . f. 3. i.1.dx2y2 e dz2 7 orbitais f .Camada K L M N O P Q Número quântico secundário (l): localiza o elétron no seu subnível de energia e dá o formato do orbital. Para átomos conhecidos: l = 0. .5 orientações: dxy.3 orientações: px. 2. um orbital atômico não deixa de existir só porque ele está vazio.py. 5. 6 Cada valor de nível "l" indica a presença de um subnível. Pode assumir valores que vão desde ZERO até n .: a simbologia correta para o n° quântico secundário é uma letra "L" minúscula (l) Sempre existirá.dxz. p. Os subníveis são representados pelas letras minúsculas s. em outras palavras. h. para cada nível: 1 orbital s. Importante lembrar que os átomos terão um certo conjunto de orbitais atômicos independentemente de possuir elétrons ou não.uma única orientação 3 orbitais p .pz 5 orbitais d . Como as ligações no orbital "f" tem menor importância.dyz.

f e g 6° Nível --> existem os orbitais s. Podemos então citar. significa que o número de elétrons deste átomo será o número Z menos o número de cargas. a horizontal e a perpendicular ao plano formado pelos dois anteriores. f. conclui-se que o número de elétrons é igual ao número de prótons. visto que não existe nenhum elemento químico conhecido que tenha um número de elétrons suficientes para preenchê-los. deve haver uma seqüência definida de preenchimento destes orbitais pelos elétrons do elemento. g e h 7° Nível --> existem os orbitais s. ou seja.Quando tratamos de orbitais do mesmo tipo. como se executa a distribuição eletrônica de um determinado átomo. d. p e d 4° Nível --> existem os orbitais s. d e f 5° Nível --> existem os orbitais s. ou seja. A ordem de preenchimento dos orbitais é definida segundo um diagrama conhecido por diagrama de Linus Pauling. d. p. g. se o elemento estiver eletricamente neutro. em que posição no espaço ele se encontra. no que se refere a energia. Para se proceder a distribuição eletrônica de um elemento químico é necessário conhecer seu número atômico (Z) que corresponde ao número de prótons no seu núcleo. h e i Normalmente não são representados os orbitais g. mostrado abaixo: . p. exceto por sua orientação espacial. p. d. f. Desta forma. por outro lado. Em relação aos níveis de energia temos o seguinte: 1° Nível --> existe apenas o orbital atômico s 2° Nível --> existem os orbitais s e p 3° Nível --> existem os orbitais s. orbitais p. Os elétrons só podem ficar nas regiões que forem efetivamente definidas pelos orbitais. neste momento. Essa ordem obedece uma ordem crescente de energia. os orbitais que tiverem uma energia menor. por exemplo. neste exemplo existem três orientações distintas. Caso o elemento químico tiver cargas positivas. em qualquer lugar em torno do núcleo. p. como cada átomo apresenta um certo número de orbitais atômicos. então o número de elétrons que ele possui será o número Z mais a sua(s) carga(s). não havendo qualquer distinção entre eles. deverão ser preenchidos primeiro. se a carga elétrica do elemento for negativa. h e i. podemos dizer que estes são totalmente equivalente. Para se fazer uma distribuição eletrônica é importante lembrar que os elétrons de uma espécie química não podem ficar espalhados aleatoriamente. Assim. a vertical.

+l Sendo l = n° quântico secundário Se l = 0.+2.+1. um orbital cheio contém dois elétrons emparelhados (de spins opostos). Como conseqüência desse princípio..Número quântico magnético(M): Localiza o elétron no orbital e dá a orientação espacial dos orbitais.2 d 5 1.. Na falta de um termo mais apropriado vamos utilizar esta expressão... então M = -2.+3 Número quântico de Spin (S): este número está relacionado com o movimento de rotação do elétron em um orbital. então M = 0 l = 1. M = . Lembre-se que a expressão "rotação".-2. 0. O número quântico magnético pode assumir valores que vão desde ... então M = -1.. +2 Valores valores de n° subnível de l M orbitais/orientações 0 s 0 1 1 p -1. passando pelo zero.. não existem dois elétrons com quatro números quânticos iguais. também. +1 3 -2.0.l até + l. nos dá uma idéia do elétron apenas como partícula.+1. mas sem esquecer que o elétron não é apenas partícula. utiliza-se spin -1/2 para o primeiro elétron do orbital. aqui utilizada. Princípio da exclusão de Wolfgang Pauli Em um mesmo átomo. só que ele tem comportamento dual de partícula-onda. por convenção: S = -1/2 e +1/2 Por convenção. -1.+2 -3.0. o n° quântico de spin. assume dois valores que são..0. dois elétrons de um mesmo orbital têm spins opostos.l. Um orbital semicheio contém um elétron desemparelhado. Regra de Hund .3 f 7 1. 0. Como este movimento admite apenas dois sentidos. +1 Se l = 2. 0. +1.

não tem uma interpretação física. Elétron de maior energia ou elétron de diferenciação é o último elétron distribuído no preenchimento da eletrosfera. porém. pode ser uma função complexa. portanto a equação de Schrödinger será: . y e z. y e z) A função de onde deve satisfazer certas condições: 1 . Equação de Schrödinger Esta equação representa a equação de Schrödinger independente do tempo e unidimensional da função de onda a qual descreve a propriedade de onda da partícula de massa m. separados por uma distância r. contínuo e diferencial em todos os pontos do espaço.Deve ser normalizada. ou seja. com massa me e carga -e. Isto significa que .Deve apresentar um valor único. o quadrado de um número complexo se define como o produto dele pelo seu conjugado: |a + ib|2 = (a +ib). na verdade.Ao ser preenchido um subnível. 2 .Deve ser finita para todos os valores de x. Em três dimensões temos: Onde: H . É importante salientar que os números quânticos são. somente depois de o último orbital desse subnível ter recebido seu primeiro elétron começa o preenchimento de cada orbital semicheio com o segundo elétron. | |2 (ou *) calculado para um ponto particular em um instante particular é proporcional à probabilidade de encontrar experimentalmente o corpo naquele lugar e naquele instante. pois não apresenta necessariamente valores reais. sendo assim. uma aproximação para as complexas equações propostas por Schrödinger.(a . a integral do quadrado da função de onda sobre todo espaço deve ser igual a 1. Operador hamiltoniano . 3 . O objeto modelo que representa um átomo de hidrogênio consiste de um núcleo. cada orbital desse subnível recebe inicialmente apenas um elétron. Função de onda de um corpo no espaço (três coordenadas: x. de massa M e carga Ze e um elétron. Ambas partículas se consideram como cargas pontuais. de acordo com as regras estudadas.ib) = a2 + b2 (sempre real).

ou seja. ou seja. que depende das coordenadas do centro de massa do átomo (X. Schrödinger mostrou que a mudança destas seis coordenadas por um conjunto adequado de outras seis coordenadas. eletrônica.Nesta equação. é função de seis coordenadas. Ayala . Y e Z) respeito a uma origem arbitrária e por uma função . yN e zN (coordenadas no núcleo) e xe. J. das coordenadas relativas do elétron (x. fundamentalmente eletrônica. y e z) como mostra a figura a seguir: A tabela abaixo mostra alguns valores da função radial do átomo de hidrogênio: Direitos autorais: Prof. D. a função de onda pode ser expressa como o produto da função N. que descreve o movimento relativo do elétron respeito ao núcleo. conduz a separação da equação acima em duas partes: uma expressa e determina o movimento translação do átomo e a outra. xN. ye e ze (coordenadas do elétron).

1834 . através do qual foi consolidado o atomismo de Demócrito.Lucrécio Autor do poema De Rerum Natura.Dalton Primeiro modelo atômico com base experimental.Leucipo A matéria pode se dividir em par tículas cada vez menores. O átomo é uma partícula maciça e indivisível.Faraday Estudo quantitativo de eletrólise. Orbitais 7. Spin 8.Boyle Autor do livro Sceptical chemist.Estrutura atômica 1. 3. 1859 . 60 a.C. no qual defendeu o atomismo e deu o primeiro conceito de elemento com base experimental. O modelo vingou até 1897. .Demócrito Denominação átomo para a menor partícula de matéria. . Cronologia Carga elétrica Camadas eletrônicas Subníveis de energia Preenchimento dos subní veis o Número quântico principal o Número quântico secundário 6. 2. 5. 1808 . . Regra de Hund 10. Elétron de diferenciação Cronologia 450 a.C. Princípio da exclusão de Pauli 9. 4. através do qual surgiu a idéia da eletricidade associada aos átomos.C. 400 a. Considerado o pai do atomismo grego. 1661 .

Röentgen Descoberta dos raios X.Max Planck Teoria dos quanta. Descoberta dos raios canais ou positivos. 1909 . 1897 . Denominação fóton para o quantum de energia radiante.Stoney Admitiu que a eletricidade estava associada aos átomos em quantidades discretas.Crookes Primeiras experiências de descarga elétrica a alto vácuo. mas não indivisível. 1891 .Primeiras experiências de descargas elétricas em gases a pressão reduzida (ao redor de 10 mmHg).Goldstein Descargas elétricas em gases a pressão reduzida com cátodo perfurado. 1905 . 1874 .Einstein Teoria da relatividade. 1898 . Primeira idéia de quantização da carga elétrica. 1886 .Millikan Determinação da carga do elétron. O átomo seria uma partícula maciça.Becquerel Descoberta da radioatividade.Thomson Descargas elétricas em alto vácuo (tubos de Crookes) levaram à descoberta do elétron. 1896 . Rela ção entre massa e energia (e = mc 2).Stoney Deu o nome de elétron para a unidade de carga elétrica negativa. Determinação da relação carga/massa (e/m) do elétron. . 1900 . 1895 . Seria formado por uma geléia com carga positiva.Casal Curie Descoberta do polônio e do rádio. Esclarecimento do efeito fotoelétrico. Descoberta dos "raios" posteriormente chamados catódicos. na qu al estariam incrustados os elétrons (modelo do pudim de passas). 1879 .

portanto mais distante do núcleo.Schrödinger Equação de função de onda para o elétron. Quando o elétron volta para o seu nível de energia primitivo (mais próximo do núcleo). Distribuição eletrônica em níveis de energia.De Broglie Modelo da partícula -onda para o elétron. onde o Sol seria o núcleo e os planetas seriam os elétrons. com carga positiva. 1920 . 1924 .Chadwick Descoberta do nêutron.Heisenberg Princípio da incerteza. um modelo que foi comparado ao sistema planetário. 1932 . Previsão de existência do nêutron. Introdução dos subníveis de energia.Rutherford O átomo não é maciço nem indivisível. O átomo seria form ado por um núcleo muito pequeno.Bohr Modelo atômico fundamentado na teoria dos quanta e sustentado experimentalmente com base na espectroscopia. 1913 . Quando um elétron do áto mo recebe energia. 1916 . 1926 . Ao redor do núcleo ficariam os elétrons.1911 . Carga elétrica Natureza Próton Nêutron Positiva Não existe Valor relativo +1 0 Massa relativa 1 1 . onde estaria concentrada praticamente toda a sua massa. ele salta para outro nível de maior energia. neutralizando sua carga. 1927 . ele cede a energia anteriormente recebida sob forma de uma onda eletromagnética (luz). Este é o modelo do átomo nucleado.Sommerfeld Modelo das órbitas elípticas para o elétron.Rutherford Caracterização do próton como sendo o núcleo do átomo de hidrogênio e a unidade de carga positiva.

Elétron Negativa -1 1/1836 Camadas eletrônicas Os elétrons estão distribuídos em camadas ou níveis de energia: camada K L 2 M 3 N 4 nível O 5 P 6 Q 7 núcleo 1 Número máximo de elétrons nas camadas ou níveis de energia: K 2 L 8 M 18 N 32 O 32 P 18 Q 2 Subníveis de energia As camadas ou níveis de energia são formados de subcamadas ou subníveis de energia. Subnível Número máximo de elétrons s 2 p 6 d 10 f 14 Subníveis conhecidos em cada nível de energia: 4s 4p 4d 4f 4 N 5s 5p 5d 5f 5 O Subnível 1s 2s 2p 3s 3p 3d 6s 6p 6d 7s 1 Nível K 2 L 3 M 6 P 7 Q . d. p. f. designados pelas letras s.

p. na ordem crescente de energia.Subníveis em ordem crescente de energia: 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d 4p 5s 4d 5p 6s 4f 5d 6p 7s 5f 6d Preenchimento dos subníveis Os subníveis são preenchidos sucessivamente. Entre os átomos conhecidos. . O número máximo de elétrons em cada orbital é 2. 2º. Varia de n = 1 a n = g. O número quântico secundário ou azimutal (P) indica a energia do elétron no subnível. Orbital é a região da eletrosfera onde há maior probabilidade de estar localizado o elétron do átomo. O número quântico principal (n) indica o nível de energia. Os orbitais p têm forma de duplo ovóide e são perpendiculares entre si (estão dirigidos segundo três eixos ortogonais x. representados por s. d. Subnível Número quântico azimutal s P =0 p P =1 d P =2 f P =3 Orbitais Os subníveis são formados de orbitais. respectivamente. . há quatro subníveis. o número máximo de elétrons num mesmo nível é 32. no estado fundamental. O número máximo de elétrons em cada nível é dado por 2n2. 3º.. com o número máximo de elétrons possível em cada subnível. passando por zero. y e z. em ordem crescente de energia. (Regra de aufbau) Os números quânticos indicam a energia do elétron no átomo e a região de máxima probabilidade de se encontrar o elétron. Nos átomos conhecidos. A cada orbital foi atribuído um número quântico magnético (m) cujo valor varia de -P a +P. subnível s subnível p subnível d subnível f um só orbital s três orbitais p cinco orbitais d sete orbitais f (0) (-1) (0) (+1) (-2) (-1) (0) (+1) (+2) (-3) (-2) (-1) (0) (+1) (+2) (+3) O orbital s tem forma esférica. f.. nível de energia. no estado fundamental. no 1º.

somente depois de o último orbital desse subnível ter recebido seu primeiro elétron começa o preenchimento de cada orbital semicheio com o segundo elétron. Princípio da exclusão de Pauli Em um mesmo átomo. Modelo atômico atual Atomismo Dalton Thomson o elétron Rutherford Bohr Não se pode determinar. não existem dois elétrons com quatro números quânticos iguais. simultaneamente. a velocidade e a posição exata de uma partícula em certo instante. Como conseqüência desse princípio. Elétron de maior energia ou elétron de diferenciação é o último elétron distribuído no preenchimento da eletrosfera. cada orbital desse subnível recebe inicialmente apenas um elétron. um orbital cheio contém dois elétrons emparelhados (de spins opostos). Um orbital semicheio contém um elétron desemparelhado. Pode ser paralelo ou antiparalelo. . A cada um deles foi atribuído um número quântico: + 1/2 e -1/2. dois elétrons de um mesmo orbital têm spins opostos. Regra de Hund Ao ser preenchido um subnível.Spin Spin é o movimento de rotação do elétron em torno de seu eixo. de acordo com as regras estudadas. Os orbitais são regiões definidas no espaço de três dimensões (volume) nas quais há a possibilidade de se encontrar um elétron. Toda partícula em movimento tem uma onda associada.

5. Por este motivo. p. O fato de um orbital estar vazio não significa que ele não exista.1961) baseado nestes dois princípios criou o conceito de Orbital. n = 1.1. O modelo proposto por Bohr trouxe um avanço ao considerar níveis quantizados de energia. 2.A forma de um orbital é definida através da resolução uma equação matemática para o que se conhece 2 na química quântica como Função de Onda (= ). buscou-se. Para átomos conhecidos: l = 0.. ou seja. A ordem de preenchimento dos orbitais é definida segundo um diagrama conhecido por diagrama de Linus Pauling. Os subníveis são representados pelas letras minúsculas s. que são: principal. 7 camadas teremos uma variação de 1 até 7. Dirac calculou estas regiões de probabilidade e determinou os quatro números quânticos. i. 3. mas ainda apresentava inúmeros problemas. Os elétrons só podem ficar nas regiões que forem efetivamente definidas pelos orbitais.probabilístico que se baseia em dois princípios: . então.Princípio da Incerteza de Heisenberg: é impossível determinar com precisão a posição e a velocidade de um elétron num mesmo instante. trabalhar com a provável região onde é possível encontrá-lo. d. 3. O Princípio da Incerteza deixa clara a impossibilidade de determinar a exata trajetória do elétron a partir da energia e da velocidade. 6. Número quântico principal (n): este número quântico localiza o elétron em seu nível de energia. etc. Muita coisa permanecia sem explicação ou era simplesmente colocado guela abaixo. no máximo. Orbital é a região onde é mais provável encontrar um életron. 7 Nível Camada 1 K 2 L 3 M 4 N 5 O 6 P 7 Q Número quântico secundário (l): localiza o elétron no seu subnível de energia e dá o formato do orbital. 4. Ele assume valores que vão de 1 até o infinito.. 5. magnético e de spin. Pode assumir valores que vão desde ZERO até n . g. 1. . mas para os átomos conhecidos atualmente com. f. Erwin Schröndinger (1887 . h. 6 Cada valor de nível "l" indica a presença de um subnível.Princípio da Dualidade da matéria de Louis de Broglie: o elétron apresenta característica DUAL. O modelo atômico atual é um modelo matemático. valor de "l" subnível 0 s 1 p 2 d 3 f 4 g 5 h 6 i . 2. secundário. comporta-se como matéria e energia sendo uma partícula-onda. 4.

dyz. g e h .: Clique sobre as orientações para visualizar o formato do orbital. a horizontal e a perpendicular ao plano formado pelos dois anteriores. não disponibilizamos as visualizações das orientações. d e f 5o Nível --> existem os orbitais s. p e d 4o Nível --> existem os orbitais s. um orbital atômico não deixa de existir só porque ele está vazio. Quando tratamos de orbitais do mesmo tipo. f e g 6o Nível --> existem os orbitais s. além de serem mais complicadas.dx2y2 e dz2 7 orbitais f .dxz. Como cada um destes podem comportar até 2 elétrons pode-se esperar que o número de elétrons que estes orbitais podem acomodar é: Formato dos Orbitais subnível s subnível p subnível d subnível f 1 orbital s . exceto por sua orientação espacial. para cada nível: 1 orbital s. por exemplo. f.: a simbologia correta para o n° quântico secundário é uma letra "L" minúscula (l) Sempre existirá. Em relação aos níveis de energia temos o seguinte: 1o Nível --> existe apenas o orbital atômico s 2o Nível --> existem os orbitais s e p 3o Nível --> existem os orbitais s. em outras palavras. neste exemplo existem três orientações distintas.5 orientações: dxy.Obs. a vertical. p.pz 5 orbitais d . p. p. 3 orbitais p e 5 orbitais d e 7 orbitais f.uma única orientação 3 orbitais p . em que posição no espaço ele se encontra. não havendo qualquer distinção entre eles.py. ou seja. no que se refere a energia. Como as ligações no orbital "f" tem menor importância. d. Importante lembrar que os átomos terão um certo conjunto de orbitais atômicos independentemente de possuir elétrons ou não. d.3 orientações: px.7 orientações Obs. orbitais p. podemos dizer que estes são totalmente equivalente.

Assim. deverão ser preenchidos primeiro.l até + l. h e i Normalmente não são representados os orbitais g.. então M = -2.0. Para se proceder a distribuição eletrônica de um elemento químico é necessário conhecer seu número atômico (Z) que corresponde ao número de prótons no seu núcleo. significa que o número de elétrons deste átomo será o número Z menos o número de cargas. visto que não existe nenhum elemento químico conhecido que tenha um número de elétrons suficientes para preenchê-los. por outro lado.+1.. 0.. Para se fazer uma distribuição eletrônica é importante lembrar que os elétrons de uma espécie química não podem ficar espalhados aleatoriamente. Podemos então citar.+3 n° orbitais/orientações 1 3 5 7 . em qualquer lugar em torno do núcleo. p. os orbitais que tiverem uma energia menor. Os elétrons só podem ficar nas regiões que forem efetivamente definidas pelos orbitais. g. então M = 0 l = 1. Caso o elemento químico tiver cargas positivas. Essa ordem obedece uma ordem crescente de energia. 0. se a carga elétrica do elemento for negativa. então o número de elétrons que ele possui será o número Z mais a sua(s) carga(s). h e i...+2. ou seja. Desta forma. f. M = . mostrado abaixo: Número quântico magnético(M): Localiza o elétron no orbital e dá a orientação espacial dos orbitais. +1 -2.. 0. A ordem de preenchimento dos orbitais é definida segundo um diagrama conhecido por diagrama de Linus Pauling.l.0. +2 Valores de l 0 1 2 3 subnível s p d f valores de M 0 -1. passando pelo zero. como se executa a distribuição eletrônica de um determinado átomo. d.-2. -1. conclui-se que o número de elétrons é igual ao número de prótons. +1.+2 -3.+l Sendo l = n° quântico secundário Se l = 0..0. deve haver uma seqüência definida de preenchimento destes orbitais pelos elétrons do elemento. +1 Se l = 2. neste momento. como cada átomo apresenta um certo número de orbitais atômicos. então M = -1. O número quântico magnético pode assumir valores que vão desde .7o Nível --> existem os orbitais s.-1. se o elemento estiver eletricamente neutro.-1.+1..

também. Lembre-se que a expressão "rotação". Elétron de maior energia ou elétron de diferenciação é o último elétron distribuído no preenchimento da eletrosfera. somente depois de o último orbital desse subnível ter recebido seu primeiro elétron começa o preenchimento de cada orbital semicheio com o segundo elétron. assume dois valores que são. Um orbital semicheio contém um elétron desemparelhado. não existem dois elétrons com quatro números quânticos iguais.Número quântico de Spin (S): este número está relacionado com o movimento de rotação do elétron em um orbital. só que ele tem comportamento dual de partícula-onda. Leia mais sobre: Spin eletrônico Princípio da exclusão de Wolfgang Pauli Em um mesmo átomo. nos dá uma idéia do elétron apenas como partícula. mas sem esquecer que o elétron não é apenas partícula. aqui utilizada. É importante salientar que os números quânticos são.. utiliza-se spin -1/2 para o primeiro elétron do orbital. uma aproximação para as complexas equações propostas por Schrödinger . Como este movimento admite apenas dois sentidos. de acordo com as regras estudadas. . Regra de Hund Ao ser preenchido um subnível. cada orbital desse subnível recebe inicialmente apenas um elétron. Como conseqüência desse princípio. por convenção: S = -1/2 e +1/2 Por convenção. dois elétrons de um mesmo orbital têm spins opostos. o n° quântico de spin. Na falta de um termo mais apropriado vamos utilizar esta expressão. um orbital cheio contém dois elétrons emparelhados (de spins opostos). na verdade.

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