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FUNDAÇÃO DO ABC

FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS

RELATÓRIO COLÓIDES , PREPARAÇÃO E VERIFICAÇÃO DE SUAS
PROPRIEDADES

NÁTHALIE ALVES CUNHA

Santo André 2011

mas não suficientemente grandes para se depositar pela ação da gravidade. peixes e caças. ela se refere a sistemas contendo tanto moléculas grandes como partículas pequenas. Além disso. as moléculas grandes que constituíam o amido. por exemplo. . 1998). a gelatina. Sabe-se. que últimas substâncias não se cristalizavam enquanto era fácil cristalizar o açúcar. em casos em que as partículas dispersas são maiores do que as moléculas. certas substâncias coloidais podem ser cristalizadas. na realidade. hoje. 1975). a gelatina. diz -se que as dispersões coloidais são dispersões intermediárias entre as soluções verdadeiras e os sistemas heterogêneos. Graham propôs o termo colóide (do grego kolla. que ainda que haja algumas dificuldades. aquelas substâncias eram muito diferentes destas no que se refere à difusão através de membranas delgadas: enquanto as moléculas de açúcar. Graham descobriu. Os sistemas coloidais Os povos vêm antigos sendo utilizados géis desde os primórdios da humanidade. Coloquialmente. fronteira nítida entre as soluções verdadeiras e os sistemas coloidais.OBJETIVOS Preparar e verificar as propriedades de soluções coloidais através de 3 diferentes experimentos. as dispersões de argilas para a fabricação de utensílios de dispersões coloidáticas de pigmentos para as paredes das cavernas com motivos de animais. difundiam-se com facilidade através estas de muitas membranas. Para denominar a nova classe que era identificada. e que não há. ao contrário de outras substâncias como o açúcar e o sal de cozinha. Em 1860. cerâmica e as utilizaram de produtos decorar naturais como alimento. também. o químico britânico Thomas Graham descobriu que substâncias como o amido. INTRODUÇÃO TEÓRICA Sistemas coloidais ou dispersões coloidais são sistemas nos quais um ou mais componentes apresentam pelo menos uma de suas dimensões dentro do intervalo de 1nm a 1µm. o sal de cozinha e outros materiais que formavam soluções verdadeiras (Kotz e Treichel. a cola e a albumina do ovo difundiam-se muito lentamente quando colocadas em água. a cola e a albumina não se difundiam. A ciência dos colóides se ocupa com sistemas nos quais um ou mais componentes apresentam pelo menos uma de suas dimensões dentro do intervalo de 1nm a 1µm (Shaw. cola).

serem relativamente grandes e apresentarem elevada relação A/V (área/volume) de partícula. Nas superfícies de separação (interfaces) entre fase dispersa e meio de dispersão. características específicas como possuir massa elevada. manifestam-se fenômenos de superfície característicos. podem ser encontrados colóides cujos componentes se encontram em outros estados de agregação. de grande importância na determinação de propriedades físico-químicas do sistema como um todo. . Mesmo que o colóide por excelência seja aquele cuja fase contínua é um líquido e cuja fase dispersa seja composta de partículas sólidas. em geral.Os fatores que mais contribuem para a natureza global sui-generis de um sistema coloidal são:      As dimensões das partículas A forma e a flexibilidade das partículas Propriedades superficiais (inclusive elétrica) Interações partícula-partícula Interações partícula-solvente Os colóides têm. fenômenos esses. tais como efeitos de adsorção e dupla camada elétrica.

no primeiro tubo adicionar 1mL de nitrato de prata. Filtrar em um funil com papel filtro 10mL da solução coloidal. e no terceiro tubo verificar o pH com papel indicador ácido-base. b. . Experimento 3: utilizando a solução coloidal do experimento 2: a. Colocar 5mL de solução coloidal em um tubo de ensaio e esperar a decantação. adicionar gota a gota 1mL de solução de cloreto de ferro III. d. Colocar 5mL da solução coloidal em um tubo de ensaio e adicionar pequena porção de carvão ativo. adicionar 2mL de hidróxido de amônio concentrado. Aquecer até ebulição por 1 minuto e depois filtrar. adicionar 4 gotas de ácido sulfúrico concentrado e deixar em repouso. e. Adicionar 2mL de hidróxido de sódio diluído à 5mL da solução coloidal. no segundo tubo adicionar tiocianato de amônio. Transferir de 10 a 15mL de solução coloidal para o dialisador (saquinho de celulose amarrado e colocado em uma cápsula de porcelana completa de água destilada). Experimento 2: Aquecer 100mL de água destilada até a ebulição. Aquecer brandamente. Na capela. sem agitar. Separar 3 alíquotas. c.PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Experimento 1: Transferir 20mL de solução saturada de acetato de cobre II para um béquer de 100mL e.

c. d. já que depois de adicionar tiocianato de amônio não houve mudança na solução. continuando assim na solução. e. Experimento 2: Houve a formação de uma solução coloidal de Fe(OH) 3. e permeável também para Cl -. já que não há a sua precipitação. indicando que não havia mais colóide. A hidroxila do NaOH adicionado reagiu com o colóide Fe(OH) 3. b. Depois de adicionar AgNO 3 a solução ficou turva. já que o dispersante é líquido e o disperso sólido. que era azul escuro) com consistência de gel. É seletiva para o colóide. passando apenas a água. A solução saiu incolor depois da filtração. após a adição de Fe(OH) 3. causando a sua precipitação após o repouso. o carvão e o colóide ficam retidos no filtro. já que houve aumento do valor do pH. pois após a adição do nitrato de prata a solução turvou. Pode-se concluir que o colóide ficou retido no funil junto ao carvão. Depois de um tempo houve uma melhora da visualização dos colóides boiando na água. tornando-o assim uma partícula maior e mais visível. c. d. O funil de filtração não separou o colóide da solução. O papel indicador de ácido-base indicou valor de pH em torno de 5. Experimento 3: a. pois elas passam pelos poros do filtro.RESULTADOS No experimento 1. o que indica que não há presença de Fe 3+. houve a formação de um precipitado de cor azul claro (mais claro do que da solução original. . O colóide não precipitou mesmo depois de deixado um tempo em repouso. e sim sua suspensão na solução. Não houve decantação b. a água adquire uma coloração alaranjada. Ao adicionar tiocianato de amônio não houve nenhuma alteração. e. indicando sua precipitação. A membrana de celulose é permeável para H+. o que indica presença de Cl -. As moléculas de colóides são muito pequenas. Após a filtração. No experimento 3 em: a. No experimento 2. CONCLUSÃO Experimento 1: Houve formação de um gel coloidal.

Cu+2(aq) + 2NH4OH(aq) ----> Cu(OH)2 + 2NH4 Cu+(aq) + 2KOH(aq) => Cu(OH) 2(s) + K+(aq) 3) Compare o aspecto do gel e do colóide preparados. e quase não se pôde observar sua formação.que atravessaram a membrana de celulose.QUESTIONÁRIO 1) Escreva as equações das reações envolvidas nos experimentos. Houve retenção do colóide. . Já o colóide é uma solução dispersa heterogênea. indicando assim que não houve presença de Fe3+. O gel é um sólido de aspecto gelatinoso. já que com a adição de tiocianato de amônio no tubo de ensaio contendo a água da diálise não deixou a água avermelhada. houve retenção do colóide? Justifique. Experimento 1 Cu(Ac)2(aq) + 2NH4OH(aq) -------> Cu(OH) 2(s) + 2NH 4Ac(aq) H+ Experimento 2 FeCl3(aq) + 3HOH(aq) ----> Fe(OH)3(s) + 3Cl-(aq) + 3H+(aq) Experimento 3 c) Ag+(aq) + Cl-(aq) -----> AgCl (s) Fe+3(aq) + 3SCN -(aq) -----> Fe(SCN)3(aq) e) Fe(OH)3(s) + NaOH(aq) -----> Fe(OH)3(s) + Na+(aq) 2) Fornecer as equações de reação do íon Cu +2 com base fraca e base forte. A solução turvou com a adição de nitrato de prata no tubo de ensaio pela existência de Cl . 4) Apresente na forma de tabela os resultados das observações das propriedades do colóide de hidróxido de ferro(III). 6) Explique o aparecimento da turbidez quando se a dicionam eletrólitos à dispersão coloidal de hidróxido de ferro(III). É uma dispersão coloidal onde o disperso se apresenta no estado líquido e o dispersante no estado sólido. Decantação Colóide não precipitou Filtração Colóide não ficou retido nos poros do papel -filtro Diálise Colóide não atravessou as membranas semipermeáveis Adsorção Colóide foi adsorvido pelo carvão Precipitação Colóide precipitou após adição da base (OH-) 5) No experimento da diálise.

). esta será refratada pelas partículas. Têm massa elevada. amido em água. Alimentos: estabilizantes e emulsificantes com características gelatinosas. A peptização é a transformação da fase gel para a fase sólida. 10) O que são colóides liófobos e liófilos? No colóide liófilo (ou hidrófilo) a passagem de sol a gel é reversível. As partículas dispersas não têm película de solvatação e. que ocorre pela adição de dispergente. prata. se a luz atravessa essa dispersão. gelatina em água e a maioria dos colóides naturais. Por isso. são instáveis. 11) O que distingue uma dispersão colo idal de uma solução verdadeira. pomadas e xaropes. por isso. Há a precipitação da fase dispersa de um colóide. Indústria farmacêutica: formulações com dispersões estáveis para assegurar uma dose uniforme de princípio ativo usados na fabricação de cremes. 9) Cite duas aplicações dos colóides nas ind ústrias farmacêuticas e de alimentos. A diferença entre elas é que a solução verdadeira é uma mistura homogênea que contém pequenas partículas de íons ou moléculas que não refrata a luz incidente. As partículas dispersas têm película de solvatação. No colóide liófobo (ou hidrófobo) a passagem de sol a gel é irreversível. Por ex: proteínas em água. hidrossol de enxofre e a maioria dos colóides artificiais. já a dispersão coloidal é uma mistura heterogênea que contém partículas relativamente maiores que as da solução verdadeira. tem partículas de tamanho maior do que o do comprimento de onda da luz visível. a substância dispersa precisa estar no estado líquido e a substância dispersante no estado sólido. Por ex: hidrossol de metais (ouro. que estabiliza o colóide. .7) Explique as condições para a formação de um gel. 8) Cite 3 propriedades características da maioria das partículas coloidais. Para que ocorra formação de um gel. 12) Defina os termos coagulação e peptização. são relativamente grandes e apresentam relação de área/volume de partícula elevada. Coagulação é um processo fisiológico que leva à formação de rede de filamentos de fibrina. etc.

br/quimapoio/coloides. Porto Alegre. Princípios de química . acesso em 23 de fevereiro de 2011 ATKINS. 2006 . Bookman.sc. Dispersão Coloidal. 2007.. Cálculo de propriedades físico-químicas de sistemas coloidais via equação de Poisson-Boltzmann: efeito da inclusão de potenciais não-eletrostáticos. Dissertação de Mestrado em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MOREIRA.A. obtido via http://educar. L.3ª Ed. P.html .A e L.J.usp. Rio de Janeiro-RJ. Escola de Química/UFRJ.