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O que ganha num parque empresarial

SAIBA QUAIS AS VANTAGENS da sua empresa estar localizada numa estrutura de


acolhimento.

Parques Empresariais, Parques Industriais, Parques Tecnológicos, Incubadoras ou


Ninhos de Empresas. O que muda é o nome. Afinal, estamos a falar sempre da mesma
coisa: de áreas de localização para a instalação de empresas.

O que leva uma empresa a instalar-se num parque destes? Há muitas vantagens, além
das infra-estruturas básicas: água potável, abastecimento de energia, recolha e
tratamento de resíduos, facilidade de circulação, rede de comunicações. Podem contar
com serviços específicos, como consultoria técnica e de projectos, serviços financeiros,
correios e comunicações, empresas fornecedoras de serviços de manutenção, de
limpeza, ligação científica, etc. Mas, fazer parte de um parque empresarial não traz
benefícios apenas às empresas. Os seus colaboradores também podem ficar a ganhar
com essa decisão. Afonso Alvito, presidente da recém-criada Parques de Portugal,
Associação de Áreas Empresariais Qualificadas destaca serviços como
"refeitórios/restaurantes, creches e jardins-de-infância, serviços de medicina e
enfermagem, formação profissional" para já não falar na "agradabilidade do espaço".

Espaços são disponibilizados pelas autarquias

Na maior parte das vezes são as autarquias que disponibilizam terrenos para a criação de
parques empresariais. A ideia é identificar o espaço certo para ser transformado e,
assim, cativar mais investimento para o concelho em causa. Os casos mais evidentes,
segundo o presidente da Parques de Portugal, é o de Castelo Branco, Vendas Novas e
Pombal.

Na zona da Grande Lisboa, o concelho de Oeiras também dá nas vistas com a dimensão
que já tem em termos de instalação empresas em Quinta da Fonte, TagusPark e Lagoas
Park são os nomes dos parques existentes naquele concelho em zonas contíguas.

A parte destas estruturas de acolhimento, existem outras "de características públicas


nacionais, com a sua própria história, em Sines com a AICEP Global Parques e no
Barreiro e Estarreja com a Quimiparque, assim como estruturas do tipo associativo em
que a AEP assume especial relevância com a Parquelnvest com a sua vasta rede de
parques, ou mesmo com a Wincentro que apoia os diferentes parques e incubadoras",
lembra Afonso Alvito.
Claro que os privados também têm o seu papel sempre que se fala em parques
empresariais. Aliás, sobretudo nos territórios mais favorecidos, "a iniciativa privada tem
muito investimento realizado nesta área, recorrendo quer às fórmulas mais antigas de
loteamentos industriais quer os novos 'retail park' mais destinados ao consumo e aos
centros logísticos destinados à distribuição".

Independentemente do seu carácter - público, privado ou de associativismo - nem todos


os parques empresariais têm uma entidade gestora, ou seja, uma entidade que se
responsabilize por fazer o acompanhamento dos serviços prestados às empresas que já
estão estabelecidas num determinado parque. Têm a missão, igualmente, de captar
novos investimentos.

Parques empresariais de 3 e de 5 estrelas

Quando falamos de hotéis a escolha é sempre muita e os serviços que pode encontrar
em cada um deles varia também mediante a sua classificação. Se escolher uma unidade
hoteleira de 5 estrelas, então, poucos riscos correrá. A oferta é de primeira. É uma
garantia para quem faz uma reserva. Com os parques empresariais pode ser mais difícil
decidir no meio de tanta oferta. Não há, para já, qualquer 'ranking' de classificações.
Mas, a médio/longo prazo, será possível ter estas classificações nos parques
empresariais, à semelhança do que acontece com os hotéis. Este é, pelo menos, o
objectivo da Parques de Portugal. Através do seu Conselho de Certificação, a associação
quer estabelecer critérios que um parque empresarial ou uma incubadora deve oferecer
para que possa, então, ser qualificada. Essa informação pode ser "determinante para que
cada empresa venha a escolher o seu local de implantação. Assim como qualquer um de
nós escolhe um alojamento pelo número de estrelas, porque não escolher a sua
localização empresarial do mesmo modo ou por outro assim intuitivo, que permita uma
rápida e acertada percepção das condições oferecidas", questiona Afonso Alvito.

No caso dos parques ainda em projecto ou os que estão em fase de construção esta
questão não se coloca. Nestas situações não há garantias, já que é preciso dar tempo ao
tempo para que o trabalho de qualificação seja feito.

Parques de Portugal quer dar voz ao sector


A Parques de Portugal, Associação de Áreas Empresariais Qualificadas nasceu em Maio
deste ano. Junta responsáveis do Parque Industrial de Vendas Novas, a AICEP Global
Parques, o Wincentro, a Trofa Park e o WRC - Cúria TecnoParque. Tem como sócios
câmaras municipais, associações empresariais, estruturas multimunicipais, do Minho ao
Algarve, não esquecendo a Região dos Açores, como a APIA, Agência para a Promoção
do Investimento dos Açores. Esta associação quer dar voz ao sector. Visa afirmar-se
como fórum nacional de discussão e divulgação desta temática, "dando conta do que de
melhor se faz no nosso país, intervir na definição das medidas apropriadas para o
reforço da actuação das entidades gestoras, quer no âmbito do ordenamento, do
ambiente, do licenciamento e da fiscalidade, mas acima de tudo na definição dos
padrões de reconhecimento daquelas estruturas de acolhimento", explica Afonso Alvito,
presidente da associação.

2009-07-09 10:40
Ana Cunha Almeida, Diário Económico