Plano estratégico

Trabalho realizado por: Francisco Nogueira nº 24099 Sérgio Teixeira nº24109 Curso: gestão

..2 Potencial de novas entradas………………………………………………………7 1.U. 16 5...3 Análise SWOT……………………………………………………………………….3 Poder negocial dos clientes………………………………………………………. ..2 Internacionalização nos E.5 Evolução da Estratégia de Produtos-Mercados……………………………………15 5.18 Bibliogragia…………………………………………………………………………..14 4.6 1. Objectivos e Estratégia 3...13 4.8 1.2 Vantagem Competitiva……………………………………………………………….1 Meio envolvente contextual…………………………………………………………5.2 Missão………………………………………………………………………………….3 Atractividade da Industria…………………………………………………………….Internacionalização 5.1 Natureza da Estratégia de Produtos-Mercados……………………………………14 4.17 Conclusão………………………………………………………………………………….Missão.1 Rivalidade entre concorrentes…………………………………………………….2.10 2-Análise da Empresa: 2.2.4 Diversificaçao………………………………………………………………………… 15 4.Produtos-Mercados 4.Outsourcing Vs Fabricação própria………………………………………………….4 Estrutura da Industria…………………………………………………………………9 1.1 Visão……………………………………………………………………………………13 3..4 1-Análise do Meio Envolvente 1.7 1....2.A………………………………………………………16 6.4 Pressão dos produtos substitutos…………………………………………………7 1.1 Recursos da Empresa……………………………………………………………….2 Meio envolvente transaccional……………………………………………………….3 Diferenciação do Produto…………………………………………………………….13 3.14 4.4 Estratégia Empresarial……………………………………………………………….12 3.1 Estratégia de internacionalização………………………………………………….3 Objectivos………………………………………………………………………………13 3.2 Competências Centrais………………………………………………………………11 2..7 1.2.11 2.Docente: Ana Sofia Coelho Disciplina: Estratégia Índice Proposta de trabalho……………………………………………………………………….7 1.5 Factores críticos de sucesso……………………………………………………….3 Introdução ………………………………………………………………………………….

esta escolha teve em conta o sucesso com que a marca se tem deparado nos ultimos anos assim como a estratégia defenida pela marca para alcanças este sucesso. Pelo slogan (“IT´S NOT THE SAME”/“Não é o mesmo”) da marca podemos logo verificar a estratégia da empresa. A escolha da empresa teve em conta o facto de se destacar no mercado pela diferenciação. leccionada pala Dr. . Introdução Para a elaboração deste plano estratégico a empresa adoptada foi a DESIGUAL. foi proposto a análise estratégica de uma empresa no nosso caso escolhemos abordar uma empresa do ramo têxtil mais concretamente a “DESIGUAL®”. ou seja a empresa quer afirmar aos potenciais clientes que a escolha pela sua marca deve ter em conta a originalidade das suas peças.ª Ana Sofia Coelho.Proposta de trabalho Francisco Nogueira nº 24099 Sérgio Teixeira nº 24109 No âmbito da disciplina de Estratégia. Desta forma fica comunicado a escolha da nossa empresa e o porquê dessa escolha.

que está descrita no nosso plano estratégico. . Estas estratégias fizeram com que a DESIGUAL conseguisse despertar a curiosidade de muitas pessoas conseguindo assim um grupo de seguidores espalhados por todo o globo. 1-Analise do meio envolvente 1. A DESIGUAL aposta num design fresco. positivo e inconformista o que traduz na perfeição um dos seus lemas que defende que cada cliente é diferente entre si. que em conjunto com a adesão a união europeia faz com que seja um país propicio para o investimento por parte de agentes empresariais nacionais e internacionais. que tem como parte fulcral para o sucesso a diferenciação aliada a qualidade do produto. as emoções positivas e pela criação de uma moda pouco convencional. O seu fundador Thomas Meyer continua a marcar o espirito da marca estando a frente da equipa criativa. Beneficiando também da livre-circulação de mercadoria na Europa.A DESIGUAL é uma marca espanhola que tem como inspiração a espontaneidade.1-Meio envolvente contextual Politico-Legal -Portugal apresenta uma estabilidade política. É esta estratégia. embora actualmente a sede operativa se encontre apenas em Barcelona. A marca foi criada em 1984 entre Barcelona e Ibiza.

p.p.competitivas face ao mercado europeu mas em desvantagem em relação aos países asiáticos que têm custos salariais mais baixos.8%. representando. desenvolvimento progressivo de uma cultura de qualidade e de resposta rápida . fazendo com que os produtos da fileira sejam cada vez mais produtos globais sujeitos a uma procura cada vez mais homogénea no que respeita aos gostos e preferências dos consumidores.1% a das mulheres foi de 10. a ITV encontra-se entre os primeiros lugares no conjunto da Indústria Transformadora.. a Indústria Têxtil e do Vestuário enquadra-se na secção das Indústrias Transformadoras e engloba a Fabricação de têxteis e a Indústria do Vestuário. tradição e “saber-fazer” acumulado. traduzindo um acréscimo de 2.211% Socioculturais -O sector tem vindo a registar em Portugal comportamentos dinâmicos e competitivos em determinados subsectores e empresas. no 3º trimestre de 2009. -Actualmente atravessa uma fase de reestruturação e reconversão que se tem repercutido na eliminação de milhares de postos de trabalho como resultado da queda das barreiras ao comércio internacional e da emergência de um novo quadro regulador do comércio internacional de têxteis e vestuário -As fronteiras nacionais assumem um papel cada vez menos relevante para este sector. Preparação. disperso ao longo do globo. face ao trimestre homólogo de 2008. e de 0. Trata-se de um sector maduro. -Em matéria salarial. -A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se. -Portugal não apresenta um sistema legal suficiente para combater o Plágio de design e fuga de informação.-De acordo com o código de Classificação das Actividades Económicas1. as remunerações dos trabalhadores mantêm-se baixas e..7 p. fragmentado e sujeito a desajustamentos periódicos entre a oferta e a procura.1 p. em média 25% do total da Indústria Transformadora nacional Tecnológico -realização de elevados investimentos de modernização tecnológica. cujo desempenho se encontra fortemente condicionado pelas flutuações da actividade económica mundial. -Em termos de utilização de mão-de-obra. Tingimento e Fabricação de artigos de peles com pêlo. A taxa de desemprego dos homens foi de 9. aproveitando alguns dos seus pontos fortes como a proximidade geográfica e cultural face ao mercado europeu. em Outubro. no valor médio de 2. Económico -A Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV) é uma das indústrias com maior representatividade na estrutura industrial portuguesa e desde sempre assumiu um papel de relevo em termos de emprego e peso na economia nacional. -A taxa de desemprego foi de 9. por isso.6%. face ao trimestre anterior.

1.3-Poder negocial dos clientes: .2-Potencial de novas entradas: No ramo do têxtil e em especial na gama média/alta. 1.2.Rivalidade entre concorrentes: A rivalidade no sector do vestuário é feita por gamas. assim como uma forte aposta num marketing não convencional. É de salientar também o alto custo de entrada de uma marca no mercado e o tempo que demora a alcançar a notoriedade. estes custos estão ligados principalmente na aposta em inovação e em publicidade.2.1. que prima pela originalidade do seu produto e constante inovação.2-Meio Envolvente Transaccional Forças Porter: 1. 1.2. Como principal concorrente podemos ver a “SKUNKFUNK“ uma marca também espanhola esta marca também prima pela originalidade e constante inovação e interactividade com os seus clientes. a entrada no mercado é difícil pois existem elevados custos. a “DESIGUAL” encontrase numa gama média/alta.

podemos dizer que se te trata de um produto de alto valor acrescentado.890 2005 6.756 2006 6. No quadro a seguir podemos ver a evolução do sector da indústria têxtil em Portugal: 2003 7. existindo uma variada gama de oferta de produtos semelhantes. Portugal tem cerca de 7 mil empresas laborando em todos os subsectores da indústria têxtil e do vestuário.A montante. mas podemos afirmar que o cliente procura a qualidade da marca assim como a diversidade oferecida por quase 1000 peças diferentes em cada colecção.733 2008 6.3. A empresa aposta num conceito diferente de publicidade onde consegue integrar os clientes.749 2007 6. todas bem conhecidas pela sua flexibilidade e resposta rápida. Representa: 11% do total das Exportações portuguesas. a indústria de vestuário. estamparia e ultimação). a tecelagem.2. que compreende a confecção de artigos de vestuário e os acessórios. 22% do Emprego da Indústria Transformadora.840 2004 7. algumas das quais são unidades verticais.Os clientes da marca estão preparados para pagar um preço mais elevado pelo produto tendo em conta a sua originalidade e qualidade. O risco da cópia do produto é uma realidade no sector.A jusante. a indústria têxtil. como por exemplo a campanha que juntou clientes e conhecidos da marca com o objectivo de juntar o maior número de pessoa a beijar-se. a fiação. podemos dizer que a DESIGUAL têm o seu lugar assegurado no mercado pois aposta da diferenciação do seu produto conseguindo assim a sua quota de mercado. 1. embora na sua maioria sejam pequenas e médias empresas. 8% do Volume de Negócios da Indústria Transformadora 7% da Produção da Indústria Transformadora. as malhas e os acabamentos (tinturaria.Atractividade da Indústria A Indústria Têxtil e de Vestuário é uma das mais importantes indústrias para a economia portuguesa. know-how e inovação.4-Pressão dos produtos substitutos: Embora o mercado têxtil seja vasto. que engloba as seguintes etapas do processo produtivo: a preparação da fibra.164* Produção (milhões €) . 1. O sector é composto por duas indústrias que se organizam em fileira: . .

nomeadamente as empresas do sector algodoeiro e do sector dos lanifícios. Esta dinâmica de localização histórica deve-se essencialmente a factores tangíveis de produção. mesmo sendo grandes empresas. que acabou por se tornar uma vantagem competitiva para as empresas do sector.Estrutura da indústria Em Portugal.349* (milhões €) Exportações (milhões 4.993 3. Do ponto de vista territorial. a ITV encontra-se dispersa por todo o território nacional com importantes clusters segregados pelo tipo de actividade. do aprovisionamento.329 3.985 €) Importações (milhões €) 3.212 Emprego 222.Volume de Negócios 8.602 209. ou através da realização de acordos de cooperação entre empresas.265 186.118 4.086 3. O facto de a ITV ser composta predominantemente por PME torna a cooperação empresarial ainda mais imperativa.4.113 4. como é o caso do custo de mão-de-obra e das matérias-primas. tanto ao nível das áreas comerciais. A cooperação permite às empresas individuais desenvolver iniciativas relevantes. Os dois grandes focos desta indústria situam-se no Norte de Portugal e na Beira Interior. como ao nível da qualidade. Estes dizem sobretudo respeito à partilha de recursos e capacidades que permitem desenvolver em comum algumas actividades que seriam impossíveis de alcançar individualmente e que são consideradas cruciais para competir com sucesso no ambiente concorrencial em que se inserem.572 4.971 2.768 201.837 180.048 2.993 6.319 4. Há uma tendência para a concentração espacial das unidades produtivas em grandes centros industriais. aproveitando economias de localização: a concentração de um grande número de empresas no espaço permite que cada uma beneficie da eficiência colectiva. do design.145 6. é cada vez mais difícil para as empresas sobreviver e prosperar numa lógica individual. Neste novo ambiente competitivo da ITV. Os recursos e as competências necessárias ao sucesso empresarial fogem . da imagem e da organização empresarial.712* *Estimativas ATP Fonte: Associação Têxtil e Vestuário de Portugal 1.103 8. a ITV está concentrada em três grandes regiões: Norte.931 6. tendo-se verificado nos últimos anos um aumento do peso relativo da região Norte.335 167. produtivas e distributivas. Esta pode resultar do simples aglomerado de empresas que dinamizam a região e a dotam progressivamente de infra-estruturas e serviços especializados de apoio ao sector.295 3.980 6. Centro e Vale do Tejo. em detrimento de Lisboa e Vale do Tejo.

Algarve. a presença de empresas do sector vestuário é praticamente inexpressiva nas regiões do Alentejo. através dos incentivos desenvolveu-se também na região da Beira Interior e em Lisboa e Vale do Tejo. onde há uma grande concentração de empresas de confecções que beneficiam da sua localização e proximidade às universidades e centros de investigação e de apoio ao sector. Este fenómeno é particularmente visível no Norte do país. mais especificamente no Vale do Ave. Como desvantagens temos maiores preços de produção por não se efectuar produção em massa e ser necessário por vezes utilizar diferentes formas de produção. oferecer um preço baixo aos consumidores. esta pode ser feita de diversas formas. é agora essencial que as empresas têxteis desenvolvam a capacidade de criar e sustentar redes de cooperação cada vez mais amplas. fraca aposta na qualidade. o que leva a preços mais altos. Como vantagem podemos afirmar que as empresas que utilizam esta via pretendem chegar ao segmento de mercado médio-alto e alto. existem riscos e vantagens na adopção desta via. O mesmo acontece com a Indústria Têxtil. E como vantagens temos. em contraste com uma dispersão de empresas pelo restante território. há uma forte concentração de empresas na região Norte. A Indústria do Vestuário está implantada sobretudo a Norte do país mas. maiores volumes de negócio. Assim sendo. Temos também de destacar uma constante aposta na inovação do produto aliado ao design e padrões de qualidade. Açores e Madeira. ou seja. entre outras. esta via será a que mais empresas adoptam como estratégia. nestes segmentos podemos praticar preços mais altos conseguindo assim obter maior margem de lucro. mas as geralmente utilizadas nesta indústria são a aposta na qualidade e no design em constante inovação com os gostos dos consumidores. . Temos elevado risco de cópia de produto. o aproveitamento de economias de escala na produção de inputs intermédios. As economias de localização permitem uma maior especialização. Como consequência destes preços mais altos temos menor volume de negócios. menos gastos na produção e menor desperdício da capacidade produtiva devido a utilização da produção em massa. margens de lucro menores. Na outra via opta-se pela diferenciação. acesso a informação estratégica sobre o mercado de factores e produtos.5 Factores Críticos de Sucesso Nesta indústria podemos dizer que a entrada no mercado pode ser feita por duas vias distintas. 1.cada vez mais às fronteiras de cada empresa e ao controlo dos seus gestores. Numa opta-se pelos baixos custos. Para aproveitar as oportunidades que o sector apresenta e enfrentar as suas ameaças. dinâmicas e eficientes. Temos também o risco do custo de entrada no mercado ser alto o que faz com que seja necessário ter aceitação pelo público-alvo. a existência de spillovers de conhecimento e acesso a mão-de-obra especializada.

1-Recursos da empresa A desigual nasceu a 1984. com 1500 pessoas de 25 nacionalidades a trabalhar em sintonia. com apenas uma marca. Excelente aposta na logística sobe o lema: “ Nos temos a capacidade. foi fundada pelo suíço Thomas Meyer em Barcelona. nos temos a velocidade”. tudo isto através de um sistema automatizado. que se caracteriza por uma serie de actividades. A sua equipa multicultural faz com que seja fácil ser aceite em diferentes mercados e na busca de designs inovadores com o empenho de diferentes culturas. na sua equipa multicultural e na aposta numa excelente distribuição. . impõe se no mercado através de 4500 lojas multi-marca.2-Competencias centrais da empresa A desigual tem como principais competências centrais e das quais faz o seu ponto forte.2-Análise da Empresa 2. A marca faz a sua aposta na distribuição por 3 formas distintas. São capazes de fornecer 100 mil peças de vestuário por dia e criar stocks por vezes até 3 milhões de peças e em simultâneo processar 5000 encomendas que normalmente são feitas num prazo de 24 horas. 157 lojas próprias e 450 loja em lojas e “ corner-shps”. O outro ponto forte é a excelente distribuição da marca. que passou por juntar o maior número de pessoas a beijarem-se. A fundação ICIL (instituto catalão de logística) acaba de premiar a Desigual com o Prémio de 2009 para excelência em logística. que tem como principio a multiculturalidade. Aposta no Marketing não convencional. desde música ao evento “Kiss Madrid”. 2. Como recursos podemos falar da equipa.

. .Mudança na mentalidade do consumidor.Estabelecimento de parcerias com clientes e fornecedores.Forte aposta na logística .2. lojas multi marcas.Distribuída de 3 formas distintas: lojas próprias.A constante variação da moda .Começa a surgir uma linha para criança.Concorrência no segmento médio/alto . .3 Análise SWOT Pontos Fortes: . . Ameaças: .Recursos humanos motivados.Nicho de mercado para produtos com qualidade e “design” . e lojas em lojas.A ameaça de cópia do produto . -Cópia do design com difícil protecção legal da maior parte dos países.Diferenciação dos produtos . com qualidade e prazos de entrega cada vez mais competitivos.Aposta apenas na gama média/alta Oportunidades: -Crescimento da procura de produtos de maior valor acrescentado em novos mercados fora da Europa.Internacionalização da marca .Originalidade e qualidade da marca .Países emergentes apresentam nos mercados europeus produtos a preços consideravelmente inferiores. Pontos Fracos: . .

É através destas linhas que a marca procura o seu objectivo principal que é ganhar um maior número de clientes e assim conseguir um maior volume de negócios. 3. ou seja a Desigual tem como missão impor-se no mercado através do gosto das pessoas pelas peças de roupa. 4-Prdoutos-Mercados .Missão. pela tolerância e por procurar uma constante melhoria com inovação e diversão sempre aliados. estes passam pelo positivismo.Missão Como missão fica retida a frase “We does people. 3. a marca sabe que nem toda a gente gosta deles.2. Objectivos. materiais e cores aliadas à constante aposta num design inovador e ao mesmo tempo de qualidade. afirmando que o seu produto é original. que é “It’s Not the Same” .4-Estratégia empresarial A estratégia empresarial da Desigual passa pela diferenciação no produto oferecido aos clientes. Esta diferenciação é conseguida através da conjugação de diferentes tecidos. 3. mantendo-se fiel aos seus princípios.3. não é o mesmo. visão. pelo compromisso. Desde logo a marca preocupa-se em se distinguir dos outros. não procurando um produto “standard” aceite pela maior parte dos consumidores. Estratégia 3.3-Objectivos Os objectivos da empresa foram definidos pelo fundador aquando da fundação da mesma.Visão Podemos dizer através do material consultado acerca da desigual que a visão deles passa pelo slogan principal da marca. mas preocupa-se com quem gosta deles.not bodies”.1. ou seja.

a Desigual procura sempre trazer ao mercado um produto diferente e do que é oferecido pela concorrência. Em virtude da combinação dos dois requisitos podemos dizer que a desigual se encontra mesmo a trabalhar num nicho de mercado. a primeira é através de uma linha de acessórios de moda. O outro requisito é que a marca sabe que o seu produto é dirigido a um público que se identifique com a marca pois a sua originalidade não é do agrado de todos. Através desta diversificação a Desigual procura fidelizar os seus clientes com introdução de novos produtos. o que faz com que a empresa tenha um excelente tempo de resposta para a entrega do seu produto até ao cliente final. este é o ponto de começo para a Desigual aplicar a sua estratégia de diferenciação. bijutarias e calçado. desde o seu slogan principal que procura demarcar-se de todas as outras marcas. esta vantagem é conseguida através da já referida equipa multicultural que em muito ajuda ao desenvolvimento da marca. seja pelos diversos tecidos usados. Estes são as grandes vantagens competitivas da empresa mas a empresa faz também questão de referir a importância da boa disposição e do bom ambiente existente entre todos os intervenientes na marca desde a equipa até ao cliente final o produto tenta passar essa boa disposição a todos os intervenientes. com o surgir de uma pequena linha de roupa para criança.1-Natureza da estratégia de Produtos-Mercados A Desigual aposta a sua estratégia em produtos para o segmento médio-alto apesar do seu fundador aquando da sua fundação afirmar que seria uma marca acessível para a maioria isso não se verifica. a multiculturalidade da equipa aliada à boa disposição da empresa fazem com que seja possível oferecer ao publico alvo um produto que prima pela diferenciação. Todos os produtos destas novas vias têm como base a . Esta é feita por duas vias. O primeiro é que se trata de um produto para uma faixa etária alargada que vai desde jovens até adultos e recentemente foi também lançada uma linha de roupa de criança em consonância com o resto da colecção. visto que o publico alvo da marca preenche dois requisitos. O outro factor que também dá grande vantagem competitiva a marca é a sua aposta na logística. Mas a marca não se fica pelo slogan.3-Diferenciação do Produto Este é o ponto forte da marca. que inclui malas.4. esta estratégia faz com que a desigual trabalhe apenas para um nicho de mercado. 4. e através de uma aposta no segmento infantil. A desigual prima por apresentar produtos diferentes aos clientes. 4. seja pelas cores ou seja pela mistura de todos estes factores. 4.2-Vantagem competitiva A vantagem competitiva da marca aparece com o recurso que a mesma faz da sua originalidade e do facto de produzir para cada colecção entre roupa masculina e feminina cerca de quatro mil peças diferentes.4-Diversificação A desigual aposta também numa estratégia de diversificação relacionada. já referida anteriormente.

5. por isso é de prever um crescimento da marca nos próximos anos. sendo de notar que o volume de negócios de 2008 em comparação com 2002 é superior em 20 vezes ao de 2001 (grafico1). apesar de ser uma marca que cumpre agora os seus 25 anos. e foram escolhidas estas vias por estarem directamente relacionadas com a actividade principal. Este crescimento da marca reflecte o gosto das pessoas pela marca. que corresponde a 9 milhões de peças de vestuário.A . sendo que tal característica se reflecte no produto final. Esta internacionalização aposta no Marketing não convencional e em lugares chave em grandes feiras de negócio para se conseguir impor em novos mercados.U. só nos últimos sete anos é que tem conseguido impor-se no mercado e obter lucros crescentes.Internacionalização nos E. A empresa tenta chegar ao maior número de consumidores através de lojas multimarcas. O volume de negócios de 2008 é de 162 milhões de euros.Internacionalização 5.1-Estratégia de Internacionalização A empresa faz a sua internacionalização por 3 vias distintas.2. 4. tudo isto fruto da estratégia delineada pelo seu fundador. mas tem um investimento e uma estrutura válida que apesar da crise mundial conseguiu crescer. já referido. Outro factor importantemente para a internacionalização da empresa é o factor multicultural. Podemos ver que a estratégia da empresa só agora começa a mostrar resultados.5-Evoluçao da Estratégia de Produtos-Mercados A estratégia da marca tem colhido frutos nos últimos anos. lojas próprias e loja em lojas.filosofia da empresa para a sua actividade principal. Gráfico 1: volume de negócios da Desigual Fonte: Desigual 5.

ou com parcerias entre a empresa e outras empresas. mas tudo isto a longo prazo são desvantagens que com as parcerias certas podem-se tornar vantagens. Outra vantagem é o facto de também não ser necessário ter pessoal empregado para a produção que irá aumentar em muito os gastos. 6-Outsourcing vs Fabricação própria Na parte de informação acerca do funcionamento da marca à uma questão que convêm salientar. mas não é dada a mesma informação acerca da produção. sabe-se que tanto o design como a logística são competências centrais da empresa. logo iria ser necessário investimento em vários tipos de maquinaria. Essa questão põe se no facto de como é feita a produção. Com esta situação podemo-nos deparar com vantagens e desvantagens.U. Como desvantagens.No ano em que cumpre 25 anos a Desigual enfrente o desafio de se conseguir implementar nos E. nem todos os produtos seguem o mesmo processo de fabrico.U. corremos o risco de haver falta de qualidade num produto.A. visto não se tratar em produção em massa. para também nos termos o nosso sucesso. Quanto a produção na nossa maneira de ver devia ser feita em Outsourcing. para ficar a cargo destas a fabricação do produto. a estrutura deste stand levou a que a marca aposta-se na abertura da primeira loja própria da marca nos E. como vantagens podemos salientar o não investimento na diversa maquinaria para a produção do produto. Esta internacionalização deve-se ao facto da empresa ter recebido um feedback muito positivo por via de um stand em um dos centros da cadeia Macy´s. a principal é estarmos dependentes do sucesso das empresas com que trabalhamos. .A mais concretamente em New York na Soho.

Do outro lado temos a aposta na fabricação própria. É por estes motivos que pensamos que a maneira de actuar da empresa Desigual deverá passar pelo Outsourcing. a marca conseguiu cativar clientes e consecutivamente fideliza-los a marca e ao longo dos anos os clientes fidelizados foram trazendo novos clientes para a marca aumentando assim a notoriedade da marca. só na última década é que começou a ver o retorno de todos os investimentos feitos para a implementação da marca. . como pontos fulcrais para a empresa não optar pela produção própria podemos salientar dois. Apesar de ter sido criada em 1984. Parece-nos que a estratégia adoptada pela DESIGUAL provou ser a melhor escolha para a marca ganhar notoriedade no mercado. Para chegar ao ponto de ver o retorno dos investimentos a DESIGUAL nunca descurou os princípios definidos aquando da sua fundação. Com a aposta num produto marcado pela diferenciação de todas as outras marcas aliada a qualidade. este é um dos pontos que levou a que a marca se conseguisse impor no mercado. O primeiro é o facto de a empresa não fabricar em grande quantidade cada tipo de produto o que faria com que fosse necessário que existisse uma grande flexibilidade por parte dos funcionários. para fazerem mais do que um tipo de serviço. Conclusão A DESIGUAL é a prova da dificuldade que uma marca tem para se impor no mercado. O segundo prende-se em parte com o primeiro e é o facto que para a fabricação própria seria necessário um grande investimento em maquinaria e uma constante renovação deste material em linha com a evolução tecnológica da maquinaria. que não parece ser a correcta para a empresa em questão. pois como podemos ver no Outsourcing existem mais vantagens que desvantagens. Daqui se retêm a importância de um plano estratégico para uma empresa assim como é importante que este plano seja definido aquando do inicio da empresa assim como a importância de seguir este mesmo plano tendo em conta atingir os objectivos nele definidos.

Bibliografia www. Verbo .ine.desigual.atp.pt www.pt www.com/ Freire.Estratégia de Sucesso em Portugal.Adriano .