Política Internacional 2010.

2 - Semana 01

SEMANA 01 A primeira prova do módulo de Política Internacional tem como foco a política externa brasileira nos governos Dutra, Vargas, Café Filho e Juscelino. A política externa do Brasil se configura como um dos mais importantes temas do concurso de admissão à carreira diplomática e, portanto, faz-se necessária a sua compreensão e o seu domínio. O programa inicia com o -se esfacelamento do relacionamento entre Estados Unidos e União Soviética, outrora crucial para a vitória na Segunda Guerra, e a conseqüente formação dos blocos que configurariam a Guerra Fria. O entendimento do sistema internacional é importante para que se insira o Brasil e a sua luta pelo desenvolvimento, possibilitada em grande medida pelo te mor norte-americano de perder aliados econômicos e ideológicos na América Latina. Os meandros das relações entre Estados Unidos e América Latina são cruciais para que se entendam as percepções brasileiras de política externa e as possibilidades de desenvolvimento para o país. É primordial que se enfatizem conceitos centrais, tais como americanismo, globalismo ou universalismo, pragmatismo, alinhamento automático, desenvolvimento associado, dentre outros. As estratégias colocadas pelos formuladores de política externa foram variadas durante esses anos, oscilando entre a associação ao capital externo e medidas nacionalistas; contudo, percebe-se um objetivo básico: a industrialização brasileira. O debate interno entre essas estratégias também deve ser enfatizado, visto que seus reflexos influenciaram a tomada de decisões. Linhas de continuidade são percebidas neste período, em que o Brasil tenta sua inserção no sistema internacional de forma efetiva. BIBLIOGRAFIA OBRIGATÓRIA CERVO, Amado L. & BUENO, Clodoaldo. História da Política Exterior do Brasil. Brasília: Editora UNB,2002. Capítulo Alinhamento e desenvolvimento associado (1946-1961). P. 269307. CERVO, Amado L. & BUENO, Clodoaldo. História da Política Exterior do Brasil. Brasília: Editora UnB, 2002.Texto: A política externa independente no apogeu do populismo. VIZENTINI, Paulo Fagundes. Nacionalistas x ³entreguistas´ ± do desenvolvimentismo à política externa independente. In: Relações internacionais do Brasil: de Vargas a Lula. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2003. p. 13-37 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

É primordial analisar como se desenvolveram as políticas externas de cada um dos governos militares e por meio de quais estratégias essas gestões buscaram a inserção internacional do Brasil. os governos Jânio Quadros/João Goulart. In: Albuquerque. Crescimento. ALMEIDA. é necessário respeitar as particularidades de cada momento histórico e considerar os arranjos internacionais: por mais . Ainda que o período da ditadura seja tratado como um todo. Costa e Silva e Médici serão enfatizados por essa prova. Sessenta Anos de Política Externa Brasileira. ao passo que há mudanças de atuação no campo internacional. Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990). Castelo Branco. 2006. 1996. J. 173-210. A. Rodrigo.).A. 1996). VIZENTINI.) 60 anos de Política Externa Brasileira. Dentre as orientações seguidas por nossa diplomacia nesse período se destacam aquelas inauguradas pela Política Externa Independente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2006. 2004. BIBLIOGRAFIA INTRODUTÓRIA PINHEIRO. São Paulo/USP. Em: 60 Anos de Política Externa Brasileira ± II Seminário Nacional. Braz José. A.) 60 anos de Política Externa Brasileira. Política Externa Brasileira. J. 2006. In: Albuquerque. SEMANA 02 O segundo bloco de exercício continua o tema anterior: a política externa brasileira. volume 1. modernização e política externa (São Paulo: Cultura Editores associados.) 60 anos de Política Externa Brasileira. constantemente de maneira uniforme. os próprios posicionamentos ideológicos e políticos de cada presidente devem ser considerados no esforço analítico de cada diplomacia. A Política Externa do Segundo Governo Vargas. São Paulo. HIRST. J. pp. In: Albuquerque. AUGUSTO. Rio de Janerio: Lumen Juris. Guilhon (Coord. A. Gerson. Dessa forma. Volume I: Crescimento. Paulo F. considerada um marco da atuação exterior brasileira e evidência de uma mudança de paradigmas. A Política Externa do Governo JK (1956-61). o TIAR e a Guerra Fria. Devemos também considerar que a realidade e os debates internos exerceram enorme influência nos rumos adotados por cada ministro. AMADO.G. A Segurança Coletiva Continental: o Sistema Interamericano. Leticia. ³A Política Externa de João Goulart´. In: José Augusto Guilhon de Albuquerque (org. A Política Externa no governo Jânio Quadros. Monica. In: J. USP. Guilhon (Coord. Paulo Roberto. A Diplomacia do Liberalismo Econômico: As relações econômicas internacionais do Brasil durante a Presidência Dutra. Rio de Janerio: Lumen Juris. a natureza e as orientações de cada governo não podem ser consideradas de forma simplista. modernização e política externa. Albuquerque (org). Rio de Janerio: Lumen Juris.MOURA. Guilhon (Coord.

2003.2002. p. A. Rio de Janerio: Lumen Juris. BIBLIOGRAFIA INTRODUTÓRIA . História da Política Exterior do Brasil. In: J. J. A Política Externa no governo Jânio Quadros.) 60 anos de Política Externa Brasileira. & BUENO. Guilhon (Coord. História da Política Exterior do Brasil. J. Amado L. Volume I: Crescimento. & BUENO. Rio de Janerio: Lumen Juris. o cenário internacional impõe restrições que. In: Albuquerque. VIZENTINI. modernização e política externa. 1996). In: Albuquerque. 2002. A.A. 13-37 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR MOURA. Braz José.G. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. AMADO. Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990). Albuquerque (org).) 60 anos de Política Externa Brasileira. São Paulo/USP. ALMEIDA. HIRST. A Segurança Coletiva Continental: o Sistema Interamericano. In: Relações internacionais do Brasil: de Vargas a Lula. Monica. pp. P. Crescimento. Rodrigo. São Paulo. Em: 60 Anos de Política Externa Brasileira ± II Seminário Nacional. 2006. Brasília: Editora UnB. A. Sessenta Anos de Política Externa B rasileira. A Política Externa do Governo JK (1956-61). Paulo Fagundes. 173-210.). 269307. 2006. In: José Augusto Guilhon de Albuquerque (org. Nacionalistas x ³entreguistas´ ± do desenvolvimentismo à política externa independente. 2006. Clodoaldo. USP. VIZENTINI. A Política Externa do Segundo Governo Vargas. Paulo Roberto. AUGUSTO.Texto: A política externa independente no apogeu do populismo. Paulo F.que dois presidentes possam ter tido objetivos semelhantes na condução de sua pol tica í exterior. Guilhon (Coord. J. Amado L. Rio de Janerio: Lumen Juris. 1996. o TIAR e a Guerra Fria. volume 1. conduzem a medidas e a resultados específicos para cada constrangimento do sistema de nações. freqüentemente.) 60 anos de Política Externa Brasileira. Capítulo Alinhamento e desenvolvimento associado (1946-1961). A Diplomacia do Liberalismo Econômico: As relações econômicas internacionais do Brasil durante a Presidência Dutra. modernização e política externa (São Paulo: Cultura Editores associados. Clodoaldo. In: Albuquerque. Brasília: Editora UNB. BIBLIOGRAFIA OBRIGATÓRIA CERVO. Guilhon (Coord. CERVO. ³A Política Externa de João Goulart´. Gerson.

& BUENO. Guilhon (Coord.) 60 anos de Política Externa Brasileira. In: Relações internacionais do Brasil: de Vargas a Lula. Amado L. Clodoaldo. A Segurança Coletiva Continental: o Sistema Interamericano. É primordial analisar como se desenvolveram as políticas externas de cada um dos governos militares e por meio de quais estratégias essas gestões buscaram a inserção internacional do Brasil. Castelo Branco. História da Política Exterior do Brasil. 2002. A. Nacionalistas x ³entreguistas´ ± do desenvolvimentismo à política externa independente. & BUENO. consid erada um marco da atuação exterior brasileira e evidência de uma mudança de paradigmas. 269307.Texto: A política externa independente no apogeu do populismo. VIZENTINI. Devemos também considerar que a realidade e os debates internos exerceram enorme influência nos rumos adotados por cada ministro. 2003. Ainda que o período da ditadura seja tratado como um todo. Gerson. Clodoaldo. a natureza e as orientações de cada governo não podem ser consideradas de forma simplista. Dentre as orientações seguidas por nossa diplomacia nesse período se destacam aquelas inauguradas pela Política Externa Independente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. História da Política Exterior do Brasil. Leticia. 2004. SEMANA 02 O segundo bloco de exercício continua o tema anterior: a política externa brasileira. Capítulo Alinhamento e desenvolvimento associado (1946-1961). os próprios posicionamentos ideológicos e políticos de cada presidente devem ser considerados no esforço analítico de cada diplomacia. ao passo que há mudanças de atuação no campo in ternacional. . conduzem a medidas e a resultados específicos para cada constrangimento do sistema de nações. Brasília: Editora UnB. Amado L. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. Brasília: Editora UNB. Política Externa Brasileira. freqüentemente. Costa e Silva e Médici serão enfatizados por essa prova. constantemente de maneira uniforme. o cenário internacional impõe restrições que. In: Albuquerque.2002. os governos Jânio Quadros/João Goulart. BIBLIOGRAFIA OBRIGATÓRIA CERVO. CERVO. Paulo Fagundes. Dessa forma. J. 13-37 BIBLIOGRAFIA COMPL EMENTAR MOURA. o TIAR e a Guerra Fria. p. é necessário respeitar as particularidades de cada momento histórico e considerar os arranjos internacionais: por mais que dois presidentes possam ter tido objetivos semelhantes na condução de sua política exterior. 2006. Rio de Janerio: Lumen Juris.PINHEIRO. P.

SEMANA 3 A terceira prova abarcará os governos Geisel. Figueiredo e Sarney. In: Albuquerque. A Política Externa do Governo JK (1956-61). Política Externa Brasileira. Leticia. Albuquerque (org). Paulo F. USP. A maneira como o Itamaraty reagiu aos . J. In: Albuquerque. A Política Externa do Segundo Governo Vargas.) 60 anos de Política Externa Brasileira. É relevante perceber de que maneira o Brasil se comport u diante dessa nova o realidade. 2006. A crise da União Soviética marcou boa parte da década de 1980. exercendo influência sobre os governos Figueiredo e Sarney. AUGUSTO. J. In: José Augusto Guilhon de Albuquerque (org. Rio de Janerio: Lumen Juris. 1996. BIBLIOGRAFIA INTRODUTÓRIA PINHEIRO. Sessenta Anos de Política Externa Brasileira.A. Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990). pp. São Paulo/USP. modernização e política externa (São Paulo: Cultura Editores associados. São Paulo. 173-210. A. Paulo Roberto. Rodrigo. In: J. Cabe então analisar quais foram as alternativas encontradas pela diplomacia do país no trato de questões fundamentais para a imagem brasileira no exterior. A Diplomacia do Liberalismo Econômico: As relações econômicas internacionais do Brasil durante a Presidência Dutra. Em: 60 Anos de Política Externa Brasileira ± II Seminário Nacional.). ³A Política Externa de João Goulart´. volume 1.G.) 60 anos de Política Externa Brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. No plano econômico. A Política Externa no governo Jânio Quadros. A. Cabe notar que o contexto interno no qual se desenvolvem estas políticas externas é de abertura política e transição para a democracia. 2004. AMADO. Ainda que a abertura tenha seguido uma lógica de avanços e recuos. 2006. Monica. Guilhon (Coord. modernização e política externa. Rio de Janerio: Lumen Juris. Braz José. Também é importante entender a relação existente entre a transição política interna para um novo regime democrático e o contexto internacional dado ao final da Guerra Fria. como a decretação da moratória. a construção de uma nova ordem mundial tornou a agenda internacional mais abrangente e complexa. Crescimento. 1996). muitas adversidades foram enfrentadas: as sucessivas crises e o esgotamento do modelo do milagre brasileiro suscitaram que todos os níveis do governo se envolvessem na resolução dos problemas. VIZENTINI. Volume I: Crescimento. é possível perceber seus reflex na os maneira como o país buscou se inserir internacionalmente. Guilhon (Coord. que contribuiu para que seu ritmo fosse extremamente lento.HIRST. ALMEIDA.

2002. AUGUSTO. modernização e política externa (São Paulo: Cultura Editores associados. História da Política Exterior do Brasil. J. 269307. Monica. Paulo Roberto. Amado L. HIRST. Clodoaldo. Paulo F. 2006. 13-37 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR MOURA. P. p.A. 1996. Volume I: Crescimento. Paulo Fagundes. Albuquerque (org). São Paulo. 2003. ³A Política Externa de João Goulart´. A Política Externa do Segundo Governo Vargas. A. Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990). ALMEIDA. In: Albuquerque. Rio de Janerio: Lumen Juris. já que nesse momento começa a se delinear uma nova realidade para o ministério. Braz José. volume 1. A. modernização e política externa.) 60 anos de Política Externa Brasileira. In: J. Rio de Janerio: Lumen Juris. In: José Augusto Guilhon de Albuquerque (org. In: Relações internacionais do Brasil: de Vargas a Lula.2002. Nacionalistas x ³entreguistas´ ± do desenvolvimentismo à política externa independente. 2006.G. Brasília: Editora UNB. J. 2006. BIBLIOGRAFIA OBRIGATÓRIA CERVO. A. 173-210. Capítulo Alinhamento e desenvolvimento associado (1946-1961). Clodoaldo. VIZENTINI.) 60 anos de Política Externa Brasileira. A Política Externa no governo Jânio Quadros. A Política Externa do Governo JK (1956-61). Guilhon (Coord. São Paulo: Fundação Perseu Abramo. 1996).). Guilhon (Coord. A Segurança Coletiva Continental: o Sistema Interamericano. A Diplomacia do Liberalismo Econômico: As relações econômicas internacionais do Brasil durante a Presidência Dutra. In: Albuquerque. USP. In: Albuquerque. J. BIBLIOGRAFIA INTRODUTÓRIA . Amado L. São Paulo/USP. & BUENO. pp. Rio de Janerio: Lumen Juris.novos desafios é fundamental para este co ncurso.) 60 anos de Política Externa Brasileira. Crescimento. História da Política Exterior do Brasil. Guilhon (Coord. o TIAR e a Guerra Fria. Sessenta Anos de Política Externa Brasileira.Texto: A política externa independente no apogeu do populismo. & BUENO. Brasília: Editora UnB. Rodrigo. Em: 60 Anos de Política Externa Brasileira ± II Seminário Nacional. VIZENTINI. AMADO. Gerson. CERVO.

Política Internacional 2010. A legitimidade e outras questões internacionais: poder e ética entre as nações. os governos Collor/Itamar. Fernando Henrique e Lula. buscando uma nova ins erção para o país. Bibliografia obrigatória: Fonseca Jr. a do modelo de democracia liberal defendido pelos Estados Unidos. Leticia. os como o ambiental e os direitos humanos.Semana 04 SEMANA 04 Esta aula encerra a primeira parte do curso. ao menos. fatores que irãoinfluenciar profundamente a política exterior brasileira até o final da década de 1990. é importante compreender de que maneira a diplomacia brasileira delineia o contexto interno em face da nova realidade internacional. elevando a importância dos temas econômicos. Bibliografia introdutória: . esse é um momento de consolidação da democracia e de busca da estabilidade econômica. com estabilidade econômica e política asseguradas. que passam a ganhar cada vez mais espaço nas discussões internacionais. No início do século XXI. Política Externa Brasileira. Dessa forma. PP. o contexto internacional é fundamental para se que se entenda a nova política externa. examinando a política externa brasileira do pós Guerra Fria.. Se o fim da Guerra Fria trouxe o retorno da perspectiva hegemônica. demandando a reforma das instituições internacionais. Alguns autores. Gelson. Especificamente sobre o Brasil. Como nas demais aulas. bem como possibilitando a emergência de nov temas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 353-374. o país aprofunda sua estratégia em favor do multilateralismo e do regionalismo.PINHEIRO. O fim da bipolaridade e da alternativa soviética leva ao retorno das teses sobre a hegemonia americana ou. argumentando que não havia mais alternativas ao modelo polítcoi econômico ocidental.2 . 2004. condizente com a busca pela liderança regional e baseada na maior participação internacional. chegaram a denominar o momento pós -Guerra Fria como o ³fim da história´. como Francis Fukuyama. com vistas a ampliar a participação das nações emergentes. ou seja. a falta da ³ameaça´ soviética reduziu o predomínio dos temas de segurança.

pp. Em um primeiro momento. é importante compreender a atuação da instituição. História da política exterior do Brasil. como nos referente à descolonização e aos direitos humanos. Bibliografia complementar: Garcia. estariam em campos diametralmente opostos. pouco depois. Política Internacional 2010. nos demais debates internacionais ocorridos durante a Guerra Fria. é imprescindível conhecer o funcionamento e os princípios que regem a organização. Pouco depois de sua criação. a Organização das Nações Unidas foi um ator fundamental em diversos temas ligados ao conflito bipolar. a criação do que viria a ser a Organização das Nações Unidas uniu países que. Para isso. da Assembleia Geral e de suas agências especializadas. . Nesse sentido. A experiência anterior. havia fracassado. que a levaram à beira da paralisia. da Liga das Nações. é preciso atentar para a conjuntura específica dos momentos de debate entre as potências sobre a criação da ONU. estabelecendo uma organização mais eficiente no cumprimento de seus objetivos. Bueno. Contudo.Cervo. sobretudo do Conselho de Segurança.2 . portanto. Eugênio V. Compreender o papel da ONU no período da Guerra Fria é fundamental para avaliar o papel da instituição na construção da paz e segurança internacionais durante o conflito Leste-Oeste. bem como suas principais decisões. Clodoaldo. era preciso corrigir as suas falhas. Política Internacional Cronologia das Relações Internacionais do Brasil. compreendo as razões que levaram o organismo a ter um determinado desenho institucional. os principais países aliados na luta contra as potências do Eixo perceberam a necessidade de se criar uma organ ização internacional capaz de garantir a paz e a segurança mundiais. a ONU tornou -se palco para disputas entre as grandes potências. com o início da Guerra Fria. 455-521. Dessa forma. ainda que determinadas decisões não pudessem ser tomadas devido ao poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Amado Luiz.Semana 05 SEMANA 05 Organização das Nações Unidas Antes mesmo do final da Segunda Guerra Mundial.

Organizações internacionais. muitos países alegam. Ao mesmo tempo.Semana 06 A ONU no pós-Guerra Fria e a reforma da ONU O fim da Guerra Fria trouxe mudanças fundamentais tanto na age nda quanto na capacidade de atuação da ONU. que a ONU ainda carece de legitimidade para atuar. ainda durante a Guerra Fria. contudo. além de outros temas que passaram a compor a chamada ³agenda social´ da Organização. que acabou ganhando contornos internacionais. Porém. como meio-ambiente e direitos humanos. a mudança de atitude da ONU é conspícua. Manual das organizações internacionais. como o aquecimento global. multiplicaramse as missões de paz da ONU. que se tornava predominante: os conflitos intraestatais. Vale ressaltar que os próprios conceitos de paz e segurança passam a abarcar novos temas. é fundamental observar os pontos principais das propostas. tema de especial interesse do govern o brasileiro. após o fim da Guerra Fria. como a guerra civil na República Democrática do Congo. sobretudo no continente africano. não eram só os conflitos internacionais que requeriam. Na verdade. Bibliografia obrigatória . ganharam grande projeção na década de 1990. Dessa forma. Política Internacional 2010. assolado por violações de direitos humanos e inúmeros conflitos. Ricardo. crescentemente a um novo tipo de conflito. argas. 5 (pp. em 1963. bem como os argumentos de seus defensores e a posição dos principais países quanto a essas. em 1991. finalmente.2 . inclusive com o aumento do número de membros não-permanentes no Conselho de Segurança. que. Símb olo do desbloqueio do Conselho e da maior efetividade da organização é o apoio dado a aliança multinacional liderada pelos Estados Unidos para forçar o Iraque a se retirar do Kuwait. Acerca das reformas. Andrea & Herz. 125-158) Bibliografia Introdutória Hoffman. Cronologia das Relações Internacionais do Brasil. permitindo que a ONU pudesse. que postula uma cadeira como membro permanente no Conselho de Segurança.Bibliografia obrigatória: Seitenfus. novos temas passaram a ser debatidos pela organização. o fim do sistema bipolar e a ampliação do papel a ser desempenhado pela ONU tornam ainda mais patente a necessidade de uma reforma da organização. apesar de já fazerem parte da sua agenda. a atenção da ONU. também. esta passou a ter que se dedicar. Com o fim da Guerra Fria. Se.Mônica. desempenhar com maior eficácia sua principal missão: garantir a paz e a segurança mundiais. Cap. É verdade que. de 6 para 10. O fim do conflito bipolar gerou o destravamento do Conselho de Segurança. houve tentativas de reforma. expandindo sua competência tradicional de zelar pela paz e segurança. no campo da segurança. o mesmo pode-se dizer em relação a sua agenda.

de 1992. Weiss. Celso. as quais ganharam força a partir da década de 1990. Acerca da constituição desses últimos. . Cap. Entre essas. Cadernos Adenauer. et al. 4.2 . em 1972.. ano VI. Sobre o meio-ambiente é relevante destacar a crescente importância do tema em diversos fóruns de discussão. como documentoschave para esta construção. 1. passaram a fazer parte da agenda política internacional. passando pela a Conferência das Nações Unidas sobre MeioAmbiente e Desenvolvimento. Reformas da ONU. junho-setembro de 2005. julho-dezembro de 2005. Ano I. 2005. Conselho de Segurança: uma reforma. que visam a obter de um acordo capaz de prevenir a aceleração do aquecimento global. Cabe ressaltar os diferentes momentos vividos pela política externa brasileira com relação ao tema e os níveis de com promisso adotados pelos diferentes governos com os regimes internacionais de meio ambiente. n. In: Candelária. Aliados a Carta da ONU. Destacam -se. a do Sudão e a do Haiti. Valle. esses textos constituem as bases legais de diversas ações levadas a cabo no plano internacional. Bibliografia introdutória Velasco Jr. que dialogam. Política Internacional 2010. desde a de Estocolmo. O Brasil contribui para as duas missões estando responsável pela chefia militar da última. Valeria Marina. deve-se ressaltar as intervenções humanitárias. Esta área especifica das relações internacionais se difere das demais pela intensa participação de atores não -estatais. como comunidades científicas e organizações não-governamentais. com as organizações intergovernamentais e com os Estados nacionais. Paulo Afonso. diretamente. Atualmente duas crises humanitárias devem ser analisadas com especial atenção. vale lembrar a importância das diversas conferências. A partir deste momento temas como os direitos humanos. A ONU aos 60.Semana 07 Os novos temas: direitos humanos e meio-ambiente O fim da Segunda Guerra Mundial trouxe um momento de reconfiguração das estruturas do sistema internacional. Thomas. muitas propostas. até as atuais Conferências das Partes. É necessário levar em conta o contexto histórico da Guerra Fria para que se possa obter uma compreensão adequada dos momentos decisivos para a consolidação deste regime. In: Política Externa. nenhum acordo.Amorim. The United Nations and changing world politics. A Reforma do Conselho de Segurança da ONU: Uma análise sobre a posição brasileira e suas repercussões. a Declaração de 1948 e os Pactos de 1966.

Paulo Afonso. Weiss. . Bibliografia Complementar Ricúpero. 2004. Rubens. Perspectivas do novo Conselho de Direitos Humanos da ONU. et al.Bibliografia obrigatória Ribeiro. O Brasil e os Direitos Humanos: em busca de uma agenda positiva. Belli. A evolução dos mecanismos Extraconvencionais na Comissão de Direitos Humanos. Amorim. In: __________. Mudança climática: o pós-Bali. Capítulo 3. 97-103. Celso. n. A Comissão de Direitos Humanos. Set-Nov 2009. PUC-Rio: Dissertação de Mestrado. Benoni.18. 2008. The United Nations and changing world politics. 3. n. In: Política externa. A ordem ambiental internacional. Capítulos 5 e 9. v. 107-132. Wagner Costa. v. 58-91. Política Externa.17. 2. Dez-Fev 2008/2009. Política Externa. Velasco Jr. março-maio. Thomas. Pp.

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