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Da possibilidade de acréscimo qualitativo do objeto contratual acima do limite de 25%: excepcionalidade* Carmem Lúcia de Barros Petersen Fernanda Biachi Palavras-chave: Contratos administrativos. Alterações quantitativas. Acréscimo qualitativo. Alterações contratuais. Alterações qualitativas.

Sumário: Introdução - 1 Contratos administrativos - 1.1 Definição de contrato administrativo e seu regime jurídico - 2 Alterações contratuais - 2.1 Alterações qualitativas e quantitativas seus limites legais - 2.2 Acréscimo qualitativo superior aos limites legais: pressupostos - 2.2.1 Consensualidade e habilitação técnica da contratada - 2.3 Procedimento e formalização - Conclusão - Referências

Introdução Este trabalho tem por objetivo analisar o Enunciado 41 da Área de Interesse III Licitações e contratos administrativos,1 o qual versa sobre a possibilidade excepcional de acréscimo qualitativo do objeto contratual acima do limite legal de 25%. Na primeira parte deste estudo analisou-se o conceito de contrato administrativo e seu regime jurídico, verificando-se a sujeição do contratado ao poder de alteração unilateral dos contratos pela Administração Pública. Na segunda parte, discorreu-se sobre as diferenças entre alterações qualitativas e quantitativas do contrato, analisando-se especificamente os quatro requisitos elencados no Enunciado 41 (AI III). A estes requisitos foram acrescentados outros dois: a consensualidade e a habilitação técnica da contratada para executar a alteração pretendida do projeto ou de suas especificações. 1 Contratos administrativos 1.1 Definição de contrato administrativo e seu regime jurídico A celebração de contratos constitui uma das formas de exercício da atividade estatal de administração pública, submetendo-se, portanto, ao regime jurídico de direito público, o que supõe a supremacia do interesse público sobre o privado, a indisponibilidade do interesse público, bem como a observância de determinados princípios. O contrato administrativo está regulado pela Lei nº 8.666/93, que, em seu artigo 2º, §2º, o define como "todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e Particulares, em que haja acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada". Celso Antônio Bandeira de Mello define contrato administrativo como sendo um tipo de avença estabelecida entre a Administração Pública e terceiros, na qual, "por força de lei, de cláusulas pactuadas ou do tipo de objeto, a permanência do vínculo e as condições preestabelecidas assujeitam-se a cambiáveis imposições de interesse público, ressalvados os interesses patrimoniais do contratante privado".2 Por sua vez, Diogenes Gasparini conceitua o instituto do contrato administrativo como sendo um ato plurilateral ajustado pela Administração Pública com particulares, cuja vigência e condições de execução a cargo do particular podem ser instabilizadas pelo Poder Público contratante, ressalvados os interesses patrimoniais do contratado.3

adaptando as estipulações contratuais às novas necessidades e conveniências públicas". Marçal Justen Filho assinala que a alteração unilateral dos contratos pela Administração evidencia a sua posição de supremacia em relação ao particular. respeitado o objeto contratual.4 Essas prerrogativas derivam das cláusulas contratuais concebidas como exorbitantes. as prerrogativas da Administração serão contrabalançadas pelas garantias econômicas do particular.8 Outra questão importante diz respeito aos direitos do contratado. as normas do serviço. O reequilíbrio econômico-financeiro.6 Com efeito. devendo manter-se o equilíbrio econômico-financeiro instituído à época do ato de contratação. porquanto descendem diretamente das regras de competência pública em gerir a prestação de um serviço público ou a realização de uma obra pública. que traduzem a necessidade do Estado promover os direitos fundamentais por meio de atuação ativa".5 Ou seja. as cláusulas de natureza contratual ou privada submetem-se plenamente ao princípio da autonomia da vontade das partes.9 Ou seja. I. nos contratos administrativos é plenamente possível a alteração unilateral pela Administração quando esta providência for necessária à realização dos interesses da comunidade. quais sejam a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro e a não transmutação do objeto contratado Ou seja.Os contratos administrativos observam um regime jurídico próprio. adquire direito à imutabilidade do contrato ou à sua execução integral. "é o reflexo jurídico da superposição dos interesses fundamentais. a acompanhar continuamente a sua execução. bem como na . Assim. por ato imperativo. ao contratar com a Administração. imóveis e pessoal de modo a garantir a continuidade de sua prestação. fica evidenciado que o regime jurídico dos contratos administrativos envolve a aplicação de regras de natureza distintas: a) as de natureza regulamentar. a aplicar sanções. através das quais o Poder Público dispõe sobre as condições de execução da obra ou do serviço. mudanças no projeto ou nas especificações da obra. estando a Administração Pública autorizada. na hipótese que a alteração aumente os encargos do contratado é uma decorrência e ao mesmo tempo é um dever da Administração. da Lei nº 8. da referida lei. por imposição do art. que podem se resumir a dois principais. podendo inclusive modificar unilateralmente o projeto ou de suas especificações para melhor adequação técnica a seus objetivos. que é o alvo da atividade estatal". impondo-se reconhecer a supremacia do interesse público sobre o privado. nos casos de serviços essenciais. preservando-se a sua natureza comutativa e sinalagmática. a rescindir ou alterar unilateralmente o contrato para melhor adequá-lo às finalidades do interesse público.7 A ratificar esta compreensão. 58.666/93 e na forma prevista no art. 65. ou seja. porquanto o fundamento do contrato (pressupondo-se a utilidade pública de seu objeto) desloca-se da simples harmonia de interesses particulares para a satisfação de uma finalidade coletiva. §6º. Caio Tácito sustenta que o instituto da mutabilidade nos contratos de administrativos "consiste em reconhecer a supremacia da Administração. porque isto equivaleria a subordinar o interesse público ao interesse individual do contratado. Em outras palavras. por meio das quais são fixadas as condições de remuneração do contrato. ocupando bens móveis. bem como. se nos contratos privados a regra é a imutabilidade de seus termos. vê-se que a presença da Administração Pública traz às relações negociais das quais participe um regime jurídico especial que se distingue do regime de direito comum. b) e as de ordem contratual. inc. Feitas essas considerações. constituindo o aspecto verdadeiramente contratual. e "o princípio da igualdade entre as partes cede passo ao da desigualdade no sentido da prerrogativa atribuída ao Poder Público de fazer variar a obrigação da outra parte na medida necessária à consecução do fim de interesse público. unilateralmente. a intervir provisoriamente na sua execução. sendo que a incidência de tais cláusulas independe de previsão expressa no contrato. enquanto que as cláusulas de natureza regulamentar ou cláusulas de serviço autorizam a Administração a promover. em contrapartida a este poder unilateral da Administração será garantido ao contratado o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. as quais conferem à Administração Pública contratante uma posição de supremacia em face do particular com o objetivo operacionalizar adequadamente o atendimento das necessidades públicas. nenhum particular. quanto à faculdade de inovar.

atualizado. Para explicitar este entendimento. com relação ao cronograma financeiro fixado. valendo transcrever: Art. Mas a alteração só pode atingir as denominadas cláusulas regulamentares ou de serviço. no artigo 65 da Lei nº 8. segundo Laubadère.prestação do serviço para conformá-lo ao interesse da coletividade. E sobejam razões para essa orientação. isto é. na competência exclusiva das autoridades para organizar e administrar as obras e serviços públicos como verdadeiros donos desses serviços e dessas obras.12 2 Alterações contratuais A possibilidade de alterar os contratos administrativos está expressamente prevista na Lei nº 8. Imobilizar as cláusulas regulamentares ou de serviços. em razão dos avanços da Ciência e da Técnica. ou de pôr termo prematuramente ao contrato. sem a correspondente . Assim. conforme Celso Antônio Bandeira de Mello. aquelas que dispõem sobre o objeto do contrato e o modo de sua execução. Como os instrumentos da civilização se modificam a cada momento. aqui. dotando a comunidade das obras.666/93 estão especificadas as hipóteses e os limites para a alteração dos contratos administrativos.666/93 e pode efetivar-se consensualmente ou unilateralmente pela Administração Pública (apenas no tocante às chamadas cláusulas regulamentares ou de serviço). sendo que em ambos os casos é preciso que a alteração decorra de um dos motivos legais previamente elencados e observe os limites estabelecidos. c) quando necessária a modificação da forma de pagamento. por imposição de circunstâncias supervenientes. que está balizado. importaria impedir a Administração de acompanhar as inovações tecnológicas. O poder que se reconhece à Administração de alterar unilateralmente as cláusulas reguladoras do serviço. nos contratos administrativos. b) quando necessária a modificação do regime de execução ou da obra ou serviço. as exigências da coletividade se ampliam segundo o desenvolvimento econômico e social da comunidade. b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. nos limites permitidos por essa lei.unilateralmente pela Administração: a) quando houver modificação do projeto ou das especificações. funda-se.10 verificando-se. bem como do modo de fornecimento. vedada a antecipação do pagamento. serviços e meios técnicos que assegurem o bem-estar social. II . a perfeita incidência do regime jurídico-administrativo. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados. 65. nos seguintes casos: I .11 na supremacia do interesse público sobre o privado e na indisponibilidade dos interesses públicos pela Administração. para melhor adequação técnica aos seus objetivos. mantido o valor inicial. com as devidas justificativas. a Administração terá que alterar freqüentemente o projeto dos serviços e das obras públicas para atender adequadamente às necessidades dos administrados e ao próprio interesse público. vale colacionar a lição de Hely Lopes Meirelles: A doutrina é uniforme no admitir que o poder de alteração e rescisão unilateral do contrato administrativo é inerente à Administração e pode ser exercido mesmo que nenhuma cláusula expressa o consigne. que também atingem as atividades do Poder Público e reclamam sua adequação às necessidades dos administrados.por acordo das partes: a) quando conveniente a substituição da garantia de execução. já que a Administração tem o dever de acompanhar as mutações do progresso. quando se tornar inútil ou inconveniente ao interesse público.

até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos.as supressões decorrentes de acordo entre as partes. pressupõe. inciso I. porém. contudo.13 Conforme previsão legal taxativa do artigo 65.contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço. é lícito à Administração Pública proceder à alteração unilateral do contrato em duas hipóteses: (a) quando houver modificação do projeto ou das especificações. o qual dispõe sobre a possibilidade de alteração unilateral do contrato quando for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. configurando área econômica extraordinária e extracontratual. alínea "a" e "b". §2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. o atendimento das mesmas condições contratuais. de obrigatório acatamento pelo contrato. conforme o caso. procurou-se demonstrar no item anterior que se trata de possibilidade conferida ao Poder Público para a adequada persecução do interesse público. Por sua vez. objetivando a manutenção de equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. serviço ou fornecimento. Caio Tácito define as alterações quantitativas do contrato como sendo as manifestações unilaterais da Administração.(vetado) II . bem como do acréscimo ou supressão de obras. serviços ou compras. nos explícitos termos da lei. alínea "b" da Lei nº 8. alínea "a" da Lei nº 8. para a melhor adequação técnica aos seus objetivos. ainda. não se podendo olvidar. as alterações qualitativas estão contempladas no artigo 65. ou previsíveis. não ultrapasse 25% ou a 50% do valor inicial atualizado do contrato.1 Alterações qualitativas e quantitativas seus limites legais Especificamente quanto à cláusula exorbitante de alteração unilateral do contrato.14 Assim. inciso I. dentro dos limites permitidos. quando se alterar a dimensão ou a quantidade do objeto contratual. por motivo de conveniência do serviço. que esta prerrogativa não é sinônimo de arbitrariedade e nem de fonte de enriquecimento ilícito em face do contratante privado. A estes limites não poderá exceder a determinação administrativa (§1º e §2º do citado artigo 65). até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato.666/93. ou. caso fortuito ou fato do príncipe. d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da Administração para a justa remuneração da obra. em caso de força maior.666/93. inciso I. que se podem processar. de conseqüências incalculáveis. sem que haja modificação das especificações do contrato e dos critérios definidos nas planilhas que o integram. materiais e serviços decorrentes de fatos supervenientes ou imprevisíveis à época da contratação. e. observados como limites a lei. §1º O contratado fica obrigado a aceitar. estará a empresa contratada obrigada a aceitar o acréscimo desde que. o edital e a proposta. na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis. salvo: I . os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras. 2. para melhor adequação técnica. Marçal Justen Filho destaca que a melhor adequação técnica supõe a descoberta de circunstâncias desconhecidas acerca da prestação avençada ou a conclusão de que a solução técnica anteriormente . e são as decorrentes da modificação do projeto ou de suas especificações. (b) quando for necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. nas mesmas condições contratuais. Acrescenta que a ordem emitida pela Administração. razão pela qual tais alterações devem incidir apenas nas cláusulas regulamentares ou de serviços. As alterações quantitativas estão indicadas no artigo 65.

não havendo alteração de sua dimensão ou natureza. porquanto se for confirmada a radical incompatibilidade entre o objeto contratado e a consecução do interesse público.. Não se cogita.15 Assim.19 Caio Tácito. que não se produza alteração do objeto licitado. no entanto. com modificação nas especificações contratuais. as modificações qualitativas não têm proporção prefixada. caracterizada no projeto básico. produzir alteração fundamental no objeto licitado. mas devem respeitar a essência do objeto do contrato. inciso XII da Lei nº 8. mas desconhecidas pelos interessados quando da contratação.. é possível a Administração Pública alterar unilateral e qualitativamente o contrato quando a modificação decorrer de situações preexistentes. entende que os limites percentuais estabelecidos no artigo 65.666/93 não se aplicam às alterações qualitativas. tal como. Mas uma grande modificação técnica mesmo que não envolvesse qualquer alteração não seria albergada pela regra da alínea "a". que se imbrique com o objeto do contrato.) Se.20 . porém. da Lei nº 8. Nesse sentido. uma pequena modificação técnica seria admissível. precisamente porque são. §1º. por exemplo. a descoberta científica ou inovações tecnológicas que se mostrem necessárias a assegurar a utilidade inicialmente cogitada pela Administração ou a obtenção de objetos adequados e satisfatórios. Por decorrência. evitando o recebimento de prestação obsoleta. (. vê-se que a hipótese da alínea "a" compreende as situações em que se constata a inadequação da concepção original do projeto a ser executado a partir do qual se promoveu o procedimento licitatório supervenientemente à contratação. senão mesmo inevitáveis. sendo imperioso questionar se as alterações qualitativas também se submetem aos limites de alteração de 25% no caso de obras e serviços e 50% no caso de reformas. concluiu o autor: A Administração Pública não pode. invocando esse dispositivo. vindo a serem reveladas apenas por ocasião da execução da obra ou serviço. o preço global originalmente pactuado.. As alterações qualitativas decorrem de modificações necessárias ou convenientes nas quantidades de obras ou serviços sem acarretar mudanças na essência do objeto contratual. mesmo que respeitado o objeto contratual. Assim. imprevisíveis. Hely Lopes Meirelles sustenta que a hipótese de alteração qualitativa se sujeita a duas ordens de limites: tanto qualitativos como quantitativos. de modo a não se desvirtuar a integridade do objeto do contrato. impor-se-á a rescisão do contrato com fulcro no artigo 78. na medida exigida.666/93.17 e a realização de nova licitação. possivelmente haverá mudanças no valor original do contrato. assim referindo: Diversamente.) As alterações qualitativas. não se terá de cogitar de limitação da despesa superveniente e necessária à plena consecução da finalidade do contrato.. situação imprevista. impuser alteração na qualidade do serviço. sujeitando-se a critérios de razoabilidade. o que violaria não só o princípio da vinculação ao instrumento convocatório. E isso porque se a Administração pudesse alterar radicalmente os termos da contratação.18 Ocorre que nas alterações qualitativas. Marçal Justen Filho assinala que há uma limitação implícita à prerrogativa de o Poder Público alterar qualitativamente o contrato. a que se reporta o edital. de regra. não têm limite preestabelecido. Ainda. qual seja. A doutrina não é unânime a respeito desta questão. do qual é expressão objetiva sua finalidade. podendo ser ultrapassado. já que esta extensão contratual a fim de adequar-se o projeto à realidade tem por limite o interesse coletivo primário. independentemente de seu valor econômico. por sua vez. (. do valor econômico envolvido. Adilson de Abreu Dallari16 destaca que somente são admissíveis modificações do projeto que visem ao melhor atendimento do interesse da parcela da sociedade afetada pela obra a ser construída. a obra ou o serviço a ser executado seriam distintos daquele licitado.adotada não era a mais adequada ou eficiente à realização do interesse público. mas também ao princípio da isonomia dos administrados.

666/93 quando tais alterações resultarem de ato impositivo e unilateral da Administração Pública. além de não ser compatível com o princípio da razoabilidade. Na feliz síntese de Willis Santiago Guerra Filho: "Resumidamente.22 Em que pese a divergência doutrinária. Não é outra a compreensão de Antônio Carlos Cintra do Amaral ao defender que se a alteração de projeto é considerada tecnicamente a melhor para atingir-se o interesse público primário o agente público tem a faculdade de incrementar ou não a modificação. por serem via de regra . no entanto.25 Não existem limites pré-estabelecidos para a alteração qualitativa. divulgação do edital na imprensa. podemos citar o pagamento pelo custo de desmobilização do contrato atual e nova despesa de mobilização do novo contratado. cumulativamente. porquanto além de a discricionariedade do administrador não significar liberdade ilimitada. para extensões contratuais.23 2."24 Além dos encargos. e 50% no caso de reformas. Ou seja. necessária será a concordância do contratado. podem admitir-se alterações qualitativas que superem os limites legais. por razões de interesse publico. O acréscimo contratual deve observar os princípios da economicidade. exigível. da razoabilidade e da proporcionalidade. horas de trabalho da Comissão de Licitação no julgamento das propostas etc. tratando-se de poder discricionário. se as vantagens que trará superarem as desvantagens". cópias de projetos e especificações volumosas. tendo em vista que o limite percentual imposto pela lei pode ser superado em modificações dessa natureza desde que satisfeitos. como regra geral. existiriam outros custos adicionais com o eventual processo licitatório (a paralisação da obra/serviço por tempo relativamente longo até conclusão da nova licitação). e respeitados os princípios da finalidade. acabaria por tornar inútil a sua distinção com a alteração quantitativa.2 Acréscimo qualitativo superior aos limites legais: pressupostos Independentemente de um contrato já ter sido alterado quantitativamente dentro do limite legal permitido (25% do valor atualizado do contrato no caso de obras e serviços e 50% no caso de reformas). de modo que bastaria uma das duas regras para abranger as situações possíveis. havendo alteração de projeto que importe elevação de custos superando o valor originalmente contratado em mais de 25%. Marçal Justen Filho21 refere que a subordinar a dimensão da modificação qualitativa ao valor original da contratação. no caso de obras e serviços. os seguintes pressupostos: a) Não acarretar encargos contratuais superiores aos oriundos de eventual rescisão contratual O valor a ser aditado em razão de alteração qualitativa e por razões de interesse público não pode ser superior ao valor decorrente de eventual rescisão contratual. razoabilidade e proporcionalidade. pode-se dizer que uma medida é adequada. se por motivo de técnica de engenharia a alteração de projeto for indispensável para alcançar o interesse público o agente público terá o dever de implementar a modificação. sendo que em ambas as hipóteses "a modificação pode extrapolar os limites estabelecidos na lei. por causar o menor prejuízo possível e finalmente. acrescidos os custos de uma nova licitação. se atinge o fim almejado. parece que tanto as alterações contratuais quantitativas como as qualitativas estarão sujeitas aos limites preestabelecidos no §1º do artigo 65 da Lei nº 8. a Decisão nº 215/199 consagrou entendimento no sentido de que em situações excepcionalíssimas (cujos pressupostos serão examinados no próximo item deste trabalho). "Dentre os encargos decorrentes de uma eventual rescisão contratual.No mesmo sentido. Contudo. tais como horas de trabalho dos técnicos envolvidos na elaboração do edital. proporcional em sentido estrito. já que o limite real é ditado pelo satisfatório entendimento do interesse coletivo primário". porquanto talvez a nova solução preconizada pela Administração não interesse ao particular por força dos pesados ônus que financeiros que dela advirão ou em razão da própria ausência de condições de executar o novo projeto. nada impede a que a Administração Pública altere qualitativamente o objeto contratual quando esta medida for para melhor atendimento do interesse público perseguido. que. o contratado não pode ficar obrigado a executar um objeto que tomou proporções muito diferentes do inicialmente contratado.

Com relação à manutenção das condições de preço. não constantes na proposta. utilizando-se de obras extras complementares ou novas em relação as já contratadas. A alteração qualitativa seja por alteração do projeto ou de especificações. desde que seja mantida a coerência com a substância. Adylson Motta: "(. portanto. se sujeitam aos critérios da razoabilidade. deve decorrer de fato superveniente ao contrato ou já existente. a modificação introduzida pela Administração não pode transfigurar o objeto licitado em outro.28 Segundo Marçal Justen Filho: A lei não estabelece limites para essa modalidade de modificação contratual. entende-se que se os preços unitários constavam na proposta original da contratada. definido o objeto que será contratado. que é o objeto imediato.27 As alterações qualitativas. sem.. por conseguinte. mas a alteração qualitativa. visam apenas à consecução ótima do objeto mediato. c) Seja mantido o objeto original do contrato. consistentes na obrigação de fazer contraída pelo contratado. bem como as mesmas condições de preço As alterações contratuais devem respeitar a essência do objeto contratado. mas só conhecido após a assinatura do mesmo. existir liberdade ilimitada. não há interesse público primário que determinou a celebração do contrato. que se mantém inalterado em sua natureza e dimensão. especialmente em obras de grande vulto e complexidade. por meio do aumento ou supressão do objeto imediato. do TCU. depreende-se de decisão exarada pelo Tribunal de Contas da União que as modificações qualitativas "devem ser decorrentes de fatos supervenientes que impliquem em dificuldades não previstas ou imprevisíveis por ocasião do pacto inicial". minuta anexa de contrato). através do projeto básico e especificações. b) Decorrer de fatos supervenientes que impliquem dificuldades não previstas ou imprevisíveis por ocasião da contratação Através do instrumento convocatório e anexos (projeto básico. No entanto. o qual foi delimitado no edital. e no contrato. reprisa-se. expressos em alterações de projeto ou especificações. no entanto. Neste sentido. Segundo o Ministro-Revisor. e também requerem. decorrentes de eventos de caráter extraordinário e imprevisível. que sem a qual não poderemos ultimar o objeto contratado. .26 É na execução do contrato. implicarem mudanças na natureza e dimensão do objeto mediato. O limite à prerrogativa da Administração alterar os contratos administrativos. Não se pode presumir.29 Assim. Não se alude a uma modificação quantitativa. especificações. devem manter os valores ali constantes. Sem a implementação das modificações qualitativas não há objeto e. a natureza do objeto. que no caso concreto era a construção". devendo corresponder ainda a "uma alteração de circunstâncias fáticas levadas em consideração por ocasião da avença". que vários incidentes podem ocorrer. devem ser os praticados no mercado e atestados pela área técnica. em se tratando de unitários ditos novos. mudanças no valor original do contrato.imprevisíveis.. no entanto. é a própria imutabilidade do objeto. d) A alteração seja indispensável para a consecução do objeto original A alteração pretendida deve ser indispensável e necessária para a execução do objeto original. através da prestação inicialmente contratada. são admitidos o aperfeiçoamento ou ajuste técnico. fica delimitado.) as alterações qualitativas decorrem de modificações necessárias ou convenientes nas quantidades de obras ou serviços.30 A alteração deve configurar uma medida indispensável para a própria satisfação do interesse público traduzido na contratação. qualitativamente distinto. via de regra. Não se caracteriza a hipótese quando a modificação tiver tamanha dimensão que altere radicalmente o objeto contratado.

A consensualidade da alteração qualitativa acima do limite legal está presente na fundamentação das decisões do Tribunal de Contas da União. sob pena de a obra/serviço serem executados de modo inadequado tecnicamente e gerar riscos aos administrados quando de sua utilização. A análise jurídica deve ser conclusiva em verificar que todos os requisitos para aplicação deste Enunciado estão presentes. I. estando a Administração Pública autorizada. por mútuo acordo. se ocorrer verdadeira e induvidosamente alguma situação anômala. Como dito acima. 65. que se realizada nova licitação os valores seriam superiores. 65 da Lei nº 8. . as quais conferem à Administração Pública contratante uma posição de supremacia em face do particular com o objetivo operacionalizar adequadamente o atendimento das necessidades públicas.666/93. caberia. as quais devem esclarecer e demonstrar a necessidade da alteração de projeto ou das especificações pretendidas. A alteração será formalizada através de termo aditivo. consensual. entendemos que.2. ou então perante as "sujeições imprevistas". que fazendo referência à lição de Celso Antônio Bandeira de Mello assim prescreve: Embora a lei não o diga. a qual deve estar devidamente homologada pela autoridade competente e haver recursos financeiros autorizados. cabendo ao procurador o exame rigoroso de tais elementos trazidos aos autos. modificação efetuada acima dos limites previstos no §1º do art. tendo em vista o nível da capacidade técnica e econômico-financeira do contratado. ainda. pois dessa maneira evita-se a excessiva onerosidade nas obrigações do contratado. Conclusão Com este trabalho. O processo deve ser instruído com as justificativas técnicas. procurou-se demonstrar que contratos administrativos observam um regime jurídico próprio. mas é necessária a efetiva demonstração da ocorrência dos pressupostos para que se possa elaborar manifestação jurídica a respeito da alteração pretendida. que é necessária para a completa execução do objeto original contratado e que os fatos foram supervenientes ou só conhecidos após a contratação. Verificou-se que estas prerrogativas decorrem de cláusulas contratuais concebidas como exorbitantes.31 Tais alterações devem ser efetuadas por acordo mútuo-bilateral. Cabe à área técnica demonstrar que tal alteração não modifica a natureza do objeto contratado.32 A contratada deve ter condições técnicas e econômico-financeiras para executar a alteração qualitativa. deve ser possuidora de atestados técnicos compatíveis com a alteração pretendida. fundamentada no disposto no art. isto é: quando dificuldades naturais insuspeitadas se antepõem à realização da obra ou serviço.3 Procedimento e formalização A alteração contratual qualitativa do objeto deve observar um procedimento e a correspondente formalização do instrumento.1 Consensualidade e habilitação técnica da contratada Além dos quatro requisitos constantes do Enunciado 41. 2. vez que o novo pacto passa a depender da manifestação de vontade. da Lei nº 8. já que o valor a ser acrescido ultrapassará o limite legal (25% ou 50%) ao qual o contratado está vinculado. excepcionalíssima. alínea "a". não bastam simples afirmações por parte da área técnica. entende-se que tais requisitos devem ser comprovados e justificados pela área técnica. a rescindir ou alterar unilateralmente o contrato para melhor adequá-lo às finalidades do interesse público. inc.666/93 e seu extrato publicado na imprensa oficial. Ou seja. por força do §1º do art. 65. importante destacar também como pressupostos para superação do limite de 25% a necessidade de ser decorrente de alteração consensual e que não acarrete a inexecução contratual.2. exigindo tal acréscimo. respeitado o objeto contratual e os direitos do contratado. O ideal é que todas alterações contratuais estivessem contidas no mesmo expediente do processo licitatório e da contratação.

666. In: Teoria e prática das licitações e contratos.6. Luís Roberto.1994. 1997. 3. Marçal. JUSTEN FILHO. de 28. ampl. Por fim.decorrer de fato superveniente que impliquem dificuldade não previstas ou imprevisíveis por ocasião da contratação. de 21.deter a contratada capacidade técnica e econômica-financeira para executar a alteração qualitativa pretendida. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade no direito constitucional.1993. Hely Lopes. n. verificou-se que o regime jurídico dos contratos administrativos envolve a aplicação de regras de natureza distintas: a) as de natureza regulamentar.Ainda. 1996. Rio de Janeiro: Lumen Juris. São Paulo: Dialética. e atual. ago. ed. In: Teoria e prática das licitações e contratos. Licitação e contrato administrativo (de acordo com as Leis 8. v. da razoabilidade e da proporcionalidade e preencha os seguintes requisitos: I . sejam observados os princípios da finalidade. 9. de 8. São Paulo: Malheiros.2007. de 14. através das quais o Poder Público dispõe sobre as condições de execução da obra ou do serviço. 215/00.. p. CARVALHO FILHO. VI . DALLARI. Curso de direito administrativo. DECISÃO Tribunal de Contas da União n.4. sendo obra ou serviço. 2005. e atual.6. 11. maio 2004.ser consensual. restou evidenciado que é possível a realização de acréscimo qualitativo do objeto contratado. acima do limite legal de 25%. maio 2004. Ato administrativo.manter o objeto original do contrato. excepcionalmente.ser a alteração indispensável para a consecução do objeto original. por meio das quais são fixadas as condições de remuneração do contrato. 2007. 1996. até a Emenda Constitucional 31. ed. 1997.01. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Malheiros. III .039/98-0. Adilson Abreu. JUSTEN FILHO. . BLC Boletim de Licitações e Contratos. Limites às alterações de contratos administrativos. Celso Antônio. n. até 05. Revista Zênite de Licitações e Contratos ILC. MEIRELLES. 465-471. Diogenes.2000. IV . Comentários à lei de licitações e contratos administrativos. rev. 10. GASPARINI. b) e as de ordem contratual. ed. Referências AMARAL. Marçal. 7. desde que seja consensual. DECISÃO Tribunal de Contas da União n. Antônio Carlos Cintra do. n.12. BANDEIRA DE MELLO. 17. 13. out. José dos Santos. Boletim de Licitações e Contratos.Não acarretar encargos contratuais superiores aos oriundos de rescisão contratual. 9. ampl. p. Limites a alterabilidade do contrato de obra pública. v. rev. sendo que somente em relação às cláusulas de natureza regulamentar é possível o Poder Público licitante modificar unilateralmente o projeto ou suas especificações para melhor adequação técnica a seus objetivos. licitações e contratos administrativos. Direito administrativo.1995. II . Boletim de Direito Administrativo. mar. devendo manter-se o equilíbrio econômico-financeiro instituído à época do ato de contratação. 42. BLC Boletim de Licitações e Contratos.032. 156-166. 930. 13. ed. 2002. Manual de direito administrativo.883. e atual. com as alterações introduzidas pelas Leis 8. BARROSO. rev. configurando medida indispensável para a satisfação do interesse público traduzido na contratação. 2001. V .

bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. 203-204. Direito municipal em debate.seja mantido o objeto original do contrato. Curso de direito administrativo.rescindi-los.11. pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. v. Belo Horizonte: Fórum. Contrato administrativo: alteração quantitativa e qualitativa. 2001. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. IV . parte especial. parte geral. Arlindo et al.). p. Curso de direito administrativo: parte introdutória.nos casos de serviços essenciais. atual. 27. 7 Citado por CARVALHO FILHO. em detrimento do interesse público. JUSTEN FILHO. respeitados os direitos do contratado. observados os seguintes requisitos: I . 10. TÁCITO. 79 desta Lei. 1 É possível o acréscimo qualitativo do objeto do contrato superior ao limite de 25% em situação excepcionalíssima. p. e atual. bem como as mesmas condições de preço. 12. II . 3. p. Caio. 116. p. Diogo de Figueiredo. n. Da possibilidade de acréscimo qualitativo do objeto contratual acima do limite de 25%: excepcionalidade. de 21. MEIRELLES. 14.1998 e 11. nos casos especificados no inciso I do art. 11 BANDEIRA DE MELLO. p. BIACHI. * Originalmente publicado em: PETERSEN. 632-633. Curso de direito administrativo. 329. ocupar provisoriamente bens móveis. III .modificá-los. ed. IV . III . p.648. ed.9. 115-121. p. Licitação e contrato administrativo. 572. 2 BANDEIRA DE MELLO.5.não acarretar encargos contratuais superiores aos oriundos de eventual rescisão contratual e posterior realização de nova licitação." 5 BANDEIRA DE MELLO. 537. Boletim de Licitações e Contratos. 429. de 27. ampl. a prerrogativa de: I . 6 TÁCITO. por Eurico de Andrade Azevedo e Vera Monteiro. 560-561. 3 4 "Art. II . BANDEIRA DE MELLO. Carmem Lúcia de Barros. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração. São Paulo: Malheiros. 2006. Curso de direito administrativo: parte introdutória. parte especial. 1997.2005). limites de valor. MOREIRA NETO. Direito administrativo. GASPARINI. mar.aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. Contrato administrativo: alteração quantitativa e qualitativa. Boletim de Licitações e Contratos. 12 13 . Curso de direito administrativo. In: DAIBERT. Comentários à lei de licitações e contratos administrativos.alteração indispensável para a consecução do objeto original. parte geral. em relação a eles. unilateralmente. unilateralmente. Fernanda. 58. p.196. p. imóveis. 526. (Org. Direito administrativo. 8 9 10 MOREIRA NETO. 559. p.decorrer de fato superveniente que implique dificuldade não prevista ou imprevisível por ocasião da contratação. Curso de direito administrativo.fiscalizar-lhes a execução. 2008. p. para melhor adequação às finalidades de interesse público. GASPARINI. totalmente rev. Manual de direito administrativo. p. Rio de Janeiro: Forense. limites de valor. V .

30 Decisão Tribunal de Contas da União n. maio 2004. 215/00. BLC . BLC . 930. p. JUSTEN FILHO. In: Teoria e prática das licitações e contratos.039/98-0. 16 DALLARI. p. 20 TÁCITO. . 348. p. maio 2004. p. 23 24 Decisão Tribunal de Contas da União n. In: Teoria e prática das licitações e contratos. 21 JUSTEN FILHO. In: Teoria e prática das licitações e contratos. BLC .039/98-0. 26 Decisão Tribunal de Contas da União n. 348. p. p. 930. maio 2004. 32 Decisão Tribunal de Contas da União n. Contrato administrativo: alteração quantitativa e qualitativa. In: Teoria e prática das licitações e contratos. 18 JUSTEN FILHO. p. Comentários à lei de licitações e contratos administrativos.ILC. Boletim de Licitações e Contratos.ILC. 352-353. inciso XII. 930. Comentários à lei de licitações e contratos administrativos.Boletim de Licitações e Contratos. 353. 29 JUSTEN FILHO. 17 Dispõe o artigo 78. maio 2004.Boletim de Licitações e Contratos.039/98-0. 118.039/98-0. 354. maio 2004. maio 2004. p.Boletim de Licitações e Contratos. Boletim de Licitações e Contratos. 19 Citado por JUSTEN FILHO.039/98-0. In: Teoria e prática das licitações e contratos. 538. p.666/93 que constitui motivo para a rescisão do contrato "razões de interesse público.Boletim de Licitações e Contratos. p. Revista Zênite de Licitações e Contratos . de alta relevância e amplo conhecimento. 556. Revista Zênite de Licitações e Contratos . 118. 161. 22 AMARAL. Boletim de Direito Administrativo. p. 611. In: Teoria e prática das licitações e contratos. licitações e contratos administrativos.14 TÁCITO. 611. p. p. BLC . 31 Decisão Tribunal de Contas da União n. BLC . Ato administrativo.Boletim de Licitações e Contratos. BLC . justificadas e determinadas pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato". Revista Zênite de Licitações e Contratos . Contrato administrativo: alteração quantitativa e qualitativa. 348. In: Teoria e prática das licitações e contratos.Boletim de Licitações e Contratos. p. 131. Boletim de Licitações e Contratos. 466. Limites às alterações de contratos administrativos. BLC . limites de valor. 610. 930. 28 Decisão Tribunal de Contas da União n. Comentários à lei de licitações e contratos administrativos. 930. p. da Lei nº 8. 25 Citado por BARROSO. p. 27 Decisão Tribunal de Contas da União n.Boletim de Licitações e Contratos. maio 2004. 930. 371. p. Limites a alterabilidade do contrato de obra pública. limites de valor. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade no direito constitucional. p.ILC.039/98-0. 15 JUSTEN FILHO. Limites às alterações de contratos administrativos. 528. Limites às alterações de contratos administrativos.

Carmem Lúcia de Barros. Acesso em: 1 março 2010. 83.aspx?idConteudo=55665>. nov. este texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma: PETERSEN.editoraforum. Da possibilidade de acréscimo qualitativo do objeto contratual acima do limite de 25%: excepcionalidade.com.br/bid/bidConteudoShow. n. Biblioteca Digital Fórum de Contratação e Gestão Pública FCGP. 2008.Informações bibliográficas: Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Disponível em: <http://www. ano 7. BIACHI. Belo Horizonte. Fernanda. .