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Historicizando brevemente: da administração empresarial à gestão democrática

Origem e desenvolvimento
As propostas de administração foram surgindo através dos tempos, a partir da formação de organizações sociais, como: família, tribo, igreja, exército e estado, bem como mediante o desenvolvimento da sociedade humana. Desde a Antiguidade, existem ideias de como coordenar os empreendimentos. Os egípcios apresentaram princípios administrativos que norteiam seus projetos arquitetônicos. Os gregos e os romanos se sobressaíram ao dirigir empreendimentos cooperativos, como aventuras militares, obras públicas e sistemas judiciários. Aristóteles, na Grécia, estabeleceu princípios para o desenvolvimento de atividades científicas. Em Roma, estabeleceram-se princípios de governo fundamentados no conceito de ordem. A Igreja Católica Romana estabeleceu diretrizes para sua atuação doutrinária e os princípios de hierarquia. Em virtude do processo produtivo, a exigência de maior organização fez surgir indústrias, reorganizando a produção artesanal nas famílias, exigindo, pois, estudos formais voltados à administração, tendo isso ocorrido, principalmente, com a Revolução Industrial, na Inglaterra, nos séculos XVIII e XIX. A teoria administrativa do século XX está respaldada no desenvolvimento das escolas: a clássica, a psicossocial e a contemporânea. A escola clássica foi representada por três movimentos:  A administração científica de Taylor, que estabelece o caráter científico dos processos produtivos e a eficiência na empresa. Criador da administração científica, preocupa-se com o controle e a racionalização do trabalho, dando ênfase ao capital. Taylor buscava determinar cientificamente os melhores métodos para a realização de qualquer

sendo críticas. defendia a necessidade de uma hierarquia definida e governada por regulamentos e linhas de autoridade claramente definidos. no método dialético e nas abordagens de ação. propondo uma estrutura de poder e autoridade. apresentando também os princípios da divisão de trabalho. A escola psicossocial apresenta a abordagem das relações humanas.  a educação e o desenvolvimento científico do trabalhador. desde que se compreendesse seus princípios básicos. Essa escola concebe a organização como um sistema orgânico e natural. Taylor baseou sua filosofia em quatro princípios básicos:  o desenvolvimento de uma verdadeira ciência da administração. o comando. que pode ser ensinada. contrapondo-se ao critério da eficiência econômica trazida pela escola clássica e no comportamento administrativo de Bernard e Simon. ou seja. a administração e a qualidade de vida humana dos participantes. em função da instabilidade econômica e política em nível internacional. treinar e motivar os trabalhadores. surgiram questionamentos. que propõe a previsão. portanto. considerando. no intuito de ser possível determinar o melhor método para realizar cada tarefa. representadas por Elton Mayo e outros. preocupando-se com a integração funcional em função dos objetivos organizacionais. a fim de que cada um deles ficasse responsável pela tarefa para a qual fosse mais bem habilitado.Modelos de Gestão: Qualidade e Produtividade tarefa e para selecionar. Fayol se interessava pela organização total e acreditava que a administração era uma habilidade como qualquer outra. com base na fenomenologia.  A administração como ciência. levando a novas perspectivas teóricas da administração. vinculando os atos e fatos administrativos à relevância humana. a coordenação e o controle como suas fases fundamentais. no existencialismo.  a cooperação íntima e amigável entre a administração e os trabalhadores.  a seleção científica dos trabalhadores. a organização. 12 . entretanto. imbuídos de suas próprias opções existenciais. de Henri Fayol. A escola contemporânea surge no início da década de 1980 e. mantendo. avançando em relação à escola clássica. os critérios da eficiência e eficácia. segundo Hora (2000).  A administração burocrática de Max Weber. mas relacionado ao sistema de decisões.

13 . está implícita a postura participativa dos responsáveis pela administração. do valor. de estar voltada apenas ao atingimento de metas internas e passa a um nível mais amplo. compromisso com objetivos sociais e políticos da comunidade. preocupando-se com o desenvolvimento socioeconômico e a melhoria das condições de vida humana. Já a contemporânea elege como critério a efetividade – mensuração da capacidade de produzir solução pelos participantes da comunidade.” (HORA. o grau que se imprime ao processo administrativo de participação. “A relevância humana é um critério eticamente filosófico e antropológico. Dessa forma. das políticas e objetivos institucionais) e ambiente (orienta as ações de acompanhamento do projeto). em termos de critérios adotados pelos teóricos da escola clássica. seja educacional ou não. atentando às características e aos valores dos grupos de indivíduos. a efetividade se sobrepõe à eficiência. Há. Critérios esses analisados na administração. movimentos político-sociais. Aquelas definem eficiência – produzir o máximo com o mínimo de recursos e tempo e alta produção – e eficácia – atingir os objetivos voltados aos interesses organizacionais. de democracia e de solidariedade é que ampliará as possibilidades de promoção de qualidade de vida humana. Reflexos na educação brasileira Nessa concepção teórica. da psicossocial e da contemporânea. com base nas teorias críticas. abrangendo externamente. utiliza na relação: finalidade (definição da filosofia. pois refletem diretamente no sistema educacional. 2000. da importância e da pertinência dos atos e fatos administrativos para a vida dos participantes. Dessa forma. com vistas à realização plena desses. deixa a organização. além dos tradicionais conceitos de eficiência e eficácia (restritos à dimensão organizacional) os de efetividade e congruência. Estes dois últimos são conceitos que buscam situar a organização no seu ambiente. p. aqui. Assim. quando enfoca a elaboração do planejamento. 40). cuja medida se dá em termos do significado. Bordignon apud Ferreira e Aguiar (2000). Aí. estabelecendo como critério-chave a relevância humana na orientação dos atos e fatos administrativos. à administração educacional e ao administrador cabem um outro papel: o de coordenador da ação.Historicizando brevemente: da administração empresarial à gestão democrática Critérios adotados nas diversas escolas Cabe destacar a diferença significativa.

parece situar-se em uma falha de natureza administrativa. “a administração escolar é uma das aplicações da administração geral. p. Ainda. 1978. Pode. uma vez adaptados. meios e objetivos semelhantes” (RIBEIRO. que a administração escolar fica sendo vista pelos educadores como decorrente. 11) 14 . Ocorre. possivelmente da escola em geral. entretanto. assim. mera aplicação da administração geral. em sua maioria. à medida que é pela educação que o ser humano atualiza-se como sujeito histórico. mesmo que implicitamente. desde que se faça uma análise crítica e se proceda à adequação dos conceitos e teorias à realidade escolar brasileira. em termos do saber produzido pelo homem em sua progressiva diferenciação do restante da natureza. com cultura própria. 95). a fim de que sejam atendidas as crescentes demandas quantitativas e qualitativas da sociedade atual. Assim. não constitui absurdo ou heresia utilizar conhecimentos desenvolvidos em outra realidade. e foram aplicadas nas escolas brasileiras. p. qual seja. ou mais ainda. a sua incapacidade de ajustar-se às exigências da vida contemporânea. processos. A produção teórica sobre administração escolar no Brasil. acaba adotando os princípios administrativos utilizados nas empresas capitalistas. segundo Paro (1997. 7). pois seus métodos e técnicas podem ser aplicados em qualquer organização. ajustamento esse que requer. Nessa visão. essa visão de administração traz à luz uma dimensão restrita. p. realizada por pessoas qualificadas. 1978. (ALONSO. A citação a seguir evidencia o que acabamos de dizer: A problemática central da escola brasileira. valorizando somente os aspectos administrativos. a teoria da administração escolar situar-se historicamente e desenvolver sua função crítica. retomando a especificidade da administração vinculada à natureza da educação. tipos. necessariamente. descontextualizados sociopolítico e economicamente. denotando que simplesmente copiaram-se os conceitos e as teorias desenvolvidas para outra realidade. ambas têm aspectos. Segundo Paro (1993). ação organizada e planejada. pois a natureza do processo educativo é diversa da natureza do processo produtivo. a administração geral passa a ter validade universal. Tais objetivos têm a ver com a própria construção da humanidade do educando. administrar uma escola não significa apenas aplicar técnicas e métodos desenvolvidos para empresas que não têm qualquer propósito com a realização de objetivos educacionais. nas possíveis soluções aos problemas.Modelos de Gestão: Qualidade e Produtividade Tratamos até aqui das teorias da administração influenciadoras da teoria da administração escolar brasileira. e não educacionais.

e principalmente pelo referencial bibliográfico utilizado. de uma gestão educacional que possibi15 . ressaltando a transferência dos princípios e métodos da Teoria Geral da Administração Empresarial para a Administração Escolar. comprometida com os objetivos e interesses da classe capitalista. usando inclusive o termo gestão como predomínio ao de administração. obscurecendo a análise dos condicionantes da educação. Maria de Fátima Félix e Vítor Paro. p. política e social. Outros buscam a ressignificação dos conceitos da administração da educação. pois. 81-82). isentas das determinações econômico-sociais. de cidadania. Félix deixa em suas colocações a clareza de que a administração é um instrumento que. vamos também encontrá-las na gestão da educação. Querino Ribeiro e Myrtes Alonso e. Nesse contexto. no primeiro momento. ao desconsiderar esses elementos essenciais. de sociedade. no segundo. citaremos. que detém o poder político e econômico na sociedade brasileira.Historicizando brevemente: da administração empresarial à gestão democrática Após essas colocações. Assim como Paro. São autores que a remetem no sentido de reprodução e de justificativa para a sua utilização como gestão empresarial. mediante o contexto das transformações que estão a ocorrer na chamada sociedade do conhecimento. como pudemos perceber nesta unidade e procuraremos elucidar mais ainda na próxima. é importante retomarmos a colocação de Paro. As normas técnico-administrativas que são propostas como normas para o funcionamento do sistema escolar constituem um produto desses condicionantes. elas são adotadas e implementadas como se fossem autônomas. a fim de assegurar a manutenção do status quo. No entanto. Da mesma forma que encontramos visões diferenciadas em concepções da administração escolar. 1984. Diversos são os estudos e para isso vasta a literatura que nos apoia na posição e no acreditar. dependendo dos objetivos a ela destinados. pode servir à conservação apenas do que já está posto e estatuído pela classe dominante como também pode articular-se para a transformação social. destacando a especificidade da administração e da escola e a adequação de conceitos e teorias. De fato. pois se trata de instituição educacional. quando abordaremos o papel da administração e do administrador. assume a administração escolar uma postura acrítica a serviço dos interesses e necessidades do capital. (FÉLIX. destaca dois momentos distintos: o primeiro. são omitidas as suas articulações com as estruturas econômica. A bibliografia especializada em administração escolar. e no segundo momento verifica-se uma crítica a essa primeira abordagem e a apresentação de novas propostas voltadas à transformação social. e aí voltamos à concepção de homem. na medida em que a prática da administração escolar é tratada do ponto de vista “puramente” técnico.

Relaciona-se com a atividade de impulsionar uma organização a atingir seus objetivos. É indubitável sua importância como fonte de humanização. constituindo-se na gestão democrática. p. 2008) O caminho para a mudança será construído no dia a dia. p. A gestão democrática da educação é.Modelos de Gestão: Qualidade e Produtividade lite a participação ativa e efetiva de toda a comunidade escolar no processo de tomada de decisões. que é a educação. Uma escola que se propõe a possibilitar a formação para a cidadania deve ter. É indubitável sua necessidade para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. hoje. construir coletivamente a sua cidadania. 306-7) Texto complementar Da administração escolar à gestão educacional e escolar: um longo caminho de mudanças (SANTOS. Constitui-se de princípios e práticas decorrentes que afirmam ou desafirmam os princípios que as geram. a gestão democrática. afirma Ferreira (2000. é organização. 1980. a formação humana de cidadãos. assim. mas são princípios sociais. seu verdadeiro papel político-institucional. um valor já consagrado no Brasil e no mundo. hoje. Gestão é administração. por pressupostos teóricos fundamentais. visto que a gestão da educação é responsável por garantir a qualidade de uma “mediação no seio da prática social global” (SAVIANI. que se constitui no único mecanismo de hominização do ser humano. embora ainda não totalmente compreendido e incorporado à prática social global e à prática educacional brasileira e mundial. é tomada de decisão. p. Estes princípios. (FERREIRA. superou a fase de transposição dos princípios e métodos da Teoria da Administração Empresarial para a Administração Educacional e encontrou respaldo na participação de todos os integrantes da escola. não são intrínsecos à gestão como a concebia a administração clássica. é direção. (FERREIRA. entretanto. cumprir sua função. 2000. a autonomia da escola e a construção coletiva do Projeto Político-Pedagógico. à medida que vamos compreendendo os problemas educacionais. assim. e no nosso entendimento. desempenhar seu papel. 2000. 304). É indubitável sua importância como um recurso de participação humana e de formação para a cidadania. p. Neidson Rodrigues 16 . 120). 167) A gestão da educação. podendo. Vemos. a escola como cumpridora de sua função social.

Gutenberg inventou a imprensa de tipos móveis de metal. no comércio etc.. as novas formas de energia. econômico. ocorreu o êxodo em massa para as cidades. o que exige nova parceria entre a educação e os negócios. mas entre “intelectuais” e “gerentes”. acentuadamente. O grande desafio filosófico e educacional é transcender essa dicotomia. especialmente com o Oriente Médio.] Para Drucker (1993). iniciada com o motor a vapor. a Revolução Industrial. em particular as do conhecimento.] As mudanças levam a uma nova dicotomia de valores. há 300 anos. na Europa. incluindo as cerâmicas. porque toda instituição deve tornar-se um educador. [. religioso e. Em meados do século XV. aconteceram a Reforma Protestante de Lutero. Nos tempos atuais. sons. o de que não se pode limitar a educação apenas ao trabalho da escola. os segundos imporiam-se com pessoas e trabalho. por novos materiais. a biotecnologia provocou profundas modificações na agricultura e na indústria química e farmacêutica.. Dowbor (1997) aponta os grandes eixos dessas mudanças que atingem o início do século XXI:  O progresso tecnológico – a informática revolucionou todas as áreas.Historicizando brevemente: da administração empresarial à gestão democrática [. Um novo mundo surge a cada 30 ou 40 anos e os jovens não conseguem entender como seus pais e avós viviam. Enquanto os primeiros se preocupam com palavras e ideias.. não literária e científica. surgindo. tecnológico. deve existir para aceitar e propor mudanças. No fim do século XX apareceram os sofisticados meios de comunicação e a informática. no educacional. em todos os aspectos: social. imagens. de um dia para o outro. supercondutores e variados tipos de plásticos. O mesmo autor nos faz um alerta. são aplicadas na medicina. Adam Smith escreveu A Riqueza das Nações. de usos e costumes. 17 . a educação mudará mais do que já mudou desde a criação da escola “moderna”. as telecomunicações transmitem mensagens. em grande volume e com impressionante rapidez e eficácia. os grupos sociais diferentes e o comércio entre os povos mais distantes. Tais fatos provocaram importantes e significativas transformações no mundo. especialmente o “laser”. passamos de uma sociedade industrial para uma sociedade de serviços. isto é. posteriormente. político. No século XIII...

em meio século. e no século XX foi o norte-americano dos Estados Unidos.. designados pela sigla “Bric”: Brasil. Atualmente. o destaque foi britânico. para não se manter à margem da tecnologia e do mercado.  Um mundo sem fronteiras econômicas – a transferência de dinheiro.Modelos de Gestão: Qualidade e Produtividade  A internacionalização – o processo de globalização responsável por boa parte dos avanços tecnológicos. estão se destacando três blocos comerciais: Europa unificada. não ouvimos falar de guerras. acontecimentos políticos e sociais etc. Coreia e China. as Américas e os países asiáticos.. como a informática e. Índia e China. Rússia. em especial. em todo o mundo. a previsão é que o próximo será dos países orientais. Se. catástrofes.  A urbanização – apesar de fenômeno discreto.  As polarizações – a distância entre ricos e pobres ultimamente vem aumentando a um ritmo não conhecido em épocas anteriores. Não se pode falar hoje em educação escolar sem o uso das modernas tecnologias. Ao sistema educacional não pode bastar um número limitado de informações. liderados por Japão. pela globalização.  Três passos para uma economia única – embora se proponha uma economia mundial única.  A nova sociedade de serviços – há consenso quanto à mudança de uma sociedade industrial para uma sociedade de serviços.  A dimensão do Estado Moderno – a modernização institucional e política determina a opção pelo neoliberalismo. em que as demandas educacionais serão muito grandes e exigirão novas meto18 . pelos meios modernos de comunicação. a internet. no comércio do século XIX.. alterou a natureza das transações e do comércio mundial. Dryden e Vos (1996) indicam as tendências que moldarão o mundo de amanhã:  A era da comunicação instantânea – grande capacidade de armazenamento de informações e de torná-las disponíveis em diferentes formas para todos os lugares e a qualquer momento. vem provocando o êxodo rural. os chamados “tigres asiáticos” e/ou outros emergentes. nós os vemos diretamente no momento em que acontecem.

e que exigirão uma educação que os habilite a ser seus próprios gerentes. hoje ocorre a divisão em pequenas equipes de projeto. Boa parte trabalhará:  projetos específicos. A educação sempre acompanhou o método industrial de produção. A globalização torna os países 19 . divulgadores e comunicadores. por provas ou testes padronizados. consequentemente. fazendo o que lhes apraz. a voracidade e a ganância. os currículos atuais ainda são divididos em matérias e disciplinas. A presença feminina está mudando a filosofia das empresas e o encaminhamento dos negócios.  A década do cérebro – nos anos 1970 ocorreu a explosão espacial. discussão.  Mulheres na liderança – no emprego. A nova empresa exige mais o raciocínio criativo e habilidades conceituais.Historicizando brevemente: da administração empresarial à gestão democrática dologias de ensino. fazendo desaparecer a hierarquia piramidal. hoje em pleno declínio. nos fins de semana ou em temporadas (turismo e outras formas de lazer). na maioria das vezes.  A nova era do lazer – as expectativas de vida aumentaram e. conhecimento. o uso do homem-cérebro: a aprendizagem exige raciocínio.  De grande a pequeno – na economia industrial tradicional.  A forma mutável do trabalho – atualmente. autônomas e com gerência própria. com dois ou três dias por semana. leitura. normalmente por períodos curtos.  grupos familiares.  trabalhadores em meio período e sazonais. para se trabalhar em unidades em um semestre ou em um ano letivo e avaliar. nos anos 1990. há uma tendência de diminuir o número de adultos em idade de trabalho em emprego em tempo integral nas empresas tradicionais. o lazer é bastante valorizado. Por isso. predominavam as grandes empresas com administração centralizada. nos serviços administrativos essenciais. nos anos 1980. aumento significativo de mulheres em posições de liderança no mundo todo.  Nacionalismo cultural – a economia única cria um contramovimento denominado nacionalismo cultural. especialmente nos países desenvolvidos.

A própria educação. A geração com mais de 60 anos representa um dos maiores recursos não explorados para o futuro da educação.  A crescente subclasse – nas cidades grandes. educação continuada. arte e história. conforme dados da U. o mesmo ocorre com o capitalismo estilo “jogo de cassino”. a subnutrição. Grandes empresas surgiram para “fornecer” educação e saúde. por exemplo. honorários flexíveis. distribuição de lucros. a falta de perspectiva. Os empresários financiam cursos para o desenvolvimento profissional dos funcionários. com direito a escolher os melhores produtos e serviços. e lei com advogado. a dependência às drogas. posse de ações. sem autoestima. divisão de tarefas.Modelos de Gestão: Qualidade e Produtividade economicamente independentes. com muitas jovens que engravidam precocemente e se casam sem preparo. envolve assumir o controle da própria vida. que sofre o preconceito de toda ordem. para alguns. em 1950 passou para 75 anos. National Center for Health Statistics (DRYDEN. Ambos estão sendo substituídos pelos novos conceitos de “empreendimento corporativo”: parcerias. torna-se uma escolha pessoal. o desemprego.  A nova onda do “faça você mesmo” – a confusão da estrutura com o funcionamento é um fenômeno típico da era industrial. porém cresce o desejo de cada povo de valorizar sua língua. A expectativa de vida nos Estados Unidos. equipes de projeto etc. O consumidor é o “rei”. o fracasso escolar. dança. saúde com tratamento de doença e hospital. Quanto mais a tecnologia se desenvolve. 1996). especialmente na periferia. a violência. mais do que pintar a casa e cuidar do jardim. VOS. linguagem.  Empreendimento cooperativo – o comunismo soviético entrou em colapso na década de 1990. valorizam-se as potencialidades e responsabilidades individuais.S. maior deve ser o esforço para manter a nossa herança cultural: música. o que ocasionou a confusão de educação com instrução. suas raízes e cultura. O slogan “faça você mesmo”.  O triunfo do individualismo – em todo o mundo. 20 . vegeta uma subclasse de pessoas presas em um ciclo autoperpetuador: sem poder de ganho.  O envelhecimento da população ativa – o perfil demográfico está mudando. que em 1860 era pouco mais de 40 anos.

transferir. [. Há nas escolas uma cultura que impede – e ao mesmo tempo rechaça – qualquer proposta de reformas. os mais atuantes e reconhecidos no país na área de Gestão Educacional.. muitas vezes.. Jamil Cury.gov. conta com a participação de educadores e também autores.. ou seja. possibilita uma visão histórica da caminhada da gestão democrática. planejadas com critério. e mais importante ainda. além de facilitar o entendimento do processo histórico traz à tona a discussão da conceituação.br/pesquisa/PesquisaObraForm. Isaura Beloni..Historicizando brevemente: da administração empresarial à gestão democrática [. A educação deve ser a problematizadora e rompedora dos esquemas verticais de ensino característicos da “educação bancária”. Atividades 1. A contribuição dos educadores referidos.] A escola precisa encarar a mudança como necessidade e não só transmitir conteúdo aos alunos – o que Paulo Freire (1975) denominou de “educação bancária”. o ato de depositar. Disponível em: <http://www. como: Vitor Henrique Paro.] Dica de estudo O vídeo Princípios e Bases da Gestão Democrática (parte 1). Ilma Passos e outros. transmitir valores e conhecimentos como em uma operação financeira mecânica e informatizada. Analise o texto e responda: qual foi a real necessidade do desenvolvimento das teorias administrativas? 21 . com imagens verídicas. isto é.dominiopublico. a compreensão do que vem a ser gestão democrática.jsp>.

Modelos de Gestão: Qualidade e Produtividade 2. A partir da leitura da aula. 22 . psicossocial e contemporânea. faça uma síntese dos elementos mais significativos das escolas: clássica.

Historicizando brevemente: da administração empresarial à gestão democrática 23 .