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O direito romano após a queda de Roma

Quando o centro do império foi transferido para o Oriente grego no século IV,
muitos conceitos jurídicos de origem grega apareceram na legislação oficial
romana. A influência é visível até no estatuto pessoal e no direito de família,
áreas do direito que tradicionalmente evoluem mais devagar. Por exemplo,
Constantino introduziu restrições ao antigo conceito romano de patriapotestas,
ao aceitar que pessoas in potestate pudessem ter direitos de propriedade.
Seus sucessores foram além, até que Justiniano finalmente decretou que uma
criança in potestate passaria a ser dona de tudo que adquiriss e, exceto quando
adquirisse algo de seu pai. O Corpus juris civilis de Justiniano continuou a
serbase da prática jurídica no império ao longo da história bizantina. Leão III, o
Isauriano, promulgou um novo código, a Ecloga, no início do século VIII. No
século seguinte, os imperadores Basílio I e Leão VI, o Sábio, providenciaram
uma tradução combinada do Código e do Digesto de Justiniano para o grego, a
chamada Basilica. O direito romano , preservado nos códigos de Justiniano e na
Basilica, continuou a ser a base da prática jurídica na Grécia e nas cortes da
Igreja Ortodoxa Oriental até mesmo após a queda do Império Bizantino e sua
conquista pelos turcos. Também formaram a base do FethaNegest, que
vigorou na Etiópia até 1931.

Na primeira instância do Império Romano do Oriente ficou conservada a


influência romana, mantendo o latim como língua oficial do Estado, conservado
a estrutura e as denominações das instituições político -administrativas
romanas etc. A predominância étnica e cultural grega e asiática, acab ou
prevalecendo a partir do século VII.

Nos séculos IV e V, houve muitas invasões bárbaras (visigodos, hunos e


ostrogodos) que foram desviadas para o Ocidente mediante o emprego da
força, da diplomacia ou pelo pagamento de tributos, meios usados pelos
bizantinos durante séculos para sobreviver.

Essas ameaças externas desestabilizaram o Império Bizantino, que já tinha


muitos problemas por questões religiosas que também envolviam divergências
políticas.

No século VI, Bizâncio teve no reinado de Justiniano (5 27 - 565d.c.) um dos


períodos marcantes: a ³primeira idade de ouro´ segundo Paul Lemerle.
Empenhado em reagir contra a orientalização do Império e o domínio do
Ocidente pelos bárbaros, imprimiu a seu governo duas diretrizes básicas: a


  
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consolidação da autoridade imperial e a reconstituição do antigo Império
Romano, mantendo o Mar Mediterrâneo como eixo da economia imperial.

Justiniano conservou ou restabeleceu os quadros administrativos romanos em


todo o Império.

O Direito Romano foi revisado e atualizado, para fortalecer juridicamente as


bases do poder imperial e dotar o Estado de um sistema jurídico eficiente. O
resultado desse trabalho é conhecido pela denominação de Corpus Juris
Civilis, que influenciou diretamente grande parte de nosso Código Civil,
compreendendo quatro partes:

- O Código de Justiniano (NovusJustinianusCodex), que continha toda a


legislação romana revisada desde o Imperador Adriano (117 dc a 138 dc)

- ODigesto ou Pandectas, que incluía um sumário da jurisprudência romana;

- As Institutos, que constituíam um resumo para ser utilizado pelos estudiosos


de Direito;

- As Novelas ou Autênticas, que reuniam as novas leis de Justiniano.

A importância do Corpus Juris Civilis foi avaliada assim por Genicot e


Houssiau: ³Foi neste Corpus Juris Civilis, obra-prima do Direito Romano, que
os legistas da Idade Média e dos Tempos Modernos estudaram esta ciência, e
foi também ele que serviu de base aos nossos códigos atuais.´ (Le Moyen Age,
Coleção Histoire et Humanités)

Como visto em aula, a tradução de Corpus Juris Civilis aponta diretamente


para o Código Civil, mas dentro dele estavam também normas de direito
administrativo, penal, tributário, etc. Formando assim um grande compilado de
Leis e, por que não dizer ideias utilizadas para a manutenção do Direit o na
atualidade. A influência é tão importante que em alguns textos mostram a
formação atual do direito como que moldado a partir deste código,
transformando e adaptando conforme nossos costumes e cultura.

Foi Napoleão, na França quem primeiro traduziu est e código, separando-o em


Civil, Tributário, Penal, etc...

Desde então, até os tempos atuais foram acrescidas outras nomenclaturas,


devido as necessidades dos tempos atuais: como Direito Previdenciário, Direito
Autoral, Direito Ambiental, Direito Aeronáutic o, etc...



  
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