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Hermenêutica e Interpretação Constitucional:

métodos e princípios
1) CONCEITOS

O QUE É HERMENÊUTICA? É o exame do saber sobre os pressupostos,


a metodologia e a interpretação do direito. Esta ligada à mitologia greco-
latina. O Deus Hermes era um mensageiro dos deuses, era a divindade
incumbida de levar a mensagem dos homens aos deuses e a mensagem
dos deuses aos homens. A interpretação em geral, e a interpretação
jurídica, é uma atividade de mediação comunicativa, que é muito
importante o estudo que vamos desenvolver.

Em qualquer campo da hermenêutica, esse exame será uma forma de


comunicação mediativa. O intérprete do direito mediará a relação que
existe entre o sistema jurídico e a sociedade. A lei não fala, o intérprete é
que faz a lei falar, sendo portando uma espécie de “médium”.

A hermenêutica constitucional será entendida como o saber que se


propõe a estudar os princípios, os fatos, e compreender os institutos da
Constituição para colocá-la diante da sociedade. O poder constituinte é o
responsável pela criação da Constituição. O poder constituinte pode ser
visualizado como um emissor de uma mensagem, ou conjunto de
mensagens (Constituição) normativas, que organizam o Estado e definem
os direitos fundamentais. Noutro pólo da relação comunicativa, podemos
colocar a sociedade/comunidade jurídica que seria a receptora desse
conjunto de mensagens normativas, estabelecendo aqui a RELAÇÃO
COMUNICATIVA. A interpretação constitucional, feita pelos intérpretes da
Constituição, vem mediar a relação comunicativa entre os dois pólos ⇒
Relação circular ⇒ circularidade hermenêutica. Isso faz com a
Constituição se concretize no âmbito da sociedade.

A hermenêutica constitucional é guiada por métodos. Dentro da teoria do


conhecimento o método é a forma de ser alcançar o conhecimento. Uma
polêmica desde já instaurada é aquela relativa à existência de métodos
próprios (constitucionais) para essa análise, ou se esses métodos podem
ser os mesmos utilizados pela hermenêutica jurídica. Para o professor
Ricardo Maurício Freire Soares1, podemos afirmar que a interpretação é
específica para a Constituição, que os métodos utilizados são específicos,
podendo utilizar os métodos clássicos observando-se aqueles.
2) MÉTODOS DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL

• MÉTODOS CLÁSSICOS ⇒ esses métodos foram legados por Savigny


(que foi um grande jurista Alemão do século XIX) – segundo esse método
foi sistematizado os métodos abaixo descritos, os quais não são
excludentes; para que uma interpretação seja bem feita, é necessário que
esses métodos sejam sincretizados para se poder delimitar o sentido e o
alcance das normas constitucionais:

- Método Gramatical – consiste na busca do sentido literal ou textual da


norma constitucional. Esse método hoje na hermenêutica jurídica e
constitucional deve ser apenas o ponto de partida no momento da
interpretação de uma norma, porque muitas vezes interpretando ao pé da
letra, podemos chegar a soluções hermenêuticas injustas (dura lex, sed
lex);

- Método Sistemático – é aquela interpretação que busca correlacionar


todos os dispositivos normativos de uma Constituição, pois só
conseguiremos elucidar a interpretação a partir do conhecimento do todo,
não podemos interpretar a Constituição em “tiras” e sim como um todo.
Hans KELSEN tem a visão do sistema jurídico que seria naturalmente
uma pirâmide normativa, na qual temos no topo a Constituição, abaixo
vêm a legislação, logo abaixo os atos administrativos, e posteriormente os
contratos e decisões. Todos esses componentes da pirâmide tem que ser
interpretados juntamente com a Constituição, todas as normas jurídicas
devem ser lidas e relidas através da Constituição, sendo denominado de
FILTRAGEM HERMENÊUTICA – para o neoconstitucionalismo. A nossa
CF/88 foi inspirada na Constituição Portuguesa de 1976 – J.J.
CANOTILHO.

- Método Histórico – consiste na busca dos antecedentes remotos e


imediatos que interferiram no processo de interpretação constitucional.
Para entendermos o sentido atual precisamos entender o “passado”
desses institutos. Ex: se eu desejasse interpretar a CF/88 utilizando o
método histórico e buscando um antecedente histórico, eu poderia buscar
na Constituição de 1824, 1946, 1967 etc., pois estudando essa evolução,
chegaríamos ao entendimento de como chegamos à Constituição atual.
Poderíamos também estudar os trabalhos da constituinte de 1987. A
CF/88 muitas vezes procura atrelar valores antagônicos, pois em 1987 o
mundo ainda era bipolar, via a dicotomia socialismo X capitalismo. Essa
dicotomia se concretizou no texto da Carta Magna de 1988. Outro
exemplo da interpretação histórica é a existência de tantas normas de
aplicabilidade limitada, cuja produção de seus amplos efeitos demanda a
produção ou criação ulterior de legislação infraconstitucional. Esse método
nos permite entender porque a CF/88 é prolixa, pois a constituinte de 1987
foi realizada durante um processo de redemocratização de mais de 30
anos de ditadura e havia na sociedade um grande anseio de positivar
direitos na Constituição como forma de protegê-los, chegando a prever
algumas coisas que não necessitavam estar ali, como exemplo, o artigo
que fala do Colégio Pedro II que pertence à ordem federal.

- Método Sociológico – busca adaptar a Constituição à realidade social.


Desenvolveu-se no final do século XIX com o surgimento da sociologia.
No campo da interpretação constitucional o método sociológico busca a
efetividade, a eficácia social para que não se abra um abismo entre a
norma e conjunto dos fatos sociais. O conceito de KELSEN passa a ser
revisto, pois as mudanças na sociedade passam a ser observadas. Um
exemplo disso é a norma que fala que o salário mínimo deve prover as
necessidades básicas; essa norma poderia ser considerada
inconstitucional no âmbito da interpretação sociológica, pois não disse
quanto é o valor desse salário, e evidentemente que hoje temos normas
regulando o valor do salário, o qual não consegue cumprir esse preceito
de atender a TODAS as necessidades básicas.

- Método Teleológico ou finalista – busca realizar a finalidade das normas


constitucionais, muitas vezes superando a realidade descrita na norma. A
interpretação teleológica se desenvolve sobre tudo sobre os princípios
constitucionais Ex: no sentido da expressão “casa” para a inviolabilidade
do domicílio, pode ser estendida a qualquer domicílio, inclusive
profissional, ex: escritório de advocacia.

• MÉTODOS DA NOVA HERMENÊUTICA CONSTITUCIONAL – que não


excluem os anteriores, passando a conceber a Constituição como um
conjunto de normas que precisam evoluir juntamente com a sociedade:

- Método Tópico-problemático – nos foi legado pelo autor Viehweg – foi


um grande pensador da segunda metade do século XX. A Tópica é um
estilo de pensamento voltado para a busca priorizada do exame do caso
concreto, para a partir daí, escolher uma das opções interpretativas, e
posteriormente buscar fundamentar a sua decisão. Visão totalmente
contrária ao positivismo, pois segundo este método a conclusão seria
lógico-dedutiva, sendo que primeiro devemos observamos o caso
concreto e depois buscar a norma que se adequasse a ele;

- Método Hermenêutico-concretizador – nos foi legado por Konrad HESSE


– na visão desse pensador, autor da obra A FORÇA NORMATIVA DA
CONSTITUIÇÃO – o papel do intérprete da Constituição seria um papel
construtivo, ativo no desenvolvimento do processo hermenêutico. Diz ele,
que além de elementos objetivos que devem ser extraídos da realidade
social, também elementos subjetivos devem ser agregados ao sentido
mais justo do sentido aplicado à Constituição, posição de protagonista
dentro do processo hermenêutico, concretizando o melhor sentido da
norma constitucional. Para HESSE a norma é um produto da interpretação
constitucional. Esse processo hermenêutico seria conduzido pelo que ele
denomina de pré-compreensão – conjunto de valores, visões de mundo,
crenças que o intérprete incorpora na sua própria consciência dentro de
seu espaço interpretador, mergulhado numa cultura, num conjunto de
valores num dado contexto histórico-cultural. Exemplo: o tema sobre O
DIREITO À MORTE DÍGNA – a doutrina e a jurisprudência mesmo diante
da proibição da eutanásia, estão diante de uma realidade histórico-social,
que talvez permita a realização da morte digna, reconhecendo que um
paciente em estado terminal retire sua própria vida em nome da
dignidade, e como argumento a favor, poderia se utilizar da idéia de que
assim estaria realizando um direito mais justo;

- Método científico-espiritual – referido na obra de Rudolph SMEND – J.J.


Gomes CANOTILHO sistematiza muito bem esse autor e outros – busca
potencializar a concretização de soluções hermenêuticas conciliatórias,
sugere, incentiva a busca de soluções que possam promover a coesão
político-social. Não podemos interpretar a CF/88 de forma que venha a
desagregar politicamente e socialmente a nação. O uso de medidas
provisórias do art. 62 do CF pelo Presidente da República, que é usado de
forma abusiva em casos que não há relevância e nem urgência. O
interprete da Constituição, até mesmo o STF, deve buscar controlar essas
medidas, que não só estariam ofendendo os requisitos do art. 62, como
também declarando a inconstitucionalidade dessas normas. Assim estará
impedindo que o Poder Executivo invada a esfera do Poder Legislativo.
Mas às vezes esses métodos podem ser utilizados para promover
soluções conciliatórias na sociedade, para impedir “convulsões” entre
grupos de nossa sociedade, ex: a delimitação contínua das reservas
indígenas, com a permissão para as forças armadas adentrarem a reserva
para fins de segurança nacional.

- Método normativo-estruturante – referido por MÜLLER – muito estudado


por CANOTILHO – a idéia aqui é que o conceito de norma constitucional é
um conceito muito mais amplo, podendo ser visualizada sobre uma
dúplice perspectiva: a) norma constitucional como texto normativo (ou
programa normativo – concretizando a Carta Magna como um produto da
interpretação, que é uma atividade mediadora e concretizadora de
finalidades – pensamento de HESSE – o texto da norma constitucional é a
apenas a ponta do iceberg) e b) norma constitucional com âmbito
normativo. Conceber a idéia de que o cidadão tem o direito de não aceitar
atos abusivos do poder público.

O desenvolvimento de novos métodos de interpretação das normas


constitucionais justifica uma interpretação constitucional singularizada,
pois as normas constitucionais possuem uma abertura (coloquialidade)
muito grande, aplicando a abertura semântica, convidando o intérprete a
achar o sentido que mais se adeque a cada situação específica. As
normas constitucionais são dotadas de grande carga política. Essa
interpretação se vale dos métodos de interpretação clássicos e também
dos novos métodos.

3) O NEOCONSTITUCIONALISMO E A VALORIZAÇÃO DOS NOVOS


PARADGMAS DE INTERPRETAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES.

O NEOCONSTITUCIONALISMO permite que enxerguemos a Constituição


como um conjunto de normas atreladas aos fatos e valores sociais. O
intérprete da Constituição é bastante valorizado no âmbito do
neoconstitucionalismo. Nesse ponto, surge o tema polêmico do ATIVISMO
JUDICAL.

O ATIVISMO JUDICIAL ⇒ os críticos desse ativismo dizem que o poder


judicial não poderia dar uma interpretação mais aberta por ferir princípios,
sobretudo o da separação dos poderes. Autores como o professor Ricardo
Maurício Freire Soares2, não concordam com isso, dizendo que essa
interpretação não estaria de acordo com o neoconstitucionalismo. Não se
argumenta contra o ativismo judicial porque ele é um modo de
exteriorização pela via hermenêutica da valorização dos princípios
constitucionais. A segurança jurídica não pode ser considerada um dogma
absoluto a luz da interpretação mais extensiva da Constituição. O
argumento que quer fulminar a possibilidade do ativismo judicial, além da
separação do poder e da proteção aos direitos fundamentais, seria o de
que o poder judicial não poderia suspender os efeitos de uma lei ou
impugnar a produção dos efeitos de um ato administrativo, pois ele não é
eleito pelo povo. Esses mesmos autores dizem ser esta uma visão
equivocada, entendendo que o poder judiciário é legitimado para
interpretá-la de forma mais digna e justa, previsão feita na própria
Constituição. Quem estabeleceu isso foi o poder constituinte que emana
do povo, ou seja, o povo legitimou o poder judiciário a ser o guardião da
Constituição.
Também não se argumente que os processos judiciais são processos
pouco transparentes ou fechados. Eles são abertos, contendo o direito
subjetivo de ação, onde as decisões são controladas, pois as pessoas
podem recorrer a uma instância superior buscando uma mudança da
decisão. Busca-se um DESENVOLVIMENTO ABERTO DA ORDEM
JURÍDICA ⇒ refere-se a uma possibilidade de uma interpretação
constitucional que pode a todo o momento, adaptar-se aos novos fatos e
valores sociais e consequentemente atualizar o sistema jurídico às
exigências da sociedade.

Não podemos mais aceitar uma interpretação retrospectiva e sim uma


interpretação PROSPECTIVA que valoriza a vontade da Constituição, um
significado sempre atual, sempre arejado do sistema constitucional ⇒ isso
é o que a doutrina denomina de MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL – é um
mecanismo de reforma informal da Carta Magna, que nada mais é do que
o processo hermenêutico de adaptação da CF conforme a realidade social
de cada “época” sem modificar o seu texto, mas não é isso o que
acontece, temos diversas Emendas constitucionais e alterações que
corroem a sua força normativa. Essa proposta é muito usada nos EUA, e
que começou a ser usada pelo Supremo Tribunal Federal. Exemplo disso
é a nova releitura do princípio da igualdade que passou a ser entendido
como tratar desigualmente os desiguais. Esse ano o STF terá que se
posicionar sobre as cotas para minorias raciais – caso de mutação
constitucional. Essa MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL deve ser incentivada
cada vez mais dentro da Constituição.

A VALORIZAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS é outro ponto


que deve ter uma maior relevância dentro do neoconstitucionalismo, onde
a teoria da norma constitucional começou a ser vislumbrada em dois
aspectos: normas/regras constitucionais (normas que descrevem
situações específicas e determinadas, impondo as situações e penas, não
reclamam um processo hermenêutico mais completo – subsunção –
aplicadas de forma automática, ex: art. 18, § 1º, CF, art. 82, CF); e
normas/princípios constitucionais – são normas dotadas de grande
abstração que corporificam os mais autos valores de um sistema jurídico,
normas de grande densidade axiológica e que demandam uma atividade
de interpretação por parte do intérprete que deve apresentar uma
atividade construtiva (princípio da dignidade da pessoa humana, princípio
da cidadania etc.).

A aplicação dos princípios não é tão fácil. Desenvolvendo essa aplicação,


observa-se que os princípios podem entrar em conflito. Surge a técnica
hermenêutica da PONDERAÇÃO DE BENS E INTERESSES ⇒ se a
interpretação e aplicação das regras constitucionais revelam-se mais
fáceis, o mesmo não se manifesta com relação aos princípios, pois estes
não são apenas regras constitucionais, mas também normas que estão
entrando em choque permanente com outros princípios. Constituições
como a nossa, faz incidir princípios de diferentes condições axiológicas.
Em se tratando de conflito entre princípios constitucionais não podemos
utilizar o critério hierárquico (todos estão na Constituição), nem o critério
da generalidade (todos são gerais), nem o critério da cronologia (todos
foram produzidos no momento da publicação da Constituição). Temos que
examinar qual ou quais os princípios que têm MAIOR ou MENOR
dimensão de PESO, e estabelecer à luz do caso concreto qual deve
prevalecer em detrimento de outros.

TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA – o intérprete deve argumentar


judicialmente, doutrinariamente, costumeiramente, porque escolheu
determinada interpretação em detrimento da outra, é o dever de
fundamentação das decisões judiciais, art. 93, IX, CF/88.

Além desses princípios Materiais, a doutrina estabeleceu PRINCÍPIOS


INSTRUMENTAIS DA INTERPRETAÇÃO, muito importantes por servirem
como postulados da interpretação constitucional que podem ser extraídos
da Carta Magna de 1988 para orientar a interpretação desta. São
princípios implícitos, que serve de norte para o desenvolvimento do
processo hermenêutico. Podemos citar, dentre outros:

► Princípio da SUPREMACIA constitucional – consiste em considerar a


Constituição como o conjunto de normas fundamentais de um dado
sistema jurídico. É a lex fundamentalis. Supremacia da CF também em
sentido axiológico;

► Princípio da PRESUNÇÃO de constitucionalidade – presunção de


legitimidade dos atos do poder público, tendo o intérprete que partir da
premissa de que os atos do poder público são compatíveis com a CF.
Evidentemente essa presunção não é absoluta, é relativa iuris tantum;

► Interpretação conforme a Constituição – por força do princípio da


supremacia constitucional, o intérprete deverá sempre que possível
priorizar o significado que melhor se compatibilize com a norma
constitucional, é claro atendendo a limites, não podendo prevalecer atos
normativos que são patentemente inconstitucionais. Permite declarar a
inconstitucionalidade de uma lei adaptando-a à Constituição sem retira-la
do ordenamento jurídico;
► Princípio da UNIDADE da Constituição – Também chamado de
PRINCÍPIO DA CONCORDÂNCIA – integrar o sentido de todas as normas
constitucionais;

► Princípio da MÁXIMA EFETIVIDADE – priorizar a produção dos efeitos


da Constituição diante da realidade social, ex: art. 37, CF – direito de
greve dos funcionários públicos. Recentemente o STF decidiu sobre a
matéria, reconhecendo que o direito não pode ser sonegado diante da
omissão legislativa, prevendo a aplicação do direito de greve dos
funcionários utilizando as regras do direito de greve no âmbito privado;

► Princípio da RAZOABILIDADE – também chamado de postulado da


razoabilidade, informa a busca de interpretações mais justas porque
adequadas, necessárias e proporcionais, para servir na solução do conflito
entre princípios, ajudando o intérprete na ponderação de bens e
interesses. Esse princípio se divide em 03 dimensões: a) Adequação
(utilidade – é a adequação entre meios e fins); b) Necessidade (vedação
do excesso – dever de buscar restringir o mínimo possível os direitos
fundamentais); c) Proporcionalidade – significa correlação entre custo e
benefício.

4) DEMOCRATIZAÇÃO DA INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONAL – A


SOCIEDADE ABERTA DOS INTÉRPRETES DA CONSTITUIÇÃO

Defendida por um autor alemão de grande influência, chamado PETER


HÄBERLE. A idéia dele é que devemos urgentemente recusar a idéia de
que a interpretação deve ser monopolizada exclusivamente pelos juristas.
Para que a Constituição se concretize e necessário que todos os cidadãos
se envolvam num processo de interpretação e aplicação da mesma. O
titular o poder constituinte é a sociedade, por isso ela deve se envolver no
processo hermenêutico de materialização da Constituição. Essa idéia abre
espaço para que os cidadãos participem cada vez mais nessa
interpretação. O art. 103 da CF/88 é um exemplo importante disso. Todo
cidadão deveria ter a CF/88 na cabeceira da cama. O STF vem
promovendo grandes avanços em favor da abertura dessa interpretação:
ex: amicus curiae; debates públicos no que se refere ao exame da
inconstitucionalidade da lei da utilização das células tronco, etc.

1 SOARES, Ricardo Maurício Freire (Doutor e Mestre pela Universidade


Federal da Bahia; Professor Universitário). Direito, Justiça e Princípios
Constitucionais, Salvador: Jus Podivm, 2008. Material da 5ª aula da
Disciplina Teoria Geral do Estado e do Direito Constitucional, ministrada
no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu TeleVirtual em Direito do Estado
– Anhanguera-UNIDERP|REDE LFG.

2 SOARES, Ricardo Maurício Freire. Direito, Justiça e Princípios


Constitucionais, Salvador: Jus Podivm, 2008.

BIBLIOGRAFIA

BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Aspectos de teoria geral dos direitos


fundamentais. In: Hermenêutica Constitucional e Direitos Fundamentais -
2ª parte. Brasília, 2002: Ed. Brasília Jurídica, 1ª ed., 2ª tiragem. Material
da 2ª aula da disciplina Direito Constitucional, ministrada no curso de pós-
graduação lato sensu televirtual em Direito Público – UNIDERP/REDE
LFG.

CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de Direito Constitucional. 2ª ed.,


Salvador: Editora Juspodivm, 2008.

MORAES, Alexandre de. Direito constitucional. 13ª. ed. – São Paulo:


Atlas, 2003.

SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 15ª ed. –
Malheiros editores Ltda. – São Paulo – SP.

SOARES, Ricardo Maurício Freire. Direito, Justiça e Princípios


Constitucionais, Salvador: Jus Podivm, 2008. Material da 5ª aula da
Disciplina Teoria Geral do Estado e do Direito Constitucional, ministrada
no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu TeleVirtual em Direito do Estado
– Anhanguera-UNIDERP REDE LFG.

Por Luiz Lopes de Souza Júnior


Advogado, Pós-graduando em Direito Público, Pós-graduando em Direito
do Estado.

http://www.coladaweb.com/direito/hermeneutica-e-interpretacao-
constitucional-metodos-e-principios