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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO CEARÁ - SEDUC UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – UFC INSTITUTO UFC VIRTUAL LICENCIATURA EM QUÍMICA DOCENTE

: MARIA DE FATIMA FARIAS DE LIMA MARIA ELENIR NOBRE PINHO RIBEIRO

MERENDA ESCOLAR

Paulo Robson Maia Rodrigues Thiago Valente Basílio Lima

Aracati-CE, abril de 2011

.......................................... O CARDÁPIO E AS CANTINAS ESCOLARES................................. INTRODUÇÃO...5................................................................ REFERENCIAS........................6 2............................SUMÁRIO 1............................................10 4........... Desenvolvimento...................... PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS (PAA) E AGRICULTURA FAMILIAR................4 2................... SEGURANÇA ALIMENTAR NO AMBIETE ESCOLAR.. CONCLUSÃO.............................................................................. PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – PNAE .................... O NUTRICIONISTA E SEU IMPORTANTE PAPEL NO PNAE..................................4 2..........................11 ...................3.......................5 2..................7 2......................................................6...................1....... ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E SEUS BENEFÍCIOS: FUNDAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE........4 2........................................................4..........................................3 2.................2.........7 3.......

Juscelino Kubitschek de Oliveira. os alimentos eram oferecidos por organismos internacionais. o Governo Federal não comprava alimentos e. Ainda assim os alimentos não eram suficientes para todos. afim de que estes permanecessem mais tempo na escola.106. . Ao longo dos anos. A partir de 1960. em 1979. entretanto o governo ainda não estava organizado para alimentar todos os estudantes do Brasil devido ao fato de que. mantêm viva a iniciativa da alimentação escolar. então o Governo optou em começar pelo Nordeste. conhecido popularmente por “merenda escolar” e assegurado pela Constituição Brasileira de 1988. as doações foram diminuindo e o Brasil viu-se na necessidade de manter o PNAE com recurso brasileiro. notando que a iniciativa.INTRODUÇÃO A base inicial da Alimentação escolar começou ainda de forma prematura na década de 1940. onde algumas escolas começaram a se mobilizar montando as “caixas escolares”. sim. que objetivavam arrecadar fundos para fornecer a alimentação aos estudantes. O nome dessa campanha foi se modificando até que. Em 31 de março de 1955. recebia doações. criando a Campanha da Merenda Escolar (CME). farinha de trigo e soja. o Presidente da República. no início do programa. onde grande parte dos estudantes era desnutrida. assinou o Decreto n. o Governo Federal iniciou a compra de produtos brasileiros para a alimentação escolar e atualmente em parceria com vários órgãos e junto ao FNDE e ao projeto da Agricultura Familiar. foi denominado Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). as crianças começaram a receber alimentação no período em que estavam estudando. As doações de gêneros alimentícios eram compostas principalmente de alimentos industrializados como: leite em pó desnatado. além de manter os estudantes nas escolas. 37. contribuía também para a redução da desnutrição infantil no país. desde a década de 1950. Sendo assim. sendo assim.

para a aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar. alimentação escolar dos alunos de toda a educação básica (educação infantil. ensino fundamental. Por tanto. a alimentação é fundamental para uma educação de qualidade e o sucesso de cada estudante. É de inteira responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). na idade escolar. matriculados em escolas públicas e filantrópicas. Sendo assim. principalmente. pois uma criança sem se alimentar pode não conseguir aprender o que o professor está ensinado na sala de aula. um período em que o ser humano enquanto criança apresenta um metabolismo muito mais intenso se equiparado ao de um adulto. em caráter suplementar. podemos concluir que uma alimentação saudável é essencial para a saúde. se caso ela chegue à escola em jejum. mental e conseqüentemente na aprendizagem dos alunos. Então. Dentro desse contexto a escola desempenha um importante papel no que diz respeito à formação dos hábitos alimentares. É o programa que garante. é de fundamental importância que todas as crianças estejam bem alimentadas durante sua permanência e a rotina escolar. consiste na transferência de recursos financeiros do Governo Federal. conseqüentemente isso prejudicará seu desempenho escolar. pois uma alimentação não saudável pode ocasionar conseqüências no desenvolvimento físico. tendo em vista que é nesse ambiente que crianças e adolescentes permanecem por um expressivo período de tempo diário. monitoramento. É de fundamental importância que a escola propicie condições de concretização dos conceitos relativos à alimentação escolar. pode apresentar sinais de sonolência e não conseguir prestar a atenção nas aulas. cooperação técnica e . aos estados. por meio da transferência de recursos financeiros. acompanhamento. a normatização. PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – PNAE O PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). coordenação.DESENVOLVIMENTO ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E SEUS BENEFÍCIOS: FUNDAMENTOS PARA A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE A alimentação desempenha um papel primordial em toda e qualquer etapa da vida das pessoas. Distrito Federal e municípios. assistência financeira. conhecido como Merenda Escolar. ensino médio e educação de jovens e adultos). autarquia vinculada ao Ministério da Educação.

priorizando os assentamentos da reforma agrária. Dos recursos financeiros no mínimo 30% devem ser utilizados para a compra da agricultura familiar e do empreendedor familiar. ajuste. ao Distrito Federal. interagindo com os demais profissionais que atuam na escola. já que cabe ao mesmo muito além de planejar o cardápio e a produção das refeições. Esse profissional em exercício pleno da função deve também promover a saúde na escola por meio de atividades educativas e que auxilie no desenvolvimento da alimentação escolar. desde que os preços sejam compatíveis com os vigentes no mercado local e os alimentos atendam às exigências do controle de qualidade estabelecidas. no mínimo. no mínimo 30%. fazendo uma associação entre a educação. de forma a levar em conta as necessidades nutricionais de cada nível de ensino e etnia. 15% das necessidades nutricionais diárias dos alunos do ensino regular e para os estudantes indígenas e quilombolas.fiscalização da execução do programa. O NUTRICIONISTA E SEU IMPORTANTE PAPEL NO PNAE Dentro da ideologia do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). pelo FNDE e são transferidos automaticamente sem necessidade de convênio. 14. como os professores e as (os) merendeiras (os). acordo ou contrato. além dos pais e dos próprios alunos. depois de sua avaliação nutricional prévia. no mesmo ente federativo em que se localizam as escolas. recomenda que o cardápio da alimentação escolar deva cobrir. além de ter os saldos dos recursos reprogramados para o exercício subseqüente. o Nutricionista desempenha um papel fundamental. Os recursos financeiros são repassados em parcelas aos Estados. a saúde e a nutrição. Cabe ao nutricionista programar elaborar e avaliar os cardápios. as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas. A Resolução FNDE/CD n. sempre que possível. aos Municípios e às escolas federais. A aquisição dos gêneros alimentícios deverá obedecer ao cardápio planejado pelo nutricionista e ser adquiridos. mediante depósito em conta-corrente específica e devem ser utilizados exclusivamente na aquisição de gêneros alimentícios. art. Isso . O nutricionista deverá elaborar o cardápio de acordo com a necessidade dos escolares atendidos. No caso da agricultura familiar a aquisição poderá ser realizada dispensando-se o procedimento licitatório. 32.

deverá ser utilizada na aquisição da produção agrícola familiar. durante sua permanência no ambiente escolar. e de 200% no número de nutricionistas atuantes no programa. gestor dessa política. no mínimo 30% do valor destinado por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar. na preparação “farofa de cuscuz com charque e arroz”. ou seja. as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas. tanto que em 2007. 1 colher de sopa de farinha de milho. um aumento de 64% dos municípios com nutricionistas de 2005 a 2007. aprendizagem e rendimento escolar. há uma necessidade em média de 350 calorias.947/2009. como os agricultores de pequeno e medio porte. 4 colheres de sopa de arroz. O objetivo do PNAE em suprir às necessidades nutricionais de estudantes e à formação de hábitos alimentares saudáveis. em 2005.” Parágrafo 1º. manutenção e apropriação de hábitos alimentares saudáveis e mais desenvolvimento local de forma sustentável. priorizando-se os assentamentos da reforma agrária. dos 5. para alunos de 5ª a 8ª série do ensino regular. 1 pedaço pequeno de charque. mais de 3 mil contavam com nutricionistas cadastrados. 1 colher se chá de óleo e 1 pitada de sal e cheiro verde. contribuindo para o seu crescimento.947/2009 – Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. A parceria deu resultado. o que daria. no mínimo 30% (trinta por cento) deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações. Art. por exemplo. do Fundo de Desenvolvimento da Educação. do Ministério da Educação (PNAE/FNDE/MEC).564 municípios atendidos pelo PNAE. PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS (PAA) E AGRICULTURA FAMILIAR Segundo a aprovação da Lei no 11. fez acontecer uma parceria firmada pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CNF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). por exemplo.significa. desenvolvimento. a iniciativa contribui para que a agricultura familiar se organize cada vez mais e qualifique suas ações comerciais. resultando no aumento da participação do nutricionista nesse programa. É uma grande oportunidade para quem produz alimentos.” . 14 – “Do total dos recursos financeiros repassados pelo FNDE. no âmbito do PNAE. Para quem adquire esses produtos. Lei nº 11. o resultado desse avanço é mais qualidade da alimentação a ser servida. “A aquisição de que trata este artigo poderá ser realizada dispensando-se o procedimento licitatório.

Os responsáveis por essas unidades devem ter uma preocupação com o ambiente de trabalho e as técnicas ali empregadas. Com isso a quantidade e a qualidade dispostas nos cardápios e nas cantinas escolares. a alimentação deve ser baseada em práticas alimentares promotoras de saúde. 2004). Ao todo. As condições de higiene inadequadas no local de preparo e distribuição também contribuem para a contaminação. O resultado de todo esse potencial de mercado poderá ser:  Mais desenvolvimento local. SEGURANÇA ALIMENTAR NO AMBIETE ESCOLAR A segurança alimentar e nutricional é um fator importantíssimo na saúde alimentar e o bem estar dos alunos.  Segurança e garantia de comercialização para o mercado institucional. a nova Lei abre mais um mercado. a segurança alimentar é definida pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) como o direito de todas as pessoas ao acesso regular e permanente a uma alimentação saudável.  Aumento do dinamismo na economia local e desconcentração da renda regional. respeitar a diversidade cultural e ser social. a alimentos de qualidade nutricional e higiênico-sanitária adequadas e em quantidade suficiente. distribuídos em 190 mil escolas da Rede Pública de Ensino em todo Brasil. 10 de agosto de 2006 . só tendem a aumentar. obesidade. Além disso. O CARDÁPIO E AS CANTINAS ESCOLARES  Resolução FNDE/CD/ n° 32. No ambiente escolar há maiores riscos de contaminação devido ao grande número de refeições servidas diariamente e ao preparo dos alimentos com muita antecedência. onde a agricultura familiar pode atuar como fornecedor. favorecendo a exposição prolongada a eventuais agentes contaminadores. BRASIL.Do ponto de vista de quem produz. são 47 milhões de alunos. e garantem a nutrição e com isso o bom desempenho do aluno. ou seja. BRASIL. já que a diversidade de legumes e hortaliças no nosso país é imensa. Já a insegurança alimentar e nutricional são situações que podem ser detectadas a partir de vários problemas. disseminando sistemas de produção de menor impacto ambiental. econômica e ambientalmente sustentável. sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais.  Estímulo ao consumo de produtos orgânicos/agroecológicos na alimentação escolar. As Unidades de Alimentação e Nutrição Escolar se constituem em ponto importante no processo de contaminação dos alimentos. aplicando-se as Boas Práticas de Fabricação previstas na legislação vigente (OLIVEIRA. 2008. tornando assim de grande importância a realização do controle de qualidade dos alimentos através da prevenção. tais como fome. hoje. TADDEI. o da Alimentação Escolar. doenças associadas à má alimentação e ao consumo de alimentos de qualidade duvidosa ou prejudicial à saúde (CONSELHO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL. 2007).

e deverá ser programado de modo a suprir. proporção e freqüência adequadas.  Temperatura. tais como:  Alimentação nutritiva e equilibrada. concursos de montagem e apresentação de pratos coloridos. refrigerantes e outras guloseimas. diabetes. Devendo-se levar em conta o atendimento de crianças com necessidades alimentares especiais (intolerância à lactose. bolos com recheios. durante sua permanência em sala de aula.  E fornecida em horários adequados. foi criado a CAE – Conselho de Alimentação Escolar. As escolas devem incentivar os alunos a diminuir o consumo de alimentos fritos. um órgão colegiado. no mínimo. ou seja. com acompanhamento do CAE.” Uma alimentação para ser saudável deverá ser a mais variada possível. jogos. sob a responsabilidade dos estados.O cardápio da alimentação escolar. isto é. verduras e hortaliças.  Higienicamente preparada. podem despertar o interesse e o apetite das crianças e dos jovens. à água e sucos naturais. doença celíaca. deliberativo e autônomo.10 . pré-escolas e escolas do ensino fundamental. consistência. do Distrito Federal e dos municípios. etc. e 15% para os demais alunos matriculados em creche. O desenvolvimento de atividades lúdicas. que deverá assumir a responsabilidade técnica do programa. atividades como o plantio de pomares e hortas em áreas ociosas. A participação do professor é . 30% das necessidades nutricionais diárias dos alunos das creches e escolas indígenas e das localizadas em áreas remanescentes de quilombos. desde a compra dos gêneros alimentícios até a distribuição da alimentação escolar aos alunos.) é necessário tanto do ponto de vista de inclusão quanto do de cuidado à saúde. cereais. será elaborado por nutricionista habilitado. A oferta alimentar escolar deve evitar a exposição dos alunos a práticas alimentares inadequadas e apoiar a adoção de práticas saudáveis. dando preferência às frutas. a participação no preparo de receitas culinárias simples. Para um melhor acompanhamento e fiscalização do processo de alimentação escolar. é independente da Prefeitura ou Secretaria Estadual de Educação e foi criado com objetivo de acompanhar e fiscalizar todo o processo da alimentação escolar.“IV – DO CARDÁPIO DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR Art.

por estarem no interior de uma instituição formativa educativa. pois existe entre professor e aluno uma relação de afetividade recíproca. . As cantinas. são também responsáveis pela oferta de alimentos seguros. Estas devem praticar hábitos e desenvolver ações no dia-a-dia da escola que valorizem a alimentação escolar como estratégia de promoção da saúde. pois o comportamento alimentar não é um ato mecânico. As cantinas escolares são os locais de preparo de alimentos no interior das escolas. praticando a educação nutricional. coloridos. construindo a cidadania e adequando os espaços relacionados à alimentação com vistas a torná-los reflexos de um ambiente escolar saudável.muito importante. saborosos. o que é fundamental para o êxito do projeto de educação nutricional. mais comumente chamadas de ‘lanchonetes’. acessíveis e saudáveis para o consumo da comunidade escolar. portanto cabe a ele conscientizar os alunos quanto ao habito alimentar já que o mesmo tem grande influência emocional.

qunato mais nutritivo for o alimento. e com isto colaborando para um rendimento escolar mais adequado. vitaminas e sais minerais) contidas nos alimentos. o entendimento é maior e o aprendizado se dá de uma forma bem natural e com muita satisfação.CONCLUSÃO: A alimentação escolar é o inicio de um processo que educa e reeduca os alunos a uma alimentação saudavel e essencial para o crescimento e desenvolvimento intelectual. necessitam de substâncias (proteínas. com isso. é dever da escola estar em sintonia com os pais. motor. carboidratos. Os hábitos saudáveis de alimentação devem ser incentivados e praticados desde a mais tenra idade. assim. . físico). bem como na prevenção da obesidade e de vários outros males ocasionados por uma má alimentação. quando o consumo destes nutrientes é adequado. gorduras. maior será o rendimento e qualidade de saude. só tende a crescer e objetiva acima de tudo o bem estar e bom desempenho dos alunos. no sentido de reforçar e incentivar os hábitos saudáveis e a importância da alimentação. pois é nesta fase da vida que as crianças para darem conta do desenvolvimento (cognitivo. As políticas publicas e as atitudes tomadas pelo governo a respeito da merenda escolar. Tendo em vista que. as crianças tem um melhor desempenho escolar e uma maior facilidade de assimilação dos conhecimentos.

php/programas-alimentacao-escolar acessada em: 10/04/2011.REFERÊNCIAS http://www.org acessada em: 12/04/2011.br/ acessada em: 10/04/2011.brasilautogestionario.com. http://portal.br/index.fnde.br/ acessada em: 12/04/2011. . http://forumdealimentacaoescolar.mec. http://www.gov.gov.