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CONTRATO DE APRENDIZAGEM

Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de quatorze e menor de vinte e quatro anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa formação.

O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos.

A idade máxima permitida para aprendizagem passa a ser 24 anos. Anteriormente era 18 anos. No entanto, a idade mínima não foi alterada, permanecendo 14 anos.

A idade máxima no contrato de aprendizagem não se aplica a aprendizes com deficiência.

JORNADA DE TRABALHO

A jornada de trabalho do aprendiz é de no máximo 6 (seis) horas diárias, ficando vedado a prorrogação e a compensação de jornada, podendo chegar ao limite de 8 (oito) horas diárias, desde que o aprendiz tenha completado o ensino fundamental e se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica.

A jornada do aprendiz compreende as horas destinadas às atividades teóricas e práticas, simultâneas ou não, cabendo à entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica fixá-las no plano do curso.

OBRIGATORIEDADE DE CONTRATAÇÃO DE APRENDIZES

Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem (SESI, SENAI, SENAC, etc) número

darão lugar à admissão de um aprendiz. cujas funções demandem formação profissional. e 15% (quinze por cento). Entende-se por estabelecimento todo complexo de bens organizado para o exercício de atividade econômica ou social do empregador. Ficam excluídos da base de cálculo os empregados que executem os serviços prestados sob o regime de trabalho temporário. Deverão ser incluídas na base de cálculo todas as funções que demandem formação profissional. O limite fixado não se aplica quando o empregador for entidade sem fins lucrativos. de 3 de janeiro de 1973.de aprendizes equivalente a 5% (cinco por cento). dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento. que se submeta ao regime da CLT. Exemplo nº de empregados do estabelecimento = 300 nº de empregados que ocupam funções que demandam aprendizagem = 120 nº mínimo de aprendizes a serem contratados (120 x 5%) = 6 nº máximo de aprendizes a serem contratados (120 x 15%) = 18 Para se definir as funções que demandam formação profissional deverão ser considerados a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e os seguintes fatores: . bem como os aprendizes já contratados.019. que tenha por objetivo a educação profissional. no mínimo. As frações de unidade. Requer observar que os 5% obrigatórios (mínimo) ou os 15% máximo. no máximo. no cálculo da percentagem. e não sobre o total de empregados do estabelecimento empresarial. independentemente de serem proibidas para menores de dezoito anos. devem incidir somente sobre o total de empregados que ocupem funções que demandem aprendizagem. instituído pela Lei 6.

os empregados serão incluídos na base de cálculo da prestadora. TERCEIRIZAÇÃO No caso de empresas que prestem serviços especializados para terceiros. exclusivamente.a duração do período de formação necessário para a aquisição das competências e habilidades requeridas.a adequação da função às necessidades da dinâmica de um mercado de trabalho em constante mutação. deverá ser considerada a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).as entidades sem fins lucrativos que tenham por objetivo a educação profissional. elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. FUNÇÕES QUE DEMANDEM FORMAÇÃO PROFISSIONAL Para a definição das funções que demandem formação profissional. independentemente do local onde sejam executados. . DISPENSA Ficam dispensadas da contratação de aprendizes: I .I . II .as microempresas e as empresas de pequeno porte. e III .o nível das capacidades profissionais e dos conhecimentos técnico-teóricos requeridos para o exercício da atividade profissional. e II .

PRIORIDADE A contratação de aprendizes deverá atender. aos adolescentes entre quatorze e dezoito anos. exceto quando: I . 224 da CLT. de gerência ou de confiança. ou. II . para efeito de . licença ou autorização vedada para pessoa com idade inferior a dezoito anos.as atividades práticas da aprendizagem ocorrerem no interior do estabelecimento. e III .a natureza das atividades práticas for incompatível com o desenvolvimento físico.a lei exigir. e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica. VALIDADE A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social. nos termos do inciso II e do parágrafo único do art. 62 e do § 2o do art. sem que se possa elidir o risco ou realizá-las integralmente em ambiente simulado. sujeitando os aprendizes à insalubridade ou à periculosidade. caso não haja concluído o ensino fundamental. Nas hipóteses acima. CONTRATAÇÃO POR INTERMÉDIO DE ENTIDADE SEM FINS LUCRATIVOS A contratação de aprendiz por intermédio de entidade sem fins lucrativos. para o desempenho das atividades práticas. as funções que estejam caracterizadas como cargos de direção. a aprendizagem para as atividades relacionadas deverá ser ministrada para jovens de dezoito a vinte e quatro anos. psicológico e moral dos adolescentes aprendizes. matrícula e freqüência do aprendiz à escola. para o seu exercício. É mister que se efetue o registro da função do aprendiz. bem como o prazo do aprendizado.Ficam excluídas da definição as funções que demandem. ainda. habilitação profissional de nível técnico ou superior. prioritariamente.

será garantido o salário mínimo hora. somente deverá ser formalizada após a celebração de contrato entre o estabelecimento e a entidade sem fins lucrativos. no qual. com todos os ônus dela decorrentes. no espaço destinado às anotações gerais. de 14 de julho de 2000. assume a condição de empregador. bem como o piso regional de que trata a Lei Complementar no 103. Observar que o menor poderá firmar recibo de quitação de salários.o estabelecimento assume a obrigação de proporcionar ao aprendiz a experiência prática da formação técnico-profissional metódica a que este será submetido. onde se especifique o salário mais favorável ao aprendiz. se estabelecerá as seguintes: I . Entende-se por condição mais favorável aquela fixada no contrato de aprendizagem ou prevista em convenção ou acordo coletivo de trabalho.cumprimento da obrigação de contratação mínima. assinando a Carteira de Trabalho e Previdência Social do aprendiz e anotando. SALÁRIO Ao aprendiz. sob pena de descaracterização da aprendizagem e reconhecimento de vínculo empregatício. a informação de que o específico contrato de trabalho decorre de contrato firmado com determinado estabelecimento para efeito do cumprimento de sua cota de aprendizagem .a entidade sem fins lucrativos. simultaneamente ao desenvolvimento do programa de aprendizagem. As aulas práticas podem ocorrer na própria entidade qualificada em formação técnico- . dentre outras obrigações recíprocas. salvo condição mais favorável. ATIVIDADES É vedado ao responsável pelo cumprimento da cota de aprendizagem cometer ao aprendiz atividades diversas daquelas previstas no programa de aprendizagem. e II .

FGTS . EXTINÇÃO DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM . ouvida a entidade qualificada em formação técnicoprofissional metódica. sendo vedado ao empregador fixar período diverso daquele definido no programa de aprendizagem. preferencialmente. Nessa hipótese.418. que institui o vale-transporte. de 16 de dezembro de 1985. será formalmente designado pela empresa. um empregado monitor responsável pela coordenação de exercícios práticos e acompanhamento das atividades do aprendiz no estabelecimento. faz-se necessário por ocasião do registro.profissional metódica ou no estabelecimento contratante ou concedente da experiência prática do aprendiz. em conformidade com o programa de aprendizagem. convênio e programa de aprendizagem. o requerimento. com as férias escolares. VALE TRANSPORTE É assegurado ao aprendiz o direito ao benefício da Lei 7. Na hipótese de o ensino prático ocorrer no estabelecimento. além do contrato de aprendizagem. os documentos relativos à autorização. FÉRIAS As férias do aprendiz devem coincidir.CONTRATO DE APRENDIZ Os depósitos do FGTS nos contratos de aprendizagem tiveram a alíquota reduzida de 8% para 2%.

a pedido do aprendiz. III . salvo se já houver atingido a cota máxima permitida.ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo. Na rescisão antecipada do contrato de aprendizagem não haverá a indenização de 50% dos dias faltantes para o término do contrato.desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz. este fará jus as seguintes verbas . ou antecipadamente quando ocorrer uma das seguintes hipóteses: I . VERBAS RESCISÓRIAS Nos casos de extinção do Contrato do Aprendiz.falta disciplinar grave. Saliente-se que no caso da rescisão ou término do contrato de aprendizagem fica o empregador obrigado a matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem. constante nos artigos 479 e 480 da CLT. O desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz referente às atividades do programa de aprendizagem será caracterizado mediante laudo de avaliação elaborado pela entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica.O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos (exceto quanto a aprendizes com deficiência). II . um novo aprendiz na vaga deixada. ou IV . A falta disciplinar grave caracteriza-se por quaisquer das hipóteses descritas no art. 482 da CLT. A ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo será caracterizada por meio de declaração da instituição de ensino.

e saque do FGTS. com aproveitamento. férias proporcionais e 1/3 constitucional sobre férias. a empresa deve solicitar ao Senai. se for o caso. férias vencidas. depósito do FGTS do mês em GFIP. Para a inscrição de aprendizes nos cursos. CERTIFICADO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Aos aprendizes que concluírem os cursos de aprendizagem. depósito do FGTS do mês em GFIP. Havendo rescisão do Contrato do Aprendiz por pedido de demissão. Senac ou Senat. este fará jus a: saldo de salário e 13º salário. férias vencidas. Na hipótese de rescisão do Contrato do Aprendiz. férias vencidas e 1/3 constitucional sobre férias. este fará jus a: saldo de salário. ele fará jus a: saldo de salário e 13º salário. na qual deve-se informar a atividade da empresa e o número de sua inscrição no órgão previdenciário. férias vencidas. depósito do FGTS do mês em GRFC e do mês anterior. depositada em GRFC e saque do FGTS. conforme o caso.rescisórias: saldo de salário e 13º salário. o certificado de aprendizagem. férias proporcionais e 1/3 constitucional sobre férias. Quando for retirar o . férias proporcionais e 1/3 constitucional sobre férias. multa do FGTS de 40%. Nos casos de rescisão do contrato do Aprendiz por justa causa. será concedido certificado de qualificação profissional. motivada pelo empregador. se for o caso. depósito do FGTS do mês em GRFC e do mês anterior. A solicitação pode ser feita por meio de carta.

477 da CLT. diferenças de FGTS com 40%. na verdade. Processo: 00622-2006-005-04-00-1 (RO). tal não seria suficiente para a regularidade da espécie contratual eleita inicialmente pelas partes. 9 de maio de 2007. Assim. não há como ser reconhecida a regularidade e eficácia do contrato de aprendizagem. Juiz Relator PEDRO LUIZ SERAFINI. Juiz Relator HUGO CARLOS SCHEUERMANN. afastada a aprendizagem.598/2005. haja vista a afronta às regras de proteção ao trabalho do menor.8. 05 de julho de 2007. JURISPRUDÊNCIAS ACÓRDÃO . ACÓRDÃO . firma-se a validade do contrato de aprendizagem. aviso prévio e multa de 40% sobre os depósitos do FGTS. é patente a irregularidade. merecendo provimento os recursos das reclamadas para absolvê-las de toda a condenação imposta.certificado. A reclamada sustenta a validade do contrato de aprendizagem travado com o reclamante em 1º. Comprovado o cumprimento dos requisitos formais necessários à contratação através da modalidade de aprendizagem. prevalece a indeterminação do prazo. por se tratar de entidade filantrópica qualificada em formação técnico-profissional metódica. Número do processo: 01093-2006-020-04-00-6. a empresa apresentará a última guia de recolhimento de contribuições previdenciárias (GPS). horas extras e reflexos. de fato. Porto Alegre. Sem razão.2004. referente ao aviso prévio. Portanto..EMENTA: VÍNCULO DE EMPREGO. 8º do Decreto 5. em que pese ser notória a atividade filantrópica da demandada. o aprendizado. Desta forma.598/05. no curso da prestação laboral. mediante atividades teóricas. Devido o pagamento de férias proporcionais acrescidas de 1/3. tem-se que a extinção contratual. Porto Alegre. Considerando que este laborou quando tinha idade inferior a dezoito anos. Diz estar inserida na previsão do inciso III do art. insalubridade em grau mínimo e entrega das guias do seguro-desemprego.589/2005. ACÓRDÃO . 428 e seguintes da CLT e Decreto nº 5. é válido o contrato de aprendizagem firmado entre as partes. com objetivo de assistência ao adolescente e à educação profissional. também. RELAÇÃO DE EMPREGO. indenização relativa ao seguro-desemprego e honorários advocatícios.RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. ainda. sem fins lucrativos. na forma do Decreto nº 5.TERMO DE COOPERAÇÃO FIRMADO COM O SENAI - . com prazo previsto para a data em que completasse 17 anos e 10 meses. sem justa causa. deu-se pela iniciativa do empregador. não se desenvolveu. multa do art. É de fundamental importância. e não se tratando de nenhuma das hipóteses excepcionais de contrato a termo. a prova técnica produzida quanto à presença de insalubridade nas atividades do reclamante. Assim. MENOR APRENDIZ. Recursos das reclamadas provido. NULIDADE DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM . conforme já assinalado. se. Mesmo considerando que o trabalho prestado pelo autor se identifica com atividade prática relacionada à aprendizagem. na forma do art.

da CLT) ou no contrato de estágio (Lei nº 6.2002 a 31.2002.DIFERENÇAS SALARIAIS. 429. Aduz que. PROCESSO Nº 01402/2004-071-24-00-0-RO.097/2000 e os citados no texto.07. porque ausentes os requisitos do art. por esse Termo. hipóteses diversas daquela ora analisada. ou se dá na forma do contrato de aprendizagem (art. Em conseqüência. A vinculação da utilização da mão de obra do trabalhador à aprendizagem.598/2005 Parcialmente a Lei 10. O juiz de primeiro grau reconheceu o vínculo de emprego no período de 02. recebendo um auxílio educacional que não geraria vínculo de emprego. Entretanto. trabalhando nas dependências desta. razão não lhe assiste. Campo Grande. os trabalhadores passaram por um período de treinamento. 3º. sob comando dos seus encarregados e mediante remuneração.494/77). 03 de maio de 2006. o qual contou com a aprovação da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Mato Grosso do Sul através de um Acordo Coletivo de Trabalho firmado e devidamente registrado na DRT/MS. Insurge-se a reclamada pugnando pela reforma do decisum a fim de que seja reconhecida a validade do Termo de Cooperação firmado com o Senai. Nova redação dada pela MP 251/2005 (convertida na Lei 11. porque entendeu que o reclamante não participou de qualquer curso de formação profissional a fim de se qualificar para o emprego na reclamada. tendo sido desde o início da prestação laboral verdadeira empregada.180/2005) e Decreto 5.03. nem obrigaria o recolhimento previdenciário e fiscal. Base legal: Artigos 428. as diferenças salariais decorrentes do não pagamento do piso salarial da categoria no período são devidas.NULIDADE . 433 da CLT. da CLT. 428. Relator ABDALLA JALLAD. .