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ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA

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MANUTENÇÃO

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Introdução.
Com a globalização da economia, a busca da qualidade total em serviços, produtos e gerenciamento ambiental passou a ser a meta de toda as empresas. A manutenção, como todos os órgãos das empresas, assumiu cada vez mais o seu papel de manter cada vez mais o estado de máquinas e equipamentos e prevenir falhas e quebras evitando: • diminuição ou interrupção da produção • atrasos nas entregas • perdas financeiras • aumento de custos • defeitos de fabricação • insatisfação de clientes • perda de mercado • etc. Os programas de manutenção devem estar estruturados, para que a empresa obtenha os maiores resultados, com o mínimo de despesas e cumpra as políticas administrativas ditadas pela direção.

Conceitos e Objetivos
Podemos entender manutenção como o conjunto de cuidados técnicos indispensáveis ao funcionamento regular e permanente de máquinas, equipamentos, ferramentas e instalações. Esses cuidados envolvem a conservação, a adequação, a substituição, a restauração e a prevenção. De um modo geral a manutenção em uma empresa tem como objetivo: • manter equipamentos e máquinas em condição de pleno funcionamento, para garantir a produção normal e a qualidade dos produtos • prevenir prováveis falhas ou quebras dos elementos de máquinas. A manutenção ideal de uma máquina é aquela que permite alta disponibilidade, para a produção durante todo o tempo em que ela estiver em serviço e a um custo adequado.

Evolução do Conceito de Manutenção
A manutenção nasceu da necessidade de se manter máquinas e equipamentos operando, uma vez que é óbvio, que todo sistema produtivo apresenta falhas e quebras, gerando perdas de diversas formas. Inicialmente a manutenção era feita pelo próprio operador da máquina, sempre que ela apresentava falha ou quebra. É o conceito de Manutenção Corretiva. Isso perdurou, em geral, até o início da década de l950. Nessa década foi introduzido o conceito de Manutenção Preventiva, que é a busca de prevenir falhas e quebras para que elas não aconteçam. Permanecia, ainda, uma grande desvinculação administrativa entre manutenção e produção. Na década de 60 criou-se o conceito de manutenção sistêmica, onde as empresas eram vistas como um corpo, com os seus órgãos e entre eles a manutenção operando em conjunto, criando uma harmonia na produção final.

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Na década de 80 criou-se o conceito de Qualidade Total levando à Manutenção Produtiva Total (TPM). A empresa, agora, é vista como um órgão de um sistema muito maior, que envolve a sociedade, o país e o mundo. A manutenção, como todos os órgãos da empresa, passa a ter responsabilidades maiores para com o meio produtivo e com o ambiente em que a empresa vive. O objetivo global da TPM é a melhoria da estrutura da empresa em termos materiais como máquinas e equipamentos e em termos humanos, aprimorando as capacitações pessoais, envolvendo conhecimentos, habilidades e atitudes dos seus membros. A meta a ser alcançada é o rendimento operacional global. No Brasil essas fases iniciais, salvo algumas exceções, chegaram com décadas de atrasos visto nosso desenvolvimento industrial ter-se atrasado em relação ao chamado primeiro mundo porém, as fases finais que se desenvolveram principalmente no Japão, foram vivenciadas, cada vez mais concomitantemente com a sua adoção geral, após seus grandes resultados colhidos em sua origem ou seja, no Japão.

Organização da Manutenção
Em termos operacionais a manutenção tende a ser organizada em: • Manutenção Corretiva • Manutenção Preventiva • Manutenção Preditiva

Manutenção Corretiva.
A Manutenção Corretiva é aquela de atendimento imediato á produção, quando a máquina ou equipamento apresenta defeito ou falha (defeito - ocorrência nos equipamentos que não impedem seu funcionamento mas que podem a curto ou longo prazo acarretar sua indisponibilidade. falha – ocorrência nos equipamentos que impedem seu funcionamento). A Manutenção Corretiva pode ser dividida em Manutenção de Emergência e Manutenção Programada. A Manutenção de Emergência é aquela em que constatado a falha, o atendimento deve ser feito, para recolocar o equipamento em funcionamento normal. A Manutenção Programada se faz, registrando as falhas dos equipamentos e programando-se um momento mais oportuno, para a intervenção do pessoal de manutenção, para reparar esses defeitos, recolocando o equipamento em funcionamento adequado. O procedimento normal para uma solicitação de um serviço de emergência é a emissão de uma Ordem de Serviço (OS), onde o solicitante, normalmente o responsável pela produção, informa a falha ocorrida e a prioridade necessária no atendimento. Essa prioridade é adotada em cada empresa, com seus códigos normalizados pela administração da manutenção. Em nosso estudo apresentamos uma lista de prioridades muito utilizada:

Prioridade 1 – Emergência – Manutenção que deve ser feita imediatamente após detectada
sua necessidade.

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sejam eficiência de mão de obra ou de serviços. que seriam evitados. fica fácil realizar todos os controles desejados. não ultrapassando 24 horas. Os Centros de Custo são distribuídos de acordo com a necessidade de se apurar mais ou menos detalhados os custos de manutenção. Um dos grandes problemas que tem a administração da manutenção é conseguir que o solicitante dos serviços. Prioridade 3 – Necessária – Manutenção que pode ser adiada por alguns dias.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Prioridade 2 – Urgência – Manutenção que deve ser feita o mais breve possível. como responsável por determinar as prioridades através do seu conhecimento das necessidades da produção. tanto com relação a ocupação dos homens. sem exageros. sejam custos. O Centro de Custo tem a finalidade de alocar as despesas feitas no reparo. são lançados a hora de início e finalização do serviço e que são utilizadas para controle de mão de obra de manutenção. aumentar ou diminuir a atuação da manutenção preventiva ou preditiva. Isso é importante para que a administração tenha conhecimento do custo de manutenção. sejam históricos que mais tarde servirão de base para realização de Manutenção Preditiva. realizado em cada máquina. informa o Centro de Custo do equipamento ou posto de trabalho. que através do almoxarifado são lançados no centro de custo indicado. tende a solicitar sempre prioridade de emergência. Prioridade 4 – Desejável – Manutenção que pode ser adiada por algumas semanas mas que não pode ser omitida. como também é uma forma de se calcular eficiência de mão de obra da manutenção. Isso acaba por desarmonizar as relações entre Manutenção e Produção gerando equívocos. a programação dos serviços de manutenção. fazer um grande reparo ou substituir o equipamento. o que é feito na maioria das empresas. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Conhecer esses custos leva a tomadas de decisão administrativas diversas tais como. solicitante da intervenção. determine devidamente a prioridade necessária. após detectada sua necessidade. equipamento ou conjunto de equipamentos. Prioridade 5 – Prorrogável – Manutenção que pode ser adiada até que possa ser executada. no intuito de ter vantagem no atendimento. A Ordem Serviço além de indicar o tipo de reparo solicitado. Em um controle de manutenção realizado por computador. a prioridade e outros dados. Na prática o que se verifica é que o solicitante do serviço. Fica assim. para que o atendimento possa se efetuar harmoniosamente. Na Ordem de Serviço lança-se os materiais utilizados no reparo. orem sua execução não deve ultrapassar uma semana. se as prioridades fossem bem respeitadas.

para efeito de controle. dá-se o nome de Back Log. que por diversas razões. sempre existem uma quantidade de OS. que a eficiência de mão de obra e/ou serviços da manutenção deve ser melhorados. caso não entrasse nenhuma nova OS. Normalmente a cada semana se computa esse número. entre outras. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . não puderam ainda ser executadas. back log 30 20 10 0 1 2 3 4 5 6 semanas O controle do Back Log nos indica. etc. que precisamos melhorar a manutenção preventiva. ou que devemos ter um melhor almoxarifado de peças de reposição. seja por falta de material. que temos necessidade de contratação de mão de obra de manutenção. ou a temos em excesso em algum período. que os emissores de ordens de serviço devem ser melhor treinados na emissão dessas ordens. A esse número de dias. normalmente dias. que temos necessidade de agilizar as compras de materiais de manutenção. seja por excesso de emissão. que se levaria para que todas essas O S fossem atendidas.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Exemplo de uma Ordem de Serviço de Manutenção ORDEM DE SERVIÇO Centro de Custo Equipamento Descrição dos serviços Prioridade Nº Data Nº de Patrimônio Materiais utilizados Códigos do Almoxarifado Nomes dos atendentes Início do serviço Fim do serviço Back Log Em qualquer empresa. seja por falta de mão de obra. A esse conjunto de Ordens de Serviço. estima-se um tempo.

agregue custos. a priore. Manutenção Preventiva A Manutenção Preventiva tem como finalidade. constata-se a sua integridade. aumento de produção. que levem a programação de manutenção corretiva. A velocidade desse crescimento é função. Um Programa de Manutenção Preventiva bem elaborado embora. inicialmente. ganhando uma sobrevida. Na manutenção preventiva. de maneira a prevenir falhas e mesmo prolongando a vida de componentes que muitas vezes. por recomendações de históricos anteriores. diminuindo custos. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . contribui imensamente para alcançar esses objetivos. pode-se prolongar a vida do lubrificante. preservação do meio ambiente. a realização de tarefas que prolonguem a vida de máquinas e equipamentos. teria caráter de manutenção preditiva. a tendência dos custos de manutenção de um equipamento. Objetivos Os principais objetivos das empresas são normalmente redução de custos. deveriam ser trocadas. normalmente. prevenindo quebras e procurando observar o equipamento com diversos métodos de medições e análise. pode ser indicado pelo gráfico abaixo: custo tempo Como vemos. mas que. através de acompanhamentos normalizados pela manutenção preventiva. em uma empresa. bem como da manutenção preventiva que nele se faz. entre outras. se inclui a lubrificação que. antes que o equipamento falhe. A manutenção preventiva trabalha com inspeções periódicas. é crescer com o tempo. da forma de utilização do equipamento. mas que através análises diversas. aumento da vida útil das máquinas e equipamentos e redução dos acidentes de trabalho. melhorar a qualidade dos produtos.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA A tendência dos custos em manutenção corretiva.

do ponto de vista da Manutenção e da Operação. torna-se necessário fazer um plano paralelo de Manutenção Preventiva. requerendo um plano auxiliar. o que fazer. de acordo com a sua importância. O plano mestre mais usual é aquele que tem como unidade de controle a semana. que tem grandes dificuldades de execução. basta que o operador desse solicite os serviços daquela semana. que gerarão Ordens de Serviço. pois têm seu funcionamento irregular. Nessas fichas são anotadas todas a irregularidades. enquadrar as inspeções ou outras atividades de manutenção preventiva. c) Inspeção dos anéis de compressão do compressor estacionário – 24 semanas (6 meses). que indica claramente.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Programa de Manutenção Preventiva Para se montar um Programa de Manutenção Preventiva deve-se inicialmente: a) Decidir qual o tipo de máquina ou equipamento que deverá ser incluído no programa. em número de semanas. envolvidos no programa. são acompanhadas de uma ficha de orientação. são controlados por horímetros. o ano tem exatamente 52 semanas. para a devida correção. torna-se inviável um plano manual. Plano Mestre de Manutenção Preventiva Como foi dito anteriormente. ou muitas vezes os compressores de ar. como fazer e como anotar as irregularidades encontradas. Nesses casos. f) Preparar um Plano Mestre de inspeções. não importando o dia mês ou ano em que se esteja. Com esse Plano Mestre em um computador. indicando as periodicidades das inspeções e/ou intervenções. c) Levantar o histórico desses equipamentos. pois não se pode rodar esse programa automaticamente. sempre que a quantidade desses equipamentos for considerável. exemplos: a) Inspeção do funcionamento das válvulas de um compressor estacionário – periodicidade – semanal b) Inspeção dos rolamentos uma bomba d´agua quanto a ruídos e vibração – 4 semanas (1 mês). g) Treinar o pessoal da equipe de manutenção. que são encaminhadas ao responsável por sua execução. cujo funcionamento está mais relacionado com outros tipos de periodicidade de controle. d) Elaborar manuais de procedimentos para manutenção preventiva. que marcam “realmente” as horas de funcionamento. Cada uma dessas programações de inspeções. das Instruções de Manutenção Preventiva. têm seu desgaste determinado por kilometragem rodada. uma vez que o ano tem exatamente 52 semanas. os veículos automotores. de todos os equipamentos que serão incluídos no Programa. b) Efetuar o levantamento e posterior cadastramento. com o auxilio da unidade semana. Como o computador é hoje um equipamento relativamente barato. que o computador fornece as fichas previamente elaboradas. Essas anotações deverão também alimentar um histórico no ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Existem equipamentos. tornando-se difícil o controle. e) Prever materiais e recursos humanos. Evita-se programar serviços com periodicidade maior que 52 semanas (1 ano). que forem constatadas. Uma vez preparado. Poe exemplo. ele tem vida infinita. Procura-se.

orientando onde lubrificar. Exemplo de um Plano Mestre de Manutenção Preventiva Planejamento de Manutenção Preventiva da Metalúrgica Santa Bárbara semanas 1 MP 004324 MP 123456 MP 123456 MP 034568 2 MP 004324 MP 123134 3 MP 004324 MP 003421 4 MP 004324 MP0056 MP1234 MP 123456 50 MP004 4 51 MP 004324 52 MP 004324 MP23 MP 100028 MP 103400 MP 123418 MP 000023 MP 103400 Exemplo de uma Instrução de Manutenção Preventiva INSTRUÇÃO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA Equipamento Nº de Patrimônio Periodicidade Nº Serviço 1 Verificar vibração dos rolamentos 2 Lubrificar os mancais 3 Reapertar os mancais Bomba Hidráulica Anti-incêndio 212 000 411 002 Mensal Código de Instrução M 0032 L 0001 M 0341 Obs 10 Verificar o alinhamento motor/bomba 11 Reapertar gaxetas M 0400 M 0422 ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Quando a quantidade de lubrificante for grande o suficiente. a ficha deve orientar a retirada de amostras. o tipo de lubrificante e a sua quantidade. que justifique uma análise de verificação da qualidade desse lubrificante. O Plano de Lubrificação segue o mesmo padrão do plano de inspeções.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA computador. ou para orientar planos de Manutenção Preditiva. quando for somente troca. para análise. que servirá para orientar modificações nos planos de Manutenção Preventiva.

o arraste do lubrificante aderido á superfície sólida. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . É interessante notar que quanto maior a velocidade. que denominamos atrito. como se verifica essa distribuição de película lubrificante. Atrito Quando um corpo qualquer. líquido ou gasoso. necessita-se manter a todo custo essa espessura de película.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA 12 Verificar estado do sistema elétrico Anotações de irregularidades 1 2 E 0022 . No atrito fluido. quanto maior a velocidade. podemos ver nas figuras abaixo. Podemos dividir o atrito em: atrito sólido – que é o deslizamento entre duas superfícies sólidas atrito fluido – que é o deslocamento entre “duas superfícies fluídicas No atrito sólido. É aquela em que existe entre as superfícies sólidas. gerando assim. quando as cargas sobre as superfícies aumentam. mais espessa será a camada de lubrificante entre as duas superfícies. bem como a distribuição da pressão sobre a película do lubrificante. Lubrificação Fluida. Com o movimento. È nesse momento que o lubrificante precisa ter maior resistência de película e onde se procura. gerando calor e conseqüentemente. No caso de um mancal. Com isso. É devido a isso que. uma película de lubrificante. Por isso. as reentrâncias (rugosidades) tendem a se interferir. a busca de lubrificantes cada vez mais eficazes. aumenta-se cada vez mais a dificuldade de deslocamento. praticamente. nas partidas das máquinas. origina-se uma resistência a esse deslocamento. as superfícies sólidas estão. Lubrificação. sem a condição ideal da lubrificação fluida. com pesquisas. e o deslocamento se dá entre as superfícies fluídicas. que pode ser representado por uma força. menor viscosidade se exige do lubrificante. em contato. passa a preencher cada vez mais as reentrâncias. maior que a soma das alturas das rugosidades dessas superfícies. o deslocamento se verifica entre as moléculas do fluido e. Normalmente. soldagem entre as duas superfícies. evitando o contato sólido. necessitando-se grandes forças para romper essa tendência de se ajustarem entre si. se esse fluido está colocado entre duas superfícies sólidas. de acordo com a rotação. conseguindo-se a condição ideal. encontrar soluções para evitar o desgaste. sólido. tangente às superfícies em contato. gerado por essa condição. o fluido preenche as reentrâncias. move-se sobre uma superfície de um outro.

Normalmente são utilizados como aditivos. talco.dissulfeto de molibdênio. politetrafluorcloroetileno (útil em temperaturas criogênicas). fluoreto de cálcio. devido a diversos fatores como. melhorando características desses. dissulfeto de tântalo. 2) Polímeros – polifluoretileno. dissulfeto de tungstênio. politetrafluoretileno. com outros pastosos. poliuretano Os lubrificantes pastosos são as graxas. grafite. etc. líquidos ou gasosos. Os lubrificantes sólidos. pastosos. composições betuminosas. sem que participem em misturas. Lubrificantes líquidos: óleos minerais óleos graxos óleos compostos óleos sintéticos 1) 2) 3) 4) ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . acetal. mica. dificuldade de aplicação. Os lubrificantes podem ser: sólidos. nylon. Os lubrificantes sólidos mais usuais são: 1) sólidos lamelares . raramente.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Tipos de Lubrificantes. são utilizados. sebo animal. entre outros. líquidos ou gasosos.

apresentam a grande desvantagem de baixa resistência à oxidação. Por isso. dos lubrificantes convencionais. menor resíduo de carbono. querosene. alto índice de viscosidade. maior oleosidade. o hélio ou gases halogenados. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . basicamente. Refinado o petróleo. São utilizados em casos especiais. óleo de foca. óleo de oliva. que muitas vezes são desejados. asfalto e o coque de petróleo. menor oleosidade. são chamados de “óleos básicos” porque. Entre os lubrificantes líquidos os mais utilizados são os óleos minerais. gasolina. raramente. facilmente emulcionável. também os óleos naftênicos têm características. Alto ponto de fluidez. são utilizados como aditivos aos óleos minerais. óleo de coco. Podem ser utilizados: o ar. se utilizam esses óleos sem uma grande aditivação. o nitrogênio. Têm boas características lubrificantes mas. dificilmente emulcionável. óleos lubrificantes. São provenientes de origem animal ou vegetal. Os óleos graxos de origem vegetal. óleo diesel. são os lubrificantes sólidos e/ou os óleos graxos. óleos combustíveis. óleo de mocotó. maior resíduo de carbono. que nos darão subprodutos específicos. Os lubrificantes mais usuais são os lubrificantes líquidos. temos como subprodutos os gases de petróleo (GLP). Lubrificantes Líquidos. normalmente. boa resistência à oxidação. em locais onde não é possível as aplicações. que viveram a milhões de anos sobre a Terra. os naftênicos e os parafínicos. Óleos Naftênicos: Baixo ponto de fluidez.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Lubrificantes gasosos. Normalmente. nafta. etc. para a preparação dos óleos lubrificantes. sebo. Os óleos graxos de origem animal são: o óleo de banha. Óleos Minerais Os óleos minerais são obtidos a partir do petróleo (óleo de pedra). Esses aditivos. Supõe-se que o petróleo foi gerado a partir de restos de animais. Dependendo de sua origem podemos ter. óleo de semente de algodão. etc. mais utilizados são: o óleo de rícino (de mamona). óleo de baleia. esses óleos retirados do fracionamento do petróleo. Óleos Graxos Os óleos graxos foram aqueles primeiros lubrificantes conhecidos e utilizados. é o de melhor qualidade se pensamos em óleos lubrificantes mas. em razão do seu desempenho em relação a seu custo. normalmente. mas devido seu poder lubrificante. O petróleo parafínico. A partir dessas características parte-se. Óleos Parafínicos. dois tipos de petróleo. baixo índice de viscosidade. menor resistência à oxidação.

para que se possa prever o seu desempenho. Óleos Sintéticos. sendo muito usual. Sendo a densidade da água medida a 4°C temos a notação: densidade 20/4°C. para diferençar produtos tais como as cores da gasolina. Existem diversas normas para se medir a densidade de um óleo. Consegue-se assim.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Óleos Compostos. em laboratório. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . As características que se procuram conhecer em um lubrificante são: Densidade. Em produtos derivados de petróleo. 1) 2) 3) 4) Características dos Óleos Lubrificantes. para indicação e aplicação do produto certo. No Brasil o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) padronizou a temperatura de 20°C. a cada dia surgem novos. portanto. melhorar as características dos óleos minerais e obter óleos a custo mais baixo que os sintéticos. diversos testes. Com esse espírito. A cor também tem pouca aplicabilidade. A densidade de um óleo lubrificante tem pouca aplicabilidade. compostos de éteres poliglicol. em laboratório. de organofosfatos e de silicatos. com características cada vez melhores. para cálculo de peso. Os óleos sintéticos são os lubrificantes líquidos de maior capacidade que temos. obtida a densidade do óleo através da divisão da massa do óleo a 20°C. que procuram. silicones. Cor. que se adicione corantes. sendo quase que somente. de que a tecnologia necessita. criou-se. Ao se analisar um lubrificante procura-se reproduzir. Normalmente são usados em locais em que os outros lubrificantes falham. São mais utilizados: ésteres de ácidos monobásicos e dibásicos. portanto. adota-se medir a densidade relativa. Seu custo elevado torna-os pouco utilizados. compostos halogenados. normalmente. no local certo. tendo-se seu volume. cobrir toda a série de informações sobre lubrificantes. Os óleos compostos são. sendo. as condições em que o lubrificante irá trabalhar. Estão em constante desenvolvimento e. pela massa da água a 4°C. formados por misturas de óleos minerais com óleos sintéticos.

elas tendem a desaparecer. compreendida entre 10% abaixo e 10% acima desses valores. escalas de viscosidade: cinemática. Os números que indicam a viscosidade ISO representam o ponto médio. pela massa específica do óleo. separados pela distância unitária. normalmente. Para medida de viscosidade de óleos lubrificantes são usadas. ambas à mesma temperatura. Saybolt. adotado pela International Standard Organization (ISO). Os óleos automotivos continuam sendo normalizados pela SAE. a viscosidade a mais importante. Embora ainda resistam as medições de viscosidade acima referidas. com a velocidade unitária. O inverso da viscosidade absoluta ou dinâmica é denominado Fluidez. A viscosidade cinemática e definida pelo quociente da viscosidade absoluta.O. de qualquer dos dois planos paralelos. ao seu escoamento. é utilizada sua centésima parte o centistoke (cSt).S. de uma faixa de viscosidade. compreendida entre 90 e 110 cSt. A ISO normaliza apenas os lubrificantes industriais. – Óleos Industriais ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Engler e Redwood. De todas as características químicas e físicas de um lubrificante é.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Viscosidade. quando o espaço entre elas está preenchido com um líquido e um dos planos move-se em relação ao outro. a 40°C. A unidade é denominada Stoke e. talvez. sendo a primeira delas física e as demais empíricas. Em termos gerais é definida como a resistência que o fluido opõe. prevalecendo o centistoke. A referida viscosidade é medida a 40°C. tem viscosidade cinemática. Classificação de Viscosidade I. em geral. A viscosidade absoluta é definida como a força tangencial atuando sobre uma unidade de superfície. Assim um lubrificante definido com viscosidade ISO 100.

para se inflamar de maneira contínua. sob condições do método. Essas temperaturas são importantes do ponto de vista da segurança de manuseio e estocagem dos produtos. uma mistura capaz de inflamar momentaneamente. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . com o ar. pela presença de uma chama piloto. Ponto de Combustão é a temperatura a que o produto deve ser aquecido. para produzir vapor suficiente. Ponto de fulgor é a temperatura em que o produto deve ser aquecido. Ponto de Combustão.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Óleos Automotivos – Para Motor Óleos Automotivos – Para Caixas de Mudanças Ponto de Fulgor. nas mesmas condições acima. para formar.

como o nome indica é uma medida de estabilidade do óleo. necessária para neutralizar todos os componentes básicos. É a quantidade de base. que indica a capacidade que o óleo tem de se separar da água. Cinza Simples e Cinza Sulfatada. nos motores de corrida de automóveis. Existem ainda uma série de testes. Previne contra a perda de viscosidade do óleo. que protegem conta a corrosão os componentes lubrificados. aplicados para prevenir que. É a quantidade de ácido. nos indica a perda que um óleo apresenta. a necessidade de um lubrificante. Aditivos. que nos indica a presença e quantidade de óleos graxos presentes no óleo lubrificante. Perda por Evaporação.500/19. que tem propensão a atacar componentes de borracha. com que entre em contato. Dispersantes/Detergentes. de resistir a pressões elevadas de trabalho.000 rpm de antigamente para 18. Espuma. que confere ao lubrificante capacidades de suportar pressões elevadas. que pode ter sido reaproveitado anteriormente. É um dos aditivos mais pesquisados nos últimos tempos. que nos indica a capacidade que tem um óleo de formar espuma. Para que adquiram características especiais. conduzindo o lubrificante à perda da viscosidade. Oxidação. Abaixadores do Ponto de Fluidez. chamados de aditivos de extrema pressão. expressa em equivalentes miligramas de hidróxido de potássio. nas condições normais do teste. o que é indesejável. como o nome indica protege o equipamento de desgastes prematuros. necessária para neutralizar todos os componentes ácidos presentes em um grama de amostra. protegem o equipamento contra depósitos diversos como borras e outros compostos resultantes do trabalho do lubrificante. que por acaso entre em contato com ele. torna-se imprescindível. onde as rotações passaram de 5.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Ponto de Fluidez Ponto de fluidez é a mais baixa temperatura na qual um óleo ainda flue. presentes em um grama de amostra. Antidesgaste. com o aumento de temperatura. O índice ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Ponto de Anilina.000 rpm atuais. expressa em miligrama de hidróxido de potássio. funciona ao contrário do anterior. Com o aumento das velocidades de trabalho das máquinas. o óleo pode se tornar muito viscoso. que não perca a viscosidade nessas condições. nos dá a capacidade que tem um óleo. que indica a presença de metais no óleo. o lubrificante não se torne muito viscoso. Aumentadores do Índice de Viscosidade. que indicam qualidade do óleo lubrificante tais como: Demulsibilidade. perdendo capacidade de lubrificação. Estes conferem ao lubrificante. Normalmente essa característica é adicionada por aditivos. é comum adicionar aditivos aos óleos. Índice de Acidez Total. quando agitado em presença de ar. Extrema Pressão. capacidades de trabalho especificas tais como: Anticorrosivos. Se as perdas forem grandes. Número de Saponificação. quando aquecido. quanto a ser atacado pelo oxigênio. a geração de calor aumenta. Índice de Alcalinidade Total. que indica a presença de componentes aromáticos. que normalmente o lubrificante não suportaria sem sua presença. em baixas temperaturas. Extrema Pressão. Por exemplo.

sem o risco de incompatibilidade. que desejavam poder utilizar qualquer tipo de lubrificante. é misturar dois óleos do mesmo fabricante. podem não ser compatíveis. segredos dos fabricantes. as graxas apresentam vantagens em relação aos óleos. com a temperatura. mas com viscosidades diferentes. é uma das características de maior orgulho dos fabricantes de óleos automotivos. pois agem como elementos de vedação. significando que se busca. Para isso. que os óleos possam ser misturados. sem que isso possa causar problemas. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . proporcionam que o lubrificante “molhe” melhor os componentes por ele lubrificados. evitam misturar em seus motores. principalmente onde sua aderência às superfícies seja importante. Algumas vantagens apresentadas pelas graxas como lubrificantes são: a) propriedades de retenção por possuírem alta afinidade com as superfícies metálicas b) prefere-se a graxa quando a impraticável um suprimento contínuo de óleo. Uma das desvantagens das graxas frente aos óleos é que não dissipam calor como os óleos. apenas para se conseguir um produto de viscosidade intermediária. A mistura de lubrificantes industriais. indica a menor perda de viscosidade de um lubrificante. criando problemas nos componentes lubrificados. Agentes de Adesividade. com o uso de frações mais pesadas de petróleo ou mais modernamente com a utilização de argilas e outros materiais sintéticos. Essa índice é um número. que se deseje. nos motores de seus veículos militares. por sua coesão podem ser armazenadas nos pontos de aplicação. produtos de dois fabricantes diferentes. que quanto maior. O máximo que se aceita.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA de viscosidade (IV). gerar reações químicas imprevisíveis. ou úmidas. Mesmo assim. porém. que são produtos químicos e em geral. ocasionando que os mancais lubrificados a graxa trabalham em temperaturas mais elevadas. Mistura de Lubrificantes. para evitar que a película se rompa. dá-se justamente o contrário. Nas aplicações de lubrificação de motores. A sua condição pastosa oferece muitas vantagens em relação à lubrificação através de óleos. existem até recomendações e fórmulas destinadas a calcular essas misturas. evitando-se assim. técnicos criteriosos. é altamente não recomendada pois os aditivos. de mesmo nome. A exigência é. durante períodos de tempo relativamente longos. que o lubrificante tenha maior adesão aos componentes. Essa exigência partiu de normas militares norte americanas. Lubrificantes Pastosos Graxas As graxas são lubrificantes em estado pastoso que pode ser obtido através do uso de sabões com adição de óleos. pois elas. a necessidade de acrescentar novas quantidades de lubrificante c) quando em presença de atmosferas poluídas.

com: Inibidores de oxidação Inibidores de Oxidação Agentes de oleosidade e untuosidade Lubrificantes sólidos Agentes modificadores de estrutura Agentes de extrema pressão Agentes de adesividade Corantes Produtos odoríficos Sabões Metálicos Alguns sabões metálicos têm a capacidade de emprestar consistência aos óleos. Lítio – As graxas de sabão de lítio são as mais modernas entre as anteriormente mencionadas. 1) 2) 3) 4) ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . alumínio e lítio. Sódio – Sua principal característica é a resistência ao calor seco. é fibrosa. 3) Aditivos Além desses componentes as graxas podem ser aditivadas. podendo ser usada entre 110 e 150°C. resistentes à água e aderem bem às superfícies metálicas. Trabalham a até 70°C de maneira contínua. formando graxas. Sua estrutura é macia e amanteigada.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Tipos de Graxa Os componentes essenciais de uma graxa são o lubrificante líquido e o agente espessante. 1) Lubrificantes líquidos a) óleos minerais b) óleos sintéticos 2) Agente espessante a) sabões metálicos I) componentes metálicos II) componentes graxos b) tipos não sabão I) argilas modificadas. Com essas características ela passou a substituir a qualquer das anteriores e por isso ganhou o nome de graxas de aplicações múltiplas. são de grande adesividade. resistentes ao calor e à água. em geral. como os óleos. Tem as mesmas limitações das graxas de cálcio. Alumínio – São graxas transparentes. Sua principal utilização se deve a sua capacidade de adesão. Elas têm a aparência de certas graxas de alumínio. É hoje a graxa mais utilizada tendo apenas como desvantagens de ter o seu custo um pouco mais elevado que as outras graxas a base de sabão. Cálcio – Suas principais característica são a resistência à água e o custo relativamente baixo. sílica-gel II) graxas betuminosas. sódio. Os mais comuns são os de cálcio. Sua textura.

mas de capacidade de lubrificação deficiente. por exemplo.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Tipo não Sabão Algumas graxas têm o agente espessante que não é um sabão. de baixo custo. o cone de metal é substituído por cone de alumínio ou plásticos. São utilizadas. Essa penetração é medida em décimos de milímetros. Para se medir a dureza trabalhada a graxa é previamente sujeita a um trabalho em um dispositivo padronizado. em lubrificação com grandes perdas. Ensaios em Graxas 1) Penetração Trabalhada e Não Trabalhada. Nos cabos de aço agem mais como proteção contra a corrosão de agentes externos pois sua capacidade de penetração no interior do cabo é muito baixa. São lubrificantes de elevada aderência. medindo-se a distância que um cone de metal com dimensões e peso determinados pela norma. normalmente. Podem ser. (ASTM D217-52T) A consistência da graxa é determinada empiricamente. conforme a norma. Têm custo muito elevado em relação a essas graxas. entre outros argilas modificadas (bentonita tratada) e sílica-gel. No caso de graxas muito duras utiliza-se agulhas padronizadas e no caso de graxas muito macias. em um tempo de 5 segundos. A sua característica principal sé o trabalho a maiores temperaturas que as graxas de sabão. Asfaltos de menor densidade misturados a óleos minerais. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . penetra na graxa ensaiada. numa temperatura de 25°C. em engrenagens e cabos de aço expostos ao tempo. conforme a norma. Composições Betuminosas São composições formuladas a partir de subprodutos de petróleo.

pois avalia as perdas de consistência quando submetido a um serviço. à temperatura na qual o produto torna-se suficientemente fluido.G. estabeleceu uma classificação das graxas lubrificantes. as condições do ensaio.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Baseado nos valores de penetração trabalhada. em décimos de mm 445/475 400/430 365/385 310/340 265/295 220/250 175/205 130/160 86/115 Grau N. o “National Lubricating Grease Institute” (NLGI) dos Estados Unidos. rigorosamente. sendo capaz de gotejar através de um orifício de um dispositivo especial. Ponto de Gota (ASTM D566-42) Denomina-se ponto de gota de uma graxa lubrificante. dividindo as mesmas em nove tipos conforme a seguir: Penetração Trabalhada (ASTM) à 25°C. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA .L.I. 000 00 0 1 2 3 4 5 6 Geralmente dá-se mais valor ao teste de penetração trabalhada para fins de avaliação de desempenho do produto. sendo obedecidas.

negro de fumo. b) Teor e tipo do sabão c) Cargas – São os materiais que podem ser adicionados às graxas para lhes conferir capacidades especiais. asbestos.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA De um modo geral. óxidos e sais. as graxas lubrificantes podem ser classificadas de acordo com o seu Ponto de Gota como a seguir: Tipos de Graxas Graxas de Cálcio Graxas de Alumínio Graxas de Sódio e Cálcio Graxas de Sódio Graxas de Lítio Graxas de Bário Graxas de Argila. por exemplo: mica. a) ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Sílica ou Grafite Ponto de Gota °C 66/104 82/110 121/193 148/260 177/218 177/246 Acima de 260 Outros ensaios que podem ser feitos nas graxas são: Teor de óleo mineral – que nos indica o percentual de óleo que contem a graxa e que ainda pode nos indicar as qualidades desse óleo. Podem ser. dissulfeto de molibdênio.

que impulsiona a graxa através de tubos. resistência à água. Métodos de aplicação de Graxas. Número de neutralização – nos indica a acidez ou alcalinidade da graxa. A lubrificação centralizada tem as vantagens de garantir a constante lubrificação a todos os mancais e é somente acionada quando do funcionamento do equipamento. Os copos graxeiros estão. permitindo também economia de mão e obra de lubrificação. forçando a fluir até os pontos s serem lubrificados. Teor de cinzas. a entrada de poeiras ou umidade. As pistolas injetam lubrificantes aos mancais através de pinos graxeiros. as graxas podem ser aplicadas pelos seguintes métodos: Copos graxeiros (tipo Stauffer). localizados nas tampos dos mancais. a) b) c) d) Vantagens da Lubrificação à Graxa a) b) c) d) e) f) g) h) Boa retenção Lubrificação instantânea na partida Mínimo vazamento Permite a utilização de mancais selados Elimina contaminação Permite operação em várias posições Requer aplicação menos freqüentes Baixo consumo. e as condições de trabalho. feitos de dois anéis. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . que têm uma pequena válvula ante-retorno. Estabilidade à oxidação.nos indica o tipo de sabão empregado na fabricação da graxa. características de extrema pressão. ou com filamentos de lã. Mancais de rolamento são elementos de máquinas mais complexos. Podem ser classificados em mancais de deslizamento e de rolamento. aos mancais. Lubrificação centralizada. rolos ou agulhas. entre outros. São providos de tampas roscadas que permitem que ao serem acionadas comprimam o lubrificante. por meio de bomba. Mancais de deslizamento são elementos de máquinas com concavidades que servem de apoio para rotação de eixos e árvores. que impedem. estabilidade ao trabalho. Mancais Os mancais são elementos suportes de peças rotativas. nos casos de graxas em blocos. normalmente. etc.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA d) e) f) g) Teor de água – nos indica o percentual de água existente na graxa. Essas peças permanecem paradas em relação aos elementos rotativos. em mancais com cavidades apropriadas a esses tipos de graxa. fazendo com que o atrito entre eles seja de rolamento. onde um deles permanece estático em relação ao outro e entre eles rolam esferas. O atrito que existe entre as partes estáticas e rotativas é o de deslizamento. Manualmente. Pistolas graxeiras de baixa ou alta pressão. De acordo com os pontos a lubrificar. nos mancais.

2) Rolamentos de Rolos Cilíndricos. etc. Podem ser: a) Radiais – onde as cargas que suportam atuam perpendicularmente ao eixo. Entre esses anéis se localizam elementos como esferas. a diferença entre esses é que os elementos girantes são rolos cortados em esferas. são esferas.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Rolamentos São. são também combinados elementos rolantes esféricos e cilíndricos. 1) Rolamentos de Esfera São rolamentos onde. 3) Rolamentos de Rolos Esféricos. À semelhança dos rolamentos de esfera os de rolos têm a mesma constituição básica somente que o elemento rotativo é um rolo cilíndrico. hoje podemos encontrar no mercado os mais diversos tipos de rolamentos. Nos rolamentos combinados. dos tipos de rolamentos. que existe entre os anéis. Como os dois casos anteriores. em geral. Tipos de Rolamentos Como dito anteriormente. denominados rolamentos a esses elementos de máquinas anteriormente descritos. rolos cilíndricos. são normalizadas por organismos internacionais como a ISO. Essa constituição permite que se construa rolamentos de rolos ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . um axial e um radial. suportando cargas nas duas direções. b) Axiais – que suportam cargas na direção do eixo. Os rolamentos podem ser: a) Fixos b) Autocompensadores c) Etc. vulgarmente. o elemento rotativo. A maior parte. foram e continuam sendo desenvolvidos constantemente. Como são os elementos que melhor eliminam o atrito entre peças em movimento. diminuindo o atrito entre as partes estáticas e as rotativas. que rolam em pistas localizadas nos anéis. Hoje podemos encontrar rolamentos planos (que permitem o movimento retilíneo entre diversas formas de superfície) e também porcas onde o tipo de atrito que mantém para com o parafuso é o de rolamento. Os rolamentos de rolos cilíndricos não podem ser autocompensadores pois a sua constituição não permite oscilações que não sejam apenas axiais. c) Combinados – que na verdade são dois rolamentos combinados. Normalmente os rolamentos são constituídos de dois anéis que servem para serem fixados nos eixos ou árvores e nas sedes de suporte.

A manutenção de rolamentos se torna cada vez mais desnecessária pois a tendência desses elementos é de se tornarem peças descartáveis. seja no eixo como na caixa. seja pela sua constituição. de maneira que não seja danificado. utilizando peças que ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . são muitas vezes desmontados e recolocados a trabalhar. Manutenção de Rolamentos. A vantagem desses rolamentos sobre os de esfera é que suportam maiores cargas que aqueles. podemos. Mesmo assim muitos rolamentos. seja pelas suas dimensões. Na figura acima vemos um rolamento sendo montado em um eixo. com muito cuidado. devemos adotar medidas como a seguir. Se ainda assim não dispusermos desses equipamentos acima citados. Têm a desvantagem de trabalhares a menores velocidades que os rolamentos de esferas. Para isso as montagens e desmontagens devem ser feitas com muito cuidado para não danificar esses elementos. na pista do rolamento que será fixada. tendo os mesmos diâmetros. Caso não dispusermos de uma prensa ou se não tivermos condições de utiliza-la devido a diversos fatores.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA autocompensadores. A montagem mais indicada para um rolamento é aquela feita com o auxílio de uma prensa. com a utilização de uma prensa. fazermos a montagem. ainda requerem manutenção ou seja. Quando o rolamento for tratado como peça descartável não requerem maiores cuidados nesses serviços. Dessa maneira garantimos que o esforço seja aplicado de maneira distribuída. 1) Montagem de Um Rolamento Para se montar um rolamento. por igual. sem risco de danificar o rolamento. podemos utilizar ferramentas próprias para isso. como vemos na figura abaixo.

ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA podem transferir a pancada de um martelo ou marreta ao rolamento e efetuarmos a montagem tecnicamente correta. O aquecimento deve ser feito em óleo e controlando-se a temperatura como na figura abaixo. Para montagem de grandes rolamentos ainda podem ser usadas as buchas de montagem que nos facilitam a montagem e desmontagens desses elementos de máquinas. em eixos. Podemos também utilizar a montagem. Veja a figura abaixo como exemplo de uma montagem improvisada e correta. com o aquecimento do rolamento ou o resfriamento do eixo. O sistema anteriormente descrito pode ser visto no desenho abaixo ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Para isso devemos tomar cuidado de que não aqueçamos o rolamento acima de uma temperatura que é fornecida pelo seu fabricante ou que não resfriemos o eixo a temperaturas que possam torna-lo muito frágil.

São enrolados. Porém se não tivermos em mão essas ferramentas ainda podemos improvisar uma desmontagem corretas com ferramentas mais simples que sempre dispomos como nos exemplos abaixo. seus diâmetros. a quantidade de fios que formam as pernas. Para isso podemos utilizar diversos métodos. possam assumir resistências e flexibilidades desejadas. As características dos cabos variam de acordo com o tipo de aço empregado na confecção dos fios. Várias pernas (normalmente seis) enroladas em torno de uma perna central (alma) formam o cabo. em manutenção. um número de arames. devemos tomar cuidado de que ele não seja danificado na desmontagem. manter outros elementos em posição bem como transmissão de movimento. (quantidades diversas) em torno de um fio central formando uma perna. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Essa maneira de desmontar rolamentos é mostrada nas figuras seguintes. o sentido de torção. Mas se a nossa intenção é de reaproveitarmos esse elemento. é o emprego de ferramentas especiais chamados de sacarolamentos ou mesmo saca-polias. O emprego de uma prensa muitas vezes ajuda mas o mais comum. a combinação do sentido da torção da perna combinados com o sentido da torção do cabo e ainda o material da alma do cabo. a união de diversos arames.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA 2) Desmontagem de Um Rolamento Como já dissemos antes. Cabos de Aço Um cabo de aço é um elemento de máquina utilizado para movimentação de cargas. a desmontagem de um rolamento deve ser analisada antecipadamente. São feitos de arames estirados a frio e enrolados de maneira característica para que. juntos. Se quisermos descartar e substituir o rolamento o único cuidado que devemos ter é o de não danificar eixos e caixas onde ele está montado.

torna-o mais rígido e favorece ao desgaste por abrasão. 5) Filler É confeccionado com fios grossos preenchendo-se os espaços entre eles com fios finos. As almas dos cabos de aço são confeccionadas com diversos materiais. Usado quando se necessita grande flexibilidade e o desgaste por atrito não é rigoroso. Une boa flexibilidade com boa resistência ao desgaste. 6) Warrington Tem fios grossos e finos em uma mesma camada das pernas. podemos ter dois tipos de cabos de aço: a) Torcedura Diagonal ou Cruzada (Regular Lay) O sentido da torção do cabo é feita contrário ao sentido da torção das pernas. 3) 6 x 37 É um tipo bastante flexível. È um cabo bastante resistente ao desgaste devido a ter fios grossos na sua formação. As fibras podem ser naturais como sisal. Proporciona estabilidade ao cabo mas. rami.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Esquema mostrando a formação de um cabo de aço. Quando o cabo será utilizado em altas temperaturas e se necessita flexibilidade utiliza-se o asbesto na confecção da alma. b) Torcedura Paralela (Lang Lay) Os sentidos de torção do cabo e das pernas é o mesmo. também com a intenção de combinar flexibilidade com resistência ao desgaste. Quando queremos muita resistência à tração e/ou ao calor no cabo e flexibilidade não é importante podemos usar alma de aço. Temos a seguir alguns tipos de cabos de aço. A escolha do tipo de alma depende do tipo de trabalho do cabo. Confere ao cabo maior flexibilidade e maior resistência ao desgaste por abrasão. artificial como polipropileno. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Podemos ainda encontrar o algodão em algumas confecções da alma de alguns cabos de aço. 4) Seale Utiliza arames grossos nas partes externas e arames finos nas internas na procura de combinar flexibilidade e resistência ao desgaste por atrito. 1) 6 x 7 É um cabo de aço formado por seis pernas sendo cada perna formada por sete dios (seis mais um central). Por outro lado é um cabo bastante rígido 2) 6 x 19 É um dos tipos de cabo mais utilizados. Considerando a torcedura do cabo combinada com a das pernas. Quando flexibilidade é importante podemos ter alma de fibra (a mais usada).

Exemplos: 1) Laços (Slings) Servem principalmente para movimentação de cargas abraçando peças ou pacotes para que sejam elevados através de ganchos. Os laços podem ser combinados com outros acessórios. Acessórios para Trabalhos com Cabos de Aço Para facilitar o trabalho com cabos de aço encontra-se uma grande quantidade de acessórios que cobrem diversas finalidades. Podem também serem tratados por processos como zincagem conseguindo proteção contra a corrosão.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA O cabos de aço podem também serem feitos de aço inoxidável para utilização em ambientes agressivos quanto a corrosão. 2) Acessórios Diversos ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA .

de preferência que contenham aditivos sólidos. As pernas se afastam da alma causando um dano que se assemelha com uma gaiola.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Manutenção de Cabos de Aço A manutenção de cabos de aço é. amassamento nó 3) Gaiola de Passarinho – Ocorrência normalmente ocasionada por choque bruscos nos cabos. 1) Nós – São provocados pelo mau manuseio do cabo ao ser enrolado ou desenrolado 2) Amassamento – Que podem ser ocasionados pelo cruzamento de cabos no tambor ou da subida do cabo sobre uma quina de polia. normalmente simples ficando quase que exclusivamente na lubrificação alem nos cuidados de manuseio para que os cabos não sofram cargas com choques nem aconteçam nós ou mordeduras que possam danificar esses elementos de máquinas. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . A graxa deve também proteger os cabos da umidade que gera corrosão interna dificilmente detectadas. devido um tensionamento excessivo e alívio instantâneo da tensão. Algumas ocorrências que inutilizam os cabos exigindo sua substituição. Os cabos devem sofrer inspeção periódica para constatar sua integridade. A lubrificação deve ser feita com graxas que tenham poder de penetração.

Deve-se inspecionar os cabos quanto a quantidade de fios rompidos por um metro.. 5) Rompimento de fios. Destinam se a manterem unidas duas superfícies que na falta desse se tornaria vulnerável a vazamentos do material que está contido na caixa ou tubulação. através de testes. Para vedação de sistemas estáticos são utilizados: a) b) c) d) e) f) g) juntas de borracha anéis O ring juntas de papelão juntas metálicas juntas de teflon juntas se amianto juntas de cortiça ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . indicando que o cabo já começa a dar indícios de fim de vida.. etc. Deve-se ter uma tabela indicando. são aceitáveis de se manter o cabo em uso. quantos fios rompidos por metro de cabo.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA 4) Diminuição de diâmetro. Procura-se locais do cabo mais suscetíveis ao rompimento de fios. nas uniões flangeadas.O cabo deve ser inspecionado verificando visualmente e com equipamentos de medida para verificar se existem alguns pontos onde pode ter ocorrido diminuição do diâmetro original. em caixas de engrenagens para retenção dos lubrificantes. SISTEMAS DE VEDAÇÃO Os sistemas de vedação podem ser estáticos ou dinâmico. Normalmente são utilizados em tubulações. 1) Entendemos como sistemas estáticos como sendo aqueles em que o elemento de vedação trabalha parado.

As borrachas devem ser escolhidas em acordo com o fluido a ser retido e às pressões e temperaturas de trabalho dessas peças. As juntas de cortiça são muito utilizadas para tampas de Carter de motores de combustão interna pelo fato de se tornarem mais eficazes quando se embebem de óleo. Normalmente se usam juntas de papelão por ser material mais barato. etc) ou politetrafluoretileno – PTFE (teflon). poliacrílica. nitrílica. fluorelastômero. II) Na vedação de movimentos radiais (rotativos) normalmente se utilizam: a) anéis O ring (pouco utilizados em movimentos rotativos) b) gaxetas (utilização em bombas centrífugas) ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Por exemplo quando se necessita reter altas pressões utiliza-se juntas metálicas. Normalmente confeccionados de elastômeros (borrachas de silicone. . Os movimentos dinâmicos podem ser radiais ou axiais. a) retentores U b) retentores L São peças confeccionadas em borrachas que são montadas nos êmbolos de cilindros com a finalidade de manterem vedados as superfícies do êmbolo e do interior do cilindro. 2) Um sistema de vedação pode ser considerado dinâmico se encontramos movimentos das peças a serem mantidas sem vazamentos. às pressões que devem suportar.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Alguns exemplos de juntas O tipo de material empregado na confecção das juntas ou dos “O” rings diz respeito ao tipo de material a ser retido. em relação ao elemento de vedação. ou outros fatores. I) Para vedação de sistemas de movimento axiais (alternativos) são utilizados. juntas de amianto ou de PTFE (teflon) suportam temperaturas altas. Outros materiais são utilizados conforme a exigência local.

ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA c) anéis V (vedações sob pressão) d) retentores (retenção de lubrificantes) e) selos mecânicos (suportam maiores pressões) a) “O” ring – É um anel de borracha de seção transversal redonda. sem a necessidade de desmontagem. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . São confeccionadas em algodão ou sisal e são embebidas em graxas com a adição de lubrificantes sólidos. possibilitando uma fácil montagem nos eixos. Como se pode notar a vantagem da gaxeta é ser partida. b) Gaxetas – São muito utilizadas em vedações de bombas e válvulas que trabalhem em até médias pressões e quando se deseja baixos custos de manutenção. ou prensaestopa. São muito utilizados em vedações estáticas e em êmbolos de pistões de pequenos diâmetros. Alguns exemplos de trabalhos com gaxetas. As gaxetas são cortadas de acordo com o diâmetro do eixo que se deseja vedar. Deve-se ter o cuidado de que não se aperte em demasia as gaxetas pois elas correm o risco de se queimarem com o aquecimento gerado pelo atrito da rotação do eixo. ou sobreposta. levadas a serem montadas abertas e prensadas na sede por meio de peça chamada de prensa-gaxeta.

os elementos mais utilizados para vedação em caixas de engrenagens. mas muitas vezes são chamados de gaxetas V). O retentor é fabricado em aço e borracha (elastômeros diversos) de maneira que mantenha pressão entre o ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Ao lado prensa-gaxeta Sistema de retirada das gaxetas para substituição Orientação de montagem das gaxetas c) Anéis V São anéis de vedação cuja seção transversal tem a forma de V. São confeccionados em lona e borracha e são montados sem cortes (não têm as vantagens de montagens das gaxetas. motores a combustão interna e outros sistemas em que se desejam manter. sem vazamentos os lubrificantes necessários ao funcionamento desses equipamentos. d) Retentores – Os retentores. São muito utilizados nos movimentos alternativos. axiais. (sem rotação).ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Bomba utilizando gaxetas como vedação.

Temos no mercado diversos tipos de retentores que são utilizados conforme a necessidade. prevenindo contra os vazamentos. na sua seção transversal) ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . Vemos abaixo alguns exemplos de utilização de retentores. Montagem de um retentor em um eixo Componentes de um retentor (vista em corte.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA elemento vedante e o eixo ou árvore que sai do interior desses sistemas.

necessitando-se maior segurança contra vazamentos). tóxicos ou inflamáveis. borrachas nas vedações e aço na mola que mantém a pressão necessária à vedação. São elementos de alto custo por isso de pouca utilização. Uma que permanece agregada á sede (caixa) e outra que se agrega ao eixo e gira com ele. São utilizados vários materiais em sua confecção tais como carbono (grafite) e cerâmica nas sedes. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA . São utilizados em vedações especiais (quando se desejam as mais severas vedações seja em termos de minimizar os vazamentos como vedação em equipamentos que transportam fluidos agressivos.ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Alguns perfis de retentores (seção transversal) e) Selos Mecânicos – Os selos mecânicos são os elementos de vedação mais modernos. A seguir vemos um selo mecânico sendo utilizado em uma bomba centrífuga. São fabricados em duas peças.

ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRIGUES DA SILVA Bomba centrífuga utilizando selo mecânico e detalhes construtivos do sistema. ESCOLA TÉCNICA JOSÉ RODRGIUES DA SILVA .