Custeio Variável

Ludmila de Melo Souza

Objetivos da Aula
• Explicar como o Custeio Variável difere do Custeio por Absorção • Calcular os custos unitários de acordo com cada um desses métodos • Preparar Demonstração de Resultado usando tanto o Custeio Variável quanto o Custeio por Absorção • Conciliar os cálculos de Lucro Operacional Líquido pelo Custeio Variável e pelo Custeio por Absorção • Compreender as vantagens e desvantagens tanto do Custeio Variável quanto do Custeio Por Absorção
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Custeio por Aborção
• Apropriação de todos os custos de produção aos produtos elaborados:
– Fixos e Variáveis – Diretos e Indiretos

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Custeio por Absorção
Materiais Diretos Mão-de-Obra Direta

CIP

O Produto

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Críticas ao Custeio por Absorção
• Os critérios de rateios dos custos indiretos apresentam certo grau de subjetividade e arbitrariedade; • Pode passar a ideia equivocada de que todo o custo unitário é variável; • Dificultaria o controle dos custos fixos; • Pode incentivar a superprodução.

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Problemas relacionados ao Custeio por Absorção
• Os Custos Fixos
– Existem independente da fabricação ou não desta ou aquela unidade;
• ou seja, tendem a ser muito mais um encargo para que a empresa possa ter condição de produção do que um sacrifício para a produção de um produto específico • Tendem, em sua maioria, ser repetitivos a cada período

– São quase sempre distribuídos com base em critérios de rateio, que contêm arbitrariedade;

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Problemas relacionados ao Custeio por Absorção
• Por que não deixar de apropriá-los aos produtos e tratá-los como Despesas do Período?

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Custeio Variável
• No método de Custeio Variável
– somente os custos de produção que variam com o volume é que são tratados como Custo dos Produtos
• Mão de Obra Direta • Matéria Prima Direta • Parcela Variável dos Custos Indiretos Os Custos Indiretos Fixos não são tratados como Custo dos Produtos nesse método de Custeio
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Custeio Variável
• No método de Custeio Variável
– Os Custos Indiretos Fixos são separados e considerados como despesas do período
• Baixados diretamente contra o Resultado do Período

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Custeio por Absorção versus Custeio Variável
Custeio por Absorção Matéria-prima Direta Custo dos Produtos Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Variáveis de Produção Custos Indiretos Fixos de Produção Despesas do Período Despesas Variáveis de Venda e Administração Despesas Fixas de Venda e Administração Despesas do Período Custeio Variável Custo dos Produtos

Fonte: Adaptado de Garrison, Noreen e Brewer (2007)

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Exemplo – Cálculo do Custo Unitário do Produto
• Considere o caso de uma pequena empresa, a Cia ABC, que fabrica um único produto e tem a seguinte estrutura de custos:
Número de unidades produzidas por ano Custos Variáveis por Unidade Matéria-prima Mão-de-obra direta Custos Indiretos Variáveis de produção Despesas Variáveis de venda e administração Custos Fixos por ano Custos Indiretos Fixos de produção Despesas Fixas de venda e administração $30.000 $10.000
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6.000 $2 $4 $1 $3

Exemplo – Cálculo do Custo Unitário do Produto
• Cálculo do Custo Unitário do Produto pelo Custeio por Absorção:
Custeio por Absorção Matéria-prima direta Mão-de-obra direta Custos Indiretos Variáveis de Produção Custo Variável Total de Produção Custos Indiretos Fixos de Produção ($30.000/6.000 unidades) Custo Unitário do Produto $2 $4 $1 $7 $5 $12

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Exemplo – Cálculo do Custo Unitário do Produto
• Cálculo do Custo Unitário do Produto pelo Custeio Variável:
Custeio Variável Matéria-prima direta Mão-de-obra direta Custos Indiretos Variáveis de Produção Custo Variável Total de Produção Custo Unitário do Produto $2 $4 $1 $7 $7

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Exemplo – Impactos no Resultado do Período
• Considerando ainda o exemplo da Cia ABC, analise e os dados a seguir:

Unidades no estoque inicial Unidades produzidas Unidades vendidas Unidades no estoque final Preço Unitário de Venda Despesas Administrativas e de venda Variáveis por Unidade Fixas por Ano

0 6.000 5.000 1.000 $20 $3 $10.000
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Exemplo – Impactos no Resultado do Período
Custo do Produto Vendido Custeio por Absorção
Custeio Absorção Estoque Inicial (+) Custo dos Produtos Fabricados
(6.000 unidades x $12 por unidade)

Custo do Produto Vendido Custeio Variável
Custeio Variável

0 $72.000

Estoque Inicial (+) Custo dos Produtos Fabricados
(6.000 unidades x $7 por unidade)

0 $42.000

(-) Estoque Final
(1.000 unidades x $12 por unidade)

($12.000) $60.000

(-) Estoque Final
(1.000 unidades x $7 por unidade)

($7.000) $35.000

(=) Custo dos Produtos Vendidos

(=) Custo dos Produtos Vendidos

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Exemplo – Impactos no Resultado do Período
• Demonstração de Resultado – Custeio por Absorção
Custeio por Absorção Receita de Vendas (5.000 unidades x $20 por unidade) (-) Custo dos Produtos Vendidos (=) Lucro Bruto (-) Despesas com vendas e administrativas Despesas Variáveis (5.000 unidades x $3) Despesas Fixas (=) Lucro Operacional Líquido ($15.000) ($10.000) $15.000 $100.000 ($60.000) $40.000

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Exemplo – Impactos no Resultado do Período
• Demonstração de Resultado – Custeio Variável
Custeio Variável Receita de Vendas (5.000 unidades x $20 por unidade) (-) Custo dos Produtos Vendidos (=) Lucro Bruto (-) Custos Indiretos Fixos de Produção (-) Despesas com vendas e administrativas Despesas Variáveis (5.000 unidades x $3) Despesas Fixas (=) Lucro Operacional Líquido ($15.000) ($10.000) $10.000 $100.000 ($35.000) $65.000 ($30.000)

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Exemplo – Impactos no Resultado do Período
• Demonstração de Resultado pelo Modelo de Contribuição (Custeio Variável)
Custeio Variável - Modelo de Contribuição Receita de Vendas (5.000 unidades x $20 por unidade) (-) Custo Variável dos Produtos Vendidos (-) Despesas Variáveis (5.000 unidades x $3 por unidade) (=) Margem de Contribuição (-) Despesas Fixas Custos Indiretos Fixos de produção Despesas Fixas administrativas e de vendas Lucro Operacional Líquido ($30.000) ($10.000) $10.000
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$100.000 ($35.000) ($15.000) $50.000

Comparação entre o Custeio por Absorção e o Custeio Variável
1. No método de Custeio por Absorção, os custos indiretos fixos são diferidos para um período futuro
– Incluídos no Balanço Patrimonial como parte da Conta Estoques

2. A Demonstração de Resultado do método do Custeio por Absorção não faz distinção entre os custos fixos e variáveis
– Portanto, não é viável para as análises Custo, Volume e Lucro, as quais são essenciais para tomada de decisão

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Comparação entre o Custeio por Absorção e o Custeio Variável
Relação entre Produção e Venda no Período Produção = Vendas Efeito sobre os Estoques Relação entre os Valores de Lucro Operacional Líquido nos Métodos de Custeio por Absorção e Variável Lucro Operacional Líquido : Custeio por Absorção = Custeio Variável Lucro Operacional Líquido: Custeio por Absorção > Custeio Variável Lucro Operacional Líquido: Custeio por Absorção < Custeio Variável

Nenhuma variação nos Estoques Estoques aumentam Estoques Diminuem

Produção > Vendas

Produção < Vendas

Fonte: Adaptado de Garrison, Noreen e Brewer (2007)

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Razões para o não-uso do Custeio Variável
• Apesar de o Custeio Variável propiciar muito mais informações para tomada de decisão nas empresas, o Custeio por Absorção é o método mais utilizado pelos seguinte:
– O Custeio Variável fere os Princípios Contábeis Geralmente Aceitos (GAAP) – A Legislação Tributária não permite a utilização do Custeio Variável, por diminuir a margem de lucro

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Vantagens do Custeio Variável
• Mesmo que o Custeio Variável não seja utilizado para relatórios externos, ele representa uma alternativa atraente para uso em relatórios internos:
1. Os dados exigidos para a Análise Custo-VolumeLucro podem ser retirados diretamente de uma Demonstração de Resultado em formato de Contribuição

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Vantagens do Custeio Variável
2. No custeio variável, o lucro não é afetado por variação nos estoques. Outras variáveis mantidas constantes, os lucros variam na mesma direção das vendas 3. O impacto dos custos fixos no resultado é realçado no custeio variável e no enfoque da contribuição, o que facilita a tomada de decisão 4. Os dados do custeio variável facilitam a estimação da rentabilidade dos produtos, clientes, e outros segmentos
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Vantagens do Custeio Variável TOMADA DE DECISÃO
• Exemplo da Indústria Brindes e Surpresa:
Dado Fornecido Preço de Venda Unitário Quantidade Comercializada Material Direto total MOD total CIF total (rateado com base no custo de MOD) Lapiseira $0,50 1.000 unidades $100 $140 $400 Caneta $0,70 1.000 unidades $400 $60

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Vantagens do Custeio Variável TOMADA DE DECISÃO
• Exemplo da Indústria Brindes e Surpresa:
• Custeio por Absorção
Lapiseira (1.000) Total Receita (-) Custos MD MOD CIF Soma dos Custos Lucro Bruto 100 140 280 520 (20) 0,1 0,14 0,28 0,52 (0,02) 400 60 120 580 120 0,4 0,06 0,12 0,58 0,12 500 200 400 1.100 100
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Caneta (1.000) Total 700 Unitário 0,7 Total 1.200

Unitário 0,5

500

Vantagens do Custeio Variável TOMADA DE DECISÃO
• Exemplo da Indústria Brindes e Surpresa:
• Custeio por Absorção (eliminação da produção de Lapiseiras)
Caneta (1.000) Total Receita (-) Custos MD MOD CIF Soma dos Custos Lucro Bruto 400 60 400 860 160 0,4 0,06 0,40 0,86 0,16
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Unitário 0,7

700

Vantagens do Custeio Variável TOMADA DE DECISÃO
• Exemplo da Indústria Brindes e Surpresa:
– A Lapiseira ainda seria eliminada?

Mas se o Critério de Rateio fosse com base no consumo de Materiais Diretos?
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Vantagens do Custeio Variável TOMADA DE DECISÃO
• Exemplo da Indústria Brindes e Surpresa:
• Custeio por Absorção
Lapiseira (1.000) Total Receita (-) Custos MD MOD CIF Soma dos Custos Lucro Bruto 100 140 0,1 0,14 400 60 0,4 0,06 500 200 400 1.100 100
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Caneta (1.000) Total 700 Unitário 0,7 Total 1.200

Unitário 0,5

500

Vantagens do Custeio Variável TOMADA DE DECISÃO
• Exemplo da Indústria Brindes e Surpresa:
• Custeio Variável
Lapiseira (1.000) Total Receita (-) Custos MD MOD Margem de Contribuição CIF Lucro Bruto 100 140 260 0,1 0,14 0,26 400 60 240 0,4 0,06 0,24 500 200 500 400 100
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Caneta (1.000) Total 700 Unitário 0,7 Total 1.200

Unitário 0,5

500

Baixados diretamente ao resultado

(O barato saiu caro. O Globo - 10/07/2008) Uma notícia interessante do jornal O Globo mostra como decisão de cortar custos pode ser crucial (e fatal) para uma empresa. Na corrida Fórmula-1 realizada em 06/07/2008, as equipes Ferrari e Renault erram na escolha dos pneus, algo que não teria ocorrido no anterior. Os erros se deveram, em ultima instância, à política de cortar custos, de baratear a temporada. A não ser as equipes independentes, todas as outras contavam com suas próprias equipes de previsão do tempo. In loco. Iam a todas corridas, dispunham de equipamentos sofisticados e, desde 15 minutos antes da largada, sobrevoavam os arredores dos circuitos. Tinham helicópteros e radares de última geração. Sobrevoavam as nuvens pesadas e estudavam a direção dos ventos para indicar aos estrategistas, nos boxes, se iria chover, quando e por quanto tempo. Com toda essa estrutura (cara, é verdade) os erros ficavam perto de zero. Quando pressionados para que cortassem custos, a primeira coisa que veio à cabeça dos chefões foi dispensar os que pareciam menos importantes. Sobrou para os meteorologistas. Os times se juntaram e, com anuência da Federação Internacional e de Bernie Ecclestone, decidiram receber, na base do rateio, os mapas do tempo da Meteo France. O serviço, antes personalizado, passou a vir em boletim distribuído pela internet. A margem de erro é bem maior. Apostaram que a chuva iria parar e mantiveram os pneus desgastados.
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• 7ª Lista de Exercícios

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Análise Custo-Volume-Lucro

Objetivos da Aula
• Explicar como as variações no nível de atividade afetam a margem de contribuição e o lucro operacional líquido • Usar o índice de margem de contribuição (MC) para calcular variações da margem de contribuição e do lucro operacional líquido resultantes de alterações no volume de vendas • Mostrar os efeitos de alterações de custos variáveis, custos fixos, preço de venda e volume sobre a margem de contribuição
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Objetivos da Aula
• Calcular o ponto de equilíbrio em termos unitários e monetários • Determinar o nível de vendas necessário para atingir um nível de lucro desejado • Calcular a margem de segurança e entender seu significado • Calcular o grau de alavancagem operacional num dado nível de vendas e explicar como o grau de alavancagem operacional pode ser utilizado para predizer variações de lucro operacional líquido
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Roteiro
• • • • • • Margem de Contribuição Ponto de Equilíbrio Margem de Segurança Alavancagem Operacional Estrutura de Capital Estudos de Caso

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Comportamento de Custos
• Comportamento de Custos refere-se à maneira como o custo muda quando uma atividade muda. • As três classificações do comportamento de custos são:
– Variáveis – Fixos – Mistos
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Comportamento de Custos
• Refere-se ao modo pelo qual um item de custo tende a variar com alterações do nível de atividade
Nível de atividade – aumenta ou diminui

Item de custo pode variar – aumentar, diminuir ou permanecer constante

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Classificação de custos quanto ao seu comportamento
• O custo variável se altera, em termos de valor total, com a variação no nível de atividade • O custo fixo permanece inalterável, em termos totais, em função do volume de atividade • O custo misto contém elementos tanto de custos variáveis quanto de custos fixos

Exemplo: Custo Variável
A conta de telefone, para ligações de longa distância, é baseada no número de minutos utilizados.
Valor da conta

Minutos utilizados
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Exemplo: Custo Variável por Unidade
O custo por minuto de ligação efetuada é constante. Por exemplo, 25 centavos por minuto.
Custo por Minuto

Minutos Utilizados

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Exemplo: Custos Fixos
O aluguel mensal da fábrica é constante em relação ao número de ligações efetuados.

Aluguel mensal Ligações efetuadas
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Exemplo: Custo Fixo por Unidade
O custo médio (do aluguel) por ligação diminui à medida que o número de ligações aumenta.
Custo médio do aluguel Ligações efetuadas
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Custo Fixo e Custo da Informação
• O custo total é dado pela soma do custo fixo total e do custo variável total • Quando uma regulamentação afeta, igualmente, todas as entidades, este fato costuma penalizar quem é de pequeno porte
– Exemplo: A ADOÇÃO DA SARBOX gerou um custo médio direto de 2,3 milhões de dólares na seção 404. – Como parte deste custo é fixo, as pequenas empresas sofrem mais do que as grandes empresas: o estudo apontou em SETE VEZES MAIS
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Exemplo: Custo Misto
• A remuneração de um vendedor pode ser um custo misto, composto de um salário (componente fixo) e mais uma comissão, em termos percentuais sobre o montante vendido (componente variável)

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Demonstração de Resultado em Formato de Contribuição
• O objetivo do enfoque de contribuição é o de fornecer aos administradores uma demonstração de resultado voltada diretamente ao comportamento de custos
– Ferramenta interna de decisão
• Separação dos custos em fixos e variáveis • Obtenção da Margem de Contribuição

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Modelo da Contribuição
Total Vendas ( (-) CDV (=) Margem de Contribuição (-) CDF (=) Lucro líquido
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Por unidade

unidades)

Relação Custo-Volume-Lucro (CVL)
• É uma técnica analítica para o estudo das relações entre custos fixos, custos variáveis e lucro em relação ao volume de atividade e o preço dos produtos • A utilização desse recurso no serviço público pode ser importante para que o gestor possa, por exemplo, identificar o valor mais justo de uma tarifa pela utilização de um serviço público.
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Relação Custo-Volume-Lucro (CVL)
• Finalidade:
– Simulador para planejamento do lucro e para apoio a muitas decisões gerenciais:
• • • • Quais produtos fabricar ou vender? Qual política de preços seguir? Qual estratégia de mercado adotar? Que tipo de instalações produtivas adquirir?

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Margem de Contribuição (MC)
• A margem de contribuição é o valor remanescente das receitas de venda após a subtração das despesas variáveis
– Montante disponível para cobrir despesas fixas e gerar lucros no período

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Exemplo - Margem de Contribuição
• Considere que a empresa Som e Luz pretende comercializar um novo produto. O quadro a seguir refere-se a demonstração de resultado no caso da venda de um único produto:
Total Receita de Vendas (1 unidade) Menos gastos variáveis Margem de Contribuição Menos gastos fixos Resultado Operacional Líquido $250 150 100 35.000 $(34.900)
50

Unidade $250 150 $100 -

Exemplo - Margem de Contribuição
• A cada produto adicional que a empresa seja capaz de vender durante o período,
– quantidade igual a margem de contribuição estará disponível para cobrir as despesas fixas
Total Receita de Vendas (2 unidades) Menos gastos variáveis Margem de Contribuição Menos gastos fixos Resultado Operacional Líquido $500 300 200 35.000 $(34.800)
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Unidade $250 150 $100 -

Exemplo - Margem de Contribuição
• Se não houvesse vendas, o prejuízo da empresa seria igual às suas despesas fixas:
Total Receita de Vendas (0 unidades) Menos gastos variáveis Margem de Contribuição Menos gastos fixos Resultado Operacional Líquido $0 0 0 35.000 $(35.000) Unidade $0 0 $0 -

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Índice de Margem de Contribuição (IMC)
• O Índice de Margem de Contribuição refere-se à margem de contribuição como porcentagem das vendas totais MC IMC = Vendas • O índice de MC é útil, porque mostra como a margem de contribuição será afetada por uma variação das vendas totais
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Exemplo – Índice de Margem de Contribuição
• Considerando a empresa Som e Luz, temos:
Unidade Receita de Vendas (1 unidade) Menos gastos variáveis Margem de Contribuição Menos gastos fixos Resultado Operacional Líquido $250 150 100 IMC % 100% 60% 40%

• Ou seja:

100 ICM = = 0,40 250
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Exemplo – Índice de Margem de Contribuição
• Suponha que a Som e Luz esteja planejando um aumento de vendas de $30.000 durante o próximo período, qual será o impacto no lucro operacional da empresa?
Atual Receita de Vendas Menos gastos variáveis Margem de Contribuição Menos gastos fixos Resultado Operacional Líquido
* 120 unidades a mais x $150

Esperado 78.000* 52.000 (35.000) $17.000

IMC % 100% 60% 40%

$100.000 $130.000 60.000 40.000 (35.000) $5.000

$12.000

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Exemplo – Índice de Margem de Contribuição
• Um jeito simples de verificar o impacto no lucro de um aumento de $30.000 na receita de venda é multiplicar o IMC pelo aumento esperado. Assim, temos:

$30.000 x 0,40 = $12.000

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Aplicações de Conceitos de CVL
• Alteração de Custo Fixo e Volume de Vendas
– Suponha que a empresa Som e Luz acredite que um aumento de $10.000 em despesas de marketing elevaria as vendas mensais em $30.000. Qual o impacto no lucro? O orçamento para propaganda deve ser aumentado?
• Solução:
Margem de Contribuição Incremental: $30.000 x 40% de IMC (-) Despesa Incremental de propaganda (=) Lucro Operacional Líquido Adicional 12.000 10.000 $2.000
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Aplicações de Conceitos de CVL
• Alteração de Custos Variáveis e Volume de Vendas
– Suponha que a empresa em questão está avaliando a possibilidade de usar componentes de qualidade mais alta, o que aumentaria os custos variáveis em $10 por produto. Essa melhora na qualidade do produto elevaria as vendas de 400 unidades para 480 unidades. Devem ser usados os componentes de maior qualidade?
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Aplicações de Conceitos de CVL
• Alteração de Custos Variáveis e Volume de Vendas
Margem de Contribuição Unitária com os componentes de qualidade mais alta: $90 Aumento de unidades vendidas: 480 480 unidades x $90 MC unitária Margem de Contribuição Inicial: $100 Unidades Vendidas: 400 400 unidades x $100 MC unitária Aumento da Margem de Contribuição Total

43.200

40.000 $3.200*

*Como os cutos fixos não se alteram, o aumento de $3.200 na margem de contribuição deve resultar em uma aumento de $3.200 no Lucro

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Aplicações de Conceitos de CVL
• Setor Público
– Considere-se um Parque da Cidade que possui uma extensa área verde mantida pelo setor público; e junto ao parque existe um estacionamento, também mantido pela municipalidade, incluindo segurança, com capacidade para 3.000 usuários/mês ou 100 usuários dia.

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Aplicações de Conceitos de CVL
• Setor Público
– O poder público pretende cobrar uma tarifa, com um custo variável de $2,00 por carro/mês incluído principalmente seguro; e um custo fixo identificável mensal de $20.000. Além desse custo, a municipalidade quer que o estacionamento ajude a arcar com $10.000 de despesa mensal de manutenção do parque. Considerando um movimento de 150 usuários por dia, ou 4.500 por mês, qual tarifa deve ser cobrada?
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Aplicações de Conceitos de CVL
• Setor Público
– Solução:
• • • • • R=C P x q = (v x q) + F P = v + F/q P = 2,00 + 30.000/4.500 P = $8,67 por carro

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Aplicações de Conceitos de CVL Estudo de Caso - Celebridades • CVL com Celebridades
– As revistas de celebridades estão pagando milhões por fotos exclusivas de bebês – Em março de 2008, a revista People pagou 5 milhões de dólares pelas primeiras fotos dos gêmeos de Jennifer Lopez e Marc Anthony – Os especialistas acreditam que uma revista a mais vendida irá gerar $2 dólares de lucro adicional – Vendendo 500 mil exemplares adicionais geraria um lucro de 1 milhão
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Ponto de Equilíbrio (PE)
• O ponto de equilíbrio é o nível de vendas no qual o lucro é igual a zero
– Uma vez alcançado o ponto de equilíbrio, o lucro operacional aumentará pelo valor da margem de contribuição por unidade, a cada unidade adicional vendida

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Ponto de Equilíbrio

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Exemplo - Ponto de Equilíbrio
• Para a Som e Luz, o Ponto de Equilíbrio é de 350 unidades, mantendo-se um preço de venda de $250, custos variáveis de $150 por unidade e despesas fixas em $35.000.
Total Receita de Vendas (350 unidades) (-) Gastos Variáveis (=) Margem de Contribuição (-) Despesas Fixas (=) Lucro Operacional Líquido $87.500 (52.500) 35.000 (35.000) $0
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Unitária $250 (150) 100 -

Exemplo: Cálculos de Ponto de Equilíbrio
• No caso da empresa Som e Luz, temos:
Vendas = Despesas Variáveis + Despesas Fixas + Lucro

250Q = 150Q + 35.000 + 0 100Q=35.000 Q= 350 unidades

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Aplicações de Ponto de Equilíbrio
• Setor Público
– A secretaria de Recursos Humanos (SRH) de um Ministério está montando um curso de aperfeiçoamento para seus funcionários, e a verba existente é de $8.000. A SRH está prevendo contratar um professor externo, cuja remuneração total é $4.500. A SRH fez, ainda, um cálculo e estimou os custos variáveis por aluno, referente à apostilas e a outros materiais didáticos, no valor de $90,00. Com base nesses valores, qual a quantidade de alunos poderá fazer o curso?
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Aplicações de Ponto de Equilíbrio
• Setor Público
– Solução
• R= (v x q) + F • 8.000 = 90q + 4.500 • Q= 38 alunos

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Cálculos de Ponto de Equilíbrio em unidades • Uma versão mais sucinta do método de equação já apresentado:
DespesasFixas PE (unidades) = MCporunidade

• No caso da Som e Luz:
35.000 PE (unidades) = = 350unidades 100
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Cálculos do Ponto de Equilíbrio Estudo de Caso – Empresas Aéreas
• As empresas aéreas usam o conceito de ponto de equilíbrio em relação a capacidade de um avião • Assim, o ponto de equilíbrio de um avião é representado pelo percentual de ocupação da aeronave • O percentual de ocupação médio é uma informação relevante para o usuário:
– Em 2009 a taxa de ocupação da Gol foi de 72% versus 59% do período anterior
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Cálculos de Ponto de Equilíbrio em unidades • Método da Equação
Lucro = (Vendas – Despesas Variáveis) – Despesas Fixas

Vendas = Despesas Variáveis + Despesas Fixas + Lucro

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Cálculos do Ponto de Equilíbrio Estudo de Caso – Rock Band
• O jogo Rock Band, da MTV Games, irá permitir que usuários carreguem e vendam versões das suas próprias músicas • Para preparar uma música para o jogo, existem empresas que cuidam da formatação, com preços de 500 dólares por minuto de música • Depois disto, os usuários dos jogos podem pagar pelas músicas preços entre 0,99 a 2,99 por música
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Cálculos do Ponto de Equilíbrio Estudo de Caso – Rock Band • A empresa, dona do jogo, fica com 70% do preço final • Suponha que uma banda compôs uma música de 3 minutos e venda a 0,99 no Rock Band
– 0 = 0,99 Q - 500*3 - 0,7 * 0,99 Q – ou 0,3 * 0,99 Q = 1500 – que conduz a Q = 5000 aproximadamente

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Cálculos do Ponto de Equilíbrio Estudo de Caso – Previsão do Tempo • Estimou-se que as pessoas dão um valor de R$0,20 para previsão do tempo • Acredita-se que uma pessoa escute em média 3,8 notícias sobre o tempo por dia • O orçamento do Instituto Nacional de Metereologia é de R$25 milhões
– Benefício = 0,2 x 3,8 x 360 x 180 milhões

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Margem de Segurança (MS)
• A margem de segurança é a diferença entre as vendas previstas (ou reais), em valor monetário, e o volume de receita de vendas no ponto de equilíbrio
– Indica o valor pelo qual as vendas pode cair antes de haver prejuízo. A fórmula é:
Margem de Segurança = Vendas Totais – Vendas no Ponto de Equilíbrio

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Suposições da Análise CVL
• Preço de venda não se altera com a quantidade vendida em um intervalo relevante • A empresa trabalha com um único produto • Os custos podem ser segregados em fixos e variáveis e o comportamento desses obedece a uma expressão linear • A produtividade e eficiência são constantes • Quantidade produzida é igual a quantidade vendida
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Exemplo – Margem de Segurança
• No caso da Som e Luz, considerando a venda de 400 unidades, a margem de segurança é:
Margem de Segurança = Vendas Totais – Vendas no Ponto de Equilíbrio

MS = (400 x $250) – (350 x $250) MS = 100.000 – 87.500 MS = $12.500 MS(%) = $12.500/100.000 MS(%) = 12,5%
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Alavancagem Operacional (AO)
• É uma medida de sensibilidade do Lucro Operacional Líquido às variações nos percentuais de vendas
– É uma espécie de fator multiplicador
• Quando a Alavancagem Operacional é alta, uma pequena variação percentual nas vendas, pode levar a uma variação percentual muito maior nos lucros • O grau é mais alto para níveis de venda próximo ao PE
Onde: MC = Margem de Contribuição LO = Lucro Operacional Líquido

MC GAO= LO
79

Exemplo – Alavancagem Operacional (AO)
• No caso da empresa em questão, o Grau de Alavancagem Operacional, considerando a venda de 400 unidades a um preço de $250 e custo unitário variável de $150 é:
– Margem de Contribuição = 400 x $100 = 40.000 – Lucro Operacional Líquido = 5.000
GAO = 40.000/5.000 = 8
* Isso quer dizer que o Lucro Operacional cresce 8 vezes mais rapidamente que suas vendas
80

Estrutura de Custos
• Corresponde às proporções relativas de custos fixos e variáveis em uma organização
– As organizações possuem, até certo ponto, liberdade de substituir um tipo de custo por outro
• Investimentos em automatização e redução dos custos variáveis de mão-de-obra

• Tem impacto significativo na estabilidade do lucro

81

Estrutura de Custos e Estabilidade do Lucro
• Qual a melhor estrutura de custos?

82

Estrutura de Custos e Estabilidade do Lucro
• Qual a melhor estrutura de custos?
– Não há uma resposta definitiva – Cada uma das opções oferece vantagem – Deve-se levar em consideração uma série de fatores:
• Vendas no longo prazo • Oscilações do nível de vendas de um ano para outro • Propensão (ou não) ao risco dos gestores

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Exemplo - Estrutura de Custos e Estabilidade do Lucro

Empresa A Vendas Menos gastos Variáveis Margem de Contribuição Menos gastos Fixos Lucro Operacional $100.000 -60.000 40.000 -30.000 $10.000 100% 60% 40%

Empresa B $100.000 -30.000 70.000 -60.000 $10.000 100% 30% 70%

84

Exemplo - Estrutura de Custos e Estabilidade do Lucro
• Se for esperado um aumento nas vendas:
– A empresa que tem a maior margem de contribuição tem a melhor estrutura de custos
• Empresa A:
– Margem de Contribuição: 40% – Aumento de 10.000 nas vendas provoca um aumento de 4.000 nos Lucros

• Empresa B:
– Margem de Contribuição: 70% – Aumento de 10.000 nas vendas provoca um aumento de 7.000 nos Lucros
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Exemplo - Estrutura de Custos e Estabilidade do Lucro
Empresa A Despesas Fixas Índice de Margem de Contribuição Ponto de Equilíbrio em termos de Receita Vendas Totais Anuais Margem de Segurança $30.000 0,40 $75.000 $100.000 $25.000 Empresa B $60.000 0,70 $85.714 $100.000 $14.286

Margem Segurança %

25%

14,3%

86

Exemplo - Estrutura de Custos e Estabilidade do Lucro
• Note que a empresa com menor despesas fixas é bem menos vulnerável (Empresa A)
– Não incorre em prejuízos maiores caso ocorra uma diminuição da receita de vendas – O lucro é menos volátil

87

Estrutura de Custos e Estabilidade do Lucro
• Logo:
– Empresas com maior estrutura de custos fixos possuem certa “desvantagens” quando a receita cresce – No entanto, possui maior “vantagem” quando ocorre uma queda nas receitas
QUANTO MAIOR O RISCO, MAIOR O RETORNO

88

ESTUDO DE CASO
89

Caso do Restaurante Universitário
• O restaurante estava produzindo um déficit anual de 6 milhões de reais • Um trabalho de pesquisa calculou os custos • Foi possível fazer uma segregação em fixos e variáveis • O preço da refeição varia de cinquenta centavos até cinco reais • Uma análise preliminar mostrou que a margem de contribuição era negativa
90

Caso do Restaurante Universitário
• Foram realizadas várias simulações, mas como prever a variação na quantidade de refeições com a mudança nos preços
– Elasticidade

• Mantendo o mesmo perfil do restaurante, procurouse determinar qual o preço que poderia ser cobrado para os alunos não carentes para que não ocorresse mais o deficit
– Programação linear
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Caso do Restaurante Universitário
• Comprovou-se que o Restaurante seria deficitário com a atual política de preços
– A questão estrutural – E a questão política? – Existiria uma outra opção?

92

(O barato saiu caro. O Globo - 10/07/2008) Uma notícia interessante do jornal O Globo mostra como decisão de cortar custos pode ser crucial (e fatal) para uma empresa. Na corrida Fórmula-1 realizada em 06/07/2008, as equipes Ferrari e Renault erram na escolha dos pneus, algo que não teria ocorrido no anterior. Os erros se deveram, em ultima instância, à política de cortar custos, de baratear a temporada. A não ser as equipes independentes, todas as outras contavam com suas próprias equipes de previsão do tempo. In loco. Iam a todas corridas, dispunham de equipamentos sofisticados e, desde 15 minutos antes da largada, sobrevoavam os arredores dos circuitos. Tinham helicópteros e radares de última geração. Sobrevoavam as nuvens pesadas e estudavam a direção dos ventos para indicar aos estrategistas, nos boxes, se iria chover, quando e por quanto tempo. Com toda essa estrutura (cara, é verdade) os erros ficavam perto de zero. Quando pressionados para que cortassem custos, a primeira coisa que veio à cabeça dos chefões foi dispensar os que pareciam menos importantes. Sobrou para os meteorologistas. Os times se juntaram e, com anuência da Federação Internacional e de Bernie Ecclestone, decidiram receber, na base do rateio, os mapas do tempo da Meteo France. O serviço, antes personalizado, passou a vir em boletim distribuído pela internet. A margem de erro é bem maior. Apostaram que a chuva iria parar e mantiveram os pneus desgastados.
93

Comportamento do Custo: Análise e Uso
Capítulo 5 Profª. Ludmila Melo E-mail: ludmilamelo@unb.br

Caso Prático 1
• Graças a realização de investimentos em tecnologia, as empresas de vanguarda têm conseguido criar estrutura de custos radicalmente diferentes das possuídas pelas empresas tradicionais. • Onsale e House of Fabrics são duas empresas que possuem aproximadamente a mesma receita total: $250 milhões • A Onsale opera pela internet e a House of Frabrics opera via comércio tradicional.
95

Caso Prático 1
• Em situações de aumento da demanda:
– Empresa Internet:
• Não precisa muito aumentar os custos fixos
– Ex: acrescentar um servidor

– Empresa Tradicional:
• Aumento significativo dos custos fixos
– Ex: investimento em prédios, funcionários

96

Custo Variável
Custo variável é aquele que varia na razão direta das mudanças do nível de atividade. O valor da conta telefônica, de longa distância, varia na razão direta do número de minutos utilizados.
$ da Conta Telefônica (Longa Distância)

Minutos Utilizados

97

Custo Variável por Unidade
O custo variável permanece constante quando expresso de modo unitário. O custo por minuto utilizado é fixo.
$ por minuto utilizado

Minutos Utilizados

98

A Base de Atividade
Unidades Produzidas

HorasMáquina Medida daquilo que causa a ocorrência do custo variável.

Quilômetros rodados

Horas de mão-deobra
99

Amplitude dos Custos Variáveis
A proporção dos custos variáveis diferem entre organizações. Exemplo. . .
Empresa de utilidade pública com grandes investimentos em equipamentos, tende a ter poucos custos variáveis.

Uma indústria terá, frequentemente, uma maior quantidade de custos variáveis. Uma companhia comercial geralmente terá uma grande proporção de custos variáveis, como o custo das vendas. 100

Uma empresa de serviços normalmente terá uma grande proporção de custos variáveis.

Custos Genuinamente Variáveis
O custo dos materiais diretos é genuína ou proporcionalmente variável, porque o valor utilizado em um período varia na razão direta do nível de produção.

Custo

Volume

101

Custos Variáveis Escalonados
Um custo que se mantém constante em amplas faixas de atividade (como o custo de mão-de-obra de manutenção) e que aumenta ou diminui apenas em resposta a variações razoavelmente grandes no nível de atividade é conhecido como custo variável escalonado escalonado.

Custo

Volume

102

Custos Variáveis Escalonados
Em pequenas mudanças no nível de produção é provável não haver nenhuma alteração no número de empregados da manutenção.

Custo

Volume

103

Hipótese da Linearidade e o Intervalo Relevante

Função não-linear de custo dos economistas

Custos Totais

Intervalo Relevante Aproximação linear dos contadores (custo variável unitário constante) Atividade
104

Custo Fixo
Custo fixo é aquele que permanece constante dentro do intervalo relevante. A conta mensal de telefonia básica, em tese, permanece constante em função do número de ligações efetuadas.
Valor mensal Número de ligações
105

Custo Fixo por Unidade
O custo médio do aluguel por ligação efetuada diminui à medida que o número de ligações aumenta.
Custo médio do aluguel Ligações efetuadas
106

A Tendência para Custos Fixos

Tendência em muitas indústrias para o aumento dos custos fixos em relação aos custos variáveis.

107

Custo da Mão-de-Obra, fixo ou variável?
O comportamento do custo da mão-de-obra difere entre países, dependendo da legislação trabalhista, contratos de trabalho, etc.
Na França, Alemanha, China, e Japão os administradores possuem pouca flexibilidade em ajustar o tamanha da força de trabalho. Custo com mão-de-obra são fixos, em essência. Nos Estados Unidos e no Reino Unido os administradores Possuem maior flexibilidade. Custo com mão-de-obra são variáveis, em essência
108

Custos Fixos e o Intervalo Relevante
90 Custo do Aluguel em Milhares de Reais Intervalo Relevante
O custo total não se altera em uma faixa ampla de atividade.

60

30 0 0 1,000 2,000 3,000
109

Área Alugada (Metro Quadrado)

Custos Mistos
O custo misto possui componentes fixos e variáveis. Considere o exemplo da energia.
Y Custo Total

Custo Variável por KW

X Atividade (Kilowatt Hora)

Custo Fixo por KW padrão
110

Análise dos Custos Mistos
Análise da Conta e a Abordagem da Engenharia
Cada conta é analisada como variável ou como fixa, com base no conhecimento anterior do analista de como se comporta o custo em questão.

Envolve a análise detalhada de qual deve ser o comportamento do custo, com base na avaliação dos métodos de produção a serem utilizados.
111

Custos Mistos
O total dos custos mistos podem ser expressos como uma equação: Y = a + bX Onde: Y = Total dos custos mistos a = Total dos custos fixos (intercepto vertical) b = Custo variável por unidade de atividade (inclinação da reta) X = Nível de atividade

Y Custo Total

Custo Variável por KW

X Atividade (Kilowatt Hora)

Custo Fixo por KW padrão
112

Método do Mínimo e do Máximo
• Custo Variável = Inclinação da Reta (dado que a relação entre as variáveis seja linear)
y2 − y1 CustoVariável = x2 − x1
Onde: Y2: Custo no nível mais alto Y1: Custo no nível mais baixo X2: Nível mais alto de atividade X1: Nível mais baixo de atividade
113

Método do Mínimo e do Máximo
• E a parte fixa?

Elemento de custo fixo = Custo Total – Elemento de custo variável*

*Nível alto ou baixo de atividade
114

Exemplo
Hospital Brentline Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Nível de Atividade (paciente-dia) 5.600 7.100 5.000 6.500 7.300 8.000 6.200 Custo de Manutenção Total Incorrido $7.900 $8.500 $7.400 $8.200 $9.100 $9.800 $7.800

115

Método dos Mínimos Quadrados
Método utilizado para analisar os custos mistos, empregando fórmulas matemáticas para traçar uma linha que melhor se ajusta aos pontos do diagrama de dispersão.
O método utiliza todos os pontos para estimar os componentes fixos e variáveis de um custo misto.

O objetivo desse método é encontrar uma linha que minimiza a soma dos erros quadráticos. quadráticos.
116

Método dos Mínimos Quadrados
• Utilização de softwares para ajustar a reta aos pontos. • O objetivo da análise de custos é o mesmo: Y = a + bX

A regressão por mínimos quadrados fornece uma estatística chamada de R2, que mensura a qualidade do ajustamento da linha de regressão aos pontos plotados no diagrama de dispersão.
117

Método dos Mínimos Quadrados
R2 é a porcentagem da variação dos custos totais explicada pela atividade. Y 20 Custos Totais

10

* * * *
0 1

* ** * **

R2 varia de 0% to 100%, e quanto maior a porcentagem, melhor. 0 2 3 Atividade 4 X
118

Exemplo
Hospital Brentline Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Nível de Atividade (paciente-dia) 5.600 7.100 5.000 6.500 7.300 8.000 6.200 Custo de Manutenção Total Incorrido $7.900 $8.500 $7.400 $8.200 $9.100 $9.800 $7.800

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O Modelo da Contribuição
Receita de Vendas Menos: Custos Variáveis Margem de Contribuição Menos: Custos Fixos Lucro Líquido Operacional Total $ 100.000 60.000 $ 40.000 30.000 $ 10.000 Unidade $ 50 30 $ 20

A margem de contribuição enfatiza o comportamento dos custos. Esse valor contribui para cobrir os custos fixos e, em seguida, para os lucros do período.
120

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