MALDIÇÃO HEREDITÁRIA

Lição para Escola Bíblica Dominical
Estudo preparado pelo Bispo José Ildo Swartele de Mello

MEDITAÇÃO DIÁRIA
Segunda-Feira - A maldição sem causa não se cumpre (Pv 26:2). Terça-feira - Um ditado popular censurado por Deus (Ez 18). Quarta-feira - Cristo nos resgatou da maldição (Gl 3:10-14). Quinta-feira - Em Cristo, as coisas velhas já passaram. (2 Cor 5:17). Sexta-feira - Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8:31-39). Sábado - Contra o povo de Deus não valem encantamentos. (Nm 23:8, 20-23). PARA ESTUDAR: Ezequiel 18:1-32 TEXTO BÁSICO: “Que tendes vós, vós que dizeis esta parábola acerca da terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, a os dentes dos filhos se embotaram? Vivo eu, diz o Senhor Jeová, que nunca mais direis este provérbio em Israel” (Ez 18:2 a 3).

INTRODUÇÃO
Alguns acreditam a ensinam que os cristãos podem estar sujeitos à maldição de seus ancestrais. Existem livros e seminários que se prestam ao ensino de como quebrar as cadeias da maldição hereditária. Eles se baseiam principalmente em Êxodo 20:5 e Deuteronômio 5:9. Aliás, por causa de uma má interpretação destes textos, surgiu um ditado que se tornou muito popular em Israel "Os pais comeram uvas verdes, a os dentes dos filhos é que se embotaram”.Vemos esta idéia em Lamentações 5:7: “Nossos pais pecaram, e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniqüidade”.

Bem, Jeremias já havia previsto um dia em que este provérbio não mais seria proferido: “Naqueles dias já não dirão: Os pais comeram uvas verdes, a os dentes dos filhos é que se embotaram” (Jr 31:29). E Ezequiel afirma que este dia já chegara: "Que tendes vós, vós que, acerca de Israel, proferis este provérbio, dizendo: os pais comeram uvas verdes, a os dentes dos filhos é que embotaram? Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Deus, jamais direis este provérbio em Israel” (Ez 18:2 e 3).

Para uma compreensão melhor desta passagem é aconselhável o estudo de todo capítulo 18 de Ezequiel. Ambos os profetas eram contra esta perniciosa doutrina, que descambava em irresponsabilidade e fatalismo, pois é muito conveniente para alguns desviar a culpa de si mesmos e transferi-la para gerações anteriores, ou então, culpar o destino a as forças ocultas por nossos fracassos, pecados, vícios e misérias; chegando ao ponto de acusar o próprio Deus de injustiça, como visto em Ezequiel 18:25: "No entanto dizeis: o caminho do Senhor não é direito...” Em outras palavras, Ezequiel nos ensina que, em vez de voltarmos nossos olhos para trás em busca de resposta para os infortúnios do presente, em vez de culparmos nossos antepassados, ou os demônios, ou o destino, deveríamos olhar para nós mesmos, pedindo a Deus que venha sondar os nossos corações, vendo se há em nós caminho mal, guiando-nos pelos seus santos caminhos (Sl 139). O pecado, sim, é que traz maldição: "... pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”(Gl 6:7). Sabemos também que "a maldição sem causa não se cumpre” (Pv 26:2); E na Bíblia também temos registrado: "Amou a maldição: ela o apanhe; não quis a bênção: aparte-se dele” (Sl 109.17); Outro texto bastante elucidador é o que diz: "Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição” (Dt 11:26). Repare aí que bênção e maldição estão diante e não atrás das pessoas, dependendo da conduta de cada um.

INFLUÊNCIA PAGÃ
Religiões pagãs como feitiçaria e macumba sempre atribuíram poderes extraordinários aos pronunciamentos de bênção e maldição. Para eles, uma vez proferida uma maldição, ela passa a ter vida própria e não sossega até se concretizar. E, para se ver livre de tal encanto, um homem precisaria recorrer a um feitiço ainda maior. Perceba que tudo fica no campo da magia. A infiltração do misticismo e da superstição nas igrejas evangélicas do Brasil é algo assustador. Muitos evangélicos substituíram as "três batidinhas na madeira" por uma nova forma de esconjuro, usando a torto e a direita a expressão: "tá amarrado!" O que eles parecem querer com isto é uma espécie de proteção que anule ou quebre o poder de uma palavra negativa, de modo a exorcizar um mal. E, por causa de tal influência pagã, muitos crentes sinceros estão ficando obcecados por "Batalha Espiritual". A fissura é tamanha ao ponto deles começarem a enxergar demônio em tudo. Por mais que tentem, não conseguem disfarçar seu nervosismo e inquietude que é fruto de desconfiança a temor. Ficam arrepiados a atribuem isto a um discernimento espiritual. Biblicamente falando, o pecado é que traz maldição, pois o pecado separa o homem de Deus, que é a única fonte de verdadeiras bênçãos. Como bênção é o oposto de maldição, maldição

seria estar distante de Deus que é o Senhor das bênçãos. É interessante notar que há poucas referências ao diabo no Antigo Testamento. Era de se esperar muitas menções a ele no livro de Lamentações, por exemplo, pois o livro foi escrito após a calamitosa destruição do templo e da cidade de Jerusalém pelo exército de Nabucodonosor em 586 a.C. No entanto, Jeremias não atribui ao diabo nenhuma destas atrocidades, mas, pelo contrário, ele deixa claro que elas vieram como juízo de Deus sobre o pecado do povo. Observe o capítulo 3, onde lemos: "Eu sou alguém que provou a miséria sob a vara da sua ira... Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade. Que se assente ele, sozinho, e fique calado, porquanto Deus o pôs sobre ele. Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança. Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta. Pois o Senhor não rejeitará para sempre. Embora entristeça a alguém, contudo terá compaixão segundo a grandeza da sua misericórdia. Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens... Quem é aquele que manda, e assim acontece, sem que o Senhor o tenha ordenado? Não sai da boca do Altíssimo tanto o mal como o bem? Por que se queixaria o homem vivente, o varão por causa do castigo dos seus pecados? Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los, e voltemos para o Senhor" (Lm 3.1, 26-33, 37-40).

Ainda neste sentido, é curioso também notar dois registros paralelos do mesmo fato, um em 2 Sm 24 e o outro em 1 Cr 21. Na primeira descrição, lemos que foi Deus quem incitou Davi a levantar o censo. Na segunda, lemos que foi Satanás. Lembrando que Crônicas foi escrito bem depois do livro de Samuel, o que pode ajudar a explicar o porquê da mudança, pois, entre os hebreus, o conceito de Satanás foi sendo formado com o tempo através de uma revelação progressiva, sendo que, a princípio, o que bastava para eles era saber que Deus era soberano. Jó também diz que Deus é quem dá e quem tira (1.21), quem dá o bem e também o mal (2.10), e o v. 11 diz que "em tudo isto Jó não ofendeu a Deus com palavras". Em Lm 3, como vimos acima Jeremias afirma o mesmo. E, em 2 Cr 7.13, é o próprio Deus quem diz: "Quando eu fechar o céu de modo que não haja chuva, ou quando eu ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou quando eu mandar a peste contra o meu povo". Veja que aqui quem manda a praga é Deus. Aí não dá para "amarrar" ou "declarar" nada. Aí o caminho para a libertação dessa calamidade é a humilhação de um coração verdadeiramente arrependido que suplica por misericórdia diante de Deus, como vemos no versículo seguinte: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar e se arrepender dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (2Cr 7.14).

A Bíblia está repleta de registros dos juízos de Deus sobre a terra, povos, famílias, indivíduos e até mesmo sobre os crentes, pois o juízo começa pela casa de Deus (1Pe 4.17). Tais juízos incluem pragas, enfermidades, destruição e morte. E realmente, não dá para anular tais coisas com frases do tipo "tá amarrado" ou "eu rejeito", mas é somente através do arrependimento e da contrição de coração num retorno para Deus (2 Cr 7.14). Notar aqui que a oração de arrependimento é coletiva e não individual: "Se o meu povo...". O que não significa dizer que não tenha nada a ver com o indivíduo, mas que Deus está tratando com o povo e não apenas com indivíduos. Vivemos numa sociedade muito individualista que tende a se esquecer de que estamos enraizados na sociedade e de que possuímos uma identidade grupal, que nos coloca numa relação de interdependência. Daniel orou pedindo perdão pelo pecado de seu povo, solidarizando-se com sua nação: "enquanto estava eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus" (Daniel 9:20). Quando algo de ruim nos acontece, devemos esquadrinhar os nossos caminhos de modo não apenas pessoal, mas também coletivo (Lm 3.40). O mal pode ser consequência natural dos erros humanos, tanto individual como coletivo, pois não estamos sós no mundo, pertencemos a raça humana, estamos ligados uns aos outros por distintos laços e temos responsabilidades sociais, de modo que nossas ações, quer sejam boas ou más têm alcance e repercussão que vão muito além de nós mesmos. Como seres humanos partilhamos de muitas coisas em comum, como exemplo, envelhecemos, ficamos doentes e morremos em consequências do pecado de Adão e Eva, sofremos as consequências de guerra, da poluição, das injustiças sociais, da violência, etc. Caim mata o Abel e tenta se esquivar da pergunta de Deus: "Onde está o teu irmão?", respondendo: "sou eu o guardião de meu irmão?". Conclui-se do texto que Deus nos colocou como guardiões ou responsáveis uns pelos outros. Acã peca e Israel perde a batalha, pois a ira do Senhor se acendeu contra todo o Israel (Js 7.1) e Deus diz: "Israel pecou" (Js 7.11) e "... por isso os filhos de Israel não puderam subsistir diante de seus inimigos" (v. 12). Saul peca e não somente ele é afetado, mas todo o Israel, como também toda sua família, pois seu filho Jônatas morre, seu neto Mefibosete fica aleijado e pobre (2 Sm 4), mas pela virtude de Jônatas e sua amizade com Davi, Mefibosete acaba sendo grandemente abençoado (2 Sm 9). Não batalhamos sozinhos, mas uns pelos outros: "Pois quero que saibais quão grande luta tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram a minha pessoa" (Colossenses 2:1, ver também o v. 24) e "Saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, e que sempre luta por vós nas suas orações, para que permaneçais perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de Deus" (Colossenses 4:12). Jesus também santificava-se para o bem dos discípulos: "E por eles eu me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade" (João 17:19).

Então, precisamos entender melhor a complexidade da causas que podem estar por trás de uma adversidade, pois a questão não se resume a lógica simplista que diz: "Se é bom, vem de Deus; se é ruim, vem do diabo". Porque nem toda coisa boa é fruto da "sorte" ou do esforço pessoal e nem tão pouco toda coisa ruim é oriunda da falta de esforço pessoal, das escolhas erradas ou do "azar". Não quero dizer que não exista o elemento de causa ou efeito (Gl 6.7), mas apenas que isto não explica tudo. Pior ainda quando se pensa em causa e efeito apenas em termos individuais. O sofrimento não pode ser interpretado apenas como um colheita do que se plantou, pois tem raízes muito mais profundas que chegam até Adão. O sofrimento pode ser um juízo de Deus sobre o pecado humano, pode ser algo pedagógico, "porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem" (Pv 3.12) e pode vir sobre nós para provar a integridade de nosso amor a Deus como no caso de Jó. Até mesmo quando algum mal não parece ser uma consequência natural de algum pecado específico que tenhamos cometido, precisamos reconhecer que, como pecadores que somos, já cometemos pecados que seriam suficientes para nossa condenação, razão pela qual já estamos no lucro pelo simples fato de ainda estarmos vivos, pois é pela misericórdia do Senhor que ainda não fomos consumidos (Lm 3.22). Até quando sofremos em decorrência do erro dos outros e também quando somos perseguidos por fazer o bem, devemos entender que Deus está usando aquele drama para exercitar nossos espíritos. "Recebemos a graça de não apenas crermos, mas também de padecermos por Cristo" (Fl 1.29). "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus" (Rm 8.28). "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores por intermédio daquele que nos amou" (Rm 8.37). Deus se vale do mal para nos enriquecer e aperfeiçoar. Posso até encarar meus adversários e adversidades como instrumentos de Deus para a minha santificação! O espinho da carne de Paulo era obra de um mensageiro de Satanás que, consciente ou não, estava promovendo a humildade e a santidade de Paulo, servindo, assim, aos propósitos divinos ( 2Co 12.7). Neste caso, nem as 3 orações de Paulo foram suficientes para remover a chaga, pois a resposta de Deus foi: "a minha graça te basta e o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza", de modo que Paulo passou então a glorificar e dar graças a Deus por toda aquela adversidade, pois conseguia ver o propósito divino e o cuidado de Deus por sua alma: "e Ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo" (2Co 12.9).

CONTRA JACÓ NÃO VALEM ENCANTAMENTOS
A Bíblia ensina exaustivamente que os servos do Senhor não estão sujeitos à maldição,

a não ser que se desviem do caminho de Jesus Cristo.

Balaão não pode amaldiçoar o povo de Israel. Deus não permitiu!
Disse Balaão a Balaque: "Como posso amaldiçoar a quem o Senhor não amaldiçoou?" (Nm 23:8). "Ele abençoou, não o posso revogar... O Senhor seu Deus está com ele... pois contra Jacó não vale encantamento” (Nm 23:20, 21 a 23). Balaão sabia que não se amaldiçoa o povo de Deus com feitiços ou rogando pragas, mas, seduzido pelos tesouros do Rei, ensinou Balaão a Balaque como seria possível realmente atingir o povo de Israel, lançando tropeços e tentações para que o povo caísse em pecado de modo a se afastar de Deus, sua fonte de bênçãos e proteção (Apocalipse 2:14; Nm 25:1-18 e Nm 31:8 a 16). As palavras não possuem tanto poder como querem alguns, conforme concluímos das seguintes passagens: Tg. 2:15-16 e I Jo 3:18. Salmo 109:17 "Amaldiçoem eles, mas Tu, abençoa; sejam confundidos os que contra mim se levantam; alegre-se, porém, o teu servo”.E, em Neemias 13:2, lemos: "Deus converte a maldição em bênção"; e, além disso, o ímpio não sai impune do seu intento de nos prejudicar: "amaldiçoarei os que to amaldiçoarem" (Gn 12:3, cf. Cl 2:14-15 a Pv. 3:26, 33). O Salmo 91 ensina-nos o seguinte: "O Senhor te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Sob suas asas estarás seguro... praga nenhuma chegará a tua tenda...” E o Salmo 31:4 diz: "Tirar-me-ás do laço que, às ocultas, me armaram, pois Tu és a minha fortaleza" (Ver também: Sl 118:13; Sl 84; Sl 146:5, 7; Sl 147:13; Sl 139:1-16; Sl 133:3; Sl 121:3-8; Sl 46:1, 5, 7; Sl 33:18-22; Sl 32:7; Sl 28; 7-9; Sl 29:11; Sl 27:1-6; Sl 23:6; Sl 21:11; Sl 18:1-3, 27-50; Sl 16:5-8, 11).

CRISTO NOS RESGATOU DA MALDIÇÃO
Cristo se fez maldição em nosso lugar. Foi crucificado como se fosse um maldito para nos resgatar da maldição da lei, para que a benção chegasse até nós. (Gl. 3:13, 14). "Os da fé” não estão debaixo de nenhuma maldição, mas "são abençoados com o crente Abraão". (Gl. 3:9). "Quem está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, tudo novo se tornou”(2 Co 5:17). Não precisamos nos preocupar em desenhar nossa árvore genealógica, regredindo até a terceira ou quarta geração quebrando as cadeias. Em primeiro lugar, porque pactos feitos pelos ancestrais não se transmitem automaticamente aos filhos. Favor não confundir conseqüências dos pecados dos pais com maldição. Pois é óbvio que os pais exercem forte influência sobre os filhos, ou para o bem ou para o mal. Mas isto não é o mesmo que dizer que os

filhos estejam debaixo de uma maldição, de um feitiço ou sob algum encantamento, que necessariamente precisa ser quebrado para livrá-los de tal destino. Não devemos nos esquivar de nossas responsabilidades pessoais. Sabemos também que, quando nos convertemos, o sangue precioso de Jesus nos purifica de todo o pecado e as coisas velhas ficam para trás de modo que nenhuma condenação ou maldição há para os que estão em Cristo Jesus (1 Jo 1:7; 2 Co 5.17 e Rm 8.1). Não é necessário uma sessão de regressão a vida uterina e muito menos à vidas passadas para experimentarmos o novo nascimento em Cristo como bem ensinou Jesus a Nicomendos, conforme registrado no capítulo 3 do Evangelho de João. Um crente que volta atrás para quebrar cadeias de maldições hereditárias está pondo em dúvida a sua fé na obra de salvação de Cristo; Não está crendo que é nova criatura a que as coisas velhas já passaram; Não está descansando no poder de Deus e nem confiando no poder purificador e libertador do sangue de Jesus (Cl 2:14-15; A 1:5; Rm 5:9; Ef 1:7, Hb 9:12, 14; 1 Pe 1:18-19). Em vez de retrocedermos devemos fazer como o apóstolo Paulo disse: “... mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Fp 3:13b)”. Não há mais nenhuma maldição e nem condenação para os que estão em Cristo (Rm. 8:1), pois se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8:31). Tendo em mente a definição bíblica de maldição: separado de Deus, ouçamos o que a apóstolo Paulo ainda tem a dizer em Romanos 8:33-39: "quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?... quem os condenará?... quem nos separará do amor de Cristo?... Pois eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor"! "Ele nos libertou do império das trevas a nos transportou pare o reino do Filho do Seu amor, no qual temos a remissão dos pecados, a redenção" (Co 1:13, 14, ver também Co 2:12-15; 3:1-3 10; Ef 1:3-14, 18-20). Curisoso notar também que a última palavra do Antigo Testamento é "maldição", enquanto que o primeiro e mais importante sermão do Senhor Jesus Cristo registrado no Novo Testamento inicia-se com o termo: "BEM-AVENTURADO"! A ignorância e a superstição escravizam, mas a verdade liberta (Jo. 8.32).

Outros textos: 1 Jo 3:14; Gl 1:6; Jo 5:24; Is 43:2; Ecl. 3:15; 1 Pe 1:3-9, 1821, 23,24; 2:1-5 9-10; 4:7, 12-16; 2 Pe 1:3, 12,13; 2:1, 1618; 1 Jo 1:10, 13,14; 2:18-20, 26, 27; 3:1, 2, 8b, 24; 4:1, 4, 7, 12, 13, 15-17; I Jo 5:4, 5, 13, 18; Ap 2:25.

BIBLIOGRAFIA
Romeiro, Paulo - Super Crentes - Mundo Cristão - São Paulo - SP -1993.Gondin, Ricardo - O Evangelho da Nova Era - Abba Press - São Paulo - SP -1993 Artigo especial da revista "Vos Scripturae 3:2 (setembro de 1993) pág.131 a 150. Artigo de Alan B. Pierrat, intitulado:” O Segredo da Espiritualidade da Prosperidade."

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