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editorial

ficha técnica

“Editorial: Artigo de fundo ou artigo destacado num periódico, geralmente com as ideias e opiniões da direcção do periódico” (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa). Não pensem, estimados amigos da DIF, que é fácil resumir numa dúzia de linhas uma visão comum a um grupo generoso de colaboradores, como a DIF se orgulha de ter (já agora, se tiverem ideias criativas e originais para artigos, é favor entrarem em contacto). Há dois, três tipos de fugir sorrateiramente à questão sempre fundamental do editorial – por norma, o último texto a ser escrito antes das páginas que estão neste momento a ler serem impressas: por um lado, há a tendência de pegar num tema em foco na revista e abordá-lo nas primeiras páginas da mesma, quase que justificando o elo comum entre esse artigo e um sem número de outros; por outro, podemos sempre agarrarmo-nos a algo comum à sociedade: se o nosso ângulo fosse mais noticioso, poderíamos trazer para a discussão algum tema político, social, económico – sendo a DIF voltada para a vida urbana e o quotidiano das emoções, poderíamos, no número em questão, falar da chegada da Primavera, do começo da época dos festivais (de música, cinema, etc.), das novas tendências de moda. Não impossível seria, ainda, fazer algum tipo de rescaldo de algum evento decorrido entre o número anterior e o presente – o regresso da Moda Lisboa a Lisboa, por exemplo. Curiosamente, fosse qual fosse o caminho escolhido, dificilmente estaríamos a falar em nome de todos os que da nossa ficha técnica constam. Por isso, optámos, no número 73 da DIF, em falar na dificuldade, por vezes alheia – natural e felizmente – ao leitor, de apresentar um editorial coerente com as vontades e desejos de uma redacção exigente e criteriosa. Sabem que mais? Esqueçam, neste número, o editorial, e saltem já para os conteúdos à vossa frente. O editorial da DIF volta no número 74, e mais uma vez, não fazemos ideia do que nele constará. Voltem também e venham descobrir o que nos une daqui a um mês (mas antes, claro, espreitem as dezenas de páginas a seguir a esta).

Editor‑in‑chiEf Trevenen Morris‑Grantham trevenen@difmag.com dEsign g ráfico & dirEcção criativa José Carlos Ruiz Martínez joseglobal@gmail.com Editora dE Moda E BElEza Susana Jacobetty susanajacobetty@difmag.com Edição Filipa Penteado (Moda . Cinema) filipa@difmag.com Pedro Primo Figueiredo (Música . Cultura) ppfigueiredo@difmag.com Célia Fialho (Música . Arte . Cultura) colaBoradorEs Ana Cristina Valente, Carlos Noronha Feio, Carolina de Almeida, Emanuel Amorim, Heike Himmel, Hugo Israel, João Bacelar, João Telmo Dias, José Reis, Laura Alves, Laura Hamilton, MANU, Margarida Rocha de Oliveira, Manuel Simões, Miguel Gomes‑ Meruje, Nuno Moreira, Pedro Gonçalves, Raquel Botelho, Ricardo Preto, Rita Sobreiro, Samuel Cruz, Sara Vale, Sónia Abrantes, Telmo Mendes Leal, Tiago Santos, Tiago Sousa,. EstE Mês Afonso Cabral, Ana Rita Sevilha, Frederico van Zeller, Luciana Cristhovam, Luis Spencer Freitas, Madalena Saudade e Silva, Mariana Duarte Silva, Raquel Ochoa, Vasco Vicente, Vera Marmelo.

info@difmag.com www.difmag.com myspace.com/difmagazine rEdacção E dEpartaMEnto coMErcial Rua Santo António da Glória 81. 1250‑216 Lisboa Telefone: 21 32 25 727 ‑ Fax: 21 32 25 729 propriEdadE Publicards, Publicidade Lda. distriBuição Publicards ‑ publicards@netcabo.pt iMprEssão BeProfit ‑ Av. das Robíneas 10, 2635‑545 Rio de Mouro Sogapal ‑ 2745‑578 Queluz de Baixo rEgisto Erc 125233 núMEro dE dEpósito lEgal 185063/02 ISSN 1645‑5444 copyright Publicards, Publicidade Lda. tiragEM E circulação Média 21 000 exemplares pEriodicidadE Mensal assinatura 10 € parcEiro ilustração E artE

fotografia João Bacelar styling Susana Jacobetty ModElo Alice (Central Models)

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look outono/invErno 2010/11 Aleksander Protic

Errata Na edição passada no editorial Bosque na 1ª e 2ª páginas, deveria ter entrado a seguinte legenda: vestido Pepe Jeans, casaco Pedro Pedro, colar Rita Vilhena Jóias, botas Louis Vuitton. E na última, anel Valentim Quaresma.

www.pepejeans.com

Alexa Chung with Boyd Holbrook & Tom Guinness

músiCa Sérgio Hydalgo Texto Sónia Abrantes Fotografia Vera Marmelo 32. desilluminati O Cavalheiro do Rossio Texto: Raquel Ochoa Ilustração: Vasco Vicente / WHO . Beleza Looking 4 Beauty Fotografia Luciana Cristhovam Realização Susana Jacobetty 58. moda Organic Anagram Industries Texto Sara Vale 40. com certeza Texto Pedro Figueiredo 33. new staRs FaCtoRy Raquel Ochoa Texto Ana Cristina Valente 36. músiCa Idealipsticks As novas vozes do indie rock espanhol Texto Ana Cristina Valente 34. músiCa Meifumado Uma editora portuguesa. aRte Estricnina. design Village Underground Uma nova vida para antigas carruagens Texto Telmo Mendes Leal 46. um estúdio híbrido de arte e projecto Texto Ana Rita Sevilha 48. agenda Destaque. guia de CompRas 82. aRquiteCtuRa Moov. Música. menina e moça Texto João Telmo Dias 44. Red Bull stReet style Danças com bolas Texto Laura Alves Fotos Heike Himmel 38.índicE 12. moda Check Out the Product Placement Fotografia João Bacelar Realização Susana Jacobetty 70. suRFaCe Alexander James Taxi Series ‑ Tóquio Texto Carolina de Almeida 54. moda Balance Fotografia Frederico van Zeller Realização Susana Jacobetty 76. RetRo CultuRe Regresso ao futuro e directo ao passado Texto Célia F 30. o que andamos a ouviR 31. Cinema 81. KuKies 28.

Contudo. contar como foi! Este mês escreve sobre o estúdio Moov. -. Promotora Snooze Production e Red Bull. IPAM. e entre imagens. Este mês es‑ creve na DIF sobre o primeiro álbum de Toro Y Moi. Madalena é uma das ex‑proprietárias da discote‑ ca africana B.Leza é a sua grande paixão e. é o rosto da Madame Management. É vo‑ calista dos You Can’t Win. design gráfico e animação para clientes como Vert Magazine. e de viajar. que geriu. A base da Madame Management situa‑se em Campo de Ourique. Estudou Fotografia e Publicidade em Lisboa e Barcelona. regressando a Portugal em 2009. e existia muito mais na rua do que aquela que se ouvia na Praça de Espanha. -. cada qual sobre um continente dife‑ rente. frequentando actualmente um mes‑ trado em Cultura Visual. -. Dance Club. Foram essas ar‑ tes que definiram o seu estilo de trabalho. Nesta edição da DIF ilustra a crónica Desilluminati. Este mês fotografou as nossas páginas de beleza. lançado recente‑ mente pela Gradiva e vencedor do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa‑Luís. ao mesmo tempo. para além de ser a nossa “New Star”. 31 anos. nascido em Lisboa em 1986. Em 2009 ficou classifica‑ do em 2. 24 anos. Nesta edição da DIF escreveu a crónica Desilluminati. Este mês na Dif fotografou o editorial Balance. moda. conta. É sócio fun‑ dador e fotógrafo da Kryptonphoto desde 2005.mAdAlenA sAudAde e silvA nasceu em 1969. mana‑ ger e produtora de eventos. É re‑ presentado pela Who – creative talents agency. Brasil. e é sobre o mú‑ sico moçambicano que a programadora escreve este mês na DIF. influenciada pelos estudos das artes plásticas e moda. -- rAquel oChoA tem dedicado grande parte do seu tempo a viajar e a escrever. É licenciada em Direito e repórter de viagens.Afonso CAbrAl. arte. concluiu a sua licenciatura em Ciências da Cultura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 2009. Este mês escreve na DIF sobre Fanfarlo.frederiCo vAn Zeller nasceu em Lisboa no ano de 1977. viajar muito. mas o contacto com Londres é «diário».Leza. projecto ao qual dedica todo o seu tempo livre. -. Frequentou de forma muito torta o curso de Direito até ao 5. “Mandjoló”. mas em 2007 optou pela cidade de Londres para viver e trabalhar. com a irmã Sofia. entre 1995 e 2007. Charlie Brown. com uma passagem pela joalharia. Depois de rápidas passagens enquanto esta‑ giário pela Culturgest e Flur. -- luCiAnA CristhovAm nasceu em São Paulo. design. continua a exercer essa função. divididas en‑ tre Lisboa e Londres e já com uma mão cheia de edi‑ ções realizadas. o seu calcanhar de Aquiles. Tem três livros publicados. palavras e desenhos. Colabora com agências de publicidade e revistas em Portugal e no Brasil.º ano. para depois regressar. e desistiu do mesmo a duas cadeiras do fim. e “se assim não fosse…seria muito mau”. sobre a América do Sul. Gosta de arqui‑ tectura. É uma das responsáveis pelas festas «O Baile».vAsCo viCente. no Cais do Sodré. Começou a fotografar em 1999. Nasceu em Lisboa. «O Vento dos Outros» (2008). «Bana – Uma vida a cantar Cabo Verde» (2008) e «A Casa‑Comboio» (2010) ro‑ mance‑histórico sobre a Índia.mAriAnA duArte silvA. de Costa Neto. onde se dedicou princi‑ palmente à parte da comunicação. agora no Musicbox. -. tem estado na sua aparelhagem. e jornalista por acidente. trabalha como freelancer nas áreas da ilustração.º lugar no concurso Koziol Malas. em 1978. 10 este mês . Visions Magazine. Descobriu então que a músi‑ ca africana era a sua paixão. e vive em Lisboa desde 2005. Desde cedo que uma caixa de lápis e uma folha em branco lhe fazem as delícias. é na composição e na execução da música que Afonso Cabral se sente realmente em casa. Depois de estagiar em agências de publicidade.AnA ritA sevilhA é arquitecta de forma‑ ção. licenciou‑se em 2008 em Design Gráfico pelo IADE. Gosta mesmo de programar e produzir e o B.

desde as tachas às correntes. i nsPirada Pelo universo criativo do “rei ” da PoP art. as Peças são ricas em detalhes. Pelos irmãos n itin. que também inclui acessórios. é Já um clássico da marca. umas calças de ganga de cintura subida . com efeito “segunda Pele ”. caracteriza-se Pelo Jogo entre tecidos fluídos e materiais com efeito “segunda Pele ”. a “seventy three”. com Presença em centenas de Países. na colecção masculina . Passando também Por lanteJoulas. a PePe Jeans aPosta em desenvolver iniciativas e colecções Paralelas. as “Pixie ” estão disPoníveis em várias cores. Para senhora. esta linha Para homem e senhora.. a linha “seventy three”. c asacos de cabedal são conJugados com vesti dos fluídos. uma das marcas de denim mais reconhecíveis em todo o mundo. a PePe Jeans volta a insPirar-se num dos seus temas favoritos: o rock n ’ roll. Fp 12 kukies . franJas e laços. o destaque vai Para as lavagens aPlicadas a Peças denim insPiradas Pelos uniformes de trabalho. desde o azul claro ao índigo. em Para além da sua linha Premium. Jeans de asPecto vintage ou leggins com um Print leoPardo. Passando Pela Primeira loJa em kings road. Para esta Primavera/verão. actualmente. que usa uma das Peças emblemáticas desta co lecção: os Jeans “Pixie ”.. a cara da camPanha Primavera/ verão é a manequim alexa chung. londres.. arun e m ilan shan. a PePe Jeans foi fundada em 1973. onde os irmãos shan começaram a vender as suas Peças. como a andy Warhol.Cute little Pixie. a PePe Jeans é. d esde as bancas de Portobello road market.

que vão buscar influências a Jacques tati . que in tegrou um dos chaPéus mouton collet no seu guarda. numa mistura de azul eléctrico e Preto. Jardins ou florestas. desde l ady gaga . a nos- b élgica. a nacionalidade que Partilham . a excentricidade das criações do duo Já atraiu a atenção de vários Pesos. declaram os criadores. todas as Peças desta duPla belga remetem Para o camPo. que viaJa através da “visão de Predadores retirados de contos de aventura e dos nossos Piores Pesadelos ”. tratam-se de Peças insPiradas em lendas de cavaleiros heráldicos e aventuras éPicas no mar. as Jóias são o seu universo. “moutoncollet é um Jogo de contrastes e oPosições. “a insPiração Para os chaPéus Partiu da nossa última colecção de homem ‘b ords de m er’”. Ca 14 kukies maior Parte das nossas influências estão ligadas ao lado rural da . um mundo de silêncio no meio da natureza”.Mouton-Collet atracção e rePulsa”. m arcel d uchamP e m attheW barney. “a sa assinatura adoPta outra linguagem e confronta o belo e o feio.rouPa . adiantam. a colecção inclui Pulseiras e colares de Pele. sem dúvida . os chaPéus são.Pesados. a rei k aWakubo (comme des garçons). exPli cam. o que chama mais a atenção nesta colecção. os dois artistas ProPõem uma colecção “feroz ”. “a taxidermia e os caçadores de in sectos semPre nos fascinaram ”. m as de todas as Peças. mais radical e sofisti cada . o seu Ponto de convergência. exPlicam à dif. é assim que m atthieW mouton e n icholas collet situam a sua arte – na dualidade. os animais da quinta . Para a estação outono/inverno 2010-2011 na sua linha de mulher.

12. dias 11.CHECKPOINT Fotos: João Bacelar 33ª Edição da Modalisboa de regresso a Lisboa. 13 e 14 de Março de 2010 16 moda lisboa .

que motiva a reedição. as aventuras de James b ond são. enquan to esPeramos Por mais um filme de 007. e das artes desde a década de 1960. com novas caPas. chega ao mercado o livro “q uantum of solace”. e interPretado no cinema Por alguns dos maiores actores de semPre. lhos do fotógrafo nas áreas da música Look um olhar sobre em “look ”. da autoria de Jackie higgins – escritora esPecializada em fotografia – faz uma retrosPectiva da carreira do aclamado fotógrafo in glês david bailey. tal como a série “b ox of Pin -u Ps ” – que inclui retratos dos gangsters ronnie e reggie k ray. Phaidon 2010. (preço: 9. editado Pela Phaidon . um comPlemento simPáti co Para fãs e entusiastas.95). com imagens da mulher. Jackie higgins dá. alimenta . docu mentários. de outros livros da saga 007. andy Warhol. pedRo pRimo FigueiRedo PoP do século o famoso um dos grandes ícones da cultura 18 kukies Não caminhes. não matando Por comPleto a fome. a ex-modelo c aterine bailey.a obra de David Bailey acabado de chegar às Prateleiras das “look ”. está de volta. não é um novo filme do esPião mais famo so do mundo. dos b eatles e de mick Jagger – e a série “the lady is a tramP ”. anúncios e ProJectos mais Pessoais. com texto de Jackie Higgins.com 007 xx. em Palavras escritas.nos bailey se tornou uma lauRa alves Look by David Bailey. “look ” reúne os mais imPortantes trabalivrarias. 007. o livro in clui ainda trabalhos menos conhecidos do fotógrafo Para caPas de discos. não. conta das histórias Por detrás das imagens e revela como referência incontornável no Panorama da fotografia de moda.phaidon. criado Pelo britânico ian fleming em 1953. catherine deneuve ou michael caine são alguns dos rostos que marcam a carreira de bailey. VOA . enquanto se aguarda Pelo terceiro PaPel de daniel craig. bond…James bond. www.

E para quem tem dúvidas — não. SAGATEX. por exemplo. ainda promete que irá conseguir definir. podemos ter uma galeria de fotografias toda em 3D. Uma das primeiras webcams do mercado que permite a di‑ fusão de vídeo em 3D. A televisão é sempre necessária. umas das principais queixas dos mesmos passa pela estética — são normalmente pouco elegantes e pesados. a Gunnar Optiks está a de‑ senvolver óculos para visualização de conteúdos 3D para os mais style‑sensitive — com variados design e cores para todos os gostos e feitios. não só permite filmar em 3D (de uma forma básica) como também tirar fotografias em 3D — o que significa que tendo uns óculos 3D. o ponto de convergência 3D e ainda fará a gravação em SSD. decidimos . e com o botão de cima abotoado.pt . Enquanto ao ver a conversão 2D para 3D a ima‑ gem não nos arranca grande reacção. não quisemos deixar de mostrar a derradeira prova que a tecnologia 3D vai além da tecnologia. de forma automáti‑ ca enquanto se filma. ter um ar fresco pela manhã. assentava bem por baixo de um blazer ou fato de ‘mohair’. Com um design de metal escovado e uma espessura inacreditavelmen‑ te fina. ainda assim. Para responder a esta questão. Para esta edição da dif aPresen - tar alguns destes gadgets e tentações que se avizinham 1 O aparelho mais interessante e. Podemos comProvar isto — a tendência que a indústria de entretenimento demonstra seguir Para este ano e a PróPria criação de novos gadgets e aParelhos electrónicos que são fundamentados no 3d. Mas é claro. Pelo contrário — Já existe há muitos anos mas nunca com o imPulso necessário Para se massificar. como por exemplo a Panasonic Full HD 3D.22. sem dúvida. esta permitirá a um utilizador do Skype. com dois sensores distintos. 20 kukies 1 3D or not 3D Texto: Luis Spencer Freitas 3 2 Paralex Chrome da Gunnar oPtiks 2 3 FujiFilm FinePix real 3d W1 WebCam 3d novo minoru 4 samsunG 3d led 4 Herança incorporada no tecido. emitir a sua imagem 3D ‑ se a pes‑ soa do outro lado do ecrã tiver óculos 3D. temos a Webcam 3D Novo Minoru. Para terminar. Tinha estilo. 1959: Os membros do incipiente movimento ‘Mod’ na Grã‑Bretanha rapidamente perceberam que a camisa pólo se adequava às suas actividades noctívagas. E assim começou uma das mais duradouras relações entre a moda e a música.novis. As mais duradouras relações entre moda e música.o 3d não é novidade. destacamos o Samsung 3D LED. tornando a transferência das gravações para o PC muito simples. Lda. E no meio dos vários lançamen‑ tos.sagatex@net. do in your house em dois eixos 2010 Po- derá ser declarado o ano do arranque oficial 3d. o Samsung 3D LED não só converte o sinal 2D de um canal normal para 3D como também tem a capacidade de reprodução de conteúdo em 3D nati‑ vo.5089160 . Para quem pretende criar conteúdo em 3D existem soluções disponíveis ou em vias de estar disponíveis no mercado. A Câmara Digital Fujifilm FinePix Real 3D W1. Estando dependente de óculos. mais básico é a televisão. Por fim. pelo que se tornou a primeira marca de vestuário desportivo a passar para o lado do street wear. . para além de filmar em 3D e em Alta Definição. não podemos ver fil‑ mes em 3D numa televisão normal só tendo um Leitor de Bluray 3D. para realmente usufruir‑ mos desta imagem precisamos de ter um leitor de Bluray 3D — que a Samsung convenientemente lançou para o mercado em simultâneo com o Samsung 3D LED. está claro. e era resistente o suficiente para ser usada toda a noite e. a visualização de um filme em Bluray 3D HD arranca uma reacção até ao mais céptico.

as Peças da colecção aPresentadas em design e funciona- fabricadas em tecido ultra resistente e dis- built to resi(s)t serão milão durante a design Week. ou mesmo umas quantas lidade Podem. fechos e esconderiJos de todos os tamanhos. dvds.com 22 kukies . vem descobri-las em onitsukatiger. Já este mês. coabitar eficazmente e ProPorcionar-te o melhor dos mundos. que modificou. a harley davidson e custo dalmau. Ca Harley (by) Custo Atenção: não usar às costas é o sonho de qualquer Pessoa que viva acabaramse as desculPas Para ter a sala desarrumada. quinze & milan. a ideia nasceu da Paixão Partilhada Pelo estilista esPanhol e ferry clot. os sofás b uilt to resi(s)t são a mais recente ProPosta da eastPak e resultam de num Pequeno aPartamento. com um estilo muito mediterrâneo e colorido. cds. assim. designer da custo barcelona. uniram forças Para criar a harley custo.dePois de um avião da vueling. esta harley custo é uma n ight rod sPecial transformada numa Peça de coleccionador e uma obra solidária . custo dalmau é um fã incondicional de motas e adePto de aventuras em duas rodas. la Cada gaveta esconde uma história. uma Parceria com a marca de mobiliário italiana quinze & milan – club sofa 01 e Primary Pouf 02 – com a vantagem engenhosa de haver esPaço Para tudo aquilo que dá JeiadaPtações de alguns modelos da to ter à mão durante as tuas noites no sofá: revistas. livros. as Peças são do da televisão. Pois o que aqui não falta são bolsos. adaPtou e deu forma às ideias de custo dalmau. Já que será leiloada Para aJudar a fundação san Juan de dios e os seus ProJectos na serra leoa. Ponível em cores e Padrões vistosos. comanbarras de chocolate. os dois criativos dão voz aos mesmos valores: liberdade. chegou a vez de imPrimir o cunho custo numa mota. indePendência e esPírito rebelde e incon formista.

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nº 79 d e 2ª a sábado. os tectos tam- “antePassados” históricos. W W W. no qual está situado o escritório e sho - o destaque estético vai Para Wroom da b enetton / sisley. o Prédio escolhido (onde anteriormente esteve aloJada a loJa das m eias. Passando Por artigos em 2ª mão e Perfumes. agora fechada) foi submetido a obras de restauro que mantiveram os tíPicos azuleJos Portugueses como Parte da decoração. Pedro v. dePois da loJa na rua do salitre. BEST BUYERS. desde exPosições a WorkshoPs. B R E A D A N D B U T T E R . o conceito do esPaço kolovrat Passa Pelo cruzamento de várias áreas artísticas. o Piso térreo é ocuPado Por uma loJa onde Podemos encontrar Peças da criadora bósnia mas também de outros artistas – desde acessórios de moda a Peças de decoração. BEST BRANDS. Fp rua d. o terceiro Piso da loJa . agora fechada. Fp bém foram restaurados e a serralheria foi recriada com base nos seus ★★★ ★★★ BEST BRANDS. BEST BUSINESS. esteJa atento. entre outros. o Primeiro Piso dá lugar a um esPaço Polivalente disPonível Para todo o tiPo de eventos. situado na Praça do rossio. C O M 26 Places . das 11h às 20h.a criadora (de moda e não só) lidiJa kolovrat está de volta a lisboa. em Pleno PrínciPe real. BEST BUYERS. kolovrat abre um novo esPaço. com dois Pisos. Para além dos azuleJos. BEST BUSINESS. Kolovrat Benetton Paint the city with the UNITED COLORS OF BENETTON a b enetton abriu uma nova megastore num edifício histórico de lisboa.

e a sua morte permitiu o renascer do seu projecto. Fabricá-lo na altura não era coisa fácil. Pneu furado. A sua família vendeu os direitos de produção e do nome da máquina a uma empresa do Texas e o Delorean voltou a ser produzido em massa a partir de 2009. Não faz viagens entre épocas. fox voando no skate flutuante.Regresso ao passado ao futuro e directo Texto: Célia F. embora a produção se fizesse a conta gotas. Já infringindo o limite das estradas nacio- à velocidade de 120km/h. Novo ou usado. na qual existia uma porta para os trabalhadores católicos e outra para os protestantes. agora. antes tem um óptimo desempenho respeitando todos os parâmetros das relações consumo/performance. sendo depois apanhado em flagrante e arrumado as botas da empresa em 1983. Apesar das inúmeras encomendas. em exclusivo.. É possível fazer costumizações egóicas ou de estilo. a Delorean Motor Company fabricou o DMC 12. vês Passar o carro do “regresso ao futuro”. e triologia de filmes “Regresso ao Futuro” voltou a ser fabricado. e desta vez. começou a traficar cocaína da Colômbia para a Irlanda. esfregas os olhos. mas lá de dentro sai um homem baixinho que te Pergunta se Precisas de aJuda. um carro desportivo feito de inox. Igual a si mesmo. o delorean Pára de facto. não Podes crer. O material e o formato das peças desafiam a gravidade da realização possível das coisas. de forma eficiente e sem listas de espera. o cansaço está a Provocar-te alucinações. só falta uma nuvem de Pó e fumo branco e sair o michael J. John Delorean morreu em 2002. John Delorean.. A máquina do tempo que povoou o imaginário de todos os seres minimamente pensantes na década de 1980 está aí a rodar nas estradas. Entre 1981 e 1983. o retorno dos lucros era lento e os investidores abandonaram o projecto. começou então a passar por graves problemas financeiros. Pode ser encomendado no site dos fabricantes e apenas aqui o vão encontrar à venda. O mítico carro que foi a estrela da 28 retroculture . para alimentar o sonho. Parado no meio do nada com um nais. Mesmo assim insistiam e o DMC existia. com um design mais do que inovador que não se esgota com o passar dos tempos. o DMC 12 está no mercado. A fábrica situada na Irlanda. Respeitando todo o design antigo e a matéria-prima anteriormente elegida.

C auSerS o f thiS por vezes promete mais do que oferece mas mere‑ ce ser ouvido. ser o seu álbum mais entusiasmante. recentemente. confessa. auSerS sérgio hydalgo nasceu em estocolmo: oukiss e deslumbrava-se com o breakdance até que. Essenciais. Ainda e sempre ligada à música de dança. mas enquanto álbum providencia uma experiência sonora tão diversificada como empolgante. confessa. já que foi uma aposta pesso‑ al muito forte. e decidiram então subir para uma mesa e cantar de lá. Aceitaram. se ca‑ lhar. em 2008. mui‑ to mais. via os Mariana Duarte Silva Produtora de eventos e manager Fanfarlo rEsErvoir Atlantic 2009 escobri os Fanfarlo quando estava a fazer a programação para uma noi‑ te em Londres. conta. é o disco mais adulto do grupo mas consegue. como conta. no mítico aquário da Rua da Barroca. aos doze anos. Valoriza mais a canção e o intérprete que os seus antecessores. Fala dos Dirty Projectors. como viu o programador. dePois. espante‑se. Quando começa‑ ram a tocar. que procura de certa forma trans‑ cendência” e isso. Há aqui boa música nova para descobrir. “criar um arquivo com os artistas que eu achava serem mais relevantes”. Acerca dele. sem hesitações. estou rendida a Fanfarlo. Desde a sua passagem por Portugal. revela. Mas apesar das parecenças com o lisboeta dos Animal Collective serem notórias e. com elementos de r&b e melodias mais pop à mistura – os entendidos na matéria chamam‑lhe chillwave. Tinha de escolher duas bandas novas para apre‑ sentar numa noite no The Hospital Club. Afonso Cabral Músico e responsável de comunicação Toro Y Moi causErs of this Carpark/Flur 2010 o f thiS. o concerto do guitarrista ale‑ mão Steffen Basho‑Junghans. “Eu imaginava que isso pudesse aconte‑ cer. investigar me‑ lhor sobre eles. Confessa que na posição que ocupa lhe in‑ teressa sobretudo a música “que procura romper paradigmas. Não terá singles tão fortes como outros trabalhos do grupo. mas tenta combinar isso “com outras coisas que também me interessam e que fizeram escola na ZdB”. em Nova Iorque. Embora utilize instrumen‑ tos convencionais. releva “várias dimen‑ sões da minha pessoa”. sobretudo. quer para o abanar de dança quer para a degus‑ tação mental. Pegando pelo ca‑ minho das comparações fáceis. Mágico. está bem de ver. rica em forma e conteúdo. E o que é que tem isto a ver com os britânicos Hot Chip? Simples: one life Stand. em Maio de 2009. todos os dias até hoje. quarto álbum de originais dos Hot Chip. mas nunca pensei que fosse tão. o nervo dos primeiros passos. Outro foi no festival Where’s the Love onde os Gang Gang Dance. contrariamente ao espera‑ do num concerto de rock – por mais bizarro ou expe‑ rimental que fosse. A verdade é que foi: nós agradecemos e pedimos mais destes. para além do mais. entre outras coisas. claro. Relembra que começou a ir ainda mais à Zé dos Bois para as entrevistas do Má Fama. Programador de música na galeria zé dos bois (zdb). eu acreditava. mas cada vez mais direcciona‑ da para palcos maiores que o da discoteca da moda. com o sentimento de que o mundo às vezes não é assim tão cinzento. * Agradecimento de Dave Longstreth (Dirty Projectors) no concerto de Junho 2008. Refere. desde 2007. O difícil seria explicar ao agente que o con‑ certo seria apenas para 100 pessoas. Depois foi esperar pelo álbum. sentiram‑se demasiado confortáveis no palco. media e marketing.Madalena Saudade e Silva Produtora de eventos Costa Neto M andjoló Edição de autor 2009 enho o prazer de conhecer o Costa Neto de uma convivência quase diá‑ ria das noites que passámos juntos no B. Imperdível 21 de Abril Times New Viking + Lee Ranaldo (Sonic Youth) & Rafael Toral 20 de Maio High Places + Magina 24 de Maio Shellac Junho Bonnie ‘Prince’ Billy + Emmet Kelly e Susanna Wallumrød (Susanna & The Magical Orchestra) música 30 o que andamos a ouvir 31 . há aqui mais. Mandjolo é também o nome de uma vila na província de Maputo que os portugueses baptizaram de Bela Vista e onde se fala uma das línguas nativas de Moçambique. banda pela qual sen‑ te algum paternalismo. T grupo de pessoas da área da publicidade. Sérgiomore time to Sérgio! * Hydalgo thank you one Texto: Sónia Abrantes Fotografia: Vera Marmelo Pedro Primo Figueiredo Jornalista Hot Chip onE lifE stand EMI 2010 rescer normalmente implica perder a inocência. descalços e acapella. reconhecemos. a um C C D “Assim que tive oportunidade de ir à ZdB foi para ver o Manuel Mota”. os ritmos no disco são tradi‑ cionais. posso dizer que é um tipo sério. de Presente. Se calhar é porque não são nada disso. como reforça – “fizeram‑nos dançar” e nessa altura só teve a certeza de duas coisas: “que aquilo produzia euforia e que eu queria mais”. e são ape‑ nas uma banda com um álbum de se ouvir do principio ao fim. dos nirvana. por vezes excessivas. nunca mais nada foi igual. a Banda Filarmónica de Los Angeles. programa de rádio com o qual pretendia. recebe “nevermind”. Batidas e loops que pedem para ser redescobertos a cada audição e que recom‑ pensam quem o faz. foi ao Late Show with David Letterman e teve Joanna Newsom na plateia. foi literalmente uma via‑ gem”. a “comunicação única e transcenden‑ te entre músico e espectador” e era isso que o levava aos concertos. Mandjolo é um trabalho para se ouvir sem pressa e para se ir descobrindo aos poucos. É nessa altura que acontece a transição de espectador para programador. poderíamos di‑ zer que é uma espécie de Panda Bear mais virado para a pista de dança. a banda de Dave Longstreth já to‑ cou com Björk. sente‑se a sua maturidade. em 2004: “a forma dele tocar levou‑me para outro lado. confessa orgulhoso. Bastou‑me uma música dos Fanfarlo no MySpace para perceber que a noite ia resul‑ tar. mas tam‑ bém da música. a procura do que chama “epifania de deslumbramento”. pois. mas tão grande”. O mesmo se passa com a música que faz e com o seu último ál‑ bum – Mandjolo – no qual. LP de estreia de Chad Bundick (mais conhecido como Toro Y Moi) é daqueles álbuns difíceis de definir. a energia própria das etapas iniciais – seja do que for: da vida. Eu que nunca me interessei por nada indie/pop/folk. Para si a Zé dos Bois representava “um milagre no meio da minha existên‑ cia por poder oferecer música” que Sérgio “à partida desconhecia totalmente e que se abria como um novo mundo”. David Byrne. e com um budget reduzido. o ronga. continua. Sempre privilegiou a sensação de descober‑ ta e. e ouvi‑lo repetidamente.Leza. é.

artes plásticas. com o futuro em aber‑ to. disco manifesto. pelos histriónicos e surpreen‑ dentes AbztraQt Sir Q ou pelo lirismo surrea‑ lista de PZ. “Radio Days” entranha‑se. A Sam Amant está em fase de final de produ‑ ção e vai surpreender. Da robótica de Pplectro às paisagens oníricas de Preto. Numa fase posterior começámos a procurar artistas que. bob dylan.. Sérgio Rui Freitas (ZDB) e Zé Nando Pimenta (ZDB. Está com um som pode‑ roso. Lá procuraram a sua identidade. Idealipsticks as novas vozes do indie rock espanhol Texto: Ana Cristina Valente a meifumado é uma editora diferenarroJada. Tudo começou no final dos anos 1990 quando Eva e Jave faziam parte de um quarte‑ to. Agora resta esperar que um dos próximos concertos possa ser em Portugal. Paco Hunter). A ideia de criação da editora surgiu com o ímpeto de mostrar os nossos projectos sem condicionalis‑ mos de qualquer ordem. há quem os aPelide de the k ills esPanhóis e quem os comPare aos yeah yeah yeahs. tocam e cantam Juntos e têm atitude. Apesar de ser um desafio. Assim. nos estúdios Gismo 7 de Motril (Granada). Por isso é que adoramos o disco. para produzir algo novo. O essencial. o álbum é com‑ posto por canções poderosas. sobretu‑ do porque os primeiros a acreditar no que fazem são eles mesmos. música 33 . passando pela spoken word de Kalaf & Type. trajecto ou simples afinidade artís‑ tica. Este disco funciona como o paradigma de álbum da editora. Que o diga a imprensa especializada. Em 2009 surpreendem com “Radio Days”. Em termos de edições para este ano. os Ryjlen decidiram trocar Guadalajara por Londres e foi em terras de Sua Majestade que começou a germinar o que daria origem aos Idealipsticks. e masterizado por Greg Calbi em Nova Iorque. que o rece‑ beu com excelentes críticas. b londie. o acolhimento junto do público é o que mais importa.ª Edição dos Prémios Rock Villa de Madrid. “meifumado – 5 anos. Já para não falar no prémio que receberam na 31. segundo dizem. Pplectro. PZ. aos quais se jun‑ tou o João Roquette (Precyz/Preto). velvet u nderground e muitas canções de b eatles formam a bíblia musical que os influenciou. com quem gravaram um álbum e um punhado de EPs. a agenda de concertos dos Idealipsticks tem vindo a crescer. etc. Mas o percurso da ban‑ da ficaria por ali. uma vez que to‑ dos gostamos e continuamos a ouvir muito hip‑ hop que. com Texto: Pedro Primo Figueiredo te. o novo disco dos Mind da Gap – “A Essência” – vem mesmo a calhar. e Quais os lançamentos mais significativos até ver da editora e os momentos mais marcantes destes anos de vida? O primeiro lançamento “Meifumado” ‑ The Zany Dislexic Band ‑. com novas bandas no vosso catálogo. pas‑ sando pela batida de “The King has Died” e pela vibração visceral de “There is no Music at Home”. ví‑ deo. Actualmente em digressão por Espanha. Como qualquer banda que ainda está a começar. casos de Paco eva e Jave ryJlen são marido e mulher. não escondemos o orgulho de ter no catálogo os Mind da Gap com 16 anos de carreira ao lado de uns Guta Naki que estão agora a dar os primeiros passos. Em 2010. No futuro gostaríamos que a Meifumado evoluís‑ se como plataforma/rede de criadores (música. Pixies. Ao vivo são ainda mais convincentes. Type). continuamos a editar apenas e só o que gostamos. editou uma comPilação comemorativa dos seus intitulada “cinco anos de sobrevivência”. tido como insPiração Para este dúo de sem pressões. inteiramente gravado em Barcelona. E parecem estar a consegui‑lo. repletas de uma força inebriante. um punhado de canções frescas que se ama ou odeia. É por isso que a sua originalidade não advém da mu‑ sicalidade mas da forma como a interpretam.Meifumadocerteza Uma editora portuguesa. sempre na premissa de alcançar a coesão estética que transforma cada disco num objecto singular. Para 2010. pudessem encaixar no perfil editorial da Meifumado. Desde as guitarras de “Wet to the Bones”. fomos falar com os mentores desta aventura na tradicionalmente conservadora indústria musical Portuguesa. como é que estão actualmente? Quais os projectos para o futuro mais imediato? Foi surpreendente a «contratação» dos Mind da Gap. são todos álbuns que contribuíram para gizar o percurso da editora visando o seu crescente ecletismo. fez anos recentemente. 13 merdas ”. desde o som à parte gráfica. que estabe‑ lece como matriz agregadora o cuidado meticu‑ loso de todos os aspectos da produção. Paulo Zé Pimenta (ZDB. está fora de moda.) que se envolvam na exploração de novos contextos artísticos. i dealiPsticks é o seu nome e com o álbum de estreia chegaram Para nos encantar. para começar: como surgiu a editora e o porquê da sua fundação? A génese da Meifumado está na The Zany Dislexic Band (ZDB) que integra quatro ele‑ mentos fundadores da editora: Duarte Araújo (ZDB). trazem os m ind da gaP hunter ou guta naki. Na prática.. Produzido por Paul Grau. 32 música de volta aos discos e consolidam artistas da casa . Em 2008 gravaram uma maqueta que foi conside‑ rada uma das melhores do ano por ouvintes do programa Discogrande da Radio 3 – Rádio Nacional de Espanha. ao refrão de “U Talk”. ninguém conseguirá ficar indiferen‑ te a este disco. Temos a sair o segundo álbum dos AbztraQt Sir Q. a abanar o caPacete e sem Preconceitos. r adio days é Para ser ouvido em clima de festa . mas curiosamente nem um nem outro é guadalaJara. pela sua ori‑ ginalidade. os Suitcase. the Who. design. Todos os lançamentos têm o seu enquadramento e im‑ portância. no âmbito do festival Universimad.

O: Obrigada. com toda a certeza. Mas há um desti‑ no que tem sido recorrente: a India. aque‑ la família. mudava de país”. É esta paixão que transpira nos escritores.. o território que outrora foi desbravado por conquistadores portugueses tem uma energia a que ninguém consegue ficar indiferente. DIF: O que te entristece? R. lhe estivesse no sangue. lisboa em rePórter 1980. DIF: Que som adoras? R.O: Estar no mar com dois ou três amigos e ondas de metro e meio. por três vezes visitou locali‑ dades distintas e por três vezes tomou consciência que o país é ainda um segredo por desvendar. com 34 neW stars factory .O: Gente doida. já é um problema”.O: Esta é difícil. acrescenta. que pergunta farias a Um e a Outro? R. uma casa que é simultane‑ amente um espaço físico e metafórico. email ou mesmo por meio de jantares. a Pretexto do lançamento da obra decidimos co nhecer melhor o rosto Por detrás da es crita ou melhor . “Porque existe uma família que tem sempre as malas à porta que.. que o seu grande drama na vida é a falta de isolamento. Para o com Provar está o seu Primeiro romance his tórico.Guarda florestal em Madagáscar. m as r aquel ochoa é mui to mais que um conJunto de factos. A Índia tornou‑se especial para Raquel por ter sido a primeira viagem que fez fora da Europa e pela diversidade que encontrou. “c asa-comboio” (g radiva) acomPanha quatro gerações dos c arcomo. James liPton do actors studio.. nas veias e é por isso que tem mais do que um espaço onde marca encontro com a página em branco. É essa espiritua‑ lidade que procura quando viaja e que se resume na palavra disponibilidade. até porque quando descobre um. E quando viajas para conhecer essas personalida‑ des. da qual resultou a sua primeira incursão lite‑ rária – “O Vento dos Outros”. tem de estar sempre a viajar”. por razões políticas. embarque na “Casa‑ Comboio”. ou mais. de via- Raquel Ochoa define‑se acima de tudo em duas palavras: viajar e escrever.“Os locais têm tanta personalidade como as pessoas. como se aquela história. DIF: Que profissão jamais terias? R. deixando‑se seduzir por his‑ tórias. “Tive a sensação que quando mudava de estado. r aquel ochoa aceitou o desafio. trazes na bagagem não só um álbum de foto‑ grafias mas experiências de grande profundidade”. Raquelpalavras Ochoa por detrás das Texto Ana Cristina Valente e screver e screver. que foi também o Primeiro a ser Premiado Pelo Júri do P rémio r evelação agustina-b essa luís. “É como diz um DIF: Qual a tua palavra favorita para praguejar? R.O: O som ensurdecedor de um avião a le‑ vantar voo. a escrita Por detrás do rosto.amigo meu.O: A Deus perguntava: porquê tanta ten‑ dência para a modéstia? Ao Diabo: porquê tanta tendência para o exagero? E não se esqueça. Raquel Ochoa é: escrita. Numa palavra. DIF: Qual a palavra que odeias? R. E foi também nessa multipli‑ cidade que encontrou a história que viria a transportar para “A Casa‑Comboio”. é uma escritora em ebulição.. suspira em jeito de confissão.O: Talhante. numa livraria perto de si. perfeitas. DIF: O que te anima? R. tem de “saltar logo para outro”. guntas ao estilo de Para terminar . diz em tom nostálgico. sejam elas feita por sms. fizemos algumas Per- DIF: Qual é a tua palavra favorita? R. Estar disponível para se deixar embrenhar numa cultura diferente da sua.Portu guesa originária de damão.inferno!!!» ser‑ ve bem. aque‑ les que não conseguem viver de outra forma senão através e pela escrita. Eu apenas espero não chegar aos 80 anos com um grande problema de isolamento”. Para Raquel. refere com um brilho nos olhos. gens e formadora na escola é nasceu na cidade de licenciada em d ireito. Desde muito cedo soube que o que queria fazer da vida estaria rela‑ cionado com uma ou com outra. DIF: Em hipótese. A escrita corre‑lhe. A sede de aven‑ tura conduziu a autora numa viagem pela América do Sul. sem motivos para o ser.O: Verborreia.O:Motoserras. A partir de 26 de Março. mas «pó c. se moderasses um debate entre Deus e o Diabo. A vida tem muitas solici‑ tações. códigos de linguagem distantes do seu. DIF: Que outra profissão gostarias de ter que não a tua? R. de Raquel Ochoa. de 80 anos. DIF: Que som odeias? R.O: Vou variando. uma família indo . “No entanto. Por três vezes já percorreu o seu solo. Raquel Ochoa é uma contadora de histórias inata. denota com grande emoção..

é exímio na técnica e sabe usar os trunfos nos momentos certos. Fábio terá a oportunidade de medir forças com os melho‑ res futebolistas freestylers do mundo e provar que está à altura do desafio. É lá que decorre. Tal como a rapidez de raciocínio e improviso. mas nem Por isso menos emocionante : o r ed b ull street style . Nós por cá vamos acompanhando o desen‑ rolar dos acontecimentos em: www. desenrola . a África do Sul vai ser a doer. têm três minutos Para mostrar o que sabem fazer com os Pés e uma bola. diz‑nos Fábio. o nosso camPeão . ao aviso da buzina. Porque a técnica conta. mais discreto . com tanta técnica e criatividade que. o uve . no centro a cabeça e os as mãos são a única Parte de corPo Proibida nesta dança desenfreada que consiste em . na Lx Factory.redbullstreetstyle. e estudante da Escola Pedro Jacques de Magalhães. durante a meia‑final. que aprendeu a dar toques na bola a ver vídeos no YouTube. os dois raPazes que disPutam a final nacional do red b ull street style dão tudo Por tudo. é treinar as habituais três horas por dia e aumentar o reper‑ tório de truques e movimentos.” imPacientes . acontece Já no final deste mês e fábio s imões . o som vibrante da buzina . Promete dar esPectáculo.com E gritar: “Portugaaaaaaaal!!!!!” 36 red bull street style . a tensão é real . Com a África do Sul à vista. por isso vou apos‑ tar em sequências muito criativas. Se Lisboa não foi meiga. ombros também Podem entrar no Jogo. durante 20 segundos alternados. a música estilhaça . conquistou o direito de viajar até à Cidade do Cabo.se nas Paredes .se um outro camPeonato . A promessa fica feita: “Vou dar o meu melhor e arriscar. e não é Por acaso. para responder no momento às manobras dos adversários. executar todos os truques Possíveis com uma bola antes de esta tocar no chão ou ser Passada ao adversário. um dos participantes favoritos. a final mundial do Red Bull Street Style. rapidamente deixa de ouvir e ver o ambiente em redor.Red Bull Street Style Danças com bolas Texto: Laura Alves Fotos: Heike Himmel e nquanto o Planeta vibra com o m undial de f utebol . mas a criatividade e o “flow” são igual‑ mente elementos muito importantes da equação. natural de Alverca do Ribatejo. Fábio teve de suar um bocado mais para vencer Kiko. inventar truques novos. “Sei que não vai ser fácil. um evento que reúne participantes de mais de 50 países. de apenas 16 anos. na á frica do s ul . A 6 de Março. a 28 deste mês. dos s urvivor . Fábio Simões. Foi essa ca‑ pacidade de concentração e de equilíbrio que lhe valeu a vitória contra os adversários nacionais – e que os houve de peso. da “arena” dois Jogadores aguardam . Até lá.se “eye of the tiger ”. a luta foi re‑ nhida. e também quero melhorar a minha ligação com a música”. Imperturbável quando dá toques na bola. Ao som de DJ X‑Acto e DJ Nery. a Plateia está ao rubro. etapa após etapa. na África do Sul. os 16 concorrentes ficaram reduzidos a um craque: Fábio Simões.

quem cozinhe. a forte brisa logo o transportou para uma letra da banda sueca Meshuggah: “I’m a carnal organic anagram. E o Miguel tem (muito) orgulho nisso e nos seus companheiros de bordo. Por outro. raPidamente o entranhas. seguindo a metáfo ra do PróPrio. ocuPa lugar e tudo o que é original é meiro estranhas o nome. maioritariamente. Por um organic anagram é a marca de aPParel. onde o objectivo é oferecer peças exclusi‑ vas. ser abraçada por todas as pessoas activas que por aí andam. quem substituía o capitão quando ele dorme. Para saciar a curiosidade. podem sempre juntar‑se nós”. O objectivo da Organic Anagram é.barra. organic anagram industries. Mas afinal quem é a malta que faz isto acon‑ tecer? E de onde vem a inspiração? Curiosa ou inevitavelmente. Temos a página do Facebook. com tudo o que isso implica pois “nenhum navio se aguenta em alto mar se não tem quem o carregue com comida. diz Miguel Meruje. Dedo poético ou não. limitadas. ouvem jazz ou dançam ballet. no fundo. “Os nossos apoian‑ tes têm noção do tipo de pessoas que somos.Print. Se têm background de literatura. etc. arte. uma newsletter. Trata‑se pois de uma indústria sem fins lucra‑ tivos. partilha. E nós gostamos disso. design. a Organic Anagram tem “uma secção do apparel dedica‑ da a roupa e acessórios limitados e um print club. Já a ideia.Organic éAnagram Industries nem tudo o que orgânico é para comer — e ainda bem! Texto: Sara Vale prints não tem que ser sinónimo de prostituição. Porque a bem-vindo.”. lá decidiu construir o navio e tornar‑se capitão. a dif foi falar com o miguel meruJe. Palavra puxa palavra. remata Miguel. No entanto. se Pri - Em poucas palavras roubadas.club nacio nal que desde o verão Passado anda a desPertar curiosidades e a fidelizar amigos. Por isso. bem longe dos negócios e marcas massificadas. essa surgiu no Verão passado enquanto Miguel atravessa‑ va uma tempestade nocturna no Arizona. Mais composto. É a prova que viver do streetwear e 38 moda . o caPitão do navio. isto não é o nos‑ so limite. embora sem esquecer o berço na Quinta das Lameiras. e música ‑ Hardcore e Hip Hop. muitos dos apoiantes da Organica Anagram estão do outro lado do Atlântico. human flesh instead of written letters”. Porque conhecimento não lado. boa vibração puxa melhor onda e lá nasce a Organic Anagram. fica a dica: salta Para bordo e entra na onda deste ProJecto. dizemos-te Porquê. “É assim que nós somos”. proporcionar novas experiên‑ cias e conceder novas oportunidades a todos os interessados. onde são lançados prints de alta qualidade de artistas de todo o mundo”. numa lógica de amor à t‑shirt mais que apego aos euros. Viseu. bem como uma forte presença nas áreas do ska‑ te.

três cidades cosmopolitas. Em doses fracas.Pós. o verde. extraído da noz‑vómica. efémeros e transitórios. deste modo. três epicentros fulcrais da prolificação da arte. 40 arte . Till Krautkraemer ‘Smoke’ A estricnina é um alcalóide vegetal. já com 7 anos de existência. Precisamos da arte. Um artista ale‑ mão tem. que se auto‑intitula de “recreio para artistas de todas as partes do globo. expondo o seu trabalho e desfrutando da oportunidade de reconhecimento fora da sua zona de confor‑ to. metamorfoagora somos velozes. arte e estricnina. que háde ser o azul-toPázio e dePois o azul. Quantas doses temos de tomar an‑ tes de entrar na Strychnin Gallery? Talvez o melhor será repartir em três porções e distri‑ buí‑las irmãmente pelas viagens a Berlim.esmeralda é agora o cinzento — mesclado. fugazes. A Strychnin Gallery é um projecto ambi‑ cioso de triangulação artística. com headquarters em Berlim. voláteis. a estricnina é esti‑ mulante.Proto -modernistas. Já não somos os mesmos que éramos na semana Passada. teorias Pré. muito venenoso. Um projecto que pretende ser uma galeria de arte (ou neste caso três) divergente e ousada. Já não tocamos as mesmas notas no Piano. transferíveis e Pro Pagáveis. Já não temos bolo Preferido. Um conceito multi‑disciplinar.celeste. Nova Iorque e Londres. mas que se transcende tentacularmente até Nova Iorque e Londres.Estricnina menina e moça Texto: João Telmo Dias Imagens: Cortesia Strychnin Gallery Annie Bertram ‘In My Garden’ a realidade modificou-se. arte com estricni na. Um sítio onde as colaborações são encorajadas. não há temPo. seou -se. a possibilidade de expor em Nova Iorque e em Londres e vice‑versa.” O gran‑ de objectivo prende‑se com a fundação de uma transversalidade da arte. arte cheia de estrica. que pro‑ voca a contracção e depois a paralisia dos músculos. Três grémios de criação artística fervi‑ lhante. eli‑ minando o casulo hermético de onde muitos ar‑ tistas almejam sair. que passa exactamen‑ te por essa relação tricotómica dos vários artistas se movimentarem pelas várias galerias. reciclagem e regeneração. Promiscuidade de texturas. transmissíveis e substituíveis. onde os novos projectos estão constantemente a ser desenvolvidos e onde a criatividade é a úni‑ ca coisa que verdadeiramente importa.

com iluminação natural e artificial. plural e incomparável. Turbulento. com ou My Garden’ ingerida. pintura (Jason Shawn Alexander). O músico Joerg Huettner (“The Ring II”. A eterna contemporaneidade temporária. mas fascinante. Exemplo disso é a exposição “Childhood heroes” (a favor das crianças da casa de acolhimento Berliner Herz) ou “Whaleness”. De mãos dadas com a Strychnin Gallery está a Perihelion Gallery (Phoenix. E até a Berlin Fashion Week teve direito a dis‑ seminação artística por parte da Strychnin. fotografia (Manuel Cortez. ilustra‑ ção (Seymour) brinquedos e vídeo. as fei‑ ras de arte de Colónia. artistas que expõem pela primeira vez. residências artísticas e leilões. que se estende às três galerias. cujos lucros foram entregues à Greenpeace. a Resistance Gallery (Londres). Kirk. Numa su‑ perfície espacial esbranquiçada. escultura (Gene Guynn). mostras e happenings. Contraímos os músculos e de‑ pois paralisamos. Uma atmosfera micro‑climática. a Londres e a Nova Iorque. para a galeria de Berlim. permutas e intercâmbios. podemos contemplar mostras de arte feminina. Londres e a KunStart em Bozen. igualmente.Annie Bertram ‘Matador’ As colaborações constituem outro pon‑ to‑chave. contraditório. que já acolheu também a ar‑ tista portuguesa Ângela Ferreira com a sua “Maison Tropicale” em 2008. festas de São Valentim e de Natal. Ansgar Noeth). A Strychnin Gallery não é nada mais do que uma materialização trifásica em estado puro do aparato actual do Mundo. O Hotel Palace Design em Cannes foi também invadido du‑ rante um mês pelos artistas da Strychnin. Arizona). vernissages com cunho etílico. insubordinado. Till Krautkrämer. Há graffiti. percorre‑se uma extensão criativa que acomo‑ da todas as estirpes artísticas. Uma concepção triádica de possibilidades. Annie Bertram ‘In sem estricnina Dentro das galerias. com conferências. shows. A Strychnin comporta. Vamos a Berlim. Itália. uma vertente filantrópica e humanitária e elabora exposições em que as receitas revertem a fa‑ vor de causas ou instituições. exposição internacional dedi‑ cada às baleias. Manuel Cortez ‘Clausen’ 42 arte . “Batman Begins”) criou recentemente a música exclusiva para a exposição “Labyrinth” do artista cana‑ diano Richard A.

a VU de Lisboa não terá uma filosofia diferente da londrina. por outro. Foi nesse mesmo local que. No entanto. um espa‑ ço diferente de trabalho na VU londrina. «o objectivo é sempre o de reutilizar». autocarros desactivados ou. em Lisboa se poderá es‑ tender a «contentores. a primeira VU em solo português. terão deslizado as carruagens. por um lado. A resposta foi positiva e hoje é possí‑ vel alugar. poder‑se‑iam construir grandes complexos de betão‑armado destinados a alojar esses estúdios. Por.Village vida para antigas carruagens Underground uma nova Texto: Telmo Mendes Leal em Plena viagem. como em qual‑ quer VU. outrora. Ao regressar a Londres. O concei‑ to passa. Não levou mais de um ano e uma visita de Auro à capital portuguesa para que Mariana o convencesse a fundar. consigo. Foxcroft perguntou se a empresa dispunha de car‑ ruagens que pudesse dispensar para ele transformar em estúdios. a sua ideia começaria a ganhar os contornos de um projecto inovador hoje conhecido como Village Underground (VU). geram a receita que permite os baixos preços e. é esta a filosofia de cada um ProJecto que este ano chega a village underground. baratos. de criar espaços de trabalho «estúdios» que es‑ tejam ao acesso de todos. que. por fazer com que a VU se financie a si própria através de actividades culturais que. no final de 2008. Possibilitar novos e diferentes Percursos. Trata‑se. de forma relativamente acessível. No fundo. Outra das características inovadoras da VU é a sua vertente ecológica. Auro Foxcroft teve uma ideia que prometia encarar os espaços de trabalho com uma perspectiva com‑ pletamente diferente. irá proporcionar‑se o encontro dos mais diferentes tipos de pessoas e criatividades. como acres‑ centa. trocar‑se‑ão experiências. como nos conta a produtora portuguesa. de acordo com Mariana Duarte Silva. Nisso Lisboa não será excepção. Depressa esta por‑ tuguesa se encantou com o projecto. pois procura dar novo uso a carruagens de comboio. tornou‑se ami‑ ga do seu criador e traçou como objectivo pessoal trazer o VU para Lisboa. Auro Foxcroft conheceu Mariana Duarte Silva. ideias e conhecimentos que transbordarão muito para além dos metros quadrados a que estiver re‑ tringido este complexo de escritórios. Ao telefonar para a London Underground. pois. «2010 é o ano da VU em Portugal» da mesma forma que 2009 foi o de Berlim. dando nova vida a carruagens Paradas. Para tal. Desta forma. ao velho eléctrico». seguramente. Em tal ambiente. Ao viajar de comboio pela Suíça. cada VU dá continuidade ao propósito para o qual os elementos que lhe dão corpo «as carruagens» foram criados: viajar. Tal como a da capital alemã. 44 design . e depois de um telefonema para a empresa respon‑ sável pelo metropolitano da capital britânica. para além de proporcionar bons espaços de trabalho a baixos custos. quem sabe. pois. tão simplesmente. contribuem para a dinamização da área onde é implantada. ou seja. lisboa e que estará tão alinhado com o seu conceito original como os carris Por onde. À cidade lisboeta basta deixar‑se contaminar por aquilo que a sua futura VU tiver para lhe oferecer. a ideia deste desenhador de móveis reveste‑se de um carácter bem mais arrojado. nasce uma ideia que Passa dentro de um comboio em movimento.

Subordinado ao tema “«What if one block in Texas became the sustainable model of the world?». São eles a dita arqui‑ tectura mais convencional. intitulam‑se de estúdio. Como ponto de parti‑ da. No entanto. José Niza e João Calhau garantem que têm “algumas ideias e projectos a germinar. O desafio de transformar um lote vazio localizado no centro da cidade de Dallas. mas o de criar meios para que uma comunidade pudesse habitar essa es‑ trutura. “intersecção entre arte e e m colaboração com concurso Para um estúdio híbrido que trabalha na arquitectura”. Enquanto arquitectos e criativos. o concurso foi organizado pelo gru‑ po americano Re:vision. 46 arquitectura Seta Amarela – Performance Urbana «Forwarding Dallas» Em parceria com o Atelier Data.se com um conJunto de colaboradores exterio res . outro atelier Português venceram recentemente um maram um lote vazio numa comunidade carbono zero. Forwarding Dallas: Moov + Atelier Data . onde a criatividade está em constante fervilhar António Louro. que se dedica ao incentivo de estratégias inovadoras e sustentáveis para o es‑ paço urbano. onde o colectivo tem desenvolvido múltiplas colaborações com artistas. com o projecto “Forwarding Dallas”. explica o colecti‑ vo. “que se revela em projectos concretos para edifícios a construir. que não necessariamente arquitectónicas. desde que útil para os projectos que te‑ mos em mãos. com uma equiPa fixa . O objectivo não era o de construir uma estrutura física. com o objectivo de o replicar como for‑ ma de organizar o espaço. e em propostas mais conceptuais para concur‑ sos de ideias” que se lhes apresentem como “oportunidades de pensar em temas que nos interessem”. J osé n iza e J oão c alhau dão corPo ao ProJecto m oov. sistema de estufas nos andares superiores. Como um estúdio dinâmico. as duas equipas foram procurar como funcio‑ nam os ciclos naturais. E por último um vector de índole mais artística. artis tas Plásticos ou meteorologistas . e que se sob a forma de instalações para espaços públicos. ao mesmo tempo que pretendia modernizar Dallas e promovê‑la como paradigma de uma solu‑ ção para outras cidades. as vistas e as superfícies de produção. que se traduz em auto‑propostas. unidades habitacionais diferenciadas. promovendo concursos que se po‑ sicionam como embriões de ideias visionárias para a cidade contemporânea. de executar alguns dos nos‑ sos próprios projectos. O Estúdio Em vez de atelier ou gabinete.Moov um estúdio híbrido de arte e projecto Texto: Ana Rita Sevilha Fotos: Moov DR a ntónio louro. sistemas de construção pré‑ fabricados com predominância nos materiais locais. zonas permeáveis para a prevenção de cheias e áreas de prevenção agrícola na cobertura foram algumas das estratégias adoptadas. Gostamos. neste caso específico de uma montanha. lembram. mas para já” gostariam “de os manter no segredo dos deuses”. talvez por isso. Espaços verdes no interior do quarteirão e coberturas verdes. se a dimensão e a agenda o permitir.. os Moov foram os vencedores do concurso internacional de arquitectura “Re:vision Dallas”. “Vemo‑nos mais como uma oficina onde trabalho manual e intelectual pode acon‑ tecer. a implementação de uma horta urbana e praia. mas não há nenhuma intenção conceptual profunda por detrás dessa denominação”. dallas em que transfor- os três elementos articulam . Texas. muita praia”. os Moov desenvolvem actividade em redor de três vec‑ tores que se intersectam. numa comunidade carbono zero vai começar a ganhar corpo em 2011. conheça os m oov. “Estes vectores in‑ tersectam‑se e contaminam‑se. que Podem ser “arquitectos . cumes e declives deram o mote a um sistema que procu‑ rava maximizar o aproveitamento solar. o trio levantou um pouco o véu e deixa pistas no ar: “para os pró‑ ximos meses estão previstos a concretização de um pequeno filme sátira.. O desenvolvimento de soluções. Vales.”. contribuindo de igual modo para um mesmo corpo de trabalho que se agrupa debaixo da designação Moov”. encostas. a desig‑ nação se tenha inclinado para estúdio. combinação de sistemas fotovoltaicos com sistemas eólicos.

HP. é apresentado como foi capturado. onde o artista interpreta o espírito da cidade através das luzes.AlexanderTóquio James – Taxi Series – Texto: Carolina de Almeida Fotos: Taxi Series By Alexander James © 2010. Uma forma de observação moderna.artmosh.com). Ermenegildo Zegna. Alexander James vê o processo de captura como um objecto de catarse. Depois de Milão. Peugeot. Todo o seu trabalho. o fotógrafo passou grande parte do tempo a deambular pelas ruas da capital nipónica. mais do que um exercício crítico. sem excepção. para capturar a emoção da cidade no seu estado natural e das suas muitas histórias nocturnas desconhecidas. Para criar este trabalho. A maneira como a paisagem urbana pode interagir com a superfície reflectora do táxi é muitas vezes neglicenciada e estas imagens pretendem capturar a luz que brinca com a energia da vida da metrópole. A sua técnica permite que as imagens fluam e se conectem entre si com um grande sentido de simplicidade. Versace.DistilEnnui. Com mais de 20 anos de experiência em publicidade. tantas vezes ignoradas. de alexander James. Samsung. inserida na série de exposições de arte rotativas Art Mosh (www. 48 surface .com a última instalação da colecção “taxi ”. foi fotóquio e mostra elementos gráficos em neon a brilhar num Palco escuro. alexander James semPre sentiu um tografada nas ruas negras de grande fascínio Pela energia que os táxis urbanos transmitem de noite e as imagens que aqui aPresenta dão forma a esse Ponto de vista. “Taxi Series – Tóquio” poderá ser vista este mês em Londres. www. em Fevereiro. Alexander James conta no currículo com clientes como a Microsoft. Chanel. sem cortes ou pós-produção.

50 surface .

52 surface .

5 High precision retouch nº3 Loose powder 00 54 beleza Bronze mania 1 Sheer blush 12 Fluid sheer 6 Fluid sheer 2 Sheer lipstick 21 Eyes to kill mascara nº1 Eyebrow pencil nº3 Smooth silk eye pencil nº0 Smooth silk eye pencil nº2 Lip gloss nº16 Palete sombras maestro nº5 Perfume IDOLE Casaco Malene Birger ysl por MiguEl catrica Fond de tent nº7 Touchet Blush nº7 Touche éclat nº1 Ombres duolumiéres nº25 Ombres 5 lumiéres nº9 Palette y-mail nº1 Rouge volupté nº28 Perfume Opium Vestido H&M .LOOKING 4 BEAUTY com ana mesquita fotografia Luciana Cristhovam rEalização Susana Jacobetty caBElos Yohann para &SoWhat SugeStõeS de MaquilhageM PriMavera/verão arMani por alExandrE rodriguEs Light master primer Master corrector nº2 Lasting silk fdt 4.

dior por inês pais Capture Totale 010 Diorskin Sculpt 001 Diorskin Flash 002 Diorskin Poudre Libre 001 Diorskin 002 Dior Sourcils Poudre 653 5 Coulours Palette 008 Crayon Khôl Blanc 007 Tracé Précis 098 Diorshow Black Out 099 Lip Maximizer Diorific Rouge 013 Dior Addict Crystal Gloss Perfume: Miss Dior Chérie Vestido Totem shisEido por alda salavisa Fluid Foundation O40 Concealer nº2 Loose powder nº1 Luminising bruch powder nº2 Blush luminising satin face colour PK304 Luminising satin eye colour YE121 e PK319 Advance volium mascara nº1 Perfect rouge glowing mat PK224 Luminising lip gloss PK303 Perfume Féminité du Bois Colar Rita Vilhena Jóias 56 beleza .

58 moda Alice(Central Models). calções Fornarina. tank top Nike. CHECK OUT THE PRODUCT PLACEMENT FOTOGRAFIA JOÃO BACELAR REALIZAÇÃO SUSANA JACOBETTY .

Hotpants Fornarina. t-shirt e shorts Lightning Bolt. long sleeved Levi’s. ténis Converse. Lia Serge(Elite Lisbon).60 moda Daria(Karacter). .

t-shirt Vans. Joaquim(Best Models). t-shirt Lacoste. Mini-Saia Adidas.62 moda Geovana Piveta (L’Agence). .

. t-shirt Adidas.64 moda Juliana Aneli(Best Models). Pedro Lemos(Elite Lisbon). t-shirt Fornarina.

Marcela Dias(L’Agence) t-shirt Diesel. leggings Adidas by Stella McCartney.66 moda Pedro Martin(L’Agence). . t-shirt Fred Perry. ténis Adidas.

t-shirt Pepe Jeans. calças Hilfiger. Calças Fornarina.Bruno Rosendo (L’Agence) t-shirt Carhartt. 68 moda Fotografia_João Bacelar Realização_Susana Jacobetty Assistida por_Inês de Oliveira Agradecimento_Associação Modalisboa Mariana Bier(Just Models). .

Á direita: Vestido Benetton. pregadeira H&M. pulseira Hoss. . À esquerda: Camisa e clutch Carolina Herrera. sapatos Replay. Maquilhagem: Inês Pais com produtos Dior. sandálias Merrell.BALANCE 70 moda Fotografia: Frederico van Zeller. calças Adidas. Modelo: Andressa (Just Models). Realização: Susana Jacobetty. Cabelos: Anne Sophie.

72 moda Biquini e bandolete H&M. ténis Onitsuka Tiger. sandálias Fly. Macaco Mango. . fita H&M. casaco Patrizia Pepe.

. mala Converse. sandálias Cat. botas Cubanas. colar Hoss. saia Guess.74 moda Top Lacoste. brincos e cinto Fornarina. calças Fornarina. Top H&M.

editado o ano passado pela independente Matador. Não é por acaso que muitos artistas plásticos e cineastas lhes atribuem enorme culto. Pelo meio e com entrada de Jim O’ Rourke. Facto evidente na relação com as artes e na sua união com a música dos Sonic Youth. Lisboa. 23 de Abril Apoio Institucional 76 agenda -. sob a batuta de Glenn Branca e Rhys Chatham. Porto. que muitos consideram como o melhor momento do outrora quarteto.pt Patrocinadores Coliseu dos Recreios. “Sister” e “Daydream Nation”. o início dos anos 1990. expressam a raiz experimental da banda. 22 de Abril Coliseu do Porto. Nova Iorque é o berço dos Sonic Youth e das histórias que contam. o que lhes permitiu. Steve Shelley e agora.agenda soniC Youth . O 16. depois de tantos anos a preencher os nossos dias. leva‑nos a crer que o título não é mera coincidência. é marcado pelo contrato com a multinacional Geffen. Texto: Manuel Simões Sabe como participar em rockinrio-lisboa. “The Eternal”. Este mês estarão por cá para o provar e o mais incrível é que. A entrada de Shelley na bateria arranca em 1986 com a fabulosa trilogia “Evol”. em prol de total liberdade nas edições. (dos regressados Pavement) formam um colectivo que permanece activo e num percurso coerente. No entanto. Kim Gordon.sapo. “Murray Street” e “Sonic Nurse”. re‑ alçam a veia experimental e lançam dois dos discos mais progressivos. desde 1980. De facto. para nós. serão sempre eternos.º trabalho.destaque Visite o Rio de Janeiro Patrocinador Principal Media Partners . como também a série experimental na própria editora da banda (SYR). temos a certeza que nos Coliseus de Lisboa e Porto iremos encontrar do adolescente borbulhento ao adulto convencional que os acompanha desde sempre. Apesar das idades (andam na casa dos 50). e que se compreendem aos segredos de uma cidade envolta na dicotomia amor/ódio. e a atitude “No Wave”. Lee Ranaldo.Thurston Moore. os Sonic Youth parecem ter um saco sem fundo onde não param de brotar ideias e uma jovialidade que lhes é inerente. em contraponto ao género comercial e popular “New Wave” de então. continuar no conforto dos moldes habituais. As primeiras impressões no registo homónimo ou no mítico “Confusion is Sex”. Mark Ibold. para além de maior visibilidade.

e um dos novos e mais seguros valores da música electrónica. a rapper emprestou a voz a ‘Tthhee Ppaarrttyy’. daqueles discos que já não se fazem. 21 e 39 . desde 2006. combinado com a vida intensa na estrada. Este concerto integra um “vasto leque de ac‑ ções da Nokia Music Store”.the horrors + CrYstAl CAstles . nas novas composi‑ ções do duo. A edição deve acontecer no final de Maio e o registo é descrito pela própria como «esqui‑ zofrénico» e o seu «reflexo como artista». porco e mau – nós adorámos. A espera parece ter terminado. 130 . no mínimo.A Nokia Music Store portuguesa celebra a 17 de Abril o seu primeiro aniversário com o patrocínio a um con‑ certo único em Lisboa que junta os canadianos Crystal Castles aos britânicos The Horrors. “Primary Colours”.Uffie nasceu nos Estados Unidos.com. Dr. Os singles “Pop The Glock”. de 2008. Uffie nas lides artísticas. sujo. a esperança é que. 911 4100-128 Porto Tel: 226098968 Telm: 914943039 E-mail: info@triplex. a integrar um novo álbum a editar em bre‑ ve – e que deverá seguir na linha do primeiro disco. Para to‑ dos os outros. Anna‑Catherine Hartley. “Sex Dreams and Denim Jeans”. no Lux. os felizardos que marcarão presença no Coliseu dos Recreios. A sua (ainda) curta carreira não se esgota nestas colabo‑ rações e. a francesa Ed Banger.Telef. 911 4100-128 Porto Tel: 226098968 Telm: 914943039 E-mail: info@triplex. a electrónica. come‑ çou por estudar moda mas o apelo da música foi mais forte. Ambos os grupos são repetentes em palcos nacionais. 223 323 512 AVEIRO | Av. com produção assinada por Feadz. e a temas de Mr. já deu como frutos cinco EPs. Apontada como uma das musas dos DJs fran‑ ceses. dos Justice. 01 de Maio PORTO | Rua das Carmelitas. já que está finalmente concluído o aguardado álbum de estreia. Lourenço Peixinho.pt caférestaurantebar internet wireless gratuito happyhouraté20h Avenida da Boavista.marquessoares. o hip hop ou o rap. Oizo ou DJ Feadz. é um dos nomes proeminentes de uma das editoras mais respeitadas da actualidade. 17 de Abril uffie . segundo trabalho do grupo. portanto. feio. que misturam géneros como o synthpop.com. meio caminho entre o noise electrónico e músi‑ ca de videojogo dos anos 1980. no caso dos Crystal Castles. os Crystal Castles no Alive! e os The Horrors a norte.pt Lux. autores de um dos melhores discos de 2009. A expectativa para o concerto de Lisboa reside. Texto: Pedro Primo Figueiredo Coliseu dos Recreios. 234 348 000 78 agenda -. intenso. 222 042 200/54 Rua de Santa Catarina. Lisboa. Texto: Samuel Cruz Avenida da Boavista. “First Love” e “Hot Chick” andam há muito na boca de todos. a dica é só uma: preparem os vos‑ sos melhores penteados para tentar rivalizar com os por‑ tentos capilares dos The Horrors. Já dos The Horrors. foi uma pedrada no charco. no entanto o êxito alcançado chegou a assustá‑la e. em Paredes de Coura. acabou por conduzir a adia‑ mentos sucessivos do lançamento de um longa‑duração. passou grande parte da infância em Hong Kong. vive em Paris.Telef. A 01 de Maio Uffie vai mostrar porque é um nome a seguir com aten‑ ção.Telef. Mirwais. em Lisboa. Oizo e a colaboração de Pharrell Williams. com o primeiro concerto em território nacional. 55 a 57 . e para quem não puder marcar presença. SebastiAn e Mr. sejam tão bons como em disco: “Primary Colours”.música .ai 09/11/18 35 ○ 2131469 158 rua do alecrim lisboa tel 21:52 a rcas lhores ma s me Ag ares arques So sua espera ora na M estao a C M Y CM MY CY CMY K www. tendo actu‑ ado o ano passado em festivais portugueses. entre os quais o recente “MCs Can Kiss”. Lisboa.pt ○ 20091118_motor_anuncio_dif_102x134mm_AF. fica o alerta de que o espectáculo será transmitido em directo na loja virtual da marca.

há quem o considere ironicamente homofóbico (ao mostrar a homosexualidade como uma “moda”) e sexista (a mulher surge como “violadora” do homem). www. 21 716 61 33 /.18/B5 – Lisboa. Por Vocação.com/pt. www. Fly London . Tm. 93 488 30 60. O resultado só pode ser hilariante.com. T. Tm. www. Ben Sherman – Lusogoza.melissausa.puma. Lua de Champagne. B4 ‑ Porto.com 80 agenda -. Tm. 21 346 61 25. www.. 24 988 93 30. www. Av. de Roma ‑ Lisboa. 21 342 15 85. www.Sagatex. é ne‑ cessário abraçar o processo em toda a sua complexidade. T. T. 210 108 950. 21 778 22 70. 21 711 31 76. 42. Timezone – Companhia dos Desportos.com. 21 042 44 00. 76‑78. T. T. T.Fortunato O. 91 996 32 18. H&M.com. De certa forma podemos comprová‑lo neste seu último trabalho. 28. 21 374 93 38 / Colombo – T. Rua Nova do Alfândega. Maria Gambina. Lynn Sheldon constrói uma sátira ao androcentrismo. www. 91 999 15 57. Pepe Jeans. Andrew apercebe‑se que ela já sabe da aventura em que ambos vão embarcar e sem querer. Tm. T. T. Bairro Alto – Lisboa. realização e produção. Chiado – Lisboa. frequentemente com recurso a câmaras de vídeo digitais. Le Coq Sportif. Cheyenne. 22 600 97 01. Rua da Rosa. 21 347 22 89. Chiado – Lisboa. Escreve. www.C. Tm. Rua Nova do Almada 11‑2E – Lisboa. www. 22 610 70 83.munichsports..blogspot. 21 460 14 20. pepejeans.pt. 22 600 91 75.ysl. A história começa quando dois amigos. YSL. T.com. Apart. Bairro Alto. Kickers. Tm. os actores são inexperientes e os agumentos improvisados. a reacção de Anna é tão negativa que Ben decide mentir‑lhe e diz que apenas vai ser um assistente e não um actor no filme. directora de fotografia e editora de imagem. Diesel store Lisboa. Spalding. Springfield. 22 377 11 64. lote 1.dior. “Humpday” é um filme que resulta desse trabalho árduo de conjugar tarefas tão distintas como escrita. Insight. A outra face da lua. 22 508 91 53. 22 092 70 02. T. Christian Dior. Rua Fonte Luz. Nike Sportswear. Edíficio Art’s. T. calçado Lda. T.lacoste. 14 – Porto. Lda. 30. 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Bairro Alto – Lisboa. em conversa com Anna. Luís Buchinho. Para os mais curiosos é preciso esperar pelo dia 06 de Maio. literalmente. Ricardo Dourado.Rep. Puma. Rua Pedro Homem de Melo. Porto – T. 21 347 93 37 / Colombo – T. pt. T.lee‑eu. Tm.Lynn Sheldon representa o conceito de one‑woman‑ show no cinema independente norte‑americano.it. com/pt. T. Frederico & Cª Lda.purificaciongarcia.com. www. www. Tm. T. Ricardo Preto. T.it.it. João II. 21 319 31 30. www. Essencialmente o mo‑ vimento caracteriza‑se por produções de orçamento muito reduzido. www. 22. Bernard Willhelm. esperando despertar o sentido de humor em qualquer homem que se ria de si mesmo.adidas. PF Flyers .com.ascoisaspelonome.com. Miss Xip – F. Rua da Rosa 195/197.fernandapereira. CascaisShopping – T. T. Bairro Alto – Lisboa. Gio Goi e Quick – As coisas pelo nome. como um “projecto de arte” entre dois homens heterossexuais e submetê‑lo ao festival de cinema HUMP!.com. T.storytailors. Emernegildo Zegna. Tm. Adidas Eyewear.rbk. 21 716 61 32 /. de Moda Unip. DKNY. CascaiShopping – Lisboa.Vestima. Chiado – T. 213 433 710. 21 342 19 80. 96 643 51 79. info@alexandramoura. 21 799 81 49. Tel. T. Rua do Carmo – Lisboa. Bairro Alto – Lisboa.pt.com. 21 234 31 95. Bairro Alto – Lisboa. 37.com. Rua do Norte. 21 340 00 10. o filme recebeu o Prémio especial do Júri para “Spirit of Independence”. T. www. 96 689 29 65. 47. Levi’s – Levi’s Portugal. Women’s Secret. Vestal. Indian Rose. Rua Mouzinho da Silveira – 1723 Porto.com. Carhartt. Reebok. Rua da Assunção. Converse – Proged. 91 481 11 48.nikitaclothing. Filipe Beu – Tm. Av. T. Rua do Carmo. 21 445 9404. 21 112 1212. Almada Forum. Cat – Bedivar. T.mangoshop. Rua Sousa Viterbo. Anna fica furiosa com Ben mas este insis‑ te que quer ir avante com a experiência. António da Glória. Chiado – Lisboa. Ben (Mark Duplass) e Andrew (Joshua Leonard) voltam a encontrar‑se depois de 10 anos sem se verem. Os dois amigos decidem encontrar‑se num hotel.cinema 81 ..com. nas palavras da Total Film. 125 – Porto. 1250‑080 Lisboa Recorta ou fotocopia este formulário e envia‑o para Publicards Publicidade lda. El Corte Inglés. 22 953 59 67. Alexandra Moura. Cernache ‑ Coimbra. 9. C.. Purificacion Garcia. Av. Lynn Sheldon é apontada como uma das realizadoras do género. 22 375 90 85. fffelizardo@netcabo. 22 610 55 82.gasjeans. www. Tm. 96 536 00 35 / 96 843 52 25.newbalance. da Liberdade.C. Praça Luís de Camões. Primeiro filmam‑se aos beijos e depois aos abraços. No entanto. T. 91 744 97 78. 96 528 55 89. Rua da Rosa. Com Mark Duplass. T. agenda humpdAY. 151 – Lisboa. “Humpday” é muito mais que um filme independente. Ana Salazar. Eastpak . Rua Nova do Almada. Lda. 25 681 23 76. mas desde logo eliminam qualquer outro avanço sexual. Rua do Carmo. 21 446 15 30. Joshua Leonard e Alycia Delmore Texto: Ana Cristina Valente 10 números por 10 euros guia de compras Adidas. 223 770 230. Aforest Design. UMM Portugal. 22 374 52 77. Onitsuka Tiger – Asics Portugal. Casal de Sao Lourenço . Bizuca – 91 758 71 69. Lara Torres. heterossexuais. 21 340 40 96 / Tm. Passeio de Catábrico. www.P. New Balance. Acqua Roma. U Roads – Lekip. Rua Luz Soriano. data prevista para a estreia. Mango.es. Vans . 3041‑501.energie.com. C. Lisboa – T. 21 385 18 42. www. T. Rua Fonte da Luz.. Nenhum decide quem irá ser o sujeito activo e o sujeito passivo. Mas o esforço não foi inglório e na edição de 2009 do Festival de Sundance. Bairro Alto – Lisboa. Munich. Ambos têm em atenção o outro para nenhum desistir se o outro quiser continuar. www.mango. produz. T.fornarina. Chiado – Lisboa. 85. 93 760 02 00. www. 96 821 92 13. www. 26 186 09 00. 239 802 500. Tm. T.com. Cubanas@cubanas‑shoes.Recebe a dif em tua casa 73 Nome* Endereço* Telefone E-mail Profissão Idade * campos obrigatórios para a recepção da dif em tua casa Endereço: Publicards Publicidade. Fornarina. Rua do Norte.Sixty Portugal. para muitos é uma lufada de ar fresco. www. T. D. Goorin.com. Rua do Carmo.com. apenas de cue‑ cas vestidas. RaRe.com. Melissa. Mas apesar do reconhecimento.wesc. Rosa 78. 21 017 30 91. Durante uma festa tresloucada.com ou www. GAS. 91 218 18 88. Firetrap – Buscavisual . www. 21 460 02 79. 29 121 18 60. “o filme que Hollywood não teria a coragem de fazer”. We are Replay. www. Por outro lado. mas também já foi actriz. T. T. Armazéns do Chiado. info@valentimquaresma. Mas assim que lhe começa a falar do festival. 21 886 34 30. 141 – Porto. 22 618 25 68. Porto – T. 64. Orelhudo. Tm. 93 413 43 92. realiza. www. de lYnn sheldon . Fernanda Pereira. Valentim Quaresma. Rua do Norte. Bairro Alto – Lisboa. 914415621. vêem‑se envolvidos num desafio de “Verdade ou Consequência” em que ambos se comprome‑ tem a realizar um filme pornográfico homossexual.killah. Killah e Miss Sixty . lda. Avenida da Boavista 1767‑1837 Loja 1‑2. Parque das Nações. Cubanas. www. 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Ele abriu o seu. e assim o fizeram os que tinham pernas para correr. nem produziu enzimas de stress no seu fígado. lá ia eu bem sozinha… Tinha acabado de comprar um livro. Folheava o livro e. pararam lado a lado no mesmo sinal vermelho. podia ter acabado tão mal aquela tarde… Cenário B (B de besta) O que nos leva ao pior cenário. pela primeira vez durante todo o dia. corrupta. mal formado. Manuel não é doido. um final de tarde. esse prazer que é a esperança de trazer ali algo de bom. Manuel carrega no acelerador e até pestaneja. Estava calor embora fosse Fevereiro. não tiveram como. bem o apalpamos e imaginamos. Foi barrado pelo sinal de trânsito ao entrar nos Restauradores. o seu BMW já estava fora de moda. é preso e demora mais de 20 anos a desencarcerar‑se da culpa. É apenas mal‑ educado. muito menos um ponto de embriagagem entre o acelerador e a buzina. Mas não trava a tempo. Mas é sempre uma incógnita. ao volante do seu BMW. Fui obrigada a levantar os olhos do meu livro e a olhar para aquela insanidade: um condutor carregava na sua buzina com a mesma força com que carregava no acelerador durante segundos. Manuel. mas tudo é possível. testemunhei‑o ‑ esteve a milímetros de acontecer. assim que pôs o seu belo carro nos Restauradores. loira mas discreta. Gente a querer voltar para casa quando eu acabara de sair da minha. mas logo à frente. Até que ouvi uma grande buzina. de olhar meigo a suportar o trânsito. furando o espaço entre os peões que ainda tentavam alcançar o passeio. Ali à minha frente. foi barrado por um vermelho. ao volante de um ainda mais recente modelo da mesma marca de automóveis. E andava nestas divagações quando parei em frente à Estação do Rossio. chamemos‑lhe assim. até nele mergulharmos nunca saberemos se foi o melhor companheiro para trazer da loja. Ao seu lado. Barafustou um pouco por estes peões não saberem respeitar os sinais de trânsito. apenas manteve a marcha nos 30 quilómetros hora. estava estacionada uma bela mulher. que se desviassem. naturalmente. Quando saiu desse estado letárgico. Como a cor dos lábios dela. nem acelerou. É uma história triste. não me entregava à pressa da cidade. na Avenida da Liberdade. histérica de maldade. Diria até. agarrou num cartão com os seus contactos e fê‑lo deslizar lá para dentro. A vida das pessoas não é um joystick. não a vou desen‑ volver muito mais. É pois o cenário menos provável. Ele passou o seu sinal verde. mas não enviou quaisquer sinais de raiva ao seu estômago. que desta vez acatou. estridente.O Cavalheiro do Rossio sem carta ou a bestinha que merecia ficar Texto: Raquel Ochoa Ilustração: Vasco Vicente / WHO Pelas ruas de Lisboa. Cenário C C. Manuel. Se quisessem. Aliás. e Rua das Pretas para o outro). Seguiram lado a lado e já no cruzamento (a Praça da Alegria para um lado. depois deste episódio. Obviamente olhava para as coisas como eles as tinham visto pela manhã. de cavalheiro. Viram‑se e arrancaram os dois ao mesmo tempo. sendo no entanto. nem buzinou. carregou no acelerador e na buzina com tal raiva que já tinha reflectido durante largas horas que pisar um peão a mais ou um peão a menos era algo tolamente ultrapassável. Semáforos e hora de ponta. Bem‑vindos! Estamos em Lisboa… A atitude foi tão desconcertante que fui obrigada a reflectir sobre três cenários: Cenário A (e o verídico) Manuel. Um jovem de 17 anos e uma senhora de 55 não conseguiram estugar o passo. O pessoal dos BM entende‑se… 82 desilluminati . Ela abriu um pou‑ co o vidro do lugar ao seu lado. é verdade.

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